De Jorge Oliveira a Bretas; veja quem pode assumir vaga de Celso de Mello no STF
Foto: STF

Em novembro, o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), irá se aposentar. A aposentadoria do ministro não é fato novo, assim como quem possivelmente irá assumir o cargo. Se antes, o assento poderia ser ocupado por Sérgio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça, agora, se cogita quem assumirá o lugar. O decano foi empossado em 1989 e foi indicado pelo então presidente da República, José Sarney.  

 

O presidente Jair Bolsonaro já declarou publicamente que pretende nomear para o Supremo alguém “terrivelmente evangélico”, para inviabilizar uma flexibilização do aborto no país e não descriminalizar o uso de drogas, como a maconha. A intenção de Bolsonaro é indicar nomes que garantam o arquivamento de inquéritos movidos contra ele e sua família. 

 

Na lista de prováveis ministros estão o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, o advogado Jorge Oliveira. É um homem de confiança do presidente Jair Bolsonaro. O nome pode não ter força para ser aprovado no Congresso por pouca vivência no mundo jurídico. Outro nome cogitado é o agora ministro da Justiça André Mendonça. O novo mandatário da pasta já foi advogado-geral da União no governo Bolsonaro. Por ser jovem, o nome pode ser barrado. Pesa a favor o fato de Mendonça ser evangélico ter uma boa relação com o ministro Dias Toffoli. Ele sempre demonstra lealdade a Bolsonaro, chamando-o incluive de “profeta”. 

 

Ives  Gandra Martins Filho, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) não é evangélico, mas pode ser “terrivelmente católico” e tem boa relação com os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Gandra é filho do jurista Ives Gandra e já busca sentar em uma cadeira no Supremo há algum tempo, tendo sido cogitado para assumir a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki. Um dos problemas do ministro é por ser muito conservador. Outro nome cogitado, mas com pouco peso é do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro. Apesar de evangélico, pesa contra o juiz a falta de “amplo saber jurídico”. 

Histórico de Conteúdo