Elisa Lucinda lança 'Livro do Avesso, o pensamento de Edite' em Salvador
Foto: Divulgação / Caio Basilio

A poeta, cantora, atriz e escritora Elisa Lucinda desembarca em Salvador no dia 1º de julho para lançar seu segundo romance, “Livro do Avesso, o pensamento de Edite”. O evento de lançamento acontece no Teatro Gregório de Mattos, a partir das 18h.


Publicada pela Editora Malê, a obra é uma prosa poética que reúne os pensamentos mais livres e plurais da artista, uma brasileira, adulta, negra, que vive os dilemas e paradoxos da sociedade contemporânea.


No romance, Elisa Lucinda propõe desnudar, com graça e leveza, o íntimo de sua personagem narradora-protagonista, Edite, que é também uma aficionada pelas palavras e toma notas de suas vivências e sonhos.

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Elisa Lucinda lança “Livro do Avesso, o pensamento de Edite”
QUANDO: Segunda-feira, 1º de julho, às 18h
ONDE: Teatro Gregório de Mattos – Salvador (BA)

Terça, 25 de Junho de 2019 - 08:50

Helloween vai substituir Megadeth na noite do metal do Rock in Rio

por Amon Borges | Folhapress

Helloween vai substituir Megadeth na noite do metal do Rock in Rio
Foto: Divulgação

O Helloween vai substituir o Megadeth em 4 de outubro no Rock in Rio deste ano na programação do palco Mundo, o principal do evento. A noite do metal foi a primeira data a ter ingressos esgotados e recebe nomes como Iron Maiden, Scorpions, Sepultura e Slayer, que faz sua turnê de despedida.

O festival na capital fluminense será realizado nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 3, 4, 5 e 6 de outubro na Cidade do Rock montada no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro.

A banda alemã também vai entrar na programação do Rockfest que, em São Paulo, está marcado para 21 de setembro no Allianz Parque. O evento reúne grandes nomes do rock como Scorpions, Whitesnake e Europe. Os ingressos estão disponíveis no site da Ingresso Rápido com preços que variam de R$ 150 a R$ 580.

Há shows similares ainda em Uberlândia (23/9), Brasília (25/9), Florianópolis (28/9) e Porto Alegre (1º/10).

O Megadeth teve de adiar a turnê após o vocalista Dave Mustaine anunciar na segunda-feira (17) que está em tratamento de um câncer na garganta. Na tarde desta segunda (24), ele publicou um breve vídeo no Instagram com uma mensagem aos fãs. “Quero agradecer minha família, meus amigos e os melhores fãs do mundo por todo todo o apoio e amor nesses últimos dias. Nós vamos vencer isso juntos.”

Na última semana o artista fez o anúncio da doença também pelas redes sociais. “É claramente algo a ser respeitado e enfrentado —mas já enfrentei obstáculos antes. Estou trabalhando de perto com meus médicos e mapeamos um plano de tratamento que eles acham que tem uma taxa de sucesso de 90%. O tratamento já começou”, afirmou Mustaine em comunicado.

“Infelizmente, isso requer que cancelemos a maioria dos shows deste ano. O Megacruise 2019 vai acontecer, e a banda fará parte de alguma forma. Todas as informações atualizadas estarão em megadeth.com conforme o entendermos. O Megadeth estará de volta à estrada o mais rápido possível”.

A banda conta com o brasileiro Kiko Loureiro na guitarra, Dave Ellefson no baixo e Dirk Verbeuren na bateria. Mustaine afirma que os trabalhos para o novo disco deve continuar.

“Enquanto isso, Kiko, David, Dirk e eu estamos no estúdio, trabalhando no sucessor de ‘Dystopia’. Eu sou muito grato por toda a minha equipe —família, médicos, membros da banda, treinadores e muito mais.”

Diretor bolsonarista que propôs 'guerra cultural' recebeu R$ 7 mil para quitar dívidas
Foto: Rogério Viana/Divulgação

Apoiador de Jair Bolsonaro (PSL), o diretor Roberto Alvim disse ter recebido R$ 7 mil em doações, em um único dia, para quitar as dívidas de seu teatro, o Club Noir. Ele pretende arrecadar um total de R$ 30 mil para pagar aluguel e contas do imóvel. 


“No final de maio, por conta do boicote que sofremos, que gerou o cancelamento de um espetáculo que íamos estrear numa grande instituição aqui de São Paulo, e que também gerou o desaparecimento de nossos alunos (por conta da pressão que sofreram por parte da classe teatral para que parassem de estudar conosco), entramos em falência e decidimos fechar o Club Noir, nosso teatro que existia há 12 anos”, escreveu do diretor, em uma postagem em suas redes, nesta segunda-feira (24), para explicar os motivos de pedir doações. 


“Estamos entregando o imóvel ao proprietário amanhã (terça). Mas ficamos com dívidas de 2 meses de aluguel, mais contas e IPTU. Essas dívidas somam um total de 30 mil reais (28 mil de aluguel e IPTU + multas, e 2 mil de conta de luz). Passamos os últimos dias vendendo todo o nosso acervo no teatro, mas isso só gerou cerca de 15 mil reais, o que será suficiente apenas para nossas despesas pessoais e mudança pra Brasília em julho. Ainda por cima, tive um caso de doença e internação na família, que consumiu cerca de 6 mil reais essa semana... Ou seja: continuamos devendo os 30 mil reais de aluguel e contas do Club Noir. e como muitos amigos se prontificaram a nos ajudar, venho aqui, humildemente, solicitar essa ajuda para a quitação da dívida”, escreveu o bolsonarista, que após alegar estar sendo perseguido pela classe artística, ganhou o cargo no governo, como diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, e por isso vai precisar se mudar para a capital federal. “Em Brasília, vou lutar pela reconstrução da cultura brasileira - mas isso não é um mérito ou um favor, e sim o meu dever”, afirmou Alvim, que recentemente convocou os “artistas conservadores” para a criar uma “máquina de guerra cultural” (clique aqui e saiba mais).

Terça, 25 de Junho de 2019 - 03:00

Em balanço da edição 2019 do São João de Irecê, prefeito comemora 'sucesso da festa'

por Fernando Duarte, de Irecê

Em balanço da edição 2019 do São João de Irecê, prefeito comemora 'sucesso da festa'
Foto: Camila Costa/ Bahia Notícias

Depois de mais de 80h de música, o São João de Irecê foi avaliado pelo prefeito Elmo Vaz, na madrugada desta terça-feira (25), como "um sucesso absoluto". "Nosso balanço é de reconhecimento do trabalho", afirmou o gestor, em entrevista ao Bahia Notícias. 

 

"Temos a gratidão por saber que a Bahia, o Nordeste e o Brasil entenderam e reconheceram que Irecê é diferente", celebrou Elmo. Segundo ele, novidades podem ser esperadas para o próximo ano, como uma fogueira vertical na Praça Cleriston Andrade, principal palco da festa na cidade. 

 

A festa em Irecê tem dois circuitos oficiais, ligados pelo "Corredor do Forró", animado por um "Trator do Forró" durante todo o dia. Além das apresentações musicais no palco principal, o Circuito Zé Bigode, no Mercadão, tem uma programação diária que começa às 6h e segue até aproximadamente 20h - quando começam os shows na Praça Cleriston Andrade.

 

"Do Mercadão, passando pelo Corredor do Forró, até a Praça Cleriston Andrade, a gente vive o São João. Obrigado a todos os turistas, que acreditam no nosso projeto e a certeza que ano que vem vai ser melhor. Um São João alegre, de diversidade e acima de tudo de muita paz", avaliou o prefeito.

Terça, 25 de Junho de 2019 - 01:11

São João de Irecê 'faz questão de preservar a tradição', garante Elmo Vaz

por Fernando Duarte, de Irecê

São João de Irecê 'faz questão de preservar a tradição', garante Elmo Vaz
Foto: Adriano Cardoso/ Divulgação

A poucos instantes de encerrar a edição de 2019 do São João de Irecê na madrugada desta terça-feira (25), o prefeito Elmo Vaz garante que a programação "faz questão de preservar a cultura e a tradição". "A gente quer fazer um São João que traz o sucesso de artistas renomados, mas não abre mão da tradição", reforça o gestor. 

 

"Vamos continuar dando valor à cultura raiz, ao forró pé de serra e às culturas tradicionais. A Vila Caraíbas representa isso, a quadrilha junina representa isso. São as tradições do Nordeste e a gente faz questão de continuar lutando para preservar a cultura do São João. Irecê é isso", assegura Elmo. A Vila Caraíbas é um espaço cenográfico com "vendas", "delegacia", "armazém" e até mesmo um "cabaré".

 

Para o prefeito, investir na tradição é uma maneira de valorizar não apenas a festa de Irecê, mas também uma forma de manter viva a cultura nas novas gerações. "A gente busca atender a juventude, aquelas pessoas que querem o que está mais em evidência no país, como Zé Neto e Cristiano, e ao mesmo tempo traz Dorgival Dantas. Ano que vem aqui na praça vai ter fogueira em pé, para que as crianças e os jovens saibam que a fogueira representa o São João, representa o Nordeste, representa a nossa história", antecipa Elmo.

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 23:06

Irecê: 'Vou fazendo minha parte', diz Dorgival sobre representar forró 'clássico'

por Fernando Duarte, de Irecê

Irecê: 'Vou fazendo minha parte', diz Dorgival sobre representar forró 'clássico'
Foto: Camila Costa/ Bahia Notícias

Grande estrela do último dia do São João de Irecê, o sanfoneiro Dorgival Dantas assegura que "toca por amor". No entanto, ele admite a responsabilidade de representar o forró pé de serra, considerado a origem do ritmo. "Eu vou fazendo a minha parte, o forró do jeito que eu gosto de tocar, às vezes de um jeito, às de outro. Mas sempre com muito amor, carinho e respeito", defendeu o músico.

 

"Eu sou um sanfoneiro nordestino, nascido no Sertão e que ama tocar. E foco bastante nisso, em tentar deixar as pessoas felizes, seja com a sanfona ou sem ela também. Sempre pedindo a Deus orientações, para que isso aconteça sempre", afirmou Dorgival, em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (24).

 

Para ele, servir de "inspiração para quem está começando" é uma das motivações para continuar fazendo forró "com muito amor, carinho e respeito". Ele define isso como ser não apenas um representante do ritmo tipicamente nordestino, mas também "uma ideia".

 

"Eu sou aquela pessoa que toca realmente por amor, que ama tocar; e que esse amor começa quando estou tocando sozinho, mas se for para uma multidão, o amor é do mesmo jeito", garantiu.

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 22:10

Último dia do São João de Irecê tem forró de Dorgival Dantas

por Fernando Duarte, de Irecê

Último dia do São João de Irecê tem forró de Dorgival Dantas
Rayane Martins antecede show de forrozeiro | Foto: Camila Costa/ Bahia Notícias

Depois de quatro dias de muita diversidade musical, o São João de Irecê chega ao último dia nesta segunda-feira (24) com a apresentação do forrozeiro Dorgival Dantas. O sanfoneiro é a principal estrela da programação do derradeiro dia de festejos, que durou mais de 80h - o Circuito Zé Bigode iniciava os trabalhos às 6h da manhã e "entregava" o público para o palco principal antes de reabrir novamente no dia seguinte.

 

O São João de Irecê teve atrações como Zé Neto e Cristiano, Lambasaia, Amado Batista, Cicinho e Julie de Assis, Tayrone e Limão com Mel, entre as mais de 160 bandas contratadas para se apresentar durante os quatro dias de festa.

 

Além de Dorgival, o último dia do São João de Irecê tem nomes como Forró Zumbalê, Rayane Martins, Allan Júnior, Banda Cabine Dupla e Espalha Brasa.

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 19:00

Giro: Lançamento no Tivoli

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: Lançamento no Tivoli
Foto: Divulgação

A próxima edição da Revista Yacht será lançada em grande estilo com um evento para 150 convidados que será realizado no dia 29 de junho, sábado, a partir das 13h, no restaurante Sombra do Coqueiral, do Tivoli Ecoresort, em Praia do Forte. Na programação, a equipe da revista vai oferecer uma deliciosa feijoada all inclusive com uma série de atrações especiais. A principal delas é a apresentação de um desfile exclusivo de 30 looks da marca Cholet, com um preview inédito das coleções Verão 2020 – assinado pelas lojas Martha Paiva, Andrea Carvalho Acessórios e a Murano Jóias. A coordenação geral e style do desfile será do coletivo PROJETO SSA de Almir Jr, Marcelo Gomes e Tininha Viana – além da beleza de todas as modelos que será feita pelo Espaço Performance, de Ana Lídice Costa. (Por Cris Montenegro)

 

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 18:40

Iphan deseja declarar forró como patrimônio imaterial

Iphan deseja declarar forró como patrimônio imaterial
Foto: Reprodução / São João na Bahia

O forró pode ser declarado como patrimônio imaterial do Brasil até meados de 2020. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou pesquisa nos nove estados do Nordeste, mais o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo para identificar a forma de expressão que além de gêneros musicais diz respeito a festas e interações sociais ao som da sanfona, zabumba e do triângulo.

 

A iniciativa foi bem acolhida entre os músicos como o maestro Marcos Farias, filho da cantora Marinês (1935-2007) e afilhado de Luiz Gonzaga (1912-1989), o Rei do Baião. Segundo ele, muitos grupos e artistas que se denominam “de forró” fazem adaptações de cumbia e zouk (de países hispânicos sul-americanos e caribenhos), segundo a Agência Brasil.

 

“Tiraram o nosso nome. A gente foi usurpado do título e jogado para essas músicas de características latinas”, reclama. Conforme Farias, o que ocorre é “apropriação indevida”, e esses grupos fazem “oxente music”, brinca.

 

De acordo com Hermano Queiroz, diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, o trabalho de registro do forró permitirá “mapear as vulnerabilidades, os riscos, a necessidade de promoção do bem”. Ele, no entanto, assinala que “o objetivo do registro não é dar autenticidade a uma narrativa”, e ressalta que há várias narrativas em circulação: “o patrimônio cultural é dinâmico”, explica.

 

Segundo Queiroz, não é preocupação central saber exatamente em que lugar teria surgido o forró. “A raiz não é o grande problema. O que o registro traz é o potencial de diálogo intercultural entre diversas manifestações”, crê. Ele assinala que a pesquisa do Iphan vai “mapear todos olhares e narrativas sobre esse bem imaterial’ e permitir que músicos de diferentes lugares se conheçam e passem a “ter a compreensão de que embora espraiados em todo o território cultural são irmãos”.

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 15:00

GastrôBahia: Entrega de troféus

por Cris Montenegro

GastrôBahia: Entrega de troféus
Tereza Paim e Gatito Fernandez

Os chefs de cozinha Caco Marinho, do DOC,  e Tereza Paim, da Casa de Tereza, foram convidados pela cervejaria Brahma para fazer a entrega do troféu Brahma Man of the Match aos melhores jogadores das duas últimas partidas da da CONMEBOL Copa América Brasil 2019, que aconteceram em Salvador.

Na partida Equador x Chile, que aconteceu na ultima sexta-feira, 21, o melhor jogador, segundo os torcedores foi o chileno Alexis Sánches, responsável pelo golaço que desempatou a partida dando a vitória pro Chile. Caco Marinho fez a entrega do troféu Brahma Man of the Match. 

“Foi uma boa partida com direito a pênalti, o empate, a reação do Equador e, finalmente, o golaço do Alexis Sanches que rendeu a vitória para o Chile. O herói do jogo foi também o eleito pelo público como o melhor em campo. Foi uma grande honra participar desta homenagem”, afirmou o chef de cozinha.

Alexis Sánches e Caco Marinho

Após a partida da Colômbia contra o Paraguai, neste domingo (23), pela terceira partida consecutiva, o colombiano Junior Fernandez (Gatito Fernandez), ex-goleiro do Esporte Clube Vitória, foi condecorado com o premio de melhor jogador e recebeu o troféu Brahma Man of the Match das mãos de Tereza Paim.

A votação acontece no site da CONMEBOL e no perfil do Twitter da Brahma. Começa no intervalo de cada jogo e termina com o apito final. Além dos dois chefs, mais dois baianos participaram da entrega do prêmio: Carol Peixinho e Bell Marques.

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 14:00

Giro: Novas lojas e serviços

por Cris Montenegro

Giro: Novas lojas e serviços
Foto: Divulgação

O Shopping Barra continua ampliando seu mix de lojas e serviços para oferecer a melhor experiência de compra aos seus clientes. Antes do São João, foi aberta a loja Bem Pet, especializada em produtos para animais domésticos. Recentemente, foi inaugurada também a Natura, uma das maiores empresas de produtos de perfumaria e beleza, com a sua primeira loja física do Norte e Nordeste.  

Também abriram no Barra, no primeiro semestre, as lojas Polishop, de itens e soluções inteligentes para casa, saúde e beleza; a Les Chemises, de vestuário feminino e masculino; a casa de vinhos Grand Cru, a marca Millon, a loja de sapatos e acessórios Ana Capri e uma unidade da rede de restaurantes Taco Shakes. A loja colaborativa Mix Jardim também volta a ter uma unidade no shopping, enquanto a academia 4Body, que traz no seu portfólio de serviços a eletroestimulação, se prepara para inaugurar ainda este ano. (Por Cris Montenegro)

Cláudio Manoel critica 'mimimi' e politicamente correto: 'manterrupting é o cacete!'
Foto: Divulgação / SBT

Nos preparativos para um show que marcará a volta do Casseta & Planeta aos palcos, Cláudio Manoel comentou as mudanças no humor ao longo dos anos e criticou o politicamente correto: “Um mimimi dos dois lados. Parece que tudo dói”, disse ele em entrevista ao jornal O Globo.


Para o comediante, “a democratização do processo, com stand-ups e YouTube” é a principal mudança no humor da época que iniciou para os dias atuais. “Hoje, Windersson Nunes tem mais público que algumas redes abertas. Estando na linha de frente, vimos o que era vantagem passar a não ser mais, como a piada para chocar, por exemplo. A audiência ficou importante, a pesquisa de opinião, referenciada. Aí, a ousadia foi a primeira a dançar. Hoje, o like e dislike podem tirar você do ar”, avaliou Cláudio Manoel.


Ao ser questionado sobre a sobrevivência do humor controverso do Casseta - que não poupava minorias como negros e gays – atualmente, ele disse acreditar que sim, teria lugar ainda hoje. “Nunca fomos ligados a causas, mas ao cotidiano. Naquela época, a discussão era outra. A coisa mais fácil é julgar um tempo que passou. Nos Trapalhões, ninguém pensava que o Mussum estava sendo sacaneado, nem ele. A visão de que brincadeira de moleque pode ser danosa é de agora. Negro chamado de chocolate tem até hoje. A quantidade de música de baile funk que faz apologia ao estupro...”, comentou. 


O humorista falou ainda sobre o politicamente correto.  “Ele atua mais em uma galera que em outra. E também não é isso tudo. Tanto que tem gente nem aí. Danilo Gentili é um. Às vezes, ele acerta, às vezes, erra. Emparedar o cara porque não é de esquerda? É a opinião dele! Não significa que não responderá pelo que fala. O que ele fez [o caso da ofensa à deputada Maria do Rosária, pela qual foi condenado a seis meses e 28 dias de prisão em regime semiaberto por injúria. Ela havia publicado, em 2016, uma série de tuítes chamando a deputada de ‘falsa’, ‘cínica’ e ‘nojenta’] é puro exercício da liberdade de expressão. Se exagerou, a Justiça vai dizer, mas ter uma demanda social, tipo ‘alguém precisa calar esse sujeito’. Por que?”, pontuou Cláudio Manoel. “Não tem que calar ninguém, o Danilo Gentili nem o Gregorio Duvivier. Tem um mimimi dos dois lados. Parece que tudo dói, isso ‘vagabundiza’ as causas”, afirmou.


O humorista condenou ainda a “sensibilidade exagerada” da sociedade e minimizou parte da causa feminista. “Estão exigindo uma proteção, um amaciamento, que é a coisa mais mauricinha que existe. O sufragismo foi importante, a lei da violência doméstica, o mundo é melhor porque as mulheres entraram no mercado de trabalho. Mas manterrupting é o cacete! Isso se chama chato de galocha. Aí, é virar e dizer pra ele: ‘Cala a boca, meu irmão. Vaza, é 2019’”, avaliou o humorista. “Não é uma causa. Respeito o feminismo e, machistamente falando, minha geração se beneficiou: conheci e transei com mulheres muito mais legais e interessantes do que as do meu pai, por exemplo. Eu falava isso para ele”, se justificou.


Ele comentou ainda sobre a participação de Maria Paula na bancada do programa Casseta & Planeta. Ao ser perguntado se o papel da atriz era machista, ele afirmou que na época não, mas “aos olhos de hoje”, sim.  “Não era mulher-objeto, mas a nossa diva impossível. Nunca foi frágil, era mais a irmã moleca ou a mulher peituda diante da qual o homem babaca fica ‘dã’. Tinha o que não vemos hoje, tipo ‘ah, o Cassino do Chacrinha expunha as chacretes’. Mas quem ganhou, a mulher ou o moralismo?”, questionou. 

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 10:50

Cachoeira recebe VI Congresso de Comunicação e Música

Cachoeira recebe VI Congresso de Comunicação e Música
Foto: Divulgação

A cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano, receberá a sexta edição do Congresso de Comunicação e Música (Comúsica), entre os dias 3 e 5 de julho. O evento reunirá os principais pesquisadores do Brasil na área, para apresentação de trabalhos e debates sobre temas como sensibilidades, formações identitária, materialidades da comunicação, territorialidades e memória. 


Realização do Grupo de Estudos em Experiência Estética, Comunicação e Artes (GEEECA), o congresso acontece no Centro de Artes, Humanidades e Letras (Cahl) da Universidade Federal da Bahia (UFRB) e dá direito a certificado gratuito. 


VI COMÚSICA - PROGRAMAÇÃO 
03 de julho (quarta-feira)
14h às 17h30
Grupos de Trabalhos
Local: salas do CAHL


18h
Abertura institucional

Coordenação do Mestrado em Comunicação da UFRB – Renata Pitombo/Jussara Peixoto

Direção do Centro de Artes, Humanidades e Letras – Jorge Cardoso

Local: Auditório Maestro Tranquilino Bastos, CAHL-UFRB, Cachoeira


18h30

Exibição do documentário Sou Mc Carol, 100% feminista (direção: Mericia Cassiano)

Local: Auditório Maestro Tranquilino Bastos, CAHL-UFRB, Cachoeira


19h

Debate com Simone Pereira de Sá (professora da UFF e supervisora do documentário) e membros do LabCult/UFF

Local: Auditório Maestro Tranquilino Bastos, CAHL-UFRB, Cachoeira


20h

Lançamento de livros

Local: Auditório Maestro Tranquilino Bastos, CAHL-UFRB, Cachoeira


21h

Festa de abertura

Local: à confirmar

 

4 de julho (quinta-feira)

10 horas

Mesa: “Matrizes culturais e resistências estético-políticas”

Com: Felipe Trotta (UFF); Leonardo Vidigal (UFMG); Micael Herschmann (UFRJ)

Mediação: Francisca Marques (UFRB)

Local: Auditório Maestro Tranquilino Bastos, CAHL-UFRB, Cachoeira

 


14 às 17h30

Grupos de Trabalhos

Local: salas do CAHL


18h

Exibição do documentário Minha Boca, Minha Arma seguido de debate com o diretor Leonardo Vidigal. 

Local: Auditório Maestro Tranquilino Bastos, CAHL-UFRB, Cachoeira

 


05 de julho (sexta-feira)
9h30 

Mesa: “Musicabilidades de um Sul Global: corpos e melodramas”

Com: Thiago Soares (UFPE), Luciana Xavier (UFABAC), Cíntia Sanmartin Fernandes (UERJ), Adriana Amaral (Unisinos)

Mediação: Nadja Vladi (UFRB)

Local: Auditório Maestro Tranquilino Bastos, CAHL-UFRB, Cachoeira


14 às 17h30

Grupos de Trabalho

Local: salas do CAHL


21h

Festa de encerramento

Local: à confirmar

Michael B. Jordan, ator de 'Pantera Negra' e 'Creed', pode estar em sequência de 'Matrix'
Foto: Divulgação

Uma sequência de "Matrix" está nos planos de Lana Wachowski, que dirigiu a trilogia com a irmã Lilly. Segundo revistas de cinema internacionais, elas já teriam escalado o ator Michael B. Jordan, conhecido por "Pantera Negra" e "Creed", ambos de 2018, para o elenco.

Ninguém da Warner Bros. confirmou a informação, mas segundo o site Geek Worldwide, mas não é a primeira vez que o nome do ator é relacionado à franquia. 

Se tudo der certo, eles devem começar a filmar em Chicago em 2020, e com roteiro de Zak Penn, de "Vingadores" (2012) e "Jogador Nº1" (2018).

O ator Keanu Reeves já havia dito que toparia fazer um novo "Matrix", mas só se as duas irmãs estivessem na direção, o que aumenta a chance de ver o canadense na pele do personagem Neo, novamente. 



MATRIX PODE REJUVENESCER?
Segundo análise feita pela BBC News, Matrix é um filme que envelheceu mal. O longa das irmãs Lana e Lilly Wachowski foi lançado em 1999 e reinventou o gênero de ação um ano antes da estreia de "X-Men", considerado um marco do gênero, e apresentou coreografias de lutas inspiradas em artes marciais um ano antes de "O Tigre e O Dragão".

Apesar de tudo isso, em alguns aspectos cruciais, "Matrix" envelheceu tão mal que agora parece ser uma relíquia. É um filme que, como a raça humana na história das irmãs Wachowski, está preso para sempre nos anos 1990.

Seu herói é Thomas A. Anderson (Keanu Reeves), um programador que também é o hacker conhecido como Neo. Depois de receber algumas mensagens enigmáticas em seu computador, ele conhece Trinity (Carrie-Anne Moss) e Morpheus (Laurence Fishburne), duas pessoas que parecem gostar tanto quanto ele de nomes pretensiosos.

Eles lhe dão algumas notícias perturbadoras. O mundo como ele conhece é uma simulação virtual chamada "matrix", enquanto, na realidade, a Terra é um terreno baldio pós-apocalíptico.

Não só houve uma guerra entre humanos e máquinas inteligentes, mas os humanos perderam e, agora, passam suas vidas adormecidos em vagens cheias de gosma, enquanto "sonhos gerados por computador" são bombeados em seus cérebros.

Nem tudo são más notícias, no entanto. Agora que Anderson sabe que a matrix é essencialmente um jogo de computador, ele pode burlar as regras e tornar-se superforte, super-rápido e superestiloso. Melhor ainda, ele é aparentemente "o escolhido", um profeta que salvará a humanidade de seus senhores robôs.

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 00:20

Fabíola celebra diversidade musical no São João de Irecê, mas defende tradição 

por Fernando Duarte, de Irecê

Fabíola celebra diversidade musical no São João de Irecê, mas defende tradição 
Foto: Camila Costa / Bahia Notícias

A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) defendeu a diversidade musical na programação do São João de Irecê, porém ponderou que o município soube dosar essa diversidade com a tradição. "Elmo [Vaz, prefeito de Irecê] respeita a Lei da Zabumba, que é 50% de todos os músicos culturalmente do forró. É claro que quando se tem a diversidade, com um São João profissional, que acontece 24h durante quatro dias, você tem que ter essa diversidade. Mas preservando as tradições culturais", afirmou Fabíola, em entrevista ao Bahia Notícias neste domingo (23).


A parlamentar promoveu recentemente uma audiência pública para discutir o forró como patrimônio cultural do Brasil e admitiu a necessidade de se preservar a cultura tradicional em festas como o São João de Irecê. "Eu acho que comporta tudo. Só não dá pra deixar de ter as tradições", completou, citando Irecê como a maior festa pública de São João do país. 


"Aqui você tem do Desfile de Carroças até o Mercadão com o Corredor do Forró. Eu acho que comporta tudo. Só não dá pra deixar de ter as tradições. Você tem o forró pé de serra, o arrocha e tem o Zé Neto e Cristiano, porque as pessoas gostam. Acho bacana essa diversidade, mas a gente tem que preservar. Não pode deixar o mercado apenas mandar, você tem que ter a tradição preservada", defendeu a parlamentar.

Segunda, 24 de Junho de 2019 - 00:16

'Temos que resistir', diz Geraldo Azevedo sobre o cenário político do Brasil

por Lucas Arraz / Lara Teixeira

'Temos que resistir', diz Geraldo Azevedo sobre o cenário político do Brasil
Foto: Bahia Notícias / Lucas Arraz

Geraldo Azevedo se apresentou neste domingo (23) no São João do Pelourinho e disse ao Bahia Notícias que, no atual momento político do país, a cultura, a educação e a natureza não estão sendo valorizadas devidamente. Para o cantor, a situação pede resistência.

 

“A gente tem que resistir um pouco e insistir para ter uma consistência melhor desse governo, que eu acredito que a gente não vai ser vencido por isso. Eu acho que o Brasil é tão grande, a nossa natureza e cultura são tão fortes, que resiste a qualquer coisa que venha contra, de forma que eu acho que estamos em um momento delicado, mas ao mesmo tempo não estamos vencidos”, defende o cantor. 

 

Sobre as futuras gerações do forró manterem a essência tradicional do gênero musical, Geraldo acredita que os artistas deixaram de “se aperfeiçoar perante a poesia”, que para ele representa os sentimentos do povo brasileiro. 

 

“Muita gente diz assim: ‘depois que vocês acabaram, mudou a música’. Realmente a mídia passou a valorizar coisas mais efêmeras. E outra coisa, eu acho que deixaram de se aperfeiçoar perante a poesia. A gente, da nossa geração, é muito ligado a música com uma boa harmonia, valorizando os ritmos do Brasil, que tem uma diversidade muito grande e sempre estava valorizando a poesia. Eu acho que nessa poesia, a gente quer traduzir o sentimento do povo brasileiro, tanto que atravessa de geração em geração, passa de pai para filho, porque são músicas que vão traduzir a emoção de cada vida’, explica Azevedo. 

 

O cantor, que afirmou ter sido influenciado “pelos grandes mestres” como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Milton Nascimento, disse que também aprende com alguns artistas novos. “Tem muita gente boa nesse Brasil, que é um país de musicalidade muito grande e tem uma cultura muito diversa, que quem não se pegar por ela está perdendo metade da vida”, diz o cantor. 

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 23:45

Érico Brás diz ser um acerto abordar o tema 'Respeita as Minas' no São João

por Lucas Arraz / Lara Teixeira

Érico Brás diz ser um acerto abordar o tema 'Respeita as Minas' no São João
Foto: Reprodução / TV Globo

Curtindo pelo segundo dia o São João do Pelourinho, o ator Érico Brás destaca que a festa junina realizada no Centro Histórico consegue resgatar os valores de um São João mais tradicional. 

 

“Eu ainda sou do tempo que o São João é feito em casa e começa com a festa de Santo Antônio. Aquele São João que você faz a fogueira na frente de casa, que é um exemplo de comunidade, de unidade comum de pessoas, de família. Então eu acho que o São João que é feito no Pelourinho ainda preserva essa cultura nossa que é muito familiar”. 

 

“Quando eu reúno todo mundo da minha família e trago para o Pelourinho, é um momento realmente de comunhão no São João, que para mim é a melhor festa do ano. Não tem carnaval, não tem natal, até porque natal e ano novo são festas mais europeias, então São João para mim é a melhor festa do ano e não tem lugar melhor para comemorar que não seja o Pelourinho”, completou. 

 

Sobre o tema do evento, que esse ano é “Respeita as Minas”, o humorista soteropolitano diz ser um “acerto” abordar um assunto recorrente como o respeito às mulheres em uma festa com um grande público.  

 

“Eu acho que um dos melhores momentos que a gente tem é quando está todo mundo reunido festejando, a hora que quando você dar um grito todo mundo escuta. Então quando a gente escolhe um tema para uma festa como essa, e um tema tão recorrente, que é de extrema necessidade e não se esgota nunca, porque é uma pauta necessária, é um acerto. Eu sempre digo que o fato da gente tratar mal as nossas mulheres no Brasil, isso reverbera na nossa economia, na nossa saúde, e na falta de educação que a gente tem e isso é comprovado por estudos. E o jeito que eu trato isso dentro da minha família é o jeito que eu desejo que o povo trate, a mídia trate, a escola trate, as famílias trate, então acho que trazer esse tema para o São João, que é um momento tão bacana do ano, é um acerto”, aponta Brás. 

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 23:20

'Legado' da Limão com Mel é desafio em shows como o São João de Irecê, afirma cantor

por Fernando Duarte, de Irecê

'Legado' da Limão com Mel é desafio em shows como o São João de Irecê, afirma cantor
Camila Costa / Bahia Notícias

Com quase 26 anos de estrada, a banda Limão com Mel é uma das atrações mais esperadas pelo público no São João de Irecê neste domingo (23). E, para Diego Rafael, um dos vocalistas da banda, o show tem uma relação especial. Natural de Irecê, o cantor ressalta o desafio de dar continuidade a um legado que ele conheceu ainda enquanto fã da banda, longe dos palcos.

 

"São quase 26 anos de história que tem que ser e é respeitada todos os dias. A gente respeitando o fã que tem essa expectativa enorme com a Limão com Mel, a gente consegue acrescentar os nossos ingredientes pessoais, mas sem jamais deixar o essencial, que faz parte da nossa maior identidade que é o romantismo e o legado", avalia Diego Rafael.

 

Outro vocalista da banda, Rafael Marrone lembra que é "uma responsabilidade imensa" dar continuidade à história da Limão com Mel e esse relacionamento próximo entre o grupo e o público. "É uma responsabilidade boa. A gente faz questão de dar o nosso melhor para retribuir o carinho da galera. De certa forma, para fazer valer a história da Limão com Mel", destaca Marrone.


A estrada longa, inclusive, permite que o público conheça o repertório e cante com a banda sucessos de outros tempos. "É tudo aquilo que a gente espera, é o retorno que a gente tanto espera. Quando a gente canta aqueles refrões, tão marcantes e tão importantes na nossa história, é o povo retribui cantando, então significa que a mensagem chegou com força no coração. É um objetivo alcançado", reforça Diego Rafael.


PREPARAÇÃO 
Para a cantora Adma Andrade, a expectativa com o mês de junho é uma das motivações para a preparação da Limão com Mel. "Nós forrozeiros esperamos o ano inteiro por esse mês muito especial. A gente sabe que pela estrada tem muita gente nos esperando, somos muito gratos e tem que ter muita força e se cuidar bastante porque é de fato mais pesado", explica.


Adma destaca que a Bahia é responsável por 99% dos shows da banda no período do São João e isso mantém uma relação muito próxima com os baianos. "Hoje temos dois, amanhã temos três e não paramos mais. É o que a gente ama", vibra.


Já o ireceense companheiro de banda diz que nunca há preparo suficiente para lidar com a fato de subir no palco de sua terra natal cantando hinos da Limão com Mel. "Daqui a 80 mil anos quando eu subir nesse palco, a emoção toma conta. Não tem experiência que dê jeito, a emoção toma conta", brinca. 


Além de Limão com Mel, o cantor Tayrone se apresenta no penúltimo dia do São João de Irecê 2019. Nesta segunda-feira (24), ainda sobe ao palco o forrozeiro Dorgival Dantas e outras atrações locais.

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 22:35

'Tem espaço para todo mundo', diz Tayrone em Irecê sobre presença do arrocha no São João 

por Fernando Duarte, de Irecê

'Tem espaço para todo mundo', diz Tayrone em Irecê sobre presença do arrocha no São João 
Foto: Camila Costa / Bahia Notícias

Cantor de sucessos como "Alô, porteiro", Tayrone não tem receio de resistência do forró tradicional quando apresenta o arrocha em festas como o São João de Irecê. "Acho que não tem [resistência]. Será?", brincou. O artista é o segundo a se apresentar na noite deste domingo (23) e admite que, apesar do forró ser o ritmo mais tradicional dessa época do ano, "tem espaço para todo mundo".


"A Bahia é uma diversidade de ritmos, é uma mistura de ritmos e o arrocha, que foi criado na Bahia, não pode ficar fora do São João. O povo gosta e a gente tem que fazer o que o povo quer", avaliou um dos principais nomes da sofrência baiana.


"É uma felicidade estar participando dessa mega festa que é o São João de Irecê. Vamos fazer aquela sofrência gostosa, do jeito que o povo gosta, do jeito que o povo conhece o estilo do Tayrone", prometeu o cantor.

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 22:15

Estakazero faz versão forró de música do grupo BaianaSystem no São João do Pelô

por Lucas Arraz / Lara Teixeira

Estakazero faz versão forró de música do grupo BaianaSystem no São João do Pelô
Foto: Bahia Notícias / Lucas Arraz

 O grupo Estakazero também se apresentou no Largo do Pelourinho na noite deste domingo (23), no São João que está acontecendo no Centro Histórico de Salvador. Prestes a completar 20 anos de banda, o vocalista Léo Macedo diz que o grupo continuará com “muita alegria, muito forró e muita energia positiva”. ‘Foi muito bom fazer o show aqui no Pelourinho, com a vibração dessa galera, foi maravilhoso”, declarou o vocalista. 

 

Na apresentação, Estakazero incluiu em seu repertório a música “Lucro” da banda BaianaSystem como uma forma de homenagem. “Eu adoro a BaianaSystem, sempre escuto e percebi que essa música ficava legal em baião. Colocamos no repertório porque música boa e coisa boa da Bahia a gente tem que estar valorizando”, afirmou Léo. 

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 21:55

Para vocalista da Fulô de Mandacaru o futuro do forró será a mistura dos estilos musicais

por Lucas Arraz / Lara Teixeira

Para vocalista da Fulô de Mandacaru o futuro do forró será a mistura dos estilos musicais
Foto: Bahia Notícias / Lucas Arraz

A banda pernambucana Fulô de Mandacaru abriu o palco do largo do Pelourinho neste domingo (23). O grupo que está celebrando 18 anos de carreira, disse ao Bahia Notícias que a Bahia é o segundo estado que a banda mais está realizando trabalhos.  

 

"Nós estamos consolidando o nome da Fulô aqui em Salvador. Hoje foi inesquecível. Salvador é um berço da energia cultural do Brasil, e as pessoas estavam cantando do início ao fim e interagindo com o show, foi lindo", declarou o vocalista do grupo Armandinho do Acordeon. 

 

A Fulô de Mandacaru, que segundo Armandinho, é uma banda de cultura popular, defende que o futuro do forró irá acontecer quando os artistas entenderem que existem outros movimentos acontecendo e é preciso saber trabalhar com eles. "A Fulô é uma banda que tem um pé no forró, mas também tem um pé no frevo, no axé, no reggae, também gosta de trabalhar a vaquejada. Eu acho que quem fica fadado ao discurso da tradição está perdendo espaço, nós trazemos a tradição na nossa vestimenta, mas também trazemos inovações como show pirotécnico, luz, led, as pessoas comparecem aos shows para se emocionarem, ele não é somente o áudio, mas ele conta também com a ousadia de investir no novo", explicou o vocalista. 

 

"Então eu acho que o futuro do forró irá acontecer se o artista fizer a mesma coisa que Luis Gonzaga fez na década de 70, 80, que era trazer artistas de outros segmentos para alinhar, ele cantava com Alcione, Maria Bethânia. Ele estava a frente do seu tempo. Precisamos reconhecer que existem outros movimentos, como o funk, o rap, entre outros, e não adianta dizer que a cultura do outro é maior ou menor que a nossa, tem que compreender a diversidade, respeitar e cada um faz seu trabalho. Tem espaço para todo mundo. Até a própria Ivete sangalo traz artistas de outros segmentos para o seu repertório. O Brasil é essa fusão cultural, não adianta segregar, porque quando a gente segrega a gente corta um país que é plural", completou Armandinho. 

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 21:43

Zezo traz brega para lotar Circuito Zé Bigode no São João de Irecê

por Fernando Duarte, de Irecê

Zezo traz brega para lotar Circuito Zé Bigode no São João de Irecê
Foto: Divulgação

O cantor Zezo lotou o Mercadão neste domingo (23), segundo dia de apresentações no Circuito Zé Bigode. O romantismo brega dele levou um público recorde ao circuito "alternativo" do São João de Irecê, que começa a funcionar às 6h e termina após a última apresentação do dia, iniciada às 19h. Zezo foi recepcionado por um coro de fãs apaixonados, que cantaram sucessos do artista potiguar. "Foi o maior público do Mercadão. Acredito que tinha mais de 20 mil pessoas", comemorou o prefeito Elmo Vaz.

 

Em 2019, durante três dias o Mercadão de Irecê é transformado no Circuito Zé Bigode, onde se apresentam nomes locais e artistas convidados como Almir, ex-The Fevers, que fez o público voltar no tempo ao fechar o primeiro dia, e Bartô Galeno, que encerra a programação do espaço.

 

Entre o Zé Bigode e a Vila Caraíbas, o Corredor do Forró não deixa o público esquecer o clima junino, com bandeirolas e a passagem do Trator do Forró, cantando grandes sucessos do ritmo.

 

PALCO PRINCIPAL

Depois da passagem de nomes como Zé Neto e Cristiano, Lambasaia, Amado Batista e Cicinho e Julie de Assis, o palco principal do São João de Irecê tem neste domingo nomes como Tayrone e Limão com Mel. Na segunda, último dia de programação, o tradicional forró tem destaque com Dorgival Dantas.

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 20:35

Geraldo Azevedo é destaque no São João do Pelourinho neste domingo

por Lucas Arraz

Geraldo Azevedo é destaque no São João do Pelourinho neste domingo
Foto: Bahia Notícias / Lucas Arraz

Geraldo Azevedo é a grande atração do Largo do Pelourinho neste domingo (23), na quarta noite de São João do Centro Histórico. O pernambucano se apresenta à meia-noite e acompanha nomes como Forró Passa Pé (17h), Fulô de Mandacaru (18h) e Estakazero (20h) no palco principal, montado no Largo do Pelourinho.

 

No Tereza Batista, sobem ao palco ainda neste domingo Forró Eu Laço (20h), Diego Vieira (22h), entre outros. O Largo Quincas Berro D'Água recebe os shows de Pra Casar (20h), Maíra Cajé (22h) e Bagagem Arrumada (meia-noite).

 

A programação no Largo Pedro Arcanjo teve início às 17h com show de Icaro Mendes e Cicinho de Assis (18h) e será seguido por Eletroxote (20h) e Aila Menezes (22h). No Cruzeiro de São Francisco, onde está montada a Sala de Reboco, o público pode dançar forró com Pedro Sampaio (22h) e Wellington Pacheco (0h).

 

Neste sábado, de acordo com estimativa da Bahiatursa, 50 mil pessoas acompanharam a apresentação de Alceu Valença (veja aqui). 

 

PARIPE
O bairro de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, recebe apresentações, ainda esta noite, de Solange Almeida (20h) e Simone & Simaria (22h), seguidos de Tierry (0h) e Forró Didaindoido (01h30).

 

O São João da Bahia é promovido pelo governo do Estado, por meio da Bahiatursa, e tem como tema “Respeita as Mina”

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 19:00

São João de Irecê é 'alavancador da economia', defende Elmo Vaz

por Fernando Duarte, de Irecê

São João de Irecê é 'alavancador da economia', defende Elmo Vaz
Foto: Camila Costa/ Bahia Notícias

O prefeito Elmo Vaz trata o São João de Irecê como um "alavancador da economia local e regional". Apesar de ainda não conseguir mensurar exatamente o impacto da festa na injeção de recursos na cidade, o gestor ressalta que, desde a contratação de bandas até a execução da festa, são gerados empregos e renda que perduram ao longo do ano.

 

"O São João de Irecê não se resume a esses cinco dias, ele dura 30 dias. Nós contratamos durante todo o período cerca de 160 bandas, sendo que daqui dessa região são aproximadamente 70% de Irecê e região", cita Elmo como um exemplo. "Além da gente poder proporcionar a geração de emprego e renda direta e indiretamente", completa.

 

"O São João de Irecê, além de ser uma tradição cultural, hoje é um alavancador da economia local e regional. Eu acredito que durante os 30 dias a gente tem certeza que é o período que o comércio mais vende, onde mais se emprega", conclui o prefeito.

Banda Calcinha Preta é vaiada durante show de São João em Dom Basílio; veja vídeo
Foto: Reprodução / Instagram

A banda Calcinha Preta foi vaiada, na madrugada deste domingo (23), durante apresentação nas festas juninas do município de Dom Basílio, no Centro-Sul baiano. 


De acordo com informações do site Achei Sudoeste, o público ficou indignado com o atraso do grupo, que era a atração principal da festa, deveria se apresentar a partir das 2h, mas só iniciou o show às 5h.


Especula-se que o atraso se deu porque antes de chegar a Dom Basílio o Calcinha Preta fez show em Caculé, situado a 154 km da cidade. 

 

Veja vídeo:

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 10:40

Baterista Paulo Antônio Pagni, o P.A, do RPM, morre aos 61 anos

por Folhapress

Baterista Paulo Antônio Pagni, o P.A, do RPM, morre aos 61 anos
Fotos: Divulgação

O baterista Paulo Antônio Pagni, o P.A., da banda RPM, morreu na manhã deste sábado (22), aos 61 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital São Camilo, de Salto, no interior de São Paulo, onde ele estava na UTI.

P.A. morreu às 8h40, após uma insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia. Em sua página no Facebook, o ex-vocalista do RPM, Paulo Ricardo, havia dito que o motivo da internação do músico foi fibrose pulmonar, uma doença respiratória crônica e progressiva.

A morte de P.A. havia sido noticiada erradamente no último dia 2, por uma publicação da página oficial do RPM no Facebook. Esta Folha também publicou a informação, que depois foi devidamente desmentida.

Desta vez, o RPM voltou a se pronunciar pelo Facebook: "Nosso querido amigo P.A. resolveu definitivamente descansar de sua brava luta pela vida". A banda informa que vai manter o show marcado para a noite deste sábado (22), em Garopaba, Santa Catarina.

Numa postagem feita no último dia 1º, para comemorar o aniversário de Pagni, Paulo Ricardo contou que P.A. entrou no RPM após Charles Gavin deixar a banda para se juntar aos Titãs. "Sempre fomos muito ligados e vivemos momentos inesquecíveis no projeto indie PR5", escreveu. Pagni já estava hospitalizado.

Ricardo ainda escreveu que "o P.A. personificou como ninguém o espírito do rock'n'roll".

"Fica a lembrança de um grande irmão, grande baterista, de enorme musicalidade, amante da natureza e dos animais e sem dúvida nenhuma um dos caras mais rock'n'roll que o Brasil já conheceu", disse.

Famoso nos anos de 1980, o grupo RPM havia anunciado novidades recentemente. A banda havia voltado à ativa com um novo vocalista, Dioy Pallone, e duas músicas, "Ah! Onde Está Você" e "Escravo da Estrada".

Entre os hits do RPM estão músicas como "Olhar 43" e "Rádio Pirata".

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 09:40

Tradição familiar e forró raiz dão o tom de show de Cicinho e Julie de Assis em Irecê

por Fernando Duarte, de Irecê

Tradição familiar e forró raiz dão o tom de show de Cicinho e Julie de Assis em Irecê
Foto: Camila Costa / Bahia Notícias

O forró tradicional deu o tom da apresentação de Cicinho e Julie de Assis, neste sábado (23), segunda noite da programação do São João de Irecê, no Centro Norte baiano. Pai e filha subiram juntos ao palco com o autêntico pé de serra, sem se preocupar com o que alguns chamam de “invasão” de outros ritmos. Segundo o artista, não é difícil ser um forrozeiro autêntico, mesmo diante deste cenário. “É simples. É fazer o fácil, porque fazer o fácil é difícil. É fazer o forró mesmo, pé de serra, e deixar quem quer fazer o sertanejo, ou sei lá, o arrocha. Eu não tenho nada contra também. Eu acho assim, São João tem que ser forró é forró, mas também pode mesclar por exemplo, como o Amado Batista, que é muito amado na região. Acho que tem que respeitar a opinião do povo também”, explicou Cicinho, em referência a outra atração da festa (clique aqui).


Mobilizado na luta para o reconhecimento do forró como patrimônio cultural do país, o cantor destaca o papel da tradição passada ao longo das gerações. “Eu também defendo a música de raiz. A música que eu faço eu tive o prazer e a honra de aprender com meu pai, de pai pra filho, e estou seguindo mais adiante”, diz Cicinho, que, por sua vez, garantiu que a riqueza desta arte perdure através da filha Julie de Assis, que ficou conhecida em todo país, após participar do The Voice Brasil, há três anos. “Fazer música com minha filha é simples também. É muito fácil, porque Julie me acompanha desde cinco anos, então, quando eu descobri que ela tinha o dom pra música eu peguei ela com seis, sete anos, comecei a levar ela para as festinhas, festa de aniversário, casamento, essas coisas. Assim como também comecei com meu pai, com sete, oito anos. E ela tá dando seguimento junto comigo. Eu tenho que apoiar e já faz parte do meu trabalho, porque esse ano a gente juntou os dois, pai e filha, e estamos com esse projeto novo: Cicinho e Julie de Assis”, explica o forrozeiro.


Para a jovem cantora, o processo foi muito natural. “Meu pai sempre foi meu guiador, ele nunca me obrigou a fazer. Ele viu que eu tinha jeito pra coisa e foi me levando aos poucos, foi vendo que eu tinha o dom, viu que eu era afinadinha e fez: ‘ela leva jeito pra coisa’ (risos)”, conta Julie, que na última sexta-feira (21) fez sua estreia solo, no Pelourinho, em Salvador. “Poxa, foi muita emoção, porque foi a primeira vez que eu cantei sem meu pai, entre aspas, porque ele estava do meu lado me apoiando, mas achei que era difícil. E fiz ‘eu nunca vou conseguir fazer o show sozinha’. Mas não, até que não, eu consegui, graças a Deus. Contive a minha emoção pra não ficar muito à flor da pele e a galera me ajudou bastante, porque a gente de Salvador te abraça”, lembra a artista. “Foi muita emoção e nervosismo, mas também a felicidade de ter feito o trabalho certo, trabalho concluído. Tudo que eu ensaiei, o repertório, tudo saiu nos conformes, então pra mim foi ótimo”, conclui Julie, garantindo que não modificou a essência após três anos de sua participação no reality show da TV Globo. “A Julie não mudou muito. Continua aquela menina meio timidazinha (risos), só que agora um pouco mudada, agora de cabelo cacheado, toda empoderada, mais autêntica, com as decisões mais certas, humilde sempre, sorridente sempre e fazendo o que mais gosta”, explica. Sobre o empoderamento, Julie diz que foi um longo processo: “Demorou bastante, porque eu era muito fechada às coisas que estavam acontecendo. Pra mim era tudo ok, mas com o tempo a gente sofre, e é ai que a gente vê que faltava na gente. Eu senti que faltava em mim e precisava mudar aquilo. E fiz: ‘eu vou mudar’. E a mudança tem que vir a partir de mim, e quando eu mudei eu fiz: ‘agora ninguém mais me muda, agora ninguém mais mexe comigo não!’ (risos)”.  

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 03:07

Romantismo de Amado Batista empolga público no São João de Irecê

por Fernando Duarte, de Irecê

Romantismo de Amado Batista empolga público no São João de Irecê
Foto: Fernando Duarte/ Bahia Notícias

O cantor Amado Batista foi a principal atração do segundo dia de São de Irecê e empolgou o público na madrugada deste domingo (23) ao cantar sucessos como "Secretária" e "Meu ex-amor".

 

Dados dos organizadores apontam que cerca de 60 mil pessoas foram à Praça Cleriston Andrade para acompanhar o romantismo de Amado Batista, mas também o show de Cicinho e Julie de Assis e uma série de atrações locais.

 

O São João de Irecê tem ainda mais dois dias de programação, que inclui shows de Limão com Mel, Tayrone e Dorgival Dantas. A festa, com duração de 24h com Circuito Zé Bigode, no Mercadão, segue até a próxima segunda-feira (24).

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 01:41

'Atender à diversidade' é proposta musical do São João de Irecê, avalia prefeito

por Fernando Duarte, de Irecê

'Atender à diversidade' é proposta musical do São João de Irecê, avalia prefeito
Foto: Camila Costa/ Bahia Notícias

Com quatro dias de festa e atrações de diversos ritmos musicais, a proposta do São João de Irecê é "atender à diversidade". A defesa foi feita pelo prefeito Elmo Vaz neste sábado (22), que reconheceu a programação que traz "os mais diversos tipos de música" como um diferencial em relação a outras cidades que promovem festivais juninos.

 

"Evidentemente, a gente tem preservado o forró pé-de-serra, faz questão de ter bandas autênticas de forró mesmo, bandas locais e de fora. A proposta é atender à diversidade. O São João de Irecê atende a todos os gostos e a todas as idades. Desde o pé-de-serra até o sertanejo", explicou Elmo ao Bahia Notícias.

 

Em 2019, a cidade tem atrações como Zé Neto e Cristiano, Lambasaia e Amado Batista, que já se apresentaram, e Limão com Mel, Tayrone e Dorgival Dantas, que sobem no palco até a próxima segunda-feira (24). "O público está apreciando muito. No primeiro dia tivemos um recorde na história de Irecê, nunca na história da cidade teve um público assim", ressaltou o prefeito.

 

CULTURA LOCAL

Apesar do investimento em atrações de renome nacional, o prefeito destaca que o investimento na cultura local é também um pilar do São João de Irecê. "São 41 anos de São João, já é uma tradição. A gente reúne desde a cultura local com o Desfile de Carroças e traz Zé Neto e Cristiano e Amado Batista. É um São João diferenciado", aponta.

 

"O São João de Irecê está recebendo cada vez mais turistas, pessoas de todas cidades da Bahia e até de fora do estado", comemora o gestor ireceense. "São dois circuitos unidos pelo corredor do forró. Temos também o Trator do Forró, que leva as pessoas de um circuito para outro e 24h, todos os dias", detalha Elmo.

Domingo, 23 de Junho de 2019 - 00:50

Lei da Zabumba: Bahiatursa investe 95% da verba do São João em artistas locais

por Lucas Arraz / Lara Teixeira

Lei da Zabumba: Bahiatursa investe 95% da verba do São João em artistas locais
Foto: Bahia Notícias / Lucas Arraz

Seguindo a Lei da Zabumba, que exige que o governo utilize pelo menos 60% da verba com a contratação de artistas que valorizem a cultura da Bahia durante o São João, Diogo Medrado, presidente da Bahiatursa, estima que cerca de 95% da verba foi destinada aos artistas locais que estão se apresentando no São João do Pelourinho. 

 

“A gente fica muito tranquilo com relação à Lei da Zabumba, porque, inclusive, muito antes da própria lei, o governo já praticava esse formato. Se a gente for pegar toda a nossa programação, dos mais de 100 artistas que nós temos aqui, eu arrisco dizer que oito ou estourando dez são artistas de fora da Bahia. Fazemos isso para poder contemplar e valorizar ainda mais a cultura do Nordeste e dos baianos”, afirma Medrado.  

 

Sobre a fiscalização da Lei da Antibaixaria, o presidente da Bahiatursa garante que os repertórios das atrações que tocaram e irão tocar no São João do Pelourinho e de Paripe são estudados para que não ocorra “um choque de conteúdo”.  

 

APOIO AOS MUNICÍPIOS
O governo do estado, por meio da Bahiatursa, está apoiando financeiramente durante o São João 141 cidades, fora a capital baiana. Com relação aos possíveis problemas para firmar os convênios com os municípios, Medrado destaca a importância do planejamento. “As exigências burocráticas que o governo do Estado através da Bahiatursa solicitam são praticamente as mesmas, então é mais a questão de planejamento, até mais dos próprios municípios, para eles poderem ser contemplados com os recursos”, explica. 

 

“Independente de qualquer situação, o município que entrar no convênio, no edital, recebe o recurso. Então isso é passado até por uma comissão, que é montada por algumas secretarias e representantes de secretarias do estado e esse ano nós temos o aporte em 141 cidades, e esse número pode crescer inclusive por causa do São Pedro, já que algumas cidades realizam o evento mais tarde”. 

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