Governo quer dar invisibilidade aos mortos pela Covid-19, dizem secretarias de saúde
Foto: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia Real

Ao rebater as declarações do novo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Wizard, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) disse que o governo federal deseja dar invisibilidade às vidas perdidas em decorrência do coronavírus. A entidade emitiu uma nota de resposta neste sábado (6).

 

"A tentativa autoritária, insensível, desumana e antiética de dar invisibilidade aos mortos pela Covid-19 não prosperará", diz um trecho da nota assinada pelo presidente do Conass, Alberto Beltrame. "Nós e a sociedade brasileira não os esqueceremos e tampouco a tragédia que se abate sobre a nação", complementa.

 

Mais cedo, Wizard disse que secretários de saúde têm falseado dados sobre os óbitos causados pelo vírus em busca de mais "orçamento". Ele acompanha os posicionamentos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que, segundo o Correio Braziliense, determinou que o boletim nacional fosse liberado apenas após às 22h para que os dados não fossem repercutidos nos telejornais noturnos (veja aqui).

 

Depois disso, o presidente reclamou da metodologia de contagem dos óbitos, que consiste na divulgação diária dos novos casos registrados no sistema do ministério nas últimas 24 horas e não apenas ocorridos neste período. Ademais, o Ministério da Saúde não divulgou o acumulado de casos na noite dessa sexta-feira (5).

 

Neste contexto, o Conass avalia que a declaração de Wizard foi "grosseira, falaciosa, desprovida de qualquer senso ético, de humanidade e de respeito, além de "revelar sua profunda ignorância sobre o tema". 

 

"Não somos mercadores da morte. A vida é nosso valor maior, com ela não se negocia, relativiza ou transige, insulta a memória de todas aquelas vítimas indefesas desta terrível pandemia e suas famílias", ressalta o conselho.

Funcionários da Saúde são demitidos após Bolsonaro criticar nota sobre saúde sexual
Foto: Divulgação

Os técnicos do Ministério da Saúde que assinaram a nota técnica sobre acesso à saúde sexual e reprodutiva na pandemia, e cujo conteúdo foi mal interpretado e distorcido pelo presidente Jair Bolsonaro, foram demitidos.

 

Nas redes sociais, Jair Bolsonaro sugeriu que houve uma tentativa de legalizar o aborto. O chefe do Executivo disse, na quarta-feira (3), que o ministério estava atrás de autores de uma "minuta de portaria apócrifa sobre aborto". Nas publicações, o presidente ainda afirmou ser contra interrupção de uma gravidez.

 

Reportagem do Estadão pondera que apesar do que diz o presidente, o texto é uma nota técnica sobre acesso à saúde sexual e saúde reprodutiva durante a pandemia. O documento não defende a legalização do aborto. 

 

A nota do Ministério da Saúde faz uma orientação sobre diversos pontos relacionados à saúde sexual. Entre eles, a manutenção de procedimentos de aborto legal, que só são autorizados em três situações: quando a gravidez é resultado de estupro, se não há outro meio de salvar a vida da gestante e em casos de fetos com anencefalia.

 

Foram publicada as demissões de Flávia Andrade Nunes Fialho, da coordenação de Saúde das Mulheres, e de Danilo Campos da Luz e Silva, da coordenação de Saúde do Homem.

 

Ainda conforme reportagem do Estadão, informações que correm nos bastidores é que outros nomes serão demitidos nos próximos dias.

Sexta, 05 de Junho de 2020 - 18:33

Após padronizar dados, Bahia registra 2.956 novos casos de coronavírus

por Matheus Caldas

Após padronizar dados, Bahia registra 2.956 novos casos de coronavírus
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

A Bahia registrou 2.956 novos casos de coronavírus. Agora, no total, o estado possui 26.419 diagnósticos positivos para a doença, de acordo com o boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) desta sexta-feira (5).

 

De acordo com a pasta, a acentuação das notificações deve-se ao fato de que, agora, as secretarias de Saúde municipais padronizaram o preenchimento dos dados nos sistemas ministeriais, ao finalizarem casos que estavam em investigação desde o início da pandemia.

 

O boletim desta sexta também traz mais 29 mortes. Desta forma, o estado totaliza 819 óbitos. No entanto, a Sesab indica que estes se referem a um período de 14 dias. Estas notificações tardias estão sendo apuradas pela Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Corregedoria.

 

As mortes foram registradas em Itapetinga (1), Camacã (1), Jequié (1), Aratuípe (1), Santo Antônio de Jesus (2) e Salvador (23).

Estudo detecta centenas de novos coronavírus em morcegos da China
Foto: Pixabay

Um vírus hipotéticamente irmão ao SARS-CoV-2, responsável pela pandemia, pode estar escondido na natureza. Segundo o joral El País, uma análise genética de centenas de novos coronavírus encontrados em morcegos da China aponta que alguns vírus tem alto potencial de contágio entre espécies. A descoberta também leva a uma "origem provável" do causador da Covid-19 em uma espécie regional de morcegos-de-ferradura.

 

A conclusão foi feita pela Eco Health Alliance, uma organização internacional dedicada a investigar doenças emergentes que surgem da fauna selvagem e ameaçam a humanidade. Em conjunto com o Instituto de Virologia de Wuhan, foram analisadas mais de 1.200 sequências genéticas de coronavírus achados em morcegos, sendo 630 delas novas. “Há uma enorme diversidade natural destes coronavírus”, afirma o ecólogo boliviano Carlos Zambrana, que faz parte da Eco Health Alliance.

 

O estudo constatou que o sudoeste chinês seria um "centro de diversificação" desses vírus. Isso aconteceria por causa da grande quantidade de espécies de morcegos (cada um com seu vírus específico); alta densidade populacional humana e o constante contato entre pessoas e animais pelo hábito de caçar e comer morcegos. “É muito provável que vejamos novas pandemias no futuro”, diz o ecólogo. O novo estudo leva a assinatura da virologista chinesa Shi Zhengli. 

 

Os cientistas colheram amostras de milhares de morcegos de 15 províncias chinesas entre 2010 e 2015. “Quando apanhamos um morcego, quase sempre ele dá negativo para coronavírus. Para encontrar um positivo temos que examinar centenas”, explica o ecólogo. Os pesquisadores não analisaram o genoma completo de cada vírus. Ou seja, as 630 novas sequências genéticas publicadas agora não correspondem necessariamente a 630 novas espécies de coronavírus, embora o ecólogo boliviano acredite que possivelmente se trate de “centenas” de agentes patogênicos desconhecidos.

 

Os vírus causadores da SARS, da MERS e da covid-19 pertencem a um grupo de coronavírus chamado betacoronavírus. A nova análise sugere que outro grupo, o dos alfacoronavírus, tem maior facilidade para saltar entre espécies. Os autores pedem a implantação urgente de programas de vigilância que procurem novos coronavírus nas populações de morcegos do sul da China, mas também em países vizinhos, como Myanmar, Laos e Vietnã.

 

A nova análise genética, um rascunho pendente de sua publicação na revista especializada Nature Communications, aponta os morcegos-de-ferradura como principal reservatório de vírus similares ao SARS, outro coronavírus irmão do atual que surgiu em 2002 na China e matou 800 pessoas. Os coronavírus de morcegos também são suspeitos de serem os antecessores do vírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, na sigla em inglês), um agente patogênico letal identificado pela primeira vez na Arábia Saudita em 2012, que infecta os humanos através dos dromedários.

 

O coronavírus conhecido mais similar ao causador da covid-19 é o RaTG13, identificado em morcegos-de-ferradura da província chinesa de Yunnan. Os dois vírus compartilham 96% do genoma e se calcula que divergiram de um ancestral comum há mais de 50 anos, segundo o geneticista Rasmus Nielsen, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA). A semelhança entre os dois agentes patogênicos é “mais ou menos a de uma pessoa com um porco”, nas palavras do geneticista.

 

O virologista Juan Emilio Echevarría, da Associação Espanhola para a Conservação e o Estudo dos Morcegos (SECEMU), também participou da busca por coronavírus na Espanha e concorda com seu colega. “Está havendo uma confusão entre a origem evolutiva do vírus, que segundo a principal hipótese provavelmente está nos morcegos-de-ferradura, com a origem epidemiológica da pandemia, com a fonte de infecção do primeiro caso humano de covid-19, que se desconhece”, opina Echevarría.

 

“O animal que transmitiu o SARS aos humanos foi a civeta, um pequeno mamífero do Sudeste Asiático, em um mercado da província de Cantão. Ainda se desconhece o reservatório do vírus. "Não se documentou nenhuma transmissão de um coronavírus de morcego para pessoas”, salienta o virologista. Alguns especialistas, como o virologista alemão Christian Drosten, apontam a possível origem da covid-19 nas fazendas chinesas onde há criação de animais para uso de peles, com milhares de espécimes amontoados que facilitam a evolução dos vírus.

Estudo aponta que hidroxicloroquina não funciona de forma preventiva contra Covid-19
Foto: Agência Pará / Divulgação

A hidroxicloroquina não funciona bem quando usada de forma preventiva. É o que aponta um estudo publicado na última quarta-feira (3) no periódico científico New England Journal of Medicine. As informações são do portal Viva Bem, do Uol.

 

O uso do composto vem sendo defendido por membros do governo, como Carlos Wizard, novo secretário do Ministério da Saúde, que disse que o governo vai "apostar 100%" na droga. Ela é usada normalmente para tratamento de doenças como lúpus e artrite reumatoide.

 

O estudo foi conduzido de forma randomizada, ou seja, as pessoas que receberam o medicamento ou o placebo não sabiam qual dos dois estavam ingerindo. Além disso, é prospectivo, ao contrário de pesquisas anteriores, pois é conduzido da causa para o efeito, acompanhando o processo de forma gradativa. Esses padrões são considerados essenciais pela comunidade científica.

 

Ao todo, 800 pessoas, nos Estados Unidos e no Canadá, foram designadas pelos pesquisadores para tomar hidroxicloroquina ou um remédio placebo por 5 dias. As pessoas tiveram contato com portadores da Covid-19.

 

Os resultados apontaram que 12% daqueles que ingeriram a hidroxicloroquina desenvolveram a Covid-19. Ao mesmo tempo, 14% dos que tomaram o placebo tiveram a doença. A conclusão mostra que a hidroxicloroquina não é significativamente mais efetiva para proteger o corpo contra o vírus do que uma pílula de açúcar, por exemplo.

 

O estudo também aponta que 40% dos pacientes que ingeriram o composto defendido pelo presidente Jair Bolsonaro tiveram efeitos colaterais como náusea, dor de estômago ou diarreia - todos leves.

 

Segundo David Boulware, principal responsável pela pesquisa e médico de doenças infecciosas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, "nosso objetivo era responder a questão de saber se a hidroxicloroquina funcionava para prevenir doenças ou não. Embora estejamos desapontados por não ter impedido a covid-19, estamos satisfeitos por termos conseguido fornecer uma resposta conclusiva".

Mais seis túneis de desinfecção do Senai Cimatec são instalados em hospitais da Bahia
Foto: Divulgação

Seis túneis de desinfeção foram instalados na quinta-feira (5) nos hospitais nos hospitais de campanha da Arena Fonte Nova, em Salvador, de Clínicas de Conquista, Geral de Vitória da Conquista, Geral de Itaparica, da Chapada (Seabra) e Regional Dantas Bião (Alagoinhas). A ação é uma parceria entre o Senai Cimatec, responsável pelo desenvolvimento do equipamento, e o governo do Estado.

 

Com isso, 19 unidades na Bahia contam com o equipamento.  Os outros 13 túneis foram instalados no Instituto Couto Maia, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vale dos Barris, hospitais Santo Antônio (Obras Sociais Irmã Dulce), Espanhol, Subúrbio, Ernesto Simões Filho e Martagão Gesteira em Salvador, além do Costa do Cacau, em Ilhéus, Calixto Midlej Filho, em Itabuna, São Vicente e Prado Valadares, em Jequié, Riverside, em Lauro de Freitas, e UPA de Ipiaú.

 

“Estamos implantando túneis de desinfecção em diversos hospitais da Bahia, ampliando assim a segurança dos profissionais que estão na linha de frente, em contato direto com pacientes da Covid-19. Eles são desenvolvidos para que estes profissionais possam ter mais segurança justamente no momento em que vão se desparamentar dos seus EPIs”, ressalta o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro

 

Os túneis possuem formato de um corredor de 2,5 metros, pelo qual o profissional de saúde passa ao final do expediente, antes da retirada do Equipamento de Proteção Individual (EPI), para desinfecção. Cada equipamento possui estrutura de alumínio, com tubulação de PVC, uma bomba de alta pressão e bicos aspersores que fazem o processo de nebulização de uma solução de hipoclorito.

 

Os equipamentos foram desenvolvidos sob a supervisão do infectologista Roberto Badaró, pesquisador chefe do Instituto de Tecnologia da Saúde do Senai Cimatec. 

 

“A gente sabe que no caso de contaminação do profissional da área da saúde, cerca de 50% ocorre não no contato com o paciente, mas quando ele vai se desparamentar. Ao passar pelo túnel de desinfecção e receber o spray, o profissional pode retirar estes equipamentos de proteção individual sem risco de contaminação”, disse Badaró.
 

Vacina brasileira contra a Covid-19 começa a ser testada em animais
Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil

Pesquisadores do Instituto do Coração (InCor) e da Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), anunciaram que começaram a testar em camundongos uma potencial vacina contra a Covid-19. 

 

A imunização segue um modelo diferente do empregado em outros países. A estratégia utilizada para desenvolver a vacina é baseada no uso de partículas semelhantes a vírus.

 

Essa fase do estudo é chamada “pré-clínicos”. Após essa etapa, os pesquisadores poderão começar a testar a vacina em voluntários humanos. 

 

“Já conseguimos desenvolver três formulações de vacinas que estão sendo testadas em animais. Em paralelo, estamos formulando diversas outras para identificar a melhor candidata”, disse Gustavo Cabral, pesquisador responsável pelo projeto à agência Fapesp.

Hospital de campanha na Arena Fonte Nova inicia atendimento a pacientes com coronavírus
Foto: Camila Souza/GOVBA

O hospital de campanha montado na Arena Fonte Nova, exclusivo para pacientes com coronavírus, iniciará o atendimento nesta sexta-feira (5). A unidade terá 140 leitos clínicos de média complexidade e mais 100 leitos UTI.

 

“Amanhã [hoje], [o hospital de campanha] passa a funcionar com 20 leitos de UTI e 50 de enfermaria, a fim de responder a demanda que continua crescendo, embora a velocidade de transmissão esteja caindo. Com fé em Deus, não teremos, na Bahia, cenas vistas em outros estados, com pessoas morrendo nas portas dos hospitais ou até dentro de casa. Iremos abrir novos leitos, de acordo com a demanda apresentada pela regulação da Sesab”, afirmou o governador Rui Costa.

 

O governador ainda fez um alerta. “Soube de relatos de pessoas contaminadas que seguem indo para a rua. Temos unidades de tratamento para receber pessoas com sintomas leves, que desejem permanecer por 14 dias e, assim, reduzir as chances de contaminar outras pessoas. Nós ainda pagamos uma bolsa de R$ 500”, destacou.

 

Diretora-médica da unidade, Ledívia Sampaio deu detalhes da estrutura montada na Arena Fonte Nova. “Temos todo o material necessário, inclusive equipamentos para diálise e a assistência ventilatória, importantes diferenciais para que esses pacientes consigam recuperar a sua saúde. Temos também uma equipe de excelente formação e em número suficiente para dar uma excelente atenção para o paciente”, explicou. 

 

Vale lembrar que os pacientes chegarão à unidade encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

Covid-19: Pesquisa que aponta risco do uso da cloroquina é despublicada
Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

A revista científica "The Lancet" publicou, nesta quinta-feira (4), uma nota de retratação dos autores do estudo com cloroquina e hidroxicloroquina para Covid-19. A pesquisa, publicada pela revista no dia 22 de maio, concluiu que havia risco no uso das substâncias contra o novo coronavírus. Segundo o G1, os cientistas afirmaram não poder mais garantir a veracidade dos dados usados para fundamentar a pesquisa.


A retratação do estudo é o passo depois da manifestação de preocupação (já feita pela revista). Isso faz com que no futuro o material não possa ser citado em outras experiências científicas. A publicação afirma que a pesquisa será atualizada e terá a informação sobre a retratação "em breve".

 

A pesquisa, que analisou dados médicos de 96 mil pessoas, motivou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a suspender os testes com hidroxicloroquina nos ensaios clínicos Solidariedade, iniciativa internacional coordenada pela organização. Na última quarta-feira (3), depois da "manifestação de preocupação" sobre o estudo pela ''The Lancet", a entidade decidiu retomar os testes com a substância. 

 

Os autores do estudo não fizeram ensaios clínicos: eles analisaram os dados da base da empresa "Surgisphere", coletados de 671 hospitais em 6 continentes, e concluíram que a cloroquina e a hidroxicloroquina não tinham benefícios no tratamento da Covid-19. Além disso, também constataram que as substâncias traziam, supostamente, maior risco de arritmia cardíaca aos pacientes. Ambos os medicamentos são usados para tratar alguns tipos de malária e de doenças autoimunes, como o lúpus.

Com orçamento de R$ 1 bi, mais de 7 mil leitos de UTI foram habilitados para tratar Covid-19
Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde já investiu, desde o início de abril, R$ 1 bilhão na habilitação de 7.441 leitos de UTI. Segundo informações da Agência Brasil, foram 231 de UTI pediátrica, voltados exclusivamento para o atendimento de pacientes com a Covid-19, por meio do Sistema Único de Saúde.

 

Esse recurso já foi liberado, em parcela única, aos estados, municípios e o Distrito Federal e é direcionado ao custeio desses leitos pelos próximos 90 dias ou enquanto durar a pandemia.

 

De acordo com o ministério, entre os dias 20 e 28 de maio, a pasta habilitou mais 1.299 leitos, sendo seis deles de UTI pediátrica, que custaram R$ 187 milhões. Desse total, 976 receberam habilitação na quinta-feira (28) da semana passada.

 

As portarias que autorizaram o repasse dos recursos foram publicadas no Diário Oficial da União e contemplaram nove estados: Bahia (47), Distrito Federal (95), Espírito Santo (77), Minas Gerais (20), Mato Grosso do Sul (10), Paraíba (63), Rio de Janeiro (436), Santa Catarina (125) e São Paulo (426). O gestor recebe o recurso mesmo que o leito não seja utilizado.

 

O pedido de habilitação para o custeio dos leitos a pacientes com covid-19 é feito pelas secretarias estaduais ou municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento dos leitos. O ministério, por sua vez, garante o repasse de recursos destinados à manutenção dos serviços, diz a pasta.

 

No início de abril o ministério publicou a Portaria nº 568, que dobrou o valor do custeio diário dos leitos UTI Adulto e Pediátrico de R$ 800 para R$ 1,6 mil, em caráter excepcional, exclusivamente para o atendimento dos pacientes com coronavírus.
 

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