Segunda, 25 de Maio de 2020 - 13:30

Ildazio Jr.: Cultura e sua importância para o Novo Normal!

por Ildazio Jr.

Ildazio Jr.: Cultura e sua importância para o Novo Normal!
A cada dia que converso com um amigo, conhecido ou até nas entrevistas diárias que faço pela Radio Excelsior FM em meu programa, o “Conectados”, ouço o seguinte: “já li alguns livros nessa pandemia e minha filha também”; “ fiz uma playlist para faxinar com vários sons que não ouvia há séculos”; “revi pelo menos 5 filmes e mais 10 novos nas madrugadas”; “amigo, fiz um tour virtual no Louvre maravilhoso nesse fim de semana com as crianças”; “cara, que live maravilhosa a de fulana e da banda tal na sexta, foi balada em casa”; “ minha mãe se emocionou assistindo comigo o ‘Lago do Cisnes’ com o Balé de Bolshoi”; “comprei pela internet a coleção inteira em quadrinhos do Batman”... enfim. E daí, quando você vai atrás dos números, se depara com a informação de que as compras de livros na Inglaterra cresceram 33%, que o entretenimento online ente 09 e 22 de março de 2020 cresceu em 22,8%, que milhões de pessoas se cadastraram na Netflix, Deezer, Amazon, Disney, Globo Play, entre outras, e que as lives se multiplicaram com palestras, debates e shows  arrecadando milhões e ajudando os mais necessitados!

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Sábado, 25 de Abril de 2020 - 10:30

Luis Ganem: It’s TIME

por Luis Ganem

Luis Ganem: It’s TIME
E aconteceu o estouro das “lives”. Tinha dito anteriormente nos meus escritos que a readequação do mercado aos novos tempos começaria aos poucos, inclusive com os velhos – no sentido de experientes, que fique claro – artistas tendo que se preparar para as novas tecnologias, quisessem ou não. Aqui nas terras Sotero e Politanas alguns laboratórios começaram a ser feitos pelos nossos trovadores locais. Mesmo com alguns arroubos de arrogância por parte de alguns que se acham semideuses – o eterno erro de se achar eterno – chegamos a algumas máximas. Dentre elas existe uma que não quer calar: quem vai fazer “live music” na música baiana? 

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Quarta, 22 de Abril de 2020 - 11:55

Ildazio Jr.: 2020 Game Over e um Carnaval na berlinda

por Ildazio Jr.

Ildazio Jr.: 2020 Game Over e um Carnaval na berlinda
Prezados leitores e partícipes do entretenimento baiano. Sinto lhes informar, mas esse ano já foi todo comprometido. Arrisco a dizer que só boto fé em sair do engatinhar para o andar, e mesmo assim em uma festa meeira, lá no São João de 2021. E no mais, nada acontecerá tão cedo sob uma perspectiva comercial média ou grande, e penso que só rolarão alguns eventos de menor porte. Inclusive, o carnaval está na corda bem, mas bem bamba! Se acontecer, vai ser em proporções menores, e explico abaixo o porquê! Estudos já apontam essa recuperação do setor de grandes shows para outubro de 2021, em 18 meses, mas que tipo de “recover”? Como será essa volta em um universo de pouquíssimas divisas para as famílias se sustentarem com víveres, moradia, escolas e todas as contas para pagar? Não esqueçam que o primeiro a ser cortado em tempos ruins é o lazer, imaginem em tempos de pandemia? Puxado, longo, árido e muitos, quase sua grande maioria, fenecerão nesse longo e tenebroso percurso. Porém sempre existe saída!

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Sexta, 03 de Abril de 2020 - 11:10

Luis Ganem: O dia depois do amanhã

por Luis Ganem

Luis Ganem: O dia depois do amanhã
Já há alguns anos, o mercado musical e seus modelos no formato como conhecemos vem definhando com o advento das novas tecnologias. Desde a questão fonográfica, que envolve diretamente as gravadoras, passando pela pré-venda de shows – anúncios, métrica social e etc..., chegando à execução musical – o que é feito por uma estação de rádio –, tudo mudou com o passar do tempo. Mudou e vem mudando de forma rápida, mas por ser tão rápida e pela vida tão dinâmica que temos, acaba sendo imperceptível aos olhos, ou ao menos passa despercebido.

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Terça, 31 de Março de 2020 - 10:10

Ildazio Jr.: Somos todos digitais ou como o entretenimento mudou de vez

por Ildazio Jr.

Ildazio Jr.: Somos todos digitais ou como o entretenimento mudou de vez
Prezados, tempos difíceis, tempos de mudanças abruptas, de seca e acima de tudo de se repensar, quer seja sua vida, seu mercado de trabalho mas, principalmente, a sua fé! Mas falando em mercado de trabalho, eis que a única saída – espero que temporária – para toda a indústria de entretenimento no mundo é a cena digital, a internet!

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Quarta, 11 de Março de 2020 - 11:30

Ildazio Jr.: E o Carnaval 2020? E o de 2021?

por Ildazio Jr.

Ildazio Jr.: E o Carnaval 2020? E o de 2021?
Com o recrudescimento da música de axé, os empresários que comandavam a cena se agrupando e refugiando em camarotes, poucos players para vender pano e alegria, restou aos poderes públicos tomarem conta da festa. Isso é inegável! Coisa engraçada essa alternância de comando forçada, pois, se prestarmos atenção, antes existia uma omissão quase que total dos poderes públicos, com o carnaval sendo entregue nas mãos de um trade (sic!) de empresários, donos de bandas, blocos, trios e camarotes, e hoje se inverteu! No meu humilde entender tem que ser no mínimo 50% para cada, pois assim rende a todos e tende a se perpetuar. Pois enquanto um só ditar as regras, acontecerão excessos aqui, erros acolá, mas sempre prevalecerá ao final de tudo a vontade de um lado só, seus intuitos, fins, quer seja poder ou grana. Oremos!   

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Domingo, 23 de Fevereiro de 2020 - 15:10

Luis Ganem: Kateretetê

por Luis Ganem

Luis Ganem: Kateretetê

Quinta-feira, 20 de fevereiro, cinco da tarde. Sentado na cadeira do playground estava a pensar com meus botões a promessa que tinha feito de, neste ano, acompanhar em algum dia um dos artistas da Bahia que tem trabalho independente no carnaval – estes artistas normalmente saem em projetos do poder público: prefeitura ou governo do estado. E lá estava eu no ‘play’ – como dizem nessa terra – esperando o meu artista escolhido para esse intuito chegar, no caso a minha artista. A cantora Kattê.

 

Não, caro leitor, você não leu errado! Agora é Kattê com dois ‘Tês’ mesmo. De começo pode soar estranho, mas como foi explicado durante a conversa tudo tem uma justificativa.

 

Pois bem, de volta ao que eu dizia, quinta-feira, cinco da tarde. Impreterivelmente como pediu a produção, estava na porta de onde mora a cantora aguardando para sairmos. Kattê estava atrasada terminando seu cabelo no salão. Além da artista, o nosso transporte também resolveu atrasar, o que em se tratando de carnaval da Bahia é normal.

 

A chegada de Kattê sempre é uma festa. Fora quando pisam no seu calo ou quando a coisa sai da normalidade, é raro ver sua testa franzir em sinal de indagação. E mal chega com a sua risada característica já vai dizendo: “vamos gordo, temos que ir”.

 

É importante ressaltar que há pouco mais de dez anos, houve uma aposta musical nela. Na época, à frente da banda VoaDois, na qual dividia os microfones com o cantor Freddy Moura, ela começava a ficar conhecida no mercado, já sendo quase uma certeza pelo timbre de voz diferenciado, quando de uma hora pra outra o produto a partir de “interesses distintos dos cantores” se dissolveu enquanto dupla, ficando ela à frente da banda durante algum tempo, até o produto ser findado de vez.

 

De volta a nossa van, conversando com a cantora, vou conhecendo um pouco mais do seu momento presente. Atualmente morando em São Paulo, tendo se mudado há pouco mais de um ano, a loira de voz marcante escolheu a capital paulista para recomeçar seu projeto musical. Mesmo sabendo das dificuldades do recomeço, principalmente em terras estranhas, resolveu se aventurar, movida por uma forte intuição, que como mesmo ela diz, “vem desde criança”. 

Foto: Roberto Luis

A partir da cidade paulista e em contato com a maioria das produtoras de shows e eventos, começar a desenvolver sua carreira acabou ficando menos complicado do que imaginava. Ela conta que no seu mais recente evento, cantou a convite com Marilia Mendonça, o que foi muito bom para sua carreira pois foi um convite que partiu dos organizadores do evento, em uma lembrança da sua arte. Confesso que entre as conversas com ela, vou alteando os meus pensamentos em como ela é retada, no nosso melhor baianês. Sair de Salvador, indo morar em Sampa, ela e Deus, é algo que sabemos que foi tentando por muitas, e poucas tiveram êxito, muito poucas.

 

A conversa corre animada na van. Das lembranças do começo da carreira, até a história de dias atrás quando dela correndo na orla de Salvador teve que engrossar a voz e fazer a posição básica do boxe – punhos cerrados à frente do corpo – para assustar um gaiato tentando assediá-la, tudo é assunto pra risada. Por falar em trajeto, nossa artista mesmo conversando comigo não deixa passar nada. No caminho, num pequeno vacilo do motorista, Kattê do alto da sua potente voz grita um: “motô, esse caminho está errado! Volta, pois por esse aí vai ser mais demorado”. O erro do ‘motô’ é aproveitado para se comprar água de coco em uma barraca de rua. Percebo nessa hora os limites que existem para um artista independente e as dificuldades de se checar e rechecar um show, mesmo tendo contratado profissionais para supervisionar seus eventos em Salvador e no interior do estado.

 

Nossa van finalmente chega ao trio. Esperamos alguns minutos para descer, enquanto a equipe checa camarim e palco. Ajustes checados, lá vamos nós. A preocupação da artista no camarim beira a de uma empresária. Do seu fone de retorno, microfone, passando pelos painéis de LED, tudo é checado por ela, ao mesmo tempo que faz o aquecimento da voz, finaliza a maquiagem, escuta um som no fone de ouvido, responde a Whats, atende a imprensa... Enfim, incansável e sabedora de ser a única responsável pelos caminhos da sua carreira, Kattê tem a exata noção de que se algo der errado, recai somente sobre ela. 

 

Som pronto, trio passado, lá vamos nós para o circuito. De começo até as pessoas reconhecerem quem ali estava – por mais que o painel LED mostrasse – vejo pessoas impressionadas com aquele vozeirão. De pronto ela já entra com uma música que diz: ‘Kattê chegou o povo pirou / Kattê chegou o povo pirou / Uh tererê sou do bonde da Katê’. Pagode groovado – como dizem os músicos – e com isso, quem estava parado começou a dançar de verdade. Pensei até que poderia ser impressão da minha parte pois na frente tinha uma banda de renome e atrás uma revelação do pagode baiano. Mas como tinha estado no começo da tocada para ver a tal banda de renome, tive a certeza que o som da cantora estava agradando. 

 

No que se seguiu o circuito mais uma coisa ficou evidente: Kattê se sente em casa em tocar para o povão. Todos os becos da avenida foram homenageados quando da sua passagem, com uma música. Ainda na van, ela havia me dito que gosta de tocar para o povo, que se sente em casa. Lógico, dito isso, disse que sabe da importância de tocar também para os camarotes e para as pessoas que não ficam no chão. Fico pensando no funil musical que esse mercado impõe. Certos conceitos prévios acontecem da noite para o dia, e prejudicam carreiras e sonhos. O espírito perverso de quem quer atrapalhar aliado ao rolo compressor do dinheiro, acabam por destruir tudo que possa vir atrapalhar. Isso sem falar nos modismos modernos e de ritmos antes desinteressantes, mas que se tornaram moda com a juventude de então. Com uma estrutura minimalista, investindo do próprio bolso na sua carreira, a mesma não pareceu se abater com as diversidades. Pelo contrário, diante de todos que questionaram sua musicalidade, vi que aos poucos foi provando sua capacidade.

 

Voltando ao trio, no trajeto o pagode também rolou em alta. Olha, tá aí algo que ela me surpreendeu e muito. Gostar e saber cantar pagode. Na van lá no começo do trajeto, me contou também que começou no pagodão e que somente depois veio para o axé. 

 

No mais, tudo acabou correndo dentro dos conformes. Artista sem se ouvir no fone de retorno, voz cansada e rouca ao fim do percurso, homenagens no decorrer do circuito, fãs, atrasos, repetição de músicas, beijos sem fim, enfim, um emaranhado de emoções finalizadas em apenas uma frase, que ouvi dela quando tudo acabou: “Gordo, eu estou muito feliz”.

 

Pude daí perceber que nossa “Kateretetê” ainda tem muito o que mostrar.

 

Ah!!! Já ia esquecendo. O nome dela mudou porque ela sempre teve vontade e daí resolveu fazer. Ser dona do próprio nariz tem lá suas vantagens também.

 

Bom carnaval!

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Fora da Bolha: Guia prático para (sobre)viver o Carnaval de Salvador 2020
Idealizado e apresentado pelo repórter de Holofote Júnior Moreira Bordalo, o Bahia Notícias lança nesta segunda-feira (17) o projeto “Fora da Bolha”. A ideia é simples: reunir representantes de outros veículos de comunicação para debater um tema que esteja na boca dos baianos, trazendo pontos de vista distintos. Ou seja: ao surgir algo que mereça atenção detalhada – seja na música, novela, séries, bastidores de TV, fofocas etc –, um time será convocado para uma nova edição.

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Terça, 11 de Fevereiro de 2020 - 16:30

Luis Ganem: Nem sempre arte é música e música é arte

por Luis Ganem

Luis Ganem: Nem sempre arte é música e música é arte
É engraçado notar que muitas pessoas “acham” muitas coisas sobre a música baiana. No final das contas, poucas realmente param para olhar e ouvir mais, ao invés de falar e achar menos. O interessante é que essa lógica deveria ser muito usada no nosso mercado musical – mas infelizmente não é. Não que com isso a crítica a um produto a se inserir no mercado não possa e não deva ser feita. Muito pelo contrário. Fazer essa crítica é importante para impulsionar curiosidades ou despertar do comodismo ou da inercia certos produtos musicais, “senhores” em sempre se achar acima de tudo e ou de todos.

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Segunda, 10 de Fevereiro de 2020 - 11:30

Ildazio Jr.: Verão e Carnaval!

por Ildazio Jr.

Ildazio Jr.: Verão e Carnaval!
Como dito aqui nos dois textos anteriores, esse verão está apontando para ser o maior dos últimos tempos em vários aspectos! O povo baiano voltou e lotou as ruas em duas mais das suas mais famosas festas populares (Bomfim e Iemanjá), muita gente de fora redescobrindo a Bahia como uma terra encantada, turística, rica culturalmente, festeira, quente, com um povo digno, alegre e muito receptivo! Segundo Juca Ferreira, baiano e ex-ministro da Cultura, esse 2020 está muito parecido com os anos 1970, quando nós fomos coroados como o grande hot spot internacional e todos do jet set internacional (de Janes Joplin a Priscilla Presley) em um período sem internet queriam ou vinham para cá se banhar em nossas águas, se misturar com seu povo, beber da nossa imensa fonte cultural e degustar a sensacional culinária herdada pelo nosso cruzamento de etnias!

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