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Comunidade do entorno reclama degradação e construção irregular na área do Passeio Público

Formando por um conjunto de monumentos e patrimônios materiais e culturais, como o Palácio da Aclamação e o Teatro Vila Velha, as condições de manutenção do Passeio Público de Salvador vem sendo questionada pela comunidade do entorno. Um documento atribuído ao líder comunitário do bairro Campo Grande, Zanoni Sampaio, que também atua como guardião do monumento ao Caboclo, lista uma série de situações.  

 

Deficiência de iluminação e de preservação do espaço, ausência de porteiro na guarita, construção irregular na vizinhança e falta de fiscalização dos veículos que estacionam no local são algumas das queixas relacionadas. Estas, segundo o documento, se somam à interdição do portal da entrada principal e a negligência com a retomada das atividades culturais, de lazer, turismo e visitação pública ao local.  

 

Inaugurado em 1810, o Passeio Público é gerido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Em resposta, o órgão estadual alega ter feito intervenções recentes no equipamento, no entanto, aponta a prefeitura de Salvador e a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) como responsáveis por ordenar o uso do solo, que culminaria no embargo da obra irregular no terreno, e executar a política de preservação da ordem pública e segurança, respectivamente. A direção atual do IPAC é do arquiteto João Carlos de Oliveira.

 

“O IPAC efetuou a contratação de empresa especializa na prestação de serviço para fornecimento de material e instalação de concertina de segurança, em aço, para proteção e impedimento de acesso aos fundos do Passeio Público, tendo sido o serviço realizado no mês de maio de 2021; O IPAC também realizou reparos nas luminárias do espaço, no mês de julho de 2021”, declara o órgão por meio da assessoria. O IPAC ressalta ainda que o passeio Público não é tombado pelo instituto, “estando apenas no entorno do Palácio da Aclamação, bem tombado individualmente pelo Estado, conforme Decreto nº 12.493/10”. 

 

“O Passeio Público de Salvador aos poucos foi entregue a falta de cuidados, falta de manutenção... Abandonado pelos Poderes Públicos, favorecendo a degradação, atos de vandalismo e total descaso. Com a calamidade pública da Pandemia de Covid-19 - este local que já teve sua época de ouro - foi entregue ao seu total abandono. Urge a necessidade de que o local venha a ser olhado pelo estado e pelo município, no sentido de revitalizá-lo, para resgatar a sua finalidade primordial de patrimônio público oficial de Salvador e da Bahia”, denuncia Zanoni. 

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