'Ganhei no milhar': Ney Matogrosso se surpreende com reação do público a nova turnê
Após passar cinco anos com a sua maior turnê, "Atento aos Sinais", Ney Matogrosso, no auge dos seus 77 anos, já está novamente nos palcos apresentando sua nova turnê "Bloco na Rua". Ney planejou este projeto enquanto estava na estrada e decidiu que neste novo trabalho só iria cantar músicas de que ele gostasse. O show apresenta apenas uma canção inédita, "Inominável" de Dan Nakagawa, e releituras de Rita Lee ("Jardins da Babilônia"), Beto Guedes, Fernando Brant e Lô Borges ("Feira moderna"), Raul Seixas ("A maçã"), Cazuza ("Mais feliz"), e do cearense Ednardo ("Pavão misterioso"). A turnê começou em janeiro no Rio de Janeiro e, de lá para cá, o cantor revelou ao Bahia Notícias estar surpreso com a repercussão do fãs. "No primeiro dia, na hora que eu comecei o show com 'Eu quero é botar meu bloco na rua', o público já estava cantando, e eu disse: 'o que está acontecendo aqui? Como é que essa gente tá cantando no primeiro dia que eu estou fazendo show? Já tá todo mundo cantando junto'. Comigo não acontece isso, eu não sou um cantor que estimula que cantem. Claro que eu não corto a onda, mas eu fiquei muito surpreso. E dali pra frente eu vi todos totalmente abertos para tudo que eu estava fazendo e eu disse: 'meu Deus do céu, ganhei no milhar, mais uma temporada que promete ser longa'. Agora, eu já estou com 77 anos, não pode ser tão longa, porque eu não sei até aonde eu vou conseguir fazer uma coisa que exija de mim fisicamente assim. Por enquanto eu estou dando conta". Com ingressos esgotados, Ney Matogrosso realiza dois shows em Salvador, nesta sexta-feira (5) e sábado (7), no Teatro Castro Alves, às 21h. E para a alegria dos fãs, o cantor afirmou que não irá demorar para voltar a Salvador.

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Coordenadora do FNAC defende 'quilombismo' contra 'política de eliminação' dos negros
Criado como "Fórum Negro das Artes Cênicas”, em 2017, a partir das inquietações de estudantes negros e negras da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o evento chegou à sua terceira edição nesta segunda-feira (18), em Salvador, agora com um conceito mais ampliado (clique aqui e confira a programação completa). Alexandra Dumas, uma das coordenadoras do atual “Fórum Negro de Arte e Cultura” (FNAC), conversou com o Bahia Notícias sobre o projeto e a importância dele, não só no espaço acadêmico, mas também para desconstruir o racismo estrutural em toda sociedade. “É incontestável a presença, a força cultural negra na cidade de Salvador, no estado da Bahia e no Brasil, mas existe um desequilíbrio entre essa força cultural do cotidiano na sociedade e como ela está na universidade. Ainda são poucas pessoas, existem poucos professores e professoras negras, ainda há poucos conteúdos referenciais estéticos, então o fórum surge também como um espaço de encontro e tentativa de construir em atitudes pedagógicas e artísticas respostas para essa pergunta”, contextualiza. “Ele é fruto de uma demanda e uma mobilização de estudantes da Escola de Teatro [da Ufba], que começam a reivindicar - principalmente estudantes negros e negras -, a presença negra, não só no corpo discente, mas também como reflexo na escola. Ou seja, nos currículos, no cotidiano das salas de aula, porque geralmente a universidade e a escola de teatro estão muito pautadas em referenciais eurocêntricos, desde a sua própria fundação”, lembra Dumas, explicando que a ampliação para outras áreas se deu pela percepção de que a invisibilização do negro não é algo restrito a apenas um campo. “Ao levantar essa questão, a gente percebe que ela não está exclusivamente nas artes cênicas, ela está em um contexto muito maior. Por isso essa ampliação, pela necessidade da gente também discutir essas questões nessas outras universidades, nesses outros espaços”, diz Dumas, sobre a nova formatação do fórum, que inclui também as escolas de Música, Belas Artes, o Instituto de Artes e Humanidades, além de parcerias com outras universidades, com atividades artísticas e debates de diversas áreas. Diante do atual momento no país, no qual políticas afirmativas estão ameaçadas, Alexandra Dumas destaca a importância do encontro e de se discutir estratégias para a existência e resistência. “Eu acho que, principalmente nesse momento, a gente precisa se aquilombar. Ou seja, o combate precisa ser coletivo, a gente precisa se estruturar, se organizar coletivamente. Talvez o fórum tenha também essa pretensão, de ser um espaço de encontro e de reflexão, mas também de elaboração de estratégias.  Nós precisamos até nos voltar para os nossos ancestrais. Entender como, por exemplo, as Comunidades Quilombolas resistiram com toda política de eliminação dessas pessoas e dessas culturas. Como o Candomblé ainda existe, com toda política ainda hoje presente de eliminação, como os povos indígenas ainda conseguem existir diante de toda uma política de eliminação desses grupos, dessas práticas culturais”, defende. 

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Quinta, 21 de Fevereiro de 2019 - 11:10

Entre água e fogo, BaianaSystem celebra 10 anos e lança o álbum 'O Futuro Não Demora'

por Lara Teixeira

Entre água e fogo, BaianaSystem celebra 10 anos e lança o álbum 'O Futuro Não Demora'
Não foi premeditado, mas aconteceu. A banda BaianaSystem celebra sua trajetória de 10 anos com o lançamento do seu terceiro disco, “O Futuro Não Demora”. Produzido por Daniel Ganjaman e dividido em "lado água" e "lado fogo", o novo trabalho do grupo reflete um ano de dedicação, pesquisa, parcerias musicais e a travessia Salvador - Ilha de Itaparica.  “O disco foi construído mais com esse perfil. A gente começou a entender tudo mais com esse perfil de deixar a naturalidade das coisas, ao invés de montar um roteiro. O roteiro aconteceu muito pela história, a cronologia das idas para a Ilha, geralmente eram assuntos diferentes. Então a gente realmente começou a construir um processo para as músicas 'Água', 'Bola de Cristal', 'Salve', 'Sulamericano', 'Sonar' e 'Melô do Centro da Terra' para serem complementares, terem cronologia, justamente porque era a ida e volta da Ilha”, conta Russo Passapusso, integrante do grupo ao lado de Roberto Barreto e Seko Bass, ao Bahia Notícias.  Diferente do último álbum, “Duas Cidades” (2016), Russo Passapusso destaca uma maior presença da Música Popular Brasileira no novo trabalho, com a participação de Antonio Carlos & Jocáfi, BNegão, Curumin, Edgar, Manu Chao, Mestre Lourimbau, Orquestra Afrosinfônica, o grupo feminino Samba de Lata de Tijuaçu, o rapper baiano Vandal e o maestro Ubiritan Marques. “Foi um processo de convivência e pesquisa [...] Ali não são participações que a gente mandou um pedaço da letra e falou ‘cara, escreve aí nessa música e tal’, não é bem assim, são pessoas que são bem íntimas. [...] Foi algo mais como pessoas que estão ali contribuindo junto, criando juntos, do que como pessoas que a gente chamou para fazer uma participação, isso tem uma grande diferença. Nesse disco, tirando as participações que vieram de fora, foi construído mesmo através da convivência, porque foi um tempo grande de produção, então a gente tinha muito tempo para conviver para depois colocar esse material para fora”, declarou Russo. O primeiro show do BaianaSystem em Salvador, após o lançamento do “O Futuro Não Demora” acontece neste sábado (23), no Baile Arapuca. Segundo Russo, algumas músicas novas já serão apresentadas no show que acontece na Área Verde do Othon, a partir das 19h. 

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Sábado, 16 de Fevereiro de 2019 - 00:00

Em cartaz no TCA, Baby do Brasil promete 'mostrar a beleza extravagante da música'

por Jamile Amine / Rebeca Menezes

Em cartaz no TCA, Baby do Brasil promete 'mostrar a beleza extravagante da música'
Com um vigor semelhante ou maior que muitos jovens artistas, a veterana Baby do Brasil retorna a Salvador para apresentar seu mais novo show, “Música Extravagante”, em cartaz na sala principal do Teatro Castro Alves, neste sábado (16), a partir das 21h. Acompanhada por Frank Solare, Guilherme Schwab e Raphael Garrido nas guitarras; André Gomes (baixo); Luciano Lopes (teclado); Ícaro Sá (percussão) e Marcelo Brasil (bateria), a artista apresentará um repertório variado, que inclui sucessos de sua carreira solo, hits dos Novos Baianos, além de releituras da música clássica, jazz, bossa nova, pop e rock. “Tudo isso se conecta quanticamente! (risos). A música desde antes de Bach até à descoberta por ele, das escalas no ‘Cravo bem temperado’, foi evoluindo para vários estilos e hoje chegamos num momento delicado na música no Brasil, mas entendo que esse é o momento propício para chegarmos com essa proposta de revisitar a beleza da música em vários estilos e mostrar a relação que elas têm na sua extravagância!”, explica Baby. “Estamos ainda num momento crítico da nossa música e a minha ideia é reunir o que há de melhor em diversos estilos e mostrar a beleza extravagante da música. Por isso esse é o nome do show. Onde cabem todos os estilos”, acrescenta. Durante o show, os baianos poderão conferir ainda três novas canções, que entrarão no próximo trabalho da cantora e compositora: “Eu vou dizer que sim”, “Você é lindo” e “Aquela Porrada”. “São três inéditas. Eu achei que já estava na hora de mostrar ao público o que estou escrevendo e compondo para esse meu novo CD de inéditas, que chegará ao público nos próximos meses”, conta Baby do Brasil. Na entrevista, Baby confirmou ainda que está de pé o projeto de reunir outra vez os Novos Baianos em uma mesma casa, no fim deste ano, para preparar um novo disco autoral.

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Larissa Luz: ‘A nova música da Bahia está viva, em ascensão, e o melhor: é negra!’
Três nomes proeminentes da nova música da Bahia, com um forte discurso pró empoderamento feminino negro, Larissa Luz, Luedji Luna e Xênia França uniram suas vozes em um projeto inédito que tem como proposta “contar a história da força da mulher negra dentro da musicalidade baiana”. O Aya Bass estreia no dia 26 de janeiro, dentro da programação da terceira edição do Festival Sangue Novo, em Salvador, que terá ainda shows de Otto, Baco Exu do Blues, BAYO, Duda Beat e Hiran. Responsável pela direção musical e artística, Larissa contou, em entrevista ao Bahia Notícias, a origem do projeto, que além de contemplar o repertório autoral de cada componente do trio, irá homenagear cantoras como Márcia Short, Alobened, Margareth Menezes e Virgínia Rodrigues. A cantora falou ainda sobre o papel do artista na sociedade, sobretudo atualmente, com a onda de retrocessos sofridos pelas minorias. “Acredito que nós somos formadoras de opinião, por sermos artistas, então por isso fazemos política de toda forma, principalmente por sermos mulheres negras. Nosso corpo existindo em si já é um ato político, nossa resistência”, destacou Larissa Luz, lembrando que nas últimas eleições algumas verdades foram desveladas. “A gente pôde constatar o quanto ainda existe, pôde constatar quem tem isso dentro de si e passou tanto tempo escondendo”, avalia a artista. Larissa comentou ainda sobre a renovação da música brasileira e a baiana, que, segundo ela, “por tantos anos foi monopolizada e dominada pela indústria do Axé”, mas hoje é predominantemente negra.

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Com banda completa, Aiace apresenta ao vivo o mergulho íntimo de seu disco ‘Dentro Alí’
Depois de quase um ano do lançamento de seu primeiro disco solo, “Dentro Alí”, a jovem cantora e compositora baiana Aiace finalmente mostrou o resultado de seu trabalho independente ao vivo, acompanhada pelos músicos Alexandre Vieira (baixo), Sebastian Notini (bateria), Bruno Aranha (teclado), Théo Silva (Guitarra) e Gabi Riddim (programações eletrônicas). O show de lançamento aconteceu no dia 6 de novembro, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves, com gratuidade de pauta, dentro da programação especial de retomada do espaço, após a reforma. Em entrevista ao Bahia Notícias, a também vocalista do grupo Sertanília contou sobre o longo processo para a realização do álbum “Dentro Alí”, que levou três anos de produção e tem como faixa-título uma composição da baiana Luedji Luna. Aiace falou ainda sobre as parcerias com o pai, Gileno Felix, e com o padrinho, Lazzo Matumbi; além da especialíssima dobradinha com Luiz Melodia. “Luiz Melodia ficou super encantado com a gente e a partir daí a gente começou a estreitar os laços e ele deixou escapar uma vontade de fazer alguma coisa juntos. A gente acreditou nisso, abraçamos, fomos abraçados por ele e por Jane Reis, companheira dele, e a partir daí a gente mostrou ‘Samba Sacerdócio’, que inclusive foi uma música composta pra ele, sem nem saber que ele poderia um dia sequer cantar essa música”, lembra a cantora, que aos três anos já compunha com o pai a faixa “Pra ver sabiá cantar” e, antes mesmo de nascer, já estava predestinada para o mundo das artes. “A gente vai colecionando fatos, histórias, memórias e esse disco é resultado de muito trabalho e eventos que aconteceram, inclusive, antes de eu nascer. Porque os meus pais escolheram meu nome pensando em ter uma filha cantora, e pensando que num futuro essa filha cantora não precisasse escolher um nome artístico. Junto com isso, meu pai que também é compositor, ia compondo algumas canções e guardando, pra que essa filha cantora, num futuro, pudesse interpretá-las”, revela Aiace, explicando que o disco, repleto de símbolos relacionados à água, é uma espécie de mergulho em suas origens e referências. “Eu sempre fui muito banhada pelas águas, e boa parte das inspirações que surgem pra mim, curiosamente, surgem com a água envolvida. Arranjos surgem durante o banho ou simplesmente quando eu lavo o rosto, enfim, a água sempre esteve muito presente. E eu também por ser de Oxum trago muito das águas comigo. E esse movimento que a água faz, o tempo todo cíclico, também me move. Ela sempre encontra um caminho pra escoar, sabe, a água não fica presa por muito tempo. O caminho dela é correr, é ir para outros lugares”, explica a artista.

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Protagonista de ‘Central do Brasil’ participa de bate-papo em Salvador
Descoberto aos 11 anos enquanto trabalhava como engraxate no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o ator Vinícius de Oliveira, protagonista de “Central do Brasil”, desembarca em Salvador para um bate-papo após a exibição do filme, durante o XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema, no dia 21 de novembro, às 18h30. “A vida deu uma guinada, eu morava numa comunidade do Rio de Janeiro, no Complexo da Maré, eu tinha pouca perspectiva de ascender na vida, porque a gente sabe como é nosso país, extremante elitista e que dá pouca oportunidade para a galera das periferias. Com essa oportunidade que eu tive, do Walter [Salles] me encontrar no aeroporto Santos Dumont e me chamar para fazer o filme, que eu consegui me encontrar, estar no lugar onde me sinto bem, que é no meio artístico”, contou o ator, que agora participa das comemorações dos 20 anos de lançamento de “Central do Brasil”. Premiado no Festival de Berlim (melhor filme e melhor atriz) e no Globo de Ouro (melhor filme estrangeiro e melhor atriz de drama), o longa foi indicado ao Oscar nas categorias Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz. 

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‘É difícil fazer uma arte que não fale de política’, diz integrante da banda Francisco, el Hombre
A banda paulistana Francisco, el Hombre, que mistura ritmos latinos e brasileiros a influências do punk rock, irá se apresentar pela segunda vez em Salvador com a turnê do seu último disco “Soltasbruxas”, nesta sexta-feira (26), no Pátio do Goethe-Institut, no Corredor da Vitória, às 20h. O grupo é formado pelos irmãos mexicanos naturalizados brasileiros Sebastián Piracés-Ugarte (vocal, percussão e violão) e Mateo Piracés-Ugarte (vocal e violão), além de Juliana Strassacapa (vocal e percussão), Andrei Martinez Kozyreff (guitarra) e Rafael Gomes (baixo, vocal de apoio). A banda é famosa por abordar questões políticas e sociais em suas músicas e está prestes a fechar o ciclo de "Soltasbruxas". Por isso, Mateo contou ao Bahia Notícias de que maneira o cenário político atual estará presente na nova produção da banda. "Isso (a política) está entrando no disco de uma forma muito forte. Tentar falar sobre essa tensão velada e dessa violência velada dentro da ansiedade de cada um. No disco estamos falando muito sobre violência, sobre polarização, estamos incendiando de dentro e chamando o público para se incendiar mesmo". Além disso, o músico destacou que "é muito difícil fazer uma arte que não fale de política", porque para ele a arte funciona como um instrumento de comunicação para poder falar dos dias atuais. "A música, que é um elemento comunicativo e gera união, ajuda a falar da nossa época. Então quando a gente fala de união, e estamos em um momento político de muita polarização e divisão, é muito necessário causar um coro de vozes do mesmo lado”. 

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Silva fala de inspirações baianas e diz que vive 'melhor fase' com música mais brasileira
O capixaba Lúcio Silva de Souza, mais conhecido como Silva, lançou o seu quinto álbum, intitulado "Brasileiro", este ano. O disco ganhou destaque por trazer ritmos mais nacionais em suas músicas, diferente dos trabalhos anteriores do cantor, que sempre gostou de explorar os sintetizadores. Além disso, Silva revela que o produto traz "reflexões políticas e sobre ser brasileiro".  “Estou achando lindo ser brasileiro, eu já passei dessa idade de ficar pensando: ‘quero fazer tudo o que está saindo no mundo, o que tem em Nova York’. Eu já fui um pouco assim e hoje eu já me ligo com as coisas que são importantes. Eu tenho muitas inspirações das músicas da Bahia, acho que  João Gilberto é o meu cantor predileto, Caetano, Gil, Gal. Eu moro em Vitoria-ES e sempre sofri muita influência do que vem da Bahia”, disse Silva ao Bahia Notícias. O músico apresenta nesta sexta-feira (28) a sua nova turnê, que recebe o mesmo nome do seu último disco. O show acontece na Sala Principal do Teatro Castro Alves, às 21h. “Eu acho que o show vai ser muito lindo, até porque vai ser no Castro Alves, um teatro que eu amo e é lendário. Já toquei lá com a Gal Costa, em 2015, e lembro que eu fiquei arrepiado com o teatro lotado. Eu acho que vai ser uma experiência muito emocionante para mim”. De acordo com Silva, "Brasileiro" reflete muito o momento que ele está vivendo. “Eu acho que pessoalmente eu estou na minha melhor fase, estou gostando muito de fazer o que eu faço, e estou me dedicando bastante. [...] Agora eu tenho mais foco, me cuido melhor, então está sendo a turnê mais prazerosa que eu fiz até agora e pela receptividade do público, que está vindo de um jeito muito caloroso”. 

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Quinta, 16 de Agosto de 2018 - 11:00

‘Vamos continuar resistindo’, diz Luedji Luna sobre dificuldades da mulher negra na música

por Lara Teixeira / Rafaela Souza

‘Vamos continuar resistindo’, diz Luedji Luna sobre dificuldades da mulher negra na música
Misturando diversos ritmos africanos e brasileiros nas suas composições, a cantora baiana Luedji Luna, 31, se tornou um dos nomes promissores da nova geração de cantoras do cenário musical alternativo no país. Ela que nasceu no bairro do Cabula, mas passou grande parte da sua infância e adolescência em Brotas, revelou, em entrevista ao Bahia Notícias, que a sua relação com a música começou de uma forma muito lúdica quando ainda era criança. “Cantar era minha brincadeira predileta, mas eu só tomei consciência com 17 anos, quando eu fiz a minha primeira música. Na adolescência eu comecei a escrever e a minha relação começou com a escrita, até mais do que com o canto, ou a música, e com 17 anos essa escrita foi se configurando em canções que eu tenho desde então”, relata a artista. Além disso, a influência musical foi algo que estava presente no convívio familiar, através do seu pai Cal Ribeiro, que era cantor e compositor.  Luedji é adepta do candomblé e falou sobre os desafios e dificuldades que encontra  no meio musical por ser uma mulher negra, que traz em suas músicas ritmos africanos e religiosos. “As dificuldades de estar nesse mundo que é racista e machista são algo que já está imposto desde que eu nasci, mas que a gente segue vivendo apesar da resistência da sociedade e do mundo em aceitar as nossas expressões, sejam religiosas ou artísticas”, argumenta. No entanto, Luedji admite que graças aos movimentos sociais anteriores a ela e outras mulheres negras importantes, os desafios de agora são outros. “Com certeza, foi mais difícil para Elza Soares do que para mim, mas ela continua sendo Elza Soares e eu continuo sendo Luedji Luna e vamos continuar fazendo o que sempre fizemos, resistindo e existindo apesar dos pesares”, completa. Morando em São Paulo desde o ano passado, Luedji retorna à capital baiana para lançar a turnê do seu primeiro disco  “Um corpo no Mundo”, na sala principal do Teatro Castro Alves, nesta sexta-feira (17). A turnê, que começa em Salvador, vai percorrer por mais cinco capitais brasileiras, entre elas Aracaju, Maceió, Belo Horizonte São Paulo e Rio de Janeiro. 

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