Centro em Alagoas vai pesquisar cura da ELA a partir de células-tronco
Foto: Divulgação

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vai abrigar um laboratório de pesquisa de novos tratamentos para a esclerose lateral amiotrófica (ELA) a partir de células-tronco, além de oferecer atendimento especializado no hospital universitário da instituição. A expectativa é que, ainda este ano, algumas ações previstas saiam do papel. Em março, a instituição recebeu R$ 2,3 milhões do Ministério da Saúde para instalar os serviços. De acordo com a Agência Brasil, a pesquisa da Ufal tem como objetivo buscar novos medicamentos que podem ser usados no tratamento da ELA. “A nossa expectativa é aumentar a biblioteca de fármacos, fazer bateria de ensaios e, quem sabe, encontrar algum fármaco promissor”, diz o professor Marcelo Duzzioni, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFAL e da implantação do laboratório de células-tronco e do projeto do centro de referência. As pesquisas devem começar a ser feitas no começo do ano que vem, quando o laboratório já estará equipado e eles já terão as células-tronco à disposição. Em dois ou três meses, a equipe deverá ter os primeiros resultados. “Vamos usar células-tronco de pacientes portadores de ELA para identificar compostos que retardam ou bloqueiam as alterações dessas células que caracterizam a doença”, diz. Além do laboratório, Duzzioni coordena o projeto para a criação de um centro de tratamento de referência no hospital universitário. A expectativa é que comece a funcionar até o final deste ano. “Hoje, a melhor forma de trabalhar não é com fármaco, porque é ineficaz, mas com equipe. A nossa intenção é espalhar esse atendimento para a região Nordeste, que não tem centro de referência”. A ELA é provocada pela degeneração progressiva de neurônios motores, responsáveis pelo controle da musculatura do corpo. Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar. De acordo com o Ministério da Saúde, mesmo depois de 130 anos do primeiro diagnóstico da ELA, sua cura permanece desconhecida. Atualmente, o único medicamento disponível é o Riluzol, que age para diminuir o desconforto dos pacientes com ELA, mas não reduz de forma significativa a progressão e aumenta em, no máximo três meses, a sobrevida de quem sofre com a doença.

Salvador atinge meta de vacinação contra gripe, garante Secretaria de Saúde
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Desde o início da campanha nacional contra a gripe, em 23 de abril, mais de 541 mil pessoas foram vacinadas em Salvador. Com esse número, a capital baiana cumpre a meta de imunizar pelo menos 90% do público alvo. "O resultado é satisfatório, pois dessa forma inibimos consideravelmente a circulação do vírus na cidade, fazendo com que a doença não se propague com intensidade. Já estamos na estação mais fria do ano e às vésperas dos tradicionais festejos juninos quando muitas pessoas irão participar de eventos com grandes aglomerações e é necessário que os indivíduos com maior vulnerabilidade à patologia estejam devidamente protegidos para evitar complicações mais graves da influenza", afirmou Doiane Lemos, subcoordenadora de Doenças Imunopreveníveis. Como Salvador ainda possui mais de 130 mil ampolas do imunobiológico, a partir da próxima segunda-feira (25), adultos entre 50 e 59 anos e crianças com idades entre 5 e 9 anos, além dos grupos prioritários, vão poder se vacinar gratuitamente. "As doses que sobraram serão destinadas a esses dois grupos que a influenza pode evoluir para complicações, como pneumonia ou uma internação hospitalar. Essa acaba sendo mais uma oportunidade para se proteger, já que neste ano de 2018, 88 casos de H1N1 já foram confirmados, com 12 óbitos, sendo o último de uma criança de apenas 2 anos", pontua Doiane. A decisão de expandir o público alvo foi tomada pelo Ministério da Saúde, a fim de aproveitar as doses restantes. Assim, agora crianças de seis meses a nove anos; adultos a partir de 50; trabalhadores da saúde; gestantes; puérperas; professores das redes pública e privada; indígenas; pessoas privadas de liberdade (incluindo adolescentes cumprindo medidas socioeducativas); e profissionais do sistema prisional podem ser imunizados. Para se vacinar, basta se dirigir a uma unidade básica de saúde do município, sempre das 8h às 17h, com um documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação e o cartão SUS.

Associação médica lança campanha sobre riscos de tratamento contra varizes
Foto: Agência Brasil

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular lançou uma campanha nacional para alertar sobre os riscos de se submeter à escleroterapia, um tratamento comum contra varizes, sem o devido acompanhamento médico. De acordo com o diretor da associação e cirurgião vascular Francesco Botelho, muitas pessoas procuram profissionais não médicos para fazer o tratamento, popularmente conhecida como "aplicação". Segundo o médico, ao buscar profissionais que não sejam médicos para tratamento, o paciente "corre risco de sofrer consequências sérias". "Pode haver complicações, que variam desde a insatisfação estética com o resultado até ameaça à integridade física, trombose, embolia pulmonar, gangrena, infecções e reações alérgicas graves", explicou à Agência Brasil. De acordo com a entidade, 35,5% da população brasileira têm varizes, uma doença que pode gerar complicações como trombose, úlceras, dores e inchaço. A campanha também alerta para outro tratamento chamado ozonioterapia, que usa ozônio para lidar com as varizes. De acordo com a associação médica, não há qualquer embasamento científico sobre a eficácia ou segurança desse tipo de tratamento.

Quarta, 20 de Junho de 2018 - 17:10

Brasil testará novo exame para combate à malária

Brasil testará novo exame para combate à malária
Foto: Divulgação / Portal Biologia

O Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto Elimina), com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates, iniciará os testes em campo de um novo exame relacionado à malária. A doença mata quase 500 mil pessoas por ano em todo o mundo. Segundo o jornal O Globo, o exame identifica pacientes com deficiência de uma enzima denominada G6PD. A condição impede que os pacientes sejam tratados com tafenoquina, um remédio em desenvolvimento capaz de impedir a volta da doença após tratamento. O medicamento tem a vantagem de ser aplicado em apenas uma dose. A substância utilizada atualmente, primaquina, requer um regime de sete dias, o que gera desafios de disponibilidade, acesso e adesão dos pacientes. "A dose única é uma grande vantagem da tafenoquina, que vai ajudar muito no controle e erradicação da malária, mas não podemos administrar esta medicação sem saber antes se o paciente tem a deficiência da enzima", explicou Marcus Lacerda, infectologista e doutor em medicina tropical que atua como coordenador do Instituto Elimina. "Com o financiamento da fundação vamos colocar pela primeira vez em campo um teste desta enzima em um projeto-piloto para sua validação, o que vai abrir caminho para o uso deste novo remédio no Brasil", acrescentou. 

Vacinação de crianças menores de um ano registra menor índice dos últimos 16 anos
Foto: Osnei Restio

O Brasil registrou o menor índice de cobertura dos últimos 16 anos de vacinação de crianças menores de um ano. Dados do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde apontam que a meta de 95% do público-alvo imunizado não é alcançada há dois anos. Segundo o G1, apenas a BCG teve índices satisfatórios em 2016 e 2017, entre todas as vacinas que integram o calendário infantil. A menor adesão é da vacina Tetra Viral (70,69%), que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. De acordo com o Ministério da Saúde, o calendário de vacinação em crianças menores de um ano prevê a cobertura de doenças como tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, meningite e infecções por HiB, poliomielite, pneumonia, otite, diarreia por rotavírus e hepatite A.

Canadá é primeiro país a legalizar uso da maconha em todo território nacional
Foto: Agência Brasil

O Senado do Canadá aprovou nesta terça-feira (19) a legalização do uso recreativo de maconha em todo o território do país. Foram 52 votos favoráveis e 29 contrários. Com isso, segundo a Agência Brasil, o Canadá se tornou o primeiro país do mundo a legalizar a maconha nacionalmente. A legalização da maconha no país já havia sido aprovada no começo do mês, mas com a tramitação na Câmara e no Senado, foram feitas emendas e modificações, por ambas as casas. O projeto agora seguirá para sanção da governadora-geral do país, Julie Payette, representante da Coroa Britânica no Canadá. Segundo a imprensa local, o processo de legalização deve durar cerca de quatro meses.

Quarta, 20 de Junho de 2018 - 07:10

Bahia ainda precisa vacinar 680 mil pessoas contra gripe

Bahia ainda precisa vacinar 680 mil pessoas contra gripe
Foto: Shutterstock

Mais de 680 mil pessoas ainda não foram vacinadas contra gripe na Bahia, de acordo com boletim divulgado nesta terça-feira (19) pelo Ministério da Saúde. Até 18 de junho, 81,4% da população prioritária do estado foram vacinados. Os grupos prioritários têm até a próxima sexta-feira (22), quando se encerra a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, para se imunizar. Neste ano, a Bahia já notificou 199 casos de gripe, com 32 evoluções para morte. "A doença não tem cara, ela não manda recado e a melhor forma de evitar a gripe é com a prevenção. Por isso, é importante ressaltar que a saúde é responsabilidade de todos. Não basta que o governo federal disponibilize 60 milhões de doses da vacina. É necessário que a população também se proteja e perceba o risco de morte por complicações da gripe", alertou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Até esta segunda, em todo o país, 80,7% da população prioritária (44,8 milhões de pessoas) buscaram os postos de saúde para receber a vacina contra a gripe. A meta do ministério é imunizar 54,4 milhões de pessoas. 

Relatório aponta violações de direitos em comunidades terapêuticas
Foto: Agência Brasil

Espaços que deveriam promover tratamentos terapêuticos registram também violações de direitos, como pessoas contidas pela força ou por meio de medicamentos, alocadas em condições precárias e em lugares distantes, sem comunicação externa e tratadas como doentes. As violações foram apontadas no Relatório da Inspeção Nacional em Comunidades Terapêuticos – 2017, resultado de inspeções realizadas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) e Conselho Federal de Psicologia (CFP). Ao todo, foram inspecionadas 28 comunidades em 11 estados de todas as regiões e no Distrito Federal. Para a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, todas as instituições foram reprovadas porque não garantem inserção dos pacientes na comunidade, não estimulam o fortalecimento de laços com a vizinhança nem oferecem atividades produtivas. "Elas são instituições que trabalham com uma ideia de que a pessoa tem que ficar distante por um determinado período de tempo, alguns mais longos e outros mais curtos, mas todos por, pelo menos, 90 dias", afirmou à Agência Brasil. Duprat explicou que o confinamento de pessoas com transtornos mentais contraria a Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei de Reforma Psiquiátrica e reforça uma estrutura que o Brasil tem trabalhado para extinguir: os manicômios. Isto porque, com a perspectiva de romper com a lógica manicomial, a reforma, feita em 2001 no Brasil, orienta que a abordagem de pessoas com transtornos mentais ocorra com a menor intervenção possível, valorizando a atenção de base comunitária e não a segregação em hospitais ou o tratamento em manicômios.

Internações por problemas cardíacos aumentam em 30% durante período de frio
Foto: Agência Brasil

Um estudo inédito concluiu que, nos meses marcados por temperaturas mais frias, as internações por insuficiência cardíaca e infarto em hospitais públicos da cidade de São Paulo chegam a ser 30% maiores do que no verão. Desenvolvida por médicos da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, a pesquisa considerou todas as internações por insuficiência cardíaca (76.474 casos) e infarto agudo do miocárdio (54.561 casos) registradas em 61 hospitais públicos da capital paulista entre janeiro de 2008 e abril de 2015. Os dados fazem parte do Cadastro Nacional de Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram consideradas também as temperaturas mínima, máxima e média em cada período ao longo desses sete anos, registradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). "Provavelmente isso se dá por fenômenos múltiplos como o frio e a qualidade de ar como principais aspectos de risco. As pessoas que estão em maior risco e que já são doentes, com pressão alta, diabetes, devem ter uma atenção especial nesse período e maior controle como tomar corretamente o remédio e medir a pressão", aconselhou o cardiologista Eduardo Pesaro, líder do estudo, em entrevista à Agência Brasil. Os resultados mostraram ainda que o número médio de internações por insuficiência cardíaca no inverno foi maior em pacientes com mais de 40 anos. Já as hospitalizações por infarto foram registradas em maior número em pacientes com idade superior a 50 anos. De acordo com o cardiologista, as causas do aumento do risco cardiovascular no inverno não estão apenas ligadas à queda do ponteiro do termômetro, mas às condições ambientais e socioeconômicas de São Paulo. "Inverno não significa só frio, mesmo porque em São Paulo ele é ameno, com temperatura média de 18 graus e variação de apenas 5 graus. Ele também significa poluição aumentada, crescimento de epidemias provocadas pelo vírus da gripe, o Influenza, além do tempo seco", explicou Pesaro.

Campanha de Vacinação contra Gripe termina nesta quinta; Salvador imunizou 87%
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

A dois dias do fim da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, aproximadamente 470 mil pessoas foram imunizadas em Salvador. O número corresponde a 87% do público alvo da capital baiana. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os grupos com menor adesão à estratégia são crianças (67%) e gestantes (69%). "Estamos próximos de alcançar a meta estipulada (90%), mas o número de crianças e gestantes que ainda precisam da dose ainda está muito abaixo do esperado. Estamos às vésperas dos festejos juninos quando muitas pessoas irão participar de eventos com grandes aglomerações e é necessário que os indivíduos com maior vulnerabilidade à patologia estejam devidamente protegidos para evitar complicações mais graves da influenza", afirmou Doiane Lemos, subcoordenadora de Doenças Imunopreveníveis. A dose do imunobiológico segue disponível até a próxima quinta-feira (21) para as mais de 70 mil pessoas residentes em Salvador que ainda não procuraram os postos de saúde.

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