Tratamento de doença de Parkinson precisa ser mais amplo na rede pública, diz neurocirurgião
Doença degenerativa que atinge o sistema nervoso central, o chamado Mal de Parkinson atinge 1% das pessoas com idade acima dos 65 anos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o envelhecimento da população brasileira, a preocupação com essa patologia se torna cada vez maior. No entanto, o país ainda precisa de evoluções tanto no tratamento quanto na difusão de conhecimentos. Esse é um dos objetivos do Dia Mundial da Doença de Parkinson, lembrado em 11 de abril. “A gente ainda tem pouca mobilização no Brasil, mas vejo isso de forma geral para todas as doenças. Nos Estados Unidos, quando a gente vai comparar, vê uma preocupação e preparo muito maior com relação a informação. Comparativamente, estamos muito atrasados com relação à difusão de informações, uma rede de assistência, o paciente não sabe quem procurar, como é o tratamento...”, opinou o neurocirurgião Carlos Romeu, em entrevista ao Bahia Notícias. Por ser uma doença sem cura, os tratamentos são sempre voltados a melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir a velocidade de progressão dos sintomas. No entanto, os pacientes reféns do Sistema Único de Saúde (SUS) acabam muitas vezes prejudicados pela ausência de alguns tratamentos na rede pública, segundo o profissional. “É preciso ter um hospital de referência, o que ainda não temos aqui em Salvador na parte pública. O paciente de Parkinson do SUS tem um tratamento medicamentoso adequado, mas não consegue a cirurgia, por exemplo. Isso ainda precisa caminhar bastante e envolve política, através da liberação de recursos e estrutura”. Durante a entrevista, o neurocirurgião falou ainda sobre sintomas e tratamentos da doença de Parkinson, além da importância de uma rede de apoio para os pacientes.

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Quarta, 13 de Março de 2019 - 11:10

Especialidade 'em crescimento', medicina fetal trata bebês ainda dentro do útero

por Renata Farias

Especialidade 'em crescimento', medicina fetal trata bebês ainda dentro do útero
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um em cada 33 bebês nasce com alguma anomalia congênita. O problema é a segunda principal causa de morte em recém-nascidos. Na tentativa de possibilitar a sobrevivência e a qualidade de vida dessas crianças, existe a medicina fetal. "A medicina fetal tem foco primordial no diagnóstico e tratamento do feto, identificando habitualmente através de exames de imagem se aquele feto tem alguma má formação ou sofre alguma repercussão de uma patologia materna", explicou o obstetra Paulo Gomes. Ele é responsável pela implantação do Serviço de Medicina Fetal no Hospital Santo Amaro. De acordo com o profissional, a subespecialidade da Ginecologia e Obstetrícia apresenta diferentes possibilidades de diagnóstico e tratamento do feto, que vão desde medicamentos até uma cirurgia que expõe o feto e depois recoloca-o para que a gravidez prossiga. Gomes ainda ressaltou o altruísmo da mãe nessas situações e a importância de acompanhamento psicológico. "A mãe vai ter um senso de altruísmo absurdo, suficiente para disponibilizar o próprio corpo em prol daquela criança", pontuou. "O psicólogo vai ajudar a mãe a não ter uma visão só da patologia, mas uma visão mais sistêmica, holística daquela saúde materna, porque realmente é um desafio". Durante a entrevista, o especialista ainda falou sobre as dificuldades de acesso ao tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS) e riscos existentes.

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Projeto para emagrecer deve ir além de 'festa momentânea' como carnaval, diz especialista
Para pessoas que fazem dieta com o objetivo de emagrecer, festas como o carnaval podem ser verdadeiros desafios. Em entrevista ao Bahia Notícias, a fisioterapeuta e responsável pela Nutriderm, Lidiane Angelim, afirmou que é essencial focar nos benefícios do tratamento, em comparação a uma festa passageira. "É importante seguir o planejamento alimentar, manter a atividade física e tentar, pelo menos, diminuir o álcool", sugeriu a profissional. "Quando o paciente tem motivação, torna-se mais importante seguir o processo do que uma festa momentânea. No carnaval do ano passado, eu liberei cerca de 15 pacientes que já estavam próximos à meta, mas só dois aceitaram. Eles já estavam tão felizes com as conquistas que não fizeram questão de sair do processo, achavam mais importante a sensação de bem estar, o corpo conquistado, a saúde". Angelim também explicou como funciona o programa de emagrecimento da Nutriderm, baseado em cinco "S": sustentável, simples, saudável, saboroso e sociável. Ela ressaltou esse último ponto, pela grande dificuldade que pacientes têm para manter a vida social enquanto fazem dieta. "Esse último ponto é muito importante, porque a vida social pesa muito mais do que qualquer vício alimentar. Os pacientes ficam muito preocupados em não sair para jantar, para um bar com amigos". Quando questionada sobre a discussão de que é possível ser gordo com saúde, ela argumento que, em algum momento, o excesso de peso terá repercussão negativa sobre o corpo. "Eu acredito que não exista o corpo perfeito, não é preciso seguir as normas das redes sociais. Hoje em dia é muito grave esse apelo pelo corpo perfeito, que é necessário ser fitness. Isso não é saudável. Mas também não acredito na saúde com excesso de peso. Em algum momento da vida, isso vai ter uma repercussão, e a gente sabe que as doenças cardiovasculares são muito mais frequentes junto ao sobrepeso e obesidade". A especialista falou ainda sobre a necessidade de adaptação do tratamento para cada paciente, como evitar o reganho de peso, entre outros assuntos.

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Quarta, 13 de Fevereiro de 2019 - 11:10

Escola nunca deve ser castigo, mas também não deve haver esquema de recompensas

por Renata Farias

Escola nunca deve ser castigo, mas também não deve haver esquema de recompensas
O início do período letivo nas escolas traz consigo uma série de inseguranças e medos. Novos desafios nas disciplinas, novos colegas e professores, talvez uma nova escola. Até mesmo os pais sofrem, principalmente quando se trata do primeiro ano do filho, ainda tão pequeno, naquele novo ambiente. Para o psicólogo escolar Miguel Grisi, é difícil classificar alguma fase como a mais difícil, já que o percurso de cada pessoa é muito particular. Em entrevista ao Bahia Notícias, o profissional ressaltou três elementos que devem existir na dinâmica entre pais e filhos para facilitar o processo, desde o início do período escolar: "presença, escuta e planejamento". Nos primeiros contatos com a escola, é importante que os familiares tornem a nova rotina normal para a criança, mesmo antes do início das aulas. "É importante dizer 'eu estou te deixando em tal horário e vou voltar em tal horário'. Valorizar o processo de educação, mostrar que vai ser divertido ir à escola, aprender novas coisas, conhecer novos colegas... Dentro disso, tem algumas coisas de metodologia que são legais, como passar na frente da escola e mostrar para que a criança se habitue com aquele trajeto", afirmou. Com o avançar dos anos, os desafios mudam, mas estão sempre presentes. O bullying, por exemplo, é uma questão que pode surgir a qualquer momento. "Quando você tem um ambiente de aprendizagem onde você se sente confortável e pode abraçar seus erros e ser quem você é para se desenvolver dentro disso, você tem um crescimento tanto qualitativo quanto quantitativo. O bullying vai cerceando isso, torna aquele ambiente hostil", alertou Grisi. Em qualquer situação, acrescentou, é essencial que os responsáveis estejam presentes para ajudar os estudantes no sentido de converter os problemas em ensinamentos. "A gente tem uma geração de pais e mães que querem proteger muito os filhos e filhas da frustração e erro, que são processos muito importantes da aprendizagem. Canalizar isso é entender e demonstrar para seu filho ou filha que o processo é um ensinamento", pontuou o psicólogo. "No entanto, é preciso ter um certo cuidado para nunca colocar a escola como castigo e também não trabalhar no sentido de recompensa". Grisi falou ainda sobre a importância de acompanhar as notas, dar apoio sempre que possível aos filhos e sobre preparação para o vestibular.

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Quarta, 09 de Janeiro de 2019 - 11:10

Com Central de Telemedicina, Vilas-Boas espera reduzir mortes por infarto na Bahia

por Renata Farias / Rebeca Menezes

Com Central de Telemedicina, Vilas-Boas espera reduzir mortes por infarto na Bahia
Pacientes de 52 municípios baianos receberão atendimento à distância para casos de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). O projeto do governo do Estado foi anunciado recentemente e inclui ainda a implantação de uma Central de Telemedicina em Salvador, de onde médicos especialistas orientarão generalistas nos procedimentos necessários. "A Bahia é um estado do tamanho da França, as nossas distâncias são quilométricas e é impossível garantir a presença de médicos especialistas próximo de todos os municípios. Na questão do infarto agudo do miocárdio e do acidente vascular cerebral, a necessidade de um médico especialista em poucos minutos faz a diferença se a pessoa vai sobreviver ou não e se vai ficar com sequela maior ou menor", explicou o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com o gestor, as salas de implantação terão investimento aproximado de R$ 2,5 milhões. Na Central de Telemedicina, que será construída no Solar Boa Vista, no bairro de Brotas, será implantado uma videowall para que os médicos acompanhem o atendimento. O projeto prevê ainda, no futuro, o fornecimento de segunda opinião médica com o mesmo sistema. "Nós estamos desenhando um sistema de segunda opinião, inicialmente para a rede de urgência e emergência, que vai abrigar as UPAs e terapia intensiva. Em um segundo momento, especialidades de baixa oferta, como dermatologia, reumatologia e especialidades com poucos especialistas formados na Bahia. Esse é um projeto muito importante e que vai favorecer e viabilizar a atenção especializada para regiões nunca alcançadas", acrescentou Vilas-Boas. Durante a entrevista, o secretário falou ainda sobre o primeiro ano de funcionamento das policlínicas regionais. Apesar de avaliar o período como "extremamente positivo", ele pontuou dificuldades encontradas, principalmente para contratação de profissionais. "O índice de satisfação da população atendida é superior a 98%. Entretanto, para conseguir chegar nesse estágio, nós tivemos muitas dificuldades. Tivemos dificuldade para conseguir profissionais, principalmente médicos e técnicos especializados", afirmou. "Foi necessário buscar profissionais em outras regiões, lançar editais em jornais de circulação nacional, trazer médicos de fora para conseguir preencher todas as especialidades nas oito policlínicas. Essa foi uma experiência difícil de ser contornada, mas hoje temos todas as policlínicas com todas as especialidades, ainda não em todos os turnos que precisávamos ter", explicou.

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Quarta, 05 de Dezembro de 2018 - 11:00

Psicólogo defende mudanças políticas e culturais relacionadas ao consumo de álcool

por Renata Farias

Psicólogo defende mudanças políticas e culturais relacionadas ao consumo de álcool
O Brasil celebra, em 9 de dezembro, o Dia do Alcoólico Recuperado. Apesar de pouco conhecida, a data é importante para comemorar a vitória das pessoas que conseguiram superar o alcoolismo. Ainda assim, a atenção deve ser diária e permanente para que a dependência não retorne. "Nosso organismo tem uma memória neurológica. Mesmo que a pessoa pare de beber por cinco anos, quando ela volta a beber, é como se não tivesse parado. Com três ou quatro dias, já está no mesmo nível de consumo de quando parou. Quando a pessoa retorna, a dependência se instaura rapidamente", alertou o psicólogo Ricardo Melo, coordenador do Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolistas (Cata), das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Em entrevista ao Bahia Notícias, ele lembrou que um dos passos do grupo Alcoólicos Anônimos (AA) é "por hoje eu não vou beber", justamente pela necessidade de manutenção do tratamento. Para o profissional, é importante evidenciar os riscos e prejuízos relacionados ao álcool, da mesma forma que são realizadas campanhas contra o uso de cigarro. "A gente precisa evidenciar um pouco mais isso por mudanças políticas e culturais de consumo. A gente vê a política antitabaco. Nos últimos 15 anos, houve uma política de restrição do consumo, aumento de imposto e isso realmente teve um efeito positivo, principalmente no Nordeste. Com esse controle, melhora a qualidade de saúde da população", ressaltou. Na entrevista, Melo falou ainda sobre os primeiros sinais de que o consumo de álcool se tornou um problema, os riscos relacionados ao consumo abusivo e as bases do tratamento para controle do alcoolismo.

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Sexta, 09 de Novembro de 2018 - 11:00

Novembro Azul: 'Diabetes é a doença do século XXI', alerta diretora do Cedeba

por Renata Farias

Novembro Azul: 'Diabetes é a doença do século XXI', alerta diretora do Cedeba
O número de brasileiros diagnosticados com diabetes aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Atualmente, mais de 13 milhões de pessoas convivem com a doença no país. Com o objetivo de alertar a população sobre os riscos, é celebrado, em 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes. "Diabetes é a doença do século XXI, porque é a doença do desenvolvimento, do estresse, que leva o indivíduo a uma série de complicações, inclusive a doença cardiovascular. Eu acredito que a gente ainda precisa muito desse Novembro Azul para fazer com que as pessoas se conscientizem da necessidade de tratamento", afirmou a diretora do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Reine Chaves. Em entrevista ao Bahia Notícias, a profissional pontuou a possibilidade de subnotificação dos casos da doença, principalmente com relação ao número de mortes. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) mostram que o Brasil registrou crescimento de 12% no número de óbitos por diabetes entre 2010 e 2016. "Eu ainda acredito que esse dado seja subestimado. Muitas vezes o indivíduo morre de infarto, que é a principal causa de morte de diabéticos, e não é colocado no atestado de óbito que era diabético", argumentou. Reine falou também sobre os sinais e tratamentos do diabetes, além de consequências da doença, como o chamado pé diabético.

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Apesar de 'nível primário' nacional, Salvador está 'bem servida' de cuidados paliativos
Estudo divulgado recentemente pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) apontou que menos de 10% dos hospitais brasileiros possuem equipes de cuidados paliativos. De acordo com o geriatra André Filipe Junqueira, vice-presidente da entidade, esse baixo índice tem impacto no controle de sintomas e qualidade de vida dos pacientes. "O Brasil se encontra, atualmente, em um nível primário de cuidados paliativos. São poucas equipes, que ainda não atuam em conjunto com todo o sistema de saúde, seja público ou particular", afirmou Junqueira, em entrevista ao Bahia Notícias. O profissional ainda pontuou um efeito secundário dos dados: quando não há cuidados paliativos, é necessário um maior uso de recursos nas unidades de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define cuidados paliativos como a "assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais". O levantamento da ANCP mostrou ainda que, no sistema público de saúde, há maior adesão a essa prática. "O que nós avaliamos é que existe uma sensibilidade maior na rede pública, seja pelo perfil de acolher mais ou pela necessidade de gerenciamento de recursos. A demanda é maior na rede pública do que em hospitais privados. Os primeiros serviços de cuidado paliativo surgiram em hospitais públicos da região Sudeste", afirmou Junqueira. Dados regionais mostram que o maior número de serviços na rede pública está no Sudeste, seguido do Nordeste, onde há 36 serviços de um total nacional de 177. Na Bahia, são 14 serviços de cuidados paliativos, dos quais 13 estão na capital, Salvador.

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Famílias que se sentem acolhidas são de 5 a 7 vezes mais favoráveis à doação de órgãos
Levantamento divulgado em agosto de 2017 pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostrou que 62% das famílias baianas não permitem a doação de órgãos dos parentes. Esse índice reforça a informação de que a recusa familiar é o principal entrave para aumento das doações no Brasil. No entanto, os números têm apresentado melhora: a recusa para doação de múltiplos órgãos caiu para 58%, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Em entrevista ao Bahia Notícias, a coordenadora estadual do sistema de transplantes, Rita de Cássia Pedrosa, explicou que a posição das famílias está diretamente associada ao acolhimento recebido nas unidades de saúde. Por isso, o estado tem investido em capacitações nesse sentido. “Quando a família se sente acolhida no processo de entrada no hospital e culmina na morte encefálica do paciente, ela é de cinco a sete vezes mais favorável à doação de órgãos do que uma família que teve um acolhimento ruim. Tudo começa na entrada do hospital”, afirmou. A profissional acrescentou que essa preocupação não deve estar relacionada apenas a médicos, enfermeiros e assistentes sociais. É importante que toda a equipe dos hospitais compreenda a importância do trabalho de acolhimento. Para Rita de Cássia, o principal fator que leva à recusa da família é o desconhecimento do conceito de morte encefálica. “É muito difícil explicar que a pessoa está com o coração batendo, mas não tem mais vida”, ponderou. A médica ainda pontuou que a questão religiosa aparece apenas como uma forma de esconder medos ou angústias relacionados à doação dos órgãos. No entanto, suas pesquisas mostram que não há empecilhos religiosos. “Durante esses 30 anos de estrada, eu não encontrei nenhuma religião que fosse contra a doação, nem os Testemunhas de Jeová, porque eles não aceitam a transfusão de sangue. Quando se retira um órgão, ele vai ser perfundido para ir para o outro paciente. Na perfusão, é retirado todo o sangue”. A coordenadora também falou sobre a importância de conversar com a família sobre o desejo de doar os próprios órgãos, já que não há como garantir legalmente, e sobre a fila de transplantes na Bahia. 

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Turismo de saúde pode ser 3 vezes mais valioso que o convencional, diz presidente da Abratus
O trânsito de pessoas entre cidades, estados e países para turismo é extremamente comum e lucrativo para os destinos visitados. Entretanto, existe um tipo de turista que é ainda mais valioso financeiramente: aquele que viaja em busca de tratamentos médicos. De acordo com Julia Lima, presidente da Associação Brasileira de Turismo de Saúde (Abratus), o turista de saúde pode valer até três vezes mais que um turista comum. “Esse é o turista que mais gasta no país. Ele vale pelo menos US$ 30 mil, enquanto o turista convencional vale, no máximo, um terço disso. A permanência é muito grande, a contratação de serviços múltiplos e especializados, tanto na área da saúde quanto do turismo”, explicou em entrevista ao Bahia Notícias. O turismo de saúde é caracterizado pela realização de viagens em busca de um especialista para algum tipo de tratamento médico. Dados da Abratus apontam que o Brasil ocupa o 22º lugar no ranking mundial de turismo médico. Há cerca de 20 anos, os brasileiros viajavam para outros países em busca de tratamentos, mas atualmente o fluxo se inverteu. “A gente ainda tem um potencial muito grande, certamente para entrar entre os 10 países preferidos entre os estrangeiros. Já há muitos anos, recebemos principalmente em São Paulo, mas também em várias outras regiões do Brasil, estrangeiros que procuram procedimentos de cirurgia plástica, traumatologia, cirurgia ortopédica, tratamentos cardíacos, oncológicos, neurologia, fertilidade, entre outros”, afirmou Julia. A presidente da associação ainda falou sobre a situação da Bahia com relação ao turismo de saúde e detalhou a importância de investimentos na área para todo o país.

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