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Bolsonaro critica relatório da CPI, volta a defender cloroquina e repete que não se vacinou
Foto: Marcos Corrêa / PR

Na Paraíba na manhã desta quinta-feira (21), para inauguração de uma o brado Projeto de Integração do Rio São Francisco, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a levantar suas principais bandeiras durante pronunciamento para apoiadores. O chefe do Executivo falou em cloroquina, repetiu que não se vacinou e criticou o relatório da CPI da Covid.

 

"Jogamos acreditando no Conselho Federal de Medicina, na autonomia do médico. Ao encontrar alguém infectado, o médico tem a liberdade de dar algo para seu paciente, eu joguei nisso", iniciou Bolsonaro.

 

Na sequência, o presidente se dirigiu para o público. "Quem foi contaminado pela Covid aqui? E quem tomou ivermectina ou hidroxicloroquina?", questionou ao ver diversos braços levantados em resposta.

 

"Se colocarmos isso nas nossas redes sociais derrubam nossas páginas, por que essa perseguição e não dar chance ao médico? Eu também fui acometido, tomei hidroxicloroquina e no dia seguinte estava bom", afirmou Bolsonaro ao defender o remédio, comprovadamente ineficaz no tratamento contra o coronavírus.

 

Durante o pronunciamento, o presidente também voltou a falar que ainda não tomou a vacina contra a Covid-19 por acreditar que pessoas infectadas tem mais anticorpos do que os vacinados. A fala vai de encontro às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e órgãos e secretarias de Saúde de todo o mundo.

 

"Ofertamos a todos a possibilidade de vacinarem. Nós jamais defenderemos a obrigatoriedade da vacina. Eu não tomei a vacina, quem quiser seguir meu exemplo que siga, isso é liberdade. Se fossemos seguir exemplos de presidentes que anteceram, o que seria desse país? Se especialistas de verdade, e não da TV Globo, dizem que quem se contaminou tem mais anticorpos do que a vacina, pra que tomar a vacina?", disparou Bolsonaro.

 

CRÍTICAS AO RELATOR DA CPI
Bolsonaro também aproveitou para atacar o relatório da CPI da Covid ao criticar o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O presidente questionou "onde errei?" para ser atacado "24 horas por dia", como classificou.

 

"O relatório da CPI comandado por Renan Calheiros? Não, não chamem ele de vagabundo não. É elogio para ele. Não há maracutaia em Brasília que o nome dele não esteja envolvido. Apesar de ser nordestino nunca fez nada nem pelo seu estado de Alagoas", disse.

 

Bolsonaro finalizou seu pronunciamento citando a Bíblia e falando em Deus. "Nada temeis, nem mesmo a morte, a não ser a morte eterna, quem não quer morrer eternamente, lembre da letra do pai nosso, perdoa o próximo e pensa que nada você levará daqui. Agora, você pode deixar muita coisa, seguidores, pessoas mais felizes, o Brasil tem um grande futuro, e esse futuro chegou", concluiu.

Brasil alcança 50% da população com esquema vacinal contra a Covid-19 completo
Foto: Tony Winston/MS

O Brasil alcançou a marca de 50% da população com esquema vacinal completo contra Covid-19 nesta quarta-feira (21). Passa de 106,7 milhões o número de pessoas que receberam as duas doses ou a vacina de dose única e estão protegidas contra a doença.

 

Na população acima de 18 anos, público inicial da campanha de vacinação, os completamente vacinados representam 65,93%, aponta o consórcio de veículos de imprensa.

 

As pessoas vacinadas com uma dose representam 71,41% da população. São 152.325.559.

 

Nesta terça, a média móvel de óbitos foi de 351, completando uma semana abaixo de 400. No pico da pandemia, em abril, o Brasil chegou a ter média de mais de 3 mil mortes diárias.

 

O número de casos da doença também segue em queda. Nesta terça, a média foi de 10.900. Em abril, eram cerca de 75 mil notificações diárias, em média.

Sesab e CIB desmobilizam 159 UTIs no Hospital Metropolitano, Espanhol e mais 3
Foto: Manu Dias/GOVBA

Mais 159 leitos de UTI foram desmobilizados pelo governo da Bahia no Hospital Metropolitano, o Espanhol e mais três unidades Covid-19. A medida foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (21).

 

A publicação indica a desmobilização também de leitos clínicos. São 20 sendo 14 no Espanhol, em Salvador, e seis no Hospital de Campanha Covid-19 de Ilhéus.

 

Em relação aos leitos de Tratamento Intensivo, a publicação indica que são 40 no Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas; 79 no Espanhol, em Salvador; 10 no Hospital do oeste, em Barreiras; 10 no Hospital da Costa do Cacau, em Ilhéus; e 20 no Hospital de Campanha Covid-19 de Ilhéus.

Feira: Terceirizados da Policlínica do Feira 10 se queixam de atraso de salários
Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

Funcionários da Policlínica do Conjunto Feira 10 reclamam que estão há cerca de 20 dias sem receber salários. O fato afeta 150 terceirizados, vinculados à empresa Imaps, que por sua vez presta serviços à prefeitura de Feira de Santana.

 

Ao Acorda Cidade, um dos funcionários contou que a situação tem ocorrido nos últimos meses. Em setembro, em vez de receberem salário até o quinto dia útil, os terceirizados sacaram os proventos só no dia 12 do mês. Há relato também de que alguns funcionários não tem ido ao trabalho por falta de dinheiro.

 

Em resposta, o secretário de saúde local, Marcelo Britto, disse que já alertou a empresa sobre o ocorrido e disse que ela tem obrigação legal de pagar os salários até o quinto dia útil do mês, o sujeita à sanção pelo não cumprimento do acordo. 

UBS será inaugurada no Rio Vermelho após parceria entre prefeitura e governo do Estado
Foto: Reprodução / Google Street View

Com capacidade para realizar 250 atendimentos por dia, a secretária da Saúde do Estado, Tereza Paim, e o secretário da Saúde de Salvador, Leo Prates, inauguram nesta quinta-feira (21), a Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Matos, localizada no Rio Vermelho.

 

O empreendimento é fruto da parceria entre o Governo do Estado, que cedeu o imóvel avaliado em R$ 924 mil, e a Prefeitura de Salvador, que investiu na reforma do espaço.

 

O imóvel tem uma área construída de 23.467 m2 e já foi sede do Centro de Referência do Adolescente Isabel Souto (Cradis) e da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac).

'Não fosse a CPI não tinha vacina no braço', avalia Otto após leitura do relatório no Senado
Foto: Leopoldo Silva/ Agência Senado

Iniciada para apurar as ações e omissões do governo federal diante da pandemia, sobretudo no Amazonas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 do Senado Federal se estendeu por quase seis meses. Pela televisão, os brasileiros puderam acompanhar ao vivo dezenas de depoimentos, documentos, negociações adversas, além de indícios de crimes, existência de um “gabinete paralelo”, escândalo sobre compras de vacinas, fake news e mais. 

 

Apresentado nesta quinta-feira (20), o relatório final, de mais de mil páginas, aponta o indiciamento de 68 pessoas físicas e empresas, entre elas o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Único baiano titular no colegiado, e que se destacou em diversos momentos, o senador Otto Alencar (PSD) avalia que o documento, o qual será votado na próxima terça-feira (26), tem robustez e consistência e foi essencial para provocar mudança de comportamento do governo federal na aquisição de vacinas, por exemplo.

 

Após a votação na comissão, as sugestões de indiciamento serão encaminhadas aos órgãos competentes, dentre os quais estão os ministérios públicos estaduais, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da União. O senador não vê possibilidade de os esforços empreendidos nos últimos meses ficarem sem resultado efetivo, pois o principal resultado já pode ser observado, neste caso, impor ao governo federal mudança de postura, sobretudo em relação a aquisição de vacinas e avanço da imunização. 

 

“O resultado já teve. Não fosse a CPI, não tinha vacina no braço. O governo federal só foi comprar vacina quando nós iniciamos a CPI, quando conseguimos as assinaturas, no início de março. Ele [Bolsonaro] negou o tempo todo [a vacina], pediu ao Pazuello para não comprar e o Pazuello disse aquela frase: ‘Um manda e outro obedece’”, destaca Otto. 

 

O presidente Jair Bolsonaro, de acordo com o relatório, é denunciado por diversos tipos criminais, a exemplo de crime de responsabilidade, prevaricação, estímulo a pandemia, fake news, ocultação de informações, omissão na compra de vacinas e falsidade ideológica. Apesar do lista extensa, Otto não acredita na possibilidade de o texto reacender na pauta do impeachment na Câmara dos Deputados. A avaliação do senador está baseada na aliança existente entre Bolsonaro e presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).

 

De acordo com Otto, o trabalho realizado pelos senadores foi “intenso e muito difícil” no início. “Enfrentamos a estrutura do governo que a todo momento tentou impedir o andamento e as informações. Alguns momentos pedimos informações ao Ministério da Saúde e nunca mandou. Veio mandar hoje. Eles ocultaram informações, dificultaram repasse de informações. Isso nos deixou no início com muita dificuldade, depois começamos a engrenar, fomos identificando os crimes todos contra a vida das pessoas”, relembra. 

 

GANHO POLÍTICO 

A participação do senador baiano na CPI da Covid-19 ganhou notoriedade em diversos momentos, gerando consequências políticas positivas para 2022. Presidente estadual do PSD, um dos mais importantes partidos da base de sustentação do governo Rui Costa (PT), o ganho de visibilidade no colegiado deve fortalecer sua recondução ao Senado. 

 

Em maio, ânimos se acirraram entre os senadores Otto Alencar e Eduardo Girão (Podemos-CE), defensor do governo Bolsonaro. Eles trocaram acusações e ofensas. Os xingamentos trocados entre eles passaram por “mentiroso” e “charlatão”. 

 

A discussão começou quando Otto fez uma correção sobre dados da vacinação apresentados pelo senador Girão durante uma pergunta feita ao ex-ministro Ernesto Araújo, em que sugeriu que o Brasil estaria entre os países com mais vacinados no mundo. Otto, por sua vez, rebateu o colega e apresentou o dado de que 47% dos idosos do Brasil ainda não tinham tomado a 2ª dose da vacina contra a Covid-19 e que, ao considerar as pessoas com esquema vacinal completo (com duas doses), o país somava menos de 10% da população (reveja). 

 

Dois dias após, já com o ministro Eduardo Pazuello, Otto disparou “não sabe nada” e “não deveria ser ministro”. Durante a passagem do então ministro pela CPI, o senador baiano fez perguntas técnicas sobre o coronavírus, as quais o ministro teve dificuldade em responder (reveja). 

 

Em outro momento, já no mês de junho, a imagem de Otto foi projetada a partir da passagem da médica Nise Yamaguchi, defensora do uso da cloroquina, medicamento comprovadamente ineficaz no tratamento da Covid-19. O senador questionou a médica sobre termos técnicos, bem como o relatório apresentado por ela (reveja). 

Prefeitura abre chamamento público para contratação de consultas e exames
Foto: Bruno Concha/Secom

A prefeitura de Salvador publicou no Diário Oficial do Município (DOM) desta quarta-feira (20) o chamamento público para a contratação de consultas e exames especializados. No total, mais de 50 procedimentos entre consultas, exames diagnósticos por endoscopia, ultrassonografia e por métodos por especialidades serão contratados pela gestão municipal. 

 

De acordo com o secretário da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Leo Prates, um nova portaria deverá ser publicada nos próximos dias para contratação de mais serviços especializados.

 

"Com a redução dos casos da Covid-19 na cidade, tivemos o aumento significativo de procura pelos serviços de saúde por pessoas que interromperam o acompanhamento médico com receio da contaminação pelo coronavírus. Isso, aliado com a queda na renda, que fez com que muitas pessoas enfrentassem dificuldades para pagar os valores das mensalidades dos planos de saúde e migrassem para o SUS, acabou sobrecarregando o nosso sistema. Com esse chamamento, pretendemos ampliar de imediato a oferta pelos procedimentos", explicou Prates.

 

Dois novos Multicentros de Saúde serão inaugurados pela gestão municipal, ampliando a oferta de consultas e exames especializados. Os equipamentos serão entregues nos bairros de Escada e Narandiba.
 

Os multicentros do Vale das Pedrinhas e Amaralina também passarão por requalificação para ampliar a capacidade dos serviços. Enquanto durar as obras, a gestão vai realocar, temporariamente, os atendimentos em outros prédios que serão identificados pela gestão para evitar a descontinuidade da assistência. 

 

Segundo a prefeitura, a partir de novembro, todos os multicentros instalados na cidade passarão a funcionar nos dias de sábado para oferecer consultas e exames especializados. Mutirões para realização de procedimentos gratuitos também vão acontecer nos finais de semana para ampliar a oferta pelos serviços. 

COB estende acordo com Fiocruz e Saúde por testes preventivos de Covid-19 até o fim do ano
Foto: Rafael Bello / COB

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) estendeu o acordo de cooperação com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde para seguir realizando testes para identificar a Covid-19 em atletas e profissionais do esporte do país. Segundo a entidade, mais de 14 mil testes de antígenos, 6.300 RT-PCR e quase 1.200 exames sorológicos serão realizados até 2022, quando finda a parceria.

 

Na Olimpíada de Tóquio-2020, o Brasil levou 700 integrantes, sendo 317 atletas, e não registrou nenhum caso positivo de Covid-19. "A parceria do COB com a Fiocruz e o Ministério da Saúde foi fundamental para alcançarmos os resultados em Tóquio, mas temos que seguir atentos. O esporte não para, nossos atletas já se preparam para as próximas competições, por isso seguimos trabalhando para oferecer toda proteção e as melhores condições a todos”, declarou Jorge Bichara, diretor de Esportes do COB.

 

Até o fim de outubro, a previsão é de que cerca de 1.400 testes sejam realizados em profissionais de 15 diferentes modalidades, uma média de 100 testes por semana. 

 

"Em um período de pandemia, sabemos da importância de se testar com frequência, além de outros protocolos de prevenção. Desde o início da pandemia, começamos uma parceria com a Fiocruz e o Ministério da Saúde com a ideia de testar semanalmente nossos atletas, treinadores e outros profissionais para podermos protege-los e evitar a entrada do vírus no Centro de Treinamento do COB. Estas testagens têm nos ajudado muito no controle, associado à vigilância ativa dos sintomas dos nossos atletas e outros profissionais. Nesse momento difícil, uma das poucas evidências que temos é a testagem”, afirmou a coordenadora-médica do COB, Ana Carolina Côrte. 

Israel detecta caso de mutação da variante Delta do coronavírus em menino de 11 anos
Foto: Divulgação / Sesab

Um caso de mutação da variante Delta do coronavírus foi identificada pelo Ministério da Saúde de Israel. Países europeus, como o Reino Unido, também já detectaram a cepa. A informação foi divulgada pelo ministério em um comunicado. A cepa está sendo chamada de “AY4.2.

 

De acordo com o G1, a mutação foi detectada em um paciente de 11 anos que viajou à Europa, e o caso foi identificado no aeroporto Ben Gurion, na capital Tel Aviv. A criança foi colocada em quarentena e, até o momento, não foi detectado nenhum caso de contato.

 

François Balloux, professor de Biologia Computacional no

 

Especialistas da University College de Londres, em entrevista à France Presse, sinalizam que mutação é rara e não parece representar o mesmo risco que outras cepas, que se revelaram muito contagiosas.

 

Até o momento, a AY4.2 não é considerada uma variante de preocupação global nem uma variante de atenção pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Casos de infecção sexual que apodrece a pele crescem no Reino Unido
Foto: Reprodução/Pixabay

A Inglaterra vem registrando aumento dos casos de “donovanose”, infecção sexualmente transmissível (IST) que causa feridas na pele e pode evoluir para o apodrecimento dos tecidos. A situação foi alvo de alerta de médicos do país.

 

Antes da pandemia de Covid-19, dados do Public Health England (PHE) mostravam que as ocorrências da infecção haviam passado de 19, em 2016, para 30, em 2019. De acordo com reportagem do portal Metrópoles, com o fim do isolamento social, especialistas em saúde pública se preocupam com um possível aumento de casos.

 

A donovanose, também conhecida como granuloma venéreo ou granuloma inguinal, é uma infecção causada pela bactéria Klebsiella granulomatis. A transmissão ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada.

 

A reportagem destaca que a doença provoca feridas nas regiões da genitália, da virilha e do ânus, que podem evoluir para úlceras com mau cheiro, além de caroços de cor vermelha que crescem e podem sangrar. Os sintomas surgem entre 30 dias e seis meses após o contato sexual.

 

“É mais provável que afete os homens. Além dos sintomas horríveis, é importante que as pessoas saibam que é um conhecido fator de risco para a transmissão do HIV”, disse a médica Shree Datta, obstetra e ginecologista da London MyHealthcare Clinic, ao jornal britânico Mirror.

 

O tratamento é feito com antibióticos prescritos por um médico urologista ou ginecologista. Além disso, os pacientes devem usar preservativos nas relações sexuais para prevenir novas infecções. “O uso de preservativos reduz significativamente o risco de contrair a doença, embora ela possa ser tratada com antibióticos”, apontou a médica.

Quarta, 20 de Outubro de 2021 - 15:00

Brasileiros são os que mais se preocupam com sua saúde mental entre 30 países

por Júlia Barbon | Folhapress

Brasileiros são os que mais se preocupam com sua saúde mental entre 30 países
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

O despertador de Helloá tocou, mas daquela vez ela não conseguiu desligá-lo. Seus músculos não respondiam. "Pensei 'estou morrendo', mas eu estava tão mal, minha rotina era tão triste, que achei que se acabasse ali não seria tão ruim", conta a administradora.
 

Era uma crise de "burnout", resultado de cinco meses de prazos impossíveis no novo emprego, somados a várias horas de estudo na faculdade e nenhuma de descanso. "Eu pensava que o sofrimento fazia parte do sucesso. Trabalhe enquanto os outros dormem, estude enquanto os outros se divertem."
 

O colapso também veio depois de diversos avisos ignorados: dores de cabeça insistentes, azia constante, dificuldade para dormir e até uma dor aguda no peito que ela, na época com 21 anos, imaginou ser um infarto. Chegou a avisar os chefes, mas ouviu que estava sendo fraca.
 

Sete anos e muitos tratamentos depois, Helloá Castro, hoje aos 28, criou o perfil "Vencendo o Burnout" nas redes sociais e dedica seu tempo a informar e palestrar sobre o distúrbio emocional. E não são poucos os brasileiros que se preocupam com o assunto.
 

Uma pesquisa lançada pela empresa Ipsos para o Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, mostra que 75% dos entrevistados no Brasil pensam sobre sua própria saúde mental com muita ou considerável frequência. É a maior marca entre os 30 países que participaram do questionário -a média mundial é de 53%.
 

Logo depois no ranking aparecem a África do Sul (73%) e a Colômbia (71%). No outro extremo estão os chineses (26%), os sul-coreanos (31%) e os russos (33%), onde a maioria diz não refletir nunca ou quase nunca sobre a questão.
 

A pesquisa ouviu 21.513 pessoas de 16 a 74 anos, entre 20 de agosto e 3 de setembro, sendo cerca de 1.000 no Brasil. O questionário foi aplicado de maneira online, portanto abrange a parcela da população com acesso à internet, considerando o perfil demográfico de cada lugar.
 

Para 40% dos entrevistados por aqui, distúrbios mentais são um dos principais problemas sanitários enfrentados atualmente pelo país. Esse número cresceu 13 pontos percentuais em relação ao ano passado, influenciado pelo luto e pelo isolamento da pandemia de Covid-19.
 

"Temos visto o Brasil sempre no topo do ranking em pesquisas que fazemos sobre saúde mental, e isso vem aumentando ano após ano. Por um lado, a pandemia agravou o problema, mas por outro deu mais espaço para falar sobre isso", diz Helena Junqueira, coordenadora da pesquisa.
 

Em maio de 2020, por exemplo, o país apareceu em primeiro lugar entre os que sofriam de ansiedade (41% diziam se sentir assim) ou de enxaqueca (14%) e entre os que afirmavam estar comendo excessivamente (39%). Era também o mais solitário (53%) em outro questionário aplicado em janeiro.
 

"Transtornos mentais são muito mais comuns do que as pessoas imaginam. Durante um ano, um quarto da população vai desenvolver algum problema. Na vida, será cerca de metade. Não é muito diferente de usar óculos", ilustra Jair Mari, chefe da psiquiatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
 

Segundo o médico, o aprofundamento da desigualdade e da insegurança econômica ajudam a explicar por que o Brasil sustenta altos índices de ansiedade e depressão. Tem muito impacto ainda o que ele chama de violência epidêmica no país.
 

"A saúde mental tem um fator social determinante. Os Estados Unidos, por exemplo, têm níveis muito parecidos com os nossos. Tudo indica que isso pode estar relacionado à desigualdade: a pessoa que não tem nada olha para quem tem tudo", afirma.
 

Outra hipótese para a preocupação com o tema no país é cultural -segundo essa visão, os brasileiros estariam mais dispostos a demonstrar suas emoções do que moradores de outros lugares. Isso também ajudaria a entender, de acordo com o psiquiatra, por que na China os transtornos mentais são externalizados e investigados com menos regularidade.
 

Globalmente, quem tende a se importar mais com sua própria saúde mental são mulheres e jovens, mostra a pesquisa da Ipsos. A parcela dos que pensam nisso com frequência é de 58% entre elas e 48% entre eles. Entre pessoas de até 35 anos é de 61%, contra 42% para pessoas acima dos 50 anos.
 

"A grande maioria dos meus seguidores na internet são mulheres, que se sentem sobrecarregadas e procuram ajuda mais cedo", diz Helloá Castro. "Os homens não falam, muitas vezes canalizam o tratamento do 'burnout' para o álcool ou as drogas. Quando chegam em mim é porque já esgotaram todas as possibilidades."
 

Apesar de 78% dos entrevistados brasileiros acharem que seu bem-estar mental e físico têm a mesma importância, 55% acreditam que o sistema de saúde do país prioriza o cuidado apenas com o corpo -número superior à média dos outros países.
 

"Há um vácuo de atendimento enorme", concorda o psiquiatra Jair Mari. "Transtornos mentais são responsáveis por um quinto das incapacitações, mas só cerca de 2% do orçamento da Saúde é aplicado no tema. Na nossa realidade achamos que precisaria ser pelo menos 6%. Canadá e Reino Unido aplicam 11%", afirma.
 

Para o médico, existe uma ideia de que a população brasileira toma muito remédio, mas isso só é válido para a classe média-alta. Aqui, afirma, impera a "lei dos cuidados invertidos": quem precisa menos tem mais, e quem precisa mais tem menos.
 

Um paper publicado por ele e outros pesquisadores em 2014 mostrou que só 20% das crianças e adolescentes com distúrbios psiquiátricos -que deveriam ser priorizados pelo alto risco de suicídio- tiveram acesso a profissionais da área nos 12 meses anteriores.
 

Mari critica um desmantelamento da assistência à saúde mental em todos os níveis do SUS nos últimos anos, que conta apenas com algumas ilhas de atendimento e não tem leitos suficientes para internação de casos agudos. Ele cobra melhor gestão, prontuários únicos, continuidade nos atendimentos e inovação tecnológica.
 

Por outro lado, quem trabalha na área vê ao menos um legado positivo da pandemia. A constante exposição do tema pela mídia e por marcas resultou numa redução do preconceito sobre os transtornos emocionais.
 

A consultoria de saúde Mercer Marsh apontou um crescimento de 62% no número de empresas que implantaram serviços nesse sentido aos funcionários. Nessa esteira surgiu também o movimento #MenteEmFoco, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, que incentiva o setor privado a adotar uma série de medidas, como um profissional fixo nas companhias.
 

"Quando comecei a estudar sobre saúde mental, há sete anos, não havia quase nenhuma informação na internet. Agora teve um boom de procura, hashtags, páginas novas, universidades falando sobre o assunto", comemora Helloá, que ressalta que, para além do discurso, é preciso mudar a cultura.

Anvisa realiza reunião sobre proposta de vacina brasileira em spray da USP
Foto: Agência Brasil

Entrou em pauta na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o desenvolvimento de uma vacina contra Covid-19 na forma de spray. A agência se reuniu com o Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), nesta terça-feira (19).

 

Durante a reunião, a agência conheceu o projeto e encaminhou orientações aos desenvolvedores da vacina em relação aos parâmetros técnicos e formatos de estudos esperados pela Anvisa para este tipo de produto.

 

O projeto ainda está em fase pré-clínica de desenvolvimento, ou seja, nas etapas de laboratório e de testes com animais.

 

Ainda não há previsão de solicitação de autorização para os estudos clínicos com pessoas.

 

PESQUISAS NO BRASIL

Em agosto deste ano, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 534/2021, que permite às universidades públicas a submissão contínua de desenvolvimento clínico de vacinas para possibilitar a análise preliminar das informações referentes ao projeto de desenvolvimento dos imunizantes. Com esses dados, é possível agilizar um posterior pedido de autorização de ensaio clínico da vacina.

 

A norma permite uma via flexível e dinâmica de inter-relação entre a Anvisa e as universidades com projetos de vacinas em desenvolvimento.

Salvador participa de discussão de regras e protocolos sanitários para cruzeiros
Foto: Divulgação

Salvador apresentou sugestões para os planos de operacionalização dos serviços para retomada das atividades de cruzeiros marítimos em todo litoral brasileiro, durante uma reunião nesta terça-feira (19). A pauta do encontro incluiu a discussão de regras e protocolos sanitários para retomada dos serviços de cruzeiros marítimos em todo país.

 

Participaram da reunião o secretário municipal da Saúde de Salvador, Leo Prates, o diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, e o assessor técnico do CONASEMS, Alessandro Chagas.

 

Na reunião, os representantes dos órgãos federais enalteceram a iniciativa de Salvador para o debate do tema e elogiaram as ações deflagradas pela administração municipal na gestão do controle da pandemia.

 

Entre as diretrizes propostas que estão sendo discutidas estão a obrigatoriedade de vacinação completa para pessoas embarcadas, bem como a solicitação de testes antes de embarcar. Também está sendo proposto que a fase de teste para a retomada do setor aconteça com cruzeiros nacionais.

 

“Demos passos importantes para retomada desse importante serviço do setor de turismo, sobretudo para as cidades litorâneas do país. Iremos seguir com a retomada econômica com toda a segurança, salvando os empregos de quem atua no setor, mas com todos os protocolos necessários para salvar a vida das pessoas. Essa é uma grande notícia para o país e para Salvador, já que isso significa mais força no turismo, afinal de contas, o verão está chegando”, explicou Prates.

BP Investimentos alerta sobre prevenção e reserva de emergência no Outubro Rosa
Foto: Divulgação

A pandemia reduziu pela metade a realização de mamografias, exame radiológico de alta resolução que fornece imagens detalhadas capazes de identificar precocemente o câncer de mama, antes mesmo que a mulher tenha sintomas. O dado é da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), que também aponta que além da redução de cerca de 50% nas mamografias, houve queda de 39% das biópsias e 16% nas cirurgias eletivas no Brasil. De olho nos dados alarmantes, a BP Investimentos intensificou as atividades de conscientização com seu público, e além da prevenção, o escritório alerta para a importância da reserva de emergência em casos de diagnóstico do câncer de mama. 

 

Diana Gomes, sócia da BP Investimentos, destaca que além da prevenção, é preciso pensar nas mulheres que tiveram diagnóstico do câncer de mama que necessitam de um aparato emocional e financeiro para custear o tratamento, no caso daquelas que podem optar por não fazer tratamento pelo SUS. “Antes de tudo precisamos investir em prevenção, a mamografia anual deve ser feita a partir dos 40 anos de idade. Se olharmos do âmbito financeiro, chegamos à conclusão que precisamos estar preparadas para adversidades como essa e ter uma reserva de emergência. Para aquelas que podem optar pelo tratamento particular, sabemos que todo o processo do tratamento do câncer de mama é extremamente caro, e nessas horas, não só um bom plano de saúde faz toda a diferença, mas também uma reserva de emergência ajuda muito, trazendo mais conforto e força para que a mulher que precisa de segurança em todos os sentidos nesse momento possa iniciar a luta e vencer a batalha pela vida”, afirma.   

 

A médica oncologista Dra. Rita de Cassia Oliveira, cliente BP Investimentos, traz outros alertas importantes. Ela sinaliza que a prevenção do câncer de mama não é totalmente possível, existem os fatores genéticos, mas acrescenta que mais de 30 % dos casos de câncer de mama podem ser evitados a partir de hábitos saudáveis, como realizar pelo menos de 150 a 300 minutos por semana de atividades físicas de intensidade moderada, evitar exposição a raio x, ter alimentação saudável, manter o peso corporal adequado, evitar obesidade, evitar consumo de bebidas alcoólicas, amamentar, evitar tabagismo, fazer exames de rotina.

 

A oncologista também afirma que as mulheres precisam ficar atentas aos sinais. “A presença de um nódulo na mama, alteração da pele e retração de mamilo, devem sempre ser investigadas. A medicina está bem avançada para o tratamento do câncer de mama, e o resultado do tratamento vai depender basicamente da fase em que o câncer foi diagnosticado”, finaliza.

McDia Feliz acontece neste sábado e ajudará Martagão a manter programa de transplantes
Foto: Paula Fróes/GOVBA

Comprar um sanduíche Bic Mac em uma unidade do Mc Donald’s neste sábado (23) vai ajudar ajudará o Hospital Martagão Gesteira a manter seu programa de Transplante de Medula Óssea (TMO). Neste dia, toda a renda obtida com a venda desse sanduíche será revertida, na Bahia, para a instituição filantrópica que, por ano, atende a mais de 80 crianças de todo o estado.

 

O transplante de medula óssea do hospital, inaugurado em outubro de 2020, custa cerca de R$ 80 mil, sendo R$ 30 mil repassados pelo SUS e os R$ 50 mil restantes oriundos de doações via McDia Feliz, explica o superintendente da Liga Álvaro Bahia (mantenedora do Martagão).

 

“Esta campanha é fundamental. Foi o McDia que viabilizou a realização desse sonho. É um serviço caro, complexo. Foram necessários muitos investimentos em estrutura física, equipamentos, treinamento da equipe. Precisamos do apoio para manter esse programa funcionando”, destaca.

 

Antes da implantação do programa de transplante de medula óssea do Martagão, pacientes que necessitavam desse tipo de tratamento precisavam se deslocar para outros estados. O Hospital passou a ser o único da Bahia que realiza TMO em pacientes de 0 a 18 anos. Outras unidades de saúde também fazem esse transplante, mas somente acima de 14 anos.

 

Essa é a 33ª edição do McDia Feliz. Neste ano, a ação vai beneficiar 67 projetos de 56 instituições que atuam na oncologia pediátrica no Brasil.

Novo relatório da CPI pede indiciamento de 66 pessoas e duas empresas; veja lista
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A nova versão do relatório oficial da CPI da Covid-19 foi apresentado aos senadores da comissão pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL). O documento, que tem 1.180 páginas, será lido na sessão desta quarta-feira (20) e tem pedido de indiciamento de 66 pessoas e duas empresas. A votação está marcada para a próxima terça-feira (26).

 

O relatório passou por mudanças após a reunião do chamado G7, grupo majoritário da comissão, na noite desta terça-feira (19). O encontro ocorreu após mal-estar por causa do vazamento do relatório no último final de semana.

 

No novo documento, o relator retirou o pedido de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo crime de genocídio contra povos indígenas e o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) pelo crime de advocacia administrativa. Esses eram pontos divergentes entre os senadores do grupo G7.

 

Entre os nomes estão o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), os filhos Carlos (Republicanos-RJ), Flávio (Patriota-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), além dos ministros Wagner Rosário (Controladoria Geral da União), Walter Braga Neto (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência).

 

Veja a lista completa de indiciados:

 

1) JAIR MESSIAS BOLSONARO – Presidente da República - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte); art. 268, caput (infração de medida sanitária preventiva); art. 283 (charlatanismo); art. 286 (incitação ao crime); art. 298 (falsificação de documento particular); art. 315 (emprego irregular de verbas públicas); art. 319 (prevaricação), todos do Código Penal; art. 7º, parágrafo 1, b, h e k, e parágrafo 2, b e g (crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos), do Tratado de Roma (Decreto nº 4.388, de 2002); e arts. 7º, item 9 (violação de direito social) e 9º, item 7 (incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo), crimes de responsabilidade previstos na Lei no 1.079, de 10 de abril de 1950;
 

2) EDUARDO PAZUELLO – Ex-Ministro da Saúde –art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte); art. 315 (emprego irregular de verbas públicas); art. 319 (prevaricação) e art. 340 (comunicação falsa de crime), todos do Código Penal; art. 7º, parágrafo 1, b, h e k, e parágrafo 2, b e g (crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos), do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

3) MARCELO ANTÔNIO C. QUEIROGA LOPES – Ministro da Saúde - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) e art. 319 (prevaricação), ambos do Código Penal;
 

4) ONYX DORNELLES LORENZONI – Ex-ministro da Cidadania e ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal e art. 7º, parágrafo 1, b, h e k, e 1060 parágrafo 2, b e g (crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos), do Tratado de Roma;
 

5) ERNESTO HENRIQUE FRAGA ARAÚJO – Ex-ministro das Relações Exteriores - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) e art. 286 (incitação ao crime), combinado com art. 29; todos do Código Penal;
 

6) WAGNER DE CAMPOS ROSÁRIO – Ministro-chefe da Controladoria Geral da União - art. 319 (prevaricação) do Código Penal;
 

7) ANTÔNIO ELCIO FRANCO FILHO – Ex-secretárioexecutivo do Ministério da Saúde - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), do Código Penal; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

8) MAYRA ISABEL CORREIA PINHEIRO – Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde - SGTES - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), e art. 319 (prevaricação), ambos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

9) ROBERTO FERREIRA DIAS – Ex-diretor de logística do Ministério da Saúde - art. 317, caput, do Código Penal (corrupção passiva); art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, XII e art. 11, I (improbidade administrativa), todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

10) CRISTIANO ALBERTO HOSSRI CARVALHO – Representante da Davati no Brasil - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa); 1061
 

11) LUIZ PAULO DOMINGUETTI PEREIRA – Representante da Davati no Brasil - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
 

12) RAFAEL FRANCISCO CARMO ALVES – Intermediador nas tratativas da Davati - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
 

13) JOSÉ ODILON TORRES DA SILVEIRA JÚNIOR – Intermediador nas tratativas da Davati - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
 

14) MARCELO BLANCO DA COSTA – Ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde e intermediador nas tratativas da Davati - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
 

15) EMANUELA BATISTA DE SOUZA MEDRADES – Diretora-Executiva e responsável técnica farmacêutica da empresa Precisa - arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso) e 347 (fraude processual), todos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

16) TÚLIO SILVEIRA – Consultor jurídico da empresa Precisa - arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso), ambos do Código Penal; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992; 1062
 

17) AIRTON ANTONIO SOLIGO - Ex-assessor especial do Ministério da Saúde - art. 328, caput (usurpação de função pública);
 

18) FRANCISCO EMERSON MAXIMIANO – Sócio da empresa Precisa - arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso), 347 (fraude processual) e 337-L, inciso V (fraude em contrato), todos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

19) DANILO BERNDT TRENTO - Sócio da empresa Primarcial Holding e Participações Ltda e diretor de relações institucionais da Precisa - 337- L, inciso V (fraude em contrato) do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

20) MARCOS TOLENTINO DA SILVA – Advogado e sócio oculto da empresa FIB Bank - art. 337-L, inciso V (fraude em contrato), combinado com art. 29, ambos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

21) RICARDO JOSÉ MAGALHÃES BARROS – Deputado Federal - art. 286 (incitação ao crime) e art. 321 (advocacia administrativa), ambos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, XII (improbidade administrativa) da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992; 1063
 

22) FLÁVIO BOLSONARO – Senador da República - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

23) EDUARDO BOLSONARO – Deputado Federal - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

24) BIA KICIS – Deputada Federal - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

25) CARLA ZAMBELLI – Deputada Federal - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

26) CARLOS BOLSONARO – Vereador da cidade do Rio de Janeiro - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

27) OSMAR GASPARINI TERRA – Deputado Federal - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), e art. 286 (incitação ao crime), ambos do Código Penal;
 

28) FÁBIO WAJNGARTEN – ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo federal - art. 319 (prevaricação) e art. 321 (advocacia administrativa), ambos do Código Penal;
 

29) NISE HITOMI YAMAGUCHI – Médica participante do gabinete paralelo - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), do Código Penal; 1064
 

30) ARTHUR WEINTRAUB - ex-assessor da Presidência da República e participante do gabinete paralelo - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), do Código Penal;
 

31) CARLOS WIZARD MARTINS – Empresário e e participante do gabinete paralelo - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte); e art. 286 (incitação ao crime), ambos do Código Penal;
 

32) PAOLO MARINHO DE ANDRADE ZANOTTO – biólogo e e participante do gabinete paralelo - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte), do Código Penal;
 

33) LUCIANO DIAS AZEVEDO – Médico e e participante do gabinete paralelo - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) do Código Penal;
 

34) MAURO LUIZ DE BRITO RIBEIRO – Presidente do Conselho Federal de Medicina - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) do Código Penal;
 

35) WALTER SOUZA BRAGA NETTO – Ministro da Defesa e Ex-Ministro Chefe da Casa Civil - art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) do Código Penal;
 

36) ALLAN LOPES DOS SANTOS – Blogueiro suspeito de disseminar fake news - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

37) PAULO DE OLIVEIRA ENEAS – Editor do site bolsonarista Crítica Nacional suspeito de disseminar fake news - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal; 1065
 

38) LUCIANO HANG – Empresário suspeito de disseminar fake news - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

39) OTÁVIO OSCAR FAKHOURY – Empresário suspeito de disseminar fake news - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

40) BERNARDO KUSTER – Diretor do Jornal Brasil Sem medo, suspeito de disseminar fake news - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

41) OSWALDO EUSTÁQUIO – Blogueiro suspeito de disseminar fake news - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

42) RICHARDS POZZER – Artista gráfico supeito de disseminar fake news - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

43) LEANDRO RUSCHEL – Jornalista suspeito de disseminar fake news - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

44) CARLOS JORDY– Deputado Federal - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

45) FILIPE G. MARTINS – Assessor Especial para Assuntos Internacionais do Presidente da República - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

46) TÉCIO ARNAUD TOMAZ – Assessor especial da Presidência da República - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal; 1066
 

47) ROBERTO GOIDANICH - Ex-presidente da FUNAG - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

48) ROBERTO JEFFERSON – Político suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

49) RAIMUNDO NONATO BRASIL – Sócio da empresa VTCLog - art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

50) ANDREIA DA SILVA LIMA – Diretora-executiva da empresa VTCLog - art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

51) CARLOS ALBERTO DE SÁ - Sócio da empresa VTCLog - art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

52) TERESA CRISTINA REIS DE SÁ - Sócio da empresa VTCLog - art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

53) JOSÉ RICARDO SANTANA – Ex-secretário da Anvisa - art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; 1067
 

54) MARCONNY NUNES RIBEIRO ALBERNAZ DE FARIA – Lobista - art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013;
 

55) DANIELLA DE AGUIAR MOREIRA DA SILVA – Médica da Prevent Senior - art. 121, caput, combinado com os arts. 13, § 2º, alínea b, e 14, todos do Código Penal;
 

56) PEDRO BENEDITO BATISTA JÚNIOR – Diretor-executivo da Prevent Senior - arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

57) PAOLA WERNECK – Médica da Prevent Senior - art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal;
 

58) CARLA GUERRA - Médica da Prevent Senior - art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

59) RODRIGO ESPER - Médico da Prevent Senior - art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

60) FERNANDO OIKAWA - Médico da Prevent Senior - art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

61) DANIEL GARRIDO BAENA – Médico da Prevent Senior -art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal; 62) JOÃO PAULO F. BARROS – Médico da Prevent Senior -art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal;
 

63) FERNANDA DE OLIVEIRA IGARASHI – Médica da Prevent Senior - art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal;
 

64) FERNANDO PARRILLO - Dono da Prevent Senior - arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

65) EDUARDO PARRILLO - Dono da Prevent Senior - arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

66) FLÁVIO ADSUARA CADEGIANI – Médico que fez estudo com proxalutamida - art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

67) PRECISA COMERCIALIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS LTDA. – art. 5º, IV, d (ato lesivo à administração pública) da Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013;
 

68) VTC OPERADORA LOGÍSTICA LTDA - VTCLog - art. 5º, IV, d (ato lesivo à administração pública) da Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013.

Quarta, 20 de Outubro de 2021 - 09:00

Viver Bem: Dia Mundial de Combate à Osteoporose

Viver Bem: Dia Mundial de Combate à Osteoporose
Foto: Pixabay

A osteoporose é uma doença causada pela diminuição da massa óssea no corpo. A consequência disso são ossos mais frágeis, aumentando os riscos de fraturas. Segundo especialistas, geralmente não há aparecimento de sinais ou sintomas. Uma pessoa geralmente descobre que tem a doença após sofrer algum tipo de fratura. Diretamente ligada à terceira idade, a osteoporose pode também acontecer entre os mais jovens, alerta o ortopedista do Sistema Hapvida, Dr. Carlos Eduardo Ferreira. "Por essa razão, é preciso estar atento às formas de prevenir, combater e tratar a doença, e o Dia Nacional e Mundial da Osteoporose, celebrado nesta quarta-feira, 20 de outubro, tem justamente esse objetivo", alerta o especialista. 

 

A data é dedicada  à conscientização da prevenção, do diagnóstico e do tratamento da osteoporose. De acordo com a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, a ação "visa tornar a prevenção da osteoporose e das fraturas uma prioridade global, alcançando profissionais da saúde, mídia, formuladores de políticas, pacientes e o público em geral". Os profissionais da área enfatizam a ligação direta entre a osteoporose e fraturas, pois elas podem causar sério impacto na vida das pessoas, gerando dor, incapacidades e perda da independência por longos períodos.

 

"Aos vinte anos de idade a pessoa está numa crescente, isto é, adquirindo massa óssea. Porém, aos quarenta anos de idade iniciamos uma perda dessa massa. Isso pode ser agravado pelo tabagismo, por questões hormonais como a menopausa, a falta de testosterona nos homens e também pela deficiência de vitamina D", explica Dr. Carlos Eduardo.

 

A osteoporose pode ser dividida em dois principais grupos. Sendo a osteoporose primária ocorrida pelo próprio envelhecimento do paciente ou no caso das mulheres, pela menopausa, esta é chamada de osteoporose senil, a osteoporose relacionada à idade. "Já a osteoporose secundária é ocasionada principalmente por distúrbios endócrinos, do intestino, quando o corpo tem a dificuldade da absorção de vitamina D, de cálcio, através do reumatismo, uso de medicações e até mesmo uma doença como tumor, um câncer podem ocasionar essa dificuldade de absorção óssea", ressalta Dr. Carlos. Segundo o especialista do Sistema Hapvida, o isolamento social prejudica a absorção de vitamina D pelos pacientes por conta da diminuição dos mesmos à exposição solar. 

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria, a falta da prática de exercícios físicos tem relação com o desenvolvimento da osteoporose. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (USP) revelou que 13% das pessoas com mais de 60 anos caem de forma recorrente, durante a pandemia, esse número chegou a 30%. 

 

Saiba como prevenir

São várias medidas que são importantes para prevenir a perda de massa óssea e consequentemente a osteoporose, explica Dr. Carlos Eduardo Ferreira, do Hapvida. Segundo ele, é preciso uma boa ingestão de cálcio por parte dos pacientes.  "Esse nutriente pode ser encontrado em leite e derivados, no consumo de verduras e folhas, principalmente as escuras, como brócolis, espinafre e couve. Outro ponto importante é a exposição ao sol de uma forma moderada. Vinte a trinta minutos de um banho de sol entre as seis e onze horas da manhã, já ajuda consideravelmente nessa absorção de cálcio e de vitamina D", explica o ortopedista. 

 

Atividades físicas também ajudam no ganho de massa muscular. Promover o bem-estar físico por meio de exercícios tem como benefícios o aumento do equilíbrio e dos reflexos, fortalecendo consequentemente a nossa saúde mental também.

CPI: Com pedido de indiciamento de Bolsonaro e crise no G7, relatório será lido nesta quarta
Foto: Pedro França/Agência Senado

Em meio ao clima de "racha" no chamado G7, grupo de senadores que são maioria no colegiado e conduzem os trabalhos desde o início, após o vazamento do relatório final, a CPI da Covid-19 se reúne nesta quarta-feira (20) para a apresentação oficial do texto e leitura. A votação ocorrerá na próxima terça-feira (26).

 

Presidente da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM), foi um dos que demonstrou publicamente sua irritação e cobrou que o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), mantivesse no parecer tudo que havia vazado.

 

Após o desgaste, Calheiros enviou o documento de 1.178 páginas aos colegas senadores. No documento, há pedidos de indiciamento de 70 pessoas e duas empresas. Entre os nomes, estão o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e três de seus filhos – o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos (Republicanos-RJ), o senador Flavio (Patriota-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) –, além dos ministros Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Walter Braga Neto (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência).

 

No parecer, constam ainda os pedidos de indiciamento dos ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Há também outros parlamentares, empresários, lobistas, médicos, pesquisadores e influenciadores bolsonaristas.

 

Dois pontos de divergências entre os senadores foram resolvidos na noite desta terça-feira (19): o indiciamento por genocídio de indígenas atribuído a Bolsonaro e o pedido de indiciamento dos filhos do presidente da República, sobretudo do senador Flávio Bolsonaro. Segundo Aziz, os itens foram retirados da versão final.

SMS esperar zerar 'fila da 2ª dose' com cadastro automatizado de pessoas do interior
Foto: Tony Winston/MS

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador deu o primeiro passo nesta semana para tentar resolver o problema alvo das maiores reclamações em relação à vacina da Covid-19: a aplicação de segundas doses nos cidadãos que não iniciaram o esquema vacinal na cidade.

 

A pasta abriu na última segunda-feira (18), vagas para agendamento da 2ª dose através do serviço Hora Marcada para as pessoas que precisam completar o esquema de imunização, independentemente do local onde tomaram a 1ª dose ou residem. Ou seja, não é necessário ter residência fixa em Salvador ou ter iniciado o esquema vacinal na capital baiana.

 

O secretário da pasta, Leo Prates, admite que essa era a “grande dificuldade e a grande queixa” enfrentada pela SMS. Ele sinalizou ainda que na próxima segunda-feira deve ser lançada uma outra estratégia para aumentar a cobertura vacinal, com foco nas pessoas que vem reclamando do acesso aos pontos de imunização.

 

HORA MARCADA

A SMS orienta que as pessoas que iniciaram o esquema vacinal em outra cidade devem acessar o site vacinahoramarcada.saude.salvador.ba.gov.br, clicar em “agendar”, em seguida preencher o CPF e as demais informações solicitadas. Após o agendamento, o usuário deverá levar no dia e horário marcados, obrigatoriamente, original e cópia dos seguintes documentos: Cartão SUS; comprovante de residência (local onde reside); cartão de vacina e documento de identificação com foto.

 

Até a semana passada, o procedimento estava sendo realizado através do canal da Ouvidoria da Saúde. A redação foi procurada por cidadãos que abriram o processo e relataram dificuldade e demora para conclusão ou para receber uma resposta. A reportagem acionou a SMS em 6 de outubro solicitando dados sobre a aplicação de segundas doses em Salvador em pessoas que iniciaram o esquema vacinal em outro município e referente ao número de processos abertos junto a ouvidoria, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

Terça, 19 de Outubro de 2021 - 21:20

Pena de demissão por outdoor da Lava Jato é desproporcional, dizem procuradores e defesa

por José Marques | Folhapress

Pena de demissão por outdoor da Lava Jato é desproporcional, dizem procuradores e defesa
Foto: Reprodução / A Pública

A decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) de aplicar a pena de demissão ao procurador que bancou em Curitiba um outdoor em homenagem à Operação da Lava Jato tem sido considerada desproporcional por colegas de Diogo Castor de Mattos e sua própria defesa, que tentará reverter a situação.
 

Apesar disso, há um entendimento de que não é o momento de enfrentar o conselho em meio à votação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que altera a sua composição e, na prática, dá mais poder ao Congresso no colegiado.
 

Castor de Mattos foi membro da antiga força-tarefa de Curitiba e cedeu recursos para a propaganda colocada na saída do aeroporto da capital paranaense no início de 2019, por ocasião dos cinco anos da investigação.
 

"Bem-vindo a República de Curitiba. Terra da Operação Lava Jato, a investigação que mudou o país. Aqui a Lei se cumpre", afirmava o outdoor.
 

Por 6 votos a 5, o plenário do CNMP entendeu nesta segunda-feira (18) que o procurador cometeu ato de improbidade administrativa. Segundo o entendimento, a infração impõe a pena de demissão.
 

Para que haja demissão, no entanto, o procurador-geral da República, Augusto Aras, ainda precisa designar um procurador para ajuizar ação de perda de cargo.
 

"Não é que a situação não tenha ocorrido nem que não seja grave. Mas não é grave o suficiente para uma demissão", afirma o presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), Ubiratan Cazetta.
 

"A dimensão [do fato] não é proporcional ao tamanho da pena. Isso causa um mal muito grande quando entra no casuísmo, por ele estar vinculado à legenda da Lava Jato. Não é um sinal de funcionamento do sistema, mas de disfuncionamento", afirma Cazetta.
 

No processo, Castor de Mattos afirmou que à época estava com problemas de natureza psiquiátrica, que resultaram no seu afastamento das atividades.
 

Para ele, era injusto os ataques contra os trabalhos desenvolvidos pela força-tarefa e uma pessoa que integrava movimento de apoio à operação o procurou para financiar uma divulgação para "elogiar e levantar o 'moral' do grupo". Ele pagou pela divulgação, com recursos próprios, cerca de R$ 4.000.
 

O procurador não afirmou ter contratado a publicidade em seus modelos finais, mas apenas bancado com os seus recursos.
 

A defesa dele tem frisado que o dinheiro doado foi privado, que a contratação do outdoor foi feita por terceiros e que Castor de Mattos nunca foi punido antes pelo CNMP, e, portanto, ele deveria ter uma punição mais branda, como suspensão.
 

"Diogo Castor nunca esteve em julgamento, quem esteve em julgamento é a Operação Lava Jato. Diogo usou recursos privados e fez doação a uma pessoa da sociedade civil, e isso não constitui improbidade administrativa", afirma Alexandre Vitorino Silva, seu advogado.
 

As opções para Castor de Mattos passam agora por recursos que ele pode apresentar no próprio CNMP e também ao STF (Supremo Tribunal Federal).
 

Uma das possibilidades da defesa é aguardar a sanção pelo presidente Jair Bolsonaro da nova lei de improbidade administrativa, que menciona proibição a autopromoções que usem "recursos do erário".
 

Para a defesa, há entendimentos de tribunais superiores de que essa nova lei pode ser considerada retroativa, por ser mais benéfica a acusados.
 

A decisão do CNMP contra Castor de Mattos gerou reações tímidas de procuradores nas redes sociais, que estão concentrados em campanha contra a aprovação da PEC no Congresso. A previsão é a de que ela seja votada ainda nesta terça (19) no plenário da Câmara.
 

Alguns deles também trataram a decisão do conselho como desproporcional. Deltan Dallagnol, que coordenou a força-tarefa de Curitiba, não mencionou o caso em suas publicações no Twitter e no Instagram.
 

Especialista em direito público consultada pela reportagem também vê desproporcionalidade na decisão do conselho, à véspera da votação da PEC.
 

Segundo Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em direito público pela FGV, outros casos mais graves não foram punidos com o mesmo rigor.
 

"Trata-se de uma questão de bom senso e equilíbrio que foi substituída pelo afã de escolher aquele procurador, como forma de dar o exemplo oportuno e conveniente de sua imparcialidade e apreço aos dispositivos constitucionais e à legislação existente sobre o tema", afirma.
 

Segundo ela, existem divergências de entendimento se uma eventual demissão de Castor de Mattos também irá fazer com que ele perca a aposentadoria.
 

No CNMP, o corregedor nacional Rinaldo Reis Lima e o conselheiro Sílvio Amorim Júnior propuseram a conversão da pena em suspensão -o primeiro sugeriu 90 dias, e o segundo, 16. Contudo foram vencidos na discussão sobre a possibilidade de aplicação dessa pena.
 

O conselheiro Amorim Júnior afirmou que considerava atenuantes o fato de o procurador sofrer, à época dos fatos, de grave quadro depressivo, além de ter admitido o pagamento pelo outdoor.
 

A conselheira Fernanda Santos, relatora do caso, entendeu, porém, que a norma não permitiria a conversão da pena em casos em que o cometimento de improbidade administrativa foi reconhecido.
 

"Entendo que o ato foi grave pelos danos ao Ministério Público como um todo", afirmou ela.
 

 

Medalhista olímpica Adriana Araújo participa de evento contra o câncer de mama em Salvador
Foto: Divulgação

Primeira atleta do Brasil a obter medalha olímpica no boxe feminino, Adriana "PitBull" Araújo confirmou presença no Guarda Alta contra o Câncer de Mama, evento que dará visibilidade a luta contra o Câncer de mama. A medalhista de bronze nos Jogos de Londres-2012 estará junto ao ex-pugilista Jailson Santos neste sábado (23), a partir das 8h, na Arena Fonte Nova. 

 

O evento reúne aulão de boxe, palestra, tour pela arena, chute a gol no estádio e passeio no Salvador Bus. Adriana é dona de 12 títulos brasileiros da modalidade, oito vezes campeã continental e campeã sul-americana. Jailson, por sua vez, já treinou nomes como Vitor Belfort, Minotauro e Minotouro. Com a experiência de já ministrar classes para vários alunos, o professor foi bicampeão baiano, brasileiro e do Norte-Nordeste de Boxe e antigo sparring (oponente nos treinos) de grandes estrelas do MMA.

 

Até às 12h, três turmas de boxe divididas por 200 alunos em cada aprenderão os passos básicos do boxe. O evento aproveita a fama que o esporte ganha a cada dia para dar visibilidade à luta contra a doença. Com público formado por alunos das escolas públicas estaduais, professores, educadores e amantes do esporte, as aulas são gratuitas, mas com vagas limitadas.

 

Antes, uma palestra com especialista apresentará os cuidados e a atenção contra o câncer de mama. O evento terá transmissão on-line e contará também com o tour guiado nas dependências do estádio, uma volta pelo centro histórico pelo Salvador Bus e chute ao gol na arena.

Salvador inicia Operação Minha Vacina Perto de Casa; veja detalhes
Foto: Divulgação/Prefeitura de Salvador

A prefeitura de Salvador inicia, nesta quarta-feira (20), a Operação Minha Vacina Perto de Casa. Nessa primeira etapa, todos os pontos fixos e drive-thrus realizarão o mutirão da 1ª dose para as pessoas com 18 anos ou mais que estão com o nome na lista do site da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), mas que ainda não deram início ao esquema vacinal.  

 

Também haverá mutirão para os indivíduos que estão habilitados para receber a 2ª dose da CoronaVac com a data de reforço da vacina contra a Covid-19 programada para até o dia 23 de outubro de 2021. 

 

Para as pessoas que tomaram a 1ª em outros municípios, a SMS ofertará o acesso à 2ª dose por meio de agendamento prévio no site vacinahoramarcada.saude.salvador.ba.gov.br. Após o agendamento, o usuário deverá levar no dia e horário marcados, obrigatoriamente, original e cópia dos seguintes documentos: Cartão SUS; comprovante de residência (local onde reside); cartão de vacina e documento de identificação com foto.

 

Nesta quarta-feira (19) só serão contemplados os públicos citados acima. Os demais públicos habilitados para vacinação contra Covid-19 serão contemplados no decorrer da semana na Operação Minha Vacina Perto de Casa.

 

Confira a programação desta quarta (20):

Drive-thrus: Uninassau (Avenida ACM), Atakadão Atakarejo, FBDC Cabula, 5º Centro de Saúde (Barris), Arena Fonte Nova (Nazaré), Faculdade Universo (Avenida ACM), Parque de Exposições (Paralela), Vila Militar (Dendezeiros), Unijorge Paralela, Shopping Bela Vista e FBDC Brotas.

 

Pontos fixos: UBS Pelourinho, USF Alto de Coutos II, USF Itacaranha, USF Cajazeiras XI, USF Fazenda Grande III, USF Itapuã, UBS Ministro Alckmin (Massaranduba), USF Joanes Leste, USF Úrsula Catharino (Garcia), USF Estrada das Barreiras, USF Professor Guilherme Rodrigues da Silva (Arenoso), UBS Castelo Branco, USF San Martim I, UBS Marechal Rondon, UBS Frei Benjamin (Valéria), UBS Mario Andrea (Sete Portas), UBS Cesar de Araújo (Boca do Rio), USF Teotônio Vilela II, USF Fernando Filgueiras (Cabula VI), UBS Eduardo Mamede (Mussurunga), USF São Cristóvão, USF Yolanda Pires (Fazenda Grande I), USF Cajazeiras V, 5º Centro de Saúde (Barris), Clube dos Oficiais (Dendezeiros), USF Sérgio Arouca (Paripe), USF Tubarão, USF Vista Alegre, USF Cajazeiras X, USF Santa Luzia (Engenho Velho de Brotas), USF Vale do Matatu, USF Imbuí, USF Federação, CSU Pernambués, USF Cambonas, UBS Virgílio de Carvalho (Bonfim), USF Colinas de Periperi, USF Plataforma, USF Beira Mangue, UBS Ramiro de Azevedo (Campo da Pólvora), USF Pirajá, USF San Martim III, USF Curralinho, UBS Nelson Piauhy Dourado (Águas Claras) e FBDC Brotas.

Cerca de 2 milhões de baianos ainda não retornaram para 2ª dose da vacina contra Covid
Foto: Reprodução / Sesab

A Bahia ainda possui cerca de 2 milhões de baianos já poderiam ter tomado a 2ª dose da vacina contra Covid-19, mas ainda não foram aos postos. Até a última segunda-feira (18), o estado possuia 72,5% da população imunizada com a segunda dose da vacina. 

 

Segundo a secretaria de saúde da Bahia (Sesab), entre as pessoas em atraso, de acordo com cada imunizante, ficou dividida: Coronavac: 332.091; AstraZeneca: 539.830 e Pfizer: 1.127.959.

Terça, 19 de Outubro de 2021 - 14:40

Renan pede indiciamento de 72 por 24 crimes em novo relatório da CPI da Covid

por Folhapress

Renan pede indiciamento de 72 por 24 crimes em novo relatório da CPI da Covid
Foto: Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, sugeriu o indiciamento de 70 pessoas e mais duas empresas, que um total de 24 crimes, em seu novo relatório entregue na noite desta segunda-feira (18).
 

Na lista, há políticos, ministros, empresários, empresas e médicos que defendem tratamentos ineficazes. O documento foi entregue em meio a um mal-estar entre os senadores por vazamento de minutas do parecer à imprensa nos últimos dias.
 

Parte dos senadores, como o presidente Omar Aziz (PSD-AM), discorda desses apontamentos do parecer. Mesmo assim, Renan os deixou em sua versão mais atualizada do texto. Uma reunião do G7, como é chamado o grupo majoritário da comissão, está marcada para a noite desta terça (19).
 

Há divergências na CPI a respeito de ao menos três crimes elencados pelo relator: o de homicídio qualificado do presidente Jair Bolsonaro, o de genocídio de indígenas e o pedido de indiciamento dos filhos do presidente da República.
 

O relatório sugere que Bolsonaro, quatro ministros, três ex-ministros, duas empresas, empresários e médicos cometeram crimes na pandemia.
 

Renan sugeriu 11 crimes ao presidente, entre homicídio qualificado, infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular e emprego irregular de verbas públicas.
 

Além desses, prevaricação, genocídio de indígenas, crime contra a humanidade, violação de direito social e incompatibilidade com dignidade e honra e decoro do cargo.
 

Já o ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde) foi apontado por Renan pelos crimes de homicídio qualificado, emprego irregular de verbas públicas e prevaricação. Também por comunicação falsa de crime, genocídio de indígenas, crime contra a humanidade.
 

Para o senador, o atual titular, Marcelo Queiroga (Saúde), deve ser investigado por epidemia culposa com resultado morte e prevaricação.
 

Renan sugere indiciamento do ministro Onyx Lorenzoni (Trabalho e da Previdência) por incitação ao crime e genocídio de indígenas. Esse último enquadramento divide a CPI.
 

O relator ainda pede indiciamento de Braga Netto (Defesa) por epidemia culposa com resultado morte. O ministro não chegou a ser ouvido pela CPI. Renan também sugere que o ministro Wagner Rosário (CGU) cometeu o crime de prevaricação.
 

Em sau versão mais atualizadas, o relatório de Renan também aponta que os três filhos mais velhos do presidente cometeram crimes relacionados à pandemia.
 

Para o relator, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) deve ser indiciado por advocacia administrativa, incitação e improbidade administrativa. Ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi sugerido incitação ao crime, assim como ao vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
 

No texto preliminar, o relator propõe o indiciamento de oito médicos, um diretor e dos dois donos da Prevent Senior.
 

O pastor Silas Malafaia, um dos conselheiros mais próximos de Bolsonaro, também está na lista de Renan, no capítulo das fake news. O senador propõe investigação contra o líder religioso pelo crime de incitação ao crime.
 

Renan afirmou que o texto ainda poderá sofrer ajustes após debates com outros senadores. "O que importa é que o relatório seja produto da maioria", disse à Folha.
 

O senador ainda propõe investigar a Precisa Medicamentos e a VTC Log por ato lesivo à administração pública.
 

O relatório ainda recomenda que o Ministério Público Federal peça condenação e reparos por dano moral coletivo à sociedade brasileira de quem promoveu o uso de medicamentos sem eficácia e a imunidade de rebanho.
 

Renan sugere que o Ministério Público peça essas reparações na Justiça contra o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), o deputado Osmar Terra (MDB-RS), a médica Nise Yamaguchi, o médico Luciano Dias Azevedo, o virologista Paolo Zanotto, o empresário Carlos Wizard, a associação Médicos pela Vida e o laboratório Vitamedic.
 

Renan foi isolado por colegas da CPI após ser acusado de vazar trechos e elaborar o documento sem ouvir os demais integrantes da CPI.
 

O incômodo com Renan foi geral no chamado G7, grupo de sete senadores majoritário da CPI. O relator chegou a ser chamado de traidor pela suspeita de ter feito uma jogada política para expor trechos do texto e encurralar colegas que quisessem mudá-los.
 

Aziz não quis mais conversas a portas fechadas sobre o relatório e desistiu de uma reunião que faria com o relator.
 

Nos bastidores, assessores de Omar disseram que não houve surpresa em relação à falta de debate sobre o relatório por parte de Renan. O sentimento é de que o relator não soube trabalhar em grupo desde o início da CPI e, por isso, não seria diferente com o relatório final.
 

Por isso, Omar disse que não irá propor alterações no texto e vai deixar que o relator assuma a culpa sozinho, caso o relatório fracasse.
 

Também pesou na decisão de Omar o cuidado de não dar margem para o discurso de que ele estaria aliviando para Bolsonaro, caso propusesse alterações no texto.
 

Isto porque que os pontos que Omar discorda de Renan são os que propõe penas mais duras contra o presidente, como por genocídio indígena por Covid e a o indicamento dos filhos de Bolsonaro.
 


 

Sugestões de crimes pelo relator
 

1) JAIR MESSIAS BOLSONARO - Presidente da República - art. 121, § 2º, I, combinado com o art. 13, § 2º, alínea a (homicídio qualificado); art. 267, caput (epidemia); art. 268, caput (infração de medida sanitária preventiva); art. 283 (charlatanismo); art. 286 (incitação ao crime); art. 298 (falsificação de documento particular); art. 315 (emprego irregular de verbas públicas); art. 319 (prevaricação), todos do Código Penal; arts. 1º, a, b e c, 3º e 4º (genocídio de indígenas), da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956; art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto nº 4.388, de 2002); e arts. 7º, item 9 (violação de direito social) e 9º, item 7 (incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo), crimes de responsabilidade previstos na Lei no 1.079, de 10 de abril de 1950;
 


 

2) EDUARDO PAZUELLO - ex-ministro da Saúde - art. 121, § 2º, I, combinado com o art. 13, § 2º, alínea a (homicídio qualificado); art. 267, caput (epidemia); art. 315 (emprego irregular de verbas públicas); art. 319 (prevaricação) e art. 340 (comunicação falsa de crime), todos do Código Penal; arts. 1º, a, b e c, e 4º (genocídio de indígenas), da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 


 

3) MARCELO ANTÔNIO C. QUEIROGA LOPES - Ministro da Saúde - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte) e art. 319 (prevaricação), ambos do Código Penal;
 

4) ONYX DORNELLES LORENZONI - Ex-ministro da Cidadania e ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal e arts. 1º, a, b e c, e 4º (genocídio de indígenas), da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956;
 

5) ERNESTO HENRIQUE FRAGA ARAÚJO - Ex-ministro das Relações Exteriores - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte) e art. 286 (incitação ao crime), combinado com art. 29; todos do Código Penal;
 

6) WAGNER DE CAMPOS ROSÁRIO - Ministro-chefe da Controladoria Geral da União - art. 319 (prevaricação) do Código Penal;
 

7) ROBSON SANTOS DA SILVA - Secretário Especial de Saúde Indígena - SESAI - arts. 1º, a, b e c, e 4º (genocídio de indígenas), da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956;
 

8) MARCELO AUGUSTO XAVIER DA SILVA - presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) - arts. 1º, a, b e c, e 4º (genocídio de indígenas), da Lei nº 2.889, de 1º de outubro de 1956;
 

9) ANTÔNIO ELCIO FRANCO FILHO - Ex-secretárioexecutivo do Ministério da Saúde - art. 121, § 2º, I, combinado com o art. 13, § 2º, alínea a (homicídio qualificado); art. 267, caput (epidemia), do Código Penal; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

10) MAYRA ISABEL CORREIA PINHEIRO - Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde - SGTES - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte), e art. 319 (prevaricação), ambos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002); 11) ROBERTO FERREIRA DIAS - Ex-diretor de logística do ministério da Saúde - art. 317, caput, do Código Penal (corrupção passiva); art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, XII e art. 11, I (improbidade administrativa), todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

12) CRISTIANO ALBERTO HOSSRI CARVALHO - Representante da Davati no Brasil - art. 171, § 3º, c/c art. 155, IV, a, da Lei nº 3.807, de 1960) (estelionato previdenciário), e art. 333, caput, ambos do Código Penal (corrupção ativa);
 

13) LUIZ PAULO DOMINGUETTI PEREIRA - Representante da Davati no Brasil - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
 

14) RAFAEL FRANCISCO CARMO ALVES - Intermediador nas tratativas da Davati - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
 

15) JOSÉ ODILON TORRES DA SILVEIRA JÚNIOR - Intermediador nas tratativas da Davati - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
 

16) MARCELO BLANCO DA COSTA - Ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde e intermediador nas tratativas da Davati - art. 333, caput, do Código Penal (corrupção ativa);
 

17) EMANUELA BATISTA DE SOUZA MEDRADES - Diretora-Executiva e responsável técnica farmacêutica da empresa Precisa - arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso) e 347 (fraude processual), todos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

18) TÚLIO SILVEIRA - Consultor jurídico da empresa Precisa - arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso), ambos do Código Penal; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

19) AIRTON ANTONIO SOLIGO - ex-assessor especial do Ministério da Saúde - art. 328, caput (usurpação de função pública);
 

20) FRANCISCO EMERSON MAXIMIANO - Sócio da empresa Precisa - arts. 299, caput (falsidade ideológica), 304 (uso de documento falso), 347 (fraude processual) e 337-L, inciso V (fraude em contrato), todos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, VI e XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

21) DANILO BERNDT TRENTO - Sócio da empresa Primarcial Holding e Participações Ltda e diretor de relações institucionais da Precisa - 337- L, inciso V (fraude em contrato) do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; art. 10, XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

22) MARCOS TOLENTINO DA SILVA - Advogado e sócio oculto da empresa Fib Bank - art. 337-L, inciso V (fraude em contrato), combinado com art. 29, ambos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, XII, e art. 11, I (improbidade administrativa), combinados com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

23) RICARDO JOSÉ MAGALHÃES BARROS - Deputado Federal - art. 286 (incitação ao crime) e art. 321 (advocacia administrativa), ambos do Código Penal; art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013; e art. 10, XII (improbidade administrativa) da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

24) FLÁVIO BOLSONARO - Senador da República - art. 321 (advocacia administrativa) e art. 286 (incitação ao crime), ambos do Código Penal; art. 10, XII (improbidade administrativa) da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

25) EDUARDO BOLSONARO - Deputado Federal - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal; 26) BIA KICIS - Deputada Federal - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

27) CARLA ZAMBELLI - Deputada Federal - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

28) CARLOS BOLSONARO - Vereador da cidade do Rio de Janeiro - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

29) OSMAR GASPARINI TERRA - Deputado Federal - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte), e art. 286 (incitação ao crime), ambos do Código Penal;
 

30) FÁBIO WAJNGARTEN - ex-chefe da Secretaria Especial de Comnunicação Social (Secom) do Governo Federal - art. 319 (prevaricação) e art. 321 (advocacia administrativa), ambos do Código Penal;
 

31) NISE HITOMI YAMAGUCHI - Médica participante do gabinete paralelo - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte), do Código Penal;
 

32) ARTHUR WEINTRAUB - ex-assessor da Presidência da República e participante do gabinete paralelo - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte), do Código Penal;
 

33) CARLOS WIZARD MARTINS - Empresário e e participante do gabinete paralelo - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte); e art. 286 (incitação ao crime), ambos do Código Penal;
 

34) PAOLO MARINHO DE ANDRADE ZANOTTO - biólogo e e participante do gabinete paralelo - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte), do Código Penal;
 

35) LUCIANO DIAS AZEVEDO - Médico e e participante do gabinete paralelo - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte) do Código Penal; 36) MAURO LUIZ DE BRITO RIBEIRO - Presidente do Conselho Federal de Medicina - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte) do Código Penal; 37) WALTER SOUZA BRAGA NETTO - Ministro da Defesa e Ex-Ministro Chefe da Casa Civil - art. 267, § 2º (epidemia culposa com resultado morte) do Código Penal;
 

38) ALLAN LOPES DOS SANTOS - Blogueiro suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

39) PAULO DE OLIVEIRA ENEAS - Editor do site bolsonarista Crítica Nacional suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

40) LUCIANO HANG - Empresário suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

41) OTÁVIO OSCAR FAKHOURY - Empresário suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

42) BERNARDO KUSTER - Diretor do Jornal Brasil Sem medo, suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

43) OSWALDO EUSTÁQUIO - Blogueiro suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

44) RICHARDS POZZER - Artista gráfico supeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

45) LEANDRO RUSCHEL - Jornalista suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

46) CARLOS JORDY - Deputado Federal - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

47) SILAS MALAFAIA - Pastor suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

48) FILIPE G. MARTINS - Assessor Especial para Assuntos Internacionais do Presidente da República - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

49) TÉCIO ARNAUD TOMAZ - Assessor especial da Presidência da República - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

50) ROBERTO GOIDANICH - Ex-presidente da FUNAG - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal; 51) ROBERTO JEFFERSON - Político suspeito de disseminar fake News - art. 286 (incitação ao crime) do Código Penal;
 

52) RAIMUNDO NONATO BRASIL - Sócio da empresa VTCLog - art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

53) ANDREIA DA SILVA LIMA - Diretora-executiva da empresa VTCLog - art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

54) CARLOS ALBERTO DE SÁ - Sócio da empresa VTCLog - art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

55) TERESA CRISTINA REIS DE SÁ - Sócio da empresa VTCLog - art. 333, caput (corrupção ativa) do Código Penal; e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

56) JOSÉ RICARDO SANTANA - Ex-secretário da Anvisa - art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013;
 

57) MARCONNY NUNES RIBEIRO ALBERNAZ DE FARIA - Lobista - art. 2º, caput (formação de organização criminosa) da Lei nº 12.850, de 2013;
 

58) DANIELLA DE AGUIAR MOREIRA DA SILVA - Médica da Prevent Senior - art. 121, caput, combinado com os arts. 13, § 2º, alínea b, e 14, todos do Código Penal;
 

59) PEDRO BENEDITO BATISTA JÚNIOR - Diretor-executivo da Prevent Senior - arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002); 60) PAOLA WERNECK - Médica da Prevent Senior - art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal;
 

61) CARLA GUERRA - Médica da Prevent Senior - art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

62) RODRIGO ESPER - Médico da Prevent Senior - art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

63) FERNANDO OIKAWA - Médico da Prevent Senior - art. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem) do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

64) DANIEL GARRIDO BAENA - Médico da Prevent Senior -art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal;
 

65) JOÃO PAULO F. BARROS - Médico da Prevent Senior -art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal;
 

66) FERNANDA DE OLIVEIRA IGARASHI - Médica da Prevent Senior - art. 299, caput (falsidade ideológica) do Código Penal;
 

67) FERNANDO PARRILLO - Dono da Prevent Senior - arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

68) EDUARDO PARRILLO - Dono da Prevent Senior - arts. 132 (perigo para a vida ou saúde de outrem), 269 (omissão de notificação de doença) e 299, caput (falsidade ideológica), todos do Código Penal; e art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

69) FLÁVIO ADSUARA CADEGIANI - Médico que fez estudo com proxalutamida - art. 7º, k (crime contra a humanidade) do Tratado de Roma (Decreto 4.388, de 2002);
 

70) PRECISA COMERCIALIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS LTDA. - art. 5º, IV, d (ato lesivo à administração pública) da Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013;
 

71) EMANUEL CATORI - e art. 11, I (improbidade administrativa), combinado com art. 3º, todos da Lei 8.429, de 2 de junho de 1992;
 

72) VTC OPERADORA LOGÍSTICA LTDA - VTCLog - art. 5º, IV, d (ato lesivo à administração pública) da Lei 12.846, de 1º de agosto de 2013.
 

PRÓXIMOS PASSOS DA CPI
 

Próximo depoimento
 

Comissão ouve Elton da Silva Chaves, representante do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), nesta terça (19)
 

- Previsão de leitura do relatório Quarta (20)
 

-Previsão de votação do texto Terça (26)
 

- Principais divergências
 

Um dos pontos, como relatou a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, é a proposta de indiciamento de Bolsonaro pelo crime de genocídio contra a população indígena.
 

Os membros do G7, como é conhecido o grupo majoritário da comissão, também divergem sobre a inclusão de membros da família do presidente Bolsonaro entre as propostas de indiciamento
 

O QUE ACONTECE APÓS A VOTAÇÃO DO RELATÓRIO
 

A CPI ainda tem algum poder após a apresentação o relatório final?
 

Não, pois a aprovação e o encaminhamento do relatório constituem a etapa final da CPI.
 

Como estratégia para acompanhar os desdobramentos das investigações da comissão, os senadores Omar Aziz (PSD-AM), que preside a CPI, e o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentaram a proposta de criação de um grupo permanente, a Frente Parlamentar Observatório da Pandemia.
 

A iniciativa, porém, depende de aprovação no Senado
 


 

A quem o relatório é enviado?
 

Cada uma das conclusões do relatório pode implicar no envio para órgãos distintos. No caso de ilícitos criminais ou civis, por exemplo, a competência para denunciar formalmente os investigados pela CPI ou de requerer mais investigações é do Ministério Público.
 

No caso de autoridades com foro, caso do presidente, esse papel é desempenhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR)

Instituto Butantan inicia ensaios clínicos para testar soro contra a Covid-19
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Instituto Butantan recebeu a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para dar início aos testes em humanos de um soro anti-Covid que, diferentemente da vacina, é uma forma de tratamento, não de prevenção.

 

A Anvisa já havia autorizado protocolo clínico em maio deste ano, porém testes adicionais foram incluídos para avaliação do produto e, com isso, o Butantan já conta com as permissões necessárias para a realização de todas as etapas dos testes clínicos do soro. O Hospital do Rim, localizado na cidade de São Paulo, será o primeiro a tratar pacientes com o produto e, em seguida, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo receberá o soro. A autorização da Anvisa para o ensaio clínico foi dada na última sexta-feira (15).

 

 

De acordo com o Butantan, as fases 1 e 2 dos testes clínicos serão divididas em três etapas (A, B e C). O objetivo é avaliar a segurança farmacocinética e a eficácia do soro anti-Covid, além de escalonar a dose. Os voluntários participantes são adultos com mais de 30 anos e diagnóstico de infecção por Covid-19 confirmado por PCR há, no máximo, cinco dias.

 

Na fase 1, que foca na segurança do produto e definição de dose, o estudo vai envolver 30 pessoas transplantadas, pacientes do Hospital do Rim (etapa A); e 30 pacientes do Hospital das Clínicas, com câncer em órgãos como pulmão, intestino, pâncreas, entre outros (etapa B). Na fase 2, participarão 558 pessoas, entre transplantados e oncológicos, todos fazendo terapia imunossupressora (etapa C).

 

O soro é intravenoso, ou seja, é inserido na veia em uma única aplicação. O paciente fica no hospital por um dia e recebe o medicamento. O foco do medicamento nos imunossuprimidos é uma contribuição do Butantan para fornecer tratamento a um público numeroso que tem dificuldades na sua imunização e, em muitos casos, não pode tomar vacina.

 

“O soro já demonstrou em testes pré-clínicos que é seguro e efetivo em dois tipos de estudos animais. Agora, esperamos que o soro bloqueie as ações do vírus em humanos. diz a pesquisadora e diretora do Centro de Desenvolvimento e Inovação do Butantan, Ana Marisa Chudzinski.

 

Para obter o soro, o novo coronavírus foi isolado de um paciente brasileiro e, na sequência, cultivado, inativado, submetido a vários testes em camundongos e, por último, aplicado em cavalos. Os animais, após receberem o vírus inativado, produziram anticorpos. O plasma resultante foi coletado e processado nas instalações do Butantan, dando origem ao produto.

 

Este estudo é um projeto multidisciplinar do Butantan, envolvendo pesquisadores de diversas áreas com um objetivo comum, e que parte da experiência de 120 anos do instituto na elaboração de soros. Além disso, é uma iniciativa pioneira, já que o Brasil não tem histórico de realização de ensaios clínicos desde a etapa de pesquisa do produto.

Brasil registra menor média móvel de mortes desde o início da pandemia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 19 de abril de 2021 o Brasil registrou a maior média móvel de morte em decorrência da covid-19: cerca de 3 mil óbitos diários. Nesta terça-feira (19), exatos 7 meses após o ápice, o Ministério da Saúde informa que a vacinação em massa contra a doença surtiu efeito. Segundo a pasta, a queda no número de óbitos foi de quase 90% - tendência que se acumula desde junho. A informação é da Agência Brasil.

 

O boletim divulgado na noite desta segunda (18) mostra que a média móvel de mortes está em 379,5, acompanhada pela queda expressiva também no número de novos casos da doença, que está em 12,3 mil ao dia.

 

O painel de vacinação do Ministério da Saúde mostra que mais de 108 milhões de brasileiros já cumpriram integralmente o esquema vacinal. Essa população corresponde a 68% do público-alvo da campanha do Programa Nacional de Imunização (PNI). A ferramenta informa, ainda, que 3,6 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço, recomendada para pessoas acima de 60 anos, imunossuprimidos (aqueles cujos mecanismos normais de defesa contra infecção estão comprometidos) e profissionais de saúde.

Terça, 19 de Outubro de 2021 - 10:40

Com 1 mês sem mortes por Covid, Conquista chega a cerca de 50% de população vacinada

por Francis Juliano

Com 1 mês sem mortes por Covid, Conquista chega a cerca de 50% de população vacinada
Foto: Reprodução / Blog do Anderson

O município de Vitória da Conquista, no Sudoeste, completou 30 dias sem registro de óbito por Covid-19. A informação é desta segunda-feira (18). Ao todo, o município acumula 617 óbitos, desde o primeiro registrado no dia 13 de abril do ano passado quando um homem, de 69 anos, faleceu (lembre aqui). Outra vítima foi o então prefeito Herzem Gusmão (ver aqui).

 

Em relação aos casos confirmados de coronavírus, o município teve mais dez registros positivos da doença, o que totaliza 35.063 acometidos pela enfermidade no município.

 

Uma das hipóteses para o não registro de óbitos são os números da vacinação. Conforme base de dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), até o final da tarde desta segunda, 91,22% da população a ser vacinada [no Brasil é permitida a maiores de 12 anos] já tomou a primeira dose de um imunizante contra a Covid-19.

 

Em relação aos considerados vacinados - os que tomaram duas doses ou dose única - o percentual é de 49,19% da população acima de 12 anos. A última estimativa do IBGE 2021 apontou 343,6 mil habitantes.

Terça, 19 de Outubro de 2021 - 10:00

Estudo aponta diferentes respostas protetoras após vacina e cura da Covid

por Ana Bottallo | Folhapress

Estudo aponta diferentes respostas protetoras após vacina e cura da Covid
Foto: Divulgação / Fiocruz

Pessoas que tiveram infecção pelo coronavírus no passado podem produzir uma resposta imune mais diversificada, mas a ação de neutralização nos vacinados que não tiveram contato prévio com o vírus é dada até 12 vezes mais pela vacina.
 

Os resultados da pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Rockfeller (EUA) e coordenada pelo imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, foram divulgados na prestigiosa revista científica Nature no último dia 7.
 

A proteção conferida por uma infecção prévia ao Sars-CoV-2 pode se desenvolver e ser até bem robusta nas pessoas, mas ainda não é possível afirmar com certeza que todos os indivíduos que tiveram Covid no passado vão conseguir se defender frente a uma nova infecção.
 

Já a imunidade conferida por vacinas pode oferecer uma arma imunológica imediata, mas a duração dessa resposta imune ainda está sendo melhor estabelecida conforme os estudos sobre a necessidade de doses de reforço avançam.
 

Os pesquisadores procuraram avaliar então qual seria a proteção conferida entre as duas doses (D1 e D2) e 1,3 e cinco meses após a D2 das vacinas contra Covid de mRNA em pessoas que nunca se infectaram -os chamados "naives"- e comparar a taxa de anticorpos e tipos de células de defesa no organismo com o observado em recuperados.
 

Foram avaliadas amostras de sangue de 32 pessoas que não tinham histórico de Covid (oito vacinados com a vacina da Moderna e 24 com a Pfizer/BioNTech) em três momentos distintos: "prime" (até duas semanas e meia após a primeira dose e antes da segunda), 1,3 mês após a segunda dose (equivalente ao grupo controle, que incluiu sangue de pessoas recuperadas de Covid 1,3 mês após a infecção) e cinco meses após a segunda dose.
 

Do total de amostras, 53% foram de homens e 47% mulheres, e a idade média dos indivíduos analisados foi 34,5 anos (os participantes tinham de 23 a 78 anos).
 

O que os cientistas observaram foi que, apesar de a resposta imune após a infecção natural ser mais diversificada, podendo evoluir inclusive para combater às novas variantes, o potencial de neutralização do vírus pelas vacinas é maior do que com a imunidade natural.
 

Nas primeiras semanas após a primeira dose, a taxa de anticorpos dos tipos IgG, IgA e IgM no sangue aumenta, embora as imunoglobulinas do tipo IgG fossem predominantes em relação às outras duas (e são os anticorpos associados à resposta imune de memória).
 

Após 1,3 mês da segunda dose, a taxa de anticorpos no sangue era maior nos vacinados em comparação aos chamados convalescentes.
 

Porém, a mesma avaliação cinco meses após a segunda dose encontrou uma redução significativa nas taxas de anticorpos IgA e IgM, o que era esperado, uma vez que esses anticorpos não permanecem em circulação por um longo período no corpo --o que se deseja com uma indução de resposta imune é gerar a capacidade de reconhecer rapidamente o antígeno e neutralizá-lo quando frente a uma infecção natural.
 

Já quando avaliados os anticorpos do tipo neutralizantes, capazes de reconhecer uma parte específica do vírus (nesse caso, a região de domínio de ligação, ou RBD) e bloquear sua entrada nas células, após a segunda dose da vacina a quantidade dessas moléculas era 12 vezes maior do que no início do experimento e até cinco vezes mais quando comparado aos convalescentes.
 

Isso demonstra a capacidade protetora das vacinas e sua importância para gerar uma resposta imune em indivíduos que não tiveram infecção prévia pelo vírus, e um potencial elevado no combate ao vírus caso um contato natural venha a acontecer no futuro.
 

No entanto, a produção de células do tipo B de memória, produtoras de anticorpos, pode ajudar as pessoas que já tiveram Covid no passado a combater melhor novas variantes do vírus, indica o estudo.
 

Isso porque essas células eram mais diversificadas e produziram anticorpos capazes de atacar as variantes testadas -alfa, beta, gama, delta e iota- em níveis ligeiramente maiores do que a vacinação, que também conseguiu bloqueá-las, mas com redução significativa de anticorpos.
 

Nos vacinados, a diversificação dessas células de memória ocorreu até cinco meses após a segunda dose, mas não foram observadas modificações após esse período. Já no intervalo entre a primeira e a segunda dose e logo após a segunda dose, as células B de memória nos indivíduos vacinados foram responsáveis pela formação dos anticorpos neutralizantes.
 

Esse achado pode indicar que pessoas com infecção prévia ao Sars-CoV-2 podem necessitar de menos doses de imunizantes do que aquelas que são "naive", uma vez que a proteção dada por uma resposta imune de memória somada à dada pela vacinação pode ser mais robusta.
 

Em contrapartida, pessoas que não se infectaram, quando recebem as duas doses das vacinas de mRNA, produzem uma resposta significativa de neutralização do vírus e produção de anticorpos. Algumas variantes de preocupação, no entanto, podem conseguir escapar da proteção conferida, sugerindo a necessidade de doses adicionais ao longo do tempo.
 

"Indivíduos convalescentes desenvolvem aumento na potência e ação de células de memória contra o vírus original de Wuhan e suas cepas após um reforço da vacina. Já os vacinados também produzem níveis elevados de anticorpos neutralizantes quando recebem doses de reforço. Dada a emergência atual de novas variantes do Sars-CoV-2, doses de reforço para prevenir a infecção podem ser necessárias, (...) e o momento certo do reforço vai depender na estabilidade e evolução das células B de memória [nesses indivíduos]", concluem os autores.

Bahia tem mais de 50% da população acima de 12 anos imunizada contra Covid-19
Foto: Betto Jr/Secom

A Bahia ultrapassou, nesta segunda-feira (18), a marca de 50% da população com 12 anos ou mais completamente imunizada contra a Covid-19. Ao todo, 6.370.057 tomaram as duas doses da vacina ou a vacina de dose única, o que representa 53,03% do público, estimado em 12.732.254.

 

Caso seja considerada a população com a primeira dose ou dose única, a Bahia já vacinou 81.81% da população com 12 anos ou mais.

 

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 378 casos de Covid-19. O boletim epidemiológico desta segunda-feira (18) também registra 8 óbitos.

No STF, Ministério da Saúde se compromete a assegurar esquema vacinal completo à Bahia
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O Ministério da Saúde se comprometeu, nesta segunda-feira (18), a assegurar o esquema vacinal para o enfrentamento da covid-19 no Estado da Bahia e nos demais estados da federação, observadas informações técnicas da pasta sobre o cálculo da quantidade de doses para envio. O acordo foi firmado no âmbito da Ação Cível Originária (ACO) 3520, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF), em audiência de conciliação, por videoconferência, convocada pelo relator, ministro Ricardo Lewandowski.

 

A União declarou que dará andamento, em até 10 dias, ao processo do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) referente à equalização das doses de vacina da Bahia, tratando de todas as questões firmadas no acordo.

 

Na ação, o estado alega uma defasagem de mais de um milhão de doses no envio de vacinas contra a covid-19 pela União. A Procuradoria-Geral do Estado da Bahia sustenta que, inicialmente, as vacinas foram distribuídas aos estados com maior contingente de grupos prioritários e, posteriormente, o critério foi adequado para abranger o restante da população em ordem decrescente de idade. A partir dessa alteração, os estados que receberam menos doses na fase inicial deveriam ser compensados.

 

Durante a audiência, a União afirmou que, em 15 de setembro, foram enviados imunizantes para toda a população adulta do estado, de acordo com números do IBGE. Informou, ainda, que o Ministério da Saúde solicitou ao estado, por meio de ofício, a confirmação do recebimento das doses necessárias, observando que, após a resposta, adequações poderão ser realizadas, caso haja defasagem na quantidade enviada.

 

Por sua vez, o Estado da Bahia comprometeu-se a responder ao pedido a partir das informações que serão encaminhadas pelos 417 municípios, no prazo de 10 dias.

 

A juíza instrutora Helena Campos Refosco, mediadora da audiência de conciliação, registrou em ata que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) passou a abranger a cobertura vacinal dos adolescentes de 12 a 17 anos após o ajuizamento da ACO 3520. No documento também consta que não há objeção da União para a reposição das doses interditadas da Coronavac, outra questão que ocorreu posteriormente à propositura da ação referente às doses não autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e interditadas em setembro.

 

Em relação a essa questão, o Ministério da Saúde comprometeu-se a enviar imunizantes, no prazo de 10 dias, conforme ajuste a ser feito com a Secretaria Estadual de Saúde e as devoluções dos municípios.

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