Segunda, 13 de Agosto de 2018 - 11:30

Da paternidade à filantropia

por Roberto Sá Menezes

Da paternidade à filantropia
Ao me tornar pai, já imaginava que minha vida ia passar por transformações, mas jamais da forma como aconteceram. Aos nove anos, meu filho foi diagnosticado com câncer. Travamos uma batalha que felizmente foi vencida e, a partir daí, uma nova força foi gerada. Durante o tratamento do meu filho, tive acesso ao drama de várias outras crianças que passavam por situação semelhante, mas nem sempre com final feliz. A dificuldade existia principalmente entre as famílias carentes vindas do interior, que não tinham estrutura na capital baiana e acabavam por não dar continuidade ao tratamento.

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Terça, 07 de Agosto de 2018 - 13:10

Mais de 50 mil AVCs podem ser evitados por ano no Brasil

por José Francisco Kerr Saraiva

Mais de 50 mil AVCs podem ser evitados por ano no Brasil

Figurando há anos como uma das principais causas de morte no país, o acidente vascular cerebral (AVC) é um antigo conhecido da população. Só em 2015, por exemplo, cerca de 100 mil óbitos foram ocasionados pela doença no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Diante de tal cenário, falar sobre a prevenção dos fatores de risco torna-se obrigatório: entre os principais, está a fibrilação atrial (FA), o tipo de arritmia cardíaca mais comum do mundo, que leva o coração a bater em um ritmo irregular, aumentando em cinco vezes as chances dos pacientes sofrerem um AVC.

 

A fibrilação atrial é um grande problema de saúde pública e os números da doença são alarmantes. Mas qual é a relação entre as duas doenças? Primeiro, é preciso entender a atuação da FA: a enfermidade faz com que os sinais elétricos emitidos pelo coração falhem, levando os átrios a se contraírem de maneira irregular, "fibrilando", e provocando um acúmulo de sangue local. Tal retenção, além de outras alterações provocadas pela FA, pode levar à formação de coágulos sanguíneos que podem se dirigir à circulação sanguínea e chegar a qualquer parte do corpo, como o cérebro – provocando o AVC, que, nesse caso, tende a ser mais grave do que em outras situações.

 

O diagnóstico precoce e o tratamento da fibrilação atrial são fortes aliados do paciente para evitar essa complicação, pois parte do tratamento consiste no uso de medicamentos anticoagulantes, responsáveis por reduzir o risco de AVC. É importante ressaltar, ainda, que existem tratamentos que visam restaurar a frequência cardíaca do paciente.

 

O maior desafio está no fato de que a FA é uma doença silenciosa: muitos dos pacientes não apresentam sinais da arritmia, o que faz com que eles não procurem orientação médica. Entretanto, nos casos em que há manifestações, os sintomas mais comuns englobam palpitações, tontura, dores no peito e falta de ar. Além disso, outro ponto que merece atenção é que, embora a fibrilação atrial atinja entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas no país, ela ainda é desconhecida pela população, como mostrou a pesquisa "A percepção dos brasileiros sobre doenças cardiovasculares", encomendada pela Boehringer Ingelheim (BI) e desenvolvida pelo IBOPE CONECTA, em que 63% dos participantes afirmaram nunca terem ouvido falar sobre a arritmia. O estudo também revelou que 47% dos entrevistados com FA não faziam uso de medicação anticoagulante, ficando mais expostos às complicações da doença.

 

Uma das possíveis explicações sobre a não adoção ao tratamento é a preocupação com sangramentos, o efeito colateral mais lembrado das medicações anticoagulantes - conhecidas popularmente por "afinarem o sangue". Entretanto, recentemente a medicina testemunhou um grande avanço quanto a essa classe terapêutica: já está aprovado em 61 países, inclusive no Brasil, o primeiro agente reversor de medicação anticoagulante do mundo, destinado a uso hospitalar. De princípio ativo idarucizumabe, o medicamento possui efeito imediato e momentâneo, revertendo especificamente a ação da dabigatrana, em pacientes que precisam ser submetidos a cirurgias de emergência ou apresentam sangramentos incontroláveis, ocasionados por acidentes, sejam eles domésticos ou não.

 

Logo, apesar de parecer inofensiva em um primeiro momento, a fibrilação atrial representa um grande risco para a saúde de quem sofre com a doença, que atinge principalmente idosos acima dos 70 anos. É comum os pacientes serem diagnosticados com a arritmia apenas em um episódio de AVC, a sua manifestação mais grave, que pode levar a sequelas incapacitantes e até à morte. Por isso, é importante realizar check-ups de rotina, consultando o médico especialista em caso de dúvidas e sintomas.

 

JOSÉ FRANCISCO KERR SARAIVA

Médico cardiologista, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e professor da PUC Campinas.

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Segunda, 30 de Julho de 2018 - 11:30

Legalização do aborto no Brasil, o Judiciário e a saúde da mulher

por Sandra Franco

Legalização do aborto no Brasil, o Judiciário e a saúde da mulher
Um dos temas mais polêmicos no Brasil deverá render um novo capítulo a partir de agosto. A discussão sobre o aborto será retomada em audiências públicas marcadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A etapa foi convocada pela ministra Rosa Weber, relatora de uma ação proposta pelo PSOL para que o aborto até o terceiro mês de gestação deixe de ser considerado crime, pois a proibição viola direitos fundamentais.

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Conscientização é fundamental para prevenção e tratamento de cânceres de cabeça e pescoço
Celebramos nesta semana, no dia 27 de julho, o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. A data é aproveitada para desenvolver atividades de conscientização e informação no combate e prevenção deste tipo de câncer. Além da ação de entidades como a Sociedade Brasileira do Câncer de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e de médicos especializados em cirurgia da cabeça e do pescoço, é muito importante o envolvimento da população e de órgãos públicos, tendo em vista a implementação de políticas públicas que contribuam para diminuir a incidência da doença entre os brasileiros.

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Segunda, 23 de Abril de 2018 - 10:30

Osteopatia proporciona gestação mais tranquila

por Viviane Maduro

Osteopatia proporciona gestação mais tranquila
Durante a gestação ocorrem mudanças físicas e metabólicas na gestante que são necessárias para o desenvolvimento do bebê. Essas alterações deveriam acontecer de uma forma natural, sem grandes transtornos, já que estamos falando de um processo biológico da mulher. Porém, muitas vezes nos deparamos com mulheres grávidas que apresentam dores e desconfortos e, nesse momento, a Osteopatia pode auxiliar no alívio dessas dores e na melhora da qualidade gestacional.

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Segunda, 16 de Abril de 2018 - 10:30

Como manter a voz saudável?

por Sandra Lia Petit Marchi

Como manter a voz saudável?
Repleto de efemérides importantes, abril reserva também uma data para disseminar conhecimento e conscientizar a população acerca da importância dos cuidados com o aparelho vocal. É o Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril em diversos países - como o Brasil, onde faz parte do calendário desde 1999. Embora poucos se deem conta, procurar um fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista é muito importante ao sinal de qualquer alteração na voz ou desconforto na fala, pois eles podem fazer um diagnóstico específico e indicar o melhor tratamento para cada caso. No dia a dia, algumas ações podem manter a voz saudável: falar sem esforço, articular bem as palavras e fazer repouso vocal sempre que possível são cuidados simples e bastante eficazes.

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Segunda, 09 de Abril de 2018 - 11:30

Qual a importância de manter a carteira de vacinação atualizada?

por Júlia Herkenhoff Carijó

Qual a importância de manter a carteira de vacinação atualizada?

Seguir rigorosamente o calendário vacinal e manter a carteira de vacinação atualizada é muito importante em todas as idades, não só para se proteger de doenças que são facilmente evitáveis, como Sarampo ou Rubéola, mas também para prevenir aquelas que são consideradas graves e podem levar a morte, como é o caso do Tétano e Meningite.

 

A maioria das pessoas tem muitas dúvidas sobre o assunto ou acredita que essa questão seja voltada somente para um público específico ou de risco, como é o caso das crianças, gestantes e idosos. O que acho importante e sempre reforço com todos é que as vacinas são uma das ferramentas mais eficazes no combate a agentes infecciosos. Por meio delas, quando nosso corpo detecta o microrganismo, automaticamente produz os anticorpos necessários para evitar que a doença aconteça e se desenvolva, proporcionando uma maior proteção.

 

Algumas campanhas e ações são feitas diariamente com o único objetivo de conscientizar a população, orientar e mostrar a real necessidade e importância de tomar as vacinas corretamente. Se pararmos para pensar, quanto maior o número de pessoas protegidas, menor é a chance de elas serem atingidas por doenças, e, portanto, menor a chance de ocorrerem epidemias. Além disso, com a prevenção, o número de pessoas hospitalizadas diminui e há uma drástica redução da mortalidade e nos gastos com medicamentos.

 

O Brasil é um dos países que apresenta o maior número de campanhas de vacinação. De acordo com um estudo realizado esse ano pelo Ministério da Saúde, atualmente o país possui mais de 36 mil salas de vacinação, que juntas aplicam uma média de 300 milhões de imunobiológicos, e ainda exporta doses para mais de 70 países. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Brasil é referência internacional no processo de produção de vacinas.

 

Por fim, ressalto aqui que precisamos fazer a nossa parte e manter sempre nossa carteira de vacinação em dia, independentemente da idade. Se tem dúvidas se já tomou todas as doses necessárias, ou se ainda falta alguma vacina, procure orientação no posto de saúde mais próximo de sua casa, pois é preciso tomar cuidado, nos conscientizar para não deixarmos a saúde em segundo plano.

 

JÚLIA HERKENHOFF CARIJÓ

Médica Infectologista do Hospital Copa D'Or, Chefe Substituta da Área de Infecção Hospitalar do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e parceira da Beep Saúde, plataforma que disponibiliza atendimento médico 24 horas com conveniência.

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Segunda, 02 de Abril de 2018 - 11:30

O Bem que o leite faz

por Roberta Züge

O Bem que o leite faz
O desenvolvimento humano, em especial o incremento da capacidade cognitiva, ou seja, a capacidade de adquirir conhecimento, está intimamente ligado aos fatores nutricionais. Os humanos, para deixarem de serem nômades, precisaram desenvolver técnicas de domesticação dos animais e da agricultura. Um dos grandes destaques para facilitar a vida destes humanos, foi a utilização, como alimento, do leite de bovinos. Este, de alto valor nutricional, de fácil ingestão e que poderia ser retirado nas proximidades de suas moradias.

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Segunda, 26 de Março de 2018 - 11:30

Quando as emoções e sentimentos se tornam patológicos?

por Livia Castelo Branco

Quando as emoções e sentimentos se tornam patológicos?
A vida afetiva é a dimensão psíquica que dá intensidade às vivências humanas, que engloba o humor, as emoções e os sentimentos (espectro da tristeza, alegria, agressividade ou amor). Os afetos também interferem em outras funções psíquicas, como a vontade, a atenção, o pensamento e a memória, influenciando diretamente a maneira de pensar do indivíduo, a formação de suas lembranças e as suas tomadas de decisão. Além disso, os afetos estão associados a certas sensações corporais, como alterações da frequência cardíaca, respiração, suor, sensação de bem ou mal-estar.

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Segunda, 19 de Março de 2018 - 11:30

Como o mapeamento genético vai revolucionar o tratamento do autismo?

por Graciela Pignatari

Como o mapeamento genético vai revolucionar o tratamento do autismo?
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) atinge cerca de um a cada 68 indivíduos, de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. No entanto, o avanço das tecnologias na área da saúde e da medicina personalizada vem mudando este cenário. Recentes estudos epidemiológicos têm demonstrado que os fatores genéticos são os mais importantes na determinação das causas e origens do TEA. Embora fatores ambientais, como problemas ainda na gravidez (uso de drogas, bebês prematuros, infecções virais, entre outros), também estejam associados ao risco para o desenvolvimento do TEA, hoje já se sabe que o risco é majoritariamente genético.

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