Roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco pedem demissão coletiva
Foto: Divulgação/CMRJ

Os cinco roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco, vereadora pelo PSOL assassinada em 2018, que será dirigida por José Padilha, pediram demissão esta semana. Segundo o Globo, fora montada uma equipe só com profissionais negros, a maioria, mulheres. 


O grupo estava trabalhando desde abril na produção, idealizada por Antonia Pellegrino e prevista para ir ao ar em 2021, pela Globoplay. A demissão coletiva “foi por divergências na condução da narrativa sobre a vida da vereadora”.


Quando o nome de Padilha - premiado diretor de “Tropa de elite” - foi anunciado para a direção da série, ocorreram críticas nas redes sociais, por ter sido escolhido “um homem branco e crítico da esquerda”. 

Sábado, 24 de Outubro de 2020 - 10:20

Mauricio de Sousa celebra 60 anos de Cebolinha: 'Orgulhoso pelo filho que eu criei'

por Leonardo Volpato|Folhapress

Mauricio de Sousa celebra 60 anos de Cebolinha: 'Orgulhoso pelo filho que eu criei'
Foto: Reprodução

Hoje é dia de festa no bairro do Limoeiro, já que é aniversário de 60 anos do Cebolinha, personagem da Turma da Mônica criado em 1960 e que até hoje é um dos mais queridos do público. Seja falando "elado", trocando o 'R' pelo 'L', ou imaginando algum plano infalível para arrancar o coelho de Mônica, ele já aprontou boas tramoias nas histórias criadas por Mauricio de Sousa, 84, que na década de 1950 trabalhou como repórter da Folha de S.Paulo até deixar esse trabalho para se dedicar integralmente ao cartunismo.

"Essa marca representa que um dos meus filhos chegou à melhor idade", brinca Sousa, em entrevista ao F5. "Logicamente, eles são como se fossem meus filhos e a imagem que eu coloco em cada um me deixa tranquilo e satisfeito. Não é em qualquer lugar do mundo que um personagem mantém postura, simpatia e força. Estou orgulhoso do filho que eu criei", diz o cartunista, que pretende dar festa a seus 400 funcionários em março de 2021 para celebrar a data.

A história da origem de Cebolinha é muito curiosa. De acordo com Sousa, o garotinho de cabelo espetado foi inspirado em uma pessoa real, um amigo que costumava jogar bola com o irmão dele em um campinho de terra na cidade de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo). Cebola era o apelido dele, por causa do penteado diferente que usava na época.

E acredite se quiser: o jovem também falava "elado". Era a figura perfeita que Mauricio de Sousa precisava para criar, anos depois, o Cebolinha com suas características marcantes e que nunca foram perdidas. "Ele está vivo e mora em Mogi. Deve estar com uns 70 anos, gozando de uma certa fama na cidade. Anos atrás, quando ele trabalhava como mestre de obras, as pessoas disputavam pelo seu serviço, afinal, todos queriam contratar o Cebolinha. Imagino que ele tenha uma gratidão por mim, mas eu também tenho por ele", diz Sousa, que vez ou outra faz uma visita a Cebola.

Cebolinha foi um dos primeiros personagens criados por Sousa. Na década de 1960, ele era o único que usava sapato. Como Sousa não tinha muitos personagens no começo da carreira, ele podia se dedicar mais horas a detalhar seus traços. Mas, quando mais jornais começaram a pedir as tirinhas, o cartunista aumentou seu leque de figurinhas e não tinha mais tempo de desenhar sapatos.

"A primeira tira dele, já com a Mônica, eu lembro até hoje. Andava pela guia da calçada e encontrava a amiga sentada em seu caminho. Ele dizia: 'Sai da frente, 'golducha', quero passar'. A Mônica levantava e enchia ele de coelhada. Em seguida, Cebolinha reclamava: 'Puxa vida, as mulheres desequilibram os homens'", relembra.

E por falar em Mônica, a chegada dela às histórias, em 1963, fez com que Cebolinha fosse mudando suas características comportamentais. No início da década de 1960 era ele quem roubava a cena. Mas, após a criação da personagem inspirada na filha de Sousa, Cebolinha correu atrás do prejuízo.

"Aquela menina valente, brava e voluntariosa começou a se destacar mais do que ele. Era mais notável. Tanto que de Turma do Cebolinha virou Turma da Mônica. E nas tiras eu represento isso. Ele mudou seu comportamento e passou a querer recuperar o seu espaço e a tomar o que é da Mônica. Mas transformo isso em um conflito bonito e que, no final, ambos fazem as pazes", diz.

NOVO FILME

Em 2021, Cebolinha poderá ser visto mais uma vez nos cinemas, assim como toda a trupe. A segunda versão do filme da Turma da Mônica, "Lições", que seria lançada em dezembro, deve estrear somente no ano que vem. Nele, os personagens estarão na escola. "Educação é muito importante e representativa. A Turma da Mônica alfabetizou muita gente e essa é uma medalha que eu carrego em meu peito", afirma Mauricio de Sousa.

Na avaliação dele, Cebolinha é um dos personagens mais queridos do público devido à identificação que ele causa nas pessoas. E é por isso que até hoje ele recebe mensagens de gente que deseja ler histórias sobre o famoso plano infalível que o garotinho sempre tenta contra a amiga Mônica. "Cebolinha inspira carinho por causa do lado fraco dele. Ele sempre deseja algo e nunca consegue. As pessoas querem ver, até hoje, o famoso plano infalível dele dar certo."

O cartunista afirma que não há planos de atender ao desejo dos aficionados pelos quadrinhos. "Não vou dar spoiler, quem sabe um dia ele consegue?", despista. Ele cita ainda que o público sempre pergunta por que ele sempre se dá mal nas histórias. "O que tem de gente que me pergunta: 'Ele é tão bonitinho, mas por que sofre tanto?'. São sempre observações de carinho."

Se o Cebolinha faz sucesso no Brasil, também tem lá seu respaldo no exterior. Em 2007, um boneco de vinil do personagem foi visto em uma parte do filme australiano "Black Water", no qual viajantes são atacados por um crocodilo. "Nunca fui adivinho ou futurólogo, não imaginava que esse sucesso fosse durar tanto e que Cebolinha fosse parar em outro país. Mas planejei e corri atrás", diz Sousa.

EDIÇÃO COMEMORATIVA E POLITICAMENTE CORRETA

A chegada aos 60 anos terá comemoração especial para Cebolinha -que, na verdade, está há seis décadas comemorando sete anos de idade. A Mauricio de Sousa Produções e a Panini lançam no dia 1° de novembro uma edição comemorativa de uma revista em capa dura com histórias do personagem.

Intitulada "Dono da 'Lua'" (era para ser rua, mas ele troca as letras, como de praxe), o gibi -já disponível na pré-venda pelo preço de R$ 49,90 no site da Amazon- mostrará mais aventuras de Cebolinha. De acordo com Sousa, será um compilado com as melhores e mais clássicas tramas nesses 60 anos.

O autor explica, porém, que muitas piadas e brincadeiras de seis décadas atrás poderiam ser encaradas de uma forma diferente atualmente. Por isso, qualquer historinha politicamente incorreta será editada ou cortada. "Vemos com olhos mais exigentes e cuidadosos. Queremos evitar constrangimento. Nos velhos tempos, algumas situações eram aceitáveis, hoje, não."

Entre as situações que foram cortadas estão algumas em que Mônica bate no Cebolinha e ele aparece no chão com o olho roxo e sem dente. "Seria um palavreado de antigamente, alguma situação de mais agressividade. Algumas crianças chegaram a me escrever para apontar que não gostavam de o Cebolinha todo machucado. Eu suavizei tudo. Nos últimos anos a Mônica só corre atrás dele, mas não bate", diz o cartunista.

E as novidades não param por aí. Na última quarta (21), o canal da Turma da Mônica no YouTube, que tem mais de 4,5 bilhões de visualizações, iniciou uma série de curtas cujo protagonista é o Cebolinha. Trata-se de um compilado com dez episódios, voltados a um público ainda mais novo, com aventuras do personagem e de sua turma.

Startup baiana promete simplificar a um clique o registro de propriedade intelectual no Brasil
Ideia surgiu quando Caroline fazia mestrado nos EUA | Foto: Arquivo Pessoal

Uma startup baiana quer levantar uma discussão sobre processo de proteção e registro de propriedade intelectual no Brasil, para torná-lo mais rápido, digital e diminuir a burocracia. A InspireIP foi criada no início do ano e lançada oficialmente há três semanas por Caroline Nunes, jovem de 27 anos que nasceu em Caruaru (PE), mas por residir em Salvador durante a maior parte da vida e amar a cidade se considera “praticamente uma baiana”.

 

Advogada, especialista em Propriedade Intelectual e mestra em Propriedade Intelectual e Direitos de Entretenimento pela Universidade do Sudoeste da Califórnia, Caroline começou a elaborar o projeto durante o curso nos Estados Unidos, motivada pelas disciplinas ofertadas e por uma lacuna no mercado nacional. 

 

“Eu peguei várias cadeiras de direitos de música, propriedade intelectual, direitos de videogame, e aprendi como proteger os direitos autorais lá. Eu vi que era uma forma simples, completamente informatizada, e aí eu voltei para o Brasil e quis atuar nessa área, só que quando chegou na parte de direito autoral eu vi que o sistema do Brasil ainda é bastante arcaico. Hoje o único órgão que você faz o registro de forma oficial no Brasil é a Biblioteca Nacional, e você ainda faz usando papel, tem que esperar 180 dias, mandar pelos Correios. Aí eu falei, ‘não tem condição de continuar um sistema assim’”, lembra a jovem, que viu no Blockchain - tecnologia usada por vários países -, uma alternativa para oferecer uma resposta mais rápida e segura. 

 

“O Blockchain funciona como um livro de registros digital e internacional. Então, tudo que você registra nele fica armazenado de forma permanente e de maneira universal. O que você registra em Blockchain você não consegue modificar, ninguém consegue modificar. É um sistema completamente inviolável, e aí ele serve como um mecanismo perfeito para a proteção de propriedade intelectual, principalmente para direitos autorais e segredos comerciais”, explica Caroline, sobre a tecnologia que está por trás do Bitcoin e de quase todas as criptomoedas existentes hoje.

 

Além da questão da inviolabilidade, que segundo a jovem empreendedora coloca sua startup muito à frente do atual mecanismo de registro no Brasil, ela destaca ainda que a ferramenta possibilita uma proteção que cobre também o processo, e não apenas após a conclusão da obra intelectual. “Por exemplo, a pessoa está inventando alguma coisa, ainda está em fase de projeto, ou ela está escrevendo um livro ou uma letra de música. Hoje ela não tem um mecanismo de proteger isso antes de registrar oficialmente ou antes de lançar de forma definitiva. Ela não tem um mecanismo para poder compartilhar com outras pessoas de forma segura, então foi pra isso também que a gente desenvolveu o sistema”, explica Carline. “Hoje você pode, dentro do sistema, compartilhar seu projeto com terceiros e o sistema tem um termo de confidencialidade integrado. Então, além de você registrar suas ideias e seu projeto em Blockchain, você convida pessoas para participar do projeto com o termo de confidencialidade, o que te garante uma segurança jurídica. Funciona muito mais da forma defensiva. Você tem um livro e quer publicar um e-book, e aí você tem medo de publicar e outras pessoas pegarem, então você registra primeiro pra ter aquela defesa”, detalha.

 

Veja como funciona o InspireIP:

 

Outras vantagens de seu projeto, segundo a jovem advogada, são o alcance e a confiabilidade da ferramenta. “Você tem um registro internacional, a linguagem de Blockchain você vai receber um código no certificado e esse código é universal. Então, se você mostra pra uma pessoa da China, da Alemanha, ela vai saber que você é o autor original daquele determinado arquivo, sem precisar traduzir nada, sem precisar passar por todo um trâmite jurídico”, explica Caroline. 

 

Outro ponto forte do projeto apontado por ela é a versatilidade, já que a plataforma pode ser usada para registrar qualquer tipo de propriedade intelectual. “Se você é compositor, escritor, se desenvolve jogos de videogame, se pinta quadros, se é arquiteto ou escreve blogs... Qualquer tipo de direito autoral pode ser protegido por lá e a gente aceita qualquer tipo de arquivo”, garante a empreendedora, que para resumir a função da ferramenta explica que “é uma coisa bastante ampla e serve basicamente como serviço notarial, ao final das contas”. A ampla funcionalidade, inclusive, atraiu campos inesperados à startup. “Eu estou ficando até surpresa porque outros setores, fora da propriedade intelectual, estão vindo procurar a startup, como o da agropecuária”, conta. 

 

Outro ponto importante apontado pela especialista em propriedade intelectual é a simplificação do processo. “Se você gravou um videoclipe ou fez uma gravação no estúdio de uma música que você compôs, na Biblioteca Nacional você não consegue proteger a gravação, porque é em papel. Então, hoje você tem que imprimir a letra, se não tiver a composição tem que mandar fazer e imprimir, tem que preencher um formulário, rubricar todas as folhas, mandar para o endereço deles, esperar bastante tempo, pra ver se eles aprovam o registro lá. Então é uma coisa extremamente burocrática”, avalia Caroline, lembrando que em sua plataforma, com alguns cliques é possível registrar todo tipo de criação, seja lá em qual suporte for, sem precisar lançar mão de estratégias pouco práticas - o processo também leva tempo e é limitado ao suporte papel - como enviar cartas para si mesmos, para comprovar a autoria de determinada obra. 

 

Com pouco tempo de lançada, a startup baiana já abriu algumas portas para a jovem empreendedora. “Conclui o mestrado em março deste ano, e até por causa do projeto da startup, fui aprovada no PHD em Londres, pra pesquisar sobre Blockchain e direito de música. Vou começar em 2021, podia começar no começo do ano, mas empurrei para outubro de 2021 até pra deixar tudo bem estruturado aqui”, conta a jovem, que além do empurrãozinho na área acadêmica, também conquistou apoios importantes no campo profissional. “Eu lancei a plataforma oficialmente há umas três semanas e estou tendo aceitação muito boa no Instagram por parte dos músicos. Eu não esperava isso, mas fui chamada pra um evento grande de música e de lá um cara de uma empresa grande de instrumentos musicais veio falar comigo. A partir desse cara, o organizador da Shark Tank conversou comigo e agora eu vou ser acelerada pela aceleradora deles, que é lá do Mato Grosso do Sul. É uma coisa que está acontecendo atrás da outra, eu não estava esperando isso, mas estou bem feliz”, conta Caroline, empolgada com os próximos passos de seu projeto.

Por protagonismo negro na televisão, TVE Bahia e Trace Brazuca lançam programação compartilhada
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

Uma nova leva de atrações protagonizadas e produzidas por pessoas negras vai estrear na tela da TVE Bahia a partir do próximo dia 1º de novembro. A novidade foi possibilitada através de uma parceria entre a televisão pública do estado e o canal a cabo Trace Brazuca e conta com a exibição de shows, programas, filmes e documentários que integram a programação de cada uma das emissoras. 

 

De acordo com o diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Flávio Gonçalves, essa é uma estratégia de valorizar o que melhor representa a Bahia, que é a diversidade e os artistas baianos. 

 

"Como a grande maioria da população baiana é negra, temos exatamente esse compromisso: o de dar visibilidade para uma população que é maioria no estado. Queremos, ao mesmo tempo, dar espaço para essa produção que é feita por profissionais baianos negros e também permitir aos baianos que não são artistas, não estão na tela da TV, se sintam representados ao verem essas pessoas. Acho que são esses os dois principais objetivos. E isso é algo que não está tão presente nas televisões de modo geral", comenta o jornalista. 

 


Flávio Gonçalves, diretor do Irdeb | Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

 

Ao mesmo tempo que é uma estratégia de visibilidade, é uma estratégia de alcance da juventude e de ocupação da grade de programação. "Nós queremos, do ponto de vista de grade de programação, oferecer [conteúdo] principalmente ao público jovem, porque essa parceria com a Trace tem como foco principal a juventude e nós entendemos que ela merece uma programação de qualidade", explica Flávio, ressaltando que há pouca visibilidade de jovens na telinha e, quando há uma aparição, a forma como é exibida é a partir de estigmas. 

 

A proposta inicial prevê a exibição de mais de 50 horas de conteúdo por mês. O formato é de uma colaboração mútua. A emissora baiana vai exibir os programas cedidos pela Trace e o canal pago irá colocar no ar as produções cedidas pela televisão pública estadual.

 

Considerada desde 2016 como a emissora oficial da Década Internacional Afrodescendente (2015-2024) no estado, a TVE se coloca, na visão do seu diretor, em um local diferenciado na radiofusão baiana. 

 

"Não todas, mas a falta do protagonismo da população negra na tela das TVs aqui da Bahia é algo que é só você trocar de canal e vai ver, seja como profissionais na frente ou como fonte. Temos fontes brancas, profisisonais brancos... Aqui na TVE não, temos profissionais que aparecem no vídeo e são afrodescendentes. E também do ponto de vista de fontes e de conteúdos, também exibimos muito conteúdo afrodescendente", explana, considerando que tal situação é um sintoma do racismo.

 

"Isso [a presença de pessoas negras na tela] é uma constante na TVE porque temos o compromisso de combater o racismo, porque entendemos que para combater o racismo é preciso não só falar sobre o racismo, mas é importante trazer o protagonismo da população afrodescendente. Na medida que essa população, cada vez mais, aparecer na tela da TV, a tendência é que o racismo também diminua, porque é um processo cultural", pontua.

 


O 'Trace Trends' será um dos programas exibidos pela TVE a partir da parceria | Foto: Reprodução / YouTube

 

Apesar de admitir que a audiência não seja o propósito primário de uma TV pública, Flávio Gonçalves avalia que as parcerias recentes e as ações de interiorização da produção e da transmissão do conteúdo gerado pela TVE Bahia têm feito com que a audiência aumente. A identificação do público com as pautas e os rostos seriam, na sua opinião, aspectos de atração dessas pessoas que passaram a assistir o canal com mais frequência. 

 

"É conteúdo de música, de política, de cidadania, de esporte. Tudo isso tem a ver com a Bahia. Nas redes sociais hoje temos 600 mil seguidores, cresceu muito, e na própria televisão também - até porque nossa presença no interior aumentou. Hoje nós temos praticamente mais de 10 milhões de pessoas com o sinal digital, antes eram 4 milhões, e isso significa que [hoje] nós temos potencial de audiência maior", afirma.

 

"O primeiro passo foi ampliar esse sinal digital para todo interior da Bahia e agora com esse conteúdo da Trace não temos dúvida de que, aliado aos outros conteúdos, a tendência é que a audiência cada vez mais aumente. Essa parceria com a Trace é uma estratégia de ter mais diversidade e buscar audiência, porque ela é fundamental para dar legitimidade para a TVE. Não queremos que seja uma TV que ninguém assista. Acho que a TVE tem de tudo para ser líder de audiência", diz otimista. 

 

Para o jornalista e diretor do Irdeb, a política de interiorização, de identificação e de ampliação do conteúdo seguem premissas que definem o DNA da TVE Bahia. Ou melhor, de uma política: a de integração e de divulgação do estado para os próprios baianos.

 

E, quando perguntado sobre possíveis projetos de dinamização da rádio, ele justifica dizendo que a ideia é justamente a mesma, mas com outra pegada. Segundo ele, a interiorização do conteúdo da Educadora FM gira em torno de projetos como o Festival de Música Educadora FM - que além de premiar artistas, conta com a reprodução de 50 canções de músicos de todo o estado da Bahia - e a implementação recente do aplicativo Educadora Play. 

Funceb celebra cinquentenário de morte do crítico de cinema Walter da Silveira
Foto: Reprodução / Setaro's Blog

A Fundação Cultural do Estado da Bahia, através da Cinemateca da Bahia, coordenação de sua Diretoria de Audiovisual (Dimas/Funceb), promove durante os meses de outubro e novembro uma programação especial para marcar a memória do fundador e programador do Clube de Cinema da Bahia, Walter da Silveira, que este ano completa 50 anos de morte.

 

O soteropolitano Walter da Silveira foi crítico de cinema, militante político, professor, historiador, cineclubista, ensaísta e advogado formado pela Faculdade de Direito da Bahia em 1935, sendo reconhecido como advogado das causas populares. Em 1950 fundou o Clube de Cinema da Bahia, além de ter organizado festivais de cinema e um Curso de Cinema em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

 

Conhecido como o “guru” do cinema novo da Bahia, Walter da Silveira foi um agente fundamental na formação de cineastas e pesquisadores do período que ficou conhecido como o Ciclo Baiano de Cinema. Ele nomeia a Sala de Cinema Walter da Silveira, administrada pela Diretoria de Audiovisual da Funceb, única sala de cinema gratuita em funcionamento no estado.

 

PROGRAMAÇÃO
A programação do evento é divida em duas partes. A primeira é a Sessão Cinemateca da Bahia – O legado de Walter da Silveira, que exibirá o filme “A Grande Feira” (1961), dirigido por Roberto Pires. A Sessão acontece no dia 25 de outubro, às 21h, na TVE Bahia.

 

A segunda parte da programação será os webinários “Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira”, que acontecem de 3 a 5 de novembro, sempre às 19h, no canal da Funceb no youtube. No primeiro dia será lançado o livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado por Cyntia Nogueira, professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiano.

 

A programação segue nos dias seguintes com debates e diálogos acerca do legado cinematográfico deixado por Walter da Silveira. Os eventos acontecem em parceria com a Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba), com o curso de Cinema e Audiovisual da Universidade do Recôncavo Baiano (UFRB) e com a TV Educativa da Bahia. 

 

Confira a programação:

O que: Sessão Cinemateca da Bahia – O legado de Walter da Silveira
Quando: 25 de outubro (domingo), às 21h
Local: TVE (www.tve.be.gov.br)
Filme: “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires

 

O que: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Lançamento de livro e debates | Apresentação de Flávia Goulart Rosa (Edufba)
Quando: 3 de novembro (terça-feira), às 19h
Mesa 1 - Lançamento livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado pela professora da UFRB, Cyntia Nogueira
Apresentação: Flávia Goulart Rosa (Edufba)
Participantes: Cyntia Nogueira e Euclides Santos Mendes (comentador) (UESB)
Mediação: Rafael Carvalho (UNEB)

 

O que: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Debates
Quando: 4 de novembro (quarta-feira), às 19h
Mesa 2 - A crítica e os caminhos do cinema brasileiro: diálogos de Walter da Silveira com Alex Viany, Paulo Emílio Sales Gomes e Glauber Rocha
Participantes: Arthur Autran (Ufscar), Adilson Mendes (Anhembi/Morumbi) e Cláudio Leal (jornalista).
Mediação: Manuela Muniz (UNEB)

 

O que: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Debates
Quando: 5 de novembro (quinta-feira), às 19h
Mesa 3 - Walter da Silveira, o Clube de Cinema e a invenção do cinema na Bahia
Participantes: Izabel Melo (UNEB), Cyntia Nogueira (UFRB), Luís Alberto Rocha Melo (UFJF).
Mediação: Milene Gusmão (UESB)

Em parceria com Ln On The Track, baiano Madido lança 'Peso em Ouro'
Foto: Reprodução / Instagram

O baiano Madido lançou nesta quinta-feira (22) o single "Peso em Ouro". Fruto de uma parceria com o beat maker Ln On The Track, a faixa faz parte de um projeto independente tocado pelo rapper junto com amigos, o Ambitionz Records. 

 

A canção, conta o cantor fala sobre a fé em si mesmo e a força necessária para não ceder a imposições da sociedade. "A música Peso em Ouro fala sobre acreditar em si mesmo, não mudar o seu jeito, não baixar a cabeça para o que as pessoas querem que você seja, mas o que você quer ser. O processo de composição foi muito gostoso e a gente teve diversos erros e acertos até chegar ao que todo mundo está vendo hoje", descreve Madido. 

 

Segundo ele, a ideia de fazer a música surgiu ainda em 2015, quando ele e Ln se encontraram pela primeira vez em um show. "De lá pra cá foram muitas tentativas", conta, completando que as criações não param por aí. "Esse é o primero lançamento e muitas outras coisas estão por vir. Estamos conhecendo, buscando, nos aprofundando no que for necessário para esse mundo artístico em que 'tudo é uma loucura'".

 

Inicialmente pensado para contemplar lançamentos musicais do trio, o projeto Ambitionz pretende dar visibilidade para outros artistas que se aproximem da proposta criativa deles. 

 

Confira o clipe de "Peso de Ouro":

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 18:50

Companhia das Letras compra Brinque-Book e amplia investimento infantil

por Walter Porto | Folhapress

Companhia das Letras compra Brinque-Book e amplia investimento infantil
Luiz Schwarcz, presidente da Companhia das Letras | Foto: Reprodução / O Globo

A Companhia das Letras anunciou nesta sexta-feira a compra da Brinque-Book, uma das principais editoras nacionais de livros infantis.

Com o movimento, o grupo se consolida ainda mais como gigante do mercado e abocanha fatia significativa da literatura brasileira para crianças -um foco prioritário da Companhia e da Penguin Random House, conglomerado americano que hoje controla a maior parte de suas ações.

A ideia é que a Brinque-Book se mantenha como marca própria, sob o comando de Júlia Moritz Schwarcz, publisher dos selos infantis da Companhia, mas ainda com Elisa Zanetti como editora. O plano é integrar os 23 funcionários da empresa, além de incorporar os 312 títulos ativos do catálogo.

A editora fundada há 30 anos por Suzana Sanson é dona das histórias do elefante Gildo, de Silvana Rando, premiado com o Jabuti e que acaba de lançar uma edição comemorativa de dez anos. Outras obras populares são "O Urso Rabugento" e "Bruxa, Bruxa, Venha à Minha Festa".

A iniciativa da venda partiu da Brinque-Book. Em coletiva de imprensa, Sanson afirmou, emocionada, ver o movimento como o encerramento de um ciclo natural. "Foi uma filha que criou asas e que agora vai para a maior editora do Brasil. Estou feliz de terem querido a Brinque, que vai formar família com a Companhia das Letrinhas e a Pequena Zahar."

A Companhia das Letrinhas foi fundada há 28 anos por Lilia Moritz Schwarcz, seis anos depois do nascimento da editora e seu primeiro momento de atenção ao infantil. A Pequena Zahar veio junto com a aquisição vultosa de sua empresa-mãe no ano passado.

Luiz Schwarcz, presidente da Companhia, ressaltou a afinidade entre os catálogos das editoras e classificou o processo de aquisição como harmonioso. Afirmou que o movimento não partiu de uma pretensão de hegemonia de mercado, mas detalhou a estratégia financeira que o embasa.

"Um fato importante da pandemia foi que as vendas de catálogo cresceram brutalmente, muito favorecidas pela venda online. Letrinhas, Pequena Zahar e Brinque-Book são típicos investimentos de catálogo, de longa duração", disse, acrescentando que a área de educação foi a única no grupo que não freou com a crise aberta pelo coronavírus. "O infantil é hoje possivelmente a área com mais crescimento no mundo."

Júlia Moritz Schwarcz ressaltou o interesse em solidificar, sem rupturas, uma marca com forte reconhecimento entre professores e educadores. "Minha maior preocupação é honrar com o trabalho que a Brinque-Book fez até aqui e manter a identidade dos nossos três selos infantis."

O grupo prevê lançar 75 obras para crianças no próximo ano -21 títulos da casa recém-adquirida, 46 da Letrinhas e oito da Pequena Zahar.

Quando comprou a tradicional editora carioca Zahar, em outubro passado, a Companhia já havia ampliado seu domínio do mercado editorial para algo como 12% do total. Agora o grupo fundado por Luiz e Lilia Schwarcz conta com 18 selos.



OS 18 SELOS PÓS-FUSÃO

Companhia das Letras

Literatura e obras de nãoficção de valor literário



Zahar

Ciências humanas e sociais, e clássicos da literatura



Companhia das Letrinhas

Literatura infantil



Pequena Zahar

Idem



Penguin-Companhia

Clássicos da literatura e do pensamento universal, no formato Penguin



Objetiva

Autoconhecimento, história, ciência e biografias



Alfaguara

Originalmente uma editora espanhola; dedicado à literatura



Suma

Suspense, fantasia e terror



Portfolio-Penguin

Economia e negócios



Quadrinhos na CIA

HQs de reconhecida qualidade artística e literária



Paralela

Selo comercial do grupo, com publicações de ficção e não ficção



Fontanar

Não-ficção com foco em bem-estar.



Companhia de Mesa

Gastronomia



Seguinte

Ficção e não ficção juvenil



Claro Enigma

Temas da atualidade, com vocação para adoção escolar



Boa Companhia

Antologias de grandes autores para formação do hábito de leitura entre jovens



Companhia de Bolso

Livros do grupo em formato menor



Brinque-Book

Selo infantil recém-adquirido

Silvero Pereira faz vídeo satirizando declaração de 'Mamãe Falei' sobre 'Bacurau'
Foto: Reprodução / Vitrine Filmes

O ator Silvero Pereira fez um vídeo satirizando a fala do deputado estadual de São Paulo, Artur do Val (DEM), que disse que o filme "Bacurau" careceu de uma cena que representasse a "verbalização da afirmação nordestina". 

 

No vídeo-sátira publicado no Twitter, o cearense, que protagonizou o neocangaçeiro Lunga no longa-metragem, aparece dublando a declaração do parlamentar, feita em seu canal no YouTube, o "Mamãe Falei". O deputado ainda sugeriu mudanças nas cenas dirigidas pelos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

 

Durante a dublagem, Silvero fez questão de interpretar a nova versão sugerida pelo youtuber. Na legenda, ele escreveu que agora não podiam reclamar da "falta de verbalização nordestina".

 

"Faltou a verbalização da afirmação nordestina. Cara, o filme não é sobre nordestino ali, resistindo e 'dando pau' nos americanos? Faltou ali o Lunga com uma pexeira falando para o americano 'agora tu tá f**ido, rapaz, passei a vida inteira comendo rapadura, passando sede aqui para abaixar a cabeça para um comedor de chucrute?'", diz o trecho da fala de Artur reproduzida por Silvero no seu vídeo.

 

A sugestão de "Mamãe Falei" ainda incluiu um outro personagem, que interrompe Lunga na cena imaginada e rebate afirmando quais seriam os hábitos dos americanos. "Aí alguém fala: 'não, não é comedor de chucrute, isso aí é alemão'". 

 

Ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2020 na categoria Melhor Ator pelo personagem vivido em Bacurau, Silvero recebeu a aprovação de um dos diretores da produção pela nova interpretação, que repostou o vídeo nas redes sociais e teceu elogios ao artista. "Silvero, essa tua homenagem pro papaimamãe é muito bom", escreveu Kleber Mendonça Filho.

 

Confira a sátira: 

Morre a atriz Jane Di Castro, um dos nomes importantes da causa LGBT+ no país
Foto: Daniel Pinheiro/AgNews

Morreu na manhã desta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro, a atriz Jane Di Castro. A artista tinha 73 anos e enfrentava uma luta contra o câncer. Segundo a coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, ela estava internada no Hospital de Ipanema, Zona Sul da capital fluminense.

 

No ar na reprise de "A Força do Querer", Jane era trans e um dos nomes importantes na causa LGBT+ no país. Ela estava na ativa no mundo artístico desde a década de 1960.

 

Segundo a revista Quem, devido a pandemia do novo coronavírus, a artista não terá um velório tradicional, com homenagens. O corpo será cremado, sem a presença de familiares e amigos.

 

Jane era viúva de Otávio Bonfim, com quem se casou em 2014. Os dois selarem a união após 47 anos vivendo juntos. A artista ficou viúva em 2018. Otávio também morreu de câncer.

Sesc Bahia encerra mês das crianças com show infantil do grupo Canastra Real no Youtube
Foto: Nanda Leturiondo / Divulgação

Encerrando a programação do mês das crianças, o Sesc Bahia promove um show do grupo infantil Canastra Real, neste domingo (25). A apresentação, que integra o projeto “Dominguinho em Casa”, será transmitida ao vivo a partir das 11h, no Youtube do SescBahiaOficial. 

 

À frente do grupo, os músicos e pesquisadores José Rêgo (Pinduka) e Luciene Souza apresentam o espetáculo musical “Toada Crianceira: Cancioneiro Brincante da Infância”, que tem como objetivo promover a sociabilidade infantil de forma mais lúdica.

 

Entre uma cantiga e outra, eles recordam velhas brincadeiras da tradição oral (contos, cantos, poética), e prometem apresentar às crianças um universo lúdico e colorido.  

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Show do grupo Canastra Real
QUANDO: Domingo, 25 de outubro, às 11h
ONDE: Canal do YouTube /SescBahiaOficial 
VALOR: Gratuito

GastrôBahia: Pasta em Casa celebra o Dia do Macarrão com receita exclusiva em exposição virtual
Chef Celso Vieira | Foto: João Tatu

O Restaurante Pasta em Casa, Rio Vermelho, celebra o Dia do Macarrão neste domingo, 25, com uma ação especial. O chef Celso Vieira participa da exposição virtual Benção, organizada pela Casa Rosa, com um vídeo ensinando o preparo de uma massa exclusiva para a exposição, a Linguine da Elena. A escolha do prato tem uma relação com a memória afetiva de Celso: trata-se de uma massa que ele aprendeu com uma amiga na Toscana, quando morou na Itália.

 

O conteúdo especial, produzido para a exposição, está disponível no https://bencao.casarosasalvador.com.br/, e neste domingo (25) o público poderá conferir também nos perfis oficiais do Pasta em Casa e Casa Rosa no Instagram: @pastaemcasa e @casa_rosa_salvador. A exposição tem curadoria de Isabel Gouvêa e Rose Lima. O vídeo tem direção e câmera de João Tatu, produção de Milena Raynal, edição de Caio Rubens e realização da Simples Produções.

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 14:50

Livro de brasileiro sobre jovens com HIV conquista até editora de 'Harry Potter'

por Pedro Martins | Folhapress

Livro de brasileiro sobre jovens com HIV conquista até editora de 'Harry Potter'
Foto: Divulgação

Lucas Rocha, de 28 anos, cresceu ainda entre resquícios de histórias que, na mídia, igualavam o HIV a uma sentença de morte, o "câncer gay", um "castigo de Deus" para os "leprosos dos anos 1980".

Rocha acreditava que 40 anos teriam sido suficientes para desmistificar o vírus. Até que, a pedido de uma revista parceira da Fiocruz, onde trabalhava como bibliotecário, revisou um estudo sobre a percepção dos brasileiros a respeito do HIV.

"As pessoas respondiam coisas como 'você pega Aids se usar o mesmo copo que uma pessoa com HIV', sem nem diferenciar HIV de Aids. Eu pensava que todo mundo sabia o certo e o errado, mas descobri que não."

Depois do choque, ele, que desde os 11 vive rodeado por livros, quis saber como o HIV era representado hoje na literatura. Não encontrou romances protagonizados por jovens soropositivos -e decidiu escrever o seu.

"A maioria dos livros que achei terminavam com solidão ou morte do personagem com HIV, tanto no Brasil quanto no eixo Estados Unidos-Reino Unido", afirma. "No meu, pessoas com HIV têm direito a um final feliz. Não me importo de dar este spoiler."

A primeira cena de "Você Tem a Vida Inteira" se passa num centro de testagem, onde Ian, que acabou de descobrir ter HIV, conhece Victor. Este fez o teste depois que Henrique, um ficante, ter revelado ser soropositivo.

Mesmo tendo usado preservativo no sexo, Victor decide romper com Henrique --ainda que, como explica o romance, por manter o tratamento em dia, sua carga viral fosse indetectável e, portanto, intransmissível.

O escritor desenrola a história a partir do que os três decidem fazer depois dos diagnósticos. Mesmo entre a comunidade LGBT, são cercados de personagens propositalmente preconceituosos, para que o leitor questione as próprias concepções.

"Uma pessoa com HIV não é melhor nem pior que ninguém, não é uma 'praga humana', não é promíscuo -e, se for, não é da conta de ninguém", diz Rocha. "É importante termos narrativas contemporâneas sobre HIV no Brasil."

A percepção do escritor encontraria eco longe de São Paulo. Seu romance acabaria chegando ao escritor David Levithan, diretor editorial da Scholastic, casa de sucessos como "Harry Potter" e "Jogos Vorazes".

Em sua vinda à Bienal do Livro de São Paulo de 2018, Levithan, que também escreve livros com temas LGBT, havia consultado sua editora brasileira, Rafaella Machado, sobre o que ela havia publicado de interessante nos últimos meses. Machado indicou "Você Tem a Vida Inteira".

"O preconceito é hoje o que há de mais grave sobre o HIV", diz ela. "O Lucas trouxe isso para uma história adolescente, que tem romance, plot twist, um final apoteótico e uma mensagem superpositiva. Disse ao David que ele precisava ler esse livro de qualquer forma."

Levithan decidiu levar uma cópia para um editor de sua equipe que lê em português, Orlando dos Reis. Nascido no Brasil e criado nos Estados Unidos desde os quatro anos, ele pegou o romance num final de semana e se apaixonou na primeira página.

Enquanto lia, arriscou traduzir os primeiros capítulos do livro para apresentar ao chefe na segunda-feira seguinte. Fisgado, Levithan deu aval para a compra dos direitos autorais em inglês.

Em junho, mês do orgulho LGBT, "Where We Go From Here" foi lançado nos Estados Unidos, onde só 3% dos livros publicados são originais de língua estrangeira, segundo pesquisa da Universidade de Rochester.

O estudo foi realizado em 2007, mas ainda reflete o mercado literário americano, diz Reis. "Admito que nunca havia pensando em comprar livros estrangeiros -não por achar que fossem ruins, mas por não ser treinado a fazer isso."

Exceto pela diminuição de idade dos personagens, por estratégia de marketing, e da troca de referências à TV brasileira, o texto permaneceu o mesmo, conta o editor, que diz ter aberto os olhos para o que é escrito mundo afora.

A segunda aposta de Reis já está feita. Escrito pelo também estreante Vítor Martins, "Quinze Dias" chega às livrarias dos Estados Unidos em novembro, protagonizado por um adolescente que enfrenta gordofobia na comunidade gay.

Enquanto isso, Lucas Rocha aguarda o lançamento de "Where We Go From Here" no Reino Unido em 2021, pela DFB, e prepara seu próximo livro, sobre a relação entre um jovem gay e seu pai preconceituoso. A história é triste, mas o final é feliz, garante o autor.

Paródia de Bansky de pintura de Monet é leiloada por R$ 54,5 milhões
Foto: Divulgação

Uma pintura de Bansky parodiando uma obra do francês Claude Monet foi leiloada, nesta quarta-feira (21), em Londres, por cerca de US$ 9,8 milhões, o equivalente a R$ 54,5 milhões. De acordo com a Folha de S. Paulo, a casa de leilões Sotheby's informou que esta é a segunda obra mais cara vendida pelo misterioso artista britânico.

 

A tela em questão se chama "Mostre-me o Monet" e é uma imitação livre de "O Lago das Ninfeias", uma das obras mais famosas de Monet. A paródia ilustra uma ponte japonesa sobre um lago florido, como na original, mas acrescenta alguns objetos inusitados como um cone de trânsito e carrinhos de supermercado no meio do lago.

 


Obra original, que foi parodiada por Bansky

 

O quadro de Bansky foi criado em 2005, parte da coleção "Pinturas a Óleo Vulgares", na qual o artista fez paródias de clássicos como a pintura "Girassóis", de Van Gogh, e os retratos de Marilyn Monroe feitos por Andy Warhol.

Funceb lembra 50 anos de morte de Walter da Silveira com programação especial
Foto: Divulgação

Através da Cinemateca da Bahia, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) promove uma programação especial entre outubro e novembro para marcar a memória do fundador e programador do Clube de Cinema da Bahia, Walter da Silveira, que este ano completa 50 anos de morte.

 

O evento será dividido em duas partes, a primeira é a Sessão Cinemateca da Bahia – O legado de Walter da Silveira, que exibirá o filme “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires, no dia 25 de outubro, às 21h, na TVE Bahia (canal 10.1 e www.tve.ba.gov.br).

 

A segunda parte contará com os webinários “Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira”, que acontecem de 3 a 5 de novembro, sempre às 19h, no canal da Funceb no Youtube. No primeiro dia será lançado ainda o livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado por Cyntia Nogueira, professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiano.

 

WALTER DA SILVEIRA

Nascido em Salvador, Walter da Silveira (1915-1970) foi crítico de cinema, militante político, professor, historiador, cineclubista, ensaísta e advogado formado pela Faculdade de Direito da Bahia em 1935. Em 1950 ele fundou o Clube de Cinema da Bahia, organizou festivais de cinema e um Curso de Cinema em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Ele nomeia a Sala de Cinema Walter da Silveira, administrada pela Diretoria de Audiovisual da Funceb, única sala de cinema gratuita em funcionamento no estado.

 

SERVIÇO:

O QUÊ: Sessão Cinemateca da Bahia – O legado de Walter da Silveira
QUANDO: 25 de outubro (domingo), às 21h
ONDE: TVE (www.tve.be.gov.br)
Filme: “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires

 

O QUÊ: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Lançamento de livro e debates | Apresentação de Flávia Goulart Rosa (Edufba)
QUANDO: 3 de novembro (terça-feira), às 19h
Mesa 1 - Lançamento livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado pela professora da UFRB, Cyntia Nogueira
Apresentação: Flávia Goulart Rosa (Edufba)
Participantes: Cyntia Nogueira e Euclides Santos Mendes (comentador) (UESB)
Mediação: Rafael Carvalho (UNEB)

 

O QUÊ: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Debates
QUANDO: 4 de novembro (quarta-feira), às 19h
Mesa 2 - A crítica e os caminhos do cinema brasileiro: diálogos de Walter da Silveira com Alex Viany, Paulo Emílio Sales Gomes e Glauber Rocha
Participantes: Arthur Autran (Ufscar), Adilson Mendes (Anhembi/Morumbi) e Cláudio Leal (jornalista).
Mediação: Manuela Muniz (UNEB)

 

O QUÊ: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Debates
QUANDO: 5 de novembro (quinta-feira), às 19h
Mesa 3 - Walter da Silveira, o Clube de Cinema e a invenção do cinema na Bahia
Participantes: Izabel Melo (UNEB), Cyntia Nogueira (UFRB), Luís Alberto Rocha Melo (UFJF).
Mediação: Milene Gusmão (UESB)

Wagner Moura é narrador de animação do Greenpeace que alerta sobre desmatamento
Foto: Divulgação

O ator Wagner Moura, 44, é o narrador de novo vídeo de animação do Greenpeace que denuncia o desmatamento nas florestas brasileiras. O filme "Tem um Monstro na Minha Cozinha" mostra um menino que encontra uma onça na cozinha de sua casa.

O animal diz para ele que existe um "monstro na floresta" que colocou fogo no lugar para dar espaço à plantações."Existem poucos lugares mais incríveis e preciosos na terra do que florestas como a Amazônia. No entanto, as pessoas muitas vezes não sabem que muitas das carnes e laticínios em nossas geladeiras estão ligadas aos incêndios e motosserras que estão devastando a Amazônia e outras florestas importantes. As grandes empresas de carnes continuam derrubando nossas florestas em um ritmo surpreendente. Precisamos agir antes que seja tarde demais", diz o ator Wagner Moura.

Moura disse esperar que o vídeo possa inspirar outras pessoas na "missão de proteger as florestas". Segundo o Greenpeace, a animação é apoiada pela Meat Free Monday, campanha lançada por Paul, Mary e Stella McCartney que visa aumentar a conscientização sobre o impacto ambiental prejudicial da pecuária.

 

Confira o vídeo:

Olodum e Acervo da Laje são contemplados por Fundo Internacional da Alemanha
Foto: Cris Calacio / Divulgação

O projetos baianos “Obirín Olodum”, da Escola Olodum, e “Acervo Digital”, do Acervo da Laje, foram contemplados pelo Fundo Internacional de Ajuda. Até dezembro está previsto o investimento de mais de 3 milhões de euros aos selecionados 140 selecionados, após inscrições de 440 organizações de 75 países.

 

Criada este ano pelo Goethe-Institut e o Ministério Alemão das Relações Exteriores, a iniciativa tem como objetivo apoiar organizações culturais e educativas fora da Alemanha, durante a pandemia do novo coronavírus. 

 

“As mulheres vêm suportando desproporcionalmente os impactos da Covid-19. A necessidade do isolamento social para conter a disseminação do vírus contribuiu para o distanciamento das mulheres de suas redes de apoio, em especial das mulheres pobres e negras. A invisibilidade, que já existia, hoje mostra seu lado mais nefasto por boa parte dos gestores públicos no país”, contextualiza Cristina Calacio, gerente de projetos do Olodum. “A necessidade de elaboração de políticas públicas e programas voltados para fortalecer pequenas empreendedoras e trabalhadoras informais diante das novas realidades é urgente. Assim, o patrocínio vem viabilizando uma capacitação no campo de tecnologia para que mulheres consigam se adaptar às exigências do novo mercado de consumo”, descreve o projeto que oferece três cursos gratuitos: “Novas tecnologias e empreendedorismo”, “Gestão de mídias sociais para marketing digital” e “Fotografia com celular para redes sociais”.


 
Único museu do subúrbio ferroviário de Salvador, com 10 anos de história, o Acervo da Laje tem duas casas em São João do Cabrito e é uma referência para a memória artística, cultural e de pesquisa sobre a região e a arte nas periferias da cidade. Com o dinheiro do fundo, está sendo realizada uma reforma e a catalogação do acervo do museu, disponível também pela internet. “O ‘Acervo Digital’ é um projeto que busca colocar nas redes sociais, através de um site, algumas das nossas obras. A ideia é que as pessoas tenham acesso a elas, conheçam o que existe aqui”, afirma José Eduardo, idealizador e gestor do espaço.

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 10:00

Após ataques, live de Teresa Cristina volta a cair; seguidores apontam 'censura'

por Jamile Amine

Após ataques, live de Teresa Cristina volta a cair; seguidores apontam 'censura'
Foto: Divulgação

Rainha das lives durante a quarentena, Teresa Cristina cancelou algumas das suas transmissões diárias há uma semana por causa de ataques virtuais e tentativas de hackeamento de sua conta no Instagram. E na noite desta quinta-feira (22) a artista voltou a ter problemas com a plataforma. 

 

"Minha live caiu mais uma vez às 20h36. Estou até esse momento aguardando uma resposta do Instagram. Peço desculpas a todos que estavam acompanhando", escreveu a artista, após o último incidente. 

 

Diante do ocorrido, seguidores - entre anônimos e famosos - lamentaram a interrupção, cobraram uma resposta do Instagram e apontaram a existência de “censura”. "Toda vez que falam do Lula ou PT ou Haddad acontece isso. Ou as lives somem, ou as lives caem. Que inferno! Ditadura começou", disse um seguidor. “Absurdo, Tete. Censura na sua live [e no show] do Caetano. Tempo difíceis!”, criticou outra.

 

“Puxa vida! Instagram, vamos resolver isso! Tá muito feio”, comentou o pianista Jonathan Ferr. “PQP... Assim não dá... Tanta exigência, tantos critérios pra se ter uma conta verificada... Cadê segurança pros usuários, Instagram? Hoje mesmo tentaram invadir a minha também... De novo”, questionou a cantora e atriz Simone Mazzer.

 

Um outro seguidor ofereceu apoio profissional para tentar resolver o problema na Justiça. "Teresa, você deve notificar o Instagram judicialmente. Sou advogado e posso fazer pra você. Essa é uma causa social, portanto meu trabalho pra você é voluntário. Pode me chamar!", sugeriu Tiago Vila Nova.

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 08:50

Luedji Luna foi buscar na África sons de um novo disco que celebra a mulher negra

por Thales de Menezes | Folhapress

Luedji Luna foi buscar na África sons de um novo disco que celebra a mulher negra
Foto: Divulgação

Ter um filho, gravar um disco, rodar um filme. Tudo isso na pandemia. Mas a baiana Luedji Luna dá a impressão de que "Bom Mesmo É Estar Debaixo D'Água" -a ideia é também o nome de seu segundo álbum, que ficou pronto num turbilhão de atividades.

"Parece que o universo se organizou para eu ser mãe", diz a cantora e compositora de 33 anos. "Porque agora o disco já está pronto, fico em casa com meu filho, não dá para sair, para aglomerar. Só faço uma live ou outra, sem sair de perto do menino."

Recém-lançado, o álbum que também terá um formato físico em CD sucede a bem-recebida estreia em "Um Corpo no Mundo", de 2017. Começou a ser concebido em três shows feitos em São Paulo no ano passado, que ela classifica de "experimentais".

Dessa forma, Luna já vinha maturando a ideia desse trabalho. Quando foi para o estúdio, a surpresa. "Quando eu me descobri grávida, meu desejo era lançar logo o álbum. Sabia que a data provável do parto seria em julho, então queria lançar no primeiro semestre." Ela viajou para gravar no Quênia, depois foi para a Bahia rodar clipes para um filme. Lançamento independente em formato de vídeo-álbum, "Bom Mesmo É Estar Debaixo D'Água" inclui um filme, dirigido por Joyce Prado, com narrativa visual de cinco das 12 faixas do disco.

Nesse ritmo de trabalho intenso para lançar o disco no primeiro semestre, veio a pandemia e mudou tudo. "Quando decidimos que não seria estratégico lançar no início da pandemia, quando só se falava disso, resolvemos esperar eu ter o meu filho e lançar o disco mais para o final do ano." Segundo ela, "é aquela coisa de males que vêm para o bem".

Feito então com mais rigor e calma, seu segundo trabalho tem uma diferença evidente em relação ao álbum de estreia. Este é menos percussivo. O clima é de um disco de jazz, com tramas sonoras intrincadas.

"O produtor que eu convidei para trabalhar comigo, o queniano Kato Change, é um guitarrista de jazz. E a banda é a que toca com ele. Então é a linguagem própria dos músicos que escolhi", afirma a cantora.

"Um Corpo no Mundo" foi um disco fundado na percussão. O produtor era Sebastian Notini, percussionista sueco radicado no Brasil.

"No novo álbum, apenas duas ou três faixas têm percussão acentuada, outras têm alguns elementos percussivos sutis, coisa discreta. Tem a ideia da improvisação dos instrumentos, do trompete, do teclado", ela conta.

Mesmo que algumas músicas tenham um potencial de hit, como a divertida "Chororô", "Origami" e a poderosa faixa-título, o álbum pode soar sofisticado demais para o grande público?

"Com 'Um Corpo no Mundo' eu tinha essa impressão, achava que era um disco estranho, que eu iria fazer shows intimistas em teatros. Fui pega de surpresa com a receptividade, me peguei fazendo grandes festivais, cantando no Carnaval. Eu não vejo como o novo álbum possa não ser popular em certa medida, mas sinto que é sofisticado, nessa pegada jazz."

Luedji Luna busca som na África, mas na nova geração, não em batuques já codificados e consagrados pelo público fora do continente. "Eu já tinha diálogo com o que é feito na música africana hoje. Eu me sinto inserida numa cena de cantoras da minha geração", diz, lembrando Sara Tavares, de Cabo Verde, e Aline Frazão, de Angola. "Pesquiso muito afrobeat da Nigéria, o afrohouse feito na África do Sul. O último disco da Beyoncé é 100% referenciado nessa música feita hoje nos países africanos."

Outra diferença acentuada entre seus dois álbuns é que neste as letras parecem mais assertivas, soam como firmes manifestos pessoais. "Sinto que no primeiro disco tem uma questão existencial, é muito metafórico. Agora, o amor está no campo do palpável, do material. Eu vivi essas coisas que eu escrevi, então é para desnudar mesmo."

"A lógica do racismo é destituir nossa humanidade, e não tem nada mais constitutivo da nossa humanidade do que amar e ser amado. Então falar do amor enquanto mulher negra é reconstituir essa humanidade e também construir uma narrativa e um imaginário que é sistematicamente apagado."

Segundo ela, cantar essas músicas é também disputar uma narrativa. "Colocar a mulher negra como musa, mas também colocar como primeira pessoa, como alguém que ama, que faz sexo e que tem decepções. Como todo mundo."

Alemanha deve liberar parte dos R$ 2,7 milhões para reconstrução do Museu Nacional
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mais de dois anos após o incêndio que destruiu as instalações e o acervo do Museu Nacional (relembre), o governo da Alemanha deve liberar em breve uma doação para a reconstrução do espaço. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, esta será a primeira parcela do total de R$ 2,7 milhões previstos pelo país para a restauração deste patrimônio brasileiro. 

 

A reabertura parcial do Museu Nacional está programada para 2022 (clique aqui), ano em que o Brasil completará 200 anos de independência. A conclusão das obras, por sua vez, devem acontecer em 2025 (saiba mais), de acordo com a Agência Brasil.

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 00:00

Número de candidatos músicos e cantores cresce 70% nas eleições deste ano na Bahia

por Matheus Caldas

Número de candidatos músicos e cantores cresce 70% nas eleições deste ano na Bahia
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O número de candidatos que são cantores, compositores ou músicos aumentou 70% nas eleições deste ano na Bahia. De acordo com um levantamento feito pelo Bahia Notícias através de dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pleito deste ano possui 220 postulantes que têm como ocupação estas áreas do entretenimento, ante 129 da eleição passada.

 

Para 2020, são 70 cantores e compositores – eram 39 em 2016. Já os músicos, neste ano, são 150. Há quatro anos eram 90.

 

Neste ano, entre os cantores e compositores, todos os 70 tentam um cargo no Legislativo. Entre os músicos, são 147 candidatos a vereadores. Há um candidato a prefeito: Vagner Lavôr (PcdoB), em Andorinha, no Piemonte Norte do Itapicuru. São dois vices: Paulo Gusmão (Podemos), em Palmeiras, na Chapada Diamantina, na chapa com Marco Ribeiro; e o forrozeiro Targino Godim (Cidadania), candidato a vice do Coronel Anselmo Bispo (DEM), em Juazeiro, e um dos mais famosos da lista.

 

Em Salvador, destaque na campanha é o cantor Mário Brasil (PSD), ex-vocalista da banda O Troco, famosa pelo hit “Todo Enfiado”, e Irmão Lázaro (PL), que estreou como cantor de Axé Music e hoje é expoente na música gospel. Lázaro, no entanto, registrou a profissão dele como empresário. 

Trio ao Vento lança campanha colaborativa para gravação do novo single do grupo
Foto: Divulgação

Conhecido pela mistura entre ritmos baianos, universais e o jazz, o grupo Trio ao Vento vai completar dois anos e lançou uma campanha de financiamento coletivo para a gravação de seu novo single. A nova faixa deve trazer uma junção entre o afro-samba e o ritmo indiano. O lançamento deve incluir ainda um videoclipe.

 

Com a iniciativa, o grupo pretende arrecadar R$ 2 mil para produzir a arte, fechar parcerias, remunerar a equipe, ampliar possibilidades sonoras e trazer novidade para os fãs. 

 

A vaquinha virtual começou dia 20 de outubro e se estende até 20 de dezembro desse ano. As doações podem ser de qualquer valor. Outras informações e os dados bancários para doação podem ser conferidos no perfil do Trio ao Vento no Instagram (@trioaovento).

Gloria Groove estreia nova fase R&B com 'A Tua Voz', primeiro single do EP 'Affair'
Foto: Reprodução / YouTube

A cantora Gloria Groove deu início a sua nova fase audiovisual. Ela lançou, nesta quinta-feira (22), a música e o clipe de "A Tua Voz", primeiro single do EP "Affair". O novo trabalho da artista terá cinco faixas e marca a imersão dela no R&B, estilo norte-americano que a inspirou no início da carreira e tem como referências divas como Whitney Houston, Lauryn Hill, Alicia Keys e Beyoncé. 

 

“As cinco faixas representam para mim as cinco fases da paixão, e cada uma foi para um braço da sonoridade do R&B. O EP é mais sobre a relação com a minha própria cabeça e minha persona do que necessariamente um relacionamento. Apesar de as músicas terem cunho romântico, passional, elas têm altos e baixos. Há músicas mais tóxicas, outras mais apaixonadas, mais envolventes, mas tudo isso é uma grande tempestade de sentimentos que acontece de mim para mim”, explica Gloria.

 

As cinco faixas também terão clipes, transformando o EP em um projeto audiovisual completo, do jeito que a cantora gosta. Dos cinco clipes, que serão lançados ainda neste ano, Gloria Groove dirigiu um e sua coreógrafa, Flávia Lima, outro vídeo do projeto. 

 

Os outros três foram assinados por João Monteiro, responsável por várias outras produções da cantora, incluindo o clipe de estreia, “Dona”, e o megahit “Bumbum de Ouro”. Para “Affair”, o renomado diretor trouxe uma tecnologia inédita para o mercado de vídeo no Brasil.

 

“A gente vem inovando, de certa forma, com o uso de uma tecnologia nova, um braço robótico para fazer a filmagem de videoclipes, basicamente usado para filmar movimentos precisos. É pouquíssimo requisitado no Brasil, por enquanto, e vamos trazer para dentro do pop brasileiro. Tive o privilégio de usar essa tecnologia nova ao lado do João Monteiro, que já era meu amigo, meu irmão, que admiro muito. O clipe de A Tua Voz é um sonho. Eu sempre imaginei desse jeitinho”, comemora a artista.


Sobre a escolha do nome do novo disco ela explica: "Eu me lembro de ter ouvido muito a palavra ‘affair’ quando criança e adolescente, pelos veículos de comunicação falando que ‘fulano teve um affair com alguém’, mais do que uma ficada. Essa palavra me atrai muito e está presente em uma das letras desse EP". "Não consegui achar uma analogia melhor para um ‘affair’ do que o ‘affair’ que eu tenho com a minha persona artística, o ‘affair’ do Daniel com a Gloria. É muito vívido em mim, realmente existe uma dualidade, um quer tomar mais espaço do que o outro", conta a cantora.

 

Quinta, 22 de Outubro de 2020 - 19:50

Chico Buarque, Martinho da Vila e Nélida Piñon são finalistas do prêmio Jabuti

por Folhapress

Chico Buarque, Martinho da Vila e Nélida Piñon são finalistas do prêmio Jabuti
Foto: Montagem / Bahia Notícias

Maior prêmio literário anual do país, o Jabuti divulgou nesta quinta uma lista com os dez finalistas de cada uma de suas 20 categorias.

A lista traz medalhões como Chico Buarque, que lançou o romance "Essa Gente" ano passado, Nélida Piñon, que concorre pelo livro de crônicas "Uma Furtiva Lágrima", e o compositor Martinho da Vila, que concorre por seu "2018 - Crônicas de um Ano Atípico".

Ruy Castro e Djamila Ribeiro, ambos colunistas deste jornal, também estão entre os finalistas. Ele, na categoria de biografia, documentário e reportagem por "Metrópole à Beira-Mar", e ela, entre os livros de ciências humanas, por "Pequeno Manual Antirracista". O colunista Reinaldo José Lopes também foi indicado por "Darwin sem Frescura", parceria com o biólogo Pirula.

Também aparecem autores que tiveram destaque na cena literária do último ano, como Itamar Vieira Junior, por "Torto Arado", Ailton Krenak, por "Ideias para Adiar o Fim do Mundo", Paulo Scott, por "Marrom e Amarelo", e Jarid Arraes, por "Redemoinho em Dia Quente". A escritora Adriana Lisboa concorre em duas categorias, de romance literário e poesia.

As categorias de não ficção trazem escritores veteranos como Nei Lopes, Laurentino Gomes, Luiz Maklouf Carvalho -indicado postumamente por sua biografia dos anos de Bolsonaro no Exército- e Lilia Schwarcz, que concorre com dois livros. Mas também apontam autores que estão despontando, como Sidarta Ribeiro, Chico Felitti e Alê Santos.

É bom notar que esta é uma listagem ainda preliminar. Os indicados serão reduzidos pela metade numa lista que será publicada no próximo dia 5, e os vencedores serão conhecidos em 26 de novembro.

Quinta, 22 de Outubro de 2020 - 19:30

#SaiDoTedio: Filme 'Os Sete de Chicago' mostra luta pela democracia

por Nuno Krause

#SaiDoTedio: Filme 'Os Sete de Chicago' mostra luta pela democracia
Arte: Paulo Victor Nadal / Divulgação / Bahia Notícias
Quinta, 22 de Outubro de 2020 - 19:00

Giro: Os benefícios dos Florais de Bach é tema de oficina gratuita

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: Os benefícios dos Florais de Bach é tema de oficina gratuita
A terapeuta integrativa Ayeska Azevedo | Foto: Divulgação

Terapias com Florais de Bach. O que são, para que servem e como podem ser utilizados? Esse é o tema da oficina online e gratuita de Práticas Integrativas Complementares, que será ministrada pela jornalista e terapeuta integrativa Ayeska Azevedo, na próxima segunda-feira feira (dia 26), às 18h. A oficina, que é destinada a estudantes e profissionais de saúde, é uma parceria com A Vida em Flor, empresa de desenvolvimento humano e bem-estar e terá mediação da coordenadora do curso de Enfermagem da Unijorge - Campus Comércio, Danielle Canavarro. “Nesta oficina vamos falar um pouco da história dos Florais de Bach e como eles podem nos ajudar a superar nossas dificuldades  emocionais”, explica a terapeuta integrativa Ayeska Azevedo. As inscrições gratuitas devem ser feitas previamente pelo link: www.even3.com.br/picfloraisdebach2020.

Após gravar covers de rock, Miley Cyrus planeja lançar disco com repertório do Metallica
Foto: Reprodução / YouTube

Miley Cyrus está percorrendo por mais um gênero musical e a bola da vez é o rock. Após apresentar performances com covers de sucessos de bandas dos anos 80 a eterna Hannah Montana revelou que está planejando lançar um disco com versões de músicas do Metallica. 

 

Apesar de contar com músicas autorais no repertório das lives, gravadas na casa de shows "Whisky a Go Go", na Califórnia, a performance mais comentada na internet foi a de "Zombie", da banda irlandesa The Cranberries.

 

 

Sua interpretação da canção foi aprovada pelo perfil da banda no Twitter, que afirmou que a ex-líder do grupo, Dolores O’Riordan, morta em 2018, teria ficado orgulhosa. "Nós ficamos muito felizes em ouvir que a Miley Cyrus fez uma cover de ‘Zombie’ no Whisky a Go Go em LA no fim de semana. É uma das melhores covers da música que nós já ouvimos. Achamos que a Dolores teria ficado muito impressionada!", escreveu a banda.

 

Além de "Zombie", ela já apresentou o cover de "Boys Don’t Cry", do The Cure e a autoral "Midnight Sky". Segundo noticiou o Glamurama, Miley está participando do evento beneficente Save Our Stages, que busca apoiar casas de shows na pandemia.

 

Em processo, Tiago Iorc diz que empresário se aproveitou dele para se autopromover
Foto: Divulgação

A defesa do cantor e compositor Tiago Iorc rebateu a argumentação do seu ex-empresário, Felipe Simas, de que teria feito o artista ser conhecido nacionalmente. Simas pede na Justiça que Iorc se retrate e lhe pague uma idenização por danos morais (veja aqui). Em junho e julho, os dois protagonizaram uma briga envolvendo a dupla Anavitória (relembre aqui, aqui, aqui e aqui). 

 

Segundo os advogados de Tiago, quando o empresário passou a lhe representar, ele já era um produto pronto, descoberto pela gravadora Som Livre. O músico também nega a existência de um contrato de agenciamento e de recisão imotivada. 

 

Ainda de acordo com a defesa, Felipe se ofereceu para representar Tiago no exterior e no mercado nacional com a intenção de se autopromover às custas dele. A parceria entre os dois teria acontecido através da Empresa Forasteiro, em que eram sócios, sem que houvesse um contrato paralelo a ser reconhecido, como justifica Simas. 

 

Conforme publicou a coluna de Fábia Oliveira, em O Dia, dentre os episódios que Tiago narra para justificar as acusações de que Felipe sabotava seu trabalho, ele destaca a suposta má condução de negociações contratuais realizadas pelo autor com gravadora Som Livre. "Em suma, o contrato previa uma multa de R$ 10.000,00 por show que o Tiago não realizasse para a som livre. Durante a vigência do contrato, Tiago deixou de realizar 13 shows por orientação de Felipe Simas, baseado na estratégia de que seria mais viável e lucrativo para a sociedade eles pagarem a multa e fazerem os próprios shows. Ocorre que, após o encerramento do contrato, a multa no valor de R$130.000,00 foi paga exclusivamente pelo Tiago, resultando em benefício para o autor, tendo em vista que não foi a Forasteiro que arcou com o pagamento da multa, quando deveria ter sido".

 

Outra situação apontada pela defesa de Tiago é a de que Simas teria rejeitado uma proposta ofertada pela Renner sob a justificativa de que havia um suposto contrato entre o cantor e a empresa Gucci. 

Quinta, 22 de Outubro de 2020 - 17:40

Justiça Eleitoral decide que live de Caetano se enquadra em showmício e veta realização

por Paula Sperb e Paula Soprana | Folhapress

Justiça Eleitoral decide que live de Caetano se enquadra em showmício e veta realização
Foto: Divulgação / Facebook

A Justiça Eleitoral decidiu que o show online de Caetano Veloso para arrecadar fundos para a campanha de Manuela D'Ávila (PCdoB), candidata à prefeita de Porto Alegre, equivale a um showmício. Os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) decidiram, por 4 a 3, que a apresentação está vedada, contrariando o voto do relator.

A decisão ocorreu na tarde desta quinta-feira (22). O relator do caso foi o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. Ele entendeu que o show fechado é um "meio lícito de angariar recurso para campanhas eleitorais". De acordo com o desembargador, o "reconhecimento de licitude" não significa que não será fiscalizado.

Para o relator, o show "não fere a isonomia, pelo contrário, permite a todos candidatos que tenham meios lícitas de arrecadação". Ainda assim, a maioria dos votos foi no sentido contrário.

O show foi programado em formato fechado, apenas para pagantes, em 7 de novembro. A campanha do vice-prefeito, Gustavo Paim (PP), entendeu que se tratava de um showmício e pediu sua suspensão.

O desembargador Gustavo Diefenthäler chegou a dizer que o "carisma" de Caetano não pode ser comparado com "comida e bebida", por melhor que sejam. O desembargador se referiu ao argumento que o show de Cateano seria semelhante a arrecadação por meio de venda de ingressos para jantares, por exemplo. Os desembargadores Miguel Ramos, Roberto Fraga e André Villarinho (desempate) também entenderam que a apresentação deve ser vetada.

Segundo o desembargador, o "carisma" de Caetano desequilibraria a atenção para os candidatos.

Para Marilda Silveira, professora de direito eleitoral no IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), a lei não pode usar um atributo individual como item de limite de direito de político.

"O Estado não pode desativar por meio de uma interpretação de uma lei as características boas ou ruins de indivíduo, seja ele candidato seja ele apoiador. Isso é a essência da liberdade e, na minha perspectiva, sem dúvida poderia ser caracterizado como censura", afirma.

Ela destaca que o eleitor tem o direito de escolher seus candidatos por características individuais que contemplam também o apoio que eles têm.

Segundo ela, Caetano "fez um grande favor com seu carisma" em pautar uma questão que eleitoralistas vêm tentando discutir há muito tempo.

A apresentação de Caetano havia sido cancelada em 10 de outubro pelo juiz juiz Leandro Figueira Martins, mas a campanha de Manuela recorreu. O cancelamento ressucitou a discussão sobre showmícios, banidos pela minirreforma eleitoral em 2006.

A iniciativa do cantor previa que metade do valor dos ingressos será destinado para Guilherme Boulos (PSOL), candidato a prefeito em São Paulo. O acesso ao link custaria R$ 60.

"A promoção do show tem que ser associada à campanha. Vejam, é justamente o que a lei proíbe", sustentou o advogado Caetano Cuervo Lo Pumo. Segundo ele, quem compra o ingresso precisa estar ciente que estará colaborando com a campanha porque seu nome aparecerá na prestação de contas depois. "Se censura há, ela está gravada na lei das eleições, acrescentou.

Para o Ministério Público, o show de Caetano Veloso não se enquadra como showmício. Na sessão, o promotor eleitoral José Osmar Pumes argumentou que o evento tem objetivo de arrecadar fundos, ao contrário de um showmício onde o eleitor assiste ao comício político para acessar entretenimento gratuito.

"Ninguém [político] participaria, é um show do Caetano normal, ele cantando, fechado. Precisa entrar na plataforma, fazer cadastro e comprar o link de acesso", disse à reportagem a produtora Paula Lavigne, mulher de Caetano, ao comentar anteriormente o caso.

Quinta, 22 de Outubro de 2020 - 17:08

Chef de cozinha Erick Jacquin é diagnosticado com Covid-19

Chef de cozinha Erick Jacquin é diagnosticado com Covid-19
Foto: Reprodução / Band

O chef de cozinha francês Erick Jacquin, um dos jurados do Masterchef, testou positivo para o novo coronavírus (Covid-19). Em comunicado enviado à imprensa, a assessoria do profissional informou que sua esposa também foi diagnosticada com a doença.

 

"Gostaria de comunicar que, infelizmente, eu e a Rosângela testamos positivo para a Covid-19. Ao longo das gravações do meu programa novo, Minha Receita, na Band, eu fazia regularmente os testes e no último foi detectado o vírus", descreveu o Jacquin, afirmando que está afastado das gravações e das atividades do restaurante. 

 

"O episódio de Minha Receita que vai ao ar hoje, às 22h45, já foi gravado há bastante tempo, portanto, antes do resultado desse último exame", completou o chef, aproveitando para tranquilizar os fãs: "Estamos bem, em casa, e seguindo as orientações médicas, inclusive gostaria de agradecer o suporte do nosso médico, o Dr. Daniel Habib, que está cuidando de mim e da minha família".

Festival Zona Mundi exibe sete shows ao vivo neste fim de semana
Foto: Divulgação

Realizada de forma virtual, em adequação à pandemia do novo coronavírus, o Festival Zona Mundi exibe sete shows ao vivo, neste fim de semana, dentro da programação de sua sétima edição. As apresentações fazem parte do terceiro de quatro ciclos de atividades.

 

No sábado (24), a partir das 17h, no canal da Maquinário Produções no YouTube,  o público poderá conferir shows de Francisco El Hombre (BR/MÉX), Livia Nery (BA), Aeromoças e Tenistas Russas (SP), além das performances audiovisuais de 1Mpar ( MG).

 

Neste primeiro dia, antes dos shows, às 15h, acontece o Art Collab, ação com artistas das áreas de música e vídeo,  na qual compartilham processos criativos experimentais. A atividade acontece pela plataforma SpatialChat, com a participação de Chico Correia (PB), Moe Clark (Canadá) e Rieg (PB).

 

No domingo (25), as transmissões começam também às 17h, com shows ao vivo de Siba (PE), Afrocidade (BA), Berra Boi (PB), RadioMundi (BA). 

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