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Terça, 03 de Agosto de 2021 - 10:00

Com maior n° de casos ativos, Itabuna tem 15,4% de população vacinada contra Covid

por Francis Juliano

Com maior n° de casos ativos, Itabuna tem 15,4% de população vacinada contra Covid
Foto: Divulgação / Sesab

Apontada como a cidade com maior número de casos ativos de Covid-19 na Bahia (ver aqui), Itabuna vacinou contra a a doença apenas 15,4% da população [92.372 habitantes]. Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e correspondem até o final da tarde desta segunda-feira (2). A imunização é considerada completa com duas doses ou quando a vacina é de dose única.

 

Pela última estimativa do IBGE, o município tem 213.685 habitantes. Em relação à primeira dose, 43,22% dos itabunenses [ou 34.078 pessoas] já foram vacinados. Em números relativos, Itabuna fica atrás da vizinha Ilhéus que tem 159.923 habitantes [IBGE 2020].

 

O município litorâneo já aplicou a primeira dose em 52,1% da população [83.308 pessoas] e imunizou com a segunda dose 20,7% [33.123] dos ilheuenses. Conforme último boletim da Sesab, Itabuna acumula 33.599 casos confirmados de novo coronavírus com 665 óbitos. Já Ilhéus já registrou 21.645 casos de Covid-19 com 562 mortes provocadas pela doença.

 

UTI

Em relação à ocupação de leitos de UTI, a rede pública de Itabuna tem até as 10h desta terça-feira (3) taxa de 57%, sendo que no Hospital de Base a média é de 53% e no Calixto Midlej Filho, de 83%. Em Ilhéus, a ocupação de leitos intensivos é maior, com 59%.

Feira: Mulher aguarda há oito meses em fila da regulação para fazer cirurgia
Foto: Reprodução / TV Subaé

Uma moradora de Feira de Santana está há oito meses na espera de uma cirurgia renal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a TV Subaé, Germínia Alves sofre com dores constantes – com dois cálculos renais, um em cada rim – e não consegue trabalhar devido ao problema. Ela segue na fila de regulação, porém ainda não conseguiu vaga para realizar o procedimento. Ainda segundo a emissora, o laudo médico da mulher aponta que ela precisa de um tratamento definitivo, com a cirurgia de retirada.

 

Enquanto aguarda a regulação, Germínia Alves precisa ir a cada três meses para Salvador. Alves também precisa tomar três remédios por dia, para atenuar sintomas da doença. A única fonte de renda da moradora tem sido uma pensão paga pelo pai dos filhos dela, cerca de R$ 400. Caso tivesse condição de fazer o procedimento para retirada dos cálculos na rede particular, ela teria de desembolsar R$ 9 mil.

 

Em resposta, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) disse que a prefeitura de Feira de Santana precisa fazer o encaminhamento da paciente para a Central de Regulação. Já a prefeitura do município afirmou que deu entrada na regulação com um pedido feito para avaliar a situação da moradora.

Vacinação em Salvador chega para nascidos em 1990 e mantém aplicação da 2ª dose
Foto: Bruno Concha/Secom

A Prefeitura de Salvaodr promove mais um dia da vacinação contra Covid-19 com a aplicação da 1ª e 2ª doses da vacina, nesta terça-feira (3). Para os indivíduos habilitados para primeira aplicação, a campanha acontecerá no turno da manhã, das 8h às 12h, voltada às pessoas com 31 anos ou mais, nascidas até 3 de março de 1990. Já no período da tarde, das 13h às 16h, a campanha imunizará os indivíduos com idade igual ou superior a 31 anos, nascidas até 3 de julho de 1990. 

 

Antes de se dirigir ao ponto de imunização, todas as pessoas deverão, obrigatoriamente, conferir no site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) se o nome já está habilitado para receber o imunizante. O endereço é o www.saude.salvador.ba.gov.br.

 

Drive-thrus: 5º Centro de Saúde (Barris), Faculdade Universo (Avenida ACM), FBDC Cabula, Atakadão Atakarejo (Fazenda Coutos), Vila Militar (Dendezeiros), Arena Fonte Nova (Nazaré), Centro de Convenções de Salvador (Boca do Rio), Universidade Católica de Salvador (Pituaçu) e Unijorge (Paralela).

 

Pontos fixos: 5º Centro de Saúde (Barris), USF Federação, USF Resgate, UBS Sérgio Arouca (Paripe), USF Cajazeiras V, UBS Pirajá, Universidade Católica do Salvador (Pituaçu), USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), UBS Eduardo Mamede (Mussurunga) e Unijorge (Paralela).

 

2ª DOSE OXFORD – 8h às 16h

As pessoas que estão com a data de reforço da vacina contra a Covid-19 da Oxford programada para até o dia 9 de agosto já podem procurar os pontos de imunização para receber a vacina.

 

Drive-thrus: Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, Shopping Bela Vista e Parque de Exposições (Paralela). 

 

Pontos fixos: USF Vale do Matatu, USF Fernando Filgueiras (Cabula VI), USF Teotônio Vilela II (Fazenda Coutos II), USF Vista Alegre, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras), Clube dos Oficiais (Dendezeiros), UBS Virgílio de Carvalho (Bonfim), Parque de Exposições (Paralela), UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora) e USF Vila Nova de Pituaçu. 

 

2ª DOSE CORONAVAC – 8h às 16h

 

Amanhã todas as pessoas que estão com a data de reforço da vacina contra a Covid-19 da CoronaVac programada para até o dia 3 de agosto já podem procurar os pontos de imunização para receber a vacina.

 

Pontos fixos: USF Tubarão e USF Curralinho. 

 

2ª DOSE PFIZER – 8h às 16h

 

As pessoas que estão com a data de reforço da vacina contra a Covid-19 da Pfizer programada para até o dia 09 de agosto já podem procurar os pontos de imunização para receber a vacina.

 

Drive-thrus: Shopping da Bahia, Barradão (Canabrava) e FBDC Brotas.

 

Pontos fixos: USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), Barradão (Canabrava), FBDC Brotas, USF Plataforma e USF Cajazeiras X.

Prefeito condiciona Carnaval a vacinação de todos com mais de 12 anos em Salvador
Foto: Renato Lima / Ag. Haack / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou nesta segunda-feira (2) que, caso a população acima de 12 anos esteja 100% vacinada contra a Covid-19, haverá Carnaval em 2022 na cidade. 

 

“Já estamos planejando o carnaval porque nós acreditamos na ciência. Se a gente tiver 100% da população com 12 ou mais vacinada até o final do ano, vamos ter carnaval em 2022 sim. O carnaval é muito importante e injeta mais de 1,5 bilhão na economia da cidade, além de gerar milhares de empregos”, declarou o prefeito em entrevista ao programa Cidade Aratu, da TV Aratu.

 

Por conta do da pandemia do novo coronavírus, a folia momesca não aconteceu neste ano. O mesmo ocorreu com as festividades de São João, neste ano, e também em 2020.

Casos ativos da Covid-19 chegam ao 10º dia consecutivo de queda na Bahia
Foto: Paula Fróes / GOVBA

Os casos ativos da Covid-19 chegaram ao 10º dia consecutivo de queda na Bahia, conforme dados publicados diariamente em boletim epidemiológico pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Do dia 22 de julho até esta segunda-feira (2), o número de contaminados foi diminuindo regularmente, de 9.408 para 5.118, a menor quantidade desde o dia 5 de janeiro.

 

Nas últimas 24 horas, o estado confirmou 638 novas contaminações pelo novo coronavírus e 26 mortes em decorrência da infecção. No acumulado desde o início da pandemia, a Sesab registra 1.194.954 casos confirmados da Covid-19 e 25.785 óbitos pela doença.

 

A taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva (UTI) reservados para adultos com Covid-19 no estado é de 51%, enquanto o percentual de leitos clínicos ocupados, com pacientes de casos mais leves da doença, é de 30%.

Salvador cai para 4ª posição entre cidades da Bahia em número de casos ativos da Covid
Foto: Divulgação/Sesab

Depois de passar meses da pandemia da Covid-19 com os números mais altos de casos ativos da Covid-19 entre os municípios da Bahia, Salvador caiu para a 4ª posição nesse ranking neste domingo (1º).

 

A capital baiana foi ultrapassada por Itabuna, Vitória da Conquista e Eunápolis no que se refere a pessoas ainda doentes ou em tratamento da Covid-19.

 

A informação consta no boletim da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

 

O documento mostra que Itabuna, no Litoral Sul do estado, lidera em número de casos ativos com 220 ocorrências. Em segundo lugar está Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano, e seus 214 casos.

 

Eunápolis, na Costa do Descobrimento, tem 175 registros e é terceira cidade baiana com mais casos ativos da Covid-19.

Fonte: Sesab

Salvador prorroga recadastramento do cartão SUS, essencial para vacina contra a Covid-19
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Necessário para a vacinação contra a Covid-19, o recadastramento no Sistema Único de Saúde (SUS) está aberto em Salvador e teve o prazo prorrogado até 31 de agosto.

 

É possível realizar o recadastramento online através de um computador, celular ou tablet com acesso a internet no site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) (clique aqui para fazer o recadastramento).

 

A atualização cadastral é exigida para a vacinação contra a Covid-19. Aquelas pessoas com a situação regularizada entram na lista de elegíveis para a aplicação das doses do imunizante da SMS.

 

Antes de se direcionar a um posto de imunização, o cidadão deve conferir se o nome consta na lista da SMS. Caso não conste, deve fazer o recadastramento e aguardar a atualização da lista.

Em um mês, Salvador desativou 431 leitos Covid e ainda assim reduziu taxas de ocupação
Foto: Carol Garcia/GOVBA

Salvador começou agosto com 431 leitos exclusivos para Covid-19 a menos do que tinha no início do mês anterior. Ainda assim, as taxas de ocupação na capital baiana são melhores do que há um mês, o que sinaliza para uma melhora da crise sanitária na cidade.

 

Os boletins da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) mostram que em 1º de julho Salvador tinha um total de 1.547 leitos destinados ao tratamento da Covid-19, sendo que destes 779 eram de UTI adulto. Já neste domingo (1º) o documento informava que a cidade tinha 1.116 leitos, sendo 569 de tratamento intensivo adulto.

 

Em relação a ocupação dessas vagas hospitalares, a taxa passou de 61% no total de leitos e 69% em UTI s adulto, para 40% ocupação geral neste domingo e 46% em UTI adulto.

 

Na semana passada a Sesab sinalizou que a cidade de Vitória da Conquista, no Sudoeste Baiano, ultrapassou Salvador no número de casos ativos da Covid-19. Na sexta-feira (30), a  a capital registrou 229 casos, enquanto Conquista encerrou o dia com 235 pacientes que ainda estavam tratando a doença (leia mais aqui).

Segunda, 02 de Agosto de 2021 - 12:20

Bahia fecha 405 leitos exclusivos para Covid e reduz taxa de ocupação a 41%

por Jade Coelho

Bahia fecha 405 leitos exclusivos para Covid e reduz taxa de ocupação a 41%
Foto: Bahia Notícias

No último mês a Bahia fechou 405 leitos exclusivos para Covid-19, diante da melhora nos índices da pandemia no estado. Em 1º de julho eram 3.467 leitos hospitalares, de UTI e enfermaria, destinados ao tratamento da infecção pelo coronavírus. Passado um mês, neste domingo (1º) a Bahia tinha 3.062 leitos.

 

Entre os leitos desativados, 220 eram de Tratamento Intensivo adulto. O número desse tipo de vaga, destinada aos casos mais graves da infecção, passou de 1.608 para 1.388 no estado nesse período.

 

A melhora nos indicadores da pandemia permitiu flexibilizações, como o retorno de aulas semipresenciais e redução do toque de recolher. É possível citar como exemplo dessa melhora o número de casos ativos da Covid-19 que passou dos 11.777 registrados no início de julho para os atuais 5.568.

 

Mesmo com a redução de leitos, a Bahia observa também diminuição das taxas de ocupação de vagas hospitalares Covid-19. Enquanto no começou do mês passado o boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) trazia a informação de 48% ocupação geral e 73% nas UTI adulto, a atualização de ontem mostrava que o estado tinha 41% ocupação total de leitos e 52% em relação a UTI adulto.

Butantan recebe IFA suficiente para produzir 4 milhões de doses de vacinas Covid-19
Foto: Governo do Estado de São Paulo

O Instituto Butantan recebeu dois mil litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) neste domingo (1º). A matéria prima vai permitir que o laboratório produza cerca de quatro milhões de doses da vacina Coronavac.

 

O avião partiu de Pequim, na China, e chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, às 20h45. As doses serão entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, de 15 a 20 dias depois que a produção começar, prevê o Ministério da Saúde.

 

Até o momento, o Ministério da Saúde já distribuiu mais 184 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Mais de 69 milhões são vacinas produzidas pelo Instituto Butantan.

App do Bahia Notícias ajuda a manter leitores bem informados sobre crise do coronavírus

Em meio a um bombardeio de informações, identificar uma fonte confiável não é uma tarefa fácil, correto? Por isso, o Bahia Notícias reforça o cuidado na apuração e checagem das notícias para manter os leitores bem informados sobre a crise do novo coronavírus. A equipe de repórteres está totalmente voltada para acompanhar o dia a dia da população, os boletins oficiais das autoridades públicas e as medidas para conter a disseminação da Covid-19.

 

Além do próprio site e das redes sociais, o app do Bahia Notícias é uma opção para os usuários de smartphone. O aplicativo está disponível para iOS e para Android e pode ser encontrado facilmente nas lojas dos sistemas operacionais. É gratuito e não possui qualquer restrição para a leitura – todo o conteúdo é aberto ao público.

 

Para baixar o aplicativo, basta clicar aqui para Android e aqui para IOS.

Farmacêutica dará início a testes clínicos de vacina contra Covid-19 em forma de pílula
Foto: Reprodução/Pixabay

A empresa farmacêutica israelense Oramed vai iniciar testes clínicos de uma vacina Covid-19 em forma de pílula. Os ensaios estão previstos para ser iniciados nos primeiros dias deste mês de agosto, conforme informou o CEO da empresa, Nadav Kidron, em entrevista a Agência AFP.

 

Caso se confirma a eficácia da vacina nesse novo método, as pessoas seriam imunizadas sem agulhas e sem necessidade de profissionais da saúde para administrar. Diante disso, o argumento de Kidron é que este tipo de vacina oral seria atraente para o mundo em desenvolvimento porque reduz a carga logística das campanhas de imunização.

 

Além disso, a visão da farmacêutica é de que esse tipo de vacina também interessaria aos países mais ricos, onde a aversão às agulhas é um fator frequentemente esquecido, destaca matéria do jornal O Globo. Uma pesquisa recente descobriu que quase 19 milhões de americanos que recusam as vacinas as tomariam se tivessem a opção de pílula.

 

Outro ponto positivo apontado pelo CEO da Oramed é a redução do desperdício de plástico e seringa e, potencialmente, menos efeitos colaterais.

Segunda, 02 de Agosto de 2021 - 07:00

Brasil registra 449 mortes por Covid em 24 h e chega a 556.886 óbitos

por Folhapress

Brasil registra 449 mortes por Covid em 24 h e chega a 556.886 óbitos
Foto: Paula Fróes / GOVBA

O Brasil registrou 449 mortes por Covid-19 e 20.554 casos da doença, neste domingo (1º). Com isso, o país chegou a 556.886 óbitos e a 19.935.132 pessoas infectadas desde o início da pandemia.
 

A média móvel de mortes foi de 984 neste domingo, é o segundo dia seguido que o Brasil não ultrapassa a marca de 1.000 óbitos. Desde 20 de janeiro, o país registrava mortes acima dessa marca. Foram 191 dias seguidos acima dessa faixa, nesse período mais de 344 mil brasileiros morreram de Covid-19.
 

A média móvel de óbitos registrada neste domingo é 20% menor em relação ao dado de duas semanas atrás.
 

Já a média móvel de casos foi de 35.645, queda de 12% em relação ao dado de 14 dias atrás.
 

A média é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados, como costumam ocorrer em finais de semana e feriados. Ela é calculada pela soma do número de mortes dos últimos sete dias e a divisão do resultado por sete.
 

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.
 

Neste domingo, 26 unidades da federação atualizaram os dados de mortes e casos pela doença. Apenas o Amapá não forneceu as informações das últimas 24 horas.
 

Os dados da vacinação contra a Covid-19, também coletados pelo consórcio, foram atualizados em 21 estados e no Distrito Federal.
 

Ao todo, 100.871.923 pessoas no país foram vacinadas com a primeira dose e 41.486.498 já estão com a imunização completa - receberam as duas doses ou a aplicação única da Janssen.
 

Mesmo quem completou o esquema vacinal com as duas doses deve manter cuidados básicos, como uso de máscara de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.
 

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.
 

 

Segunda, 02 de Agosto de 2021 - 06:40

Médicos apontam aumento da miopia durante a pandemia

Médicos apontam aumento da miopia durante a pandemia
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sete em cada dez médicos entrevistados em um levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) identificaram progressão de miopia em crianças durante a pandemia. Outros três em cada dez não constataram esse problema entre pacientes. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.

 

A pesquisa entrevistou 295 médicos oftalmologistas com diversas subespecialidades, como pediatria, córnea, catarata, glaucoma e retina. O estudo foi realizado em abril e junho deste ano.

 

Entre os que verificaram aumento dos graus de miopia, 6% apontaram o problema em 75% dos pacientes, 27% relataram a situação em 50% dos pacientes e 67% registraram o quadro em cerca de 25%.

 

Dos profissionais ouvidos, 75,6% avaliaram que o uso de diversos dispositivos eletrônicos pode agravar o quadro de miopia. Outros 22% entenderam que esse fator pode influenciar, mas apenas com uso de tablets e celulares. Apenas um pequeno percentual não viu relação entre os dois fenômenos.

 

Quase todos os profissionais ouvidos (98,6%) disseram que a redução do tempo gasto em telas (como celular, televisão e videogames) pode ajudar no caso de crianças míopes. Seis em cada dez entrevistados defenderam as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sobre o tema.

Bahia registra 627 novos casos de Covid-19 e mais nove óbitos pela doença
Foto: Paula Fróes / GOVBA

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 627 casos de Covid-19 e 1.125 recuperados. O boletim epidemiológico deste domingo (1º) também registra nove óbitos.

 

Dos 1.194.316 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.162.989 já são considerados recuperados, 5.568 encontram-se ativos e 25.759 tiveram óbito confirmado.

 

Com 6.338.146 vacinados contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose, dos quais 2.559.626 receberam também a segunda aplicação, e mais 249.627 vacinados com o imunizante de dose única, até as 17 horas deste domingo, a Bahia já vacinou 59,08% da população baiana com 18 anos ou mais (estimada em 11.148.781) com, pelo menos, a primeira dose.

Salvador inicia vacinação contra Covid-19 de pessoas com 31 anos nesta segunda
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A prefeitura de Salvador iniciará, a partir desta segunda (2), de forma escalonada, a vacinação contra a Covid-19 para pessoas com idade igual ou superior a 31 anos. Os pontos de imunização vão funcionar das 8h às 16h, conforme divulgou o prefeito Bruno Reis.

 

Durante a manhã, das 8h às 12h, serão contempladas as pessoas nascidas até 01/07/1989. Já no turno da tarde, das 13h às 16h, serão vacinadas as pessoas nascidas até 01/11/1989.

 

Ainda segundo Bruno Reis, a campanha de imunização retoma a aplicação das 2ª doses: Pfizer e Oxford/Astrazeneca para quem está com retorno até 09/08 e Coronavac para retorno 02/08.

Namorada de Pazuello recebeu R$ 54 mil do Ministério da Saúde por viagens
Pazuello, Michele Bolsonaro e Laura Appi | Foto: Tony Winston / MS

Primeiro-tenente do Exército, a infectologista e diretora de programa na Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Laura Appi, namorada do ex-ministro Eduardo Pazuello, recebeu R$ 29.538,72 da pasta em diárias de viagens, entre maio de 2020 e março de 2021.

 

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, dados disponíveis no Portal da Transparência mostram que, além disso, Appi recebeu mais  R$ 24.497,52 destinados a passagens e diárias. O total é de R$ 54.036,24.

 

No mesmo período, Pazuello recebeu R$ 88,5 mil em diárias e ajuda de custo do ministério. Segundo a coluna, em pelo menos nove viagens reembolsadas à infectologista, ela se apresentou como acompanhante do ministro para justificar o deslocamento. 

 

Formada em Medicina em 2014, Laura concluiu a residência em 2018, entrando em seguida para o Exército, onde conheceu Pazuello. Em março de 2020 foi nomeada como assessora no Ministério da Saúde e um dia depois foi promovida pelo próprio ministro a diretora de programa na Secretaria de Atenção Primária à Saúde.

Domingo, 01 de Agosto de 2021 - 11:40

Brasil monitora três do atletismo após receber aviso de contato próximo a Covid-19

por Camila Mattoso e Alex Sabino | Folhapress

Brasil monitora três do atletismo após receber aviso de contato próximo a Covid-19
Foto: Reprodução/Pixabay

Dois atletas brasileiros e uma integrante da comissão técnica do atletismo estão sendo monitorados após serem avisados de que tiveram "contato próximo" com alguém infectado pela Covid-19 nas Olimpíadas de Tóquio.
 

A medida faz parte das regras adotadas pela organização dos Jogos para reduzir o risco de contaminação do vírus. Eles foram separados do restante do grupo, mas as atividades estão mantidas.
 

Caio Bonfim e sua mãe, Gianetti (que é também sua técnica), além de Thiago do Rosário André, chegaram a Tóquio em um voo no dia 25, vindos da Suíça. No avião, uma pessoa envolvida com os Jogos foi diagnosticada com o coronavírus.
 

Os atletas estão autorizados a competir normalmente. Nenhum dos três apresentou sintomas até o momento, o que indica, segundo a coordenação médica do COB (Comitê Olímpico do Brasil), que a chance de terem sido contaminados é bem pequena.
 

O aviso do "contato próximo", no entanto, demorou a chegar. O voo foi no dia 25 e a notificação ocorreu somente cinco dias depois.
 

"Assim que fomos notificados, começamos a seguir as regras. Colocamos eles em quartos individuais, a alimentação também tem que ser com distanciamento dos demais. Os treinos podem ocorrer normalmente", afirmou à Folha a coordenadora médica do COB, Ana Carolina Côrte.
 

Todos os testes feitos desde o comunicado tiveram resultado negativo. Os três estão usando máscaras N95, consideradas mais seguras. O monitoramento tem que ser feito por 14 dias.
 

"Falando da parte médica, a gente sabe que o vírus se manifesta mais no quinto dia. Já estamos no oitavo e está tudo bem", disse Ana Carolina.
 

O chamado "contato próximo" foi incluído nas regras para tentar conter o contágio da doença. Em geral, isso ocorre As orientações sobre como lidar com o aviso sofreram mudanças desde a chegada das delegações em Tóquio. A organização das Olimpíadas chegou a obrigar que os "contatos próximos" ficassem por 14 dias em quarentena automática, o que causou reclamações das delegações.
 

A última recomendação é que, nesses casos, o isolamento ocorra até o próximo teste negativo da pessoa, que pode sair no mesmo dia. O monitoramento deve seguir, no entanto, por 14 dias.
 

Esperança de medalha brasileira na marcha atlética dos 20 km, Caio Bonfim compete na madrugada da quinta-feira (5), em Sapporo.
 

No início deste ano, sua mãe e treinadora, Gianetti, havia se queixado de discriminação a atletas brasileiros por causa do número de casos da Covid-19 no país.
 

"No Equador, a gente ficava separado de todas as pessoas, isolados totalmente, parecíamos ETs", se queixou.
 

Thiago do Rosário André competiu nos 800 m e terminou em último sua prova de classificação. Ele também está qualificado para correr os 1500 m na noite desta segunda-feira (2).

Ministério da Saúde anuncia chegada de 2,1 milhões de doses contra Covid neste domingo
Foto: Reprodução / Twitter

O Ministério da Saúde anunciou a previsão da chegada de 2,1 milhões de doses de imunizantes contra a Covid-19, no país, neste domingo (1º). 

 

“Pousou há pouco o primeiro de dois voos que chegam hoje ao Brasil com lotes de vacina Covid-19 da Pfizer”, informou a pasta, sobre cerca de 1 milhão de doses que chegaram ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), nesta manhã.

 

Segundo o ministério, à tarde pousará um segundo avião com o restante das vacinas previstas, um outro lote com mais de 1 milhão de doses.

Domingo, 01 de Agosto de 2021 - 10:00

Média móvel de mortes por Covid menor que 1.000 pela 1ª vez desde 20 de janeiro

por Phillippe Watanabe | Folhapress

Média móvel de mortes por Covid menor que 1.000 pela 1ª vez desde 20 de janeiro
Foto: Divulgação/Sesab

A média móvel de mortes por Covid no Brasil ficou abaixo de 1.000 neste sábado (31) pela primeira vez desde o dia 20 de janeiro deste ano, quando ela era de 983. Foram 192 dias seguidos de números acima de 1.000 vidas perdidas por dia. Nesse período, o país perdeu mais de 344 mil brasileiros para a Covid.
 

O país chegou neste sábado a uma média móvel de mortes de 991. O Brasil registrou 925 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, alcançando 556.437 vidas perdidas desde o início da pandemia.
 

Em janeiro, até então o último registro do ano com médias móveis abaixo de 1.000, mas já com tendências de crescimento desde novembro, o Brasil havia recém-iniciado a imunização da população.
 

A enfermeira Monica Calazans, 54, que trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, foi a primeira vacinada, em evento no dia 17 de janeiro. Naquele momento, outros países no mundo já haviam iniciado a vacinação.
 

A situação da pandemia no país já vinha piorando com o advento da variante gama (conhecida anteriormente como P.1) desde os últimos meses de 2020. E exemplo do que estava por vir para o Brasil já ocorreu em janeiro mesmo, com a dramática situação de Manaus. Nos meses seguintes, o país conviveu com a tensão sobre a disponibilidade de oxigênio e de medicamentos para intubação para pacientes com Covid.
 

Dentre os 191 dias seguidos de médias acima de 1.000 mortes por dia, 61 foram de dados superiores a 2.000 óbitos diários, 55 deles consecutivos, entre março e o início de abril. Em meio a grande parte desses momentos críticos, a vacinação ainda caminhava lentamente no país, com a baixa oferta de imunizantes, o que fez crescerem as críticas ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido).
 

O presidente, ainda em 2020, levantava objeções e dúvidas quanto às vacinas contra a Covid. Daí surgiu a já famosa frase dita em dezembro de 2020 sobre o risco de virar um jacaré depois de tomar a vacina da Pfizer ("Se você virar um jacaré, é problema seu"). Mas o presidente voltou boa parte dos seus ataques especificamente à Coronavac, vacina produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, e usada como trunfo pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu rival político.
 

Os ataques não pararam, mesmo após a vacina do Butantan liderar por tempo considerável a imunização no país. Em julho deste ano, Bolsonaro voltou a colocar em dúvida, sem apresentar evidências, a eficácia da Coronavac. O presidente disse também que "até hoje a Coronavac não tem comprovação científica", o que é uma afirmação falsa.
 

Em meio às médias móveis de mortes acima de 2.000, a vacinação lenta, a contínua defesa, por parte de Bolsonaro e de seu governo, de remédios sem eficácia contra a Covid e além do incentivo do presidente a comportamentos de risco, teve início a CPI da Covid.
 

A situação em 2021 provocada pela variante gama é consideravelmente pior do que o visto durante todo 2020. No ano passado, a média móvel de mortes ficou 31 dias seguidos acima de 1.000 óbitos por dia, entre julho e o começo de agosto, momento no qual começou a diminuir.
 

A maior média móvel de óbitos de 2020 foi de 1.097, registrada em 25 de julho.
 

Em comparação, até o momento, em 2021, a maior média móvel foi de 3.125 mortes por dia, em 12 de abril. Houve sete dias neste ano com média acima de 3.000.
 

A média é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados, como costumam ocorrer em finais de semana e feriados. Ela é calculada pela soma do número de mortes dos últimos sete dias e a divisão do resultado por sete.
 

A média móvel de casos também mostra a situação crítica do país em 2021 e o momento ainda de descontrole atual da pandemia, apesar de reduções recentes nos dados da Covid.
 

Em 23 de junho deste ano, a média móvel de casos chegou ao maior valor registrados em toda a pandemia, 77.295 infecções registradas diariamente. Vale lembrar aqui da subnotificação de casos no país devido à ausência de uma política de testagem em massa e rastreamento.
 

Em 2020, o maior valor da média de casos foi atingido em 22 de dezembro, 49.395 infecções por dia.
 

Hoje, próximo ao início de agosto de 2021, a situação não é muito mais tranquila do que nos piores dias do ano passado. A média móvel de casos é de 35.541 e a de mortes é de 991, números não muito distantes aos de julho de 2020, pior mês da pandemia, até aquele momento.
 

De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, o país já tem mais de 100.677.686 pessoas imunizadas com a primeira dose e 41.403.032 completamente imunizadas (com duas doses ou com a aplicação da Janssen, que é de dose única).
 

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.
 

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Saúde anuncia que Brasil tem 100 milhões de vacinados com 1ª dose contra Covid-19
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou, neste sábado (31), que o país chegou à marca de 100 milhões de pessoas imunizadas com ao menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19. 

 

"Batemos mais um recorde. Agora já são mais de 100 milhões de brasileiros vacinados contra a Covid-19. A vacinação não para! Fique atento ao calendário da sua cidade e, quando for a sua vez, vacine já!”, diz o Zé Gotinha em uma peça publicitária da pasta, que calcula o investimento de R$ 168 bilhões do governo federal em vacinas.

 

Segundo o ministério, os 100 milhões representam 62,5% do público-alvo, que são os 160 milhões de brasileiros acima de 18 anos. De acordo com dados da pasta, a imunização completa, entretanto, só foi atingida por 25% do público-alvo, ou seja, 40 milhões de pessoas.

Anvisa recebe pedido para autorização de estudo de vacina da UFMG contra a Covid-19
Foto: Divulgação / UFMG

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, nesta sexta-feira (30), o pedido para realização de estudos de fase 1 e 2 da vacina SpiNTec contra a Covid-19, desenvolvida pela equipe do CTVacinas, uma parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação Ezequiel Dias (Funed).

 

De acordo com a Anvisa, a análise considerará a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais.

 

Antes do pedido formalizado, a agência já havia realizado reuniões prévias para orientações e esclarecimentos aos desenvolvedores da vacina. A última reunião foi realizada no dia 14 de junho, quando a Anvisa discutiu com os pesquisadores da vacina questões sobre o andamento dos testes e os aspectos regulatórios a serem observados para a submissão do pedido de anuência da pesquisa clínica.

Covid-19: Casos ativos caem pelo 9º dia seguido; leitos clínicos têm 29% de ocupação
Foto: Paula Fróes / GOVBA

Os casos ativos da Covid-19 caíram, neste sábado (31), pelo nono dia consecutivo na Bahia. De acordo com dados publicados no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), o estado reúne, neste momento, 6.075 contaminados pelo novo coronavírus.

 

Os cinco municípios baianos com mais casos ativos da Covid-19, segundo a Sesab, são Vitória da Conquista (233), Itabuna (218), Salvador (202), Eunápolis (167) e Guanambi (131).

 

A taxa de ocupação das unidades de terapia intensiva (UTIs) reservadas para o tratamento de adultos com Covid-19 é de 52%, enquanto a dos leitos clínicos de enfermaria está em apenas 29%.

 

Nas últimas 24 horas, a Bahia confirmou 1.396 novas contaminações pelo novo coronavírus e 33 mortes em decorrência da infecção. No total, desde o início da pandemia, o estado acumula 1.193.689 casos confirmados da Covid-19 e 25.750 óbitos pela doença.

Mutirão da 1ª dose contempla pessoas com 32 anos ou mais neste domingo em Salvador
Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

A prefeitura de Salvador realiza, neste domingo (1º), o Mutirão da 1ª Dose contra a Covid-19. A estratégia acontecerá exclusivamente no turno da manhã, das 8h às 12h, e contemplará as pessoas com 32 anos ou mais, nascidas até 1º de abril de 1989. A aplicação da 2ª dose dos imunizantes CoronaVac, Pfizer e Oxford, assim como a 1ª dose para os públicos prioritários, estará suspensa amanhã.

 

Antes de se dirigir ao ponto de imunização, todas as pessoas deverão obrigatoriamente conferir no site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) se o nome já está habilitado para receber o imunizante.

 

Confira os pontos de imunização deste domingo (1º):

 

Drive-thrus: Centro de Convenções de Salvador (Boca do Rio), 5º Centro de Saúde (Barris), Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, Shopping da Bahia, Barradão (Canabrava), Faculdade Universo (Avenida ACM), Atakadão Atakarejo (Fazenda Coutos), Arena Fonte Nova (Nazaré), Shopping Bela Vista, FBDC Cabula e Vila Militar (Dendezeiros).

 

Pontos fixos: USF Curralinho, 5º Centro de Saúde (Barris), USF Federação, USF Vila Nova de Pituaçu, Barradão (Canabrava), USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), USF Plataforma, UBS Sérgio Arouca (Paripe), USF Tubarão, UBS Pirajá, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Resgate, USF Cajazeiras V, USF Cajazeiras X e Clube dos Oficiais da Polícia Militar (Dendezeiros).

Sábado, 31 de Julho de 2021 - 12:40

Com 1,6% vacinado contra a Covid, África luta para obter doses

por Patrícia Pamplona | Folhapress

Com 1,6% vacinado contra a Covid, África luta para obter doses
Foto: GCIS/Fotos Públicas

Enquanto o avanço da vacinação é motivo de celebração em diversos países da Europa e da América do Norte, os da África continuam a lutar por doses para imunizar pelo menos sua população mais vulnerável.
 

Com cerca de 17% da população mundial, o continente responde por apenas 1,6% dos 4,01 bilhões de doses aplicadas no globo. E ao passo que os europeus já são cerca de 38% completamente imunizados, os africanos são apenas 1,6% —e com um registro de 166,5 mil mortes e 6,6 milhões de infecções, números considerados longe da realidade devido à subnotificação.
 

Segundo especialistas, principalmente três motivos explicam tamanha diferença: dependência de empresas fora do continente para desenvolvimento de vacinas; problemas logísticos para assegurar a distribuição das doses após a chegada delas; e hesitação com relação aos imunizantes.
 

De acordo com Benjamin Kagina, pesquisador da iniciativa Vacinas para África, ligada à Universidade de Cape Town, a demanda por vacinas no continente, sem incluir aquelas contra a Covid, é de cerca de 1 bilhão de doses por ano, mas apenas 1% desse montante vem de fabricantes locais.
 

Além disso, os países com renda maior conseguiram garantir as doses antes mesmo do desenvolvimento dos imunizantes, o que colocou a África no fim da fila, explica Mia Malan, editora-chefe do Centro Bhekisisa para Jornalismo de Saúde, uma organização sul-africana de mídia independente que tem acompanhado a situação da Covid na região. “A pandemia tem sido como um espelho que mostra como o mundo realmente é”, avalia sobre a desequilibrada corrida.
 

A questão se agrava ainda mais no continente, já que a desigualdade interna também é grande, ressalta Malan. A África do Sul, por exemplo, possui condições de fechar acordos com as fabricantes tanto para a compra como para a produção dos imunizantes —a partir do ano que vem, a Biovac irá começar a envasar doses da Pfizer/BioNTech.
 

Ainda assim, o país enfrenta problemas para avançar sua imunização, com 9,4% que receberam ao menos a primeira dose, e 4,3%, as duas. As vacinas da Pfizer só começaram a ser aplicadas em abril, lembra a editora do Bhekisisa, pois quando o governo procurou a farmacêutica em dezembro, já não havia mais doses disponíveis. “Isso significa que os imunizantes que recebemos chegam em lotes menores, porque foi tudo o que restou para nós”, afirma Malan.
 

Outro forte impacto foi o atraso da entrega de um dos insumos para a produção do imunizante da Johnson&Johnson, o que levou à destruição das doses que haviam sido produzidas no país. “Ainda que isso tenha acontecido em países mais ricos, o impacto não foi nem de perto tão grande porque eles têm outras vacinas já compradas”, explica a editora. “Na África do Sul, não tínhamos mais nada, tivemos que adquirir outras doses.”
 

Muitos países no continente, no entanto, encontram-se em situação ainda pior, pois não possuem condições para fazer acordos de produção ou mesmo de compra. Isso ajuda a explicar por que há casos como o de Seychelles, que já imunizou completamente 69,7% de sua população (ainda que haja uma alta de casos sendo investigada pela OMS), e o da Tanzânia, que vacinou seu primeiro habitante há duas semanas, ou o de Burundi e Eritreia, que nem sequer começaram a inocular suas populações.
 

A dificuldade em obter acordos faz ainda com que os países dependam completamente das vacinas fornecidas pelo Covax, iniciativa vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS) para a distribuição de imunizantes a nações em desenvolvimento.
 

Esperava-se que o consórcio conseguisse mitigar a desigualdade global da vacinação, mas esse tipo de iniciativa seria inevitavelmente insuficiente, já que países mais ricos iriam priorizar sua população antes daqueles com rendas menores, avalia Osman Dar, diretor do projeto Uma Saúde, que faz parte do Programa de Saúde Global da Chatham House, um think tank britânico. “Depender da benevolência ou da solidariedade desses países não deveria ser a base de um sistema global de distribuição de vacinas”, afirma.
 

Kagina, da Universidade de Cape Town, acrescenta ainda que, se a situação fosse inversa e a África liderasse a aplicação de imunizantes, ele não gostaria que seu filho não fosse vacinado porque o governo de seu país decidiu enviar doses para nações em defasagem. “É da natureza humana que você trabalhe duro para colocar sua casa em ordem”, defende. O pesquisador pontua, por outro lado, que o problema maior é ter países com excesso —o Canadá, por exemplo, tem dez doses por pessoa— enquanto outros estão em falta.
 

Na África, 63,8 milhões de doses já foram aplicadas —somadas as do consórcio da OMS e de outras iniciativas— e outros 60 milhões estão previstos para chegar nas próximas semanas por meio do Covax, com doações de EUA, Europa e Reino Unido. No total, cerca de 500 milhões de imunizantes devem ser fornecidos pela iniciativa, o que é insuficiente para uma população de quase 1,4 bilhão.
 

Além de um número que já é insuficiente, o sistema de distribuição foi impactado pela suspensão da exportação de vacinas determinada pela Índia, que precisou das doses para fazer frente a uma devastadora onda da doença. Como a maioria dos imunizantes do Covax eram fornecidos por uma instituição do país asiático, houve atraso na entrega.
 

Isso atrapalhou ainda mais a logística de distribuição e aplicação dos países africanos, que já é deficiente. Uma vez que as doses chegam, há dificuldades para armazenamento, transporte e mesmo aplicação.
 

Segundo números apresentados pela diretora da OMS para a África, Matshidiso Moeti, em uma entrevista coletiva na última semana, uma pesquisa sobre o quão preparado estão os 55 países da União Africana (inclui-se a República Árabe Saharaui Democrática, que reivindica o território do Saara Ocidental) mostrou que 30% deles têm mais da metade de seus distritos com dificuldades de armazenamento a frio.
 

Osman Dar pontua que há ainda a falta de sistemas de registro apropriados para identificar e localizar grupos prioritários e de profissionais treinados para apoiar a entrega em massa.
 

Para engrossar o caldo, a hesitação em se vacinar é outra preocupação. Um estudo publicado em março deste ano pelo Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) da África apontou que 79% da população dos 55 países da União Africana estava disposta a se imunizar. As variações internas, por outro lado, são grandes. Enquanto na Etiópia esse número sobe para 94%, ele cai para 59% na República Democrática do Congo.
 

Para Kagina, no entanto, isso não deveria ser uma grande preocupação, devido ao acesso ainda limitado às doses. “Você não se torna hesitante a algo que você não tem.”
 

Boa parte dos motivos que levaram a essa desigualdade, porém, poderia ter sido evitada, e os governos dos países africanos não estão isentos de culpa, analisa Evelyn Gitau, diretora interina de Pesquisa no Centro de Pesquisa de População e Saúde da África. “Muitos deles demoraram a se envolver nas iniciativas oferecidas para a aquisição de vacinas, como o Covax”, explica. “Como resultado, estão lutando por doses limitadas, já que o restante foi para os países que haviam se inscrito.”
 

Ela também destaca que muitos dos problemas ligados à distribuição eram facilmente evitáveis, com destinação de verbas para comprar seringas e pagamento por equipamentos de proteção e recursos humanos para aplicação de vacinas e garantia de treinamento de profissionais para estarem preparados uma vez que as doses chegassem. Além disso, ter sistemas atualizados para monitorar vacinados e questões logísticas, como armazenamento e datas de validade, ajudariam a evitar a situação.
 

Essa lentidão no ritmo de imunização se torna uma preocupação ainda maior em meio ao surgimento de variantes mais transmissíveis. “Não se iludam, a terceira onda na África não acabou”, alertou a diretora regional da OMS. “Este pequeno passo em frente oferece esperança e inspiração, mas não deve mascarar o panorama geral. Muitos países ainda estão em risco de pico, e a terceira onda da África cresceu mais rápido e é mais forte do que nunca.”
 

A variante delta, identificada na Índia e que tem gerado fortes altas na Europa e nos EUA por ser mais contagiosa, já foi encontrada em 26 países do continente. Já a alfa (Reino Unido) e a beta (África do Sul) foram registradas em 35 nações.
 

Malan, do Bhekisisa, ressalta que, sem acesso às vacinas, os países africanos têm ondas maiores e mais consistentes da doença —e com mortes que poderiam ter sido evitadas se a população estivesse mais imunizada.
 

Por isso, a aceleração da vacinação a partir do aprendizado dos desafios enfrentados até agora é tão importante, disse Moeti, da OMS. A expectativa era a de imunizar 20% da população até o fim do ano, o que parece uma meta distante neste momento. Para alcançar 10% até o fim de setembro, será preciso aumentar em cinco ou seis vezes o ritmo, pontuou a diretora.
 

No passo atual, 70% dos países não irão chegar a essa taxa —entre 3,5 milhões e 4 milhões de doses são aplicadas por semana no continente, número que precisaria ser de 21 milhões para atingir a meta. “Para acelerar o ritmo, é preciso melhorar operações, investimentos em custos operacionais e focar a confiança na vacina”, destacou Moeti, acrescentando que a organização tem auxiliado os países no microplanejamento.
 

Essa aceleração está intrinsecamente ligada à chegada de mais doses, um cenário que é cheio de incertezas. Alguns países, por exemplo, já falam em reforçar a imunização com uma terceira dose para enfrentar a alta de casos, desequilibrando ainda mais a disponibilidade de vacinas.
 

Especialistas, por sua vez, reforçam que a necessidade de proteger os africanos contra a Covid não é uma questão apenas de importância regional. “Se deixarmos o continente sem ser vacinado, estamos também aumentando o risco de gerar mais variantes, e ninguém pode prever o que a próxima cepa vai fazer até mesmo com quem já foi imunizado”, ressalta Kagina, da Universidade de Cape Town. “Vemos os EUA doando vacinas porque eles entendem que o continente, sem ser imunizado, representa uma ameaça para o restante da comunidade global.”
 

 

Sábado, 31 de Julho de 2021 - 12:00

Hospital Municipal de Salvador retoma cirurgias eletivas

Hospital Municipal de Salvador retoma cirurgias eletivas
Foto: Valter Pontes/Secom

O Hospital Municipal de Salvador (HMS) retomou as cirurgias eletivas na unidade após 120 dias de suspensão parcial devido à pandemia do coronavírus. Segundo o diretor do HMS, Gustavo Mettig, neste retorno a estratégia foi realizar contato telefônico com pacientes que tinham procedimentos pendentes, para agendamento de uma nova data do procedimento ou consulta com o especialista, visando a análise caso a caso da necessidade de revisão antes do procedimento.

 

“Além do contato por telefone, também ampliamos os turnos do ambulatório de forma a atender os pacientes e fazer o agendamento. Inclusive, todos os pacientes pendentes para bariátrica já estão agendados, assim como os contactados e aptos para cirurgias eletivas em outras especialidades”, declarou.

 

O gestor considera que a retomada é de extrema importância para a população e para o hospital, que possui um ambulatório com atendimento a diversas especialidades e há grande demanda dos pacientes para esses procedimentos. “Percebemos a demanda e necessidade do atendimento e, com maior segurança pela disponibilidade de medicamentos (sedativos) no mercado, poderemos ampliar o número de procedimentos. A ideia é conseguir reagendar todos os pacientes neste segundo semestre, cumprindo a missão do hospital”.

 

O HMS no período pré-pandemia chegou a realizar 600 cirurgias por mês e, neste momento de retorno, já atingiu o número de 400/mês, considerando as emergenciais, eletivas e semieletivas. Só neste mês de julho, após a retomada, houve um aumento de 15% no número de procedimentos. Para o 2º semestre já existem 111 procedimentos agendados na unidade. Desde a inauguração do hospital em 2018, a unidade realizou mais de 13 mil cirurgias, sendo 70% eletivas.

 

Além das cirurgias e atendimentos ambulatoriais, o HMS dispõe de laboratório de análises clínicas e Bioimagem, com uma rede de apoio para exames de diagnóstico que apoia o Serviço de Cirurgia. Os procedimentos são agendados na unidade após o paciente se dirigir a um posto de saúde e solicitar uma consulta com o cirurgião geral, que é agendada pelo Sistema de Regulação Ambulatorial Vida+, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

 

Aplicativo – O acompanhamento à distância a consultas e exames pode ser feito pelo aplicativo Meu HMS, que também permite o acesso aos registros de atendimento e às especialidades oferecidas no hospital, pesquisa de opinião e ao Fale Conosco. A ferramenta está disponível gratuitamente para os sistemas iOS (Iphone) e Android.

Sábado, 31 de Julho de 2021 - 11:20

Anvisa recebe pedido de autorização da Coronavac para crianças e adolescentes

por Folhapress

Anvisa recebe pedido de autorização da Coronavac para crianças e adolescentes
Foto: Reprodução / Rovena Rosa / Agência Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu uma solicitação do Instituto Butantan nesta sexta-feira (30) para ampliar a faixa etária de indicação da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac.
 

O instituto vinculado ao governo de São Paulo, responsável pelo envase da substância no Brasil, quer incluir o público de crianças e adolescentes na faixa de 3 a 17 anos de idade na bula da vacina. As informações são da Agência Brasil.
 

A vacina Coronavac está autorizada para uso emergencial no país para pessoas com 18 anos de idade ou mais, desde o dia 17 de janeiro deste ano.
 

A solicitação de ampliação de uso da vacina, ou seja, a inclusão de uma nova faixa etária, deve ser feita pelo laboratório responsável pelo imunizante.
 

Para incluir novos públicos na bula, o laboratório precisa conduzir estudos que demonstrem a relação de segurança e eficácia para determinada faixa etária. Esses estudos podem ser conduzidos no Brasil ou em outros países.
 

No caso da Coronavac, os estudos foram conduzidos fora do país.
 

Vacina para crianças e adolescentes Até o momento, a única vacina para Covid-19 aprovada para pessoas com idade abaixo de 18 anos no Brasil é a Comirnaty, da Wyeth/Pfizer, que tem indicação em bula para uso a partir de 12 anos de idade.
 

A Pfizer foi a primeira fabricante a anunciar resultados de seu estudo em adolescentes de 12 a 15 anos, no início de maio, com 100% de eficácia.
 

De acordo com os resultados do estudo combinado de fases 2/3 em adolescentes, iniciado em 12 de outubro, foram detectados 16 casos de Covid-19 entre os 2.260 adolescentes envolvidos, todos no grupo placebo.
 

Além dos dados de eficácia, a vacina também se mostrou segura. E a imunogenicidade da vacina, isto é, capacidade de induzir resposta imune no organismo, foi quase duas vezes maior na faixa etária de 12 a 15 anos em relação àqueles com 16 a 25 anos.
 

Após a conclusão do estudo nessa faixa etária, a agência regulatória norte-americana FDA autorizou, no início de maio, o uso da vacina em maiores de 12 anos. Nos Estados Unidos, a Pfizer já vinha sendo aplicada em toda a população maior de 16 anos. Reino Unido e União Europeia também deram aval para uso em menores de 16 no final de maio.
 

Em 9 de junho, o Uruguai começou a imunizar adolescentes de 12 a 17 anos, tornando-se o primeiro país latino-americano a atender esta faixa etária. O Chile também autorizou a vacinação de adolescentes entre 12 e 16 anos com a Pfizer,.
 

A companhia iniciou no final de maio outro ensaio combinado de fase 1, 2 e 3 para testar seu imunizante em crianças entre 5 e 11 anos e em bebês a partir de seis meses. O objetivo é avaliar cerca de 4.600 crianças nos Estados Unidos e Europa.
 

A Janssen também recebeu autorização da Anvisa para realizar estudos de sua vacina com menores de 18 anos. Os estudos estão em condução pelo laboratório.

Léo Prates defende análise rápida da Anvisa sobre liberação da CoronaVac para menores
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates publicou,  em uma rede social neste sábado (31), que defende a análise rápida do pedido feito pelo Instituto Butantan à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O instituto espera que o órgão federal autorize a aplicação do imunizante CoronaVac, contra a Covid-19,para menores de idade.

O secretário de posicionou no twitter. “Defendo a análise rápida da Anvisa sobre o pedido do Butantan e caso haja segurança para as crianças acima de 3 anos, a inclusão delas no PNI. Vacinar e salvar vidas. Vamos cuidar de nosso futuro”,postou. 

O posicionamento de Prates veio após o Butantan enviar, na última sexta-feira (30), a solicitação para que a Anvisa amplie a faixa etária de indicação do imunizante.  Se o órgão autorizar, crianças e adolescentes na faixa de 3 a 17 anos poderão receber a CoronaVac. 

Sábado, 31 de Julho de 2021 - 08:40

Venda de antidepressivos cresce na pandemia e liga alerta para sofrimento mental

por Cláudia Collucci | Folhapress

Venda de antidepressivos cresce na pandemia e liga alerta para sofrimento mental
Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas

A piora da saúde mental do brasileiro durante a pandemia de Covid-19 já é sentida no balcão das farmácias: nos cinco primeiros meses do ano, houve aumento de 13% da venda de antidepressivos e estabilizadores de humor.
 

Na prática, foram quase 4,782 milhões de unidades (cápsulas e comprimidos) vendidas a mais neste ano em relação a igual período de 2020, segundo levantamento inédito do CFF (Conselho Federal de Farmácia), a partir de dados da consultoria IQVIA.
 

O comércio dos medicamentos já tinha aumentado 17% em 2020 em comparação com 2019 –nos anos anteriores, a alta tinha sido de 12% (2019) e 9% (2018).
 

Um outro relatório da mesma consultoria com o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) aponta um aumento de receita de 18,73% nas vendas dos também chamados medicamentos para o sistema nervoso central no primeiro semestre deste ano em relação ao de 2020.
 

Embora várias pesquisas indiquem aumento de doenças mentais na pandemia, não há evidências robustas sobre isso. Estudos epidemiológicos apontam que, no início da crise sanitária, houve ligeira subida, mas depois os números se mantiveram estáveis até o fim de 2020.
 

O que explica, então, esse aumento da venda de psicotrópicos?
 

Para o psiquiatra Rodrigo Martins Leite, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, é fato que as pessoas estão com níveis mais elevados de sofrimento mental. E, embora isso não se traduza automaticamente em doença psiquiátrica, elas querem uma alternativa para aliviar esses sintomas.
 

“Há muito diagnóstico falso-positivo. A pessoa chega com um certo número de queixas e o médico já interpreta como um transtorno e introduz um fármaco. A gente [médico] também sofre uma pressão social para medicar. O cliente já vem procurando o remédio, e não orientação sobre estilo de vida, meditação, psicoterapia.”
 

No entanto, ele lembra que esse é um retrato que espelha a realidade de parte da população, que tem acesso a um médico e condições de comprar medicamentos.
 

“Estudos americanos apontam que os brancos têm mais acesso a prescrições do que as populações latinas, negras. O mesmo acontece aqui: a classe média alta tendo acesso a essas prescrições e muitas pessoas do andar debaixo, mesmo precisando muito, sem acesso a elas.”
 

A venda de psicotrópicos no país é feita com apresentação de prescrição médica, retenção da primeira via da receita e lançamento no SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados).
 

Para o farmacêutico Wellington Barros, consultor do CFF e professor da Universidade Federal de Sergipe, a pandemia tem gerado muito sofrimento psíquico por fatores como o luto pela perda de familiares, o isolamento social e as sequelas pós-Covid, a chamada Covid longa.
 

Um estudo do Hospital das Clínicas que acompanha um grupo de pacientes que estiveram internados por Covid-19 mostra que, nos seis primeiros meses de acompanhamento, 58,7% relatavam pelo menos um sintoma emocional ou cognitivo, como perda de memória (42%), insônia (33%), ansiedade (31%) e depressão (22%).
 

“Temos visto também muita depressão em jovens. Ela vinha crescendo antes da pandemia, mas agora aumentou mais ainda devido à mudança brusca nos hábitos dos adolescentes. Eles são muito gregários nessa fase da vida e, quando se viram isolados dos colegas e dos grupos, isso afetou muito a saúde mental.”
 

José Ricardo Amadio, coordenador do grupo de trabalho sobre farmácia comunitária do CFF, diz que, além dos jovens, chama a atenção um aumento do consumo de antidepressivos entre os idosos.
 

Apesar de o levantamento não contemplar esse recorte etário, ele afirma que essa é a percepção de quem está na linha de frente, atrás do balcão. “O paciente idoso sentiu muito a ausência, a falta de convívio com a família.”
 

Leite e Barros reforçam, no entanto, que, embora as condições impostas pela Covid-19 tenham exposto as pessoas a situações de estresse extremo, nem tudo pode ser traduzido em doença mental.
 

“Nem toda alteração no sono, nem todo sentimento de tristeza ou solidão, ou mesmo o estresse, constituem, a priori, um transtorno em saúde mental passível de ser tratado com medicamentos”, diz Barros.
 

O levantamento do CFF aponta importantes diferenças regionais nas vendas de psicotrópicos no país. Acre, por exemplo, registrou o maior aumento, de 40%. Em igual período do ano passado, comparado a 2019, a alta tinha sido de 12%.
 

Alagoas e Amazonas tiveram 34% e 31% de aumento de vendas, ante um crescimento anterior de 20% e 17%, respectivamente.
 

“Há um forte componente dos determinantes sociais de saúde [nessas diferenças]. Em alguns estados, há uma rede mais organizada de assistência do que em outros”, diz Wellington Barros.
 

Para ele, o momento é crucial porque está em curso uma tentativa de desmontar a política mental no país que vigora desde a década de 1990.
 

“Está acontecendo um desmantelamento das estruturas de atendimento psicossocial no país em um momento em que elas se fazem ainda mais necessárias para enfrentar esse momento da Covid e o pós-Covid.”
 

O Ministério da Saúde nega o desmantelamento e diz que a meta da revisão da política é a de tornar a assistência à saúde mental mais acessível e resolutiva.
 

Neste mês, o Conselho Federal de Psicologia lançou o site “Saúde Mental e Covid-19” em parceria com oito entidades de profissionais da área, pesquisadores e gestores públicos de saúde.
 

A proposta do site é tornar-se uma ferramenta que reúna em um só lugar diversas informações, como notícias, cursos, pesquisas e legislações, sobre saúde mental durante a pandemia.
 

Para Ricardo Gorayeb, presidente da SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia), do ponto de vista da saúde mental na pandemia, é possível que outras ondas de distúrbios estejam por vir.
 

“Tivemos distúrbios psicológicos dos profissionais da linha de frente, das famílias trancadas em casa, mas vai haver uma terceira onda de estresse pós-traumático que, nós profissionais da saúde mental, teremos que estar preparados para enfrentar”, disse ele, durante live de lançamento do site no último dia 16.
 

 

Bahia recebe mais de 494 mil doses de vacina contra Covid-19 neste sábado
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA

A Bahia recebe neste sábado (31) o total de 494.470 mil doses de imunizantes contra a Covid-19, de acordo com a Secretária de Saúde do Estado (Sesab). Pela manhã, Às 9h35, chega em solo baiano uma remessa de 270.270 doses de vacinas produzidas pela Pfizer/BioNTech, destinada para a primeira aplicação. À tarde, o avião trazendo os imunizantes está programado para pousar no aeroporto de Salvador às 15h. A carga, toda ela de Coronavac será destinada para primeira e segunda aplicações. 

 

As vacinas serão conferidas pela equipe da coordenação de imunização da Secretaria da Saúde do Estado e devem começar a ser enviadas para as regionais de saúde, de onde serão encaminhadas para os municípios ainda neste fim de semana. Elas serão remetidas, exclusivamente, aos municípios que aplicaram 85% ou mais das doses anteriores. Esta foi uma decisão da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que é uma instância deliberativa da saúde e reúne representantes dos 417 municípios e o Estado.

 

De acordo com a pasta, com as remessas deste sábado, a Bahia chegará ao total de 11.329.910 doses de vacinas recebidas, sendo 4.033.900 da Coronavac; 5.586.900 da AstraZeneca/Oxford; 1.454.310 da Pfizer e 254.800 da Janssen.

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