Putin pede a russos que fiquem em casa e ensaia quarentena contra vírus
Foto: Reprodução / G1

O presidente da Rússia Vladimir Putin pediu para que os cidadãos do país fiquem em suas casas. Ele fez seu primeiro pronunciamento em rede de TV acerca da pandemia do coronavírus, um mês após o primeiro caso de infecção ser confirmado no país.

 

Criticado por ter demorado a reconhecer a extensão da crise, Putin ainda não decretou a política de quarentena que vem sendo norma mundo afora. "Não pense: 'Isso não pode acontecer comigo'. Pode acontecer com qualquer um. O mais importante é ficar em casa", disse.

 

O presidente anunciou um feriado de uma semana no país, a partir de segunda (30), fechando todos os serviços não essenciais. Trabalhadores serão pagos normalmente durante o período, visto com uma espécie de ensaio para medidas de confinamento mais drásticas, segundo a Folha de São Paulo.

 

Por ora, apenas pessoas com mais de 65 anos estão obrigadas a ficar em casa, mas há pouca ou nenhuma vigilância nas grandes cidades.

 

Putin também informou o que já se esperava: o referendo sobre as mudanças constitucionais que o permitirão buscar mais reeleições a partir de 2024, aprovado no Parlamento e pela Justiça, foi adiado de 22 de abril para uma data ainda incerta.

 

Ele também listou uma série de medidas iniciais para tentar mitigar os efeitos econômicos da crise do coronavírus. Quem perder o empregou ou não puder trabalhar por doença receberá o equivalente a um salário mínimo mensal do governo até o fim do ano.

 

Na Rússia, o mínimo equivale a R$ 780, mas há variações regionais: em Moscou, por exemplo, o valor é igual a R$ 1.300. Além disso, cada criança nas famílias receberá uma ajuda de R$ 45 mensais por tempo indeterminado.

 

A pandemia atinge o país no momento em que dificuldades econômicas se insinuam pela queda no preço do barril do petróleo, centro da exportação russa, assim como o gás. A disputa sobre a regulação do mercado com a Arábia Saudita já insinuava restrições ao já deprimido crescimento russo, previsto para menos de 1,5% neste ano.

 

Na Rússia foram conirmados 658 casos da doença, com 3 mortes registradas. Os números são relativamente baixos, o que levantou suspeitas sobre sua acurácia.

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