Jussara Silveira promete imprimir sotaque de sua vivência com a música em show no Rubi
Foto: Alexandre Moreira / Divulgação

Com residência no Rio de Janeiro há mais de duas décadas e, segundo ela, nascida em Minas Gerais por “acidente geográfico”, Jussara Silveira retorna à Bahia – terra onde foi criada –, para um reencontro com suas raízes em um momento especial. “É como se eu nunca tivesse saído daqui também. Porque tem minha família, meus laços, e tem também a Bahia que eu sempre canto, que me representa muito”, diz a artista, que nesta quinta-feira (9) fez aniversário de 59 anos e, na sexta-feira (10) e no sábado (11), apresenta o show “Canções do Coração”, em cartaz no Café-Teatro Rubi, em Salvador.  “No ano passado o meu primeiro disco fez 20 anos, o ‘Canções de Caymmi’ faz 20 este ano, e o selo Circus, lá de São Paulo, decidiu relançar o primeiro disco, que muita gente me pede. Então a partir desse relançamento eu decidi fazer uma retrospectiva desses 30 anos de carreira e desses 20 anos no mercado fonográfico”, explica a cantora, classificando o contexto como “esse tipo de sorte que gente tem na vida”.


O espetáculo foi montado especialmente para o palco do Rubi, no qual a artista estará acompanhada por Luciano Bahia e Jelber Oliveira. “Claro que num show não caberiam todas as canções que eu gravei, mas a gente vai fazer uma ou duas canções de cada disco neste formato de violão e piano, que eu gosto muito. Não é a primeira vez que eu uso esse colorido, e dessa vez Luciano toca violão e guitarra e Jelber vai tocar acordeon, então eu acho que vai ter cores musicais bem representadas por essa formação”, conta Jussara, que levará ao palco toda sua herança cultural, dentre elas a lusitana. “Em 2012 fui fazer uma visita ao fado, conheci um compositor português [Tiago Torres da Silva] e gravei um disco [Água Lusa] com as canções dele. Mas desde meu primeiro show em 1989 já tinha fado. Os vários sotaques são os sotaques transatlânticos, que brincam com esse negócio das margens do Atlântico, de Portugal, África e Bahia e o litoral brasileiro”, explica a cantora. “Então acho que quando a gente fala de sotaque é isso, que na música, no roteiro e repertório está contido tudo isso”, acrescenta.

 

“Bolero Maria Sampaio” é uma das canções do repertório do show:


Jussara Silveira explica que em “Canções do Coração” o público poderá conferir um lugar muito familiar. “Nada vai ser diferente do que eu fiz. Além das canções que eu gravei, tem algumas que não gravei, mas que gostaria de registrar também. Ou seja, o sotaque é da minha própria vivência com a música”, revela a cantora, que terá no palco ainda dois convidados especiais. Na ocasião, Jota Velloso e Paquito darão uma canja ao lado de Jussara, interpretando “Bolero Maria Sampaio” e “O que pode ser”, respectivamente, canções compostas por cada um para o primeiro disco da artista.


Enquanto celebra sua longeva carreira, a cantora se prepara para dois novos trabalhos, incluindo um álbum. “Um jovem compositor lá do Pará, Arthur Nogueira, quis dirigir meu novo disco. Não é um projeto para agora, é para 2019 ou 2020, de canções inéditas, porque há muito tempo eu não gravo um só de inéditas”, conta Jussara. “E eu estou preparando uma outra novidade, junto com um jovem cantor carioca, que é Rodrigo Faria; mais a Lan Lahn, percussionista baiana; e Chico Oliveira, que é um bem jovem violonista carioca. Então é um encontro de quatro gerações, que vai fazer uma visita à obra de Caetano. Mas por enquanto é somente show, ainda não planejamento gravação”, revela a artista. 

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Jussara Silveira – Canções do Coração
QUANDO: Sexta-feira e sábado, 10 e 11 de agosto, às 20h30
ONDE: Café-Teatro Rubi
VALOR: Couvert artístico de R$ 70

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