Sábado, 13 de Outubro de 2018 - 05:01

O Elevador Peba

por Carlos Navarro Filho

O Elevador Peba
Imagine-se em um avião lotado, o que lhe impede de buscar lugares vazios onde possa estirar as pernas, em uma apertada classe econômica na qual o espaço entre os assentos pressiona-lhe os joelhos. De repente você descobre, duas fileiras à frente, uma socialite, figura carimbada nas colunas soteropolitanas. De início vem a dúvida, será que é? É. Ela mesma entre os pobres mortais. Mas ela não só viaja em executiva ou primeira classe? Viajava. Tá difícil pra todo mundo. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 06 de Outubro de 2018 - 05:01

A Palavra Não

por Uaçaí de Magalhães Lopes

A Palavra Não
O escritor e poeta Uaçaí de Magalhães Lopes homenageia as mulheres pela manifestação grandiosa contra o fascismo, feita no Brasil e em outros países. E traça, nesses versos, um quadro sociocultural, étnico e político do país, bem como de nossa baianidade nagô, pregando a igualdade e dizendo NÃO à covardia, ao racismo, à homofobia, à pedofilia, à fome e à miséria. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 29 de Setembro de 2018 - 05:02

A VISITA DO DIABO

por Carlos Ribeiro

A VISITA DO DIABO
Imagine-se instalado em sua casa de taipa, sem vizinhos em um raio de algumas léguas, na maior lonjura do sertão de Caatinga do Moura, fim de linha da estrada e que começa “onde terminam as veias desse mundo de modernidade” e lugar onde andavam animais pré-históricos, cujos ossos fossilizados os cientistas baianos perderam para os cientistas mineiros. Pois bem, se à noite você, dormindo com o fifó apagado, a casa em plena escuridão, ouvir um assobio, e esse assobio for aumentando de volume, corra o mais rápido que suas pernas permitirem e suma no mundo porque pode estar se aproximando do seu lar o capiroto, o cão gosmento, o chibungo, o perebento dos infernos. Quem conta essa história impagável, com o talento de sempre, é Carlos Ribeiro. Não deixe de ler, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 22 de Setembro de 2018 - 05:03

Memórias da Resistência na Ditadura

por Paulo Pontes

Memórias da Resistência na Ditadura
Nesta terça-feira (25), Paulo Pontes, professor e ex-preso político, lança, na Reitoria da UFBa, a partir das 17h, o livro “Memórias da Resistência na Ditadura e Depois – Recife, Natal, Salvador”. É um documento histórico sobre um período turvo, que ainda não foi devidamente contado, no qual o autor fala de guerrilha urbana, movimento estudantil, torturas, dos nove anos preso na Lemos Brito, da morte sob tortura da mulher, Lourdes Wanderlei. Cobre o período de 1964, quando ainda garoto secundarista, até os dias atuais. Paulo certamente não sabe, mas fui o único jornalista a noticiar a morte do sargento da Aeronáutica, Walder Xavier de Lima, mesmo sem saber de quem era o corpo estirado na pista do Dique do Tororó. Saíramos para uma outra pauta e vimos o corpo no chão, momentos após ter levado um tiro. O jipe acabara de arrancar à toda velocidade, levando Theodomiro Romeiro dos Santos, então um garoto de 17 anos que fez o disparos, e Paulo para a sede da PF, que ficava nas proximidades do Mercado Modelo. O Jornal da Bahia foi o único na imprensa brasileira a publicar a foto do corpo, feita, salvo engano (porque lá se vão quase cinquenta anos) por Vigota, que estava comigo na pauta. Repito, o livro é um documento importante, em 19 capítulos e 411 páginas. Publico aqui o capítulo que relata a militância de Paulo na Bahia. Você precisa ler. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 15 de Setembro de 2018 - 05:03

REVOLTA DOS BÚZIOS, 220 ANOS

por Florisvaldo Mattos

REVOLTA DOS BÚZIOS, 220 ANOS
Igualdade e Liberdade No Sacrário da Razão Ao lado da sã Justiça Preenchem meu coração. Em prosa e versos, o mestre Florisvaldo Mattos volta a nos brindar com uma aula de literatura e de história com o seu recém-lançado "A Comunicação Social na Revolução dos Alfaiates". O autor nos selecionou o prefácio mostrando que, entre outras formas de propagação das ideias, os revolucionários discutiam e declamavam nas reuniões poemas, como os versos acima das “Décimas da Liberdade e Igualdade”, que eram também enviados a destinos interessados à guisa de convencimento e divulgação do movimento. A poesia tornava-se assim importante peça revolucionária. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 08 de Setembro de 2018 - 05:00

A PENARROYA AJUDOU A MATAR LAMARCA

por Carlos Navarro Filho

A PENARROYA AJUDOU A MATAR LAMARCA
Mais uma cena da Mineração Boquira, cuja participação e importante à ajuda a ditadura civil-militar, em especial no caso Lamarca, pouca gente sabe. Pois é, a Penarroya pagou parte dos favores que recebera ajudando a caçar e matar brasileiros. O próprio relatório da Operação Pajuçara destaca a importância dessa ajuda em logística, com aviões, carros, caminhões, dinheiro e pessoal de apoio. Um desses homens, inclusive, fez, sozinho, o que os quase 300 militares mobilizados não fizeram. Quando tropa, frustrada havia desistido e batia em retirada, ele encontrou Lamarca e Zequinha na caatinga e os apontou aos militares. Fumanchu está lá em Boquira ostentando, orgulhoso, a medalha que recebeu. Ele nem sabe exatamente porque foi condecorado. Tinha sido informado de que tratava-se de dois facínoras fortíssimos e armadíssimos que pretendiam derrubar o Brasil.Aí pessoal, voltando de viagem, vamos preparar o lançamento do livro em Salvador e Santo Amaro. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 01 de Setembro de 2018 - 05:01

CANÇÃO ENCANTADA E OUTROS POEMAS

por Ruy Espinheira Filho

CANÇÃO ENCANTADA E OUTROS POEMAS
Para fechar com todo brilho a temporada poética de agosto, temos Ruy Espinheira Filho, um dos nossos autores consagrados, em quatro poemas que trazem a sua conhecida assinatura, emoldurada pelo lirismo de versos, tipo “... que naufragou, perdido da apagada estrela do final da madrugada...”. Não à-toa, Ruy ganhou alguns dos principais prêmios literários do país e, com o passar do tempo, está cada vez melhor, cada vez mais encantado. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 25 de Agosto de 2018 - 05:03

POEMAS NOVOS

por Nilson Galvão

POEMAS NOVOS
Nilson Galvão teve a cortesia de me selecionar esses poemas novos da própria lavra; e me chama a atenção o domínio das palavras, do jogo das palavras, aliando o talento de um grande novo poeta baiano à segurança com que escreve, por exemplo, “... se não chove ou se chove pode ser que o sol nos queime a língua: dê as caras...”, ou “... no sereno, meus dedos molhados de teu cheiro...”, ou ainda “...me danem deuses de dane-se...”. É realmente admirável essa nova leva de poetas baianos, e Nilson destaca-se entre eles. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 18 de Agosto de 2018 - 05:01

Mago dos Ventos Serei

por João Carlos Teixeira Gomes

Mago dos Ventos Serei
Outro a ilustrar a nossa temporada poética é o grande João Carlos Teixeira Gomes, Joca para os amigos que o apelidaram no Rio de Janeiro de “pena de aço”. Quando passei no vestibular e antes mesmo de começarem as aulas entrei no Jornal da Bahia, era ele o redator chefe, secundado por outros mestres da estirpe de Rafael Pastore, Gilson Nascimento e Frederico Simões, com os quais recebi as primeiras aulas de jornalismo. Jornalismo bem diferente do praticado hoje pela mídia amiga do governo e do mercado. Mas, o grande Joca destila todo o seu lirismo nos versos que selecionei do recém-lançado A ARCA DOS MEUS TESOUROS, veja uma amostra:“Montado nos meus aprumos, mago dos ventos serei, paladino dos meus rumos e do meu destino, rei”. Carlos Navarro Filho

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Quarta, 15 de Agosto de 2018 - 05:03

REVOLTA DOS BÚZIOS, 220 ANOS

por Florisvaldo Mattos

REVOLTA DOS BÚZIOS, 220 ANOS
Igualdade e Liberdade No Sacrário da Razão Ao lado da sã Justiça Preenchem meu coração. Em prosa e versos, o mestre Florisvaldo Mattos volta a nos brindar com uma aula de literatura e de história com o seu recém-lançado "A Comunicação Social na Revolução dos Alfaiates". O autor nos selecionou o prefácio mostrando que, entre outras formas de propagação das ideias e propostas, os revolucionários discutiam e declamavam nas reuniões poemas, como os versos acima das “Décimas da Liberdade e Igualdade”, que eram enviados a destinos interessados à guisa de convencimento e divulgação do movimento. A poesia tornava-se assim importante peça revolucionária. Carlos Navarro Filho

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