Oposição diz não ter acesso a emendas e vereador cita 'falta de articulação' dos pares
Foto: Matheus Caldas / Bahia Notícias

Em meio às discussões para a instituição ou não da emenda impositiva pela Câmara Municipal (leia mais aqui), os vereadores divergem em relação da execução das emendas parlamentares pela gestão soteropolitana. Líder da oposição na Casa, Sidninho (Podemos) afirma que os opositores precisam ter que votar junto com a bancada do governo para ter suas emendas executadas.

“É uma moeda de troca. Isso tem que mudar”, reclama, em entrevista ao Bahia Notícias. “Zero emendas [da oposição] executadas”, acrescenta.

Na nesta quarta-feira (11), o parlamentar apresentará ao Colégio de Líderes um projeto de lei para instituir a estatuto da emenda impositiva (leia mais aqui), cuja discussão ele considera pautável dentro da Câmara, diferente das emendas parlamentares. “A execução não dá para discutir, porque não é respeitada. Então não adianta acreditar”, conclui.

Para o 3º vice-líder do governo na Casa, Henrique Carballal (PV), não há perseguição da gestão municipal com os oposicionistas. Para o edil, alguns dos colegas não possuem articulação suficiente para dialogar com a prefeitura. “As emendas são discutidas dependendo da capacidade que o vereador tem de se movimentar”, opina.

Na visão dele, a negativa da execução acontece para vereadores de diferentes frentes da Câmara. “Isso ocorre tanto com vereadores da oposição, quanto da situação. Os vereadores às vezes vão demonstrando um nível de insatisfação por conta disso”, pontua. “Quando eu era líder do governo, eu tinha cuidado para ajudar os vereadores. Não sei se hoje isto está sendo feito”, emenda.

Atualmente, a intermediação é feita por quatro pessoas: o vice-prefeito Bruno Reis; o chefe do gabinete de ACM Neto, Kaio Moraes; o secretário geral de articulação comunitária e Prefeituras-Bairro, Luiz Galvão; e o secretário particular da Prefeitura de Salvador, Luciano Ribeiro.

Moraes compartilha do discurso de Carballal sobre a falta de articulação de alguns vereadores. “O que falta dos dois lados [bancadas de governo e oposição], inicialmente, é uma pessoa que tenha contato com a secretaria para aquele pedido que ele fez. Por exemplo: a iluminação de uma rua. Que a pessoa possa acompanhar a diretoria dessa secretaria”, explica.

Segundo o chefe do gabinete de Neto, há uma tentativa dos intermediadores de “equilibrar as demandas dos vereadores e da comunidade e equacionar as situações”.

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