Segunda, 11 de Maio de 2020 - 09:05

Reflexões atuais: "Chique é ser discreta"!

por Bia Kawasaki

Reflexões atuais:

 

A grande revolução no mundo da moda pós pandemia é que nós mulheres e consumidoras decidimos escolher melhor as nossas roupas. Mulheres inteligentes e elegantes só usarão roupas que valorizam sua dignidade e que as deixe mais bonitas e mais femininas. O Belo é atraente por si só. Prestar atenção na verdadeira beleza e amá-la nos ajuda a sair do pragmatismo utilitarista. Não somos e nunca seremos “mulheres objeto”. O sexy e o vulgar não estão com nada! É cafona sair por aí mostrando tudo como se fôssemos carne na vitrine do açougue! 

As marcas que reduzirem as pessoas à sua dimensão corporal perderão suas clientes mais valiosas, aquelas que sabem o valor inestimável de sua exclusividade, aquelas que sabem que é preciso transcender, dar sentido sobrenatural às suas escolhas através do material. A boa moda preserva nosso “diamante interior”, expressa a virtude da #modéstia, fortalece a autoestima e nos liberta do consumismo exagerado. 

A felicidade é fruto da maturidade e consequência da pessoa que se valoriza. Pessoas com #autoestima saudável miram sua bússola interior para o Bem (com B maiúsculo!!!). O sentido de sua vida é claríssimo e move sua vontade e suas escolhas.  

Moda é comunicação!


O que somos por dentro é o que manifestamos por fora.
Nunca “abra mão” do seu livre direito de escolha. “Maria vai com as outras” é sinônimo de escravidão! Seja coerente com seus valores em suas escolhas. A estética, a ética e a moral precisam caminhar de mãos dadas em todos os ambientes! Até na padaria! Na balada, praia, academia, trabalho, viagens. A duplicidade não é elegante! Não posso ser uma na igreja e outra na danceteria. A unidade de vida é libertadora! Sem verdade nos tornamos pessoas pobres de espírito.

Queridos estilistas e influencers de moda: a riqueza da moda será proporcional à medida que sirva para contribuir ao valor insubstituível de cada pessoa. Chega de tentar “maquiar a pornografia” com editoriais atraentes e caríssimos. Ninguém mais aguenta ver tanto peito e tanta bunda de fora! Me desculpem o meu português tão explícito! Mas a verdade é que, quem consome pornografia mata aos poucos o seu mundo emocional.  

“O #pudor e a modéstia são uma espécie remédio para a desordem do mundo!” Ratzinger .

Nós que trabalhamos com moda e consumimos moda somos responsáveis por colocar ordem nesse coreto! Somos poderosos agentes de mudança e responsáveis por compartilhar a Boa moda! É necessário e urgente proteger a intimidade através da moda. Conto com vocês! Unidos somos muito fortes!

Dica da Editora do BN Mulher: contação de histórias on line com Edna Luz

A Terceira edição do Projeto Contação de Histórias, que ocorre no próximo sábado, dia 09/05, às 18h, traz para as crianças “O menino enrolado”. Medhá é um garoto que tudo queria e por isso, de tanto apontar para o que desejava, acabou com um braço mais comprido do que outro, o que fazia com que ele o enrolasse pelo próprio corpo. Ele não sabia brincar, e só depois que começou a fazer amigos descobriu que compartilhar pode ser bem divertido.

 

“O menino enrolado” , escrito por Paula Piano Simões, com ilustrações de Ana Verana, editora Caramurê Publicações é a escolha da Live de Contação de Histórias, de Edna Luz. O projeto teve inicio em 18/04/20, na página do Instagram @ednaluzfreitas , com o objetivo de contar historinhas para as crianças nesse período de isolamento social. As crianças têm ficado bastante em jogos eletrônicos e a intenção é de estimular os sonhos e a imaginação dos pequenos, as emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Além de criar momentos de afeto, incentivo à leitura e criatividade e melhorar a oralidade.

 

Edna Luz é Radialista, Advogada, Especialista em Gramática e Texto, Licenciada em Letras Vernáculas, além de vasta experiência em veículos de Comunicação como rádio e especialmente televisão onde trabalhou durante dez anos como repórter na TV Aratu e TV Educativa, Editora de Textos e coordenadora de jornalismo na Record Bahia e CNT. Agora, também, Contadora de Histórias.

 

Contação de Histórias

Data: 09/05/2020

Horário: 18h

Local: @ednaluzfreitas

Contato: 71 98784-0788

e-mail: ednaluzfreitas@gmail.com

Quinta, 30 de Abril de 2020 - 11:05

Gravidez na pandemia e risco de bebês infectados

por Dr Wlademar Carvalho

 Gravidez na pandemia e risco de bebês infectados


 

Com o surto do novo coronavírus, mais conhecido como Covid-19, os números de casos vêm crescendo exponencialmente. O que torna a compreensão dos modos de infecção e prevenção um desafio e aprendizado diário. São inúmeras as dúvidas que surgem ao decorrer dos dias e, muitas vezes, o clima que prevalece é de medo, principalmente para aquelas que estão gerando vidas: as gestantes. 
 

Para a maioria delas, principalmente as mamães de primeira viagem, o nascimento do bebê é um dos episódios mais emocionantes de suas vidas. Mas, o que fazer quando esse momento é acompanhado por uma pandemia mundial de um vírus altamente contagioso do qual ainda estamos em processo de estudo? 
 

Diante de tal situação, é normal que muitas gestantes se sintam inseguras ou até com medo dos próximos passos. Muitas me perguntam qual a influência do Covid-19 durante a gravidez e atémesmo depois dela, desde o pós-parto até o estabelecimento de laços, como começar a amamentar. 
 

A resposta é simples e um tanto tranquilizadora. Por enquanto, pouco se sabe acerca do impacto dessa infecção, mas há relatos de mães testadas positivo que geraram seus bebês livres do vírus. Existem estudos em andamento que analisam o impacto direto do coronavírus na gravidez, mas não há precisão de dados que comprovam se o Covid-19 dificulta ou não a gravidez, bem como se interfere no desenvolvimento e saúde do feto ou após nascimento do bebê. Ou seja, ainda não há evidências que as gestantes correm mais riscos de contrair o vírus do que a população em geral. 
 

Posso apontar um exemplo sobre isso. Uma pesquisa realizada durante os dias 13 a 25 de março, pelo Centro de Medicina da Universidade de Columbia, em Nova York, EUA, revelou que, entre 43 grávidas que participaram do estudo, 37 (86%) possuíam sintomas leves, quatro (9,3) sintomas graves e duas (4,7) apresentaram quadro crítico. Também não foram detectados casos confirmados em neonatos após teste inicial no primeiro dia de vida. 
 

Entretanto, todo cuidado é pouco. Costumo dizer que gestantes e até as purpéras - mulheres que deram a luz recentemente - fazem parte de "grupos de riscos", até porque a condição da gravidez- e até mesmo depois do parto - exige uma série de cuidados em relação a não-gestante, por exemplo, que, quando não seguidos, pode acarretar diretamente na imunidade da mulher, podendo gerar problemas de saúde. E com o coronavírus a situação não é diferente: é precisoredobrar esses cuidados comuns da gravidez e seguir rigorosamente as medidas de segurança preconizadas pelo Ministério da Saúde em relação a pandemia. 
 

Os órgãos institucionais de reprodução humana e obstetrícia reforçam as medidas básicas de prevenção divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A principal orientação é manter o isolamento social, saindo apenas em casos de urgências. Atualmente, a gestante pode recorrer a recursos tecnológicos para manter contato com o seu obstetra, inclusive para consultas, como a videoconferência. Nos casos de necessidade de exames de rotina, há laboratórios que disponibilizam o serviço em home care. Além disso, se houver a necessidade de exames comoultrassonografia, por exemplo, pode ser alinhado com o obstetra a possibilidade de postergar ou as orientações necessárias para ir até uma clínica realiza-lo. Minha orientação é analisar caso a caso, sempre em comum acordo entre médico e paciente. 
 

Além disso, redobrar as medidas de precaução que são divulgadas pela mídia. É extremamente importante manter a higienização das mãos, preferencialmente com água e sabão, e se achar necessário, usar o álcool em gel. Em casos de contatos externos, também é importante o uso da máscara, tanto pela mãe quanto para outros familiares, para proteção do bebê. 
 

Para o período de amamentação, as mães também podem ficar tranquilas. Podem amamentar normalmente, pois também não comprovação de que esse vírus pode ser transmitido pelo leite materno. De qualquer modo, é preciso cumprir as regras de higiene e entender que nesse momento o isolamento social é fundamental. 
 

Mesmo para as gestantes que estão na reta final, não é preciso ter ansiedade ou mudar os planos do parto. O importante ainda é que o bebê nasça no seu tempo e que os pais entendem que esse ritual do nascimento, que é muito social, nesse momento precisará ser mais íntimo para preservar a saúde da família, mas que logo todos poderão celebrar essa nova vida. 
 

*Dr. Waldemar Carvalho é ginecologista e obstetra da Clínica Tempo Fértil, especializado em reprodução humana no Portland Fertility Center de Londres, Inglaterra É referência em reproduçãohumana assistida, preservação da fertilidade feminina e planejamento reprodutivo. 

Beleza na Quarentena: Influencer revela receitas de máscara caseira para beleza da pele
Mirela Carvalho

 

Entre seus mais de 230 mil seguidores, o principal pedido é sempre dicas de cuidados com a pele. Pensando nisso, a influenciadora ensina segredinhos que vão dar um up na autoestima
 

Criadora do projeto #ParadaDeBeleza, onde viaja o mundo mostrando as técnicas e produtos de cuidados pessoais mais usados em cada país e os salões mais famosos, Priscila Miguel resolveu dar umas dicas de cuidados com a beleza para este período de quarentena. A influencer, dona de um arsenal de mais de 200 produtos de beleza e sucesso nas redes sociais onde já acumula mais de 230 mil seguidores, ensina 5 receitas fáceis de máscaras caseiras para darmos aquele carinho na autoestima neste momento delicado que vivemos por conta da pandemia do novo coronavírus. 
 

1. Máscara facial esfoliante 
 

Rico em vitamina B, o que ajuda a manter a pele com sensação de fresca, o café possui polifenóis, triacilgliceróis, esteróis e tocoferóis e outros componentes que atuam como anti-inflamatórios e antioxidantes. Além de ser ótimo protetor da pele e estimular a produção de colágeno e elastina. O mel é rico em radicais livres e ótimo tratamento para acne, pois é capaz de absorver as impurezas e purificar os poros. O que ajuda a reduzir significativamente as cicatrizes e inflamações deixadas pelas espinhas. 
 

O que você vai precisar: 
 

1 Colher de mel 
 

1 Colher de café 
 

É só misturar os ingredientes e aplicar no rosto em movimentos leves e circulares. Deixe agir por 5 minutos e retire com água gelada. Esta receitinha é indicada para quem possuí peles mistas e oleosas. 
 

2. Máscara facial detox 
 

O chá verde ajuda a remover bactérias que causam as temidas espinhas, reduzindo a inflamação da pele. Alémdisso o chá verde também é ótimo para pele seca pois ajuda a minimizar coceiras e alergias por contato. Paraisso, antes de fazer a máscara, faça o chá e higienize a pele com ele. 
 

Como fazer: 
 

Esquente 1 xícara (de café) do chá, acrescente 1 folha de gelatina incolor. 
 

Aplique no rosto com movimentos ascendentes (do centro do rosto para fora) para esticar a pele. Deixe agir por 15 minutos e enxágue com agua gelada. 
 

3. Máscara para uma pele Glow 
 

Quer uma pele radiante? Esta máscara é ideal! A vitamina A encontrada na abóbora é ótima para a saúde da pele, proporcionando maciez e combatendo danos do sol. A maçã possui enzimas esfoliantes que ajudam a iluminar a pele, assim como a abóbora. E o leite dissolve células e beneficiando os poros, já a canela estimula a circulação do sangue. 
 

Como fazer: 
 

½ maçã sem casca 
 

1 pau de canela 
 

¼ xícara de abóbora 
 

1 colher de leite 
 

1 colher de mel 
 

Bater todos os ingredientes no liquidificador e depois aplicar na pele e deixando agir por 15 minutos. Para remover, utilize uma toalha úmida e morna. Finalize com um creme de hidratação. 
 

4. Receita para lábios macios 
 

Sabe quando os lábios ficam com aspecto craquelado, rachada? Acho difícil encontrar alguém que goste deste aspecto né? Então vamos seguir a receitinha mais fácil e eficiente da vida. 
 

O que você vai precisar: 
 

1 colher de café de mel orgânico 
 

1 colher (de café) de açúcar mascavo 
 

1/2 Colher (de café) de óleo de coco 
 

Misturar muito bem tudo e depois aplicar fazendo movimentos circulares nos lábios, deixar por cinco minutos e retirar com agua morna. Em seguida aplique um lipbalm (protetor labial) de sua preferência. Esta receita pode ser feita 1 vez por semana. 

Segunda, 30 de Março de 2020 - 12:05

Poesia e reflexões em tempos de isolamento social

por Thais Villar

Poesia e reflexões em tempos de isolamento social


Após o carna-val
Do vendaval da carne
A quaresma en-carna
Reclusos no Karma
De um auto isolamento
Ainda dúbio de momento
Adestramento de movimento
Mas eu tento, neste intento
Para a carne, um alento

Vida que é escolha
Convoca à renúncia.
Denúncia de negação.
A um vírus invisível
Uns dizem sim
Outros dizem não
Interdependência que desafia
Coexistência que alerta
Se há carne, pode haver putrefação.
Contaminação.

A pandemia que exala
O que quase todo mundo cala
Sobre o que quase não se fala
O recalque: o desfalque.
Essa falta mais faltosa ainda
O buraco sem fundo
Essa angústia que não finda
Afeto de final de mundo
E tu, e eu e ele, mais humanos, mais ainda
Mas, olho as prateleiras vazias
E vejo um escarro imundo:
Não há oração para todas as crias.

Quarenta e quatro anos tenho
Quaresma não faço
Não sou feita de aço
Tenho pulmões a pleno vapor
Cabeça pensante, labuta constante
Mas a falta de ar afirma
Sim, há um temor
E nesse Isso tem algo que me traga
Me inspira e me murcha
Me melhora e me estraga
E a quarentena resolve:
A ti, o que te move?

Não sou canalha
Enxergo o fio da navalha
Não tenho casta
Reconheço uma “pessoa nefasta”
E por mim sou quase inominável
Estou por um triz, atriz, abominável
Pela falta de paciência
Minha acidez queima e crema
Como esse álcool que ora reina
Encharca a taça, em gel higieniza
Vale a analgesia para ficar na própria companhia
E na escuta de tanta gente que, na blasfêmia, teoriza
Hipócrates e hipocrisia

Covid e cova
Eu quero é prova
De que tu e os teus
Nas tramóias de alcova
Vão se colocar na reta
A mim não me desinfeta
A mim também não me infecta
Porquê não adianta só saber
Tem que saber-fazer
Reconhecimento de um Desejo
E meu ensejo, por hora
É tão somente,
in-conscientemente: viver.

* Thaís Villar é formada em direito e escritora 

Instagram: @thaiscravovillar

Facebook: thaisvillar e tchaulobomau

Blog: pulsoeimpressoes.new.blog

Quinta, 19 de Março de 2020 - 17:05

Saúde emocional durante o isolamento: o que fazer? 

por Elaine Ribeiro

Saúde emocional durante o isolamento: o que fazer? 



Vivemos tempos difíceis e incertos frente à pandemia de coronavírus, que exige de nós muitas mudanças. Por exemplo, novas jornadas de trabalho, isolamento social, adiar compromissos, aumentar os cuidados com higiene pessoal e limpeza dos ambientes e, especialmente, atitudes e posturas responsáveis para evitar o pânico ou aumentar estados ansiosos. 

É um grande desafio para um mundo que nos pede para sermos ativos e produtivos o tempo todo. Porém, a não transmissão desse vírus só será possível se tivermos um comprometimento pessoal em favor do coletivo. 

Conscientes de nossas responsabilidades para frear a disseminação do Coronavírus, é importante também estarmos atentos a ansiedade gerada em muitas pessoas, e agravada naqueles que já sofrem com transtornos de natureza ansiosa. 

Sendo assim, com objetivo de manter o equilíbrio mental e a nossa saúde, podemos recomendar, especialmente àqueles que podem desenvolver quadros de ansiedade, que evitem confirmar a todo momento notícias de casos de infectados e mortos, pois, ao ficar em estado de alerta, fazem projeções ou criam cenários que podem ser piores do que o real. Também é extremamente importante acessar fontes confiáveis de informação, priorizando os canais de órgãos oficiais e meios jornalísticos tradicionais. 

Use sua disposição para atitudes de prevenção e cuidado. Não quebre a quarentena por razões que não estejam previstas neste tempo; não subestime os fatos, esteja, dentro do possível, agindo com segurança. Evite grupos de whatsapp ou redes sociais que propagam um grande número de informações, muitas vezes, sem fonte confiável. A sobrecarga de informações é altamente prejudicial! 

Procure atividades dentro de casa que possam ocupar seu tempo de maneira útil: leia livros, assista filmes, organize sua casa, veja coisas que estavam pendentes e não eram feitas porque você não encontrava tempo. Compreenda que não conseguimos controlar tudo, porém, algumas coisas estão ao nosso alcance! 

Seja realista, mas evite o pessimismo, pois ele aumentará sua angústia. Procure conversar sobre seus sentimentos com pessoas que possam aceitá-los e não influenciá-lo para que fique ainda mais ansioso. Ouça música! Uma boa trilha sonora poderá ajudar, e muito, seu estado de humor. Desenhar, pintar, propor jogos em família e fazer uma prática relaxante pode ser bastante útil. 

Embora o tempo seja de distanciamento no convívio social, use os meios digitais para aproximar-se de amigos e familiares. Mantenha uma boa rotina de sono e alimentação saudável, pois isso contribui para o aumento da resposta imunológica. Entenda a mudança como uma necessidade para um bem maior, porque ao relutar em ter pequenos gestos, você pode colocar em risco seu processo emocional ou de seus parentes. 

É tempo de nos revermos, de aceitarmos mudanças repentinas, pois precisamos deste comprometimento coletivo. Ninguém gosta de viver aprisionado, mas este sentimento pode ser amenizado a partir da forma como você avalia as situações. 

Não é "prisão", é colaboração! Também não é necessário negar a situação, mas, sim, reduzir nosso ritmo de vida, rever nossas posturas e, se necessário, buscar ajuda. Muitos psicólogos estão mantendo atendimento online. O Centro de Valorização da Vida (CVV) está com linhas abertas para o contato telefônico pelo número 188, e muitas iniciativas solidárias têm mostrado que precisamos ter esperança, sempre! 

Elaine Ribeiro é psicóloga clínica e organizacional da Fundação João Paulo II / Canção Nova. 
 

 
Sexta, 06 de Março de 2020 - 16:05

Reflexão de uma líder: "O papel das empresas para equidade de gênero"

por Paula Castro

Reflexão de uma líder:

 

No mês de comemoração ao Dia Internacional da Mulher, é impossível não refletir sobre os avanços feitos na representatividade feminina no mercado de trabalho. Ainda assim, há muitos desafios que estão diante de nós para alcançar níveis mais altos de equidade nos espaços majoritariamente masculinos.

Sabemos que, no Brasil, as mulheres são grande parte da força de trabalho, mas os números relacionados ao poder feminino em cargos de chefia precisam melhorar. O perfil das mulheres de hoje é muito diferente daquele do começo do século.

Chamo atenção sobre isso como alguém que reconhece que ocupa uma posição por tanto tempo masculinizada. Como líder de uma operação de manufatura em uma multinacional como a Bayer, uma indústria química, seria mais rápida a associação a um representante masculino, e não o inverso. No entanto, as mulheres estão construindo um futuro mais igualitário, então torna-se cada vez mais importante o apoio de empresas responsáveis e conscientes, para dar espaço à competência de seus colaboradores sem a preocupação com o gênero.

Minha trajetória profissional sempre me levou para a indústria. Escolhi fazer um curso de Engenharia, onde mais uma vez a maioria é masculina, e desde que saí do colégio técnico, trabalhei com grupos e times majoritariamente formados por homens. Posso dizer que nunca me senti intimidada por isso. Talvez porque, dentro de casa, na educação que recebi de minha mãe Sonia, eu já sabia que precisaria me impor e lutar para ganhar meu espaço, pois ela também fez o mesmo. Eu trabalhava durante o dia, estudava à noite e me inspirava nas poucas mulheres que me rodeavam naquela época, há 20 anos, para seguir e fazer escolhas profissionais.

Hoje aos 38 anos de idade, olho para a minha jornada e me encho de orgulho e gratidão. Orgulho pelas conquistas do trabalho e pela minha vida pessoal. E gratidão por ter encontrado, no meio desse caminho, empresas e líderes que acreditaram no valor da inclusão e diversidade, me permitiram ser quem eu sou. Como mulher e executiva, entendo a minha responsabilidade em contribuir para políticas e práticas mais justas e encorajar outras mulheres a construir suas próprias jornadas de sucesso e felicidade.

Paula Castro é líder de HSE (Saúde, Segurança e Meio Ambiente) para as operações de Manufatura de Sementes na Bayer de Camaçari

 

Sábado, 22 de Fevereiro de 2020 - 07:05

Reflexões da Advogada: "Mas é carnaval", "Foi só um beijinho": #Nãotemdesculpa

por Paula Krempser

Reflexões da Advogada:

Salvador realiza uma das festas mais esperadas do ano. Os sorrisos estampados nos rostos traduzem a alegria dos foliões em curtir os quase 10 dias de festa ao som de bandas afamadas, com diversos gêneros musicais.

 

Como diz Leo Ribeiro, “Vamos cantar, dançar, pular, correr atrás do trio... Vamos brincar, azarar, namorar, cair na folia”, porém, não esqueçamos que o assédio sexual contra foliãs e foliões desde 2018, com a entrada em vigor da Lei nº 13.718, criminaliza os atos de importunação sexual e divulgação de cenas de estupro, nudez, sexo e pornografia, condicionando a pena para as duas condutas em prisão de 1 a 5 anos, mais dura do que para homicídio culposo (sem intenção de matar), cuja pena é de 1 a 3 anos.

 

A importunação sexual foi definida em termos legais como a prática de ato libidinoso contra alguém sem a sua anuência “com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro". Vale destacar que este tipo de crime foi inserido no Código Penal atual no Título VI - Dos crimes contra a dignidade sexual, Capítulo I - Dos crimes contra a liberdade sexual, artigo 215-A, deixando claro que o Poder Legislativo consagrou que o “pudor” não se relaciona mais com a “dignidade sexual”, como ocorria no código de 1940. Mas a proteção desse “pudor público” ainda não foi afastada completamente, visto que se mantiveram os crimes de ato obsceno e objeto obscenocomo dispostos nos artigos 233 e 234 do Código Penal.

 

O crime de importunação sexual, como acima tipificado, tem como bem jurídico protegido a liberdade sexual dos cidadãos, ou seja, seu direito de escolher quando, como e com quem praticar atos de cunho sexual. É crime comum, ou seja, pode ser praticado por qualquer pessoa, seja do mesmo sexo ou gênero, e a vítima também pode ser qualquer pessoa, com exceção a condição de vulnerável, que não impede seu enquadramento do fato à norma, desde que não haja contato físico.

 

O elemento subjetivo sempre será o dolo direto e especial, tal seja vontade dirigida à satisfazer do próprio despudor, libidinagem, ou de terceiros, não bastando o simples toque ou “esbarrão” na pipoca ou no bloco, por exemplo. Deve ser ato doloso capaz de satisfazer a lascívia do agente e ofender a liberdade sexual da vítima ao mesmo tempo. O momento consumativo será com efetiva prática do ato libidinoso, admitindo tentativa, como por exemplo, tentar “passar a mão” nas partes íntimas de alguém no ônibus, na pipoca ou no bloco e ser impedido por populares.

 

Assim, como estamos em um período festivo, onde diversas vezes o efeito do álcool traz perigo aos dias de folia, dando falso empoderamento, ao passo que tem alguns a acharem que a festa em si trás subterfúgios para justificar o assédio com os famosos dizeres: "achei que ela queria", "mas foi só um beijinho", "é carnaval", e "foi o álcool", como assevera a importante campanha do Governo Federal cujo tema é "Assédio é Crime. #Nãotemdesculpa", bem como a ação “Não é Não” que ganhou visibilidade em todo o país em 2017 e chegou na Bahia em 2018, o limite e o conhecimento da lei são fatores importantíssimos para o melhor aproveitamento do Carnaval.

Celebrem a alegria neste Carnaval com todo o respeito e dignidade que qualquer cidadão merece! Bom Carnaval à todos!

Advogada, sócia do Escritório Paula Krempser Advocacia & Assessoria Jurídica, Especialista em Direito Civil, atuante nas áreas de obrigações e contratos e Direito de Família, Especialista em Direito Administrativo com ênfase em Licitações e Contratos Administrativos, Ex-assessora parlamentar da Câmara Municipal de Salvador, Ex-assessora jurídica da Comissão Permanente de Licitação da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, Ex-assessora jurídica da Diretoria de Planejamento, Orçamento e Finanças da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, Ex-Assessora jurídica da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, Assessora jurídica da Diretoria Administrativa e Financeira da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza de Salvador.

Quinta, 23 de Janeiro de 2020 - 05:41

Saiba como planejar e economizar com a compra do material escolar 

por Caco Santos

Saiba como planejar e economizar com a compra do material escolar 



O começo do ano é o momento mais complicado para o planejamento financeiro das famílias brasileiras. Além das despesas mensais normais, entram na ordem do dia os pagamentos de impostos como IPVA e IPTU, as pesadas faturas de cartão de crédito com as compras de final de ano e a “temida” lista de material escolar. A compra do material escolar é um dos principais desafios financeiros dos pais no início do novo ano. A variação de preços entre as lojas -- físicas e online -- é enorme e a melhor forma de economizar continua sendo pesquisar antes de ir às compras. 

Importante frisar que, antes de sair comprando a lista que a escola envia, os pais devem fazer uma crítica minuciosa. Primeiro, o que seu filho já tem e consegue continuar usando, ou o que pode ir de um irmão para outro. Nesse caso vale destacar a recomendação para os filhos, durante todo o ano, de cuidarem de seus materiais.

Segundo, com a lista de materiais em mãos, verificar se tudo o que a escola pede é realmente necessário e nas quantidades indicadas? Por exemplo, conheci um caso que uma escola que solicitou “um bloco de papel canson”, produto caríssimo. Entretanto, os alunos utilizaram apenas uma folha do papel canson durante o ano todo. Ou seja, um bloco poderia ter sido utilizado para a sala toda. O bloco foi solicitado de maneira desnecessária e encareceu as listas dos pais.
Os pais, com a lista dos materiais que realmente precisam ser adquirido em mãos, devem realizar uma pesquisa minuciosa. Não devem deixar de ir aos estabelecimentos perto de sua residência e abusar das oportunidades de pesquisa online. Neste começo de ano, por exemplo, o Procon de São Paulo constatou que a diferença de preços dos materiais escolares pelas lojas podem chegar até 333%. A maior variação ocorreu na venda da borracha látex branca da Faber Castell, que em um estabelecimento foi encontrado por R$ 2,60 e no outro, por R$ 0,60. Realmente são números que chamam a atenção, mas o consumidor deve ter cuidado com essa medida, pois o preço menor está sendo praticado pode ser de uma loja longe de sua residência e, só por esse item, pode não valer a pena percorrer uma longa distância.

O ideal é calcular o valor total em reais que irá economizar se fizer as compras em lugares diferentes, levando em conta quanto tempo e dinheiro custaria para ir a cada lugar, pois a conveniência pode sair barato ou não. 

Outra dica importante é participar ou organizar de um grupo de mães e pais para realizar uma compra, do que for possível, em lojas de atacado. Importante ressaltar que é necessária uma pesquisa para indicar se vale a pena comprar no atacado, para que as famílias dividam os valores e os produtos.

Uma outra vantagem do grupo de pais e mães é a possível troca de livros didáticos e paradidáticos. Em algumas escolas, as associações de pais fazem esse trabalho há anos, com esquemas de pontuação maior e prioridade para quem doa livros em bom estado. Neste item estamos falando de potenciais centenas de reais de economia. Vale destacar também que os pais e alunos podem verificar se os livros paradidáticos estão disponíveis em bibliotecas públicas, ou na própria biblioteca da escola. Visitas a sebos (online ou de rua) podem também render boas pechinchas. 

Os pais devem ter cuidado com os pedidos das crianças por itens de marca. É comum eles quererem a mochila da marca x, estojo da marca y, canetinhas caríssimas, etc.. Cabe, então, aos pais educar seus filhos sobre o valor versus o custo das coisas, e saber o que faz sentido pra você e para seu filho. Já que a educação financeira ainda não faz parte oficialmente do currículo escolar, esse é um bom momento para discutir sobre a economia da família com os filhos. 

*Caco Santos é planejador financeiro com certificação CFP (Certified Financial Planner),sócio da GFAI -- Empresa Especializada em Planejamento Financeiro , formado em Administração de Empresas pela FEA-USP e MBA em Finança pela FIA --USP e produtor e apresentador do podcast “Planejamento Financeiro” 
 

Sábado, 11 de Janeiro de 2020 - 11:05

Economia circular e moda sustentável: você pode fazer parte desta mudança!

por Por Luanna Toniolo

Economia circular e moda sustentável: você pode fazer parte desta mudança!

 

O posicionamento radical do certo x errado nos afasta das mudanças simples e de hábitos mais conscientes que podemos incluir sem dificuldade no nosso dia a dia. Ou seja, você não precisa vender seu carro para ser eco-friendly, ou então, não precisa se tornar vegano e se privar de momentos que te dão prazer - como a comida - se ainda não se sente preparado para isto. 

Existem práticas fáceis que, infelizmente, só se tornam uma opção quando combinadas com a apresentação de números alarmantes sobre o meio ambiente. Segue abaixo alguns exemplos: 

• Segundo pesquisa realizada em 2017 pela Fundação Ellen MacArthur, instituição que tem como missão acelerar a economia circular, as pessoas estão comprando duas vezes mais roupas e usando-as apenas a metade do tempo. 

• Além disso, outros dados alarmantes do mesmo estudo demonstram que o futuro da Moda é se reinventar: o equivalente a um caminhão de lixo de têxteis é depositado em aterro ou incinerado a cada segundo no mundo, 108 milhões de toneladas de recursos não renováveis são usados a cada ano para produzir roupas e a indústria têxtil será responsável por 25% da emissão mundial de carbono até 2050 (atualmente equivale a 10%). 

Impacta, não é? 

Ainda sobre o universo de possíveis novos hábitos, te pergunto: Seria mesmo tão difícil optar por potes de vidro ao invés de potes de plástico? Ainda, haveria alguma complexidade em não descartar pilhas no lixo comum? Ou então, não faz todo sentido trabalharmos com coisas já produzidas, utilizando-as ao invés de gerar mais resíduos no mundo? 

Essa última questão se explica para os mais diversos segmentos, desde o simples uso de ecobag para substituir as sacolinhas de plástico no mercado. Mas, funciona ainda mais ao falar de moda, minha grande paixão. Sabemos que existe roupa produzida para os próximos 200 anos no mundo. Que tal dar uma chance para a roupa usada? Se você ainda não se sente confortável e acha que não está preparado, por que não começar por um acessório que já foi de outra pessoa e hoje não está sendo mais utilizado? 

Antes de trabalhar com esse segmento eu não era uma usuária do second hand e agora 90% do meu guarda roupa é composto por peças que já foram usadas por outras pessoas. Isso aconteceu porque eu me conscientizei e aprendi mais duas coisas importantes: 

• Histórias: a maioria das peças que temos no guarda roupa carregam alguma história marcante. Seja porque você usou ela em um momento especial, ou uma situação difícil e, até mesmo, aquelas que te lembram alguém. Sempre que eu compro uma nova peça usada eu faço o exercício de imaginar como a antiga dona deve ter vivido bons momentos com aquela peça.

• Oportunidade de preço - quem nunca desejou uma peça de luxo e pensou que nunca teria condições de comprá-la que atire a primeira pedra. As peças usadas são, em média, 80% mais baratas do que as vendidas nas lojas. 

O meu desafio para você é marcarmos um encontro daqui um ano e analisarmos quais foram os avanços que conquistamos. Eu acredito que o nosso futuro é se tornar mais sustentáveis e imagino que 2020 trará muitas oportunidades para quebrar paradigmas e ter novos hábitos mais conscientes. Eu desejo que possamos ser mais flexíveis neste novo ano e que o extremismo ecochato não exista. Afinal, pensar no futuro de todos é cool, este é o futuro! 

Sobre Luanna Toniolo Domakoski 
Luanna Toniolo Domakoski (32) é mãe, empreendedora e fundadora da TROC, plataforma que conecta pessoas que querem vender e comprar roupas, bolsas, sapatos e acessórios usados das melhores marcas e em perfeito estado. Luanna é advogada e especialista em Direito Tributário, mas sempre foi apaixonada pelo universo da Moda. Em 2015, ela e o marido, Henrique Domakoski, foram morar em Boston, nos EUA, para realizar uma especialização. Ela de Gestão de Marketing em Harvard e ele focado em Gestão, Estratégia e Empreendedorismo no MIT. No final do curso, eles decidiram que deveriam empreender e começaram a analisar o mercado. Foi então que surgiu a ideia de criar a TROC. Mais do que permitir que todas as usuárias tenham acesso aos produtos que sempre sonharam, a startup tem como objetivo educar as brasileiras para que cada vez mais apostem na economia circular.

 

Histórico de Conteúdo