Uma das mais importantes regentes do Brasil, Naomi Munakata morre por Covid-19
Foto: Divulgação

Uma das mais importantes regentes do Brasil, Naomi Munakata morreu aos 64 anos, nesta quinta-feira (26), vítima do coronavírus. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a artista estava internada no hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, desde o dia 16 março. Segundo a publicação, ela apresentou uma melhora do quadro clínico, nos últimos dias, mas teve uma piora abrupta, que culminou em um choque séptico.

 

Nascida em Hiroshima, no Japão, em 31 de maio de 1955, Munakata imigrou para o Brasil com a família quando tinha dois anos de idade. Já na viagem de navio seu pai, o regente Motoi Munakata, montou um coral com os passageiros. Ao chegar em São Paulo, o grupo seguiu junto e assim ele formou seu primeiro coral no Brasil. 

 

Influenciada pelo pai, aos quatro anos Naomi começou a estudar piano e sempre acompanhava os ensaios do grupo, que passou a integrar quando completou sete anos. “Ele obrigava todos os filhos a estudar piano e, após o jantar, tínhamos a opção de lavar a louça ou ir tocar. Eu preferia tocar”, contou a artista em uma entrevista antiga.
 

Ao longo de sua trajetória, Munakata participou de coros em igrejas, estudou violino e harpa, e se formou em Composição e Regência na Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo. Após ganhar uma bolsa de estudos do governo japonês ela estudou ainda na Universidade de Tóquio.

 

Premiada como melhor regente coral pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), ela foi diretora da Escola Municipal de Música de São Paulo e do Coral Jovem do Estado, e atuou ainda como regente titular do Coro da Osesp, tendo dirigido a orquestra de 1995 a 2015.

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