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Quinta, 30 de Junho de 2022 - 21:00

Dormir mal é tão prejudicial para a saúde do coração quanto fumar, diz entidade

por Cláudia Collucci e Rafael Balago | Folhapress

Dormir mal é tão prejudicial para a saúde do coração quanto fumar, diz entidade
Foto: Freepik

Dormir mal, menos de sete horas por noite, é tão prejudicial para a saúde do coração e do cérebro quanto fumar cigarros tradicionais ou eletrônicos, ser obeso e levar uma vida sedentária, diz uma nova diretriz da Associação Americana de Cardiologia (AHA, na sigla em inglês), que será replicada por entidades brasileiras.
 

Divulgada nesta quarta-feira (29), a nova versão do Lifes's Simple, criado em 2010 e que reúne métricas de comportamento e fatores de risco para a saúde, incorpora os problemas de sono pela primeira vez. A atualização foi feita com base em mais de 2.400 estudos científicos.
 

Para os adultos, a recomendação é de sete a nove horas de sono.
 

Até então, a diretriz incluía sete fatores de risco --tabagismo, alimentação, atividade física, nível de colesterol, glicose no sangue, índice de massa corpórea (IMC) e pressão arterial.
 

Segundo a AHA, 80% das doenças cardiovasculares são evitáveis, ou seja, estão ligadas à dieta e estilo de vida. Essas são as doenças que mais causam mortes no Brasil.
 

"A nova métrica de duração de sono reflete as últimas descobertas de pesquisas: o sono impacta a saúde em geral, e pessoas que tem padrões de sono mais saudáveis gerenciam melhor outros fatores de saúde, como peso, pressão sanguínea e risco de diabetes tipo 2 de modo mais eficiente", disse Donald Lloyd-Jones, presidente da AHA, ao anunciar a recomendação, nesta quarta (29).
 

A curta duração ou má qualidade do sono está associada à pressão alta, colesterol elevado e aterosclerose, o que aumenta as chances de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC.
 

Segundo o cardiologista Luciano Drager, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e que preside a Associação Brasileira do Sono, os distúrbios do sono, como privação e apneia, estão impactando em muito a saúde e a qualidade de vida das pessoas.
 

"Elas estão desenvolvendo desde problemas de memória, cognição, performance no trabalho, além das consequências cardiometabólicas."
 

Ele afirma que, durante a pandemia de Covid-19, além do aumento dos casos de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, e dos hábitos não saudáveis de alimentação e estilo de vida, houve muito prejuízo à saúde do sono.
 

"As pessoas ficaram muito conectadas nas redes sociais, ficaram nas plataformas de streaming até tarde, mudando o padrão do sono e piorando a qualidade de vida e a saúde."
 

Isso tudo, segundo ele, elevou a importância do sono ao mesmo patamar da dieta adequada, da atividade física, do controle da glicemia e do colesterol, entre outros.
 

Segundo Drager, as sociedades de cardiologia e do sono vão encampar a nova diretriz da AHA e iniciar campanhas e outras ações preventivas.
 

"A gente precisa reconhecer os distúrbios do sono de forma mais precoce, acabar com o mito que de que dormir é perder tempo."
 

Ele lembra que em cada etapa da vida os distúrbios do sono podem ter causas diferentes. Entre os idosos, por exemplo, há o impacto das doenças crônicas e do uso de várias medicações que podem influenciar o sono.
 

Já entre os mais jovens, desde o hábito de ficar até tarde nas mídias sociais como uso de substâncias estimulantes.
 

"Eles estão ampliando também as recomendações para a infância. É no sono que a criança desenvolve o cérebro, consolida a memória, o aprendizado e tem papel na imunidade. Quanto antes um estilo de vida saudável for adotado, há evidências de que se previne doenças no adulto."
 

De acordo com as recomendações da AHA, para crianças de até cinco anos, o tempo ideal de sono é de 10 a 16 horas por dia; crianças de 6 a 12 anos precisam dormir de 9 a 12 horas; e adolescentes de 13 a 18 anos devem ter entre entre 8 e 10 horas de sono por noite.
 

Durante o sono, o corpo repara células danificadas e fortalece o sistema imunológico, o que melhora a saúde de modo geral.
 

A entidade recomenda que uma forma de dormir melhor é se afastar dos aparelhos eletrônicos antes de ir para a cama, colocar um alarme para avisar a hora de se deitar e bloquear o recebimento de notificações durante a noite.
 

Apesar de recomendar o afastamento do celular, a entidade indica o uso de aparelhos capazes de monitorar a qualidade do sono, como relógios, anéis e os próprios celulares.
 

Além do sono, houve alteração na recomendação sobre acompanhamento do colesterol. Agora, a orientação é monitorar com mais atenção o índice não-HDL, em vez do colesterol total. Quanto maior este índice, maior o risco de problemas cardiovasculares.
 

Assim, cada um dos itens gera pontos, que permitem dar uma nota geral para a saúde das pessoas e mostrar como ela pode ser melhorada.

Sobre aborto, OMS diz que 'todas as mulheres devem ter direito de escolher'
Foto: José Cruz / Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde reafirmou seu posicionamento sobre o aborto seguro durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (29). O tema voltou à tona após os Estados Unidos derrubarem o direito federal ao procedimento. As informações são do Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. 

 

“Todas as mulheres devem ter o direito de decidir quando se fala do seu corpo e da sua saúde. Ponto final. Aborto seguro é cuidado de saúde. Ele salva vidas. Restringi-lo só leva mulheres e meninas a procedimentos inseguros, que resultam em complicações a até a morte. A evidência é irrefutável”, afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

 

Tedros afirmou ainda que as populações com maior impacto com a limitação do acesso ao aborto seguro são as mulheres pobres de comunidades marginalizadas. Segundo a cientista-chefe da entidade, Soumya Swaminathan, negar o acesso à interrupção da gravidez em serviços de saúde é como dificultar que uma pessoa receba um remédio que pode salvar sua vida. 

 

O diretor-geral da OMS afirma que essa é uma decisão sobre a vida e o futuro da mulher, e que não é uma opinião, mas sim um fato comprovado por pesquisa. Ghebreyesus declarou ainda estar preocupado com o impacto global da decisão dos EUA, e a considera um retrocesso.

Policlínica Regional de Saúde em Valença registra mais de 210 mil atendimentos realizados
Foto: Divulgação

No seu aniversário de quatro anos, celebrado nesta quarta-feira (29), a Policlínica Regional de Saúde em Valença registra mais de 210 mil atendimentos realizados. A unidade de saúde é referência para 13 municípios da região. 

 

Segundo a secretária de Saúde do Estado (Sesab), Adélia Pinheiro, “esse é um projeto vitorioso que simultaneamente amplia e descentraliza consultas com especialistas e exames de média e alta complexidade, possibilitando que a Atenção Básica seja mais resolutiva. Além disso, os pacientes não precisam deslocar grandes distâncias para realizar o diagnóstico e iniciar, caso necessário, um tratamento”.

 

A Sesab, até o momento, foi entregue pelo Governo do Estado 24 policlínicas em toda a Bahia, com investimento superior a R$ 860 milhões entre obras, equipamentos, mobiliário, veículos e manutenção.

 

No caso da Policlínica Regional em Valença, ela é referência para a população de Cairú, Camamu, Gandu, Igrapiúna, Itaparica, Ituberá, Nilo Peçanha, Nova Ibiá, Piraí do Norte, Taperoá, Teolândia, Wenceslau Guimarães, além da própria Valença.

 

A unidade oferta consultas com médicos nas especialidades: anestesiologia, cardiologia, endocrinologia, ortopedia e traumatologia, cirurgia geral, dermatologia, ginecologia e obstetrícia, pneumologia, coloproctologia, neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, radiologia e reumatologia. Além disso, a Policlínica Regional de Saúde de Valença disponibiliza diversos exames, como ressonância magnética, tomografia, ecocardiograma, ergometria, mapa, dentre outros.

Por Outro Lado: Discussões sobre saúde pública e legalização do aborto no Brasil
Arte: Paulo Victor Nadal / Divulgação / Bahia Notícias

O caso da menina de 11 anos que foi impedida de realizar um aborto em Santa Catarina (veja aqui) acendeu o antigo debate sobre a questão no Brasil. Legalizada em três situações, a interrupção da gestação é tabu no país e envolve discussões sobre saúde pública. 

 

Nesta quinta-feira (30), o Por Outro Lado conversa com David Nunes, médico ginecologista obstetra e técnico de referência da área de saúde da mulher, para trazer um aprofundamento maior sobre o tema. 

 

O programa é reproduzido na RBN Digital, toda quinta-feira, às 19h, e fica disponível também em Spotify, Deezer e Castbox

Quinta, 30 de Junho de 2022 - 18:42

Após São João, casos ativos de Covid-19 disparam mais de 2.800% em um mês

por Leonardo Almeida

Após São João, casos ativos de Covid-19 disparam mais de 2.800% em um mês
Foto: Reprodução/Sesab

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reportou 9.740 casos ativos de Covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico emitido nesta quinta-feira (30). O número representa um crescimento de 2.839% em relação ao registrado há um mês atrás, no dia 30 de Maio, quando havia 343 casos ativos.


Já em comparação com duas semanas atrás, antes do início das festividades de São João, a alta é de 285% sendo que haviam 3.416 casos ativos (veja aqui). 


Apenas nas últimas 24h, foram registrados 3.720 novas infecções por Covid-19, o valor é 1.084% maior do que a quantidade total de casos ativos reportados no dia 30 de Maio.


O crescimento vem após as festividades de São João no estado, nas quais movimentaram cerca de 1,5 milhão de pessoas, de acordo com estimativa da Secretaria de Turismo (Setur). 


Apesar do crescimento de 2.839% nos casos ativos, a alta dos encaminhamentos para a UTI não acompanhou o mesmo ritmo, tendo um crescimento de 60% sobre o reportado há um mês atrás.

 

Dentre o intervalo de 30 dias , foram registradas um total de 95 mortes.

 

OCUPAÇÃO DOS LEITOS

A secretária de Saúde, Adélia Pinheiro, admitiu que houve um aumento na ocupação dos leitos após as festas de São João. Segundo ela, a região Oeste do estado é umas das áreas que mais necessitam de assistência (veja aqui).


"O número de casos ativos é crescente. Há um pequeno aumento da demanda por leitos hospitalares em UTI e leitos clínicos, entretanto, a taxa de ocupação é muito baixa, não nos traz preocupação quanto a capacidade de assistência à baianas e baianos que precisam", afirmou.

Alunos de enfermagem da UNIRB realizam aula prática sobre técnicas da saúde
Foto: Reprodução

Os alunos do curso de enfermagem do Centro Universitário UNIRB participaram de uma aula prática sobre sondagem vesical de demanda e punção venosa. No laboratório da instituição, os discentes aprenderam sob supervisão dos professores na disciplina Semiologia e Semiotécnica, o passo a passo dos procedimentos de administração de medicamentos injetáveis por via endovenosa, uma das condutas operacionais rotineiras do técnico de enfermagem. 

 

De acordo com a coordenadora dos cursos práticas da UNIRB, Regiane da Costa, o cateterismo vesical ou cateterismo de vias urinárias é um procedimento invasivo que tem por finalidade alcançar a luz da bexiga com o objetivo de esvaziá-la, determinar urina residual em casos de bexiga neurogênica, monitorar débito urinário e ainda de colher urina em técnica asséptica para exames.

 

Rejane explica que, durante a aula prática, os alunos aprendem sobre uma série de técnicas para administração de medicamentos, desde o manuseio de seringas e agulhas até os procedimentos realizados pela profissão. 


“No campo prático os futuros enfermeiros participaram das atividades relacionados aos procedimentos de punção venosa e sondagem vesical de demanda, que trata pacientes com patologias ou infecções do trato urinário, a trauma uretral ou vesical em que consiste na inserção de um cateter na uretra até a bexiga visando seu esvaziamento. Os futuros enfermeiros também aprenderam os cuidados que devem ser tomados para a prestação de um atendimento de qualidade e de segurança”.


O Conselho Federal de Enfermagem aprovou a Resolução 680/2021, que atualiza e acrescenta novas regras à Resolução 450/2013, sobre sondagem vesical. O procedimento deverá ser feito pelo enfermeiro com a presença obrigatória do técnico de Enfermagem, trazendo mais segurança ao paciente.

Quinta, 30 de Junho de 2022 - 18:00

Laboratório Fleury anuncia fusão com Hermes Pardini

Laboratório Fleury anuncia fusão com Hermes Pardini
Foto: Divulgação

Os laboratórios Fleury e Hermes Pardini anunciaram nesta quinta-feira (30), um acordo para combinação de negócios entre as duas empresas. Com a operação, a companhia combinada deve gerar um incremento de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) anual combinada entre R$ 160 milhões e R$ 190 milhões. Juntas, as duas companhias têm receita de R$ 6,4 bilhões, considerados os dados de 2021. 

 

As etapas da combinação se darão pela incorporação da totalidade das ações do Hermes Pardini pelo Fleury. As companhias se comprometeram a não vender ou adquirir ações até que sejam realizadas as assembleias gerais que deliberarão sobre a operação, que devem ser convocadas em até 30 dias. As ações do Fleury disparavam mais de 10% nesta manhã, indicado que o mercado recebeu bem o negócio, de acordo com o Estado de São Paulo. 

 

Pelo desenho da operação, os três principais acionistas da Hermes Pardini – Victor, Regina e Áurea Pardini – passarão a ter 7,3% da Fleury cada um. O principal acionista segue sendo a Bradesco Dignóstico (20,2%) e os médicos fundadores do Fleury, com 13%. O porcentual negociado em Bolsa da empresa de diagnósticos é de 44,9%.

 

As duas marcas são bastante tradicionais: o Fleury tem 96 anos de existência, enquanto o Hermes Pardini, criado em Minas Gerais, existe há 60 anos. Com a incorporação do Hermes Pardini, a nova companhia agrega mais 177 unidades, em Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Pará. Combinado, o grupo terá cerca de 20,8 mil colaboradores e aproximadamente 4,3 mil médicos.

 

O protocolo assinado prevê uma multa compensatória no valor de R$ 250 milhões para Fleury ou Hermes Pardini, caso a operação não seja aprovada em alguma das assembleias gerais. A operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Médicos baianos recebem capacitação para diagnosticar morte encefálica
Foto: Divulgação

Um curso para capacitar médicos intensivistas baianos para o diagnóstico de morte encefálica e manutenção dos potenciais doadores de órgãos e tecidos para transplantes foi realizado na noite da última terça-feira (28), de forma online. Chamado de  Curso de Capacitação para Determinação de Morte Encefálica, a ação é uma iniciativa da Central Estadual de Transplantes da Bahia, em parceria com a Sociedade de Terapia Intensiva da Bahia (SOTIBA).

 

A capacitação reuniu aproximadamente 200 participantes, entre profissionais médicos e membros de Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e de Organizações de Procura de Órgãos (OPOs). No curso, foram abordadas questões como a manutenção hemodinâmica do potencial doador de órgãos e comunicação com a família durante e após o diagnóstico de morte encefálica.

 

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), de janeiro até o último dia 20, foram registradas na Bahia 59 doações de múltiplos órgãos e 188 doações de córneas, possibilitando a realização de 257 transplantes de córnea, 16 de fígado, 105 de rim\cadáver e mais 11 de rim intervivos. No momento, a lista de espera para transplante contabiliza 1.641 para rim, 86 para fígado e 1.084 para córnea.

Saiba quais foram os lotes da Losartana recolhidos pela Anvisa
Foto: Divulgação

Por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última quinta-feira (23), as empresas farmacêuticas responsáveis pela fabricação do losartana devem recolher os lotes do medicamento (saiba mais aqui e aqui).

 

Conforme divulgou a agência, foram verificados níveis elevados de "azido", considerada cancerígena, o que ultrapassaria o "limite de segurança aceitável".

 

O princípio ativo é um dos mais usados para o tratamento de casos de hipertensão e insuficiência cardíaca no Brasil. O processo de recolhimento deve ser concluído em até 120 dias, contados a partir da data de publicação, segundo o Diário do Nordeste.

 

O uso não deverá ser suspenso pelos pacientes. De acordo com o órgão federal, pessoas que estejam utilizando lotes interditados ou recolhidos deverão entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório do medicamento e, em caso de dúvida, procurar orientação médica.

 

"Continue tomando o seu medicamento de acordo com as orientações do seu médico. Qualquer alteração de tratamento e medicamento só deve ser feita com orientação médica", recomendou. "Somente troque de medicamento quando já tiver o novo lote em mãos, pois a interrupção do tratamento da hipertensão arterial e da insuficiência cardíaca pode produzir maiores malefícios, inclusive risco de morte por derrame, ataques cardíacos e piora da insuficiência cardíaca", diz a Anvisa.

 

Após a determinação, a a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) também se pronunciou, nesta segunda-feira (27), para orientar os pacientes hipertensos e com cardiopatia.

 

Por nota, a SBC afirma ter participado de reuniões com o Ministério da Saúde e com a Anvisa, e concorda com a decisão da agência regulatória.

 

“A SBC apoia as seguintes recomendações: 1 – Os pacientes que fazem uso da losartana devem continuar utilizando o seu medicamento; 2 – os pacientes que estão fazendo uso de um dos lotes interditados devem seguir as recomendações da Anvisa para a troca; 3 – Em caso de dúvida ou necessidade de orientação, os pacientes devem procurar atendimento médico”, diz o documento, reproduzido pelo Metrópoles.

 

A SBC afirma, ainda, que a decisão da agência não tem a ver com a falta de eficácia do medicamento, ou qualquer perigo no uso da losartana, apenas os lotes contaminados é que precisam ser substituídos. Qualquer alteração no tratamento do paciente deve ser feito pelo médico que acompanha o caso.

 

Os lotes que a Anvisa determinou recolhimento não são, conforme o jornal O Globo, das marcas a seguir. Confira:

  • EMS;
  • Germed;
  • Torrent;
  • Organon;
  • Pharlab;
  • Multilab;
  • Nova Química;
  • Sandoz;
  • Vitamedic;
  • Sanofi Medley
  • Legrand;
  • Ranbaxy;
  • Unichem;
  • 1FARMA;
  • Aurobindo Pharma;
  • Laboratório Globo;
  • Zydus Nikkho.
Dados apontam que 6 em cada 10 mortos por Covid não tomaram 3 dose da vacina
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Seis em cada dez mortos no Brasil, entre março e junho deste ano, não tomaram a terceira dose da vacina. Os dados são do Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia ligada às universidades estaduais paulistas USP (Universidade de São Paulo) e Unesp (Universidade Estadual Paulista), que apontou ainda que entre números contam também mais da metade dos internados em decorrência do coronavírus. 

 

De acordo com o Uol, a maior parcela das vítimas tem comorbidades e é idosa. Apesar da vacinação contra a doença ter evitado óbitos desde o último ano, muitas pessoas precisaram procurar um hospital após o aumento do número de casos nos últimos meses.

Entre março e 20 de junho, segundo último registro atualizado pelo governo federal, 30 mil pessoas precisaram ser internadas por causa da infecção or Covid-19. Do total, 17 mil pessoas, o que corresponde a 56% dos casos, não haviam tomado a terceira dose da vacina contra a doença. 

 

Do somatório, 34,7% foram internados mesmo após a terceira dose, sendo que a vacina de reforço havia sido aplicada ainda em 2021, o que significa que a proteção contra o coronavírus já era menor, já que após dois meses o nível de proteção do imunizante cai. Diante disso, o estudo indica que 90,7% dos internados não tiveram a dose de reforço ou a tomaram no ano passado.  

 

Entre os internados, 2.278 pessoas (9,3%) tomaram a terceira dose do imunizante contra a Covid-19 em 2022. 

Quinta, 30 de Junho de 2022 - 14:20

Sesab constata aumento da demanda por leitos Covid após São João

por Anderson Ramos / Bruno Leite

Sesab constata aumento da demanda por leitos Covid após São João
Foto: Anderson Ramos / Bahia Notícias

A secretária Adélia Pinheiro admitiu que há um aumento do número de casos ativos e da demanda por leitos para pacientes com Covid-19 no estado da Bahia, após os festejos de São João.

 

Cinco dias após a festa, a titular da Saúde comentou, nesta quinta-feira (30), acerca das ações que estão sendo tomadas pela pasta para continuar evitando o contágio pela doença.

 

"O número de casos ativos é crescente. Há um pequeno aumento da demanda por leitos hospitalares em UTI e leitos clínicos, entretanto, a taxa de ocupação é muito baixa, não nos traz preocupação quanto a capacidade de assistência a baianas e baianos que precisam", afirmou. 

 

Atualmente, avaliou Pinheiro, 190 leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para tratar pacientes com o vírus estão sendo disponibilizados na rede pública. 

 

A região Oeste do estado foi uma das áreas em que a necessidade por um acréscimo no número de estruturas foi identificada. Segundo a responsável pela Sesab, as equipes estão monitorando a situação, e "nenhum paciente ficará sem assitência". 

 

Ela reforçou a necessidade pela ampliação do número de imunizantes aplicados entre os baianos. Atualmente, disse Adélia, mais de 1 milhão de pessoas com idade acima de 12 anos estão sem nenhuma das doses de vacinas contra a doença.

 

O retorno do uso obrigatório das máscaras, no entanto, foi descartado. A utilização do equipamento permanece restrita às unidades de saúde e farmácias.

Casos de varíola dos macacos em crianças e adolescentes são confirmados pela OMS
Foto: Journal of Veterinary Sciences

Casos de varíola dos macacos em crianças e adolescentes foram confirmados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (29). De acordo com a OMS, existem dois diagnósticos confirmados no Reino Unido e um sendo investigado na França, sendo que todos os pacientes estão com sintomas leves. 

 

“Não temos casos severos, mas é um grupo que nos preocupa. Precisamos fazer o possível para controlar o surto”, explicou o gerente de incidentes da OMS, Abdi Mahamud, de acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. 

 

Conforme o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, apesar de a varíola dos macacos ainda não ser considerada uma emergência de saúde pública de importância global, existe uma urgência em organizar uma resposta coordenada internacional. 

 

A entidade informou também que o comitê de especialistas deve se reunir novamente para reavaliar a situação quando forem recolhidos novos dados.

 

Segundo Tedros, a doença já foi identificada em mais de 50 países. No Brasil, o Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (29) o número de casos confirmados da doença para 21. A pasta apontou que 14 pacientes estão no estado de São Paulo, cinco no Rio de Janeiro, e dois no Rio Grande do Sul (saiba mais aqui).

'Sonhos são o espaço de invenção do novo', conta o neurocientista Sidarta Ribeiro
Foto: Bahia Notícias

Aos 51 anos, Sidarta Ribeiro não deixa de lado a lógica dos sonhos como um espaço de fruição do real. Responsável pela fundação de uma das principais instituições que pesquisam neurociência no país, o Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICE/UFRN), ele diz que os sonhos são "o estado mental de construção do que não existe".

 

Dono de uma larga trajetória como professor, pesquisador e capoeirista, Sidarta defende a ideia de que a humanidade tem elaborado, há milênios, um repertóprio de conhecimentos e saberes através deste ambiente. 

 

Essa sapiência, o teste de hipóteses sobre o novo, desnivelado através dos sono, no entanto, não estaria acessível a todos, sobretudo aos que não têm a ancestralidade como fundamento. 

 

"Isso não é nada claro nessa civilização urbana de matriz européia, do racionalismo, do iluminismo, que jogou os sonhos na lata do lixo", argumenta o cientista, acrescentando que, no estado atual, a sociedade não consegue sonhar, seja no sentido prático ou metafórico da coisa.

 

Os reflexos são diversos, alerta o professor, pois, cada vez mais, o mundo do trabalho invade a noite, faz com que indivíduos durmam cada vez menos e passem a ter problemas cognitivos.

 

"A gente sabe que precisa dormir bem, comer bem, se exercitar, ter relações não tóxicas para poder ter saúde, mas a gente, como sociedade, está embarcando no projeto oposto", esclarece Sidarta, que atribui ao vício no dinheiro o status de contaminador das relações sociais.

 

A compreensão sobre drogas, aliás figura como um dos temas de atenção do brasiliense, que é autor de livros como "Entendendo as coisas" (1998) e "Maconha, cérebro e saúde" (2007). 

 

Para ele, a "mistificação" do Brasil acerca das drogas é um desafio para o avanço de uma política eficaz. "As pessoas acham que são contra drogas, mas vão à drogaria a todo momento comprar drogas, ou vão aos bares, ou vão aos supermercados", compara, afirmando ainda que substâncas como o açúcar têm efeito no corpo e na mente dos indivíduos.

 

"Sonho manifesto: Dez exercícios urgentes de otimismo apocalíptico" (2022) é o escrito mais recente de Sidarta, que disse, apesar do respeito que nutre pela instituição e das vagas ociosas, não ter interesse em se candidatar à uma cadeira da Academia Brasileira de Letras (ABL).

 

"Enquanto a Conceição Evaristo não for admitida, todo mundo que é branco ou quase branco deveria ficar do lado de fora", avalia, acrescentando que acredita na emergência de outras questões mais importantes como a renconstrução da ciência do país. Confira a entrevista completa.

Caetité: Prefeitura pede uso de máscaras em locais fechados após aumento de Covid
Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

O prefeito de Caetité, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano, Valtécio Neves Aguiar (PDT), recomendou o uso de máscaras de proteção nos ambientes fechados da cidade. Conforme o Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, o fato ocorre em meio ao aumento de casos de Covid-19 no município.

 

Pelo boletim epidemiológico local, Caetité registra 309 casos ativos, aqueles em condição de se propagar, da Covid-19. Na recomendação, publicada em decreto, o gestor pede que os moradores usem a proteção em todos os ambientes fechados, principalmente aqueles com circulação livre de pessoas, caso de hospitais e outras unidades de saúde.

 

FESTAS MANTIDAS

Mesmo com a medida, a prefeitura manteve a realização das festas do Dois de Julho e da padroeira Senhora Sant'Ana.

Quinta, 30 de Junho de 2022 - 00:00

Itaberaba: Projeto da prefeitura que pretende conceder 80% de hospital público é aprovado

por Mauricio Leiro / Matheus Lens

Itaberaba: Projeto da prefeitura que pretende conceder 80% de hospital público é aprovado
Foto: Divulgação

A prefeitura de Itaberaba conseguiu a aprovação da concessão onerosa do Hospital Regional de Itaberaba para a iniciativa privada, nesta quarta-feira (29). O projeto de lei oferece a concessão de 10 anos para a administração do hospital, com 20% de responsabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e 80% de uma empresa privada, e foi pautado para votação da Câmara de Vereadores local.

 

Apesar disso, alguns vereadores foram contrários ao ato. O prefeito de Itaberaba, Ricardo Mascarenhas (PP), apontou que, "na época da inauguração, antes do conflito entre o PP e o PT, havia uma força-tarefa para inaugurar o hospital". "Depois disso, a gente viu o ritmo diminuir”, completou. 

 

“Qual é a grande questão? É que eu decida quem vou apoiar para o governo do estado, se será ACM Neto (União Brasil) ou Jerônimo (Rodrigues, PT). Porque foi após o rompimento de João Leão (PP) que tudo isso ocorreu. Não vou aceitar que coloquem uma faca no meu pescoço. Não posso aceitar que as pessoas esperem um posicionamento político para que um hospital seja inaugurado. As vidas das pessoas não podem ser prejudicadas por conta de situações políticas”, indicou. 

 

Fechado há 15 anos, o espaço foi totalmente reformado e ampliado, ganhando ainda 10 leitos de UTI adulto. Segundo a Secretaria de Saúde, 90% dos recursos aplicados foram do Governo do Estado, aproximadamente R$ 30 milhões em investimento, e apenas 10% como contrapartida municipal. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) já tinha informado que pretendia assumir imediatamente o Hospital em maio (veja mais). 

Quarta, 29 de Junho de 2022 - 17:00

Saúde confirma 21 casos de varíola dos macacos; BA ainda não tem nenhum

por Folhapress

Saúde confirma 21 casos de varíola dos macacos; BA ainda não tem nenhum
Foto: Reprodução / Rafaela Feliciano / Metrópoles

O Ministério da Saúde atualizou hoje (29) o número de casos confirmados de varíola dos macacos no País e informou que, até agora, 21 pessoas estão com a doença. Segundo a pasta, 14 pacientes estão no estado de São Paulo, cinco no Rio de Janeiro, e dois no Rio Grande do Sul.
 

O boletim não informou qual o estado de saúde desses pacientes e em quais cidades eles estão. No último comunicado divulgado pelo ministério, divulgado na sexta-feira (24), o Brasil tinha 17 casos confirmados.
 

Ainda de acordo com o boletim, outros 23 casos seguem em investigação nos estados do Ceará (4), Rio Grande do Sul (2), Paraná (3), Santa Catarina (2), Espírito Santo (1), Acre (2), Rio Grande do Norte (1), Minas Gerais (2), Goiás (1), Distrito Federal (1), Mato Grosso do Sul (1) e Rio de Janeiro (3).
 

A pasta também informou que está monitorando os casos e rastreando os contatos dos pacientes por meio da Sala de Situação e do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde).
 

COMO ACONTECE A CONTAMINAÇÃO
A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo/íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Esse contato pode ser, por exemplo, por abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias próximos e por tempo prolongado.
 

PREVENÇÃO E SINTOMAS
Para prevenir a infecção, a recomendação é de evitar contato próximo/íntimo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado; evitar o contato com qualquer material, como roupas de cama, que tenha sido utilizado pela pessoa doente; e higienizar as mãos, lavando-as com água e sabão e/ou álcool gel.
 

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início desses sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele que podem estar localizadas em mãos, boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.
 

A varíola dos macacos pode ser letal, mas o risco é baixo. Existem dois grupos distintos do vírus da doença circulando no mundo, agrupados com base em suas características genéticas: um predominantemente em países da África Central —com taxa de fatalidade de cerca de 10%— e outro circulando na África Ocidental, com taxa bem menor, de 1%.
 

Complicações podem ocorrer, principalmente infecções bacterianas secundárias da pele ou dos pulmões, que podem evoluir para sepse e morte ou disseminação do vírus para o sistema nervoso central, gerando um quadro de inflamação cerebral grave chamado encefalite, que pode ter sequelas sérias ou levar ao óbito.
 

Além disso, como toda doença viral aguda, a depender do estado imunológico do paciente e das condições e acesso à assistência médica adequada, alguns casos podem levar à morte.

'Polvo terapêutico' ajuda bebês no tratamento pós-parto em maternidade de Ilhéus
Foto: Divulgação / Sesab

O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, já está adotando o uso do brinquedo terapêutico em sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. A técnica tem o objetivo de ajudar os bebês prematuros, melhorando a frequência cardíaca e o índice de saturação de oxigênio destes pacientes. 

 

O uso do brinquedo terapêutico tem deixado os recém-nascidos mais calmos, na avaliação da equipe de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas do HMIJS. E a nova iniciativa se integra à já existente estratégia de humanização adotada pela unidade hospitalar.

 

Além do brinquedo terapêutico, o HMIJS já disponibiliza aos bebês com o quadro clínico estável, pequenas redes adaptadas ao tamanho do paciente dentro da incubadora. A iniciativa ajuda a criança a adquirir uma posição mais confortável durante o tratamento, simulando a posição intrauterina. Além disso, como o tecido é mais macio, exerce menos pressão sobre a pele, evitando lesões.

 

“A gente observa que o ambiente frio das UTIs ficou mais colorido com a chegada dos polvos de crochê. Não existe comprovação científica desta técnica, mas a diferença é visível na melhoria da qualidade de saúde das crianças”, afirma a enfermeira Jammily Paim. 

 

A figura do polvo foi a escolhida pela equipe, considerando a forma dos seus tentáculos, que lembram o cordão umbilical. Os bebês acabam segurando neles, oferecendo uma sensação de segurança como se fosse o útero materno. A implantação do projeto surgiu a partir de uma proposta da equipe de fisioterapia do HMIJS que doou as primeiras unidades de polvos. “Poucos. Mas que já fazem a diferença”, segundo Virgínia Marilena, coordenadora.

 

A fisioterapeuta destaca que o projeto brinquedo terapêutico é utilizado para auxiliar a criança a enfrentar momentos difíceis dentro das unidades hospitalares, amenizando traumas e medos causados pela hospitalização. “Os profissionais devem manter-se atentos às expressões da criança, observar a presença de ruídos e agentes estressores, não esquecendo que esta criança apenas não sabe verbalizar o que sente, porém é dotada de sentimentos e sensações dolorosas”, assegura.

 

Virgínia Marilena destaca ainda que, quando o brinquedo é disponibilizado dentro das incubadoras, as crianças choram menos e dentro de uma UTI existe uma situação grande de procedimentos para controle do quadro clínico. A situação de estresse provoca alteração corporal, segundo informa a médica Luiza Visconti. “O polvo acalenta o bebê e ajuda no desenvolvimento neuromotor”, completa a especialista.

 

A intenção do grupo a partir de agora é formar equipes de voluntários para a confecção dos brinquedos terapêuticos. Os que são disponibilizados aos recém-nascidos na fase da hospitalização lhes são presenteados na alta médica.

Fiocruz de Salvador desenvolve índice para medir desigualdade social na pandemia
Foto: Divulgação / Fiocruz

O Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediado em Salvador, desenvolveu índice que possibilita a avaliação dos efeitos das desigualdades sociais na pandemia de covid-19. 

 

Os municípios que melhoraram a situação se encontram nas regiões Sudeste e Sul, indica a instituição. Na contramão, mais de 90% dos municípios do Norte e Nordeste continuam registrando os piores cenários de desigualdade.

 

O índice será lançado oficialmente nesta quarta-feira (30) às 15h, em evento online, e poderá ser acompanhado por qualquer interessado, mediante inscrição.

 

Segundo a Fiocruz, todos os dados ficarão disponíveis na internet e poderão ser visualizados em um painel dinâmico. A ferramenta permitirá a exploração de forma a comparar regiões, estados, macrorregiões de saúde, capitais e municípios.

 

O Índice de Desigualdades Sociais para Covid-19 (IDS Covid-19), com foi batizado, foi obtido a partir do cruzamento de informações de diferentes fontes, tais como o Censo Demográfico de 2010, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Índice Brasileiro de Privação (IBP) e levantamentos do Instituto Brasileiro de Georgrafia e Estatística (IBGE). Foram levados em conta dados variados, entre eles a distribuição demográfica, as características das macrorregiões de saúde e a disponibilidade de respiradores e de leitos de unidades de Terapia Intensiva (UTI), além de indicadores sociais como percentual de população de baixa renda, taxa de analfabetismo e quantidade de pessoas vivendo em domicílios inadequados.

 

"Esperamos contribuir para monitorar a pandemia, aprofundando o conhecimento sobre o impacto das desigualdades sociais em saúde na covid-19 e em outras emergências de saúde pública", diz a epidemiologista Maria Yuri, vice-coordenadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz.

 

O índice foi calculado para quatro momentos: primeiro para fevereiro de 2020, antes do início da pandemia no Brasil, e depois para julho de 2020, março de 2021 e janeiro de 2022. Dessa forma, foi possível comparar as diferenças ao longo do tempo, levando em conta a classificação em quintis, indo de 1 a 5: quanto maior, pior é a situação da desigualdade.

 

O quadro mais preocupante foi observado na Região Norte, onde 98% dos municípios já se encontravam nos quintis 4 e 5 antes da pandemia. De fevereiro de 2020 e janeiro de 2022, 92% deles mantiveram o índice. Apenas 69 municípios registraram alguma melhora em algum dos momentos analisados, quando comparado com o momento anterior.

 

"Não foi suficiente para reduzir os efeitos da pandemia na população. Os municípios da Região Norte encontram-se nos agrupamenos de maior intensidade da incidência e de mortalidade", observa Maria Yuri. De acordo com a epidemiologista, a desigualdade pode ser determinante para a saúde ao reforçar diferenças no acesso e na qualidade dos recursos disponíveis.

 

A análise dos índices dos quatro momentos diferentes também revela que quanto maior a desigualdade, maior a taxa de mortalidade acumulada. "Geralmente são maiores nos municípios com os piores indicadores de renda, de escolaridade, de condição de moradia e de maior proporção de idosos em condição de pobreza", diz Maria Yuri.

 

De acordo com ela, tem sido muito repetido o discurso de que a pandemia agravou desigualdades pré-existentes, uma vez que afetou a economia. Foi a falta de um índice que pudesse diagnosticar de forma mais precisa essa realidade que motivou os pesquisadores da Fiocruz. A especialista diz que a metodologia pode ser aplicada a outros países de baixa e média renda. Instituições científicas do Paquistão já manifestaram interesse em realizar um estudo. As informações são da Agência Brasil.

Corra pro Abraço faz pré-lançamento de curta na Sala Walter da Silveira
Foto: Divulgação

Pautado na política de redução de danos para pessoas com uso nocivo de drogas em situação de vulnerabilidade social, o Corra pro Abraço lança, nesta quinta-feira (30), às 15h, o documentário que conta a história do programa (saiba mais aqui). A sessão acontece no Sala Walter da Silveira, nos Barris. 

 

O evento é restrito a um grupo de convidados, que compreende a equipe do programa, assistidos e a rede de serviços que atuam em conjunto na cidade de Salvador.

 

O documentário "Corra pro Abraço - Ação Pública de Redução de Danos e Garantia de Direitos para Populações Vulneráveis" foi realizado pela Saturnema Filmes, produtora de cinema protagonizada por jovens negros de Salvador.

 

O pré-lançamento, segundo o programa, acontece nesta quinta, mas o filme só entrará em cartaz depois das eleições, em respeito à legislação eleitoral.

Maior veículo baiano no Facebook, BN chega a 350 mil seguidores no Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram

O Bahia Notícias alcançou, nesta semana, a marca de 350 mil seguidores no Instagram. Trazendo as principais notícias da Bahia, do Brasil e do Mundo, no nosso perfil você tem a certeza de uma apuração com credibilidade e respeito, e que também garante o acesso às informações mais relevantes de forma ágil, na palma da mão.

 

O BN é o maior veículo de comunicação do estado no Facebook, com mais de 1,17 milhão de seguidores. São quase 350 mil seguidores a mais do que o segundo colocado, de acordo com a ferramenta Crowdtangle.

 

Você ainda pode acompanhar conteúdos exclusivos do Bahia Notícias no Youtube, incluindo o Bargunça Podcast. Na ferramenta de vídeos, são mais de 12 mil seguidores. Já no Twitter, as 334 mil contas que nos acompanham podem acessar rapidamente as nossas matérias.

 

No Instagram, nosso alcance vai muito além dos 350 mil que nos seguem. Mesmo sem anúncios pagos, nossa conta principal no Instagram atingiu quase 600 mil pessoas nos últimos 30 dias. Isso demonstra nossa capacidade de engajamento e projeção a partir do compartilhamento do nosso conteúdo pelos nossos seguidores. Nossas impressões (número de vezes que um post ou o perfil apareceu na tela dos usuários) também só crescem, chegando a quase 24 milhões nos últimos 30 dias.

 

Sediada em Salvador, a redação do BN alcança muitas pessoas na capital baiana, mas nossa abrangência chega a todo o estado. Feira de Santana, Lauro de Freitas e Camaçari estão entre as cidades em que temos mais seguidores. Fora do estado, nossa audiência também tem destaque em São Paulo. Fora do Brasil, nós também temos seguidores em países como Estados Unidos, Portugal e Itália.

 

E, além da nossa conta principal, você também pode seguir os outros perfis especializados do Bahia Notícias:

 

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Quarta, 29 de Junho de 2022 - 10:00

Com dados escassos, estupros de LGBT+ aumentam 88% em um ano

por Matheus Moreira | Folhapress

Com dados escassos, estupros de LGBT+ aumentam 88% em um ano
BA é um dos estados sem registros entre 2020 e 2021 | Foto: Divulgação/PC-BA

Os registros de estupro de pessoas LGBTQIA+ aumentaram 88,4% entre 2020 e 2021, mostram dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados nesta terça (28). Em números absolutos, os estupros saltaram de 95 para 179 no período. A sigla se refere a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queer, intersexuais, assexuais e outras orientações ou identidades.
 

Outros dois crimes tiveram alta nas estatísticas. A lesão corporal dolosa (intencional) cresceu 35%, de 1.271 para 1.719. A notificação de assassinatos de LGBT+ aumentou 7%, passando de 167 para 179.
 

Quando considerados os números absolutos de casos registrados, em 2021 houve 448 agressões, 84 estupros e 12 homicídios a mais do que em 2020.
 

Um desses casos foi o de Victor (nome fictício), 40, estuprado por pelo menos dois homens há cerca de um ano. O crime aconteceu depois que ele foi dopado durante um encontro combinado por um aplicativo de relacionamento.
 

??Ele disse ter se sentido culpado de ter ido ao encontro e ficado com medo de uma reação homofóbica da polícia. Por isso, demorou cinco dias até ter pela consciência que tinha sido estuprado. No fim, afirmou que foi bem atendido na delegacia.
 

Após fazer a denúncia, os exames confirmaram o estupro e o uso de Zolpidem —remédio para insônia conhecido como "boa noite, Cinderela".
 

Desde aquele dia, Victor não conseguiu mais ter relações sexuais devido ao medo que algo semelhante volte a se repetir. Ele agora tem feito terapia e chegou a tomar remédios contra depressão e ansiedade. O processo atualmente corre em segredo de Justiça.
 

?Dennis Pacheco, pesquisador do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), ressalta que apesar de haver um aumento de registros, não é possível afirmar que houve aumento no número de casos. A alta das notificações pode significar, por exemplo, maior confiança para fazer a denúncia, trazendo à tona violências que antes não chegavam às autoridades.
 

"Uma das hipóteses é que o aumento do debate público sobre o assunto implicou o aumento dos registros, por causa de um sentimento de que poderia haver processamento adequado da denúncia por parte das instituições de segurança pública", diz.
 

Outras hipóteses levantadas pelo pesquisador, e que podem coexistir, são a influência da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em enquadrar homofobia na lei dos crimes de racismo, proferida em 2019, e o agravamento da violência de gênero e de orientação sexual.
 

Pacheco afirma que apesar da relevância, a qualidade geral dos dados de crimes contra pessoas LGBT+ é "baixíssima". Isso porque muitos estados não têm uma rotina de monitoramento eficiente. O próprio anuário sofreu com essas lacunas.
 

As tabelas com as informações levantadas pelo fórum apresentam trechos em branco. Nesses casos, os estados declararam não ter dados ou nem sequer responderam às solicitações dos pesquisadores.
 

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul não apresentaram informações sobre 2020 sobre 2021. Juntas, essas unidades federativas representam cerca de 46% da população brasileira, algo em torno de 98 milhões de habitantes.
 

A primeira pesquisa do IBGE sobre orientação sexual dos brasileiros divulgada no dia 25 de maio deste ano, feita em 108 mil domicílios, indica, por exemplo, que 2,3% da população do estado de São Paulo se declara homossexual ou bissexual, o equivalente a 1 milhão de pessoas. Não há dados sobre violências sofridas por LGBTQIA+ no estado.
 

"Produzir dados ajuda a produzir políticas públicas eficazes e focadas nessa população, mas o que temos no Brasil é uma cultura de políticas universalistas que reforçam essas desigualdades, ignorando as vulnerabilidades de grupos específicos, como é o caso da população LGBTQIA+", afirma.
 

No Acre, por exemplo, o único dado disponível é de um homicídio contra pessoa LGBTQIA+ em 2020 —segundo as autoridades, não houve assassinato de pessoas dessa população em 2021. Os demais casos relacionados a lesão corporal dolosa e estupro no estado foram classificados como "informação não disponível".
 

No caso dos estupros, os estados com maior aumento percentual de registros são Alagoas (500%) e Amapá (500%). Em números absolutos, ambos tiveram aumento de 1 caso para 6. Já o estado de Goiás teve o maior aumento na quantidade de notificações de estupros de LGBTQIA+, passando de 10 para 27, um crescimento de 170%.
 

A ausência de dados também afeta a qualidade das informações na forma de distorções percentuais. O caso de Alagoas e Amapá, por exemplo, distorce o percentual brasileiro para cima. São 10 estupros a mais no período de um ano, quantidade inferior aos 17 casos de Goiás.
 

"Os números não nos dizem muito sobre a população LGBTQIA+ e dificultam a comparação com dados nacionais de forma precisa porque há esse problema na produção de dados que extrapola o setor da segurança pública."

Após determinação da Anvisa, Sesab diz que ainda não irá apreender lotes da losartana
Foto: Reprodução / Ana Paula Oliveira / G1

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, esta semana, a interdição e o recolhimento de lotes de medicamentos contendo o princípio ativo losartana (veja aqui). A medida foi tomada devido a presença da impureza "azido" em concentração acima do limite de segurança aceitável.

 

As empresas farmacêuticas têm prazo máximo regulamentar para conclusão do recolhimento desses produtos até 120 dias, contados da data da publicação da resolução que determinou o recolhimento (23). A partir desta data, os lotes afetados não poderão mais ser comercializados e/ou distribuídos.

 

Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), não há ainda a necessidade de "atividades não programadas", a exemplo de inspeções, por parte das divisões de vigilância santitária em empresas que fazem parte da cadeia de fabricação, distribuição e comercialização de medicamentos.

 

"Caso haja necessidade de ação especial por parte das Visas, por exemplo em situação de denúncia ou suspeita de irregularidade, a Anvisa solicitará o apoio da autoridade sanitária aplicável ao caso específico", afirmou a pasta estadual.

 

De acordo com a Sesab, ainda não há necessidade de ações de apreensão, uma vez que a atividade de recolhimento é realizada pelas próprias empresas responsáveis.

SAJ: 60% dos testes de Covid feitos em laboratórios particulares dão positivo
Foto: Reprodução / Blog do Valente

O fluxo de pessoas no Pronto Atendimento para Covid de Santo Antônio de Jesus, aumentou após o São João. A prefeitura, no entanto, ainda não divulgou o boletim oficial esta semana.

 

O Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, fez um levantamento com três dos principais laboratórios particulares da cidade que informaram que em média de 10 pessoas que têm procurado os locais para teste, ao menos seis testam positivo. Os laboratórios informaram também que cresceu muito a busca por testes.

 

O secretário de Saúde, Dr. Leonel, já havia comentado a possibilidade de aumento de casos após o São João, salientando que a secretaria estará pronta para qualquer eventualidade.

 

“No São João vai ser uma aglomeração muito grande. Vamos receber pessoas de várias cidades, do Estado todo e até de fora do Estado. Mas não temos leitos da Covid ocupados e os casos estão leves. Isso está nos deixando de certa forma confortáveis. Mas estamos monitorando dia-a-dia. Testamos todas as pessoas que nos procuram, e seguimos as pessoas que dão positivo e matemos a vacinação constante”, disse em entrevista ao Blog do Valente no dia 2 de junho.

 

Dois dias após finalizar as festas juninas, o município de Elísio Medrado, por exemplo,registrou 37 novos casos, conforme boletim da prefeitura. É recomendado que infectados usem máscaras e álcool em gel, além de manter o isolamento.

Conselhos Regional e Federal de Enfermagem debatem piso com Arthur Maia
Foto: Divulgação / Coren - BA

O piso salarial da Enfermagem foi debatido nesta segunda-feira (27), na sede do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), em Salvador. Participaram das discussões o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, Arthur Maia, a presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Santos, e a presidente do Coren-BA, Giszele Paixão.

 

Segundo a entidade baiana, na ocasião, foi destadacada a necessidade de celeridade na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 11/2022, que dará sustentabilidade jurídica ao PL 2564, que trata do piso salarial da Enfermagem, além da garantia de fonte de custeio. 

 

“Esta PEC teve rápida tramitação na CCJ, que aprovou sua admissibilidade, graças ao empenho do deputado Arthur Maia, que preside o colegiado. Agora precisamos que a comissão especial que discute o mérito da proposta seja também célere na tramitação para que a PEC seja apreciada no plenário”, informou Giszele.

 

O PL 2564/2020 foi aprovado no Congresso Nacional e define o piso de R$ 4.750 para enfermeiros e valores proporcionais de 70% para os técnicos e 50% auxiliares e parteiras, corrigidos pelo INPC (Índice de Preços ao Consumidor). 

 

A presidente do Cofen, Betânia Santos, disse estar confiante que a PEC será aprovada pela Câmara. "Nesta reunião, o deputado Arthur Maia, um grande amigo da enfermagem, reafirmou seu compromisso de continuar nos apoiando no Congresso Nacional”, comentou.

 

O deputado Arthur Maia destacou que um passo importante foi dado com a aprovação da admissibilidade da PEC 11 na CCJ. “Depois de aprovada, a PEC caminhou para a comissão especial e acreditamos que até quarta-feira da semana que vem nós teremos condição de encaminhar para votação definitiva no plenário. A nossa reunião hoje foi para tratar das fontes pagadoras de onde virão os recursos para custear este piso da enfermagem. Falamos com o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Celso Sabino, e agendamos para amanhã, juntamente com a deputada Carmen Zanotto, uma conversa com para vermos no âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que está sendo votada no Congresso Nacional, como poderemos fazer algum tipo de previsão para garantir o recurso financeiro necessário para pagar este aumento. Esta é uma luta justa e importante não só para os profissionais de enfermagem, mas para a saúde pública brasileira”, destacou Maia.

 

A admissibilidade da pec 11 foi aprovada no dia 20 deste mês, em votação simbólica, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Com a aprovação, o mérito da PEC será analisado por uma Comissão Especial, antes de seguir para apreciação no Plenário. Também participaram da reunião as conselheiras Kátia Gama e Josimari Xavier, além do chefe de gabinete, Vlamir Landim, o assessor de gestão do exercício profissional, Fabrício Vitória, e o coordenador das Câmaras Técnicas, João Adelmo Menezes.

Cirurgia genital afirmativa de gênero: entenda como é o procedimento 
Hospital das Clínicas realiza procedimentos na BA | Foto: Alan Oliveira/ G1

Neste mês em que se celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ (28), que tem o objetivo de dar evidência à causa, conscientizar a população e celebrar a diversidade, vale refletir sobre alguns temas tabus que são muitas vezes motivo de exclusão social de pessoas trans: a cirurgia genital afirmativa de gênero.  

 

No SUS, desde 2008, são oferecidos procedimentos ambulatoriais e cirurgias para pacientes que queiram fazer a redesignação sexual. Mas o assunto ainda é pouco esclarecido na sociedade. De acordo com o Ministério da Saúde, 5 hospitais do SUS estão habilitados para realizar cirurgias de redesignação sexual, e três unidades fazem acompanhamento em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), as filas de acesso para a redesignação sexual variam em mais de 10 anos atualmente*. 

 

A redesignação sexual ou cirurgia genital afirmativa de gênero nada mais é do que um procedimento cirúrgico para adequar os órgãos genitais do sexo biológico do indivíduo ao gênero pelo qual o paciente se identifica. Segundo o urologista Ubirajara Barroso Jr., nem todos optam por fazer a cirurgia. “Cerca de 70% das mulheres trans querem e 35% dos homens trans optam por fazer os procedimentos”, aponta o médico especialista em reconstrução genital. 

 

“Atados pelo medo do preconceito e da discriminação, muitas pessoas trans não procuram atendimentos médicos, as mulheres trans principalmente. Elas tendem a esconder o órgão genital repuxando-o por entre as coxas numa manobra conhecida como 'tucking' que significa comprimir em português.”, complementa. Barroso Jr. alerta que esse processo, muitas das vezes, pode causar inflamação, irritação da pele e até fimose. A pele irritada cronicamente pode ainda, eventualmente, dificultar a cirurgia genital afirmativa de gênero. 

 

Na saúde, o cuidado com a população trans é estruturado pela atenção básica e pela atenção especializada, a atenção básica é responsável pelas avaliações e direcionamentos para os tratamentos e áreas médicas específicas de acordo com a necessidade individual de cada paciente.  

 

Na atenção especializada o processo é dividido em ambulatorial, com acompanhamento psicológico, terapias e aplicação de hormônios, e em hospitalar, através da realização de cirurgias de modificação genital e/ou corporal e acompanhamento pré e pós-operatório.  

 

Todos os pacientes precisam estar cientes de que, tanto o processo de hormonização, quanto os processos cirúrgicos, são irreversíveis.  

 

Não necessariamente uma pessoa transgênero precisa fazer a cirurgia de redesignação sexual ou qualquer modificação em seu corpo. Esse procedimento deve ser uma escolha particular. No homem trans que possui clítoris e vagina por exemplo, o procedimento pode ser realizado pelo método da metoidioplastia, procedimento mais comum, e pela faloplastia, uma técnica mais complexa. 

 

A metoidioplastia consiste no descolamento do clitóris das estruturas circunjacentes e então é realizada a correção da curvatura genital e da nova uretra, que geralmente, utiliza-se tecido da face interna da boca, não deixando cicatrizes. “Nós realizamos a mobilização dos corpos cavernosos, técnica de nossa autoria, que consiste em separar a parte interna dos corpos cavernosos que está imersa no períneo, colada ao osso da bacia. Isso pode permitir a confecção de um falo de maior comprimento”, explica Barroso Jr., sobre como é o procedimento cirúrgico de redesignação sexual por meio da metoidioplastia.  

 

A faloplastia é um procedimento mais complexo realizado com tecido do antebraço, pele abdominal, perna, ou outros tecidos, com vantagens e desvantagens para o paciente. “Na cirurgia de faloplastia a vantagem é que esse procedimento possibilita adquirir um falo de bom tamanho, a desvantagem é que para a penetração será necessário o uso de prótese peniana, além disso, a sensibilidade é reduzida em alguns casos.”, descreve o médico que também é chefe de cirurgia reconstrutiva de uretra de crianças e adultos do Hospital da Universidade Federal da Bahia. 

 

Na mulher trans o procedimento mais comum é realizado utilizando a própria pele do pênis para fazer o canal vaginal. São removidos parte do pênis, preservando a uretra, a pele e os nervos que dão sensibilidade à região e é construída uma neovagina e um neoclitóris. “O neoclitóris é confeccionado com o tecido da glande e a irrigação e inervação do órgão são preservadas. Quando não há pele suficiente ou nos casos de perda do canal vaginal na primeira cirurgia, pode-se utilizar o intestino grosso para esse fim com bons resultados, possibilitando ainda sensibilidade erógena”, explica Ubirajara Jr.. 

 

De acordo com o médico, cerca de 60% a 70% das mulheres trans alcançam o orgasmo com a cirurgia afirmativa. A sensibilidade e a forma de prazer se tornarão apenas diferentes daquela antes da cirurgia e isso deve ser esclarecido a paciente antes do procedimento. Na faloplastia, a depender do tecido que seja utilizado, pode haver sensibilidade, como por exemplo o tecido do antebraço, mas não há ereção, porém em 50% dos casos é possível colocação de prótese. 

 

Na metoidioplastia, a ereção é possível, porém muitas vezes o falo fica pequeno, impossibilitando a penetração. “Estamos entusiasmados com a utilização da nossa técnica de metoidioplastia, já que o tamanho do falo fica maior.”, descreve Dr. Ubirajara, coordenador da disciplina de Urologia e da divisão de cirurgia reconstrutora urogenital da Universidade Federal da Bahia, que está incorporando o novo método. 

 

Para iniciar o processo terapêutico e realizar hormonização é necessário ser maior de 18 anos, e já ter vivência com o nome social para realização de cirurgias de redesignação sexual. A cirurgia de afirmação de gênero pode ainda incluir tanto a construção de um novo órgão genital, quanto a remoção de órgãos acessórios, como testículos, mama, útero e ovários.  

 

O tempo de recuperação para a cirurgia de redesignação sexual é bastante breve, podendo voltar as atividades sexuais com dois meses de procedimento. A internação é de cerca de 2 a 3 dias para mulheres trans e de 5 dias para homens trans. 

Terça, 28 de Junho de 2022 - 11:00

Brasil perde duas crianças abaixo de 5 anos por dia para a Covid, diz estudo

por Cláudia Collucci | Folhapress

Brasil perde duas crianças abaixo de 5 anos por dia para a Covid, diz estudo
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

O Brasil tem registrado uma média de duas mortes diárias por Covid-19 entre crianças abaixo de cinco anos, faixa etária que ainda não está elegível para a vacinação no país e que vem lotando os hospitais pediátricos.
 

Em 2020 e 2021, foram 1.439 óbitos nesse grupo, sendo que 48% eram de bebês entre 29 dias e um ano incompleto (pós-neonatal), uma média de 1,9 por dia. Em 2022, são pelo menos mais 291 mortes abaixo dos cinco anos até o dia 11 de junho, uma média de 1,8 por dia.
 

Para efeito de comparação, desde o início da pandemia, os Estados Unidos, que já estão imunizando essa faixa etária, registraram 442 mortes entre crianças abaixo dos cindo anos por Covid, ou seja, quase um terço (30,7%) do total de óbitos brasileiros. Os EUA têm 3,6 milhões de nascimentos por ano, enquanto o Brasil cerca de 2,6 milhões.
 

A análise inédita é do Observa Infância, projeto ligado ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Os números de 2020 e 2021 foram extraídos do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e já passaram por revisão do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de Saúde.
 

O Nordeste respondeu pela maior parte das mortes infantis por Covid nesses dois anos, com 43,9% do total, em média. A região tem apenas um terço da população de crianças abaixo de cinco anos. Em seguida, vem o Sudeste, com 24,5% dos óbitos. Depois, o Norte (18,1%), o Centro-Oeste (6,1%); e o Sul (7,3%).
 

Embora o número de mortes de crianças até cinco anos represente apenas 0,22% do total de óbitos por Covid até dezembro de 2021 (668.074) no Brasil, o pesquisador do Observa Infância Cristiano Boccolini, autor principal do estudo, diz que a quantidade não é insignificante. "São quase 1.500 famílias que perderam seus bebês e crianças. É uma tragédia."
 

Os dados do Observa Infância levam em conta a Covid como causa básica da morte e também como causa contribuinte. Ou seja, a criança já tinha algum problema de saúde, como uma insuficiência cardíaca congênita, foi infectado pelo coronavírus, teve o quadro piorado e morreu.
 

Para Boccolini, o número alto de mortes comparado a outros países reflete o grande número de infecções e de mortes pela doença no Brasil associada à desigualdade de acesso aos serviços de saúde entre as regiões do país.
 

O pesquisador diz que mais estudos serão necessários para identificar o motivo do excesso de mortes de crianças brasileiras quando comparadas com às de outros países, e da concentração dos óbitos no Norte e Nordeste e na faixa etária do pós-neonatal.
 

Em números absolutos, as mortes infantis brasileiras até cinco anos de idade representam 26,8% dos 5.376 óbitos de crianças nesse grupo registrados em 91 países que possuem dados desagregados por faixa etária, segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
 

Por considerar a Covid como causa básica e causa contribuinte, o total de óbitos mensurado pelo Observa Infância é 18,3% superior ao divulgado nos boletins do Ministério da Saúde, que só computa a morte por Covid como causa básica. Em 2020 e 2021, as mortes oficiais somam 1.175, segundo os boletins divulgados pela pasta.
 

"Temos um excesso de mortes por Covid nessa faixa etária abaixo dos cinco anos. A cada dia que passamos sem vacinação para as crianças a partir de seis meses, o Brasil perde duas delas. Isso é inaceitável. O óbito por Covid já pode ser considerado evitável", diz Boccolini.
 

Na opinião do infectologista Munir Ayub, membro do comitê de imunizações da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), não há dúvidas de que a população menor de cinco anos está mais vulnerável à Covid e que precisa ser vacinada. "A questão é saber qual vacina será liberada no Brasil e quando isso vai acontecer."
 

Os Estados Unidos começaram na terça (21) a imunizar crianças entre seis meses e cinco anos de idade com as vacinas da Pfizer e da Moderna.
 

Desde março, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) analisa o pedido do Instituto Butantan para uso da Coronavac entre três e cinco anos, mas ainda não há uma decisão. No dia 8 de junho, a agência ouviu especialistas das sociedades brasileiras de infectologia, pediatria e imunologia, além da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).
 

Na semana passada, a farmacêutica Pfizer informou que prepara a documentação para solicitar à Anvisa a autorização para vacinar crianças entre seis meses e cinco anos, mas ainda não há prazo para que isso ocorra. Ou seja, no momento não há nenhuma vacina sob análise para a faixa etária em que as mortes têm se concentrado, entre 29 dias e um ano incompleto.
 

Segundo a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), crianças menores de um ano são mais vulneráveis a todas as infecções. Nos primeiros meses de vida, os bebês estão protegidos devido aos anticorpos transferidos pelas mães por meio da placenta e do leite materno.
 

"A gente começa a vacina a partir dos seis meses para que, quando os anticorpos maternos acabarem, elas já estejam protegidas pelas vacinas", explica a médica.
 

Segundo a pediatra, é muito importante que a imunização contra Covid chegue para as crianças abaixo de cinco anos e que avance entre aquelas de 5 a 11 anos. A taxa de vacinação nessa faixa está em 37%.
 

Para a médica, o movimento dos antivacina, ao espalhar boatos sobre eventos adversos graves que nunca existiram, não só assustou os pais sobre a imunização como também acabou com a percepção de risco, com o falso argumento de que a Covid não causa doença grave nas crianças.
 

"Não é isso que a gente está vendo. A gente sempre priorizou os mais velhos, porque têm uma taxa de incidência maior, mas, com isso, as famílias entenderam que as crianças não correm riscos", afirma.
 

O infectologista Ayub lembra também que muitos dos pais de crianças pequenas e mesmo os seus filhos maiores não estão com o esquema completo de vacinação. Com a alta circulação da variante ômicron, associada ao abandono das medidas de proteção, as chances de se infectarem e transmitirem para os seus bebês aumentam bastante.
 

"O vírus da circulando e está pegando uma população de crianças que não tem proteção nenhuma. Já mata muito mais crianças do que a meningite, doença que todos os pais temem."
 

Atualmente, a faixa etária entre zero e cinco anos se tornou a de maior risco de hospitalização pela doença, excetuando a população acima de 60 anos, segundo outra análise da Fiocruz.
 

Em novembro, esse grupo não representava 5% dos casos semanais de Srag (Síndromes Respiratória Aguda Grave) por Covid-19 no país. De abril em diante, ele passou a responder por até 15% dos registros.
 

Além dos casos agudos que podem complicar, um outro risco que as crianças correm é desenvolver a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P). A taxa de mortalidade brasileira por uma essa síndrome está em 6%, quatro vezes superior à registrada pelos EUA.

Meninas estão entrando na puberdade mais cedo; entenda por que
Foto: Monika Kozub/Unsplash

Se comparadas com as gerações de mulheres das últimas décadas, as meninas de hoje estão entrando na puberdade mais cedo. Caracterizada por transformações físicas e biológicas no corpo antes do tempo habitual, a puberdade precoce pode gerar efeitos negativos tanto na saúde física, quanto mental das adolescentes.

 

“Ao longo do tempo vemos estudos mostrando que essa idade está sendo cada vez mais precoce. As gerações das mães e avós tinham o início por volta dos 15 anos. Já as meninas de hoje estão apresentando esses sinais mais cedo, com 11 e 12 anos”, aponta a endocrinologista pediatra Andrea Rivelo.

 

Segundo a ginecologista obstetra Kheylla Gonzales, do Instituto de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília, essa mudança fez com que os critérios para o limite de normalidade da puberdade se alterassem. O início puberal baixou para a faixa etária de 8 anos para as meninas.

 

A puberdade corresponde ao período de modificações fisiológicas e biológicas que marca a transição da infância para a adolescência. No caso das meninas, antes mesmo da primeira menstruação (menarca) – quando há a maturação dos órgãos reprodutores – os pelos pubianos começam a aparecer, os quadris ficam mais largos e a cintura se afina.

 

Os motivos para as diferenças do início da puberdade entre as mulheres se relacionam com aspectos físicos, psíquicos, sociais e genéticos. A especialista em saúde pública da Universidade da Carolina do Norte, Marcia Herman-Giddens, foi a primeira a observar, ainda nos anos 90, que a idade média da puberdade estava caindo nos Estados Unidos.

 

As descobertas dela estimularam outras pesquisas sobre as possíveis causas e efeitos desse fenômeno e, atualmente, está estabelecido que a idade de puberdade nas meninas diminuiu em três meses a cada década desde os anos 1970.

 

Contato com substâncias químicas, hábitos alimentares prejudiciais e sexualização precoce são as causas mais comuns para explicar o fenômeno.

 

Os chamados disruptores endócrinos (substâncias químicas presentes no ambiente que podem alterar o funcionamento do sistema hormonal) são apontados como os principais estimuladores da puberdade precoce.

 

“Eles agem no organismo da criança como se fossem estimuladores da puberdade e estão presentes no dia a dia. Plásticos, maquiagens, produtos com materiais pesados, perfumes e shampoos são alguns exemplos”, aponta a endocrinologista Andrea Rivelo em entrevista ao portal Metrópoles.

 

A ginecologista Karla Amaral, especializada em infância, acrescenta que determinados alimentos, como frangos criados com hormônios, ou alimentação com vários produtos à base de soja também estão relacionados.

 

Uma alimentação desequilibrada, que leve a obesidade, é outro fator que contribui para a puberdade precoce, uma vez que o ganho de peso favorece a desregulação hormonal.

 

“Às vezes, a criança que é mais obesa tem uma conversão de estrogênio na parte do tecido adiposo que acontece de forma mais rápida. Tanto é que essas crianças têm mais risco na idade adulta a desenvolver síndrome do ovário policístico e a resistência à insulina. Então sim, a obesidade é um dos fatores que pode contribuir bastante para a puberdade precoce”, afirma Karla.

 

Meninas que sofrem abuso sexual ou que são expostas a conteúdos sexuais desde cedo também podem chegar precocemente à puberdade. “Quando você expõe uma criança a esse tipo de conteúdo, você vai estimular as vias de neurotransmissores centrais que serão gatilhos para a formação, por exemplo, de hormônios da puberdade”, explica a ginecologista.

 

Para Andrea Rivelo, o maior problema da puberdade precoce é que a parte psicológica da mulher pode não acompanhar o desenvolvimento do corpo. “Quando a menina se desenvolve cedo e ainda não tem a capacidade de entender o motivo disso estar acontecendo, ela pode ficar exposta a uma maior vulnerabilidade psíquica”, destaca.

 

Problemas emocionais, como depressão e ansiedade, por exemplo, podem ser desencadeados pela falta de preparo psicológico das jovens para perceber e aceitar as transformações.
 

Segundo Andrea, outro problema é que a menstruação precoce deixará a mulher mais tempo exposta ao hormônio estrogênio, o que pode favorecer o surgimento de doenças. “Em excesso, esse hormônio pode levar as adolescentes a terem alguns riscos de saúde no futuro, como tumores de endométrio e ovário, doenças cardiovasculares, e até diabetes tipo II”, elenca.

 

ASSOCIAÇÃO NEGA USO DE HORMÔNIOS
Desde 2004, por força de uma instrução normativa do Ministério da Agricultura, é vetada o uso de hormônios na criação de frangos usados para o abate, sejam eles orgânicos ou sintéticos.

 

Segundo a Associação Baiana de Avicultura (ABA), a produção de frango no Brasil segue rígidos padrões de segurança alimentar nos estabelecimentos que possuem fiscalização seja ela municipal, estadual ou federal.

 

Em 2014, o Ministério liberou que liberou que as empresas usasem a inscrição "sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira", nas embalagens dos produtos.

Terça, 28 de Junho de 2022 - 00:00

'Dr. Jesus' tem que cumprir plano de trabalho para receber os R$ 56 mi do estado

por Bruno Leite

'Dr. Jesus' tem que cumprir plano de trabalho para receber os R$ 56 mi do estado
Foto: Camila Souza/GOVBA

Na ponta da assistência a pessoas portadoras de dependência química, a Fundação Dr. Jesus terá que cumprir um plano de trabalho elaborado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) para receber o montante de R$ 56 milhões, revelado pelo Bahia Notícias na última terça-feira (21).

 

O termo de fomento que formaliza a parceria foi publicado pelo governo estadual no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 15 de junho (relembre). 

 

Segundo a secretaria, o valor deverá ser transferido por meio de repasses até junho de 2024, contanto que a instituição "cumpra a totalidade das 04 metas e 18 ações que compõem o plano de trabalho, que prevê o acolhimento de mil pessoas de ambos os sexos, maiores de 18 anos, em situação de vulnerabilidade social, usuários de substâncias psicoativas".

 

A pasta não descreveu quais seriam os pontos deste plano de trabalho, apesar de questionada acerca dos critérios adotados para a escolha da Dr. Jesus, sobre o valor médio gasto com cada beneficiário e detalhes sobre a capacidade técnica da instituição.

 

Vinculada ao deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante), o Instituto de Defesa dos Direitos Humanos Doutor Jesus, localizado em Candeias, na Região Metropolitana, é acusado de manter uma rotina de torturas, homotransfobia e maus tratos a internos, que buscam o local para tratar o uso nocivo ou abusivo de drogas.

 

A situação ganhou destaque nacional após o Fantástico exibir uma reportagem expondo situações de desrespeito aos direitos humanos e o histórico repasses do governo estadual para a comunidade terapêutica - foram cerca de R$ 84 milhões desde 2015 (lembre aqui).

 

AUTORIZAÇÃO

A Fundação Dr. Jesus pode receber, desde o último sábado (18), novos recursos pela execução de um projeto junto com a SJDHDS, o "Ararat VI". Batizada assim por conta de um monte bíblico, a iniciativa tem verbas garantidas pelo programa de Assistência Social e Garantia de Direito do estado.

 

O titular da secretaria, Carlos Martins Marques de Santana, e a presidente da Dr. Jesus, Francisca Edileuda Celestino e Silva, assinam o termo que formaliza a transferência.

 

Francisca Edileuda, segundo consta no sistema da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), foi lotada no gabinete do sargento Isidório em 2006, quando o líder religioso era deputado estadual.

 

As verbas do projeto superam o montante previsto para sete outras organizações que receberam o aval do governo da Bahia para conduzir o mesmo tipo de atividade junto a 175 pessoas. 

 

Essas comunidades terapêuticas, como intitula o próprio estado, devem contar, entre 2022 e 2024, com R$ 7,8 milhões da SJDHDS pelo sistema Bahia Viva. A política prevê, dentre outros critérios, parâmetros de custo per capita e regras acerca da composição do quadro gestor de cada instituição (veja aqui).

 

A reportagem do Bahia Notícias procurou o deputado Pastor Sargento Isidório na última segunda-feira (20) e na última quinta-feira (23), mas não conseguiu nenhum retorno do parlamentar.

Hospitais estaduais atenderam mais de 50 vítimas de queimaduras durante São João
Foto: Reprodução / SESAB

Um total de 53 pessoas foram atendidas nos hospitais Geral do Estado (HGE), Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) e do Oeste, entre os dias 20 e 26 últimos, vítimas de acidentes com fogos de artifício e fogueiras. No HGE, foram 39 atendimentos, 13 no HRSAJ e 1 no HO.

 

Depois de dois anos sem a programação de festejos juninos, em função da pandemia, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reforçou o atendimento nas unidades de referência para assistência a queimados, além de ter alertado à população para que aproveitasse as festas sem esquecer os riscos de acidentes com fogos de artifício e fogueiras.

 

Dados das duas principais unidades hospitalares especializadas em tratamento de queimados da rede estadual, o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), referentes aos últimos 4 anos, mostraram um acréscimo no número de acidentes no período entre 20 e 30 de junho, quando comparados os dois anos com festejos (2018 e 2019) e os dois sem festejos e com pandemia (2020 e 2021).

 

Na Bahia, existem três unidades com CTQ (Centro de Tratamento de Queimados) que ganharam reforço nos plantões durante o período: o HGE, o HRSAJ e o HO – Hospital do Oeste. O CTQ é uma espécie de UTI com médicos plantonistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas 24 horas.

ANS suspende venda de 70 planos de saúde após reclamações de consumidores
Foto: Priscila Melo

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu temporariamente a comercialização de 70 planos de saúde e 8 operadoras devido a reclamações relacionadas à cobertura assistencial no primeiro  trimestre. A lista de planos suspensos foi divulgada nesta segunda-feira (27) dentro do site do Ministério da Saúde (veja aqui). 


A proibição da venda passará a valer a partir desta quinta-feira (30). Estima-se que mais de um milhão de beneficiários ficarão protegidos, pois os planos suspensos só poderão voltar a ser comercializados se apresentarem uma melhora nos atendimentos.


Além das suspensões, a ANS também realizou a divulgação da liberação de comercialização de 4 planos e 3 operadoras (veja aqui).

 

No total, foram analisadas mais de 37 mil reclamações durante o período do primeiro trimestre deste ano.


A medida faz parte do programa de Monitoramento de Garantia de Atendimento, responsável por acompanhar o desempenho do setor na proteção dos consumidores.

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