Advogado é chamado de 'pedaço de merda' nas redes e chama juíza de 'imbecil, anta e burra'
Foto: Reprodução / G1

Após perder um processo por danos morais em novembro de 2017, um advogado de São Luiz de Paraitinga, São Paulo, entrou com uma apelação na Justiça e ofendeu a juíza que deu a sentença. Nos autos, Matheus Monteiro de Barros Ferreira, de 30 anos, chamou a magistrada de "p* ignorante", "retardada", "imbecil", "essa arrombada", "demente", "juíza burra", "babaca".


O advogado havia entrado com uma ação alegando ter sido xingado nas redes sociais de "safado", "pombo jogando xadrez", "ignorante", "dissimulado", "pedaço de merda", "hipócrita". No entanto, a juíza Ana Letícia Oliveira dos Santos negou o pedido de indenização no valor de R$ 4 mil, relatando que o episódio não passou de "desentendimentos ocasionados em razão de discórdia quanto às postagens em Facebook". Ela assinalou ainda que, por mais que o ofensor do advogado "tenha demonstrado deselegância em sua expressão, tal verborragia não chegou ao ponto de configurar ato ilícito, tampouco sendo capaz de causar danos morais no autor".

 

Indignado com a sentença da juíza, o advogado entrou com uma apelação no último dia 31, em que afirma que queria demonstrar, na prática, como era ser ofendido. Para argumentar, Matheus usa termos ofensivos contra a magistrada. "Primeiramente, o dano moral prescinde da demonstração de sentimentos humanos desagradáveis. Sendo assim, basta a demonstração da violação de direito da personalidade, ou seja, a ofensa". Em seguida, mais uma variedade de insultos à magistrada. "Porém, essa p* ignorante, que está no cargo de juíza da Comarca São Luiz do Paraitinga, alega simplesmente o oposto, sem qualquer fundamento a priori, tirando do próprio rabo entendimento antijurídico disonante".


De acordo com o Estadão, o corregedor do Tribunal Deontológico da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, Pedro Paulo Gasparini, pediu a suspensão preventiva do advogado.


O advogado nega que tenha tido o objetivo de ofender a juíza e considera ter feito uso de "licença poética".
 

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