Sábado, 11 de Julho de 2020 - 05:06

Faroeste letrado

por Joana D'Arck

Faroeste letrado
Mais uma repórter lança-se ao mundo da literatura escrevendo contos. Estreia com ficção o que é para os fortes, já dizia um velho amigo, veterano nesse mundo. Ele prefere a ficção sobre os demais gêneros literários por entender que, mesmo partindo de uma vivência (ninguém cria em cima de nada) é a melhor forma de dar asas à imaginação, sem amarras de qualquer natureza. E assim chega Joana D’Arck em sua primeira viagem com um texto leve, fácil, simples, direto, como é próprio em todo bom repórter. Ela prepara um livro de contos, "Tempo de Tecer", que sai até janeiro. Bem vinda. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 04 de Julho de 2020 - 05:09

A calça rota no TCA

por José de Jesus Barreto

A calça rota no TCA
O jornalista e escritor José de Jesus Barreto, manda-me um bilhete: “Navarrinho, segue uma ‘história’ de João” e encaminha esta bela homenagem a João Gilberto, que nesta segunda-feira (6) completa um ano de morte. Em versos e prosa, Barretinho mostra, numa rápida pincelada, um pouco da personalidade do inventor de uma batida diferente ao tocar violão, à qual convencionou-se chamar “Bossa Nova”, no alvoroço de um show no Teatro Castro Alves, em Salvador, no fim dos anos 1970. Começou com vaias e protestos pelo atraso e terminou com a plateia em êxtase. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 27 de Junho de 2020 - 05:13

Zum, zum, zum zum pandemia mata um

por Carlos Navarro Filho

Zum, zum, zum zum pandemia mata um
E por falar em pandemia e quarentena como é que você está levando o barco? Arriscando-se a uma traulitada do vírus na rua ou enfrentando o tédio do isolamento? Sei que é preciso, mas é duro enfrentar vinte e quatro horas por dia o noticiário sobre os ataques do vírus, que não poupa ninguém, e ao mesmo tempo ter de aguentar um milhão de laives diariamente, o que complicou muito nesta época de São João com cantor de rock, pop, funk, arrocha e outras sofrências, sertanejas ou não, virando forrozeiro, enquanto o forrozeiro de raiz, aquele do zabumba, triângulo e sanfona, cata migalhas para sobreviver. Mas é preciso ficar em casa e aplaudir o SUS e todo o pessoal médico que arrisca a vida na chamada linha de frente para salvar vidas. Bom São Pedro. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 20 de Junho de 2020 - 05:06

Hotel Transfranciscano

por Biaggio Talento

Hotel Transfranciscano
Sei bem da agrura que é a vida de repórter, a enfrentar todo tipo de dificuldade para produzir matéria no sertão, dormir no mato, viajar horas por estradinhas poeirentas até encontrar energia elétrica para transmitir texto por telefone, e foto, revelada em laboratórios improvisados para ser enviada por antigos aparelhos de telefoto. A história que o repórter e escritor Biaggio Talento conta aqui, neste microconto, é de uma realidade menos rústica, mas muito interessante que é dormir com sapos e insetos na beira de um rio. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho.

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Sábado, 13 de Junho de 2020 - 05:08

Cadeira de balanço

por Lázaro Carvalho

Cadeira de balanço
Lázaro Carvalho, que andava sumido, conta-nos uma história de vida de pessoas idosas, história de condutas antigas, ultrapassadas, mas paradoxalmente atualíssimas na vida de casais. E que, certamente, afloram com maior intensidade nesses tempos de pandemia, manifestando o quanto ainda somos velhos mesmo que ostentemos modernidade. É uma história de vida comum, que dá o que pensar no quanto de carapuça pode caber hoje em casais ditos jovens, no relacionamento dos personagens de Lázaro . Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 06 de Junho de 2020 - 05:04

A cobiçada hemorroida do capitão

por Janio Ferreira Soares

A cobiçada hemorroida do capitão
Janio Ferreira Soares é um dos grandes cronistas e dos melhores textos desta Bahia velha de guerra, sertanejo que não troca seu pedaço de chão por nada neste mundo, e sai de casa em Glória, na beira do São Francisco, apenas para ir trabalhar na vizinha Paulo Afonso, também na beira do rio, onde é secretário de Cultura. Na juventude correu mundo, mas depois assossegou, diga-se quando deixam um sertanejo assossegar. Porque no momento os vizinhos e parentes estão um tanto alvoroçados com a crise política. Com um detalhe da crise política: o linguajar funcional dos nossos governantes maiores em seus encontros e reuniões de trabalho. Ele conta aqui a conversa com um primo do sertão de Macururé, rio acima. Você vai rir e gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 30 de Maio de 2020 - 09:46

A velha canção da chuva

por Antonio Pastori

A velha canção da chuva
Com esses poemas selecionados pelo autor, o amigo e colega Antonio Pastori, vemos que sem a beleza da poesia o mundo se nos afasta, porque na poesia abrimos o universo e com ele a nossa alma conversa e se alimenta. Viva, portanto, a poesia. Pastori está a cada dia melhor e mais seguro na criação e composição, desde que começou lançando os primeiros livros “Danza i Cicuta” (1996) e “Boa Noite Sol” (2001). No momento, conclui “A Rota dos Pássaros Rubros”, cujo lançamento anuncia, e ficamos à espera, para depois da quarentena. Leia. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho.

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Sábado, 23 de Maio de 2020 - 05:10

Os pés da bailarina

por Fred Matos

Os pés da bailarina
Eis que depois de tantos anos reencontro o amigo Fred Matos, colega de trabalho na redação de uma revista nos anos 1970, na Bahia. E com ele constato o que é visto e sabido: o grande número de repórteres que se descobrem na literatura, quando deixam as redações. Não precisa estudo comparativo para se ver que o percentual é bem alto, na relação com outras profissões. O jornalismo é um caminho natural. Fred é um poeta moderno e fecundo, produz diariamente, poemas belos, ricos, diretos, é um seguidor de Drumond, em cujas Minas Gerais vive hoje a tranquilidade de uma cidadezinha do interior, certamente fonte de inspiração. Com satisfação apresento-lhes mais um poeta baiano. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 16 de Maio de 2020 - 05:06

A habitação dos espíritos

por Helenita Monte de Hollanda

A habitação dos espíritos
A médica e pesquisadora Helenita Monte de Hollanda, editora e apresentadora do canal Cultura Popular Brasileira, no Youtube, e autora de "Como diz o ditado" e outros livros sobre o tema, nos traz mais uma história de suas viagens pelo folclore nacional, em especial nas regiões Norte e Nordeste, ouvindo as figuras típicas de cada rincão enquanto pratica a medicina para os mais necessitados. Há um par de anos a amiga Helenita trocou a cardiologia pela saúde da família e foi trabalhar em lugares nos quais normalmente não há médicos. E enquanto atendia, ouvia as pessoas no consultório, ou nas casas humildes e acolhedoras às quais era convidada. E assim montou precioso acervo, que socializa no seu canal de cultura. Aqui ela fala da soleira e seu significado. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 09 de Maio de 2020 - 05:01

Os passarinhos da minha janela

por Carlos Navarro Filho

Os passarinhos da minha janela
O isolamento não serve apenas para nos proteger. Ajuda em descobertas, aproximações e reaproximações, e muita viagem. Aproveitamos o tempo não ocupado com atividades profissionais ao computador e ficamos a conversar com o flamboyant vermelho da nossa janela. Com ele e os seus moradores, pássaros de diversos tipos e cores e os micos que transitam pelos galhos. A esses, contudo, não damos muita trela porque uma vez fizemos isso e ocuparam a sala. Foi um vexame, tivemos de mandá-los embora e impedir a entrada fechando as janelas. Já os passarinhos, sempre os convidamos a entrar. Ocupados em seus afazeres não aceitam. Eventualmente entra um em desvio de rota. Mas não se demora. O fato é que não nos falta companhia ao quedarmos felizes na janela. Eles talvez não avaliem o que representam nem a importância e o prazer dos altos papos que entabulamos todos os dias. Carlos Navarro Filho

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