Exemplo de combate a Covid-19, Nova Zelândia chega a 100 dias sem casos de transmissão
Primeira-ministra Jacinda Ardern | Foto: Reprodução / Instagram

Um dos raros exemplos positivos no combate a Covid-19, a Nova Zelândia comemorou, neste domingo (9), 100 dias sem casos de transmissão local do novo coronavírus. De acordo com a Reuters, apesar do avanço efetivo contra a doença desconhecida, as autoridades de saúde locais alertam para a queda na prevenção, mesmo com a volta da normalidade. 

 

No país que tem cerca de 5 milhões de habitantes, sendo 1,4 milhão concentrados na cidade de Auckland, há uma crescente recusa da população em continuar com as medidas de higiene, realização de testes e uso do aplicativo de rastreamento desenvolvido pelo governo. O risco de um novo surto da doença continua possível, assim como aconteceu na Austrália e Vietnã.

 

A integrante do departamento de Saúde, Ashley Bloomfield, destacou que "chegar a cem dias sem transmissão comunitária é uma marca significativa”, apontando a necessidade dos neozelandeses não serem complacentes. "Nós vimos em outros países a rapidez que o vírus pode re-emergir e se espalhar em locais onde ele estava sob controle, e precisamos estar preparados para impedir futuros casos na Nova Zelândia”, completou. 

 

No país, governado pela Primeira-ministra Jacinda Ardern, há o registro atual de 23 casos ativos em isolamento. Desde o início da pandemia, foram contabilizados 1.219 infecções pela Covid-19 na região. Controlar a doença nas próximos semanas não será apenas um questão de saúde pública, mas uma forma de Jacinda conquistar um possível segundo mandato nas eleições que estão marcadas para 19 de setembro. 

Em cinco meses, governo federal gastou 54% da verba destinada a ações contra pandemia
Foto: Reprodução / TV Cabo Branco

Passados cinco meses da pandemia do novo coronavírus no Brasil e com o registro de mais de 100 mil vítimas da Covid-19, o governo federal, até início de agosto, gastou 54% de toda a verba destinada a ações contra a doença. Segundo informações do G1, obtidas pelo painel Siga Brasil, do Senado, dos 509,97 bilhões aprovados, R$ 275,14 bilhões foram usados até o momento. 

 

A maior fatia de gastos do governo federal está concentrada no pagamento do auxílio emergencial. O suporte direcionado a brasileiros financeiramente afetados pela pandemia já alcançou a cifra de R$ 167,6 bilhões, representando 60,93% do total de gastos até então. Em seguida, com o gasto de R$ 30 bilhões, 10,93% do total, aparece o socorro financeiro direcionado aos estados e municípios. 

 

O plano de ações diretas para o combate a disseminação do novo coronavírus, no entanto, virou alvo de análise do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão chegou a dar um prazo de 15 dias para que o Ministério da Saúde explicasse qual a estratégia foi adotada para gerir os desembolsos. Até junho, a pasta havia utilizado apenas 29% da verba total disponibilizada. O ministro Benjamin Zymler, relator do caso, aponta “baixa” execução dos recursos. 

Domingo, 09 de Agosto de 2020 - 17:53

Ocupação de UTIs na Bahia cai para 59% neste domingo

Ocupação de UTIs na Bahia cai para 59% neste domingo
Foto: Manu Dias/GOVBA

A Secretaria da Saúde (Sesab) informou que a ocupação de leitos de Tratamento Intensivo (UTI) caiu no estado. Neste domingo a taxa ficou em 59%. Os dados indicam queda no índice desde o domingo (2), em que a taxa era de 73,56%. 

 

O boletim deste domingo ainda informa que na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.628 novos casos de Covid-19 e  54 óbitos. 

 

Desde o início da pandemia são 193.029 casos confirmados, sendo que 175.287 já são considerados recuperados, e 3.953 mortes. 

 

O estado possui 13.789 casos ativos.

 

Os casos confirmados ocorreram em 413 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (32,69%). 

Domingo, 09 de Agosto de 2020 - 12:00

Criticado, Ministério da Saúde agora orienta a buscar médico cedo

por Natália Cancian | Folhapress

Criticado, Ministério da Saúde agora orienta a buscar médico cedo
Foto: Divulgação

Alvo de críticas pela ausência de um plano nacional de resposta à epidemia da Covid-19, o Ministério da Saúde aposta agora em uma mudança nas orientações a pacientes como estratégia para tentar diminuir a curva de mortes, que já superam a marca de 100 mil vítimas.

A medida, porém, é alvo de polêmica. A tentativa de trocar a orientação de "fique em casa", indicado para pacientes com sintomas leves, para o "vá imediatamente ao médico" começou em julho.

Agora, a ideia é reforçar a mudança em novas campanhas para diagnóstico precoce e com aumento de centros de triagem na atenção básica, porta de entrada no SUS.

"É a ideia de que você não deve ficar em casa isolado, sozinho, doente, até sentir falta de ar. Antes falava-se que a melhor maneira de tratar era aquela, e não é que era errado, era a orientação naquele momento", disse à Folha o general Eduardo Pazuello, que chefia a pasta interinamente há 86 dias.

"Hoje se descobriu que a melhor maneira de tratar é buscar o atendimento básico, e o médico diagnosticar, acompanhar o tratamento e passar os medicamentos que achar que deve passar."

A alteração, no entanto, divide especialistas e é contestada por ex-gestores do ministério, que veem na proposta um novo aceno a medicamentos sem eficácia comprovada, caso da cloroquina.

Para o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, a medida também traz risco de aumentar o contágio. Segundo ele, a orientação da gestão anterior era que o acompanhamento fosse feito pelo Telesus, por meio do telefone 136.

"Se fosse necessário mudar a orientação, eu não tinha problema em fazer. Mas as evidências até hoje não mudaram. A história natural dessa doença é que 85% registram formas leves, 15% vão precisar de internação hospitalar e 5% vão para a CTI", afirma.

"O que mudou foi que eles [ministério] passaram a acreditar que as pessoas têm que ir [mais cedo], porque acham que existe o uso precoce da cloroquina. Politizaram isso."

Questionado, Pazuello nega que a mudança tenha relação com a cloroquina, mas diz que a decisão 'cabe ao médico'.

A droga, no entanto, teve a oferta ampliada na sua gestão também para casos leves, na contramão de estudos científicos. A pasta já distribuiu 5 milhões de comprimidos.

"O ministério disponibiliza na rede, ele não coloca na boca de ninguém", afirma o ministro, que atribui a oferta à solicitação de gestores. Segundo ele, a ideia é aumentar o monitoramento de pacientes e encaminhar casos com sinais de agravamento a unidades de suporte ventilatório antes da UTI.

Para Carlos Lula, presidente do Conass, conselho de secretários estaduais de Saúde, a proposta pode ajudar no acompanhamento de sintomas. Ele refuta, porém, a possibilidade de uso da cloroquina.

Mesma posição tem Gulnar Azevedo, professora de epidemiologia da UERJ e presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), para quem deve haver preparo da rede para evitar transmissão. "Como não existe tratamento precoce, isso seria para ver se o caso está agravando e monitorar sintomas", diz.

A mudança nas orientações não é o único ponto de divergência no Ministério da Saúde.

Nos cinco meses entre a confirmação da primeira morte por coronavírus no país, em 16 de março, e a marca de 100 mil mortes, a pasta enfrentou crises com o Planalto, perdeu dois ministros, ficou sem titular, recebeu uma onda de militares, tentou intervir em dados e foi associada a um genocídio por um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Recentemente, secretários de Saúde apontaram avanços no diálogo com a equipe provisória, mas reclamam de atrasos e "solidão" no combate ao maior desafio sanitário do século.

"Durante esses meses tivemos uma terrível crise com o ministério, talvez uma das maiores da história", afirma Carlos Lula. "Não só pelo ministério, que se omitiu, mas sobretudo pela postura do presidente, que negou o isolamento."

A situação acabou por paralisar parte das ações inicialmente previstas e levou estados e municípios a terem de tomar decisões e tentar estruturar a rede por conta própria, afirma.

O impasse fica visível no atraso na entrega de itens prometidos para assistência. Em abril, por exemplo, a pasta prometeu fornecer 46 milhões de testes. Até agora, porém, só 13 milhões foram distribuídos. Também prometeu 16 mil respiradores, mas só chegou até agora a 9.189.

Membros do ministério têm orientado deixar claro que, embora tenha dado apoio, a pasta não é obrigada a custear equipamentos.

Para Adriano Massuda, professor da FGV, a medida mostra uma tentativa da pasta de se eximir da responsabilidade na crise e a falta de um plano nacional contra a Covid-19.

Parte dos problemas ainda está ligada às constantes trocas de gestão. A primeira ocorreu com a saída, em abril, de Mandetta, após embates com Bolsonaro. A segunda, em maio, com Nelson Teich, que ficou menos de um mês no cargo e deixou a pasta por divergências sobre a cloroquina.

Desde então, o ministério é comandado de forma interina por Pazuello, que trouxe consigo outros 25 militares para postos estratégicos. Inicialmente, o general dizia que ficaria no cargo por apenas três meses. O governo não tem dado sinais de que vai trocá-lo.

Questionado sobre o alto número de mortes, o ministro disse lamentar o quadro.

"Uma morte é um brasileiro, um pai, irmão, filho, mãe", afirmou. "Precisamos entender que não são números, são pessoas, 100 mil brasileiros que perderam suas vidas."

Segundo o ministro, as ações do SUS "foram dentro do que se podia numa doença nova".

Ainda segundo Pazuello, o SUS se mostrou a "melhor ferramenta" para combater a Covid. "Sem isso, teríamos números muito maiores."

Sobre a crítica dos especialistas, o ministro diz haver falta de conhecimento do problema. "Eles não têm culpa de não conhecer e saber o que está acontecendo", afirma ele, que rebate críticas sobre uma falta de coordenação. O ministro atribui atrasos na oferta de testes a problemas na oferta de insumos, mas afirma que o quadro já está regularizado.

Presidente foi crucial para saldo de mortes, afirma Mandetta

A atitude do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contrária a medidas inicialmente indicadas pelo Ministério da Saúde, e as interferências feitas por ele na pasta foram fatores que levaram o país a tirar de foco o distanciamento social e chegar a cerca de 100 mil mortes pela Covid-19. A avaliação é do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em abril.

"Houve uma série de fatores, mas o fator presidente foi preponderante. Ele deu argumento para as pessoas não ficarem em casa. Ele deu esse exemplo e serviu de passaporte para as pessoas aderirem politicamente a essa ideia", afirma.

Para Mandetta, o alto número de pessoas na economia informal e a pressão causada pelas eleições municipais também pesaram para uma adesão menor ao isolamento.

"[Prefeitos] veem a popularidade diminuir, e com o contraponto político do presidente, ficam pressionados."

Na visão do ex-ministro, o governo também "abriu mão da ciência" e das ações para controle e "ficou em um debate menor, que é a cloroquina".

"Foi uma somatória de fatores, mas principalmente liderados pela posição do governo, que trocou dois ministros e botou um terceiro que fez uma ocupação militar sem técnicos na Saúde."

Mandetta, que estava à frente do ministério no início da estruturação de medidas contra a Covid-19, afirma ter alertado o Planalto sobre projeções que superavam inclusive o número atual de óbitos.

"O [ex-secretário-executivo João] Gabbardo falava em 30 a 40 mil [mortes], o Wanderson [Oliveira, ex-secretário de Vigilância] de 70 a 80 mil e eu falava que era acima de 100 mil mortos, porque eu contava as por coronavírus e as por colapso caso não se organizasse um sistema de saúde mais robusto. Apresentei todos esses cenários", afirma ele. "Mas a impressão que tenho é que literalmente não quiseram ouvir a gravidade do problema."

À Folha, no início de julho, Wanderson Oliveira afirmou que a pasta já tinha alertado o governo após um estudo feito com a Opas (Organização Pan-americana de Saúde) sobre a possibilidade de o país chegar a 100 mil mortes.

Questionado sobre medidas para evitar esse cenário, Mandetta diz que a estratégia inicial da pasta previa investir no monitoramento de pacientes por meio da atenção básica e de telemedicina, além de ampliar a oferta de testes e respiradores em UTIs.

Em relação ao quadro atual, o ex-ministro diz não ter visto gestão. "Vi uma ocupação militar e uma tentativa de não mais fornecer números, o que foi o cartão de visitas deles. Vi fazerem um protocolo de medicamento absurdo. E vi essa sequência de contaminação [pela Covid], até do próprio presidente", afirma, sobre o diagnóstico recebido por Bolsonaro em julho.

"Às vezes [com a doença] a pessoa reflete, muda a visão, mas ele continuou com a visão de que o problema é da economia, e caindo de quatro a cinco Boeings todo dia no Brasil", diz, se referindo à média de mais de mil mortes diárias por Covid-19 no país.

Para Mandetta, o país tem seguido previsões iniciais feitas pela pasta, que apontavam "semanas duras" até o fim de agosto, com chance de queda nos meses seguintes. Ele atribui o cenário, no entanto, à falta de uma adesão maior a medidas como o distanciamento social.

O cenário poderia ser pior, afirma, caso o país tivesse seguido recomendações do presidente, que descartava políticas de distanciamento social.

Atualmente, Mandetta finaliza livro que narra sua jornada no Ministério da Saúde desde o dia em que a China reconheceu o novo coronavírus até sua saída do cargo.

Domingo, 09 de Agosto de 2020 - 11:20

Pazuello publica nota em que lamenta mortes por Covid- 19

Pazuello publica nota em que lamenta mortes por Covid- 19
Foto: José Dias/PR

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, lamentou a marca de mais 100 mil mortes pela Covid-1 através de uma nota publicada pelo Ministério. O número foi alcançado neste sábado (8).

 

“Não se trata de números, planilhas ou estatísticas, mas de vidas perdidas que afetam famílias, amigos e atingem o entorno do convívio social”, disse.

 

O documento diz ainda que o ministério permanece trabalhando durante 24 horas, em parceria com estados e municípios, para garantir que não faltem recursos, leitos, medicamentos e apoio às equipes de saúde. As informações são de reportagem da Agência Brasil.

 

Pazuello lembra que, a qualquer sinal ou sintoma da doença, as pessoas procurem imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa. “A ida ao médico, o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento, com a prescrição do medicamento mais adequado a cada caso, é o que pode sim fazer a diferença”, disse.

 

O ministro agradece ainda “o empenho, dedicação e altruísmo” dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à Covid-19 com o firme propósito de salvar vidas e afirma que Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo em número de pacientes recuperados com mais de dois milhões de brasileiros curados.

Domingo, 09 de Agosto de 2020 - 08:20

Infectados pelo coronavírus no mundo já são 19,6 milhões; mortos são 727.258

por Jade Coelho

Infectados pelo coronavírus no mundo já são 19,6 milhões; mortos são 727.258
Foto: Reprodução/Pixabay

O mundo contabiliza 19.660.500 milhões de infectados pelo coronavírus na manhã deste domingo (9) de Dia dos Pais. O número foi informado pelo painel da universidade americana Johns Hopkins, que desde o iníci da pandemia tem acompanhado e atualizado os números. 

 

Pouco mais de seis meses desde que a crise sanitária foi classificada com pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os mortos pelo vírus já são 727.258 em todo o planeta Terra. 

 

Estados Unidos e Brasil são os países com mais casos e mais mortos pela Covid-19.

 

O país liderado por Donald Trump registra 4.998.105 casos confirmados e 162.425. O Brasil aparece em seguida com 3.012.412 infectados e ontem ultrapassou a marca de 100 mil mortos. Na manhã deste domingo o Brasil registra, de acordo com o painel, 100.477 mortos. 

Domingo, 09 de Agosto de 2020 - 07:40

Sem citar 100 mil mortos, Bolsonaro posta nota com dados positivos da Covid

por Bernardo Caram | Folhapress

Sem citar 100 mil mortos, Bolsonaro posta nota com dados positivos da Covid
Foto: Isac Nóbrega/PR

Após o Brasil superar a marca de 100 mil óbitos pelo novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro compartilhou neste sábado (8) uma postagem de sua equipe de comunicação na qual lamenta mortes pela Covid-19 "assim como por outras doenças" e pede divulgação de dados positivos.

O país atingiu essa marca no início da tarde deste sábado, segundo dados coletados com as secretarias estaduais da saúde pelo consórcio formado por Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, o Globo e G1.

Pouco depois das 19 horas, Bolsonaro publicou, em suas redes sociais, uma foto vestido com a camisa do Palmeiras, acompanhada da descrição "parabéns Palmeiras campeão paulista 2020". O clube venceu o Corinthians no campeonato estadual neste sábado.

Em seguida, o presidente compartilhou uma postagem da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República sobre a pandemia do novo coronavírus.

"Todas as vidas importam: as que vão e as que ficam. Lamentamos as mortes por Covid, assim como por outras doenças. Nossas orações e nossos esforços têm a força de um governo que dá tudo para salvar vidas. Toda a assistência possível à saúde dos brasileiros foi dada", diz a publicação.

A imagem que segue o texto traz uma lista de "números que merecem ser divulgados".

A publicação diz que quase 3 milhões de vidas foram salvas ou estão em recuperação. A equipe do presidente afirma que o país tem "um dos menores índices de óbitos por milhão entre as grandes nações".

De fato, o Brasil tem um índice de 48 mortes por Covid para cada 100 mil habitantes, similar ao americano e muito menor do que o de países europeus como a Bélgica (86), o Reino Unido (70) e a Itália (58), mas muito maior, por exemplo, que o da vizinha Argentina (10), ou mesmo maior que a França (45) e o México (41)

A lista prossegue afirmando que o Brasil é "sempre um dos países que mais recupera infectados" e "sempre com índice de recuperação acima dos 95%".

O Brasil registrou até este sábado (8) mais de 3 milhões de infecções pelo coronavírus, número provavelmente subnotificado conforme indicam estudos de campo. É o segundo país no mundo em número de infectados -logo, é natural que tenha mais curados do que outras nações onde menos gente adoeceu.

O único país que supera o Brasil, no momento, são os Estados Unidos, que já beiram os 5 milhões de casos, ou 60% mais infecções. A população americana é 57% maior que a brasileira.

A publicação da secretaria também listou ações adotadas pelo governo na pandemia, como repasses para estados e municípios, pagamento de auxílio emergencial a informais e programa para evitar demissões, que permite cortes de jornadas e salários de trabalhadores.

Procurada, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não respondeu se o presidente vai se pronunciar diretamente sobre a marca de 100 mil mortes por coronavírus no país.

Notificações de casos de arboviroses tiveram queda de 55% em Salvador, aponta prefeitura
Foto: Bruno Concha/Secom

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da prefeitura de Salvador apresentou neste sábado (8) dados sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

 

Segundo a gestão municipal, foi constatada em julho uma queda de 55% no número de notificações das arboviroses na capital, em relação aos meses anteriores. 

 

“Estamos intensificando os mutirões e os bloqueiros, fazendo primeiro o bloqueio focal, com ação educativa, já que não se pode entrar nas casas nesse momento inicial. Também estamos fazendo aplicação espacial do inseticida sempre que é necessário”, disse subgerente de Arboviroses do CCZ, Isolina Miguez.

 

Às quintas e sextas-feiras, a prefeitura realiza medidas de combate ao mosquito, como aplicação de inseticida, borrifação ultra baixo volume (UBV Costal), além de ações educativas com a população. 

 

Nos últimos meses, em plena pandemia do novo coronavírus, Salvador registrou o aumento no número de notificações de arborivoses. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), num levantamento divulgado pelo jornal Correio, a capital identificou um aumento de quase 100% no número de casos de zika; de 471% chikungunya; e 92,2% de dengue. 

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 19:20

Bolsonaro foi preponderante para termos 100 mil mortes por Covid, diz Mandetta

por Natália Cancian | Folhapress

Bolsonaro foi preponderante para termos 100 mil mortes por Covid, diz Mandetta
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contrária a medidas inicialmente indicadas pelo Ministério da Saúde, e as interferências feitas por ele na pasta foram fatores que levaram o país a tirar de foco o distanciamento social e chegar a cerca de 100 mil mortes pela Covid-19. A avaliação é do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em abril.

"Houve uma série de fatores, mas o fator presidente foi preponderante. Ele deu argumento para as pessoas não ficarem em casa. Ele deu esse exemplo e serviu de passaporte para as pessoas aderirem politicamente a essa ideia", afirma.

Para Mandetta, o alto número de pessoas na economia informal e a pressão causada pelas eleições municipais também pesaram para uma adesão menor ao isolamento. "[Prefeitos] veem a popularidade diminuir, e como tem um contraponto político feito pelo presidente, ficam pressionados."

Na visão do ex-ministro, o governo também "abriu mão da ciência" e das ações para controle e "ficou em um debate menor, que é a cloroquina". "Foi uma somatória de fatores, mas principalmente liderados pela posição do governo, que trocou dois ministros e botou um terceiro que fez uma ocupação militar sem técnicos na Saúde."

Mandetta, que estava à frente do ministério no início da estruturação de medidas contra a Covid-19, afirma ter alertado o Planalto sobre projeções que superavam inclusive o número atual de óbitos.

"O [ex-secretário-executivo João] Gabbardo falava em 30 a 40 mil [mortes], o Wanderson [Oliveira, ex-secretário de Vigilância] de 70 a 80 mil e eu falava que era acima de 100 mil mortos, porque eu contava as por coronavírus e as por colapso caso não se organizasse um sistema de saúde mais robusto. Apresentei todos esses cenários", afirma ele. "Mas a impressão que tenho é que literalmente não quiseram ouvir a gravidade do problema."

À Folha de S.Paulo, no início de julho, Wanderson Oliveira afirmou que a pasta já tinha alertado o governo após um estudo feito com a Opas (Organização Pan-americana de Saúde) sobre a possibilidade de o país chegar a 100 mil mortes.

Questionado sobre medidas para evitar esse cenário, Mandetta diz que a estratégia inicial da pasta previa investir no monitoramento de pacientes por meio da atenção básica e de telemedicina, além de ampliar a oferta de testes e respiradores em UTIs. Em relação à atual gestão da pasta, o ex-ministro diz não ter visto gestão.

"Vi uma ocupação militar e uma tentativa de não mais fornecer números, o que foi o cartão de visitas deles. Vi fazerem um protocolo de medicamento absurdo. E vi essa sequência de contaminação [pela Covid], até do próprio presidente", afirma, sobre o diagnóstico recebido por Bolsonaro em julho.

"Às vezes [com a doença] a pessoa reflete, muda a visão, mas ele continuou com a visão de que o problema é da economia, e caindo de quatro a cinco Boeings todo dia no Brasil", diz, se referindo à média de mais de mil mortes diárias por Covid-19 no país.

Para Mandetta, o país tem seguido previsões iniciais feitas pela pasta, que apontavam "semanas duras" até o fim de agosto, com chance de queda nos meses seguintes. Ele atribui o cenário, no entanto, à falta de uma adesão maior a medidas como o distanciamento social.

O cenário poderia ser pior, afirma, caso o país tivesse seguido recomendações do presidente, que previa que estados não adeririam a políticas de distanciamento social.

Atualmente, Mandetta finaliza livro que narra sua jornada no Ministério da Saúde desde o dia em que a China reconheceu o novo coronavírus até sua saída do cargo.

Covid-19: Brasil ultrapassa 100 mil mortos, 3 milhões de casos e 2 milhões de recuperados
Foto: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia Real

Confirmando os dados divulgados nesta tarde pelo consórcio formado por diversos veículos de comunicação (clique aqui), o Ministério da Saúde informou que o Brasil registrou, neste sábado (8), 905 novos óbitos, somando um total de 100.477 mortes em decorrência da Covid-19.

 

Com o registro de mais 49.970 pessoas infectadas, o país acumula 3.012.412 casos confirmados da doença. O total de recuperados é de 2.094.293.

 

Na Bahia, o mais recente boletim divulgado pela Secretaria de Saúde mostra que nas últimas 24 horas o número de pacientes curados superam o de novos casos. Segundo a Sesab, o estado registrou 3.509 novos casos e teve 3.621 curados, no período. As mortes totalizam 3.899, desde o início da pandemia (saiba mais). 

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 17:44

Covid-19 na Bahia: Pacientes curados superam número de novos casos neste sábado

por Jamile Amine

Covid-19 na Bahia: Pacientes curados superam número de novos casos neste sábado
Foto: Paula Fróes/GOVBA

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), neste sábado (8), o número de pacientes curados superam o de novos casos da Covid-19 no estado, nas últimas 24 horas.

 

Segundo os dados da Sesab, a Bahia registrou 3.509 novos casos de infecção pela Covid-19 e teve 3.621 curados, no período. O número de mortos computados neste sábado foram 56, totalizando 3.899 desde o início da pandemia. O total de casos confirmados no estado é de 191.401 e o de pacientes curados de 172.943. 

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 17:40

ONG Rio de Paz faz protesto em homenagem às 100 mil vítimas da Covid-19

por Nicola Pamplona | Folhapress

ONG Rio de Paz faz protesto em homenagem às 100 mil vítimas da Covid-19
Foto: Reprodução / Instagram

Com cruzes e balões vermelhos, a ONG Rio de Paz realizou na manhã deste sábado (8) um protesto contra a atuação do poder público no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. O ato foi também uma homenagem aos quase 100 mil mortos pela Covid-19 no Brasil.

"Municípios, estados e União erraram. a disputa política se sobrepôs aos interesses da sociedade", disse o presidente da ONG, Antônio Carlos Costa. "Não há o que justifique as brigas entre prefeitos, governadores e o presidente da República, a incapacidade de trabalharem juntos em um gabinete de crise visando apresentar ao país uma política comum."

Nesta sexta (7), o país registrou 1.058 novas mortes, chegando a 99.702. A marca das 100 mil deve ser atingida ainda neste sábado. "Por que somos o segundo país em número de mortos?", questionava a ONG em uma faixa fincada na areia da praia de Copacabana.

Mil balões vermelhos biodegradáveis foram espalhados pela praia. Cem deles foram presos a cruzes fincadas na areia. O presidente da Rio de Paz voltou a fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para ele o maior responsável pela situação.

"Enquanto o país agonizava em estado de perplexidade nós o víamos pilotar jet ski, cavalgar, organizar churrasco, forçar demissão de dois ministros da saúde e prescrever remédio como se médico fosse", afirmou. "E o mais assustador, não ter demonstrado empatia pelos parentes das vítimas enquanto estimulava a quebra do distanciamento social."

Como no ato anterior da ONG, um apoiador de Bolsonaro que caminhava pelo calçadão bateu boca com manifestantes. Ele chamou de fake news o número de mortos e foi interpelado pelo taxista Marco Antonio do Nascimento, que perdeu um filho para a doença. "Não fala que é fake news", disse ele, mostrando uma foto do rapaz.

Nascimento ficou conhecido no último ato do Rio de Paz, em junho, quando recolocou no lugar cruzes que haviam sido derrubadas por um apoiador de Bolsonaro, que questionava as críticas à condução da crise pelo presidente da República.

Moro alfineta Bolsonaro: 'Não podemos nos conformar, nem apenas dizer cem mil e daí'
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Ex-ministro da Justiça, que deixou o governo em abril deste ano acusando o presidente Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal (relembre), Sérgio Moro usou as redes sociais para lamentar as 100 mil mortes pelo novo coronavírus no Brasil e aproveitou para alfinetar o antigo aliado.

 

“Não podemos nos conformar, nem apenas dizer #CemMilEdaí. São mais de 100 mil mortos; 100 mil famílias que perderam entes para a Covid. Que a ciência nos aponte caminhos e que a fé nos dê esperança”, escreveu Moro, referindo-se a falas emblemáticas de Bolsonaro, durante a crise da pandemia.

 

O presidente, que chegou a classificar o novo coronavírus como “gripezinha”, teve uma resposta inusitada ao ser interpelado por jornalistas quando o Brasil ultrapassou 2500 mortes. “Eu não sou coveiro, tá certo?", disse. 

 

Pouco tempo depois, quando o país registrava 5 mil óbitos, ele mais uma vez fez declarações questionáveis: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’”, retrucou. “Sou Messias, mas não faço milagre”, completou o chefe do executivo, que defende o uso da cloroquina como tratamento para a Covid-19, mesmo contrário à comunidade científica, que atestou a ineficácia da droga para este fim.

Rui lamenta 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil: 'Milhares de famílias despedaçadas'
Foto: Reprodução / Facebook

O governador Rui Costa (PT) veio a público nesta tarde para lamentar a marca de 100 mil mortes pela Covid-19, ultrapassada neste sábado (8), no Brasil (saiba mais). “Atingimos a marca de 100 mil brasileiros e brasileiras vítimas fatais do coronavírus. São milhares de famílias despedaçadas. Meus sentimentos a todas estas pessoas que perderam seus parentes e amigos nesta guerra contra a pandemia”, declarou.

 

Além da nota de pesar, Rui, que tem sido duramente crítico à gestão do governo Bolsonaro no combate à pandemia, reiterou ainda o “compromisso de continuar trabalhando e lutando até vencer este inimigo invisível”.

Brasil supera 100 mil mortes pela Covid-19, aponta consórcio de imprensa
Foto: Paula Fróes / GOVBA

O Brasil registrou uma triste marca neste sábado (8). O país ultrapassou os 100 mil mortos em decorrência do novo coronavírus, de acordo com dados coletados com as secretarias estaduais da saúde pelo consórcio formado por Folha de S. Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, o Globo e G1.

 

Segundo o levantamento, até às 13h30 eram 100.240 óbitos pela Covid-19. O Ministério da Saúde vai fazer a atualização a qualquer momento para divulgar os dados oficiais. 

 

O número de casos registrados, por sua vez, é de 2.988.796.

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 10:00

Falta de dados e de transparência criam desconfiança sobre a vacina da Rússia

por Ana Bottalo | Folhapress

Falta de dados e de transparência criam desconfiança sobre a vacina da Rússia
Foto: Robson Valverde/ SES-SC

A segurança da vacina para a Covid em desenvolvimento na Rússia e a veracidade de seus dados foram colocadas em xeque após o governo dizer que pretende vacinar a população já em outubro.

 

A produção da vacina a partir de setembro, antes da conclusão de todos os testes e da divulgação dos resultados que comprovem eficácia e segurança, gerou críticas de especialistas, além de desconfiança.

 

A Rússia não é o único país a prometer uma vacina ainda este ano. Na China, o Exército aprovou o uso limitado da vacina da CanSino em seus militares pelo período de um ano. Os EUA fecharam acordo para compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer que está sendo desenvolvida com a BioNTech até o final de 2020.

 

A Rússia, porém, foi a primeira a anunciar a vacinação em massa nos próximos meses. A imunização, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, ainda está em fase 2 de ensaios clínicos. Ao todo, há 27 vacinas em fase de testes em humanos, das quais seis estão em fase 3 (a última antes da aprovação), e 139 em estudos pré-clínicos (em animais), segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

Para a bióloga Natália Pasternak, pesquisadora do ICB-USP e presidente do Instituto Questão de Ciência, a falta de transparência é malvista e não representa boa prática científica. "Todas as vacinas sérias feitas por empresas e universidades de renome estão comprometidas com a transparência. Isso não foi feito com a vacina da Rússia, que para nós, cientistas, não existe. Não sabemos nada sobre ela, qual é a tecnologia empregada, os resultados da fase pré-clínica. Não foi feita uma publicação", diz.

 

Pasternak afirma que, mesmo com atrasos, os ensaios pré-clínicos e resultados das fases 1 e 2 das outras vacinas em desenvolvimento foram publicados em revistas científicas prestigiadas, que têm um sistema de revisão por pares.

 

Das vacinas em fase 3, a da empresa chinesa Sinovac, cujo acordo com o Instituto Butantan visa a produção de até 100 milhões de doses no Brasil, é a única que foge a essa regra. "Me preocupa a falta de publicação dos resultados das fases 1 e 2 da Sinovac. Embora as declarações da empresa e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, sejam de resultados satisfatórios, nós [cientistas] gostaríamos de ver esses resultados", diz Pasternak.

 

O fato de vacina estar na última fase de testes não é garantia de que ela irá funcionar, apesar das publicações de artigos que atestem sua eficácia. Luciana Leite, diretora do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan, diz que a aceleração das fases 1 e 2 está sendo aplicada em diversos países, mas não dá para falar em usar a vacina sem terminar a fase 3, que pode durar até um ano. E, mesmo após essa etapa, o acompanhamento não para.

"Temos depois a fase 4, ou de fármaco-vigilância, sem prazo definido. Alguns efeitos são tão raros que só observamos quando o fármaco é usado em milhões de indivíduos, não aparecem em testes com mil, 2.000 ou 10 mil pessoas", diz.

 

Ela diz que até é possível que a Rússia tenha vacina em curto prazo, mas tudo depende de quão restritivos ou permissivos são os órgãos regulatórios do país. Para Leite, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regulamenta todos os medicamentos e vacinas produzidos ou importados no Brasil, é minuciosa para permitir a produção de vacinas, até para fármacos produzidos fora do país.

 

Além disso, a produção acelerada enfrenta uma barreira no órgão sanitário. "No Brasil podemos ficar tranquilos porque a Anvisa, e quem trabalha na área de produção de vacinas sabe, é muito rigorosa."

 

No pedido de ensaio fase 1/2 feito pelo Instituto Gamaleya (disponível no site clinicaltrials.gov), a vacina experimental em teste possui dois componentes: um formado pelo adenovírus 26 e outro pelo adenovírus 5. O adenovírus 26 é um vírus causador de gripe em chimpanzés e é o mesmo usado pela farmacêutica Johnson & Johnson (J&J), atualmente em fase 1/2. A Universidade de Oxford criou o próprio vetor viral, chamado ChAdOx1, a partir de um adenovírus de chimpanzés.

 

Já o adenovírus 5 (Ad5) é um vírus da gripe comum em humanos. Tradicionalmente, vacinas com adenovírus usam essa forma do vírus, como é o caso da chinesa CanSino. "O Ad5 é o mais comum para produção de vacinas porque foi o primeiro a ser usado [para vacinas] e avançou muito bem nos primeiros testes. O problema é que vacinas com o Ad5 podem não funcionar bem em pessoas que já têm anticorpos contra ele", diz Leite.

 

As vacinas com adenovírus são chamadas de "vivas" ou atenuadas. Outras vacinas usam o vírus inativado. É o caso da vacina da Sinovac. A tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a da febre amarela são vacinas atenuadas largamente utilizadas. Já entre as vacinas inativadas destacam-se as da raiva, da pólio e a contra a gripe Influenza.

 

Segundo Leite, vacinas inativadas apresentam melhor resposta imune humoral --ou imediata, relacionada à produção de anticorpos. Até o momento, todas as vacinas contra a Covid-19 em fase 3 e cujos resultados foram divulgados induziram à criação de anticorpos neutralizantes. Esse tem-se mostrado um ponto favorável na eficácia das vacinas, embora não se saiba ao certo por quanto tempo essa resposta permaneça no corpo.

 

Já a resposta imune celular é mais lenta, mas mais duradoura. As vacinas vivas ou atenuadas tendem a produzir melhor resposta celular, afirma. Nas vacinas inativadas adicionam-se adjuvantes, como o hidróxido de alumínio, para ajudar nessa resposta celular.

 

As vacinas da Oxford, J&J e Moderna mostraram bons resultados para a presença de linfócitos T nos voluntários. Para Leite, as vacinas na fase 3 são promissoras, e não deve haver politização ou receio. "No Brasil, não é só o movimento antivacina, tem a questão política. Vamos ver na hora que tivermos a vacina se os governos vão bancar e apoiar."

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 00:00

Hipercolesteromia familiar: Doença silenciosa só é diagnosticada em 10% dos casos

por Jade Coelho / Gabriela Icó

Hipercolesteromia familiar: Doença silenciosa só é diagnosticada em 10% dos casos
Foto: Site Drauzio Varella/Uol

Uma doença silenciosa pode ser muito perigosa. Mais ainda se você não sabe que corre o risco de desenvolvê-la. É o caso da hipercolesterolemia familiar, que afeta mais de 300 mil brasileiros, mas dos quais somente cerca de 10% foram diagnosticados. Pode levar a alterações cardiovasculares e até mesmo risco de morte súbita em faixas etárias precoces. "Por isso chama a atenção e merece ser investigada", alerta a cardiologista pediátrica Naiara Galvão. Neste sábado (8), dia da Consciência da Hipercolesteromia Familiar, a especialista explicou sobre o problema ao Bahia Notícias.

 

A doença é o nível elevado de colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim. Para a especialista, a "grande dificuldade" de diagnosticar a hipercolesterolemia é fazer os exames laboratoriais. "Muita gente não tem acesso a serviço de saúde. E por ser uma doença assintomática, o depósito de colesterol vai se modificando nos vasos ao longo dos anos e infelizmente as pessoas que não são diagnosticadas previamente, só vão descobrir em um momento trágico, como um infarto, derrame ou até mesmo a morte", analisa. 

 

Por ser hereditária, afeta muitos jovens e não está relacionada necessariamente a outros problemas, como a obesidade. É importante uma confirmação da doença ainda criança para evitar complicações. A cardiologista explica que existe a recomendação de traçar o perfil lipídico de todas as pessoas a partir dos 10 anos. E aos dois anos também é indicada a coleta de colesterol total. O exame pode revelar baixos índices específicos em crianças com fatores de risco como pressão alta, diabetes, histórico familiar de doença (enrijecimento das artérias) ou morte por doença cardiovascular prematura. "Através do exame, detectados os níveis de LDL, colesterol acima dos 190 já é muito sugestivo dessa condição. Mas ainda não dá o diagnóstico", explica.

 

A doença também pode ser identificada por sinais clínicos, que são depósitos de colesterol na pele, nos olhos ou perto dos tendões, além de histórico familiar. Já o diagnóstico definitivo é dado por identificação de mutações e poliformismos genéticos que favoreçam o desenvolvimento da hipercolesteromia. 

 

É possível que seja feito um rastreio no posto de saúde. Durante a anamnese, o médico deve pesquisar fatores como o histórico familiar de hipercolesterolemia, o uso prematuro de medicamentos e idade de acometimento dos familiares. Já por exame físico, é possível identificar os sinais clínicos (depósito de colesterol) e pedir um exame laboratorial. "Diante de todos esses achados, pode sugerir o diagnóstico e dar um encaminhamento adequado", explica.

 

A cardiologista explica que quanto mais precoce for o tratamento, melhor é o prognóstico. "Alguns estudos estimam que pode haver aumento da expectativa de vida dos pacientes de 10 a 30 anos, se eles usarem a terapia hipolipemiante com medicamentos", conta. Também é indicado hábitos de vida saudável como alimentação equilibrada, com fibras, carboidratos, colesterol de boa qualidade, além da prática de atividade física. "Uma alimentação não vai reduzir tanto o nível de colesterol, mas podem ajudar a reduzir e controlar outros fatores de risco cardiovasculares que venham a se desenvolver", aponta.

 

Não há idade estipulada para o início do tratamento. Naiara diz que é comum o pensamento de que este tipo de doença acomete somente idosos. Mas por conta das mudanças dos hábitos de vida, a cardiologista explica que doenças do coração são vistas cada vez mais precoces. "Mesmo em crianças a partir dos seis anos já temos diagnóstico de pressão alta, que pode evoluir para diabetes, obesidade na adolescência, e isso vai causar alterações cardiovasculares".

Brasil tem 2,9 milhões de infectados pela Covid-19; Bahia é 2º estado com mais casos
Foto: Reprodução / Handout

O Brasil chegou a 2.962.442 casos confirmados do novo coronavírus, nesta sexta-feira (7). A Bahia segue como o segundo estado com maior número de infectados pela doença, segundo o balanço do Ministério da Saúde.

 

Ao todo foram 99.572 mortes, com as novas 1.079 mortes em razão da Covid-19. O país também registrou 50.230 novo casos nas últimas 24 horas. 

 

Ainda existem 794.476 pessoas em acompanhamento e a quantidade de recuperados totalizou 2.068.394.

 

Veja:

Foto: Ministério da Saúde
 

Gripário de Bom Jesus dos Passos é inaugurado; equipamento vai atender população das ilhas
Foto: Secom / PMS

Os moradores das nas ilhas de Maré, Bom Jesus dos Passos e Paramana passaram a contar com o serviço de mais um gripário. No equipamento é prestada assistência às pessoas com sintomas gripais, e a estrutura localizada nas ilhas passou a funcionar no início da noite desta sexta-feira (7).

 

Este foi o quinto gripário inaugurado pala gestão de Salvador, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O equipamento é destinado ao atendimento exclusivo das síndromes gripais (H1N1, Covid-19 e outros vírus).

 

A unidade contou com um investimento de cerca de R$ 4 milhões. A prefeitura de Salvador informou que o Gripário da Ilha de Bom Jesus contará com cinco leitos, sendo quatro de observação e outro de UTI equipado com respirador e toda estrutura necessária para estabilização de pacientes com quadro clínico mais graves. No total, 92 profissionais, entre 14 médicos plantonistas emergencistas, três enfermeiros, dois fisioterapeutas, 36 técnicos de enfermagem, sete técnicos de radiologia e quatro de laboratório atuarão de forma ininterrupta, em regime 24 horas, durante os sete dias da semana.

 

Serão garantidos aos pacientes os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico com realização de exames de raios-x, laboratoriais e eletrocardiograma (ECG). Uma ambulancha do Samu 192 servirá de retaguarda para a transferência ágil de pacientes que necessitarem de acolhimento hospitalar.

 

Outros equipamentos semelhantes já foram entregues e estão funcionando em anexo às UPAs dos Barris, Paripe, Pirajá/Santo Inácio e Valéria. A previsão é de que uma nova unidade seja entregue ainda esse mês no bairro do Pau Miúdo.

 

A rede de urgência soteropolitana passa de 355 para 424 leitos, um incremento de 21% da expansão assistencial de emergência em toda cidade.

 

Além do gripário, a SMS ampliou a equipe de profissionais que atuam nas unidades básicas localizadas nas ilhas, através da inclusão de médico ginecologista e pediatra, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista, e psicólogo, sendo que, nos feriados e finais de semana, das 19h da sexta-feira até as 7h horas de segunda, os serviços prestam atendimento aos casos que urgência que porventura ocorram na região das ilhas.

 

“Estamos atentos à circulação do vírus na região das ilhas e implementamos estratégias de assistência para assegurar que a população dessas localidades possa ser acolhida de maneira resoluta e com acesso facilitado. Todo esse esforço deflagrado pela Prefeitura tem o intuito de garantir que todos os moradores da capital, das regiões mais centrais até as mais periféricas, tenham oportunidade de acesso qualificado à saúde e o resultado disso é que salvamos vidas por conta dessas ações”, afirmou o secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates.

Salinas das Margaridas: Prefeitura faz testagem em massa em distrito com alta de casos
Foto: Reprodução / Blog do Valente

A prefeitura de Salinas das Margarida realizou, nestas quarta (5) e quinta-feira (6), testagem em massa de Covid-19.  De acordo com a administração municipal, a ação foi realizada no distrito de Encarnação, localidade onde foi identificado um crescimento significativo dos casos.

 

Ao todo, foram aplicados 676 testes rápidos. Destes, 561 apresentaram resultados negativos e 115 positivos, sendo que 36 encontram-se ativos, conforme informações do Blog do Valente.

 

A prefeitura reforça que as pessoas precisam continuar atentas às orientações das autoridades de saúde, mantendo o isolamento social, o uso de máscara e higienização das mãos.

 

Para a gestão municipal, testagem em massa é uma forma de identificar e isolar as pessoas contaminadas pela Covid-19, para isolamento imediato e monitoramento. Assim, o risco de disseminação da doença é reduzido.

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 18:33

Casos ativos de Covid-19 na Bahia crescem por 4 dias consecutivos

por Jade Coelho

Casos ativos de Covid-19 na Bahia crescem por 4 dias consecutivos
Foto: Reprodução/Pixabay

O número de pessoas infectadas pelo coronavírus e que permanecem doentes, consideradas casos ativos, cresceu nos últimos quatro dias na Bahia. Na segunda-feira (3), a Secretaria da Saúde (Sesab) registrava 12.067 casos ativos, esse número foi crescendo durante a semana e nesta sexta-feira (7) ficou em 14.727.

 

Desde o início da pandemia o estado registrou 3.843 mortes. O total de infectados era até esta sexta de 187.892. No dia anterior, na quinta (6), eram 183.690. 169.322 já são considerados recuperados.

 

Os casos confirmados ocorreram em 411 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (33,29%). 

Dados do AM sugerem chance de imunidade coletiva do coronavírus vir antes do previsto
Foto: Reprodução/Pixabay

Especialistas analisaram dados da pandemia no estado do Amazonas e levantaram a hipótese de que a imunidade coletiva, ou de rebanho, ao novo coronavírus pode ser alcançado quando cerca de 20% da população é infectada. As informações são da Agência Fapesb. A teoria, de acordo com a reportagem, vem ganhando força na comunidade científica.

 

Até então se falava em imunidade coletiva entre 50% e 70% da população.

 

A Fapesb ressalta que quando se olha para a evolução da CovidD-19 no Amazonas, é possível ter uma ideia do que ocorreria em boa parte do mundo caso os governos optassem por deixar a pandemia seguir seu curso natural, com poucas medidas efetivas para mitigar o contágio.

 

A reportagem lembra que no meio de abril, apenas um mês após a confirmação do primeiro caso em Manaus, o sistema de saúde local entrou em colapso. No fim de maio, quando a prefeitura da capital amazonense precisou abrir covas coletivas para sepultar as vítimas, o número de novos casos e óbitos diários atingiu o auge e, a partir desse momento, começou a cair. A Fapesb ainda destaca que a tendência de queda vem se mantendo constante no Amazonas, mesmo com comércio e escolas em funcionamento desde junho, e a despeito de estudos indicarem que nem 30% da população desenvolveu imunidade contra o novo coronavírus.

 

O grupo coordenado pela biomatemática portuguesa Gabriela Gomes (atualmente na University of Strathclyde, na Escócia), que inclui pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos primeiros a apontar nessa direção, com base em projeções feitas por um modelo matemático que leva em conta o fato de que os indivíduos de uma população têm diferentes graus de suscetibilidade e de exposição ao vírus, diz a reportagem.

 

“Chegamos à conclusão de que essa heterogeneidade pode alterar muito os resultados e em um sentido positivo. A epidemia deve ser menor do que o previsto pelos modelos homogêneos [que não consideram os diferentes níveis de suscetibilidade e exposição entre os indivíduos] e o limiar da imunidade coletiva também deverá ser menor do que aquele que os modelos clássicos indicam”, afirmou Gabriela Gomes durante o seminário on-line.

 

Ela ainda fez uma ponderação. De que alcançar o patamar de imunidade coletiva não significa o fim imediato da epidemia. Como as cadeias de transmissão já estão instaladas na população, é esperado que o número de casos acumulados continue a crescer, ainda que de forma mais lenta, podendo chegar ao dobro do que foi registrado no pico da curva epidêmica.

Casos graves de Covid-19 não resultam em resposta imunológica mais forte
Foto: Reprodução/CDC

Cientistas alemães constataram em um estudo sobre o coronavírus que um quadro severo da Covid-19 não está necessariamente relacionado a uma reação mais forte do sistema imunológico. As informações são de reportagem da revista Galileu.

 

A pesquisa foi realizada por seis centros de pesquisa na Alemanha. Os resultados serão publicados ainda em agosto no periódico especializado Cell.

 

Durante o estudo os pesquisadores relizaram análises em amostras de sangue de 53 voluntários com Covid-19 e que tiveram a infecção infecção classificada como leve ou grave. Para o grupo controle, foram consideradas amostras sanguíneas de pacientes com outras infecções virais do trato respiratório e de indivíduos saudáveis.

 

De acordo com a reportagem, os cientistas analiasaram a atividade gênica e a quantidade de proteínas no nível celular, o que possibilitou aos pesquisadores caracterizar os glóbulos brancos que circulam no sangue e têm papel importante no sistema imune. "Combinando com a observação de proteínas importantes na superfície das células imunológicas, conseguimos decifrar as alterações no sistema imunológico de pacientes com Covid-19", relatou Birgit Sawitzki, coautora do estudo, em comunicado.

 

"Descobrimos que essas células imunológicas estão ativadas, ou seja, prontas para defender o paciente contra a Covid-19 no caso de cursos leves de doenças e também estão programadas para ativar o restante do sistema imunológico", relatou Antoine-Emmanuel Saliba, membro da equipe de pesquisa. "Em última análise, isso leva a uma resposta imune eficaz contra o vírus."

Covid-19: Organizações se unem para equipar fábrica de vacina e doar à Fiocruz
Foto: Reprodução / Agência Brasil

Ambev, Americanas, Itaú Unibanco (Todos pela Saúde), Stone, Instituto Votorantim, Fundação Lemann, Fundação Brava e a Behring Family Foundation anunciaram, nesta sexta-feira (7), que vão equipar e financiar a infraestrutura necessária à produção da vacina contra a Covid-19 e vão doar à Fiocruz. Inicialmente será construído um laboratório de controle de qualidade para a realização dos testes desde a primeira fase de incorporação do imunizante pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos /Fiocruz).
 

A etapa consiste no recebimento de 100 milhões de doses do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para processamento final - formulação, envase, rotulagem e embalagem -, dentro de um acordo de encomenda tecnológica respaldado pelo governo. 


A unidade irá produzir a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, junto ao laboratório farmacêutico britânico AstraZeneca. O projeto se encontra na fase III de testes no Brasil e outros países, como África do Sul, UK e EUA. A expectativa é de que esta vacina tenha a submissão do seu dossiê de registro à agência regulatória nacional ainda em 2020. A partir desse deferimento, as doses produzidas serão disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI)/ Ministério da Saúde para imunização da população de acordo com a sua estratégia.


O grupo também investirá em adequações do parque fabril de Bio-Manguinhos/Fiocruz, assim como na aquisição dos equipamentos necessários à absorção total da tecnologia para produção do IFA. A previsão é que a infraestrutura esteja pronta até o começo de 2021.


Quando concluídos todos os investimentos, Bio-Manguinhos/Fiocruz terá também capacidade para produzir outras vacinas no futuro, incluindo outros tipos contra a Covid-19 que sejam aprovados. A proposta é de que a unidade produtora fique como legado do grupo de empresas e fundações para a sociedade civil e as comunidades científica e médica.  

 

A preparação destas instalações fabris terá um custo de cerca de R$ 100 milhões, recurso viabilizado pela coalizão formada pelas empresas e fundações, responsáveis por 100% desses investimentos, incluindo todos os equipamentos laboratoriais e industriais necessários à sua operação. 


A Ambev será corresponsável, junto com a Fiocruz, pela gestão e execução do projeto, sob supervisão técnica de Bio-Manguinhos/Fiocruz. O escritório Barbosa, Mussnich e Aragão Advogados atuará como consultor jurídico do projeto, pró-bono. Um comitê composto por todas as empresas e fundações será formado para acompanhar o andamento das obras e aquisições dos equipamentos. 


Parte dos integrantes da coalizão também apoiará a construção de uma fábrica similar no Instituto Butantan, em São Paulo. As duas iniciativas, inovadoras ao unir esforços dos setores público e privado, lideradas por brasileiros de ponta a ponta, trarão ao Brasil uma autonomia inédita para o abastecimento de vacinas contra a Covid-19, e serão também as primeiras fábricas capazes de produzir este tipo de vacina na América do Sul.

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 16:03

Ocupação de UTIs em Salvador alcança índice inédito de 59% nesta sexta-feira

por Fernando Duarte / Jade Coelho

Ocupação de UTIs em Salvador alcança índice inédito de 59% nesta sexta-feira
Foto: Manu Dias/GOVBA

A taxa de ocupação de UTIs em Salvador chegou aos 59% nesta sexta-feira (7). O índice é o menor já registrado na capital da Bahia desde o início da pandemia do novo coronavírus.  A informação foi divulgada pela prefeitura da cidade.

 

Com medidas restritivas implementadas em setores da cidade desde março, Salvador está em meio à retomada de atividades. O protocolo elaborado pela gestão estadual condiciona a reabertura de setores do comércio à ocupação de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo, altamente demandados em meio a crise sanitária da Covid-19.

 

Atualmente a cidade está na fase um da retomada, e na segunda-feira (10) está previsto o início da fase dois.

 

“Temos acompanhando os números. Até o presente momento, não estamos sentindo impacto no sistema de saúde. Isso mostra que os comerciantes estão seguindo os protocolos determinados pela Prefeitura”, destaca o secretário municipal da Saúde, Leo Prates.

 

A etapa 2 tinha como critérios para ser ativada a manutenção da ocupação de UTIs abaixo dos 70% por cinco dias. A meta foi alcançada nesta quinta-feira (6). Na próxima segunda poderão ser reabertos bares, restaurantes, barbearias e salões de beleza, por exemplo.

 

A fase três deve ser ativada após passados 15 dias na fase dois, e quando a ocupação de UTIs ficar abaixo de 60% por cinco dias. Apesar dos 59% registrados nesta sexta, não há possibilidade de “pular fases”. 

Martagão Gesteira retoma cirurgias eletivas na próxima segunda-feira
Foto: Divulgação

O Hospital Martagão Gesteira voltará a realizar cirurgias eletivas a partir da próxima segunda-feira (10). Elas tinham sido suspensas por precaução em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Meses depois, a unidade de saúde vai retomar as atividades, com base em novos protocolos de segurança.

 

Uma enfermeira específica será destinada para o serviço, com uma equipe voltada exclusivamente para esta finalidade. Com isso, o objetivo principal é evitar que os casos de pacientes que necessitam de cirurgias eletivas se tornem graves.

 

“O retorno das cirurgias eletivas no Martagão é mais um reforço do compromisso da Liga Álvaro Bahia (entidade mantenedora do Martagão) com a saúde das crianças. Avaliamos que manter por mais tempo estes procedimentos suspensos pode gerar uma necessidade de realização dos mesmos em caráter de urgência, colocando-os sob maior risco”, explica o diretor médico da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil, Risvaldo Varjão.

 

De acordo com o hospital, esses pacientes não entrarão em contato com outros em situação suspeita ou com diagnóstico já confirmado para Covid-19. Os pacientes de cirurgias eletivas ficarão em uma enfermaria e UTI específicas para o tratamento de síndromes respiratórias, contratualizadas com a Prefeitura de Salvador. “Com o achatamento que temos visto na curva da doença em Salvador e a adoção de protocolos rígidos de segurança dentro do hospital, estamos prontos para dar mais este passo em prol da normalidade de oferta de cuidado e acesso à saúde”, acrescenta Varjão.

 

Como o atendimento ambulatorial também começou a ser retomado gradativamente, os pacientes estão tendo seus procedimentos remarcados, assim como novos procedimentos estão sendo agendados.

 

Da mesma forma, o Hospital Dia Martagão Gesteira, situado no bairro de Roma, também vai retomar o serviço. A unidade é especializada em cirurgias pediátricas e de pequeno e médio porte em crianças e adolescentes de 1 a 14 anos.

Sob suspeitas, Rússia anuncia que registrará vacina contra Covid-19 em 12 de agosto
Foto: Divulgação

A vacina primeira vacina contra a Covid-19 será registrada pela Rússia no dia 12 de agosto, de acordo com o vice-ministro da Saúde do país, Oleg Gridnev. De acordo com o G1, o programam do governo de vacinação em massa tem previsão de ser iniciado em outubro, com prioridade para médicos e idosos.  

 

A comunidade internacional está receosa em relação ao produto da Rússia, em razão da falta de transparência do país em divulgar os resultados. Nenhum resultado ou dado científico foi publicado sobre as pesquisas. 

 

O pedido do presidente Vladimir Putin, feito em abril, foi de que o governo tomasse decisões que simplificassem e encurtassem os prazos para ensaios clínicos e pré-clínicos. 

 

Nesse meio tempo, cientistas do Instituto Gamaleya se inocularam com algumas doses da vacina quando ela ainda estava sendo testada em animais, de acordo com a BBC. A Associação de Organizadores de Pesquisas Clínicas criticou a Rússia por isso. 

 

A justificativa do diretor do Instituto, Alexander Gintsbur, foi de que os pesquisadores tomaram um medicamento experimental para não haver risco de serem infectados pela Covid-19 durante o porcesso de desenvolvimento da vacina.

 

Atualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, estão sendo testadas 164 vacinas no mundo - em diferentes fases de estudo. Apenas cinco estão na Fase 3, que é a testagem em larga escala em humanos, incluindo a russa. 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 164 vacinas estão em diferentes fases de estudo e ao menos nove países já testam vacinas em humanos. Apenas cinco delas estão na Fase 3, como o governo russo afirma que a sua vacina está.

Em reunião com chineses, Rui tenta trazer vacina para Covid-19 para Bahia
Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução / Agência Brasil

O governador Rui Costa reuniu-se nesta sexta-feira (7) com representantes do Grupo Nacional Farmacêutico da China - Sinopharm, responsável pela produção de duas vacinas contra o coronavírus. O encontro teve como objetivo inserir a Bahia e a região Nordeste nos estudos clínicos de fase III que estão por ser conduzidos internacionalmente. 

 

A Sinopharm, uma das primeiras empresas chineses a começar a testar suas vacinas Covid-19 no exterior, disse que ela teria uma vacina pronta para o público antes do final do ano. A expectativa é de incluir 8 mil participantes distribuídos nos estados do nordeste. Confirmando os resultados positivos, um acordo comercial seria estabelecido entre a Bahiafarma e Sinopharm para distribuição da vacina no país. 

 

Essa corrida global está prestes a receber uma vacina viável para a Covid-19 no mercado, com governos de todo o mundo apostando em quem será o primeiro e garantir um suprimento para seus cidadãos. As autoridades chinesas estão ansiosas para mostrar que podem ajudar o mundo a superar uma pandemia que infectou milhões. Ser o primeiro a tomar uma vacina ajudaria muito nesse objetivo, ao mesmo tempo em que se busca reavivar a confiança e reativar a economia doméstica.

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 14:30

Porto Seguro: Prefeitura libera praias, barracas, bares e restaurantes

por Francis Juliano

Porto Seguro: Prefeitura libera praias, barracas, bares e restaurantes
Foto: Reprodução / Radar 64

Um decreto da prefeitura de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, liberou o retorno do funcionamento de bares e barracas de praia. Conforme a medida, as barracas, com selo Porto Mais Seguro, devem operar com 50% da capacidade, com regras de higiene e distanciamento entre as pessoas. A mesma condição é estabelecida para bares, restaurantes [com selo Porto Mais Seguro], lanchonetes, pizzarias, sorveterias e afins.

 

No mesmo decreto 10.970, a prefeita Cláudia Oliveira autorizou o funcionamento de todas as praias do município. Neste caso, banhistas devem usar máscara quando não estiverem na água e precisam manter distanciamento entre eles. O toque de recolher também foi suspenso. No caso da Vila de Caraíva e Nova Caraíba, a prefeitura manteve a proibição de visitas, passeios e atividades turísticas até o dia 31 de agosto. Nesses locais, apenas os serviços considerados essenciais continuam em funcionamento.

 

Segundo último boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Porto Seguro acumulava 1.893 casos confirmado de novo coronavírus. O número de óbitos em decorrência da Covid-19 é de 28, segundo a prefeitura. 

Problemas gastrointestinais, delírio e pleurite: veja sintomas já relatados da Covid-19
Foto: Divulgação

Mesmo tendo surgido há cerca de oito meses, a Covid-19 ainda não foi completamente desvendada pelos médicos e cientistas. Apesar de ter sintomas recurrentes, a doença também pode apresentar sintomas dos mais variados no organismo. Dentre os mais raros, mas que foram identificados em pacientes, estão problemas gastrointestinais, dor no peito devido à inflamação na pleura, delírios, perda persistente de olfato e paladar e sintomas neurológicos em crianças. 

 

De acordo com informações do G1, estudos científicos recentes apontam para a existência desses sintomas, mas ainda é necessário fazer pesquisas mais amplas e ouvir autoridades médicas internacionais.

 

Uma pesquisa italiana, publicada neste mês, analisou um grupo de 105 pacientes, sendo 34 com Covid e 71 no grupo de controle sem a doença. O resultado mostrou que 8,8% das pessoas apresentaram problemas gastrointestinais. Ao mesmo tempo, também tiveram uma menor taxa de mortalidade. Na opinião dos cientistas, os problemas gastrointestinais podem ter uma relação com a redução mais rápida da carga viral.

 

Já em relação aos delírios, a revista especializada "Brain" publicou, no dia 7 de julho, um estudo da University College London, que apontou que infalamção cerebral, derrame e danos nos nervos foram sintomas apresentados por alguns pacientes com Covid-19.

 

Foram analisadas 43 pessoas, com idades entre 16 e 85 anos, que foram tratadas no Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia no Reino Unido. Dentre os pacientes, 10 apresentaram disfunção cerebral temporária, 12 inflamação cerebral, oito tiveram derrames e outros oito tiveram danos nos nervos - especialmente relacionados à Síndrome de Guillian-Barré.

 

Enquanto isso, no Canadá, o pesquisador da Universidade de Calgary, Christopher Oleynick avaliou um paciente de 48 anos com hipertensão e diabetes tipo 2. O homem estava com uma dor forte no tórax, e os exames apontaram pleurite viral. É uma inflamação na pleura, o tecido que reveste os pulmões. Quando foi testado para a Covid-19, deu positivo.

 

Em relação à perda de olfato e paladar, este já é um sintoma "incomum", porém recorrente, da Covid-19. No entanto, cientistas estão analisando se ele pode gerar sequelas aos pacientes.

 

De acordo com um estudo publicado no dia 2 de julho na revista JAMA, dentre 202 pacientes que relataram a perda de olfato e paladar, 55 disseram já sentir cheiros e gostos após o sintoma, 46 apontaram que os sentidos melhorara, mas 12 não tiveram retorno do olfato e paladar até a publicação da pesquisa.

 

Por fim, problemas neurológicos também se mostraram presentes em crianças pacientes do novo coronavírus. Um estudo, também publicado na revista JAMA, analisou 27 crianças com a doença. Quatro delas apresentaram sintomas neurológicos de início recente, como dores de cabeça, sinais no tronco encefálico e cerebelar, fraqueza muscular, reflexos reduzidos e alterações no músculo do esplênio. 

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