Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Sexta, 22 de Outubro de 2021 - 09:10

Turbilhão Feminino: Resiliência e desafios no Futebol Feminino Brasileiro

por Fernanda Barros e Ayana Simões

Turbilhão Feminino: Resiliência e desafios no Futebol Feminino Brasileiro
Foto: João Aurelio / Divulgação

Resiliência! Uma palavra que representa o futebol feminino e todos que vivem a modalidade de alguma forma. Nós, do Turbilhão Feminino, vivemos com intensidade esse universo! Surgimos num cenário que exige essa capacidade de se adaptar às mudanças, superar obstáculos, desafios, e resistir às situações adversas. Entramos nessa luta com perseverança e muita vontade de contribuir com o tão justo e merecido reconhecimento do Futebol Feminino. Assim nasceu o Turbilhão Feminino no Futebol, que, a partir de hoje, vai ser compartilhado aqui nesse espaço tão valioso. Uma coluna que vai atualizar você sobre o futebol feminino nacional de forma abrangente, analítica e informativa. Essa coluna é mais uma conquista que contribui para reparar o prejuízo histórico do preconceito e discriminação que atrasou a evolução da modalidade. 


Para não irmos muito longe, na década de 1940 as mulheres eram proibidas de jogar futebol pelo recém-criado Conselho Nacional de Desportos – CND. A prática era considerada para homens, além de violenta e truculenta. Apenas na década de 1970 foi revogada a proibição e só em 1983 o futebol feminino foi devidamente regulamentado. Criou-se calendário esportivo, competições foram realizadas e os estádios não eram mais exclusivos para o futebol masculino. 


A partir daí a luta pela igualdade nesse esporte ganhou mais força, novos desafios, como a falta de patrocínios e estímulos ou investimentos por parte dos clubes e das federações. 
Foi um pouco antes de mais um marco importante para o Futebol Feminino Brasileiro que nasceu O Turbilhão Feminino no Futebol, carinhosamente chamado de TFF. Era 2019. Ano em que a CBF definiu a obrigatoriedade de todos os clubes da série A do Campeonato Brasileiro masculino terem uma equipe feminina adulta e uma de Base. Um grande passo para dar fim ao amadorismo no Futebol Feminino. 


Desse ano em diante, fizemos a cobertura no site e redes sociais dos jogos de todo calendário da CBF, incluindo: Série A1, Série A2, Seleção Brasileira (Copa do Mundo, Olímpiadas, Jogos Treinos e Amistosos). O Turbilhão Feminino acompanhou desde seu nascimento inúmeros momentos históricos, como a chegada da Técnica Pia Sundhage ao Comando da Seleção Brasileira Feminina e as mudanças importantíssimas da CBF para fortalecer a modalidade, com mulheres como protagonistas na gestão. Comemoramos os canais fechados e abertos baterem recordes de audiência transmitindo jogos.


Só não podemos esquecer quem pavimentou o caminho para essa trajetória. Para valorizar a memória da modalidade e das mulheres que lutaram por ela, o Turbilhão tem espaço garantido para relembrar momentos marcantes de Copas do Mundo, personagens e muitas histórias memoráveis.


Acompanhamos o crescimento da modalidade e o TFF cresceu junto. Na próxima temporada teremos mais trabalho e novidades que mostram a evolução sustentável do futebol feminino: Copa do Nordeste (de volta depois de uma edição em 2018), Estreia da Série A3 do Brasileirão Feminino com 32 clubes e Supercopa do Brasil. Serão 64 times disputando essa competição nacional. 


Hoje inauguramos esse espaço para potencializar, difundir e valorizar a modalidade. Aqui será uma vitrine para os profissionais que fizeram e fazem história. Queremos conectar apaixonados por futebol ao futebol feminino.


Com a retomada do futebol e com o retorno da torcida ao estádio, torcemos para que esse movimento de incentivo à prática do futebol feminino no Brasil seja resgatado com força total e fortalecido. Torcemos pelo aumento da participação popular, por um valor comercial do futebol feminino justo, pela equidade de gênero e por mais investimentos e melhores estruturas para a modalidade. Nossas atletas merecem mais reconhecimento depois tantos anos de luta e de dedicação das mulheres que no passado, por amor ao esporte, ousaram encarar e vencer tantos preconceitos.

Histórico de Conteúdo