Turismo de saúde pode ser 3 vezes mais valioso que o convencional, diz presidente da Abratus
O trânsito de pessoas entre cidades, estados e países para turismo é extremamente comum e lucrativo para os destinos visitados. Entretanto, existe um tipo de turista que é ainda mais valioso financeiramente: aquele que viaja em busca de tratamentos médicos. De acordo com Julia Lima, presidente da Associação Brasileira de Turismo de Saúde (Abratus), o turista de saúde pode valer até três vezes mais que um turista comum. “Esse é o turista que mais gasta no país. Ele vale pelo menos US$ 30 mil, enquanto o turista convencional vale, no máximo, um terço disso. A permanência é muito grande, a contratação de serviços múltiplos e especializados, tanto na área da saúde quanto do turismo”, explicou em entrevista ao Bahia Notícias. O turismo de saúde é caracterizado pela realização de viagens em busca de um especialista para algum tipo de tratamento médico. Dados da Abratus apontam que o Brasil ocupa o 22º lugar no ranking mundial de turismo médico. Há cerca de 20 anos, os brasileiros viajavam para outros países em busca de tratamentos, mas atualmente o fluxo se inverteu. “A gente ainda tem um potencial muito grande, certamente para entrar entre os 10 países preferidos entre os estrangeiros. Já há muitos anos, recebemos principalmente em São Paulo, mas também em várias outras regiões do Brasil, estrangeiros que procuram procedimentos de cirurgia plástica, traumatologia, cirurgia ortopédica, tratamentos cardíacos, oncológicos, neurologia, fertilidade, entre outros”, afirmou Julia. A presidente da associação ainda falou sobre a situação da Bahia com relação ao turismo de saúde e detalhou a importância de investimentos na área para todo o país.

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Quarta, 11 de Julho de 2018 - 11:00

Infectologista faz alerta sobre riscos em hábitos diários e sugere formas de prevenção

por Renata Farias / Rebeca Menezes

Infectologista faz alerta sobre riscos em hábitos diários e sugere formas de prevenção
Independente do local, todas as pessoas estão expostas diariamente a fontes de infecção. Hábitos simples como trabalhar no computador enquanto come ou se segurar no corrimão de uma escada e, em seguida, coçar o olho devem ser evitados como forma de cuidado. Em entrevista ao Bahia Notícias, a infectologista Ana Paula Alcântara afirmou que é importante que as pessoas tenham consciência de que hábitos diários podem veicular doenças. "O principal é manter medidas individuais de proteção e também com o próximo", ressaltou. A profissional explicou também alguns cuidados que devem ser tomados, como lavar sempre as mãos, a "etiqueta" ao tossir ou espirrar e fez alertas com relação ao compartilhamento de itens pessoais, como escova de dentes e maquiagem.

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Secretário da Saúde de SSA, Luiz Galvão diz ter sido escolhido por experiência em gestão
Um mês após tomar posse na Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Luiz Galvão disse ao Bahia Notícias que acredita ter sido escolhido para ocupar o cargo devido à sua formação em gestão e sua posição anterior como subchefe de gabinete do prefeito ACM Neto. "Eu estou na gestão desde o início, desde 1º de janeiro de 2013. Estava no gabinete do prefeito, como subchefe. O gabinete foi uma grande escola para mim, porque hoje eu conheço a prefeitura praticamente como a palma da minha mão, sei onde estão os principais gargalos, tenho relacionamento de porta aberta com todas as secretarias, e isso realmente vai me ajudar no dia-a-dia na Secretaria da Saúde", afirmou. Administrador por formação, ele acrescentou que a SMS possui "excelentes técnicos" para questões efetivamente de saúde. O secretário pontuou a necessidade de avanços nos índices da área, mas ressaltou o "excelente trabalho" do ex-secretário da Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, que elevou a cobertura da Atenção Básica de 18%, em 2012, para 45,7%, no final de 2017. Galvão falou também sobre a manutenção do Hospital Municipal, problemas relacionados à tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e a recente greve dos caminhoneiros.

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Quinta, 10 de Maio de 2018 - 11:00

Grupo quer criar protocolos assistenciais para gestantes privadas de liberdade

por Renata Farias

Grupo quer criar protocolos assistenciais para gestantes privadas de liberdade
Durante a gestação, as mulheres precisam de cuidados a mais com a saúde. No entanto, para a parcela da população privada de liberdade, essa assistência acaba não acontecendo como deveria. De acordo com o técnico em enfermagem da unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) Mailton Duarte, a principal queixa está relacionada a violências sofridas durante o parto. O profissional é graduando em enfermagem pela Universidade Salvador (Unifacs) e membro convidado do grupo de extensão da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) Gestar e Parir nas Prisões. Recentemente, Duarte foi responsável pela apresentação de um resumo científico do projeto no X Encontro Baiano de Estudantes de Enfermagem (Ebeen). "Nosso interesse maior é pensar nessa assistência em saúde com foco mais humanizado e possibilitar aos profissionais que estão atuando naquele ambiente um entendimento maior do que é necessário para uma mulher privada de liberdade, seja em Salvador ou qualquer unidade da federação. A nossa preocupação maior, com esse trabalho, é fomentar políticas públicas que possam fornecer uma formação acadêmica em saúde para esses profissionais. A partir daí, criar protocolos assistenciais que possam, de fato, implementar uma assistência em saúde de qualidade e humanizada", afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. A primeira etapa de trabalho do grupo foi baseada em relatos de profissionais que trabalham com essa parcela da população. O técnico em enfermagem contou que o principal problema observado pelos pesquisadores é a falta de preparo para uma assistência humanizada no ambiente da prisão. "As próprias universidades não têm na grade curricular um processo que leve para essa linha de assistência. Isso já é um déficit no processo de formação profissional, não só da área de enfermagem. Isso envolve a área de saúde como um todo", acrescentou.

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Especialista defende benefícios emocionais ligados à cirurgia bariátrica na adolescência
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no Brasil, 15% das crianças com idade entre cinco e nove anos e 25% dos adolescentes têm sobrepeso ou obesidade. Com o crescimento destes números e o consequente aumento das doenças associadas – diabetes, hipertensão, apneia, problemas nas articulações, entre outras –, têm se elevado as indicações a cirurgia bariátrica para estes pacientes. Apesar de considerada uma das últimas opções, por ser um procedimento invasivo, a cirurgia bariátrica é importante até mesmo para o desenvolvimento emocional dos jovens, defendeu o cirurgião Marcos Leão, em entrevista ao Bahia Notícias. Considerado uma das referências brasileiras em cirurgia bariátrica em adolescentes, o especialista argumentou que a espera pode ser prejudicial para este público específico. “O adolescente está em uma fase de vida muito peculiar, quando ele está construindo toda a base de sua personalidade, estrutura social, autoestima, encontrando seus espaços... Se ele passa aquele período com obesidade mórbida, a probabilidade de um impacto negativo na formação de sua personalidade é maior. A pessoa retarda uma cirurgia, mas tudo que se passou naquela fase está perdido”. Leão explicou também que, no passado, acreditava-se ser importante aguardar o fim da puberdade para realização do procedimento. No entanto, pesquisas apontaram que a obesidade representa maior prejuízo sobre a puberdade, em comparação aos riscos associados à cirurgia. “Por exemplo, eu tenho estudos que mostram que o indivíduo que é operado na adolescência tem uma taxa de crescimento em estatura é maior no indivíduo que opera. Você tira a carga da obesidade de cima dele, então ele cresce mais, uma média de um centímetro a mais por ano do que o não operado. O desenvolvimento sexual secundário, a puberdade não são impactados pela cirurgia”, acrescentou. 

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Ginecologista alerta para riscos da pílula do dia seguinte e defende 'cultura do preservativo'
Março é conhecido como o Mês da Mulher e, por isso, usado para debater diversas questões relacionadas à população feminina, inclusive saúde. No entanto, são muito comuns histórias de mulheres, principalmente jovens, que se descuidam da saúde sexual. Para além da importância do uso de preservativo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, torna-se necessário discutir a forma correta de uso das chamadas pílulas do dia seguinte, com o objetivo de evitar uma gravidez indesejada. “Ela não pode ser considerada um método anticoncepcional. Tem adolescentes e adultas jovens, principalmente, que adotam a pílula do dia seguinte como método contraceptivo, mas não é. A taxa de eficácia é mais baixa, e a dose de hormônios é muito alta. Ela é para ser usada em uma emergência”, alertou a ginecologista Cristina Sá, em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com a profissional, o medicamento tem a capacidade de interromper a ovulação. No entanto, sua eficácia é baixa, em comparação ao anticoncepcional, e pode levar ao descontrole do ciclo menstrual, aumentar o risco de gravidez ectópica, além de modificar o muco cervical e o endométrio. “O que eu acho que falta na nossa população é a cultura do preservativo”, ressaltou. “A gente tem, aqui em Salvador, um índice de HPV altíssimo. É a capital que tem a maior incidência de HPV e HTLV. A sífilis está voltando em todo o país também. Insistir no preservativo é fundamental”. Cristina Sá também explicou os sintomas, complicações e tratamentos da endometriose – caracterizada pelo crescimento inadequado do endométrio e que pode levar até mesmo à infertilidade. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva, estima-se que mais de 6 milhões de mulheres sofrem de Endometriose no país. “Essa é uma enfermidade que tem início no sistema reprodutor, mas pode atingir intestino, bexiga... Quando é um caso de endometriose mais avançada, ela forma fibrose. Isso pode ainda levar à infertilidade. Sem falar que, quando é um quadro avançado, a mulher tem uma dor muito intensa na região pélvica, o que dificulta muito a qualidade de vida”, explicou a ginecologista. Leia a entrevista completa na coluna Saúde.

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Álcool, limão e depilação: Dermatologista dá dicas do que fazer e evitar durante o verão
Já faz cerca de um mês que estamos na estação mais quente do ano e os efeitos do sol já podem ser vistos na pele de quem curte praia ou piscina, e até mesmo de quem não é adepto. Como no verão a incidência de raios solares é maior, a pele deve ser protegida diariamente. De acordo com a dermatologista Andrea Botto, é necessário o uso frequente de protetor solar com fator de proteção mínimo 30. No entanto, para exposições prolongadas, é indicada uma proteção maior. “Uma indicação para pessoas de pele branca que querem bronzear um pouco é começar com um fator de proteção maior e depois reduzir. É possível até manter um protetor com fator 15 depois de um tempo”, sugeriu. A profissional explicou ainda que o sol não é o único que prejudica a pele: a água de praia e piscina podem causar ressecamento em casos de exposição prolongada. Andrea ainda conversou com o Bahia Notícias sobre os efeitos do betacaroteno para um bronzeado mais prolongado, os riscos do bronzeamento com fita isolante, alimentação no verão e realização de depilação a laser. Leia a entrevista completa!

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Quarta, 06 de Dezembro de 2017 - 11:00

Ex-ministro pede fim de subsídios para usuários de planos de saúde: 'Quem quiser que pague'

por Fernando Duarte / Renata Farias

Ex-ministro pede fim de subsídios para usuários de planos de saúde: 'Quem quiser que pague'
A saúde sozinha não resolve os problemas observados no Brasil nessa área. Essa foi a principal lição que o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão levou do período em que foi responsável pela pasta. "Acho que a grande lição foi essa e que a saúde é muito ampla, porque entra pelo campo da cultura, política, social, ambiental, é gigantesca. As pessoas quando pensam em saúde pensam logo em médico e hospital. Nada mais equivocado", afirmou. Médico sanitarista, Temporão foi ministro durante boa parte do segundo mandato do governo Lula, de março de 2007 a janeiro de 2011. Em entrevista ao Bahia Notícias durante passagem por Salvador, o ex-ministro defendeu a extinção das deduções no imposto de renda dos consumidores de serviços privados de saúde. "Todo cidadão de classe média abate todo ano do imposto de renda devido despesa com médico, dentista, psicólogo, plano de saúde. Nessa continha, o governo deixa de arrecadar R$ 25 bilhões por ano que iriam para o SUS e que são subsídios diretos e indiretos para planos e serviços de saúde. Isso é um absurdo e queremos acabar com isso. Quem quiser pagar plano de saúde que pague. Não faz nenhum sentido que isso seja abatido dos impostos, ou seja, que o Estado deixe de arrecadar esses impostos para destinar ao serviço público", argumentou. Temporão ainda avaliou o SUS desde sua criação, com elogios a novos programas criados desde o governo Lula, e criticou posicionamentos observados no governo Temer. "O atual governo diz que vai fazer mais com menos recursos. Mentira, isso é uma farsa, isso é retórica. Priorizar a melhoria da eficiência do gasto é possível, com novas ferramentas, novos modelos de organizar o trabalho… Ninguém discorda disso e é responsabilidade de todos perceber. Mas abrir mão de enfrentar a questão do subfinanciamento nos leva a uma distorção", criticou.

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Quarta, 08 de Novembro de 2017 - 11:00

'Homem deve procurar urologista para se orientar, não só sobre câncer', diz médico

por Renata Farias

'Homem deve procurar urologista para se orientar, não só sobre câncer', diz médico
A cada 36 minutos, um homem morre no Brasil vítima de câncer de próstata. Apenas em 2015, o Ministério da Saúde registrou 14.484 mortes devido à doença. Com o objetivo de conscientizar os brasileiros sobre a importância de exames preventivos e diagnóstico precoce, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realiza neste mês a campanha Novembro Azul. De acordo com Joabe Carneiro, presidente da SBU-Bahia, a alta incidência de câncer de próstata está relacionada principalmente a hábitos não-saudáveis de vida, assim como ao envelhecimento da população. "A terceira idade é justamente a fase da vida em que aumentam os casos. A próstata é uma glândula que cresce ao longo da vida do homem. No entanto, chega uma época em que ela cresce com maior rapidez, entre os 40 e 50 anos. Cada vez se vive mais, e isso oferece um tempo maior para essa doença se manifestar", explicou. Dados da SBU apontam que 20% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados da doença, o que faz com a taxa de mortalidade chegue a 25% dos casos. No entanto, um diagnóstico precoce leva a 90% de chance de cura. Para isso, é necessária a realização dos exames de Antígeno Prostático Específico (PSA) e toque, que ainda é alvo de muito preconceito. "Diferente da mulher, que desde cedo é orientada a fazer exame preventivo, o homem tem a cultura de esquecer essa questão. Tem muito também o preconceito e medo de perder a ideia do 'super-homem'. Muitos não querem procurar por pensar que quem procura acha", avaliou o profissional. "Da mesma maneira que a mulher procura o ginecologista, o homem deve procurar o urologista para se orientar não só com relação ao câncer de próstata, mas também outros problemas masculinos". Carneiro ainda explicou a diferença entre crescimento benigno e maligno da próstata e a influência do câncer sobre a fertilidade masculina.

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Quarta, 04 de Outubro de 2017 - 11:00

Ginecologista sugere 'glamourização' da camisinha para incentivar uso entre jovens

por Renata Farias

Ginecologista sugere 'glamourização' da camisinha para incentivar uso entre jovens
O baixo índice de uso de preservativo entre os jovens é um problema que preocupa os profissionais, por levar à disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e à gravidez na adolescência. Para a obstetra e ginecologista Albertina Takiuti, responsável pelo Ambulatório de Ginecologia da Adolescência do Hospital das Clínicas de São Paulo, a “glamourização” da camisinha pode ser uma forma eficaz de atingir esse público, já que alertas sobre os riscos não têm sido tão efetivos. “Eu acho que o menino devia se sentir careta, ridículo por não usar. Você não vai beijar sem escovar os dentes porque bafo é muito ruim, então acho que precisa ser parecido. Devia ser falta de higiene, como não escovar os dentes e não tomar banho”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias, durante a coletiva de imprensa “Sexualidade e Comportamento”, promovida pela Bayer em São Paulo. De acordo com dados do Datasus, entre 1998 e 2015, o Brasil registrou uma queda de aproximadamente 25% no número de nascidos vivos de mães com idade entre 10 e 19 anos. O índice é inferior aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da Organização das Nações Unidas (ONU), de reduzir esse número em 30%. O estado de São Paulo, por sua vez, teve redução de 46,6% nesse mesmo público. “Nós apresentamos duas vezes ao ano os índices, mostrando as cidades que estão com problemas e pedindo parcerias da Educação, dos prefeitos, da Saúde”, explicou Albertina sobre a experiência exitosa. A ginecologista falou ainda sobre a importância da educação sexual, empoderamento feminino e preocupações do jovem no início da vida sexual.

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