Sábado, 26 de Setembro de 2020 - 05:05

Uma rádio perigosa

por Biaggio Talento

Uma rádio perigosa
Esta semana publicamos tópicos do livro “Murro em faca de ponta – o barrete contra o quepe”, lançado pelo jornalista Biaggio Talento sobre um sacerdote fichado no SNI e monitorado pela ditadura: Dom Nivaldo Monte, arcebispo de Natal entre 1967 e 1988. Enfrentou uma fase dura daqueles anos, em que a Igreja abrigou opositores do regime e depois passou a denunciar torturas e assassinatos políticos. Dom Nivaldo, que foi o primeiro capelão do Exército no começo dos anos 1940, morreu em 2006 aos 88 anos. Jornalista profissional, criou emissoras de rádio das quais foi apresentador de programas e participou do Celam, na Colômbia, em 1968. Você vai ver que alguns pontos desse texto lembram muito os tempos atuais. É um interessante documento para ler e consultar. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 19 de Setembro de 2020 - 05:05

A guerra dos cristais

por Carlos Navarro Filho

A guerra dos cristais
Esse negócio de pandemia e isolamento social dá e deixa. Pense aí que depois de cortarem as árvores que emolduravam as minhas janelas apareceu um amplo e monótono panorama de prédios, sem a cantoria e a movimentação dos passarinhos. Isso piorou a qualidade do isolamento, restando-me apenas o estressante computador de trabalho o que certamente fez aparecer uns cristais infelizes e briguentos na cabeça. Pior ainda: o tratamento é sem medicamentos, o remédio é a fisioterapia. Agora pense no pior do pior: o médico proibiu frituras, açúcar e álcool. Aí é covardia, sem o meu uisquinho, é o mesmo que enviar um soldado ao campo de batalha sem nem um badogue para se defender. Veja aí essa história. Carlos Navarro Filho.

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Sábado, 12 de Setembro de 2020 - 05:03

A desordem da informação

por Rodrigo Lara Mesquita

A desordem da informação
Tenho um convidado especial nesta semana, Rodrigo Mesquita, um amigo, companheiro de trabalho no Grupo Estado, mais precisamente na AE, ainda hoje a principal agência de notícias do país. Rodrigo é importante inovador na imprensa brasileira, conduzindo avanços e modernizando a forma de transmitir informação nos anos 1980 e 1990. Tenho orgulho de ter participado daquele grupo e, muito modestamente, dos serviços que criamos, boa parte hoje engolida pelos avanços tecnológicos, mas não menos importantes. O texto aborda justamente as dificuldades da imprensa em não acompanhar essa evolução. Texto, aliás, que em outubro será debatido online, por ele e outros nomes importantes do setor, no Instituto de Estudos Avançados da USP. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 05 de Setembro de 2020 - 05:01

O minotauro cego

por Délio Pinheiro

O minotauro cego
Esta semana homenageio um velho amigo, convivência agradável de mais de quarenta anos, um intelectual que fez muito pela literatura baiana. Leitor voraz, escritor que criou o selo CulturAL na Alba e publicou centenas de livros de autores novos e republicou baianos clássicos. Délio Pinheiro, deu-me a honra de prefaciar o meu livro de contos “Goroba”, agora sendo reescrito em romance para publicação por uma editora portuguesa. Em 2015, Délio publicou aqui na coluna este belo texto, que replico agora em forma de registro e agradecimento. Ele nos deixou no domingo passado. Vá bem amigo. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 29 de Agosto de 2020 - 05:09

O caso do piano mal-assombrado

por Cristiano Teixeira

O caso do piano mal-assombrado
Cristiano Teixeira, o imperador cultural do Rio Vermelho, famoso bairro boêmio de Salvador, onde mora e em cuja pracinha principal Jorge Amado e Zélia Gattai (que aqui viveram) podem ser encontrados, abraçados, em um dos bancos, volta com uma história ouvida dos mais velhos, sobre o prédio da reitoria da Universidade Federal da Bahia. Cristiano é um dos bons e profícuos autores jovens da Bahia. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 22 de Agosto de 2020 - 05:03

Corona onírico

por Carolina Freitas

Corona onírico
A quarentena e suas viagens. Meses a fio trancados em casa, em um mesmo ambiente, com as mesmas pessoas ou sozinhos, as mesmas janelas, as mesmas paisagens, causa reações diversas, de sonhos lúdicos a desespero, de tranquilidade a piração. Um sentimento perpassa em todas as situações, a ansiedade. Você come e engorda, você bebe e engorda, ou canta e dança quem é de cantar e dançar, dedica-se à pintura, escreve quem é de escrever. Nesta última categoria está Carol, poeta e escritora, e vemos tudo isso nesse belo e poético texto dela. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 15 de Agosto de 2020 - 05:10

O cancan das Irmãs Tripa

por Chico Ribeiro Neto

O cancan das Irmãs Tripa
Todo menino e menina bem criados têm na turminha da rua a sua primeira experiência de inclusão social e de coletividade. Para a molecada, a turma de rua, em muitos casos, foi o primeiro exército de tantos embates e exibição de heroísmo e solidariedade nas brigas contra a turma da outra rua. O mesmo ocorria com as meninas em guerras, contudo, diferentes, sem o recurso da violência, mas não menos guerra. Todo mundo aí tem uma historinha para contar, muita culhuda sobre batalhas memoráveis e namoradinhos e namoradinhas. O jornalista Chico Ribeiro Neto, com a verve natural dos inúmeros casos com que alimentou o trabalho anos a fio nas redações, nos conta mais uma. Você vai gostar, em especial da dedicatória. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 05:10

A paramentação do médico na covid

por Helenita Monte de Holanda

A paramentação do médico na covid
Veja o que é um dia de plantão de um profissional de saúde brasileiro na linha de frente do enfrentamento à epidemia do coronavírus nos hospitais, clínicas postos de saúde e UPAs em um imenso e desigual país, seus medos, apreensões, preocupações e a sensação do dever cumprido ao fim de cada jornada, sensação de ter feito o possível nas condições que lhes são oferecidas, ou falta delas, tentando salvar vidas. O texto é da médica, pesquisadora e escritora Helenita Monte de Holanda. Muito bom, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 01 de Agosto de 2020 - 05:04

Ano que vem, eu serei outro homem

por Afonso Machado

Ano que vem, eu serei outro homem
O escritor Afonso Machado volta em alto estilo com este conto cujos personagens centrais têm a alienação e excentricidades, um tanto surreais, de personagens kafkianos. É o exemplo do dono de um escritório que jamais saiu do gabinete e jamais foi visto pelos funcionários, em mais de 30 anos de convivência. Chefe eficiente, respeitado, amado e odiado pelos subalternos, pelos resultados excepcionais ano após ano, tinha a indiferença dosais antigos. Até o dia em que um funcionário decidiu que ia conhecê-lo e invadiu o gabinete... Leia, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 25 de Julho de 2020 - 05:03

Um encontro com a Tanzânia (II)

por Nelson Cerqueira

Um  encontro com a Tanzânia (II)
Com o texto instigante que lhe é peculiar, o escritor e poeta Nelson Cerqueira conclui a narrativa sobre o primeiro encontro de dois acadêmicos, ela brasileira, ele africano, em um painel na Sorbonne no qual conversam sobre socialismo e literatura, sobre a esquerda que prega o socialismo mas não oferece o caminho até ele, e falam ainda da admiração pelo algeriano Jackes Derrida, que talvez aparecesse ao final dos trabalhos. Ao mesmo tempo, na conversa em paralelo, trocam impressões sobre os países de origem, desconhecidos para ambos. Do Brasil o rapaz conhecia Pelé e João Gilberto. Da Tanzânia, ela conhecia menos ainda, não sabia sequer que lá havia naturais brancos. É muito interessante, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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