Quarta, 18 de Julho de 2018 - 08:05

Quando a organização se transforma em 'business'

por Rafaela Souza

Quando a organização se transforma em 'business'
Foto: Reprodução / Pinterest

Quem é que não gosta de ter um armário organizado? A organização desse espaço pode te ajudar a poupar tempo, dinheiro e ainda a controlar quais são as peças que você tem e muitas vezes nem sabia. Pensando nisso, o BN Mulher entrevistou a personal organizer Mirella Guedes que resolveu empreender nesta área. Mirella sempre se preocupou com a organização da sua casa e, em 2013, ela resolveu se especializar. Hoje, Mirella organiza residências em geral, armários, empresas e pré e pós mudança. Ela irá mostrar qual a melhor forma de organizar o seu guarda-roupa:

 

Para organizar os armários, o primeiro passo é fazer uma triagem das peças que são necessárias e as que devem ser descartadas ou doadas. “Provavelmente o cliente terá peças que não se lembra que tem ou que não usa mais há bastante tempo”, relata.

Em seguida, a escolha dos cabides também é muito importante. "Existem cabides específicos para cada tipo de roupas. Padronizar, além de visualmente mais agradável torna mais fácil enxergar e encontrar a peça desejada", destaca. O próximo passo é agrupar as roupas. De acordo com a personal, a arrumação precisa fazer sentido e condizer com a necessidade de cada um. Por exemplo, as roupas de inverno podem estar separadas das outras peças, já que não são usadas constantemente.

 

Outa dica é organizar as roupas por cores, do tom mais claro para o mais escuro. Por estações do ano ou tipo de ocasião. A profissional recomenda guardar as roupas que não estão sendo utilizadas na parte mais alta. Já os sapatos e bolsas podem ser organizados também por cores, uso ou ocasião e guardados em gavetas e prateleiras. Mirella ainda aconselha que as caixas com tampa ajudam a otimizar os espaços. “São super práticas e versáteis e dá para organizar uma infinidade de coisas, desde documentos, papéis, livros, fotografias, lembranças de viagem, medicamentos, brinquedos, bijoux, itens de cozinha, lavabo, até roupas. No mercado existem inúmeros modelos”, revela.

Para a personal organizer, a organização é um hábito diário. “É tipo dieta - você precisa se alimentar corretamente todos os dias para não engordar ou prejudicar a saúde”, pondera. De acordo com ela, a desordem pode ser evitada mantendo e guardando as coisas sempre no lugar.

Jovem de Eunápolis é finalista do Troféu Inova Jovem Empreendedor
Foto: Divulgação

Dafne Oliveira de Sousa, de 18 anos, é uma das 30 jovens finalistas que concorrem ao Prêmio Inova Jovem Empreendedor, que será entregue nesta sexta-feira (13), em Brasília. O objetivo do projeto era capacitar cerca de dois mil jovens moradores de comunidades periféricas de todo o Brasil para empreender em um negócio partindo do zero. Todos participaram de um programa da Secretaria Nacional de Juventude, do Governo Federal, ao longo do primeiro semestre de 2018. Além de aulas, os alunos tiveram acompanhamento por 30 dias, com suporte presencial e online, para a garantia da continuidade dos empreendimentos. A finalista de Eunápolis concorre na categoria Histórico Social. Seu negócio é o “Dhay Masks”, empreendimento que está permitindo uma mudança na condição e na perspectiva social da jovem.

 

Dentre as categorias premiadas estão performance financeira; Histórico social: mudança social ocorrida, afastamento da criminalidade e da drogadição, busca por alfabetização; Inovação: desenvolvimento de uma área de negócios ainda não explorada no entorno.

Quase bilionária, Kylie Jenner estampa capa da 'Forbes' como a empreendedora mais jovem
Foto: Reprodução / Instagram

Com 20 anos de idade e apenas três anos à frente da sua marca de cosméticos, Kylie Jenner lidera quando o assunto é transformar o seu empreendimento em uma das maiores fortunas do mundo. Não é a toa, que a jovem foi escolhida pela revista "Forbes" como a empresária mais jovem e rica da América. Entre as 60 mulheres no ranking de empreendedoras mais ricas, Kylie é a mais nova, ocupando a 27ª posição. 

 

A americana fundou a Kylie Cosmetics em fevereiro de 2016 vendendo um kit com lápis de boca e batom. Atualmente, a empresa conta com linhas de sombras, delineadores e blush, entre outros cosméticos. Em entrevista à Forbes, Kylie relatou que a marca já vendeu mais de US$ 630 milhões e que os contratos de publicidade ajudaram a completar os US$ 900 milhões registrados no ranking. 

 

 

Nas redes sociais, Kylie comemorou o sucesso. "Mal posso acreditar que estou postando minha própria capa da Forbes. Obrigada pelo artigo e pelo reconhecimento. Sou tão abençoada por fazer o que eu gosto todos os dias. Não poderia imaginar isso", declarou.
 

Depois de Kylie, a cantora Taylor Swift, de 28 anos, é a segunda mais nova a fazer parte do grupo de mulheres mais ricas com menos de 30. Ela está ocupando a última posição da lista. A irmã de Kylie, a socialite Kim Kardashian também aparece na lista na 54ª posição com fortuna de US$ 350 milhões. 

 

A lista completa pode ser vista no site da revista (acesse aqui).
 

Terça, 10 de Julho de 2018 - 08:05

Etiqueta corporativa faz diferença no ambiente de trabalho

por Rafaela Souza

Etiqueta corporativa faz diferença no ambiente de trabalho
A especialista atua em empresas de Salvador e RMS | Foto: Reprodução / Instagram

 

Por mais que o seu local de trabalho seja descontraído, é essencial conhecer e respeitar algumas regras para não cometer as temidas gafes e constrangimentos. A educação, respeito e ética cada vez mais se tornam importantes diferenciais no mercado de trabalho. Pensando nisso, o BN Mulher entrevistou a consultora de etiqueta e imagem, Patrícia Lopes, para dar orientações de como manter uma boa postura no ambiente profissional.

 

“Cada vez mais, o mercado de trabalho, exige qualificação e comprometimento com uma ‘etiqueta corporativa’ ”, revela Patrícia. Para a especialista que atua dando cursos em empresas de Salvador e Região Metropolitana, as características mais requisitadas nos profissionais são educação, gentileza, bom senso e respeito. Além da competência no trabalho, para a consultora, a junção dessas qualidades são diferenciais positivos e facilitam o relacionamento interpessoal.

 

Dentro desse comportamento ideal, Patrícia destaca ainda a ética como um pré-requisito. “A ética profissional proporciona um exercício diário e prazeroso de honestidade, comprometimento, entre tantos outros, que conduzem o seu comportamento e tomadas de decisões corretas em suas atividades”, reitera. Confira mais algumas dicas da consultora:

 

Seja pontual

Segundo a especialista, além de ser algo indispensável, um profissional que é pontual em seus prazos e compromissos se destaca positivamente no ambiente corporativo.

"Compareça em seus compromissos no horário marcado, caso contrário desmarque com antecedência e se justifique", sugere.

 

Ter bom senso

Bom senso é fundamental para evitar deslizes e ganhar pontos com o chefe e colegas de trabalho.

 

O que vestir

“O profissional deve ter consciência de que ao se apresentar pela empresa ele se torna um representante da marca e a forma como ele se veste causa uma impressão que irá depor contra ou a favor de sua imagem e da empresa que ele representa”, explica. Por isso, é importante evitar usar roupas que não são adequadas ao ambiente, como grandes decotes, roupas muito justas, curtas e chamativas. Isso também vale para os acessórios, sapatos e maquiagem. Lembre-se que menos é mais!

 

Faça a diferença

Patrícia acredita que o profissional deve sempre tomar a iniciativa e executar o seu trabalho da melhor maneira possível. Isso pode ser aplicado na relação com a organização das atividades e clientes, por exemplo. “Priorize as ações e atividades em prol dos clientes e quando o cliente chamar, chegar, manter contato. Pense: é o meu salário que está chamando”.

 

Identidade própria

Por fim, a consultora aconselha que para se avançar na carreira é preciso se sentir seguro com a sua personalidade. “Foque na sua imagem, comunicação, comportamento e postura. A construção de uma imagem forte e confiável é sempre importante para a conquista de excelentes resultados”, completa.

 

O que se deve evitar

Aparência e vestimentas inadequadas;

Falar tocando muito nas pessoas;

Tratamento muito informal com os colegas de trabalho;

Informações pessoais e que fogem do ambiente de trabalho no e-mail corporativo e dentro da empresa;

Linguagem informal e erros ortográficos;

Instagram: @etiqueta_patricialopes

Quarta, 04 de Julho de 2018 - 08:05

Mestre Cervejeira gaúcha empreende em Lauro de Freitas

por Iga Bastianelli

Mestre Cervejeira gaúcha empreende em Lauro de Freitas
Foto: Reprodução / Facebook

Para a gaúcha Débora Lehnen, 34, as experiências sempre foram inovadoras. O hábito pelo artesanal, “faça você mesmo”, fez parte do seu cotidiano desde a infância. Com isso, Débora, e a equipe inovam o mercado cervejeiro e propõem uma transformação no consumo, que prioriza o prazer da degustação.

 

Técnica, Bacharel e Mestra em química, pela UFRGS e pela Universidade da Califórnia, em 2010, fez seu primeiro curso de cervejas, e quatro anos depois, ao mudar-se para Salvador, percebeu o potencial do mercado e dedicou-se a esse nicho. A busca a levou até a Escola Superior de Cerveja e Malte, a primeira da América Latina a se dedicar exclusiva ao ensino, pesquisa e extensão da bebida mais consumida no país. O curso de Sommelier de Cerveja na Doemens Akademie, completa as especificações técnicas.

 

A PROA Cervejaria, comandada pela Mestre cervejeira Débora, fica cidade de Lauro de Freitas, com capacidade de produção de 18 mil litros/mês, e num prazo de 48 meses espera operar na sua capacidade máxima de 44 mil litros/mês. “A boa localização, onde temos empresas, residências, além de estarmos no caminho das principais praias do litoral norte, torna Lauro de Freitas uma boa escolha, além de comportar muito bem um bar de fábrica, com capacidade superior a 100 pessoas”, afirma Débora.

 

Debora foi além, a fim de estimular a economia local, gerando emprego, renda a empresária reforça que ao beber uma cerveja produzida na sua cidade o consumidor é beneficiado com uma bebida mais fresca e com preço mais em conta. “Existe uma máxima no mundo das cervejas artesanais que é a melhor cerveja é aquela que você vê a chaminé da fábrica”, conta a mestre cervejeira.

Terça, 26 de Junho de 2018 - 08:05

Cuide da sua imagem com o que posta nas redes sociais

Cuide da sua imagem com o que posta nas redes sociais


Por que não cuidar da sua própria imagem? Você que já empreende ou quer empreender deve evitar situações que façam você perder a credibilidade. O especialista em comunicação digital do grupo Imagem Corporativa, Gabriel Falcione, apontou alguns dos principais cuidados para os internautas.

#1 - Alcance

A primeira coisa a se pensar antes de emitir qualquer opinião é que as redes sociais foram feitas para gerar visibilidade rapidamente para um post, a famosa viralização. Dentro de meia hora, por exemplo, aquele comentário aparentemente inofensivo pode estar sendo lido - e descurtido - por milhões de pessoas.

#2 - Comportamento

Usar o poder das redes sociais para compartilhar visões de mundo anacrônicas e preconceituosas, como machismo e homofobia, é a maneira mais rápida e garantida de passar vergonha e, em alguns casos, perder o emprego. Já está mais do que na hora de rever esses conceitos, não?

#3 - Lembre-se do print screen

Este é o recurso mais poderoso na hora de gerar repercussão negativa para algum post. Por mais que a pessoa apague a publicação depois de perceber que mandou mal, alguém certamente já fez um print, tornando aquele deslize praticamente eterno.

#4 – Se beber não use o celular

O celular pode ser um aliado na hora da bebedeira apenas para chamar um táxi para voltar para casa. Gravar vídeos, áudios de WhatsApp e postar fotos com umas a mais na cabeça é a senha para cometer algum deslize imperdoável.

#5 - Tanto na vida pessoal quanto na profissional

Não existe essa coisa de rede social profissional e rede social pessoal. Você é uma única pessoa e seus chefes, parceiros comerciais e sua rede de contatos irão julgá-lo pelo seu comportamento não apenas no LinkedIn mas também em outras redes sociais. Fique esperto!

 

Terça, 19 de Junho de 2018 - 20:05

Conheça sobre os benefícios e regras ao se tornar um MEI

por Rafaela Souza

Conheça sobre os benefícios e regras ao se tornar um MEI

Graças ao Microempreendedor Individual (MEI), muitos empreendedores deixaram a informalidade e regularizaram a sua situação (lembre aqui). O MEI é destinado para os trabalhadores  que se classificam como pequenos empresários com carga tributária mais baixa e acesso a benefícios. Para se tornar MEI, é necessário fazer um cadastro no site http://www.portaldoempreendedor.gov.br/

Benefícios

Obtenção do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);

Emissão de notas fiscais e facilidade em solicitar empréstimos;

Mais de 500 atividades são permitidas, como artesã, advogada, cuidadora de animais, diarista, cabeleireira, entre outras.

 

Regras

Nem todo mundo pode virar MEI e é preciso seguir algumas regras. A categoria não pode ter faturamento acima de R$ 81 mil por ano. Além disso, a lei não permite que você tenha várias empresas ao mesmo tempo. Geralmente, o MEI trabalha sozinho, mas ele pode ter um empregado que pode receber um salário mínimo ou o piso da categoria.

 

O que fazer mensalmente?

Uma das obrigações do MEI é preencher (pode ser manualmente) o Relatório Mensal das Receitas Brutas referente ao mês anterior. Além de juntar ao relatório as notas fiscais de compras e vendas de produtos e de serviços.

O empreendedor terá um regime tributário simplificado e não precisa pagar os tributos federais. O MEI paga apenas uma mensalidade fixa cujo valor vai variar conforme o setor. 

 

Quem não pode ser MEI?

Pensionista e Servidor Público Federal em atividade. Servidores públicos estaduais e municipais devem observar os critérios da respectiva legislação, que podem variar conforme o estado ou município.

Estrangeiro com visto provisório (formalizar apenas mediante apresentação do RNE – Registro Nacional de Estrangeiros, pois este é o “visto permanente”) e

pessoa que seja titular, sócio ou administrador de outra empresa.

 

Mulheres podem e devem empreender

Quatro em cada dez lares brasileiros são chefiados por mulheres, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Encontro de Negócios da CME estimula empreendedorismo feminino
Foto: BN Mulher

Com o objetivo de agregar conhecimentos sobre empreendedorismo e provocar a troca de informações entre as mulheres, o Sebrae e a Fecomércio realizaram na manhã desta sexta-feira (15), o Encontro de negócios da Câmara da Mulher Empresária (CME). A abertura do evento contou com uma palestra sobre inteligência coletiva, de Ana Pires, doutora em Administração, pela Universidade Federal da Bahia e consultora em Gestão da Inovação. Empreendedora desde os 23 anos, ela coordenou o desenvolvimento e a difusão da tecnologia JOIN de Gestão da Inovação, junto ao IEL/FIEB.

 

 

Para a coordenadora da Câmara da Mulher Empresária, Rosemma Maluf, o principal intuito do evento é facilitar o diálogo entre as mulheres para o desenvolvimento de novos negócios. "Na CME temos uma programação anual com palestras e treinamentos com a cooperação técnica do Sebrae. Temos que acreditar que conhecimento é poder", disse Rosemma, bastante aplaudida.

Terça, 12 de Junho de 2018 - 08:05

Empreendedorismo feminino é uma alternativa para driblar o desemprego

por Rafaela Souza

Empreendedorismo feminino é uma alternativa para driblar o desemprego

Como uma forma de alcançar a autonomia financeira, muitas mulheres têm investido no seu próprio negócio. De acordo com o levantamento mundial Global Entrepreneurship Monitor 2017, que no Brasil é realizado em parceria com o Sebrae, em 2016 a maioria das novas empresas foi fundada por mulheres. O número saltou de 1,3 milhão, em 2013, para 3 milhões em 2018, um aumento de 124%. A Bahia aparece como o quinto estado com maior número de microempreendedores. Do total de 375 mil, cerca de 176 mil são mulheres.

 

Além da autonomia financeira, empreender tem sido uma alternativa que muitas mulheres buscam para fugir do desemprego. Isso porque, segundo o IBGE, o sexo feminino ainda é maioria quando se fala em falta de oportunidade de trabalho.

 

Empreender tem sido um caminho

 

Criar uma microempresa foi a solução que a bacharel de humanidades e estudo de gênero, Lara Carina Amorim, 24, encontrou para não ficar parada no ano passado. A estudante começou o negócio de uma forma despretensiosa e hoje é proprietária da marca Tia Nastácia Doces e Trufas. “A venda dos doces começou por necessidade. Eu estava desempregada, morava fora da casa da minha mãe e precisava juntar grana para pagar minhas contas. Eu gostava de fazer doces, então comecei a fazer brigadeiros para vender na universidade”, relata.

 

A estudante reconhece que não é nada fácil manter um negócio, mas admite que apesar dos problemas, o empreendedorismo é repleto de desafios que a fazem acreditar na sua marca. “Ainda não temos um nome consolidado no ramo dos doces e contamos com a ajuda das pessoas que acreditam no que estamos fazendo”.

Assim como Lara, a estudante de Nutrição Ana Flávia Correia, 21, também resolveu empreender na área gastronômica. Há três anos ela transformou o hobby de confeitar bolos em uma profissão e fonte de renda. Mesmo investindo há algum tempo, foi somente em janeiro que Ana Flávia regularizou a informalidade no Sebrae. A proprietária da Di’Ana: bolos e doces se cadastrou no MEI devido aos benefícios que ele pode oferecer, desde a obtenção de CNPJ até a contribuição para o INSS. Para ela, ter saído da informalidade foi algo muito importante no contexto atual.

 

“É um benefício que abre diversas portas, como empréstimos para investir na empresa, abertura de conta empresarial, compras com preços diferenciados”, destaca Ana Flávia.

A importância do MEI

 

Criado em 2008, entrou em vigor partir de 2009. Graças ao Microempreendedor Individual (MEI), que muitos empreendedores deixaram a informalidade e regularizaram a sua situação. O MEI é destinado para os trabalhadores independentes e que se classificam como pequenos empresários, com carga tributária mais baixa e acesso a benefícios como a Previdência Social. Para se tornar MEI, é necessário fazer um cadastro no site http://www.portaldoempreendedor.gov.br/.

Na próxima matéria você vai saber sobre os benefícios, as regras, quais são as obrigações mensais e quem não pode ser um MEI. Na Próxima terça feira (19), aqui, em Empreender no BN Mulher!

Conheça o Instagram das nossas entrevistadas:

 

Di’Ana: Bolos e doces (Ana Flávia Correia)

Tia Nastácia- Trufas e doces (Lara Carina Amorim)

Quarta, 06 de Junho de 2018 - 12:05

Mulheres motoristas de aplicativos se tornam alvo de violência 

por Iga Bastianelli e Rafaela Souza

Mulheres motoristas de aplicativos se tornam alvo de violência 

Com o desemprego as pessoas terminam obrigadas a empreender e as vezes o trabalho não é tão seguro. Cada vez mais mulheres estão optando por dirigir para aplicativos, mas o medo é um problema para a maioria delas. A incidência de assaltos, reflexo da violência urbana se tornou uma preocupação. O que aconteceu, em Brotas, com a fisioterapeuta e motorista de aplicativo, Lohanne Nouara Lima, 23, é um triste exemplo. Ela foi assaltada e esfaqueada, meses atrás, por dois homens que se passaram por passageiros.

 

Muitas motoristas de aplicativo se queixam da insegurança que sentem e temem que algo aconteça quando estão trabalhando. Marcia Bezerra que dirige há quase dois anos, relata que o medo de assalto e sequestro são frequentes no seu ambiente de trabalho. "Receio que haja um assalto e por consequência dele eu perca a minha vida", lamenta.

 

Já Mayra Brito, que deixou o escritório de contabilidade há dois anos para ser motorista, se sente segura na maioria das vezes. Para ela, são poucas situações que a deixam insegura. Quando isso acontece, a motorista desliga o aplicativo e se desloca para outra região que se sinta mais confortável. "Posso estar longe o quanto for, se eu não me sinto segura, desligo o aplicativo e me desloco para outro lugar", afirma.

 

Mesmo com todas as precauções, Mayra relembra uma das situações que a fez ter esse tipo de restrição. Segundo ela, uma passageira a ameaçou após ter recusado o endereço considerado de risco. “Ela saiu do carro, começou a me xingar e bater no vidro do carro. Ao ver a cena dois caras se aproximaram e eu saí de lá como se minha vida dependesse da velocidade do carro. Estava em pânico e com medo de estar sendo seguida”.

 

Dicas da Delegada:

A delegada titular Maria Selma Lima da 16ª delegacia territorial da Pituba, acredita que as mesmas medidas de segurança que valem para os motoristas homens servem para as mulheres. A dica principal é não ostentar objetos de valor e dinheiro dentro do carro. “Na maioria das vezes, os assaltantes não querem o carro, mas objetos de valor”, explicou ela.  Além disso, é importante prestar atenção no passageiro, destino escolhido e não o perder de vista durante o trajeto. Outra dica é negar "corridas" que considere suspeita, e manter a calma, caso algum passageiro anuncie o assalto. 

 

Para a delegada, a instalação de câmeras dentro dos veículos poderia ser uma medida tomada pelas empresas dos aplicativos de transporte. “A tecnologia está muito avançada e eu acho interessante ter as câmeras ”, destaca.

 

A motorista Márcia Bezerra sugere que o cadastro na plataforma poderia ser realizado de forma igual e justa tanto para as motoristas quanto os passageiros. “Poderiam exigir dos usuários um cadastro mais rigoroso como CPF, foto, endereço e todos os dados que fossem necessários para identificá-los, mas, isso teria que ser de forma obrigatória”.

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