Covid-19: Nº de mortos neste sábado é o menor registrado nos últimos três finais de semana
Foto: Tumisu / Pixabay

O Brasil segue em queda pelo quarto sábado seguido de outubro no número de óbitos por Covid-19 registrados em 24 horas. Segundo dados divulgados na noite deste sábado (24), pelo Ministério da Saúde, 432 pessoas perderam a vida pela doença. 

 

Em comparativo com o terceiro sábado do mês, o número atual registrou 29 óbitos a menos, quando em 17 de outubro o país teve 461 óbitos em 24 horas. A diferença fica ainda maior quando analisado os números dos dias 10 de outubro, com 559 óbitos e do dia 3 de outubro, com 599 mortes pelo novo coronavírus. 

 

Até o momento, o Brasil registra 156.903 óbitos causados por complicações da Covid-19 desde o início da pandemia. O país segue em segundo lugar no mundo com maior número de mortes pelo novo coronavírus.

 

No boletim deste sábado (24), também foi divulgado que nas últimas 24 horas 26.979 pessoas testaram positivo para a doença. O Brasil registrou em números acumulados, até agora, 5.380.635 milhões de casos de infecção. 

Sábado, 24 de Outubro de 2020 - 18:00

Número de casos ativos de Covid-19 na Bahia registra nova alta

por Matheus Caldas

Número de casos ativos de Covid-19 na Bahia registra nova alta
Foto: Paula Fróes / GOVBA

Após chegar na última sexta-feira (23) ao patamar de sete mil casos ativos de coronavírus pela primeira vez em 21 dias, a Bahia manteve a alta no índice neste sábado (24) (leia mais aqui). 

 

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o montante subiu dos 7.081 registrados na última sexta para 7.178 neste sábado.

 

Desta forma, o estado chegou a 344.014 casos confirmados da Covid-19 no total, sendo 1.488 registrados somente nas últimas 24 horas. No total, a Bahia teve 7.453 óbitos em decorrência do vírus até o momento. 

Sábado, 24 de Outubro de 2020 - 00:00

Mães e doulas querem derrubar medida que impede acompanhante no parto; Sesab resiste

por Jade Coelho

Mães e doulas querem derrubar medida que impede acompanhante no parto; Sesab resiste
Foto: Reprodução/Pixabay

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) ainda não considera flexibilizar a suspensão de acompanhantes durante a evolução do trabalho de parto, parto e no alojamento de gestantes e puérperas nas maternidades da Bahia. A recomendação está em vigor desde a publicação de uma nota técnica em 2 de junho, e terá vigência durante a pandemia, como medida de controle da disseminação da Covid-19 no estado.

 

A medida desagrada grávidas, as famílias e até doulas - já que também proíbe a presença dessas profissionais nas salas de parto. Unidas pela função e pelo descontentamento, um grupo de doulas baianas se articulou e deu início a um abaixo-assinado em que solicitam a revogação da norma. Até o momento 2.592 pessoas já assinaram o documento online (disponível aqui).

 

As profissionais argumentam que a ausência de acompanhantes, que é prevista em lei, submete as gestantes e puérperas à violência obstétrica e vulnerabilidade nas unidades de saúde do estado. “No momento tão singular de dar a luz, estar sozinha é um desamparo violento para uma experiência que merece respeito e segurança emocional. Queremos e precisamos do nosso acompanhante de escolha durante esta vivência”, diz trecho de uma carta elaborada pelo grupo, que conta com mais de 100 profissionais de todo o estado.

 

As doulas auxiliam mulheres durante a preparação, no momento do parto e durante o puerpério. As profissionais são reconhecidas pelo Código Brasileiro de Ocupações. Durante o parto as doulas dão suporte físico e emocional à gestante. Essas profissionais ajudam a mulher a encontrar as posições mais favoráveis durante as contrações, faz massagens e compressas para aliviar a dor, ajuda o parceiro a se envolver e participar ativamente do parto e informa o casal sobre todos os procedimentos que estão sendo realizados.

 

Chenia d'Anunciação, que é doula, enfermeira, fundadora e membra do Coletivo Doulas Pretas, foi quem sugeriu o abaixo-assinado. Ela explica que o momento do parto é enviesado pelo poder dos médicos e pelas tecnologias, e que são comuns as violações e violências obstétricas. “São muitos os casos em que a mulher é convencida a fazer uma cesariana, porque o corpo dela não vai funcionar, não vai ter passagem. E quando não tem direito ao acompanhante já e uma violência, porque é previsto em lei”, iniciou.

 

O BN questionou a Sesab sobre a reclamação das gestantes, familiares e doulas de que a determinação da pasta aumentaria a vulnerabilidade e deixaria gestantes e puérperas suscetíveis a violência obstétrica. A pasta respondeu que elaborou notas técnicas “voltadas para o atendimento correto que deve ser seguido pelos profissionais de saúde, quanto ao atendimento dos pacientes” e que “quando for possível, o atendimento voltará aos padrões normais”.

 

A nota técnica da Secretaria da Saúde reconhece a importância da presença do acompanhante de escolha da mulher e afirma respeitar a legislação vigente sobre o tema. Em seguida argumenta que diante da pandemia, “se faz necessária a redução do fluxo de pessoas circulando nos diversos ambientes e em especial nas unidades de saúde”. A nota apresenta a determinação como medida que deve ser reconhecida como uma ação de humanização da assistência. Em outro ponto, o COE estabelece que “excepcionalmente deve-se garantir que a mulher possa escolher um acompanhante para conhecer o recém-nascido no pós-parto imediato”, desde que a pessoa não seja do grupo de risco para complicações da Covid-19 e não apresente sintomas respiratórios.

 

A possibilidade de um acompanhante visitar a criança é um dos argumentos centrais das doulas, que a consideram uma controvérsia.  “O acompanhante vai entrar, ver a criança e sair. Isso já não é um tipo de exposição?”, questiona Chenia. Ela ainda ressalta que normalmente o acompanhante é do convívio da parturiente, e a acompanhou até a unidade de saúde. “Em muitos casos essa pessoa fica no estacionamento da unidade de saúde, vagando”, lamenta.

 

O QUE A NORMA PREVÊ

O texto da norma considera que a gravidez é um estado fisiológico que predispõe as mulheres a complicações respiratórias da infecção viral devido às alterações fisiológicas em seu sistema imunológico e cardiopulmonar e que as mulheres grávidas são mais propensas a desenvolver doenças graves após infecção por vírus respiratórios.

 

Além da suspensão de visitas, a norma determina que haja uma equipe mínima nos atendimentos.

 

A presença do acompanhante é permitida apenas às gestantes menores de 16 anos incompletos ou com deficiências ou patologias que dificultem o seu deslocamento ou entendimento das orientações.

Outubro Rosa: TJBA oferece exames e consultas gratuitas a mulheres
Foto: divulgação / INTS

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) ainda está com vagas para atendimentos gratuitos a mulheres no segundo dia da ação de Outubro Rosa, na terça-feira (27). Na data, serão oferecidas mamografia e consulta ginecológica, em parceria com a Fundação José Silveira (FJS). A ação acontece no estacionamento em frente ao prédio principal do TJBA, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), das 8h às 17h.

 

O primeiro dia de atendimento será na segunda-feira (26), das 8h às 17h, com oferta de mamografia e consulta com nutricionista. Para participar da ação, é preciso agendar o procedimento pelo e-mail segespsaude@tjba.jus.br. Na mensagem, a interessada deve informar o nome completo, telefone para contato, RG, CPF, setor (somente para o público do PGBA), idade e preferência de data e turno do atendimento.

 

As vagas são limitadas e e só serão reservadas por telefone e/ou e-mail. Mulheres abaixo dos 40 anos devem ter em mãos a requisição médica solicitando o exame de mamografia. É preciso chegar com 20 minutos de antecedência, com máscara, para fazer o protocolo de atendimento inicial. Quem estiver com sintomas da Covid-19 não será atendida.

 

O resultado dos exames serão entregues no próprio Tribunal, no dia 24 de novembro, das 8h às 11h e das 14h às 16h30.

EUA autorizam uso do antiviral remdesivir em pacientes com Covid-19
Foto: Paula Fróes/GOVBA

O uso do antiviral remdesivir no tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19 foi autorizado pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) nesta quinta-feira (22). O anúncio foi feito pela empresa Gilead, que tinha autorização condicional da entidade desde maio.

A autorização ocorre, no entanto, em meio a conclusão da Organização Mundial de Saúde (OMS), após meses de pesquisa, de que o medicamento não é eficaz contra a Covid. As informações são de reportagem da agência France Press.

 

Testes realizados com o remdesivir mostraram que o medicamento apresentou resultados satisfatórios em testes preliminares. O fato levou países europeus a adotarem o medicamento na condição de "uso emergencial". 

 

Apesar da conclusão da OMS, o laboratório Gilead anunciou que recebeu autorização nos EUA para o medicamento e ressaltou que, por enquanto, é o único tratamento específico contra Covid-19 aprovado após um processo de verificação mais rigoroso e definitivo.

 

Durante a pandemia outros medicamentos e tratamentos receberam autorizações de uso emergencial. Esse tipo de autorização pode ser revogadas ao final do estado de urgência sanitária.

 

Conforme a reportagem, a decisão da agência americana sobre o remdesivir, permite que o medicamento seja usaod no tratamento de adultos e crianças a partir de 12 anos e pesando mais de 40 quilos, caso precisem de hospitalização, e só poderá ser administrado por via injetável em um centro médico ou meio equivalente.

Menino de 2 anos engole crucifixo e objeto só é retirado após intervenção médica
Foto: Divulgação

Um garoto de 2 anos segue internado depois de fazer uma intervenção médica para retirar um crucifixo que ele engoliu no último sábado (17), em Divinópolis (MG). O objeto obstruiu o sistema digestório do garoto, que foi inicialmente hospitalizado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Divinópolis. 

 

No local, ele aguardou por uma transferência para uma unidade de alta complexidade no município de Passos, o que ocorreu na segunda-feira (19), de acordo com o G1.

 

A família contou que viveu momentos de angústia enquanto esperava pela transferência do garoto. A Prefeitura informou ao G1 nesta quinta-feira (22) que a demora para a realização da transferência ocorreu pela falta de disponibilidade de leitos no estado.

 

Assim que a vaga foi disponibilizada, o menino foi levado para uma unidade hospitalar no município de Passos, no Sul de Minas, onde o objeto foi retirado.

 

Por conta do tempo de permanência do objeto no organismo da criança, ele apresentou febre em decorrência de uma infecção após a retirada do crucifixo. O garoto segue recebendo tratamento medicamentoso até ter alta; ainda não há previsão de liberação da criança.

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 20:40

Sobem para 33 os casos da síndrome pediátrica ligada à Covid-19 na Bahia

por Jade Coelho

Sobem para 33 os casos da síndrome pediátrica ligada à Covid-19 na Bahia
Foto: Camila Souza/GOVBA

A Bahia já registra 33 casos e uma morte causada pela a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica temporalmente associada à Covid-19. Em todo o país, de acordo com dados do Ministério da Saúde, são 437 casos da doença e 29 mortos até a primeira semana de outubro. 

 

A síndrome é identificada em crianças e adolescentes, e aqueles com histórico de infecção pelo novo coronavírus têm apresentado mais tendência a desenvolvê-la.

 

A doença é caracterizada por uma lista com variados sintomas, que incluem febre persistente, problemas gastrointestinais, dor abdominal, conjuntivite, erupções cutâneas, edema de extremidades, hipotensão, dentre outros. Os sintomas respiratórios não estão presentes em todos os casos. O Ministério destaca que em alguns casos há elevação dos marcadores inflamatórios e o quadro clínico pode evoluir para choque e coagulopatia. Em setembro a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) divulgou pesquisa com dados sobre a doença, que já fez mais vítimas desde então (leia aqui).

 

Os dados do Ministério da Saúde mostram que há predominância da síndrome em crianças e adolescentes do sexo masculino (53,8%), e crianças menores, nas faixas etárias de zero a quatro anos (38,4%) e de cinco a nove anos (32,0%). Dentre os óbitos, 55,2% foram em crianças de zero a quatro anos.

 

Na Bahia, 21 casos foram em meninos e 12 em meninas. A maior parte (14) foi registrado em crianças com idade entre cinco e nove anos. 

Fonte: Ministério da Saúde

 

Em agosto o Brasil começou a monitorar, a possível relação entre casos de Síndrome Inflamatória Miltissistêmica Pediátrica (SIM-P) em crianças e adolescentes que possuem entre 7 e 16 anos com a Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se de uma medida de vigilância em saúde, que está sendo aplicada em vários países, como Espanha, França, Itália, Canadá e Estados Unidos (EUA) (leia aqui).

Vermífugo nitazoxanida reduz carga viral, mas não risco de morte por Covid
Foto: Reprodução/Canaltech

O medicamento nitazoxanida, vermífugo alvo de estudo anunciado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação nesta semana, reduz carga viral, mas não o risco de morte nem sintomas graves da infecção pela Covid-19. A conclusão foi feita por especialistas que analisaram a pesquisa e concederam entrevista ao portal G1.  

 

O estudo foi publicado nesta sexta-feira (23). A análise feita por especialistas identificou que o medicamento não atende aos objetivos principais do tratamento, como redução dos casos graves e do risco de morte pela doença.

 

"O objetivo principal do estudo, reduzir mortes e sintomas graves da Covid-19, não foi alcançado. Foi apresentado apenas um objetivo secundário, de que o medicamento é capaz de reduzir a carga viral. Isso, na prática, não resolve o problema do coronavírus", afirmou o epidemiologista Paulo Lotufo.

 

O estudo traz dados que mostram que o vermífugo nitazoxanida reduziu a carga viral em pacientes com sintomas leves e diminuiu a febre em pacientes no início do tratamento.

 

"A nível de tratamento da Covid, o benefício do uso da droga parece ser muito baixo. Como são indivíduos com casos leves, essa redução na carga viral não traria grandes reflexos a nível de transmissão da doença", conclui o virologista Anderson Brito, do departamento de epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

 

Ao observar o artigo, o infectologista Alberto Chebabo afirmou em entrevista ao G1 que o medicamento não foi capaz de reduzir hospitalizações nem sintomas graves.

 

Anderson Brito ainda explica que a carga viral é uma medida aproximada da quantidade de vírus em uma amostra extraída do paciente, traz a reportagem. "Essa medida é feita medindo-se a quantidade de material genético do vírus por mL", disse. Diante disso, o especialista destacou que em casos graves, há estudos que mostram uma associação entre carga viral e risco de morte. "Não é esse o caso desse estudo, que focou em casos leves da Covid", afirmou Brito.

Especialistas apostam em consórcio para vacina mas apontam problema político
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Especialistas de saúde consultados pelo Estadão veem com "bons olhos" a formação de um consórcio com governadores e secretários de saúde para compra e distribuição da vacina Coronavac. Iniciativas como essa existem desde 2015, para tentar reduzir a dependência de recursos da União. Mas nesse caso, a novidade é a iniciativa acontecer a partir de uma ação descoordenada do governo federal.

 

"Essa história de consórcio não é nada de excepcional. Excepcional é ter os Estados fazendo isso em decorrência de uma atitude destrambelhada do presidente. Nem com o ministro general ele conseguiu se entender", dispara Walter Cintra, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV). Para ele, é legítimo que governadores e secretários se organizem, mas avalia que as discussões, mais no campo político, são precipitadas, pois não se sabe quando uma vacina segura e eficaz estará disponível.

 

O médico sanitarista Gonzalo Vecina afirma que se o consórcio for promissor, seria a primeira vez que um imunizante é adquirido diretamente pelos estados. "Acho que os governadores estão plenos de certeza". Ele afirma que a vacina produzida pela Sinovac BioTech em parceria com o Instituto Butantan deve estar disponível em janeiro. Já a imunização da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford deve ser liberada em abril. 

 

O sanitarista considera importante que as vacinas já estejam à disposição da população quando ficarem disponíveis. Mas para ele, a entrega terá um desafio político, caso o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pressione a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para adiar o fornecimento do Instituto Butantan. "Isso poderia acontecer, mas espero que a agência use da sua autonomia, porque ela não é subordinada ao Ministério da Saúde nem ao presidente”, diz o médico, fundador e ex-presidente do órgão.

 

“Se tiver orientação nesse aspecto, aí de fato é barbárie. Se isso acontecer, é o pior dos mundos, é desestruturar as instituições. Interferência na Anvisa seria impensável, mas não duvido que possa acontecer”, critica Cintra. O professor concorda que a desvantagem desse modelo de aquisição é não haver uma ação integrada entre governo federal e estadual. “É uma coisa grave Estados terem de se organizar porque o governo federal tomou uma posição prejudicial ao país.”

 

Para os governadores e secretários, a barreira é conseguir recursos para viabilizar o plano do consórcio sem apoio da União. “Uma coisa é o dinheiro estar disponível para compra e, pelo jeito, não virá do governo federal, o que é complicado. A outra coisa é o processo de compra, que vai seguir as normas da lei 8.666, que regula a compra de qualquer ente público no Brasil. Talvez não seja licitação, mas certamente será dentro do que está previso na lei”, explica o professor da FGV.

 

Cintra avalia que o preço a se pagar por isso não sofrerá impacto se a aquisição for feita pelo consórcio, mas teria de ver a possibilidade de negociação. Vecina faz a mesma consideração e não vê perda em relação ao preço do imunizante. Ele também considera que os recursos necessários não são tão grandes. “O preço já está definido e adequado, em torno de US$ 3 ou US$ 4. Não vejo problema.”

Saúde quer programa financeiro de incentivo a alimentação saudável
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Ministério da Saúde planeja disponibilizar, ainda em 2020,  em caráter excepcional e temporário, um incentivo financeiro para qualificação das ações de promoção de alimentação saudável e da atividade física no país. A proposta é reforçar a atenção a pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Os valores a serem empregados no incentivo, no entanto, ainda estão em estudo.

 
Divulgada nesta quarta-feira (21), a Pesquisa Nacional de Saúde apontou que o excesso de peso e a obesidade se tornaram mais frequentes na população brasileira entre 2003 e 2019. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde.


A proporção de obesos na população brasileira aumentou de 12,2% para 26,8% entre 2003 e 2019. Em 2019,  30,2% das mulheres e 22,8% dos homens com 20 anos de vida ou mais tinham índice de massa corpórea (IMC) maior que 30 kg/m2, o que configura obesidade.


O excesso de peso, que se dá a partir do IMC 25 kg/m2, também se tornou mais frequente na sociedade brasileira, passando de 43,3% em 2003 para 61,7% em 2019, conclui o estudo.


Também está em fase de preparação, de acordo com a pasta da Saúde, o lançamento de ações de qualificação para profissionais de saúde, como o "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de sobrepeso e obesidade" e a publicação do “Instrutivo de Cuidado da Obesidade em Crianças e Adolescentes”.

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