Estudo aponta que comer tomate ou maçã retarda envelhecimento dos pulmões

O consumo diário de três maçãs ou dois tomates frescos retarda o envelhecimento natural dos pulmões e repara danos causados pelo tabagismo em ex-fumantes. A afirmação é de pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, uma dieta com muitas frutas e vegetais frescos reduz o declínio da função pulmonar. Segundo o jornal O Globo, os cientistas analisaram a dieta e a função pulmonar de mais de 650 adultos em 2002 e, novamente, dez anos depois. O declínio pulmonar foi menor entre os participantes que comiam dois tomates ou três maçãs por dia. "Este estudo mostra que a dieta pode ajudar a reparar o dano pulmonar em pessoas que pararam de fumar", afirmou a principal autora da pesquisa, Vanessa Garcia-Larsen. A pesquisadora ressaltou que as descobertas reforçam a importância de dietas recomendadas, especialmente para pessoas com risco de doença pulmonar.

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Anvisa proíbe lote de leite condensado por bactéria que provoca vômito e dor de barriga

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de um lote do leite condensado da marca Fazendeira. Após interdição preventiva de 90 dias, o lote 0681M1 foi definitivamente proibido por não apresentar contraprova à interdição inicial. Laudo de análise emitido pelo Laboratório Central Noel Nutels, do Rio de Janeiro, constatou presença, em excesso de Estafilococos Coagulase Positiva. Essa bactéria pode provocar vômitos, dor de barriga e mal-estar. Segundo o jornal Extra, na época da interdição preventiva, a fabricante do produto, Baduy e Cia Ltda, de Ituiutaba (MG), divulgou nota pública na qual esclarecia que, preocupados com a qualidade e a segurança dos produtos que oferecem, exercem um severo controle em todas as etapas do processo de fabricação dos produtos, desde a seleção dos ingredientes até a fase final de embalagem e distribuição. "A qualidade e a uniformidade dos nossos produtos seguem rigorosamente os requisitos regulamentares pelo MAPA/DIPOA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento /Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal)", disse a empresa. A Anvisa determinou que a Baduy e Cia Ltda. promova o recolhimento de todo o estoque existente no mercado.

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Dieta mediterrânea tem resultados expressivos em tratamento contra depressão

Um estudo desenvolvido na Universidade da Austrália do Sul apontou que a melhoria dos hábitos alimentares pode ter efeito sobre a saúde mental. Os pesquisadores apontam que a adoção de uma dieta mediterrânea, rica em peixes, vegetais, legumes, frutas, nozes e azeite, pode ajudar no tratamento de pacientes com depressão. "Isso faz sentido porque nossos cérebros precisam de nutrientes e outros fatores ligados à dieta para funcionar bem. Talvez mais que qualquer outro órgão do corpo", afirmou a pesquisadora Natalie Parletta. Participaram do estudo, segundo o jornal O Globo, voluntários com idade entre 18 e 65 anos, com depressão, que foram divididos em dois grupos: enquanto um deles seguia a dieta mediterrânea, o outro realizava reuniões quinzenais para tratamento da doença. Todos os voluntários apresentaram melhorias, mas os resultados foram significativamente melhores entre os voluntários que mudaram seus hábitos alimentares. "Nós mostramos que com conselhos de especialista em nutrição e oficinas ensinando como preparar refeições simples, deliciosas e baratas, é possível alcançar dietas saudáveis", celebrou Natalie.

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Drunkorexia: Jovens trocam calorias de alimentos por bebidas alcoólicas

Jovens mulheres, principalmente de países ricos, têm apresentado sinais de um transtorno alimentar conhecido como "drunkorexia". As pessoas afetadas pulam refeições para reduzir a ingestão de calorias de alimentos, substituindo-as pelas calorias de bebidas alcoólicas. Para se ter uma ideia, um copo de 400 ml de cerveja tem, em média, 197 calorias, o equivalente a uma fatia de pizza. Apesar de não ser clinicamente reconhecido, o problema atinge quase 60% das estudantes de graduação de países ricos, de acordo com estudo realizado em 2016. "Eu costumava pular refeições na universidade para não ficar inchada à noite", afirmou uma mulher de 23 anos que preferiu não se identificar, em entrevista ao Independent. "Definitivamente é (uma prática) comum, muitos dos meus clientes me perguntam se deveriam perder o jantar para compensar o que planejam beber", acrescentou. De acordo com a nutricionista Rhiannon Lambert, o comportamento não afeta apenas jovens e está relacionado a uma dieta com "efeito sanfona", na qual o peso retorna logo após a perda. A especialista alertou que dietas de contagens de calorias podem ser uma das causas do problema. "Essas situações devem envolver o atendimento hospitalar e uma equipe de profissionais de saúde para apoio do doente paciente", recomendou.

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Estudo revela que quase metade das alergias alimentares surge na vida adulta

Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos mostrou que quase metade das alergias alimentares surgem na idade adulta. Em apresentação anual do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia, o coautor da pesquisa, Ruchi Gupta, disse estar surpreso com o resultado encontrado. "As alergias alimentaram são vistas como condições que surgem na infância, então a ideia de que 45% dos adultos com alergias alimentares as desenvolveram na idade adulta é surpreendente", explicou. "Nós também notamos que, assim como nas crianças, a incidência de alergias alimentares em adultos está aumentando em todos os grupos étnicos", acrescentou. Segundo o jornal O Globo, a alergia alimentar mais comum entre adultos é de mariscos, com incidência de 3,6% - o número aumentou 44% desde 2004. A alergia a nozes e castanhas também aumentou: 1,8% dos adultos norte-americanos são afetados. Algumas alergias alimentares afetam mais adultos negros, asiáticos e hispânicos, a exemplo de mariscos e amendoim. 

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Workshop gratuito discute alimentação infantil saudável no Salvador Shopping

O Grupo Orgânico realiza, na próxima sexta-feira (27), um workshop gratuito com tema "Meu filho não come vegetais". Voltado para mães, pais e crianças, o evento acontece a partir das 17h, na loja Camicado do Salvador Shopping, sob comando da chef Mariana Andrade.  Os participantes receberão dicas sobre alimentação infantil saudável e poderão aprender uma receita, com direito a degustação no final. As inscrições podem ser realizadas por meio de formulário online (clique aqui). As vagas são limitadas.

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Pesquisa aponta que apenas 40% dos brasileiros consomem frutas diariamente

Mesmo com o título de terceiro maior produtor de frutas do mundo, o Brasil não contabiliza um grande número de consumidores. De acordo com dados de pesquisa Datafolha, apenas 40% dos brasileiros comem frutas diariamente. Os maiores números estão concentrados na região Sudeste, entre pessoas com maior escolaridade e pertencentes às classes A e B. Encomendada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a pesquisa faz parte da iniciativa Hortifruti Saber & Saúde, com o objetivo de divulgar informações sobre o valor de verduras, legumes e frutas na composição de uma dieta saudável. Segundo o Valor Econômico, os resultados mostraram que os números são maiores entre mulheres: 42%, contra 35% de consumidores homens. O mesmo acontece no caso de verduras e legumes. Também foram avaliados os fatores que influenciam no momento de compra. Em primeiro lugar, está a preferência pessoal (31%), seguida pela sazonalidade (17%). Em terceiro lugar, estão aparência e preço (14% cada). Entre os mais jovens, aparência e facilidade de consumo são determinantes. Foram entrevistadas 2.089 pessoas com 16 anos ou mais, em 148 municípios, em julho de 2017. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Brasil precisa investir em segurança alimentar, recomenda relatório da FAO

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recomendou em relatório apresentado nesta segunda-feira (16), quando é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, que o Brasil incentive o cuidado com a alimentação e mantenha programas governamentais de acesso a alimentos para garantir a segurança alimentar dos brasileiros. O relatório da FAO Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe 2017 indica que o Brasil será capaz de acabar com a fome, que hoje atinge cerca de 3% da população, até 2030. No entanto, para garantir a segurança alimentar e nutricional, os brasileiros precisam consumir os nutrientes corretos e até mesmo praticar exercícios físicos. No Brasil, a alimentação é um direito garantido pela Constituição Federal e, mundialmente, o tema é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que tem como meta acabar com a fome no mundo até 2030. "O Brasil está muito bem em termos gerais. Em 2014 saiu do Mapa da Fome, com índice de insegurança alimentar abaixo de 5%. Isso revela uma situação que não é estrutural. São grupos, que precisam de políticas focais. O Brasil não tem mais o problema estrutural da fome como outros países da América Latina", disse o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic. Segundo a Agência Brasil, o relatório da FAO indica que o Brasil só vai alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de número 2: Fome Zero até 2030, se houver continuidade nos investimentos em políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis. "É importante manter o nível de investimento social que se tinha. A crise, com certeza, é uma ameaça para esses programas. Não é fácil alocar recursos nesse momento, mas vamos torcer para que a economia consiga se recuperar e que haja recursos e investimento efetivo no desenvolvimento rural sustentável, que é a chave [para a segurança alimentar]", afirmou Bojanic. O Brasil é um país que lida com dois extremos, são 7,2 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. Por outro lado, 60% dos brasileiros estão com sobrepeso e 20%, obesos. Além disso, um terço das crianças está acima do peso.

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Quinta, 05 de Outubro de 2017 - 15:10

Menino de 11 anos fica cego devido a restrição alimentar

Menino de 11 anos fica cego devido a restrição alimentar

Um menino de 11 anos foi diagnosticado com cegueira devido a uma restrição alimentar. Ele sofria de eczema e múltiplas alergias, o que levou à dieta bastante restritiva. "Ele basicamente se alimentava de batata, porco, cordeiro, maçã, pepino e cereal matinal", afirmaram médicos em artigo publicado nesta semana. Segundo o site UOL, o adolescente sofreu durante oito meses com piora progressiva na visão, cegueira noturna, olho seco e sensibilidade à luz. Após ser levado no hospital, profissionais descobriram deficiência de vitamina A. Nenhum dos alimentos presentes na alimentação do menino era rico dessa substância, muito importante para a visão. Os médicos então administraram três superdoses de vitamina A e, após seis semanas, a visão do garoto melhorou um pouco e a secura desapareceu. No entanto, ele ainda é considerado cego e talvez nunca seja curado. "A perda da visão associada à deficiência de vitamina A pode ser reversível; entretanto, em casos com atrofia ocular, como aconteceu com esse paciente, o grau de cegueira costuma ser permanente", informaram os médicos.

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Cientistas editam gene do glúten e produzem trigo menos nocivo para celíacos

Comumente associado a reações alérgicas, o glúten é o responsável pela doença celíaca, um transtorno autoimune do intestino. Pensando nessa parcela da população e nas restrições alimentares necessárias, cientistas do Instituto de Agricultura Sustentável de Córdoba, na Espanha, modificaram geneticamente variedades de trigo. O objetivo era remover quase que completamente a gliadina, proteína responsável pela doença celíaca. Segundo a revista Super Interessante, os pesquisadores utilizaram a técnica Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas (CRISPR, na sigla em inglês) para inutilizar 35 dos 45 genes do trigo responsáveis pela produção de gliadina. O experimento resultou em um novo trigo que reduz em 85% as reações à substância, sem alterar a textura e sabor. 

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