Quarta, 05 de Dezembro de 2018 - 11:00

Psicólogo defende mudanças políticas e culturais relacionadas ao consumo de álcool

por Renata Farias

Psicólogo defende mudanças políticas e culturais relacionadas ao consumo de álcool
O Brasil celebra, em 9 de dezembro, o Dia do Alcoólico Recuperado. Apesar de pouco conhecida, a data é importante para comemorar a vitória das pessoas que conseguiram superar o alcoolismo. Ainda assim, a atenção deve ser diária e permanente para que a dependência não retorne. "Nosso organismo tem uma memória neurológica. Mesmo que a pessoa pare de beber por cinco anos, quando ela volta a beber, é como se não tivesse parado. Com três ou quatro dias, já está no mesmo nível de consumo de quando parou. Quando a pessoa retorna, a dependência se instaura rapidamente", alertou o psicólogo Ricardo Melo, coordenador do Centro de Acolhimento e Tratamento de Alcoolistas (Cata), das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Em entrevista ao Bahia Notícias, ele lembrou que um dos passos do grupo Alcoólicos Anônimos (AA) é "por hoje eu não vou beber", justamente pela necessidade de manutenção do tratamento. Para o profissional, é importante evidenciar os riscos e prejuízos relacionados ao álcool, da mesma forma que são realizadas campanhas contra o uso de cigarro. "A gente precisa evidenciar um pouco mais isso por mudanças políticas e culturais de consumo. A gente vê a política antitabaco. Nos últimos 15 anos, houve uma política de restrição do consumo, aumento de imposto e isso realmente teve um efeito positivo, principalmente no Nordeste. Com esse controle, melhora a qualidade de saúde da população", ressaltou. Na entrevista, Melo falou ainda sobre os primeiros sinais de que o consumo de álcool se tornou um problema, os riscos relacionados ao consumo abusivo e as bases do tratamento para controle do alcoolismo.

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Sexta, 09 de Novembro de 2018 - 11:00

Novembro Azul: 'Diabetes é a doença do século XXI', alerta diretora do Cedeba

por Renata Farias

Novembro Azul: 'Diabetes é a doença do século XXI', alerta diretora do Cedeba
O número de brasileiros diagnosticados com diabetes aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Atualmente, mais de 13 milhões de pessoas convivem com a doença no país. Com o objetivo de alertar a população sobre os riscos, é celebrado, em 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes. "Diabetes é a doença do século XXI, porque é a doença do desenvolvimento, do estresse, que leva o indivíduo a uma série de complicações, inclusive a doença cardiovascular. Eu acredito que a gente ainda precisa muito desse Novembro Azul para fazer com que as pessoas se conscientizem da necessidade de tratamento", afirmou a diretora do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba), Reine Chaves. Em entrevista ao Bahia Notícias, a profissional pontuou a possibilidade de subnotificação dos casos da doença, principalmente com relação ao número de mortes. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) mostram que o Brasil registrou crescimento de 12% no número de óbitos por diabetes entre 2010 e 2016. "Eu ainda acredito que esse dado seja subestimado. Muitas vezes o indivíduo morre de infarto, que é a principal causa de morte de diabéticos, e não é colocado no atestado de óbito que era diabético", argumentou. Reine falou também sobre os sinais e tratamentos do diabetes, além de consequências da doença, como o chamado pé diabético.

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Apesar de 'nível primário' nacional, Salvador está 'bem servida' de cuidados paliativos
Estudo divulgado recentemente pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) apontou que menos de 10% dos hospitais brasileiros possuem equipes de cuidados paliativos. De acordo com o geriatra André Filipe Junqueira, vice-presidente da entidade, esse baixo índice tem impacto no controle de sintomas e qualidade de vida dos pacientes. "O Brasil se encontra, atualmente, em um nível primário de cuidados paliativos. São poucas equipes, que ainda não atuam em conjunto com todo o sistema de saúde, seja público ou particular", afirmou Junqueira, em entrevista ao Bahia Notícias. O profissional ainda pontuou um efeito secundário dos dados: quando não há cuidados paliativos, é necessário um maior uso de recursos nas unidades de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define cuidados paliativos como a "assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais". O levantamento da ANCP mostrou ainda que, no sistema público de saúde, há maior adesão a essa prática. "O que nós avaliamos é que existe uma sensibilidade maior na rede pública, seja pelo perfil de acolher mais ou pela necessidade de gerenciamento de recursos. A demanda é maior na rede pública do que em hospitais privados. Os primeiros serviços de cuidado paliativo surgiram em hospitais públicos da região Sudeste", afirmou Junqueira. Dados regionais mostram que o maior número de serviços na rede pública está no Sudeste, seguido do Nordeste, onde há 36 serviços de um total nacional de 177. Na Bahia, são 14 serviços de cuidados paliativos, dos quais 13 estão na capital, Salvador.

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Famílias que se sentem acolhidas são de 5 a 7 vezes mais favoráveis à doação de órgãos
Levantamento divulgado em agosto de 2017 pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostrou que 62% das famílias baianas não permitem a doação de órgãos dos parentes. Esse índice reforça a informação de que a recusa familiar é o principal entrave para aumento das doações no Brasil. No entanto, os números têm apresentado melhora: a recusa para doação de múltiplos órgãos caiu para 58%, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Em entrevista ao Bahia Notícias, a coordenadora estadual do sistema de transplantes, Rita de Cássia Pedrosa, explicou que a posição das famílias está diretamente associada ao acolhimento recebido nas unidades de saúde. Por isso, o estado tem investido em capacitações nesse sentido. “Quando a família se sente acolhida no processo de entrada no hospital e culmina na morte encefálica do paciente, ela é de cinco a sete vezes mais favorável à doação de órgãos do que uma família que teve um acolhimento ruim. Tudo começa na entrada do hospital”, afirmou. A profissional acrescentou que essa preocupação não deve estar relacionada apenas a médicos, enfermeiros e assistentes sociais. É importante que toda a equipe dos hospitais compreenda a importância do trabalho de acolhimento. Para Rita de Cássia, o principal fator que leva à recusa da família é o desconhecimento do conceito de morte encefálica. “É muito difícil explicar que a pessoa está com o coração batendo, mas não tem mais vida”, ponderou. A médica ainda pontuou que a questão religiosa aparece apenas como uma forma de esconder medos ou angústias relacionados à doação dos órgãos. No entanto, suas pesquisas mostram que não há empecilhos religiosos. “Durante esses 30 anos de estrada, eu não encontrei nenhuma religião que fosse contra a doação, nem os Testemunhas de Jeová, porque eles não aceitam a transfusão de sangue. Quando se retira um órgão, ele vai ser perfundido para ir para o outro paciente. Na perfusão, é retirado todo o sangue”. A coordenadora também falou sobre a importância de conversar com a família sobre o desejo de doar os próprios órgãos, já que não há como garantir legalmente, e sobre a fila de transplantes na Bahia. 

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Turismo de saúde pode ser 3 vezes mais valioso que o convencional, diz presidente da Abratus
O trânsito de pessoas entre cidades, estados e países para turismo é extremamente comum e lucrativo para os destinos visitados. Entretanto, existe um tipo de turista que é ainda mais valioso financeiramente: aquele que viaja em busca de tratamentos médicos. De acordo com Julia Lima, presidente da Associação Brasileira de Turismo de Saúde (Abratus), o turista de saúde pode valer até três vezes mais que um turista comum. “Esse é o turista que mais gasta no país. Ele vale pelo menos US$ 30 mil, enquanto o turista convencional vale, no máximo, um terço disso. A permanência é muito grande, a contratação de serviços múltiplos e especializados, tanto na área da saúde quanto do turismo”, explicou em entrevista ao Bahia Notícias. O turismo de saúde é caracterizado pela realização de viagens em busca de um especialista para algum tipo de tratamento médico. Dados da Abratus apontam que o Brasil ocupa o 22º lugar no ranking mundial de turismo médico. Há cerca de 20 anos, os brasileiros viajavam para outros países em busca de tratamentos, mas atualmente o fluxo se inverteu. “A gente ainda tem um potencial muito grande, certamente para entrar entre os 10 países preferidos entre os estrangeiros. Já há muitos anos, recebemos principalmente em São Paulo, mas também em várias outras regiões do Brasil, estrangeiros que procuram procedimentos de cirurgia plástica, traumatologia, cirurgia ortopédica, tratamentos cardíacos, oncológicos, neurologia, fertilidade, entre outros”, afirmou Julia. A presidente da associação ainda falou sobre a situação da Bahia com relação ao turismo de saúde e detalhou a importância de investimentos na área para todo o país.

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Quarta, 11 de Julho de 2018 - 11:00

Infectologista faz alerta sobre riscos em hábitos diários e sugere formas de prevenção

por Renata Farias / Rebeca Menezes

Infectologista faz alerta sobre riscos em hábitos diários e sugere formas de prevenção
Independente do local, todas as pessoas estão expostas diariamente a fontes de infecção. Hábitos simples como trabalhar no computador enquanto come ou se segurar no corrimão de uma escada e, em seguida, coçar o olho devem ser evitados como forma de cuidado. Em entrevista ao Bahia Notícias, a infectologista Ana Paula Alcântara afirmou que é importante que as pessoas tenham consciência de que hábitos diários podem veicular doenças. "O principal é manter medidas individuais de proteção e também com o próximo", ressaltou. A profissional explicou também alguns cuidados que devem ser tomados, como lavar sempre as mãos, a "etiqueta" ao tossir ou espirrar e fez alertas com relação ao compartilhamento de itens pessoais, como escova de dentes e maquiagem.

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Secretário da Saúde de SSA, Luiz Galvão diz ter sido escolhido por experiência em gestão
Um mês após tomar posse na Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Luiz Galvão disse ao Bahia Notícias que acredita ter sido escolhido para ocupar o cargo devido à sua formação em gestão e sua posição anterior como subchefe de gabinete do prefeito ACM Neto. "Eu estou na gestão desde o início, desde 1º de janeiro de 2013. Estava no gabinete do prefeito, como subchefe. O gabinete foi uma grande escola para mim, porque hoje eu conheço a prefeitura praticamente como a palma da minha mão, sei onde estão os principais gargalos, tenho relacionamento de porta aberta com todas as secretarias, e isso realmente vai me ajudar no dia-a-dia na Secretaria da Saúde", afirmou. Administrador por formação, ele acrescentou que a SMS possui "excelentes técnicos" para questões efetivamente de saúde. O secretário pontuou a necessidade de avanços nos índices da área, mas ressaltou o "excelente trabalho" do ex-secretário da Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, que elevou a cobertura da Atenção Básica de 18%, em 2012, para 45,7%, no final de 2017. Galvão falou também sobre a manutenção do Hospital Municipal, problemas relacionados à tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e a recente greve dos caminhoneiros.

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Quinta, 10 de Maio de 2018 - 11:00

Grupo quer criar protocolos assistenciais para gestantes privadas de liberdade

por Renata Farias

Grupo quer criar protocolos assistenciais para gestantes privadas de liberdade
Durante a gestação, as mulheres precisam de cuidados a mais com a saúde. No entanto, para a parcela da população privada de liberdade, essa assistência acaba não acontecendo como deveria. De acordo com o técnico em enfermagem da unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) Mailton Duarte, a principal queixa está relacionada a violências sofridas durante o parto. O profissional é graduando em enfermagem pela Universidade Salvador (Unifacs) e membro convidado do grupo de extensão da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) Gestar e Parir nas Prisões. Recentemente, Duarte foi responsável pela apresentação de um resumo científico do projeto no X Encontro Baiano de Estudantes de Enfermagem (Ebeen). "Nosso interesse maior é pensar nessa assistência em saúde com foco mais humanizado e possibilitar aos profissionais que estão atuando naquele ambiente um entendimento maior do que é necessário para uma mulher privada de liberdade, seja em Salvador ou qualquer unidade da federação. A nossa preocupação maior, com esse trabalho, é fomentar políticas públicas que possam fornecer uma formação acadêmica em saúde para esses profissionais. A partir daí, criar protocolos assistenciais que possam, de fato, implementar uma assistência em saúde de qualidade e humanizada", afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. A primeira etapa de trabalho do grupo foi baseada em relatos de profissionais que trabalham com essa parcela da população. O técnico em enfermagem contou que o principal problema observado pelos pesquisadores é a falta de preparo para uma assistência humanizada no ambiente da prisão. "As próprias universidades não têm na grade curricular um processo que leve para essa linha de assistência. Isso já é um déficit no processo de formação profissional, não só da área de enfermagem. Isso envolve a área de saúde como um todo", acrescentou.

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Especialista defende benefícios emocionais ligados à cirurgia bariátrica na adolescência
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no Brasil, 15% das crianças com idade entre cinco e nove anos e 25% dos adolescentes têm sobrepeso ou obesidade. Com o crescimento destes números e o consequente aumento das doenças associadas – diabetes, hipertensão, apneia, problemas nas articulações, entre outras –, têm se elevado as indicações a cirurgia bariátrica para estes pacientes. Apesar de considerada uma das últimas opções, por ser um procedimento invasivo, a cirurgia bariátrica é importante até mesmo para o desenvolvimento emocional dos jovens, defendeu o cirurgião Marcos Leão, em entrevista ao Bahia Notícias. Considerado uma das referências brasileiras em cirurgia bariátrica em adolescentes, o especialista argumentou que a espera pode ser prejudicial para este público específico. “O adolescente está em uma fase de vida muito peculiar, quando ele está construindo toda a base de sua personalidade, estrutura social, autoestima, encontrando seus espaços... Se ele passa aquele período com obesidade mórbida, a probabilidade de um impacto negativo na formação de sua personalidade é maior. A pessoa retarda uma cirurgia, mas tudo que se passou naquela fase está perdido”. Leão explicou também que, no passado, acreditava-se ser importante aguardar o fim da puberdade para realização do procedimento. No entanto, pesquisas apontaram que a obesidade representa maior prejuízo sobre a puberdade, em comparação aos riscos associados à cirurgia. “Por exemplo, eu tenho estudos que mostram que o indivíduo que é operado na adolescência tem uma taxa de crescimento em estatura é maior no indivíduo que opera. Você tira a carga da obesidade de cima dele, então ele cresce mais, uma média de um centímetro a mais por ano do que o não operado. O desenvolvimento sexual secundário, a puberdade não são impactados pela cirurgia”, acrescentou. 

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Ginecologista alerta para riscos da pílula do dia seguinte e defende 'cultura do preservativo'
Março é conhecido como o Mês da Mulher e, por isso, usado para debater diversas questões relacionadas à população feminina, inclusive saúde. No entanto, são muito comuns histórias de mulheres, principalmente jovens, que se descuidam da saúde sexual. Para além da importância do uso de preservativo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, torna-se necessário discutir a forma correta de uso das chamadas pílulas do dia seguinte, com o objetivo de evitar uma gravidez indesejada. “Ela não pode ser considerada um método anticoncepcional. Tem adolescentes e adultas jovens, principalmente, que adotam a pílula do dia seguinte como método contraceptivo, mas não é. A taxa de eficácia é mais baixa, e a dose de hormônios é muito alta. Ela é para ser usada em uma emergência”, alertou a ginecologista Cristina Sá, em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com a profissional, o medicamento tem a capacidade de interromper a ovulação. No entanto, sua eficácia é baixa, em comparação ao anticoncepcional, e pode levar ao descontrole do ciclo menstrual, aumentar o risco de gravidez ectópica, além de modificar o muco cervical e o endométrio. “O que eu acho que falta na nossa população é a cultura do preservativo”, ressaltou. “A gente tem, aqui em Salvador, um índice de HPV altíssimo. É a capital que tem a maior incidência de HPV e HTLV. A sífilis está voltando em todo o país também. Insistir no preservativo é fundamental”. Cristina Sá também explicou os sintomas, complicações e tratamentos da endometriose – caracterizada pelo crescimento inadequado do endométrio e que pode levar até mesmo à infertilidade. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva, estima-se que mais de 6 milhões de mulheres sofrem de Endometriose no país. “Essa é uma enfermidade que tem início no sistema reprodutor, mas pode atingir intestino, bexiga... Quando é um caso de endometriose mais avançada, ela forma fibrose. Isso pode ainda levar à infertilidade. Sem falar que, quando é um quadro avançado, a mulher tem uma dor muito intensa na região pélvica, o que dificulta muito a qualidade de vida”, explicou a ginecologista. Leia a entrevista completa na coluna Saúde.

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