Quarta, 14 de Outubro de 2020 - 11:00

Major Denice

por Fernando Duarte / Matheus Caldas

Major Denice
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Candidata à eleição de Salvador pelo PT, Major Denice garantiu que vai ter independência na gestão se for eleita prefeita da capital. A postulante ainda assegurou que não teria problemas em dar negativas ao governador Rui Costa (PT), que a bancou na disputa pelo Palácio Thomé de Souza. Contudo, ela disse que não hesitaria em procurar os conselhos dele e do senador Jaques Wagner (PT).

 

Denice foi a terceira candidata da série de entrevistas ao vivo com os prefeituráveis da capital baiana, realizada pelo Bahia Notícias na campanha pela capital neste ano (para ver a entrevista completa, clique aqui).

 

Dentre diversos assuntos, ela prometeu reformular a Guarda Civil Municipal. “Tenho que trabalhar não com o enfrentamento do crime, mas com a prevenção e o enfrentamento da violência. E quem faz isso é a prefeitura. Quem faz isso é a gestão municipal, porque é no município que a coisa está acontecendo, onde cada cidadão ou cidadã vivendo”, disse. 

 

Ela ainda garantiu que vai pautar sua gestão no diálogo com diversas frentes políticas. “Serei a prefeita de toda Salvador e toda Salvador, em cada um dos seus espaços, ainda que olhemos e achemos que está tudo bem, precisa de um olhar protetor, acolhedor, de um olhar que leve esta cidade ainda mais para o futuro. Eu não tenho impedimentos de dialogar com nenhum setor. Eu aprendi sempre, desde cedo, que o diálogo é este fortalecimento”, declarou.

 

O que esperar do próximo gestor para lidar com as consequências da pandemia, tanto social quanto economicamente?

A pandemia nos levou a um lugar que não imaginamos há muito tempo. Era imaginável na minha geração e até na de meus pais. A pandemia nos colocou em um novo normal. E aqui eu já me solidarizo com todas as pessoas que perderam seus entes queridos e às famílias enlutadas. E a mesma intensidade aos profissionais: jornalistas, área de saúde, rodoviários, limpeza urbana, segurança pública... Que estiveram nesta linha de frente para que a gente pudesse ficar no isolamento social. E vou reafirmar: se você puder, fique em casa. Se for sair, use máscara e mantenha o distanciamento social. E esta Salvador, que estava escondida, um pouco camuflada embaixo de um tapete, ficou mais evidente. Nós pudemos perceber os problemas de Salvador de uma forma mais latente. Então, esta gestora, a partir de janeiro, terá, além do desafio de reduzir as desigualdades que a gente já pontua na nossa coligação eu e Fabíola [Mansur (PSB), candidata a vice], também terá que fazer após uma pandemia que asseverou estas desigualdades. Nós vamos pensar, por exemplo, no processo da saúde. Ficou muito claro para todo mundo como Salvador carecia de espaços e de cuidado com a saúde. Cuidar da saúde, gente, não cuidar da doença. Cuidar da saúde é cuidar da prevenção. Mas Salvador terá também o acúmulo de pessoas que tinham comorbidades – diabéticos, cardiopatas... – que não puderam fazer seus exames porque o isolamento social não permitiu. Estas medicações precisam de manejo e isto não foi executado. Então, quando nós retornarmos no pós-pandemia, e ainda não sabemos quando será, e as pessoas retornarem às consultas, nós vamos ter um acúmulo. E nossos postos de saúde continuam sem equipes médicas. Nós não temos uma atenção básica que seja eficiente. Então, nós trazemos isso como proposta. Nosso governador está trazendo duas policlínicas para esta cidade. Na minha gestão, nós vamos fazer quatro policlínicas. Já adianto que uma vai ser em Nordeste de Amaralina. A gente esteve lá, num calor maravilhoso com as pessoas que lá estavam, e sei que aquele complexo carece e muito desses espaços e de muitos atendimentos. Se for pensar em saúde, que acho que a pandemia evidenciou isso de forma mais latente, temos que trazer esses equipamentos e nos preocuparmos com a prevenção. Também a geração de trabalho, emprego e renda. Salvador não tem vocação para ser uma cidade industrial, e sabemos isso. Mas Salvador é uma cidade cultural e de serviços. O que temos que fazer? Potencializar isso para o pós-pandemia e gerar trabalho para as pessoas. Em cada lugar que você encontre tem alguém em Salvador exercendo esse potencial criativo que o nosso povo tem. Temos que pegar essa criatividade e transformar em renda e trabalho. Isso a gente faz com um negocinho que a gente apelidou de economia criativa, que nada mais é você pegar isso que já faz no dia a dia e trazer para um grau de profissionalização para gerar, de fato, trabalho e renda para você e sua família. Quando a gente consegue fazer isso, fazemos com que Salvador tenha mais oportunidade de movimentar a renda dessas pessoas. Um ponto que eu avalio muito importante e que estamos trazendo como proposta é um programa chamado “Meu Corre Certo”, que vai dar crédito, dinheiro mesmo, para você começar seu negócio e sua ideia. Tudo isso, claro, com assessoria técnica, para você entender o propósito do seu negócio, como é que você faz toda essa atuação. Se a gente profissionaliza e tira da informalidade os diversos trabalhos que existem em Salvador, que estão aí em nossas ruas, nós vamos ter rendas e famílias que estarão mais bem protegidas quando a pandemia passar, e vai passar, quando a vacina chegar. 

 

Quais são os principais gargalos que a senhora considera na cidade de Salvador e que o futuro prefeito ou futura prefeita vai ter que enfrentar logo de cara?
Eu avalio que essa é perspectiva do emprego, trabalho e renda. Eu gosto muito de Gonzaguinha. Numa letra, ele diz que “sem seu trabalho, o homem não tem honra”. O que é essa honra? É a legitimidade que as pessoas têm de conviver com dignidade, de ter acesso, por exemplo, a comprar um medicamento quando este é mais específico e não está na rede pública disponível. Então, essa honra que as pessoas trazem em si é fundamental. Este é um gargalo complexo. A saúde pensada a partir desta lógica da prevenção, da atenção básica, do agente comunitário de saúde ir a sua casa. É importantíssimo no processo inteiro. Ele vai na tua casa, te observa, dialoga com você e te educa em determinada dimensão. Ele percebe também se existem violências sendo perpetradas naquele ambiente familiar, o que pode assessorar a atuação em assistência social. Tudo isso está conectado. Não estamos desconexos quando queremos pensar em cuidar dar pessoas. Se a lógica é essa, precisamos conectar estes espaços. Assistência social não pode estar apartada da educação, nem da saúde, muito menos de uma secretaria de obras. Tudo está coligado. Então, eu avalio a geração de trabalho e renda como um dos grandes gargalos que nós temos nessa cidade. Avalio a saúde a partir da prevenção também como esse espaço. Se eu preciso ter uma cidade do futuro, esta tem que ser uma cidade pensada para o futuro. Pensar para o futuro é trazer uma mobilidade urbana moderna, mais digna e transportes coletivos que vão dar além da fluidez necessária e poder chegar em casa mais cedo, assistir o Bahia Notícias... Porque a conexão no ônibus pode estar ruim, mas dentro de casa vai estar melhor, porque vamos conectar a cidade com Wi-Fi. Então, precisamos ter ônibus com ar-condicionado de fato, limpos, que estejam conectados com o metrô e, em breve, com o VLT. Nós precisamos ter uma educação com creches, escola em tempo integral e, que este cuidador ou cuidadora, possa ter mais tempo de fluir. E, tudo isto, está interconectado. Nós não estamos afastando as coisas. Para cuidar do ser humano, tem que entender que este é um ser integral. Não é partido. Ele é uma engrenagem integral, que vai funcionar com tudo ao mesmo tempo e precisa ser olhado neste sentido.

 

O que a senhora faria diferente da atual administração?
Para além de fazer diferente, eu faria mais, eu acredito. Porque, quando a gente pensar em Salvador há oito anos, que precisava de algumas obras estruturantes, algumas destas feitas, a sua maioria e em potência pelo governador Rui Costa, digo que o governo do estado pensa obras a partir das pessoas. Acho que esse é o maior processo. Eu não posso pensar em construir ali em Cajazeiras, por exemplo, um posto de saúde e deixa-lo vazio. Eu preciso pensar que vou construir o posto de saúde e colocar uma equipe médica para atender as pessoas na dimensão e na medida que estas pessoas precisam. Eu não posso construir creches, por exemplo, que um servidor esteja dando aula e, numa sala ao lado, a criança gritar e tudo ser vazado. Eu tenho que pensar nas obras, porque elas garantem à cidade a contemporaneidade que ela precisa, mas preciso também pensar nestas pessoas. Eu não posso construir obras, por exemplo, que, sumariamente, retirem toda a vegetação de uma avenida que era belíssima para transformar aquilo em concreto e cinza, e não lembre do meio ambiente e da importância que nossas crianças precisam ver nessa cidade. Salvador retira árvores e levanta concreto. Isso a gente não está pensando no futuro e nas pessoas. Trazer o modal de transporte coletivo, por exemplo, que polui e tem o mesmo formato que já existe na cidade e nós não vermos, por exemplo, potencializar o metrô, que é o transporte de qualidade mundial, e o VLT, que é uma projeção para esta cidade do futuro, que vai trazer investimentos e cuidar do meio ambiente. Se é para fazer diferente, além de fazer isso eu faria mais, porque eu cuidaria das pessoas. 

 

Uma das forças da sua campanha é a própria história de vida da Major Denice, que nasceu no São Gonçalo do Retiro, nascida e criada em Salvador, e que chegou ao comando da Ronda Maria da Penha, um importante instrumento de proteção das mulheres. E uma das pautas é a questão da negritude, da policial militar que é negra e que vai, de alguma forma, lidar com a crítica que a corporação participa, de alguma forma, do genocídio da juventude negra. Como lidar com esta crítica de que a corporação a qual a senhora faz parte é acusada por integrantes do movimento negro, e pela sociedade em geral, de promover uma guerra contra jovens negros da periferia, sem que isso afete sua campanha?
Sempre com a verdade. Eu creio em mim que a verdade é fundamental. E a verdade abre um outro modal: do diálogo, da mudança, da transformação. Você trouxe dois pontos que eu acho fundamentais. A nossa sociedade está alicerçada, infelizmente, em duas estruturas, extremamente perversa: uma, o patriarcado, que é o machismo, que já matou tantas e tantas de nós, mas também o racismo, que é igualmente perverso e que estrutura. A gente precisa retirar estas bases e trazer outras: de igualdade e de justiça. Isto a gente faz com políticas públicas, com ressignificação cultural, diálogo e verdade. Eu pautei minha vida profissional exatamente neste lugar. Trago para mim, na minha pós-graduação, estudar e dialogar internamente como nós podemos modificar esta situação que está posta aí, de que atrelaram e atrelam a muitos policiais militares o extermínio da população negra e, em específico, o jovem. Nossa polícia veio desta mesma sociedade. Nós não somos aliens. Nós trazemos também para dentro dos nossos muros, dos nossos quartéis, esse extrato da discriminação racial, do patriarcado e do machismo. Mas a gente não pode generalizar. A corporação é formada por 33 mil homens e mulheres, em sua maioria absoluta do bem. Eu entendo que existem profissionais que atuam de acordo com a técnica e com o que a legislação permite para a sua profissão. Mas existem aqueles que fazem uma escolha. E estes que escolhem não atuar de acordo com a técnica, a profissão e o profissionalismo, têm que ser responsabilizados pelos seus atos. Então, é isso que eu defendo em qualquer espaço, não só para a corporação que sirvo e servi por 30 anos. Eu avalio que as pessoas precisam ser profissionais, humanistas e atuar de acordo com a técnica, e é assim que dialogo. É assim que interajo com todos os meus irmãos e irmãs dos movimentos de defesa. Eu estou neste lugar. A verdade é o único caminho e é assim que nós estamos fortalecendo ainda mais nossa candidatura.

 

Caso seja eleita, a prefeita comanda indiretamente a Guarda Municipal, que tem sido alvo de críticas pelo excesso de militarização, no sentido de inspiração nesses policiais que não são técnicos. A senhora pretende fazer algum tipo de transformação na forma como a Guarda Civil Municipal trata a população e o espaço público?
Nós, por vezes, ouvimos um conclame social e, às vezes, institucional, de potencializar ações de combater crimes. Na minha linha de raciocínio e de entendimento, quando a gente vai potencializar esta gestão de combater crimes, estamos insistindo que este crime vai continuar. Então vou equipar mais minhas tropas, fortalecer e treinar prevendo que este crime vai se manter. Eu acho que a lógica é inverter esta prioridade. Tenho que trabalhar não com o enfrentamento do crime, mas com a prevenção e o enfrentamento da violência. E quem faz isso é a prefeitura. Quem faz isso é a gestão municipal, porque é no município que a coisa está acontecendo, onde cada cidadão ou cidadã vivendo. E como fazemos isso? Para a Guarda Municipal nossa proposta é criar uma Guarda Civil de Direitos. Na Constituição, a corporação está lá como responsável por proteger o patrimônio. Mas qual é o maior patrimônio de uma cidade? Não são suas construções, parques e jardins. São as pessoas que moram nela. Então, nós vamos atuar com a Guarda Municipal a partir deste lugar de prevenção da criminalidade, criando uma Ronda Cidadã, que vai ter, sim, muito do que aprendi e construí na Ronda Maria da Penha, mas também vai avançar para falar com crianças, adolescentes, idosos, pessoa em situação de rua, pessoa com deficiência, pessoas que, infelizmente, estão em efeito de drogas. Tudo isso esta Guarda tem que estar ali conversando, dialogando e construindo. E a gente vai ter que mudar a lógica, sim, desta atuação. Revisitar o processo de formação e capacitação, mas também garantir a estes guardas um plano de carreira para que eles vislumbrem este fluxo e possam olhar, na dinâmica das suas vidas, esta ascensão profissional, tudo isso pautado, também, na perspectiva dos direitos humanos e da prevenção. Associado a isso, quando a gente fala em segurança pública, temos que entender que cabe ao município uma iluminação de qualidade. Na minha adolescência, eu descia no ponto de ônibus e dava uma volta maior para chegar em casa porque o caminho mais próximo era escuro. Nós, mulheres, sabemos o risco que é andar por uma rua escura, nesta cidade ou em qualquer outra, mas falo aqui em Salvador. Andar por estas ruas escuras dá em nós uma sensação tão perversa de insegurança e fragilidade, que isto também é missão da prefeitura. Da mesma sorte é limpar terrenos, porque as pessoas podem se esconder ali e ameaçar a vida das famílias. Tudo isso é função da prefeitura. Se eu atrelo esta minha Guarda Civil de Direitos, que vai cuidar do nosso maior patrimônio, que são nossos cidadãos e cidadãs, também com ações interrelacionadas das outras secretarias que potencializem a prevenção da violência, eu tenho certeza que Salvador vai dar um passo muito maior no quesito segurança. 

 

A senhora é uma figura muito preparada, até pelo discurso, mas, num dado momento, quando a estava sendo selecionada para ser candidata, foi citado que a senhora seria um “poste” do governador Rui Costa. A senhora conseguiria manter a independência para tomar medidas que, eventualmente, contrariem os interesses do governador, mas que sejam interesses da cidade?
Você falando de poste, eu tentei me imaginar nesse lugar e não consigo. Eu fiquei pensando se conseguiria estar neste lugar. Primeiro que eu sou esta mulher negra da periferia. Sou mãe de um menino negro e isto também muito me fortalece para lutar. Criei meu filho sozinha. A minha vida foi definida a partir de protagonismos, porque, se assim não fosse, eu não estaria aqui neste lugar. Eu não cheguei a ser a primeira mulher candidata do Partido dos Trabalhadores pelas mãos de alguém. Então, eu não tenho essa vinculação. Eu tenho apoio, e agradeço muito, do governador Rui Costa, que, para mim, é um líder e, como um líder, nós escutamos e avaliamos, mas minhas decisões partem de mim. Eu aprendi isto desde pequenininha: meu lugar é conquistado por mim. Não vejo problema em dizer não porque já o disse em diversas ocasiões e possibilidades dentro da construção da minha campanha. Não é problema dizer não. Eu gosto muito do Partido dos Trabalhadores também por isso, porque nós dialogamos, construímos uma solução. Não impomos. E isto é muito próximo ao que eu aprendi na minha família e relações sociais no caminho da Ronda Maria da Penha. Eu levei isso para dentro do comando de uma instituição militar, muito embora, na polícia, as pessoas digam que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Eu fiz uma modificação. Eu dialogava com as policiais que trabalhavam comigo para construirmos uma atividade. Eu pauto minhas ações, e vou pautar também a partir de 1º de janeiro, neste diálogo, ouvindo, claro, uma liderança como o governador Rui Costa, como o senador Jaques Wagner. Impossível você não escutar pessoas que transformaram este estado nesta referência que é hoje. Nós temos, hoje, um dos governadores mais bem avaliados no país, mas quem seja a gestora de Salvador serei eu.

 

A esquerda vive um momento adverso no cenário nacional com a ascensão da extrema direita com Jair Bolsonaro, e a onda vermelha, que 2010, 2012, 2014 e até 2018 teve uma força muito grande na Bahia, começa a dar sinais de que não mantém essa mesma força, apesar da vitória do governador Rui Costa em 2018 e a vitória do próprio Fernando Haddad aqui na capital baiana. Mas há esses focos de resistência à esquerda. Como a senhora pretende dialogar com esses segmentos que ojerizam a esquerda para tentar conquistar esses votos deste agrupamento que não pode ser menosprezado?
Do jeito que a gente vêm fazendo e estamos fazendo até aqui desde que começou a campanha, levando nossas propostas, reafirmando este lugar de transformar Salvador nesta metrópole que ela precisa ser, cuidando das pessoas. Serei a prefeita de toda Salvador e toda Salvador, em cada um dos seus espaços, ainda que olhemos e achemos que está tudo bem, precisa de um olhar protetor, acolhedor, de um olhar que leve esta cidade ainda mais para o futuro. Eu não tenho impedimentos de dialogar com nenhum setor. Eu aprendi sempre, desde cedo, que o diálogo é este fortalecimento. Nós estamos falando sobre verdade e diálogo. Então, dialogar com essas pessoas, mostrar essas propostas que estamos mostrando, e ver o que estamos vendo nas ruas. A cada saída que vamos nas nossas carreatas, por conta do distanciamento social e obedecendo o protocolo elaborado pelo PT, para que não coloquemos nossa militância em risco. Eu sempre falo que não valeria a pena colocar em risco nenhum ou nenhuma das minhas e dos meus eleitores neste processo de campanha. Então, nós estamos levando isso para as ruas. Não é isso que vemos nos olhares e afagos das pessoas. As pessoas entendem nossas propostas e estão vendo que eu quero cuidar dela. Foi por isso que cheguei aqui. Então, para isso, a gente conversa, sim, com a direita, com a esquerda, a extrema esquerda. O meu lugar de fala. Porque nós seremos uma gestão para toda a cidade e todas as cidades... empresários, ambulantes, mães, pais, filhos, filhas: todas as pessoas. Se eu preciso ser a gestora de toda a cidade, a gente dialoga com todas estas pessoas. 

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