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Flica retorna de forma presencial discutindo sobre liberdade da literatura brasileira
Foto: Camila Souza/GOVBA

Após um hiato de 2 anos por conta da pandemia da Covid-19, a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) retorna em 2022 com atividades presenciais e temática "Liberdade e Literatura Brasis". A ideia da 10ª edição do evento é comemorar o Bicentenário da Independência Política do Brasil, refletindo sobre as diferentes culturas existentes no país.

 

O tema Brasis vai ser abordado durante a Flica de diversas formas, como o território brasileiro: terras brasis; o povo brasileiro ou aqueles que nasceram no Brasil; os indígenas nativos do Brasil: muitos brasis foram dizimados com a colonização; e Brasis: a Pátria Brasileira nos seus diferentes modos de ser.

 

“Esta é uma temática que abre um leque de opções, como a pandemia, mudança climática, intolerância, racismo, desigualdade, sustentabilidade, entre outros. Queremos discutir os diferentes Brasis existentes, de forma plural e representativa. Por isso escolhemos esta temática, temos motivos para olhar o passado com paixão e vislumbrar um futuro que se revela promissor”, aponta o Coordenador Geral da Flica, Jomar Lima.

 

A programação da Flica 2022 vai dialogar com criadores, pensadores e conhecedores que têm se voltado para a temática da liberdade em todas as suas linguagens e perspectivas. O evento vai acontecer no mês de setembro e vai contar com uma livraria, a programação infantil da Fliquinha, o espaço dedicado à literatura jovem Geração Flica e a Tenda Paraguaçu.

 

Com primeira edição em 2011, há 10 anos a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) se estabelece como um dos principais encontros literários do Brasil, tornando-se um local de reunião de multidões criativas de todas as origens. A festa nasceu e se afirmou no Recôncavo da Bahia, no município de Cachoeira, região estratégica para o entendimento do desenvolvimento socioeconômico e cultural do Brasil e pano de fundo para escritores como Gregório de Matos, Castro Alves, João Ubaldo Ribeiro e Jorge Amado. 

Domingo, 14 de Agosto de 2022 - 14:20

Autorias indígenas são destaque na quinta edição da Fligê

por Redação

Autorias indígenas são destaque na quinta edição da Fligê
Foto: Divulgação

A quinta edição da Fligê começou dando destaque aos temas, escritores e artistas indígenas. Desde a quarta-feira (10) até este domingo (14), mesas literárias, expografias e shows compõem a programação da Feira Literária de Mucugê. 

 

Com a alegria do reencontro e da retomada, o escritor Daniel Munduruku abriu as sessões literárias da Fligê 2022, na noite de quinta-feira (11). Em um Centro Cultural lotado, com  pessoas do lado de fora se apoiando nas janelas para prestigiar as palavras do escritor, Daniel presenteou o público com suas palavras sobre literaturas, ancestralidades, e sobre o poder de preservar as memórias, viver o presente e celebrar outras formas de narrar o tempo.

 

Com o tema “Literatura e Ancestralidades: o solo originário do gesto”, o escritor falou sobre as nossas origens, não apenas sobre os povos originários, mas da nossa brasilidade, daquilo que nos faz mais humanos. “O que nos compõe são essas diferentes formas de olhar para o mundo”.

 

Também na quinta-feira (12), a expografia intitulada E(m) trançados sonhos, que aconteceu no Espaço Retomada, contou com a exposição do Manto Sagrado Tupinambá. O objeto foi produzido por Glicélia Tupinambá, cuja inspiração foi advinda do encontro com o manto original  durante a exposição dos 500 anos. 

 

A peça sagrada do povo Tupinambá podia ser vista unicamente na Europa, o que acarretou em reivindicações por parte dos indígenas para que aquele símbolo de sua história pudesse ser repatriado. Como esse, pelo menos 10 mantos tupinambás registados nos séculos 16 e 17 estão conservados em museus europeus, fazendo com que os descendentes dos povos indígenas que os produziram no passado não tenham direito ao acesso a esses artefatos sagrados. Um primeiro exemplar foi disponibilizado para o Museu Nacional, porém, desapareceu devido ao incêndio que aconteceu em 2018 e destruiu o local.

 

Da mesma forma, a terceira mesa da Fligê 2022 aconteceu no Centro Cultural, nesta última sexta-feira (12), e abordou o tema Narrativas indígenas: saberes (sobre) vivências. O evento contou com a mediação de Jesuína Tupinambá e a participação da escritora, pedagoga e advogada, Denizia Kawany Fulkaxó; da aldeia Serra do Padeiro, localizada na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, envolvida nas causas políticas e espirituais dos Tupinambás, Glicélia Tupinambá e para o jornalista, graduando em filosofia e mestrando em estudos africanos, povos indígenas e culturas negras, hoje pesquisador e escritor,  Nankupé Tupinambá Fulkaxó, Nankupé Tupinambá Fulkaxó.

 

Para ela, é de extrema relevância o espaço concedido pela grade de programação da Fligê. “É importante que outras pessoas não falem por nós, mas que dêem espaço para falarmos”, afirmou. Quanto ao contexto pandêmico e o cotidiano dos indígenas, ela pontuou que a comunidade já está acostumada  a viver confinada. E foi nesse período que ela escreveu contos. Porém, garantiu que os índios prezam por serem seres livres. “Nós gostamos de liberdade”.

 

Para fechar o dia, Gean Ramos encantou o público da Fligê com sua musicalidade. Os saberes e a musicalidade do povo Pankararu, do Sertão de Pernambuco, ecoou e encantou a plateia que vibrou com a potência vocal e identitária do artista.

 

A tarde de sábado da Fligêzinha (13) foi marcada pela contação de histórias de lendas e contos indígenas, realizada pela escritora Denízia Kawany Fulkaxó, descendente das etnias Fulni-ô, Kariri e Xocó. As crianças presentes no evento puderam aprender mais das histórias dos povos indígenas do Brasil, além de conhecer músicas e danças do povo Fulkaxó.

 

Durante o evento, a escritora narrou uma história sobre “A cura do mundo - povos da floresta” e sorteou adereços artesanais indígenas e também o seu livro “Kariri Xocó - Contos Indígenas” para crianças que acertassem perguntas relacionadas ao conto. Além disso, Denízia também ensinou ao público infantil e adulto canções e danças dos povos originários. “Tudo isso que eu faço aqui é para transformar, para reflorestar, decolonizar, e eu me sinto muito orgulhosa de ver todos vocês aqui”, afirmou a escritora.

Sábado, 13 de Agosto de 2022 - 15:20

Demanda por livros de Salman Rushdie sobem após ataque a escritor

por Joana Cunha | Folhapress

Demanda por livros de Salman Rushdie sobem após ataque a escritor
Foto: Grant Pollard/Invision/AP

Após o ataque ao autor anglo-indiano Salman Rushdie nesta sexta-feira (12), o livro "Os Versos Satânicos" se tornou a obra com maior crescimento de demanda na Amazon Brasil.
 

Até o início da tarde, quando saíram as primeiras notícias do ataque sofrido por Rushdie, o romance publicado em 1988 ocupava a posição 28.742 no site da varejista.
 

A obra, considerada ofensiva a Maomé em sua publicação foi o marco da perseguição sofrida por Rushdie.
 

No Brasil, "Os Versos Satânicos" foi publicado pela primeira vez em 1998 pela Companhia das Letras, editora que segue com os direitos da obra.
 

Outro título do autor, "Os Filhos da Meia-Noite", de 1980, aparece em segundo lugar no ranking da Amazon dos livros com maior aceleração na procura.
 

Joana Cunha com Paulo Ricardo Martins e Diego Felix

Cachoeira: Evento com foco sobre mulher na capoeira ocorre neste fim de semana
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

A cidade de Cachoeira, no Recôncavo, sedia entre este sábado (13) e domingo (14) o Encontro sobre Protagonismo Feminino na Capoeira: arte, luta e empreendedorismo. O evento, que ocorre no Espaço Cultural Hansen Bahia. contará com oficinas, debates, exposição de artigos e rodas de capoeira e samba. Está prevista também a apresentação da Obadax (orquestra de berimbaus afinados) e do 'Ngoma Móvel', um carro instrumental que desfilará pelas ruas de Cachoeira.

 

Participam também do encontro mestras, mestres, capoeiristas, estudiosas e personalidades da capoeira, como a Mestra Malu (Paraíba), Mestre Bel (Feira de Santana), Bárbara Karine (Profª. Dra. da UFBA), Puma Camillê (capoeirista e multiartista) e Daniele Canedo (Profª. de capoeira e Dra. pela UFRB).

 

“Iniciativas como esse Encontro são importantes pra dialogar com a comunidade a necessidade de caminharmos juntes contra as violências com as quais lidamos no nosso cotidiano. Mostrar aos abusadores e resistentes a nossa presença, que estamos atentas e fortes e, principalmente, aumentar essa rede de apoio entre nós mulheres, propagando as ações da Campanha Respeita as Mina na Capoeira”, disse a Contramestra Princesa, presidenta do GT RMS da Salvaguarda da Capoeira na Bahia e coordenadora do encontro.

 

Para ter acesso ao evento, capoeiristas pagam apenas R$ 10, o que inclui almoço e lanche nos dois dias. A taxa será de R$ 50 para capoeiristas de Salvador e Região Metropolitana. Neste caso, o valor dá direito a transporte Salvador -Cachoeira (ida) e Cachoeira-Salvador (volta); além de alojamento (levar colchonete, roupa de cama e banho e utensílios de higiene pessoal); almoço; lanche; e acesso a toda programação do evento.

 

PROGRAMAÇÃO
Data: 13 (SÁBADO)

 

MANHÃ

8h - Credenciamento.
9h - Abertura: Orquestra de Berimbaus OBADX.
9h30 - Oficina de Capoeira 1: Mestra Malu - Capoeira Palmares (João Pessoa/PB).
10h20 - Apresentação Cultural.
10h40 - Roda de Conversa 1: Empreendedorismo e Captação de Recursos para Eventos de Capoeira.
Debatedoras(es): Daniele Canedo (Capoeirista, Feminista e Profª. da UFRB), Jacaré DiAlabama (Coordenador do CMB e idealizador do 1º Festival de Capoeira: Ancestralidade e Resistência), Alice Tosta (empreendedora, estilista - Tons da Terra) e Karine Oliveira (empreendedora e educadora).
- Coordenação: Profª. Negona - Capoeirista e Sambadeira - Grupo Porto da Barra (Irará/BA).
12H30 - Almoço.

 

TARDE

13h30 - Encontro com Autoridades do Poder Público e da Capoeira. 
15h - Roda de Conversa 2: Ancestralidade e Resistência  Feminina. 
Debatedoras(es):  Mestra Malu  (primeira Mestra do Grupo Palmares e Mestra em Educação pela UFPB), Bárbara Carine (Profa. da UFBA e idealizadora da Escolinha Maria Felipa) e Olívia Santana (Deputada Estadual da Bahia e autora da Lei Moa do Katendê).
- Coordenação: Contramestra Princesa - UNICAR (Salvador/BA).
16h30 - Oficina de Capoeira 2: Mestra Soninha - Grupo Raça (Muritiba/BA).
17h20 - Oficina de Capoeira 3: Mestra Jô - Capoeira Brasil (Juazeiro/BA).
18h - Roda de Capoeira.
20h - Programação Cultural: Mãos no Couro, Riane Mascarenhas e DJ.

 

14 (DOMINGO)
MANHÃ

9h - Oficina 4 - Alongamento e Performance de Dança: Experimenta DiAlabama (Capoeirista e Mestra em Dança pela UFBA).
10h - Oficina 5: Puma Camillê (Multiartista e idealizadora do Projeto Capoeira
para Todes).
11h - Roda de Capoeira.
12h - Almoço. 

 

TARDE
13h - Roda de Conversa 3: Campanha Respeita as Mina na Capoeira e a Luta por Políticas Públicas.
Debatedoras(es): Contramestra Princesa (Presidenta do GT da RMS da Salvaguarda da Capoeira da Bahia e Coordenadora do Encontro), Mestre Bel (Historiador/Doutor em Estudos Étnicos e Africanos e autor do livro Capoeira, Identidade e Gênero), Puma Camillê (Multiartista e idealizadora do Projeto Capoeira para Todes), Daniele Costa (Chefa de Gabinete da SPM) e Alice Portugal (Deputada Federal e Presidenta da Comissão de Cultura da Câmara Federal).
- Coordenação: Foca - CMB (Salvador/BA).
15h30 - Encerramento.
16h - Berimbalada com Ngoma Móvel e Samba de Roda.
Programação sujeita a alterações.

Nova Viçosa: Polícia abre inquérito para apurar demolição de casa de artista plástico
Foto: Divulgação / GOVBA

A delegacia de Nova Viçosa, no Extremo Sul baiano, instaurou inquérito para apuração da demolição de um imóvel pertencente ao artista plástico polonês Frans Krajcberg. A casa havia sido demolida pela prefeitura da cidade, o que motivou uma ação do Estado, que repudiou o ocorrido, classificando o caso como criminoso (ver mais aqui). O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) também protestou contra a demolição da casa. 

 

Segundo informou a Polícia Civil ao Bahia Notícias nesta sexta-feira (12), oito pessoas já foram ouvidas e as investigações têm o apoio da 8ª Coorpin/Teixeira de Freitas, na mesma região de Nova Viçosa. A prefeita da cidade, Luciana Machado (PP), declarou que o imóvel estava abandonado há anos, o que justificou a ação da prefeitura.

 

 

Frans Krajcberg chegou ao Brasil em 1972 e passou a morar em Nova Viçosa, onde plantou mais de dez mil mudas de espécies nativas de Mata Atlântica.

 

Pintor, escultor, artista plástico e fotógrafo, se notabilizou também por denúncias de crimes ambientais no Brasil. O artista morreu em novembro de 2017 (lembre aqui). (Atualizado às 10h36)

Canudos: Feira Literária volta a ser presencial e homenageia Ariano Suassuna
Foto: Reprodução / UFRB

Marcada para ocorrer entre os próximos dias 24 e 28 de agosto, a Feira Literária Internacional de Canudos (Flican) deste ano vai homenagear o escritor, dramaturgo e professor paraibano Ariano Suassuna. A Flican – que volta a ser presencial nesta terceira edição – oferecerá palestras, shows musicais e outras manifestações culturais. O foco será no repertório histórico e literário dos sertões, tendo como tema “Revisitar Canudos, reinventar o Brasil”.

 

Aberta ao público, a Flican terá atividades em espaços icônicos da história e da cultura do país, como o Parque Estadual de Canudos, o Memorial Antônio Conselheiro, o Museu João de Régis, o Museu Manoel Travessa, o Mirante do Conselheiro e o Instituto Popular Memorial de Canudos.

 

Segundo o curador da feira, professor Luiz Paulo Neiva, ao longo do evento, serão também abordados temas relacionados aos marcos comemorativos de 2022: 200 anos da Independência do Brasil; 100 anos da Semana de Arte Moderna; 120 anos da publicação de Os Sertões; 125 anos da Guerra de Canudos; 180 anos do Conselho Estadual de Educação; 60 anos da efervescência das ligas camponesas no Brasil.

 

Além das mesas de conversas e shows, o evento contará com concertos lítero-musicais, lançamentos de livros, contação de histórias, oficinas pedagógicas, intervenções artísticas, visitas guiadas, apresentações teatrais, exposições iconográficas, filmes, tendo como pano de fundo a história local e a cultura sertaneja.

 

A Flican é organizada e gerida pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb), através do Campus Avançado de Canudos e o Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural/Pós-Crítica, Campus II Alagoinhas, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Prefeitura Municipal de Canudos, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Secretaria Municipal de Educação.

 

Conta ainda com o apoio das editoras das Universidades Estaduais da Bahia e da UFBA, bem como do Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC).

 

Programação:
24 de agosto (quarta-feira)

9h às 12h
Recepção e credenciamento

 

14h às 15h30
MESA 1 – A escrita de mulheres na cena literária baiana Profa. Dra. Léa Costa de Santana Dias (Mediadora) Profa. Dra. Luciany Aparecida
Dra. Áquila Emanuelle Profa. Dra. Mariana Paim

 

14h às 15h30

MESA 2 – Reflexões sobre materiais didáticos, linguagens e tecnologias
Prof. Me. Agnaldo Pedro Santos Filho (CMS/BA)

Prof. Dr. Alfredo Mattta (Rede Educa/UNEB) Profa. Me. Elane Santos Geraldo (UNEB/CAC) Profa. Me. Leda Regina Couto (UNEB/SEC)

 

19h às 19h40
CONCERTO: Orquestra Sisaleira

 

19h40
ABERTURA OFICIAL

 

20h15

CONFERÊNCIA INAUGURAL
Sol, luar, revolução: O sertão é só luz e solução Prof. Dr. Francisco Foot Hardman (UNICAMP)

 

22h
SHOW MUSICAL
• Bião de Canudos
• Marcos Canudos
 Local: Concha Acústica

 

25 de agosto (quinta-feira)

8h30 às 10h

MESA 3 – Sobre Anísio Teixeira, a história da educação na Bahia e os 180 anos do Conselho Estadual de Educação da Bahia
Prof. Dr. Paulo Gabriel Nacif (Presidente do CEE) Profa. Dra. Adriana Marmori (Reitora da UNEB) Prof. Dr. Luiz Paulo Neiva (Mediador)

 

8h30 às 10h
MESA 4 – Canudos e Antônio Conselheiro na poesia local
Profa. e poeta Ilza Carla Reis (Euclides da Cunha)
Poeta Carlos Silva (Cipó)
Poeta Sertão Sol (Quijingue)
Poeta, Cantora, atriz Mel do Cumbe (Euclides da Cunha)
Poeta José Américo (Canudos)
Poeta Maviael Melo (Uauá)

 

14h às 15h30
MESA 5 – Letramento racial e novas fronteiras na luta antirracista na educação e nas artes
Profa. Dra. Alyxandra Nunes Gomes (Mediadora)
Profa. Dra. Marieli de Jesus Pereira Prof. Dr. Wilson Roberto Mattos

 

14h às 15h30
MESA 6 – Vozes insurgentes de mulheres: a escrita literária contra a barbárie colonial
Profa. Marluce Freitas de Santana (Pós-Crítica / UNEB - Mediadora)
Profa. Jailma Moreira (Pós-Crítica / UNEB)
Profa. Cristian Sales (UNEB)
Profa. Léa Costa Santana Dias (UNEB)
 

15h30 às 17h30
MESA 7– Canudos: arquivos da memória
Profa. Maria Raimunda Oliveira (PPGEL - Mediadora) Prof. Manoel Antônio dos Santos Neto (CEEC) Prof. Roberto Dantas (UNEB)
Profa. Adriana Fontes (UNEB/PPGEL)
João Batista Lima (Pós-Crítica/IPMC)

 

19h30 às 21h

CONFERÊNCIA 2
“50 anos de leituras de Os Sertões”
Berthold Zilly (Tradutor de Os Sertões para o alemão)

 

22h
SHOW MUSICAL
• Roze
• Gereba
Local: Concha Acústca

 

8h30 às 9h30
26 de agosto (sexta-feira)
CONFERÊNCIA 3
Pacifismo e Militarismo em Euclides da Cunha: o Caso Canudos Prof. Dr. Leopoldo Bernucci (Universidade da Califórnia-Davis - UC-Davis)

 

9h30 às 11h
MESA 8 – A memória de Canudos em diferentes linguagens e espaços
Fábio Paes (Cantor e Compositor)
Antônio Olavo (Cineasta)
Prof. Dr. Sérgio Guerra (UNEB)
Profa Dra.Edil Costa (Pós-Crítica/UNEB)
Profa Maria Neuma Paes (Pós-Crítica/UNEB)

 

9h30 às 11h
MESA 9 – De Canudos a Quixeramobim, identidade cultural
Prof. Pedro Igor (Quixeramobim, CE)
Prof. Roberto Gama (Secretaria da Educação – Canudos) Profa. Josileide Varjão (Colégio Luís Cabral – Canudos) Alex Oliveira “Lequinho” (Secretaria de Cultura – Canudos)

 

11h às12h
CONFERÊNCIA 4
A Semana de Arte Moderna de 1922 Walnice Galvão (USP)

 

14h30 às 16h
MESA 10 – Ligas Camponesas no Brasil: histórias e articulações atuais da questão fundiária
Profa. Dra. Cely Taffarel (UFBA) Prof. Paulo Torres (UEFS / IPMC) Antonio Marcos Silva (MST)

 

14h30 às 16h
*MESA 11 – (Des) Leituras bíblicas: desde Belo Monte à contemporaneidade*
Prof. Vanderly Vitoriano (UNEB/UFPE)
Prof. Carlos Tursi (CEBS)
Prof. Joceval Bittencourt (Filósofo)
Pe. Jeferson Pereira (Pároco de Canudos)

 

18h
Ato estético-político cultural: Caminhando e Cantando: Visitantes e população em geral, irradiando e fazendo incorporar o tema do evento, no percurso da Avenida Juscelino Kubitschek

 

18h às 19h
Exibição da peça Paixão e Morte no Sertão de Canudos Diretor Ivan Santtana

 

19h30 às 20h30
HOMENAGEM A ARIANO SUASSUNA
Dantas Suassuna Rosemberg Cariri

 

22h
SHOW MUSICAL
• Fábio Paes
• Wilson Aragão

 

27 de agosto (sábado)
Local: Concha Acústica

20ª CAVALGADA DE CANUDOS
Organização: Genário Rabelo de Alcântara Neto Horário: Manhã, tarde e noite.

 

10h
Homenagem da FLICAN aos vaqueiros: reflexão e problematização da vida dos vaqueiros dos sertões brasileiros.
Local: Concha Acústica

 

19h
MESA 12 - Canudos Internacional: Uma história estético-política insurgente
Evandro Teixeira (Brasil), Jordi Canal (França) Sebastien Rozeaux (França), Osmar Moreira (Brasil), Juan Ignacio Azpeitia (Argentina), Leopoldo Bernucci (USA), Juan Recchia Paez (Uruguai), Leopoldo Bernucci (USA)
Local: Alto da Favela – Parque Estadual de Canudos Modo de Apresentação – híbrido

 

28 de agosto (domingo)
8h30 às 11h
SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO
• Inauguração do monumento em homenagem a Antônio Conselheiro
• Apresentações artístico-culturais Local – Parque Estadual de Canudos

Nova Viçosa: Prefeitura derruba casa de artista Frans Krajcberg; Estado repudia ação
Foto: Divulgação / GOVBA

A prefeitura de Nova Viçosa, no Extremo Sul, demoliu a casa do artista plástico polonês Frans Krajcberg. A ação ocorreu nesta quarta-feira (10). Contrário à medida, o governo do Estado classificou o derrubada do imóvel como criminosa, informou o G1.

 

Frans Krajcberg (ver mais aqui) residiu em Nova Viçosa e deixou, em testamento, bens e espólio para a Bahia. No local demolido havia parte do acervo do artista, que estava sob salvaguarda do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Krajcberg  apontou também no testamento que o acervo de obras de arte deveria ser administrado pelo Estado da Bahia.

 

Em nota, o governo, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), solicitou reforço policial nesta terça-feira (9). O órgão também registrou queixa na delegacia da cidade, contra a tentativa de derrubada, que foi feita no dia seguinte.

 

Ainda por meio de nota, o Estado afirmou que "o ato ilegal da prefeitura de Nova Viçosa atenta não apenas contra decisão judicial expressa, como também viola a memória do grande artista". A PGE declarou ainda que vai tomar medidas judiciais e extrajudiciais pelo caso.

 

A prefeitura de Nova Viçosa ainda não se manifestou publicamente sobre o ocorrido. Frans Krajcberg chegou ao Brasil em 1972 e passou a morar em Nova Viçosa, onde plantou mais de dez mil mudas de espécies nativas de Mata Atlântica.

 

Pintor, escultor, artista plástico e fotógrafo, se notabilizou também por denúncias de crimes ambientais no Brasil. O artista morreu em novembro de 2017.

'Viva Centro' abre inscrições para curso de Produção Cultural
Foto: Divulgação

O Viva Centro realiza, até o próximo dia 18 de agosto, inscrições para curso de Produção Cultural com foco na elaboração e gestão de projetos, serão duas turmas. Os interessados devem preencher o formulário eletrônico disponibilizado pelo projeto (confira aqui).

 

Segundo a organização, estão sendo oferecidas 50 vagas para a formação, que ocorrerá entre os dias 22 de agosto e 15 de setembro. Com carga horária de 40h, o curso terá aulas on-line e encontros presenciais no Escritório Bahia Criativa, localizado no bairro do Barbalho, em Salvador.

 

Para encerrar as atividades, será realizado um evento musical com as apresentações de Larissa Luz e Afrocidade. Os shows acontecerão no dia 17 de setembro, na Praça das Artes, no Pelourinho, e serão uma oportunidade para os participantes do curso colocarem em prática os conhecimentos adquiridos.

 

O Viva Centro busca atender a demanda de formação no segmento da produção cultural baiana, não apenas no âmbito teórico, mas também prático. As ações previstas possuem forte reverberação no fomento e desenvolvimento de atividades voltadas para o processo de produção, divulgação e circulação de produtos culturais.

Domingo, 31 de Julho de 2022 - 17:20

Morre, aos 61 anos, o poeta pernambucano Miró da Muribeca

Morre, aos 61 anos, o poeta pernambucano Miró da Muribeca
Foto: Rodrigo Ramos/Fundarpe

Morreu neste domingo (31), aos 61 anos, o poeta e cronista João Flávio Cordeiro da Silva, conhecido pelo nome artístico de Miró da Muribeca. Autor de mais de 15 livros publicados, o escritor das ruas do Recife enfrentava um câncer com metástase desde 2020.

 

O falecimento, em um hotel na região central da capital pernambucana, foi informado pela assessoria do artista através de uma publicação nas redes sociais. "Comunicamos a todos os amigos, fãs e seguidores, que nosso poeta Miró da Muribeca encantou-se nesta manhã de domingo", diz a nota postada no Instagram, acompanhada de uma imagem preta. 

 

"Em breve, daremos mais informações sobre a cerimônia de despedida. Pedimos desculpas se não conseguirmos responder às manifestações de pesar", completou um segundo trecho da mesma postagem. 


Os músicos Jorge Du Peixe, Karina Buhr e o poeta Sérgio Vaz foram alguns dos famosos que usaram o espaço dedicado aos comentários para lamentar a partida do colega.

 

Além da produção de livros, seu repertório de criações inclui incontáveis poemas, alguns deles traduzidos para o espanhol e para o francês. Ele é um dos autores brasileiros cujas obras compõem o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

 

O velório de Miró acontece hoje, a partir das 16h, na Capela do Cemitério Santo Amaro, em Recife. O sepultamento está marcado para esta segunda (1).

Terceira coleção do Selo João Ubaldo Ribeiro será lançada nesta quinta
Foto: Max Haack / Secom PMS

A Fundação Gregório de Mattos (FGM) promove o lançamento, nesta quinta-feira (28), da terceira coleção do Selo João Ubaldo Ribeiro. A ação acontece às 17h, no Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro, com as presenças do presidente da FGM, Fernando Guerreiro, e dos autores das oito obras contempladas pela publicação, dentre outros convidados.

 

“O Selo João Ubaldo Ribeiro já está consolidado no campo literário de Salvador. Autores consagrados e novos autores lançam lado a lado suas obras. É um intercâmbio de experiências fantástico. E o público pode esperar obras que exploram e constroem universos que encantam, provocam e emocionam”, declara Guerreiro.

 

A edição dessa coleção foi realizada pela editora baiana Caramurê e tem como intuito fomentar a cadeia produtiva da literatura em âmbito local. Com 27 anos de tradição, a empresa se dedica quase exclusivamente à publicação de autores da Bahia, cuja consolidação no mercado editorial se pauta pela qualidade e design dos seus livros.

 

“O edital é importante para o estado, pois ele não só fomenta a produção literária, mas o mercado do livro. Este é um produto que gera emprego e movimenta a economia. Ter uma editora produzindo esses livros é muito importante, até porque livro sem editor é como uma peça de teatro sem diretor”, expõe o sócio da Caramurê, Fernando Oberlaender.

 

Segundo a prefeitura, além das obras entregues no dia do lançamento, as bibliotecas comunitárias e municipais de Salvador serão contempladas com a coleção. A Academia de Letras da Bahia, o Gabinete Português de Leitura e as embaixadas dos países lusófonos também receberão exemplares. Ainda neste segundo semestre de 2022, a FGM lançará o edital Selo João Ubaldo Ribeiro – Ano IV, que selecionará obras de escritores de Salvador para a publicação da coletânea.

 

Lançado em 2014, o Selo João Ubaldo Ribeiro é viabilizado por meio de edital público. A ação consiste em selecionar e publicar anualmente obras inéditas de autores soteropolitanos e/ou residentes em Salvador, nos gêneros Contos, Crônicas, Dramaturgia, Literatura Infantil, Poesia e Romance.

Lapa: Após 2 anos, Romaria do Bom Jesus volta a formato presencial
Foto: Reprodução / Notícias da Lapa

A tradicional Romaria do Bom Jesus da Lapa volta a ser presencial após dois anos. O evento religioso tem início nesta quinta-feira (28) e vai até o dia 6 de agosto. Segundo o Notícias da Lapa, a expectativa da prefeitura é que o evento atraia milhares de romeiros de todas regiões do país após restrições dos anos anteriores, devido à pandemia da Covid-19.

 

Esta será a 331ª edição da romaria que traz o tema "Bom Jesus, filho de Maria: caminho, verdade e vida". A romaria da Lapa, com 331 anos, é a maior da Bahia e considerada a terceira do país.

 

Em agosto, se comemora a Festa do Senhor Bom Jesus, cujo ápice é o dia 6 de agosto, chegando a atrair mais de 500 mil pessoas. 

Fernanda Keulla é internada com herpes zoster: 'Dores insuportáveis'
Foto: Reprodução/Instagram

A ex-BBB Fernanda Keulla apareceu em seu perfil no Instagram nesta segunda-feira (25) para contar aos seus seguidores que sumiu das redes sociais porque está internada há cinco dias com herpes zoster.

 

Fernanda explicou o que é o vírus e disse que a ansiedade e o estresse contribuiram em seu diagnóstico. 

 

“Desde quinta passada estou internada para controle de dor devido a herpes zoster. Pra quem não sabe, assim como eu não sabia, vale o alerta: a herpes zoster é causada pela reativação do vírus da varicela no organismo. A varicela é o vírus da catapora (que eu peguei na infância) que fica incubado no nervo”, explicou. 

 

A apresentadora disse que mesmo quando tiver alta médica, vai dar continuidade ao tratamento em casa.

 

“Devido a uma baixa imunidade do meu organismo, ansiedade, stress, o vírus da varicela foi reativado, me causando fortes dores (insuportáveis) e bolhinhas na pele. Já são 5 dias internada e após receber alta continuarei o tratamento em casa. Conto com as orações e paciência de vocês. Em nome de Jesus, já já estarei de volta. Com amor, Nanda”, finalizou.

 

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Sala Walter da Silveira exibe mostra do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
Foto: Lucas Malkut / Funceb

A Sala de Cinema Walter da Silveira, no Complexo da Biblioteca Pública dos Barris, recebe até o dia 9 de agosto a mostra do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, realizado anualmente pela Academia Brasileira de Cinema com a finalidade de premiar os melhores filmes produzidos no país.

 

Neste ano, a mostra acontece em cinco estados: Bahia, Rio de Janeiro, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Sul. A entrada na Sala de Cinema Walter da Silveira é gratuita, mediante comprovação vacinal com no mínimo duas doses da vacina contra Covid-19. 


Confira a programação:

21/07 (Quinta)
16h30 – 8 PRESIDENTES 1 JURAMENTO – A HISTÓRIA DE UM TEMPO PRESENTE

 

22/07 (Sexta)
16h30 – MARIGHELLA

 

23/07 (Sábado)
14h – ALVORADA

 

24/07 (Domingo)
14h – CHACRINHA, EU VIM PARA CONFUNDIR E NÃO PARA EXPLICAR

 

27/07 (Quarta)
14h – DEPOIS A LOUCA SOU EU
16h30 – CINE MARROCOS

 

28/07 (Quinta)
16h30 – 7 PRISIONEIROS

 

29/07 (Sexta)
16h30 – DESERTO PARTICULAR

 

30/07 (Sábado)
16h30 – A ÚLTIMA FLORESTA

 

31/07 (Domingo)
14h – A SOGRA PERFEITA

 

02/08 (Terça)
16h30 – QUEM VAI FICAR COM MÁRIO?

 

03/08 (Quarta)
16h30 – UM CASAL INSEPARÁVEL

 

04/08 (Quinta)
16h30 – HOMEM ONÇA

 

05/08 (Sexta)
16h30 – MARIGHELLA

 

06/08 (Sábado)
16h30 – 8 PRESIDENTES 1 JURAMENTO – A HISTÓRIA DE UM TEMPO PRESENTE

 

07/08 (Domingo)
14h – O AUTO DA BOA MENTIRA

 

09/08 (Terça)
16h30 – ALVORADA

Domingo, 17 de Julho de 2022 - 16:00

Saiba como o caso Daniella Perez, lembrado em série, fez o Brasil parar diante da TV

por Guilherme Genestreti | Folhapress

Saiba como o caso Daniella Perez, lembrado em série, fez o Brasil parar diante da TV
Foto: Reprodução / GZH

Na virada dos anos 2000, Gloria Perez se viu embalando a urna com os restos mortais da filha, a atriz Daniella Perez, como se estivesse diante de um bebê. O corpo tinha sido exumado do túmulo, no cemitério São João Batista, na zona sul do Rio de Janeiro, depois que a sepultura foi violada e pichada com a frase "a morte não é o fim", não sem antes ter virado um ponto de peregrinação de gente que atribuía milagres à artista assassinada.
 

Ao abrir o caixão para a exumação, a roteirista diz que viu a moça intacta, exatamente como havia sido velada, aos 22 anos de idade, muito embora fossem evidentes, para todos ao redor, os sinais inquestionáveis da decomposição depois de sete anos da morte.
 

O evento, contado na minissérie "Pacto Brutal", é um dos muitos que acrescentam camadas insólitas a um enredo que já é insólito pela própria natureza —o assassinato de uma das mocinhas da novela das oito, levado a cabo pelo ator que era seu parceiro de cena, e com o detalhe essencial de que a vítima era filha da própria autora da trama. Isso tudo no país que tem na teledramaturgia o carro-chefe de sua indústria cultural, ainda mais naquela época.
 

O seriado documental estreia nesta quinta na HBO, na esteira do aniversário de 30 anos do caso, em dezembro deste ano. Além dele, a editora Record lança em breve o livro "Daniella Perez: Biografia, Crime e Justiça", em processo de finalização por Bernardo Braga Pasqualette, mesmo autor de "Me Esqueçam", sobre o ex-presidente Figueiredo.
 

Os dois se debruçam sobre as nuances de um crime que talvez seja o mais ruidoso do mundo da cultura brasileira —uma espécie de variante local do caso Charles Manson, não só pela crueldade de seus pormenores, mas também por ter vítima e algoz orbitando o mesmo universo do showbiz.
 

Não à toa, ofuscou até a renúncia de Collor, no mesmo dia.
 

"Muita gente se lembra de onde estava quando ouviu a notícia. Marcou o Brasil", diz Tatiana Issa, que divide a direção de "Pacto Brutal" com Guto Barra. Ela, no caso, era atriz e estava no ar na novela das sete "Deus nos Acuda", que também tinha no elenco Raul Gazolla, marido de Daniella Perez —que por sua vez era a revelação de "De Corpo e Alma", novela das oito escrita pela mãe dela, Gloria Perez.
 

A proximidade de Issa com o meio ajudou no acesso à roteirista e a globais e ex-globais, como Fábio Assunção, Cláudia Raia e Alexandre Frota, que destilam suas lembranças.
 

Além deles, a série traz ainda entrevistas de promotores, investigadores e parentes, que reconstituem a noite do crime e seus desdobramentos.
 

Para os brasileiros que talvez não tivessem nascido, a história é a seguinte —o corpo de Daniella Perez, atriz em ascensão na Globo, foi encontrado no matagal de uma então pouco adensada Barra da Tijuca, na noite de 28 de dezembro de 1992, com 18 perfurações, a maioria concentradas na região do coração. O relato de uma testemunha levou a polícia a Guilherme de Pádua, colega de elenco da vítima, e à mulher dele, Paula Thomaz.
 

Cada um dos dois foi condenado por homicídio qualificado a uma pena de quase 20 anos de prisão, após o júri popular acatar a tese da acusação de que o casal premeditou o crime —ela, por ciúmes do marido; ele, por vingança contra a autora da novela, já que seu papel na trama vinha sendo reduzido. O ator não queria deixar o romance da trama acabar, é o que defende a tese do seriado.
 

Os dois têm versões diferentes. Paula Thomaz nega que tenha participado do crime. Guilherme de Pádua, que em depoimentos à polícia assumira a culpa pelo crime, depois passou a sustentar a tese de que a sua então mulher, tomada de ciúmes pela relação dos dois parceiros de cena, é quem teria se atracado com Daniella Perez no matagal.
 

"Pacto Brutal" opta por não reconstituir o assassinato em si, nem a versão da acusação nem as versões da defesa, poupando o espectador do que há de mais de mórbido em obras do gênero "true crime", e prefere investir na força das descrições tiradas das entrevistas.
 

Gloria Perez relata a primeira visão que teve do corpo da filha, estirado e cercado de fotógrafos, e de como tentou fechar os olhos dela, em vão. Raul Gazolla, o viúvo, fala da "certeza de que temos alma", conclusão a que chegou depois que disse não ter reconhecido no cadáver aquela que havia sido sua mulher, como se o fundamental dela não estivesse mais ali no mato. Mais tarde, no enterro, ele teve um ataque, gritou e caiu em posição fetal, segundo os seus colegas de televisão.
 

Alexandre Frota e Cláudia Raia estavam entre os que foram à delegacia logo em seguida ao crime. Ela diz que viu um arranhão no braço de Guilherme de Pádua, ainda antes de ele ser indiciado, e estranhou. "Guardei para mim", conta.
 

Entre os capítulos igualmente insólitos dessa história, a série rememora como os atores da Globo fizeram um mutirão, interfonando a esmo em prédios da zona sul carioca à procura de um foragido Guilherme de Pádua, antes de ele se entregar finalmente. Ou de como Frota e Maurício Mattar é que tomaram a dianteira, subindo numa mureta para acalmar a multidão que se formou para acompanhar o enterro.
 

A ideia de um pacto é o que conduz a série, que tem por fio narrativo um longo depoimento de Gloria Perez. "Essa história ganhou várias versões na imprensa, mas a verdade nunca foi contada", diz Tatiana Issa, uma das diretoras da obra.
 

É o que explica por que, diz ela, nem os condenados nem seus advogados à época foram procurados pela produção.
 

"Foi uma decisão nossa, como documentaristas", diz Guto Barra, que divide a direção com ela. "Eles tiveram bastante espaço na imprensa para contar versões do crime, que não foram comprovadas. E, ao contrário do jornalismo tradicional, a gente acha que no documentário não precisaríamos ir para esse outro lado."
 

Não é o que pensa Paulo Ramalho, defensor de Guilherme de Pádua no julgamento, e que é retratado na série como um sujeito histriônico, disposto a causar tumulto. "Como arte, a série será um fracasso, mas como desabafo merece respeito", diz ele, a este repórter.
 

"Só não quero ser rufião da desgraça alheia", ele completa, evitando falar sobre o caso judicial que o projetou. A repercussão foi tanta que o levou a virar inspiração de personagem na "Escolinha do Professor Raimundo", o advogado Pedro Pedreira, que contestava até as verdades mais evidentes.
 

O fato de a produção não ter procurado os condenados nem os seus defensores foi aventado pela imprensa como explicação para a série ter ido parar na HBO, e não na Globo, onde seria mais natural, já que a emissora carioca não teria topado essas condições.
 

Procurada ao longo de um dia, a Globo não respondeu ao questionamento deste repórter. Os diretores negam que coisa do tipo tenha acontecido.
 

"A gente já tinha feito vários projetos na HBO e a coisa andou rápido lá", diz Issa. "E a Globo foi muito generosa em licenciar imagens de arquivo."
 

"Contar a verdade" é o mantra que os diretores entoam, por mais que o caso seja um cipoal de versões e contradições. Tampouco ajuda que jornalistas à época tenham contribuído para confundir o que se dava nas telas e fora delas.
 

"Há várias críticas que a gente traz na série, como a questão da culpabilização da vítima e o papel da imprensa", diz Issa.
 

Como mostra a produção, de repente não era mais Guilherme de Pádua quem era acusado de matar Daniella Perez, mas Bira é quem matara Yasmin —o nome dos personagens cravados nas manchetes.
 

No enredo de "De Corpo e Alma", Yasmin tinha um envolvimento com o explosivo motorista de ônibus Bira, embora o seu amor fosse Caio, vivido por Fábio Assunção, que deixava os papéis teen para encarar o galã. Ela era irmã da protagonista, Paloma, interpretada por Cristiana Oliveira.
 

Com a novela, que foi ao ar em agosto de 1992, Gloria Perez, discípula de Janete Clair, voltava à TV Globo e assumia a sua primeira trama das oito em voo solo. O enredo principal girava em torno de Paloma, que recebia o coração transplantado de outra mulher, Betina, grande amor de Diogo, papel de Tarcísio Meira. Os dois acabavam se apaixonando, numa narrativa que ainda tratava da ascensão dos góticos e do fenômeno dos clubes das mulheres, com strippers masculinos.
 

Daniella Perez, então com 22 anos, era filha da roteirista e uma jovem promessa que havia atuado em novelas como "Barriga de Aluguel" e "O Dono do Mundo" e, antes disso, em "Kananga do Japão", na Manchete —este último enredo se aproveitava de seus dotes de dançarina, que tinha no balé a sua grande paixão, e se tornou não só seu passaporte para a TV como a fez conhecer o futuro marido, Raul Gazolla.
 

"Wishing on a Star", na versão do grupo feminino Cover Girls, era a canção-tema de Yasmin na trama de "De Corpo e Alma" e ganhou uma onipresença mórbida nas rádios brasileiras após o crime.
 

Em outro dos vários aspectos que contribuíram para bagunçar os limites entre ficção e realidade, a música da novela aparecia sempre que os telejornais falavam do crime.
 

Ela dá as caras tanto no capítulo da novela em que os atores quebravam a quarta parede para se despedir da atriz, cuja personagem tinha ido viajar na trama, quanto na reportagem em que a jornalista Ilze Scamparini desce uma escada cenográfica para reproduzir a última cena gravada por Daniella Perez antes de morrer.
 

O título da música, aliás, era a primeira proposta, depois descartada, para dar nome ao livro que Bernardo Braga Pasqualette está terminando sobre o caso, hoje rebatizado de "Daniella Perez: Biografia, Crime e Justiça", da editora Record.
 

"Foi o crime que marcou a nossa geração", diz ele, que tinha nove anos na época. Em 1997, o então adolescente tentou acompanhar o julgamento de Paula Thomaz, mas foi barrado, o que não dissuadiu o hoje advogado de, há 30 anos, colecionar recortes e anotações que embasam a sua obra, que inclui uma biografia da atriz.
 

Ele tentou falar com Gloria Perez, Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, mas as conversas "não evoluíram". "Tudo bem, faz parte da liberdade de expressão", ele afirma.
 

Segundo Guto Barra, diretor de "Pacto Brutal", o fato de muitos brasileiros não terem cristalizada na memória a versão consagrada pelo julgamento têm muito a ver com a "coisa imagética" em torno do assassinato, isto é, o intercâmbio entre ficção e realidade que embalou o caso desde o início.
 

"Tinha a imagem dos dois juntos na novela", diz o documentarista. "Até hoje tem gente que acha que eles tinham um caso. Essa influência do poder da imagem criou ruídos na história toda. Você acaba entrando no território da fantasia."
 

Numa polêmica não contada na série, J. R. Duran chegou a fotografar uma modelo num capinzal para um catálogo de 1997 da grife Ellus. A semelhança da pose com a forma como o corpo de Daniella foi achado enfureceu a mãe da atriz.
 

A culpa em grande parte é da imprensa, dizem os diretores, muito embora a série documental também gaste uns bons minutos explorando aspectos que são laterais e que dizem mais respeito a preconceitos em voga do que ao crime.
 

É o caso de quando o seriado resolve se debruçar sobre o passado dos condenados, com detalhes picantes que tinham feito a festa do jornalismo sensacionalista dos anos 1990.
 

Guilherme de Pádua é pintado como um carreirista que causava confusão já nos bastidores de "Blue Jeans", musical que causou um estouro na virada dos anos 1980 para os 1990 com sua história sobre michês.
 

Wolf Maya, diretor do espetáculo, fala em "Pacto Brutal" de como conheceu o jovem vindo de Belo Horizonte numa moto. Fábio Assunção, que estava no elenco, se recorda de um soco cênico que o ator acabou desferindo de verdade.
 

Antes de entrar na Globo, Guilherme de Pádua faria um papel semelhante de garoto de programa em "Via Appia", filme alemão sobre o submundo da prostituição masculina nas saunas de Copacabana, e participaria do show de strip-tease que a travesti Eloína dos Leopardos mantinha na Galeria Alaska, conhecido point gay no bairro da zona sul carioca.
 

Já Paula Thomaz é pintada como uma encrenqueira que já havia brigado por ciúmes do marido na Galeria Alaska e que idolatrava entidades místicas que estariam por trás de um suposto sacrifício ritual do qual Daniella Perez foi vítima. Não à toa, diz a série, amparada por uma ocultista, ela morreu em noite de lua cheia.
 

É fato que Guilherme de Pádua havia declarado ter um guia espiritual e que um exame constatou que as perfurações no corpo da atriz indicavam o uso de um punhal, nunca encontrado, e não de tesoura, como argumentado pelos réus. Mas fica a dúvida se trazer à luz dados como esse não diz mais respeito a preconceitos da época do que ao assassinato em si da atriz da Globo.
 

Bernardo Braga Pasqualette, o autor, diz que "é injusto fazer associações entre a vida dos acusados e o crime". "As pessoas têm de responder pelo que fizeram e não por outras coisas", diz, acrescentando que homofobia, dirigida a Pádua, sexismo, a Thomaz, e preconceito contra religiões de matriz africana, dirigido a ambos, sempre pairaram em torno do caso. "Houve uma espetacularização do passado deles."
 

De toda forma, dizem os diretores, algum tipo de pacto entre o casal condenado havia. "As tatuagens genitais eram um indício", diz Tatiana Issa, se referindo ao laudo que constatou que Pádua tatuou o nome de Thomaz em seu pênis, e que ela tatuou o nome dele em sua vulva antes do crime.
 

Outro ponto longe de ser unânime e que é tratado na série "Pacto Brutal" diz respeito à alteração da Lei dos Crimes Hediondos, que na narrativa é apresentada como uma vitória da sociedade contra a impunidade no país.
 

De fato, após o assassinato de Daniella Perez, sua mãe encampou uma campanha pela inclusão do homicídio qualificado na Lei dos Crimes Hediondos, que já estava em vigor.
 

Nos meses seguintes, Gloria conseguiu ajudar a juntar mais de 1,3 milhão de assinaturas em prol dessa iniciativa e, acompanhada de uma comitiva de globais, as entregou pessoalmente no Congresso e o projeto acabou aprovado.
 

Na prática isso significou endurecer a punição a pessoas condenadas por esse crime. Só que não é consenso entre juristas e criminólogos que o endurecimento de penas seja assim o melhor remédio para coibir a criminalidade, sobretudo quando fruto de um caso de comoção popular.
 

Em editorial da época intitulado "Justiça, sim, vingança, não", por exemplo, este jornal criticou a iniciativa, que corrobora parecer de uma parte considerável do mundo jurídico. "Alegações de que a legislação é benevolente em relação aos crimes contra a vida humana são dignos de quem jamais abriu o Código Penal", diz o texto. "A discussão é importante e deve ser travada, mas em clima de serenidade e com absoluto rigor técnico, jamais sob o jugo da emoção, sempre uma má conselheira."
 

Em liberdade, Paula Thomaz hoje usa outro nome e não fala com a imprensa. Guilherme de Pádua, também solto após cumprir parte da pena em regime fechado, já concedeu entrevistas e fez algumas aparições públicas, como em atos pró-Bolsonaro em Brasília. Hoje pastor batista em Belo Horizonte, a sua cidade natal, ele foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até o encerramento da edição.
 

Em vídeo em seu canal no YouTube, ele comenta o frisson em torno da série e diz que, ao contrário do que saiu em jornais, não se afastou das redes sociais por causa dela, mas antes disso. "Fiz a pedido de um pastor que me aconselha e me orienta", diz ele
 


 

PACTO BRUTAL - O ASSASSINATO DE DANIELLA PEREZ
 

Onde: minissérie em cinco episódios disponíveis a partir de quinta (21), no HBO Max
 

Classificação: 16 anos
 

Produção: Brasil, 2022
 

Direção: Tatiana Issa e Guto Barra
 


 

 

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Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

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VÍDEO: Tayara Andreza deixa o palco por não mandar ‘alô’ para prefeito de Tracunhaém

A cantora Tayara Andreza passou por um momento delicado no município de Tracunhaém, na Zona da Mata de Pernambuco, na madrugada deste domingo (3). A artista, que é um dos nomes do brega pernambucano, teve que deixar o palco, porque em sua apresentação, se esqueceu de mandar um “alô” para o prefeito da cidade, Irmão Aluizio (PL).

 

Ao público, antes de sair do palco, Tayara falou: "Teríamos muitas músicas pela frente. Mas o pessoal da Prefeitura pediu pra gente encerrar o show. O prefeito e não sei lá quem ficou com raiva porque eu não estava mandando 'alô'", apontou. 

 

Nas redes sociais, a artista comentou sobre o tratamento que recebeu na cidade: "Não botaram um papel no palco para eu ler o nome do prefeito! As duas vezes que me deram [o celular] eu li, mas não tenho como adivinhar o nome dele, que não gostou de eu não ter chamado. (...) Todo show eu mando alô, não tenho problema com isso", disse.

 

Segundo Tayara, o constrangimento não parou por aí, pois após deixar o palco, ela perdeu o acesso ao camarim e os músicos da banda foram atingidos por spray de pimenta pela equipe da prefeitura.

 

Até o momento, a gestão municipal não se posicionou sobre o ocorrido.

 

Atualmente, a dona do hit "A Atual do meu Ex", possui mais de 1 milhão de seguidores do Instagram e tem feito sucesso na carreira solo desde 2016.

Sábado, 02 de Julho de 2022 - 13:05

Secretária de Cultura do estado conclama união contra 'desgoverno Bolsonaro'

por Leonardo Almeida / Francis Juliano

Secretária de Cultura do estado conclama união contra 'desgoverno Bolsonaro'
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

A secretária de Cultura do Estado, Arany Santana, também engrossou o coro a favor de Lula e de Jerônimo Rodrigues. A secretária usou o microfone em evento de apoio ao ex-presidente que acontece neste sábado (2) na Arena Fonte Nova, em Salvador, e discursou. Segundo ela, é preciso defender o país do que chamou de "desgoverno de Bolsonaro".

 

"Esse é o exato momento de dar um pontapé inicial, de construir juntos e juntas os novos rumos da Bahia e do Brasil, com Jerônimo, Geraldo [Júnior], Otto, Alckmin e Lula. Nós estamos aqui para lutar contra todos os desmontes do patrimônio brasileiro que vêm sendo promovidos pelo desgoverno Bolsonaro. Precisamos defender a Petrobras, a Eletrobras, os Correios, os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, dos povos e comunidades tradicionais, dos povos indígenas e da nossa querida Amazônia. Hoje é dia de união, de juntar a militância, de ouvir o presidente Lula, de unir forças e esperanças para seguirmos em frente, de cabeça erguida e rumo à vitória", declarou Santana.

Sábado, 02 de Julho de 2022 - 11:43

Presidente da Bahiatursa acredita que não há tempo para novo circuito do carnaval em 23

por Gabriel Lopes / Francis Juliano

Presidente da Bahiatursa acredita que não há tempo para novo circuito do carnaval em 23
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O presidente da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia [Bahiatursa], Diogo Medrado, declarou que ainda é cedo para se estabelecer um novo circuito do carnaval de Salvador já para o ano que vem. A mudança tem gerado discussões (ver aqui, aqui e aqui) Medrado esteve neste sábado (2) no Desfile do Dois de Julho.

 

Ao Bahia Notícias, o titular da superintendência disse que a alteração se chocaria com os preparativos já encaminhados pela indústria que vive da festa .

 

“Eu acho que para 2023 está muito em cima. Você tem uma rede hoteleira no circuito do carnaval que já vendeu pacote, já se programou. Alguns fizeram reforma. Espaços de camarote já colocaram recurso na frente para poder segurar espaços. Então, acho que se poderia fazer um evento teste em 2023, e aí pensar nessa mudança. Esta é a minha opinião quanto a isso”, avaliou.

 

SÃO JOÃO

Diogo Medrado avaliou também como positiva o retorno das festas de São João no estado, sobretudo na capital baiana.  “Muito positivo. Hoje é último dia dos nossos festejos juninos em Salvador. Foram quatro circuitos, Paripe, Pelourinho, Parque de Exposições e Periperi, com o concurso de quadrilhas. Ontem, a gente teve de fechar os portões antes do esperado, às 21h30. Hoje temos mais dez atrações para alegrar turistas e baianos”, completou.

Corra pro Abraço faz pré-lançamento de curta na Sala Walter da Silveira
Foto: Divulgação

Pautado na política de redução de danos para pessoas com uso nocivo de drogas em situação de vulnerabilidade social, o Corra pro Abraço lança, nesta quinta-feira (30), às 15h, o documentário que conta a história do programa (saiba mais aqui). A sessão acontece no Sala Walter da Silveira, nos Barris. 

 

O evento é restrito a um grupo de convidados, que compreende a equipe do programa, assistidos e a rede de serviços que atuam em conjunto na cidade de Salvador.

 

O documentário "Corra pro Abraço - Ação Pública de Redução de Danos e Garantia de Direitos para Populações Vulneráveis" foi realizado pela Saturnema Filmes, produtora de cinema protagonizada por jovens negros de Salvador.

 

O pré-lançamento, segundo o programa, acontece nesta quinta, mas o filme só entrará em cartaz depois das eleições, em respeito à legislação eleitoral.

Maior veículo baiano no Facebook, BN chega a 350 mil seguidores no Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram

O Bahia Notícias alcançou, nesta semana, a marca de 350 mil seguidores no Instagram. Trazendo as principais notícias da Bahia, do Brasil e do Mundo, no nosso perfil você tem a certeza de uma apuração com credibilidade e respeito, e que também garante o acesso às informações mais relevantes de forma ágil, na palma da mão.

 

O BN é o maior veículo de comunicação do estado no Facebook, com mais de 1,17 milhão de seguidores. São quase 350 mil seguidores a mais do que o segundo colocado, de acordo com a ferramenta Crowdtangle.

 

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No Instagram, nosso alcance vai muito além dos 350 mil que nos seguem. Mesmo sem anúncios pagos, nossa conta principal no Instagram atingiu quase 600 mil pessoas nos últimos 30 dias. Isso demonstra nossa capacidade de engajamento e projeção a partir do compartilhamento do nosso conteúdo pelos nossos seguidores. Nossas impressões (número de vezes que um post ou o perfil apareceu na tela dos usuários) também só crescem, chegando a quase 24 milhões nos últimos 30 dias.

 

Sediada em Salvador, a redação do BN alcança muitas pessoas na capital baiana, mas nossa abrangência chega a todo o estado. Feira de Santana, Lauro de Freitas e Camaçari estão entre as cidades em que temos mais seguidores. Fora do estado, nossa audiência também tem destaque em São Paulo. Fora do Brasil, nós também temos seguidores em países como Estados Unidos, Portugal e Itália.

 

E, além da nossa conta principal, você também pode seguir os outros perfis especializados do Bahia Notícias:

 

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Segunda, 20 de Junho de 2022 - 19:04

'Estão antecipando um debate', diz Bruno Reis sobre mudança do Carnaval

por Leonardo Costa / Leonardo Almeida

'Estão antecipando um debate', diz Bruno Reis sobre mudança do Carnaval
Foto: Leonardo Costa/Bahia Notícias

Questionado sobre o projeto de mudança do circuito do Carnaval da Barra para Pituaçu, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (UNIÃO), afirmou que o plano ainda está em fase de elaboração e que a prefeitura se decidirá sobre a modificação no “momento certo”. O chefe do executivo participou do evento de entrega da requalificação da Praça Conselheiro Almeida Couto, em Nazaré, nesta segunda-feira (20).

 

"Ainda não tem projeto, está sendo elaborado. Estão antecipando um debate e nem é o melhor momento, isso surgiu a partir de uma provocação de quem realiza o Carnaval e a prefeitura vai debruçar sobre isso. No momento certo nós vamos decidir", afirmou Bruno Reis.

 

O prefeito afirmou que o edital para a realização da licitação para o novo trecho da orla de Pituaçu estará disponível a partir desta quarta-feira (22). "A minha parte que é fazer as intervenções viárias e requalificar mais um trecho da orla nós vamos fazer”, completou

 

Na semana passada, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr (MDB), afirmou que as mudanças no circuito devem passar pela casa legislativa e citou que os membros da Comissão do Carnaval devem ser informados para que sejam orientados sobre o tema (veja aqui).

Sábado, 18 de Junho de 2022 - 10:00

Chico Buarque anuncia turnê com shows em Salvador e mais 10 cidades

por Folhapress

Chico Buarque anuncia turnê com shows em Salvador e mais 10 cidades
Fotoo: Francisco Proner/Divulgação

Após anos dedicados à literatura, Chico Buarque se voltou de novo à música e anunciou a turnê "Que Tal um Samba", também nome da música que o artista lançou nesta sexta (17), por 11 cidades brasileiras.
 

A agenda do compositor pelo Brasil inicia em setembro em João Pessoa e, depois de percorrer Natal, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Brasília, chega ao Rio em Janeiro e a São Paulo em março do ano que vem.
 

No show, Chico terá no palco a companhia de Mônica Salmaso, que já gravou dois discos dedicados à sua obra ("Noites de Gala, Samba na Rua", em estúdio e ao vivo) e fará números solo e duetos com ele, em todas as apresentações da turnê.
 

Abaixo, veja a lista de cidades que fazem parte da turnê e como comprar ingressos para os shows.
 

*
 

JOÃO PESSOA
 

6 e 7 de setembro, no Teatro Pedra do Reino
 

Ingressos em bilheteriavirtual.com.br
 


 

NATAL
 

9 e 10 de setembro, no Teatro Riachuelo
 

Ingressos em uhuu.com
 


 

CURITIBA
 

23 e 24 de setembro, no Teatro Guaíra
 

Serviço de vendas será anunciado em breve
 


 

BELO HORIZONTE
 

5, 6, 7 e 8 de outubro, no Palácio das Artes?
 

Serviço de vendas será anunciado em breve
 


 

FORTALEZA
 

22 e 23 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará
 

Ingressos em bilheteriavirtual.com.br
 


 

PORTO ALEGRE
 

3 e 4 de novembro, no auditório Araújo Vianna
 

Ingressos em uhuu.com
 


 

SALVADOR
 

11, 12 e 13 de novembro, na Concha Acústica
 

Ingressos em bilheteriavirtual.com.br
 


 

BRASÍLIA
 

29 e 30 de novembro; local a ser anunciado
 

Serviço de vendas será anunciado em breve
 


 

RECIFE
 

8, 9 e 10 de dezembro, no Teatro Guararapes
 

Serviço de vendas será anunciado em breve
 


 

RIO DE JANEIRO
 

5 a 15 de janeiro, no Vivo Rio
 

Ingressos em www.vivorio.com.br
 


 

SÃO PAULO
 

2 a 12 de março e de 23 de março a 02 de abril, no Tokio Marine Hall
 

Serviço de vendas será anunciado em breve
 


 


 


 


 

 

Mãe Ana de Xangô toma posse nesta quinta do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

A iyalorixá Mãe Ana de Xangô toma posse do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, no bairro do Cabula, em Salvador, nesta quinta-feira (16). Iniciada há mais de 20 anos no candomblé dentro do mesmo terreiro, Ana Verônica Bispo dos Santos foi escolhida iyalorixá em dezembro de 2019, após jogo de búzios feito pelo babalorixá Balbino Daniel de Paula, informou o G1.

 

A posição de iyalorixá é a mais alta do terreiro. Ela é responsável por comandar o terreiro, alimentar a casa, e fazer todas as obrigações religiosas. Mãe Ana de Xangô sucede a Casa antes comandada por Mãe Stella de Oxóssi, que dirigiu o local por mais de quatro décadas.

 

Mãe Stella morreu em dezembro de 2018 em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, devido a uma infecção (lembre aqui). Na ocasião, o terreiro ficou fechado por um ano por conta do resguardo e luto. Apenas rituais de axexê – que são as obrigações religiosas fúnebres – eram realizados.

 

O tempo é usado para que a casa se despeça do egum, como são chamados os espíritos de pessoas falecidas, no candomblé. No ano de luto quem esteve à frente do terreiro foi o conselho religioso do Opô Afonjá, liderado por Mãe Ditinha de Yemanjá. Ela é Iyakekerê, a Mãe Pequena do Opô Afonjá, e a segunda pessoa mais importante do terreiro.

Terça, 14 de Junho de 2022 - 14:00

'Marighella' domina indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

por Folhapress

'Marighella' domina indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
Foto: Divulgação

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais divulgou nesta terça-feira (14) a lista dos finalistas à 21ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A cerimônia, que acontece na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, em 10 de agosto, terá transmissão ao vivo pelo Canal Brasil, YouTube e Instagram.
 

Neste ano, a lista reúne 200 profissionais indicados, 17 longas-metragens brasileiros e 10 longas estrangeiros, além de curtas, produções ibero-americanas e séries de televisão ou do streaming.
 

Concorrendo a 17 prêmios, "Marighella", filme dirigido por Wagner Moura sobre o guerrilheiro homônimo que lutou contra a ditadura militar, foi o título mais lembrado pelos votantes, seguido por "O Silêncio da Chuva", de Daniel Filho, com 11 indicações, e "7 Prisioneiros", de Alexandre Moratto, e "Veneza", de Miguel Falabella, com 9 cada um.
 

Confira abaixo os indicados nas principais categorias. A lista completa de indicações está disponível no site da Academia Brasileira de Cinema.
 


 

MELHOR LONGA-METRAGEM FICÇÃO
 

"7 Prisioneiros"
 

"Depois a Louca Sou Eu"
 

"Deserto Particular"
 

"Homem Onça"
 

"Marighella"
 


 

MELHOR LONGA-METRAGEM COMÉDIA
 

"A Sogra Perfeita"
 

"Depois a Louca Sou Eu"
 

"O Auto da Boa Mentira"
 

"Quem Vai Ficar com Mário?"
 

"Um Casal Inseparável"
 


 

MELHOR LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
 

"8 Presidentes, 1 Juramento - A História de um Tempo Presente"
 

"A Última Floresta"
 

"Alvorada"
 

"Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar"
 

"Cine Marrocos"
 


 

MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL
 

"Turma da Mônica - Lições"
 

"Um Tio Quase Perfeito 2"
 


 

MENÇÃO HONROSA - LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
 

"Bob Cuspe - Nós Não Gostamos de Gente"
 


 

MELHOR DIREÇÃO
 

Alexandre Moratto, por "7 Prisioneiros"
 

Aly Muritiba, por "Deserto Particular"
 

Anna Muylaert e Lô Politi, por "Alvorada"
 

Daniel Filho, por "O Silêncio da Chuva"
 

Daniel Rezende, por "Turma da Mônica - Lições"
 

Luiz Bolognesi, por "A Última Floresta"
 


 

MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM
 

Camila Freitas, por "Chão"
 

Cesar Cabral, por "Bob Cuspe - Nós Não Gostamos de Gente"
 

Déo Cardoso, por "Cabeça de Nêgo"
 

Iuli Gerbase, por "A Nuvem Rosa"
 

Madiano Marcheti, por "Madalena"
 

Wagner Moura, por "Marighella"
 


 

MELHOR ATRIZ
 

Adriana Esteves, por "Marighella"
 

Andreia Horta, por "O Jardim Secreto de Mariana"
 

Débora Falabella, por "Depois a Louca Sou Eu"
 

Dira Paes, por "Veneza"
 

Marieta Severo, por "Noites de Alface"
 


 

MELHOR ATOR
 

Antonio Saboia, por "Deserto Particular"
 

Bruno Gagliasso, por "Marighella"
 

Chico Diaz, por "Homem Onça"
 

Irandhir Santos, por "Piedade"
 

Seu Jorge, por "Marighella"
 


 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
 

Bárbara Paz, por "Por que Você Não Chora?"
 

Bella Camero, por "Marighella"
 

Carol Castro, por "Veneza"
 

Claudia Abreu, por "O Silêncio da Chuva"
 

Zezé Motta, por "Doutor Gama"
 


 

MELHOR ATOR COADJUVANTE
 

André Abujamra, por "7 Prisioneiros"
 

Augusto Madeira, por "Acqua Movie"
 

Danton Mello, por "Um Tio Quase Perfeito 2"
 

Emilio de Mello, por "Homem Onça"
 

Humberto Carrão, por "Marighella"
 

Luiz Carlos Vasconcelos, por "Marighella"
 

Rodrigo Santoro, por "7 Prisioneiros"
 


 

MELHOR FILME IBERO-AMERICANO
 

"A Noite do Fogo"
 

"Aranha"
 

"Coração Errante"
 

"Ema"
 

"Um Crime em Comum"
 


 

MELHOR FILME INTERNACIONAL
 

"Druk - Mais uma Rodada"
 

"Duna"
 

"Meu Pai"
 

"Nomadland"
 

"Summer of Soul (... ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada)"
 

 

Domingo, 12 de Junho de 2022 - 09:40

De Caetano a Malu Mader, artistas pedem buscas por desaparecidos no AM

por Jairo Malta | Folhapress

De Caetano a Malu Mader, artistas pedem buscas por desaparecidos no AM
Foto: Reprodução / Facebook Caetano Veloso

Artistas começam a se manifestar publicamente pedindo respostas sobre o caso do jornalista britânico Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, e do indigenista Bruno Pereira, membro da ONG Unijava e servidor em licença da Funai (Fundação Nacional do Índio), ambos desaparecidos na Amazônia (ver mais aqui).
 

Iniciada por Caetano Veloso em show no Rio de Janeiro nesta quarta (9), a lista teve acréscimo do nome de Malu Mader neste sábado (11). Em um vídeo compartilhado pela jornalista Eliane Brum no Twitter, ela aparece pedindo que as autoridades trabalhem com máxima urgência para encontrar a dupla. "Estou aqui para pedir ao governo brasileiro que se empenhe nas buscas", afirma a atriz.
 

Foto: Reprodução / Twitter

Além dela, a atriz Cláudia Abreu pediu o mesmo em outro vídeo na mesma rede social. Lá também, Dira Paes, Camila Pitanga e Paola Oliveira marcaram as contas oficiais do Governo Federal, do Ministério da Defesa e da Polícia Federal em um postagem com a pergunta "cadê Bruno e Dom?".
 

A cantora Zélia Duncan comentou em um vídeo que "o inimigo está no poder e uma das metas é a destruição", exigindo que os desaparecidos sejam encontrados.
 

O jornalista Juca Kfouri, colunista da Folha de S.Paulo, afirmou em vídeo que achar o jornalista e o indigenista é uma questão de honra para o país. Também colunista da casa, Gregório Duvivier afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não está fazendo nada para encontrar os desaparecidos.
 

Enquanto palestrava na Feira do Livro, que acontece no Estádio do Pacaembu, região oeste de São Paulo, o ambientalista e escritor Ailton Krenak comentou o caso. "Dois cidadãos foram desaparecidos na Amazônia agora, vocês sabem?", disse ele, em meio a críticas à exploração predatória da região. "Foram abduzidos. E num trecho de floresta em que os nossos parentes são capazes de localizar até mesmo um mico."

Bienal do Livro da Bahia retorna a Salvador em seis dias de evento
Foto: Max Haack / Secom

A Bienal do Livro Bahia retornará a Salvador entre 10 e 15 de novembro, no Centro de Convenções Salvador, no bairro da Boca do Rio. Segundo o G1, a festa literária volta a ser feita na capital baiana após ter sido adiada em 2020 devido à pandemia da Covid-19. Quem fará o evento é a GL events, mesmo grupo que realiza a Bienal Internacional do Livro Rio.

 

São esperadas as principais editoras do mercado, autores e formadores de opinião em uma programação cultural extensa e para variados públicos. A previsão dos organizadores é que a Bienal receba cerca de 100 mil pessoas durante os seis dias de evento.

 

O Café Literário – cartão de visitas da Bienal – terá programação desenhada pela baiana Joselia Aguiar, autora de “Jorge Amado – Uma Biografia”, título vencedor do Prêmio Jabuti. Aguiar, que também é jornalista, já esteve à frente da curadoria da Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP), em 2017 e 2018, e também da direção da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, entre 2019 e 2021.

 

A programação também dará conta do interesse dos jovens, com a participação de nomes da cultura pop para debater sobre temas atuais. Esse espaço terá curadoria do jornalista Schneider Carpeggiani, doutor em Teoria Literária, que também foi curador de eventos como a Bienal do Livro de Pernambuco e Festival de Literatura do Recife. Atualmente, ele atua como editor do Suplemento Pernambuco e do selo Suplemento Pernambuco.

 

Já a jornalista, roteirista, produtora cultural e diretora audiovisual Mira Silva vai se dedicar a um espaço destinado aos pequenos leitores, com uma série de atividades lúdicas que aproximam as crianças do universo da literatura. Mira Silva é curadora também da Fliquinha – Festa Literária Internacional de Cachoeira, no Recôncavo. 

Sexta, 10 de Junho de 2022 - 00:00

'Rouanet baiana', Fazcultura não emplacou nem metade dos recursos em 2021

por Bruno Leite

'Rouanet baiana', Fazcultura não emplacou nem metade dos recursos em 2021
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Exatos R$ 5,09 milhões foram revertidos para a cultura baiana pela iniciativa privada através do Programa Estadual de Incentivo ao Patrocínio Cultural (FazCultura) em 2021. A quantia, apesar de milionária, representa apenas um terço do teto anual de R$ 15 milhões garantido pela legislação.

 

O campo não consegue chegar perto da cifra máxima desde 2014, quando iniciativas conseguiram captar cerca de R$ 14,9 milhões. Desde então, a série de execuções foi ficando cada vez menor, com outro único pico em 2016, ano em que a marca de R$ 13,4 milhões foi alcançada.

 

Em 2020, auge da pandemia que abalou diretamente o setor, apenas R$ 1,78 milhão foi injetado pelas empresas através da política de fomento, que oferece renúncia fiscal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) a apoiadores.

 

O mecanismo, bem parecido com as leis incentivo cultural do governo federal (antiga Rouanet) e municipal (Viva Cultura), beneficia as empresas que patrocinam os projetos realizados no estado com até 80% do valor total.

 

A conta parece simples: o setor privado apoia e o governo deixa de arrecadar grande parte do que foi investido. Mas a conta tem outros fatores, como o crivo de comissões, contrapartidas sociais e a boa vontade de empresas em promover ações que direcionem recursos para essa finalidade.

 

"A aprovação de um projeto na lei de incentivo é na verdade o passo mais simples porque se um projeto é artisticamente e tecnicamente viável, ele é facilmente aprovado pelas comissões de avaliação", ressalta o produtor cultural Romário Almeida, membro do Conselho Municipal de Política de Cultural de Salvador (CMPC). 

 

Segundo ele, o gargalo começa com a relação desequilibrada entre atividades que têm o aval e as que conseguem efetivar o patrocínio: "Uma vez que o projeto é aprovado na lei de incentivo, é responsabilidade do proponente buscar um patrocinador na iniciativa privada que tenha interesse".

 

E a tarefa de convencimento recai sobre os realizadores, que buscam setores de comunicação e marketing de devedoras de tributos a fim de definirem que o saldo será pago de outra maneira ao Estado.

 

"Elas não patrocinam apenas pelo fato de que é importante estimular a cultura. Há uma apropriação dessa ferramenta, sobretudo, por um retorno de imagem", relata Romário, ao dizer que há uma dificuldade em acessar estes espaços empresariais.

 

De acordo com ele, uma eventual intervenção do governo para promover encontros entre as duas pontas da indústria "não é vista com bons olhos", uma vez que o ente não tem esta função de captador e a movimentação poderia prejudicar a autonomia dos agentes.

 

Ao todo, 25 atividades puderam receber o patrocínio da iniciativa privada no último ano. Todas elas, antes de receber o carimbo da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) e depois da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), órgãos que fazem a gestão compartilhada do Fazcultura.

 

No raio de beneficiários estão desde filmes e livros até peças de teatro, festivais de música e dança, gravações de discos, premiações e outras manifestações.

 

Responsável pela coordenação do programa, Neusa Martins explica que, na perspectiva da articulação, o poder público vem cumprindo uma posição de não intervir diretamente na relação entre partes. "O que a gente vem tentado fazer é agendar encontros para que essas pessoas possam dialogar", disse.

 

Martins conta que a Secult deve, a partir do segundo semestre, colocar em curso uma ação para que proponentes e patrocinadores apresentem suas ideias. A mobilização conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), que aglutina gestores das principais fábricas baianas.

 

O intuito seria o de ganhar mais apoio. Em 2021, apenas dez razões sociais apoiaram os 25 projetos com pareceres concedidos (veja lista completa aqui). No ano de 2014, mais de 30 empresas apoiavam atividades culturais no estado (confira aqui).

 

"De 2015 até o momento que estamos vivendo, nós sabemos, há uma crise política e econômica no país que vem impactando muitos campos, principalmente na cultura. De 2020 para cá o impacto foi ainda maior", destaca a coordenadora ao tratar sobre a situação. 

 

Ela explica que, quando aprovado pela comissão, o projeto tem o aval para captar durante dois anos. No período citado, o Fazcultura se propôs a cumprir o desafio de atender pelo menos 50% da execução orçamentária. 

 

Não há impeditivos para que as empresas que contribuam com o ICMS apliquem os recursos em atividades de outras cidades, por exemplo, mas o fator é mais uma barreira na conta, pelo que observa a categoria.

 

Gilmar Dantas, produtor do Festival Suíça Bahiana, em Vitória da Conquista, reclama da concentração dos patrocínios: "Para quem é do interior, há toda dificuldade. Vitória da Conquista não capta pelo Fazcultura desde 2012. Tem dez anos que o Fazcultura não chega aqui, e estou falando da terceira maior cidade da Bahia, imagina os outros 400 municípios fora da Região Metropolitana de Salvador".

 

Editais descentralizados têm sido uma saída para a classe. Através deles, as empresas abrem chamadas para que proponentes se inscrevam. "A única forma de chegar é através de editais específicos", descreveu, explicando que a última captação do município aconteceu junto a uma operadora de celular.

 

O formato também é apoiado pela coordenação do programa, representada por Neusa Martins, defendendo que até 2015, quando o regulamento foi atualizado, "a captação descentralizada não tinha tanta evidência".

 

Um ponto de concordância entre os entrevistados é de que a política, apesar de ter redutores no caminho, abarca expressões diversas dentro do terreno das artes e da cultura, principalmente depois da pandemia, e oferece uma garantia de que não haverá um superfaturamento de cachês, da maneira que foi revelado pela chamada "CPI do Sertanejo" (saiba mais aqui)

 

"A partir do momento que o direcionamento passa para as redes sociais e outras tecnologias, há uma mudança de estratégia. Não é uma coisa que conflite com a outra. As linguagens mais tradicionais da cultura também têm se aproximado muito desse ambiente, tentando disputar esse espaço para garantir que as empresas continuem patrocinando e tenha esse escoamento também no digital", considera Romário, que vê um avanço da comunicação.

 

Gilmar Dantas diz que, assim como outras políticas, o Fazcultura se adequou ao movimento de transposição ou coexistência virtual-presencial. "Não vi nenhum produtor se queixando que as leis não aceitaram mudanças. No princípio sim, mas todos acabaram se adaptando para isso".

 

Já Neusa diz que o programa estadual tem como diferencial o fato do estado ter "suas particularidades, seus critérios de regulação de marketing cultural, tanto para o proponente quanto para o patrocinador".

 

Quanto ao valor pago a artistas, por exemplo, um dos critérios julgados pela comissão que dá o crivo para as proposta é de que o cachê não supere 20% do montante total de cada projeto. 

Carlos Zacarias lança livro em que detalha construção de 'projeto fascista' no Brasil
Foto: Divulgação

O historiador baiano Carlos Zacarias lança, nesta sexta-feira (10), a partir das 15h30, no vão livre da biblioteca do campus da UFBA em Ondina, o livro "Onde Nascem os Monstros". A publicação traz uma análise do processo político brasileiro a partir da visão do autor.

 

Através de artigos escritos entre 2018 e 2021 como colunista em veículos de imprensa, Zacarias detalha o que chama de projeto fascista e desenvolve como seus operadores colocam em marcha um modelo de destruição e a refletir criticamente sobre a atual situação do estado brasileiro. 

 

Versando ainda sobre o cenário político, suas condições e contradições, ele também publicou dois outros títulos “De tédio não morreremos” e “Foi golpe!”. Se você se interessou pelo viés temático de suas obras confere a hora e o local deste próximo lançamento.

Quarta, 08 de Junho de 2022 - 00:00

Novo circuito do Carnaval pode ir do Parque dos Ventos até a Pinto de Aguiar

por Vitor Castro

Novo circuito do Carnaval pode ir do Parque dos Ventos até a Pinto de Aguiar
Foto: Divulgação / Prefeitura de Salvador

A possibilidade da mudança do circuito Barra-Ondina para a região da Boca do Rio também é vista com bons olhos pela Empresa Salvador Turismo (Saltur). Conforme divulgado anteriormente pelo Bahia Notícias, a proposta, que já circula entre as entidades que fazem a festa (reveja), sugere como uma das hipóteses que o novo circuito se inicie no Parque dos Ventos e vá até a região da Avenida Pinto de Aguiar. Outro ponto defendido pela Saltur é de que o circuito da Barra permaneça com as festas que antecedem a folia como o Fuzuê e o Furdunço, além das apresentações tradicionais das fanfarras. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias o presidente da Saltur, Isaac Edington, explicou que as propostas são muitas e o diálogo ainda é incipiente, mas que uma mudança esperada para 2023 só ocorrerá se for para valorizar a festa. Para o presidente, a mudança do circuito se justificaria pelo aspecto do conforto dos foliões, além de uma melhor aplicação de estratégias do ponto de vista da Segurança Pública. 

 

“Na Barra a gente já tem essa dificuldade com espaço. A Segurança Pública já se manifestou falando de um Carnaval bastante saturado e que acaba ficando desconfortável para o turista e para o folião. Ao mesmo tempo a gente pode fortalecer o Carnaval tradicional, fortalecer o Carnaval do centro da cidade. Temos que pensar em tudo isso e não apenas em acomodar um novo circuito. Agora, se esse novo circuito tem um potencial e se a gente tem a possibilidade de ter um Carnaval com os blocos, com todas as entidades e com o fortalecimento do turismo e da hotelaria em um lugar melhor que se adeque a operação e realização será muito bem vindo”, disse.

 

Edington disse ainda que, caso a mudança ocorra, a gestão priorizará a manutenção de eventos já consolidados na região da Barra, visando assim aumentar as possibilidade para que o folião aproveite a festa. “Não vamos poder abandonar a Barra. Acho que a Barra tem espaço muito interessante. A gente tem lá o circuito Sérgio Bezerra, as fanfarras. Acho que isso pode ser aprimorado transformando a Barra em um local diferenciado do Carnaval e com uma outra pegada. Acho que tudo isso tem que ser discutido”, ponderou. 

 

CIRCUITO PARQUE DOS VENTOS 

De acordo com o presidente da empresa, a discussão que ganhou força nos últimos dias já ocorreu em outros momentos, mas foi retomada com a posse do novo Conselho do Carnaval. “Uma das coisas que tem se colocado nessa hipótese inicial e que a festa se inicie naquela área do Parque dos Ventos. Lógico que ainda vai se começar a discutir com todos os envolvidos, analisar as questões técnicas para que se comece ali e vá até aproximadamente a Avenida Pinto de Aguiar. Algo nessa, linha, mas ainda é algo incipiente”, revelou ao BN. 

 

A ideia versa ainda sobre a possibilidade de que sejam implantados camarotes nos canteiros centrais da região, além de outros equipamentos voltados ao entretenimento do público. “Algo que hoje se torna inviável na Barra, onde você tem equipamentos imobiliários e que já ocupam os espaços”, ponderou. 

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