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Infecção de Ana Maria Braga e João Doria por Covid é alerta: devemos continuar nos cuidando
Foto: Divulgação

Recentemente, Ana Maria Braga testou positivo para COVID-19 e gerou muitas dúvidas nas redes sociais. A apresentadora contraiu a doença mesmo após receber as duas doses da vacina, deixando muitas pessoas inseguras. Na semana passada, foi a vez do governador de São Paulo, João Doria, informar que também havia sido contaminado mesmo com a imunização. Isso significa que a vacina não funciona? De jeito nenhum!


O que devemos nos lembrar é que nenhuma vacina consegue fazer com que a doença deixe de existir. Isto só acontece com a grande maioria da população é vacinada e após a doença parar de circular, como aconteceu, por exemplo, com a poliomielite no Brasil.  


Entre as vacinas contra a COVID-19 aprovadas no Brasil, temos excelentes números sobre a proteção conferida por cada uma: a CoronaVac gera 90,3% de proteção contra internamento em UTI e 86,3% de proteção contra morte por COVID; a Pfizer traz 92% de prevenção de hospitalização; a Astrazeneca traz 88%; e a Janssen consegue ter 85,4% de prevenção contra a COVID grave. 


Tenho ainda que ressaltar que estes números são referentes à proteção somente da vacina, sem avaliar a chamada “imunidade de rebanho”, que acontece quando uma grande parcela da população já se encontra vacinada, diminuindo muito a cadeia de transmissão e gravidade dos casos da doença. E aí está o grande motivo pelo qual muitas pessoas vacinadas ainda estão testando positivo para a COVID-19: o vírus ainda está circulando muito no Brasil. Quanto mais a vacinação demora, mais pessoas se infectam e transmitem e novas variantes surgem. 


As vacinas não impedem que o vírus cause infecção. O objetivo é diminuir a gravidade e frequência da doença, o que já estamos vendo acontecer em vários estados brasileiros apesar de não termos mais de 20% das pessoas totalmente imunizadas (com duas doses da vacina ou com a de dose única). É muito importante sabermos que além das pessoas vacinadas ainda poderem se infectar, também podem transmitir a doença para outros, vacinados ou não. 


Fica então o alerta: continuemos a nos proteger. Usar máscara, álcool e manter o isolamento social não podem deixar de ser feitos até que a grande maioria da população esteja protegida, o que ainda pode levar alguns meses. Não relaxar com estas medidas faz parte da solução do problema, que só vai passar com a vacinação em massa o mais rápido possível. 

 

*Renata Carriço é Clínica Geral e atua na área de Diagnóstico Diferencial em Recife-PE

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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