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Fiocruz finaliza análise de vacinas; Bahia receberá 119,5 mil doses neste domingo
Foto: Reprodução / G1

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) liberou neste sábado (23), as doses da vacina Oxford/AstraZeneca para serem entregues ao Ministério da Saúde e, em seguida, distribuídas no Brasil. A Bahia receberá 119 mil e 500 doses, neste domingo (24), e o avião deve pousar às 10h45, de acordo com o secretário de saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas.

 

O estado da Bahia só receberá menos que São Paulo, Rio de Janeiro Belo Horizonte e Amazonas. A carga vinda da Índia passou por um processo de análise de segurança desde a madrugada. O procedimento é uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

O carregamento com dois milhões de doses da vacina, produzidas no Instituto Serum, na Índia, chegou ao Rio por volta das 22h ao Rio de Janeiro, depois que o governo indiano autorizou as exportações comerciais do imunizantes.

Pelo quinto dia seguido, Bahia registra mais de 30 mortes por conta da Covid-19
Foto: Reprodução / Sesab

Pelo quinto dia seguido a Bahia registrou mais de 30 mortes por conta do novo coronavírus. Neste sábado foram 33 óbitos em razão da doença, de acordo com boletim emitido pela secretaria de saúde do estado.

 

Nas últimas 24 horas, foram registrados 4.566 casos de Covid-19. Entre os infectados, 3.695 já estão recuperados. Dos 562.466 casos confirmados desde o início da pandemia, 541.416 já são considerados recuperados e 11.223 encontram-se ativos.

 

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (22,04%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (11.461,60), Itororó (9.464,23), Muniz Ferreira (8.879,01), Itabuna (8.797,36), Conceição do Coité (8.785,20).

Chefe do Estado-Maior pede demissão após furar fila de vacina na Espanha
Foto: Divulgação

O Chefe do Estado-Maior da Espanha, Miguel Ángel Villarroya, pediu demissão do cargo depois de ter furado a fila das vacinas no país.

 

O general é o número 1 das Forças Armadas espanholas e foi imunizado contra a Covid-19 junto com outros nomes da cúpula do órgão, furando os protocolos de prioridades estabelecidos pela União Europeia (UE).

 

“Com o objetivo de preservar a imagem das Forças Armadas, o General Villarroya apresentou hoje seu pedido de demissão à ministra da Defesa”, diz nota do Estado Maior. O pedido foi enviado neste sábado (23) à ministra da Defesa, Margarita Robles. O ministério ainda não se manifestou, mas a imprensa local afirma que o pedido foi aceito, de acordo com o G1.

 

Os países da UE começaram no dia 27 de dezembro as suas campanhas de vacinação contra a Covid-19. Moradores de asilos para idosos e profissionais de saúde são os primeiros a receber a injeção. Somados, os 27 países do bloco têm cerca de 450 milhões de habitantes.

 

Nesta semana, surgiu a notícia de que uma lista de políticos espanhóis, de diversos partidos, havia se vacinado sem autorização. Avançando nas investigações, foi descoberto que nomes das Forças Armadas haviam feito o mesmo, incluindo o general Villarroya.

 

Segundo o jornal El Español, a ministra Robles pediu explicações ao Estado-Maior, que afirmou que havia firmado um protocolo de prioridade do agentes médicos, membros de missões internacionais e da cadeia de comando, obedecendo a um critério de idade. Em meio à repercussão negativa, esse protocolo foi cancelado e não poderá ser utilizado mesmo se houver sobra de vacinas.

 

Miguel Ángel Villarroya Vilalta é general de formação aeronáutica, formado na Academia Geral do Ar em 1981. Passou por todos os postos de comando, até chegar, em janeiro de 2020, ao cargo de general e chefe do Estado-Maior da Defesa da Espanha. Seu substituto não foi anunciado.

OAB-BA solicita participação na ação do governo no STF para obter vacina russa
Foto: Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil seção Bahia (OAB-BA) solicitou o ingresso na ação do governo da Bahia no Supremo Tribunal Federal que busca a liberação para a vacina russa Sputnik V. A solitação foi fundamentada pela recomendação de sua Comissão Especial de Direito Médico e da Saúde.

 

"Na ADI 6661, a Bahia pleiteia a permissão a todos os estados da Federação para importar e distribuir vacinas contra o novo coronavírus sem registro na à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde que registradas perante uma agência reguladora regional de referência, e também de iniciar a vacinação em seu território, independentemente do início da vacinação nacional", disse a instituição.

 

Em sua decisão, a OAB da Bahia considera o contexto de emergência em saúde pública de importância internacional, "assim como de calamidade pública e julga existentes balizas legais e segurança internacional suficiente para suprir, no momento, as etapas burocráticas impostas à Anvisa, no que tange à aprovação da vacina Sputnik V, tomando como parâmetro sua aprovação por outras nações".
 

Mata de São João diz que não recebeu denúncias do MP por 'fura-filas' de vacina
Foto: Reprodução / Sesab

Após o Ministério Público divulgar que recebeu denúncias em 17 cidades baianas de supostas  tentativas de burlar a fila prioritária da vacinação contra a Covid-19 (reveja aqui), a prefeitura de Mata de São João disse que que até o momento o "não recebeu nenhuma denúncia da população nem notificação do Ministério Público".

 

"Mas, de imediato, vai apurar com máximo rigor e responsabilidade, se de fato houve beneficiamentos de qualquer natureza a pessoas que não se enquadram no público alvo da imunização, nesta primeira fase (idosos acima de 75 anos e profissionais de saúde na ativa)", pontuou a adminsitração.

 

Segundo a cidade, o Ministério da Saúde enviou 360 vacinas no primeiro lote à Mata de São João. A distribuição foi organizada pessoalmente pela secretária de Saúde Tatiane Rebouças, de forma criteriosamente e proporcional à quantidade de idosos com idades acima de 75 anos e profissionais de saúde da linha de frente do Covid-19, para cada unidade de saúde. 

 

"Em Mata de São João, houve vacinação nas 15 Unidades de Saúde da Família, no Hospital Municipal e na de Pronto Atendimento (PA) do Litoral, que fica na Praia do Forte.A lisura e a justa aplicação das vacinas aos grupos prioritários, determinados pelo Ministério da Saúde, são rigorosamente defendidos pelo prefeito João Gualberto e pela secretária Tatiane Rebouças. Na definição da logística de distribuição, houve uma rígida recomendação de responsabilidade e justiça a todos os responsáveis", acrescentou.

 

A prefeitura reafirmou que fará uma investigação "rigorosa e imediata destes fatos". "Se as denúncias forem procedentes, tomaremos as providências cabíveis e puniremos rigorosamente os responsáveis", finalizou.

Enfermeira vira alvo de investigação após dizer que só tomou vacina para poder viajar
Foto: Reprodução / Instagram

Atuando na linha de frente contra a Covid-19 no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Vitória, no Espírito Santo, a enfermeira Nathanna Faria Ceschim virou alvo de investigação após receber a dose da vacina Coronavac. Isso porque ela debochou do imunizante, dizendo que não acredita na eficácia e que só a tomou para poder viajar.

 

Ela também publicou vídeos em que aparece sem máscara no hospital e foi denunciada ao conselho regional de enfermagem. "Tomei por conta que quero viajar, e não para me sentir mais segura. Uma vacina que dá 50% de segurança para mim não é uma vacina. Tomei foi água", disse.

 

Em nota, o Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Vitoria afirma que "em hipótese alguma compactua com este tipo de pensamento e que em toda a sua história sempre defendeu e esteve ao lado da ciência, e não seria agora que mudaria sua postura, em um momento tão difícil".

 

A Coronavac não tem 50% de segurança, mas 50,38% de eficácia geral, para todos os casos. Além disso, ela tem 77,96% de eficácia contra manifestação de sintomas e 100% contra casos graves da doença —ainda que nesses casos o Butantan não considere os números ainda significativos para fins estatísticos.

 

"O hospital abriu uma investigação para apurar a conduta da funcionária e irá tomar as medidas que forem necessárias para garantir a segurança de seus pacientes e a manutenção das normas e condutas fundamentais para o bom atendimento assistencial". As informações são da Folha.

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 11:40

Saúde inclui trabalhadores da construção civil e indústria nas prioridades de vacinação

por Natália Cancian | Folhapress

Saúde inclui trabalhadores da construção civil e indústria nas prioridades de vacinação
Foto: Reprodução / GP1

Em nova mudança no plano de vacinação contra a Covid-19, o Ministério da Saúde passou a incluir trabalhadores da indústria e construção civil na lista de grupos prioritários para receber as vacinas. Ao todo, esse grupo representa 5,3 milhões de pessoas.

A pasta também oficializou a inclusão de trabalhadores de transporte aéreo e aquaviário-como funcionários de empresas aéreas e de navegação-- e trabalhadores portuários entre os grupos previstos para também receber as doses com prioridade.

A inclusão já era divulgada pelo setor de infraestrutura do governo, mas ainda não constava de plano da Saúde.

Com as mudanças, o total de pessoas previstas para receber as vacinas entre os grupos prioritários passa a ser de 77,2 milhões. Até então, o total era estimado em torno de 65 milhões.

O ministério, porém, não divulgou os cronogramas de aplicação das doses entre esses grupos. O plano prevê que, no momento previsto da vacinação-o qual não foi informado- trabalhadores apresentem um comprovante do vínculo de emprego na área.

Até o momento, informes técnicos da pasta orientam que a vacinação inicie com trabalhadores de saúde da linha de frente contra a Covid, idosos em asilos, pessoas com deficiência em instituições e indígenas em terras aldeadas. Novos calendários ainda não foram divulgados.

As alterações nos grupos prioritários constam no novo plano finalizado pelo ministério nesta sexta (22).

Em nota, a pasta informa que "os cronogramas de distribuição das doses com os grupos prioritários correspondentes serão divulgados por meio de informes técnicos."

"Cabe esclarecer que todos os trabalhadores da saúde serão contemplados com a vacinação, entretanto a ampliação da cobertura desse público será gradativa, assim como os demais públicos prioritários elencados na segunda edição do plano, conforme disponibilidade de vacinas."

Essas não foram as únicas alterações.

A pasta também fez mudanças no trecho de contraindicações à vacina, que até então indicava pessoas menores de 18 anos, gestantes e pessoas com histórico de reações anafiláticas.

Na prática, a pasta manteve o último trecho (com alerta a pessoas com hipersensibilidade e histórico de reações), mas incluiu gestantes em uma lista diferente, tida como de precauções, em conjunto com outros grupos que exigem atenção. As mudanças são voltadas principalmente às mulheres grávidas, mas que fazem parte de grupos prioritários.

O documento lembra que a segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas em gestantes, mas que estudos iniciais em animais não apontaram risco. "Para as mulheres, pertencentes a um dos grupos prioritários, que se apresentem nestas condições (gestantes, lactantes ou puérperas), a vacinação poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada, entre a mulher e seu médico prescritor", diz o documento.

A avaliação, aponta, deve considerar o nível de potencial contaminação do vírus na comunidade, a potencial eficácia e potenciais riscos. Aquelas que não quiserem receber as doses devem ser apoiadas e instruídas a "manter medidas de proteção como higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social", recomenda o plano.

No documento, o ministério aponta ainda ter mais 354 milhões de doses contratadas para vacinação --das quais 212 milhões seriam da AstraZeneca/Fiocruz, 100 milhões do Butantan/Sinovac e 42,5 milhões do consórcio Covax Facility.

Assim como nas versões anteriores, no entanto, a pasta não divulgou os cronogramas previstos de entrega das doses, cuja produção passa por impasses devido à dificuldade para obtenção de insumos da China.

Salvador terá regime de plantão no final de semana para aplicação de vacinas, diz Leo
Foto: Reprodução / Sesab

Com a ampliação da carga de vacinas em Salvador (entenda mais), o secretário de saúde do município, Leo Prates disse que o prefeito determinou que as equipes de imunização irão trabalhar neste sábado (23) e no domingo (24) em regime de plantão. Até o momento a capital baiana já imunizou mais de 11 mil pessoas (veja aqui).

 

"Vacinaremos sábado e domingo! Todos juntos contra o Coronavirus!", disse o secretário em publicação nas redes sociais.

 

Com doses da vacina da Sinovac/Butantan em processo de aplicação, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelou que os imunizantes da vacina Oxford-AstraZeneca deverão começar a seguir para os estados na tarde deste sábado (23).
 

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 07:40

Salvador vacina mais de 11 mil pessoas e Bahia ultrapassa 56 mil imunizados

por Mauricio Leiro

Salvador vacina mais de 11 mil pessoas e Bahia ultrapassa 56 mil imunizados
Foto: Reprodução / Sesab

Salvador lidera a lista das cidades baianas com maior número de vacinados contra a Covid-19, com 11.035 doses aplicadas. A Bahia ultrapassou os 56 mil vacinados contra a Covid-19, com a vacina da parceria Sinovac/ Butantan, e chegou a 56.827 até este sábado (23). 

 

Entre as regiões da Bahia, a região leste lidera o número de imunizados com 17.845 pessoas vacinadas. Na sequencia estão a região sudoeste, com 7.671 doses aplicadas, a região centro-oeste, com 7.333 aplicações e a região sul com 5.891 vacinações.

 

Do total, a grande maioria é de trabalhadores da saúde, com 49.790 pesosas que tomaram a primeira dose da vacina. Logo na sequencia estão os idosos que vivem em lares de amparo, com 4.208.
 

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 07:20

Artigo escancara ataques à ciência do governo Bolsonaro na pandemia de Covid-19

por Ana Bottallo | Folhapress

Artigo escancara ataques à ciência do governo Bolsonaro na pandemia de Covid-19
Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

 "S.O.S.: A ciência brasileira está sob ataque". Esse é o título de um artigo publicado na prestigiosa revista científica The Lancet nesta sexta-feira (22), escrito pelo epidemiologista e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Pedro Hallal.

No texto, escrito para a seção Correspondências da revista, o pesquisador elenca diversos eventos de descrédito à ciência e ataques diretos aos pesquisadores brasileiros orquestrados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores.

As consequências dos ataques, diz Hallal, levaram o país a ocupar a trágica posição de segundo colocado em número absoluto de mortes por Covid-19 e terceiro em casos registrados no mundo. "Como cientista, tendo a não acreditar em coincidências."

Apesar de ter acompanhado as políticas de condução da pandemia, que classifica serem muito piores do que as declarações do presidente, que já chamou de "gripezinha" a maior emergência sanitária do último século e disse "E daí? Não posso fazer nada", em resposta a jornalistas após ser questionado sobre o recorde de mortes no país, em abril de 2020, Hallal resolveu escrever a carta à Lancet após sofrer ele mesmo ataques pessoais de Bolsonaro e de seus seguidores.

O agora ex-reitor da Ufpel (seu mandato acabou no último dia 8 de janeiro) conta que participou no último ano de três reuniões no Ministério da Saúde, as duas primeiras para discutir o Epicovid-19, estudo sorológico do coronavírus que encabeçava como pesquisador principal, e a última em dezembro para discutir ações não relacionadas à pesquisa (que acabou em junho). Quatro dias após a última reunião, em Brasília, apresentou sintomas da Covid-19.

"A minha infecção foi divulgada e usada por defensores do governo. Eu fui atacado pelo deputado bolsonarista Bibo Nunes (PSL-RS) por ser hipócrita, por falar para as pessoas fazerem uma coisa [o distanciamento social] e fazer outra. Fui questionado durante uma entrevista a uma rádio em Guaíba (RS) e o próprio presidente tuitou no dia 14 de janeiro o trecho da entrevista na qual sou atacado por esse assunto."

O pesquisador diz que, após ver a derrocada de cientistas em cargos importantes que se posicionaram contrários ao que o governo pretendia disseminar, como o ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Ricardo Galvão [que divulgou os dados de desmatamento em 2019 e foi exonerado por isso] e os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich [que não concordaram com as medidas de enfrentamento do vírus], não imaginava ser o próximo.

O Epicovid-19 já havia encontrado resistência no Ministério da Saúde ao apontar para a maior incidência da Covid-19 em indígenas entre os grupos de cor ou etnia autodeclarada. A pasta questionou os dados e cortou o financiamento do estudo após a segunda etapa --estavam previstas três fases.

Para o pesquisador, não é atacando a ciência que o país vai conseguir enfrentar a pandemia. As medidas adotadas até aqui pelo governo são desastrosas: faltam testes, não há rastreamento de contatos, a adesão ao distanciamento social está cada vez mais baixa. "Apesar de muito esforço dos cientistas do [Instituto] Butantan e da Fiocruz, fortemente envolvidos na corrida pela vacina, não houve por parte do governo esforços para a compra de seringas e agulhas para começar a campanha de vacinação", diz o artigo.

O autor cita, inclusive, um editorial da mesma revista The Lancet, publicado em maio de 2020, em que os editores afirmam que "a maior ameaça à resposta do Brasil à Covid-19 parece ser seu presidente, Jair Bolsonaro, mais empenhado em uma guerra contra a ciência do que contra o novo vírus".

"Coincidentemente ou não, no dia que o presidente Bolsonaro me atacou no Twitter, Manaus estava enfrentando a pior situação desde o início da pandemia, com a falta de oxigênio e pacientes morrendo asfixiados. Na mesma semana, o Ministério da Saúde teve uma publicação no Twitter marcada por violar as regras da plataforma ao disseminar informações enganosas e potencialmente danosas relacionadas à Covid-19."

Para Hallal, os ataques do governo à ciência não começaram na pandemia, mas foram intensificados por ela. "Os cortes do presidente à ciência e tecnologia desde o início do seu governo e o negacionismo, inclusive dizendo --o único chefe de Estado que disse isso, para meu conhecimento-- que não vai tomar a vacina [contra Covid-19], já eram preocupantes."

"Essas políticas têm um preço. Se o Brasil, cuja população de 211 milhões de habitantes representa 2,7% da população mundial, tivesse contabilizado 2,7% do número de mortes global por Covid-19 [considerando a mortalidade de Covid em torno de 2,1%], 56.311 pessoas teriam morrido. No entanto, até o último dia 21 de janeiro, 212.893 brasileiros morreram por Covid-19. Em outras palavras, são mais de 150 mil vidas perdidas no país devido à condução abaixo do esperado da pandemia. Atacar os cientistas definitivamente não vai resolver o problema", finaliza o artigo.

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 00:00

Vulnerabilidade justifica prioridade de indígenas: 'Vacina ajuda a não dizimá-los'

por Jade Coelho

Vulnerabilidade justifica prioridade de indígenas: 'Vacina ajuda a não dizimá-los'
Deisiane Tuxá foi a primeira indígena vacinada na BA | Foto: Camila Souza/GOVBA

Além dos profissionais da linha de frente de enfrentamento à pandemia e os idosos institucionalizados, os indígenas também são considerados grupos prioritários na vacinação contra a Covid-19. A definição é feita pelo próprio Ministério da Saúde (MS) e está prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacina. Com isso, os imunizantes chegam para as secretarias estaduais de Saúde, responsáveis pela distribuição aos municípios, já com a determinação de separação de doses para esse grupo.

 

Acontece que essa população está mais exposta à vulnerabilidade social e o fato se agrava e potencializa em uma situação de crise sanitária. “É muito difícil de superar nesse momento de pandemia, então a vacina vai ajudar a não dizimá-los. Assim como no passado a gripe, febre amarela, cólera dizimaram várias populações, nesse momento a Covid-19 é realmente um grande risco à vida dessas populações”, analisou a professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e integrante da coordenação executiva da Rede Covida, Maria Yury Ichiharo.

 

O entendimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao MS, é de que no Brasil os povos indígenas estão mais expostos à infecção pelo coronavírus, “uma vez que doenças infecciosas em grupos tendem a se espalhar rapidamente e atingir grande parte da população devido ao modo de vida coletivo". Além disso, a pasta ainda cita "as dificuldades de implementação das medidas não farmacológicas”.

 

A professora da Ufba destaca que essa população normalmente já tem mais dificuldade de acesso à saúde. Na pandemia a situação se tornou ainda mais grave, já que eles acabam não tendo o mesmo acesso a testagem e atendimento médico. “Principalmente a população aldeada, isolada, já que ela tem que vir para uma assistência na cidade, e isso gera uma série de problemas”, disse.

 

Além da vacina, que ainda não está disponível em grande escala, as garantias que se tem para evitar o desenvolvimento da Covid-19 são medidas de prevenção, como o uso de máscara, higiene das mãos e principalmente o distanciamento social. Mas a cultura e as organizações sociais dos indígenas os tornam vulneráveis nesse sentido, explica Ichiharo.

Organização social dos povos indígenas os torna mais vulneráveis | Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

 

“As condições de moradia, as organizações sociais diferentes, em que todos compartilham o mesmo espaço, não há divisão de moradia... isso também favorece aglomeração e a falta de controle de distanciamento. Isso faz parte da cultura indígena, essa forma de organização social”, explicou a professora, ao destacar também o contexto histórico e o preconceito ainda sofrido pelos povos indígenas.

 

Para a Sesai, outro fator levado em consideração é de que os povos aldeados ficam vulneráveis também do ponto de vista geográfico. “Necessário percorrer longas distâncias para acessar cuidados de saúde, podendo levar mais de um dia para chegar a um serviço de atenção especializada à saúde, a depender de sua localização”, destacou a pasta.

 

Na Bahia, a vacinação contra a Covid-19 foi iniciada na terça-feira (19). Na cerimônia simbólica que deu início à imunização no estado, na basílica das Obras Sociais Irmã Dulce, Deisiane Tuxá foi vacinada enquanto representante dos povos indígenas. Natural de Rodelas, no interior do estado, ela trabalha em Salvador no Distrito Especial Indígena da Bahia, local responsável pela Atenção à Saúde Básica das populações aldeadas indígenas do estado. O distrito em que Deisiane atua é responsável por 135 aldeias.

 

De acordo com o boletim mais recente da Seretaria da Saúde da Bahia (Sesab), desta sexta-feira (22), 1.849 indígenas testaram positivo para a Covid-19 no estado. No universo dos mais de 550 mil casos da infecção contabilizados pela pasta, o percentual entre esses povos é de 0,33%. Em relação aos profissionais da saúde de etnia indígena o número de casos de Covid é até o momento de 102. 

Ministério da Saúde se recusa a passar dados sobre testes de Covid-19, diz Folha
Foto: divulgação / Sesab

O Ministério da Saúde teria se recusado a passar informações sobre a quantidade de testes de Covid-19 e informações sobre o estoque. O caso foi publicado nesta sexta-feira (22) pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.

 

“Informações referentes ao estoque de medicamentos sob guarda deste ministério se encontram em status de reservado”, diz um trecho publicado que teria sido dado em resposta ao jornal após pedido via Lei de Acesso de Informações.

 

Na resposta ao pedido, feito pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), o ministério argumenta que essas informações podem “pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população” ou “oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do país”.

 

O deputado solicitou informações sobre o estoque atual de testes e insumos para a realização de testes para a Covid-19 em poder do ministério, com a descrição do produto, da empresa fornecedora, a data de validade, a localização, a data de aquisição e os valores despendidos.

 

Em resposta, o parlamentar recebeu o documento sobre o sigilo e um link de acesso para site que supostamente mostraria os contratos de compra de insumos. Mas o link não funciona (veja aqui).

 

Ainda segundo a coluna Painel, o posicionamento do Ministério se baseia em um documento de 2018. A pasta diz que as informações devem ter acesso restrito até 2023, mas as razões para a classificação foram ocultadas no documento enviado.

 

O Ministério da Saúde foi procurado pela Folha mas não houve resposta até o momento desta publicação.

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 21:00

Covid-19: 17 cidades tiveram denúncias ao MP-BA de 'fura-filas' de vacina

por Matheus Caldas

Covid-19: 17 cidades tiveram denúncias ao MP-BA de 'fura-filas' de vacina
Foto: Betto Jr. / Secom

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recebeu denúncias em 17 cidades baianas de supostas  tentativas de burlar a fila prioritária da vacinação contra a Covid-19. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (22) ao Bahia Notícias pelo parquet.

 

De acordo com as informações, as denúncias foram enviadas via e-mail por cidadãos dos municípios. Contudo, o MP-BA reforça que não necessariamente são casos de pessoas que realmente burlaram a lista de imunização, uma vez que cada acusação precisa ser investigada.

 

Segundo a assessoria de imprensa do parquet, os possíveis casos aconteceram nas seguintes cidades: São Domingos, Itapetinga, Santa Barbara, Arataca, Mata de São João, Uauá, Canavieiras, Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Caetité, Antas, Sítio do Mato, Lauro de Freitas, Palmeiras, Malhada, Salvador e Canarana.

 

Destas cidades, apenas em Santa Bárbara (3), Mata de São João (2), Salvador (2) e Canavieiras (3) houve mais de uma denúncia.

 

Na última quinta-feira (21), o secretário de Saúde (SMS) da capital baiana, Leo Prates (PDT), assinou uma portaria que obriga o cumprimento integral do estabelecido pelo governo federal para esse momento da campanha no Brasil. A Ouvidoria em Saúde também disponibilizou canais para receber denúncias de possíveis desvios éticos de servidores vacinados fora da lista aconselhada pelo Ministério da Saúde (leia mais aqui).

 

Nesta semana, dois casos eclodiram na imprensa baiana e ligaram o sinal de alerta para possíveis tentativas de passar à frente de pessoas do grupo prioritário da vacina contra o novo coronavírus. Em Candiba, o prefeito Reginaldo (PSD) foi alvo de ações dos Ministérios Público Federal (MPF) e do Estado por “furar” a fila da vacinação e ter sido o primeiro a ser imunizado contra a Covid-19 no município, situado no sertão produtivo (leia mais aqui)

 

Os parquets requerem a condenação do gestor por ato de improbidade administrativa “que atenta contra os princípios da administração pública – princípios da impessoalidade e da moralidade – e a indisponibilidade de seus bens para pagamento de multa no valor de R$ 145mil.”
 

 

De acordo com a ação, o prefeito se valeu da sua posição do chefe do Executivo de Candiba “para se colocar à frente dos pouco mais de 14 mil habitantes do município, em desrespeito aos princípios da moralidade e da impessoalidade, previstos na Constituição Federal.” (leia mais aqui).

 

O ato, divulgado pela própria prefeitura, rendeu uma série de críticas a Reginaldo, que se defendeu dizendo que se vacinou para incentivar a população.

 

"Tomei a vacina não preocupado com meu bem-estar, preocupado em encorajar, e incentivar as pessoas que pudessem tomar a vacina", justificou o gestor (leia mais aqui).

 

Outro caso aconteceu em Prado, no extremo sul. Chefe de gabinete do município, Nailton Batista de Oliva, foi um dos primeiros a ser vacinado com a Coronavac e participou até do vídeo de divulgação da administração municipal. A escolha, no entanto, repercutiu mal, já que as poucas doses disponíveis — exatas 1.360, de acordo com a prefeitura —, são destinadas aos profissionais na linha de frente do combate ao coronavírus e a idosos em instituições de longa permanência (leia mais aqui).

 

ALERTA CRIMINOSO

O prefeito "furou fila" com divulgação às claras e tem uma justificativa para isso, mas, diante do atual cenário, com doses insuficientes de vacina para a população, passar na frente dos grupos prioritários pode ser considerado crime. O advogado Luiz Gabriel Neves, especialista em Direito Penal, concedeu uma entrevista ao Bahia Notícias em que explica que, a depender do caso, infrações do tipo podem ser configuradas como prevaricação, corrupção ativa ou passiva. Ele destaca que é necessário avaliar caso a caso, mas deixa o alerta para a população (saiba mais aqui).

 

Para denunciar eventuais irregularidades na vacinação, o MP-BA dispõe do telefone 0800 642 4577 e do e-mail gtcoronavirus@mpba.mp.br. (Atualizada às 18h18 do dia 23/01/2021 para inclusão do número de casos nas cidades de Salvador, Canavieiras, Mata de São João e Santa Bárbara).

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 20:40

Pandemia eleva taxa de suicídio no Japão após década de declínio

por Folhapress

Pandemia eleva taxa de suicídio no Japão após década de declínio
Foto: Reprodução / DW

Pela primeira vez em mais de uma década, o número de suicídios voltou a subir no Japão, em uma tendência que pesquisadores apontam como consequência da pandemia de coronavírus. Os dados revelam ainda um recorte de gênero: os suicídios entre os homens caíram e, entre as mulheres, cresceram.

De acordo com um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (22), foram registradas 20.919 mortes nessa categoria no ano passado --750 casos a mais do que em 2019.

É como se, a cada 25 minutos, uma pessoa cometesse suicídio no Japão, país que tem um longo histórico de problemas com essa prática, vista de maneira distorcida como uma forma de evitar vergonha ou desonra.

No primeiro semestre de 2020, os números pareciam manter a queda constante observada nos últimos 15 anos, incluindo dez anos consecutivos de declínio desde 2009. A partir de julho, porém, a curva de suicídios começou a subir em meio ao estresse emocional e financeiro causado pela pandemia.

Ao todo, 13.943 homens e 6.976 mulheres tiraram suas vidas no Japão no último ano. Entre os homens, o número representa queda de 1% em relação a 2019, enquanto a taxa entre as mulheres marca um crescimento de 14,5%.

De acordo com ativistas e pesquisadores, uma das causas prováveis é o aumento do desemprego entre as mulheres, mais numerosas em empregos precários, especialmente em hotéis e restaurantes, dois setores muito afetados pela crise econômica gerada pela Covid-19.

"A tendência dolorosa de aumento de suicídios de mulheres continua", disse um porta-voz do Ministério da Saúde do Japão durante entrevista coletiva. "Os suicídios são o resultado de muitas coisas diferentes, mas acho que podemos dizer com certeza que houve um impacto do coronavírus nos fatores econômicos e de estilo de vida."

De acordo com os números divulgados nesta sexta, o pior mês foi outubro, quando foram registrados 2.153 suicídios --o maior total mensal em mais de cinco anos. Naquele mês, 851 mulheres tiraram a própria vida, marcando um crescimento de 82,6% em relação a outubro de 2019.

Por muitos anos, buscar ajuda psicológica era uma prática estigmatizada no Japão, como se fosse algum sinal de fraqueza. Depois que os suicídios alcançaram um pico de 34.427 casos em 2003, porém, legisladores japoneses elaboraram um abrangente programa de prevenção, que foi lançado quatro anos depois.

Por meio de uma combinação de esforços governamentais e corporativos, que incluíram a identificação de grupos de risco, a ampliação do acesso a cuidados de saúde mental e a limitação na quantidade de horas extras --o excesso de trabalho é considerado um agravante--, os suicídios diminuíram para pouco mais de 20 mil em 2019, o nível mais baixo desde 1978.

Para a professora Michiko Ueda, da Universidade Waseda, em Tóquio, os dados do levantamento caracterizam um ponto de inflexão. "Certamente o coronavírus é um fator importante [para o aumento de suicídios], e os números devem aumentar novamente neste ano", disse a especialista à agência de notícias AFP.

Outra preocupação das autoridades é o aumento nas taxas de suicídio entre os jovens japoneses. Segundo o levantamento, mais de 300 crianças e adolescentes de até 18 anos cometeram o suicídio entre abril e novembro do ano passado, número que representa um aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2019.

De acordo com uma porta-voz do Centro de Prevenção de Suicídios de Tóquio, os jovens se tornaram um público particularmente vulnerável por estarem mais ansiosos com o futuro e sofrerem mais com as diminuição das relações sociais.

Sinais de alertas Falar sobre querer morrer, sobre não ter propósito, sobre ser um peso para os outros ou estar se sentindo preso ou sob dor insuportável Procurar formas de se matar Usar mais álcool ou drogas Agir de modo ansioso, agitado ou irresponsável Dormir muito ou pouco Se sentir isolado Demonstrar raiva ou falar sobre vingança Ter alterações de humor extremas O que fazer Não deixe a pessoa sozinha Tire de perto armas de fogo, álcool, drogas ou objetos cortantes Leve a pessoa para uma assistência especializada Ligue para canais de ajuda 188

é o telefone do Centro de Valorização da Vida (CVV). Também é possível receber apoio emocional via internet (www.cvv.org.br), email, chat e Skype 24 horas por dia

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 19:20

Butantan libera 900 mil vacinas para que Ministério da Saúde distribua aos estados

por Camila Mattoso | Folhapress

Butantan libera 900 mil vacinas para que Ministério da Saúde distribua aos estados
Foto: Divulgação / Governo de SP

Logo após a reunião da Anvisa que decidiu pela autorização do uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da Coronavac nesta sexta-feira (22), o Instituto Butantan liberou mais 900 mil doses da Coronavac para que o Ministério da Saúde distribua aos estados.

As vacinas já estavam sendo encaminhadas para o Ministério nesta tarde, na sequência da deliberação da agência.

Das 900 mil doses, 200 mil foram levadas ao Centro de Distribuição e Logística da Secretaria da Saúde de São Paulo. Outras 700 mil seriam encaminhadas para a central de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos.

Um primeiro lote com 6 milhões de doses da Coronavac, importado da China, já havia sido liberado no domingo (17) para aplicação emergencial e distribuído pelo Ministério da Saúde.

O lote de 4,8 milhões de doses foi finalizado e envasado pelo Butantan a partir de matéria-prima enviada pela Sinovac.

Vindas da índia, doses da vacina Oxford/AstraZeneca já estão no Brasil
Foto: Reprodução/CNN Brasil

Já estão em solo brasileiro as doses da vacina Oxford/AstraZeneca, vindo da Índia. O avião da Emirates pousou no aeroporto do Guarulhos, em São Paulo, por volta das 17h. As vacinas foram produzidas pelo laboratório indiano Serum e compradas pelo Ministério da Saúde.

 

A carga foi recebida pelo general e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pelo chanceler Ernesto Araújo e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria. A carga segue agora para o Rio de Janeiro, onde deve ser desembarcada ainda hoje, por volta das 22h. 

 

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, e o ministro Pazuello receberão as doses —que serão transportadas, com escolta da Polícia Federal (PF), para o depósito da Fiocruz.

 

Hoje o presidente Jair Bolsonaro utilizou o Twitter para agradece ao ministro indiano, Narendra Modi, pela liberação da exportação das vacinas. "O Brasil sente-se honrado em ter um grande parceiro para superar o obstáculo global. Obrigado por nos auxiliar com as exportações de vacinas da Índia para o Brasil", escreveu o presidente.

Indiana Bharat fecha acordo para fornecer vacina contra Covid-19 a empresa brasileira
Foto: Reprodução / Getty

A indiana Bharat Biotech anunciou hoje que assinou acordo de fornecimento de sua vacina contra covid-19 Covaxin para a empresa brasileira Precisa Medicamentos e que a prioridade será dada ao setor público, por meio de acordo com o governo brasileiro. A companhia disse ainda que o fornecimento a clínicas privadas de vacinação no Brasil pode ocorrer após aprovação do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

 

"O nosso objetivo para todas as vacinas desenvolvidas na Bharat Biotech é proporcionar o acesso global às populações que mais necessitam delas. A Covaxin gerou excelentes dados de segurança com respostas imunológicas robustas a múltiplas proteínas virais. Estamos satisfeitos ao verificar que as vacinas da Índia são capazes de responder às necessidades da saúde pública do Brasil", disse o presidente e diretor-geral da Bharat Biotech, dr. Krishna Ella, segundo comunicado da empresa. 

 

De acordo com o Uol, representantes da Precisa Medicamentos estiveram nas instalações da Bharat na semana passada e se reuniram com representantes da companhia, de acordo com o comunicado. Na reunião, o embaixador brasileiro na Índia, André Aranha participou virtualmente.

 

A Covaxin é uma vacina aplicada em duas doses que está passando por testes clínicos de Fase 3 na Índia com cerca de 26 mil voluntários desde meados de novembro. A candidata a vacina, que já recebeu autorização para uso emergencial na Índia, usa a tecnologia de vírus inativado e, de acordo com a Bharat, apresentou "resultados promissores de segurança e resposta imunológica, que receberam aceitação por revistas científicas internacionais" no estudo clínico de Fases 1 e 2. 

 

Na semana passada, a ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas) enviou uma delegação à Índia para negociar a possível compra de doses da Covaxin para serem comercializadas por clínicas privadas.

Turquia suspende voos do Brasil em função da variante do novo coronavírus
Foto: Agência Brasil

A Turquia suspendeu temporariamente os voos provenientes do Brasil devido ao aumento de casos de uma nova variante do coronavírus. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (22) pelo o ministro da Saúde turco, Fahrettin Koca, no Twitter.

 

Com a decisão, o Brasil se soma a Inglaterra, Dinamarca e África do Sul na lista de países com restrições de viagens, também por causa das novas variantes do causador da Covid-19. Cientistas estimam que essas mutações no vírus tornem a doença mais contagiosa.

 

Uma nova variante com origem no Brasil foi identificada pela primeira vez no início de janeiro a partir de quatro viajantes que chegaram ao Japão depois de passarem pelo Amazonas. O estado vive, neste momento, um colapso no sistema de saúde.

 

A variante brasileira tem mutações na proteína spike que favorecem a entrada do vírus na célula. Cientistas temem que essas mudanças favoreça a possibilidade de reinfecções. Por enquanto, não há evidências de que essas variantes diminuam eficácia das vacinas em produção. Nesta sexta, a Alemanha registrou um caso da variante identificada no Brasil.

Com 34 novas mortes, Sesab registra maior número de óbitos por Covid-19 desde outubro
Foto: Paula Fróes / GOVBA

A Bahia notificou 34 mortes em decorrência da Covid-19 nas últimas 24 horas, o maior número desde o dia 7 de outubro, quando o estado registrou 36 óbitos. Com isso, pelo menos 9.794 baianos se tornaram vítimas da doença, conforme dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), no boletim epidemiológico desta sexta-feira (22).

 

A Sesab registrou ainda 4.130 novas contaminações pelo novo coronavírus, alcançando o acumulado de 557.900 casos confirmados desde o início da pandemia, que teve sua primeira notificação no dia 6 de março, em Feira de Santana.

 

No momento, a Bahia tem 10.385 casos ativos da Covid-19, sendo grande parte deles em Salvador (2.083). Vitória da Conquista (484), Itabuna (311), Ilhéus (209), Paulo Afonso (176), Porto Seguro (163), Santo Antônio de Jesus (153), Jequié (145), Lauro de Freitas (120) e Alagoinhas (119) completam a lista dos 10 municípios baianos com mais contaminados.

 

OCUPAÇÃO DAS UTIS

A taxa de ocupação das UTIs reservadas para o tratamento de pacientes com Covid-19 manteve-se estável em 73%, com situação mais grave nas regiões sul (91%), sudoeste (87%), centro-leste (82%), extremo-sul (78%) e norte (78%) do estado.

Reino Unido diz que variante encontrada na Inglaterra pode ser mais letal
Foto: Reprodução / G1

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou nesta sexta-feira (22) que há “alguma evidência” de que a variante do Sars-Cov-2 identificada pela primeira vez na Inglaterra pode ser mais mortal do que a versão original. Até então, supunha-se que ela fosse apenas mais contagiosa.

 

“Fomos informados hoje que, além de se espalhar mais rapidamente, agora também parece que há alguma evidência de que a nova variante — a variante que foi descoberta pela primeira vez em Londres e no sudeste da Inglaterra — pode estar associada a um maior grau de mortalidade”, afirmou ele, em entrevista, de acordo com a Folha de São Paulo.

 

Segundo ele, os estudos indicam que as vacinas da Pfizer/BioNTech e de Oxford/AstraZeneca são eficazes contra essa variante e outras consideradas preocupantes, identificadas na África do Sul e no Brasil. A vacina de Oxford também faz parte do programa de vacinação brasileiro.

 

A variante do Reino Unido, também chamada de B.1.1.7, já foi detectada em pelo menos 44 países, incluindo os EUA e o Brasil. Ela tem uma mutação na proteína chamada S (de "spike", ou espícula), usada pelo vírus para entrar na célula humana.

 

Na B.1.1.7, assim como nas outras duas variantes consideradas preocupantes, essa proteína sofreu uma mutação chamada de N501Y (que os cientistas apelidaram de Nelly), que permite que ela se transmita mais rapidamente.

 

O Reino Unido impôs confinamento restrito para conter a transmissão e tem intensificado o programa de imunização, que já vacinou mais de 4 milhões de pessoas, um décimo delas com as duas doses. Apesar disso, estudos mostram que o número de novos casos continua crescendo.

Anvisa autoriza uso emergencial de segundo lote de vacinas do Butantan contra a Covid-19
Foto: Divulgação / Governo de SP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou, na tarde desta sexta-feira (22), o uso emergencial do segundo lote da “Coronavac”, vacina do laboratório chinês Sinovac contra a Covid-19. O pedido foi feito pelo Instituto Butantan, que envasou no Brasil as novas 4,8 milhões de doses do imunizante.

 

O novo lote de vacinas foi aprovado por unanimidade. A reunião terminou por volta das 16h40, com o quinto voto favorável ao uso emergencial do imunizante, proferido pelo diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

 

O pedido foi realizado pelo Butantan na última segunda-feira (18), um dia após a Anvisa autorizar o uso emergencial do primeiro lote de imunizantes “Coronavac”, com 6 milhões de doses.

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 16:40

Alemanha registra primeiro caso de variante encontrada no Brasil

por Ana Estela de Sousa Pinto | Folhapress

Alemanha registra primeiro caso de variante encontrada no Brasil
Foto: Pixabay

Um homem que viajou do Brasil para Frankfurt apresentou o primeiro caso de infecção pela variante que vem sendo chamada de "brasileira" -uma versão do Sars-Cov-2 com mutações que a tornam mais contagiosa, identificada em Manaus. O anúncio foi feito nesta sexta (22) pelo governo do estado de Hesse.

Segundo o Ministério de Assuntos Sociais do estado, o viajante não tinha sintomas de Covid-19 e a variante foi identificada após teste dar positivo para o coronavírus. O sequenciamento está agora sendo submetido a confirmação, segundo o governo.

Essa variante identificada no Brasil, também chamada de B.1.1.28.1 ou P1, tem as mesmas mutações encontradas na versão que foi relatada pela África do Sul. Uma delas é também a mutação que causa preocupação na variante que foi encontrada no Reino Unido. Nos três casos, há mudanças na proteína conhecida como Skipe, que facilita a entrada do coronavírus nas células humanas.

De acordo com cientistas, as mutações nessas três variantes as tornam mais contagiosas, mas não há evidência de que elas provoquem casos mais graves de Covid-19 ou sejam mais letais.

O anúncio foi feito no dia em que o número de mortes por coronavírus no país desde o começo da pandemia ultrapassou os 50 mil (o país contabiliza também casos não confirmados, que tenham forte evidência de relação com a Covid-19). O país ocupa o 11º lugar em número total de mortes, mas é o 45º na taxa proporcional à população, com 61/100 mil (no Brasil, para comparação, são 100/100 mil)

Apesar do marco no total de óbitos, classificado como "incompreensível" pelo governo alemão, o Instituto Robert Koch (que controla doenças infecciosas) registrou queda na média semanal de novos casos, para 119/100 mil habitantes. A Alemanha prolongou seu confinamento até 14 de fevereiro.

Ultrassonografia pulmonar ajuda a prever evolução de pacientes com Covid-19
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Considerado um método simples para diagnosticar doenças pulmonares, a ultrassonografia de pulmão também pode ajudar a prever a evolução clínica de pacientes com COVID-19 em estado grave, aponta estudo conduzido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

 

Sob a coordenação do médico Heraldo Possolo de Souza, pesquisadores aplicaram um protocolo de exame baseado na análise de 12 regiões do pulmão em 180 pacientes com COVID-19 internados no Hospital das Clínicas (HC) da FM-USP. O grupo constatou que, quanto maior é o escore obtido na avaliação, mais elevado é o risco de internação em UTI, intubação e morte, de acordo com a Fapesp.

 

Os dados da pesquisa, apoiada pela instituição, foram divulgados em artigo publicado no periódico Annals of Intensive Care.

 

“Vimos que a ultrassonografia pulmonar é um bom preditor da necessidade de internação em UTI, intubação endotraqueal e de morte de pacientes com COVID-19 admitidos no serviço de emergência. Pode ser um método simples  e barato para fazer prognóstico de infectados pelo vírus”, diz Souza à Agência Fapesp.

 

No início da pandemia no Brasil, Souza e outros médicos do pronto-socorro de clínica médica do HC, assim como de outros hospitais no país e no mundo, tiveram que lidar com a sobrecarga de pacientes e recursos escassos para atendê-los. Para lidar com esse desafio, que agora se repete devido ao aumento de casos da doença, os profissionais de saúde constataram que é essencial o uso de ferramentas para avaliar a gravidade de pacientes com COVID-19, de modo a fazer a alocação correta de recursos, como leitos de UTI e respiradores, e estabelecer prioridades de atendimento.

 

Uma vez que exames de imagem são fundamentais para o diagnóstico de problemas pulmonares apresentados por pacientes com COVID-19 em estado grave, os pesquisadores da FM-USP levantaram a hipótese de que poderiam ser úteis também para avaliar o prognóstico dos infectados pelo SARS-CoV-2. Escolheram a ultrassonografia pulmonar para testar a hipótese por ser um exame amplamente feito nos serviços de emergência. É rápido, fácil de ser realizado – o equipamento é portátil – e tem baixo custo.

 

“A ultrassonografia pulmonar é um exame que chamamos de point of care, ou seja, é realizado à beira do leito do paciente, e exige treinamento muito menor dos médicos do serviço de emergência para interpretar os resultados do que a tomografia, por exemplo”, compara Julio Cesar Garcia de Alencar, médico do pronto-socorro de clínica médica do HC e primeiro autor do estudo.

AMB quer padronizar pagamento de auxílio-saúde para juízes de todo país
Foto: Divulgação

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) quer padronizar o pagamento do auxílio à saúde suplementar dos juízes feitos pelos tribunais brasileiros. Para isso, a presidente da entidade, Renata Gil, se reuniu com a conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Flávia Pessoa, na última terça-feira (19). 

 

Opedido foi feito após a AMB constatar a discrepância, por alguns tribunais, em relação à implementação do programa de assistência médica, prevista na Resolução nº 294 do CNJ. O texto regulamenta o Programa de Assistência à Saúde Suplementar do Poder Judiciário. 

 

Em outubro, a Associação submeteu uma Questão de Ordem à apreciação do Conselho. A conselheira Flavia Pessoa é relatora do do procedimento que dispõe sobre o assunto. Renata Gil afirma que o pagamento deve ser feito para todos sem criar distinções entre os ativos e inativos. “Queremos tratamento isonômico nos termos da Resolução”, disse Renata Gil. 

 

A conselheira Flávia Pessoa escutou os pleitos da Associação e se dispôs a debater a padronização do auxílio a fim de criar uma uniformidade vencimental para a magistratura. As datas das sessões ordinárias do Plenário do CNJ para o 1º semestre de 2021 já foram estabelecidas e divulgadas. A primeira sessão virtual ocorrerá em 4 de fevereiro e a presencial será realizada dia 9. 

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 15:20

Bolsonaro diz que vacina vinda da Índia 'amanhã mesmo começa a chegar a seu destino'

por Daniel Carvalho | Folhapress

Bolsonaro diz que vacina vinda da Índia 'amanhã mesmo começa a chegar a seu destino'
Foto: Reprodução/ CNN Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quebrou seu jejum de cerca de sete meses sem falar com a imprensa na porta do Palácio da Alvorada para responder a algumas perguntas sobre vacina contra Covid-19 na manhã desta sexta-feira (22).

 

Acompanhado de deputados da bancada ruralista que tomaram café da manhã com ele, Bolsonaro disse que, caso as 2 milhões de doses da vacina da Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca cheguem ao Brasil nesta sexta (22), serão distribuídos já no sábado (23).

 

"Pode ter certeza que a Aeronáutica está aí pronta para servir ao Brasil mais uma vez. E esta vacina, amanhã mesmo, se chegar hoje à noite, amanhã mesmo começando a chegar a seus destinos", afirmou Bolsonaro em entrevista à CNN.

 

Acuado desde o fim da semana passada diante das críticas à condução de seu governo no enfrentamento da pandemia de coronavírus, Bolsonaro tem tentado se livrar das acusações de que é responsável pelo caos sanitário em Manaus e pelo atraso na imunização no país.

 

Nesta sexta, chegou a dizer que não era contra a vacinação e se irritou quando uma jornalista o indagou sobre uma declaração antiga de que, segundo levantamento próprio e sem qualquer base científica, menos da metade da população não queria se imunizar. "Olha, eu vou acabar a entrevista assim", reagiu o presidente. Mas, ao longo da manifestação à imprensa, Bolsonaro emitiu novos sinais contrários sobre vacinação - ora falou a favor ora lançou dúvida sobre os imunizantes.

 

"Nós entregamos [o primeiro lote de vacina] tão logo a Anvisa aprovou... Esta era a minha oposição, né? Pessoal diz que eu era contra a vacina. Eu era contra a vacina sem passar pela Anvisa. Passou pela Anvisa, eu não tenho mais o que discutir, eu tenho que distribuir a vacina", afirmou aos repórteres. Logo em seguida, colocou em dúvida a credibilidade de imunizantes.

 

"O que tenho observado é que ainda tem muita gente que tem preocupação com a vacina. E deixo bem claro: ela é emergencial. Eu não posso obrigar ninguém a tomar a vacina, como um governador, há um tempo atrás, falou que ia obrigar. Eu não sou inconsequente a este ponto", disse Bolsonaro, numa referência ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que começou a imunização em seu estado um dia antes do governo federal.

 

Bolsonaro reiterou que a vacinação tem que ser voluntária. "Afinal de contas, não está nada comprovado cientificamente com esta vacina ainda", afirmou, ignorando a aprovação pela Anvisa. "Peço que o pessoal leia -não é a bula, mas eu chamo de bula- os contratos com as empresas para tomar pé daonde chegaram as pesquisas e porque não se concluiu ainda dizendo que é uma vacina perfeitamente eficaz."

 

E, logo depois, voltou a falar positivamente sobre a vacina. "Pelo que tudo indica, segundo a Anvisa, ela vai ajudar aí que casos graves não ocorram no Brasil [em] quem for vacinado", disse Bolsonaro. Assim como fez em sua live semanal, Bolsonaro voltou a negar que problemas diplomáticos sejam entraves com a Índia e, principalmente, com a China, país de onde vem o insumo para a produção da Coronavac no Brasil.

 

"Nunca houve qualquer estremecimento nas relações entre Brasil e China e entre Brasil e Índia. A China precisa de nós e nós precisamos da China. E o mundo é assim. Jamais fechamos as portas, seja para qual país for. Estamos sempre prontos a atender os interesses nacionais e obviamente, né, preservar aquilo que temos de mais sagrado aqui que é nossa soberania", afirmou.

 

No entanto, quando questionado se estava em contato com autoridades chinesas, Bolsonaro limitou-se a responder que não divulga suas conversas, embora em suas redes sociais haja registros de diálogos que manteve pessoalmente ou virtualmente com representantes de outros países.

 

Bolsonaro concedeu a entrevista ao lado de deputados da bancada ruralista simpáticos a ele. O grupo tomou café da manhã no Palácio da Alvorada. O compromisso não constava da agenda oficial do presidente até a última atualização desta reportagem e a lista dos presentes também não havia sido divulgada.

 

"Nós trabalhamos em parceria. Não existe Executivo e Legislativo isolados. Não existe. Trabalhamos em parceria para o bem do nosso Brasil. O que eles puderem ajudar, como alguns têm ajudado, sei disso, de forma voluntariosa até, buscando soluções, eu agradeço. Tudo o que vier a favor de nós atendermos nosso povo no tocante a vacinação, eu agradeço", disse Bolsonaro.

 

O café da manhã, que contou também com a presença da ministra Tereza Cristina (Agricultura), também abordou a eleição para presidente da Câmara, que acontece em fevereiro. Bolsonaro vinha cobrando apoio dos representantes do agronegócio ao deputado Arthur Lira (PP-AL), seu candidato.

 

"Nós do agro somos Arthur Lira declarado, aberto e, se Deus quiser, venceremos para poder tocar em frente os projetos cerceados pelo antigo presidente", disse o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT), em referência ao deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), em um discurso durante o café da manhã. O trecho da fala foi divulgado na rede social de uma parlamentar que também participou do encontro.

 

"Viemos declarar ao presidente Bolsonaro que a Frente Parlamentar [da Agropecuária], se não toda ela, mas a grande maioria dos seus membros está alinhada neste projeto na presidência da Câmara", disse o vice-presidente da bancada ruralista, deputado Neri Geller (PP-MT).

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 14:00

Salvador atinge marca de 10 mil vacinados contra Covid-19

por Bruno Luiz

Salvador atinge marca de 10 mil vacinados contra Covid-19
Foto: Camila Souza/ GOVBA

O município de Salvador ultrapassou nesta sexta-feira (22) a barreira dos 10 mil imunizados contra a Covid-19, segundo dados do “Vacinômetro”, plataforma lançada pela prefeitura para acompanhar o avanço da vacinação na cidade em tempo real.

 

De acordo com a ferramenta, até as 13h40, 10.581 pessoas já haviam recebido a primeira dose da Coronavac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Do total, 1.849 foram imunizados nesta sexta.

 

A grande maioria dos vacinados é profissional de saúde. Dos mais de 10,5 mil que receberam o imunizante, 9.554 fazem parte desta categoria que integra a fase 1 do grupo prioritário para imunização. A expectativa é de pouco mais de 45 mil pessoas sejam vacinadas com as duas doses da Coronavac, neste primeiro lote encaminhado a Salvador pelo Ministério da Saúde. 

 

A previsão foi atualizada após a prefeitura descobrir que uma falha da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) fez o município pensar que tinha 45 mil doses da vacina, quando, na verdade, possui o dobro (entenda aqui). Com a quantidade maior, a gestão vai ampliar o público prioritário da primeira fase, abrangendo os profissionais que atuam nas unidades municipais de saúde com testagem para Covid-19.

 

A prefeitura espera também receber na próxima semana uma nova remessa de imunizantes. Vale lembrar que o Brasil receberá 2 milhões de doses da vacina de Oxford exportadas da Índia, enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode autorizar uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da Coronavac.

 

"A expectativa é que semana que vem tenham mais 6,8 milhões de doses para serem distribuídas pelo Brasil. É mais ou menos a mesma quantidade que teve essa semana. Então, nossa expectativa é que Salvador receba quase o quantitativo que recebeu essa semana. Com essa quantidade, a gente pode imunizar metade ou quase metade do público da primeira fase, que são os idosos acima de 74 anos. Aí a gente vacinaria os idosos que não estão nas abrigos, poderemos abrir drive-thrus, fazer vacinação domicilia", explicou o prefeito da cidade, Bruno Reis.

'Kit Covid' do Ministério da Saúde pode causar efeitos adversos, avaliam cientistas
Foto: Divulgação

Recomendados pelo Ministério da Saúde e pelo presidente Jair Bolsonaro no tratamento da Covid-19, mesmo sem comprovação científica, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina e nitazoxanida podem causar reações adversas a longo prazo, afirmam cientistas. De acordo com reportagem do jornal Estado de S. Paulo, estudiosos acreditam que doenças como supergonorreia, causada por resistência bacteriana, podem aparecer.

 

Quando utilizados para tratar doenças para as quais são indicados, esses medicamentos têm ocorrências raras. Entretanto, tomá-los sem indicação médica e ignorando as funções previstas na bula pode causar tontura, dor de cabeça, aumento da pressão arterial, taquicardia, alterações gastrointestinais e outros efeitos.

 

O Ministério da Saúde, por meio do aplicativo TrateCov, estimula médicos a prescreverem os produtos - cloroquina e antibiótico para bebês, também, apesar do o ministro Eduardo Pazuello negar o fato.

 

De acordo com a consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Ana Cristina Gales, "a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina foi um tratamento suspenso por causar arritmia, efeito colateral que é um risco para pacientes com doença cardiológica e estava sendo dado justamente para uma população com fator de risco. A gente não sabe dos impactos do uso estendido por semanas e até meses, porque os estudos foram feitos para uso por período curto. Da ivermectina, por exemplo, sabemos que ela se acumula no pulmão, mas a gente não sabe o efeito em longo prazo".

 

O risco para quem trata outras doenças também pode ser mais elevado, alerta Ekaterini Simões Goudouris, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

 

“Tem de desconstruir a ideia de que se não fizer bem, mal não faz. Se os benefícios não estão estabelecidos, não justifica submeter a um risco, mas, infelizmente, vários médicos estão fazendo prescrição e há pessoas se automedicando. Tem gente usando esses remédios toda semana para prevenir covid. Usam durante dois, três meses e não se dão conta da interação medicamentosa", afirma.

 

Em 2020, a procura pelos medicamentos citados aumentou consideravelmente. Ao todo, foram registradas 9,2 milhões de buscas por ivermectina, 3,5 milhões por azitromicina e 2,7 milhões por hidroxicloroquina. A alta foi de 1.201,49%, 53,58% e 2.826,82% para cada um dos respectivos remédios. Os amebicidas, que englobam a notazoxanida, tiveram aumento de 100,3% no faturamento no ano passado.

 

Infectologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Maria Cláudia Stockler reforça quais tratamentos são eficazes contra a Covid-19. "O que a gente sabe de tratamento para covid? Dexametasona para quem precisa de oxigênio suplementar. O remdesivir tem impacto para pacientes graves, mas é muito caro. Todo o resto não é nada. Em sites americanos e europeus, não há recomedação para usar azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina", diz.

 

Em testes realizados pela Coalizão Covid-19 no Brasil, reunindo hospitais e institutos de pesquisa, ivermectina, azitromicina e hidroxicloroquina não apresentaram eficácia.

 

“No primeiro deles, em pacientes hospitalizados com covid-19 de gravidade moderada, verificamos que hidroxicloroquina ou azitromicina são incapazes de melhorar a evolução clínica dos pacientes. Nos grupos que receberam hidroxicloroquina, com ou sem azitromicina, houve aumento no risco de alterações de exames laboratoriais refletindo lesão do fígado e alterações do eletrocardiograma que podem predispor a arritmias cardíacas”, revela o superintendente de pesquisa do HCor e membro do grupo, Alexandre Biasi.

 

“O segundo estudo avaliou o efeito da azitromicina em pacientes hospitalizados com formas mais graves de covid-19. Verificamos que não havia efeito algum da azitromicina para estes pacientes” completa. Os estudos com ivermectina e nitazoxanida não foram realizados, mas Biasi diz que o que se tem até agora não é base para sustentar indicação desses medicamentos.

 

“Alguns dados disponíveis de estudos no Irã, no Egito e na Índia sugerem potencial benefício, mas não há como avaliar conclusivamente os resultados, porque ainda não estão publicados. A nitazoxanida também tem sido estudada por ter efeito in vitro. Mas ainda se desconhece o real benefício nas infecções pelo Sars-CoV-2. Estudo brasileiro sugere redução modesta da carga viral nos pacientes que receberam a medicação, porém não houve efeito nos sintomas”, diz ele.

 

O uso em larga escala de antibióticos pode causar resistência bacteriana. Pesquisadores das universidades Complutense de Madrid (UCM) e de Barcelona (UB), divulgaram em julho do ano passado estudo que mostrou bactérias capazes de apresentar resistência até 10 mil vezes maior do que se conhece até agora. Segundo Blasi, a azitromicina pode sofrer com esse processo.

 

Entre essas doenças, está inclusa a "supergonorreia", variante da gonorreia resistente a antibióticos que vem preocupando autoridades de saúde e servindo de lembrete para a prática de sexo seguro. 

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 12:20

Governadores defendem cota extra de 300 mil vacinas para o Amazonas

por Monica Prestes | Folhapress

Governadores defendem cota extra de 300 mil vacinas para o Amazonas
Foto: Divulgação/ GESP

Em reunião na noite desta quinta-feira (21), o Fórum dos Governadores dos Estados Brasileiros defendeu a criação de uma cota extra de cerca de 300 mil doses de vacinas para o estado do Amazonas.

O estado, que vive um colapso em seu sistema de saúde, enfrenta uma escalada de novos casos da doença, com recordes e registros de infectados, de hospitalizações e de mortes em decorrência da doença.

As 300 mil doses equivalem a cerca de 5% do total de vacinas previstas em curto prazo, incluindo a Coronavac e a vacina de Oxford/AstraZeneca.

Ao todo, 2 milhões da vacina de Oxford/AstraZeneca devem chegar nesta sexta (22) após a Índia finalmente dar sinal verde à exportação. Outras 4,8 milhões da Coronavac, que já foram envasadas pelo Instituto Butantan, que aguarda a liberação da Anvisa.

A proposta dos governadores ainda será analisada pelo governo federal, a quem cabe decidir sobre a distribuição das vacinas.

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que preside o Consórcio do Nordeste e lidera as negociações dos estados relacionadas à vacina, diz que a proposta foi aprovada pelos governadores tendo em vista a gravidade do cenário da pandemia no estado do Amazonas.

"A situação [do Amazonas] é grave, muito mais grave do que antes. E, pior: o vírus começa a se espalhar, já com presença forte na divisa com o estado do Pará", afirmou Dias.

O objetivo é atender Manaus e as cidades do interior do estado mais afetadas pelos novos casos da pandemia: "É uma ação não só humanitária, mas ela também é estratégica tecnicamente para evitar a propagação [da Covid-19]", afirmou.

Só na última quarta (20) foram confirmados 5.009 novos casos no Amazonas, sendo 3.632 na capital e 1.377 no interior.

Esse é o maior número registrado em um único dia desde o início da pandemia. Até então, o recorde havia sido registrado em 29 de maio, primeiro pico da pandemia: 2.763.

Essa escalada de diagnósticos de Covid-19 deve pressionar ainda mais os hospitais de Manaus, que já enfrentam crise de falta de leitos e de oxigênio, que vem provocando a morte de pacientes internados na capital e no interior do estado, relatam médicos e as próprias prefeituras.

Na capital, hospitais da rede pública estão superlotados e operam acima da capacidade, com pacientes internados em poltronas por falta de leitos e taxas de ocupação chegando a 111% entre os leitos clínicos e 96% na UTI Covid, segundo o boletim epidemiológico do governo amazonense.

Na rede privada, a taxa de ocupação é de 93% para os leitos de UTI Covid e 85%, entre os leitos clínicos. E, tanto na rede pública quanto na privada, a escassez de oxigênio tem levado os médicos a pedirem que os familiares dos pacientes levem cilindros com o insumo para garantir os tratamentos em caso de novas interrupções, que não estão descartadas.

A campanha de vacinação foi suspensa em Manaus nesta quinta por, pelo menos, 24 horas após denúncias de favorecimento na aplicação de vacinas contra Covid-19.

A Defensoria Pública do Amazonas recomendou a a reformulação do plano de vacinação dos profissionais de saúde em Manaus devido à "quantidade insuficiente de doses de vacina.

As vacinas disponibilizadas nesta primeira fase pelo Ministério da Saúde, que devem ser suficientes para imunizar apenas 34% dos 56 mil servidores da saúde nas redes estadual e municipal da capital.

Covid-19: Instável, sistema do Ministério da Saúde só registrou 2 mil vacinados no Brasil
Foto: Divulgação

Lançado na última quarta-feira (20) pelo Ministério da Saúde, o novo sistema para que municípios registrem doses aplicadas de vacinas contra o novo coronavírus já está com problemas de acesso. Nesta quinta-feira (21), a plataforma "Brasil Imunizado", da pasta federal, mostrava que 2.535 doses tinham sido aplicadas no país.

 

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, técnicos que acompanham o sistema afirmaram que 30 mil registros já catalogados ainda precisam ser incluídos. O "vacinômetro" criado pelo governo de SP já aponta 52.470 pessoas imunizadas. 

 

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, municípios informaram que estão com dificuldade para enviar os dados e, por isso, têm utilizado anotações em papel ou em planilha Excel até que o problema seja solucionada. Na hora de fazer o login no sistema, prefeituras também encontram falha.

 

"A conexão com a internet nos pontos de vacinação é rápida, mas o sistema está instável e travando", relatou a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por meio de comunicado.

 

Em nota, o ministério assumiu a instabilidade e afirmou que isso ocorre por causa da "grande demanda de novos cadastros". O atraso faz com que o número de doses aplicadas não possa ser contabilizado.

 

A utilização de uma nova versão do programa aderido pelo Programa Nacional de Imunizações, o SI-PNI, era prevista. Porém, a vacinação começou antes que a plataforma comessasse a funcionar.

 

Para se adequar à situação, a prefeitura de Salvador criou uma plataforma dentro do sistema Vida+, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que contabiliza os imunizados contra a Covid em tempo real.

 

O aplicador da vacina identifica o CPF ou Cartão do SUS do paciente e, após a imunização, registra na ferramenta. Dados do fabricante da vacina e lote também são informados.

 

A ideia da prefeitura é transferir os dados para a plataforma do Ministério da Saúde até este domingo (24).

 

Em João Pessoa, os dados estão sendo registrados de forma manual. A Secretaria de Saúde da capital paraibana elaborou uma planilha com as variáveis do sistema, e pretende colocar as informações na ferramenta do Ministério da Saúde assim que ela estiver funcionando corretamente.

 

O Ministério da Saúde também afirmou, em nota, que a "equipe técnica vem atuando para corrigir o problema, a previsão é que nas próximas 24 horas o sistema retorne à estabilidade". Segundo a pasta, estados e municípios que optaram por não usar a plataforma "Brasil Imunizado" devem enviar os registros por meio da plataforma de integração acordada entre governos e prefeituras. 

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 11:20

Santo Antônio de Jesus é cidade do interior com maior nº de vacinados, aponta Sesab

por Ailma Teixeira

Santo Antônio de Jesus é cidade do interior com maior nº de vacinados, aponta Sesab
Foto: Reprodução/ Instagram @prefsaj

Em números absolutos, o município de Santo Antônio de Jesus é o que mais aplicou vacinas contra a Covid-19 dentre todas as 416 cidades do interior baiano. A última atualização, feita na manhã desta sexta-feira (22) no painel da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), indica que mil pessoas foram vacinadas na cidade desde o início da campanha na terça (19).

 

De acordo com a gestão municipal, nesta fase inicial serão vacinadas 1.600 pessoas. A Sesab não informou o número destinado aos municípios por questão de segurança (veja aqui). Foi divulgada apenas a quantidade entregue a Salvador, que por ter a maior população prioritária concentrou o maior número de doses  cerca de 42 mil.

 

Conforme aponta o painel, a capital baiana já vacinou 8.548 pessoas. Abaixo de Santo Antônio de Jesus aparece Ilhéus, com 835 pessoas vacinadas; Itabuna, com 800; Lauro de Freitas, 793; e Guanambi, 521. No total, considerando os números enviados pelos 417 municípios, 36.097 pessoas já tomaram a primeira dose do imunizante, o equivalente a 21% das 171.320 doses distribuídas. A Sesab reservou a outra metade para garantir a aplicação da segunda dose no público beneficiado com esta primeira remessa de vacinas.

 

Outros dados apresentados no levantamento da secretaria indicam que a maioria dos beneficiados, exatos 33.216, são profissionais da área da saúde que atuam no combate à Covid-19. Os demais são idosos em instituições de longa permanência (1.963), indígenas aldeados (705) e pessoas com deficiência (213).

 

Quanto à distribuição regional, o Leste da Bahia, onde fica a capital, é a região onde mais se aplicou vacinas, com 13.140 registros. Na outra ponta está o Extremo Sul baiano, com 1.326 pessoas já vacinadas.

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