Segunda, 18 de Junho de 2018 - 11:00

Benito Gama

por Fernando Duarte / Júlia Vigné

Benito Gama
O deputado federal e presidente do PTB na Bahia, Benito Gama, avalia que a sigla perdeu espaço na Assembleia Legislativa na Bahia (AL-BA) nos últimos 15 anos por não fazer pré-campanha para deputado estadual. "Não ter representação na Assembleia é um grande espaço que nós perdemos nos últimos quinze anos, e que pretendemos recuperar agora", avaliou. Apesar de contar com Benito como representante baiano no Congresso Nacional, o PTB não possui representantes na AL-BA. Taissa Gama, ex-secretária municipal e filha de Benito, apesar de ser cotada para a vaga de vice na chapa de José Ronaldo (DEM), é pré-candidata a deputada estadual e busca a cadeira no legislativo estadual. Para Benito, a eleição ao Palácio de Ondina será um “Ba-Vi”. “Essa eleição aqui na Bahia vai ser um Ba-Vi, com um cenário que já havia sido definido previamente, mas o resultado da eleição ainda não está definida, eu já vi muita gente ganhar eleição perdida e perder eleição ganha”, avaliou.

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Segunda, 11 de Junho de 2018 - 11:00

João Gualberto

por João Brandão

João Gualberto
O deputado federal João Gualberto (PSDB), que desistiu recentemente de disputar o governo da Bahia, atribuiu a desistência à Lei Eleitoral. Em entrevista ao Bahia Notícias, o tucano disse que o modelo atual favorece aqueles que têm mandato. “Não foi a pré-campanha que deu errado. O que deu errado foi a Lei Eleitora que favorece esses conchavos. Como essa coligação, os partidos têm que se juntar para eleger a maior quantidade de deputados. A coligação faz com que a sobra de votos de um partido vai para outro, o que deveria não ser permitido. Infelizmente mudamos a Lei Eleitoral, mas talvez mudamos para pior”, disse. Gualberto também avaliou o cenário nacional. Para ele, “temos um quadro muito anormal” por causa das pesquisas eleitorais apontarem a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro. De acordo com o parlamentar, o pré-candidato a presidente pelo PSL representa o “atraso mesmo”, que “seria muito ruim se ele ganhar”, mas disse a pior opção seria Lula. “Com corrupção não tem solução. Ele comanda um esquema de corrupção muito grande no Brasil, então claro que seria pior. Mas seriam duas coisas muito ruins para o Brasil, para o futuro dos jovens. Falando como cidadão”, disse.

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Segunda, 04 de Junho de 2018 - 11:00

Everaldo Anunciação

por Bruno Luiz

Everaldo Anunciação
Em meio às negociações para fechamento da chapa majoritária do governador Rui Costa à reeleição, uma das possibilidades apontadas para a senadora Lídice da Mata (PSB), que deve não estar na composição, é concorrer à prefeitura de Salvador nas próximas eleições municipais, com apoio do PT. Entretanto, segundo o presidente estadual do partido, Everaldo Anunciação, não há nenhuma garantia da sigla para a socialista em 2020. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele chegou a citar até o deputado federal Nelson Pelegrino, que é petista, como um nome para disputar o comando do Palácio Thomé de Souza. “O PT não trabalha com compromisso nenhum para as eleições de 2020. Claro que o nome de Lídice é um nome com muito potencial, assim como o de Alice [Portugal], de Nelson Pelegrino. Mas não podemos antecipar esse debate, a escalação do time, se ele nem treinou para jogar ainda. Mas, a nível do partido, não garantimos nada”, assegurou o petista. Ainda durante a entrevista, ele reafirmou que a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência será mantida e levada às últimas consequências e também defendeu a política de alianças adotada nos governos petistas, criticada pela militância. Leia a entrevista completa!

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Segunda, 28 de Maio de 2018 - 11:00

Vicente Neto

por Bruno Luiz / Lucas Arraz

Vicente Neto
Para Vicente Neto, novo secretário da pasta de Esporte, Trabalho e Renda do governo estadual (Setre), mudanças na economia feitas pelo atual governo federal são as principais responsáveis pelo desemprego no estado. Com um percentual médio de cerca de 16%, a Bahia fechou o ano de 2017 com a maior taxa de desemprego desde de 2012. O número é maior, inclusive, do que a média média nacional, que ficou em torno de 8%. “Na região Nordeste tínhamos políticas públicas relacionadas à geração de emprego integradas ao governo federal. Quando você desmonta a política nacional, quem mais sente o impacto é quem é maior. O que tenho para dizer é que a onda do desemprego bateu mais forte aqui do que em outros estados”, defendeu o secretário. Com a taxa de desemprego alta, a Setre precisa fomentar a geração de emprego e renda, sem esquecer de assistir à prática de esportes no estado. O orçamento anual da pasta para cuidar disso é de R$ 276 milhões para 2018. Sobre o assunto, o secretário fala em cumprir as demandas “fazendo mais com menos”.

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Segunda, 21 de Maio de 2018 - 11:00

Fábio Mota

por Lucas Arraz / Guilherme Ferreira

Fábio Mota
O secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota, acredita que as críticas ao BRT pelo fato do novo modal ligar partes semelhantes de Salvador são "totalmente sem noção de quem não conhece o projeto". A reclamação parte do princípio que o sistema de transporte planejado pela prefeitura vai percorrer o trajeto entre a Lapa e a região do Iguatemi, pontos da cidade já contemplados pelo metrô. Entretanto, Mota ressalta que os caminhos são diferentes e o BRT deve beneficiar uma parcela da população que passa pelas Avenidas Vasco de Gama e Juracy Magalhães, por exemplo. "A região onde o BRT vai passar é a região de maior roteiro da cidade. É a região onde tem a maior origem e destino de viagem na cidade: 340 mil pessoas todos os dias passam por algum trecho onde vai estar o BRT. Então, de cada dez viagens de transporte público na cidade, sete são por onde passa essa primeira linha do BRT na cidade", comentou o secretário em entrevista ao Bahia Notícias. "Essa questão de concorrência com o metrô é totalmente sem noção de quem não conhece o projeto", criticou. O secretário apontou ainda que a prefeitura prevê a criação de sete linhas de BRT na capital baiana e garantiu que o novo transporte estará integrado com o metrô e com os ônibus.

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Segunda, 14 de Maio de 2018 - 11:00

Lúcio Gomes

por Ailma Teixeira

Lúcio Gomes
Prestes a lançar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) digital, o Departamento de Trânsito da Bahia (Detran-BA) acredita que essa ferramenta vá trazer maior controle e segurança para o órgão. A previsão é de que lançamento em todo o Brasil ocorra a partir de 1º de julho, de acordo com o Denatran. "Os agentes de trânsito e as instituições financeiras poderão baixar o aplicativo e verificar a autenticidade daquele documento, então dificilmente algum estelionatário vai conseguir fraudar a CNH eletrônica e nós temos um benefício para a população. A gente já previu, foi encaminhado para Assembleia Legislativa, prevendo lá que se o cidadão quiser iniciar o processo dele e o fim daquele processo de renovação ou primeira habilitação, a versão eletrônica vai custar mais barato", explica Lúcio Gomes, diretor-geral do Detran-BA. À frente do órgão desde 2016, Gomes traz algumas novidades que devem ser implantadas ainda este ano. Uma delas é a adesão ao sistema de placas do Mercosul, que prevê um sistema de emplacamento uniforme em toda a região. Caso o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) libere a resolução, em novembro deste ano, veículos que mudarem de propriedade, de endereço ou estejam em fase de primeiro emplacamento, já deverão usar as novas placas. Outra novidade é a possibilidade do pagamento de multas com o cartão de crédito de todas as bandeiras, mudança que deve ocorrer em, no máximo, 30 dias. Com a implantação do Sistema de Notificação Eletrônica (SNE), o condutor infrator terá ainda 40% de desconto no pagamento das multas. Em entrevista ao Bahia Notícias, Gomes abordou também o pró-vítimas, programa que oferece assistência às vítimas de acidentes de trânsito e tem sido replicado em outros Estados. Instituído há menos de um ano, o programa vai passar a aproveitar os jovens egressos do programa "Primeiro Emprego", com apoio da Fundação Luís Eduardo Magalhães e do grupo Gerdau. "Pra que a gente possa transformar as sucatas de veículos em oportunidade de fomento da inovação e tecnologia e da preservação do meio ambiente", explica. Ao longo da conversa, Gomes falou também sobre os demais projetos de educação no trânsito, sobre as ações para reduzir os índices de mortandade e de acidentados de trânsito na Bahia e sobre o curso de capacitação de mototaxistas.

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Segunda, 07 de Maio de 2018 - 11:00

Félix Junior

por Ailma Teixeira / Júlia Vigné / Lucas Arraz

Félix Junior
Vindo de um histórico de descontentamento com o espaço dado pelo governador Rui Costa ao seu partido, o presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Júnior, asseverou que a situação com a base governista não se desenvolveu nos últimos tempos. Apesar de reconhecer que o PDT tem como empecilho o seu tamanho para um eventual lançamento de candidatura ao governo ou ao Senado, Félix pede mais espaço no governo de Rui para os próximos anos, caso haja reeleição. "O PDT tem o mesmo tratamento que sempre teve. Não alterou muito não. O próximo governo eu espero que seja diferente", declarou o líder do partido, que afirmou esperar que a sigla triplique a representação baiana na Câmara dos Deputados. Apesar do descontentamento, o pedetista negou que a melhor hora para conversar sobre o espaço na base governista seja esse, na véspera das eleições. "Nessa altura do campeonato o partido não vai reivindicar um espaço maior ou menor, faltando alguns meses para encerrar o governo. Pode-se buscar depois dessa eleição que está chegando mudar algum tipo de tratamento ou espaço que tinha no governo. Não é o momento", disse Félix. Em entrevista ao Bahia Notícias, o líder do partido na Bahia ainda falou sobre as estratégias nacionais da sigla que lançou como pré-candidato à Presidência Ciro Gomes; sobre foro privilegiado; o apoio ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel, ao senado; a formação do chapão e candidaturas a deputado estadual e federal.

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Segunda, 30 de Abril de 2018 - 11:00

José Alves

por Rebeca Menezes / Guilherme Ferreira

José Alves
Integrante do PR, o secretário estadual de Turismo, José Alves, nega participar de conversas políticas envolvendo a administração do governador Rui Costa. Informações recentes de bastidores dão conta que o seu partido tentou angariar mais espaço na gestão estadual, almejando inclusive a Bahiatursa, dirigida por Diogo Medrado. No entanto, em entrevista ao Bahia Notícias, Alves assegura que se manteve distante dessas conversas e, por isso, sua relação de amizade com Medrado. "A parte política...não é que eu não queira comentar, mas eu não tenho informações mais precisas para poder falar sobre esse tema. Esse tema ficou muito concentrado com o presidente do partido, o deputado federal José Carlos Araújo", afirmou. Segundo o titular da Setur, Araújo inclusive recomendou que ele não participasse das conversas políticas. "Às vezes a gente conversava e ele me dizia: 'Faça o seu trabalho, faça o que você tem que fazer, não pare nada, porque é política. Você ainda não entende disso'", lembrou Alves. Ao Bahia Notícias, ele inclusive reclamou da "politização do turismo". Na avaliação dele, algumas ações da prefeitura de Salvador no setor são mais valorizadas do que deveriam, enquanto atividades do governo do estado mereciam mais destaque. "A prefeitura faz hoje alguma ação que não demandou às vezes nem muito recursos e é um estardalhaço. Isso que deixa incomodado, mas não tenho problema com ninguém", admitiu o secretário. Em relação às atividades da Setur, Alves destacou a divulgação da Bahia e a atração de voos como dois dos principais desafios para alavancar o turismo no estado. Segundo ele, o governo ainda está analisando em quais cidades deve apoiar a festa de São João no interior. Contudo, a capital baiana também deve ganhar uma atenção diferente este ano. "Aqui em Salvador a gente acha que poderia dar uma incrementada, já que o São João cai em um fim de semana, de sábado para domingo, então muita gente não vai viajar", explicou.

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Segunda, 23 de Abril de 2018 - 11:00

Luciano Ribeiro

por Bruno Luiz

Luciano Ribeiro
Ao contrário de deputados da própria bancada, preocupados com a reeleição e às voltas com contas para saber como resolverão o prejuízo provocado pela desistência do prefeito ACM Neto (DEM) em concorrer ao governo do Estado, Luciano Ribeiro (DEM) está otimista. O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) acredita que não haverá queda na quantidade de parlamentares do grupo nas eleições deste ano. Em entrevista ao Bahia Notícias, o democrata apostou até em um crescimento da bancada, contrariando os prognósticos feitos por muitos colegas nos bastidores. “Não tem como diminuir de 20. Ainda mais que é uma eleição plebiscitária, praticamente. São só dois candidatos. Vota porque gosta ou não gosta daquele lado. Então não tem como não ser uma eleição que lhe permita aumentar essa bancada, que hoje é pequena”, afirmou. Ribeiro ainda classificou a decisão de Neto em não concorrer como “corajosa”, avaliou que isso não diminuirá o capital político do prefeito enquanto maior nome oposicionista no estado e reforçou também seu desejo por um candidato único do grupo para as eleições. “Não tenho nenhuma dúvida disso [de que haverá unidade na oposição]. Se eventualmente não vier a acontecer, será uma surpresa para mim. Mas pelas conversas que temos hoje, maduras, dentro da construção democrática, não vejo nenhuma dúvida”, assegurou.

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Segunda, 16 de Abril de 2018 - 11:00

Leonardo Góes

por Lucas Arraz

Leonardo Góes
A questão de distribuição de terras no país é antiga e se arrasta pelos anos. Porém, o braço do governo para resolver a questão, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), acredita que estamos avançando na pauta. Em conversa com o Bahia Notícias, o atual presidente do órgão ligado à Casa Civil, Leonardo Góes, garantiu que o Sul do país está praticamente reformado. “A questão está muito concentrada no Nordeste. A pobreza, as condições socioeconômicas e históricas na região fazem com que a gente tenha uma demanda maior para a criação de novos assentamentos”, disse. Para resolver a questão por aqui, o Incra, no entanto, dispensa a ajuda de invasões e ocupações de terra. “As invasões de terra não são necessárias”, disparou o presidente. “Temos uma lei que impede que o Incra desaproprie uma área que foi objeto de esbulho possessório por dois anos. Sendo pragmático, as invasões atrapalham”, explicou Góes. Quem também foi uma pedra no sapato do órgão foi o Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2016, a Corte impediu o Incra de criar novos assentamentos, após um estudo na base de dados encontrar irregularidades entre os assentados. De acordo com o TCU, o Incra entregou terras para empresários, políticos e funcionários públicos, o que seria proibido. “A gente quer que, óbvio, o assentado tenha uma progressão na sua renda após o assentamento. Esta foi a base da distorção do TCU ao colocar como um critério de permanência o mesmo critério de entrada”, defendeu o presidente. O órgão teve que reestruturar sua seleção e reavaliar os dados para, em 2018, poder selar a paz com o Tribunal da União e voltar a fazer assentamentos. De volta, o Incra promete, para este ano, preencher 12 mil lotes em áreas de reforma agrária no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Para pleitear uma vaga, porém, as regras mudaram para se adequar ao exigido pelo TCU e superar outra barreira: o corte orçamentário no governo Temer.

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