Quinta, 09 de Julho de 2020 - 12:00

Camaçari: Prefeito diz que volta de comércio vai depender de 'novo normal'

por Francis Juliano

Camaçari: Prefeito diz que volta de comércio vai depender de 'novo normal'
Para o prefeito de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Elinaldo Araújo, a reabertura do comércio na cidade vai precisar de que os proprietários e a população entrem “no novo normal”. Em live do Bahia Notícias nesta quinta-feira (9), Araújo disse que a medida será crucial para manter a capacidade de atendimento na saúde suficiente. Camaçari já tem 1.974 casos de novo coronavírus e 47 óbitos em consequência da enfermidade. “O caminho é o novo normal e vai ser preciso que as pessoas se adaptem. O novo normal são os ambientes públicos e privados terem uma pessoa no fluxo para testar temperatura, uso obrigatório de máscaras, manter a distância de dois metros, ter álcool em gel. Essas são as regras para que cada município tenha leito para cobrir a população”, afirmou. Nesta quinta, o município tem 26 leitos de UTI, sendo 16 no Centro Intensivo de Covid-19 e dez contratados que funcionam na Clínica Santa Helena.

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Ipiaú: 'Testar, testar e testar', aponta secretária como ação eficaz de controle da Covid-19
Em live do Bahia Notícias nesta sexta-feira (3), a secretária de saúde de Ipiaú, Laryssa Dias, disse que tanto a redução com os índices altos se devem à testagem dos moradores. Dias considera que só a partir do procedimento é possível controlar a disseminação do coronavírus como estabelecer medidas de isolamento em moradores com vulnerabilidade social. “Se tem uma coisa que a gente acreditou desde o início da pandemia, é a testagem. Não é fácil investir porque é custo, é dinheiro, mas se tem uma coisa que poderia dizer é testar, testar e testar”, disse ao BN. Laryssa Dias declarou que são testados preferencialmente pessoas com suspeita. Com o diagnóstico positivo, elas são isoladas e as pessoas com quem elas tiveram contato são monitoradas. Na cidade também há um espaço onde pacientes com vulnerabilidade social ficam em quarentena. Recebem assistência e alimentação. Mesmo com o número expressivo de casos, a secretária disse que ainda é cedo para dizer que o município chegou ao pico da pandemia ou mesmo a um platô – quando a transmissão do vírus pouco se altera. “A gente não considera que chegamos no platô porque estamos conhecendo o vírus, e a gente se atenta para que não haja nova contaminação. Por isso é precoce dizer isso”, avaliou.

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Quinta, 18 de Junho de 2020 - 19:10

Live do BN: 'A contaminação em Feira é proporcional ao nº de habitantes', diz prefeito

por Fernando Duarte / Bruno Leite

Live do BN: 'A contaminação em Feira é proporcional ao nº de habitantes', diz prefeito

Primeira cidade do estado a ter um caso confirmado do novo coronavírus (Covid-19), Feira de Santana tem atualmente 1.805 pessoas infectadas com a doença. Em entrevista ao Bahia Notícias, na tarde desta quinta-feira (18), o prefeito Colbert Martins Filho (MDB) comentou sobre a quantidade de casos, as experiências de prevenção tomadas pelo município até então e sobre temas polêmicos como a reabertura do comércio. 

 

De acordo com o gestor, o número expressivo de casos e a alta taxa de infecção se devem a fatores como o aumento de testes realizados e a proporcionalidade ao número de habitantes. "A curva de crescimento foi achatada em Feira de Santana desde o início, enquanto em Itabuna, Ilhéus e Ipiaú aumentaram o número. A contaminação em Feira de Santana é proporcional à quantidade de habitantes", argumentou.

 

Na cidade, medidas de restrição no bairros e nas atividades foram aplicadas. Dentre as localidades feirenses mais afetadas estão o SIM, na Zona Leste; o Tomba, na Zona Sul; e o bairro da Brasília, na região central da cidade.

 

Criticado pela reabertura do comércio, o prefeito justificou a ação: "Estamos trabalhando fortemente nos bairros e restringindo atividades inclusive em feiras lives. Deixamos claro que Salvador abre lojas de até 200 metros quadrados [de área] há muito tempo e apenas na semana passada abrimos as lojas aqui, de maneira alternada". A motivação pela abertura, contou, se deu pelo objetivo de equacionar o impacto da pandemia no âmbito econômico do município, que tem o setor de comércio e serviços como uma das principais atividades econômicas.

 

Para Colbert, a disseminação do vírus está acontecendo de maneira distribuída pelo território do município. Circunstância agravada, relata o prefeito, pela localização geográfica estratégica de Feira e a malha viária que a faz despontar como o maior entroncamento rodoviário do Norte-Nordeste. "Essa ligação com o transporte de cargas torna a cidade ainda mais vulnerável", disse.

 

Uma das preocupações das gestões com o momento pandêmico tem sido a assistência social. Segundo o gestor de Feira de Santana, mais de 15 mil cestas já foram distribuídas para a população e outras 20 mil estão sendo adquiridas para serem direcionadas aos estudantes da rede municipal de ensino - esse quantitativo vai complementar as 5 mil já entregues para famílias de alunos carentes. 

 

CRÍTICAS E LEITOS
Alvo de críticas por parte do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, nos dois momentos em que optou pela reabertura do comércio local (relembre aqui e aqui), Colbert negou a existência de qualquer rusga com o governo do petista Rui Costa ou com o titular da pasta estadual. "Não existe [tensionamento]. Eu conheço muito o secretário Fábio, até do ponto de vista pessoal. Tenho algumas concordâncias e algumas discordâncias. Estamos fazendo o que é necessário para o povo. Não há tensionamento", comentou Colbert, que assim como o secretário, é médico por formação.

 

Amistosa com o governo estadual, a relação também tem sido positiva com o governo federal, disse o alcaide: "Existe um bom relacionamento desde a época do ministro Mandeta. Na semana passada conseguimos 7 respiradores novos e já estão em Feira de Santana, alguns deles estão reforçando nosso hospital de campanha. Estamos solicitando também ambulâncias do SAMU para que possam ser completadas a quantidade. Estamos sendo ouvidos sim pelo governo federal".

 

Assim como outras cidades em todo o país, a prefeitura montou um hospital de campanha, nas antigas instalações de uma maternidade particular. No local, 50 leitos clínicos e 10 de UTI estarão disponíveis nos próximos dias, mas até o momento, como declarou o prefeito, apenas 26 leitos clínicos e 5 de UTI estão ativos. Deste número, 18 leitos clínicos e 4 de UTI estão ocupados. Conforme apontou Colbert, além destes, há leitos em hospitais estaduais e na rede privada, todos com uma ocupação geral acima de 80%.

 

"Nossa opção aqui vai ser a de aumentar leitos. Eu ofereci ao Exército Brasileiro [o Joia da Princesa] para que pudesse montar um hospital de campanha, mas não tive uma resposta positiva ainda. Fiz essa sugestão e ainda está aberta essa perspectiva. Mas amanhã posso dizer para você se teremos mais leitos abertos em Feira de Santana, estamos buscando a ampliação de mais 30 ou 40 leitos na cidade", anunciou.

 

Confira a entrevista na íntegra: 

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Hospital em Eunápolis vai 'desafogar' UTIs para Covid-19 em Porto Seguro, avalia prefeita
A construção dos 10 leitos de UTI para Covid-19, num hospital de campanha que vai ser construído em Eunápolis, vai desafogar o sistema de saúde de Porto Seguro. Esta é a avaliação da prefeita da cidade situada na Costa do Descobrimento, Cláudia Oliveira (PSD), em entrevista concedida nesta quarta-feira (27), ao Bahia Notícias, através de uma live no Instagram.

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Terça, 26 de Maio de 2020 - 13:25

Com 90% de UTIs ocupadas, Ilhéus aguarda mais 35 leitos para tratar Covid-19

por Francis Juliano

Com 90% de UTIs ocupadas, Ilhéus aguarda mais 35 leitos para tratar Covid-19
O número de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em Ilhéus, no sul baiano, para tratamento do novo coronavírus está com 90% da capacidade comprometida. A informação foi dada pelo prefeito Mário Alexandre durante live ao Bahia Notícias nesta terça-feira (26). "Estamos com 29 dos 31 leitos ocupados, mas com pacientes com perspectiva de alta", disse durante a entrevista.  A situação não alarma o gestor. Segundo ele, a entrega de mais 35 leitos de UTI e a redução da transmissividade de 30% para 3% frearam o avanço do novo coronavírus na cidade.

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Quarta, 20 de Maio de 2020 - 18:10

Medidas preventivas fizeram a Covid-19 não avançar muito em Alagoinhas, avalia prefeito

por Mari Leal / Bruno Leite

Medidas preventivas fizeram a Covid-19 não avançar muito em Alagoinhas, avalia prefeito

O prefeito de Alagoinhas, Joaquim Neto (PSD), cedeu uma entrevista ao Bahia Notícias através de uma live no fim da tarde desta quarta-feira (20). Durante o bate-papo, mediado pela jornalista Mari Leal, o gestor comentou sobre as ações de enfrentamento da sua gestão ao novo coronavirus (Covid-19) e ressaltou que medidas tomadas com antecedência fizeram com que a doença não tivesse um aumento exponencial nos limites do município.

 

"Temos a felicidade de tomarmos atitudes precoces e medidas que nos fizeram conter a pandemia do novo coronavirus. Desde fevereiro, montamos barreiras sanitárias, nossa rodoviária está fechada e o comércio e o fluxo de pessoas foram restringidos", apontou Neto, defendendo a essencialidade da ciência e a proteção da vida nas decisões políticas nesse momento.

 

Tendo em vista a queda na arrecadação, a redução dos salários do prefeito e do vice-prefeito, assim como dos secretários, foi implementada na cidade de Alagoinhas. Além disso, contratos de locação de veículos e o pagamento de diárias foram reduzidos.

 

Quanto a rede de assistência médica para os pacientes acometidos com a Covid-19, duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) foram mobilizadas exclusivamente para tal serviço. A rede poderá contar ainda com a inclusão de um hospital de campanha no Estádio Municipal Antônio Carneiro.

 

O alcaide, que também é medico, contou que montou dois comitês: um técnico, formado pelas autoridades de saúde; e outro composo pelas forças empresariais, por representantes do Ministério Público, do Legislativo municipal e de associações rurais. A política, explica Neto, busca dar um equilíbrio nas decisões durante a crise econômica e de saúde pública causada pela pandemia.

 

Na cidade, estudantes da rede municipal de educação estão recebendo um benefício para auxiliar na alimentação. O recurso, segundo Joaquim Neto, veio da verba que iria para a realização dos festejos juninos – cancelados em todo o estado. A gestão agora tem buscado meios para amparar também profissionais como mototaxistas e artistas.

 

Na live, ele ainda informou em primeira mão o total de casos diagnosticados em Alagoinhas até esta quarta-feira: são 26. Deste quantitativo, 14 pacientes já se encontram recuperados.

 

Confira a entrevista completa:

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Terça, 11 de Fevereiro de 2020 - 11:00

Jaime Barreiros Neto, analista do TRE-BA e professor da Ufba

por Francis Juliano

Jaime Barreiros Neto, analista do TRE-BA e professor da Ufba
Em outubro, os baianos voltarão às urnas para escolher prefeitos e vereadores. Preocupações com o abuso do poder político econômico sempre voltam. Basta lembrar que já em 2020, uma cidade da Bahia trocou de prefeito em decorrência do crime eleitoral. Segundo o professor de Direito da Ufba Jaime Barreiros Neto, há diversas formas de abuso de poder. Uma delas pode aparecer com mais frequência neste ano. Trata-se do abuso de poder religioso. Em entrevista ao Bahia Notícias, Barreiros Neto explicou como a prática pode ser apontada. Na conversa, o também professor de direito da Ufba detalhou a principal mudança que ocorrerá nas eleições – o fim das coligações para candidaturas a vereador – discorreu sobre o problema das fake News, debateu o financiamento de campanhas e alertou para os limites que um prefeito à reeleição deve observar.

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Sexta, 13 de Dezembro de 2019 - 11:10

Luciene Santana, ativista dos direitos humanos e cientista social

por Bruno Leite

Luciene Santana, ativista dos direitos humanos e cientista social
No último 21 de novembro, um relatório contendo dados de uma análise de cinco meses no campo da segurança pública em cinco estados da federação foi divulgado. Concebido com a participação de uma rede de observatórios, o documento, intitulado como "Retratos da Violência: cinco meses de monitoramento, análises e descobertas" contou com a colaboração de ativistas e pesquisadores da área, uma delas é Luciene Santana, nossa entrevistada.

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Terça, 12 de Novembro de 2019 - 11:10

Vitor Maciel, mestre em contabilidade governamental

por Francis Juliano

Vitor Maciel, mestre em contabilidade governamental
As licitações são muitas vezes o calcanhar de aquiles dos municípios. Caso não sejam bem executadas vão se traduzir em má qualidade de serviços e gestões incompetentes. Ainda pior. Podem escoar dinheiro público para cofres de organizações criminosas. Em entrevista ao Bahia Notícias, o professor da Ufba e mestre em contabilidade governamental, Vitor Maciel, lamenta o fato de ainda não se ter uma “cultura do controle” na população. Ainda na entrevista, Maciel lista as principais falhas das licitações, aponta os casos mais comuns de fraudes e orienta a participação do cidadão no acompanhamento dos contratos. O professor ainda criticou a falta de fiscalização e de transparência em municípios do estado.  “Quando você não tem planejamento nem fiscalização, você fica na mão das empresas e administrações que muitas vezes não têm gestores preocupados em executar aquela política pública que motivou o contrato”, diz

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Terça, 15 de Outubro de 2019 - 11:00

Guilherme Dutra, biólogo e diretor da ONG Conservação Internacional

por Francis Juliano

Guilherme Dutra, biólogo e diretor da ONG Conservação Internacional
Situado no extremo sul baiano, o Parque Nacional de Abrolhos abriga uma das maiores biodiversidades do planeta. É lá onde ficam o maior banco de águas calcárias do mundo e o maior banco de recifes corais do Atlântico Sul. As jubartes que migram da gelada Antártica para praias baianas, por exemplo, escolhem o arquipélago para se reproduzir. Todo esse cenário, no entanto, pode estar ameaçado. É que a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) quer vender quatro lotes para exploração de petróleo na Bacia Camamu-Almada, próxima a Abrolhos. Uma primeira tentativa foi sustada no dia 10 de outubro, quando não apareceu nenhuma empresa para lançar um preço sobre os lotes. No entanto, a ANP continuará na tentativa de venda. Temerosos com o risco de acidentes ambientais por possíveis derramamentos de óleo, ambientalistas ligados ao movimento Conexão Abrolhos estão em alerta. Ao Bahia Notícias, o biólogo Guilherme Dutra, diretor da ONG Conservação Internacional, criticou o governo federal que desprestigiou relatórios técnicos do próprio Ibama condenando a venda dos lotes. Dutra também afirmou que a aposta no petróleo pode destruir toda a economia local, que vive da pesca e do turismo. "O petróleo é um recurso finito. Só que atividades como pesca e turismo vão ser dependentes dos recursos naturais em longuíssimo prazo”, afirma.

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