Sábado, 07 de Dezembro de 2019 - 05:04

A viúva Machado

por Helenita Monte de Hollanda

A viúva Machado
Na semana passada falei aqui de infância e de crianças sertanejas ansiosas por histórias contadas por um mais velho ao anoitecer, especialmente as que assustam, até pegarem no sono. Nesta semana a médica e pesquisadora Helenita de Hollanda volta ao tema explicando o prazer oculto de sentir medo, explícito universalmente em manifestações orais. Trabalhando nos sertões nordestinos, a autora recolhe dados culturais e de comportamento, e os relaciona às entidades que mais impressionam meninos e meninas ao longo dos anos. Pelo menos uma dessas entidades foi trazida pelo colonizador. Leia, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 30 de Novembro de 2019 - 05:01

Tranquilino papo reto

por Carlos Navarro Filho

Tranquilino papo reto
Eu deveria contar a história de seu Tranquilino gente prestativa, boníssima, da melhor qualidade, tirante o fato de ter a conversa mais longa e enrodilhada e parabolada da face da terra. Um “bom dia” a seu Tranquilino rendia umas boas duras horas de conversa compulsória mesmo se o cristão colocutado não estivesse muito disposto a conversa, ele ia atrás sem parar de falar, lenta e explicadamente, até o pobre cristão pedir pelo amor de Deus para se despedir pois já estava a furar o compromisso. Ninguém tinha coragem nem cometeria a descortesia de deixa-lo falando sozinho. Pois é, mas aí lembrei do meu avô João, outro muito bom de papo, que alimentou os meus sonhos infantis e os dos meus irmãos e primos. Aí a história de seu Tranquilino, que prometi às meninas da sala, fica para depois, na próxima eu conto. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 23 de Novembro de 2019 - 05:11

O círculo de fogo adormecido

por Carolina Freitas

O círculo de fogo adormecido
Aqui está mais uma vez Carolina Freitas no lirismo de uma poesia na qual se despe, melhor, na qual despe a mulher, o homem, a humanidade. Carol nos trás beleza, sensualidade e a coragem de falar de si mesma e do mundo em poemas sem títulos, nem rótulos, soltos, independentes, muito ricos e agradáveis aos sentidos. Conheça a poesia dela, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 16 de Novembro de 2019 - 05:02

O instante em que se pousa o lápis

por Antonio Brasileiro

O instante em que se pousa o lápis
Finalmente aparece na coluna um dos grandes poetas baianos, Antonio Brasileiro, de talento e criatividade reconhecidos na literatura brasileira. Sobre grandes poetas não há muito a dizer pois quase tudo já foi dito, daí valho-me de apenas uma frase da imortal Myrian Fraga: “Dir-se-ia que a voz do poeta, filtrada pelo sentimento do eu lírico, amplia-se à mediada em que encontra ressonância no sentimento do mundo”, ao falar do encanto da poesia do autor “lírica e ao mesmo tempo real”. Na última quinta-feira de outubro, Antonio Brasileiro participou uma festa literária, em Salvador, na qual lançou Anjo no Bar, uma antologia poética. O Brasil mais do nunca precisa de poesia, escolhi esses poemas da vasta obra do autor. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 09 de Novembro de 2019 - 05:03

Quem é essa mulher e outros poemas

por Otto Freitas

Quem é essa mulher e outros poemas
O poeta Otto Freitas lança o seu primeiro livro, “um bocadinho de poesia”, evocando o amor, venturas e desventuras, mulheres possíveis e impossíveis, as praias da Bahia, a esperança, a vida, a dor. É uma poesia sensível e de imagens de muita beleza, como o verso “mulher que me faz menino, mas não quer brincar”, ou ainda “até que um anjo me empreste as asas e me ensine a voar de novo”. O livro de estreia do amigo e colega de lida Otto Gordo, um dos melhores textos das redações de jornal, saiu pela P55 Edição, em um interessante formato de bolso, o que dá aos leitores um belo presente de fim de ano. O livro pode ser adquirido pelo site da editora. Selecionei esses poemas, você vai gostar de ler. Carlos Navarro filho

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Sábado, 02 de Novembro de 2019 - 05:01

Por que não matei Zé Bigorna

por Uaçaí Lopes

 Por que não matei Zé Bigorna
Uaçaí Lopes, poeta e escritor, volta com um texto cortante que nem lâmina de navalha, em narrativa objetiva, curta e direta, conta a história sem fraseados nem rebusques literários, como convém a um bom conto. Este ‘Por que não matei Zé Bigorna’ está no livro Morte em Lisboa e outros contos, lançado nesta quinta-feira em evento que reuniu dois outros grandes autores: Antonio Brasileiro, com Anjo no Bar, uma antologia poética, e Renato Suttana, com o livro de poemas, Fora de Alcance. Leia, você vai gostar. Carlos Navarro Filho.

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Sábado, 26 de Outubro de 2019 - 05:01

Pedra, som e poesia

por Gilson Soares

Pedra, som e poesia
Guardei do mestre Florisvaldo Mattos, em um dos seus momentos de desfiar poesia, esses poemas que ele um dia me mandou e os reservei para um momento especial como agora o da Flica, que começou na quinta e termina neste domingo, 27 de outubro. Flori conta ter sido alertado pelo baiano Paulo Martins para o poeta capixaba Gilson Soares, pouco conhecido na Bahia, cujos versos “embora lavrados em elocução claramente de poesia moderna, deixa transparecer ecos da estética simbolista ao conferir à pedra a condição de ente que destila humanidade em doses de sofrimento”. E aproveita para citar o simbolista baiano Pedro Kilkerry (1885-1917), além disso ele próprio nos brinda com um belo soneto. Esta coluna vai para os leitores de sempre e em especial para os poetas baianos, que são tantos e tão ricos. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 19 de Outubro de 2019 - 05:01

O coração é uma ilusão

por Carolina Freitas

O coração é uma ilusão
A coluna tem a satisfação de apresentar aos leitores uma nova escritora e poetisa baiana, a talentosa Carolina Freitas, que faz poesia em versos e quando escreve prosa, como vemos nesses microcontos por ela selecionados. A própria Carol se entende uma viajante ao redor das palavras e no seu texto inquieto, direto, intrigante, voluptuoso e fácil de ler, ela se mostra questionadora, guardando um tanto de força e garra femininas, feministas, garra da mulher. Leia, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 12 de Outubro de 2019 - 11:04

O profeta de chuvas

por Helenita Monte de Hollanda

O profeta de chuvas
A médica, pesquisadora e escritora Helenita Monte de Holanda, que há anos percorre o interior da Bahia e de outros estados nordestinos, levantando lendas e mitos, conhecendo gentes e seus costumes, ouvindo figuras interessantíssimas, nos conta duas histórias do vasto acervo que recolheu. São histórias ricas e muito pouco ou quase nada conhecidas pelos habitantes dos grandes centros urbanos sempre correndo para ganhar a vida e, se possível, ser vitoriosos. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 05 de Outubro de 2019 - 05:06

Velho lobo faminto

por Carlos Ribeiro

Velho lobo faminto
Mexendo aqui no pesqueiro encontro esse texto do escritor e jornalista Carlos Ribeiro, literato admirado pela leveza e criatividade da escrita, fácil e boa de ler. Nessa história ele descreve com elegância a história de uma mulher, mãe de filho adulto, trocada pelo marido por outra bem mais nova. Agora, depois que também ele foi trocado por um personal trainer igualmente bem mais novo, pagando à vida com a mesma moeda, começou a ligar para ela, queixando-se da solidão e, pior, culpando-a pelo infortúnio dele. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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