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Fonoaudiólogos autônomos e idosos que completarão 60 anos são vacinados nesta sexta
Foto: Divulgação/Secom-PMS

Os fonoaudiólogos autônomos e idosos que vão completar 60 anos em 2021, nascidos entre 23 de abril e 23 de julho de 1961, são os novos públicos a serem vacinados contra a Covid-19 em Salvador, nesta sexta-feira (23). Além deles, também prossegue a aplicação da primeira dose para idosos que já completaram 60 anos, pessoas com Síndrome de Down, pacientes em hemodiálise, fonoaudiólogos e demais autônomos, trabalhadores da saúde, trabalhadores da educação e agentes de segurança pública.

 

Continua, ainda, a imunização com a segunda dose para idosos e trabalhadores da saúde. Confira a estratégia para cada público:

 

Idosos que completam 60 anos em 2021 – Os cidadãos nascidos entre 23 de abril e 23 de julho de 1961 poderão receber a primeira dose do imunizante exclusivamente no turno vespertino. Os pontos de imunização são os drives na Arena Fonte Nova – Nazaré, Atakadão Atakarejo – Fazenda Coutos, 5º Centro de Saúde – Barris, Parque de Exposições – Paralela, Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) - Unidade Cabula e Vila Militar – Dendezeiros. 

 

A vacinação também acontece nos pontos fixos da USF Vista Alegre, UBS Nelson Piauhy Dourado, USF Resgate, USF Federação, USF Santa Luiza, USF Plataforma, USF Cajazeiras X, 5º Centro de Saúde – Barris e Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros. 

 

Vacina Express – Os idosos com 60 anos ou mais também podem fazer o agendamento da vacinação domiciliar através do Vacina Express, pelo site vacinaexpress.saude.salvador.ba.gov.br.  O serviço é voltado preferencialmente para idosos acamados ou com dificuldades de locomoção.

 

Pessoas com Síndrome de Down – As pessoas com Síndrome de Down seguem sendo imunizadas na capital. Para isso, é preciso estar com o nome cadastrado no site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no site www.saude.salvador.ba.gov.br, e apresentar documento oficial de identificação com foto no ato da vacinação. 

 

Os pontos de imunização acontecem das 8h às 16h são os drives na Arena Fonte Nova – Nazaré, Atakadão Atakarejo – Fazenda Coutos, 5º Centro de Saúde – Barris, Parque de Exposições – Paralela, Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) - Unidade Cabula e Vila Militar – Dendezeiros. 

 

A vacinação também acontece nos pontos fixos da USF Vista Alegre, UBS Nelson Piauhy Dourado, USF Resgate, USF Federação, USF Santa Luiza, USF Plataforma, USF Cajazeiras X, 5º Centro de Saúde – Barris e Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros.

 

A estratégia para esse público também acontecerá em três instituições da cidade: ION – Instituto de Organização Neurológica, das 8h às 12h; NACPC – Núcleo de Atendimento à Criança com Paralisia Cerebral – 8h às 12h; APAE Salvador – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – 13h às 16h.

 

Pacientes em hemodiálise - Estes cidadãos devem estar com os nomes cadastrados no site da SMS e, no ato da vacina, apresentar documento oficial de identificação com foto. A vacinação acontece das 8h às 16h, nos drives da Arena Fonte Nova – Nazaré, Atakadão Atakarejo – Fazenda Coutos, 5º Centro de Saúde – Barris, Parque de Exposições – Paralela, Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) - Unidade Cabula e Vila Militar – Dendezeiros. 

 

A vacinação também acontece nos pontos fixos da USF Vista Alegre, UBS Nelson Piauhy Dourado, USF Resgate, USF Federação, USF Santa Luiza, USF Plataforma, USF Cajazeiras X, 5º Centro de Saúde – Barris e Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros.

 

Fonoaudiólogos e demais autônomos, trabalhadores da saúde – Para serem beneficiados com a primeira dose, todos devem estar com os nomes cadastrados no site da SMS. Para os fonoaudiólogos, no ato da vacina, será necessária a apresentação de documento oficial de identificação com foto, carteira do conselho de classe e cópia impressa do último Imposto de Renda, ou do comprovante atualizado de pagamento do ISS, ou do contrato de pessoa jurídica ativo ou última nota fiscal. 

 

No ponto de vacinação, os trabalhadores da saúde devem apresentar documento oficial de identificação com foto e cópia do contracheque ou do contrato social. Já os autônomos (médicos, fisioterapeutas, dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, auxiliar e técnico de enfermagem, auxiliar e técnico de saúde bucal e nutricionistas) devem levar documento oficial de identificação com foto, carteira do conselho de classe e cópia do último Imposto de Renda, ou cópia do comprovante atualizado de pagamento do ISS, contrato de pessoa jurídica ativo ou última nota fiscal.

 

Por fim, as doulas devem apresentar documento oficial de identificação com foto, além de apresentar cópia do Imposto de Renda, ou do ISS, ou nota fiscal ou contrato de trabalho com firma reconhecida em cartório.

 

A imunização será realizada das 8h às 16h, nos drives e pontos fixos na Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Brotas, Unijorge – Campus Paralela e Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu.

 

Trabalhadores da Educação e agentes de segurança pública – Podem buscar a vacina os trabalhadores com idade entre 55 e 59 anos, em plena atividade na educação básica das instituições privadas e públicas. Os profissionais devem estar com o nome na lista no site da SMS e, no ato da vacina, apresentar documento oficial de identificação com foto mais cópia impressa do último contracheque ou cópia impressa do contrato de trabalho pessoa jurídica atualizado. 

 

Já os policiais federais, militares, civis e rodoviários federais; bombeiros, guardas municipais, agentes de salvamento e trânsito e agentes penitenciários devem estar em pleno exercício das atividades, lotados em Salvador e ter idade igual ou superior a 49 anos. No ato da vacina deverão apresentar documento oficial de identificação com foto e cópia do último contracheque.

 

A aplicação das doses acontece das 8h às 16h, nos drives e pontos fixos na Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências (FBDC) – Unidade Brotas, Unijorge – Campus Paralela e Universidade Católica de Salvador – Campus Pituaçu.

 

Segunda dose – Para facilitar o acesso à segunda dose, foi ampliado o número de postos voltados exclusivamente para esses públicos. Para tanto é preciso ser observada a data de retorno sinalizada no cartão de vacina recebido na ocasião da primeira aplicação.

 

A imunização acontece das 8h às 16h, nos drive-thrus da FTC Paralela, Faculdade Universo – Campus ACM, Barradão – Canabrava, Centro de Convenções de Salvador – Boca do Rio, Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina, USF San Martin III e Shopping Bela Vista – Cabula.

 

Os pontos fixos estão situados no Barradão – Canabrava, FTC Paralela, Clube dos Oficiais – Dendezeiros, UBS Ramiro de Azevedo – Nazaré, UBS Colinas de Periperi, USF Yolanda Pires – Fazenda Grande I, USF Nova Esperança, USF João Roma Filho – Jardim Nova Esperança, USF Vila Nova de Pituaçu e USF Recanto da Lagoa. 

 

Hora Marcada – Também foi ampliado para os idosos e trabalhadores da saúde o acesso à segunda dose através do site Hora Marcada, no site www.vacinahoramarcada.saude.salvador.ba.gov.br, onde é possível agendar data e hora para a vacinação em 21 locais. O serviço funciona de segunda à sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 17h.

Após longas filas, prefeitura de Salvador amplia pontos de vacinação da 2ª dose; veja
Foto: Bruno Concha / Secom

Após reclamações envolvendo as longas filas para a segunda dose da vacinação contra a Covid-19, a prefeitura de Salvador ampliou de 11 para 17 o número de pontos de imunização na capital. Segundo comunicado emitido nesta quinta-feira (22), a medida inicia nesta sexta (23).

 

Os pontos, ao todo, são divididos em drives e fixos. Portanto, há locais que recebem as duas modalidades do serviço de vacinação contra o novo coronavírus. Nesta etapa de segunda dose, são vacinados idosos e profissionais de saúde. 

 

A prefeitura adicionou na lista de drives a USF San Martins III e, nos pontos fixos, foram incluídos as USFs Yolanda Pires (Fazenda Grande I), Nova Esperança, João Roma Filho (Jardim Nova Esperança), Vila Nova de Pituaçu e Recanto da Lagoa. 

 

CONFIRA A LISTA: 

 

DRIVES:

1. Barradão - Canabrava
2. FTC Paralela
3. Shopping Bela Vista – Cabula 
4. Faculdade Universo – Avenida ACM
5. Centro de Convenções de Salvador – Boca do Rio
6. Universidade Federal da Bahia – Campus Ondina
7. USF San Martim III

 

FIXOS:

8. Clube dos Oficiais 
9. UBS Ramiro de Azevedo
10. USF Colinas de Periperi
11. USF Yolanda Pires (Faz. Grande I)
12. USF Nova Esperança 
13. USF João Roma Filho (Jardim Nova Esperança)
14. USF Vila Nova de Pituaçu
15. USF Recanto da Lagoa 
16. Barradão - Canabrava
17. FTC Paralela 

 

Além dos pontos acima, a prefeitura oferece o serviço de hora marcada que funciona de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 17h. A marcação é feita através do site da Secretaria Municipal de Saúde (veja aqui). O interessado pode agendar dia, horário e local da vacinação. No total, são 21 unidades disponíveis para o público com 60 anos ou mais.

 

LISTA DE POSTOS CADASTRADOS PARA HORA MARCADA

Distrito Sanitário Barra/Rio Vermelho: USF da Federação.

Distrito Sanitário Boca do Rio: USF Parque de Pituaçu.

Distrito Sanitário Brotas: UBS Mario Andrea e UBS Manoel Vitorino.

Distrito Sanitário Cabula/Beiru: UBS CSU Pernambués, UBS Eunisio Coelho Teixeira, USF Fernando Filgueiras e USF Mata Escura.

Distrito Sanitário Cajazeiras: USF Cajazeiras V e USF Yolanda Pires.

Distrito Sanitário Centro Histórico: UBS Péricles Esteves Cardoso e USF Dona Iraci Isabel da Silva – Gamboa.

Distrito Sanitário Itapagipe: Joanes Centro Oeste.

Distrito Sanitário Itapuã: USF Professor Eduardo Mamede, USF Alto do Coqueirinho e USF Nova Esperança.

Distrito Sanitário Liberdade: UBS Professor Bezerra Lopes.

Distrito Sanitário Pau da Lima: UBS Castelo Branco, USF João Roma Filho e USF Vila Nova de Pituaçu.

Distrito Sanitário São Caetano/Valéria: UBS Marechal Rondon, USF Antonio Lazzarotto e USF Recanto da Lagoa.

Distrito Sanitário Subúrbio Ferroviário: USF Tubarão e USF Fazenda Coutos III.

DRIVE THRU: Faculdade Maurício de Nassau – Campus Pituba.

 

Atualmente, a capital baiana está vacinando pessoas com síndrome de Down e psicólogos autônomos, abalhadores da educação entre 55 anos e 59 anos; trabalhadores da saúde e profissionais autônomos (médicos, fisioterapeutas, dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, auxiliares e técnicos de enfermagem, auxiliares e técnicos de saúde bucal e nutricionistas); doulas; pacientes em hemodiálise; agentes da segurança e salvamento (policiais federais, militares, civis e rodoviários federais; bombeiros, guardas municipais, agentes de salvamento, trânsito e penitenciários) com 49 anos ou mais; idosos a partir dos 60 anos continuarão a ser vacinados.

Bahia recebe mais 222,5 mil doses de vacinas contra a Covid-19
Foto: Divulgação / Sesab

Uma nova remessa com 222.500 doses de vacinas contra a Covid-19 chegou à Bahia no fim da tarde desta quinta-feira (22), conforme informações da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Do total, 180.500 foram produzidas pela Fiocruz/Astrazeneca/Oxford e 42.000 pelo Butantan/Sinovac. Com esta nova carga, a Bahia chega ao total de 3.893.450 doses de vacinas contra a Covid-19 recebidas.

 

As doses serão remetidas exclusivamente aos municípios que aplicaram 85% ou mais das doses anteriores, através de aeronaves Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar e da Casa Militar do Governador. Esta foi uma decisão da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que é uma instância deliberativa da saúde e reúne representantes dos 417 municípios e do governo do estado.

 

Com a nova remessa, o estado pretende continuar imunizando os idosos acima de 60 anos, de forma escalonada, profissionais de saúde, população quilombola, pessoas com doença renal crônica em tratamento de hemodiálise, profissionais das forças de segurança e trabalhadores da educação com 55 anos ou mais.

 

Os municípios que conseguiram concluir a vacinação dos idosos podem também começar a aplicar as doses na população com comorbidades.

 

Na avaliação do secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, “a chegada de mais doses de vacinas representa uma esperança para a sociedade”.

 

Vilas-Boas ainda destaca que a “Bahia continua aguardando a liberação da Anvisa para importação da vacina Sputnik V, adquirida pelo governador Rui Costa, para avançarmos mais rápido na imunização”.

Quinta, 22 de Abril de 2021 - 17:40

Covid: Números apontam estabilidade da pandemia na BA; estado tem 113 novas mortes

por Rebeca Menezes / Lula Bonfim

Covid: Números apontam estabilidade da pandemia na BA; estado tem 113 novas mortes
Foto: Paula Fróes / GOVBA

Os números da pandemia de Covid-19 na Bahia têm apresentado estabilidade nos últimos dias, sem grandes variações para mais ou para menos. Nesta quinta-feira (22), conforme informações da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), o estado registrou 2.160 novos casos do novo coronavírus e 113 mortes em decorrência da infecção, dados que não diferem muito dos apresentados diariamente nas duas últimas semanas.

 

A média móvel de novos casos varia entre 3.000 e 4.000 desde o dia 10 de abril, chegando ao seu ponto mais baixo do período nesta quinta, com 3.053.

 

O número de mortes por Covid-19 confirmadas no período de 24 horas, após alcançar o recorde de 189 em 7 de abril, tem se mantido estável em um patamar superior ao ápice da primeira onda, mas sem se aproximar dos dados mais altos registrados em 2021.

 

Do dia 11 de abril para cá, a quantidade de casos ativos se mantém entre 15.000 e 17.000, caindo um pouco em dias de baixo registro de novas contaminações, geralmente nos finais de semana; e subindo quando o estado notifica um volume maior de diagnósticos, especialmente no meio da semana. Nesta quinta, a Sesab aponta para 15.504 contaminados.

 

No caso do número de internados com casos graves da Covid-19, ele se mantém acima de 1.250 desde 3 de abril, alcançando o recorde de 1.316 no último dia 12, e retornando para 1.278 nesta quinta-feira (22), um a mais do que o registrado no feriado de Tiradentes (21).

 

A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva, considerando tanto as unidades para adultos quanto as para crianças, também se mantém estável nas duas últimas semanas, sempre variando entre 79% e 84%. Atualmente, a Sesab contabiliza 79,68% de vagas ocupadas no estado.

 

No total, desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Bahia acumula 873.832 casos confirmados da Covid-19 e 17.687 óbitos em decorrência da doença.

Bahia tem 21.628 pessoas com 2ª dose da vacina contra Covid pendente
Foto: Bruno Concha/Secom

Um levantamento feito pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia identificou  que 21.628 pessoas habilitadas no estado ainda não retornaram às unidades de saúde para aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19, e, portanto, não completaram o esquema vacinal.

 

Os dados contabilzam os faltosos até esta nesta quinta-feira (22) e foram divulgados no portal da Sesab. 

 

O número representa cerca de 1% do total de vacinados com a primeira dose.

 

O secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, reforçou a necessidade de completar o esquema vacinal contra a Covid-19. “Por mais que a primeira dose já dê um pouco de proteção, essa taxa não está dentro dos parâmetros estabelecidos pelos fabricantes e agências sanitárias, sendo necessária a segunda dose para a imunização aferida nos testes clínicos”, alertou o secretário.

 

De acordo com Vilas-Boas, o assunto está sendo tratado em reuniões colegiadas com os 417 municípios. “É preciso um esforço adicional para sensibilizar a população sobre a importância da segunda dose e, em último caso, as prefeituras realizarem uma busca ativa, o que significa que vão ligar, enviar mensagens para os celulares e até ir em casa”, afirma o titular da pasta estadual da Saúde.

 

A Bahia soma 2.143.424 vacinados com a primeira dose contra a Covid-19. Desse total, 728.608 receberam também a segunda dose até as 15 horas desta quarta-feira (21).

Ministério da Saúde adia prazo para fim de imunização contra Covid do grupo prioritário
Foto: Rodrigo Nunes/MS

O Ministério da Saúde fez mudanças nos prazos para vacinação contra a Covid-19. O titular da pasta, Marcelo Queiroga, revisou o calendário e adiou o fim de imunização do grupo prioritário em quatro meses, de maio próximo para setembro. A informação foi divulgada em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21).

 

O grupo prioritário, de acordo com o Ministério, inclui 77,2 milhões de pessoas no Brasil.

 

Segundo Queiroga, o adiamento do fim do prazo não significa que essa parcela da população só vai ser vacinada em setembro. Ele ressaltou que o plano é que a imunização dessas pessoas ainda ocorra antes.

 

“A previsão é que isso ocorra antes, até porque o esforço [em obter mais contratos] deve resultar em novas doses de vacina. Não posso dizer taxativamente que tenhamos 40 milhões, 3, milhões e 45 milhões em maio porque depende da chegada de insumos no Brasil”, argumentou

Covid-19: Johnson publica dados de vacina em revista científica; eficácia chega a 85%
Foto: Rodrigo Nunes/MS

O laboratório Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, publicou dados sobre a eficácia da sua vacina contra a Covid-19 na revista especializada "New England Journal of Medicine", nesta quarta-feira (21). A publicação é um processo importante em pesquisas científicas. 

 

O imunizante Johnson apresentou  eficácia de 66% na prevenção de casos moderados e graves de Covid-19, 28 dias após a aplicação. 

 

Os dados, preliminares, já haviam sido divulgados em janeiro, mas só foram publicados em revista agora. 

 

Reportagem do portal Bem Estar, do G1, ressalta que considerados apenas os casos graves, o nível de proteção chegou a 85,4%. Nenhuma pessoa vacinada morreu de Covid.

 

Entre os imunizantes em uso no mundo, é da Johnson é o único aplicado em uma só dose. 

Chega a quatro número de crianças mortas por síndrome pediátrica pós-Covid na Bahia
Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Chegou a quatro o número de mortos na Bahia pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que atinge crianças e adolescentes diagnosticados com Covid-19. Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a última vítima foi uma bebê de 1 ano e 11 meses que vivia na cidade de Ubatã. O óbito ocorreu em 22 de março.

 

Boletim epidemiológico divulgado pela pasta nesta quarta-feira (21) aponta que 72 casos desta condição foram confirmados até terça (20) no estado.

 

Sobre o perfil epidemiológico dos diagnosticados com a síndrome, 40 casos (55,56%) ocorreram em pacientes do sexo masculino e 32 (44,44%) em pacientes do sexo feminino. Em relação à faixa etária, as crianças de 5 a 9 anos foram as mais acometidas pela SIM-P, o equivalente a 34,72% dos casos confirmados.

 

Em relação à Covid-19, principal doença associada à síndrome, 34.257 casos foram confirmados em crianças entre 0 e 9 anos no estado.

 

O QUE É A SIM-P?
Rara, a síndrome é um processo inflamatório do organismo relacionado a uma resposta da infecção pelo Sars-CoV-2.

 

Os primeiros sintomas da condição podem aparecer de três a cinco semanas depois de crianças e adolescentes de zero a 19 anos se infectarem com o coronavírus, mesmo quando o quadro de covid-19 foi leve ou assintomático. Os sintomas incluem febre, manchas vermelhas na pele, olhos vermelhos, conjuntivite, edema nas extremidades, irritação das membranas mucosas orais, sintomas gastrointestinais intensos (náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal), dor de cabeça, queda de pressão arterial, taquicardia, respiração acelerada, falta de ar, convulsões, confusão mental e linfonodos aumentados.

Novo lote com 222,5 mil doses de vacina contra Covid-19 chega nesta quinta na Bahia
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Um novo lote com 222.500 doses de vacinas contra a Covid-19 está previsto para chegar na Bahia nesta quinta-feira (22). O voo com 21 caixas de vacinas deve pousar em Salvador às 16h50. A informação foi compartilhada pelo secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, na manhã desta quinta, através do Twitter. 

 

Dessas 222,5 mil doses previstas para chegar na Bahia, 42 mil doses são da vacina Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan, e 180,5 mil doses do imunizante Oxford/Astrazeneca, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

 

Até o momento a Bahia distribuiu 2.276.072 doses de vacina para os 417 municípios. 

 

Até esta quinta, 2.143.424 primeiras doses foram aplicadas nos baianos. 

Dor de cabeça pode ser indicativo de Covid-19, alerta especialista
Foto: Pixabay

Estresses do dia a dia e cansaço do corpo são algumas das causas de cefaleia, ou seja, dores de cabeça. Entretanto, elas também podem indicar sintomas da Covid-19, sobretudo em se tratando de pessoas sem histórico deste tipo de incômodo e que começaram a apresentá-lo de forma contínua, nos últimos meses. O alerta é do clínico geral do Sistema Hapvida, João Carlos. “É normal uma dor de cabeça, mas é sempre bom investigar. A covid pode ter a cefaleia como um dos sintomas da infecção. A dor de cabeça não é a doença, mas sim um dos sintomas”, explica. 

 

O especialista orienta às pessoas que normalmente nunca tiveram dor de cabeça e começaram a sentir o incômodo de forma diária e intensa, que procurem por um atendimento médico. Ele enfatiza que é comum pacientes que foram infectados pelo novo coronavírus reclamar de dores de cabeça, as quais têm sido consideradas como um sintoma pós-covid. “Além da dor de cabeça, é muito frequente o paciente relatar dispneia, dores ou dormência nas pernas, e até já recebemos relatos de queda de cabelo. Por um certo tempo é normal, mas se essa dor de cabeça se tornar crônica, é bom procurar um especialista para investigar se há outras causas além da covid”,  recomenda o médico.

 

AUTOMEDICAÇÃO

João Carlos ainda faz um alerta para a automedicação. Segundo o médico, paciente que toma analgésico a cada um ou dois meses, por conta da dor de cabeça, não é algo considerado perigoso. Todavia, fora dessa situação, o consumo frequente pode ocasionar outros tipos de dores de cabeça, conhecida pela medicina como cefaleia medicamentosa. “O uso crônico do analgésico ocasiona mais dor de cabeça. Quando você para de tomar e depois volta a sentir, é porque o organismo já sente a falta da medicação”, esclarece o profissional enfatizando que o recomendável é só tomar um analgésico quando a dor for muito intensa, em raras ocasiões.

Quinta, 22 de Abril de 2021 - 10:00

Vacina Covaxin tem eficácia de 100% contra casos graves em estudo na Índia

por Ana Bottallo | Folhapress

Vacina Covaxin tem eficácia de 100% contra casos graves em estudo na Índia
Foto: Reprodução/ Instagram @bharatbiotech

A vacina indiana Covaxin, produzida pela farmacêutica Bharat Biotech, possui eficácia de 100% contra casos graves da Covid-19.

 

Além disso, a eficácia global do imunizante, contra qualquer tipo de caso leve ou moderado, foi de 78%. Houve proteção também de 70% para casos assintomáticos da doença.

 

Os dados foram divulgados pela empresa nesta quarta-feira (21).

 

Esses são os resultados parciais de uma segunda análise interina dos ensaios clínicos da vacina no país asiático. No início de março, com a conclusão de 43 casos confirmados da Covid-19, os pesquisadores divulgaram uma taxa de eficácia de cerca de 81% contra casos sintomáticos da doença.

 

Para a segunda análise interina, a farmacêutica esperava atingir um número mínimo de 87 casos sintomáticos, mas, com a recente alta de casos na Índia, foram registrados 127 casos sintomáticos.

 

A empresa não divulgou, no entanto, quantos casos foram no grupo que recebeu a vacina e quantos nos voluntários que receberam placebo -uma substância inócua e sem efeitos no organismo.

 

A eficácia de 100% foi calculada em um subgrupo de voluntários e reduziu drasticamente as hospitalizações. A expectativa é de conclusão da fase 3 de estudos em junho e submissão dos resultados para uma publicação científica na sequência.

 

Os estudos clínicos da Covaxin são atualmente conduzidos na Índia com 25.800 pessoas com idades entre 18 e 98 anos. A vacina é administrada em duas doses, via intramuscular, com intervalo de 28 dias entre elas.

 

O desfecho considerado para o ensaio clínico, isto é, qual parâmetro os cientistas consideraram para um caso confirmado, foi o resultado positivo no exame de RT-PCR e a presença de sintomas (leves, moderados ou severos) até 14 dias após a aplicação da injeção.

 

O anúncio não informou quais seriam os sintomas considerados para a confirmação do desfecho clínico, no entanto. De acordo com os dados divulgados, a vacina é segura e bem tolerada, com baixa incidência de efeitos adversos severos.

 

Na Índia, a Covaxin foi aprovada para uso emergencial no início do ano. Ela é composta de vírus inativado e produzida em parceria com o Instituto Nacional de Virologia da Índia.

 

No Brasil, o governo federal firmou um acordo com a Precisa Medicamentos, que tem uma parceria com a Bharat Biotech, para obter 20 milhões de doses do imunizante.

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), porém, negou pedido de importação excepcional das doses feito pela empresa.

 

Segundo a agência, entre os itens faltantes no pedido, estavam dados técnicos sobre a vacina, incluindo o relatório da agência indiana sobre a aprovação do imunizante no país, certificado de liberação dos lotes importados e licença de importação.

 

A Anvisa negou, ainda, o certificado de boas práticas de fabricação para a Bharat Biotech, um pré-requisito para o aval da agência para importação e registro de medicamentos e vacinas usados no país.

 

A decisão ocorreu após inspeção da fábrica na Índia feita por equipes da Anvisa no início de março e análise de documentos.

 

As duas negativas indicam um atraso no cronograma previsto pelo Ministério da Saúde para fornecimento das doses, que ainda não tiveram pedido de aval para uso emergencial ou registro no Brasil.

 

Inicialmente, o cronograma divulgado pela pasta da Saúde apontava oferta de 8 milhões de doses ainda em março, seguido de mais 8 milhões em abril e 4 milhões em maio.

 

Desde março, uma medida provisória aprovada no Senado visa facilitar a compra de vacinas pela rede privada. A mesma MP também estabelece o prazo de sete dias para a Anvisa conceder autorização de uso emergencial a um imunizante caso ele tenha recebido aval de alguma autoridade internacional.

 

No caso da Covaxin, a Precisa Medicamentos disse que vai recorrer da decisão da agência, "apresentando novamente todos os prazos de ajustes revisados e as evidências de todos os processos adequados já realizados para a obtenção do certificado".

 

Atualmente, a Covaxin é usada na Índia e em outros cinco países (Irã, Mianmar, Guiana, Zimbábue e Ilhas Maurício). A Bharat Biotech possui ainda uma segunda candidata a vacina com vírus inativado, aplicada via oral, e que está, por ora, na primeira fase de estudos clínicos.

CPI da Covid deve convocar diretores da Anvisa para explicar 'demora' na aprovação de vacinas
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A CPI da Covid, instalada para apurar omissões do governo federal no combate à pandemia, deve convocar diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo é questioná-los sobre o que justifica a demora na aprovação de vacinas, em especial a russa Sputnik V.

 

A Anvisa tem cobrado mais documentos para analisar a possibilidade de uso emergencial dessa vacina, o que há meses gera críticas por parte de políticos. Um dos mais firmes opositores dessa postura da agência é o governador da Bahia, Rui Costa (PT), que repetidas vezes reclama da não aprovação (veja aqui e aqui). O imunizante até já foi adquirido pelos governadores do Nordeste (saiba mais aqui).

Quinta, 22 de Abril de 2021 - 07:20

Cai para 14 total de capitais com mais de 90% de lotação nos leitos de UTI

por João Valadares, Katna Baran e Júlia Barbon | Folhapress

Cai para 14 total de capitais com mais de 90% de lotação nos leitos de UTI
Foto: Paula Fróes/ GOVBA

Ainda enfrentando o período mais crítico da pandemia, o país começa a apresentar uma redução da pressão por vagas de UTI para tratamento da Covid-19 nos grandes centros urbanos.

 

Catorze capitais e o Distrito Federal estão com mais de 90% de seus leitos de UTI públicos com pacientes graves da doença, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo com dados de segunda (19). Eram 17 capitais com mais de 90% na semana passada, e situação recorde de 21 na anterior, ambas incluindo a capital federal.

 

Ao todo, 18 capitais registraram queda no percentual de leitos de UTI ocupados na última semana, sendo que cinco delas estão abaixo do patamar crítico de 80%: Salvador, Macapá, Manaus, João Pessoa e Boa Vista.

 

O avanço na vacinação das pessoas mais velhas e a adoção de medidas de restrição mais rígidas nas últimas semanas em alguns estados são apontados como os principais fatores para a queda.

 

Em Salvador, por exemplo, a taxa de ocupação de leitos saiu de 81% na última semana para 76% nesta segunda, queda que acompanha a tendência registrada no estado.

 

Segundo o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, a imunização dos idosos resultou na redução do número de solicitações por leitos de UTI entre pessoas com mais de 70 anos. "É uma queda significativa e sustentada", diz.

 

Nas últimas quatro semanas, o número de pessoas com mais de 80 anos em leitos de UTI caiu 42% estado da Bahia. Entre os que têm de 70 a 79 anos, a redução foi de 20%.

 

Em São Paulo, onde também há desaceleração na demanda por leitos, a taxa de ocupação chegou a 83% no estado, 81% na Grande São Paulo e 84% na capital paulista, diz a Secretaria Estadual da Saúde.

 

Presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, Carlos Magno Fortaleza destaca que as duas semanas que São Paulo ficou na fase vermelha, mais o período em que ficou no vermelho ampliado, fez com que diminuíssem os casos de Covid-19, as internações, a fila de espera e as ocupações em UTI. "Realmente desacelerou a pandemia. Nós descobrimos que medidas restritivas funcionam, mas o que obtivemos até agora ainda é muito pouco", afirma.

 

No outro extremo, capitais como Campo Grande e Rio Branco não têm leito disponível para pacientes críticos.

 

Em Rio Branco, os leitos de terapia intensiva lotaram na segunda-feira. A ocupação passou para 100% nas duas unidades de referência da cidade, e a fila para transferência, que estava zerada, agora tem 14 pessoas.

 

Na capital de Mato Grosso do Sul, a ocupação das UTIs atingiu taxa de 106%, com 37 pessoas aguardando por leitos.

 

O cenário também é crítico nos demais estados do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, a ocupação segue próxima do limite, com 96% das 608 vagas de UTI ocupadas, ante 98% de sete dias antes. A fila também foi reduzida, de 85 pacientes para 33.

 

No Distrito Federal, havia 231 pessoas à espera de leitos de UTI na terça. A taxa de ocupação de leitos Covid era de 97%. Para ajudar a suprir esse problema, estão sendo construídos três hospitais de campanha. Cada um vai dispor de cem leitos de UTI. "‹

 

Em Goiás, a pressão em leitos de UTI teve ligeira redução na última semana, mas, ainda assim, 90% dos leitos estão ocupados e há fila. Na última semana, havia 74 pessoas à espera de uma vaga. Agora, há 37.

 

Em outros estados, o cenário é de estabilidade com altas taxas de ocupação. É o caso de Pernambuco. Mesmo diante da abertura contínua de novos leitos, a taxa de ocupação permanece em 97%.

 

No estado, há 1.562 pessoas internadas recebendo cuidados intensivos. É o maior número desde o início da pandemia. Nesta terça, havia 75 pacientes graves esperando para acessar um leito.

 

Há duas semanas, médicos denunciam desabastecimento de medicamentos como sedativos e bloqueadores neuromusculares em unidades de saúde pública no Recife. O governo estadual nega.

 

No estado do Rio de Janeiro, a fila por UTIs públicas despencou de 419 para 196 na última semana, mas a ocupação de leitos continua alta, em 86%. Na capital fluminense a situação é estável, com 93% das vagas de terapia intensiva ocupadas e 43 pessoas na espera nesta terça-feira (20).

 

O prefeito Eduardo Paes (DEM) flexibilizou as restrições na última quinta (15), permitindo que restaurantes e bares funcionem presencialmente até às 21h e que esportes coletivos sejam praticados em praias e parques. Permanecer ou vender produtos na areia, porém, continua proibido.

 

O Paraná também segue com o quadro de estabilidade, com o índice de ocupação de UTIs girando em torno de 94% e 148 pessoas aguardando por leitos nesta terça-feira.

 

O quadro é melhor no Rio Grande do Sul, onde a ocupação de UTIs caiu de 87% para 83% em uma semana. Porém, no mesmo período, foram criadas 24 novas vagas, e a fila de espera não diminuiu, permanecendo com 40 pessoas.

 

Na capital Porto Alegre, a queda na lotação de hospitais foi ainda maior: de 96% para 87% a partir da abertura de 12 novas UTIs. A espera por leitos, no entanto, cresceu de três para seis pacientes.

 

Em Santa Catarina, o cenário está estável, com 96% das UTIs ocupadas mesmo com a criação de 18 leitos. Mais de cem pacientes ainda aguardavam vagas no sistema público nesta segunda-feira (19).

 

Em Minas Gerais, a ocupação de leitos de UTIs públicas reservadas para Covid-19 registrou um recuo pequeno, passando de 91% para 89%.

 

Na quinta-feira (15), o governo do estado anunciou que metade das macrorregiões de saúde passariam à onda vermelha do plano de flexibilização de atividades, uma fase menos restritiva que a onda roxa e onde a adesão fica a critério dos municípios.

 

"Estamos longe de ter conforto. Ainda temos um sistema hospitalar sobrecarregado, os profissionais de saúde estão cansados e as vagas são poucas", afirmou o governador Romeu Zema (Novo).

 

A tendência de queda nos indicadores em Belo Horizonte --até ocupação de UTI-- levou o prefeito Alexandre Kalil (PSD) a anunciar a abertura gradual do comércio a partir desta quinta (22), após um mês e meio de fechamento, e a retomada de aulas presenciais.

Pessoas com síndrome de down e psicólogos serão vacinados nesta quinta em Salvador
Foto: Bruno Concha/ Secom PMS

Com o avanço da vacinação para novos públicos, a Prefeitura de Salvador começará a vacinar contra a Covid-19 pessoas com síndrome de down e psicólogos autônomos nesta quinta-feira (22).

 

Além deles, trabalhadores da educação entre 55 anos e 59 anos; trabalhadores da saúde e profissionais autônomos (médicos, fisioterapeutas, dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, auxiliares e técnicos de enfermagem, auxiliares e técnicos de saúde bucal e nutricionistas); doulas; pacientes em hemodiálise; agentes da segurança e salvamento (policiais federais, militares, civis e rodoviários federais; bombeiros, guardas municipais, agentes de salvamento, trânsito e penitenciários) com 49 anos ou mais; e idosos a partir dos 60 anos continuarão a ser vacinados.

 

Os horários e locais variam de acordo com o público. Da mesma forma, os critérios também são específicos para cada grupo prioritário. Confira abaixo:

 

1ª DOSE PARA PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN - DAS 13H ÀS 16H

Precisam ter o nome cadastrado na lista disponível no site da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) (veja aqui) e apresentar documento com foto no ato da vacinação.

 

Imagens: Secom PMS (Clique para ampliar)

 

1ª DOSE PARA PSICÓLOGOS AUTÔNOMOS - DAS 13H ÀS 16H

Precisam ter o nome cadastrado na lista disponível no site da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e apresentar documento oficial com foto, carteira do conselho de classe e cópia do último Imposto de Renda, ou cópia do comprovante atualizado de pagamento do ISS, contrato de Pessoa Jurídica ativo ou última nota fiscal.

 

 

1ª DOSE PARA TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO - DAS 8H ÀS 16H

Estão sendo contemplados os trabalhadores da educação infantil da rede privada e da educação básica das redes municipal e estadual entre 55 anos e 59 anos. Todos devem estar em pleno exercício das atividades. 

 

Precisam também estar com nome na lista no site da SMS no ato da vacina e apresentar documento oficial com foto mais cópia impressa do último contracheque ou cópia do contrato de Pessoa Jurídica atualizado.

 

 

1ª DOSE PARA TRABALHADORES DA SAÚDE E PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS DA SAÚDE - DAS 8H ÀS 16H

Além dos psicólogos, já estão sendo contemplados médicos, fisioterapeutas, dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, auxiliares e técnicos de enfermagem, auxiliares e técnicos de saúde bucal e nutricionistas.

 

Os trabalhadores regulares precisam estar com nome na lista no site da SMS e apresentar documento oficial com foto, levar cópia do contracheque ou cópia do contrato de Pessoa Jurídica. Já os autônomos, além do nome no site e do documento com foto no ato da vacina, precisam apresentar carteira do conselho de classe e cópia do último Imposto de Renda ou cópia do comprovante atualizado de pagamento do ISS, contrato de Pessoa Jurídica ativo e/ ou última nota fiscal.

 

 

1ª DOSE PARA DOULAS - DAS 8H ÀS 16H

Precisam estar com nome na lista da SMS e apresentar documento com foto, cópia do Imposto de Renda, ou do ISS, ou nota fiscal ou contrato de trabalho com firma reconhecida em cartório.

 

 

1ª DOSE PARA PACIENTES EM HEMODIÁLISE - DAS 8H ÀS 16H

Precisam apenas estar com nome cadastrado no site da SMS e apresentar documento de identificação com foto no ato da vacina.

 

 

1ª DOSE PARA AGENTES DA SEGURANÇA E SALVAMENTO - DAS 8H ÀS 16H

Estão sendo contemplados policiais federais, militares, civis e rodoviários federais, bombeiros, guardas municipais, agentes de salvamento, de trânsito e penitenciários a partir dos 49 anos. Eles precisam estar em pleno exercício das atividades e ser lotados em Salvador.

 

Também precisam estar com nome na lista no site da SMS, apresentar documento oficial com foto e cópia do último contracheque

 

 

1ª DOSE PARA IDOSOS - DAS 8H ÀS 16H

Continuam a ser contemplados os idosos a partir dos 60 anos, último grupo prioritário, segundo o critério de idade (entenda aqui).

 

Eles precisam estar na lista no site da SMS. Caso o nome não esteja lá, devem fazer o recadastramento no site (veja aqui) ou se direcionar ao 5º Centro de Saúde, onde já poderão ser imunizados.

 

Os idosos nessa faixa etária também podem agendar a vacinação domiciliar através do site Vacina Express (veja aqui). O serviço é preferencial para pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção. Para a segunda dose, não será necessária a reinscrição, pois o agente de saúde irá ao domicílio na data programada.

 

 

SEGUNDA DOSE - DAS 8H ÀS 16H

Como metade das doses têm sido reservadas para garantir que as pessoas recebam a dose de reforço, os públicos já aptos, como idosos e trabalhadores da saúde, podem se dirigir a um dos postos e completar o esquema vacinal. São diversos pontos fixos e de drive thru, muitos inclusive com hora marcada.

 

Para receber a vacina, todos precisam apresentar um documento oficial de identificação por foto e o cartão de vacina que ganhou no momento da primeira aplicação. (Atualizada às 7h29 para acrescentar informações sobre a segunda dose).

 

Clique em cada uma para ampliar

Hospital de Campanha de Feira de Santana chega a 1.000 pacientes atendidos
Foto: Divulgação / Prefeitura de Feira

Com 321 dias de funcionamento, o Hospital de Campanha de Feira de Santana chegou, nesta quarta-feira (21), à marca de 1.000 pacientes atendidos. A unidade foi aberta no dia 4 de junho do ano passado, com a atuação de 348 profissionais da saúde, para atender pacientes com Covid-19. 

 

“Nossa equipe trabalha com muita dedicação, não mede esforços para atender os pacientes. Estamos sempre buscando novos recursos para uma recuperação mais rápida do nosso paciente, como o capacete-respirador, que reduziu o número de pacientes intubados na unidade”, disse Francisco Mota, diretor do hospital.

 

“Estamos sempre mantendo a família perto do paciente. Nossa equipe realiza videochamadas, já que os pacientes não podem ser acompanhados de perto pelos seus familiares, por conta do risco de contaminação. Para se ter ideia, já são mais de 12 mil chamadas de vídeo realizadas”, contou Mota. 

 

Atualmente, o Hospital de Campanha conta com 18 leitos de UTI e 44 de enfermaria, exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pelo novo coronavírus. A unidade ultrapassou 732 pacientes recuperados.

Rui toma ambulâncias de empresário que quis aumentar preço após venda para o Estado
Foto: Divulgação

Com base no Decreto Estadual n. 20.328/2021, o governador Rui Costa determinou que a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) requisitasse administrativamente nove ambulâncias que estavam na concessionária Eurovia, em Salvador, no dia 19 de abril. Em 2020, o Governo do Estado comprou as ambulâncias e, no início deste ano de 2021, convocou o vencedor para entrega dos bens. No entanto, a empresa que venceu a concorrência pública decidiu aumentar o preço dos veículos e se recusou a fazer a entrega pelo preço previamente definido.

 

Com o objetivo de atender às demandas dos pacientes do SUS em cidades do interior do estado e salvar vidas, o governador Rui Costa decidiu tomar os veículos. Segundo a Procuradoria Geral do Estado da Bahia, não havia tempo hábil para promover uma nova licitação, portanto não restou outra opção a não ser adotar medida constitucional de requisição administrativa das ambulâncias, consoante art 5º, XXV, da CF/88.

 

As ambulâncias requisitadas serão devolvidas após o uso necessário e, se houver danos pelo uso, o proprietário será indenizado. Elas estavam na Eurovia Veículos S/A para adaptação e posterior comercialização para outros clientes, o que não aconteceu graças à intervenção do Governo do Estado.

Quarta, 21 de Abril de 2021 - 20:20

Bahia supera 700 mil imunizados com a segunda dose da vacina contra a Covid-19

por Lula Bonfim

Bahia supera 700 mil imunizados com a segunda dose da vacina contra a Covid-19
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

A Bahia chegou, neste feriado de Tiradentes (21), à marca de 728.608 pessoas que receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Só nesta quarta-feira, foram 41.766 baianos que completaram a imunização contra o novo coronavírus.

 

Entre os vacinados, são 189.252 trabalhadores da saúde; 176.959 idosos de 75 a 79 anos de idade; 119.185 idosos de 70 a 74 anos; 86.880 idosos de 80 a 84 anos; 63.265 idosos de 85 a 89 anos; e 55.063 idosos com mais de 90 anos.

 

Houve ainda a imunização de 17.217 indígenas aldeados; 12.425 idosos de 65 a 69 anos de idade; 7.147 idosos de instituições de longa permanência; 695 pacientes crônicos renais; e 520 pessoas com deficiência.

 

Salvador é o município baiano com maior quantidade de pessoas que receberam a segunda dose da vacina, com 150.109 imunizados, seguida de Feira de Santana (29.892), Ilhéus (14.278), Vitória da Conquista (13.705) e Alagoinhas (9.543).

 

Um total de 2.143.424 baianos receberam pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Quarta, 21 de Abril de 2021 - 18:20

Exército liberou verba para cloroquina após Bolsonaro mandar

por Vinicius Sassine | Folhapress

Exército liberou verba para cloroquina após Bolsonaro mandar
Foto: Sérgio Lima / Poder360

O Exército viabilizou recursos públicos para a ampliação da produção de cloroquina dois dias depois de o presidente Jair Bolsonaro determinar ao então ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, o aumento da fabricação da droga.

A aposta num medicamento sem eficácia para Covid-19 contou com o aval do general Edson Leal Pujol, que comandava o Exército naquele momento.

O dinheiro foi destravado a partir do DGP (Departamento-Geral do Pessoal) quando a unidade era chefiada pelo general Artur Costa Moura.

O general Paulo Sérgio de Oliveira assumiu o DGP após as transferências dos recursos para a produção de cloroquina. Nesta terça-feira (20), Oliveira substituiu Pujol no comando do Exército.

Os repasses se repetiram mais duas vezes, seguindo o mesmo ritual orçamentário e passando pelo mesmo DGP. É o que mostram as três notas de crédito que garantiram os recursos, obtidas pela Folha de S.Paulo.

O instrumento usado foi a descentralização de recursos, na qual um órgão entrega parte de seu orçamento para outro órgão executar. Nas notas de crédito que registram a descentralização do dinheiro, a unidade emitente é o DGP.

A unidade favorecida é o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército. Foi ele que produziu 3,2 milhões de comprimidos de cloroquina para atender a vontade do presidente. O Exército gastou R$ 1,1 milhão em recursos públicos com a empreitada.

A reportagem enviou questionamentos ao Exército e ao Ministério da Defesa na tarde de segunda-feira (19). Não houve resposta até a conclusão desta edição.

A produção é investigada pelo MPF (Ministério Público Federal) e pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e é um dos objetos da CPI da Covid, recém-criada no Senado.

A Procuradoria da República no Distrito Federal instaurou um inquérito civil para investigar a produção e distribuição de cloroquina pelo governo Bolsonaro.

Em 22 de fevereiro deste ano, cobrou explicações do comando do Exército, com base em uma reportagem publicada pela Folha no dia 6 do mesmo mês.

A reportagem mostrou que Bolsonaro mobilizou cinco ministérios, estatais, conselhos, Exército e Aeronáutica para distribuir cloroquina aos quatro cantos do país.

O MPF, então, questionou Pujol sobre os órgãos mobilizados e os montantes envolvidos no Exército. Uma resposta foi fornecida no último dia 1º, com cópias das três notas de crédito existentes para a produção da droga.

Em 21 de março de 2020, o próprio Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais para dizer que havia se reunido naquele dia -um sábado- com seu então ministro da Defesa, ocasião em que ficou acertada a produção de mais cloroquina pelo Laboratório Farmacêutico do Exército.

Dois dias depois, em 23 de março, houve a emissão da primeira nota de crédito, no valor de R$ 156 mil. Segundo a observação anotada no documento, o dinheiro "atende aquisição de material de consumo para produção de medicamento por ordem do diretor da DPGO".

DPGO é a sigla de Diretoria de Planejamento e Gestão Orçamentária, vinculada ao DGP, unidade do Exército responsável por recursos humanos e também pelos serviços de saúde da Força, como os hospitais militares. O DGP é chefiado por um general quatro estrelas (a mais alta patente), que integra o alto comando do Exército.

Segundo explicação do Exército ao MPF, a nota de crédito de 23 de março foi a primeira descentralização de recursos para a compra do IFA (insumo farmacêutico ativo) necessário à fabricação do medicamento.

A segunda descentralização ocorreu em 2 de abril, no valor de R$ 450 mil. As observações anotadas no documento dão mais detalhes da natureza do repasse.

O documento anota: "P/ UG EME-160087". É uma referência ao Estado-Maior do Exército, com o número de unidade gestora usado no sistema de execução orçamentária federal. "Atender as demandas de saúde relativas à Operação Covid-19", continua.

Ainda conforme a nota de crédito, a aplicação dos recursos deveria se dar conforme a MP (medida provisória) número 926, de 2020, editada por Bolsonaro para estabelecer procedimentos emergenciais de combate à pandemia.

O general José Eduardo Leal de Oliveira aparece como responsável na observação. Ele era subchefe do Centro de Coordenação de Logística e Mobilização do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, vinculado ao Ministério da Defesa.

Uma mensagem operacional desse centro de coordenação, expedida em 27 de março, determinou que o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército ficasse sob a coordenação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, "no que tange à produção e distribuição do medicamento cloroquina", segundo a explicação do Exército ao Ministério Público Federal.

A mensagem tinha uma classificação de sigilo "ostensivo" e estabelecia que "a cadeia produtiva e a distribuição de todos os itens e/ou materiais para emprego na Operação Covid-19, como, por exemplo, medicamentos e álcool em gel, devem ser coordenadas por este EMCFA".

Em 20 de abril, houve a terceira descentralização de recursos ao laboratório do Exército, tendo como emitente o DGP. O valor destravado foi R$ 1 milhão.

O dinheiro também tinha como origem a medida provisória assinada por Bolsonaro. Segundo a observação da nota de crédito, os recursos seriam usados na "aquisição de insumos para produção de álcool em gel e cloroquina para ações de combate ao Covid-19".

Ao todo, as três notas de crédito somaram R$ 1,606 milhão. O gasto com cloroquina foi de R$ 1,146 milhão, segundo o Exército. A diferença, de R$ 460 mil, foi usada na produção de álcool em gel.

"Não houve aquisição de insumos para produção do fármaco em epígrafe no ano de 2021, bem como não houve descentralização de recurso para a distribuição de cloroquina, tendo em vista que o laboratório possui estrutura logística montada com contrato em vigor", afirmou ao Ministério Público Federal o general André Luiz Silveira, comandante da 1ª Região Militar, em ofício assinado no último dia 1º.

No último dia 29, Bolsonaro demitiu Azevedo do cargo de ministro da Defesa. No dia seguinte, o presidente decidiu trocar os comandantes das três Forças Armadas.

Quarta, 21 de Abril de 2021 - 17:20

Mortes por Covid-19 em 24h voltam a superar 100 na Bahia depois de quatro dias

por Lula Bonfim

Mortes por Covid-19 em 24h voltam a superar 100 na Bahia depois de quatro dias
Foto: Felipe Iruatã / Zimel Press / Folhapress

Neste feriado de Tiradentes (21), a Bahia registrou 118 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, após passar quatro dias seguidos apresentando números abaixo de 100 óbitos. Também foram confirmados 3.625 novos casos do novo coronavírus no período, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

 

Com os novos dados apresentados pelo governo estadual, a Bahia acumula agora, desde o início da pandemia, 871.672 casos confirmados da Covid-19 e 17.574 mortes em decorrência da doença.

 

O número de internados com casos graves da Covid-19 também aumentou nas últimas 24 horas, de 1.266 para 1.277. Apesar disso, a taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva se manteve estável em 80%, devido à ampliação da disponibilidade de UTIs exclusivas para pacientes com o novo coronavírus.

 

Por fim, subiram ainda os casos ativos da doença, de 15.760 na terça-feira (20) para 16.027 nesta quarta-feira (21). Os 10 municípios com mais contaminados, segundo a Sesab, são Salvador (2.504), Feira de Santana (543), Vitória da Conquista (453), Itabuna (393), Barreiras (267), Ilhéus (260), Eunápolis (228), Lauro de Freitas (223), Paulo Afonso (196) e Juazeiro (193).

Quarta, 21 de Abril de 2021 - 17:00

Vacinação contra a Covid-19 em pessoas com doenças preexistentes será a partir de maio

por Raquel Lopes | Folhapress

Vacinação contra a Covid-19 em pessoas com doenças preexistentes será a partir de maio
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

Pessoas com comorbidades serão convocadas para a vacinação contra a Covid-19 a partir de maio, segundo afirmou o Ministério da Saúde.

A ordem será dos mais velhos para os mais jovens. Os primeiros a serem chamados serão os da faixa etária entre 55 e 59 anos, depois de 50 a 54 anos, e assim por diante.

O grupo de comorbidades, que conta com 17, 8 milhões de pessoas, inclui imunossuprimidos, quem possui problemas cardíacos e de pulmão, hipertensão, obesidade, doença renal crônica, diabetes e síndrome de down, entre outras.

Segundo o ministério, é importante que a pessoa esteja pré-cadastrada no Sipni (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações) ou em alguma unidade de saúde do SUS.

Os não inscritos deverão apresentar, no momento da vacinação, um comprovante que demonstre pertencer ao grupo de risco (exames, receitas, relatório ou prescrição médica).

Apesar da previsão da pasta, a Folha mostrou que em algumas capitais a vacinação de quem possui doenças preexistentes já teve início e com regras variadas.

Em Salvador, foi iniciada na semana passada a vacinação de pacientes renais crônicos entre 18 e 59 anos e que dependem de hemodiálise.

Em Teresina, estão sendo vacinadas pessoas com deficiências, acima de 60 anos e com ao menos duas comorbidades, além de doentes renais crônicos.

Já em Macapá, no dia 12, foram vacinados transplantados (coração, rim, fígado e pulmão), doentes hematológicos e pacientes oncológicos; no dia 13, foi a vez de quem tem doenças respiratórias crônicas e cardiopatas.

Garis vão ter prioridade para receber vacina; categoria baiana espera aval de comissão
Foto: Reprodução / Tyba

Com a provável inclusão dos trabalhadores da limpeza entre os grupos de prioridade para receber a vacina contra a Covid-19, a Limpurb e o sindicato da categoria [Sindilimp] esperam aval da Comissão Intergestores Bipartite da Saúde (CIB). O órgão é representado pelos 417 gestores municipais do estado junto com o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

 

"É uma grande vitória. Os agentes de limpeza estão nas ruas desde o início da pandemia. Agora, é aguardar que a CIB aprove a inclusão desses trabalhadores que não paravam em momento nenhum nesse tempo todo", diz Omar Gordilho. Na Bahia, em torno de 15 mil pessoas trabalham com limpeza urbana, 5 mil deles em Salvador.

 

Representante da categoria no estado, o vereador soteropolitano Luiz Carlos Suíca disse que o empecilho é o secretário estadual de saúde. "Vai depender dele que tem uma influência grande sobre os prefeitos", afirma Suíca.

 

O legislador diz que desde o começo da pandemia tenta incluir a categoria no grupo prioritário para receber a imunização contra o novo coronavírus. "Fizemos uma peregrinação para buscar vacina para todo mundo. Como ela está escassa, pedimos que ela fosse oferecida aos trabalhadores da limpeza", declara.

 

A pauta em defesa dos garis entre as prioridades para a vacinação contra a Covid-19 também teve apoio de deputados como Jorge Solla e Félix Mendonça Júnior. A informação sobre a inclusão dos trabalhadores de limpeza no grupo de prioridades para a vacina contra a Covid-19 foi antecipada nesta quarta-feira (21) pela CNN.

 

A rede de comunicação disse que um decreto deve ser divulgado nos próximos dias, atestando a entrada dos garis nas prioridades de vacinação.

Quarta, 21 de Abril de 2021 - 15:40

Com alta em internação de jovens por Covid, sobe procura por pulmão artificial usado

por Katna Baran | Folhapress

Com alta em internação de jovens por Covid, sobe procura por pulmão artificial usado
Foto: Akiromaru / Istock

Era 8 de janeiro quando o professor Robert Gessner Junior, 31, acordou no hospital. Para ele, havia se passado apenas um dia desde que fora intubado para tratar a Covid-19, em 21 de dezembro. Mas, o cuidado excessivo dos médicos o alertou para o que só descobriria mais tarde: a doença se agravou a tal ponto que seu pulmão fora "desligado" por 11 dias.

Assim como o ator Paulo Gustavo (saiba mais aqui), 42, Robert utilizou a ECMO (Membrana de Oxigenação Extracorpórea), espécie de pulmão artificial que oxigena o sangue fora do corpo, substituindo temporariamente o órgão comprometido de maneira severa.

"A primeira coisa que pensei quando acordei foi: passei Natal e Ano Novo longe de todos", contou o professor que perdeu 32 quilos durante o tratamento. Obeso, pré-diabético e hipertenso, ele ainda guarda sequelas da doença, como dificuldades para caminhar, falta de movimento na mão esquerda e uma síndrome que provoca fraqueza muscular.

"Não reclamo de absolutamente nada, tenho esperanças de que consiga logo me recuperar para trabalhar", disse Robert, que atribui a cura à ajuda extra da ECMO.

As diferentes cepas do novo coronavírus, algumas mais infecciosas e severas em pacientes jovens e sem comorbidades, têm levado ao aumento da procura pelo aparelho, que ainda continua praticamente inacessível à maioria dos doentes.

O equipamento não é usado no tratamento da Covid-19, mas serve como suporte para que os pulmões "descansem" enquanto o organismo combate a infecção. "É como uma hemodiálise, mas nos pulmões", explicou o médico Jarbas da Silva Motta Junior, coordenador das UTIs do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, onde Robert foi tratado.

Segundo Gustavo Calado, diretor da Elso (Organização para Suporte Vital Extracorpóreo), instituição que regulamenta o uso e as diretrizes para a ECMO no mundo, antes da pandemia, eram de 150 a 200 implantes por ano no Brasil, grande parte por problemas cardíacos. Agora, a demanda já passa de 800, sendo que 85% dos procedimentos estão relacionados à Covid-19.

Ele conta que a tecnologia existe há mais de 40 anos, mas só se difundiu no auxílio ao tratamento de problemas respiratórios a partir da pandemia de H1N1, entre 2009 e 2010. Também foi utilizada em vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2013.

Calado ressalta, no entanto, que o doente deve atender a uma série de pré-requisitos para utilizar a máquina. O primeiro é esgotar todas as alternativas para recuperar os pulmões, como uso de ventilação mecânica e da manobra de prona, em que a pessoa é colocada de bruços.

"Em idosos com comorbidades, por exemplo, não há indicação, pois só aumenta o sofrimento", explicou.

Outro fator que restringe o acesso é o número de centros aptos a operar o equipamento. No Brasil, são apenas 28 credenciados.

Antes da pandemia, o Marcelino Champagnat, uma das unidades de referência, instalava no máximo dois aparelhos por ano. Já entre 2020 e 2021, foram 11.

A demanda também cresceu entre as fabricantes. Em março, a Braile Biomédica se tornou a única empresa do hemisfério Sul a obter a certificação da Anvisa para fornecer ECMOs de tempo prolongado a hospitais do país.

"Existe uma demanda maior do que a oferta de produtos até porque os demais fabricantes são multinacionais que acabam focando no mercado interno, como Japão e Estados Unidos", contou o CEO da empresa, Rafael Braile. Desde março, a fabricante já instalou 23 equipamentos.

As especificidades da ECMO levaram a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) a barrar a cobertura da tecnologia no SUS, em 2015. O comitê se baseou em um estudo que leva em conta o valor de implantação do recurso e o retorno efetivo ao paciente.

Apesar disso, o equipamento pode ser acessado por pacientes internados nos poucos centros de referência credenciados para atender o setor público, como no Incor de São Paulo.

Braile lembra que o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu o uso da ECMO pelo SUS enquanto presidia a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualmente, há novas discussões para ressubmissão dos estudos de economia e saúde junto à Conitec.

Já os planos de saúde têm decisões discrepantes sobre a cobertura do uso da ECMO.

Segundo a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), a ECMO "é ainda muito restrita e não consta no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar [ANS]". Já a ANS afirmou que, quando realizada pela via torácica e com objetivo de prestar assistência mecânica circulatória prolongada, deve haver, sim, pagamento pelos planos.

Diferentemente de Robert, que conseguiu liberação do seguro para usar a máquina, o fisiculturista e empresário curitibano Kaique Barbanti, 28, teve que arcar com os custos do tratamento, que, só com o equipamento, giraram em torno de R$ 150 mil.

Kaique ficou 62 dias internado, sendo 23 deles ligado à ECMO (a média é de sete a dez dias). Ele já estava curado da Covid-19, mas teve que deixar o pulmão "descansando" para curar uma trombose causada pela doença.

"Se a ECMO não me salvou, me deu sobrevida para o corpo reagir e me proporcionou uma recuperação acima da média", afirmou Barbanti.

Motta, um dos responsáveis pelo atendimento aos dois pacientes, exaltou a função da máquina. "Há possibilidade muito grande de não terem sobrevivido [sem a ECMO] e, se tivessem, teriam bem mais sequelas pulmonares."

Como explica o médico, além de facilitar o tratamento de casos graves da Covid-19, a ECMO permite melhor resposta a intervenções invasivas às vezes necessárias.

É o que ocorreu com Paulo Gustavo, que passou por procedimentos para corrigir problemas de coagulação e na passagem de ar entre os brônquios e a membrana que reveste os pulmões. Em último boletim médico divulgado pela assessoria do ator, na quinta-feira (15), o estado de saúde dele ainda foi considerado crítico.

A Folha consultou cinco das maiores operadoras de planos de saúde do Brasil, mas todas se recusaram a oferecer dados de pedidos de liberação do uso da tecnologia em pacientes. A ANS informou não possuir essas informações e o Ministério da Saúde não retornou o contato.

Rússia deve aprovar vacina contra Covid-19 versão dose única da Sputnik até maio
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A Rússia deve aprovar a vacina Sputnik Light contra a Covid-19 já neste mês de maio e deve produzir 30 milhões de doses até o final do ano.  A vacina é uma versão da Sputnik V aplicada apenas uma vez para garantir a imunização contra o coronavírus. O anúncio foi feito pelo governo da Rússia nesta quarta-feira (21).

 

O ministro da Indústria e Comércio, Denis Manturov, fez o anúncio depois que o presidente Vladimir Putin fez um discurso de estado à nação em que pediu aos russos que se vacinassem contra o novo coronavírus e disse que queria que a Rússia alcançasse imunidade coletiva contra a Covid-19 até o outono.

 

Em março, a Rússia concluiu os testes clínicos da vacina de dose única e o Ministério da Saúde recebeu o pedido de registro formal. A Sputnik Light é apresentada como uma possível solução temporária para ajudar os países com altas taxas de infecção a acelerar as campanhas de imunização. Moscou informou que sua vacina de duas doses continuará sendo a principal versão usada na Rússia.

A vacina é desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya e utiliza uma tecnologia baseada em adenovírus humano, assim como a fórmula original da Sputnik V. A eficácia da nova versão é menor e pode alcançar 85% em alguns casos, e menos em outros.

 

No Brasil, a versão original da Sputnik V ainda não recebeu autorização para uso. Até o momento, o Ministério da Saúde fechou acordo para o fornecimento de 10 milhões de doses da Sputnik V, enquanto o Consórcio Nordeste, que reúne governadores da região, anunciou parceria para receber 37 milhões de doses.

Tratamento para Covid-19 com coquetel pode sair muito caro para realidade brasileira
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O elevado custo do uso emergencial para o tratamento da Covid-19, através do Regn-COV2,  poderá ser uma das principais dificuldades no país. O tratamento foi liberado nesta terça-feira (20) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

 

Segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, o valor pode ampliar a desigualdade no atendimento de pacientes nas redes pública e privada. O tratamento é resultado da combinação de dois anticorpos desenvolvidos em laboratório (batizados de casirivimabe e imdevimabe), criado pela farmacêutica americana Regeneron em parceria com a suíça Roche, autora do pedido de autorização de uso emergencial no Brasil. 

 

O tratamento é  indicado para casos leves e moderados do novo coronavírus em pacientes de 12 anos ou mais do grupos de risco, com uso restrito a hospitais. O medicamento já é utilizado em caráter emergencial nos Estados Unidos, Canadá e Suíça,  além de países europeus. 

 

Em janeiro, o governo americano firmou acordo com a fabricante para a entrega de 1,25 milhão de doses até 30 de junho, no valor de US$ 2,625 bilhões. Isto é, cerca de US$ 2,1 mil por unidade de 2,4 mil mg (a posologia autorizada no Brasil é metade, com 1,2 mil mg). 

 

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento poderá ser incorporado ao SUS apenas quando tiver registro definitivo na Anvisa. Nos casos de planos de saúde, a cobertura é obrigatória para quando houver indicação médica em casos de internação. O novo coquetel, entretanto, não é indicado para pacientes graves e hospitalizados. 

 

O tratamento pode custar algo entre R$ 15 mil e R$ 25 mil. Segundo o professor de Química Medicinal da USP, Adriano Andricopulo, o valor é limitante para a realidade brasileira em relação aos custos e ao enorme número de novos casos. Ele sinaliza que não é uma cura, mas um tratamento que pode ajudar na recuperação. 


Luís Correia, professor de Medicina Baseada em Evidências da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública,  também concorda que o tratamento pode ser muito caro. “Precisamos de um conjunto de atitudes que reduzem a mortalidade, como ter drogas para fazer a intubação, ter equipes suficientes e treinadas para intubar, ter aparelhos de diálise…”

Quarta, 21 de Abril de 2021 - 10:20

Anvisa aprova armazenamento de vacina da Pfizer em temperaturas mais altas

por Raquel Lopes | Folhapress

Anvisa aprova armazenamento de vacina da Pfizer em temperaturas mais altas
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o armazenamento da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em temperaturas mais altas do que originalmente previsto, a pedido do laboratório, para facilitar a logística de transporte do imunizante.

Será acrescentado na bula, segundo a agência reguladora, que "alternativamente, os frascos fechados podem ser armazenados e transportados entre -25 °C a -15 °C por um período único de até 2 semanas e podem retornar a -90 °C a -60 °C".

A Anvisa disse que já constava na bula que a vacina deveria ser mantida no congelador a uma temperatura entre -90 °C e -60 °C e que, uma vez retirada do congelador, a vacina fechada poderia ser armazenada por até cinco dias em temperatura entre 2 °C e 8 °C.

"Estudos de estabilidade apresentados comprovam que a vacina mantém suas características de qualidade nas novas condições de temperatura. As novas indicações foram avaliadas a pedido do laboratório", disse em nota a agência reguladora.

Os novos limites de conservação não alteram o período de validade total do produto, que é de seis meses. As demais orientações de conservação e armazenamento da vacina não foram modificadas.

"Essa nova autorização para o armazenamento de nossa vacina contra a Covid-19 contribuirá para a logística de vacinação com o imunizante em um país de dimensões continentais como o Brasil", disse em comunicado Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil.

O governo brasileiro está negociando com a Pfizer a compra de mais de 100 milhões de doses até o final deste ano, totalizando 200 milhões de unidades a serem adquiridas da farmacêutica. O anúncio foi feito pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, em uma rede social.

"A negociação começou há cerca de 20 dias e a pasta busca dar celeridade ao processo", escreveu o ministro.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a Pfizer antecipará 2 milhões de doses, elevando o total de imunizantes fornecidos pela fabricante para 15,5 milhões até junho.

Estudo confirma primeira morte por reinfecção de Covid-19 no Brasil
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Um estudo confirmou a primeira morte no Brasil por reinfecção da Covid-19. No caso, um homem de 39 anos era morador de Campo Bom, no Rio Grande do Sul. Ele foi reinfectado por uma das variantes da Covid-19 no intervalo de três meses e 11 dias. Na primeira infecção, o homem não teve sintomas, mas na segunda reinfecção, ele não resistiu e faleceu no dia 19 de março. 

 

O caso foi relatado em um artigo científico produzido por 15 pesquisadores brasileiros comandados pelo Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale (RS), publicado ontem na plataforma Research Square em pré-impressão, ou seja, ainda em fase de revisão dos pares. "A análise genômica mostrou diferenças geneticamente significativas entre os vírus recuperados em ambas as infecções", explicam os pesquisadores no texto.

 

Segundo o artigo, o paciente era portador de doença cardiovascular crônica e diabetes. "Ele relatou dois episódios clínicos de covid-19. O primeiro foi em 30 de novembro de 2020, enquanto o segundo se deu em 11 de março de 2021", diz. O gaúcho foi infectado pela variante P.1 na primeira contaminação. Na segunda infecção, ele foi contaminado pela variante P.2. As duas cepas têm origem no Brasil. 

 

"Durante o primeiro caso de infecção, os sintomas e sinais clínicos do paciente não haviam sido relatados. No entanto, o paciente relatou ter tido contato com seu irmão, que testou positivo para SARS-CoV-2 anteriormente. Ele também visitou seu pai no hospital em um quarto compartilhado com outros pacientes com diagnóstico de covid-19. No segundo episódio, o paciente apresentou como sintomas dispneia [falta de ar], fadiga e dificuldade respiratória; e saturação menor que 95% como sinal clínico", completa o texto.

 

Ainda segundo o estudo, a segunda infecção evoluiu com complicações, "sendo o paciente encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e intubado devido à grave perda de capacidade pulmonar". Oficialmente, o primeiro caso de reinfecção registrado pelo Ministério da Saúde ocorreu em 23 de outubro de 2020 em uma médica do Rio Grande do Norte que não manifestou forma grave. No último boletim do Ministério da Saúde sobre o novo coronavírus, há o relato de 11 casos confirmados no Brasil, sendo seis deles nos estados de São Paulo e Amazonas, sem nenhuma morte indicada.

MP-BA quer intensificação de campanhas para evitar o abandono vacinal na Bahia
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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) quer que as prefeituras do estado intensifiquem as campanhas de vacinação contra a Covid-19 para evitar que as pessoas desistam de tomar a segunda dose do imunizante. Para isso, a instituição orientou os promotores de Justiça da área da Saúde a pedir aos gestores municipais a realização das campanhas. 

 

“As vacinas disponíveis para a campanha de imunização no Brasil atualmente - CoronaVac, do Instituto Butantan com a Sinovac, e a vacina da Oxford, AstraZeneca e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em razão de sua constituição, devem ser aplicados no esquema de duas doses para atingirem o máximo grau de efetividade”, destacaram os promotores de Justiça coordenadores do Grupo de Trabalho Coronavírus Frank Ferrari; Patrícia Medrado; Rita Tourinho; e Rogério Queiroz. 

 

Na orientação, o grupo destaca um levantamento realizado pela Folha de São Paulo sobre a campanha da vacinação contra o coronavírus no Brasil, utilizando dados do DataSUS, exclusivamente sobre a aplicação da CoronaVac que define o intervalo de 2 a 4 semanas entre as duas doses. O levantamento indicou que 14,13% das pessoas que receberam a primeira dose da vacina no país deixaram de receber a segunda, estando a taxa de abandono vacinal no Estado da Bahia na ordem de 15,17%. A Nota Técnica orienta ainda que os promotores de Justiça solicitem aos gestores municipais a observarem a taxa de abandono vacinal, analisando o quantitativo de cidadãos que deixaram de tomar a segunda dose do imunizante, investigando as razões para o abandono e realizando a busca ativa dessas pessoas a fim de garantir sua vacinação no tempo indicado para cada imunizante.

Covid-19: Bahia já descartou relação de vacina com 60 mortes; 51 seguem em investigação
Foto: Rodrigo Nunes/MS

Desde o início da imunização contra a Covid-19, foram notificadas para investigação 111 mortes de pessoas que receberam a vacina na Bahia. Porém, isso não significa que a vacina seja perigosa e até o momento não há provas de que nenhuma dos óbitos tenha sido causada pelo imunizante.

 

Uma equipe da Vigilância Epidemiológica do estado é responsável por analisar os casos e conduzir apurações sobre os “Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) Graves”. A Câmara Técnica se reúne semanalmente, desde o dia 11 de fevereiro, para análise dos óbitos e casos graves, e funciona dentro da tutela da Vigilância Epidemiológica do estado (leia mais aqui).

 

Até esta segunda-feira (19) a Vigilância recebeu 172 EAPV graves. Dentro desse total, além dos 111 óbitos, há 53 hospitalizações e oito convulsões.

 

Do total de notificações associadas às vacinas contra a Covid-19, a Câmara já analisou 93, sendo 60 óbitos, 29 hospitalizações e quatro convulsões.

 

Entre essas análises concluídas, a Câmara classificou as ocorrências em cinco causalidades: inconsistentes ou coincidentes (45 óbitos e 26 hospitalizações); dados da investigação conflitantes em relação à causalidade (5 óbitos); relação temporal consistente, mas em evidências na literatura para estabelecer uma relação causal (um óbito, 3 hospitalizações e 3 convulsões); reação de ansiedade associada à vacinação e/ou estresse desencadeado em resposta à vacina (uma convulsão); e inclassificável (9 óbitos). Ou seja: até o momento, não há nenhum caso de morte que tenha ocorrido por causa da vacina.

 

A Sesab destaca que a investigação dos EAPV graves faz parte do elenco de indicadores pactuados na Programação das Ações de Vigilância em Saúde. Todos os 172 casos notificados temporalmente associados às vacinas contra a Covid-19 são investigados para posterior análise. No momento, 79 estão em processo de investigação.

 

No universo de mais de dois milhões de vacinados contra a Covid-19 na Bahia, o número de notificações representa menos que 1%. Os EAPV já são reações esperadas. Isso porque as vacinas, como qualquer produto farmacêutico, podem apresentar efeitos indesejáveis. 

 

Eventos adversos são qualquer ocorrência médica indesejada após o uso da vacinação, podendo ou não ter sido ocasionados por elas. A orientação da Sesab é para que as Unidades de Saúde informem as ocorrências. A recomendação vale para qualquer vacina, não só a da Covid-19. O processo é chamado de Vigilância dos EAPV.

 

Vale ressaltar que a grande maioria dos eventos associados ao uso de vacinas é de febre, dor e edema no local da injeção, que não são considerados graves.

Saúde repassa R$ 1,9 mi para manutenção de 40 novos leitos de UTI Covid-19 em Salvador
Foto: Divulgação/GOV-BA

O Ministério da Saúde autorizou a implantação de 40 novos leitos de UTI adulto para o tratamento da Covid-19 em Salvador. O município receberá o equivalente a R$ 1,9 milhão, corresponde ao mês de abril, para a manutenção dos leitos. 

 

A autorização é uma resposta positiva a uma solicitação feita pela gestão municipal. A informação foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (19).

 

De acordo com o Ministério da Saúde, pedidos de custeio dos leitos covid-19 podem ser feito pelas secretarias estaduais e municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento dessas unidades. 

 

O cadastramento da solicitação é feito por meio da plataforma SAIPS. Para garantir o recurso a pasta observa critérios como a curva epidemiológica do coronavírus na região, a estrutura para manutenção e funcionamento da unidade intensiva e corpo clínico para atuação em UTI.

 

A pasta federal afirma já ter autorizado recursos para a manutenção de mil leitos de UTI Covid-19 em toda a Bahia. 

Cerca de 12 mil pessoas não apareceram para tomar 2ª dose da vacina em Salvador
Foto: Bruno Concha / Secom

Cerca de 12 mil pessoas não compareceram aos pontos de vacinação em Salvador para tomar a segunda fosse do imunizante contra a Covid-19. A informação foi divulgada nesta terça-feira (20), pela prefeitura.

 

“É necessário que as pessoas sigam rigorosamente as orientações prestadas pelo Programa Nacional de Imunização, que estão alinhadas com as recomendações dos fabricantes dos imunizantes, para assegurar a proteção contra o vírus. O esquema vacinal incompleto não assegura a imunidade contra a doença”, reforçou Adielma Nizarala, médica infectologista.

 

A recomendação é que a dose de reforço da CoronaVac seja aplicada 28 dias após a administração da primeira, já a Oxford/ Astrazeneca, o indivíduo deve retornar em 90 dias. A informação sobre a data de retorno para aplicação da segunda dose está contida no cartão de vacinação do imunizado.

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