Terça, 16 de Outubro de 2018 - 11:00

Eduardo Camargo, presidente do Instituto Baleia Jubarte

por Clara Gibson

Eduardo Camargo, presidente do Instituto Baleia Jubarte
Há mais de 10 anos lutando para ter a sua área ampliada, o Parque Nacional de Abrolhos é o primeiro parque marinho do Brasil. Ele foi criado em 1983 para proteger a região com a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Atualmente, o local recebe milhares de turistas, sendo relevante para a economia local, e também é de grande importância para pescadores, além de sensibilizar a população para a preservação do meio ambiente. No entanto, com os seus 882 km², a área cobre apenas 1,8% do total do Banco Marinho de Abrolhos, no qual diversas espécies vivem no fundo do mar, sendo muitas delas únicas no mundo.Em entrevista ao Bahia Notícias, Eduardo Camargo, presidente do Instituto Baleia Jubarte, associação que faz parte do conselho consultivo do Parque, afirmou que a reserva sofre ameaças como tráfico de grandes embarcações, pesca industrial, mineração e exploração de petróleo, motivos que explicam a necessidade da ampliação do local. Segundo ele, o processo já está em andamento, mas falta o avanço na parte burocrática para que a ampliação seja concretizada, bem como a falta de interesse governamental e vontade política para a ampliação.

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Terça, 18 de Setembro de 2018 - 10:00

Jeandro Ribeiro, secretário estadual de Desenvolvimento Rural

por Francis Juliano

Jeandro Ribeiro, secretário estadual de Desenvolvimento Rural
À frente da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) o economista Jeandro Ribeiro vê na assistência técnica o presente e o futuro da agricultura familiar. Sem a ferramenta, “nada acontece”, como ele mesmo diz em entrevista ao Bahia Notícias. Para ele, tecnologia, metodologia e acompanhamento são partes de um processo que gera ganhos para agricultores do semiárido, da mata atlântica e do cerrrado, os três grandes biomas do estado. Segundo ele, se foi o tempo em que se pensava pequeno no setor. Reforça a tese como exemplos de empreendedores em Ibicaraí e Uauá com produções a partir do cacau e do umbu, respectivamente. “Essa caracterização de agricultura familiar ser coisa de “pobre e coitadinho” começou a mudar”, declarou. Na entrevista, o secretário ainda projeta o total investido no setor, detalha como ocorre o apoio aos agricultores e orienta sobre os primeiros passos para quem quer investir na agricultura familiar.

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Terça, 21 de Agosto de 2018 - 11:00

Edmacy Quirina, professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)

por Clara Gibson

Edmacy Quirina, professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)
Durante o estudo para sua tese de doutorado, a professora Edmacy Quirina ouviu uma criança negra se autodeclarar como “branca escura”. Levando adiante sua pesquisa a respeito das relações étnico-raciais na educação infantil, especificamente nas pré-escolas e creches municipais de Itapetinga, a professora fez um levantamento de mais de 10 instituições do município com o objetivo de observar como as crianças, no contexto da educação infantil, se identificavam em relação à cor.

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Terça, 10 de Julho de 2018 - 11:00

Jussara Barbosa, secretária-geral do Sindicato dos Bancários da Bahia

por Francis Juliano

Jussara Barbosa, secretária-geral do Sindicato dos Bancários da Bahia
Cidades como São Felipe, Ipirá, Correntina, Jeremoabo e Amélia Rodrigues têm algo em comum. As agências do Banco do Brasil (BB) – explodidas por quadrilhas de roubo a banco – deixaram de trabalhar com dinheiro. O fato gera caos e empobrece o município, como afirmou ao Bahia Notícias a secretária-geral do Sindicato dos Bancários da Bahia, Jussara Barbosa. “Não tendo dinheiro circulando, a cidade entra em declínio. Se eu saio de minha cidade para sacar dinheiro em outra, eu aproveito e passo no mercado, na farmácia, na lojinha e compro mercadoria nessa outra cidade”, argumenta. Segundo ela, mesmo com os lucros sempre crescentes dos bancos, em particular do Banco do Brasil, não há uma preocupação em reabrir as agências. Para ela, só uma mobilização geral dos moradores, o que inclui a classe política, pode fazer com que os estabelecimentos voltem a funcionar normalmente. “A população tem que acionar todo mundo. Mexer com a prefeitura, com a Câmara de Vereadores, deputados estaduais e, principalmente, os deputados federais, que estão em Brasília”, disse.

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Sexta, 29 de Junho de 2018 - 11:00

Maria Clécia Vasconcelos, da Delegacia da Mulher, em Feira de Santana

por Clara Gibson

Maria Clécia Vasconcelos, da Delegacia da Mulher, em Feira de Santana
Entre os meses de janeiro a maio 2018, mais de 400 casos de violência moral e psicológica contra a mulher foram registrados na cidade de Feira de Santana. Apesar de o número ser alto, ele também indica uma mudança de postura por parte das mulheres, que começaram a se reconhecer na situação de violência moral e estão começando a denunciar os abusos psicológicos. Até o mês de maio, 1.302 queixas, que incluíam ameaças, lesão corporal, estupro e tentativa de homicídio, foram contabilizadas na cidade. Os números foram registrados pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Feira de Santana. Em conversa com o Bahia Notícias, a delegada da unidade, Maria Clécia Vasconcelos destaca que a diferença é que agora, a mulher está sendo estimulada a denunciar ao ver os casos de violência na mídia. Na avaliação da delegada, elas se identificam no contexto e não querem ser a próxima vítima.

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Terça, 15 de Maio de 2018 - 11:00

Delvan de Souza, da comunidade quilombola de Remanso, na Chapada

por Francis Juliano

Delvan de Souza, da comunidade quilombola de Remanso, na Chapada
Com o maior número de comunidades quilombolas do país, a Bahia ainda caminha a passos lentos quando o assunto é direito à terra para os descendentes do povo negro. Há 130 anos completados no domingo (13) da dita abolição da escravatura, remanescentes de quilombos têm pouco a comemorar. Das 747 comunidades quilombolas certificadas na Bahia, conforme dados da Fundação Cultural Palmares, apenas 3 conseguiram avançar na caminhada para ter a posse da terra. Foram os que receberam os títulos de Concessão de Direito Real de Uso Coletivo (CDRU). São territórios situados em Maragogipe, no Recôncavo, Bom Jesus da Lapa, no Oeste, e Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), segundo informe do Incra-BA. Em entrevista ao Bahia Notícias, Delvan Dias de Souza, suplente da Comissão Nacional Quilombola [Conaq], declarou que falta apoio e diálogo dos governos federal e estadual com os quilombolas. Ele também criticou o corte de verbas feito pela União com o Incra, responsável pela desapropriação das terras e consequente indenização aos proprietários. Delvan, que vive na comunidade de Remanso, em Lençóis, na Chapada Diamantina, também criticou a falta de interesse da classe política baiana em relação aos quilombolas. "São bem poucos que se interessam", declarou.

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Terça, 10 de Abril de 2018 - 11:00

Ricardo Passos, major da Companhia Independente de Policiamento Especializado

por Lucas Arraz / Francis Juliano

Ricardo Passos, major da Companhia Independente de Policiamento Especializado
A Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) surgiu com a missão de combater crimes contra instituições financeiras, como o ataque a sede da Prosegur em Eunápolis, no último mês. Para lidar com esse tipo ação criminosa, que geralmente envolve armamento forte e explosivos, a tropa é treinada para lidar com cenários adversos. “Em todo momento, policiais da Cipe lidam com com situações extremas. Pelo tipo de crime que a gente combate, o PM pode passar até 5 dias trabalhando ininterruptamente em lugares sem água”, comenta o major Ricardo Passos, que atua na Cipe Chapada. Além dos ataques a bancos, a companhia do major ainda lida com outro problema: o comércio ilegal de explosivos que abastecem os ataques. Em uma única apreensão em Novo Horizonte, região do semiárido, a Cipe recolheu explosivos suficientes para destruir 2,7 mil caixas eletrônicos. Sobre o assunto, o policial só agradece uma coisa: “Temos exatamente o mesmo armamento que grandes quadrilhas utilizam no banditismo e no novo cangaço. É o mesmo armamento, graças a Deus, para combater esse tipo de crime”.

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Terça, 13 de Março de 2018 - 11:00

Maria Anália, professora da Uneb e ex-presidente do Comitê da Bacia do Rio Grande

por Francis Juliano

Maria Anália, professora da Uneb e ex-presidente do Comitê da Bacia do Rio Grande
Palco de atos que culminaram com ocupação e depredação de fazendas em novembro do ano passado, o Oeste baiano ainda é algo para ser decifrado dentro do próprio estado. O que teria gerado aquele dia de fúria em 2 de novembro de 2017, em Correntina? Puro vandalismo? Revolta represada? Para tentar entender melhor as questões, o Bahia Notícias procurou alguém de dentro. Segundo a professora da Uneb, ativista ambiental e ex-presidente do Comitê da Bacia do Rio Grande, Maria Anália, o povo de Correntina “mandou um recado muito sério e politizado ao Oeste”. Recado que tem a ver com divisão dos recursos naturais. Para ela, agora é hora de sentar, estabelecer critérios e procurar o “caminho do meio”, um lugar de convivência entre pequenos e grandes produtores. No entanto, ela diz que enquanto nada for feito, a força do capital continuará castigando as populações locais em favor dos projetos agropecuários, caso do maior conglomerado de fazendas da América Latina, a Estrondo, que está situado em Formosa do Rio Preto. “Eles têm escorraçado essas populações e criado ambientes inóspitos para as essas mesmas populações morarem”, declarou.

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Terça, 20 de Fevereiro de 2018 - 11:00

Zito Barbosa, prefeito de Barreiras

por Lucas Arraz

Zito Barbosa, prefeito de Barreiras
O balanço do Carnaval 2018 de Barreiras “não poderia ser mais positivo”, de acordo com Zito Barbosa (DEM), prefeito do município localizado na bacia do Rio Grande. Ao Bahia Notícias, o gestor comemorou o investimento de R$ 5 milhões nos 5 dias de festa que foram convertidos em cerca de R$ 20 milhões para a economia da cidade. “Além da diversão da nossa população, nosso objetivo [com o Carnaval] também era aquecer a nossa economia e atrair turistas”, contou. Durante a folia barreirense nomes como Daniela Mercury e Margareth Menezes passaram pela programação dos três circuitos. A festa é a primeira feita na cidade nos últimos três anos. Com a reestreia, Zito Barbosa espera continuar nos mesmos padrões nos próximos anos, mas nega a pretensão de um crescimento que ameace competir com o Carnaval da capital baiana. “Nós não temos interesse e condições de concorrer com o Carnaval da capital [Salvador]. A prefeitura investiu a quantia significativa na festa com objetivo de resgatar a credibilidade que já não tínhamos”, comentou o prefeito.

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Terça, 16 de Janeiro de 2018 - 11:00

Rosemberg Valverde, professor da Uefs

por Francis Juliano

Rosemberg Valverde, professor da Uefs
Qual será o rumo da economia baiana para 2018? Para o professor de economia da Universidade de Feira de Santana (Uefs), Rosemberg Valverde, o crescimento dependerá do aumento dos investimentos públicos e privados, além da elevação no grau de consumo das famílias. Sem isso, o que pode ocorrer de forma otimista, é o que chama de “voo da galinha”, um pulo tímido que não leva a lugar nenhum. Em entrevista ao Bahia Notícias, o docente disse que no caso da economia do estado ainda pesam o fato de os setores da indústria, comércio varejista e serviços estarem abaixo da performance nacional, se salvando os resultados do agronegócio, concentrados, principalmente, no oeste. Para Valverde, o caso de Novo Triunfo, cidade do nordeste baiano, apontada recentemente como a mais pobre o país pelo IBGE, não surpreende. Segundo ele, a realidade ali é comparável à maioria dos municípios do semiárido do estado, que vivem em situação “preocupante”. Em relação a propostas para amenizar a desigualdade entre as cidades, Valverde argumenta que é preciso incentivar as potencialidades regionais, não necessariamente produtos locais, apostando nas “capitais” dos territórios de identidade. “Isso é fundamental para assegurar as complementaridades técnico-produtivas entre cada território”, declarou.

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