Venda de apartamentos da Vila Olímpica se torna problema para Tóquio
Foto: Carl Court/Equipa/Getty Images

O adiamento dos Jogos Olímpicos para o ano que vem, por conta da pandemia do corovírus, gerou um problema inesperado com a Vila Olímpica dos atletas. Segundo o site Globoesporte.com, cerca de 25% dos 4 mil apartamentos j?á foram vendidos e seriam entregues após a Paralímpiada, que se encerraria no dia 6 de setembro.

 

A organização analise de que forma vai resolver o imbróglio. ”Temos que ver a possibilidade de reter os apartamentos da Vila que seriam entregues após os Jogos. Temos de ver qual será o custo de tudo isso”, disse John Coates, chefe da comissão de coordenação dos Jogos Olímpicos de Tóquio e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), ao jornal japonês Yomiuri Shimbun.

 

Segundo a empresa que negocia os apartamentos, os clientes terão prejuízos de qualquer maneira. “Mesmo que não seja um revés financeiro, os compradores ainda assim sofrerão inconveniências “, disse Zoe Ward, diretora da Tokyo Property Central.

 

O COI ainda estuda datas para a realização da Olimpíada no próximo ano.

Ex-técnico do Doce Mel cria projeto de fundo com proposta de ajudar clubes em crise
Foto: Glauber Guerra/ Bahia Notícias

A crise financeira no futebol está afetando, principalmente, os pequenos clubes do país. Aqui na Bahia, times já precisaram ser desfeitos durante a pandemia por não terem recursos para arcarem com os salários das equipes. Na tentativa de ajudar a minimizar os impactos, o ex-técnico do Doce Mel iniciou um projeto para arrecadar fundos e ajudar as equipes em momentos como o atual. Em entrevista para o Bahia Notícias, Luiz Carlos Cruz explicou mais sobre o Gol Salvador e sua motivação para a ação. 

 

O projeto de captação de recursos pensado pelo ex-treinador do time baiano veio a partir da situação da maioria dos times do país. “Me veio a ideia diante da necessidade que está acontecendo no futebol brasileiro e mundial”, explicou. “A gente vai ter sérios problemas, então como eu poderia contribuir?”, indagou Luiz Carlos. 

 

Com o contrato rescindido a frente do Doce Mel, após derrota da equipe pelo Campeonato Baiano, ele idealizou o Gol Salvador como uma proposta de captação de recursos para criação de um fundo que serve para ajudar as equipes menores que passam dificuldades em momentos de grandes crises como a atual. 

 

“Nós temos três realidades no Brasil: o alto nível, que tem contrato, e que vai fazer acerto com o clube para reduzir salário e tirar férias, mas vai receber; o segundo universo é o nível médio, que tem contratos, não ganham tanto, mas que também vão aceitar uma redução salarial e tentar sobreviver; mas aí vem a terceira camada, que é a maior, que é de quem ganha de um a três salários mínimos, que é cerca de 85% dos profissionais da área do futebol nesse país”, explicou o treinador. “Essa grande camada é a que encerrou contrato e nem todos os clubes, como foi o caso do Doce Mel, pagou tudo ao dispensar a equipe. Nem todos fizeram isso, nem todos tiveram recurso para cumprir com suas obrigações”, acrescentou. 

 

Para que o projeto funcione, ele ainda comenta que a medida precisa ser concreta, para dar apoio àqueles que precisam. “É o momento de quem ganha mais ajudar quem ganha menos”, ressaltou. “Se nós tirarmos 1% da elite do futebol nacional, de quem ganha muito, apenas 1%, que inicio financeiro nós não teríamos no fundo?”, questiona Luiz Carlos. 


 

Ele lembra ainda que, com a dissolução de equipes em meio a crise, colegas na área profissional do futebol já devem estar em dificuldade agora, “como auxiliares, roupeiros, massagistas, fisiotapeutas e segurancas”. “A ideia do projeto agora é que ele alavanque a discussão”, pontuou. O técnico completa que a proposta já foi enviada para entidades, federações de futebol e políticos e que aguarda resposta para o andamento da solução. 

 

Luiz Carlos Cruz tem uma longa carreira como treinador, com passagens também pelo Fortaleza, Ceará, Palmeiras e Chapecoense, além do Bahia, Vitória da Conquista e Fluminense de Feira. Sobre a proposta do Gol Salvador, o técnico completou: “Ele começa como um projeto para agora, de uma forma emergencial, mas por que não ter um fundo pro futebol de reserva para quando acontecer catástrofes você ter como atender?”.

Jogadores da Série C pedem ajuda financeira à CBF; Jacuipense integra o abaixo-assinado
Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

Os atletas da Série C brasileira de futebol estão preocupados com a situação financeira dos clubes que atuam. As competições suspensas estão fazendo com que as equipes não tenham arrecadação e, com isso, alguns já passam por problemas nos pagamentos dos salários. Por esse motivo, os capitães das equipes da terceira divisão fizeram um abaixo-assinado para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitando recursos para minimizar os impactos. 

 

Em publicação divulgada pelo jogador Danny Morais, do Santa Cruz, um documento com a relação de assinaturas dos atletas representantes de cada time da Série C explica a situação que os clubes estão enfrentando e solicitam ajuda para a entidade máxima de futebol no país. 

 

"Os impactos financeiros desta paralisação serão terríveis para o mundo do futebol, contudo, para os clubes e atletas que disputam a Série C serão ainda mais graves, pois são muito mais suscetíveis aos danos causados pelas perdas geradas pela suspensão e pelo ônus de arcar com seus compromissos durante a paralisação", explica o documento enviado à CBF. 

 

O Jacuipense, que está integrando a terceira divisão do brasileiro este ano, também foi representado no documento com assinatura do capitão do time, Danilo Reis. O jogador está pela segunda vez integrando a equipe, após retornar ao time em 2019. O jogador tem passagens por times como Bahia, Grêmio, Vitória, Atlético Mineiro e Fortaleza. 

 

"Nos apresentamos diante da Confederação Brasileira de Futebol com a intenção de solicitar doação de recursos para os clubes da Série C, com destinação exclusiva de manter em dia o pagamento dos salários e imagens dos seus atletas, a fim de auxiliar, ou ao menos minimizar, os impactos financeiros advindos desta enorme crise mundial”, solicita o documento. 

 

“Confiando no bom senso e razoabilidade sempre demonstrados por esta Confederação, fazemos, em nossos nomes, das nossas famílias e dos nossos clubes e suas respectivas torcidas, este apelo para minimizarmos os impactos financeiros decorrentes da epidemia do Covid-19”, finalizam os atletas. 

 

Confira publicação feita pelo jogador do Santa Cruz. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

????NOTA OFICIAL DOS ATLETAS DA SÉRIE C

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Fortaleza entra em acordo para redução de salários e doa alimentos em meio a crise
Foto: Divulgação

Passando pela crise após a suspensão das competições, assim como outros clubes do país, o Fortaleza adotou a redução de salários em consenso com jogadores e dirigentes para ajudar nas despesas do clube. O acordo coletivo foi definido nesta sexta-feira (27) e o presidente da equipe cearense, Marcelo Paz, comentou que a medida é uma forma de conseguir cumprir os pagamentos em meio a situação. 

 

O salário referente ao mês de março, que será pago no início de abril, terá uma redução de 25% para os integrantes do Fortaleza, tanto jogadores, quanto dirigentes, comissão técnica e demais funcionários. “Depois da crise a gente devolve esse dinheiro para os jogadores. O salário de abril eles renunciaram 10% em definitivo. E mais 15% para pagar depois”, explicou o presidente do clube. No caso da diretoria, a renúncia definitiva dos salários durante a crise é de 15%.  

 

“É necessário fazer esses ajustes para que o clube possa honrar com seus compromissos”, declarou Marcelo Paz. “A nossa intenção é não demitir nenhum funcionário”, completou o presidente. 

 

Mas as ações que vêm sendo tomadas pelos dirigentes do Fortaleza não são apenas para manter o clube em meio a pandemia do coronavírus. Com as atividades suspensas, os alimentos que seriam usados nas refeições de atletas e comissão técnica, durante o período atual de treinos e concentração, foi doado para um hospital e uma casa de repouso em Fortaleza.  

 

O diretor administrativo do clube cearense, Gildo Ferreira, comentou que passar os mantimentos para quem tem mais necessidade é uma solução melhor que deixá-los guardados e sem previsão de consumo. “Decisão por conta da possibilidade dos alimentos terem avarias e ficar muito tempo em nosso estoque”, explicou. “Dessa forma, a gente pensou, de forma humana, a fazer essa doação a quem realmente precisa”, acrescentou o diretor. 

Com a Covid-19, Thiago Wild é investigado pela Polícia acusado de sair da quarentena
Foto: Lucas Balduino / CBT

O tenista Thiago Wild é alvo de investigação da Polícia Civil do Paraná. Após anunciar que foi infectado pelo coronavírus (veja aqui), o número 2 do Brasil no ranking da ATP é acusado de ter saído da quarentena. De acordo com o site "Uol Esportes", foi aberto um inquérito na última quinta-feira (26) para apurar se o atleta, de 20 anos, deixou sua casa em Marechal Cândido Rondon, a 581 km da capital paranaense, enquanto aguardava o resultado do teste.

 

Thiago Wild pode ser enquadrado no artigo 268 do Código Penal por "infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa". A pena é de detenção de um mês a um ano, além de multa. A Polícia Civil ficou sabendo do descumprimento do tenista através de denúncias. Ele foi visto praticando exercícios na rua e em uma academia de tênis, além de ter ido a um cartório da cidade. O atleta será interrogado quando estiver recuperado da doença.

 

Ao "GloboEsporte.com", Thiago Wild admitiu, em comunicado oficial, ter saído de casa, mas garantiu que seguiu as orientações médicas respeitando o distanciamento das pessoas. Ele ainda disse que não foi notificado pela Polícia Civil. Confira a nota na íntegra:

 

"Eu, Thiago Seyboth Wild, venho através da presente nota, esclarecer alguns fatos que se tornaram alvo de mentiras, o que gerou proporções muito maiores de pessoas desocupadas, que sequer tinham qualquer conhecimento da realidade, que divulgaram inúmeros áudios no WhatsApp e em redes sociais.

Primeiramente, quando no primeiro vídeo que postei sobre a minha situação, ao me referir que tenho levado uma “vida normal”, pretendi demonstrar que, o meu dia a dia, é como de qualquer outra pessoa em uma situação em quarentena, tomando os devidos cuidados e não expondo ninguém ao risco, diferentemente do que entenderam.

A minha vida, como atleta, tem rotinas diárias de treinamentos, resumindo-se a: acordar, me alimentar, treinar e voltar a me alimentar e novamente a treinar até o momento de repousar e iniciar tudo outra vez no dia seguinte, fato este que para mim, é uma situação normal e que apenas tem interrupções mediante torneios e férias.

Assim, quando apresentei o menor sintoma que pudesse caracterizar contágio por COVID-19, prontamente me isolei em casa e aguardei orientações médicas, isto ainda no Rio de Janeiro, dia 15/03/2020.

No dia 17/03/2020, não mais tendo a febrícula que havia apresentado (37,5°, quando o normal é entre 36,5 a 37°), em decisão conjunta com meu treinador e o médico particular que me atende no Rio de Janeiro, optei por me tratar juntamente a meus familiares, SEMPRE TOMANDO TODOS OS CUIDADOS NECESSÁRIOS.

Estando em minha cidade natal, não tive contato com qualquer outra pessoa, apenas necessitei ir ao cartório, onde foram tomados todos os cuidados necessários, tais como, utilização de álcool em gel e NENHUM CONTATO FÍSICO COM QUALQUER PESSOA.

Minhas rotinas do dia a dia passaram então a ser de alguém que possui uma vida normal no seu dia a dia de estar em casa (sem treinos), porquanto pessoas que desconhecem a realidade, não sabem o quanto é difícil o cotidiano de um atleta de alto rendimento.

Os treinos físicos e a corrida diária de 15 minutos na rua não são proibidos quando tomados os devidos cuidados e, até mesmo indicados, para que a saúde mental esteja em condições de fazer com que possa ser suportada a situação. EM NENHUM DESTES TREINOS TIVE CONTATO COM OUTRAS PESSOAS.

AINDA, O TREINO DE QUADRA SEMPRE FOI REALIZADO DE FORMA ISOLADA, NÃO HAVENDO CONTATO COM QUALQUER OUTRA PESSOA.

Desta forma, NADA DAQUILO TUDO QUE FOI DITO POR CERTAS PESSOAS OPORTUNISTAS DE PLANTÃO EXPRESSA A REALIDADE. JAMAIS FIZ QUALQUER FESTA OU ESTIVE EM FARMÁCIA CONFORME DIVULGADO EM ÁUDIO FAKE. ASSIM TAMBÉM, É FALSA A AFIRMAÇÃO DE QUE ESTIVE ABRAÇANDO PESSOAS NA RUA OU NO REFERIDO ESTABELECIMENTO ANTERIORMENTE MENCIONADO, POIS, TENHO FEITO TODAS AS NORMAS DE CONDUTA DETERMINADAS.

Após o diagnóstico do exame, o qual ainda necessita de contraprova, mantive total isolamento, inclusive mantendo alimentação em pratos/talheres que não são misturados com os demais, coisa que já fazia antes do resultado e continuarei fazendo, por precaução e cuidado.

Ainda sim, conforme divulgou a Secretária de Saúde de Marechal Candido Rondon, Marciane Specht, PARA SER OBRIGATÓRIO O ISOLAMENTO, são precisos a partir de dois sintomas do Covid-19 como febre e um sintoma respiratório, o que não foi o meu caso.

As falácias contadas trouxeram aborrecimentos e humilhação para mim e minha família, por todas as mentiras inventadas e que jamais serão desfeitas, pois, pessoas que sequer me conhecem aumentam os comentários fakes, mas que ocorrem somente nesta cidade e não em âmbito nacional, onde ao invés de ser atacado, tenho recebido inúmeras mensagens de apoio, inclusive de pessoas que também não conheço, mas são mais esclarecidas do que estas pessoas que cuidam mais da vida alheia do que da própria.

Por fim, venho esclarecer que aqueles que divulgaram mentiras e áudios fakes, serão responsabilizados por suas atitudes perante a justiça".

Com coronavírus, atacante brasileiro do Elche critica Bolsonaro: 'Falar é fácil'
Foto: Divulgação / Elche CF

O atacante Jonathas de Jesus foi o primeiro jogador brasileiro confirmado com o coronavírus. Aos 31 anos, o jogador do Elche, da segunda divisão do futebol espanhol, criticou o discurso recente do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), que minimizou os efeitos da Covid-19, chamando-a de gripezinha, além de incentivar a população a voltar para as ruas.

 

"Como eles (políticos) não pegaram, principalmente o presidente Bolsonaro, falar assim é fácil. É claro que queremos que tudo normalize, muitas pessoas perderam seus empregos, foram prejudicadas no comércio, nas suas empresas. Somos os primeiros que queremos que tudo volte ao normal, mas não é assim. Temos que pensar na saúde das pessoas. Os políticos pensam muito neles e pouco nas pessoas, principalmente nos idosos que, se contraírem o vírus, têm grandes possibilidades de ficarem muito mal. Posso falar com autoridade, porque passo por isso e, mesmo sendo um atleta, sofri muito com as dores. Imagine uma pessoa de mais idade", afirmou o atleta.

 

Jonathas de Jesus falou dos efeitos que sentiu em decorrência da Covid-19. "Principalmente nos três primeiros dias sofri muito. Não tinha força para nada. Quando fui tomar banho, quase desmaiei. Foi uma dor muito forte, nunca tinha sentido nada assim. Este vírus não é uma brincadeira", disse. "Infelizmente, entrei para a estatística como o primeiro atleta a ser infectado. E tenho dito para que tomem muito cuidado. Cuidem de si e do próximo, isso é muito importante. Os riscos precisam ser levados muito a sério, mas acredito que logo isso tudo vai passar", completou.

 

Jonathas de Jesus é cria das divisões de base do Cruzeiro e tem passagens por Ipatinga, Vila Nova e Corinthians. No futebol europeu, ele já defendeu o AZ Alkmaar, da Holanda, os italianos Brescia, Pescara, Torino e Latina, o russo Rubin Kazan e o alemão Hannover 96, antes de ser contratado pelo Elche para a disputa da atual temporada do Velho Continente. Na Espanha, ele também acumula experiência pela Real Sociedad.

Barcelona anuncia redução de salários do elenco devido à pandemia do coronavírus
Foto: Divulgação / FC Barcelona

Enquanto que no Brasil, clubes e jogadores discutem a redução ou não dos salários, na Espanha, o Barcelona anunciou que vai sim pagar menos ao seu elenco, incluindo o craque argentino Lionel Messi, e funcionários durante o período de quarentena. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração do clube na noite desta quinta-feira (26) em reunião realizada por videoconferência. A medida é para diminuir os efeitos econômicos causados pela paralisação do futebol no país por causa da pandemia do coronavírus.

 

"A paralisia do esporte na Espanha como consequência da pandemia do covid-19 significou a interrupção de todas as atividades, esportivas e não esportivas, do nosso clube. Diante desse cenário, o Conselho de Administração decidiu implementar uma série de medidas para mitigar seus efeitos e reduzir os efeitos econômicos dessa crise", afirmou através de comunicado oficial. "Basicamente, é uma redução da jornada de trabalho, imposta pelas circunstâncias e pelas medidas de proteção adotadas e, como consequência, a redução proporcional da remuneração prevista nos respectivos contratos. Desejamos implementar algumas medidas, seguindo regulamentos formais de trabalho, sob os critérios de proporcionalidade e, acima de tudo, de capital", continuou.

 

Devido ao crescente número de infectados pelo coronavírus, a Espanha entrou em quarentena desde o último dia 14 e as pessoas só podem sair de casa para realizar assuntos essenciais. Inicialmente, o período de recolhimento está previsto para terminar em 15 dias. O país já tem mais de 64 mil casos confirmados da doença Covid-19, com 4.858 óbitos. Os médicos espanhóis já curaram mais de sete mil pessoas.

 

Além do futebol espanhol, as competições europeias, principalmente a Liga dos Campeões, na qual o Barcelona ainda disputa, também foram suspensos por tempo indeterminado.

Sexta, 27 de Março de 2020 - 10:30

Dirigente do Grêmio relata efeitos do coronavírus

Dirigente do Grêmio relata efeitos do coronavírus
Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Um dos quatro dirigentes do Grêmio diagnosticado com a Covid-19, o vice-presidente Claudio Oderich fez um relato dos efeitos da doença. Ele começou a sentir os sintomas quatro dias depois do jantar entre as cúpulas administrativas da dupla Gre-Nal na véspera do clássico gaúcho pela Copa Libertadores da América, disputado no dia 12 de março. Ele contou que primeiro sentiu um calafrio, seguido de febre e tosse seca.

 

"No domingo pela manhã, estava me preparando para o churrasquinho tradicional aqui dos gaúchos. Fui para a piscina e, quando saio, sinto um calafrio que não era normal para 11h. Estranhei aquilo. Medi a temperatura e estava com um pouco de febre. Aí começou uma tosse seca. Senti que não estava muito legal", lembrou em entrevista ao site "GloboEsporte.com". "Perdi o senso de aromas e sabores por oito ou nove dias. Não só perdi a vontade de comer, como não sentia sabor de nada e tinha muita sede", continuou.

 

Oderich procurou então uma rede privada de saúde e fez os primeiros testes na segunda-feira. Ele foi submetido a uma bateria de exames até ser descartada a necessidade de hospitalização. O dirigente foi liberado na madrugada de terça, mas orientado a ficar em casa. "Fui orientado a não combater a febre. Só se fosse em excesso, mas não passou de 38ºC, para avaliar espontaneamente a resposta do corpo. Não tive falta de ar em momento algum. Nesta terça-feira, voltei a sentir aromas e sabores. Voltou a minha fome normal. Continuo com bastante sede", contou.

 

Confinado em casa por cerca de 15 dias, a esposa de Oderich também já demonstrou sintomas semelhantes e aguarda o resultado do teste. "Está tudo tranquilo, já passamos a fase crítica do coronavírus. Estamos no final da quarentena para sermos liberados deste período de isolamento", falou o dirigente. "Trabalhamos em home office e isso ajuda o tempo a passar. Não passamos apenas olhando televisão ou no ócio. Não conseguimos passear com os cachorros, fazer algum exercício, mas está passando. Enfrentamos com naturalidade e consciência, em alto astral, que conseguimos manter esse período crítico em nossas vidas", destacou.

 

A suspeita é que o jantar entre dirigentes antes do Gre-Nal foi onde ocorreu a transmissão do coronavírus. No lado do Tricolor, o presidente Romildo Bolzan, o outro vice-presidente Marco Bobsin e o assessor adjunto da base Eduardo Fernandes também estão com a doença. Já no Internacional, o mandatário Marcelo Medeiros e o vice Humberto Busnello também foram diagnosticados com a Covid-19.

Após Globo, Turner também é contra mata-mata no Campeonato Brasileiro
Bahia e Ceará assinaram com a Turner | Foto: Caio Rocha/ FramePhoto/ Folhapress

Após a TV Globo se posicionar contra (veja aqui), a TV por assinatura Turner também rejeitou mudar o formato de disputa do Campeonato Brasileiro para mata-mata. A emissora americana prefere manter a briga pelo título por pontos corridos.

 

Segundo o site "Uol Esportes", os executivos da emissora justificam que nesse sistema o número de partidas transmitidas seria reduzido pela metade. Isso afetaria o valor do repasse para os oitos clubes com quem assinou, que foram Bahia, Athletico-PR, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos.

 

O Brasileirão é um dos principais produtos da Turner, junto com a Liga dos Campeões da Europa, e tem alta procura comercial. Consequentemente, o pacote publicitário com o número de jogos prometidos não é barato. A empresa americana entende que a transmissão dos jogos de mata-mata teria menos chance de acontecer na TNT. Para isso, o confronto teria que ser entre dois clubes da emissora.

 

Por causa da pandemia do coronavírus, o futebol no Brasil está paralisado e o Brasileirão foi suspenso. Clubes, emissoras de televisão e a CBF estão buscando uma solução para esse adiamento do início da competição.

Fases regionais dos Jogos Escolares da Juventude são canceladas pelo COB
Foto: Divulgação

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) cancelou as etapas regionais dos Jogos Escolares da Juventude, que a aconteceriam em setembro, pelo aumento de número de casos da Covid-19 espalhados pelo país. A fase nacional da competição está agendada para acontecer em novembro, mas poderá ser redefinida a depender da duração da pandemia. 

 

“Cancelada as fases regionais, trabalharemos internamente para analisar diferentes cenários que possam viabilizar a realização da etapa nacional no final do ano”, declarou o gerente executivo de Desenvolvimento Esportivo do COB, Kenji Saito.

 

De acordo com ele, a definição da data para a fase nacional será reavaliada no final de julho. Saito acrescenta que todas as decisões serão tomadas levando em consideração a segurança da saúde dos atletas e o respeito a determinações de autoridades. 

 

O diretor geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Vicente Neto, se posicionou sobre a prevenção sobre a contaminação do coronavírus. “Estamos enfrentando uma epidemia sem precedentes em nosso país. Precisamos nos cercar de todos os cuidados para evitar que mais pessoas sejam vitimadas pela doença Covid-19”, relatou o diretor. Ele ainda apoiou a decisão do COB sobre cancelar as fases regionais dos Jogos Escolares da Juventude. 

 

A Sudesb é um dos órgãos responsáveis pela realização das etapas municipais, regionais e estadual  da competição, que definem os representantes baianos nas etapas regional e nacional.

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