Farmacêutica larga carreira de 20 anos e abre pet café no RS
Foto: Otávio Daros / G1

Com 42 anos, a farmacêutica Rafaela Rigoni, em 2017 parou de adiar o sonho de abrir o próprio negócio e, ao lado do marido, o professor de educação fídica Darlei Nunez, de 54 anos, ela uniu duas paixões em uma ideia e montou uma cafeteria com a temática pet. "Eu queria alguma coisa que eu curtisse um dia inteiro de trabalho e o resto da minha vida. Juntei café e cachorros. As duas coisas que a gente mais ama", contou ela. 

 

Vinda de Erechim, cidade do Norte do Rio Grande do Sul, Rafaela consolidou a carreira farmacêutica em Porto Alegre. Ela passou mais de 20 anos trabalhando em farmácias e drogarias. No entanto, a guinada profissional não significa que ela não gostava da carreira. "Adorava a minha profissão. Me considero uma farmacêutica barista hoje. Afinal, eu continuo manipulando coisas, criando fórmulas e trabalhando com gente, que eu adoro", contou ela ao site G1. 

 

Para iniciar o negócio, Rafaela fez dois cursos de barista neste ano. O momento de empreender também foi oportuno pois o marido havia acabado de ser demitido da escola onde trabalhava. "No meu caso, foi meio compulsório, digamos assim, diferente um pouco da Rafaela. Eu preciso me reencaixar, e a ideia da cafeteria veio junto disso", explicou Derlei. "Nosso objetivo nunca foi ficar rico, até porque não é assim mesmo. Mas era ter uma boa atividade, ficar à vontade", completou ele.

 

 

O dinheiro que os dois economizaram por alguns anos foi utilizado para tirar o investimento do papel. Com três vira-latas em casa, o casal se inspirou em ideias que se popularizaram em outras partes do mundo, como na Ásia e na Europa, onde os animais circulam livremente junto aos clientes que frequentam os pet cafés.

 

Como no Brasil as normas da Vigilância Sanitária não permitem que os animais circulem na loja, na cafeteria do casal, existe um espaço, como um "petshop", na frente da loja onde há brinquedos, como bolas e ossinhos, pote de água e saquinhos plásticos para remover cocô. 

 

Na parte de dentro, o ambiente é decorado de acordo com o tema canino, existem retratos de cães pendurados na parede, patinhas pintadas no chão. No cardápio, os cafés mais pedidos levam o nome de pitbull, que leva uma dose de licor, e poodle, que leva chantilly. O acompanhamento é um biscoito em formato de osso. "É a nossa marca", completa a barista.

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