Quarta, 04 de Dezembro de 2019 - 10:00

'Temos sido lenientes com práticas errôneas', diz candidato à Presidência do TJ-BA

por Cláudia Cardozo / Ailma Teixeira / Rebeca Menezes / João Brandão

'Temos sido lenientes com práticas errôneas', diz candidato à Presidência do TJ-BA
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

Prestes a iniciar a votação da nova mesa diretora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o desembargador Carlos Roberto, candidato à Presidência, analisou o cenário da corte baiana. Sem citar nomes, ele falou da necessidade do TJ-BA recuperar seu prestígio após o afastamento de três colegas, entre eles o presidente Gesivaldo Britto, e a prisão da ex-presidente da corte, Maria do Socorro, por envolvimento num caso de venda de sentenças e tráfico de influência (saiba mais aqui).

 

Diante desse quadro, o candidato disse que essa eleição se configura como um "divisor de águas" para que a futura gestão adote uma postura de compromisso com a instituição.

 

"Devemos fazer uma mea-culpa, sim, porque o tribunal é responsabilidade nossa, sobretudo nossa, e convenhamos, às vezes temos sido lenientes com práticas errôneas enraizadas no Poder Judiciário. Não podemos mais contemporizar com desvios de conduta, temos que cobrar mais de nós mesmos, dos nossos colegas e nossos colegas de nós, mutuamente. Ou os desembargadores adotam uma postura nova ou o nome do tribunal cairá mais fundo. A Bahia espera isso de nós", discursou o desembargador, sendo contemplado por seus concorrentes.

 

Além de Carlos Roberto, disputam a presidência da corte os desembargadores Lourival Trindade, Cynthia Resende, Nágila Brito e Jefferson Assis.

 

Por isonomia, o presidente interino do tribunal, Augusto Bispo, permitiu que os demais candidatos também se pronunciassem. Aproveitando o espaço, a desembargadora Cynthita ressaltou que seus propósitos “são limpos”. “E este deve ser o propósito de todo o tribunal. Prego sempre a união, continuarei pregando, para que essas questões que envolvem nosso tribunal sejam melhor resolvidas”, declarou.

 

Nágila também disse que possui os mesmo objetivos. “Minha bandeira é meu trabalho, ratifico as palavras e os objetivos expressados pelos colegas Carlos Alberto e Cynthia. Sempre fazer melhor por nosso tribunal. É uma motivação essa de colocar à disposição dos colegas”, disse a candidata.

 

Com Maria da Graça e Olegário suspensos das atividades, a disputa ficará entre os já inscritos. Existe a expectativa do grupo ligado ao desembargador Mário Hirs apoiar Lourival Trindade, enquanto os demais devem se aglutinar em torno de Cynthia Resende. Os eleitores são os próprios magistrados. (Atualizada às 10h15)

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