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Quinta, 24 de Outubro de 2013 - 13:00

Lazzo Matumbi: 'O carnaval é uma síntese dessa coisa estranha que acontece o ano inteiro'

por Marília Moreira

Lazzo Matumbi: 'O carnaval é uma síntese dessa coisa estranha que acontece o ano inteiro'
De Lázaro Jerônimo Ferreira a Lazzo Matumbi já se foram 32 anos. O cantor, conhecido por traduzir a Bahia com sua voz, lança o seu mais novo disco, "Lazzo Matumbi", nesta segunda-feira (28), às 19h, no Pelourinho, em Salvador. Lazzo nega que o álbum leve seu nome por sua maturidade e garante que a escolha se deu somente pelo fato de não ter pensado em outro título mais apropriado para traduzir o disco inteiro. Desde o último álbum de estúdio, já se passaram cinco anos, mas o cantor, que sempre deu intervalos longos às sua produções, não tem pressa. Acha que é sempre bom dar ao ouvinte bastante tempo para que ele conheça o trabalho inteiro. "Eu sempre tive essa tranquilidade em dizer: 'ouça mais', 'descubra mais'", contou em entrevista ao Bahia Notícias. Consciente de que "há formas de sobrevivência musical que vão além da venda de discos", Lazzo lançou virtualmente o disco na última segunda-feira (21) e garante: "Apesar de eu não ser internauta [risos], a internet é a ferramenta!". O cantor falou ainda sobre pirataria, o programa The Voice Brasil, as diversas manifestações que explodiram no Brasil em 2013 e sobre o Carnaval de Salvador. "O que vem acontecendo com o Carnaval não difere em nada disso tudo que estamos vivenciando. Esse anseio do povo em ir para as ruas tem a ver com nossas insatisfações antigas e mais profundas [...] Então, o Carnaval é isso, uma síntese dessa coisa estranha que acontece o ano inteiro", resumiu.
 
BN – Depois de cinco anos sem gravar e mais de 30 de carreira você lança este mês o álbum "Lazzo Matumbi". Por que intitular um disco com seu nome neste momento?


LM –  Os nomes dos discos anteriores tiveram muita relação com alguma das faixas ou com o momento que eu estava vivendo à época do lançamento. Esse ano, por incrível que pareça, eu não pensei dessa forma. Depois de ter tanto tempo sem lançar disco e pelo fato de eu nunca ter pertencido a uma grande gravadora, pensei mesmo em "Lazzo Matumbi". Eu nunca tive esse compromisso de lançar um disco ou um sucesso todo ano. Sempre fui muito relax em relação a isso. Eu sempre achei que faltava nas pessoas que curtiam um sucesso a curiosidade de buscar o resto das músicas que também compunham o disco. Sempre tive essa coisa de dar um intervalo longo entre um disco e outro, até para motivar essa busca por parte do público. Via que a rádio tocava, tocava, tocava aquela que era o sucesso, mas depois ela mesma começava a descobrir as outras. E eu sempre achei isso muito bacana, de as próprias pessoas buscarem o que mais lhe agradam. Você tem que ouvir o disco! Outro dia, fui a um show de Lenine e ele cantou algumas das músicas que fizeram muito sucesso por causa das novelas. O público ficava eufórico quando ele cantava essas músicas, mas não percebia o quanto eram belas aquelas outras canções que não estavam na TV nem no rádio. Eu sempre tive essa tranquilidade em dizer: "ouça mais", "descubra mais".
 
BN – Há um ano, entrevistamos Luiz Caldas sobre o projeto de lançar um CD por mês em 2013. Pela lógica inversa, ele também motiva as pessoas a ouvir o disco, afinal, lançará outro no próximo mês e a pessoa acaba se cobrando para ouvir o anterior.


LM – Por mês? Deve ser algo muito intenso e que ele tem essa necessidade de pôr para fora... Depende muito do ponto de vista. Eu sempre acreditei que essa coisa de lançar muitos discos, eleger alguns sucessos e trabalhar esses sucessos nas rádios é prejudicial para o disco. Porque, quando você pergunta a alguém, que diz que o meu CD é massa por conta da canção do rádio, se ele conhece uma outra faixa do disco, ele não conhece. Caramba, bicho! Tem tantas outras coisas legais! Vá ouvir, vá descobrir. Eu até entendo essa postura do Luiz Caldas, mas eu sempre trabalhei nessa lógica de achar que quanto mais tempo, melhor. Até por conta da minha experiência pessoal. Eu acho até engraçado mas, quando eu não coloco meus sucessos nos shows, as pessoas ficam irritadíssimas. Outro dia eu tive que pedir desculpa aos fãs porque não tinha posto a música que eles pediam no repertório. "Como? Não pode! Você tem que colocar!", dizem. E eu fico pensando se sou mesmo obrigado a mostrar sempre o mesmo. Eu acho que isso é questão de ponto de vista. Uns acham que sim, outros que não. Está tudo certo!
 
BN – Você brinca que, se pudesse fechar uma parceria com o camelô e piratear seus próprios discos, faria. Gaby Amarantos estourou no Pará de forma semelhante  isso é até contado no clipe "Xirley", dela. Você nunca fez parte de grandes gravadoras e sempre se manteve independente. Como vê a produção musical hoje, diante da pirataria, da internet e de todas as outras formas de distribuição?

 
LM – Se você for olhar pelo lado legal, a pirataria não é legal. Mas, há formas de sobrevivência musical que vão além da venda de discos. Se fosse legal essa possibilidade de divulgar os trabalhos via camelô, que é quem está mais próximo do público, dos potenciais ouvintes, seria maravilhoso. O que a Gaby fez foi algo bacana. Eu, na realidade, atribuo muito essa sobrevivência alternativa do sistema de produção musical à internet; não só para mim, mas para outros artistas e até para a própria Gaby. A internet foi a gota do mel que faltava para adoçar a trajetória de artistas que batalham pela sua carreira sem necessariamente estar envolvidos com instituições e grandes estruturas. Todo artista, de certo modo, acredita que o trabalho dele deve ser divulgado nos meios tradicionais: TV, rádio, jornal. Mas, as pessoas precisam ouvir o disco, o trabalho dele. Não basta apenas dar uma entrevista, fazer propaganda. Com a internet, você pode estar do outro lado do mundo. Mas, se você tiver interesse em saber mais sobre o material que Lazzo está lançando aqui na Bahia, você vai saber, vai mandar mensagem dizendo que curtiu. Isso deu um upgrade para a liberdade de ação de nós, artistas. Apesar de não ser internauta [risos], essa é a ferramenta!
 
BN – Falando nisso, as músicas desse novo CD já estão disponíveis para serem escutadas na internet, não é?

 
LM – Sim, sim. Fizemos o lançamento virtual do disco no dia 21. Essa é uma forma de você ofertar ao seu público, aos seus admiradores, a possibilidade de já chegar no show de lançamento sabendo cantar suas músicas. [Ouça disco na íntegra aqui]
 
BN – Conte um pouco para a gente como vai ser o show no dia 28, no Pelourinho, que é um lugar definidor da carreira de Lazzo Matumbi.

 
LM – Na realidade, esse show de estreia foi pensado por toda a equipe. A gente pensou em uma forma de nos agradar e agradar ao público. Primeiro, o Pelourinho tem uma cara de história, de sofrimento, e a gente pensou nisso: em levar a alegria a um lugar que historicamente oprime a comunidade negra. Amigos, família, admiradores, todos juntos para um grande baile, para uma grande festa. Eu sempre fui um entusiasta dessa junção, dessa harmonia positiva. Como a música proporciona essa reunião de gente disposta a curtir, que seja com balanço, harmonia, swing. E é isso que eu estou buscando na vida, coisas positivas. Dar isso de presente a mim mesmo e aos meus admiradores é uma dádiva de Deus. Eu não abro mão de nada, só agradeço! Todas as vezes que eu saio do palco, eu vejo no semblante das pessoas a alegria em ver meu trabalho. O disco não tem nome, não tem título, mas é dedicado a todas essas pessoas que admiram meu trabalho. Durante esses meus longos intervalos de um trabalho para outro, as pessoas vêm me perguntar quando sai o disco novo, se estou trabalhando em outro projeto. E essa demanda delas também é uma demanda minha. "Legal, vamos nessa, vamos fazer!"


BN –  Nesse disco, você retoma parceria com grandes companheiros. Conte-nos um pouco sobre essa relação. 


LM – Há parceiros antigos, como Gileno Félix, e também parceiros mais novos. Essa minha relação com os parceiros se dá muito mais em relação à trajetória da minha vida, à minha sensibilidade musical, que ligada às deles, nos aproxima. As parcerias desse disco não são diferentes do que eu vivo no meu cotidiano com essas pessoas. É um retrato! Meu trabalho sempre teve essa missão de mostrar, através da poesia e da melodia, os anseios por um mundo melhor, mais humano, mais igual, onde a gente possa conviver com as diferenças, exatamente, respeitando todas elas. Essa é a grande demanda dos dias de hoje: você contribuir positivamente para um mundo que irá receber seus entes queridos, filhos, netos... E, por isso, eu tenho tamanho respeito aos meus parceiros. Porque são efetivamente pessoas que contribuíram comigo e me deram subsídios para que eu conseguisse, através da minha voz, penetrar no coração de cada um. Isso é uma missão de cada um de nós e, no que eu puder contribuir, eu vou contribuir; mesmo achando, de vez em quando, que sou um sonhador nato!


BN –  O ano de 2013 no Brasil foi marcado por diversas manifestações, que acertada ou desacertadamente, colocaram em evidência muitos anseios e descontentamentos. Em Salvador, a discussão girou também em tonro do uso do espaço e do dinheiro público na maior festa popular da cidade, o carnaval. A discussão foi aquecida com a saída de Bell do Chiclete, uma das marcas mais representativas do que era o carnaval baiano. Como você, que ainda nos anos 2000 lançou um bloco sem cordas, avalia essa situação?

LM – O que vem acontecendo com o carnaval não difere em nada disso tudo que estamos vivenciando. Esse anseio do povo em ir para as ruas tem a ver com nossas insatisfações antigas e mais profundas. A gente precisa mudar. O que eu observo no carnaval, independentemente da saída de Bell, ou de Ivete, de seja lá quem for, é que o carnaval da Bahia tem de ser pensado de forma muito mais igualitária. Eu acho que é por isso que o que a gente está observando nas ruas do Brasil  –  por mais que muitas pessoas digam que não tem ideologia nenhuma, que não tem propósito nenhum – seja simplesmente uma coisa tão óbvia, tão clara e transparente. É, simplesmente, dizer assim: "Olha, eu não estou gostando da forma que eu estou vivendo nem da forma que você está conduzindo a minha vivência. Estou querendo dialogar para que você preste mais atenção a quem lhe dá muito mais." Está entendendo? É muito simples. De vez em quando me perguntam se, pelo fato de eu ser uma pessoa muito ligada à questão racial na Bahia e no Brasil, essa é a minha militância, a minha bandeira. E eu sempre respondo que não. Essa não é uma luta isolada do negro. Essa é uma questão do ser humano. Você acha que está bom? Não está! Quantos e quantas gostariam de estar aqui na minha posição, na sua posição, entrevistando, buscando, e não têm a oportunidade porque não é dada essa oportunidade? O que queremos é discutir o melhor e o melhor para todos – não para um, dois ou três. Então, o carnaval é isso: uma síntese dessa coisa estranha que acontece o ano inteiro. A gente precisa redescobrir o Brasil em vários sentidos. Por isso, a minha atitude de lançar um bloco, e isso em 2003, que não tivesse corda. Primeiro, porque observava que a corda apartava. Eu acreditava que era possível ter uma linguagem, na qual eu pudesse propiciar às pessoas a mistura em troca da doação de alimentos não perecíveis. Até hoje se discute muito se a minha atitude foi certa ou não, mas, se está certa ou errada, eu não sei. Foi a minha contribuição. Depois do carnaval, eram milhares de quilos de alimentos arrecadados e oferecidos a comunidades carentes. De certo modo, eu me sentia feliz. Sentia que estava fazendo minha parte. 


BN – Voltando um pouquinho a linha do tempo, conte um pouco sobre como foi a experiência de abrir diversos shows internacionais do jamaicano Jimmy Cliff. O quanto isso contribuiu para a sua carreira?


LM – Você correr o mundo com um superstar é você encontrar tapete vermelho e portas abertas em todo o lugar que você pisa. Para mim, foi um grande aprendizado conhecer a Jamaica, estudar o reggae com alguém que estava interessado em conhecer os ritmos locais daqui, a exemplo do samba reggae. Isso para mim era mais um estudo, juro por Deus. Essa minha trajetória com o Jimmy Cliff foi muito mais de enriquecer o meu conhecimento e satisfazer o desejo que eu tinha de rodar o mundo com os shows do Bob Marley. Infelizmente, não foi possível, mas encontrei no Jimmy Cliff um substituto à altura. Cantar em português na abertura de um show de um jamaicano reconhecido era um choque bacana, gostoso e do qual eu tirei bastante proveito [risos]. 
BN – Como você encontrou a música?

LM –
 Você vai crescendo, vai passando por ambientes em que você vai se encontrando. No início da minha carreira, eu me encontrava muito mais como percussionista. Então, eu frequentava as rodas de samba muito mais como percussionista que como compositor ou cantor. A partir do momento que eu ia incorporando as roupagens rítmicas dentro de cada célula musical, eu ia fortalecendo esse meu lado musical para poder escrever. A minha base musical continua sendo e vai morrer comigo, que é o samba. Foi isso que originou o Batuque do Coração, que é uma homenagem permanente que eu faço a esse gênero, às escolas de samba da Bahia e aos seus principais compositores. Esses aprendizados todos que vivenciei nas rodas de samba, nos trios e nos blocos afro me deram tranquilidade para levar todos esses elementos para a minha música, que de certo modo se resume em uma MPB cheia de detalhes. Esse já é o quinto ano do Batuque do Coração, que acontece por minha necessidade artística em pleno circuito Osmar, no Centro, do qual não abro mão. Muita gente dizia que eu tinha me afastado do samba com minhas canções mais pop, mais MPB, mas não. O samba sempre foi um elemento do meu trabalho. Mas, diante da cobrança, resolvi fazer essa homenagem explícita a ele, ao lado do parceiro Toti Gira [risos]. E, se depender de mim, o Batuque vai ter vida longa!

BN – Você é conhecido como a voz da Bahia. Falando em voz, como você enxerga o fato de Ellen Oléria, uma mulher, negra, também dona de um vozeirão, ter ganhado a primeira edição do The Voice Brasil?

 

LM – 
Na realidade, o espaço para o negro dentro da arte sempre teve uma força e um espaço muito grande. E eu falo de arte como um todo. O que a gente quer é que essa penetração, independente da cor, seja em todas as instâncias. Mas, falando especificamente da arte e dessa inclusão das caras e vozes negras nos programas de televisão, o que a gente deseja e espera é que, depois dessa festa toda, essas vozes se mantenham. O que a gente costuma ver é que, pela necessidade e pela falta de grandes festivais no Brasil, permanecem sempre as mesmas caras. Eu e Ellen Oléria, inclusive, nos encontramos na edição deste ano do Sarau du Brown e foi incrível a nossa sintonia e admiração mútua. Ela chegou a afirmar em uma entrevista que Lazzo Matumbi era o homem mais bonito da Bahia [risos]. O cenário da Música Popular Brasileira nacionalmente se tornou um pouco repetitiva no quesito voz. E a necessidade de renovação é percebida inclusive com a explosão desses programas de calouros. Existe a diversidade, mas precisa de visibilidade. E – não dá para negar – a gente tem de pleitear que essas vozes negras sejam ouvidas em outras instâncias também, porque, se a gente for ver, o nosso irmão índio está lutando para sobreviver. Não é nem para ter voz. 
 
BN – Sua fala é meio profética. Você falava há pouco sobre uma missão e que você não sabe se faz bem ou mal em fazer shows de graça, em doar alimentos... Qual sua relação com a religião?


LM –  Mas tenha certeza que eu sinto que faço bem, senão não faria. Eu vou nessa vibe da positividade e de você estar, com essas ações, muito mais próximo da alegria, da felicidade, da satisfação, de uma luz bonita, como a luz do sol, que penetra por todos os poros e lhe revigora pela claridade, pelo calor. Eu acho que, de certo modo, eu não abro mão de nada disso. Mesmo que eu tenha respeito a todas as religiões e, principalmente, às de matriz africana – na qual lastreio a minha história –, quero levar dentro da música uma coisa apoiada nessa mãe vida, nessa mãe África, Bahia, Brasil. O mais sublime de tudo isso, mas sem necessariamente estar atrelado a nada. Eu não vou aos cultos do candomblé, não sou o iniciado, mas sou muito respeitado e convidado pelo povo do candomblé. Eu sempre digo que o meu santuário é em frente ao mar, onde eu encontro mar, céu, sol e energia, tudo junto. E, nesse momento, eu me sinto mais próximo do cara e sinto que estou bem! Se você me perguntar se eu sou feliz por estar na profissão certa, eu até tiraria uma onda e lhe diria: "Eu duvido que tenha alguém mais feliz do que eu."
 
BN – Você acabou de dizer que a Bahia é uma mãe, mas em muitas entrevistas costuma ressaltar que ela é uma mãe ingrata, uma  espécie de madrasta. Por que?

LM –
 Eu chamo a Bahia – e o Brasil também se encaixa nisso – de uma mãe ingrata porque, pela forma como ela é gerida, a gente tem mania de valorizar mais o outro que nós mesmos. Isso é meio complicado. Saindo dessa coisa bairrista, uma coisa que me incomodou muito foi quando eu participei do Rock in Rio, com Jimmy Cliff, há alguns anos, e todo mundo só falava inglês. Não é um festival de rock no Brasil? Por que não o português? É como se a gente sempre devesse cabeça aos outros. Isso é tão louco que tem gente que chega a vestir camisas com dizeres estrangeiros e não sabe nem o que significam. Eu gostaria muito de admirar o outro, mas também olhar para o nosso próprio umbigo e nos admirar também.
 
BN – Tem projeto de lançar seu novo trabalho em DVD também?


LM – DVD, não. Algo maior que isso. Eu sou uma pessoa que está o tempo todo agradecendo a Deus, às energias positivas, aos orixás e aos amigos. Essa minha música é pura verdade. Eu não consigo ser o Lazzo Matumbi sem ser antes o Lázaro Jerônimo Ferreira. Para mim, é entrega total. A gente falou muito sobre a possibilidade de um DVD, mas chegamos a um resultado melhor. Em vez de um simples DVD, um documentário. A ideia chegou nesse ponto. O produto vai ser dirigido pelo cineasta André Luiz Oliveira, que também é o diretor do meu novo show. No olhar dele, que é um parceiro, vamos encontrar quem é Lazzo. Ele não foi convidado gratuitamente. Foi convidado por já externar nessa relação de parceria uma sensibilidade incrível. Se ele é cineasta e me vê dessa forma tão bacana – não que ele vá me agradar –, que seja assim.


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