Educação alimentar para crianças deve começar em casa e seguir na escola, avalia nutricionista
A fim de combater a obesidade infantil, além de campanhas de conscientização dos pais, é preciso ensinar, desde pequenos, os brasileirinhos a comerem bem e fazerem boas escolhas alimentares. Essa é a opinião da nutricionista Thais Vieira Viana, mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde e professora do curso de Nutrição da FTC. Para ela, os pais devem fazer essa educação em casa, mas ela também tem que estar presente nas escolas. E o ideal seria uma disciplina no currículo das unidades de ensino. “ Mesmo que se tenha educação alimentar dentro de casa, disciplinas voltadas para nutrição para que elas sejam implantadas no currículo das escolas. Assim a alimentação saudável  seria um tema abordado desde os primeiros anos escolares”, justificou a especialista.  A profissional é contra a medida defendida durante um seminário da Organização das Nações Unidas (ONU) de aumentar o preço dos impostos sobre as refeições com excesso de açúcar, para que as pessoas "pensem duas vezes" antes de comprar o produto. Thais acredita que ensinar a população a ler os rótulos seria uma medida mais eficaz. Durante a entrevista a nutricionista ainda falou sobre o consumo de alimentos ultraprocessados, dietas, cuidados com intoxicações alimentares com a bebida e as ceias de Natal e Ano Novo e a prática de jejum intermitente. Confira a entrevista completa na coluna Saúde.

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Quinta, 07 de Novembro de 2019 - 11:10

Recursos insuficientes tornam secretários municipais de saúde 'gestores do desafio'

por Bruno Leite / Jade Coelho

Recursos insuficientes tornam secretários municipais de saúde 'gestores do desafio'
O papel dos secretários municipais de saúde como gestores do SUS foi apelidado de “gestão do desafio” por Stela Souza, Presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais da Bahia (Cosems). Para ela, que é responsável pela pasta no município de Itaparica, a lista de dificuldades enfrentadas pelos gestores se perde de vista, mas o problema começa pelos recursos. “O desafio é que o recurso nunca é suficiente”, disse categoricamente Stela. Também diretora do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), ela destaca que os gestores são obrigados a lidar com o “subfinanciamento da saúde”, e que à frente do Cosems luta para ouvir as demandas do municípios e buscar respostas junto à Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab) e ao Ministério da Saúde (MS). O combate ao mosquito Aedes aegypti, o crescimento de 685% nos casos prováveis de dengue em comparação com 2018 na Bahia e as medidas e estratégias para lidar com esses problemas também foram citados por Stela Souza. O alto índice de casos foi considerado por ela como perigoso. “Esse aumento mostra que nós estamos em uma curva muito perigosa”, avaliou a titular do Cosems. A presidente também lamentou os baixos estoques de larvicida e inseticida com que os municípios tem tido que lidar. Os produtos auxiliam no combate ao Aedes aegypti, que transmite a dengue, zika e chikungunya. “A gente está tendo alguns problemas com falta e redução de larvicida, o Ministério [da Saúde] está com dificuldade de passar”, atribuiu. Durante a entrevista Stela Souza ainda comentou sobre a dificuldade de atingir metas de vacinação, o desabastecimento da vacina pentavalente, a autonomia dos municípios, o programa Mais Médicos e o Médicos pelo Brasil e o óleo que atinge a costa do Nordeste.

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Depressão pode encurtar vida de pessoa em até 15 anos se não for tratada, alerta psiquiatra
Ainda alvo de muito preconceito, a depressão está na lista das doenças mais incapacitantes do mundo, com reflexos que podem levar ao déficit cognitivo, problemas de memória, de aprendizado, de expressão de emoções e raciocínio, de acordo com presidente da Associação dos Psiquiatras da Bahia e professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e FTC, Miriam Elza Gorender. O pensamento de que a doença é uma “dor da alma” e que pode ser superada apenas com pensamentos positivos e força de vontade deve ser abolido, de acordo com a médica, que explica que a depressão “é uma doença do corpo, não é um estado de espírito, um mau humor ou uma questão emocional”. “É uma doença que encurta a vida da pessoa em cerca de 10 a 15 anos se não for tratada”, advertiu ao destacar a importância que se deve dar à saúde mental das pessoas. “A Organização Mundial de Saúde (OMS) há vários anos decreta que não há saúde sem a saúde mental”, frisou. A especialista ainda comenta dados de pesquisas recentes que revelam crescimento no número de casos de depressão. A psiquiatra aponta que esse aumento pode ser relacionado à exposição das pessoas a ambientes cada vez mais estressantes. Então “quando a pessoa vive em um ambiente mais tranquilo, existe menos possibilidade de haver um desencadeamento de um primeiro episódio depressivo”, assegurou a médica. A campanha Setembro Amarelo, que durante todo o mês chama a atenção para a prevenção ao suicídio e cuidado com a mente, foi destacada e elogiada pela psiquiatra. No entanto, um alerta sobre a maneira como se contribui foi feito. Para Miriam, é preciso ter cautela ao oferecer ajuda a alguém em crise, apesar da boa intenção é possível causar mais mal do que bem, porque “não basta dar um ombro para resolver o problema da pessoa”, é preciso orientar para que se procure um profissional adequado e capacitado. Durante a entrevista a psiquiatra ainda trata do Dia Mundial da Saúde Mental, automutilação de jovens, uso de redes sociais e questionamentos sobre o Transtorno de Personalidade Antissocial.

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Quarta, 04 de Setembro de 2019 - 11:10

Crítica do governo a Anvisa por plantio de Cannabis não tem embasamento, diz Cannab

por Jade Coelho

Crítica do governo a Anvisa por plantio de Cannabis não tem embasamento, diz Cannab
Em meio ao embate sobre a regulamentação do plantio de Cannabis sativa para fins medicinais no Brasil, protagonizado pela Anvisa e pelo Governo Federal, quem sai prejudicado são as famílias de baixa renda com pacientes acometidos por doenças como epilepsia refratária de difícil controle, Parkinson e esclerose múltipla, que poderiam estar sendo beneficiados com medicação à base de CBD e THC. Esta é a avaliação de Leandro Stelitano, presidente Associação para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis no Brasil (Canabb). “Isso é que está atrapalhando a regulamentação sair mais rápido. Porque o ministro [da Cidadania, Osmar Terra] dá umas opiniões sem nenhum embasamento, apesar de ser médico”, argumentou Stelitano. O titular da Canabb ainda esclareceu declarações dadas pelo ministro da Cidadania, que ameaçou fechar a Anvisa caso a agência autorizasse o plantio. “Ele não tem condições de poder fechar a Anvisa. A Anvisa é um órgão regulador independente do Executivo e do Legislativo, por isso que eu digo que ele não tem embasamento para falar, e o que ele diz nas entrevistas é que, para se ter uma medicação no Brasil, que é o CBD, você não precisa ter uma produção [da erva]”, disse Leandro, ao rechaçar a teoria de Terra. Stelitano apontou ainda o atraso no Brasil neste tema ao destacar que é o único país da América do Sul que ainda não possui uma regulamentação sobre o plantio de Cannabis medicinal e citou um projeto da Canabb de produzir e fornecer a custo menores e acessíveis, a todos os seus associados, a medicação a base da Canabbis.

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Defasagem da tabela do SUS e atuação da ANS são maiores desafios de gestores de hospitais
A defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), há muitos anos sem reajuste, é um dos grandes problemas enfrentados por gestores hospitalares brasileiros, no entendimento do presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde da Bahia (AHSEB) e vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Mauro Duran Adan. Na lista de dificuldades enfrentadas por aqueles que têm que gerir empresas que cuidam de pessoas, o segmento da saúde suplementar, ainda está a atuação deficiente da Agência Nacional de Saúde (ANS), que, segundo Adan, peca na fiscalização da lei que assegura o reajuste de contratos e retorno às denúncias feitas. Defendendo que “saúde não é comércio, mas é negócio”, o presidente da AHSEB ainda criticou o fato de no Brasil não existirem linhas de crédito para ampliação de negócios na área, que é impactada diretamente pela qualidade da economia no país. “A crise econômica gera também a redução do número de empregos. Se reduz o número de empregos e se reduz o estágio econômico da população, a gente sente isso frontalmente porque mais pessoas migram do sistema de saúde suplementar para o Sistema Único de Saúde, sobrecarregando o estado”, analisou o gestor. Nesta semana Salvador sedia a 13ª Convenção Brasileira de Hospitais, evento nacional que discute temas relacionados a saúde, capacitação para os gestores do segmento, além de apresentação de casos, novidades do setor e novas tecnologias.

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No Brasil, idade chega junto com preconceitos e falta de preparo da sociedade com idosos
Com o crescimento da população idosa atingindo níveis cada vez maiores e a previsão de que em alguns anos o número dessa população no Brasil seja superior ao de pessoas de até 15 anos, a sociedade precisa se adaptar e se preparar. Esta é a avaliação do médico geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia na Bahia, Leonardo Oliva, que defende que o “idoso tem uma série de demandas que a gente precisa estar pronto”.

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SUS não cobre tratamentos avançados do câncer e saída é pesquisa, avalia oncologista
Ao lamentar a oferta limitada de tratamentos oncológicos inovadores no Sistema Único de Saúde (SUS), a médica Clarissa Mathias, oncologista do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB) e recém empossada coordenadora do Comitê Internacional da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, defende o fomento à pesquisa no país e o potencial dos pesquisadores locais. “Os pesquisadores brasileiros sabem fazer pesquisa clínica, a gente tem um portfólio muito bacana e termos de auditorias e etc., então a gente precisa aproveitar isso, trazer mais pesquisas para o Brasil, com uma desburocratização dos órgãos tipo Conep, Anvisa”, argumentou.

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Redução de tributação de cigarros nacionais pode aumentar acesso, avalia pneumologista
A instituição de um grupo de trabalho para avaliar a "conveniência e oportunidade da redução da tributação de cigarros fabricados no Brasil" pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e os prejuízos para a saúde pública apontados por ONGs antitabaco em crítica à medida foram apontadas pelo médico pneumologista e professor do curso de medicina da FTC, Adelmo Machado, como muito “simplista”. Segundo o médico, a redução dos custos tornará maior o acesso aos cigarros. Para o médico, o tabaco, a dependência química da nicotina e os consequentes problemas de saúde são um problema multifatorial e de Saúde Pública que implicam em questões comportamentais. “Eu acho que a gente tem que ter ação política multifatorial, na educação”, defendeu Machado ao listar os fatores que levam as pessoas ao tabagismo.

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Tratamento de doença de Parkinson precisa ser mais amplo na rede pública, diz neurocirurgião
Doença degenerativa que atinge o sistema nervoso central, o chamado Mal de Parkinson atinge 1% das pessoas com idade acima dos 65 anos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o envelhecimento da população brasileira, a preocupação com essa patologia se torna cada vez maior. No entanto, o país ainda precisa de evoluções tanto no tratamento quanto na difusão de conhecimentos. Esse é um dos objetivos do Dia Mundial da Doença de Parkinson, lembrado em 11 de abril. “A gente ainda tem pouca mobilização no Brasil, mas vejo isso de forma geral para todas as doenças. Nos Estados Unidos, quando a gente vai comparar, vê uma preocupação e preparo muito maior com relação a informação. Comparativamente, estamos muito atrasados com relação à difusão de informações, uma rede de assistência, o paciente não sabe quem procurar, como é o tratamento...”, opinou o neurocirurgião Carlos Romeu, em entrevista ao Bahia Notícias. Por ser uma doença sem cura, os tratamentos são sempre voltados a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir a velocidade de progressão dos sintomas. No entanto, os pacientes reféns do Sistema Único de Saúde (SUS) acabam muitas vezes prejudicados pela ausência de alguns tratamentos na rede pública, segundo o profissional. “É preciso ter um hospital de referência, o que ainda não temos aqui em Salvador na parte pública. O paciente de Parkinson do SUS tem um tratamento medicamentoso adequado, mas não consegue a cirurgia, por exemplo. Isso ainda precisa caminhar bastante e envolve política, através da liberação de recursos e estrutura”. Durante a entrevista, o neurocirurgião falou ainda sobre sintomas e tratamentos da doença de Parkinson, além da importância de uma rede de apoio para os pacientes.

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Quarta, 13 de Março de 2019 - 11:10

Especialidade 'em crescimento', medicina fetal trata bebês ainda dentro do útero

por Renata Farias

Especialidade 'em crescimento', medicina fetal trata bebês ainda dentro do útero
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada 33 bebês nasce com alguma anomalia congênita. O problema é a segunda principal causa de morte em recém-nascidos. Na tentativa de possibilitar a sobrevivência e a qualidade de vida dessas crianças, existe a medicina fetal. "A medicina fetal tem foco primordial no diagnóstico e tratamento do feto, identificando habitualmente através de exames de imagem se aquele feto tem alguma má formação ou sofre alguma repercussão de uma patologia materna", explicou o obstetra Paulo Gomes. Ele é responsável pela implantação do Serviço de Medicina Fetal no Hospital Santo Amaro. De acordo com o profissional, a subespecialidade da Ginecologia e Obstetrícia apresenta diferentes possibilidades de diagnóstico e tratamento do feto, que vão desde medicamentos até uma cirurgia que expõe o feto e depois recoloca-o para que a gravidez prossiga. Gomes ainda ressaltou o altruísmo da mãe nessas situações e a importância de acompanhamento psicológico. "A mãe vai ter um senso de altruísmo absurdo, suficiente para disponibilizar o próprio corpo em prol daquela criança", pontuou. "O psicólogo vai ajudar a mãe a não ter uma visão só da patologia, mas uma visão mais sistêmica, holística daquela saúde materna, porque realmente é um desafio". Durante a entrevista, o especialista ainda falou sobre as dificuldades de acesso ao tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS) e riscos existentes.

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