Presidente de Fórum de Cultura alerta: sem apoio, atividades tradicionais podem morrer
De fora do auxílio emergencial pago pelo governo federal aos trabalhadores mais vulneráveis, o setor cultural, que tem sido duramente prejudicado diante da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, teve uma vitória nesta terça-feira (26). A Câmara dos Deputados votou e aprovou a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, que prevê o orçamento de R$ 3 bilhões com o objetivo de socorrer o setor. Para explicar detalhes da lei, que agora vai para votação no Senado, o Bahia Notícias realizou uma live com Úrsula Vidal, secretária de Cultura do Pará e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura. Durante o bate-papo, Úrsula falou do trabalho intenso da relatora Jandira Feghali para costurar um consenso e aprovar a medida emergencial na Câmara, inclusive com apoio do líder do governo, e avaliou que no Senado será menos complicado votar pela implementação do PL 1075. A gestora comentou ainda a importância do auxílio, não só para a economia criativa, mas também para a manutenção do patrimônio cultural, expresso por atividades tradicionais, que sem o apoio do Estado podem desaparecer. A presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura sinalizou ainda que os cadastros realizados pelas prefeituras e governos estaduais poderão ajudar a mapear melhor o setor cultural - que envolve muita informalidade -, e a partir daí possibilitar a implementação de políticas mais eficazes.

Leia mais

À frente da Osba, Prazeres comenta estratégias no isolamento e anuncia especial junino 

Completando 10 anos à frente da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) em 2021, o maestro Carlos Prazeres - carioca, com título de cidadão baiano - já enfrentou altos e baixos durante sua trajetória como regente e diretor artístico da Osba, que por pouco não teve que suspender as atividades, antes de ser publicizada (clique aqui e saiba mais). 

 

Em um bate-papo durante uma Live do Bahia Notícias, nesta quarta-feira (20), ele contou como a experiência e a criatividade que sempre norteou o trabalho de toda equipe da orquestra têm ajudado a superar essa crise inédita da pandemia do novo coronavírus.

 

Logo em março, no início do isolamento social, a Osba lançou o “Osbaflix - Especial Quarentena”, projeto online, que consiste em uma série de conteúdos a respeito da música de concerto, desde explicações minuciosas sobre os instrumentos musicais, passando por concerto virtual, até bate-papos, tudo isso aproximando os músicos e o público.

 

Na conversa, Carlos Prazeres comentou também a política cultural do país, a saída de Regina Duarte da Secretaria Especial da Cultura, e adiantou alguns projetos da orquestra ainda para este ano, a exemplo de um especial de São João e outro em comemoração ao aniversário de 38 anos da Osba, celebrado em 30 de setembro.

 

Confira o bate-papo completo com o maestro Carlos Prazeres:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Site Bahia Notícias (@bahianoticias) em

Leia mais

Em Londres, chef baiana doa marmitas a profissionais de saúde que atuam contra Covid
A chef baiana Luciana Berry, que chegou em Londres (Reino Unido), em 2004, para um curso de inglês com a duração de seis meses, firmou raízes no país europeu, mas mantém preservada a identidade cultural da Bahia, refletida em seus pratos, que já foram servidos para gente importante como atletas e até um príncipe. Ela, que foi uma das finalistas do Masterchef Profissionais britânico, em 2014, sempre fez questão de valorizar os ingredientes e pratos típicos do Brasil e de estado natal, tendo surpreendido seus  mentores e também os jurados do reality culinário com os sabores marcados e o jeito alegre de ser. Nesta terça-feira (12), Luciana participou de um bate-papo descontraído em uma Live do Bahia Notícias no Instagram, onde contou o início de sua jornada na cozinha e no Reino Unido, comentou a realidade local diante da pandemia do novo coronavírus e sobre o que tem feito para passar pelo momento delicado. Na conversa, ela, que atualmente fica impedida de trabalhar, pois atua no ramo de eventos, destacou a importância da solidariedade e contou sobre um projeto no qual prepara marmitas e doa aos profissionais de saúde que têm trabalhado intensamente no combate à Covid-19. Luciana aproveitou também para dar dicas simples para ajudar as pessoas que têm se arriscado na cozinha durante o isolamento social. Uma das dicas foi para incrementar pratos caudalosos com peixes e frutos do mar. De forma descomplicada, ela mostrou como usar o sal para deixar a carne mais firme e suculenta e preparar uma moqueca de chef. A cozinheira deu dicas também para o preparo do frango ou peru assado, suculento por dentro e com a pele crocante.

Leia mais

Em isolamento, Maglore lança karaokê e formas criativas de interagir com o público
Com metade da banda em São Paulo e outra em Salvador, a banda baiana Maglore tem buscado formas criativas de se manter em atividade e em contato com o público durante o isolamento social, imperativo para conter a pandemia do novo coronavírus. Nesta segunda-feira (11), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria) participaram de uma live do Bahia Notícias e contaram sobre a nova rotina, tanto enquanto músicos, como também do ponto de vista pessoal, a exemplo da nova aptidão adquirida pelo baixista, no ramo de eletricista, como o pai. Neste tempo isolado, saindo somente para comprar comida, ele contou que construiu um lustre e tem desmontado aparelhos domésticos. Do ponto de vista criativo, ao longo desses cerca de dois meses de quarentena, a banda se manteve em movimento - ainda que dentro de casa. Participou de liveshows, realizou aulas de instrumentos e na semana passada lançou um karaokê. A primeira canção liberada pelo projeto foi “Dança Diferente”, faixa do disco III (2015). A ideia do novo projeto foi de Lucas e prontamente foi abraçada por Felipe, Teago Oliveira (voz e guitarra) e Lelo Brandão (guitarra, teclado e voz). Durante o bate-papo, Lucas e Felipe falaram também das dificuldades enfrentadas pelo setor cultural, que depende de aglomerações para existir e sobre as perspectivas do retorno às atividades em um “novo normal”. Os artistas comentaram também o episódio envolvendo a secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, em entrevista à CNN Brasil e lamentaram o que chamaram de “desprezo” às artes. Entre a pressão psicológica de lidar com as incertezas da pandemia e outras intercorrências, como a de Felipe, cuja mãe foi hospitalizada, a banda deixou em suspenso o projeto de um novo disco autoral, que deveria vir neste ano ou no próximo. Sobre isso, Dieder contou que a Maglore já tem material para ao menos seis canções, mas não descarta incluir inspirações do momento atual no projeto futuro.

Leia mais

'O fora Bolsonaro pode ajudar', opina Juca Ferreira sobre soluções para guinada na Cultura
Ministro dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff no extinto Ministério da Cultura (MinC), Juca Ferreira participou também, como secretário executivo, da gestão de Gilberto Gil na pasta. Os anos em que estiveram à frente da gestão cultural do país são conhecidos como o período de maior agitação da cultura nacional. Sob a criação de novas políticas públicas para o setor, houve uma nova relação entre o governo e a sociedade civil durante a época, que o entrevistado chama de era "Gil-Juca". Foi nesse mesmo período em que o acionamento de instrumentos de fomento a partir de estratégias de renúncia fiscal - leia-se Lei Rouanet - foi alvo de críticas por parte de setores conservadores da sociedade. Juca concorda que o programa não é o ideal, mas aponta erros diferentes. "Eu sou o maior crítico da Lei Rouanet, mas não é uma crítica parecida com a de [Jair] Bolsonaro". Para ele, Regina Duarte não merece o seu tempo e representa a continuidade do "fascismo" de Roberto Alvim, seu antecessor. "Pega uma pessoa que já foi conhecida como a "namoradinha do Brasil", uma atriz da Globo, com uma trajetória longa, com um nível de popularidade alta, mas altamente reacionária, muito afinada com os valores de Bolsonaro e ela não vai mudar nada", apontou.

Leia mais

Armandinho celebra criação de Dodô e Osmar: 'Carnaval da Bahia é feito por trios elétricos'
Das fobicas aos caminhões que hoje arrastam multidões ao som de gêneros musicais dos mais ecléticos, os 70 anos do Trio Elétrico são tema do carnaval do governo da Bahia em 2020. Para contar detalhes desta história, Armandinho Macêdo conversou com o Bahia Notícias e lembrou de alguns episódios interessantes sobre a invenção de seu pai, Osmar, e do amigo Dodô. O Trio Elétrico, que na verdade era o nome de um conjunto musical e não do equipamento, surgiu em 1950, após os criadores presenciarem um desfile de uma orquestra de frevo pernambucana pelas ruas de Salvador. “Meu pai já gostava de frevo, e quando ele viu o povo enlouquecer com aquele Vassourinha, ele: ‘olha, essa é a música que vai detonar aqui!’”, recorda Armandinho. “Meu pai tinha uma [fobica] que ele dizia que usava no começo da metalúrgica dele para carregar as ferragens dele. E aí ele abriu o fundo, ampliou, fez meio caminhonete para carregar as ferragens dele, aí ele fez isso. Disse: ‘Olha, Dodô, já tenho meu carrinho, já tem um fundo aberto, vai eu e você ali, a percussão vai andando pelo chão e a gente sai tocando’. Rapaz, o negócio fez um sucesso! Quando saiu tocando aquele cavaquinho, aquelas cornetas, o povo enlouqueceu. E ele foi para a Castro Alves porque ele sabia que ali não tinha carnaval oficial e ficava sempre uma galera fazendo batucada, tinha uma concentração de um povão mais pobre que não tinha clube, que não participava daquele corso, daquele desfile de carros alegóricos e tal. E aí ele levou pra lá”, conta o músico, lembrando ainda que a novidade provocou euforia e confusão ao encontrar o Carnaval oficial. “Foi aí que deu um problema danado, porque na frente do Carnaval vinham uns homens na cavalaria, anunciando os que iam na frente. Quando eles chegaram perto do negócio, que viram ‘terenrenren’, diz que os cavalos empinaram, um caiu, se machucou, aí veio a polícia. Prende, não prende, leva e tal, mas o povo todo ‘solta, solta!’”, conta Armandinho. Criador da guitarra baiana, o multi-instrumentista falou com o BN sobre a evolução da festa, a inclusão dos vocais nos trios elétricos a partir de Moraes Moreira, além da importância da valorização e continuidade do “que representa a cultura baiana”, a exemplo dos blocos afro e afoxés. Armandinho destaca ainda que considera mais do que justa a homenagem aos 70 anos do Trio Elétrico e diz que não existe tema mais democrático. “Veio uma conversa de ‘ah, é que o pessoal está querendo uma coisa mais genérica, pra não favorecer a um e a outro’. E eu ainda falei: ‘mais genérico que o trio elétrico…’ (risos). Todo mundo, é bloco afro, axé, pagode, sertanejo, está todo mundo em cima do trio elétrico. Então, tá todo mundo utilizando o veículo, o carnaval da Bahia é feito por trios elétricos”, defende o artista, que subiu pela primeira vez no trio ainda criança, aos 10 anos, e permanece até hoje, junto com seus irmãos. 

Leia mais

Diretor do Ipac explica processo para tombar Palácio Rio Branco; interesse é 'preservar bem'
Funcionário de carreira do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o arquiteto João Carlos de Oliveira é, desde 2014, o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Especialista em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o gestor cedeu entrevista ao Bahia Notícias e falou sobre temas caros ao debate público acerca do patrimônio do estado. Sempre se referindo a sua atuação no plural e com expressões como "a gente", o arquiteto e servidor federal de carreira procura dar um sentido de compartilhamento da sua gestão à frente do instituto.   Dentre os assuntos debatidos estão a interiorização das ações do órgão estadual - prometido como uma das suas metas quando assumiu a pasta -; as estratégias para driblar os recursos cada ano mais diminutos na Lei Orçamentária Anual (LOA) estadual; e a polêmica em torno da destinação do Palácio do Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador. Outra polêmica, essa mais recente, é a em que o Ipac esteve imerso nos últimos meses, em que a realização de shows na área externa do Solar do Unhão, que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), foi questionada pela opinião pública e pela imprensa - o que gerou o cancelamento de um show do sertanejo Luan Santana, no início deste mês (relembre aqui).

Leia mais

Terça, 10 de Dezembro de 2019 - 11:10

'Autora de seu próprio texto', Edvana Carvalho vence tabus e reafirma arte atemporal

por Lara Teixeira / Jamile Amine

'Autora de seu próprio texto', Edvana Carvalho vence tabus e reafirma arte atemporal
“Mulher preta inteligente, bonita, gostosa em cena. A autora de seu próprio texto”: é desta forma que a atriz baiana Edvana Carvalho quer que, não só o público, mas também o mundo a enxergue. Em cartaz no Cabaré dos Novos, no Teatro Vila Velha, com o espetáculo “Aos 50 – Quem me aguenta?”, até o dia 22 de dezembro, ela conversou com o Bahia Notícias sobre o envelhecimento e a maturidade, matérias-primas para a montagem de sua autoria. A partir de seu próprio cotidiano, a artista de 51 anos construiu o enredo do solo, estrelado por ela mesma. “Eu escrevi inicialmente duas crônicas para já ter na manga caso alguém me convidasse para um Sarau, ou algum evento. E a partir disso comecei a escrever sobre a vantagem de se chegar aos 50. Eu brinco muito com isso, com os tipos de namorados que aparecem querendo um relacionamento, fui escrevendo sobre a questão hormonal, que já vamos vendo as mudanças...”, conta a artista. Apesar das risadas e do bom humor, Edvana busca levar ao palco uma visão realista e não romantizada deste processo. “Rapaz, envelhecer é muito ruim, não é legal, não. Essa coisa de dizer ‘ah, é ótimo!’. Mentira! O bom é ter 20 anos, não é não, pai? Você não sente uma dor na coluna, nada! Você curte cinco, seis dias de carnaval e não volta nem em casa, que nada… Mas assim, é melhor estar vivo do que estar morto, não é? “, provoca a atriz, que costuma brincar com os truques bastante usados atualmente para tentar burlar as marcas do tempo. “Quando eu vejo as pessoas da revista na rua e vejo o tamanho da transformação, eu fico pensando: ‘oh, cansou de ser bonita!’”, ironiza a artista que já tem uma neta, ama o novo status, mas prefere ser chamada de “vovóguete”. Na entrevista ao BN, além de contar alguns causos divertidos, Edvana falou ainda sobre episódios de racismo pelos quais passou; comentou sobre os últimos trabalhos na TV Globo, em "Malhação" e "Pega Pega"; e revelou algumas informações de bastidores da série “Irmãos Freitas”, na qual ela interpreta a mãe do pugilista baiano Popó. A atriz destacou ainda a importância do Bando de Teatro Olodum em sua formação como artista, pessoa e ativista negra, e revelou que pela primeira vez será protagonista de um longa-metragem. “Se tudo não parar nesse país, como pelo visto está encaminhando pra parar, eu acho que no fim de 2020 deve sair”, conta Edvana sobre o filme “Receba”, com roteiro e direção de dois baianos, Rodrigo Luna e Pedro Perazzo. “Apesar de ser gravado em Salvador, a história não tem nada das coisas mais folclóricas de Salvador. É um filme que pode ser rodado no Japão ou em Nova York. É meio de ação, meio policial, eu estou sempre fugindo de bandidos que querem me pegar e eu também não sou tão boa coisa. Mas eu sou meio heroína no filme”, explica.

Leia mais

Sexta, 22 de Novembro de 2019 - 11:10

Milton Nascimento lembra censura da ditadura a disco: ‘Passamos a mensagem sem letra’

por Lara Teixeira / Rebeca Menezes

Milton Nascimento lembra censura da ditadura a disco: ‘Passamos a mensagem sem letra’
Aos 77 anos, Milton Nascimento tem muito a contar e cantar. Com show da turnê Clube da Esquina marcado para este domingo (24), na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, o artista contou ao Bahia Notícias que tem vivido “momentos maravilhosos” na estrada, ao mesmo tempo que recorda momentos intensos que viveu antes, durante e depois da gravação do disco. Grande parte dos álbuns Clube da Esquina 1 e 2, lançados em 1972 e 1978, respectivamente, foi escrita em pleno regime militar. Mesmo com a censura a um disco praticamente inteiro, foi um dos poucos a não ir para o exílio. Na entrevista, o artista explica sua decisão de permanecer no Brasil e como resistiu ao regime: “passamos a mensagem mesmo sem letra”. Milton resumiu ainda o que acha da nova geração da música brasileira. O cantor recentemente se envolveu em polêmica após dizer, em uma entrevista, que “a música brasileira tá uma merda”. Depois da repercussão, ele explicou em suas redes sociais que se referiu “exclusivamente à música feita no mainstream do mercado nacional”.

Leia mais

Sexta, 01 de Novembro de 2019 - 11:10

Thiago Arancam encerra em Salvador turnê em que buscou popularizar o canto erudito

por Lara Teixeira

Thiago Arancam encerra em Salvador turnê em que buscou popularizar o canto erudito
O tenor brasileiro Thiago Arancam retorna a Salvador neste domingo (3) para encerrar sua turnê "Bela Primavera". A apresentação acontece às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. O artista contou em entrevista ao Bahia Notícias que está ansioso para se apresentar pela primeira vez no local e revelou como conheceu o espaço. "A primeira vez que eu soube da Concha Acústica, eu estava fazendo a estreia do meu show no Teatro Castro Alves, e tinha Maria Bethânia tocando na Concha. Aí do meu camarim, da janela, eu ouvi aquilo, aquela massa, todo mundo cantando e eu perguntei para minha equipe: ‘o que que é aquilo?' Me responderam: 'é a Concha Acústica do TCA'. 'Quantos lugares?', eu perguntei, '5 mil pessoas', responderam. Caramba.... Aí isso põe a sementinha aqui na nossa cabeça, e eu fiquei pensando: ‘um dia eu vou para lá, um dia eu vou para lá, um dia eu vou para lá’. Então claro, estou ansioso [...] Quando eu comecei eu tinha a lembrança de ouvir Maria Bethânia cantando ali, e agora estarei lá", destacou o cantor. Desde que retornou ao Brasil, em 2017, Thiago Arancam tem buscado popularizar o canto erudito. Para isso, o paulista decidiu adicionar em seu repertório músicas do pop e rodar pelo país com suas apresentações. Segundo Arancam, o público tem aceitado bem as mudanças e ele tem conseguido alcançar seu objetivo. "Tem tido uma resposta positiva de todas as pontas do Brasil que eu fui. Eu tive o privilégio de rodar inúmeras capitais, sempre com casa cheia, com o público bem receptivo, que canta mesmo que seja em outra língua, todas as faixas etárias. Eu venho ao longo dos anos tentando democratizar a música, num projeto de levar para todas as camadas sociais, tantas vezes em programas populares também, para ir quebrando esse paradigma e esse preconceito em relação a isso. Mas a aceitação está sendo a melhor possível". Na entrevista, o cantor, que está na versão brasileira do musical “O Fantasma da Ópera”, ainda falou sobre sua participação na gravação da música "A Bahia Canta a Sua Santa", criada em homenagem a Santa Dulce dos Pobres, e sobre a experiência de estar na celebração da canonização de Irmã Dulce, que aconteceu no dia 20 de outubro, em Salvador.

Leia mais

Histórico de Conteúdo