Após saída do Mais Médicos, pedidos por refúgio de cubanos quase triplicam
Foto: Divulgação

Após o fim do convênio de Cuba com o programa Mais Médicos, o número de cubanos que solicitaram refúgio no Brasil quase triplicou. De acordo com o G1, novembro de 2018 e abril de 2019, cerca de 2.209 profissionais estrangeiros pediram para não voltar para Cuba. No mesmo período entre 2017 e 2018, foram 880 registros.

 

Por dia, são 12,62 pedidos de refúgio. O número anterior era de 4,86. Os dados foram divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados.

 

Desde que o programa Mais Médicos começou, em 2013, as solicitações por refúgio são recorrentes. Porém, os registros vêm crescendo ano a ano. De duas solicitações em 2013, chegou a mais de 150 em 2015, pulando para 322 em 2018 e 466 em fevereiro de 2019, quando Cuba anunciou que abandonaria o programa por conta de declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre expulsar os profissionais do país.

 

Porém, ainda de acordo com o G1, Bolsonaro prometeu conceder aos cubanos que solicitassem o status de "asilado", que permite ao estrangeiro permanecer legalmente no país. Não foram divulgados dados sobre quantos asilados existem no país. 

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