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Itabuna: Ex-presidente de Associação Comercial morre vítima da Covid-19
Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Um empresário natural de Itabuna, no Sul, morreu nesta quinta-feira (19) vítima de complicações da Covid-19. Antônio Moisés Ribeiro Santos, de 78 anos, foi fundador da loja "Moisés materiais para construção" e também presidente da Associação Comercial e empresarial de Itabuna entre 1985 e 1987.

 

Além de Itabuna, a empresa também tinha filial em Ilhéus, na mesma região. Conforme o G1, o empresário estava há internado no Hospital Aliança, em Salvador. O sepultamento deve ocorrer nesta sexta-feira (20) na capital baiana.

 

Em nota, a prefeitura de Itabuna lamentou a morte do empresário e prestou solidariedade aos familiares e amigos do itabunense.  

 

“Neste momento de dor e saudade, o prefeito Augusto Castro pede a Deus que conforte os familiares de Moisés Ribeiro e receba sua alma com alegria na morada eterna”, disse o prefeito Augusto Castro.

Quinta, 19 de Maio de 2022 - 19:10

Por Outro Lado: Casos de dengue e chikungunya disparam no Brasil

por Nuno Krause

Por Outro Lado: Casos de dengue e chikungunya disparam no Brasil
Arte: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O número de casos de dengue aumentou exponencialmente no Brasil. Entre janeiro e abril de 2022, o país contabilizou 654,8 mil notificações da doença, contingente maior do que o registrado no ano de 2021 inteiro. Foram 544 mil no ano passado (veja aqui). 

 

Com a chikungunya não é diferente. Em São Paulo, por exemplo, houve um aumento de seis vezes no número de infectados em relação a 2021. Tudo isso ocorre em meio ao desabastecimento de insumos necessários para a realização de testes de arboviroses (leia aqui), que acontece há pelo menos uma semana.

 

Nesta quinta-feira (19), o Por Outro Lado conversa com a infectologista Clarissa Ramos, para entender quais consequências esses problemas podem causar. 

 

Além de ser reproduzido na RBN Digital, toda quinta-feira, às 19h, o programa fica disponível no Spotify, Deezer e Castbox

Estudo aponta que reinfecção de Covid se tornou mais comum com Ômicron
Foto: CDC/Unsplash

A variante Ômicron do coronavírus é capaz de provocar reinfecções da Covid em um intervalo menor de tempo, segundo um  estudo feito na Universidade Stellenbosch, na África do Sul. Conforme apontado pelo estudo, as ondas anteriores da Covid-19, as reinfecções ocorriam após cerca de seis meses. Já na atual, foram notadas ocorrências em apenas 90 dias depois da primeira infecção. 

 

Segundo o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o estudo, publicado neste mês na revista científica Science, aponta o motivo de algumas pessoas terem sido diagnosticadas com Covid-19 duas ou três vezes nos últimos meses.

 

Para os cientistas, a vantagem do vírus nas múltiplas mutações encontradas na proteína Spike é o principal fator. “A principal vantagem dessa variante é sua capacidade de evitar a imunidade adquirida naturalmente (nas ondas anteriores)”, escreveram os autores do estudo.

EUA confirma primeiro caso de varíola de macaco no país
Foto: CDC/Divulgação

O Departamento de Saúde Pública (DPH) do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, confirmou, nesta quarta-feira (18) o primeiro caso de varíola de macaco no país. Segundo anunciado, o paciente é um homem que esteve no Canadá recentemente.

 

De acordo com o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o paciente está hospitalizado e em boas condições de saúde, conforme o DPH, o caso não oferece risco ao público. Órgão ainda informou que os possíveis contatos que estiveram com o homem durante a infecção estão sendo rastreados.

 

A Europa, Reino Unido, Portugal e Espanha já identificaram 17 casos da varíola de macaco. A doença foi diagnosticada pela primeira vez em humanos em 1970 e, pelo que se foi observado, provavelmente é transmitida por meio do sexo sem proteção, além de pelo contato com lesões em pessoas doentes ou gotículas liberadas durante a respiração.

Hospital Roberto Santos promove ações de incentivo à doação de leite humano
Foto: Divulgação

Devido ao baixo estoque, o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) está promovendo, até esta sexta-feira (20), ações de incentivo à doação de leite humano e frascos de vidro.

 

Durante esta semana, estão sendo realizadas rodas de conversa com a equipe sobre aleitamento materno, atividades com as gestantes do pré-natal de alto risco, entrega de certificados e ações educativas com as puérperas doadoras e distribuição de folder informativo na recepção da unidade.

 

Celebrado em 19 de maio, o Dia Mundial da Doação de Leite Humano representa um momento para sensibilização e estímulo da sociedade sobre a importância da doação. O objetivo final da ação é ampliar o estoque dos Bancos de Leite Humano.

 

De acordo com a coordenadora de enfermagem do Banco de Leite Humano do HGRS, Nilma Dourado, o incentivo à doação é essencial neste momento, pois os estoques da unidade estão baixos. A profissional ressalta que não há um substituto tão completo para a alimentação do bebê quanto o leite materno.

 

"Os benefícios do leite materno é único. Ele protege o bebê contra doenças, dá o suporte nutricional adequado, células de defesa e ainda promove um vínculo afetivo. É o alimento completo", pontua.

 

Para se candidatar, as mães que desejam doar devem ir até o banco de leite mais próximo e apresentar exames de pré-natal e sorologia. Quem deseja doar vidros devem selecionar frascos com tampa plástica, como as de café solúvel.

Salvador prossegue com vacinação contra Covid-19 nesta quinta; confira estratégia
Foto: Bruno Concha / Secom-PMS

A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), segue com a aplicação da vacina contra a Covid-19 nesta quinta-feira (19), das 8h às 16h. A imunização contempla a estratégia “Liberou Geral” para aplicação da 1ª dose em pessoas com 12 anos ou mais, além da 2ª e 3ª dose para indivíduos com 18 anos ou mais, mesmo não morando em Salvador ou não tendo tomado as doses anteriores na cidade. O único requisito é ter o Cartão SUS vinculado a algum município do estado da Bahia.

 

O interessado deve apresentar, obrigatoriamente, original e cópia do cartão de vacina, carteira nacional de vacinação digital (ConectSUS) atualizada, documento de identificação com foto e comprovante de residência do município do Estado da Bahia.

 

As unidades seguem ainda com a aplicação da 4ª dose da vacina contra a Covid-19 para idosos com 65 anos ou mais e pessoas imunossuprimidas, que tomaram a 3ª dose até 18 de janeiro de 2022. Assim como os idosos e imunossuprimidos, os demais grupos não incluídos na estratégia “Liberou Geral” devem residir em Salvador e ter o nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde, no endereço www.saude.salvador. ba.gov.br. Continua também a vacinação para crianças de 5 a 11 anos, com nome na lista do site da SMS, em instituições de ensino da capital baiana.

 

Documentos:

 

Criança ou adolescente acompanhado pelo pai ou mãe: É necessário estar com nome no site da SMS e, no ato da vacinação, apresentar original e cópia do documento de identificação com foto do pai ou da mãe que estiver presente, original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, e originais da caderneta de vacina e Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente.

 

Criança ou adolescente desacompanhado do pai ou da mãe: É necessário estar com o nome no site e, no ato da vacinação, estar acompanhada por outra pessoa maior de 18 anos. Além disso, deverá ser apresentado o Formulário de Vacinação preenchido e assinado pelo genitor da criança (pai ou mãe), cópia do documento de identificação com foto do responsável pela assinatura no documento, mais original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, além dos originais da caderneta de vacina e do Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente. O Formulário de Vacina está disponível para impressão no site da SMS.

 

Adultos: Deverão apresentar no ato da vacinação o ConectSUS atualizado e documento oficial de identificação com foto.

 

Voluntários de pesquisas e estudos: Para recebimento da 3ª dose, os voluntários de pesquisas e estudos deverão apresentar os documentos citados acima, além de declaração do instituto de pesquisa indicando que estão liberados para 3ª dose, sem prejuízo do prosseguimento do estudo/pesquisa.

 

 

Gestantes e puérperas: As gestantes devem apresentar, obrigatoriamente, cópia impressa da prescrição médica. As puérperas, além da prescrição médica, devem também apresentar uma cópia da certidão de nascimento do bebê ou Declaração de Nascidos Vivos.

 

Imunossuprimidos - 4ª dose e idosos com 65 anos ou mais: Os interessados devem ter 18 anos ou mais, já ter tomado as três doses do esquema vacinal, tendo tomado a 3ª dose até a data indicada na estratégia.

 

Os casos excepcionais relacionados à falta de apresentação da documentação completa serão tratados individualmente no próprio ato/local da vacinação, como vem ocorrendo desde o início da estratégia.

 

Aprazamentos desta quinta (19):

 

*2ª dose – Coronavac: crianças e adolescentes de 6 a 17 anos – que tomaram a primeira dose até o dia 21/4/2022

 

*2ª dose – Pfizer pediátrica: crianças 5 a 11 anos – que tomaram a primeira dose até o dia 24/3/2022

 

*2ª dose Coronavac: aprazados até 19/5/2022 – liberou geral

 

*2ª dose Pfizer: pessoas com 12 anos ou mais aprazadas até 14/6/2022 – liberou geral

 

*2ª dose Janssen: para quem tomou a primeira dose/dose única da janssen até a data de 18/3/2022

 

*2ª dose Oxford: aprazados até 14/6/2022

 

*2ª dose: gestantes e puérperas aprazadas até 14/6/2022

 

*3ª dose: pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a segunda dose até o dia 18/1/2022 – liberou geral

 

*3ª dose – Pfizer: imunossuprimidos com 12 anos ou mais que tomaram a segunda dose até o dia 22/3/2022

 

*3ª dose: gestantes e puérperas que tomaram a 2ª dose até o dia 15/12/2021

 

*4ª dose: pessoas com 12 anos ou mais imunocomprometidas que tomaram a 3ª dose até dia 18/1/2022

 

*4ª dose: idosos com 65 anos ou mais que tomaram a 3ª dose até 18/1/2022

 

Postos:

 

1ª e 2ª doses pediátricas: crianças de 5 a 11 anos (incluindo imunossuprimidas)

 

Postos fixos: USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Menino Joel (Nordeste de Amaralina), USF Alto das Pombas, USF Garcia, USF Imbuí, USF Pituaçu, USF Vale do Matatu, UBS Manoel Victorino (Brotas), UBS Eunísio Teixeira (Saboeiro), USF Arraial do Retiro, USF Saramandaia, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras XI, USF Cajazeiras IV, UBS Péricles Cardoso (Barbalho), USF Gamboa, UBS Ministro Alkimin, USF São José de Baixo, USF Jardim das Margaridas, UBS Orlando Imbassahy (Bairro da Paz), USF Mussurunga I, UBS São Cristóvão, USF Vila Verde, USF San Martim III, 16º Centro de Saúde do Pau Miúdo, Multicentro Liberdade, USF Gal Costa, USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), USF Nova Brasília, UBS Castelo Branco, USF Pirajá, UBS Frei Benjamin (Valéria), USF Capelinha, UBS Sérgio Arouca (Paripe), USF São Tomé de Paripe, USF São João do Cabrito, USF Colinas de Periperi, USF Alto da Terezinha, USF Fazenda Coutos III, USF Alto de Coutos I, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

 

1ª, 2ª, 3ª e 4ª doses: pessoas com 12 anos ou mais

 

Postos fixos: USF Sabino Silva (Nordeste de Amaralina), 5º Centro de Saúde (Barris), Multicentro Amaralina, USF Federação, USF Santa Cruz, USF Calabar, USF Parque de Pituaçu, UBS Cesar de Araújo, USF Curralinho, UBS Mário Andréa (Sete Portas), USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), UBS Cosme de Farias, USF Sussuarana, USF Arraial do Retiro, USF Calabetão, USF Resgate, USF Mata Escura, USF Estradas das Barreiras, UBS Engomadeira, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), USF Cajazeiras X, USF Boca da Mata, USF Yolanda Pires, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Terreiro de Jesus, USF Pelourinho, UBS Santo Antônio, UBS Virgílio de Carvalho (Bonfim), USF Joanes Leste, USF Joanes Centro Oeste, USF São José de Baixo, USF São Cristóvão, USF Alto do Coqueirinho, USF KM 17 (Itapuã), UBS Eduardo Mamede (Mussurunga), USF Parque São Cristóvão, USF Jardim Campo Verde, USF Coração de Maria, USF Aristides Maltez (São Cristóvão), USF Santa Mônica, USF San Martin I, USF IAPI, USF Cambonas (Via Regional), USF São Marcos, UBS Sete de Abril, USF Dom Avelar, USF Boa Vista de São Caetano, USF Recanto da Lagoa II, USF Antonio Lazzarotto (Plataforma), UBS Péricles Laranjeiras (Fazenda Grande do Retiro), USF Deputado Luiz Braga (Pirajá), USF San Martin II, USF Alto do Peru, USF Vista Alegre, USF Itacaranha, USF Beira Mangue, USF Alto de Coutos II,  USF Plataforma, USF Tubarão, USF Teotônio Vilela II, USF Alto do Cruzeiro, USF Nova Constituinte, USF Alto do Congo, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

Quarta, 18 de Maio de 2022 - 14:20

Novo exame de sangue pode ajudar no diagnóstico de Alzheimer

por Samuel Fernandes | Folhapress

Novo exame de sangue pode ajudar no diagnóstico de Alzheimer
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um novo exame de sangue recém-chegado ao Brasil pode auxiliar no diagnóstico do Alzheimer. Por utilizar uma tecnologia que identifica pequenas moléculas em amostras de sangue, o procedimento possibilita observar a presença de um importante marcador da doença.
 

O Alzheimer tem sintomas como perda de memória e dificuldade de fazer atividades cotidianas por estar associado a uma degeneração do sistema nervoso central.
 

A doença é o tipo de demência com maior prevalência no mundo. No Brasil, ela atinge aproximadamente 1,2 milhão de pessoas e acomete cerca de 11% da população idosa, que é a mais atingida pela condição.
 

Em relação à mortalidade, o Global Burden of Disease (GBD) de 2019 aponta que o Alzheimer junto com outras demências representam uma taxa de 25 mortes a cada 100 mil habitantes no país.
 

O diagnóstico é feito principalmente por meio da prática clínica. Desse modo, o médico investiga, diante de sintomas e exames, se uma pessoa realmente está com Alzheimer. Algumas pesquisas, por exemplo, já avançaram para entender as causas da condição de modo a aumentar a precisão do diagnóstico.
 

Uma das correntes mais consolidadas sobre a origem da condição observa duas proteínas que são consideradas marcadores do Alzheimer --ou seja, substâncias associadas à enfermidade.
 

Uma dessas proteínas é a beta-amiloide, que normalmente é encontrada nas paredes dos neurônios, importantes células para o funcionamento cerebral.
 

Rodrigo Carvalho, neurologista do centro de neurocirurgia DFVNeuro e do Hospital Sírio-Libanês, explica que, em excesso, a beta-amiloide passa a ser depositada nos tecidos do cérebro.
 

"Uma das hipóteses é que esse depósito da proteína começa muitos anos antes do início dos sintomas do Alzheimer. Isso já coloca essa proteína como um marcador patológico da doença", afirma.
 

Esse acúmulo das beta-amiloides desencadeia a retenção de outra proteína, chamada TAU. É esta segunda que ocasiona mortes de neurônios e, consequentemente, causa um processo degenerativo da atividade cerebral.
 

Dessa forma, ambas as proteínas estão associadas ao Alzheimer. Essa descoberta faz com que "a tendência seja cada vez mais classificar a doença com base nessas substâncias que ficam alteradas", continua o neurologista.
 

Já existem algumas ferramentas que buscam observar esses dois marcadores. Um deles é a coleta do líquor, um líquido que permeia a região do cérebro e da coluna lombar. Por estar em constante contato com a região do sistema nervoso central, é possível observar a concentração da beta amiloide pelo líquor.
 

Esse procedimento é feito por um médico que insere uma agulha entre as vértebras da coluna. Então, é possível retirar o líquor para realizar um exame de modo a averiguar a presença da beta amiloide. Quanto mais baixa for a concentração da proteína, maior o indicativo para Alzheimer, já que isso é um indicativo de que a substância deve estar retida nas paredes do cérebro.
 

Mesmo que seja um procedimento útil para complementar as suspeitas clínicas do Alzheimer, a coleta do líquor tem alguns problemas. Um deles é o preço --ao ser feito por um médico, o exame é mais caro que outros mais comuns. Outro ponto são algumas contraindicações, como no caso de pacientes que têm processo infeccioso na pele ou tenham problemas de colunas que dificultam a aplicação da injeção.
 

O novo exame, lançado nos Estados Unidos há pouco mais de um mês e que no Brasil é disponibilizado pela rede de hospitais e laboratórios Dasa, tenta superar esses impasses.
 

Ele funciona de forma semelhante à coleta de líquor ao mensurar a beta-amiloide para averiguar se o paciente está em um quadro de Alzheimer. Por ser um exame de sangue, no entanto, ele precisou de algumas alterações que se valem principalmente de um avanço tecnológico chamado espectrometria em massa.
 

Gustavo Campana, diretor médico da Dasa, explica que observar a quantidade da proteína no líquor é mais simples pelo fato de o líquido estar em constante contato com o cérebro, região que tem maior concentração da beta-amiloide.
 

No entanto, pesquisas já observaram que algumas proteínas conseguem passar do líquor para o sangue, mas em uma quantidade menor --fenômeno conhecido como barreira hematoencefálica.
 

Por essa razão, um exame de sangue comum não teria a mesma precisão de indicar a concentração da beta-amiloide como ocorre no procedimento de retirada do líquor. A espectrometria, neste caso, é utilizada justamente porque consegue observar proteínas, mesmo que em pequenas quantidades, em uma amostra de sangue.
 

"É uma tecnologia que permite que eu separe diferentes moléculas para observar a concentração delas", explica Campana.
 

O exame não é para todos Embora seja uma forma importante para aumentar a precisão do diagnóstico de Alzheimer, o novo exame de sangue não é para qualquer pessoa.
 

A restrição do procedimento acontece principalmente porque o Alzheimer é uma doença de diagnóstico clínico. Ou seja, ela se vale de outros mecanismos e também da própria avaliação do especialista sobre o quadro do paciente.
 

Carvalho diz que a ressonância magnética pode ser utilizada para observar se os sintomas não foram causados por outras doenças que mimetizam o Alzheimer, como é o caso do AVC (acidente vascular cerebral).
 

"Não é que todo mundo precisa fazer, mas para alguns casos específicos a complementação diagnóstica é fundamental", afirma Campana.
 

Um desses casos em que poderia ser útil observar a presença de beta-amiloide é quando o médico desconfia que o paciente possa estar com Alzheimer ou com a demência do frontotemporal, uma outra doença também causada por neurodegeneração.
 

Neste impasse, explica Carvalho, é importante ter um diagnóstico mais preciso porque o tratamento para o Alzheimer pode piorar a demência frontotemporal.

Vacinação contra Covid-19 prossegue nesta quarta em Salvador; confira estratégia
Foto: Jefferson Peixoto / Secom-PMS

A capital baiana prossegue com a estratégia de vacinação contra a Covid-19 nesta quarta-feira (18). A imunização contempla a estratégia “Liberou Geral” para aplicação da 1ª dose em pessoas com 12 anos ou mais, além da 2ª e 3ª dose para indivíduos com 18 anos ou mais, mesmo não morando em Salvador ou não tendo tomado as doses anteriores na cidade. O único requisito é ter o Cartão SUS vinculado a algum município do estado da Bahia.

 

O interessado deve apresentar, obrigatoriamente, original e cópia do cartão de vacina, carteira nacional de vacinação digital (ConectSUS) atualizada, documento de identificação com foto e comprovante de residência do município do Estado da Bahia.

 

As unidades seguem ainda com a aplicação da 4ª dose da vacina contra a Covid-19 para idosos com 65 anos ou mais e pessoas imunossuprimidas, que tomaram a 3ª dose até 17 de janeiro de 2022. Assim como os idosos e imunossuprimidos, os demais grupos não incluídos na estratégia “Liberou Geral” devem residir em Salvador e ter o nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde, no endereço www.saude.salvador.ba.gov.br . Continua também a vacinação para crianças de 5 a 11 anos, com nome na lista do site da SMS, em instituições de ensino da capital baiana.

 

Documentos:

 

Criança ou adolescente acompanhado pelo pai ou mãe: É necessário estar com nome no site da SMS e, no ato da vacinação, apresentar original e cópia do documento de identificação com foto do pai ou da mãe que estiver presente, original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, e originais da caderneta de vacina e Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente.

 

Criança ou adolescente desacompanhado do pai ou da mãe: É necessário estar com o nome no site e, no ato da vacinação, estar acompanhada por outra pessoa maior de 18 anos. Além disso, deverá ser apresentado o Formulário de Vacinação preenchido e assinado pelo genitor da criança (pai ou mãe), cópia do documento de identificação com foto do responsável pela assinatura no documento, mais original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, além dos originais da caderneta de vacina e do Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente. O Formulário de Vacina está disponível para impressão no site da SMS.

 

Adultos: Deverão apresentar no ato da vacinação o ConectSUS atualizado e documento oficial de identificação com foto.

 

Voluntários de pesquisas e estudos: Para recebimento da 3ª dose, os voluntários de pesquisas e estudos deverão apresentar os documentos citados acima, além de declaração do instituto de pesquisa indicando que estão liberados para 3ª dose, sem prejuízo do prosseguimento do estudo/pesquisa.

 

Gestantes e puérperas: As gestantes devem apresentar, obrigatoriamente, cópia impressa da prescrição médica. As puérperas, além da prescrição médica, devem também apresentar uma cópia da certidão de nascimento do bebê ou Declaração de Nascidos Vivos.

 

Imunossuprimidos - 4ª dose e idosos com 65 anos ou mais: Os interessados devem ter 18 anos ou mais, já ter tomado as três doses do esquema vacinal, tendo tomado a 3ª dose até a data indicada na estratégia.

 

Os casos excepcionais relacionados à falta de apresentação da documentação completa serão tratados individualmente no próprio ato/local da vacinação, como vem ocorrendo desde o início da estratégia.

 

 Aprazamentos desta quarta (18):

 

*2ª dose – Coronavac: crianças e adolescentes de 6 a 17 anos – que tomaram a primeira dose até o dia 20/4/2022

 

*2ª dose – Pfizer pediátrica: crianças 5 a 11 anos – que tomaram a primeira dose até o dia 23/3/2022

 

*2ª dose Coronavac: aprazados até 18/5/2022 – liberou geral

 

*2ª dose Pfizer: pessoas com 12 anos ou mais aprazadas até 13/6/2022 – liberou geral

 

*2ª dose Janssen: para quem tomou a primeira dose/dose única da janssen até a data de 17/3/2022

 

*2ª dose Oxford: aprazados até 13/6/2022

 

*2ª dose: gestantes e puérperas aprazadas até 13/6/2022

 

*3ª dose: pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a segunda dose até o dia 17/1/2022 – liberou geral

 

*3ª dose – Pfizer: imunossuprimidos com 12 anos ou mais que tomaram a segunda dose até o dia 22/3/2022

 

 

 

*3ª dose: gestantes e puérperas que tomaram a 2ª dose até o dia 14/12/2021

 

*4ª dose: pessoas com 12 anos ou mais imunocomprometidas que tomaram a 3ª dose até dia 17/1/2022

 

*4ª dose: idosos com 65 anos ou mais que tomaram a 3ª dose até 17/1/2022

 

Pontos:

 

1ª e 2ª doses pediátricas: crianças de 5 a 11 anos (incluindo imunossuprimidas)

 

Postos fixos: USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Menino Joel (Nordeste de Amaralina), USF Alto das Pombas, USF Garcia, USF Imbuí, USF Pituaçu, USF Vale do Matatu, UBS Manoel Victorino (Brotas), UBS Eunísio Teixeira (Saboeiro), USF Arraial do Retiro, USF Saramandaia, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras XI, USF Cajazeiras IV, UBS Péricles Cardoso (Barbalho), USF Gamboa, UBS Ministro Alkimin, USF São José de Baixo, USF Jardim das Margaridas, UBS Orlando Imbassahy (Bairro da Paz), USF Mussurunga I, UBS São Cristóvão, USF Vila Verde, USF San Martim III, 16º Centro de Saúde do Pau Miúdo, Multicentro Liberdade, USF Gal Costa, USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), USF Nova Brasília, UBS Castelo Branco, USF Pirajá, UBS Frei Benjamin (Valéria), USF Capelinha, UBS Sérgio Arouca (Paripe), USF São Tomé de Paripe, USF São João do Cabrito, USF Colinas de Periperi, USF Alto da Terezinha, USF Fazenda Coutos III, USF Alto de Coutos I, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

 

1ª, 2ª, 3ª e 4ª doses: pessoas com 12 anos ou mais

 

Postos fixos: USF Sabino Silva (Nordeste de Amaralina), 5º Centro de Saúde (Barris), Multicentro Amaralina, USF Federação, USF Santa Cruz, USF Calabar, USF Parque de Pituaçu, UBS Cesar de Araújo, USF Curralinho, UBS Mário Andréa (Sete Portas), USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), UBS Cosme de Farias, USF Sussuarana, USF Arraial do Retiro, USF Calabetão, USF Resgate, USF Mata Escura, USF Estradas das Barreiras, UBS Engomadeira, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), USF Cajazeiras X, USF Boca da Mata, USF Yolanda Pires, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Terreiro de Jesus, USF Pelourinho, UBS Santo Antônio, UBS Virgílio de Carvalho (Bonfim), USF Joanes Leste, USF Joanes Centro Oeste, USF São José de Baixo, USF São Cristóvão, USF Alto do Coqueirinho, USF KM 17 (Itapuã), UBS Eduardo Mamede (Mussurunga), USF Parque São Cristóvão, USF Jardim Campo Verde, USF Coração de Maria, USF Aristides Maltez (São Cristóvão), USF Santa Mônica, USF San Martin I, USF IAPI, USF Cambonas (Via Regional), USF São Marcos, UBS Sete de Abril, USF Dom Avelar, USF Boa Vista de São Caetano, USF Recanto da Lagoa II, USF Antonio Lazzarotto (Plataforma), UBS Péricles Laranjeiras (Fazenda Grande do Retiro), USF Deputado Luiz Braga (Pirajá), USF San Martin II, USF Alto do Peru, USF Vista Alegre, USF Itacaranha, USF Beira Mangue, USF Alto de Coutos II,  USF Plataforma, USF Tubarão, USF Teotônio Vilela II (Nova Brasília de Valéria), USF Alto do Cruzeiro, USF Nova Constituinte, USF Alto do Congo, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

Terça, 17 de Maio de 2022 - 20:40

Anvisa realiza missão oficial nos Estados Unidos

Anvisa realiza missão oficial nos Estados Unidos
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está realizando desde desta segunda-feira (16), até a próxima quinta-feira (19), uma missão oficial em Washington, D.C., nos Estados Unidos, a convite da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

 

Na ocasião, a Agência irá se reunir também com autoridades da Administração de Alimentos e Medicamentos (Food and Drug Administration – FDA), com o setor produtivo, com o representante permanente do Brasil junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) e com o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, além de participar de evento no Conselho do Atlântico, centro de reflexão no campo das relações internacionais.

 

 A cooperação entre a Anvisa e a FDA engloba todos os temas em que ambas as agências atuam, com fluido e permanente intercâmbio de informações técnicas. As autoridades participam dos principais fóruns internacionais relacionados a produtos sujeitos à vigilância sanitária.

Adenovírus 41 é suspeito de ser responsável pelos casos de hepatite em crianças
Foto: José Cruz/Agência Brasill

O adenovírus 41 está em investigação como a possível causa dos casos de hepatite aguda grave em crianças. No dia 23 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que o adenovírus foi detectado em pelo menos 74 casos e, diante de testes de diagnósticos moleculares, 18 foram identificados como tipo 41. 

 

Conforme a CNN Brasil, a OMS afirmou que a infecção pelo adenovírus 41 não foi previamente associada à apresentação clínica descrita nos casos de hepatite infantil. 

 

Os adenovírus, no geral, se espalham de pessoa para pessoa e causam infecções auto limitadas, como sintomas respiratórios, podendo causar gastroenterite (inflamação do estômago ou intestinos), dependendo do vírus.

 

Os casos de hepatite aguda grave, de origem ainda desconhecida, foram informados pela OMS através de um alerta publicado no dia 15 de abril. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), até o momento, 348 casos prováveis foram relatados em 21 países, sendo que 26 crianças precisaram de transplante de fígado.

 

No Brasil, um levantamento realizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, divulgado no último sábado 914), apontou 47 casos da doença no país, sendo que desses, três foram descartados e os demais permanecem em monitoramento.

Após reconhecer coronavírus no país, Coreia do Norte aponta mais de 1 milhão de casos
Foto: Reprodução/Twitter

Após reconhecer a entrada do coronavírus no país na última quinta-feira (12), a Coreia do Norte contabiliza mais de 1,2 milhão de casos de “febre”. 

 

Conforme o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, a   Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) definiu a situação como uma “grande emergência nacional” de saúde. Porém, o governo do país evita falar explicitamente sobre a Covid e atribui os 1.213.550 de casos e 50 mortes registrados na última semana a um “surto com sintomas de febre”.

 

A Coreia do Norte possui um regime autoritário e é um dos dois únicos países que ainda não iniciou uma campanha de vacinação contra o coronavírus. A mídia estatal incentiva que a população trate os sintomas da Covid com analgésicos e antitérmicos, como ibuprofeno e amoxicilina.

Células com Covid podem explodir e piorar quadro, dizem cientistas
Foto: OPAS

Algumas células humanas infectadas pelo coronavírus podem explodir no organismo, segundo afirmam cientistas do Royal Free Hospital, em Londres. O processo de morte pode ser o motivo porque o vírus causa danos em múltiplos órgãos. 

 

De acordo com o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o hepatologista Gautam Mehta, do hospital inglês, explica que oito em cada 10 pacientes hospitalizados com Covid-19 sofrem com a reação. A descoberta pode explicar como é desencadeada a tempestade de citocinas, que provoca inflamações em diversos órgãos.

 

A pesquisa, publicada na revista Nature, foi uma colaboração entre Mehta e os pesquisadores da Harvard Medical School, nos Estados Unidos. Os cientistas analisaram amostras de sangue de 73 pacientes com 18 anos ou mais com sintomas relacionados à Covid-19, que adoeceram entre julho de 2020 e outubro de 2021.

Programa propõe olhar da redução de danos para combater uso problemático de drogas
Foto: Marina Nadal / Bahia Notícias

A discussão sobre drogas e as situações decorrentes do uso delas é um assunto tratado pelo Corra Pro Abraço a partir de outra perspectiva, a da redução de danos. Política pública fomentada no afã dos grandes eventos realizados no Brasil na virada dos anos 2010, o programa estadual propõe um olhar voltado para a humanização das pessoas em situação de rua, majoritariamente negra, jovem e afastada do acesso aos direitos básicos.

 

Atuante em territórios da capital baiana, a iniciativa enfrenta posições díspares dentro do próprio poder público, ao ponto que tem como um dos pontos focais ser um contraponto ao encarceramento e à falta de dados oficiais sobre pessoas em situação de rua.

 

A população de rua, aliás, é o público-alvo do Corra Pro Abraço ao longo dos últimos 9 anos de existência. Isso é o que explica o coordenador do programa, Frank Ribeiro, que também revela o perfil dos colaboradores que trabalham no cotidiano.

 

"O grande diferencial é que a gente tem essa possibilidade de escolher a equipe e refletir sobre ela sempre. Hoje a gente tem uma composição em que mais de 30% são mulheres negras. E isso faz todo o sentido, porque quando a gente vai para o público assistido, a gente está falando da população negra. Essa linha tênue aí entre ser o cuidado e ser o cuidador é muito fino. Então, a equipe tem um perfil de entendimento racial muito grande e há um processo de capacitação contínua", explica.

 

Dentro de sua metodologia, o Corra Pro Abraço realiza atividades de arte-educação com recortes para cada público. São oficinas de leitura e escrita, teatro e música, atividades esportivas, cursos profissionalizantes e encaminhamentos para o mercado de trabalho. A equipe também acompanha os assistidos. O programa também realiza intervenções culturais em cenas de uso de drogas e concentração de pessoas em situação de rua. Confira a entrevista completa.

OMS acompanha caso de varíola dos macacos descoberto no Reino Unido
Foto: Arquivo / Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta segunda-feira (17) ter sido notificada de um caso de de varíola dos macacos em um homem do Reino Unido, que teria contraído a doença durante viagem à Nigéria. 

 

De acordo com o Uol, a doença é rara e deriva de uma variação do vírus da varíola, porém com uma intensidade mais leve. Apesar de ser conhecida como varíola dos macacos, a doença não é transmitida por esses animais, mas sim por roedores. Entre os sintomas estão dor de cabeça, dor no corpo, febre, calafrios e manchas vermelhas.

 

A OMS apontou que, no caso notificado, o homem apresentou manchas vermelhas na pele - um dos sintomas da doença - no dia 29 de abril e retornou ao Reino Unido no último dia 4. A organização ressaltou ainda que a transmissão da varíola dos macacos não acontece facilmente e se restringe a quem teve contato bastante próximo com uma pessoa infectada. 

 

A agência de Segurança da Saúde do Reino Unido está investigando outro caso da doença, de duas pessoas que moram juntas em Londres, mas até o momento não existe qualquer relação com o paciente que veio da Nigéria. 

Terça, 17 de Maio de 2022 - 10:00

Dengue dispara no país, e reagente de testes se esgota

por Danielle Castro | Folhapress

Dengue dispara no país, e reagente de testes se esgota
Foto: Raul Santana/ Reprodução Fiocruz

O número de casos de dengue disparou no Brasil, e o reagente usado para fazer o exame que confirma a doença está esgotado na rede pública e privada.
 

Ao todo, em quatro meses, o Brasil superou os 544 mil casos de dengue registrados em todo o ano passado. De janeiro a abril, houve 654,8 mil notificações da doença.
 

O Ministério da Saúde não especificou a situação de cada região, mas confirmou que a reposição nacional só deve ser restabelecida em junho e que, no momento, está sem a entrega de novos kits moleculares para o diagnóstico da dengue, chikungunya e zika.
 

De acordo com o Ministério da Saúde, os insumos para tratamento têm sido enviados.
 

Segundo o último boletim epidemiológico federal (semana 18, publicado na última sexta-feira), as notificações prováveis triplicaram em relação ao mesmo período do ano passado (alta de 146,5%, passando de 307.133 para 757.068 casos).
 

Os casos notificados à União pelos municípios e estados subiram 56,7% (de 542.970 para 850.657 pacientes) e os confirmados aumentaram 65,7% (de 254.836 para 422.342 contaminados).
 

A recomendação do Ministério da Saúde no momento é que os casos de dengue sejam "confirmados por critério laboratorial ou por critério clínico-epidemiológico", segundo resposta da pasta.
 

Para locais onde não for possível fazer exames laboratoriais, "a recomendação é seguir os protocolos de diagnóstico por critério clínico, notificando o caso suspeito com o diagnóstico por critério clínico-epidemiológico".
 

A nota diz ainda que na "impossibilidade de realização de confirmação laboratorial específica ou para casos com resultados laboratoriais inconclusivos, deve-se considerar a confirmação por vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente".
 

São Paulo está sem reagente. Piauí e Paraná estão com estoques baixos e têm orientado as equipes de saúde pública a priorizar o uso da testagem com os kits remanescentes em pacientes graves e grávidas.
 

Bahia (veja aqui) e Mato Grosso do Sul estão sem reagentes e abriram processos emergenciais para compra pelos próprios estados.
 

Segundo a TV Globo, há carência do material também em Minas Gerais e Santa Catarina.
 

Em São Paulo, o número de confirmações de dengue manteve-se estável, mas os óbitos por dengue subiram de 41 para 77 (aumento de 87,8%). O estado registrou em 2022, até 2 de maio, 107,4 mil casos de dengue contra 104 mil casos no mesmo período do ano anterior.
 

A Secretaria de Estado da Saúde paulista disse que "encaminhou ofícios para o órgão federal para envio de novos testes, mas não houve sinalização de nova entrega" e que a "aquisição e distribuição dos testes para detecção da dengue são de responsabilidade do Ministério da Saúde", cabendo ao governo estadual "apenas redistribui o item".
 

Ainda segundo o órgão, a falta do exame não impede o diagnóstico clínico nem o tratamento do paciente pelos municípios e que a "suspensão de coleta de sorologia para os casos não graves já é prevista nas diretrizes para prevenção e controle das arboviroses urbanas no estado".
 

O CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do estado põe em ranking as cidades com casos acima do esperado para seu histórico sazonal de dengue.
 

Essa lista é usada para definir onde a coleta de amostras para confirmação do diagnóstico por sorologia será suspensa, mesmo quando há o reagente disponível.
 

O ranking não é divulgado, segundo o estado, por ser um quadro de atualizações muito dinâmico —é preciso estar há quatro semanas consecutivas com alta de casos acima do esperado, e a entrada e saída de cidades é constante.
 

É o caso Barretos, município no interior, a 233 km da capital paulista, que esta semana foi declarado com epidemia de dengue pelo estado.
 

Com a alta de de casos suspeitos, os testes deixaram de ser realizados na cidade. O secretário municipal de saúde da cidade, Kleber Rosa, disse que agora os pacientes que procurarem a rede pública de saúde apresentando três sintomas ou mais da doença receberão o tratamento direto.
 

"Mesmo sem o teste específico para dengue iremos continuar fazendo os hemogramas para o controle das plaquetas dos pacientes", afirmou Rosa.
 

Em Ribeirão Preto, que manteve índices de dengue baixos nos últimos dois anos, o total de pacientes com sintomas de dengue também disparou.
 

No pronto-atendimento do plano de saúde privado Unimed Ribeirão, a procura diária por testagem para a doença cresceu sete vezes em relação ao mesmo período do ano passado e pelo menos desde segunda a rede está sem reagentes.
 

Em nota, a rede disse que "o não-abastecimento dos insumos laboratoriais específicos para o teste NS1 é momentâneo", "generalizado em função da alta demanda dos casos de dengue na região nos últimos dias" e que houve "atraso na entrega dos fornecedores deste insumo para todos os laboratórios".
 

Os pacientes com sintomas de dengue estão sendo submetidos aos testes capazes de confirmar o diagnóstico e de orientar os tratamentos, tais como hemograma e testes de anticorpos, que seriam "suficientes para orientar a conduta clínica, sendo o exame NS1 de natureza apenas complementar (confirmação diagnóstica)."
 

Para o médico Amaury Lelis Dal Fabbro, professor do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), ainda que seja possível o diagnóstico, a falta de reagentes pode afetar o sistema de vigilância epidemiológica da dengue.
 

Segundo ele, exames virológicos e sorológicos de dengue ajudam a lidar com uma sintomatologia "razoavelmente inespecífica", que pode eventualmente ser confundida com outras viroses. "É essencial para o sistema de vigilância epidemiológica confirmar os casos, ou pelo menos um certo número de casos para ter certeza do tipo de vírus que está circulando na população", disse Fabbro.
 

Os dois tipos básicos de exames de sangue específicos são o sorológico, que identifica os anticorpos contra a dengue e confirma o diagnóstico, e o virológico, que mostra qual vírus da dengue infectou o paciente e está circulando naquele momento —é este que está em falta no país.
 

"Esta informação [de sorologia] é fundamental para virologia, porque cada sorotipo tem comportamento diferente na população e é fundamental que haja disponibilidade de exames", afirmou o médico.
 

Denis Henrique da Silva, 43, vendedor e engenheiro civil, está com sintomas de dengue desde a semana passada. "Senti muitas dores no corpo, na articulação, sem força para fazer nada, febre. Uma experiência que nunca tive, nem quando peguei Covid fiquei assim", afirmou.
 

O caso dele só foi confirmado com exame laboratorial e com o surgimento de pintas vermelhas. "Minhas plaquetas baixaram muito em três dias. Procurei a UPA de Barretos e não fizeram o teste [de dengue], só foi detectado através da plaqueta, mas [é] muito ruim ficar um mês sem saber se é verdade ou não", contou.

Shopping Barra tem vagas de estacionamento e sessões de cinema especiais para autistas
Foto: Divulgação

 

O Shopping Barra está oferecendo para pessoas com Transtorno do Espectro Autista(TEA) e seus familiares mais comodidade através de vagas exclusivas de estacionamento para autistas, além de uma sessão de cinema especial. 

 

A Sessão Azul é focada nas pessoas com TEA ou com deficiências que acarretem hipersensibilidade sensorial, que acontece uma vez por mês. Durante as sessões, promovidas pelo UCI Orient Shopping Barra, toda a projeção da sala conta com as luzes levemente acesas e o volume de som reduzido, sem exibição de trailers ou propagandas comerciais.

 

Nesta terça-feira (17), às 13h30, a Sessão Azul exibirá o filme Meu Amigãozão (2D Dub). As vagas exclusivas para pessoas com TEA estão localizadas tanto nas garagens (G1 e G2) como no Deck Park (DP1 e DP3) e no subsolo, mais próximas ao acesso às lojas.

 

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Salvador segue vacinando contra a Covid-19 nesta terça; confira estratégia
Foto: Jefferson Peixoto / Secom-PMS

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) segue com a aplicação da vacina contra a Covid-19 em Salvador, nesta terça-feira (17), das 8h às 16h. A imunização contempla a estratégia “Liberou Geral” para aplicação da 1ª dose em pessoas com 12 anos ou mais, além da 2ª e 3ª dose para indivíduos com 18 anos ou mais, mesmo não morando em Salvador ou não tendo tomado as doses anteriores na cidade. O único requisito é ter o Cartão SUS vinculado a algum município do estado da Bahia.

 

O interessado deve apresentar, obrigatoriamente, original e cópia do cartão de vacina, carteira nacional de vacinação digital (ConectSUS) atualizada, documento de identificação com foto e comprovante de residência do município do Estado da Bahia.

 

As unidades seguem ainda com a aplicação da 4ª dose da vacina contra a Covid-19 para idosos com 65 anos ou mais e pessoas imunossuprimidas, que tomaram a 3ª dose até 16 de janeiro de 2022. Assim como os idosos e imunossuprimidos, os demais grupos não incluídos na estratégia “Liberou Geral” devem residir em Salvador e ter o nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde, no endereço www.saude.salvador.ba.gov.br. Continua também a vacinação para crianças de 5 a 11 anos, com nome na lista do site da SMS, em instituições de ensino da capital baiana.

 

Documentos:

Criança ou adolescente acompanhado pelo pai ou mãe: É necessário estar com nome no site da SMS e, no ato da vacinação, apresentar original e cópia do documento de identificação com foto do pai ou da mãe que estiver presente, original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, e originais da caderneta de vacina e Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente.

 

Criança ou adolescente desacompanhado do pai ou da mãe: É necessário estar com o nome no site e, no ato da vacinação, estar acompanhada por outra pessoa maior de 18 anos. Além disso, deverá ser apresentado o Formulário de Vacinação preenchido e assinado pelo genitor da criança (pai ou mãe), cópia do documento de identificação com foto do responsável pela assinatura no documento, mais original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, além dos originais da caderneta de vacina e do Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente. O Formulário de Vacina está disponível para impressão no site da SMS.

 

Adultos: Deverão apresentar no ato da vacinação o ConectSUS atualizado e documento oficial de identificação com foto.

 

Voluntários de pesquisas e estudos: Para recebimento da 3ª dose, os voluntários de pesquisas e estudos deverão apresentar os documentos citados acima, além de declaração do instituto de pesquisa indicando que estão liberados para 3ª dose, sem prejuízo do prosseguimento do estudo/pesquisa.

 

Gestantes e puérperas: As gestantes devem apresentar, obrigatoriamente, cópia impressa da prescrição médica. As puérperas, além da prescrição médica, devem também apresentar uma cópia da certidão de nascimento do bebê ou Declaração de Nascidos Vivos.

 

Imunossuprimidos - 4ª dose e idosos com 65 anos ou mais: Os interessados devem ter 18 anos ou mais, já ter tomado as três doses do esquema vacinal, tendo tomado a 3ª dose até a data indicada na estratégia.

 

Os casos excepcionais relacionados à falta de apresentação da documentação completa serão tratados individualmente no próprio ato/local da vacinação, como vem ocorrendo desde o início da estratégia.

 

Aprazamentos desta terça (17):

 

* 2ª dose – Coronavac: crianças e adolescentes de 6 a 17 anos – que tomaram a primeira dose até o dia 19/4/2022

 

* 2ª dose – Pfizer pediátrica: crianças 5 a 11 anos – que tomaram a primeira dose até o dia 22/3/2022

 

* 2ª dose Coronavac: aprazados até 17/5/2022 – liberou geral

 

* 2ª dose Pfizer: pessoas com 12 anos ou mais aprazadas até 12/6/2022 – liberou geral

 

* 2ª dose Janssen: para quem tomou a primeira dose/dose única da janssen até a data de 16/3/2022

 

* 2ª dose Oxford: aprazados até 12/6/2022

 

* 2ª dose: gestantes e puérperas aprazadas até 12/6/2022

 

* 3ª dose: pessoas com 18 anos ou mais que tomaram a segunda dose até o dia 16/1/2022 – liberou geral

 

* 3ª dose – Pfizer: imunossuprimidos com 12 anos ou mais que tomaram a segunda dose até o dia 21/3/2022

 

* 3ª dose: gestantes e puérperas que tomaram a 2ª dose até o dia 13/12/2021

 

* 4ª dose: pessoas com 12 anos ou mais imunocomprometidas que tomaram a 3ª dose até dia 16/1/2022

 

* 4ª dose: idosos com 69 anos ou mais que tomaram a 3ª dose até 16/1/2022

 

Postos:

 

1ª e 2ª doses pediátricas: crianças de 5 a 11 anos (incluindo imunossuprimidas)

 

Postos fixos: USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Menino Joel (Nordeste de Amaralina), USF Alto das Pombas, USF Garcia, USF Imbuí, USF Pituaçu, USF Vale do Matatu, UBS Manoel Victorino (Brotas), UBS Eunísio Teixeira (Saboeiro), USF Arraial do Retiro, USF Saramandaia, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras XI, USF Cajazeiras IV, UBS Péricles Cardoso (Barbalho), USF Gamboa, UBS Ministro Alkimin, USF São José de Baixo, USF Jardim das Margaridas, UBS Orlando Imbassahy (Bairro da Paz), USF Mussurunga I, UBS São Cristóvão, USF Vila Verde, USF San Martim III, 16º Centro de Saúde do Pau Miúdo, Multicentro Liberdade, USF Gal Costa, USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), USF Nova Brasília, UBS Castelo Branco, USF Pirajá, UBS Frei Benjamin (Valéria), USF Capelinha, UBS Sérgio Arouca (Paripe), USF São Tomé de Paripe, USF São João do Cabrito, USF Colinas de Periperi, USF Alto da Terezinha, USF Fazenda Coutos III, USF Alto de Coutos I, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana. 

 

1ª, 2ª, 3ª e 4ª doses: pessoas com 12 anos ou mais

 

Postos fixos: USF Sabino Silva (Nordeste de Amaralina), 5º Centro de Saúde (Barris), Multicentro Amaralina, USF Federação, USF Santa Cruz, USF Calabar, USF Parque de Pituaçu, UBS Cesar de Araújo, USF Curralinho, UBS Mário Andréa (Sete Portas), USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), UBS Cosme de Farias, USF Sussuarana, USF Arraial do Retiro, USF Calabetão, USF Resgate, USF Mata Escura, USF Estradas das Barreiras, UBS Engomadeira, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), USF Cajazeiras X, USF Boca da Mata, USF Yolanda Pires, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Terreiro de Jesus, USF Pelourinho, UBS Santo Antônio, UBS Virgílio de Carvalho (Bonfim), USF Joanes Leste, USF Joanes Centro Oeste, USF São José de Baixo, USF São Cristóvão, USF Alto do Coqueirinho, USF km17 (Itapuã), UBS Eduardo Mamede (Mussurunga), USF Parque São Cristóvão, USF Jardim Campo Verde, USF Coração de Maria, USF Aristides Maltez (São Cristóvão), USF Santa Mônica, USF San Martin I, USF IAPI, USF Cambonas (Via Regional), USF São Marcos, UBS Sete de Abril, USF Dom Avelar, USF Boa Vista de São Caetano, USF Recanto da Lagoa II, USF Antonio Lazzarotto (Plataforma), UBS Péricles Laranjeiras (Fazenda Grande do Retiro), USF Deputado Luiz Braga (Pirajá), USF San Martin II, USF Alto do Peru, USF Vista Alegre, USF Itacaranha, USF Beira Mangue, USF Alto de Coutos II,  USF Plataforma, USF Tubarão, USF Teotonio Vilela II, USF Alto do Cruzeiro, USF Nova Constituinte, USF Alto do Congo, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

Terça, 17 de Maio de 2022 - 00:00

Servidora da Bahia tem jornada de trabalho reduzida para acompanhar filho autista

por Mauricio Leiro

Servidora da Bahia tem jornada de trabalho reduzida para acompanhar filho autista
Foto: Reprodução / Senadoleg

Uma servidora do Estado da Bahia teve a concessão de jornada especial de trabalho, mediante a redução da carga semanal para 30 horas, sem redução da remuneração ou compensação de jornada, após pedido judicial. A razão do pedido da servidora foi acompanhar e prestar assistência diretamente ao seu filho menor com diagnóstico de autismo, pedido já concedido em outros estados (reveja aqui). 

 

"Deverá a autora trazer aos autos, de dois em dois anos, para análise do NATJUS, relatório médico detalhado sobre o estado do menor, a fim de verificar a necessidade de continuidade da redução de jornada", apontou a juíza Angela Bacellar Batista ao reforçar a necessidade da comprovação periódica do quadro de saúde. 

 

A representante da 2ª Vara dos Juizados Especiais da Fazenda Pública sustentou a decisão no “dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, com total prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à dignidade, dentre outros". "Além disto, determina que cabe alimentação, à educação, ao lazer, à dignidade, dentre outros. Além disto, determina que cabe aos pais o dever de assistir, criar e educar os filhos menores", completa a magistrada. 

 

Representando a servidora na causa, o advogado Carlos Alberto Batista Neves Filho apontou que a indicação poderia ser feita para o pai também. "Estava conversando com a representante da aBRAÇO, que representa crianças com microcefalia, em razão do zika vírus. Em São Paulo foi dado também para o marido, pois a mãe foi diagnosticada com depressão. Foi dado para um homem, até para casais homoafetivos", disse ao BN. 

 

No caso da servidora de Salvador, ela não irá perder a remuneração, com redução apenas da carga horária, saindo de 40 horas para 30 horas. "As dez horas que ficou de folga ela irá usar para cuidar do filho, levar na psicóloga. A importância é ter alcance, tanto para as servidoras da prefeitura, estado e União. Ainda tem casos de maridos solos. Caberia também para o pai", completou.

Farmácias fantasmas são usadas para desviar verbas de programa federal
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Um esquema de fraudes gerou prejuízos bilionários ao Farmácia Popular, programa de subsídio do governo federal que distribui medicamentos gratuitos ou com 90% de desconto a pessoas com doenças crônicas.

 

Para aplicar os golpes, fraudadores criavam farmácias fantasmas, que só existiam no papel, e simulavam a venda de medicamentos para quem nunca precisou. Como o governo paga 90% do valor do medicamento, esse dinheiro era desviado.

 

Conforme noticiou o portal Metrópoles, parceiro do BN, a denúncia foi apresentada pelo Fantástico, jornal de domingo da Globo. Só em Goiás, há suspeitas de que farmácias tenham desviado R$ 1,8 bilhão.

 

Os criminosos usavam CPFs de outras pessoas para fazer a compra de remédios pelo programa. A descoberta do esquema ocorreu após alguns cidadãos que tiveram os dados utilizados sem consentimento descobrirem por meio do aplicativo ConecteSUS, normalmente usado para acessar o comprovante de vacinação contra Covid-19, compras de medicamentos que nunca tomaram.

 

Ao entrar no aplicativo, os usuários eram informados que haviam retirado uma grande quantidade de remédios em farmácias que ficavam em outro estado, no qual o cidadão nunca esteve. Em um dos casos citados na reportagem, 800 unidades de um medicamento constavam no CPF de um homem. O problema é que ele não havia ficado doente ou pedido esses remédios.

 

Segundo relatou uma vítima ao Fantástico, ela não tinha nenhum problema de saúde, mas em seu CPF havia compras de remédios para pressão, por exemplo.

 

CNPJ
A reportagem do Fantástico também relata que os fraudadores compravam CNPJs de estabelecimentos inscritos no Programa Farmácia Popular para aplicar os golpes. Em alguns casos, as farmácias eram vendidas com todos medicamentos inclusos. Em outros, só o CNPJ habilitado no programa do governo era negociado.

 

Assim, os vendedores podiam acessar o sistema, apresentar receitas médicas e outras documentações falsas, e realizar a compra dos medicamentos. O Ministério da Saúde, que não tinha conhecimento do esquema, caia no golpe e liberava o dinheiro.

 

Segundo a reportagem da TV Globo, a Polícia Federal investiga um caso em Goiânia que pode ter resultado no desvio de milhões de reais do governo federal. Também há apurações em outros estados sobre fraudes que podem ter ocorrido desde 2004, quando o programa foi lançado.

Segunda, 16 de Maio de 2022 - 18:00

Casos de dengue disparam no Brasil, e reagente de testes se esgota

por Danielle Castro | Folhapress

Casos de dengue disparam no Brasil, e reagente de testes se esgota
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O número de casos de dengue disparou no Brasil, e o reagente usado para fazer o exame que confirma a doença está esgotado na rede pública e privada.
 

De acordo com o Ministério da Saúde, a entrega de novos kits moleculares para o diagnóstico de dengue, chikungunya e zika está prevista para junho, mas os insumos para tratamento têm sido enviados.
 

Segundo o último boletim epidemiológico federal (semana 18), as notificações prováveis triplicaram em relação ao mesmo período do ano passado (alta de 146,5%, passando de 307.133 para 757.068 casos).
 

Os casos notificados à União pelos municípios e estados subiram 56,7% (de 542.970 para 850.657 pacientes) e os confirmados aumentaram 65,7% (de 254.836 para 422.342 contaminados).
 

A recomendação do Ministério da Saúde no momento é que os casos de dengue sejam "confirmados por critério laboratorial ou por critério clínico-epidemiológico", segundo documento da pasta.
 

Para locais onde não for possível fazer exames laboratoriais, "a recomendação é seguir os protocolos de diagnóstico por critério clínico, notificando o caso suspeito com o diagnóstico por critério clínico-epidemiológico".
 

A nota diz ainda que na "impossibilidade de realização de confirmação laboratorial específica ou para casos com resultados laboratoriais inconclusivos, deve-se considerar a confirmação por vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente".
 

Em São Paulo, o número de confirmações de dengue manteve-se estável, mas os óbitos por dengue subiram de 41 para 77 (aumento de 87,8%). O estado registrou em 2022, até 2 de maio, 107,4 mil casos de dengue contra 104 mil casos no mesmo período do ano anterior.
 

A Secretaria de Estado da Saúde paulista disse que "encaminhou ofícios para o órgão federal para envio de novos testes, mas não houve sinalização de nova entrega" e que a "aquisição e distribuição dos testes para detecção da dengue são de responsabilidade do Ministério da Saúde", cabendo ao governo estadual "apenas redistribui o item".
 

Ainda segundo a pasta, a falta do exame não impede o diagnóstico clínico nem o tratamento do paciente pelos municípios e que a "suspensão de coleta de sorologia para os casos não graves já é prevista nas diretrizes para prevenção e controle das arboviroses urbanas no estado".
 

O CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do estado põe em ranking as cidades com casos acima do esperado para seu histórico sazonal de dengue.
 

Essa lista é usada para definir onde a coleta de amostras para confirmação do diagnóstico por sorologia será suspensa, mesmo quando há o reagente disponível.
 

O ranking não é divulgado, segundo o estado, por ser um quadro de atualizações muito dinâmico -é preciso estar há quatro semanas consecutivas com alta de casos acima do esperado, e a entrada e saída de cidades é constante.
 

É o caso Barretos, município no interior, a 233 km da capital paulista, que esta semana foi declarado com epidemia de dengue pelo estado.
 

Com a alta de de casos suspeitos, os testes deixaram de ser realizados na cidade. O secretário municipal de saúde da cidade, Kleber Rosa, disse que agora os pacientes que procurarem a rede pública de saúde apresentando três sintomas ou mais da doença receberão o tratamento direto.
 

"Mesmo sem o teste específico para dengue iremos continuar fazendo os hemogramas para o controle das plaquetas dos pacientes", afirmou Rosa.
 

Em Ribeirão Preto, que manteve índices de dengue baixos nos últimos dois anos, o total de pacientes com sintomas de dengue também disparou.
 

No pronto-atendimento do plano de saúde privado Unimed Ribeirão, a procura diária por testagem para a doença cresceu sete vezes em relação ao mesmo período do ano passado e pelo menos desde segunda a rede está sem reagentes.
 

Em nota, a rede disse que "o não-abastecimento dos insumos laboratoriais específicos para o teste NS1 é momentâneo", "generalizado em função da alta demanda dos casos de dengue na região nos últimos dias" e que houve "atraso na entrega dos fornecedores deste insumo para todos os laboratórios".
 

Os pacientes com sintomas de dengue estão sendo submetidos aos testes capazes de confirmar o diagnóstico e de orientar os tratamentos, tais como hemograma e testes de anticorpos, que seriam "suficientes para orientar a conduta clínica, sendo o exame NS1 de natureza apenas complementar (confirmação diagnóstica)."
 

Para o médico Amaury Lelis Dal Fabbro, professor do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), ainda que seja possível o diagnóstico, a falta de reagentes pode afetar o sistema de vigilância epidemiológica da dengue.
 

Segundo ele, exames virológicos e sorológicos de dengue ajudam a lidar com uma sintomatologia "razoavelmente inespecífica", que pode eventualmente ser confundida com outras viroses. "É essencial para o sistema de vigilância epidemiológica confirmar os casos, ou pelo menos um certo número de casos para ter certeza do tipo de vírus que está circulando na população", disse Fabbro.
 

Os dois tipos básicos de exames de sangue específicos são o sorológico, que identifica os anticorpos contra a dengue e confirma o diagnóstico, e o virológico, que mostra qual vírus da dengue infectou o paciente e está circulando naquele momento --é este que está em falta no país.
 

"Esta informação [de sorologia] é fundamental para virologia, porque cada sorotipo tem comportamento diferente na população e é fundamental que haja disponibilidade de exames", afirmou o médico.
 

Denis Henrique da Silva, 43, vendedor e engenheiro civil, está com sintomas de dengue desde a semana passada. "Senti muitas dores no corpo, na articulação, sem força para fazer nada, febre. Uma experiência que nunca tive, nem quando peguei Covid fiquei assim", afirmou.
 

O caso dele só foi confirmado com exame laboratorial e com o surgimento de pintas vermelhas. "Minhas plaquetas baixaram muito em três dias. Procurei a UPA de Barretos e não fizeram o teste [de dengue], só foi detectado através da plaqueta, mas [é] muito ruim ficar um mês sem saber se é verdade ou não", contou.

Conselho Regional de Enfermagem da Bahia inicia semana dedicada a profissão
Foto: Divulgação

Começa nesta terça (17) e segue até sexta-feira (20) a Semana da Enfermagem 2022, promovida pelo Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), com o apoio do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). O evento ocorrerá em formato híbrido, com programação presencial em 10 cidades do interior do estado e em Salvador, cujas atividades também serão transmitidas online, diretamente do Instituto Anísio Teixeira (IAT). 

 

As inscrições são limitadas, gratuitas e podem ser feitas online. Os participantes terão direito a certificação. 

 

O evento terá palestras, cursos e apresentações de trabalhos científicos, com o tema central: “Avanços e Conquistas no Exercício Profissional da Enfermagem”. Na modalidade presencial, será realizado em Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Paripiranga, Juazeiro, Itabuna, Cícero Dantas, Barreira, Teixeira de Freitas, Paulo Afonso e Ribeira do Pombal.

 

“Preparamos um conteúdo diversificado, com assuntos relevantes para a profissão, estimulando o envolvimento dos estudantes e profissionais nos diversos setores da saúde, no reconhecimento e na valorização profissional. Além das atividades presenciais, estamos transmitindo até o dia 20 uma ampla programação online, totalmente gratuita e com certificação, de forma a contemplar todos os 417 municípios baianos”, destaca a presidente do Coren-BA, Giszele Paixão.

Segunda, 16 de Maio de 2022 - 15:07

Guerra da Ucrânia provoca falta de testes de dengue, zika e chikungunya na Bahia

por Bruno Leite

Guerra da Ucrânia provoca falta de testes de dengue, zika e chikungunya na Bahia
Foto: Divulgação / Sesab

A Guerra entre Ucrânia e Rússia, na Europa, além do lockdown na Ásia, está ocasionando no desabastecimento de insumos necessários para a realização de testes de arboviroses realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen-BA).

 

O problema acontece há pelo menos uma semana e, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), afeta também os 12 laboratórios municipais referência na identificação de doenças como zika, chikungunya e dengue na Bahia.

 

A distribuição dos materiais deveria ser feita em quantidade suficiente pelo Ministério da Saúde, mas devido aos acontecimentos geopolíticos está sendo prejudicada. 

 

Formalmente, o órgão federal informou ao Lacen-BA que os insumos para detecção de anticorpos IgM da dengue, especificamente, dependem da produção de matéria-prima asiática, que atualmente passa por um período de isolamento social, e de um cenário propício no contexto logístico internacional, após o agravamento das condições por conta do conflito europeu.

 

Com relação ao reagente para chikungunya, a Coordenação Geral dos Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), do Ministério da Saúde, disse que não houve sucesso na aquisição. 

 

Já os reagentes de outro tipo de teste, o RT-PCR simultâneo de zika, dengue e chikungunya, apesar de serem fabricados pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), no Rio de Janeiro, enfrentam outra barreira: problemas técnicos do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio Manguinhos).

 

Ao Bahia Notícias, a Sesab disse que aguarda a entrega de mais insumos para que a rotina de testagens seja reestabelecida. "Diante do exposto, informamos que as ações de vigilância laboratorial das arboviroses ficarão comprometidas na Bahia até que haja regularização do fornecimento dos insumos em questão pela CGLAB ou até a conclusão dos processos de aquisição, que foram inaugurados pelo Lacen/Ba na última semana, para suprir a demanda destas ações no estado".

 

Nesta segunda-feira (16), conforme disse a Sesab, a Bahia contava com os seguintes produtos nos estoques: testes sorológicos, anticorpos IgM do vírus da dengue (6 kits em estoque com 96 testes cada), anticorpos IgM do vírus chikungunya (6 kits deste insumo enviados pelo Ministério da Saúde e sem previsão de nova remessa), anticorpos IgM do vírus zika (sem restrição de insumos) e antígeno NS1 da dengue (sem restrição de insumos).

 

As prateleiras da secretaria contavam com testes moleculares, testes multiplex para detecção de dengue, zika e chikungunya (cerca de 400 testes no laboratório) e protocolos in house para RT-PCR single de dengue, zika e chikungunya (cerca de 500 reações para detecção de cada vírus, porém não havia enzima master mix em estoque, inviabilizando a realização dos testes).

Ação leva atendimento nutricional para alunos de escola em Plataforma
Foto: Divulgação

O Instituto de Responsabilidade Social INTS levará uma ação de nutrição para o bairro de Plataforma nesta terça-feira (17). A iniciativa acontecerá com os alunos da Escola Municipal Úrsula Catarino e irá ofertar, além da aferição do peso e da altura, a análise do índice de massa corporal dos estudantes.

 

O objetivo é auxiliar a comunidade estudantil na compreensão sobre alimentação saudável. Durante as atividades, os alunos serão provocados a desenvolver tarefas como a definição do que seria uma refeição ideal através de colagens e desenhos. 

 

As atividades confeccionadas serão apresentadas à equipe do Projeto de Nutrição que orientará sobre quantidade, qualidade e porções dos itens escolhidos para compor o prato, entre outras questões nutricionais que surgirem.

 

A ida do INTS até a unidade de ensino segue uma programação. Na quarta-feira (11), a equipe foi até a Escola Municipal Manuel Lisboa, em Itapuã. 

Fruta do quintal de casa pode ser o segredo para substituir conservantes; saiba qual é
Foto: Reprodução/ TV Grande Rio

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) investigam o uso de fenólicos da acerola na substituição de conservantes artificiais. O foco da pesquisa é desenvolver um processo que possa ser adotado facilmente em escala industrial.

 

Com a descoberta, os antioxidantes da acerola verde seriam inseridos no processo fabril de cosméticos e alimentos como maioneses, margarinas e cremes hidratantes. Atualmente, no Brasil, as receitas destes produtos podem incluir o TBHQ (terc-butil-hidroquinona), banido por agências regulatórias de outros países.

 

“Há várias pesquisas que comprovam a presença de compostos antioxidantes em diversas fontes. Mas como fazer para que as substâncias de interesse e com grande potencial de uso possam ser produzidas em escala industrial de forma técnica e economicamente factível? Muitos estudos na área de bioquímica são feitos em bancadas ou com amostras muito pequenas, sem condições de serem levados para a indústria. Nossa meta é trabalhar com processos para a obtenção de produtos, em geral ingredientes, com intenção de aplicação prática”, resume Thais Maria Ferreira de Souza Vieira, professora do Departamento de Agroindústria, Nutrição e Alimentos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP).

 

As pesquisas da instituição buscam ainda, além do aproveitamento máximo dos compostos, a redução do gasto de energia e o custo dos insumos.

 

“Colegas de grupo já estavam trabalhando com a acerola e, em estudos anteriores, compararam frutos verdes e maduros, demonstrando que a acerola verde tem mais compostos antioxidantes que a madura. O que acontece é que, na mesma árvore, há frutos maduros e verdes, que são colhidos juntos. Os frutos verdes acabam deixando a polpa não tão atrativa do ponto de vista visual. Assim, entendemos que usar esses frutos verdes para produzir um antioxidante natural é uma boa estratégia”, conta Bianca Ferraz Teixeira, primeira autora do artigo e bolsista de iniciação científica da Fapesp.

 

Para testar a eficácia das micropartículas, as pesquisadoras fizeram uma emulsão à base de óleo, emulsificante e água – semelhante à encontrada em diversos produtos, incluindo maionese, molhos de salada e cosméticos – e separaram as amostras em três grupos: o primeiro foi aditivado com TBHQ, o segundo recebeu as micropartículas de acerola e, o terceiro (grupo-controle) permaneceu sem nenhum aditivo.

 

“Adicionamos a concentração permitida pelas normas vigentes do antioxidante sintético e diversas concentrações do pó de acerola microencapsulada. E vimos que este último foi tão efetivo quanto a TBHQ na mesma concentração”, diz Teixeira.

 

Vieira explica que o ensaio no sistema modelo (água em óleo) é ideal para explorar possibilidades de aplicação do produto e para descobrir em que concentração o pó de acerola é efetivo. 

 

A pesquisadora reitera que a eficácia da acerola é similar à dos antioxidantes sintéticos. “Foi o primeiro produto, de todos os que testamos em laboratório, que teve o mesmo desempenho. Usamos a TBHQ como baliza por ser uma substância muito eficiente. Mas na França, no Japão e nos Estados Unidos esse antioxidante sintético já praticamente não é usado. Assim, encontrar uma alternativa natural tão eficaz e tão fácil de aplicar é um feito e tanto".

Abuso sexual de menores no mundo gamer é tema de live nesta segunda
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O mundo dos jogos digitais pode ser um espaço de muitas oportunidades, aprendizados e de superação de fronteiras, especialmente para o público jovem. Da mesma maneira, ele também pode ser um ambiente com vulnerabilidades e situações que podem trazer prejuízos irreversíveis à saúde mental dos jogadores.

 

Como parte das ações de conscientização do Maio Laranja, mês em que se reitera a necessidade do combate ao abuso e à exploração sexual de menores no Brasil, a startup baiana Beyond Digital Sports (BDS) e a Prefeitura de Salvador realizarão nesta segunda-feira (16), a partir das 19h, uma live para discutir medidas efetivas de prevenção ao problema no universo gamer.

 

O debate será transmitido nos canais da BDS no YouTube e Instagram. Participam da ação o fundador da startup, Lukas LKZ Walter; a secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo; e a cosplayer Gio August, uma das influenciadoras da BDS e protagonista dos VTs da campanha veiculados pela startup em suas redes sociais.

 

A live debaterá questões como a sexualização de personagens em games; a invasão de jogos infantis por pedófilos; ferramentas gamificadas para orientação de menores; mulheres que se disfarçam em personagens masculinos para evitar o assédio; homens que criam personagens femininas para a prática do assédio. Na ocasião, os cidadãos serão convocados, caso presenciem qualquer ato de violência, abuso ou exploração infantil dentro, ou fora da internet, a denunciar o crime.

 

Também será feito um questionário on-line para levantar dados sobre gamers que sofrem abusos. Um dos posts explicará o termo “grooming” para mostrar como adultos podem aliciar e manipular menores na internet.

Segunda, 16 de Maio de 2022 - 09:20

Conheça centro psiquiátrico que usa terapia de Lygia Clark com concha e almofada

por Carolina Moraes | Folhapress

Conheça centro psiquiátrico que usa terapia de Lygia Clark com concha e almofada
Foto: Reprodução / Terceira Margem

Há uma semana num Caps, Centro de Atenção Psicossocial mantido pela prefeitura do Rio de Janeiro, um jovem de 18 anos com depressão depois de um grave surto psicótico queria mais era voltar para a própria casa. Rafael foi um dos que passou diversas vezes pela sala do terapeuta Lula Wanderley, que comanda o espaço no Engenho de Dentro, na zona norte da cidade.
 

Os pedidos de tratamento, medicamento e alta se repetiam entre os clientes —termo que a psiquiatra Nise da Silveira usava para se referir aos pacientes de hospícios e que Wanderley, que a teve como mentora, repete. A mãe do jovem também arrastava sua inquietação pelos corredores. Afinal, disse ela, se soubesse que aquilo demoraria, teria resolvido questões domésticas em vez de passar horas ali, longe de casa.
 

Os dois resolveram se instalar de vez dentro do consultório sem maçaneta para aguardar Wanderley. E não demorou até que Rafael se levantasse da cadeira perto da porta e se alongasse num colchão estendido no centro da pequena sala. Ele mexia nas conchas e almofadas de areia e de água dispostos ao redor do colchão, e dizia adorar o grande cobertor de bolinhas de isopor com que cobria o corpo. Eram esses os objetos que o acalmaram no surto, disse. Se fosse psicólogo, era assim que escolheria tratar seus pacientes.
 

O que Rafael manuseava eram adaptações que Wanderley faz desde os anos 1970 dos "Objetos Relacionais" de Lygia Clark. Todos são usados na "Estruturação do Self", terapia criada pela artista que até hoje é aplicada naquele centro psiquiátrico.
 

Clark é um dos nomes mais importantes das artes brasileiras do século 20, mas não era no circuito de museus e galerias que ela queria estar no fim da carreira. Ao renunciar esse lugar do artista, ela mirou uma trajetória cada vez mais próxima da psiquiatria e, por consequência, da loucura. "Ouso dizer que o percurso de Lygia foi a procura de um público", diz Wanderley, artista e médico para quem ela deixou o legado da "Estruturação do Self".
 

Em vida, ela não conseguiu se afastar tanto assim do público dos cubos brancos. Seu método terapêutico ficou restrito a corpos brancos da zona sul carioca. "E talvez tenham sido os loucos, os da periferia, os que mais a entenderam", afirma Wanderley.
 

O terapeuta diz constatar isso desde que começou a aplicar as técnicas de Clark no Engenho de Dentro. Este é o mesmo hospital psiquiátrico em que Nise da Silveira montou seus célebres ateliês de pintura e mudou os rumos da psiquiatria no Brasil —foi ela que introduziu o terapeuta, então um estudante recém-chegado de Pernambuco ao Rio de Janeiro, a esse universo.
 

"Ela me mandou tomar minha sensibilidade como instrumento de trabalho, e a minha vida foi tentar criar uma forma de trabalhar a partir da imanência do encontro com o outro."
 

Ele passou a ver, naquele momento, o então hospício não como um espaço, mas como um gesto. Se o jeito com que as coisas eram feitas fosse alterado, tudo ali poderia ganhar um outro sentido —sem violência, eletrochoques e exclusão.
 

Numa das enfermarias, esse gesto se materializou no Espaço Aberto ao Tempo, o EAT. Há dois anos, ele se tornou um Caps ligado o Instituto Municipal Nise da Silveira. Antes, no entanto, foi um projeto mais anárquico, ocupando prédios vazios.
 

Wanderley cravou visualmente o a proposta do EAT na entrada do antigo prédio do espaço, hoje abandonado, dentro do Instituto. Ele suspendeu uma cama de leito grudando-a na parede para indicar o fim da tutela sobre os então pacientes.
 

O terapeuta lembra que, quando Clark criou sua proposta terapêutica, o mundo era mais rígido. O que ele viveu na passagem para o regime democrático foi o oposto —uma abertura sem precedentes capitaneada por profissionais que achavam que a via para lidar com transtornos psicóticos não era a de camisas de força e violência.
 

O espaço viveu seu auge nos anos 1990. Era um lugar livre, em que Wanderley não só experimentava com a obra de Clark, mas também métodos desenvolvidos pela dançarina Angel Vianna e pela própria Nise da Silveira. "Misturei tudo para compor um lugar em que a gente trabalharia o sofrimento com certo prazer e alegria", conta.
 

Este jornal, aliás, viu isso de perto. Um repórter da Ilustrada foi o primeiro da imprensa a visitar o espaço, em 1994, quando ele ainda funcionava dentro do hospital Centro Psiquiátrico Pedro 2º. "Eu preciso dos pesinhos. Sem eles, acho que eu morreria", disse um cliente identificado como Odilon Arruda sobre a "Estruturação do Self" na época. Quase 30 anos depois, esta reportagem encontrou Arruda no Caps. Ele segue fazendo visitas diárias.
 

A terapia desenvolvida por Clark é feita com uma série de objetos que lembram almofadas. De plástico ou de tecido, eles são preenchidos com materiais diferentes —terra, bolinhas de isopor, água, sementes finas. O terapeuta os manuseia sobre o corpo do cliente, que tem suas orelhas envolvidas por conchas e seus olhos tapados.
 

O tecido que reveste as peças impede uma leitura imediata do corpo, afirma Wanderley. A gama de sentidos que as almofadas podem provocar nessa leitura não imediata faz com que quem esteja na terapia projete no objeto significados distintos, como mostram relatos, que ele compilou nos livros "No Silêncio que As Palavras Guardam" e "O Dragão Pousou no Espaço".
 

Clark registrou esse processo, e conta num documentário que o som de um objeto lembrou uma cliente da respiração de seu pai asmático, por exemplo.
 

"Ao dar significa aos objetos, os clientes criam formas mais criativas de lidar com o sofrimento, tenha ele vivências psicóticas ou um corpo despedaçado", diz o terapeuta. "O cliente ganha autonomia diante do sofrimento e autonomia social."
 

Ao trabalhar com Nise da Silveira, Wanderley também se aproximou do crítico de arte Mário Pedrosa, interlocutor fundamental para a recepção dos trabalhos de clientes da psiquiatra, caso de Emygdio de Barros.
 

Pedrosa detona, naquele momento, a discussão de se aquilo era ou não arte. Era, sentencia. É nesse encontro entre a psiquiatra e o crítico que Wanderley vê o impulso da ideia de que o artista cria a obra tanto quanto a obra cria o artista, "formando uma fita de Moebius".
 

É nesse lugar que Clark elabora seu trabalho —se afastando da obra contemplativa com seus "Bichos", esculturas metálicas que mudam de forma ao serem manipuladas. A própria artista resume isso em seu "Livro-Obra", de 1968: "Nós somos o molde, cabe a você soprar dentro dele o sentido da nossa existência".
 

"Nise e Mário eram egressos dos movimentos de esquerda e se afastaram de uma racionalidade utilitária burguesa", diz Wanderley. "Isso está na origem do caminho que seguiu o modernismo brasileiro, com o concretismo e do neoconcretismo."
 

A arte produzida em espaços psiquiátricos da forma como aconteceu no Brasil é um caso singular. É o que defende a pesquisadora americana Kaira Cabañas, que terá seu livro "Aprendendo com a Loucura" traduzido para o português em 2023.
 

O contexto singular brasileiro escapa, por exemplo, da ideia de "art brut", ou arte bruta, que o francês Jean Dubuffet criou nos anos 1940 para definir obras concebidas sem influências do universo artístico. Também não se relaciona com a "outsider art", arte de forasteiros, já que aqui trabalhos do tipo foram exibidos em bienais e em grandes museus.
 

Cabañas se vale do termo "arte da reforma psiquiátrica" para dar conta do que acontece aqui. Seu sentido é duplo: é uma arte feita no contexto da reforma psiquiátrica, mas também uma forma de viabilizá-la.
 

A pesquisadora ainda afirma em seu livro que o tema da loucura atravessa com força outros campos da produção artística nacional. Na literatura, como em "O Alienista", de Machado de Assis e em textos de Lima Barreto. No cinema, caso das cinebiografias de Nise da Silveira e Arthur Bispo do Rosario. E até nas novelas, como exemplificam personagens como Tonho da Lua, de "Mulheres de Areia" e Salvador, de "Império".
 

Olhar para esse contexto é fundamental para entender a recepção da obra de Lygia Clark nos Estados Unidos, onde ela teve uma grande retrospectiva em 2014, diz a pesquisadora. "É chave entender como o legado dela acaba no EAT. Ela deu ferramentas não somente para a arte, mas para o cuidado."
 

Se Wanderley já viveu uma época menos conservadora, agora ele se vê num ambiente mais fechado a experimentações. O colchão usado no tratamento dos pacientes tem ao seu redor um prédio bem mais burocrático. A terceirização generalizada de funcionários nos aparelhos públicos de saúde também alavancam um processo de desumanização do trabalho, ele afirma.
 

São novos tempos, o que se reflete nos transtornos dos clientes. "Leigos veem a loucura e a arte como uma coisa imutável, mas elas são sociais. A maneira com que o sofrimento aparece muda de uma geração para a outra", diz ele.
 

Hoje saíram de cena as grandes esquizofrenias, e têm surgido cada vez mais casos de uma "profunda melancolia despersonalizante", não raro acompanhadas de mutilações. "Há um vazio de uma cultura que marcava a identidade, falta de estabilidade de emprego, uma sequência de vazios que o mundo globalizado trouxe para um país periférico como o nosso."
 

Wanderley diz que ninguém nunca quis acabar com o projeto do EAT, mas que ele também não teve apoio nesses anos todos. Ficar de pé exigiu que o espaço se tornasse um Caps quando a gestão do espaço deixou de ser federal. Não há hoje a mesma afetividade que o projeto já teve, ele nota com certa tristeza ao descortinar o que se passa no serviço público.
 

"Aceitei porque isso aqui está no fim. Há uma uniformização que atrapalha um pouco a administração frouxa e anárquica que eu já fiz. Mas me deu uma sensação de que reconstruir esse projeto permanentemente talvez seja a missão da minha vida."
 

É um jeito de evitar a maior preocupação que Clark admitiu ter com a "Estruturação do Self" no documentário "Memória do Corpo" —a de morrer e ter feito um trabalho que nunca seria aplicado.

Covid em Salvador: Idosos a partir de 65 anos começam a receber a 4ª dose nesta segunda
Foto: Betto Jr/Secom

A partir desta segunda-feira (16), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reduz a faixa etária dos idosos de 69 para 65 anos aptos a receber a 4ª dose da vacina contra a Covid-19 em Salvador. A segunda dose de reforço – incluindo para pessoas imunossuprimidas – será aplicada para todos que tiverem recebido a 3ª dose até 15 de janeiro de 2022 e que estejam com o nome na lista disponível no site da SMS, no endereço www.saude.salvador.ba.gov.br.

 

A imunização também vai contemplar a estratégia “Liberou Geral” para aplicação da 1ª dose em pessoas com 12 anos ou mais, além da 2ª e 3ª dose para indivíduos com 18 anos ou mais, independentemente de morar em Salvador. O único requisito é ter o Cartão SUS vinculado a algum município do estado da Bahia.

 

O interessado deve apresentar, obrigatoriamente, originais e cópias do cartão de vacina, carteira nacional de vacinação digital (ConectSUS) atualizada, documento de identificação com foto e comprovante de residência do município do Estado da Bahia.

 

Os demais grupos não incluídos na estratégia “Liberou Geral” devem residir em Salvador e ter o nome na lista do site da SMS. Prossegue ainda a vacinação para crianças de 5 a 11 anos que estejam com nome na lista do site da SMS, em instituições de ensino da capital baiana. Os postos para todos os públicos funcionarão das 8h às 16h.

 

DOCUMENTOS:

Criança ou adolescente acompanhado pelo pai ou mãe: É necessário estar com nome no site da SMS e, no ato da vacinação, apresentar original e cópia do documento de identificação com foto do pai ou da mãe que estiver presente, original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, e originais da caderneta de vacina e Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente.

 

Criança ou adolescente desacompanhado do pai ou da mãe: É necessário estar com o nome no site e, no ato da vacinação, estar acompanhada por outra pessoa maior de 18 anos. Além disso, deverá ser apresentado o Formulário de Vacinação preenchido e assinado pelo genitor da criança (pai ou mãe), cópia do documento de identificação com foto do responsável pela assinatura no documento, mais original e cópia do documento de identificação da criança/adolescente, além dos originais da caderneta de vacina e do Cartão SUS de Salvador da criança/adolescente. O Formulário de Vacina está disponível para impressão no site da SMS.

 

Adultos: Deverão apresentar no ato da vacinação o ConectSUS atualizado e documento oficial de identificação com foto.

 

Voluntários de pesquisas e estudos: Para recebimento da 3ª dose, os voluntários de pesquisas e estudos deverão apresentar os documentos citados acima, além de declaração do instituto de pesquisa indicando que estão liberados para 3ª dose, sem prejuízo do prosseguimento do estudo/pesquisa.

 

Gestantes e puérperas: As gestantes devem apresentar, obrigatoriamente, cópia impressa da prescrição médica. As puérperas, além da prescrição médica, devem também apresentar uma cópia da certidão de nascimento do bebê ou Declaração de Nascidos Vivos.

 

Imunossuprimidos - 4ª dose e idosos com 65 anos ou mais: Os interessados devem ter 18 anos ou mais, já ter tomado as três doses do esquema vacinal, tendo tomado a 3ª dose até a data indicada na estratégia.

 

Os casos excepcionais relacionados à falta de apresentação da documentação completa serão tratados individualmente no próprio ato/local da vacinação, como vem ocorrendo desde o início da estratégia.

 

APRAZAMENTOS DESTA SEGUNDA (16):

* 2ª DOSE – CORONAVAC: CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE 6 A 17 ANOS – QUE TOMARAM A PRIMEIRA DOSE ATÉ O DIA 18/4/2022

* 2ª DOSE – PFIZER PEDIÁTRICA: CRIANÇAS 5 A 11 ANOS – QUE TOMARAM A PRIMEIRA DOSE ATÉ O DIA 21/3/2022

* 2ª DOSE CORONAVAC: APRAZADOS ATÉ 16/5/2022 – LIBEROU GERAL

* 2ª DOSE PFIZER: PESSOAS COM 12 ANOS OU MAIS APRAZADAS ATÉ 11/6/2022 – LIBEROU GERAL

* 2ª DOSE JANSSEN: PARA QUEM TOMOU A PRIMEIRA DOSE/DOSE ÚNICA DA JANSSEN ATÉ A DATA DE 15/3/2022

* 2ª DOSE OXFORD: APRAZADOS ATÉ 11/6/2022

* 2ª DOSE: GESTANTES E PUÉRPERAS APRAZADAS ATÉ 11/6/2022

* 3ª DOSE: PESSOAS COM 18 ANOS OU MAIS QUE TOMARAM A SEGUNDA DOSE ATÉ O DIA 15/1/2022 – LIBEROU GERAL

* 3ª DOSE – PFIZER: IMUNOSSUPRIMIDOS COM 12 ANOS OU MAIS QUE TOMARAM A SEGUNDA DOSE ATÉ O DIA 20/3/2022

* 3ª DOSE: GESTANTES E PUÉRPERAS QUE TOMARAM A 2ª DOSE ATÉ O DIA 12/12/2021

* 4ª DOSE: PESSOAS COM 12 ANOS OU MAIS IMUNOCOMPROMETIDAS QUE TOMARAM A 3ª DOSE ATÉ DIA 15/1/2022

* 4ª DOSE: IDOSOS COM 65 ANOS OU MAIS QUE TOMARAM A 3ª DOSE ATÉ 15/1/2022

 

POSTOS:

1ª E 2ª DOSES PEDIÁTRICAS: CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS (INCLUINDO IMUNOSSUPRIMIDAS)

Postos fixos: USF Lealdina Barros (Vale da Muriçoca), USF Menino Joel (Nordeste de Amaralina), USF Alto das Pombas, USF Garcia, USF Imbuí, USF Pituaçu, USF Vale do Matatu, UBS Manoel Victorino (Brotas), UBS Eunísio Teixeira (Saboeiro), USF Arraial do Retiro, USF Saramandaia, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras XI, USF Cajazeiras IV, UBS Péricles Cardoso (Barbalho), USF Gamboa, UBS Ministro Alckmin (Massaranduba), USF São José de Baixo, USF Jardim das Margaridas, UBS Orlando Imbassahy (Bairro da Paz), USF Mussurunga I, UBS São Cristóvão, USF Vila Verde, USF San Martim III, 16º Centro de Saúde do Pau Miúdo, Multicentro Liberdade, USF Gal Costa, USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), USF Nova Brasília, UBS Castelo Branco, USF Pirajá, UBS Frei Benjamin (Valéria), USF Capelinha, UBS Sérgio Arouca (Paripe), USF São Tomé de Paripe, USF São João do Cabrito, USF Colinas de Periperi, USF Alto da Terezinha, USF Fazenda Coutos III, USF Alto de Coutos I, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana. 

 

1ª, 2ª, 3ª E 4ª DOSES – PESSOAS COM 12 ANOS OU MAIS

Postos fixos: USF Sabino Silva (Nordeste de Amaralina), 5º Centro de Saúde (Barris), Multicentro Amaralina, USF Federação, USF Santa Cruz, USF Calabar, USF Parque de Pituaçu, UBS Cesar de Araújo (Boca do Rio), USF Curralinho, UBS Mário Andrea (Sete Portas), USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), UBS Cosme de Farias, USF Sussuarana, USF Arraial do Retiro, USF Calabetão, USF Resgate, USF Mata Escura, USF Estrada das Barreiras, UBS Engomadeira, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), USF Cajazeiras X, USF Boca da Mata, USF Yolanda Pires (Fazenda Grande I), UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Terreiro de Jesus, USF Pelourinho, UBS Santo Antônio, UBS Virgílio de Carvalho (Bonfim), USF Joanes Leste, USF Joanes Centro Oeste, USF São José de Baixo, USF São Cristóvão, USF Alto do Coqueirinho, USF KM 17 (Itapuã), UBS Eduardo Mamede (Mussurunga), USF Parque São Cristóvão, USF Jardim Campo Verde, USF Coração de Maria, USF Aristides Maltez (São Cristóvão), USF Santa Mônica, USF San Martin I, USF IAPI, USF Cambonas (Via Regional), USF São Marcos, UBS Sete de Abril, USF Dom Avelar, USF Boa Vista de São Caetano, USF Recanto da Lagoa II, USF Antônio Lazzarotto (Plataforma), UBS Péricles Laranjeiras (Fazenda Grande do Retiro), USF Deputado Luiz Braga (Pirajá), USF San Martin II, USF Alto do Peru, USF Vista Alegre, USF Itacaranha, USF Beira Mangue, USF Alto de Coutos II, USF Plataforma, USF Tubarão, USF Teotônio Vilela II, USF Alto do Cruzeiro, USF Nova Constituinte, USF Alto do Congo, USF Bom Jesus dos Passos, USF Ilha de Maré e USF Paramana.

Reino Unido registra mais dois casos de infecção rara de varíola
Foto: Reprodução / Eye of Science Photo Library

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA, na sigla em inglês), registrou, neste sábado (14), dois casos de uma infecção rara, conhecida como Monkeypox, a varíola do macaco, no Reino Unido. A doença havia sido erradicada em 1980.  

 

As autoridades de saúde afirmam que o risco de transmissão para a população em geral é baixo, uma vez que a infecção requer contato próximo com uma pessoa que esteja apresentando os sintomas da doença, que costumam começar com quadro semelhante ao da gripe e inchaço dos gânglios linfáticos, evoluindo para feridas no rosto e no corpo.

 

O órgão também informou que os infectados são residentes da mesma casa. Um deles está realizando tratamento em uma unidade do Hospital St Mary, em Londres, especializada em doenças infecciosas. O outro paciente permanece isolado em casa.

 

“Embora as investigações continuem em andamento para determinar a fonte da infecção, é importante enfatizar que ela não se espalha facilmente entre as pessoas e requer contato pessoal próximo com uma pessoa sintomática infectada”, disse o diretor de infecções clínicas e emergentes da UKHSA, Colin Brown.

 

No último sábado (7), a agência havia informado que uma pessoa que retornou recentemente da Nigéria havia sido diagnosticada com a infecção. Os dois novos casos não teriam relação com este.

Domingo, 15 de Maio de 2022 - 14:00

Cientista pode ter descoberto a misteriosa causa da morte do filho

por Folhapress

Cientista pode ter descoberto a misteriosa causa da morte do filho
Foto: Divulgação

Há quase 30 anos, Damien, o filho da cientista australiana Carmel Harrington, morreu repentinamente ainda quando era bebê, mas ela não teve muitas explicações sobre a causa do óbito.
 

"Meu filho, Damien, morreu de repente e inesperadamente uma noite. Levei cerca de dois anos antes que eu pudesse realmente respirar novamente", disse Harrington para o veículo de mídia australiano ABC (Australian Broadcasting Corporation).
 

Sem explicações por parte dos médicos, que diziam apenas "que era uma tragédia", a pesquisadora resolveu investigar o que havia acontecido. Episódios como esse são conhecidos como síndrome da morte súbita infantil (SMSI), em que ocorre o óbito de um bebê sem causa aparente.
 

Outras pesquisas já indicaram que a SMSI é o resultado de vários fatores que ocorrem coincidentemente. Um deles seria a disfunção autonômica, um distúrbio no sistema nervoso que pode causar problemas em ações involuntárias do corpo humano, como batimentos cardíacos.
 

No entanto, as pesquisas ainda não haviam descrito com clareza as razões da SMSI. Agora, o novo estudo de Harrington, do qual ela é pesquisadora principal e que foi publicado no início de maio na revista eBioMedicine, pode ter dado um passo importante na busca pela resposta.
 

Sem explicações por parte dos médicos, que diziam apenas "que era uma tragédia", a pesquisadora resolveu investigar o que havia acontecido. Episódios como esse são conhecidos como síndrome da morte súbita infantil (SMSI), em que ocorre o óbito de um bebê sem causa aparente.
 

Outras pesquisas já indicaram que a SMSI é o resultado de vários fatores que ocorrem coincidentemente. Um deles seria a disfunção autonômica, um distúrbio no sistema nervoso que pode causar problemas em ações involuntárias do corpo humano, como batimentos cardíacos.
 

No entanto, as pesquisas ainda não haviam descrito com clareza as razões da SMSI. Agora, o novo estudo de Harrington, do qual ela é pesquisadora principal e que foi publicado no início de maio na revista eBioMedicine, pode ter dado um passo importante na busca pela resposta.
 

Com o estudo, os pesquisadores acreditam que possam ter descoberto essa enzima como um marcador de risco para a SMSI. Isso é útil porque pode se identificar logo nos primeiros dias de vida aqueles com maior chance de sofrer por morte súbita.
 

"Este achado representa a possibilidade de identificação de lactentes em risco para SMSI antes do óbito e abre novos caminhos para pesquisas futuras", afirmam os autores no artigo.
 

Mas para Harrington a descoberta é muito mais significativa. Na entrevista dada à ABC no início de maio, ela diz que "este é um presente que sinto que ganhei no Dia das Mães, porque o momento é muito peculiar para mim".
 

A pesquisadora acrescentou que ainda há muito a ser feito, faltando "apenas obter o financiamento" para a realização de pesquisas que evitem outros traumas como aquele pelo qual ela passou.

Ministério da Saúde cria sala de situação para monitorar hepatite de origem desconhecida
Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde criou uma sala para monitorar casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida. De acordo com a pasta, o objetivo é dar suporte nas investigações de casos da doença notificados em todo Brasil, além de reunir evidências para identificar possíveis causas para a enfermidade.

 

De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde, 44 casos da doença foram registrados em todo o país. Desses, três foram descartados e os demais permanecem em observação. Os estados que reportaram os casos foram São Paulo (14), Minas Gerais (7), Rio de Janeiro (6), Paraná (2), Pernambuco (3), Santa Catarina (3), Rio Grande do Sul (3), Mato Grosso do Sul (2) e Espírito Santo (1). 

 

A sala de situação terá a participação de técnicos do ministério, da Organização Panamericana da Saúde (Opas) e de especialistas convidados. Além do monitoramento, a sala também vai padronizar informações e orientar os fluxos de notificação e investigação dos casos para todas as secretarias estaduais e municipais de saúde.

 

O QUE SE SABE SOBRE A HEPATITE
De origem desconhecida, a hepatite já acometeu crianças de pelo menos 20 países. A doença se manifesta de forma severa e não tem relação direta com os vírus conhecidos da enfermidade. Em cerca de 10% dos casos, foi necessário realizar transplante de fígado.

 

A doença atinge principalmente crianças com um mês de vida aos 16 anos. Até o momento, foi relatada a morte de um paciente. De acordo com a Opas, os pacientes com hepatite aguda apresentaram sintomas gastrointestinais, incluindo dor abdominal, diarreia, vômitos e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas). Não houve registro de febre. 

 

Os pais devem ficar atentos a sintomas como diarreia ou vômito e a sinais de icterícia. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. 
 

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