Daniela, Brown e Ivete Sangalo fizeram campanha contra trabalho infantil no Carnaval
Foto: Divulgação

Alguns dos maiores nomes da música baiana aderiram à campanha do Ministério Público do Trabalho (MPT) de combate ao trabalho infantil. Estrelas como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Carlinhos Brown vestiram a camisa com a marca #ChegadeTrabalhoInfantil durante o Carnaval de Salvador. O objetivo da campanha é demonstrar a importância da proteção da infância e juventude.

 

As imagens já estão nas redes sociais e reforçam as ações do órgão para sensibilizar a população sobre a importância de reservar a infância e a juventude para a educação e a formação cidadã, permitindo um futuro para essa geração com oportunidades de trabalho digno. Além da participação artistas de forma voluntária, centenas de agentes estão percorrendo os circuitos da folia vestidos com o tema da campanha e distribuindo materiais gráficos como ventarolas, adesivos e cartazes alertando contra a exploração sexual e do trabalho de crianças e jovens.

 

As ações contam também com a participação de órgãos do governo do estado, Ministério Público da Bahia (MP-BA), Defensoria Pública (DP-BA), Conselhos Tutelares e Prefeitura da Salvador. Parte dos recursos para a confecção das peças de campanha foi obtida através do MPT, que destinou recursos de um acordo judicial para a iniciativa.

 

Segundo o procurador-chefe do MPT na Bahia, Luís Carneiro, “o ato de vestir a camisa do #ChegadeTrabalhoInfantil sensibiliza milhares de pessoas, principalmente as mais suscetíveis a permitir dentro de suas famílias o trabalho de crianças e adolescentes. Para a procuradora regional do MPT Virginia Senna, que atua na articulação interinstitucional de proteção da infância e juventude, o engajamento dos artistas é essencial para levar a mensagem para a população. “Só mesmo com o apoio de grandes nomes podemos reverter o senso comum equivocado que ainda persiste de que trabalhar pode ser bom para quem ainda está em formação. Criança que trabalha propaga o ciclo da pobreza porque não se capacita para, no momento certo, poder estar apta a disputar postos de trabalho dignos e qualificados”, concluiu Virginia Senna.

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