Terça, 19 de Fevereiro de 2019 - 11:10

Radiovaldo Costa, diretor de comunicação do Sindipetro-BA

por Rafaela Souza

Radiovaldo Costa, diretor de comunicação do Sindipetro-BA
Prestes a completar 48 anos de existência, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), teve a sua paralisação decretada pela Petrobras em março do ano passado. No entanto, devido a movimentação de sindicatos, trabalhadores e autoridades, a decisão foi adiada pela terceira vez. Isso porque a Justiça Federal concedeu uma liminar que proibiu o fechamento da unidade no último dia 31. A decisão judicial saiu após ação do Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais, Petroquímicas e de Resinas Sintéticas de Camaçari, Candeias e Dias D'Ávila (Sinpeq). De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-BA), Radiovaldo Costa, o fechamento da Fafen-BA será um grande prejuízo para o estado. Além do forte impacto na economia, o diretor também considerou preocupante a eliminação dos postos de trabalho. "O fechamento vai gerar um impacto negativo em cadeia", destaca.

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Quinta, 31 de Janeiro de 2019 - 11:10

Edval Luz Silva, prefeito de Abaíra

por Rafaela Souza

Edval Luz Silva, prefeito de Abaíra
Famosa nacionalmente como a “cidade da cachaça”, Abaíra se tornou um assunto comentado no último mês, após a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) ter divulgado que o município tem a menor taxa de crimes contra a vida no estado. A cidade, localizada na Chapada Diamantina, completou cinco anos sem registros de homicídio. Em entrevista ao Bahia Notícias, o prefeito de Abaíra, Edval Luz Silva (PTB), conhecido popularmente como Diga, revelou que o índice baixo de homicídios é um reflexo comportamental e cultural da população, que é formada majoritariamente por nativos. “Quando a gente tem pessoas que são da região e fizeram família aqui, elas têm muito mais a prezar no sentido de respeito, tanto com os familiares quanto com as autoridades. É algo extremamente natural e que faz parte da cultura do povo daqui”, destacou. A última ocorrência de crime letais contra a vida na cidade foi registrada no dia 4 de janeiro de 2014. Se não fosse esse caso, de acordo como o prefeito, o município de quase nove mil habitantes poderia estar comemorando mais de duas décadas sem nenhum registro de homicídio.

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Terça, 13 de Novembro de 2018 - 11:00

Rogério Cedraz, presidente da Embasa

por Francis Juliano

Rogério Cedraz, presidente da Embasa
A Medida Provisória (MP) 844/18 é vista com receio pelo presidente da Embasa, Rogério Cedraz. A medida, que tramita na Câmara Federal, favorece uma investida forte do setor privado no abastecimento de água dos municípios. Para o engenheiro, que preside companhia estatal desde 2015, os municípios pequenos e mais distantes podem sofrer caso a MP seja sancionada. “Os municípios de poder aquisitivo alto, de bom retorno financeiro, vão ser procurados pelas empresas privadas. Mas os municípios menores, que necessitam de muito investimento, podem sofrer”, avalia em entrevista ao Bahia Notícias. Na conversa, Cedraz falou também sobre a “cultura do gato de água”, respondeu às críticas sobre mau funcionamento da empresa, criticou o prefeito de uma cidade do sul e informou sobre os investimentos que a companhia tem feito no estado.

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Terça, 16 de Outubro de 2018 - 11:00

Eduardo Camargo, presidente do Instituto Baleia Jubarte

por Clara Gibson

Eduardo Camargo, presidente do Instituto Baleia Jubarte
Há mais de 10 anos lutando para ter a sua área ampliada, o Parque Nacional de Abrolhos é o primeiro parque marinho do Brasil. Ele foi criado em 1983 para proteger a região com a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Atualmente, o local recebe milhares de turistas, sendo relevante para a economia local, e também é de grande importância para pescadores, além de sensibilizar a população para a preservação do meio ambiente. No entanto, com os seus 882 km², a área cobre apenas 1,8% do total do Banco Marinho de Abrolhos, no qual diversas espécies vivem no fundo do mar, sendo muitas delas únicas no mundo.Em entrevista ao Bahia Notícias, Eduardo Camargo, presidente do Instituto Baleia Jubarte, associação que faz parte do conselho consultivo do Parque, afirmou que a reserva sofre ameaças como tráfico de grandes embarcações, pesca industrial, mineração e exploração de petróleo, motivos que explicam a necessidade da ampliação do local. Segundo ele, o processo já está em andamento, mas falta o avanço na parte burocrática para que a ampliação seja concretizada, bem como a falta de interesse governamental e vontade política para a ampliação.

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Terça, 18 de Setembro de 2018 - 10:00

Jeandro Ribeiro, secretário estadual de Desenvolvimento Rural

por Francis Juliano

Jeandro Ribeiro, secretário estadual de Desenvolvimento Rural
À frente da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) o economista Jeandro Ribeiro vê na assistência técnica o presente e o futuro da agricultura familiar. Sem a ferramenta, “nada acontece”, como ele mesmo diz em entrevista ao Bahia Notícias. Para ele, tecnologia, metodologia e acompanhamento são partes de um processo que gera ganhos para agricultores do semiárido, da mata atlântica e do cerrrado, os três grandes biomas do estado. Segundo ele, se foi o tempo em que se pensava pequeno no setor. Reforça a tese como exemplos de empreendedores em Ibicaraí e Uauá com produções a partir do cacau e do umbu, respectivamente. “Essa caracterização de agricultura familiar ser coisa de “pobre e coitadinho” começou a mudar”, declarou. Na entrevista, o secretário ainda projeta o total investido no setor, detalha como ocorre o apoio aos agricultores e orienta sobre os primeiros passos para quem quer investir na agricultura familiar.

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Terça, 21 de Agosto de 2018 - 11:00

Edmacy Quirina, professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)

por Clara Gibson

Edmacy Quirina, professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)
Durante o estudo para sua tese de doutorado, a professora Edmacy Quirina ouviu uma criança negra se autodeclarar como “branca escura”. Levando adiante sua pesquisa a respeito das relações étnico-raciais na educação infantil, especificamente nas pré-escolas e creches municipais de Itapetinga, a professora fez um levantamento de mais de 10 instituições do município com o objetivo de observar como as crianças, no contexto da educação infantil, se identificavam em relação à cor.

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Terça, 10 de Julho de 2018 - 11:00

Jussara Barbosa, secretária-geral do Sindicato dos Bancários da Bahia

por Francis Juliano

Jussara Barbosa, secretária-geral do Sindicato dos Bancários da Bahia
Cidades como São Felipe, Ipirá, Correntina, Jeremoabo e Amélia Rodrigues têm algo em comum. As agências do Banco do Brasil (BB) – explodidas por quadrilhas de roubo a banco – deixaram de trabalhar com dinheiro. O fato gera caos e empobrece o município, como afirmou ao Bahia Notícias a secretária-geral do Sindicato dos Bancários da Bahia, Jussara Barbosa. “Não tendo dinheiro circulando, a cidade entra em declínio. Se eu saio de minha cidade para sacar dinheiro em outra, eu aproveito e passo no mercado, na farmácia, na lojinha e compro mercadoria nessa outra cidade”, argumenta. Segundo ela, mesmo com os lucros sempre crescentes dos bancos, em particular do Banco do Brasil, não há uma preocupação em reabrir as agências. Para ela, só uma mobilização geral dos moradores, o que inclui a classe política, pode fazer com que os estabelecimentos voltem a funcionar normalmente. “A população tem que acionar todo mundo. Mexer com a prefeitura, com a Câmara de Vereadores, deputados estaduais e, principalmente, os deputados federais, que estão em Brasília”, disse.

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Sexta, 29 de Junho de 2018 - 11:00

Maria Clécia Vasconcelos, da Delegacia da Mulher, em Feira de Santana

por Clara Gibson

Maria Clécia Vasconcelos, da Delegacia da Mulher, em Feira de Santana
Entre os meses de janeiro a maio 2018, mais de 400 casos de violência moral e psicológica contra a mulher foram registrados na cidade de Feira de Santana. Apesar de o número ser alto, ele também indica uma mudança de postura por parte das mulheres, que começaram a se reconhecer na situação de violência moral e estão começando a denunciar os abusos psicológicos. Até o mês de maio, 1.302 queixas, que incluíam ameaças, lesão corporal, estupro e tentativa de homicídio, foram contabilizadas na cidade. Os números foram registrados pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Feira de Santana. Em conversa com o Bahia Notícias, a delegada da unidade, Maria Clécia Vasconcelos destaca que a diferença é que agora, a mulher está sendo estimulada a denunciar ao ver os casos de violência na mídia. Na avaliação da delegada, elas se identificam no contexto e não querem ser a próxima vítima.

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Terça, 15 de Maio de 2018 - 11:00

Delvan de Souza, da comunidade quilombola de Remanso, na Chapada

por Francis Juliano

Delvan de Souza, da comunidade quilombola de Remanso, na Chapada
Com o maior número de comunidades quilombolas do país, a Bahia ainda caminha a passos lentos quando o assunto é direito à terra para os descendentes do povo negro. Há 130 anos completados no domingo (13) da dita abolição da escravatura, remanescentes de quilombos têm pouco a comemorar. Das 747 comunidades quilombolas certificadas na Bahia, conforme dados da Fundação Cultural Palmares, apenas 3 conseguiram avançar na caminhada para ter a posse da terra. Foram os que receberam os títulos de Concessão de Direito Real de Uso Coletivo (CDRU). São territórios situados em Maragogipe, no Recôncavo, Bom Jesus da Lapa, no Oeste, e Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), segundo informe do Incra-BA. Em entrevista ao Bahia Notícias, Delvan Dias de Souza, suplente da Comissão Nacional Quilombola [Conaq], declarou que falta apoio e diálogo dos governos federal e estadual com os quilombolas. Ele também criticou o corte de verbas feito pela União com o Incra, responsável pela desapropriação das terras e consequente indenização aos proprietários. Delvan, que vive na comunidade de Remanso, em Lençóis, na Chapada Diamantina, também criticou a falta de interesse da classe política baiana em relação aos quilombolas. "São bem poucos que se interessam", declarou.

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Terça, 10 de Abril de 2018 - 11:00

Ricardo Passos, major da Companhia Independente de Policiamento Especializado

por Lucas Arraz / Francis Juliano

Ricardo Passos, major da Companhia Independente de Policiamento Especializado
A Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) surgiu com a missão de combater crimes contra instituições financeiras, como o ataque a sede da Prosegur em Eunápolis, no último mês. Para lidar com esse tipo ação criminosa, que geralmente envolve armamento forte e explosivos, a tropa é treinada para lidar com cenários adversos. “Em todo momento, policiais da Cipe lidam com com situações extremas. Pelo tipo de crime que a gente combate, o PM pode passar até 5 dias trabalhando ininterruptamente em lugares sem água”, comenta o major Ricardo Passos, que atua na Cipe Chapada. Além dos ataques a bancos, a companhia do major ainda lida com outro problema: o comércio ilegal de explosivos que abastecem os ataques. Em uma única apreensão em Novo Horizonte, região do semiárido, a Cipe recolheu explosivos suficientes para destruir 2,7 mil caixas eletrônicos. Sobre o assunto, o policial só agradece uma coisa: “Temos exatamente o mesmo armamento que grandes quadrilhas utilizam no banditismo e no novo cangaço. É o mesmo armamento, graças a Deus, para combater esse tipo de crime”.

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