Sexta, 08 de Junho de 2018 - 08:05

Mobilidade urbana BRT e impacto ambiental

Mobilidade urbana BRT e impacto ambiental
Olívia Pimentel

Ultimamente o assunto é a implantação do BRT de Salvador e o impacto ambiental que a construção pode causar.

 

Antes de dar a minha opinião a respeito da matéria, vejamos do que se trata o BRT siglas dos nomes “Bus Rapid Transit”, ou traduzindo para o português Transporte Rápido por Ônibus, o BRT tem sua origem no Brasil, foi criado pelo arquiteto Jaime Lerner em 1974 e implantado primeiramente em Curitiba no Paraná.

 

A implantação foi um sucesso, trouxe visibilidade no mundo todo. Para que o sistema de transporte seja considerado BRT é importante ressaltar que há algumas exigências mínimas para a sua implantação.

 

As principais características do BRT é a existência de uma faixa ou corredor exclusivo de circulação dos ônibus, estações de transbordo de qualidade, ônibus bipartidos com múltiplas portas, facilitando o ingresso do passageiro e tornando o transbordo rápido e ágil, podendo prever inclusive o horário exato do transporte na estação. Ultimamente se transformou em um dos transportes urbanos mais usados no Brasil.

 

A grande polemica da implantação do BRT em Salvador é qual o impacto ambiental que trará para a cidade a sua implantação.

 

O art. 1º da resolução do CONAMA * órgão que regulamenta a matéria ambiental, prevê a ocorrência de impacto ambiental somente se dá através de uma mudança do meio ambiente causada pela atividade humana, por conta disso, para implantação de qualquer atividade que venha modificar o meio ambiente se faz necessário o estudo de impacto ambiental.

 

O Estudo do Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (RIMA) é uma exigência da Constituição Federal que no art.225, IV diz:

 

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

 

...IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;

 

A prefeitura de Salvador tomou a devida cautela de elaborar o estudo do impacto ambiental para a implantação do BRT de Salvador conforme a lei determina, e para conhecimento está disponível à todos os soteropolitanos. Eu particularmente analisei antes de elaborar esse texto.

 

Observei dois aspectos importantes que passo a tecer meus comentários: (a) o benefício da mobilização urbana; (b) o impacto ambiental.

Sobre o benefício da mobilização urbana, é indiscutível a necessidade de implantação de mais transporte urbano para cidade de Salvador.  A demanda populacional aumenta a cada ano, a quantidade de veículos circulando em Salvador está tornando a nossa capital um “caos” de trânsito nos horários de pico.

 

Há necessidade de implantação de meios de transportes rápidos e eficientes, com prazo de implantação relativamente rápido, comparado com a implantação do metrô que levou anos para sair do “papel”, diga-se de passagem, foi uma grande conquista para nossa cidade. Um dado importante a saber é que a participação da modalidade de transporte de ônibus público no Brasil é de 86,3% de todos os meios de transporte.

 

Porém, como toda evolução demanda efeitos secundários, no caso as críticas a implantação do BRT é justamente o impacto ambiental que essa implantação pode causar, eu particularmente prefiro chamar de impacto socioambiental.

 

O IEA elaborada para o BRT de Salvador está em conformidade com a legislação vigente e nos traz perspectivas boas e ruins com relação ao impacto socioambiental.

 

Tomamos a ousadia de listar algumas, qual pesquisamos a respeito do BRT para esclarecimento.

 

De acordo com o relatório trará alguns viadutos, um impacto visual que o soteropolitano não está acostumado. Mas trará uma ciclovia, macrodrenagem e paisagismo.

 

A implantação do BRT muito embora trará um impacto visual desagradável a cidade é uma excelente alternativa para a mobilidade urbana, pois contamos que com a expectativa de redução da frota de veículos circulantes em Salvador, trará a cidade a redução de emissão de gases poluentes, minimizando a poluição atmosférica.

 

Além disso, a NTU * possui um estudo científico que cogita a possibilidade do órgão público que adota a implantação do BRT, ao conseguir a redução dos gases poluentes poderá comercializar os créditos de carbono.

 

O estudo apresentado prevê a mitigação dos impactos ambientais, com isso a redução da poluição, tudo isso através de ações preventivas por parte do poder público, com apoio da população. O desagrado fica por parte da poluição visual, mas é importante ressaltar que caberá a nós cidadãos acompanhar e fiscalizar a implantação do BRT, com o objetivo de ter uma cidade moderna e ambientalmente equilibrada.

* CONAMA - Conselho nacional do Meio Ambiente

**NUT -Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano

Dra. Olívia Pimentel é advogada, formada pela Universidade Paulista, pós-graduada em Análise de Negócios pela FAAP, e pós-graduanda em Direito Ambiental Novas Tendências pela FGV, especialista em Direito do Consumidor e Direito Imobiliário.

Os artigos de Olívia podem ser conferidos em breve em Blog em construção.


 
Sexta, 01 de Junho de 2018 - 08:05

Blogueira e consultora fala da importância da sua imagem pessoal

por Patrícia Lopes

Blogueira e consultora fala da importância da sua imagem pessoal

Para desenvolver uma marca pessoal é preciso passar por algumas etapas, começando pelo autoconhecimento, objetivos e planejamento.

Faça uma avaliação prévia: o primeiro passo é reconhecer a sua marca pessoal, ou seja, como você é avaliado.

Identifique os seus pontos fortes, potencialidades e características marcantes: com base nesta avaliação, fica mais fácil construir uma estratégia eficiente, com foco nas qualidades e nas habilidades pessoais.

Defina sua marca pessoal: neste momento é preciso definir como ser visto e percebido pelo mercado, a imagem e as peculiaridades do perfil. Nessa etapa é essencial cuidar dos diferenciais e das competências mais relevantes. 

É preciso que haja aderência entre a marca pessoal e os objetivos profissionais, como uma promoção e novos desafios.

Alinhe sua marca online à sua marca pessoal: é preciso ficar atento com as mídias sociais, de forma que as mensagens e postagens demonstrem alinhamento com a marca pessoal que está sendo construída. Assim é  essencial manter os perfis atualizados e coerentes com os objetivos definidos. 

Seja ativo: é fundamental manter-se ativo nas redes sociais, compartilhando material interessantes. 

Reforce o networking: investir em networking deve fazer parte da estratégia de qualquer profissional. 

Amplie a rede de contatos, não apenas em sua área de atuação, mas também incluindo profissionais de outros segmentos. 

Participar de eventos, seminários e congressos, é uma iniciativa importante, bem como realizar cursos de atualização e especialização. 

A importância da credibilidade: é preciso lembrar que o processo de criação de uma marca pessoal deve ter como objetivo cuidar da credibilidade do profissional. 

Por isso, é fundamental que todas as ações sejam congruentes,  visando sempre as metas determinadas no início desse trabalho. 

Em um mercado cada vez mais competitivo é preciso ganhar exclusividade. 

Comece pensando em você como uma marca.

O que você deseja que as pessoas sintam quando ouvirem o seu nome?

Assim que você entender como quer que  sua marca seja vista, você conseguirá ser muito mais estratégico. Controlar sua própria imagem é poder! 

Patrícia Lopes é consultora de Etiqueta e Imagem e escreve artigos como colaboradora do Blogando BN Mulher 

@etiqueta_patricialopes

Sexta, 25 de Maio de 2018 - 08:05

Quando algo é barato demais, sai caro para alguém

por Estella Marques

 Quando algo é barato demais, sai caro para alguém
Foto: Divulgação

No ano passado, consegui um freela de comunicação na edição baiana da semana Fashion Revolution. Durante o mês de abril, ativistas engajados no movimento por uma moda mais sustentável, consciente e justa se reúnem em memória ao desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, segundo maior exportador de vestuário do mundo. No local funcionava um complexo de fábricas têxteis, sem qualquer condição digna para aquelas pessoas trabalharem - isso considerando estrutura física, carga horária e salário. No último dia 10, voltei a ser provocada por algo que aquela experiência de 2017 me proporcionou.

 

Foi a advogada Taiana Dantas, uma das sócias do E-commerce Alend, quem me lembrou de um dos aprendizados mais importantes dessa minha curta experiência com moda. "(...) Mas quando você vê algo barato demais, está saindo caro pra alguém", observou, quando me dizia por que sua grife de roupas sustentáveis tinha preços mais caros, embora abaixo da média do mercado.

 

E é exatamente isso. São peças autônomas que juntas montam o quebra-cabeça da moda desenfreada e prejudicial ao meio ambiente. Começa pela blusinha barata, de tecido com pouca qualidade, que a gente não resiste em comprar. Às vezes não precisamos daquela peça, às vezes a peça é datada e suas peculiaridades entregam que logo ela deixará de ser o modismo da vez. Certamente estimulamos um mercado de peças baratinhas que, por trás daquela vitrine, é injusto com sua mão de obra e irresponsável com o meio ambiente. A indústria têxtil é a segunda que mais polui no mundo, para além do consumo de água exagerado que é demandado pelo setor.

 

Quando algo é barato demais, de fato aquilo sai caro para alguém. De acordo com uma reportagem da Revista Galileu, as 1.133 pessoas que morreram no Rana Plaza recebiam salário mensal de R$ 360,00 e tinham que trabalhar pelo menos 10 horas durante seis dias da semana. Antes de o edifício desabar, os funcionários relataram o surgimento de rachaduras nas paredes. Comprar itens em lojas de departamento para onde as pessoas do Rana Plaza trabalhavam, pode ser bacana para o nosso bolso. Mas existem pessoas em condições piores do que as nossas para pagar essa conta.

 

Não estou aqui dizendo que nunca comprei ou jamais comprarei blusas baratas em lojas fast fashion. Seria hipocrisia demais, inclusive porque são essas peças que correspondem à minha realidade financeira. Mas estou aqui para recomendar o seguinte: pense. Avalie se vale à pena abarrotar o armário de roupas que você não vai usar com frequência; observe o local onde você está comprando suas roupas e questione as condições de produção daquelas peças. Existe um aplicativo chamado Moda Livre, que reúne grandes marcas de vestuário do mundo e classifica o grau de transparência de cada uma delas, conforme divulgação de dados referentes ao combate ao trabalho escravo. Busque informação.

 

A realidade coletiva só muda quando mudamos primeiro. Em tempo onde se prega a preocupação com o outro, comprar de maneira consciente também é um ato de empatia. Pense nisso.

 

Estela Marques é jornalista, mestranda do PósCom/Ufba e escritora no blog Moça Criada. Acompanhe suas publicações em: www.mocacriada.com.br, no Instagram @Mocacriada e no Twitter @marquestela.

Sexta, 18 de Maio de 2018 - 08:05

Guia de cuidados dos cabelos para uma mãe ocupada

por Rafaela Santos

Guia de cuidados dos cabelos para uma mãe ocupada

Quando se tem filhos, principalmente pequenos, arrumar o próprio cabelo é um desafio. É a última coisa na lista de afazeres para sair de casa, não é? Dicas e algumas ideias, das mais usadas as mais originais, para facilitar sua rotina de beleza pode deixar o início do seu dia mais leve e te fazer sentir mais confiança.

 

Um segredo: lave menos vezes o cabelo. Muitas mulheres pensam que lavar todos dias ajuda a deixar o cabelo mais leve, só que tudo em excesso não faz bem! Em alguns casos aumenta a oleosidade ou tira toda a proteção do cabelo. Se você começar a dar mais espaço entre as lavagens, o cabelo vai se desintoxicar das substâncias químicas (detox) presentes nos xampus e começar a resistir mais, sem ficar tão "ensebado".

Se você lava todo dia, comece a lavar um dia sim, um dia não. Espere até a situação se estabilizar e passe para um dia sim, dois dias não.

 

Outra vantagem desse método é que você pode secar o cabelo ao natural como secado ar morno ou frio (cacheados) ou fazer uma escova rápida e ele se mantém mais ajeitado pelos dias seguintes.

 

Segredo dois: Experimente a franja

Se você está com cara de mãe cansada e precisa dar uma chacoalhada no visual, uma boa opção é cortar uma franja. Franjas mudam o rosto e rejuvenescem. Também escondem aqueles fiozinhos novos que crescem nas raízes do cabelo. O único problema é que a franja exige uma certa manutenção. Você até pode observar a técnica do profissional de beleza para imitá-lo em casa e aparar as pontinhas. O melhor é fazer esse ajuste com o cabelo seco, o que diminui o risco de cortar curto demais.

Tendência 2018 para onduladas e cacheados está em alta, não tem grandes mistérios de cuidados especiais. Deixa a mãe mais moderna e jovial o que melhora a autoestima.

 

Terceiro segredo: Preso com charme

É difícil escapar do rabo de cavalo na hora da pressa, mas há alguns truques para você fazer um cabelo preso prático e mais incrementado que aquele rabo simples de ir para a academia.

Se você tem cabelos cacheados ou ondulados, experimente usar loções modeladoras à base de óleos como o de argan, ou uma mousse para cabelos cacheados, antes de prendê-lo. Deixe o produto secar naturalmente. Assim os cachos ficam preservados e a textura do cabelo fica mais bonita.

Quando tiver um tempo livre, dê uma olhada em vídeos na Internet com tutoriais de cabelos presos e coques. Não precisa ser nada complicado.

 

Quarta segredo: Arranje tempo pelo menos para cortar as pontas

Em último caso, leve a criança ao salão com você! Mas não deixe passar muitos meses sem cortar pelo menos as pontas do seus cabelos. Você é o exemplo de seus filhos!

Um cabelo com pontas duplas e ressecadas é muito difícil de salvar ou disfarçar. O bom é que, só para cortar as pontas, você não vai gastar nem muito tempo e nem muito dinheiro.

Gostou destas dicas? Compartilhe com outras mamães!

I Encontro Café com Pauta BN Mulher reúne blogueiras de conteúdo

A Editoria BN Mulher vai completar 1 ano "no ar" dentro do maior Portal de Notícias da Bahia – O Bahia Notícias que tem mais de 10 anos de credibilidade jornalística e já conquistou os soteropolitanos, os baianos e todo o nordeste, principalmente pelo facebook, já que é o portal com maior número de notícias compartilhadas nesta plataforma em todo estado.

 

Com diversos sublinks o BN Mulher traz: Moda , Decoração, Bem Estar, Empreendedorismo, Entrevistas e Blogando e tem o propósito de abordar com fontes de credibilidade ( arquitetas, médicas, formadoras de opinião, advogadas, empresárias, fashionistas, entre outrsa) assuntos relevantes do universo feminino, dar destaque a lideranças, contar casos de sucesso e inspirar. Um espaço para agregar, unir e compartilhar informações.

 

O "xodó" da editora é o Blogando, um cantinho onde blogueiras de conteúdo aceitaram o convite de colaborar com suas ideias e compartilhar com as leitoras o que pensam sobre os mais variados assuntos. O BN Mulher conta com blogueiras parceiras de moda Plus Size, Cabelos Cacheados, Moda, Maternidade, Feminismo , Câncer de Mama e Anemia Falciforme. Neste período já foram publicados mais de 40 artigos entre eles: “Feminismo cor de Rosa”, “O Mito do Corpo Perfeito”, “Doença Falciforme da angústia a Ação”, “Quem faz sua roupa?”, “Transição capilar: um ato de amor próprio”, “maternidade e medo andam juntos”!

 

E foi para reforçar esta parceria que foi promovido o I Encontro Café com Pauta BN Mulher na Confeitaria Bianca Monteiro,  espaço super charmoso na Alameda das Espatódias.  A editora Iga Bastianelli e as blogueiras traçaram novos objetivos, novos temas e reforçaram o sentimento de cooperação para fortalecer cada vez mais o Blogando. Dá uma olhadela! Toda sexta feira um artigo novo para vc!

 

Sexta, 06 de Abril de 2018 - 08:05

Quem fez sua roupa? – Uma reflexão sobre o consumo de moda (in)consciente

por Ashley Malia

 Quem fez sua roupa? – Uma reflexão sobre o consumo de moda (in)consciente

De uns tempos pra cá, foram ampliados os debates sobre os impactos sociais e ambientais causados pelo consumo de fast-fashion. Falar sobre consumo consciente não se limita apenas a discutir os benefícios de comprar roupas em brechós e bazares ou “comprar de quem faz”. Falar de consumo consciente perpassa por questões ambientais, sim, pois a indústria têxtil descarta cerca de 175 mil toneladas de resíduos por ano, onde apenas 35 mil toneladas são reaproveitados. Isso é reflexo dos modelos atuais que ditam a moda como algo que deve criar diariamente novas tendências, incentivando o consumo desenfreado e produzindo roupas descartáveis.

 

Para além de, somente, questões ambientais, devemos pensar em toda a cadeia de produção de uma peça de roupa. Refletir sobre o caminho percorrido por este item até chegar ao nosso guarda-roupa pode nos fazer pensar duas vezes antes de seguir uma tendência de forma irresponsável e começar a pensar em alternativas mais sustentáveis e conscientes para se vestir bem.

 

Uma das grandes questões a se atentar sobre o consumo de fast-fashion é as mãos que estão envolvidas naqueles processos. Você sabe quem fez sua roupa? Quais são as condições de trabalho dessas pessoas? As pessoas envolvidas nesta produção foram tratadas, minimamente, como seres humanos?

 

Esses fatos e questões foram algumas das pautas que citei para reflexão. Mas é importante responder algumas perguntinhas para que possamos pensar um pouco mais sobre o que estamos vestindo e a indústria que estamos alimentando.

 

E ESSA HISTÓRIA?

No dia 24 de abril, a internet voltou a lembrar do desmoronamento do Rana Plaza, em 2013, em Bangladesh, que acabou ferindo e matando trabalhadores da indústria têxtil e evidenciou as condições precárias de trabalho dessas pessoas, o que acabou denunciando empresas envolvidas. Todo ano nessa data, mulheres da Marcha Mundial de Mulheres fazem ações no mundo inteiro de solidariedade feminista.

 

O QUE BRECHÓ TEM A VER COM CONSUMO CONSCIENTE?

Entrando novamente no campo da sustentabilidade na moda, os brechós são ótimas opções, pois, além de alternativas com menor custo, fazem as pessoas consumirem roupas que já existem e que duram ainda mais tempo. Em lugares como Londres, a cultura de consumir em brechós e bazares é muito forte. Eventos são feitos até mesmo em garagens, com feiras de vendas e trocas de roupas, e mobiliza muita gente ligada em moda ou simplesmente pessoas que têm pouco dinheiro para pagar. Aqui no Brasil ainda há um pouco de preconceito com roupas usadas, pois muita gente tem receios que vão desde motivos de vergonha ou nojo à crenças e superstições.

 

Mas, para além do baixo custo, da consciência ambiental e social que envolve a cultura dos brechós, tem a questão da moda em si também, afinal, comprar peças exclusivas e estimular a criatividade ao se vestir é muito bom. Ver uma peça sem potencial nenhum e ressignificar o seu uso, é o que torna o ato de consumir em brechó muito mais gostoso. Sem falar que a gente não contribui com a exploração de milhares de trabalhadores que, na maioria das vezes, vivem em condições de escravidão apenas para levar ao nosso guarda-roupa uma peça que vai durar três meses ou nem mesmo será usada.

 

O QUE É FAST-FASHION E SLOW-FASHION?

A indústria da moda lança novas coleções quase todos os dias. Isso significa que o tempo de produção é muito menor do que o de antigamente, ou seja, as roupas ficam prontas mais rápido e mais pessoas são envolvidas no processo. Isso é o que chamamos de fast-fashion, produção em larga escala e muito dinheiro, muitas pessoas trabalhando, além de peças descartáveis que irão para o lixo muito mais rápido para dar espaço às novas coleções que vão surgindo.

 

Já o slow-fashion é o que chamamos de consumo consciente. São peças criadas com mais cuidado e personalidade, que demandam um tempo maior de produção, mas em compensação são roupas que terão mais durabilidade e é muito mais fácil saber de onde elas vêm.

 

O movimento de fashionistas que defendem o consumo consciente vem crescendo gradualmente, o que pode impactar nos consumidores comuns que são influenciados por essa galera. E esse crescimento tem várias origens e motivos diferentes que nem sempre estão diretamente ligados a moda, como o "compro de quem faz", por exemplo, que busca fortalecer o empreendedorismo.

 

A MODA CONSCIENTE TEM QUE SER SEMPRE BARATA?

Muita gente nutre a ideia de que consumo consciente é só comprar em brechó ou roupa de baixo custo. Essa ideia está totalmente errada e, inclusive, equivocada. Consumir conscientemente vai muito além. É pensar nos impactos que aquela peça vai causar ao meio ambiente, é pensar no caminho que a roupa percorreu até chegar ao seu guarda-roupa e, principalmente, se preocupar com o que acontece com ela depois. Será que vai durar?

 

É muito comum ver reclamações por parte do público quando surge uma loja que defende o consumo consciente, mas que cobra um valor mais alto pelas suas peças. Mas devemos levar em consideração a forma como foram produzidas e o valor agregado, afinal, todo mundo quer ter o seu trabalho valorizado. Além de tudo, não faz sentido cobrar apenas R$ 10,00 por uma blusinha que vai durar anos e foi feita com um material muito mais caro e resistente do que as blusas que encontramos em lojas de departamento que, vamos combinar, são tão finas que muitas vezes chegam a ser transparentes. Não é verdade?

 

COMO CONSUMIR DE FORMA CONSCIENTE? Description: https://lh5.googleusercontent.com/EXnnFau9gg_885-EmT_gtBNFVDs_l6uGdkRjrOaNDD_1JQOd-ct81iiFlPRViHXSxG5jIcRbDlD9KsPrM68bea6xpU3NqsRbO-6tvg-cn5mipRa5c5wSmLpAQULukpR2q54-KfVc

Minha experiência com o consumo consciente veio a partir da parte criativa, eu queria peças legais, mas não queria me vestir igual a todo mundo, sem falar que meus olhos brilharam quando eu descobri que era possível pagar R$ 1,00 em uma blusinha de qualidade. Então minha primeira experiência foi com os brechós. Entretanto, como já citei antes, consumir de forma consciente não fica apenas na esfera dos garimpos. Apoiar sua amiga que faz aquele top lindíssimo de forma artesanal é também consumo consciente e sustentável e faz você impactar vidas com o seu consumo, além de se vestir melhor com peças de mais qualidade.

Ps: saiba de onde suas roupas vieram!

Sexta, 06 de Abril de 2018 - 08:05

Doença Falciforme, da angústia à ação!

por Luciana Serafim

Doença Falciforme, da angústia à ação!

Vivi por muitos anos na sombra desta patologia sem que ninguém soubesse dos motivos das minhas limitações, a não ser meus médicos, minha família e os amigos mais íntimos.

 

Em 18 de maio de 2011 experimentei um desses ritos de passagem na vida, que nos torna mais forte, mais madura e consciente de nossas possibilidades. Vitimado pela doença, meu irmão faleceu aos 35 anos, depois de ter passado cinco meses no hospital, lutando com as consequências da Doença Falciforme (conhecida também como anemia falciforme). O choque pela morte de alguém tão próximo e querido, padecendo sob a mesma patologia, mexeu com minha cabeça, ao ponto de eu não conseguir pensar em outra coisa. Quando seria minha vez? Teria forças para resistir? De que maneira continuar a incessante lutando pela vida? Será que iria ver meu filho crescer?

 

Esses questionamentos passaram a me preocupar e a preencher minhas horas de reflexão. Senti a necessidade de dialogar com todos sobre a doença. Daí, criei uma canal no youtube e uma página no Facebook (Energia Falciforme), para transformar em vontade de viver o que poderia ser somente pessimismo, auto-compaixão e conformismo. Todos podem visitá-la e interagir com página. Afinal, é um espaço aberto para dialogar sobre a Anemia Falciforme e suas consequências. Também ingressei na ABADFAL (Associação Baiana de Pessoas com Doença Falciforme), como uma forma de unir forças. 

 

Falar sobre minha patologia, entrar na ABADFAL e conhecer outras pessoas que sentem as mesmas coisas que eu, foi um divisor de águas na minha vida. Aceitar que a doença existe foi e é de total relevância, mas não posso deixar que isso se torne uma penitência, como também não posso ignorar a sua existência.

 

Em se tratando de doença falciforme, cada um vai saber o seu limite, até onde se pode ir para tentar evitar uma crise de dor e/ou infecções.
Muitas vezes a crise vem sem ter um porquê ... aí é que dá raiva, uma revolta latente, que temos que superar a cada crise. Estava me cuidando direitinho, por que estou com essa dor?
Por muito tempo questionei Deus por isso. Mas, reuni fé e força para me aceitar do jeito que sou. Afinal,  Deus  deve ter seus motivos, a presença Dele é tão viva no meu coração que não me permito mais tal questionamento. Se é pra eu passar por certas dores, é porquê Ele quer que eu seja forte. E é assim que vai ser, serei forte!
Aprendi isso na infância e carrego essa força comigo sempre.
Quem sou eu para questionar a dádiva de viver?? Eu quero é vida!!! Se para isso for preciso algumas vezes parar tudo e entrar num contexto de dor física e emocional e depois voltar…Eu vou e volto! E cada vez, volto emocionalmente mais forte, achando a vida cada dia mais linda e com uma enorme vontade de fazer com que todas as pessoas que tenham DF e que seus parentes/amigos também sintam essa força.
Uma boa autoestima, força de vontade e a fé, são ferramentas que andam comigo!
Essas três palavras me ajudaram a concluir o ensino médio e a faculdade, confesso que não foi nada fácil, mas foram etapas vencidas.
Essas três palavras fizeram de mim uma adolescente quase como qualquer outra, Freqüentei festas.. festas...muitas festas, mas sem colocar uma gota de álcool na boca (mesmo os médicos dizendo que um pouquinho socialmente, não teria problema). Namorei... paquerei, curti a vida como uma jovem comum, apesar  das internações e crises de dor, crises que a anemia falciforme me impunha.

 

Com o tempo os médicos e equipe acabam se tornando amigos de verdade, pela frequência em clínicas/hospitais/emergências/UPAS.

Sentir dor não é fácil ... ser arrancado de sua rotina e de momentos especiais para passar alguns dias sofrendo em hospital é muito difícil, mas é preciso continuar e tentar tirar alguma coisas boas. É por isso que digo que a DF, extraiu de mim sentimentos como; amor, compaixão, fé e perseverança.

A vida me fez nascer com doença falciforme, mas em contrapartida ela me deu uma mãe heroína e me deu uma família que tenho orgulho e amigos verdadeiros.

A DF me fez repeti de ano uma vez para que eu conhecesse as melhores amigas do universo, selecionou os melhores amigos e selecionou o amor verdadeiro.
Tento sempre ver o melhor que a vida me oferece, por isso que digo que não tenho hemácias em forma de foice correndo nas minhas veias, e sim meia Lua. Será que é por isso que eu sou tão apaixonada pela Lua?!!
Não é por acaso que o maior presente da minha vida, meu filho, se chama Luan. 

Sim, tenho Doença Falciforme, que procuro transformar em Energia, para prosseguir na incessante luta pela sobrevivência e por uma vida normal. Temos que tentar transformar a nossa anemia em energia, para que possamos energizar nossa vida e os que estão ao redor.

 

Luciana Serafim é gerente administrativa financeira e tem diversos artigos no Facebook: Energia Falciforme com o propósito de apoiar outras pessoas com a doença.

Sexta, 30 de Março de 2018 - 08:05

Feminismo pode ser sim cor de rosa !

por Ashleu Malia

Feminismo pode ser sim cor de rosa !

Minha história com a blogosfera começou aos 12 anos, lá em 2009, quando conheci a Marimoon. A partir de então, fui colecionando blogs a medida em que ia amadurecendo e só no ensino médio descobri o potencial que aquilo tinha e comecei a pensar no curso de jornalismo como uma possibilidade de carreira. Ao entrar na universidade me deparei com um mundo de oportunidades e foi justamente quando a blogosfera e os movimentos sociais começaram a crescer.

 

Sempre fui tímida e quieta e, antes mesmo de pensar em ser jornalista, eu já escrevia histórias de fantasia ou fanfictions nas redes sociais da época, como o Orkut. Conheci o feminismo logo quando algumas reflexões sobre acontecimentos passados na minha vida começaram a fazer sentido e, a partir disso, meus textos passaram a ser sobre vivências minhas que se aproximavam da realidade de outras mulheres negras. Criei o blog Ashismos para falar, de uma forma muito pessoal, sobre essas experiências e reflexões, sobre tudo o que eu aprendia e estava aprendendo sobre existir enquanto mulher negra nesta sociedade.

 

O Ashismos surgiu das minhas experiências com os movimentos feminista e antirracista e eu comecei a linkar essas experiências com outros espaços da minha vida e coisas que eu sempre gostei, como cultura pop e moda. Mantenho o blog até hoje falando sobre as questões étnico-raciais e de gênero sob a minha perspectiva e ligando tudo isso ao mundo da moda, da música, do cinema e por aí vai. Me sinto muito satisfeita quando recebo histórias de transições capilares ou da tomada de consciência racial (e de gênero) de algumas pessoas que tomaram essas iniciativas a partir de algo que eu disse. O blog foi crescendo e passei a adotar uma linguagem mais jornalística com o objetivo de alcançar outros públicos. A partir de então ele começou a alavancar aos poucos. Hoje em dia sempre recebo relatos de mulheres que mudaram algo em si ou nos outros a partir dos meus posts. Sentir que meus leitores têm a minha opinião como referência e se inspiram é o que me deixa mais grata em fazer tudo isso, é nesses momentos que eu lembro o porquê escolhi o jornalismo como profissão.

 

A minha escrita está sempre em construção, aprendo novas coisas todos os dias e tenho o prazer de correr para o blog ou para as redes sociais e contar sobre essas descobertas. A internet é uma ferramenta com um grande poder de influência e hoje podemos ver pessoas de diferentes classes sociais e realidades diversas acessando esses espaços, acho que é o grande motivo de o Ashismos existir: tornar mais didático tudo aquilo que eu aprendo sobre movimentos sociais. Eu escrevo em uma linguagem acessível, pois quero que a minha colega de faculdade entenda, mas eu também quero que a minha mãe entenda e se empodere a partir de algo que eu falei. E, na minha opinião, não existe melhor jeito de trazer essas temáticas sem ser de uma forma super leve e cor-de-rosa, assim como eu.

 

 

Sexta, 23 de Março de 2018 - 08:05

Opa, quem é essa bafhonica Rafa Francisca?

por Rafaela Francisca

Opa, quem é essa bafhonica Rafa Francisca?

Como todo artista tem nome fantasia, eu não poderia ser diferente, todos os que conhecem meu carácter e trabalho são surpreendidos pelo meu amor e determinação em tudo que faço.  Vamos deixar de muita conversa e irei me apresentar.

 

Sou Rafaela Santos conhecida pelos meus seguidores “Rafa Francisca” , influenciadora digital, Cabeleireira especialista em cachos, Modelo fotográfica e Graduada em marketing. Tudo começou com meu pai que dizia “você devia ser Blogueira e fazer um diário de sua vida”mas na época não tinha autoestima para isso, depois de alguns anos descobri quem era eu mesma, fiquei cacheada, mas não tinha Empoderamento Crespo. A partir do momento que passei pelo empoderamento do conhecimento e mental foi minha inteira libertação.

 

Hoje, empodero autoestima e mente com conhecimentos como potencializo beleza através dos cabelos cacheados e crespos, esses meus momentos são únicos feitos em minhas redes sociais e no meu portal Caracóis Meus www.caracoismeus.com.br. Preparo  conteúdo para mulheres baianas mostrarem sua real beleza, visto que conhecimento liberta mentes. Então falei demais ... então vai lá para conhecer minhas redes sociais!

Sexta, 09 de Março de 2018 - 08:05

Do que você se orgulha, mulher?

por Nine Lima

Do que você se orgulha, mulher?

Do que você se orgulha, mulher? No mês em que é comemorado o dia da Mulher me faço essa pergunta todos os dias... Nasci mulher e tenho uma mulher como minha maior referência, a minha mãe. E acredito que isso tem um impacto grande na minha vida, pois foi ela quem me ensinou a ser o que sou hoje e disso eu me orgulho muito.

Sou mulher, sou mãe de gêmeos, sou servidora pública, esposa e tantos outros papéis que eu queira desempenhar no auge dos meus 36 anos. Sempre fui muito tímida, mas a vida e a minha querida mãe me ensinou que  timidez é desculpa para quem tem preguiça de sonhar...

A minha história é igual a sua, tudo que conquistei lutei muito e me esforcei para realizar... uma casa, uma família e um emprego isso é motivo demais para agradecer! Realizei talvez o maior deles, me tornar mãe e de gêmeos! E posso dizer que esta foi a experiência mais transformadora da minha vida!

E foi justamente a maternidade que me trouxe até aqui, até as colunas, outdoors, blogs e redes sociais. Tudo começou quando recebi o convite de uma grande amiga pessoal, uma outra mulher que admiro bastante, para realizar juntas um sonho de escrever e inspirar mulheres na fase mais linda e especial de nossas vidas, a maternidade.

Vivi tantas experiências, alegrias e dificuldades que passei a compartilhar minha rotina, dicas e inspirações que encontrava nas redes sociais. Posso dizer que foi um sucesso. Não porque eu tenha feito algo que outras pessoas ainda não tivessem feito, mas porque pude ajudar pessoas, receber ajuda, trocar experiências e dividir as alegrias, angústias e diversidades que vão até além da maternidade e me fez crescer muito.

Meu foco é sempre a mulher, aquela escondida atrás de qualquer papel, seja profissional, mãe, amiga, esposa. É fazer com que a gente olhe para nós mesmas, corpo e alma, e com o que acontece dentro de nós a cada renúncia. É mostrar que cuidar da gente não é egoísmo, porque cada um dá o que carrega dentro do peito. E se você quer dar amor aos que te rodeiam, você precisa amar a si também, precisa criar o hábito priorizar a si mesmo, cuidando de si, e livre de culpa.

A minha busca tem sido unir a beleza que todas carregamos através da realidade, desconstruindo padrões de beleza, o mito da maternidade mulher ideal, e da mãe perfeita que nos traz muito mais frustrações do que felicidade.

E com a minha mãe, mulher forte, que abriu mão da sua vida para criar os 3 filhos, mas que retornou à faculdade com 50 anos, que se tornou empreendedora aos 55, aprendi o mais importante: o que se faz com amor sempre valerá à pena e nunca é tarde para sonhar!

 

Sobre Nine

Nine Lima é autora do Blog Querida Mamãe, administradora de empresas, funcionária pública, casada e mãe dos Gêmeos Ricardo e Guilherme. Criou o blog há três anos com o intuito de compartilhar as expectativas da gestação, os cuidados de grávida, de mãe e do bebê; as experiências, inspirações e dicas.  "Tudo que pesquisei, elaborei e aprendi e continuo aprendendo a cada dia. Amo trocar experiências, refletir sobre o universo materno e aprender mais sobre educar e ser mãe, que sem dúvida alguma é um gostoso e contínuo desafio", disse Nine.

 

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Beijos,

Nine Lima

 

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