Segunda, 16 de Outubro de 2017 - 11:00

Bruno Barral

por Estela Marques | Fotos: Paulo Victor Nadal

Bruno Barral
O ex-diretor de Iluminação Pública, Bruno Barral, chegou na Secretaria Municipal de Educação (Smed) há menos de um mês com planos para a área. Um deles é a realização de um concurso público para professores da rede. Nada certo ainda, mas a possibilidade "sempre tem". "Tenho ideia de fazer concurso, sim, mas preciso discutir isso internamente ainda. Preciso ter conversa com o prefeito para ver o que ele opina sobre o assunto, a experiência dele sobre os fatos. (...) Preciso ver como a gente vai fazer o jogo da gestão pra ver se vai precisar fazer ou não o concurso", explicou ele, em entrevista da semana ao Bahia Notícias. Na conversa, Barral revelou algumas diretrizes para o futuro da pasta, como a incorporação de tecnologias digitais no dia a dia do aluno, e explicou o porquê de ainda existirem discrepâncias entre escolas, conforme dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Confira a entrevista completa!

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Segunda, 09 de Outubro de 2017 - 11:00

Leur Lomanto Jr.

por Bruno Luiz / Luana Ribeiro

Leur Lomanto Jr.
Líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde fevereiro, o deputado estadual Leur Lomanto Júnior (PMDB) não acredita no potencial do seu partido para bancar uma candidatura própria ao governo do Estado caso a sigla fique de fora da chapa majoritária da virtual candidatura do prefeito ACM Neto (DEM) ao governo do Estado. Os rumores de que a agremiação poderia ser alijada do grupo começaram a crescer após a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, presidente licenciado do partido na Bahia. No entanto, Leur prefere adotar o discurso proferido pelos correligionários desde o encarceramento de sua grande liderança estadual, em uma espécie de operação para descolar a imagem de Geddel da sigla. “Olha, eu sempre disse que o PMDB é maior do que qualquer nome ou qualquer pessoa. Se Geddel cometeu algo, ele vai ter que responder pelo que cometeu”, defendeu, em entrevista ao Bahia Notícias. Na avaliação dele, o partido continua tendo força para pleitear um espaço na majoritária. “Aqui na Bahia, nós temos grandes lideranças, cinco deputados estaduais. Temos o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, o vice-prefeito de Feira, Colbert Martins, o vice-prefeito da cidade de Itabuna, o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, então temos uma musculatura grande para participar de qualquer chapa majoritária”, enunciou. O deputado ainda admitiu que está pavimentando voos maiores para 2018: quer subir mais um degrau na carreira política e ser deputado federal. Entretanto, não descartou a possibilidade de integrar a chapa de Neto como candidato a senador ou até vice-governador. Tudo, no entanto, vai depender da demanda do partido. “O meu nome vai estar sempre à disposição para representar o partido em qualquer posição que ele almeja”, afirmou. O parlamentar também elogiou a gestão de Angelo Coronel, a quem classificou como “menos governista”, falou sobre a condução de Pedro Tavares na presidência do PMDB e, como não poderia deixar de ser para alguém da oposição, fez críticas às “inúmeras” promessas não cumpridas pelo governo do Estado.

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Segunda, 02 de Outubro de 2017 - 11:00

João Amoêdo

por Guilherme Ferreira / Bruno Luiz

João Amoêdo
Na esteira da crise do modelo brasileiro de democracia representativa, em que cada vez menos a população se sente representada pela classe política que elege, surge uma legenda reivindicando trazer os ventos de renovação dos quais necessita a política do país. E a pretensão está até no nome: Partido Novo. O declarado novo, na prática, não é tão novo assim. A agremiação se define como um partido de direita, ideologicamente alinhado ao liberalismo clássico, com o tradicional e pragmático discurso que prega a mínima participação do Estado na economia e na vida do cidadão. Conceitualmente, algo próximo de DEM, como definem os representantes da sigla. A diferença a ser mostrada estaria, entretanto, em outras propostas do partido. O Novo defende o voto facultativo e o fim do fundo partidário, pregando que as legendas sejam financiadas apenas pelos próprios filiados. A entrada no partido também acontece de maneira fora do usual: aqueles que querem ingressar precisam passar por um processo seletivo. Fundador do Novo, o empresário João Amoêdo avalia que essas credenciais podem fazer a agremiação conquistar os brasileiros, cada vez mais descontentes com o cenário político do país. Entretanto, o desafio é fazê-lo conhecido pela população. Outra dificuldade a ser enfrentada é torná-lo mais representativo politicamente. "De forma geral, nos outros 18 estados em que a gente abriu processo seletivo, a gente está pensando, como prioridade, levar pessoas para o Congresso. Deputados federais e, eventualmente, senadores. Mas o foco mesmo são deputados federais, queremos fazer uma bancada", afirma Amoêdo sobre os projetos do partido para as eleições do próximo ano.

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Segunda, 25 de Setembro de 2017 - 11:00

Silvio Pinheiro

por Estela Marques / Jade Coelho

Silvio Pinheiro
Apesar de sua filiação ao PSDB, Silvio Pinheiro ocupa um cargo importante em um ministério controlado pelo Democratas. O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), entidade vinculada ao Ministério da Educação, comandado por Mendonça Filho (DEM), garante que sua vinculação com a entidade não causa estranheza e nem problemas com os correligionários do DEM em nível nacional. “Não era uma indicação político-partidária, era uma indicação de um gestor que tinha desenvolvido um trabalho junto ao prefeito ACM Neto, que é um dos principais líderes do Democratas, [..] então a minha filiação partidária com o PSDB não causa qualquer tipo de constrangimento”, afirmou. Pinheiro justificou que a relação de amizade com o prefeito ACM Neto e a colaboração na gestão passada do prefeito de Salvador pesaram na sua nomeação para o cargo. “O convite para assumir a presidência do FNDE partiu de um pleito do ministro Mendonça de que Neto, que é o prefeito melhor avaliado do país, indicasse quadros para que pudesse assumir a presidência do FNDE”, acrescentou. Além disso, Silvio Pinheiro garante que sua raiz está no PFL Jovem, onde iniciou sua vida política há quase 20 anos, e afirmou ainda que cientes disso, os líderes nacionais do Democratas o provocam para retornar ao partido.

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Segunda, 18 de Setembro de 2017 - 11:00

João Leão

por Luana Ribeiro / Guilherme Ferreira

João Leão
O vice-governador João Leão (PP-BA) não acredita na possibilidade de um túnel substituir o projeto da ponte para fazer a ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica. A sugestão foi levantada pelo governador Rui Costa na última semana. No entanto, Leão aponta que a nova proposta levaria muito tempo para sair do papel, enquanto a sua intenção é dar início às obras já no próximo ano. "Eu acho muito difícil isso dar certo, eu continuo com ponte. O governador viu uma sugestão de um engenheiro chinês que achava que podia ser um túnel. O governador disse para ele apresentar a sugestão, se for mais barato, mais viável, nós queremos. Mas nós temos pressa e para o sujeito fazer um projeto desses, de um túnel, leva 4 anos e eu quero ver se nós começamos essa obra no ano que vem", comentou Leão em entrevista ao Bahia Notícias. O vice-governador deu a entender que o principal obstáculo para a definição da empresa responsável pela obra e para o início da construção é o atual momento turbulento do Brasil. "O país está vivendo cheio de problemas. Nós estamos com um mar de problemas", disse, antes ressaltar que o projeto da ponte "deu muito trabalho, mas está pronto". Com a ponte, Leão prevê que a Ilha de Itaparica deve alcançar o número de 300 mil habitantes e ver um crescimento semelhante ao de Lauro de Freitas nas últimas décadas. Quanto à política, ele analisa que o PP atualmente integra um tripé na Bahia que tem como outras "pernas" o PT, representado por Rui Costa e Jaques Wagner, e o PSD, representado por Otto Alencar. O vice-governador avalia que esse grupo vive atualmente "com juras de amor", mas acredita que ainda não é o tempo certo para discutir as eleições de 2018. "Quanto menos conversa tivermos, menos nebulosidade vai acontecer. O que nós precisamos agora é trabalhar", concluiu. O ideal para ele é dar início ao debate eleitoral em meio a trios elétricos e uma multidão nas ruas. "Fevereiro...fevereiro é Carnaval. É ótimo porque você discute conversando de Carnaval", disse.

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Segunda, 11 de Setembro de 2017 - 11:00

André Curvello

por Fernando Duarte / Ailma Teixeira

André Curvello
Embora há mais de dois anos o governador Rui Costa (PT) não tenha sido alvo de críticas a nível nacional como quando comparou a chacina do Cabula a uma vitória num jogo de futebol, o secretário de Comunicação do Estado, André Curvello, pouco conta como mérito de sua equipe a tomada de um discurso mais contido. Questionado pelo Bahia Notícias, Curvello minimiza o fato, afirmando que o governador disse aquilo “com a maior boa intenção e terminou sendo mal interpretado”, mas admite que estudou a fundo o perfil do petista para saber como melhor adequar a comunicação oficial da gestão, de acordo com o gestor baiano. “Essa coisa de ‘o profissional de comunicação fez a imagem’ não, um sujeito como o governador, que tem o histórico de trabalho no dia a dia, que eu digo que chega a ser alucinante, ele tem experiência, ele sabe exatamente o que ele está fazendo. Cabe a gente estar ali trocando ideia. Eu digo sempre que a gente é auxiliar de um líder”, afirma ao BN. Diante de toda a sua experiência no setor público – Curvello também coordenou a Secretaria de Comunicação de Salvador na gestão de João Henrique –, o secretário destaca como um grande desafio da comunicação institucional o estabelecimento de certa confiabilidade entre o eleitor e o governo vigente. Assim, ele defende que o segredo seja deixar um pouco de lado as promessas e projetos, a fim de direcionar a comunicação para o que já foi feito, mostrando assim os benefícios do trabalho exercido pela gestão. “Qualquer coisa que a gente vá comunicar, a gente tem que superar a barreira da falta de credibilidade diante de uma crise política e uma crise de imagem de políticos”, analisa Curvelo. Com a resposta do eleitor imediata, seja através de um comentário no Instagram ou de um compartilhamento no Facebook, o chefe da Secom-BA ressalta a necessidade de se evitar contestações posteriores por uma obra que não foi concluída no prazo anunciado ou um recurso que não liberado quando prometido. “Se ela erra, se ela mente, se ela inventa, aí você está fadado ao insucesso”, conclui. Na oportunidade, Curvello falou ainda sobre um legado dessa gestão, que é a inserção da comunicação no meio digital, e defendeu a figura do governador, que costuma ser elogiado enquanto gestor, mas é constantemente criticado enquanto político. “É o jeito de cada um. Rui é isso aí, não adianta querer maquiar que ele não vai aceitar a maquiagem. A imagem dele é essa, de sinceridade. (...) Eu acho que é o jeito novo que Rui está tentando fazer política. Esse é o Rui, é o Rui sério, é o jeito novo de fazer política, eu acho que está dando certo”, pondera. Mesmo que acredite na vitória do petista na disputa à reeleição, em 2018, Curvello prefere não confirmar interesse em permanecer à frente da Secom num eventual segundo mandato. Dito um homem do mercado, seu plano para quando sair do governo é retomar sua empresa de assessoria de imprensa, a AC Comunicação. Ele só não confirma se o projeto fica para 2018 ou 2022.

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Segunda, 04 de Setembro de 2017 - 11:00

Henrique Trindade

por Estela Marques | Fotos: Paulo Victor Nadal

Henrique Trindade
A concessão de transporte coletivo é alvo constante de críticas dos usuários e pode ser considerada desafiadora para a gestão municipal. Isso porque as empresas que ganharam a licitação para prestação do serviço estão inadimplentes há cerca de oito meses, seja por não pagarem a outorga que deveriam, seja por não cumprirem com a cláusula que obriga a renovação periódica da frota, seja por não terem ainda 100% dos ônibus dentro dos padrões de acessibilidade. "Conseguiram junto ao Ministério Público que fosse firmado um TAC, que vigeu de junho do ano passado até dezembro do ano passado. No período de sete meses a cobrança da outorga foi suspensa, no aguardo do estudo da revisão tarifária, que efetivamente foi feita, mas o fato é que esse TAC venceu desde janeiro. E eles continuam sem pagar. Tanto que nós acionamos de novo", explicou Henrique Trindade, presidente da Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador (Arsal). Em entrevista ao Bahia Notícias, Trindade explica até onde a prefeitura é capaz de ir em relação às inadimplências dos três consórcios que prestam serviço de transporte aos soteropolitanos e dá detalhes da atuação da Arsal, entidade responsável por regular todas as concessões que forem estabelecidas pela prefeitura de Salvador. Confira a entrevista completa!

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Segunda, 28 de Agosto de 2017 - 11:00

Álvaro Dias

por Fernando Duarte / Luana Ribeiro | Fotos: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias

Álvaro Dias
Pré-candidato à Presidência da República em 2018 - chegou a se filiar ao Podemos (antigo PTN) já neste intuito, com uma declarada tomada de posição no cenário eleitoral -, o senador Álvaro Dias (PR) defende que o próximo nome a assumir a cadeira no Palácio do Planalto deve ter duas características: experiência política e ações de combate à corrupção. "Porque há experiência administrativa, eu fui governador - aliás, na mais perversa crise financeira da história da administração pública brasileira, com inflação de mais de 80% ao mês. Era impossível planejar para semana seguinte.. Nós terminamos o governo com 93% de aprovação, segundo o Datafolha", aponta. Apesar do bom prognóstico no Paraná, o congressista ainda patina nos últimos lugares, pontuando sempre menos de 5%.

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Segunda, 21 de Agosto de 2017 - 11:00

Jorge Khoury

por Ailma Teixeira / Bruno Luiz | Fotos: Jamile Amine/ Bahia Notícias

Jorge Khoury
Recém-empossado superintendente do Sebrae na Bahia, Jorge Khoury acredita que seu principal desafio à frente do órgão será, mesmo em tempos de crise econômica, incentivar a formação de novos pequenos e microempreendedores no estado. Entretanto, para ele, este é o melhor momento para buscar, no empreendedorismo, uma alternativa para solucionar problemas como o desemprego ou a queda na renda. “Infelizmente, o momento é o pior possível. Mas precisamos buscar superar isso. É como se diz: ‘Na hora da crise, também é a hora da oportunidade’. Quem sabe a dificuldade de brasileiros e baianos com relação ao desemprego pode ser também uma oportunidade de ter uma postura nova, como ser um microempreendedor individual”, afirma, em entrevista ao Bahia Notícias. Ainda segundo o novo superintendente do Sebrae no estado, um dos principais motivos para a resistência dos empreendedores informais formalizarem seus negócios é a falta de informação. “Muitas vezes, [empreendedor informal] está nessa realidade porque não conseguiu coisa melhor, mas também por desconhecer. Acha que, se entrar como empreendedor, vai ter que pagar mais impostos, sendo cobrado disso e daquilo, quando, na verdade, passa a ter ganhos”, ressalta.

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Segunda, 14 de Agosto de 2017 - 11:00

Eures Ribeiro

por Júlia Vigné

Eures Ribeiro
Frente ao problema de arrecadação que os gestores de municípios baianos têm enfrentado, e com o agravante da baixa quantia que as cidades irão receber após uma repatriação com poucas declarações, a saída para os prefeitos é apertar o cinto. É o que afirma o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro (PSD). Para o presidente, que está há sete meses no comando da UPB, ainda há uma falta de preparo das prefeituras para lidar com a questão financeira. “No ano passado quase 50% das prefeituras baianas tiveram suas contas rejeitadas e nós entendemos que a falta de preparo de equipe que prestam consultoria para as prefeituras é que fazem com que essa rejeição seja tamanha. Estamos muito preocupados com isso”, disse o prefeito. A piora na arrecadação também aflige o gestor, que comenta que a única solução para os municípios é cortar gastos. “Nas UPBs itinerantes nós estamos orientando os prefeitos a apertar os cintos. Não tem outra medida a não ser apertar os cintos, apertar a questão da fiscalização mais rigorosa com o erário público para você evitar um desperdício mais gastos com a receita. Não tem outra medida a não ser essa”, disse. Na entrevista, Eures ainda aborda os projetos da UPB Itinerante e a UPB Debates, que buscam integrar e buscar soluções para os municípios baianos, o problema na arrecadação das prefeituras, o baixo retorno da repatriação, a necessidade de criação de um mecanismo para não punir os gestores que pegam as prefeituras com dívidas anteriores e o convênio com o governo para montar equipes técnicas nas cidades.

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