Terça, 17 de Abril de 2018 - 08:05

Mulher empresária é um nicho de mercado

por Iga Bastianelli

Mulher empresária é um nicho de mercado

 

A mulher pode ser empresária, arquiteta, decoradora, advogada ... não importa a profissão, o tempo sempre é corrido para a maioria delas que além do emprego tem filhos e família. E cada vez mais este tempo precisa ser otimizado. Uma prática comum é a reunião de negócio durante o café da manhã ou almoço. É o que faz a advogada Maria Benedita Nogueira ela costuma marcar algumas reuniões durante o café da manhã até almoço executivo num Bistrô que fica na Alameda das Espatódias bem perto dos escritórios de diversos clientes. “Além da localização excelente é um ambiente sossegado. Costumava marcar em shoppings mas é muito barulho”, disse a advogada.
 


Seguindo s tendência mundial de proporcionar um lugar de convivência com acesso a Wi-Fi e garantindo ao cliente a possibilidade de carregar o celular ou até mesmo um notebook é desta forma que a empresária Edmilza recebe no Bistrô e confeitaria Bianca Monteiro. “ Procuro atender com excelência quem chega aqui seja para um capuccino com uma fatia de torta, café da manhã, almoço executivo ou a lá Carte. Aqui os clientes podem fazer reuniões com a garantia que o serviço será realizado de forma eficiente e organizado, sem interrupções” disse a empresária que aposta neste nicho de clientes.

 


A empresária, professora e também diretora do Rotary Clube não tem tempo a perder. Concentra reuniões de negócios e até informais na Bianca Monteiro. “As reuniões aqui são bem produtivas e a comida sempre uma delícia. Gosto tanto que já fiz algumas confraternizações de 10 a 12 pessoas. Sempre ficamos com gostinho de quero mais” , revelou a empresária.

Brasileira vai morar nos EUA e cria a primeira micro-série feminista para o Instagram
Foto: Divulgação

Flávia Borges é uma brasileira que saiu de Ipatinga, Migas Gerais, largou a faculdade de Publicidade e Propaganda com 18 anos para morar sozinha em Chicago, nos Estados Unidos. Hoje, com 31 anos, ela é uma das produtoras da micro-série Menace (veja aqui), a primeira produção feminista interseccional feita para o Instagram. “Sempre quis ser atriz, mas, quando percebi que a 'cota' reservada para mim na TV seria de mulher latina (ser negra agravava a situação), quase desisti – até encontrar duas mulheres incríveis, Sarah Alò e Devon Carson. Com a mesma vontade de nos expressar, surgiu a ideia da série”, contou Flávia.

 

A brasileira foi citada pela Forbes como idealizadora de um conteúdo digital inovador, unindo mulheres para elaborar o projeto. O resultado é a micro-série que conta a história de uma imigrante ilegal, a de uma vítima de violência doméstica e a de uma dominatrix digital. Como a série foi feita para ser exibida no Instagram, cada episódio tem apenas um minuto.. Para lançar a primeira temporada, Flávia lançou um crowdfunding, mas o valor arrecadado não chegou a um terço do valor necessário. Mesmo assim, de acordo com o site da revista Cosmopolitan, a série levou oito meses em processo de pré-produção, dois dias intensos de filmagens e nove meses de finalização. “No Instagram fizemos um trabalho de formiguinha. A nossa equipe de marketing, totalmente voluntária, ajudou na divulgação, e nós acabamos construindo uma comunidade de mulheres que se ajudam e estão interessadas nas mesmas causas”, contou ela.

 

Por ser uma mulher negra, Flávia entende que a representatividade é um tema essencial a ser discutido. Por isso, enquanto uma nova temporada não é lançada, a rede social da Menace é utilizada para disseminar conteúdos feministas que também são aproveitados para perguntar às mulheres como elas querem se ver na TV. “O meu maior sonho é levar a Menace para a TV a cabo ou streaming e já estou trabalhando na adaptação do formato. Além disso, quero desengavetar um longa que escrevi há alguns anos sobre infertilidade e imigração”, finaliza.

 

Terça, 10 de Abril de 2018 - 08:05

Uma ideia na cabeça e por que não um negócio digital?

Uma ideia na cabeça e por que não um negócio digital?
Foto: Pinterest

Empreendedorismo digital é uma forma de modelo de negócios que oferece produtos ou serviços através da internet. Mercado que tem crescido no Brasil e as pessoas vêm encontrando novas formas de criar o próprio negócio em plataformas virtuais. Esse tipo de negócio pode ter um pequeno investimento inicial e começa a dar retorno financeiro se for executado da maneira correta. De acordo com especialistas o processo para ter uma empresa digital, pode parecer simples mas necessita de muito trabalho e esforço, além de tempo e dedicação.

           

Existem algumas formas de ser um empreendedor digital, em uma delas, você oferece um serviço a partir de um conhecimento que você já possui, ou vende um produto próprio. A outra maneira é comercializar produtos de terceiros. Você pode achar parceiros para se afiliar e apresentá-los para o público através do seu site, blog ou até mesmo instagram. Antes de tudo isso, no entanto, é necessário escolher um nicho de mercado, que deve estar diretamente relacionado a algo que você tem afinidade. Escolhido o nicho, é hora de elaborar um plano de negócios, o que ajudará na hora de definir os seus objetivos, de que forma o negócio vai funcionar e quais os riscos que podem surgir.

 

De acordo com a diretora de operações (COO) da empresa Influu, plataforma que conecta influenciadores digitais a marcas, Talita Lombardi, que também é referência nas áreas de empreendedorismo, vendas e startups no país, é preciso, principalmente, encontrar algo que você goste de falar para montar qualquer plataforma que queira investir. "Daí para frente você não vai mais parar de falar sobre isso. Cada dia mais as pessoas querem conteúdos personalizados. Então para crescer é preciso desse diferencial, direcionamento e paixão", explica ela.

 

Para a COO, não existe fórmula para não cometer erros, cada pessoa vai cometendo erros ao longo do negócio, por conta da inexperiência, e vai aprendendo com isso. Para potencializar a imagem do empreendimento, ou do influenciador, ela indica que o investidor deve fazer colaborações com outros influenciadores e buscar cada vez mais pessoas que gostem do seu trabalho. "Se você é pequeno, foque em conseguir achar empresas dentro da sua vertical e mostre em como pode agregar. Se já for grande, normalmente você será abordado. Entendemos que todo digital influencer, mesmo que pequeno, deve ser pago por campanhas, ele pode até receber um mimo, mas o trabalho é pago e por isso focamos nesse comprometimento dos dois lados, da empresa e do influenciador", diz Talita.

Quarta, 04 de Abril de 2018 - 08:05

O poder das mulheres na área da informática

por Clara Gibson / Iga Bastianelli

O poder das mulheres na área da informática
Foto: Divulgação

Pouca gente sabe sobre a importância das mulheres para o mundo da informática. Na verdade, o universo que envolve conhecimento tecnológico é geralmente associado aos homens. No entanto, foi Ada Lovelace a responsável por desenvolver o primeiro algoritmo da história. A atriz Hedy Lamarr desenvolveu, na Segunda Guerra, uma tecnologia que serviu como base para a atual telefonia celular. Irmã Mary Kenneth Keller gerou o BASIC, Grace Hopper foi a criadora do COBOL e o protocolo STP foi inventado por Radia Perlman. Essas são apenas algumas das mulheres que fizeram a diferença para o avanço das tecnologias.

 

A cultura de que conhecimento tecnológico faz parte do universo masculino pode ter contribuído com que muitas mulheres se afastassem dessa área ao longo dos anos. Hoje, o número de mulheres que trabalham no setor é pequeno. De acordo com dados da organização Grils Who Code, 74% das meninas demonstram interesse pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, no entanto, apenas 0,4% delas escolhe seguir carreira na ciência da computação. No Brasil, o número de cursos de computação cresceu 586% nos últimos 24 anos, no entanto, o índice de mulheres matriculadas neles caiu de 34,89% para 15,53%.

 

A Harvard Business Review publicou que 41% das mulheres que trabalham com tecnologia acabam deixando a área, em comparação com apenas 17% dos homens, e segundo o Gizmodo, site de tecnologia americano que recentemente inaugurou sua versão brasileira, 79% das alunas dos cursos relacionados à Tecnologia da Informação desistem no primeiro ano. No Brasil, 15,53% dos alunos de cursos relacionados à computação são mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e de acordo com o Censo IBGE 2010, apesar das mulheres serem a maioria no Ensino Superior, elas representam apenas 22% dos alunos nos cursos relacionados à computação.

 

Apesar dessa realidade e na contramão das estatística o BN Mulher pesquisou e entrou em contato com algumas mulheres e empresas que fogem dessa regra e conseguem obter destaque nas empresas que atuam na área de tecnologia.  Emanuela Ramos, por exemplo, é Diretora Executiva de Negócios para o setor de Financial Services da Resource, uma das principais multinacionais brasileiras de serviços de TI e Integração Digital. Emanuela é a única mulher à frente de um cargo de liderança na área de TI na companhia. Ela integra o time da Resource há nove anos e é responsável pelo desenvolvimento de estratégias para empresas que estão transformando digitalmente seus negócios. "A transformação digital é o assunto e a necessidade do momento. Como Diretora de Negócios, tenho a responsabilidade de levar às empresas o que elas precisam para estarem alinhadas com o mercado. Por ser uma mulher, meu posicionamento começa desde o primeiro aperto de mão”, conta ela.

 

Algumas empresas estão começando a se preocupar com a representatividade feminina na sua equipe. A ClickBus por exemplo, aplicativo que tem como finalidade vender passagens de ônibus, tem 44% dos seus colaboradores do sexo feminino, parte delas atuando em áreas de tecnologia e tendo uma mulher como responsável da área tecnológica. Já a Zarpo, que trabalha como agência de viagens online, é outra empresa que tem grande parte do seu time formado por mulheres, totalizando em 70% da empresa, e com oito setores liderados por mulheres, inclusive na área de TI.

Adolescente vence concurso de modelo com dinheiro arrecadado em rifa
Foto: Divulgação

Vicky Santos nasceu em São Francisco do Conde, na Bahia, com 15 anos decidiu que queria se tornar uma grande modelo e desfilar na temporada de moda internacional. Para isso, organizou na sua cidade duas rifas com o objetivo de juntar dinheiro para viajar até São Paulo e participar do concurso “The Look of The Year”. A jovem conseguiu arrecadar R$1.500 e foi a campeã da seletiva do último ano, que foi realizada com 25 candidatas.

 

“A ideia da rifa foi dos meus pais”, conta Vicky, acrescentando que desde pequena ser modelo é o seu sonho. “Vejo as revistas, os programas de televisão e sempre quis trabalhar com isso”, completa. A vencedora do concurso que Vicky participou poderá representar o Brasil nas passarelas internacionais e também tem a chance de se preparar para o mercado de trabalho por meio da agência Joy Model, que fez a seleção em cerca de 50 cidades para encontrar a nova modelo que representaria a moda.

 

“Já estou batalhando por essa carreira há algum tempo e hoje sinto que estou próxima de realizar esse sonho. Sou muito agradecida por tudo o que tem me acontecido e tenho orgulho do caminho que estou seguindo e da minha origem, da minha família e da ajuda que tive de todos”, diz a baiana. Além de estudar, a adolescente também havia feito alguns trabalhos como modelo na sua cidade e na região.  

 

Vichy, com 1,84m de altura, conta que já sofreu bullying por isso, mas não liga. “Beleza é um conjunto de formas, de estilo, de personalidade, delicadeza, educação e um espírito generoso”, afirmou ela ao site Uol. “Acredito que, nós, mulheres temos que ocupar o espaço que quisermos na sociedade. A capacidade e a força de vontade são de cada indivíduo e não estão relacionadas ao gênero da pessoa”, completa.

Terça, 27 de Março de 2018 - 06:05

Empresária inova com atelier: monte seu ovo da páscoa!

por Iga Bastianelli

Empresária inova com atelier: monte seu ovo da páscoa!

Para muitas pessoas a Páscoa é cheia de simbolismos e mensagens positivas de renascimento e recomeços. Assim como o Natal que também tem uma mensagem de esperança, nas duas épocas existem personagens como o Papai Noel e a figura do coelhinho, o chocolate que proporcionam momentos felizes, principalmente para as crianças. E são momentos como este que reforçam laços de família e amor.

Foi pensando em criar experiências inesquecíveis que a empresária Edmilza Monteiro sócia diretora da confeitaria Bianca Monteiro inovou . Ela trouxe para Salvador a ideia do monte seu ovo. Um verdadeiro atelier dentro da Confeitaria Bianca Monteiro que fica na Alameda das Espatódias onde as crianças não só compram os ovos. “Aqui elas podem deixar a imaginação voar ou “pular” com os coelhinhos e criam um ovo customizado. São diversas opções de recheio brigadeiro , Nutella, leite ninho , crocante, limão siciliano, chocolate trufado que deixam qualquer um com água na boca”, disse Edmilza.

Em caixas de acrílico ficam expostas as guloseimas: vários tipos de chocolate , crocantes , granulados. O cliente pode escolher entre diversas opções de tamanho e tipos. É possível montar o ovo de colher, ovos desconstruídos em embalagens de acrílico, e no final dá para levar para casa ou saborear ali mesmo num ambiente aconchegante entre os diversos coelhinhos da decoração.

A arquiteta Taise Moreira por exemplo veio um dia antes encomendar os ovos de Páscoa para toda família quando se deparou com a novidade. No outro dia lá estava ela com o marido e os filhos. “Trouxe Alice para escolher e montar o próprio ovo. Ela adorou e eu achei a ideia bem interessante e lúdica”, revelou Taise. A pequena entre uma colherada e outra falou:  “escolhi o de Nutella com leite ninho”.  O ovo foi dos grandes afinal foi compartilhado com toda família .
 

Terça, 20 de Março de 2018 - 08:00

Tatuadoras explicam como se tornaram referência com estúdio só com mulheres

por Clara Gibson

Tatuadoras explicam como se tornaram referência com estúdio só com mulheres
Da esquerda pra direita: Rêka, Nelly, Gabriela, Carol e Milena | Foto: BN

Quando Nely Oliveira decidiu ser tatuadora, há 13 anos, pensou que naquele meio não ia encontrar o machismo da mesma forma que encontra na sociedade. Afinal, é um mercado mais moderno, mais “pra frente”, claro que não ia ter nada disso, certo? Errado. O cenário com o qual ela se deparou não foi muito diferente do que se vê no mercado nacional ou mundial, do ponto de vista feminino. “Antigamente, mulher em estúdio de tatuagem ou era secretária ou era mulher do tatuador. Até você conseguir mudar isso demorou um tempo”, comenta Gabriela Drouguett, que tatua profissionalmente há 12 anos. “É muito difícil para alguns homens reconhecer que algumas mulheres passaram deles e que estão no mesmo nível que eles. É árduo. Mais difícil do que ser um cara que começou há pouco tempo, porque os homens já olham no mesmo nível. Mulher não, você tem que se provar muito para te olharem da mesma forma”, pontua Gabriela. Ao lado de outras três mulheres, as duas participaram da criação do C’ink Tattoo, com o objetivo de “criar um ambiente profissional, mas também acolhedor”.

 

Tanto Nely quanto Gabriela acreditam que hoje o mercado está mais aberto para as mulheres que tatuam, mas para que isso fosse possível, foi necessário que pessoas como elas firmassem o seu espaço. Nely conta que muitas vezes durante a sua trajetória ouviu comentários depreciativos sobre a sua arte, que insistiam em colocá-la para baixo e duvidavam da sua capacidade. Entretanto, ela escolheu focar no seu trabalho – “work hard”, como ela mesma diz – e não ligar para esse tipo de crítica. “Precisamos aprender a se colocar exatamente no lugar que estamos. Você sabe qual a sua capacidade, o seu valor, você sabe tudo. É diferente ouvir uma crítica construtiva, de alguém te respeita, de quando você está em um meio machista masculino em que você tem que escutar algumas coisas”, explica Nely.

Estúdio C’ink Tattoo | Foto: Bahia Notícias

Milena Correia, que tatua profissionalmente há 7 anos, também se coloca como parte dessa trajetória para consolidar as tatuadoras no mercado. “A gente [o estúdio] meio que abriu o caminho para as outras meninas. Especialmente elas duas [Nely e Gabriela], porque a gente começou lá atrás e nunca fez outra coisa. A gente estava sempre ali, na luta, sem desistir, e chegamos lá”, diz Milena. Rêka Bittencourt, que faz parte da nova geração de tatuadoras, no mercado há apenas quatro anos, encontrou um cenário diferente depois das conquistas das “veteranas”. “Quando eu cheguei, tive uma outra história, eu fui muito bem acolhida”, contou Rêka. “Inspirar a carreira de uma pessoa é muito forte. A gente se inspirava nos caras. A gente ficava procurando mulheres para se inspirar”, conta Nely. Carol Hidalgo, perto de completar dois anos como tatuadora, considera que ter uma mulher como inspiração é engrandecedor. “É muito doido, porque a maioria dos tatuadores só coloca foto de tatuagem, e quando a gente vê que é mulher, é diferente. Tinha uma tatuadora que eu conhecia só o trabalho e quando eu descobri que era mulher eu pensei ‘nossa que incrível, é uma mulher’”, conta Carol. 

 

O que essas cinco mulheres tinham em comum, além de exercerem a mesma profissão, mais ou menos cinco meses atrás, era o desejo de montar um lugar só delas. Naquele momento, todas elas estavam trabalhando em outros estúdios. Gabriela Drouguett, que já trabalhava com Carol, convidou Rêka para montar um estúdio juntas. Coincidentemente, na mesma época, Nely Oliveira e Milena Correia também estavam se unindo para trabalhar juntas. Amigas de longa data, Gabriela e Milena, em uma conversa, acabaram concordando que deveriam, as cinco, se unir e montar um estúdio. Assim nasceu a C’ink Tattoo. “Foi muito certo desde o início, a gente sentiu isso”, conta Gabriela. Em cerca de quatro meses, as cinco dobraram esforços para conseguir montar o estabelecimento, que funciona na TK Tower, localizado na Avenida Magalhães Neto, na Pituba. 

 

Apesar de ainda terem a sensação de que o estúdio está “inacabado”, elas sentem orgulho do local e relatam que não tiveram problemas para colocar o negócio para funcionar e, ao contrário do que muita gente pensava, unir cinco mulheres do mesmo ramo deu mais certo do que esperavam. “Uma coisa que me mata é ouvir que um monte de mulher junto é falsidade, que mulher junta não tem amizade, a gente escutou muito isso, pra fragilizar a gente também. Mas a gente veio quebrar isso e quebrar muito forte. Porque isso é uma construção da sociedade. O fato de estarmos, nós cinco, com opiniões muito diferentes, em um ambiente que você sente que é 100% respeitada, que a sua voz tem valor, onde aquilo que você está falando não é pra  diminuir a outra nem nada, isso é muito importante”, diz Nely. “Se você vê a gente lá no início e compara com hoje, é outra forma de trabalhar, é outra cabeça, é outra postura, porque aqui a gente se nutre. Mesmo. Uma agrega à outra e vamos juntas, vamos subir, não é uma querendo derrubar a outra, diminuir pra você se sentir grande”, completa Gabriela. 

 

Na C’ink, uma sensação de acolhimento predomina no ambiente desde o momento em que você entra na recepção, que mais parece a sala de estar de uma casa. Pelos relatos das tatuadoras, é possível perceber que essa sensação atinge também os clientes. Apesar de ter apenas mulheres trabalhando no local, a clientela da C’ink é diversificada. Elas acham, sim, que as mulheres se sentem mais seguras em um estúdio só com tatuadoras, mas o que as deixam impressionadas é a forma como os homens se permitem ser eles mesmos ao chegarem naquele espaço. “Homem quando chega em ambiente ‘de homem’ fica querendo marcar território, mas – eu pelo menos tenho essa impressão – quando eles chegam aqui, são mais eles, são pessoas normais. Podem ser mais sensíveis ou não. Tem cliente que conta a vida inteira deles, eu tenho cliente homem que chora na maca, eles podem ser eles mesmos”, relata Gabriela. "Porque o machismo machuca o homem também, mesmo que eles não se toquem disso. Então talvez aqui eles se sintam mais à vontade mesmo. Não acham que vão ser diminuídos, não têm que provar nada a ninguém”, concorda Nely. “Todo mundo é bem-vindo aqui. A pessoa vem aqui ser quem é. Não é um ambiente intimidador. Todo mundo que vem aqui está em casa. Todo mundo que vem aqui fala: ‘Ai meu Deus, que lindo, quero trabalhar aqui’. “E isso não é uma coisa que a gente programou, é muito natural, a gente se sente muito à vontade aqui”, finaliza Gabriela. 

Segunda, 19 de Março de 2018 - 14:00

Sete dicas para quem quer investir em fotografia newborn

Sete dicas para quem quer investir em fotografia newborn
Fotos: Divulgação

A fotografia de recém-nascidos, que ficou conhecida como fotografia newborn, tem por objetivo registrar os primeiros momentos da vida de um bebê, normalmente até o 15º dia. A beleza das imagens fez com que o estilo ganhasse cada vez mais espaço no mercado brasileiro, impulsionando também o número de fotógrafos que decidem ingressar na área. Porém, o segmento exige alguns cuidados extras. As fotógrafas Aline Langoni e Sandra Villani, profissionais parceiras da plataforma Alboom, que integra diversos serviços para ajudar fotógrafos e artistas a crescerem seus negócios, listam sete dicas valiosas para esses profissionais.

 

1. Segurança em primeiro lugar: De acordo com Aline, segurança é item primordial para quem quer começar na fotografia newborn. É essencial entender a anatomia e fisiologia dos recém-nascidos para garantir que as poses realizadas durante o ensaio não machuquem os bebês. Para quem quer ingressar na área é muito importante estudar e fazer cursos de especialização. "Precisamos estar aptos a socorrer um bebê em caso de afogamento com leite materno, por exemplo", explica a profissional.

 

2. Prepare os pais: Encaminhe uma lista de recomendações para os pais antes do ensaio, com informações em relação à alimentação, sono do bebê, orientações para o dia das fotos e o que é preciso levar à sessão, por exemplo. Isso será importante para que os pais cheguem mais preparados, além de mais confiantes e seguros com o trabalho. "Nessa lista, costumo ressaltar também a importância de não marcar outro compromisso no dia, como visitas de familiares ou médico, por exemplo, para manter o bebê mais calmo", conta Sandra.

 

 

3. Prepare o ambiente: É necessário manter o local sempre higienizado, assim como todos os acessórios que serão utilizados nas fotos, por conta da imunidade mais baixa do bebê. Além disso, segundo Aline, um ambiente aquecido garante o bem-estar da criança – a temperatura ideal é entre 26 e 29ºC. Ter som ambiente, como o barulho do útero, por exemplo, também é uma boa ideia para deixá-los mais calmos, o que permitirá que o sono profundo venha mais rápido.

 

4. Cuidado na decoração e escolha dos acessórios: "Em relação à decoração, uma prática que costumo indicar é a de solicitar uma foto do quarto do bebê aos pais, com o intuito de montar o cenário das fotos de acordo com o perfil da família", explica Sandra. Mantas, cestos e acessórios de cabeça, como toquinhas e headbands, são os elementos mais utilizados na fotografia newborn. Na escolha dos acessórios, vale o bom senso. Peças que podem gerar qualquer tipo de desconforto ao bebê, ou até mesmo comprometer a segurança do ensaio, devem ser descartadas.

 

5. Procure realizar as fotos pela manhã ou no início da tarde: Sandra também aponta que os períodos da manhã e início da tarde são os melhores para agendar uma sessão de newborn. Além de ser o momento do dia em que geralmente o bebê está mais tranquilo, também é importante por conta da iluminação natural, utilizada pela maioria dos fotógrafos da área.

 

6. Estabeleça uma sequência de poses: Tenha uma sequência de poses pré-determinada para ajudar a construir a sua sessão de fotos. Porém, saiba que essa sequência poderá ser alterada de acordo com o comportamento de cada bebê. Se ele estiver mais agitado, por exemplo, deixe as poses em que o recém-nascido precise estar em sono profundo para o final. Envolver a família no ensaio, além de tirar fotos de diversos ângulos e enquadramentos em cada posição que colocar o bebê, são outras dicas importantes para garantir fotos mais diversificadas.

 

7. Tenha paciência: Aline aponta que as sessões costumam durar, em média, 2 horas e meia. Porém, por conta do comportamento do bebê, esse número costuma variar um pouco. O mais importante, nesse caso, é que o profissional tenha paciência. Na fotografia newborn, é o bebê quem manda. Não ser tão exigente quanto à rotina da sessão e ter conhecimento de técnicas para acalmar os recém-nascidos são dicas valiosas para os profissionais que querem crescer no segmento.

Carolina Dieckman, Mariana Rios e Sheron Menezes estrelam campanha que aposta no e-commerce
Foto: Yossi Michaelli

Segundo dados do e-Marketer, instituto de pesquisa dos Estados Unidos, o mercado continua em alta para quem deseja ser dono do seu próprio negócio virtual ou expandir sua loja para a internet. A China e os Estados Unidos lideram os países que lucram mais com a venda online. O Brasil não fica tão atrás, aparece no 10º lugar da lista. O chamado e-commerce, ou o comércio eletrônico, tem crescido cada vez mais entre as empresas que atuam no mercado, atualmente.

 

No ano passado, mesmo com a crise que está afetando o varejo físico, o comércio virtual brasileiro teve um crescimento de 12% em comparação ao ano anterior. De acordo com dados do E Commerce Brasil, o comércio eletrônico faturou mais de R$ 21 bilhões no primeiro semestre de 2017, e a projeção de crescimento para esse ano no setor é de 15%, o que anima quem está querendo investir neste formato de negócio.

 

De olho no futuro, muitas das empresas que funcionam apenas em loja física estão investindo na expansão online, com o objetivo de conseguir alcançar um público ainda maior.  Segundo uma pesquisa feita pelo Sebrae em parceria com o E-Commerce Brasil grande parte dos negócios dos brasileiros ainda estão estruturados basicamente em lojas físicas, número que corresponde a 31% do total. No entanto, já existe um número de lojas, equivalente a 15%, que funcionam apenas online, e 13% que trabalham tanto com compras físicas quanto virtuais.

 

Um exemplo de empresa que está investindo alto em e-commerce é a Loja Pompéia, do Rio Grande do Sul. Mesmo com setenta lojas físicas espalhadas pelo estado, a marca funciona também online, e pretende alcançar um público ainda maior. O último investimento foi alto: para divulgar a coleção Outono Inverno 2018 foram contratadas as atrizes Sheron Menezes, Carolina Dieckmann e Mariana Rios. Elas foram fotografadas pelo israelense radicado em Nova York Yossi Michaeli.

 

Segundo a gerente de marketing, Ana Paula Ferrão Cardoso, a campanha mostra um novo momento da empresa. "Escolhemos as atrizes pela estreita ligação delas com a moda. São mulheres fortes, que reforçam o novo momento da Pompéia. Em 2018 vamos acelerar a visibilidade da marca nacionalmente, especialmente a partir do o nosso e-commerce”, afirma Ferrão.

Quarta, 07 de Março de 2018 - 06:05

A credibilidade das mulheres na tela da Band

por Iga Bastianelli

A credibilidade das mulheres na tela da Band

A Band Bahia traz novidades no jornalismo. Sob o comando da exigente e criteriosa diretora de jornalismo, Zuleica Andrade, o Band Entrevista volta ao ar agora em horário nobre, aos sábados,  às 18h50. Para Zuleica um programa de entrevistas dá visibilidade a personalidades locais que possam contribuir com ideias e projetos. "Trazer o Band Entrevista para um horário nobre com uma apresentadora de peso, não tenho dúvida que vai fazer diferença na nossa grade", diz  a diretora de Jornalismo. 

 

A apresentação do Band Entrevista é da jornalista Sílvia Corrêa que tem ampla experiência e já passou por vários veículos de comunicação. Foi repórter, chefe de reportagem e editora do jornal Folha de S. Paulo, trabalhou na TV Cultura, TV Globo e TV Gazeta e hoje tem uma coluna aos domingos na Folha, além de ser âncora da rádio Bandnews.

 

Mas a "Dona da Bola" na Band é a jornalista Juliana Guimarães, a apresentadora comanda há 5 anos o programa diário " Os Donos da Bola"- que vai ao ar de 12h30 às 13h30 - e tem a audiência cativa dos torcedores do Bahia e do Vitória. Num universo masculino, Juliana conduz com leveza, credibilidade e profissionalismo os diversos temas que envolvem o futebol baiano. 

 

Já o jornal Band Cidade, ancorado por Carolina Rosa, vai ao ar sempre às 18h50 e traz as notícias locais, antes do Jornal da Band com Ricardo Boechat e Paloma Tocci. 

 

Todas as novidades que este ano começaram com o "De Olho na Folia" programa realizado ao vivo uma semana antes do carnaval e a valorização da Mulher na emissora estão acontecendo com o aval do novo diretor da Band Nordeste, Augusto Correia Lima. Há apenas 2 meses, Augusto assumiu o novo desafio de projetar a Bahia no cenário nacional, atraindo mais investimentos e parcerias. E ele garante que em breve vem mais novidades por aí.

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