Domingo, 11 de Fevereiro de 2018 - 20:20

Maestro Zeca Freitas luta por espaço das orquestras no Pelô: 'Tocar o público'

por Jamile Amine / Luana Ribeiro

Maestro Zeca Freitas luta por espaço das orquestras no Pelô: 'Tocar o público'
Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias

Uma das atrações no Largo Pedro Archanjo, no circuito Batatinha (Pelourinho), na noite deste domingo (1), o maestro Zeca Freitas acredita que a música orquestral pode ter espaço no Carnaval. “É o que a gente procura. Tocar o público. Às vezes a gente consegue... É difícil até avaliar. Você tem que ter um percentual grande de público. Mas sempre tento trazer coisa nova; ritmos que tenho pesquisado eu trago para cá também. E a vida é uma eterna mudança, mistura ideias e trocas. É isso que a gente procura fazer”, afirmou. Diante do título de “Cidade da Música” concedido pela Unesco e conquistado pela capital baiana, o maestro aponta que há uma luta para que a música instrumental integre este cenário. “A gente briga por isso. Isso é uma longa luta nossa, bota 40 anos nisso aí. E parece que teve resultado”, afirma ele, citando iniciativas como o Festival de Música Instrumental que organiza desde 1980. “E tem uma historia maravilhosa a ser contada nisso aí. A evolução, tudo que aconteceu de novo aí, culminando com a Rumpilezz, que foi para o mundo e saiu daqui, do nosso lado, dos nossos amigos”, elenca, para completar: “Sabe que orquestra é muito complicado. Muita gente, muito caro. Ontem teve no Pelourinho cinco orquestras que se apresentaram uma atrás da outra. Eu estava entre as cinco lá. Então assim: cinco orquestras. Se bobear as orquestras são deixadas para trás como coisa antiga. E não pode se deixar para trás nunca, ela sempre se renova”.

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