Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Terça, 22 de Março de 2022 - 11:10

Thiago Aquino relembra trajetória e revela sonho de tocar em trio elétrico

por Antônia Fernanda

Thiago Aquino relembra trajetória e revela sonho de tocar em trio elétrico
Foto: Divulgação

Vivendo o melhor momento da sua carreira, o cantor baiano Thiago Aquino possui milhões de plays na plataforma 'Sua Música'. Atualmente, ele é o artista da Bahia mais executado no streaming, ocupando a 2º posição entre os "mais ouvidos" (veja aqui). 

Em entrevista para o Bahia Notícias, o feirense contou que, apesar do sucesso nos últimos dois anos, ele possui treze anos de carreira entre altos e baixos. Hoje, Thiago lota casas de shows e é dono de cinco álbuns de sucesso lançados no período de dois anos, durante a pandemia. Mas no início da carreira o dono do hit "Casamento Cancelado" também chegou a cantar em barzinhos para um público entre 10 a 20 pessoas. 

"A gente já viveu muitas coisas, tocamos para 10, 20 pessoas ou até 5 mil, mas nada é igual ao que a gente está vivendo hoje, porque antes não tínhamos reconhecimento, a galera não parava para tirar foto... Hoje, a gente fica feliz pelo carinho, da gente poder deitar na cama e ver que valeu a pena todo o esforço que fizemos para chegar onde chegamos", revela o cantor. 

 


Foto: Reprodução/Instagram

Estamos há dois anos sem Carnaval por causa da pandemia. Como foi para você, apesar de não ter sido um carnaval de rua, poder ter participado desses eventos e sentir um pouco da energia da época?
É um sonho para qualquer artista tocar no carnaval de Salvador. Eu sempre tive um sonho de puxar um trio, de ver aquela multidão atrás do trio. Só que dessa vez foi diferente, a gente conseguiu fazer alguns shows no Carnaval, como o de Guarajuba. 

Mas, saber mesmo como é o Carnaval de Salvador, ter aquele prazer de puxar um trio nesse ano, infelizmente, a gente não teve essa oportunidade, mas quem sabe ano que vem não estaremos aí puxando uma multidão no carnaval. 

Para o ano que vem já estão à venda alguns camarotes, passaportes, abadás... E você, já recebeu alguma proposta para cantar no Carnaval?
De primeira, não. Mas já vi por alto o Camarote da Skol, pelo que eu fiquei sabendo. Mas algo certo, eu ainda não sei. Tem algumas conversas [em andamento].

Como você conseguiu driblar a pandemia e emplacar diversas músicas de sucesso e estar entre os cantores mais ouvidos? 
Foram muitos altos e baixos. Quando a gente estava conseguindo chegar lá, [os números da] pandemia aumentavam e a gente tinha que voltar e pensar: 'Vamos lançar um CD'. Graças a Deus a gente conseguiu lançar quatro CDs 'pipocados'. Tanto que está difícil de tocar nos nossos shows, porque os shows tem duração de 1h20, e a gente já está com cinco CDs na boca do povo. E para [tocar] tudo em um show só não tem como. Tem gente que quer escutar a música do 1º, 2º e 3º CD. Para tocar todos a gente tem que fazer metade das músicas. 

Em dois anos você conseguiu lançar cinco discos. Como foi esse processo?
A pandemia fez com que a galera consumisse mais o som dentro de casa, não na rua. Então a galera estava consumindo tanto que nas plataformas digitais os números estavam crescendo muito. O primeiro CD que a gente lançou em 24h ele subiu com 80 mil players. A gente tem CD que está com 28 milhões. E o que lançamos há um mês está com 8 milhões.

A música tem que ir atualizando... Com a pandemia, em 4 e 4 meses a galera já estava querendo coisa nova...Quem sabe daqui a uns quatro ou cinco meses a gente não está lançando o 5.0 do projeto 'Só Pedrada'.

Hoje em dia as pessoas consomem uma música e daqui a um mês já estão consumindo outras. Você acha que isso é um ponto positivo ou negativo para o artista?
A gente tem que sempre lançar coisas novas. Além de lançar o CDs, eu uso muito as redes sociais, como o Instagram. Se eu gosto de uma música, eu vou no estúdio, gravo e faço um vídeo de 60 segundos, e a galera já fica no show: 'Cadê tal música?'. Mas são coisas aleatórias que eu só posto no Instagram, eu não coloco no repertório. De vez em quando eu vou atualizando. Mas não tem como colocar no repertório os vídeos aleatórios que postei no Instagram. 

NOVO PROJETO
Mas dá para fazer o repertório todo em um projeto que vamos lançar agora, o 'Thiago Aquino Exclusivas', para cantar todos os CDs. Vão ser 3h de Thiago Aquino em cidades diferentes da Bahia. Já tem data marcada para Salvador, Feira de Santana...Vamos lançar em breve todas as datas. 

Qual foi a sensação de lotar um show em outro estado, como em São Paulo? (confira aqui)
A gente já tinha ido para São Paulo há uns seis meses atrás e a recepção não foi igual a essa. Mas voltamos agora, fizemos show para 7, 6 mil pessoas. Todas as casas que a gente passou ficaram lotadas. 

O que mudou do Thiago Aquino que tocava em barzinhos de Feira de Santana, para o Thiago que hoje que é um dos maiores cantores do estado?
São trezes anos na caminhada. A gente já viveu muitas coisas, tocamos para 10, 20 pessoas ou até 5 mil, mas nada é igual ao que a gente está vivendo hoje, porque antes não tínhamos reconhecimento, a galera não parava para tirar foto... Hoje, a gente fica feliz pelo carinho, da gente poder deitar na cama e ver que valeu a pena todo o esforço que fizemos para chegar onde chegamos.

Sua música está fazendo sucesso em toda Bahia, já toca em outros estados. Mas você sente que existe algum tipo de preconceito com o gênero, como para ocupar espaço na TV aberta, por exemplo?
Eu creio que não. Hoje as coisas estão diferentes. A gente ainda não chegou a ter um contato para chegar nas emissoras maiores. Não tentamos ainda por causa da agenda, que está superlotada... Mas hoje é diferente, o arrocha está sendo aceito em outros estados, como fomos [aceitos] em São Paulo, Sergipe...

Com a possibilidade do São João acontecer com um público maior, você já tem shows marcados para essa época?
Ainda não. Não posso te responder isso porque eu não fico com a agenda. Apenas próximo ao mês de junho que eu vou saber as cidades que vou tocar no São João.

Histórico de Conteúdo