Exemplo de combate a Covid-19, Nova Zelândia chega a 100 dias sem casos de transmissão
Primeira-ministra Jacinda Ardern | Foto: Reprodução / Instagram

Um dos raros exemplos positivos no combate a Covid-19, a Nova Zelândia comemorou, neste domingo (9), 100 dias sem casos de transmissão local do novo coronavírus. De acordo com a Reuters, apesar do avanço efetivo contra a doença desconhecida, as autoridades de saúde locais alertam para a queda na prevenção, mesmo com a volta da normalidade. 

 

No país que tem cerca de 5 milhões de habitantes, sendo 1,4 milhão concentrados na cidade de Auckland, há uma crescente recusa da população em continuar com as medidas de higiene, realização de testes e uso do aplicativo de rastreamento desenvolvido pelo governo. O risco de um novo surto da doença continua possível, assim como aconteceu na Austrália e Vietnã.

 

A integrante do departamento de Saúde, Ashley Bloomfield, destacou que "chegar a cem dias sem transmissão comunitária é uma marca significativa”, apontando a necessidade dos neozelandeses não serem complacentes. "Nós vimos em outros países a rapidez que o vírus pode re-emergir e se espalhar em locais onde ele estava sob controle, e precisamos estar preparados para impedir futuros casos na Nova Zelândia”, completou. 

 

No país, governado pela Primeira-ministra Jacinda Ardern, há o registro atual de 23 casos ativos em isolamento. Desde o início da pandemia, foram contabilizados 1.219 infecções pela Covid-19 na região. Controlar a doença nas próximos semanas não será apenas um questão de saúde pública, mas uma forma de Jacinda conquistar um possível segundo mandato nas eleições que estão marcadas para 19 de setembro. 

Em cinco meses, governo federal gastou 54% da verba destinada a ações contra pandemia
Foto: Reprodução / TV Cabo Branco

Passados cinco meses da pandemia do novo coronavírus no Brasil e com o registro de mais de 100 mil vítimas da Covid-19, o governo federal, até início de agosto, gastou 54% de toda a verba destinada a ações contra a doença. Segundo informações do G1, obtidas pelo painel Siga Brasil, do Senado, dos 509,97 bilhões aprovados, R$ 275,14 bilhões foram usados até o momento. 

 

A maior fatia de gastos do governo federal está concentrada no pagamento do auxílio emergencial. O suporte direcionado a brasileiros financeiramente afetados pela pandemia já alcançou a cifra de R$ 167,6 bilhões, representando 60,93% do total de gastos até então. Em seguida, com o gasto de R$ 30 bilhões, 10,93% do total, aparece o socorro financeiro direcionado aos estados e municípios. 

 

O plano de ações diretas para o combate a disseminação do novo coronavírus, no entanto, virou alvo de análise do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão chegou a dar um prazo de 15 dias para que o Ministério da Saúde explicasse qual a estratégia foi adotada para gerir os desembolsos. Até junho, a pasta havia utilizado apenas 29% da verba total disponibilizada. O ministro Benjamin Zymler, relator do caso, aponta “baixa” execução dos recursos. 

Domingo, 09 de Agosto de 2020 - 17:53

Ocupação de UTIs na Bahia cai para 59% neste domingo

Ocupação de UTIs na Bahia cai para 59% neste domingo
Foto: Manu Dias/GOVBA

A Secretaria da Saúde (Sesab) informou que a ocupação de leitos de Tratamento Intensivo (UTI) caiu no estado. Neste domingo a taxa ficou em 59%. Os dados indicam queda no índice desde o domingo (2), em que a taxa era de 73,56%. 

 

O boletim deste domingo ainda informa que na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.628 novos casos de Covid-19 e  54 óbitos. 

 

Desde o início da pandemia são 193.029 casos confirmados, sendo que 175.287 já são considerados recuperados, e 3.953 mortes. 

 

O estado possui 13.789 casos ativos.

 

Os casos confirmados ocorreram em 413 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (32,69%). 

Domingo, 09 de Agosto de 2020 - 11:20

Pazuello publica nota em que lamenta mortes por Covid- 19

Pazuello publica nota em que lamenta mortes por Covid- 19
Foto: José Dias/PR

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, lamentou a marca de mais 100 mil mortes pela Covid-1 através de uma nota publicada pelo Ministério. O número foi alcançado neste sábado (8).

 

“Não se trata de números, planilhas ou estatísticas, mas de vidas perdidas que afetam famílias, amigos e atingem o entorno do convívio social”, disse.

 

O documento diz ainda que o ministério permanece trabalhando durante 24 horas, em parceria com estados e municípios, para garantir que não faltem recursos, leitos, medicamentos e apoio às equipes de saúde. As informações são de reportagem da Agência Brasil.

 

Pazuello lembra que, a qualquer sinal ou sintoma da doença, as pessoas procurem imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa. “A ida ao médico, o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento, com a prescrição do medicamento mais adequado a cada caso, é o que pode sim fazer a diferença”, disse.

 

O ministro agradece ainda “o empenho, dedicação e altruísmo” dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à Covid-19 com o firme propósito de salvar vidas e afirma que Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo em número de pacientes recuperados com mais de dois milhões de brasileiros curados.

Domingo, 09 de Agosto de 2020 - 08:20

Infectados pelo coronavírus no mundo já são 19,6 milhões; mortos são 727.258

por Jade Coelho

Infectados pelo coronavírus no mundo já são 19,6 milhões; mortos são 727.258
Foto: Reprodução/Pixabay

O mundo contabiliza 19.660.500 milhões de infectados pelo coronavírus na manhã deste domingo (9) de Dia dos Pais. O número foi informado pelo painel da universidade americana Johns Hopkins, que desde o iníci da pandemia tem acompanhado e atualizado os números. 

 

Pouco mais de seis meses desde que a crise sanitária foi classificada com pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os mortos pelo vírus já são 727.258 em todo o planeta Terra. 

 

Estados Unidos e Brasil são os países com mais casos e mais mortos pela Covid-19.

 

O país liderado por Donald Trump registra 4.998.105 casos confirmados e 162.425. O Brasil aparece em seguida com 3.012.412 infectados e ontem ultrapassou a marca de 100 mil mortos. Na manhã deste domingo o Brasil registra, de acordo com o painel, 100.477 mortos. 

Notificações de casos de arboviroses tiveram queda de 55% em Salvador, aponta prefeitura
Foto: Bruno Concha/Secom

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da prefeitura de Salvador apresentou neste sábado (8) dados sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

 

Segundo a gestão municipal, foi constatada em julho uma queda de 55% no número de notificações das arboviroses na capital, em relação aos meses anteriores. 

 

“Estamos intensificando os mutirões e os bloqueiros, fazendo primeiro o bloqueio focal, com ação educativa, já que não se pode entrar nas casas nesse momento inicial. Também estamos fazendo aplicação espacial do inseticida sempre que é necessário”, disse subgerente de Arboviroses do CCZ, Isolina Miguez.

 

Às quintas e sextas-feiras, a prefeitura realiza medidas de combate ao mosquito, como aplicação de inseticida, borrifação ultra baixo volume (UBV Costal), além de ações educativas com a população. 

 

Nos últimos meses, em plena pandemia do novo coronavírus, Salvador registrou o aumento no número de notificações de arborivoses. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), num levantamento divulgado pelo jornal Correio, a capital identificou um aumento de quase 100% no número de casos de zika; de 471% chikungunya; e 92,2% de dengue. 

Covid-19: Brasil ultrapassa 100 mil mortos, 3 milhões de casos e 2 milhões de recuperados
Foto: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia Real

Confirmando os dados divulgados nesta tarde pelo consórcio formado por diversos veículos de comunicação (clique aqui), o Ministério da Saúde informou que o Brasil registrou, neste sábado (8), 905 novos óbitos, somando um total de 100.477 mortes em decorrência da Covid-19.

 

Com o registro de mais 49.970 pessoas infectadas, o país acumula 3.012.412 casos confirmados da doença. O total de recuperados é de 2.094.293.

 

Na Bahia, o mais recente boletim divulgado pela Secretaria de Saúde mostra que nas últimas 24 horas o número de pacientes curados superam o de novos casos. Segundo a Sesab, o estado registrou 3.509 novos casos e teve 3.621 curados, no período. As mortes totalizam 3.899, desde o início da pandemia (saiba mais). 

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 17:44

Covid-19 na Bahia: Pacientes curados superam número de novos casos neste sábado

por Jamile Amine

Covid-19 na Bahia: Pacientes curados superam número de novos casos neste sábado
Foto: Paula Fróes/GOVBA

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), neste sábado (8), o número de pacientes curados superam o de novos casos da Covid-19 no estado, nas últimas 24 horas.

 

Segundo os dados da Sesab, a Bahia registrou 3.509 novos casos de infecção pela Covid-19 e teve 3.621 curados, no período. O número de mortos computados neste sábado foram 56, totalizando 3.899 desde o início da pandemia. O total de casos confirmados no estado é de 191.401 e o de pacientes curados de 172.943. 

Brasil supera 100 mil mortes pela Covid-19, aponta consórcio de imprensa
Foto: Paula Fróes / GOVBA

O Brasil registrou uma triste marca neste sábado (8). O país ultrapassou os 100 mil mortos em decorrência do novo coronavírus, de acordo com dados coletados com as secretarias estaduais da saúde pelo consórcio formado por Folha de S. Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, o Globo e G1.

 

Segundo o levantamento, até às 13h30 eram 100.240 óbitos pela Covid-19. O Ministério da Saúde vai fazer a atualização a qualquer momento para divulgar os dados oficiais. 

 

O número de casos registrados, por sua vez, é de 2.988.796.

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 00:00

Hipercolesteromia familiar: Doença silenciosa só é diagnosticada em 10% dos casos

por Jade Coelho / Gabriela Icó

Hipercolesteromia familiar: Doença silenciosa só é diagnosticada em 10% dos casos
Foto: Site Drauzio Varella/Uol

Uma doença silenciosa pode ser muito perigosa. Mais ainda se você não sabe que corre o risco de desenvolvê-la. É o caso da hipercolesterolemia familiar, que afeta mais de 300 mil brasileiros, mas dos quais somente cerca de 10% foram diagnosticados. Pode levar a alterações cardiovasculares e até mesmo risco de morte súbita em faixas etárias precoces. "Por isso chama a atenção e merece ser investigada", alerta a cardiologista pediátrica Naiara Galvão. Neste sábado (8), dia da Consciência da Hipercolesteromia Familiar, a especialista explicou sobre o problema ao Bahia Notícias.

 

A doença é o nível elevado de colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. Para a especialista, a "grande dificuldade" de diagnosticar a hipercolesterolemia é fazer os exames laboratoriais. "Muita gente não tem acesso a serviço de saúde. E por ser uma doença assintomática, o depósito de colesterol vai se modificando nos vasos ao longo dos anos e infelizmente as pessoas que não são diagnosticadas previamente, só vão descobrir em um momento trágico, como um infarto, derrame ou até mesmo a morte", analisa. 

 

Por ser hereditária, afeta muitos jovens e não está relacionada necessariamente a outros problemas, como a obesidade. É importante uma confirmação da doença ainda criança para evitar complicações. A cardiologista explica que existe a recomendação de traçar o perfil lipídico de todas as pessoas a partir dos 10 anos. E aos dois anos também é indicada a coleta de colesterol total. O exame pode revelar baixos índices específicos em crianças com fatores de risco como pressão alta, diabetes, histórico familiar de doença (enrijecimento das artérias) ou morte por doença cardiovascular prematura. "Através do exame, detectados os níveis de LDL, colesterol acima dos 190 já é muito sugestivo dessa condição. Mas ainda não dá o diagnóstico", explica.

 

A doença também pode ser identificada por sinais clínicos, que são depósitos de colesterol na pele, nos olhos ou perto dos tendões, além de histórico familiar. Já o diagnóstico definitivo é dado por identificação de mutações e poliformismos genéticos que favoreçam o desenvolvimento da hipercolesteromia. 

 

É possível que seja feito um rastreio no posto de saúde. Durante a anamnese, o médico deve pesquisar fatores como o histórico familiar de hipercolesterolemia, o uso prematuro de medicamentos e idade de acometimento dos familiares. Já por exame físico, é possível identificar os sinais clínicos (depósito de colesterol) e pedir um exame laboratorial. "Diante de todos esses achados, pode sugerir o diagnóstico e dar um encaminhamento adequado", explica.

 

A cardiologista explica que quanto mais precoce for o tratamento, melhor é o prognóstico. "Alguns estudos estimam que pode haver aumento da expectativa de vida dos pacientes de 10 a 30 anos, se eles usarem a terapia hipolipemiante com medicamentos", conta. Também é indicado hábitos de vida saudável como alimentação equilibrada, com fibras, carboidratos, colesterol de boa qualidade, além da prática de atividade física. "Uma alimentação não vai reduzir tanto o nível de colesterol, mas podem ajudar a reduzir e controlar outros fatores de risco cardiovasculares que venham a se desenvolver", aponta.

 

Não há idade estipulada para o início do tratamento. Naiara diz que é comum o pensamento de que este tipo de doença acomete somente idosos. Mas por conta das mudanças dos hábitos de vida, a cardiologista explica que doenças do coração são vistas cada vez mais precoces. "Mesmo em crianças a partir dos seis anos já temos diagnóstico de pressão alta, que pode evoluir para diabetes, obesidade na adolescência, e isso vai causar alterações cardiovasculares".

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