Quinta, 12 de Março de 2020 - 11:10

Raoni quer 'TVE Revista' com mais 'gente preta, LGBT+ e mulheres potencializadas'

por Júnior Moreira Bordalo

Raoni quer 'TVE Revista' com mais 'gente preta, LGBT+ e mulheres potencializadas'
Nascido e criado no miolo de Salvador, mais precisamente em Brotas, Raoni Oliveira viu sua paixão de infância virar profissão. Inspirado pelo pai, Raimundo Rui, que também era locutor, formou-se em comunicação e com 10 anos de experiência na área já atuou como produtor, promotor, social media, locutor de rua e até designer da Globo FM, Bahia FM, Bahia FM Sul e CBN FM. Ele também fez a coordenadoria de marketing e locução do programa “Buxixo” da Piatã FM, foi professor de marketing no curso técnico de Rádio e TV do ETEBA e há três anos estava como repórter da TV Aratu, afiliada do SBT. Porém, desde o início de 2020 viu seu nome chegar a um novo patamar ao seu anunciado como o novo apresentador do programa “TVE Revista”, da TVE, no lugar de Rita Batista, uma das jornalistas mais populares da Bahia. “Quando Rita saiu, nem passou pela minha cabeça que seria cotado. Inclusive, pelo que o mercado comenta, outros apresentadores estavam na mira para essa vaga. Embora trabalhe com TV apresentando, era mais aquele que tirava a folga. Porém, nunca tinha me imaginado no ‘TVE Revista’. Pelo menos, não por agora”, iniciou em entrevista ao Bahia Notícias. Defensor de uma comunicação mais democrática, ele assumiu o cargo há pouco mais de uma semana e já vem tentando colocar sua identidade na atração diária. "Se depender de mim vai ter gente preta; a comunidade LGBT; mulheres potencializadas para falar sobre feminismo, já que é não meu lugar de fala...”, detalhou.

Leia mais

No 'Zorra', Evaldo Macarrão celebra a TV e defende potencial de consagração do 'ser ator'
“Não escolhi fazer arte. É a arte que me escolheu”. É assim que o ator baiano Evaldo Macarrão define a sua ida para a atuação. Cria do CRIA, Centro de Referência Integral de Adolescentes, o jovem artista de Cosme de Farias já acumula 12 anos de carreira e, atualmente, integra o programa “Zorra”, da Rede Globo. Com trabalhos no teatro, no cinema e obviamente na TV, Macarrão, que teve o sobrenome artístico gerado por uma brincadeira de um antigo educador, celebra a oportunidade de estar em uma emissora e, ao mesmo tempo, entende que “fazer Rede Globo talvez não seja o que todos os atores queiram fazer, mas é estar no lugar em que você é assistido de uma forma justa ou digna”. Também formado em Pedagogia, Evaldo celebra a capacidade do “Zorra” em “descaracterizar a ideia do preto opressor, favelado e marginalizado”. Para ele, essa mudança o torna “alegre” e “potente” no que faz, na medida em que a atração cumpre uma “grande necessidade” em construir um “outro formato de criticidade, de humor e graça”. Inspirado em pessoas que fizeram parte da sua construção artística como a diretora Carla Lopes e os atores Ângelo Flávio, Marinho Gonçalves, Carlos Betão, Valdinéia Soriano e Rejane Maia, Macarrão evita se rotular somente como um comediante ou humorista. Negro e vindo da periferia de Salvador, Evaldo Macarrão comemora o fato de ser mais um profissional na televisão capaz de criar representatividade com o público: “Para mim é de tamanha alegria e felicidade ver pessoas que estão se vendo quando me vêem na TV. Isso é muito simbólico, poético, lindo”.

Leia mais

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 11:10

Lincoln aposta em diversidade para que todas as idades e gêneros possam ouvir músicas

por Júnior Moreira Bordalo / Ian Meneses

Lincoln aposta em diversidade para que todas as idades e gêneros possam ouvir músicas
Vocalista do grupo Lincoln e Duas Medidas, Lincoln Senna tem planejando seguir antenado com as mudanças na sociedade para refletir o novo em seus trabalhos. Para ele, é regra “sempre tentar fazer uma música que todas as idades, todos os gêneros possam ouvir”. Apostando na diversidade como em “Carnavrau”, o artista disse ter buscado uma fórmula de comunicação sem perder a essência do grupo. A associação da banda ao foco na dança não aflige o cantor. Formado em educação física, ele reforça a importância do corpo em movimento e, mesmo entendendo que a dança é vista como um “primo pobre”, classifica a linguagem dessa arte como “fantástica” por fazer “muitas pessoas interagirem, sorrirem e se libertarem”. Em relacionamento com a esposa Monique Paim desde os 17 anos, Senna mantém sua vida pessoal com discrição e critica o fato de outras pessoas se perderem por não saberem “dividir o que é seu particular e o que é de todos”, expondo, assim, os familiares e os relacionamentos. Para ele, para responder e lidar com perguntas da vida pessoal é preciso, exclusivamente, ter responsabilidade pelas pessoas que estão relacionadas com a sua vida. 

Leia mais

Quinta, 12 de Dezembro de 2019 - 11:10

Principal colunista da música baiana, Marrom admite: 'Não tenho talento para ser fofoqueiro'

por Júnior Moreira Bordalo

Principal colunista da música baiana, Marrom admite: 'Não tenho talento para ser fofoqueiro'
Aos 57 anos e com mais de 40 destes dedicados ao jornalismo, Osmar Martins, ou simplesmente Marrom, tem motivos de sobra para se orgulhar da carreira que construiu. Roqueiro de nascença, aceitou o apelido dado pela cantora Alcione, firmou terreno no entretenimento e acompanhou de perto todo o desenvolvimento da Axé Music e, não à toa, virou o principal nome do colunismo musical da Bahia. Conhecido e reconhecido por todos do show business, garante que, apesar do interesse das pessoas, seu foco ao longo dos anos se resumiu à vida profissional dos artistas. “Sempre existiu colunismo de fofoca, mas não tenho o talento para ser fofoqueiro. Admiro a Natália Comte, é minha ídola. Acho que sabe fazer uma fofoca como ninguém. Eu não sei. Sigo o principio de – enquanto jornalista – ser o elo entre o artista e o povo e, no meu caso, o que interessa é a vida do artista no palco. Não estou condenando os fofoqueiros, não”, ponderou. Talvez esse posicionamento tenha sido instaurado como um mecanismo de defesa. Gay, negro, vindo de família simples, Marrom sempre deixou sua vida privada no âmbito restrito. Apesar de saber do que acontece com as principais figuras baianas, pouco se sabe sobre os seus bastidores. “Meus pais diziam que tínhamos que manter a família unida, mas que era importante deixar a vida privada no privado. Acho que as pessoas querem conhecer o Marrom. Apesar de ser uma pessoa exibida, sou reservado. E também se eu abrir demais não poderei fazer minhas loucuras”, divertiu-se. No papo, falou ainda sobre a indústria musical, revelou de quem é de fato amigo, desabafou sobre preconceito, apostou no futuro da música baiana e confessou o que ainda sonha em fazer.

Leia mais

Quinta, 03 de Outubro de 2019 - 11:10

'Bom Sucesso': Baiano Lucas Leto tenta fugir de estereótipo ao retratar dependência

por Júnior Moreira Bordalo / Jamile Amine / Rebeca Menezes / Ian Meneses

'Bom Sucesso': Baiano Lucas Leto tenta fugir de estereótipo ao retratar dependência
Cria do bairro de Pernambués, em Salvador, e formado pelo respeitado Bando de Teatro Olodum, o jovem ator Lucas Leto comemora o seu primeiro papel na TV com o complexo personagem Waguinho, na novela das 19 horas “Bom Sucesso”. A ida do teatro para a telas têm mostrado ao artista perspectivas antes não imaginadas e o contato com figuras veteranas tem lhe dado sensações nunca antes sentidas. “Desde que eu cheguei na preparação eu vi Antonio Fagundes do meu lado, Grazi Massafera sentada no chão, no mesmo plano, sem essa diferenciação. Eu fico muito grato, agradecido”, comentou. Waguinho, um jovem que enfrenta uma dependência química, é para ele um personagem em constante construção, mas numa visão positiva sobre o futuro da história, o próprio Lucas acredita que “no fundo ele precisa de uma oportunidade para mostrar a bondade dele” na trama. Para inspirar o papel, no entanto, Leto foi bastante cuidadoso e procurou não dar um aspecto pejorativo, já que na realidade ele sempre observou por entre as ruas de seu bairro aqueles que sofreram e ainda sofrem ao cair no mundo das drogas. O marco de fazer parte do elenco de uma novela da Rede Globo tem significado não só para ele como também para pessoas próximas. Inspiração para quem tem a mesma realidade da periferia que o ator viveu, Lucas acredita que é fundamental transmitir a mensagem de “fazer as pessoas acreditarem que elas podem chegar onde quiserem” e, assim, se tornarem pessoas bem sucedidas no que sonham em trabalhar.

Leia mais

Quinta, 12 de Setembro de 2019 - 11:10

Pablo Reis fala de tensão na vida após chacina do Cabula: 'Quiseram passar um recado'

por Júnior Moreira Bordalo

Pablo Reis fala de tensão na vida após chacina do Cabula: 'Quiseram passar um recado'
Natural de Alagoinhas, no Litoral Norte e Agreste Baiano, o jornalista Pablo Reis é atualmente um dos responsáveis pela grade da TV Aratu, afiliada do SBT. Gestor de conteúdo e inovação da empresa e responsável pelos programas “Universo”, “Dendê na Mochila”, “Liga da Madruga”, “Clube da Alegria”, “Chegue Mais”, “Aratu Repórter”, e do portal “Aratu ON”, ele ainda apresenta as atrações “Liga da Madruga”, “Aratu Repórter”, “Linha de Frente”, “Reunião de Pauta” e “Aratu Talks”. “Hoje tem sido uma experiência muito boa. Gerenciar também é legal. Considero-me uma pessoa que gosta de aprender. De verdade. O sentido da minha vida é descobrir algo novo a cada dia”, confessou em entrevista ao Bahia Notícias. Além disso, será um dos professores do projeto Escola Aratu, que atuará na formação de novos profissionais. No papo sobre carreira, futuro da TV aberta e do jornalismo, o comunicador, egresso da Universidade Federal da Bahia, falou sobre o que achou da indicação de Jéssica Senra para apresentar o “Jornal Nacional” e relembrou um dos momentos mais tensos de sua vida, quando teve a casa invadida após reportagens sobre a chacina do Cabula, que deixou 12 mortos na região há quatro anos. “Fiquei me questionando o motivo de pessoas, que são pais de família, têm seus filhos e rotinas, serem capazes de cometer atrocidades como essas. Quiseram passar um recado e eu entendi da seguinte forma: há necessidade de se ter bons jornalistas, que não se intimidam com algumas coisas. Por outro lado, a função do jornalista, quando é exercida no limite, pode ter algumas consequências. Quem quiser ficar em casa tranquilo assistindo Netflix não vai passar por isso”, ponderou.

Leia mais

Quinta, 15 de Agosto de 2019 - 11:10

'Gestor' de famosos, Pedro Tourinho lança livro sobre imagem, mas adianta: 'Não tem fofoca'

por Júnior Moreira Bordalo

'Gestor' de famosos, Pedro Tourinho lança livro sobre imagem, mas adianta: 'Não tem fofoca'
Quem é mais atento aos bastidores do entretenimento no Brasil e acompanha os desdobramentos de artistas como Anitta, Regina Casé, Gabriela Pugliesi, Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank, Chay Suede, Alice Wegman, Silva e Sabrina Sato já deve ter ouvido falar de Pedro Tourinho, ou até “Dão”, apelido permitido para os amigos mais próximos. O publicitário baiano, especialista em entretenimento e mídia e fundador das agências Soko e MAP, que sempre viveu por trás das câmeras, está tendo agora seu momento nos holofotes. Isso porque resolveu se aventurar no universo dos livros e está lançando “Eu, eu mesmo e minha selfie – Como cuidar da sua imagem no século XXI”. “É uma experiência interessante de inverter um pouco os papéis, de ser a pessoa que agora dá as entrevistas, de ficar sujeito a tudo que tem de bom e ruim”, confessa em entrevista ao Bahia Notícias. Como não poderia deixar de ser, o lançamento oficial será aqui em Salvador, no dia 26 de agosto, no Museu de Arte Moderna, mas de início, ele avisa: “Não é o livro que tem fofoca. Nele, o leitor aprende a como lidar com fofocas, mas não saberá de fofoca nenhuma”.

Leia mais

Marcante no 'Zorra', Luís Salém reconhece o poder do humor na reflexão do cenário político
Natural do Rio de Janeiro e a cada dia mais baiano, o ator Luís Salém escolheu a capital baiana para morar por conta dos laços que foram construídos com a cidade desde a infância. A mudança de endereço, no entanto, também foi motivada pelos vários problemas que sua terra natal tem enfrentado e que lhe fez se sentir “cansado de viver acuado e meio que assustado” principalmente devido a violência, a intolerância e os políticos que passaram a administrar o lugar. Experiente por ter interpretado vários papéis na Globo como no “Zorra”, Salém chama atenção para o humor politizado abordado na atração e o potencial que a linguagem tem de proporcionar “não só diversão, não só o relaxamento”, mas trazer para o público o poder da reflexão. O artista também aproveita para destacar o quanto tem ficado satisfeito artisticamente em realizar os seus recentes trabalhos como a peça “Novo Baiano”, que ficou em cartaz em Salvador, além se sua participação na série do GNT “Os Homens São de Marte e É Para Lá Que Eu Vou”, ao lado da colega e amiga Mônica Martelli. Para ele, não há urgência para retornar às novelas, mas reconhece que além do prazer de fazer parte do formato, o fator financeiro é sempre bem-vindo enquanto contratado por uma obra do horário nobre da Rede Globo.

Leia mais

Quinta, 06 de Junho de 2019 - 11:10

Filipe Costa defende limites nas redes sociais, mas garante: 'Não aceito ser censurado’

por Júnior Moreira Bordalo / Ian Meneses

Filipe Costa defende limites nas redes sociais, mas garante: 'Não aceito ser censurado’
Há pouco mais de cinco anos envolvido com o telejornalismo, Filipe Costa já recebeu até apelido, o conhecido “menino de Pernambués”. Alguns podem até pensar que o lugar refere-se a sua origem, mas na verdade se trata de um episódio marcante de uma cobertura ao vivo no noticiário policial. Integrante da equipe de profissionais da Record, Costa acredita que, para momentos de tensão entre polícia e população, uma postura ideal e segura é a de “ouvir os dois lados e sair sem entrar no mérito da questão”. Ele não vê jornalistas como celebridades, mas ao estar presente em locais movimentados Filipe tem passado por outros tipos de tensão. “Quando eu entro numa loja, que as pessoas ficam me olhando, eu penso que elas estão achando que eu roubei alguma coisa”, disse, mesmo ciente de que elas podem conhecê-lo da TV. Ter liberdade de opinar, para ele, é uma qualidade que o seu próprio trabalho oferece. Costa avalia que limites devem ser estabelecidos sobre o que se publica nas redes sociais, mas diz que existe uma lei que nenhuma pessoa conseguirá mudar nele: “Eu não aceito ser censurado por ninguém”.

Leia mais

Quinta, 09 de Maio de 2019 - 11:10

'Quando sentir que não está bom, vou mudar', diz Péricles sobre 'pressão' para emagrecer

por Júnior Moreira Bordalo

'Quando sentir que não está bom, vou mudar', diz Péricles sobre 'pressão' para emagrecer
Um dos sambistas mais respeitados do Brasil, Péricles resolveu eternizar seu carinho pela Bahia e escolheu Salvador como local de gravação do seu mais novo DVD. O evento acontecerá no dia 6 de julho, na Arena Fonte Nova, e já foi confirmado show de Belo, além de participação de Xanddy, vocalista do Harmonia do Samba, e Tiee, revelação do pagode. Por conta disso, o veterano esteve pela capital na última semana para iniciar o processo de divulgação e visitou a redação do Bahia Notícias.No papo, entre outras coisas, comentou como anda a briga judicial pelo direito da marca do Exaltasamba, banda que comandou até 2012, disse sobre a possibilidade de se reunir com Thiaguinho e outros membros do antigo grupo para uma celebração e revelou sentir falta atualmente de uma atração na TV brasileira como o “Esquenta!”, programa comandado por Regina Casé na Globo até janeiro de 2017. A atração focava em discutir questões sociais. “Além de entretenimento, ele levava questões para a gente discutir durante a semana, assuntos espinhosos eram debatidos com leveza. Essa era a função do programa e sinto falta. Quero crer que logo a gente terá um programa como esse. O público hoje olha para a TV e não se sente representado. Fica esse buraco”, ressaltou.

Leia mais

Histórico de Conteúdo