Sexta, 25 de Agosto de 2017 - 11:34

A ponte entre Salvador e Itaparica

por Samuel Celestino

A ponte entre Salvador e Itaparica
Foto: Reprodução/ Flávio Luiz

No primeiro governo de Wagner, lá em 2008, ele prometera uma ponte que ligaria Salvador a Itaparica, o que não aconteceu no seu período, nem no segundo, em razão das muitas dificuldades do governo baiano que teve problemas para obter recursos. No governo Rui Costa abriram-se portas para o projeto, porque os chineses nas suas idas e vindas ao Estado se interessaram por ele, o que poderá acontecer, tanto assim que Rui está se preparando para voltar pela segunda vez à China para se entender com os grupos interessados, já possivelmente na próxima semana. Para Salvador e a Ilha de Itaparica será de grande valia a ponte que por ora está apenas no papel, mas em nível já avançado. O problema está com o vice-governador, João Leão, que se diz um “construtor de pontes”, ninguém – pelo menos eu não sei – qual a ponte ele que construiu e em que município. Leão é um falastrão. De tal modo que chama até quem não conhece de “Bonitão”, o que faz parte da sua forma política de se tonar popular. Na verdade, os chineses estão interessados em construir a ponte Salvador-Itaparica, o que será muito importante, inclusive para os municípios baianos (em torno de 250) que ficarão mais próximos da capital do Estado. Se acontecer a ponte não será necessária uma viagem pelas rodovias que fazem o contorno da Baía de Todos os Santos, facilitando desta forma a chegada à capital. Espera-se que ao retornar da sua próxima viagem à China, o governador Rui Costa traga uma decisão importante para a Bahia, de modo que, com a ponte construída, não sejam necessárias as lanchas que fazem o circuito da baía para chegar de Vera Cruz a Salvador. Ou, pelo menos, diminuirão o número delas, evitando a tragédia que aconteceu e enlutou a cidade da Bahia.

Terça, 01 de Agosto de 2017 - 10:44

O dia 'D' será amanhã para Temer

por Samuel Celestino

O dia 'D' será amanhã para Temer
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Michel Temer, na rota de chegada para esta quarta-feira (2), está preocupado com o quórum que necessita para pular a fogueira. Ele se volta agora para os oposicionistas a eles pedindo - basicamente pela voz do Planalto e dos seus deputados - que mesmo que votem contra a denúncia, estejam presentes na sessão de amanhã, que deverá começar por volta das 9 horas. Se o quórum necessário não for alcançado, “adeus maria preá”, como se dizia em outros tempos mais sérios. Há número de deputados suficientes favoráveis ao presidente, mas é preciso que a oposição também compareça para dar números e a sessão seja então iniciada nesta esperada quarta-feira, que poderá, ou não, ser de cinzas para o presidente. Se assim for, estarão configuradas dificuldades para permanecer com o seu mandato, mesmo que seja a duras penas. Gera-se, assim, uma situação constrangedora para a República, que ficará pior do que está no momento, com dificuldade de toda ordem. Este dia 2 de agosto irá depender das circunstâncias da sessão de amanhã, portanto. O presidente ficará no dia de hoje recebendo parlamentares (o que normalmente ele já faz) na espera de que haja informações positivas oriundas da oposição, trazendo para o Planalto boas novas. A questão, porém, é que os oposicionistas estão liberando seus parlamentares para agirem como quiserem, mas muitos não estão dispostos a facilitar para Temer. Daí a expectativa da sessão desta quarta, o que casa bem com este mês de agosto. Será um dia certamente de muitas dificuldades para o presidente. Na Bahia, provavelemte o governador Rui Costa irá orientar para votar contra Temer, ou se ausentar, conforme orientação do PT.

Segunda, 31 de Julho de 2017 - 12:08

Temer ficará ou não no cargo?

por Samuel Celestino

Temer ficará ou não no cargo?
Foto: Lula Marques/Agência PT

Somente oito em cada dez nomes pesquisados pelo Ibope, de acordo com O Globo, portanto a maioria, é de insatisfeitos com o presidente. Este número diz exatamente o que pensam os brasileiros em relação a Michel Temer. São, portanto, em trono de 80% os que o detestam. Estão distantes do que certamente imagina (pelo menos se presume) o presidente. A sua expectativa agora está voltada para a quarta-feira, dia 2, quando os deputados deverão mantê-lo no poder, embora mais adiante ele possa vir a cair do comando da República. Dia e noite ele conversa com os parlamentares para angariar votos e permanecer no cargo. Como é do conhecimento, a população do País não o aceita, pelo contrário. Mas isso é outra história. O que vale no momento são os parlamentares que irão determinar a sua permanência no cargo, ou não. Pelas últimas informações também a partir de pesquisas, no momento ele esta na mesmíssima situação em que estava Dilma Rousseff, quando caiu a partir do impeachment. Portanto, embora fique a dizer baboseiras nos seus discursos, dia sim dias não, o Brasil não o tem como em boa consideração. Seus ministros são uma lástima, com exceções, é claro. Provavelmente ele vai permanecer no cargo, mas é difícil saber até quando. Os deputados dependem dele para receber recursos e transferi-los às suas bases, o que faz parte do jogo, mas é isso que acontece também com o Congresso republicano, incluindo o Senado. Esperam-se as eleições de 2018. O país tem a obrigação de renovar este Congresso. Com o que aí está não dá para ficar. É corrupção de toda ordem.   

Sexta, 30 de Junho de 2017 - 11:45

Temer no jogo do par ou ímpar

por Samuel Celestino

Temer no jogo do par ou ímpar
Foto: Lula Marques/Ag. PT

A situação do presidente Temer é pior do que ele admite. Há a possibilidades de que o seu  PMDB poderá vir a deixá-lo à deriva. Se este fato se configurar, provavelmente outros partidos poderão tomar o mesmo caminho. Com isso abre-se uma lareira que levará Michel Temer a uma total derrocada e, como consequência, a sua queda do Palácio do Planalto. Na última terça-feira (27)  ele errou ao fazer a sua dura declaração contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que no dia anterior o denunciara. A sua declaração foi eivada de muitos erros e falou mais do que deveria, acompanhado ao seu lado um bom número de parlamentares muitos dos quais viraram a casaca no dia posterior á sua declaração. Os deputados passaram a ficar na defensiva. Ora, se o PMDB deixá-lo à deriva, como citei no início deste comentário, PSDB também caminhará na mesma direção e será provável que tome sua decisão antes do fato. Portanto, o presidente, nas suas seguidas reuniões com os ministros, está em plena defensiva, mas pretende – pelo menos ele  assim deseja - continuar no cargo. Se conseguirá, ou não, é impossível saber. O fato é que o seu e isolamento ao lado do seu grupo, aí incluindo também os parlamentares, só o tempo dirá. É possível que o seu tempo venha a ser curto.  A sua situação é, portanto, muitíssimo complicada. A cada dia piora e se conseguir  se segurar será necessário que ele faça o jogo do par ou ímpar.

Quarta, 28 de Junho de 2017 - 11:30

A República está à deriva

por Samuel Celestino

A República está à deriva
Titanic afundou sem ficar à deriva | Foto: Divulgação

Como deste espaço ontem eu me referi, a situação do presidente Temer vai de mal a pior (lembre aqui). Quando na tarde de ontem ele reuniu o que considerou o “seu grupo de apoio”, o discurso que fez para tentar anular a denúncia de Rodrigo Janot a situação ficou muito pior para ele. A República entendeu como se fosse uma espécie de golpe para continuar no cargo que ora ocupa. Assim posto, o discurso contra Janot foi pior do que o soneto que Temer pretendeu fazer. O resultado foi um desastre total, gerando para ele um desgaste que não era esperado, nem, também, pelo grupo que reuniu, com cerca de 90 deputados, ou um pouco mais. O que Temer pretendeu para desancar Rodrigo Janot passou a ser uma espécie de tiro pela culatra. Piorou e muito para o presidente. Passou a ser uma espécie de descalabro. A República ficou confusa. Não entendeu o que exatamente ele pretendia. Portanto, uma confusão total e quem ganhou a guerra que Temer desejava fazer contra Janot, foi exatamente o Procurador-Geral da República. Portanto, a situação do presidente ao invés de melhorar piorou e muito. Agora até o PSDB está tentado reunir a sua base para deixar o governo onde estão quatro ministros da sua legenda. O presidente falou o que não deveria e agora provavelmente reúne os seus ministros (o que faz dia sim, dia não) por não saber qual o caminho que tomará. Enfim e ao cabo chega-se à conclusão de que Temer está na corda bamba e o país sem saber para que lado tomará. Esta é a realidade. 

Terça, 27 de Junho de 2017 - 10:53

Temer está a descer a ladeira

por Samuel Celestino

Temer está a descer a ladeira
Foto: Lula Marques/ Agência PT

A cada dia e a cada momento a situação do presidente Michel Temer está a se deteriorar. A tendência, a partir da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é que outras virão, e em sequência. O presidente está sem saída. Logo, logo ficará aprisionado no Palácio do Planalto, com os seus ministros em reuniões consecutivas, sem saber para que lado tomar. É uma situação de extrema dificuldade e já passa a ser considerado como o pior mandatário que se tem conhecimento na República, pelo menos nos últimos 30, 40 anos. Ademais, Temer passou à condição de corrupto a partir das denúncias de Janot, o que já era esperado, diante dos acordos por ele feitos com Joesley Batista que, praticamente, o deixou sem saída, embora agora ele pretenda dar o troco ao procurador-geral. Poderá ocorrer, mas as possibilidades de o presidente ganhar a sua guerra é muito improvável. Janot sabia exatamente o que estava a fazer. E era da sua obrigação fazê-lo, até porque é uma das suas muitas obrigações que o colocam no comando da Procuradoria. O fato é que Temer despenca em popularidade, praticamente, já inexistente, ou se tornou um fiasco. O certo é que o país está a despencar enquanto o segmento político é um desastre, tanto em relação à Câmara como ao Senado. O que melhor há na República, pelo menos até aqui, é o Supremo Tribunal Federal, embora alguns dos seus ministros – um ou dois – não parecem ser bem visto.

Quarta, 31 de Maio de 2017 - 10:32

A ponte Salvador-Itaparica

por Samuel Celestino

A ponte Salvador-Itaparica
Foto: Reprodução/ Flavio Luiz

Partiu da cabeça do então secretário de Planejamento do governo Jaques Wagner, Walter Pinheiro, mas adotada pelo vice-governador João Leão, a história da ponte Salvador-Itaparica que, até agora, continua na cabeça dos governantes e provavelmente não sairá dela. Trata-se de um sonho com o envolvimento dos chineses que aportaram em Salvador a pretexto de realizar negócios com o governo do Estado, o que poderá vir a acontecer mas, até o momento, eles, os chineses, continuam sem qualquer perspectiva. É muito provável que o governador Rui Costa não esteja a imaginar os tais negócios que estão exclusivamente, nos sonhos do vice João Leão, único baiano que, pelo que se sabe, sonha com a tal ponte Salvador-Itaparica. Até porque ele, por natureza, é um sonhador. Na verdade trata-se de um personagem curioso, que a todos chama de “Bonitão”, seja lá quem for. Na semana retrasada uma comitiva de chineses chegou Salvador e pediu pauta para serem recebidos pelo governador do Estado, o que ocorreu. Seus interesses estavam vinculados na compra de hospitais, não mais do que isso, dentre os quais baianos. Em Portugal eles adquiriram diversos, e acompanhados também pelos portugueses estavam interessados em hospitais brasileiros de diversos estados federativos. Com o país atravessando sérios problemas econômicos e políticos, certamente os chineses retornaram ao seu país de origem, pois não é momento de aportar recursos no Brasil. É do conhecimento que a China está em plena ascensão e provavelmente ultrapassará os Estados Unidos, embora seja um país pobre com um bilhão e 200 milhões de habitantes, pelo que se sabe. Retornando ao sonho de João Leão sugere-se que ele aborte a tal ponte Salvador –Itaparica porque custará cerca de R$ 8 bilhões, senão muito mais. O sonho de “Bonitão” poderá se transformar num pesadelo. Nem o País tem dinheiro para bancar e muito menos o governo da Bahia.

Terça, 30 de Maio de 2017 - 12:02

Para Temer, é 'plano B' ou nenhum

por Samuel Celestino

Para Temer, é 'plano B' ou nenhum
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Com o PSDB fechado em São Paulo para favorecer Michel Temer e o PMDB também o acompanhado, com exceção de Renan Calheiros que anda as turras com o presidente, é possível que as dificuldades que o empurram para a sarjeta estariam no momento  em visível processo de melhora. Seja como for, isso não significa, porém, que Temer esteja a salvo. Ainda está longe desta possibilidade. Terá que esperar o que virá pela frente no dia 6 de junho, quando Dilma Rousseff e o presidente estarão no aguardo do que acontecerá em relação a ambos. Diante da crise política que o País atravessa e as reformas que, por ora, foram deixadas de lado, ameaçadas que são pelo Congresso. Na reunião de ontem com empresários em SP, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu um sinal para Temer, ao discursar, e afirmou que retomará a análise das reformas, principalmente a da Previdência. É sem dúvida nenhuma uma luz para o presidente. Maia está à frente com o principal nome que o sustenta e, ao lado dele está o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Como há diversos processos de impeachment que atordoam Temer, dentre os quais o principal deles foi encaminhado pela OAB. Assim, o que virá acontecer passa a ser uma incógnita. Ademais, há muitas manifestações populares nas ruas do País, inclusive aqui em Salvador, além de em diversos estados federativos, o que demonstra a imagem impopular do presidente.  Volto a usar a palavra incógnita. O que poderá vir pela frente é inimaginável, embora Temer tenha dito em São Paulo que o Brasil não tem  “plano b”. Assim sendo, é “plano b” ou nenhum.

Quarta, 24 de Maio de 2017 - 10:55

Aguarda-se decisão da chapa Dilma-Temer

por Samuel Celestino

Aguarda-se decisão da chapa Dilma-Temer
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Como o presidente Michel Temer parece estar sem saída diante da crise gerada que envolve o país de ponta a ponta - uma das piores que se tem notícia - a mídia sulista passa a entender as dificuldades do peemedebista e aguarda o que poderá ocorrer no próximo dia 6 de junho, a partir da decisão do TSE. Nesta data imagina-se que haverá a cassação da chapa Dilma-Temer. Se assim for, poderá ser “ofertada” uma saída para o presidente. Como Temer por duas vezes, em discurso, afirmou que não renunciaria, passa a ter aberta uma perspectiva para que possa deixar o cargo, lançando sobre Dilma a responsabilidade da sua possível queda. Está claro que o presidente tem culpa no cartório. Foi ele quem indicou o deputado, ora afastado, Rodrigo Rocha Loures, integrante do PMDB-PR, para ser um receptor de propinas até onde se sabe. Informa-se também que Temer teria pedido algo em torno de R$ 15 milhões em caixa 2 e, desse total, teria ficado com R$ 1 milhão, embora negue. O presidente jamais foi santo. Nos últimos tempos surgiram informações de negociações por ele feitas, inclusive com a presença de Eduardo Cunha, antes de assumir a presidência da Câmara, da qual desmoronou e está a cumprir pena. O fato é que a base aliada não acredita que o presidente possa manter-se no cargo. A solução, ainda de acordo com a mídia nacional, considera que para sanar a crise institucional, a saída está justamente na cassação da chapa. Se esta decisão ocorrer, Temer poderia ficar a salvo e responsabilizaria Dilma, como foi dito a acima. O presidente, já fora do cargo, certamente passaria a ficar aliviado e teria cumprido a sua decisão de não renunciar. Pelo menos isso. 

Terça, 23 de Maio de 2017 - 11:12

Temer procura saídas difíceis

por Samuel Celestino

Temer procura saídas difíceis
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Há uma indefinição do que poderá vir acontecer com o presidente Michel Temer. Se cairá ou não do cargo que ocupa, ou se permanecerá nesta semana decisiva para ele como se estivesse numa corda bamba, o que é mais provável. Temer perde aliados e tenta recuperá-los para manter a sua base de apoio. Não se sabe, é difícil presumir qual será o caminho que tomará. Como, nos seus dois últimos discursos ele afirmou e reafirmou que não renunciaria, agora procura saídas para se manter na presidência da República. Ficará a cargo do tempo. Está na dependência do que ocorrerá nos próximos dias. São muitas as suas preocupações. Tem feito constantemente reuniões com a base que ainda mantém, o que dependerá de decisões importantíssimas, inclusive e principalmente do impeachment que a OAB está à frente. Durante toda esta semana o governo pretende encaminhar projetos para a Câmara, que já estavam previstos, esperando que venham ser aprovadas. Será a primeira provação para o presidente. Se os projetos passarem, para ele será um alívio. Se não acontecer o que espera, dificilmente terá condições de permanecer no cargo. Portanto, trata-se de uma semana decisiva. As dúvidas são muitas. O fato é que o País está engolfado na pior crise que se tem notícia e não se sabe como terminará. O presidente encaminhava o seu governo aguardando o segundo semestre na esperança de haver melhoras. Entramos, portanto, num vazio inesperado e já não se sabe como o Brasil retomará o seu caminho. Se ultrapassar esta complicada crise será uma vitória. De quem, ninguém sabe.

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