Farmacêutica é acusada de ocultar eficácia de remédio no tratamento contra Alzheimer
Foto: Valeria GB / Pixabay

A Pfizer, uma das maiores farmacêuticas do mundo, está sendo acusada de ocultar a eficiência de um medicamento na prevenção, tratamento e retardamento do Alzheimer. A droga, com nome de Enbrel é indicada para pacientes com artrite reumatóide. As informações vieram à tona através do jornal “The Washington Post” no início de junho. 

 

De acordo com o portal Viva Bem, do UOL, o fato aconteceu nos Estados Unidos. No entanto, caso a omissão da informação ocorresse em solo brasileiro, a farmacêutica iria contra a uma regulamentação que obriga as fabricantes a divulgarem os resultados, tanto positivos, quanto negativos. 

 

Em nota, a Pfizer declarou que a escolha de não divulgar os dados “foi determinada por falta de fundamentação científica, ou seja, ausência de estudos mais aprofundados e evidências que comprovem a eficácia do medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer". 

 

Para Jorge Alves Venâncio, médico e coordenador da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa, a ação das farmacêuticas na ocultação de informações fazem parte das estratégias de vendas das fabricantes. Isso acontece para manter o monopólio de um medicamento ou para garantir uma reserva de mercado. Elas acabam guardando as informações para usar no futuro, no momento mais adequado. Por isso não divulgam, para não estimular os concorrentes", afirmou. 

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