Terça, 01 de Agosto de 2017 - 10:44

O dia 'D' será amanhã para Temer

por Samuel Celestino

O dia 'D' será amanhã para Temer
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Michel Temer, na rota de chegada para esta quarta-feira (2), está preocupado com o quórum que necessita para pular a fogueira. Ele se volta agora para os oposicionistas a eles pedindo - basicamente pela voz do Planalto e dos seus deputados - que mesmo que votem contra a denúncia, estejam presentes na sessão de amanhã, que deverá começar por volta das 9 horas. Se o quórum necessário não for alcançado, “adeus maria preá”, como se dizia em outros tempos mais sérios. Há número de deputados suficientes favoráveis ao presidente, mas é preciso que a oposição também compareça para dar números e a sessão seja então iniciada nesta esperada quarta-feira, que poderá, ou não, ser de cinzas para o presidente. Se assim for, estarão configuradas dificuldades para permanecer com o seu mandato, mesmo que seja a duras penas. Gera-se, assim, uma situação constrangedora para a República, que ficará pior do que está no momento, com dificuldade de toda ordem. Este dia 2 de agosto irá depender das circunstâncias da sessão de amanhã, portanto. O presidente ficará no dia de hoje recebendo parlamentares (o que normalmente ele já faz) na espera de que haja informações positivas oriundas da oposição, trazendo para o Planalto boas novas. A questão, porém, é que os oposicionistas estão liberando seus parlamentares para agirem como quiserem, mas muitos não estão dispostos a facilitar para Temer. Daí a expectativa da sessão desta quarta, o que casa bem com este mês de agosto. Será um dia certamente de muitas dificuldades para o presidente. Na Bahia, provavelemte o governador Rui Costa irá orientar para votar contra Temer, ou se ausentar, conforme orientação do PT.

Segunda, 31 de Julho de 2017 - 12:08

Temer ficará ou não no cargo?

por Samuel Celestino

Temer ficará ou não no cargo?
Foto: Lula Marques/Agência PT

Somente oito em cada dez nomes pesquisados pelo Ibope, de acordo com O Globo, portanto a maioria, é de insatisfeitos com o presidente. Este número diz exatamente o que pensam os brasileiros em relação a Michel Temer. São, portanto, em trono de 80% os que o detestam. Estão distantes do que certamente imagina (pelo menos se presume) o presidente. A sua expectativa agora está voltada para a quarta-feira, dia 2, quando os deputados deverão mantê-lo no poder, embora mais adiante ele possa vir a cair do comando da República. Dia e noite ele conversa com os parlamentares para angariar votos e permanecer no cargo. Como é do conhecimento, a população do País não o aceita, pelo contrário. Mas isso é outra história. O que vale no momento são os parlamentares que irão determinar a sua permanência no cargo, ou não. Pelas últimas informações também a partir de pesquisas, no momento ele esta na mesmíssima situação em que estava Dilma Rousseff, quando caiu a partir do impeachment. Portanto, embora fique a dizer baboseiras nos seus discursos, dia sim dias não, o Brasil não o tem como em boa consideração. Seus ministros são uma lástima, com exceções, é claro. Provavelmente ele vai permanecer no cargo, mas é difícil saber até quando. Os deputados dependem dele para receber recursos e transferi-los às suas bases, o que faz parte do jogo, mas é isso que acontece também com o Congresso republicano, incluindo o Senado. Esperam-se as eleições de 2018. O país tem a obrigação de renovar este Congresso. Com o que aí está não dá para ficar. É corrupção de toda ordem.   

Sexta, 30 de Junho de 2017 - 11:45

Temer no jogo do par ou ímpar

por Samuel Celestino

Temer no jogo do par ou ímpar
Foto: Lula Marques/Ag. PT

A situação do presidente Temer é pior do que ele admite. Há a possibilidades de que o seu  PMDB poderá vir a deixá-lo à deriva. Se este fato se configurar, provavelmente outros partidos poderão tomar o mesmo caminho. Com isso abre-se uma lareira que levará Michel Temer a uma total derrocada e, como consequência, a sua queda do Palácio do Planalto. Na última terça-feira (27)  ele errou ao fazer a sua dura declaração contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que no dia anterior o denunciara. A sua declaração foi eivada de muitos erros e falou mais do que deveria, acompanhado ao seu lado um bom número de parlamentares muitos dos quais viraram a casaca no dia posterior á sua declaração. Os deputados passaram a ficar na defensiva. Ora, se o PMDB deixá-lo à deriva, como citei no início deste comentário, PSDB também caminhará na mesma direção e será provável que tome sua decisão antes do fato. Portanto, o presidente, nas suas seguidas reuniões com os ministros, está em plena defensiva, mas pretende – pelo menos ele  assim deseja - continuar no cargo. Se conseguirá, ou não, é impossível saber. O fato é que o seu e isolamento ao lado do seu grupo, aí incluindo também os parlamentares, só o tempo dirá. É possível que o seu tempo venha a ser curto.  A sua situação é, portanto, muitíssimo complicada. A cada dia piora e se conseguir  se segurar será necessário que ele faça o jogo do par ou ímpar.

Quarta, 28 de Junho de 2017 - 11:30

A República está à deriva

por Samuel Celestino

A República está à deriva
Titanic afundou sem ficar à deriva | Foto: Divulgação

Como deste espaço ontem eu me referi, a situação do presidente Temer vai de mal a pior (lembre aqui). Quando na tarde de ontem ele reuniu o que considerou o “seu grupo de apoio”, o discurso que fez para tentar anular a denúncia de Rodrigo Janot a situação ficou muito pior para ele. A República entendeu como se fosse uma espécie de golpe para continuar no cargo que ora ocupa. Assim posto, o discurso contra Janot foi pior do que o soneto que Temer pretendeu fazer. O resultado foi um desastre total, gerando para ele um desgaste que não era esperado, nem, também, pelo grupo que reuniu, com cerca de 90 deputados, ou um pouco mais. O que Temer pretendeu para desancar Rodrigo Janot passou a ser uma espécie de tiro pela culatra. Piorou e muito para o presidente. Passou a ser uma espécie de descalabro. A República ficou confusa. Não entendeu o que exatamente ele pretendia. Portanto, uma confusão total e quem ganhou a guerra que Temer desejava fazer contra Janot, foi exatamente o Procurador-Geral da República. Portanto, a situação do presidente ao invés de melhorar piorou e muito. Agora até o PSDB está tentado reunir a sua base para deixar o governo onde estão quatro ministros da sua legenda. O presidente falou o que não deveria e agora provavelmente reúne os seus ministros (o que faz dia sim, dia não) por não saber qual o caminho que tomará. Enfim e ao cabo chega-se à conclusão de que Temer está na corda bamba e o país sem saber para que lado tomará. Esta é a realidade. 

Terça, 27 de Junho de 2017 - 10:53

Temer está a descer a ladeira

por Samuel Celestino

Temer está a descer a ladeira
Foto: Lula Marques/ Agência PT

A cada dia e a cada momento a situação do presidente Michel Temer está a se deteriorar. A tendência, a partir da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é que outras virão, e em sequência. O presidente está sem saída. Logo, logo ficará aprisionado no Palácio do Planalto, com os seus ministros em reuniões consecutivas, sem saber para que lado tomar. É uma situação de extrema dificuldade e já passa a ser considerado como o pior mandatário que se tem conhecimento na República, pelo menos nos últimos 30, 40 anos. Ademais, Temer passou à condição de corrupto a partir das denúncias de Janot, o que já era esperado, diante dos acordos por ele feitos com Joesley Batista que, praticamente, o deixou sem saída, embora agora ele pretenda dar o troco ao procurador-geral. Poderá ocorrer, mas as possibilidades de o presidente ganhar a sua guerra é muito improvável. Janot sabia exatamente o que estava a fazer. E era da sua obrigação fazê-lo, até porque é uma das suas muitas obrigações que o colocam no comando da Procuradoria. O fato é que Temer despenca em popularidade, praticamente, já inexistente, ou se tornou um fiasco. O certo é que o país está a despencar enquanto o segmento político é um desastre, tanto em relação à Câmara como ao Senado. O que melhor há na República, pelo menos até aqui, é o Supremo Tribunal Federal, embora alguns dos seus ministros – um ou dois – não parecem ser bem visto.

Quarta, 31 de Maio de 2017 - 10:32

A ponte Salvador-Itaparica

por Samuel Celestino

A ponte Salvador-Itaparica
Foto: Reprodução/ Flavio Luiz

Partiu da cabeça do então secretário de Planejamento do governo Jaques Wagner, Walter Pinheiro, mas adotada pelo vice-governador João Leão, a história da ponte Salvador-Itaparica que, até agora, continua na cabeça dos governantes e provavelmente não sairá dela. Trata-se de um sonho com o envolvimento dos chineses que aportaram em Salvador a pretexto de realizar negócios com o governo do Estado, o que poderá vir a acontecer mas, até o momento, eles, os chineses, continuam sem qualquer perspectiva. É muito provável que o governador Rui Costa não esteja a imaginar os tais negócios que estão exclusivamente, nos sonhos do vice João Leão, único baiano que, pelo que se sabe, sonha com a tal ponte Salvador-Itaparica. Até porque ele, por natureza, é um sonhador. Na verdade trata-se de um personagem curioso, que a todos chama de “Bonitão”, seja lá quem for. Na semana retrasada uma comitiva de chineses chegou Salvador e pediu pauta para serem recebidos pelo governador do Estado, o que ocorreu. Seus interesses estavam vinculados na compra de hospitais, não mais do que isso, dentre os quais baianos. Em Portugal eles adquiriram diversos, e acompanhados também pelos portugueses estavam interessados em hospitais brasileiros de diversos estados federativos. Com o país atravessando sérios problemas econômicos e políticos, certamente os chineses retornaram ao seu país de origem, pois não é momento de aportar recursos no Brasil. É do conhecimento que a China está em plena ascensão e provavelmente ultrapassará os Estados Unidos, embora seja um país pobre com um bilhão e 200 milhões de habitantes, pelo que se sabe. Retornando ao sonho de João Leão sugere-se que ele aborte a tal ponte Salvador –Itaparica porque custará cerca de R$ 8 bilhões, senão muito mais. O sonho de “Bonitão” poderá se transformar num pesadelo. Nem o País tem dinheiro para bancar e muito menos o governo da Bahia.

Terça, 30 de Maio de 2017 - 12:02

Para Temer, é 'plano B' ou nenhum

por Samuel Celestino

Para Temer, é 'plano B' ou nenhum
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Com o PSDB fechado em São Paulo para favorecer Michel Temer e o PMDB também o acompanhado, com exceção de Renan Calheiros que anda as turras com o presidente, é possível que as dificuldades que o empurram para a sarjeta estariam no momento  em visível processo de melhora. Seja como for, isso não significa, porém, que Temer esteja a salvo. Ainda está longe desta possibilidade. Terá que esperar o que virá pela frente no dia 6 de junho, quando Dilma Rousseff e o presidente estarão no aguardo do que acontecerá em relação a ambos. Diante da crise política que o País atravessa e as reformas que, por ora, foram deixadas de lado, ameaçadas que são pelo Congresso. Na reunião de ontem com empresários em SP, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu um sinal para Temer, ao discursar, e afirmou que retomará a análise das reformas, principalmente a da Previdência. É sem dúvida nenhuma uma luz para o presidente. Maia está à frente com o principal nome que o sustenta e, ao lado dele está o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Como há diversos processos de impeachment que atordoam Temer, dentre os quais o principal deles foi encaminhado pela OAB. Assim, o que virá acontecer passa a ser uma incógnita. Ademais, há muitas manifestações populares nas ruas do País, inclusive aqui em Salvador, além de em diversos estados federativos, o que demonstra a imagem impopular do presidente.  Volto a usar a palavra incógnita. O que poderá vir pela frente é inimaginável, embora Temer tenha dito em São Paulo que o Brasil não tem  “plano b”. Assim sendo, é “plano b” ou nenhum.

Quarta, 24 de Maio de 2017 - 10:55

Aguarda-se decisão da chapa Dilma-Temer

por Samuel Celestino

Aguarda-se decisão da chapa Dilma-Temer
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Como o presidente Michel Temer parece estar sem saída diante da crise gerada que envolve o país de ponta a ponta - uma das piores que se tem notícia - a mídia sulista passa a entender as dificuldades do peemedebista e aguarda o que poderá ocorrer no próximo dia 6 de junho, a partir da decisão do TSE. Nesta data imagina-se que haverá a cassação da chapa Dilma-Temer. Se assim for, poderá ser “ofertada” uma saída para o presidente. Como Temer por duas vezes, em discurso, afirmou que não renunciaria, passa a ter aberta uma perspectiva para que possa deixar o cargo, lançando sobre Dilma a responsabilidade da sua possível queda. Está claro que o presidente tem culpa no cartório. Foi ele quem indicou o deputado, ora afastado, Rodrigo Rocha Loures, integrante do PMDB-PR, para ser um receptor de propinas até onde se sabe. Informa-se também que Temer teria pedido algo em torno de R$ 15 milhões em caixa 2 e, desse total, teria ficado com R$ 1 milhão, embora negue. O presidente jamais foi santo. Nos últimos tempos surgiram informações de negociações por ele feitas, inclusive com a presença de Eduardo Cunha, antes de assumir a presidência da Câmara, da qual desmoronou e está a cumprir pena. O fato é que a base aliada não acredita que o presidente possa manter-se no cargo. A solução, ainda de acordo com a mídia nacional, considera que para sanar a crise institucional, a saída está justamente na cassação da chapa. Se esta decisão ocorrer, Temer poderia ficar a salvo e responsabilizaria Dilma, como foi dito a acima. O presidente, já fora do cargo, certamente passaria a ficar aliviado e teria cumprido a sua decisão de não renunciar. Pelo menos isso. 

Terça, 23 de Maio de 2017 - 11:12

Temer procura saídas difíceis

por Samuel Celestino

Temer procura saídas difíceis
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Há uma indefinição do que poderá vir acontecer com o presidente Michel Temer. Se cairá ou não do cargo que ocupa, ou se permanecerá nesta semana decisiva para ele como se estivesse numa corda bamba, o que é mais provável. Temer perde aliados e tenta recuperá-los para manter a sua base de apoio. Não se sabe, é difícil presumir qual será o caminho que tomará. Como, nos seus dois últimos discursos ele afirmou e reafirmou que não renunciaria, agora procura saídas para se manter na presidência da República. Ficará a cargo do tempo. Está na dependência do que ocorrerá nos próximos dias. São muitas as suas preocupações. Tem feito constantemente reuniões com a base que ainda mantém, o que dependerá de decisões importantíssimas, inclusive e principalmente do impeachment que a OAB está à frente. Durante toda esta semana o governo pretende encaminhar projetos para a Câmara, que já estavam previstos, esperando que venham ser aprovadas. Será a primeira provação para o presidente. Se os projetos passarem, para ele será um alívio. Se não acontecer o que espera, dificilmente terá condições de permanecer no cargo. Portanto, trata-se de uma semana decisiva. As dúvidas são muitas. O fato é que o País está engolfado na pior crise que se tem notícia e não se sabe como terminará. O presidente encaminhava o seu governo aguardando o segundo semestre na esperança de haver melhoras. Entramos, portanto, num vazio inesperado e já não se sabe como o Brasil retomará o seu caminho. Se ultrapassar esta complicada crise será uma vitória. De quem, ninguém sabe.

Quinta, 18 de Maio de 2017 - 10:56

Temer, Aécio e os dois irmãos

por Samuel Celestino

Temer, Aécio e os dois irmãos
Foto: Istoé Dinheiro

Quando se imaginava que, afinal, o país estava no caminho certo, a partir dos resultados da economia, de repente estamos novamente a descer a ladeira e voltamos a ser notícia internacional. O que irá ocorrer nos próximos dias será uma incógnita, dessas absolutamente imprevisíveis. A República passa a estar de ponta-cabeça; e à frente dela, o presidente Michel Temer, responsável pelos acontecimentos que inundaram o país no início da noite desta quarta-feira (17). Como admitir que, de repente, voltamos à estaca zero? Pensávamos que o Brasil afinal tinha achado o seu caminho e iríamos, já no segundo semestre, encontrar o que se perdeu a partir de 2014, talvez três meses antes. O que aconteceu na noite de ontem, em torno das 19 horas, foi um baque monumental para a República, jogando por terra tudo o que se tinha prometido para a recuperação da economia e, principalmente, para os trabalhadores de modo geral, carentes de emprego. Tramava-se no breu das tocas corrupções desenfreadas para massacrar a República, à frente da qual estava o presidente Michel Temer: Aécio Neves a pedir dinheiro – R$ 2 milhões de reais – ao dono da JBS, Joesley Batista, que denunciou não somente a ele, mas também a Temer e, por incrível que possa parecer, também a Eduardo Cunha, que recebeu dinheiro mesmo estando na prisão. E muita gente mais. Os dois irmãos, Joesley e Wesley, estão se preparando para pedir permanência nos Estados Unidos na condição de asilados políticos. Pelo que se acredita, estão preocupados. Foram eles que fizeram as delações e, certamente, têm medo de encontrarem dificuldades ao retornarem ao Brasil, além de problemas sérios, inclusive serem assassinados. Foram eles que entregaram o senador Aécio e, principalmente, Temer, que já não tem como permanecer no cargo que ocupa. Não tem mais crédito. A sua reforma da Previdência desandou. Se já era difícil, não há para onde ir. Enfim, Temer vivencia – é uma presunção – que já não tem mais onde ficar. Sua Presidência é incerta e se já era impopular, provavelmente terá que entregar o cargo. 

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