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Sexta, 19 de Novembro de 2021 - 12:30

Ildazio Jr.: Ter ou não ter (Carnaval), eis a questão!

por Ildazio Jr.

Ildazio Jr.: Ter ou não ter (Carnaval), eis a questão!
Foto: Jotta Fotógrafo

Simbora, meu povo, que vou falar e de frente sobre ter ou não ter o grande Carnaval de rua. É um claro problema de saúde pública, que é diariamente pauta fomentada, argumentada de maneira a maior e trazida à baila a cada dia que passa na mídia, como se fosse a coisa mais importante do planeta (Bahia), e que sem ela nos antiquados e sectários modos e conceitos o mundo desaba. Como se há 2 anos todo trade estivesse parado em “batatinha frita 1, 2, 3” esperando algo que não se sabe o que acontecer e sem fazer nada da vida! Todo mundo foi se virar, inclusive esse aqui que vos escreve! Isso tudo em plena pandemia, que por sinal está aí rolando e matando ainda, apesar de contida, e sem cura! 

 

Então vejamos... O Comcar, que representa todos – digo, todos os responsáveis por realizar o carnaval de RUA na cidade –, declarou em uma espécie de atitude “morrer atirando” e meio sem rumo que, pela entidade, está declarado que haverá a festa! Hum, deixa ver se entendi: o Conselho quer naturalizar as 611 mil mortes, a epidemia – sim, hoje mais controlada, mas em curso e com vacinas que atenuam e não imunizam totalmente as novas cepas –, as indicações dos cientistas e infectologistas, e quer colocar todos os trios possíveis nas ruas, os blocos, abrir as ruas, vender abadá, chamar as bandas, agir como se nada tivesse acontecido e seguir o baile pois “WE ARE CARNAVAL, WE ARE FOLIA”?!  É isso mesmo? Como se fosse a coisa mais importante e imprescindível no estado da Bahia hoje, e simplesmente polarizar em dois lados, o do sim e o do não? Ou acontece “como queremos”, sem aval científico, ou não acontece, é isso mesmo? Que bravata viu! Até soube que a cúpula do Conselho estava planejando uma transloucada manifestação com trios elétricos parando na porta da casa do governador ou parando toda Avenida Sete. Daí veio alguma alma iluminada que alertou para a tamanha bobagem e, claro, a falta de grana para bancar os altos custos desta empreitada! Diz que a confusão foi tão grande que o presidente, como a mídia das mídias Natália Comte chama, o Muquirana-Mor, baixou no hospital e a decisão do que fazer só depois que ele tiver alta. É mole!?

 

Não vou repetir aqui o que penso para o carnaval em 2022, basta vocês darem uma lida nas colunas anteriores para entenderem que digo que SIM, haverá carnaval. Porém, em outro contexto de aglomeração que não o de antes. E basta prestar atenção às declarações pouco esperançosas sobre a realização não só do Carnaval como do Réveillon, em moldes anteriores diga-se, que vai dando aos poucos o prefeito Bruno Reis, à la “o gato subiu no telhado”. Sem falar no arguto Governador Rui Costa que, parodiando Drummond, colocou “uma pedra no caminho”, pedra lastreada pela ciência, números e pesquisas. Pois, afinal de contas, a vacina não imuniza completamente, várias pessoas já contraíram mesmo com a segunda dose e da tal Pfizer. Além do que, dos 32% de ocupação de UTIs, 90% são de não vacinados e vacinados só com a primeira dose, ou Coronavac, que comprovadamente possui um fator imunizante menor que as demais! 

 

Some-se a isso que após cada carnaval temos as clássicas viroses que assolam a todos, e quem nos garante que não podemos ter mais uma pancada e daí fechar tudo de novo por conta da merda instalada de novo!? Será que uma festa descentralizada, nos protocolos e em número de pessoas reduzido, pois estava no zero, é ruim?! Ruim para mim é NADA e essa pressão para uma posição dos governantes com dia e hora marcada. Me desculpe o Comcar. Foi descabida, precipitada, não ajuda em nada e gera opiniões nada simpáticas ao próprio Conselho! Vocês já pensaram que os segmentos de eventos corporativos, de congressos, culturais como teatros e tal, parou EM 2019 e o carnaval de 2020 faturou bem e que estes estão com seus calendários para pós-carnaval arrumados e podem perder tudo por conta de uma grande reinfecção provocada pelo que desejam?! 

 

Enfim... Não se trata de ser a favor ou contra o Carnaval, e sim, repito, de um problema de saúde pública, que deve ser assim encarado, entendido e adequado para que se tenha um carnaval menor, sim, mas que tenha e segue o baile! 

 

Que os orixás iluminem a todos. AXÉ! 

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