Saída de cubanos dos Mais Médicos pode deixar 28 milhões sem assistência, diz entidade
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alertou nesta quinta-feira (15) que a saída dos 8,5 mil profissionais cubanos do programa Mais Médicos (leia aqui) pode deixar cerca de 28 milhões de pessoas pelo país sem assistência médica, caso não haja substituição deles. 

Em nota assinada pelo presidente da entidade, Glademir Aroldi, a CNM afirmou que as cidades com menos de 20 mil habitantes podem ser as mais afetadas. Ele destacou ainda que, segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), 1575 municípios são atendidos apenas por médicos cubanos, e que 80% dessas localidades têm esse contingente populacional. “Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”. O presidente da entidade também alertou que a situação aflige os prefeitos e pode “levar a estado de calamidade pública” e pediu solução rápida da questão.

A nota ainda destacou que os profissionais atuam em 2.885 municípios, a maioria em áreas mais vulneráveis, como na região norte do país, no semiárido nordestino, em cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), terras indígenas e periferias de grandes centros urbanos.

“Nesse sentido, a CNM aposta no diálogo entre as partes para os médicos cubanos permanecerem no país pelo menos até o final deste ano ou, se possível, por tempo maior a ser acordado entre os dois países. Durante esse período, acreditamos que o governo federal e de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do Programa”, diz a entidade.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA CNM:
“O valor do Programa Mais Médicos (PMM), ecoado nos diversos cantos do Brasil, demonstrou ser uma das principais conquistas do movimento municipalista frente à dificuldade de realizar a atenção básica, com a interiorização e a fixação de profissionais médicos em regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais. Importante destacar que a estruturação e a organização da Atenção Básica de Saúde é pauta permanente da Confederação Nacional de Municípios (CNM) junto ao Executivo Federal e ao Congresso Nacional.

De acordo com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS), atualmente são 8.500 médicos cubanos atuando na Estratégia Saúde da Família e na Saúde Indígena. Esses profissionais estão distribuídos em 2.885 Municípios, sendo a maioria nas áreas mais vulneráveis, como o norte do país, o semiárido nordestino, as cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), as terras indígenas e as periferias de grandes centros urbanos. Entre os 1.575 Municípios que possuem somente médico cubano do Programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas.

Nos últimos meses, a CNM, juntamente com as representações das entidades municipalistas estaduais, organizou inúmeras reuniões com o governo federal sobre a necessidade de manutenção e aprimoramento do Programa Mais Médicos, com adoção gradual de novas estratégias para interiorização e fixação dos profissionais médicos e outras categorias necessárias para o atendimento básico às populações. Em audiências recentes com o ministro da Saúde, a Confederação discutiu inclusive a ampliação do Programa para Municípios e regiões que ainda apresentam a ausência e a dificuldade de fixação do profissional médico.

O anúncio referente à decisão do Ministério da Saúde de Cuba de rescindir a parceria, na última quarta-feira, 14, aflige prefeitos e prefeitas desta Confederação. Imediatamente, a entidade buscou em Brasília o atual governo e o governo de transição para que, em conjunto, fosse possível adotar medidas que garantam a manutenção dos serviços de atenção básica de saúde. Cabe destacar que, na última década, estudo apontou que o gasto com o setor de Saúde sofreu uma defasagem de 42%, o que sobrecarregou os cofres municipais. Os Municípios, que deveriam investir 15% dos recursos no setor, já ultrapassam, em alguns casos, a marca de 32% do seu orçamento, não tendo condições de assumir novas despesas.

A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo. Nesse sentido, a CNM aposta no diálogo entre as partes para os médicos cubanos permanecerem no país pelo menos até o final deste ano ou, se possível, por tempo maior a ser acordado entre os dois países. Durante esse período, acreditamos que o governo federal e de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do Programa. Enquanto aguardamos a rápida resolução do ocorrido pelo órgão competente, estamos certos de que os gestores municipais manterão o máximo empenho para seguir o atendimento à saúde de suas comunidades.

Os Municípios brasileiros, na missão de prestar serviços públicos à população, representados pela Confederação Nacional de Municípios, não medirão esforços para a resolução deste impasse.

Glademir Aroldi

Presidente da Confederação Nacional de Municípios.”

Bahia é o 2° estado que mais perderá médicos cubanos do Mais Médicos
Foto: Reprodução / Mais Médicos

A Bahia e São Paulo têm o maior número de médicos cubanos atuando pelo programa Mais Médicos e, por isso, são os estados que mais perderão profissionais com o fim acordo entre o Brasil e Cuba. O governo cubano anunciou, na última quarta-feira (14), a retirada do programa nesta, citando "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à presença dos cubanos no Brasil. 

 

Em agosto, ainda em campanha, o capitão reformado declarou que "expulsaria" os médicos cubanos do Brasil com base no exame de revalidação de diploma, o Revalida. A promessa também estava em seu plano de governo Enquanto São Paulo apresenta 1394 cubanos atuando na saúde do estado, a Bahia conta com 822 profissionais.

 

De acordo com o G1, não necessariamente os paulistas e os baianos deverão sofrer mais com o fim do programa: estados do Norte e Nordeste já apresentam uma menor quantidade de médicos pelo Sistema Único de Saúde, um dos motivos da criação do programa em 2013.

Mulheres que tiveram dengue tem mais chance de ter bebês com zika grave, diz estudos
Foto: Divulgação

As mulheres que já foram infectadas com o vírus da dengue têm maior chance de ter filhos com consequências graves da infecção pelo zika, segundo dois estudos inéditos. As pesquisas foram publicadas nesta quarta-feira (14) na revista científica "Cell Host & Microbe". A dengue e o zika são transmitidos pelo mosquito aedes aegypti.

 

Em alguns casos, estudos mostraram que a zika ultrapassa a placenta da mulher durante a gestação e atinge o feto, causando problemas como a microcefalia. As células de Hofbauer, mais numerosas no ínicio da gravidez na placenta da mãe, são os alvos do vírus da zika. De acordo com a líder da pesquisa, Mehul Suthar, da Universidade Emory, em Atlanta (EUA), lembra que não está claro como o vírus ultrapassa a placenta, nem o papel dos anticorpos. Para ela, há reações cruzadas entre os anticorpos e a chegada do vírus. A doença pode ser mais intensa se a pessoa já foi infectada previamente por um vírus parecido.

 

A pesquisa descobriu que uma infecção prévia por dengue pode ajudar na infecção do zika às células de Hofbauer, que pode afetar ainda mais o feto. Eles introduziram os anticorpos da dengue no tecido placentário e analisaram sua relação com o zika. Os anticorpos não barram a entrada do zika e os transportou as células da placenta.

 

O segundo estudo, realizado pelo Instituto de Imunologia de La Jolla, em San Diego (EUA), foi demonstrado que quem se infectar antes com zika pode causar uma versão mais grave da dengue. Fihotes de ratos nascidos com mães com anticorpos do vírus da zika são mais propensos a morrer de dengue, mas eram mais protegidos contra a própria zika. Em fevereiro deste ano, pesquisadores brasileiros e chineses publicaram na The Lancet indícios que podem parecer divergentes com as pesquisas divulgadas agora. O estudo mostra que a infecção do zika pode imunizar contra a dengue. O estudo do Brasil, com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), analisou dados coletados em Salvador. A pesquisa não estudou a transmissão de mãe para filho. As análises publicadas em fevereiro foram feitas sem estudar a relação da transmissão de mãe para filho relacionadas com os vírus.

Com saída de Cuba, conselho de Medicina afirma que há médicos brasileiros no país
Foto: Sesab

O Conselho Federal de Medicina (CFM) se manifestou  sobre o anúncio do governo de Cuba de retirada de seus profissionais do Programa Mais Médicos. Em nota, o CFM afirma que o Brasil conta com médicos formados em número suficiente para atender às demandas da população. Para o CFM, para se manter os médicos brasileiros em áreas distantes e de difícil provimento, “o governo deve prever a criação de uma carreira de Estado para o médico, com a obrigação dos gestores de oferecerem o suporte para sua atuação, assim como remuneração adequada”.

 

O conselho afirma que cabe ao governo oferecer aos médicos brasileiros condições adequadas para atender a população.  O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (14) que vai lançar um edital nos próximos dias para médicos brasileiros que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos que integram o programa Mais Médicos, que atende população que vive em áreas carentes e periferias. Segundo o ministério, 8.332 vagas são ocupadas por esses profissionais.

Viver Bem: Entenda a relação entre pré-natal e a saúde do homem
Foto: Pixabay

Uma das atenções na área da saúde durante o mês de novembro é o autocuidado dos homens com a saúde. Nas recepções de clínicas médicas, visivelmente o público masculino é menor em relação ao feminino e uma das tentativas da campanha do Novembro Azul é reverter esse cenário.

 

Uma relação curiosa foi apontada na terceira etapa da pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado, realizada pelo Ministério da Saúde. Os dados mostraram que 2,25% dos pais ou cuidadores entrevistados, participaram das consultas de pré-natal com suas companheiras no Brasil. Desse número, 80,71% afirmaram que esse envolvimento os motivaram a cuidar melhor da sua saúde.

 

O clínico geral do Hapvida, Bruno Rocha, avalia esse cenário como uma preocupação do homem pelo seu papel de provedor. “Esse cuidado está diretamente vinculado com a responsabilidade paterna. O homem considera o filho como uma extensão dele. É um processo de estar bem para cuidar e sustentar o filho”, explica.

 

Apesar do pré-natal trazer números positivos na relação homem x saúde, de maneira geral, o panorama ainda não é dos melhores.  Quando questionados sobre o hábito de buscar os estabelecimentos públicos de saúde, 36,36% dos entrevistados afirmaram não ter como ir nesses locais rotineiramente. Desse total, 47,57% informaram que o desinteresse é motivado por nunca terem precisado; falta de interesse ou porque não gostam de hospital.

 

“A gente percebe que muitos pacientes vêm para as consultas porque são trazidos pela companheira mas, muitas vezes, não têm acompanhamento regular. Em alguns casos é difícil convencê-los a retornar para a próxima consulta”, pontua o especialista.

 

PREVENÇÃO

Vale frisar que a prevenção é um dos principais objetivos de quem frequenta periodicamente o consultório. “Grande parte das doenças são prevenidas a partir do check-up e isso depende diretamente das consultas preventivas. Se o paciente não tem uma regularidade na prevenção, ele está abrindo mão da quantidade e da qualidade de vida”, finaliza.

Quinta, 15 de Novembro de 2018 - 08:06

Morre Paulo Sérgio Tourinho, dono do Hospital Aliança

Morre Paulo Sérgio Tourinho, dono do Hospital Aliança
Torurinho foi fundador do hospital | Foto: Divulgação

Morreu nesta quinta-feira (15) o empresário Paulo Sérgio Tourinho, presidente do grupo Aliança da Bahia, que administra o Hospital Aliança.

Segundo nota de falecimento divulgada pelo hospital, Tourinho veio a óbito às 7h. Tourinho estava internado no hospital, mas não se sabe desde quando e quais as causas da morte. Na terça (13), alguns veículos de imprensa chegaram a divulgar o falecimento do empresário, mas, na quarta (14), o hospital emitiu nota dizendo que ele continuava hospitalizado. O sepultamento será realizado nesta quinta, no Cemitério do Campo Santo, na Federação, às 16h30.


"Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do presidente do Hospital Aliança, Sr. Paulo Sérgio Freire de Carvalho Gonçalves Tourinho, às 7h, do dia 15/11/2018, neste Hospital. No momento da partida, o homem deixa em sua gente um dos mais nobres sentimentos – a gratidão genuína. Ele seguirá vivendo em nossas lembranças como o exemplo que nos inspira diariamente a ser o melhor de nós, todos os dias das nossas vidas. Ao Sr. Paulo Sérgio, nossa eterna gratidão! Hospital Aliança", diz a nota.

Nascido em 20 de dezembro de 1936, o empresário, além de ser dono do grupo Aliança da Bahia, chegou a ser sócio do extinto Banco Econômico, com 30,78% de participação na empresa. Ele tinha também participação na Brasil Seguros, a seguradora do Banco do Brasil, após fusão da Aliança Seguros com a Brasil Seguros. Era considerado homem discreto. Morava em Itapoan e investiu na requalificação de Itaparica. Ainda não se sabe informações sobre velório e sepultamento. (Atualizada às 09h18).

Saída de Cuba do Mais Médicos irrita prefeitos, que cobram solução de Bolsonaro
Foto: Arquivo/ Agência Brasil

O anúncio de que o governo de Cuba ordenou que seus médicos deixem de atuar no Brasil irritou prefeitos de todo o país. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a crise com os cubanos pode afetar a relação do presidente eleito Jair Bolsonaro com os municípios.

Em entrevista para a publicação, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette (PSB-SP) rechaçou o discurso de Bolsonaro e afirmou que o programa Mais Médicos nasceu de uma demanda da entidade. “Questão ideológica não pode contaminar o serviço público. Foi uma luta nossa, da Frente. O programa pode não ser perfeito, mas ajudou. O presidente eleito, o próximo ministro da Saúde, eles têm que ter uma solução. Não dá para acabar sem ter algo que dê suporte”, declarou.

Ainda segundo a coluna, prefeituras foram comunicadas de que Cuba orientou os profissionais a suspenderem os atendimentos já nesta quarta (14). Com a perda dos profissionais, prefeitos querem sugerir a Bolsonaro que chame brasileiros formados no exterior para atuar no país sem revalidar o diploma, caso não seja possível retomar o pacto com Cuba.

Quinta, 15 de Novembro de 2018 - 00:00

Criticado por Bolsonaro, tratamento gratuito para HIV ajuda a conter avanço de doença

por Renata Farias

Criticado por Bolsonaro, tratamento gratuito para HIV ajuda a conter avanço de doença
Foto: Agência Brasil

Alguns dias após o resultado das eleições presidenciais, no final de outubro, entidades da área de saúde divulgaram um manifesto recomendando a permanência das políticas públicas de prevenção e tratamento de HIV/Aids (veja aqui). O posicionamento está relacionado a um temor sobre o futuro dos programas no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

 

Em 2010, o então deputado federal pelo PP afirmou, em entrevista ao programa CQC, da Band, que o Estado não deveria custear o tratamento para HIV/Aids. “Uma pessoa que vive na vida mundana depois vai querer cobrar do poder público um tratamento que é caro”, criticou Bolsonaro. “Se não se cuidou, o problema é deles”.

 

De acordo com levantamento realizado em 2017 pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem cerca de 548 mil pessoas em tratamento contra HIV. Apenas na Bahia, 19,5 mil pacientes utilizam a terapia antirretroviral, mostram dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Os números de infectados poderiam ser ainda maiores, caso o serviço não fosse oferecido via Sistema Único de Saúde (SUS). 

 

“O Brasil está na vanguarda com relação a vários outros países que ainda não têm esse tipo de estratégia no serviço público”, avaliou a coordenadora do programa de DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), Helena Lima. “Não é importante só porque melhora a saúde do indivíduo. Com uma carga viral suprimida, ele deixa de transmitir para outras pessoas, colaborando com a quebra dessa cadeia. Não é só um benefício para o indivíduo que está se tratando, mas para a sociedade como um todo”.

 

O coquetel antirretroviral tem a capacidade de reduzir a quantidade de HIV no sangue para níveis que são indetectáveis por testes laboratoriais padrão. De acordo com o programa das Nações Unidas para HIV/Aids, Unaids, há um consenso crescente entre cientistas de que pessoas com carga viral indetectável em seu sangue não transmitem o vírus sexualmente.

 

CUSTOS DO TRATAMENTO

O orçamento do Ministério da Saúde para combate ao HIV, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e Hepatites Virais para 2018 é de R$ 1,7 bilhão. Deste total, o recurso para medicamentos é de R$ 1,2 bilhão. De acordo com a pasta, estima-se que o custo médio ponderado anual para tratamento com antirretroviral no Brasil, por pessoa vivendo com HIV, foi de R$ 2.137,17 no ano passado.

 

Com base nesses dados, o paciente com HIV teria que investir aproximadamente R$ 180 por mês para tratamento. “Seria um grande retrocesso se isso acontecesse, porque você imagina a despesa que isso representa no orçamento de um indivíduo que vai fazer uso crônico de uma medicação. Esse impacto financeiro já seria um fator dificultador para que esse indivíduo faça o tratamento”, argumentou Helena.

 

Apesar de já representar um gasto relativamente alto, o valor considera apenas os antirretrovirais, mas alguns pacientes precisam utilizar medicamentos auxiliares para tratar sintomas ou efeitos colaterais. Atualmente, essas medicações auxiliares são oferecidas a nível estadual ou municipal, enquanto os antirretrovirais são fornecidos pelo governo federal.

 

“Muitas vezes, é preciso usar medicações preventivas, para não manifestar sintomas, ou até que o sistema imune se restaure com o coquetel, que exige um tempo para ter a eficiência. Há também o tratamento auxiliar para o caso de efeitos colaterais. Isso melhorou muito com os novos coquetéis, mas ainda pode acontecer”, explicou a infectologista Miralba Freire, diretora do Centro Estadual Especializado em Diagnostico Assistência e Pesquisa (Cedap).

 

A política brasileira de combate a HIV/Aids é apontada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo a ser seguidos pelos países emergentes. Em Salvador, a testagem para o vírus está disponível na maioria das unidades municipais de saúde. No caso de resultado positivo, o tratamento especializado é oferecido no Serviço Municipal de Assistência Especializada (Semae), na Liberdade; no Serviço de Atenção Especializada (SAE) São Francisco, em Nazaré; e no SAE Marymar Novaes, no Bonfim. Há também unidades do Estado que oferecem tratamento: Cedap, hospitais das Clínicas, Roberto Santos e Couto Maia.

Ministério da Saúde anuncia edital para substituir cubanos no Mais Médicos
Foto: Karina Zambrana / Ascom / MS

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (14) que vai lançar um edital para substituir os médicos cubanos que vão deixar o programa Mais Médicos. Segundo a pasta, será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior.

 

A medida foi anunciada após o governo de Cuba decidir retirar os médicos do país do programa Mais Médicos (veja mais). O Ministério da Saúde foi comunicado da decisão pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) na manhã desta quarta.

 

Desde 2016, o Brasil vem substituindo médicos cubanos por brasileiros no programa. Até então, cerca de 11.400 profissionais de Cuba trabalhavam no Mais Médicos. Neste momento, 8.332 das 18.240 vagas do programa estão ocupadas por eles.

 

Segundo o Ministério da Saúde, outras medidas para ampliar a participação de brasileiros vinham sendo estudadas, como a negociação com os alunos formados através do Fies. "Essas ações poderão ser adotadas, conforme necessidade e entendimentos com a equipe de transição do novo governo", diz texto divulgado pela pasta.

 

Em nota, o governo do estado lamentou a saída de Cuba do Mais Médicos e disse que ela representa "grave ameaça para municípios baianos" (veja mais). Segundo o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, nenhum edital de contratação de médicos brasileiros conseguiu contratar a quantidade de profissionais necessária no momento.

Mutirão de prevenção à catarata oferece consultas gratuitas em Ondina
Foto: Agência Brasil

A Clínica Oftalmo Diagnose realiza, no dia 1º de dezembro, um mutirão de prevenção à catarata. A doença é uma das principais causas de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

A ação beneficiará mil idosos, com idade a partir de 60 anos. Os interessados devem comparecer à sede da clínica, na Av. Adhemar de Barros, Ondina, a partir das 7h, com documento de identidade e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). 


A ação é voltada para moradores da capital e interior da Bahia. Em caso de diagnóstico positivo para catarata, o paciente terá cirurgia agendada na própria clínica. 

 

“As causas para o desenvolvimento da doença são várias e a mais comum é a catarata senil, surgida após os 60 anos decorrente do processo natural do envelhecimento.  Fatores como diabetes, catarata traumática, inflamações intraoculares e uso de corticoide por tempo prolongado também podem ser condições favoráveis ao surgimento da catarata”, explica o oftalmologista Carlos Eduardo Souza.

Ciclo de palestras gratuito discute qualidade de vida associada à psoríase
Evento acontece no Edifício Mundo Plaza | Foto: Divulgação

Um ciclo de palestras multidisciplinar discute, no próximo dia 23 de novembro, a psoríase, doença de pele que afeta cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo. O evento, denominado "Com Tratamento é Possível Ter Qualidade de Vida", acontece das 14h às 17h, no salão Mundo L do Edifício Mundo Plaza.

 

A programação é composta por quatro palestras: “Psoríase: Visão do dermatologista”, com os médicos Gleison Duarte e Daniela Pereira; “Identificando artrite precocemente para prevenção de sequelas”, ministrada por Emanuela Pimenta e Priscila Hora; “Abordagem nutricional na psoríase: mitos e verdades”, com Andrea Burgos; e “Ansiedade, depressão e insônia na psoríase”, conduzida por Priscila Rosa. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo telefone (71) 3012-3755.

 

Sem causa totalmente definida, a psoríase é caracterizada por pele seca, com manchas avermelhadas que escamam e, em alguns casos, que sangram. Normalmente, a doença aparece entre os 15 e 30 anos, sendo que 30% dos pacientes podem desenvolver artrite psoriásica, que combina os sintomas de duas doenças autoimunes, a própria psoríase e a artrite reumatoide, ambas incapacitantes.

Governo da Bahia diz que saída de cubanos do Mais Médicos representa 'grave ameaça'
Foto: Divulgação

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgou nota nesta quarta-feira (14) criticando a retirada de cubanos do programa Mais Médicos (veja mais). Na avaliação da pasta estadual, a medida representa "grave ameaça para municípios baianos".

 

Atualmente, o estado possui 1.522 médicos do Programa, que estão alocados em 363 municípios. Deste total, 846 são cubanos. O secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, ressaltou que o Mais Médicos vinha contribuindo especialmente com os municípios distantes dos grandes centros.

 

"De uma só vez, sairão mais de 8.500 médicos cubanos dos locais onde estão trabalhando atualmente. Esses médicos estão em 2.885 municípios do país, sendo a maioria nas áreas mais vulneráveis, tais com Norte, semiárido nordestino, cidades com baixo IDH, saúde indígena e periferias de grandes centros urbanos", disse Vilas-Boas na nota.

 

Segundo o secretário, a preocupação é com a substituição dos trabalhadores cubanos, que já vinha sendo realizada de forma gradativa. "A reposição antecipada e imediata não será algo exequível, o que irá certamente causar desassistência", aponta Vilas-Boas. Ele relatou que nenhum edital de contratação de médicos brasileiros conseguiu contratar a quantidade de profissionais necessária no momento. "O maior edital contratou 3 mil brasileiros", explicou.

Bahia registra queda no número de casos de dengue, zika e chikungunya
Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

Boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (13) pelo Ministério da Saúde registrou redução dos casos de dengue, zika e chikungunya na Bahia no último ano. 

 

Até outubro de 2018, o estado confirmou 3.567 casos de chikungunya. O número representa uma redução de 59,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram notificados 3.567 casos. No caso da dengue, a redução foi de 6,3%, passando de 9.141 casos em 2017 e 8.564 em 2018. Já em relação à zika, houve redução de 62,8%. Os casos caíram de 2.146, em 2017, para 799, em 2018.

 

Dados nacionais apontam redução nas três doenças entre janeiro a outubro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, porém alguns estados apresentam aumento expressivo no número de casos. 

 

Para reforçar o combate ao Aedes aegypti, mosquito vetor da dengue, zika e chikungunya, o Ministério da Saúde lançou uma campanha publicitária com slogan "O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte". A ação ressalta que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito e que a vigilância deve ser constante. Os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito.

 

"É o momento em que todos - União, estado e municípios, e a população em geral - devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias", ressaltou o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

Cuba decide sair do Programa Mais Médicos após declarações de Bolsonaro
Foto: Karina Zambrana / ASCOM MS

O governo de Cuba informou nesta quarta-feira (14) que decidiu sair do Programa Mais Médicos no Brasil. A medida está relacionada a declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro.

 

“Diante desta lamentável realidade, o Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim o comunicou à diretora da Organização Pan-Americana da Saúde e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa”, diz a nota do governo.

 

A decisão foi tomada depois que Bolsonaro questionou a preparação dos médicos cubanos e condicionou a permanência dos profissionais no programa à revalidação do diploma e como única via a contratação individual. Atualmente, cerca de 11 mil médicos de Cuba trabalham no Brasil.

 

O ministério ressalta que, nos últimos cinco anos, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam a mais de 113 milhões de pacientes, em mais de 3,6 mil municípios. “Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história”.

 

Por meio do Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que o governo cubano não aceitou as condições estabelecidas para manutenção do programa. “Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, escreveu. Atualizado às 13h14.

Nova proposta de reajuste de planos de saúde busca mais transparência e previsibilidade
Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) propôs, em audiência pública realizada nesta terça-feira (13), uma nova metodologia para o cálculo do reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. Atualmente, não há um normativo que estabeleça a fórmula de reajuste.

 

O objetivo, segundo a ANS, é estabelecer um cálculo que reflita mais diretamente a variação das despesas das operadoras nos planos individuais e familiares. Além disso, a agência alega que a mudança proporcionará mais transparência e previsibilidade para usuários dos planos, uma vez que serão usados no novo processo dados públicos e auditáveis.

 

"É uma certa falha regulatória. [O cálculo] sempre foi feito de forma técnica, cuidadosa e responsável. A ANS teve o bom senso de manter sua metodologia ao longo dos anos, com pequenos ajustes que tiveram pouco impacto no resultado final. Com a efetivação desse normativo, teremos uma fórmula direta para dialogar com a sociedade, que já diz de antemão qual será o cálculo do reajuste e reduz assim o grau de incerteza", disse o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Rodrigues de Aguiar, na abertura da audiência.

 

Atualmente, o cálculo se baseia nos reajustes dos planos coletivos com mais de 30 beneficiários. A nova metodologia proposta combina a variação das despesas assistenciais (VDA) com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo a Agência Brasil, a mudança levaria em conta que parte dos gastos das operadoras dos planos não têm relação com despesas assistenciais em saúde como, por exemplo, as despesas administrativas. A proposta prevê que seja mantida uma única fórmula, mas o VDA teria peso sobre 80% do reajuste e o IPCA sobre os 20% restantes. A metodologia sugerida também inclui um fator de eficiência, que objetiva induzir o mercado a melhorar o gerenciamento de suas despesas assistenciais.

 

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) apresentou críticas à proposta da ANS, uma delas direcionada ao fator de eficiência. Segundo Marcos Novais, representante da entidade, a nova metodologia estaria sujeita à influência de uma infinidade de variáveis. "Não há nenhuma segurança de que o fator de eficiência vá ficar em um número que seja suportável para que a operadora consiga, do ponto de vista da gestão, alcançar ou auferir aquele índice", disse Novais.

 

Após a avaliação de todas as considerações, o texto final será encaminhado à diretoria colegiada da ANS. Se as contribuições motivarem alguma modificação significativa, nova audiência pública pode ser marcada.

Quarta, 14 de Novembro de 2018 - 10:20

Feira: Decisão suspende segredo de justiça de processo contra ex-prefeito e secretária

por Francis Juliano

Feira: Decisão suspende segredo de justiça de processo contra ex-prefeito e secretária
Foto: Reprodução / Montagem / Bahia Notícias

Um processo contra o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, e a secretária de saúde do município, Denise Mascarenhas, que estava em segredo de justiça foi liberado. O juiz Gustavo Hungria, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública local, foi quem tomou a decisão. O processo se refere a uma ação do promotor de Justiça Tiago Quadros que denunciou a contratação de profissionais de saúde sem nenhum processo seletivo pela prefeitura de Feira de Santana.

 

Conforme o promotor, o caso veio à tona a partir de denúncia anônima em 2014. Ronaldo, prefeito à época, teria inaugurado uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Mangabeira e contratado profissionais diretamente, sem processo seletivo, para atuar no local. Ainda segundo o promotor, tanto o gestor como a secretária teriam contado com a conivência de duas cooperativas para dar “aparência de legalidade”, as Feirense de Saúde (Coofsaúde) e a Coopersade.

 

Quadros também declarou que todas contratações diretas foram feitas durante vigência de um concurso público, com candidatos aprovados e não nomeados, para os mesmos cargos. As investigações teriam sido alertadas ao então prefeito e secretária. Na ação, o promotor pediu a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos de 3 a 5 anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida, além da proibição de contratar com o Poder Público ou receber qualquer benefício, por um prazo de 3 anos.

Quarta, 14 de Novembro de 2018 - 09:10

Pesquisa investigará diagnóstico de autistas a brasileiros em escolas do Japão

por Ana Estela de Sousa Pinto | Folhapress

Pesquisa investigará diagnóstico de autistas a brasileiros em escolas do Japão
Foto: Agência Brasil

Escolas de seis localidades no Japão serão palco de uma pesquisa que vai investigar as taxas de alunos brasileiros diagnosticados como autistas e enviados para classes especiais.

O projeto, divulgado no final de outubro é do Instituto para a Engenharia do Futuro (Ifeng), um dos principais centros de pesquisa em política pública do Japão.

A necessidade de um levantamento vinha sendo discutida com o Ministério da Educação do Japão pela Embaixada do Brasil havia dois anos, quando dados extraoficiais indicaram que a porcentagem de brasileiros identificados como autistas no sistema de ensino japonês era o triplo da de japoneses.

Segundo levantamentos feitos por organizações não governamentais, são 6% os filhos de decasséguis diagnosticados como autistas pelo sistema de ensino japonês, enquanto a taxa é de 2% entre os japoneses (na média global, segundo a Organização Mundial de Saúde, 0,62% das crianças recebem esse diagnóstico). No Japão, o aluno diagnosticado como autista é encaminhado para salas especiais e nunca mais consegue se reintegrar no ensino regular, o que afeta seu futuro para sempre.

Havia dificuldades burocráticas, no entanto, para atacar o problema: como o ensino não é obrigatório para crianças estrangeiras, o governo federal japonês não tem estatísticas centralizadas.

Por isso, os pesquisadores vão centrar esforços nos dados municipais, em regiões com presença importante de filhos de decasséguis. Além de números, o estudo vai mapear como é feito o diagnóstico e como é o ensino nas classes especiais.

Foram escolhidas quatro cidades industriais com mais de 5.000 brasileiros -Hamamatsu (em Shizuoka), Toyohashi e Toyota (em Aichi) e Oizumi (Gunma)- e duas nas quais a industrialização recente fez a porcentagem de brasileiros crescer rapidamente -Echizen (Fukui), Izumo (Shimane).

O trabalho também vai comparar os dados desses locais com os de Minato, em Tóquio, que concentra imigrantes brasileiros de maior escolaridade.

Pelo cronograma proposto, os resultados sairiam no segundo semestre do ano que vem. O custo previsto, de 6,2 milhões de ienes (cerca de R$ 205 mil), será bancado com recursos do governo brasileiro, de comunidades brasileiras no Japão e de entidades como a Associação das Damas Latino-Americanas.

A embaixada liderou a negociação com o Ministério da Educação do Japão, mas o levantamento será coordenado pela Sabja (Serviço de Assistência  aos Brasileiros no Japão), organização não governamental que dá apoio psicológico e orientações a decasséguis, "para garantir credibilidade acadêmica e independência", segundo o embaixador André Corrêa do Lago.

Com os resultados na mão, "começa uma nova etapa de interlocução entre a comunidade brasileira e o governo japonês, baseada em informação de qualidade", diz Corrêa do Lago.

"Não adianta ficar só reclamando e citando problemas sem se basear em um estudo aprofundado."

Para Michie Afuso, diretora da ABC Japan, que dá apoio à comunidade brasileira em Yokohama, um dos principais obstáculos para os filhos de decasséguis é a dificuldade de comunicação dos pais (que muitas vezes não dominam o idioma) com a escola.

Com o apoio do governo de Kanagawa, a entidade procura facilitar essa comunicação para reduzir a evasão escolar e facilitar a volta das crianças à escola.

Outra tática para aumentar as chances de sucesso dos alunos brasileiros é que escolas brasileiras no Japão deem aulas de reforço, sugere trabalho encomendado pela embaixada ao pesquisador da UnB Maurício Soares Bugarin, que estuda de perto questões educacionais japonesas desde 2009.

"Isso não só potencializa a adaptação dos alunos brasileiros às escolas japonesas. Também os ajuda a manter a brasilidade. Abre um caminho para que os brasileiros repitam no Japão o que os japoneses fizeram no Brasil: integrar-se mantendo suas especifidades culturais", diz o embaixador Corrêa do Lago.

Sesab contesta pesquisa do CFM: Bahia está entre os 5 estados que mais investem na saúde
Foto: Eloi Correa / GOVBA

Em resposta ao levantamento divulgado nesta terça-feira (13) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) afirmou que o estado foi o terceiro que mais investiu em saúde no ano de 2017. De acordo com a pasta, foram aplicados R$ 277 milhões, o que posicionou a Bahia atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Já no quesito "despesas totais em saúde", o governo investiu mais de R$ 5,3 bilhões, posicionando-se em quarto colocado.

 

O CFM informou que a Bahia teve a 3ª menor média de investimento em saúde em 2017 (veja aqui). O levantamento aponta que, para cada habitante do estado, foram destinados R$ 777,80. O valor é maior apenas que o do Maranhão (R$ 750,45) e do Pará (R$ 730,67).

 

Em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (14), a Sesab destaca que, pela lei, cada ente federativo deve investir percentuais mínimos dos recursos arrecadados com impostos e transferências constitucionais e legais. "O Governo da Bahia, em 2017, atingiu o índice de aplicação de recursos em saúde de 13% do total da arrecadação do estado, e que será ultrapassado em 2018, configurando-se o maior volume de recursos em termos percentuais dos últimos 12 anos", ressalta o texto.

 

Para a pasta, é importante observar a diferença entre o PIB per capita e concentrações populacionais dos estados. "Apenas para exemplificar, a Bahia ocupa a 20ª posição, entre os estados brasileiros quanto ao PIB per capita, situando-se entre aqueles com as populações mais pobres. Isso significa que qualquer indicador que tome como referência a atividade econômica indexada, seguirá a posição do Estado em nível nacional", argumenta.

 

A nota ainda classifica os mecanismos de alocação dos recursos empregados pelas esferas de governo como incipientes na gestão de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). "O relatório reflete o histórico subfinanciamento do SUS por parte do Governo Federal, que precisa compreender a importância de ampliar os recursos para a saúde no Brasil, e ajustar os repasses para corrigir as assimetrias regionais e estaduais", finaliza.

Brasil gasta R$ 3,48 por dia com a saúde de cada habitante, diz pesquisa
Foto: Divulgação

O Brasil gasta R$ 3,48 por dia com cada um dos habitantes para cobrir as despesas com saúde, de acordo com um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM). O valor, conforme o estudo, inclui ações e serviços prestados pelo governo em seus três níveis de gestão, federal, estadual e municipal, ao longo dos últimos 10 anos.

 

O levantamento mostra que, de 2008 a 2017, os gastos públicos per capita com a saúde no país não tiveram reajustes que superassem os valores de reposição previstos no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o principal indicador de inflação no Brasil e que, no período, subiu cerca de 80%.

 

O CFM conclui ainda que mesmo tendo ganhos médios de 3% por ano no intervalo de dez anos, resultando em um acumulado de 26%, a perda do gasto per capita comparado ao medidor inflacionário chega a quase 42%. Caso os valores tivessem sido corrigidos pelo IPCA a partir de 2008, o gasto anual por pessoa, que em 2017 foi de R$ 1.271,35, seria ampliado para R$ 1.800, de acordo com a Agência Brasil.

Terça, 13 de Novembro de 2018 - 21:40

Bahia teve 3º menor média de investimentos em saúde no ano de 2017, aponta CFM

por Guilherme Ferreira

Bahia teve 3º menor média de investimentos em saúde no ano de 2017, aponta CFM
Foto: Divulgação

A Bahia teve a 3ª menor média de investimento em saúde em 2017, conforme pesquisa divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nesta terça-feira (13). O levantamento aponta que, para cada habitante do estado, foram destinados R$ 777,80. O valor é maior apenas que o do Maranhão (R$ 750,45) e do Pará (R$ 730,67).

 

Os montantes apresentados pelo estudo são resultado da soma de recursos de impostos e transferências constitucionais da União a cada uma das unidades federativas e do que é dispensado também pelas administrações estaduais e municipais, com recursos próprios.

 

O gasto médio per capita por estado com saúde é de R$ 1.271,65, de acordo com o estudo do CRF. Apenas quatro estados ficaram acima da média nacional: Roraima (R$ 1.771,13), Mato Grosso do Sul (R$ 1.496,13), Tocantins (R$ 1.489,18), e Acre (R$ 1.306,91).

 

"Enquanto os municípios brasileiros aumentaram gradativamente sua participação na composição das despesas públicas, os Estados, aos poucos, têm retraído sua presença proporcional nas contas da saúde", avaliou Hermann Tiesenhausen. Confira abaixo a relação publicada pelo CFM com os investimentos em saúde em todos os estados:

 

Terça, 13 de Novembro de 2018 - 21:20

Salvador teve o 3º menor investimento médio em saúde entre as capitais em 2017, diz CFM

por Guilherme Ferreira

Salvador teve o 3º menor investimento médio em saúde entre as capitais em 2017, diz CFM
Foto: Rodrigo Nunes / MS

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou um levantamento nesta terça-feira (13) colocando Salvador como a 3ª capital brasileira com menos investimento em saúde no ano de 2017. Segundo o estudo, para cada habitante da capital baiana, foi destinado um valor de R$ 243,40. A cidade fica à frente apenas de Rio Branco (R$ 214,36) e Macapá (R$ 156,67).

 

A média nacional ficou em R$ 398,38 per capita aplicados pelas prefeituras em ações e serviços de saúde. Na avaliação do CFM, a demanda pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) tem pressionado cada vez mais as despesas dos municípios com saúde, em especial nas capitais.

 

"Muitos perderam seus planos de saúde, ampliando a demanda por serviços na rede púbica. Como é de responsabilidade dos municípios a gestão plena da atenção básica, as cidades estão ampliando gradativamente seus gastos para compensar o que deveria ser financiado pelo governo federal", avaliou o coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS, Donizetti Giamberardino.

 

O maior investimento entre as capitais é o da prefeitura de Campo Grande, que destina à saúde o equivalente a R$ 686,56 por habitante. Em seguida aparecem as cidades de São Paulo (R$ 656,91), Teresina (R$ 590,71) e Vitória (R$ 547). Confira abaixo a lista completa divulgada pelo CFM:

 

Em homenagem ao Mês do Doador, Hemoba lança campanha em parceria com a Osba
Foto: Divulgação

Em alusão ao Mês do Doador de Sangue, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) lançou a campanha "Sua Doação Toca o Coração", em parceria com a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba). Em função disso, todas as unidades da Hemoba terão ações em homenagem aos doadores, com a música como destaque.

 

Além de integrar o conteúdo da causa do sangue na programação de redes sociais e impressos, a Osba realizará apresentações no Hemocentro Coordenador, localizado na Ladeira do Hospital Geral do Estado (HGE). Nos dias 21 e 22 de novembro, serão apresentadas as Cameratas Opus Lumen e Quadro Solar, respectivamente.

 

Haverá ainda uma ação de coleta, em 24 de novembro, na Red Burger N Bar (Barra), das 8h às 17h. Denominada "Meu Sangue é Red", a campanha busca conscientizar o público-alvo sobre a importância de ser um agente transformador.

 

Para doar sangue, os candidatos devem ter entre 16 e 69 anos de idade, sendo que os menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável legal e as pessoas com mais de 60 anos só poderão doar caso já tenham realizado uma doação anteriormente. Além disso, o voluntário deve portar documento oficial com foto, estar em boas condições de saúde, pesar acima de 50 quilos e estar bem alimentado.

MPF denuncia esquema com desvio de mais de R$ 2 milhões no hospital de base de Itabuna
Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra oito pessoas por participação em esquema criminoso envolvendo fraudes a licitações e o desvio de R$ 2,2 milhões no Hospital de Base de Itabuna (Hospital Luiz Eduardo Magalhães), administrado pela Fundação de Atenção à Saúde (Fasi). As irregularidades aconteceram entre os anos de 2007 e 2008.

 

De acordo com o MPF, o diretor do hospital Raimundo Vieira da Silva, em diversas licitações "aumentava exorbitantemente a quantidade de materiais hospitalares a ser adquirida pelo Fasi/Hospital de Base, sem incremento na quantidade de pacientes, funcionários ou procedimentos médicos". Em seguida, seu sobrinho, o denunciado Oberdan Silva Almeida, chefe do almoxarifado, atestava o recebimento de bens não entregues.

 

As empresas que mais se beneficiaram das fraudes foram a Mercado Tropical, controlada e representada pelos denunciados Manoel Simões Marques e Andréa Pessoa de Souza; a Cobahia – Indústria Bahiana de Produtos Descartáveis Hospitalares Ltda., controlada e representada pela denunciada Bárbara Leal Gonçalves Benevides; e a Portal Comércio Varejista de Produtos Médicos Hospitalares e Limpeza, controlada e representada pelos denunciados Paulo César dos Passos de Almeida e Jorge Luiz Rocha do Nascimento.

 

Ricardo Sérgio Balduíno da Silva Rosas, então coordenador médico do hospital, também foi denunciado pelo MPF, por ter participado de licitação simulada para venda de aparelho tomógrafo de propriedade de sua empresa. A empresa não foi habilitada na licitação por não apresentar os documentos exigidos. Mesmo assim, o contrato foi assinado para venda do aparelho, com valor acima do mercado.

Atual surto de ebola é o pior já enfrentado pelo Congo, afirma governo
Foto: Divulgação / CDC

Autoridades da República Democrática do Congo (RDC) afirmaram que o atual surto de ebola é o mais grave da história do país. De acordo com o Ministério da Saúde, já são 319 casos confirmados e prováveis. Desde a descoberta do vírus, em 1976, o Congo registrou dez surtos de ebola.

 

"A atual epidemia é a pior da história da RDC", afirmou Jessica Ilunga, porta-voz do Ministério da Saúde, à Agência Reuters. A epidemia também é classificada como a terceira pior da história do continente, atrás do surto na África Ocidental, entre 2013 e 2016, quando foram confirmados mais de 28 mil casos, e de um surto em Uganda, em 2000, com 425 casos.

 

Na última quinta-feira (8), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os principais desafios da atual epidemia são segurança e desconfiança da comunidade.

 

"Quando há um ataque, a operação realmente congela. E, quando a operação pára, o vírus se aproveita", disse a repórteres em Kinshasa. "Quando as operações são interrompidas, há sempre um impacto nas vacinações ou no rastreamento de contato do vírus, e o segundo problema é que mais casos são gerados porque não podemos vaciná-los".

Dia Mundial do Diabetes: Entidade promove rastreamento na estação Acesso Norte
Foto: Divulgação

Em alusão ao Dia Mundial do Diabetes, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) promove nesta quarta-feira (14) ações de prevenção à doença. A atividade acontece das 7h às 14h, na Estação Acesso Norte do Metrô de Salvador.

 

Entre as atividades está o rastreio precoce de diabetes com a aplicação de questionário, seguida de glicemia capilar (teste de ponta de dedo) para aqueles que estejam com indicação de diabetes. Haverá ainda distribuição de material educativo e esclarecimento de dúvidas por médicos e estudantes de Medicina.

 

Em torno de 40% da população no Brasil só tem o diagnóstico da doença na fase avançada, já com as complicações. Muitas vezes, apenas ao sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) ou um enfarte.

Terça, 13 de Novembro de 2018 - 15:10

Palavras-cruzadas podem ajudar na manutenção da saúde mental

por Leandro Vieira e Karina Matias | Folhapress

Palavras-cruzadas podem ajudar na manutenção da saúde mental
Foto: iStock

Já foi o tempo em que fazer palavras-cruzadas era considerada apenas uma mera diversão. Essa brincadeira, além de entreter, oferece benefícios à saúde mental de seus praticantes.

"O cérebro se molda constantemente. Tarefas como as cruzadas, de achar palavras, ajudam esse órgão a se renovar", explica Fabio Porto, neurologista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo.

O médico Marcos Wagner de Sousa Porto, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, ressalta também que a prática faz com que outras partes do cérebro sejam treinadas, como a motora, já que a pessoa deve escrever cada letra em seu respectivo quadradinho.

O comerciante Denival Alves dos Santos, 60 anos, conta que é viciado em fazer cruzadinhas há 20 anos e comprova o que foi dito por Porto. Para ele, a prática é uma boa forma de manter o cérebro afiado. "Se eu não fizer, parece que eu não tomei café. É sagrado."

Ele ainda afirma que aprende o significado de muitas palavras novas. Isso porque, sempre que desconhece algum vocabulário, vai para a internet procurar. "E, às vezes, nem o Google sabe. Eu fico quebrando a minha cabeça, vou fuçando, mas consigo descobrir."

A aquisição de conhecimentos também é importante para o funcionamento do cérebro, explicam os especialistas. "Quanto mais uma pessoa souber de assuntos diversos, melhor para o órgão se manter ativo", diz o médico Sousa Porto.

CAMINHADAS E ENCONTROS
A prática de palavras-cruzadas não é a única amiga da saúde mental e do bom funcionamento do cérebro. Especialistas dão dicas de atividades que oferecem benefícios, como caminhadas e uma vida social ativa.

"Um costume que pode ser espetacular é o da caminhada, que aumenta a circulação do sangue no cérebro e ajuda a depurar o funcionamento desse órgão", diz o neurologista Marcos Wagner de Sousa Porto.

Ele também destaca a importância do contato com a natureza. "A relação com os recursos naturais faz bem para corpo e alma", afirma.

Fabio Porto, neurologista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, afirma que outras brincadeiras podem ter o mesmo efeito benéfico. "Jogos de montar, como quebra-cabeças, são outros exemplos de atividades importantes para a mente. Em menor grau, até jogos de celular ajudam", diz o médico, que ainda afirma que o aprendizado de línguas é outra forma de cuidar da saúde mental.

Em todos os casos, é importante que a prática seja constante.

Após morte da filha recém-nascida, mãe alerta: 'Parem de beijar bebês que não são seus'
Foto: Reprodução / Facebook

Após a morte da filha de 12 dias, uma mulher postou no Facebook um alerta sobre uma doença comum entre adultos, mas que pode ser fatal para um bebê. A norte-americana Presley Trejo contou que sua filha, Emerson Faye, foi infectada pelo vírus da herpes simples (HSV) depois de receber um beijo. "Pessoal, parem de beijar bebês que não são seus. Lavem suas mãos quando se aproximarem de recém-nascidos", escreveu.

 

"Para adultos, isso não é grande coisa. Mas, para crianças com pouco ou nenhum sistema imunológico, é fatal", explicou a mãe. "Você pode ter o vírus e nem mesmo saber. Você não precisa ter uma afta ativa para transmiti-lo. Você espalha o vírus por meio da saliva e, quando ele atinge o bebê, vai para o seu corpo muito rápido. Ataca primeiro o cérebro e se manifesta como uma meningite. Ela sobe direto ao cérebro e então se espalha por todos os órgãos".

 

O casal já tinha dois filhos, e Emerson era a primeira menina. Ela nasceu em 25 de julho e morreu no último dia 6 de agosto. "Quando chegamos ao hospital, o fígado dela parou completamente. Seus rins foram logo depois. Tudo estava falhando. Ela estava tendo múltiplas convulsões até ter morte cerebral. Seu coração parou de bater e a única coisa que a manteve viva eram máquinas", lamentou Presley.

 

MP move ação contra SH Brasil por propaganda enganosa de médicos em quatro cidades
Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) quer que o Grupo SH Brasil Serviços Médicos deixe de praticar propaganda enganosa e anuncie corretamente a qualificação de seus profissionais. O grupo presta serviço em Salvador, Camaçari, Candeias e Dias D’Ávila. Na ação civil pública, a promotora de Justiça Joseane Suzart solicita ainda à Justiça que determine que os médicos especialistas anunciados estejam devidamente registrados junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).

 

No pedido, a promotora requer que, caso o profissional não possua registro no Cremeb, a Justiça determine a exclusão do profissional da lista de médicos no site do Grupo SH Brasil. A ação foi movida após um inquérito constar que o grupo oferta e faz publicidade de atendimento em 401 especialidades diferentes, sem possuir profissionais “devidamente preparados” em seus quadros. A “postura irregular” do grupo também foi atestada em fiscalização realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A promotora registra na ação que chegou a propor um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para que o Grupo SH realizasse a regularização do registro dos profissionais de saúde junto ao Cremeb, mas a proposta não foi aceita pela empresa.

Cotado para Ministério da Saúde, deputado é investigado por tráfico de influência
Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados

O médico e deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), cotado por Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o Ministério da Saúde, é investigado por tráfico de influência e fraude à Lei de Licitações. O inquérito apura se a contratação do Consórcio Telemídia e Technology da empresa Alert Serviços de Licenciamento de Sistemas de Informática ocorreu em troca de favores para sua campanha eleitoral em 2010, segundo informações do blog de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

 

Na época, ele era secretário de Saúde no Mato Grosso do Sul e se candidatava à eleição na Câmara dos Deputados. De acordo com a publicação, o caso estava no Supremo Tribunal Federal (STF), mas passou para a Justiça Federal do Estado em setembro.

 

Se confirmado no governo Bolsonaro, Mandetta será o terceiro democrata com cargo no novo governo (veja aqui). O deputado Onyx Lorenzoni (RS) e a deputada Tereza Cristina (MS) assumirão os ministérios da Casa Civil e da Agricultura, respectivamente.

Audiência pública discute novo cálculo de reajuste de planos de saúde
Foto: Agência Brasil

Uma audiência pública realizada nesta terça-feira (13), no Rio de Janeiro, discutirá uma proposta de nova metodologia para reajuste anual de planos de saúde individuais e familiares. Já apreciado pela diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o cálculo teria como base a variação das despesas assistenciais e a inflação oficial, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

No novo modelo, segundo a Agência Brasil, o reajuste deixaria de se basear exclusivamente na variação de despesas assistenciais (VDA), mas continuaria sendo composto por uma fórmula única, que reúne as duas variações – VDA e IPCA – com peso de 80% e 20%, respectivamente. A VDA reflete diretamente os gastos com atendimento a beneficiários de planos de saúde, enquanto o IPCA incide nas despesas não assistenciais das operadoras – as administrativas, por exemplo.

 

“A intenção da agência é usar uma metodologia no reajuste que reflita mais diretamente a variação das despesas das operadoras nos planos individuais. Além disso, uma vez que os dados utilizados para o novo cálculo são públicos e auditados, o modelo se torna mais transparente e previsível para beneficiários e operadoras”, informou a ANS.

 

Pela nova metodologia, haveria ainda, segundo a agência, outros benefícios, como a redução do tempo entre o período de cálculo e o período de aplicação do reajuste, além da transferência de parte dos ganhos de eficiência das operadoras de planos de saúde para os beneficiários por meio de reduções no índice.

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