Viver Bem: Carnaval e bebês - com cuidado, todo mundo cai na folia
Foto: Pixabay

De uma ponta a outra, o Brasil já respira Carnaval. A abertura oficial da festa ainda não aconteceu, mas todo mundo já está no clima da folia. Entretanto, para quem tem bebês em casa, a curtição precisa ser com uma atenção redobrada.

 

Levar ou não os bebês para o Carnaval pode vir a ser um dilema para os pais, mas, de acordo com a pediatra do Hapvida, Ana Larissa Melo, a partir dos seis meses de vida a diversão dos pequenos já pode acontecer, só que com algumas precauções. “A preferência deve ser por blocos infantis ou com perfil familiar, que aconteçam durante o dia e em locais abertos, arborizados ou com sombra”. No caso de mulheres lactantes, Ana explica que elas não devem permanecer por muito tempo na folia pelo risco de desidratação.

 

CUIDADOS
Os hábitos alimentares já utilizados pelas crianças devem ser mantidos. Frutas bem lavadas, sanduíches feitos em casa, sucos e água são boas opções. “Evite comidas de rua, pois não se sabe como esses alimentos foram manipulados”, destaca a especialista. 


Já a hidratação deve ser feita durante todo o percurso. Água, sucos de frutas e água de coco também são boas opções. E nada de pensar que pode passar o dia todo pulando na companhia dos pequenos. A pediatra explica que a exposição às altas temperaturas pode ser prejudicial para as crianças. Até dois anos de idade, não se deve permanecer por mais de duas horas nesses ambientes. Crianças com mais de três anos já podem permanecer até quatro horas, mas lembre-se do alerta: não esqueça de respeitar os limites da criança e evitar exageros.

 

ZUM ZUM ZUM

Os ouvidos são algumas das áreas mais afetadas durante os dias de folia e a comprovação disso se dá pelo som dos trios elétricos, que costuma bater o volume de 110 decibéis. Apesar da alta exposição, Ana destaca que, em geral, não são necessários protetores de ouvido. “Caso a criança sinta-se incomodada é sempre bom ter disponível protetor auricular adequado para idade.A atenção redobrada vai para crianças menores de um ano, que devem evitar ficar muito próximo às caixas de som”, pondera.

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