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'Nós não somos um grupo personalista', afirma Fabrício Castro após eleição de Daniela Borges
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA), Fabrício Castro, afirma que o resultado da eleição realizada nesta quarta-feira (24), é o “reconhecimento a uma história de trabalho que começou com Luiz Viana”. A chapa de Fabrício, “União pela Advocacia”, foi eleita com 8.604 votos, cerca de 50% dos votos. No total, foram registradas a presença de 17.177 nas urnas. A chapa da atual vice, Ana Patrícia Dantas Leão, a “OAB de Coração”, recebeu 6.429 votos, o que corresponde a 37,43% dos votos.

 

Ao Bahia Notícias, Fabrício declara que “Daniela dará seguimento junto com Christiane Gurgel porque nós não somos um grupo personalista”. “Nós trabalhamos no coletivo. Eu fico feliz porque a advocacia deu uma resposta forte em uma eleição diferente, que teve muitas interferências. Interferências indevidas da política, referências indevidas da política, interferências indevidas de pessoas estranhas à advocacia, do Poder Judiciário. Interferências externas dentro do sistema OAB, de pessoas ligadas ao ao sistema OAB e queriam impor a Luiz Viana uma derrota. A advocacia baiana sabe discernir o que é certo e o que é errado e quem sabe pensar e não vende a sua consciência”, afirma.

 

Fabrício ainda criticou a divulgação de uma pesquisa “fake” da chapa opositora. “Nós sabíamos que iríamos ganhar. Quando nós dissemos que a pesquisa era fake é porque era impossível ter aquele resultado e hoje está provado que quem publicou aquela pesquisa não tinha aquele resultado real”, pontua.

 

O atual gestor da Ordem fala sobre a construção da candidatura de Daniela Borges, que, até o primeiro semestre deste ano, ainda não era a candidata natural a disputar as eleições da OAB da Bahia. Ela somente foi lançada candidata após a ruptura de Ana Patrícia com a atual gestão e se lançar candidata. “Luiz Coutinho tinha uma pretensão, em que era muito legítimo, mas nunca o grupo decidiu que o candidato seria ele, nunca o grupo decidiu que o candidato era Coutinho. Muitas pessoas inclusive achavam que o candidato seria eu, embora eu tivesse por diversos momentos sinalizados que eu não queria ser candidato”, revela.

 

Com a ruptura de Ana, o grupo decidiu lançar o nome de Daniela como candidata, após ouvir conselheiros, presidentes de comissões e subseções. Em defesa de Luiz Coutinho, Fabrício diz que ele participou da construção da candidatura de Daniela Borges. “Ele é um leão, é um guerreiro e merece todo o respeito, toda a consideração, porque se a gente tem hoje essa vitória, ele é, sem dúvida, um dos maiores responsáveis”, enaltece o colega. Castro avalia que a construção da candidatura de Daniela Borges foi diferente da sua, em 2018, quando disputou a presidência da instituição. “No meu caso, já havia candidaturas postas e o processo começou muito antes de um processo de pré-candidaturas. Não foi o caso Daniela. Ela nunca foi pré-candidata, o próprio Coutinho não era uma pré-candidatura definida. Naquela época, tinhamos uma disputa sadia, honesta, correta e eu, naquele momento, obtive um apoio maior. Nesta eleição a coisa aconteceu de uma forma diferente, num tempo diferente. Se eu fosse candidato à reeleição, não teria essa disputa”, frisa.

 

Fabrício destaca qualidades da candidata eleita, como o fato de ter sido conselheira seccional, tesoureira e conselheira federal. “Ela é uma das conselheiras federais mais importantes da história do Conselho Federal, liderando um dos momentos mais importantes da história da Ordem”, acrescenta.

 

NO PLANO NACIONAL

Na véspera das eleições, o Bahia Notícias publicou uma matéria explicando o que está em jogo com as eleições da OAB da Bahia, principalmente, a disputa pela presidência nacional da Ordem. Ainda no calor da emoção do resultado das eleições, Fabrício declarou que a “advocacia baiana ama Luiz Viana”. E sobre o cenário da disputa que se aproxima, diz que é preciso esperar o mês de novembro acabar, quando se encerrarão todas as eleições da OAB no país. “Vamos agora aguardar os acontecimentos. A advocacia da Bahia sempre será independente, sempre será forte”. A candidatura de Luiz Viana para presidente da OAB nacional poderá ser viabilizada se mais grupos da oposição ganharem as eleições em outras seccionais que ainda definirão seus gestores. Ele precisa de pelo menos apoio de seis estados para viabilizar sua candidatura, após romper com o grupo do atual presidente da entidade, Felipe Santa Cruz.

 

NAS URNAS

A chapa “União pela Advocacia” obteve 8.604 votos (50,09%); a chapa “OAB de Coração recebeu 6.429 votos (37,43%); a “OAB para Valer” 707 (4,12%); já a “Liberta OAB”, 425 (2,47%). Foram registrados 608 votos nulos (3,54%) e 404 votos branco (2,35%).

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