Novo 'Borat' mostra Bolsonaro e Trump como integrantes de 'Clube dos Tiranos'
Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro e outros líderes mundiais são mencionados - e ironizados - no filme "Borat Subsequent Moviefilm", lançado na última sexta-feira (22), no Amazon Prime Video (clique aqui e saiba mais). 

 

De acordo com informações do jornal O Globo, no novo longa-metragem estrelado por Sacha Baron Cohen o protagonista recebe a missão de levar um presente do premiê do Cazaquistão para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chefia o “Clube dos Tiranos”. Além do americano, integram o grupo “grandes líderes” como Jair Bolsonaro, Kim Jong-Un, Vladimir Putin e Kanye West.

Segunda, 26 de Outubro de 2020 - 14:00

Giro: Já é Natal no Bela Vista

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: Já é Natal no Bela Vista
Foto: IR Fotografia

Malabaristas, palhaços e dançarinos transformaram o Shopping Bela Vista em um verdadeiro picadeiro repleto de gargalhadas, magia e muita emoção na tarde deste domingo, 25. Com o tema Gran Circo do Bela, o espetáculo, recheado de surpresas, marcou a chegada do Papai Noel e a abertura da decoração natalina do shopping, que foi o primeiro da capital baiana a inaugurar o Natal. Antes de desembarcar, o Papai Noel circulou por vários pontos da cidade em um ônibus plotado e chegou para completar o show inédito em formato de drive-in, montado exclusivamente no estacionamento externo do shopping. Mais de 30 artistas e circenses, da Cia de Dança Kika Tocchetto, brincaram e interagiram com a plateia, que se sentiu em um verdadeiro circo a céu aberto, onde a magia e a emoção tomaram conta. Ao final, o Papai Noel, que este ano foi interpretado por um ator jovem caracterizado por conta da pandemia, desfilou em carro aberto pelo drive-in acenando para as crianças ao som dos fogos de artifícios. O show, que foi transmitido ao vivo para o público através do canal oficial do Bela no Youtube, teve assinatura de Licia Fabio Produções e figurino do renomado estilista Fabio Sande. 

Na sequência, a decoração foi oficialmente aberta dentro do shopping, na Praça Central (Piso L1). Inédito e interativo, o cenário é inspirado na alegria do Circo e na magia do Natal, trazendo a união dos elementos natalinos tradicionais, como a imponente árvore central com 13m de altura, com os símbolos circenses. Mais de seis personagens animatrônicos convidam toda a família para um mundo de cores, brilho e fantasia, e os visitantes ainda podem adentrar no túnel da árvore e contemplar um show de luzes em seu interior. 

E como todo circo clássico, a diversão dos pequenos está garantida com um enorme carrossel interativo e iluminado em mais uma atração de lazer para a criançada. Para a segurança de toda a família e respeitando os protocolos de segurança, o brinquedo conta com um sistema exclusivo de limpeza que utiliza vaporizador a base de dióxido de cloro - o mais seguro equipamento do mundo de desanitarização, usado pela Boing para limpeza dos aviões. Todo o lucro arrecadado com a venda dos ingressos para o Carrossel será destinado para as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). Além disso, o Gran Circo do Bela também está presente nos corredores do shopping, com muitas luzes, elementos lúdicos, um presépio montado na Asa Norte (Piso L2) e espaço instagramável para os clientes tirarem fotos, na Asa Sul (Piso L1), transformando o Bela Vista em um enorme palco de diversão e fantasia para toda a família. A decoração de Natal ficará disponível até o dia 24 de dezembro, de acordo com o horário de funcionamento do shopping.  

Visita ao Papai Noel 

E para quem quiser deixar a sua cartinha ou fazer o seu pedido, o Bom Velhinho está recebendo visitas no Trailer do Papai Noel, localizado na Asa Sul (Piso L2), todos os dias, das 14h às 20h. O Papai Noel está em um outro local, fora da decoração de Natal, justamente para evitar o contato e aglomerações. Além disso, todo acesso é controlado conforme as orientações de saúde e segurança já estabelecidas pelos órgãos de saúde. Para preservar a saúde dos profissionais idosos, considerados grupos de risco, o Bela Vista manteve a estratégia de convidar pessoas jovens para representarem o bom velhinho. 

 

'Voltando aos Palcos': BTCA e Osba apresentam 'Pés a Pés' nesta sexta no Youtube
Foto: Aline Valadares / Divulgação

Como parte da programação do projeto “Voltando aos Palcos”, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) estreiam um novo espetáculo, “Pés a Pés”, nesta sexta-feira (30), com transmissão ao vivo a partir das 20h40,  no canal de YouTube do TCA (www.youtube.com/teatrocastroalvesoficial) e na TVE Bahia.

 

A montagem, que é a terceira da série, traz uma homenagem aos griôs com uma coreografia dos dançarinos Jai Bispo e Paullo Fonseca, acompanhados de quinteto de cordas da Osba, formado por José Fernandes e João Campos (violinos), Thiago Neres (viola), Luiz Daniel Sales (violoncelo) e Gabriel Couto (contrabaixo). 

 

“Pés a Pés” se volta aos mais velhos e aos caminhos abertos, que abrem espaço para os passos de hoje. O trabalho faz uma reflexão sobre a ancestralidade artística e cultural, recortando como referência o movimento tropicalista, cujos líderes ainda interagem e interferem nos dias atuais. 


SERVIÇO
O QUÊ:
Voltando aos Palcos - BTCA e Osba: “Pés a Pés”
QUANDO: Sexta-feira, 30 de outubro, 20h40
ONDE: YouTube do TCA (www.youtube.com/teatrocastroalvesoficial) e TVE Bahia
VALOR: Gratuito

Polícia faz operação no Rio para localizar possíveis obras inéditas de Renato Russo 
Foto: Divulgação

Uma operação da Polícia Civil foi deflagrada nesta segunda-feiras (26), no Rio de Janeiro, com o objetivo de identificar e localizar possíveis obras inéditas do cantor e compositor Renato Russo, morto em 1996.

 

De acordo com informações do jornal O Globo, após ordens judiciais expedidas pelo Tribunal de Justiça do Rio, policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) cumpriram mandados de busca e apreensão em três endereços, na capital fluminense.   

 

Um dos alvos da operação foi um estúdio de gravação que teria sido usado pelo músico em seus últimos anos de vida. Segundo o jornal, o objetivo é verificar se o proprietário teria guardado músicas inéditas do artista. Até então, foram apreendidos HDs e cartuchos de gravação, que serão analisados pela polícia.

 

“Importante diligência realizada hoje. Foi possível arrecadar elementos de provas cruciais para a continuidade da investigação e esclarecimento total dos fatos”, informou o delegado Maurício Demétrio, titular da DRCPIM.

 

Batizada de Operação Será, em referência a uma canção de Renato Russo, ela faz parte da segunda fase de uma investigação iniciada há cerca de um ano, depois que Giuliani Manfredini, filho do músico e detentor dos direitos autorais do pai, denunciou uma possível ocultação de obras inéditas.

Cozinheiros reproduzem pratos de Joelma, Anavitória e Naiara Azevedo no Masterchef
Foto: Divulgação

Um novo grupo de cozinheiros amadores participará da próxima edição da Caixa Misteriosa dos Famosos, no 16º episódio do Masterchef 2020, exibido nesta terça-feira (27), a partir das 22h45, na Band.

 

Desta vez, os competidores serão desafiados a reproduzir pratos indicados por nomes como a cantora Joelma; o vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino; a sertaneja Naiara Azevedo e Ana Caetano e Vitória Falcão, do duo Anavitória.

 

Para Joelma eles terão que preparar pacu acompanhado de farofa de piracuí, feijão manteiguinha e pirão de tucupi. Para Flausino, os cozinheiros devem fazer frango com quiabo e angu, tradicional em Minas Gerais. Para agradar Naiara Azevedo, o desafio é uma panelada nordestina. Já o Anavitória pede uma feijoada vegetariana. 

 

Os melhores cozinheiros passam para a prova decisiva, na qual devem preparar pratos com o conceito de Street Food, a comida de rua, que precisa ser prática para que o cliente possa comer em pé, de forma rápida.

 

O autor do melhor melhor prato, na avaliação dos jurados Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, leva o 16º  troféu do MasterChef 2020, além de ganhar R$ 5 mil, uma bolsa de estudos integral para graduação ou pós-graduação em uma universidade particular, um assistente virtual e R$ 5 mil em compras no site patrocinador, além de um forno, um jogo de panelas profissional e um kit de facas.

Robertinho de Recife faz live nesta segunda com música e entrevista
Foto: Divulgação

O guitarrista e produtor musical Robertinho de Recife faz uma live nesta segunda-feira (26), a partir das 19h, com transmissão no Instagram do canal Music Box Brazil. 

 

Na ocasião, além de tocar sucessos de sua carreira, cuja atuação plural vai desde a MPB até o heavy metal, o artista será entrevistado pelo apresentador Márcio Mazzeron, a respeito da série documental “Robertinho de Recife? Robertinho do Mundo!”.

 

Após a live, será exibido o quarto episódio da série, que conta a trajetória e influência do artista na música brasileira. A produção conta com depoimentos de grandes nomes da música brasileira e internacional como Alceu Valença, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Caetano Veloso e Jesse Robinson.

 

Além do reconhecimento à influência que Robertinho do Recife exerce sobre diversos gêneros musicais nos últimos 50 anos, a série mostra também alguns acontecimentos marcantes da vida do artista, como as amizades e o respeito que conquistou junto a lendas do blues e do rock norte-americano.

Segunda, 26 de Outubro de 2020 - 09:00

Giro: De olho nela!

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: De olho nela!
Luisa Scalldaferri ! Foto: Arquivo Pessoal
Luisa Scalldaferri tem encantado a todos no Instagram (@luisa.arty) com suas maquiagens artísticas. 
De um simples olho esfumado a uma personagem de filme de terror ou magia, a estudante de Direito faz transformações que alcança diversas faixas etárias.
O que está esperando para aproveitar e se divertir um pouco neste Halloween? Aos flashes!
 
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
 
 
 
Ator de 'Harry Potter' fala da 'bênção' de não ser reconhecido: 'Como começar de novo'
Foto: Divulgação

O ator Harry Melling, 31, que deu vida a Dudley Dursley na famosa franquia "Harry Potter", afirma que não é reconhecido nas ruas com a facilidade que os fãs imaginam. Para ele, no entanto, isso é um bênção e lhe permitiu, na época em que começou a focar sua carreira no teatro, quase que começar de novo.

 


Melling no papel de Dudley Dursley | Foto: Divulgação

 

"Eu tinha essa história de fazer parte dos filmes, mas também sentia que tinha o oportunidade de causar um novo começo, o que eu acho útil", afirmou ele, em entrevista à revista People. Na mesma época, ele também começou a perder peso, o que ele revela que quase o deixou de fora do sétimo filme da franquia.

"Acho que foi uma coisa inconsciente quando começou a acontecer", diz Melling sobre sua transformação. "Eu fui para a escola de teatro quando tinha 18 anos e foi aí que o peso mudou, não por qualquer necessidade importante da minha parte, mas é apenas algo que simplesmente aconteceu", afirma ele, que usou enchimento em Harry Potter.

Após o término da franquia, Melling não parou mais de trabalhar. Mas este está sendo o momento mais especial de sua carreira, já que está em três grandes produções da Netflix: "The Old Guard", ao lado de Charlize Theron; "O Diabo de Cada Dia", com Tom Holland e Patrick Pattinson; e "O Gambito da Rainha".

"Espero que as pessoas não fiquem entediadas de me ver", brincou ele à People. "Mas é apenas uma grande e estranha coincidência que, infelizmente, as pessoas não podem sair e estão contando com a Netflix."

Frei Betto lança livro 'Diário de Quarentena: 90 Dias em Fragmentos Evocativos'
Foto: Divulgação

O teólogo mineiro Frei Betto lançou um livro com reflexões sobre o isolamento. A obra “Diário de Quarentena: 90 Dias em Fragmentos Evocativos”, que saiu pela editora Rocco, conta com observações a respeito dos três primeiros meses da pandemia do novo coronavírus.

 

Segundo a sinopse do livro, ele “surge predestinado a se transformar em uma obra de referência duradoura, como o Diário da peste de Londres, de Daniel Defoe, publicado em 1722 e ainda em catálogo nos dias de hoje”.

 

De acordo com a descrição, assim como a obra de Defoe - sobre a epidemia da peste bubônica que matou 70 mil pessoas em Londres, em 1665 -, o de Frei Bettto também estabelece “uma uma rica reflexão acerca da condição humana” e mescla “o drama pessoal à tragédia coletiva”, na tentativa de responder as perguntas: “Quem somos nós, de onde viemos, para onde vamos?”.

 

Frei Betto então traz uma mensagem urgente, sobre a possibilidade de tragédias coletivas como a pandemia proporcionarem oportunidades para a humanidade repensar e se “reinventar”, corrigindo a rota de destruição, no rumo da justiça e da felicidade.

Em livro, Claudia Raia faz revelações sobre relação com Frota: 'mulherengo compulsivo'
Foto: Reprodução / Instagram

Em um livro de memórias, a atriz Claudia Raia fez revelações íntimas do conturbado relacionamento mantido por três anos com Alexandre Frota, de 1986 a 1989. Intitulada “Sempre raia um novo dia”, a obra, que tem lançamento previsto para 16 de novembro, é escrita em colaboração com a jornalista Rosana Hermann.

 

Os detalhes sobre a relação com o hoje deputado estão em um trecho do livro, liberado pela artista à revista Glamour. "Nunca traí Alexandre, nunca fiz nada para destruir meu casamento. Ao contrário, sempre acreditei na nossa união e sonhava em reproduzir o modelo dos meus pais, tanto que fiz questão de um véu gigante e uma festa pomposa, exatamente para imitar o casamento de minha mãe, que tinha parado a cidade de Campinas. Eu queria um casamento feliz, amoroso, com filhos, do tipo ‘até que a morte os separe’. Mas Alexandre era um mulherengo compulsivo, e eu estava cansada de ouvir alertas de amigos e amigas sobre suas traições. Quando minha mãe me parou, na porta de entrada da igreja da Candelária, no dia do meu casamento com ele, e disse ‘não case com esse homem’, ela já devia ter conhecimento disso, pois, como descobri anos mais tarde, ela havia contratado um detetive para saber da vida de Alexandre. Apesar de tudo isso, foi ele quem pediu a separação, o que deu um nó na minha cabeça”, contou Claudia, em seu livro de memórias.

 

Ela revelou ainda que foi uma “frustração gigantesca”, ver seu “castelinho de sonhos desmoronando” aos 22 anos de idade. Para superar a “sensação horrível de fracasso”, ela diz que se aproximou ainda mais da irmã Olenka. “Ia ao cinema com ela para chorar em seu ombro, porque, no resto do tempo, nem chorar eu podia; tinha que segurar a onda e trabalhar, para que tudo o mais também não desmoronasse junto”, lembra.

 

Em “Sempre raia um novo dia” a atriz revela ainda que mesmo após o término o casal seguiu em atrito. “Para piorar, depois de pedir a separação, Alexandre se recusou a deixar meu apartamento. Passou-se um mês, passaram-se dois, e ele ali, entrando e saindo como se nada tivesse acontecido. Aquilo me deixava totalmente transtornada. Peguei todas as roupas dele, desci e joguei tudo na lagoa. Não na rua, não no lixo. Joguei na Lagoa Rodrigo de Freitas, mesmo. Na água. Foi meu inconsciente revidando aquele dia na lua de mel no cruzeiro pelo Havaí, quando Alexandre jogou todos os meus chapéus no oceano Pacífico”, conta Claudia, lembrando que ao retornar Frota não encontrou suas coisas e ela trocou a fechadura da porta. “Ele não pôde mais entrar, mas o porteiro não tinha sido avisado e deixou que ele subisse. Ele ficou chorando do lado de fora da porta, e eu chorando do lado de dentro. Foi complicado, eu ainda gostava dele, mas não abri”, revela.

Livro baiano, 'Pequena Coleção de Insignificâncias' é finalista do Prêmio Jabuti
Foto: Patricia Almeida / Divulgação

O livro baiano “Pequena Coleção de Insignificâncias” (2019), de Thiago Cohen, TANTO - criações compartilhadas e Neto Machado, é finalista do 62º Prêmio Jabuti, realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A cerimônia deste, que é o maior prêmio literário do Brasil, acontece no dia 26 de novembro. Também concorrem ao Jabuti deste ano nomes como Chico Buarque, Martinho da Vila e Nélida Piñon (saiba mais).

 

Editada pela Conexões Criativas, braço editorial da Dimenti Produções Culturais, a obra baiana concorre na categoria “Infantil”. O livro é formado por várias pequenas partes que se relacionam: cartas-poemas que podem espalhar palavras ao vento; uma caixinha especial para guardar as palavras soltas e o que mais interessar; uma caixinha hermeticamente fechada para guardar qualquer segredo; e uma caixinha cheia de pequenas proposições de experiências colecionáveis.

 

“Pequena Coleção de Insignificâncias” é resultante do projeto “Coreografias de Papel”, uma coleção que transpõe criações coreográficas da Bahia para livros-objetos voltados para a infância e juventude. Sua concepção acessa o solo de dança “Demolições (La Petite Mort)”, de Thiago Cohen, que trata dos momentos em que uma pessoa precisa romper para construir, acabar algo para começar outra vez. 

Documentário retrata histórias de Jorge Amado, Caymmi e outros amigos
Autor baiano inspira produção | Foto: Reprodução / Editora Todavia

A frase de Jorge Amado – "A amizade é o sal da vida" – inspirou uma nova produção sobre o escritor. O documentário "O sal da vida" vai se apresentar centenas de correspondências trocadas entre o escritor, Dorival Caymmi, Hector Carybé e Pierre Verger. 

 

O filme começa a ser rodado em 2021. Sergio Machado assume a direção e promete mostrar cartas inéditas guardadas por Paloma, filha de Amado, para recontar a amizade entre os quatro sob a ótica da intimidade e do carinho que eles dividiam. 

 

De acordo com O Globo, o documentário vai mostrar ainda um pouco da obra do grupo.
 

Roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco pedem demissão coletiva
Foto: Divulgação/CMRJ

Os cinco roteiristas da série de ficção sobre Marielle Franco, vereadora pelo PSOL assassinada em 2018, que será dirigida por José Padilha, pediram demissão esta semana. Segundo o Globo, fora montada uma equipe só com profissionais negros, a maioria, mulheres. 


O grupo estava trabalhando desde abril na produção, idealizada por Antonia Pellegrino e prevista para ir ao ar em 2021, pela Globoplay. A demissão coletiva “foi por divergências na condução da narrativa sobre a vida da vereadora”.


Quando o nome de Padilha - premiado diretor de “Tropa de elite” - foi anunciado para a direção da série, ocorreram críticas nas redes sociais, por ter sido escolhido “um homem branco e crítico da esquerda”. 

Sábado, 24 de Outubro de 2020 - 10:20

Mauricio de Sousa celebra 60 anos de Cebolinha: 'Orgulhoso pelo filho que eu criei'

por Leonardo Volpato|Folhapress

Mauricio de Sousa celebra 60 anos de Cebolinha: 'Orgulhoso pelo filho que eu criei'
Foto: Reprodução

Hoje é dia de festa no bairro do Limoeiro, já que é aniversário de 60 anos do Cebolinha, personagem da Turma da Mônica criado em 1960 e que até hoje é um dos mais queridos do público. Seja falando "elado", trocando o 'R' pelo 'L', ou imaginando algum plano infalível para arrancar o coelho de Mônica, ele já aprontou boas tramoias nas histórias criadas por Mauricio de Sousa, 84, que na década de 1950 trabalhou como repórter da Folha de S.Paulo até deixar esse trabalho para se dedicar integralmente ao cartunismo.

"Essa marca representa que um dos meus filhos chegou à melhor idade", brinca Sousa, em entrevista ao F5. "Logicamente, eles são como se fossem meus filhos e a imagem que eu coloco em cada um me deixa tranquilo e satisfeito. Não é em qualquer lugar do mundo que um personagem mantém postura, simpatia e força. Estou orgulhoso do filho que eu criei", diz o cartunista, que pretende dar festa a seus 400 funcionários em março de 2021 para celebrar a data.

A história da origem de Cebolinha é muito curiosa. De acordo com Sousa, o garotinho de cabelo espetado foi inspirado em uma pessoa real, um amigo que costumava jogar bola com o irmão dele em um campinho de terra na cidade de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo). Cebola era o apelido dele, por causa do penteado diferente que usava na época.

E acredite se quiser: o jovem também falava "elado". Era a figura perfeita que Mauricio de Sousa precisava para criar, anos depois, o Cebolinha com suas características marcantes e que nunca foram perdidas. "Ele está vivo e mora em Mogi. Deve estar com uns 70 anos, gozando de uma certa fama na cidade. Anos atrás, quando ele trabalhava como mestre de obras, as pessoas disputavam pelo seu serviço, afinal, todos queriam contratar o Cebolinha. Imagino que ele tenha uma gratidão por mim, mas eu também tenho por ele", diz Sousa, que vez ou outra faz uma visita a Cebola.

Cebolinha foi um dos primeiros personagens criados por Sousa. Na década de 1960, ele era o único que usava sapato. Como Sousa não tinha muitos personagens no começo da carreira, ele podia se dedicar mais horas a detalhar seus traços. Mas, quando mais jornais começaram a pedir as tirinhas, o cartunista aumentou seu leque de figurinhas e não tinha mais tempo de desenhar sapatos.

"A primeira tira dele, já com a Mônica, eu lembro até hoje. Andava pela guia da calçada e encontrava a amiga sentada em seu caminho. Ele dizia: 'Sai da frente, 'golducha', quero passar'. A Mônica levantava e enchia ele de coelhada. Em seguida, Cebolinha reclamava: 'Puxa vida, as mulheres desequilibram os homens'", relembra.

E por falar em Mônica, a chegada dela às histórias, em 1963, fez com que Cebolinha fosse mudando suas características comportamentais. No início da década de 1960 era ele quem roubava a cena. Mas, após a criação da personagem inspirada na filha de Sousa, Cebolinha correu atrás do prejuízo.

"Aquela menina valente, brava e voluntariosa começou a se destacar mais do que ele. Era mais notável. Tanto que de Turma do Cebolinha virou Turma da Mônica. E nas tiras eu represento isso. Ele mudou seu comportamento e passou a querer recuperar o seu espaço e a tomar o que é da Mônica. Mas transformo isso em um conflito bonito e que, no final, ambos fazem as pazes", diz.

NOVO FILME

Em 2021, Cebolinha poderá ser visto mais uma vez nos cinemas, assim como toda a trupe. A segunda versão do filme da Turma da Mônica, "Lições", que seria lançada em dezembro, deve estrear somente no ano que vem. Nele, os personagens estarão na escola. "Educação é muito importante e representativa. A Turma da Mônica alfabetizou muita gente e essa é uma medalha que eu carrego em meu peito", afirma Mauricio de Sousa.

Na avaliação dele, Cebolinha é um dos personagens mais queridos do público devido à identificação que ele causa nas pessoas. E é por isso que até hoje ele recebe mensagens de gente que deseja ler histórias sobre o famoso plano infalível que o garotinho sempre tenta contra a amiga Mônica. "Cebolinha inspira carinho por causa do lado fraco dele. Ele sempre deseja algo e nunca consegue. As pessoas querem ver, até hoje, o famoso plano infalível dele dar certo."

O cartunista afirma que não há planos de atender ao desejo dos aficionados pelos quadrinhos. "Não vou dar spoiler, quem sabe um dia ele consegue?", despista. Ele cita ainda que o público sempre pergunta por que ele sempre se dá mal nas histórias. "O que tem de gente que me pergunta: 'Ele é tão bonitinho, mas por que sofre tanto?'. São sempre observações de carinho."

Se o Cebolinha faz sucesso no Brasil, também tem lá seu respaldo no exterior. Em 2007, um boneco de vinil do personagem foi visto em uma parte do filme australiano "Black Water", no qual viajantes são atacados por um crocodilo. "Nunca fui adivinho ou futurólogo, não imaginava que esse sucesso fosse durar tanto e que Cebolinha fosse parar em outro país. Mas planejei e corri atrás", diz Sousa.

EDIÇÃO COMEMORATIVA E POLITICAMENTE CORRETA

A chegada aos 60 anos terá comemoração especial para Cebolinha -que, na verdade, está há seis décadas comemorando sete anos de idade. A Mauricio de Sousa Produções e a Panini lançam no dia 1° de novembro uma edição comemorativa de uma revista em capa dura com histórias do personagem.

Intitulada "Dono da 'Lua'" (era para ser rua, mas ele troca as letras, como de praxe), o gibi -já disponível na pré-venda pelo preço de R$ 49,90 no site da Amazon- mostrará mais aventuras de Cebolinha. De acordo com Sousa, será um compilado com as melhores e mais clássicas tramas nesses 60 anos.

O autor explica, porém, que muitas piadas e brincadeiras de seis décadas atrás poderiam ser encaradas de uma forma diferente atualmente. Por isso, qualquer historinha politicamente incorreta será editada ou cortada. "Vemos com olhos mais exigentes e cuidadosos. Queremos evitar constrangimento. Nos velhos tempos, algumas situações eram aceitáveis, hoje, não."

Entre as situações que foram cortadas estão algumas em que Mônica bate no Cebolinha e ele aparece no chão com o olho roxo e sem dente. "Seria um palavreado de antigamente, alguma situação de mais agressividade. Algumas crianças chegaram a me escrever para apontar que não gostavam de o Cebolinha todo machucado. Eu suavizei tudo. Nos últimos anos a Mônica só corre atrás dele, mas não bate", diz o cartunista.

E as novidades não param por aí. Na última quarta (21), o canal da Turma da Mônica no YouTube, que tem mais de 4,5 bilhões de visualizações, iniciou uma série de curtas cujo protagonista é o Cebolinha. Trata-se de um compilado com dez episódios, voltados a um público ainda mais novo, com aventuras do personagem e de sua turma.

Startup baiana promete simplificar a um clique o registro de propriedade intelectual no Brasil
Ideia surgiu quando Caroline fazia mestrado nos EUA | Foto: Arquivo Pessoal

Uma startup baiana quer levantar uma discussão sobre processo de proteção e registro de propriedade intelectual no Brasil, para torná-lo mais rápido, digital e diminuir a burocracia. A InspireIP foi criada no início do ano e lançada oficialmente há três semanas por Caroline Nunes, jovem de 27 anos que nasceu em Caruaru (PE), mas por residir em Salvador durante a maior parte da vida e amar a cidade se considera “praticamente uma baiana”.

 

Advogada, especialista em Propriedade Intelectual e mestra em Propriedade Intelectual e Direitos de Entretenimento pela Universidade do Sudoeste da Califórnia, Caroline começou a elaborar o projeto durante o curso nos Estados Unidos, motivada pelas disciplinas ofertadas e por uma lacuna no mercado nacional. 

 

“Eu peguei várias cadeiras de direitos de música, propriedade intelectual, direitos de videogame, e aprendi como proteger os direitos autorais lá. Eu vi que era uma forma simples, completamente informatizada, e aí eu voltei para o Brasil e quis atuar nessa área, só que quando chegou na parte de direito autoral eu vi que o sistema do Brasil ainda é bastante arcaico. Hoje o único órgão que você faz o registro de forma oficial no Brasil é a Biblioteca Nacional, e você ainda faz usando papel, tem que esperar 180 dias, mandar pelos Correios. Aí eu falei, ‘não tem condição de continuar um sistema assim’”, lembra a jovem, que viu no Blockchain - tecnologia usada por vários países -, uma alternativa para oferecer uma resposta mais rápida e segura. 

 

“O Blockchain funciona como um livro de registros digital e internacional. Então, tudo que você registra nele fica armazenado de forma permanente e de maneira universal. O que você registra em Blockchain você não consegue modificar, ninguém consegue modificar. É um sistema completamente inviolável, e aí ele serve como um mecanismo perfeito para a proteção de propriedade intelectual, principalmente para direitos autorais e segredos comerciais”, explica Caroline, sobre a tecnologia que está por trás do Bitcoin e de quase todas as criptomoedas existentes hoje.

 

Além da questão da inviolabilidade, que segundo a jovem empreendedora coloca sua startup muito à frente do atual mecanismo de registro no Brasil, ela destaca ainda que a ferramenta possibilita uma proteção que cobre também o processo, e não apenas após a conclusão da obra intelectual. “Por exemplo, a pessoa está inventando alguma coisa, ainda está em fase de projeto, ou ela está escrevendo um livro ou uma letra de música. Hoje ela não tem um mecanismo de proteger isso antes de registrar oficialmente ou antes de lançar de forma definitiva. Ela não tem um mecanismo para poder compartilhar com outras pessoas de forma segura, então foi pra isso também que a gente desenvolveu o sistema”, explica Carline. “Hoje você pode, dentro do sistema, compartilhar seu projeto com terceiros e o sistema tem um termo de confidencialidade integrado. Então, além de você registrar suas ideias e seu projeto em Blockchain, você convida pessoas para participar do projeto com o termo de confidencialidade, o que te garante uma segurança jurídica. Funciona muito mais da forma defensiva. Você tem um livro e quer publicar um e-book, e aí você tem medo de publicar e outras pessoas pegarem, então você registra primeiro pra ter aquela defesa”, detalha.

 

Veja como funciona o InspireIP:

 

Outras vantagens de seu projeto, segundo a jovem advogada, são o alcance e a confiabilidade da ferramenta. “Você tem um registro internacional, a linguagem de Blockchain você vai receber um código no certificado e esse código é universal. Então, se você mostra pra uma pessoa da China, da Alemanha, ela vai saber que você é o autor original daquele determinado arquivo, sem precisar traduzir nada, sem precisar passar por todo um trâmite jurídico”, explica Caroline. 

 

Outro ponto forte do projeto apontado por ela é a versatilidade, já que a plataforma pode ser usada para registrar qualquer tipo de propriedade intelectual. “Se você é compositor, escritor, se desenvolve jogos de videogame, se pinta quadros, se é arquiteto ou escreve blogs... Qualquer tipo de direito autoral pode ser protegido por lá e a gente aceita qualquer tipo de arquivo”, garante a empreendedora, que para resumir a função da ferramenta explica que “é uma coisa bastante ampla e serve basicamente como serviço notarial, ao final das contas”. A ampla funcionalidade, inclusive, atraiu campos inesperados à startup. “Eu estou ficando até surpresa porque outros setores, fora da propriedade intelectual, estão vindo procurar a startup, como o da agropecuária”, conta. 

 

Outro ponto importante apontado pela especialista em propriedade intelectual é a simplificação do processo. “Se você gravou um videoclipe ou fez uma gravação no estúdio de uma música que você compôs, na Biblioteca Nacional você não consegue proteger a gravação, porque é em papel. Então, hoje você tem que imprimir a letra, se não tiver a composição tem que mandar fazer e imprimir, tem que preencher um formulário, rubricar todas as folhas, mandar para o endereço deles, esperar bastante tempo, pra ver se eles aprovam o registro lá. Então é uma coisa extremamente burocrática”, avalia Caroline, lembrando que em sua plataforma, com alguns cliques é possível registrar todo tipo de criação, seja lá em qual suporte for, sem precisar lançar mão de estratégias pouco práticas - o processo também leva tempo e é limitado ao suporte papel - como enviar cartas para si mesmos, para comprovar a autoria de determinada obra. 

 

Com pouco tempo de lançada, a startup baiana já abriu algumas portas para a jovem empreendedora. “Conclui o mestrado em março deste ano, e até por causa do projeto da startup, fui aprovada no PHD em Londres, pra pesquisar sobre Blockchain e direito de música. Vou começar em 2021, podia começar no começo do ano, mas empurrei para outubro de 2021 até pra deixar tudo bem estruturado aqui”, conta a jovem, que além do empurrãozinho na área acadêmica, também conquistou apoios importantes no campo profissional. “Eu lancei a plataforma oficialmente há umas três semanas e estou tendo aceitação muito boa no Instagram por parte dos músicos. Eu não esperava isso, mas fui chamada pra um evento grande de música e de lá um cara de uma empresa grande de instrumentos musicais veio falar comigo. A partir desse cara, o organizador da Shark Tank conversou comigo e agora eu vou ser acelerada pela aceleradora deles, que é lá do Mato Grosso do Sul. É uma coisa que está acontecendo atrás da outra, eu não estava esperando isso, mas estou bem feliz”, conta Caroline, empolgada com os próximos passos de seu projeto.

Sábado, 24 de Outubro de 2020 - 00:00

Por protagonismo negro, TVE Bahia e Trace Brazuca lançam programação compartilhada

por Bruno Leite

Por protagonismo negro, TVE Bahia e Trace Brazuca lançam programação compartilhada
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

Uma nova leva de atrações protagonizadas e produzidas por pessoas negras vai estrear na tela da TVE Bahia a partir do próximo dia 1º de novembro. A novidade foi possibilitada através de uma parceria entre a televisão pública do estado e o canal a cabo Trace Brazuca e conta com a exibição de shows, programas, filmes e documentários que integram a programação de cada uma das emissoras. 

 

De acordo com o diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Flávio Gonçalves, essa é uma estratégia de valorizar o que melhor representa a Bahia, que é a diversidade e os artistas baianos. 

 

"Como a grande maioria da população baiana é negra, temos exatamente esse compromisso: o de dar visibilidade para uma população que é maioria no estado. Queremos, ao mesmo tempo, dar espaço para essa produção que é feita por profissionais baianos negros e também permitir aos baianos que não são artistas, não estão na tela da TV, se sintam representados ao verem essas pessoas. Acho que são esses os dois principais objetivos. E isso é algo que não está tão presente nas televisões de modo geral", comenta o jornalista. 

 


Flávio Gonçalves, diretor do Irdeb | Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

 

Ao mesmo tempo que é uma estratégia de visibilidade, é uma estratégia de alcance da juventude e de ocupação da grade de programação. "Nós queremos, do ponto de vista de grade de programação, oferecer [conteúdo] principalmente ao público jovem, porque essa parceria com a Trace tem como foco principal a juventude e nós entendemos que ela merece uma programação de qualidade", explica Flávio, ressaltando que há pouca visibilidade de jovens na telinha e quando há uma aparição a forma como acontece é a partir de estigmas. 

 

A proposta inicial prevê a exibição de mais de 50 horas de conteúdo por mês. O formato é de uma colaboração mútua. A emissora baiana vai exibir os programas cedidos pela Trace e o canal pago irá colocar no ar as produções cedidas pela televisão pública estadual.

 

Considerada desde 2016 como a emissora oficial da Década Internacional Afrodescendente (2015-2024) no estado, a TVE se coloca, na visão do seu diretor, em um local diferenciado na radiofusão baiana. 

 

"Não todas, mas a falta do protagonismo da população negra na tela das TVs aqui da Bahia é algo que é só você trocar de canal e vai ver, seja como profissionais na frente ou como fonte. Temos fontes brancas, profisisonais brancos... Aqui na TVE não, temos profissionais que aparecem no vídeo e são afrodescendentes. E, do ponto de vista de fontes e de conteúdos, também exibimos muito conteúdo afrodescendente", explana, considerando que tal situação é um sintoma do racismo.

 

"Isso [a presença de pessoas negras na tela] é uma constante na TVE porque temos o compromisso de combater o racismo, porque entendemos que para combater o racismo é preciso não só falar sobre o racismo, mas é importante trazer o protagonismo da população afrodescendente. Na medida que essa população, cada vez mais, aparecer na tela da TV, a tendência é que o racismo também diminua, porque é um processo cultural", pontua.

 


O 'Trace Trends' será um dos programas exibidos pela TVE a partir da parceria | Foto: Reprodução / YouTube

 

Apesar de admitir que a audiência não seja o propósito primário de uma TV pública, Flávio Gonçalves avalia que as parcerias recentes e as ações de interiorização da produção e da transmissão do conteúdo gerado pela TVE Bahia têm feito com que a audiência aumente. A identificação do público com as pautas e os rostos seriam, na sua opinião, aspectos de atração dessas pessoas que passaram a assistir o canal com mais frequência. 

 

"É conteúdo de música, de política, de cidadania, de esporte. Tudo isso tem a ver com a Bahia. Nas redes sociais hoje temos 600 mil seguidores, cresceu muito, e na própria televisão também - até porque nossa presença no interior aumentou. Hoje nós temos praticamente mais de 10 milhões de pessoas com o sinal digital, antes eram 4 milhões, e isso significa que [hoje] nós temos potencial de audiência maior", afirma.

 

"O primeiro passo foi ampliar esse sinal digital para todo interior da Bahia e agora com esse conteúdo da Trace não temos dúvida de que, aliado aos outros conteúdos, a tendência é que a audiência cada vez mais aumente. Essa parceria com a Trace é uma estratégia de ter mais diversidade e buscar audiência, porque ela é fundamental para dar legitimidade para a TVE. Não queremos que seja uma TV que ninguém assista. Acho que a TVE tem de tudo para ser líder de audiência", diz otimista. 

 

Para o jornalista e diretor do Irdeb, a política de interiorização, de identificação e de ampliação do conteúdo seguem premissas que definem o DNA da TVE Bahia. Ou melhor, de uma política: a de integração e de divulgação do estado para os próprios baianos.

 

E, quando perguntado sobre possíveis projetos de dinamização da rádio, ele justifica dizendo que a ideia é justamente a mesma, mas com outra pegada. Segundo ele, a interiorização do conteúdo da Educadora FM gira em torno de projetos como o Festival de Música Educadora FM - que além de premiar artistas, conta com a reprodução de 50 canções de músicos de todo o estado da Bahia - e a implementação recente do aplicativo Educadora Play. 

Funceb celebra cinquentenário de morte do crítico de cinema Walter da Silveira
Foto: Reprodução / Setaro's Blog

A Fundação Cultural do Estado da Bahia, através da Cinemateca da Bahia, coordenação de sua Diretoria de Audiovisual (Dimas/Funceb), promove durante os meses de outubro e novembro uma programação especial para marcar a memória do fundador e programador do Clube de Cinema da Bahia, Walter da Silveira, que este ano completa 50 anos de morte.

 

O soteropolitano Walter da Silveira foi crítico de cinema, militante político, professor, historiador, cineclubista, ensaísta e advogado formado pela Faculdade de Direito da Bahia em 1935, sendo reconhecido como advogado das causas populares. Em 1950 fundou o Clube de Cinema da Bahia, além de ter organizado festivais de cinema e um Curso de Cinema em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

 

Conhecido como o “guru” do cinema novo da Bahia, Walter da Silveira foi um agente fundamental na formação de cineastas e pesquisadores do período que ficou conhecido como o Ciclo Baiano de Cinema. Ele nomeia a Sala de Cinema Walter da Silveira, administrada pela Diretoria de Audiovisual da Funceb, única sala de cinema gratuita em funcionamento no estado.

 

PROGRAMAÇÃO
A programação do evento é divida em duas partes. A primeira é a Sessão Cinemateca da Bahia – O legado de Walter da Silveira, que exibirá o filme “A Grande Feira” (1961), dirigido por Roberto Pires. A Sessão acontece no dia 25 de outubro, às 21h, na TVE Bahia.

 

A segunda parte da programação será os webinários “Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira”, que acontecem de 3 a 5 de novembro, sempre às 19h, no canal da Funceb no youtube. No primeiro dia será lançado o livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado por Cyntia Nogueira, professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiano.

 

A programação segue nos dias seguintes com debates e diálogos acerca do legado cinematográfico deixado por Walter da Silveira. Os eventos acontecem em parceria com a Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba), com o curso de Cinema e Audiovisual da Universidade do Recôncavo Baiano (UFRB) e com a TV Educativa da Bahia. 

 

Confira a programação:

O que: Sessão Cinemateca da Bahia – O legado de Walter da Silveira
Quando: 25 de outubro (domingo), às 21h
Local: TVE (www.tve.be.gov.br)
Filme: “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires

 

O que: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Lançamento de livro e debates | Apresentação de Flávia Goulart Rosa (Edufba)
Quando: 3 de novembro (terça-feira), às 19h
Mesa 1 - Lançamento livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado pela professora da UFRB, Cyntia Nogueira
Apresentação: Flávia Goulart Rosa (Edufba)
Participantes: Cyntia Nogueira e Euclides Santos Mendes (comentador) (UESB)
Mediação: Rafael Carvalho (UNEB)

 

O que: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Debates
Quando: 4 de novembro (quarta-feira), às 19h
Mesa 2 - A crítica e os caminhos do cinema brasileiro: diálogos de Walter da Silveira com Alex Viany, Paulo Emílio Sales Gomes e Glauber Rocha
Participantes: Arthur Autran (Ufscar), Adilson Mendes (Anhembi/Morumbi) e Cláudio Leal (jornalista).
Mediação: Manuela Muniz (UNEB)

 

O que: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Debates
Quando: 5 de novembro (quinta-feira), às 19h
Mesa 3 - Walter da Silveira, o Clube de Cinema e a invenção do cinema na Bahia
Participantes: Izabel Melo (UNEB), Cyntia Nogueira (UFRB), Luís Alberto Rocha Melo (UFJF).
Mediação: Milene Gusmão (UESB)

Em parceria com Ln On The Track, baiano Madido lança 'Peso em Ouro'
Foto: Reprodução / Instagram

O baiano Madido lançou nesta quinta-feira (22) o single "Peso em Ouro". Fruto de uma parceria com o beat maker Ln On The Track, a faixa faz parte de um projeto independente tocado pelo rapper junto com amigos, o Ambitionz Records. 

 

A canção, conta o cantor, fala sobre a fé em si mesmo e a força necessária para não ceder a imposições da sociedade. "A música Peso em Ouro fala sobre acreditar em si mesmo, não mudar o seu jeito, não baixar a cabeça para o que as pessoas querem que você seja, mas o que você quer ser. O processo de composição foi muito gostoso e a gente teve diversos erros e acertos até chegar ao que todo mundo está vendo hoje", descreve Madido. 

 

Segundo ele, a ideia de fazer a música surgiu ainda em 2015, quando ele e Ln se encontraram pela primeira vez em um show. "De lá pra cá foram muitas tentativas", conta, completando que as criações não param por aí. "Esse é o primero lançamento e muitas outras coisas estão por vir. Estamos conhecendo, buscando, nos aprofundando no que for necessário para esse mundo artístico em que 'tudo é uma loucura'".

 

Inicialmente pensado para contemplar lançamentos musicais do trio, o projeto Ambitionz pretende dar visibilidade para outros artistas que se aproximem da proposta criativa deles. 

 

Confira o clipe de "Peso de Ouro":

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 18:50

Companhia das Letras compra Brinque-Book e amplia investimento infantil

por Walter Porto | Folhapress

Companhia das Letras compra Brinque-Book e amplia investimento infantil
Luiz Schwarcz, presidente da Companhia das Letras | Foto: Reprodução / O Globo

A Companhia das Letras anunciou nesta sexta-feira a compra da Brinque-Book, uma das principais editoras nacionais de livros infantis.

Com o movimento, o grupo se consolida ainda mais como gigante do mercado e abocanha fatia significativa da literatura brasileira para crianças -um foco prioritário da Companhia e da Penguin Random House, conglomerado americano que hoje controla a maior parte de suas ações.

A ideia é que a Brinque-Book se mantenha como marca própria, sob o comando de Júlia Moritz Schwarcz, publisher dos selos infantis da Companhia, mas ainda com Elisa Zanetti como editora. O plano é integrar os 23 funcionários da empresa, além de incorporar os 312 títulos ativos do catálogo.

A editora fundada há 30 anos por Suzana Sanson é dona das histórias do elefante Gildo, de Silvana Rando, premiado com o Jabuti e que acaba de lançar uma edição comemorativa de dez anos. Outras obras populares são "O Urso Rabugento" e "Bruxa, Bruxa, Venha à Minha Festa".

A iniciativa da venda partiu da Brinque-Book. Em coletiva de imprensa, Sanson afirmou, emocionada, ver o movimento como o encerramento de um ciclo natural. "Foi uma filha que criou asas e que agora vai para a maior editora do Brasil. Estou feliz de terem querido a Brinque, que vai formar família com a Companhia das Letrinhas e a Pequena Zahar."

A Companhia das Letrinhas foi fundada há 28 anos por Lilia Moritz Schwarcz, seis anos depois do nascimento da editora e seu primeiro momento de atenção ao infantil. A Pequena Zahar veio junto com a aquisição vultosa de sua empresa-mãe no ano passado.

Luiz Schwarcz, presidente da Companhia, ressaltou a afinidade entre os catálogos das editoras e classificou o processo de aquisição como harmonioso. Afirmou que o movimento não partiu de uma pretensão de hegemonia de mercado, mas detalhou a estratégia financeira que o embasa.

"Um fato importante da pandemia foi que as vendas de catálogo cresceram brutalmente, muito favorecidas pela venda online. Letrinhas, Pequena Zahar e Brinque-Book são típicos investimentos de catálogo, de longa duração", disse, acrescentando que a área de educação foi a única no grupo que não freou com a crise aberta pelo coronavírus. "O infantil é hoje possivelmente a área com mais crescimento no mundo."

Júlia Moritz Schwarcz ressaltou o interesse em solidificar, sem rupturas, uma marca com forte reconhecimento entre professores e educadores. "Minha maior preocupação é honrar com o trabalho que a Brinque-Book fez até aqui e manter a identidade dos nossos três selos infantis."

O grupo prevê lançar 75 obras para crianças no próximo ano -21 títulos da casa recém-adquirida, 46 da Letrinhas e oito da Pequena Zahar.

Quando comprou a tradicional editora carioca Zahar, em outubro passado, a Companhia já havia ampliado seu domínio do mercado editorial para algo como 12% do total. Agora o grupo fundado por Luiz e Lilia Schwarcz conta com 18 selos.



OS 18 SELOS PÓS-FUSÃO

Companhia das Letras

Literatura e obras de nãoficção de valor literário



Zahar

Ciências humanas e sociais, e clássicos da literatura



Companhia das Letrinhas

Literatura infantil



Pequena Zahar

Idem



Penguin-Companhia

Clássicos da literatura e do pensamento universal, no formato Penguin



Objetiva

Autoconhecimento, história, ciência e biografias



Alfaguara

Originalmente uma editora espanhola; dedicado à literatura



Suma

Suspense, fantasia e terror



Portfolio-Penguin

Economia e negócios



Quadrinhos na CIA

HQs de reconhecida qualidade artística e literária



Paralela

Selo comercial do grupo, com publicações de ficção e não ficção



Fontanar

Não-ficção com foco em bem-estar.



Companhia de Mesa

Gastronomia



Seguinte

Ficção e não ficção juvenil



Claro Enigma

Temas da atualidade, com vocação para adoção escolar



Boa Companhia

Antologias de grandes autores para formação do hábito de leitura entre jovens



Companhia de Bolso

Livros do grupo em formato menor



Brinque-Book

Selo infantil recém-adquirido

Silvero Pereira faz vídeo satirizando declaração de 'Mamãe Falei' sobre 'Bacurau'
Foto: Reprodução / Vitrine Filmes

O ator Silvero Pereira fez um vídeo satirizando a fala do deputado estadual de São Paulo, Artur do Val (DEM), que disse que o filme "Bacurau" careceu de uma cena que representasse a "verbalização da afirmação nordestina". 

 

No vídeo-sátira publicado no Twitter, o cearense, que protagonizou o neocangaçeiro Lunga no longa-metragem, aparece dublando a declaração do parlamentar, feita em seu canal no YouTube, o "Mamãe Falei". O deputado ainda sugeriu mudanças nas cenas dirigidas pelos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

 

Durante a dublagem, Silvero fez questão de interpretar a nova versão sugerida pelo youtuber. Na legenda, ele escreveu que agora não podiam reclamar da "falta de verbalização nordestina".

 

"Faltou a verbalização da afirmação nordestina. Cara, o filme não é sobre nordestino ali, resistindo e 'dando pau' nos americanos? Faltou ali o Lunga com uma pexeira falando para o americano 'agora tu tá f**ido, rapaz, passei a vida inteira comendo rapadura, passando sede aqui para abaixar a cabeça para um comedor de chucrute?'", diz o trecho da fala de Artur reproduzida por Silvero no seu vídeo.

 

A sugestão de "Mamãe Falei" ainda incluiu um outro personagem, que interrompe Lunga na cena imaginada e rebate afirmando quais seriam os hábitos dos americanos. "Aí alguém fala: 'não, não é comedor de chucrute, isso aí é alemão'". 

 

Ganhador do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2020 na categoria Melhor Ator pelo personagem vivido em Bacurau, Silvero recebeu a aprovação de um dos diretores da produção pela nova interpretação, que repostou o vídeo nas redes sociais e teceu elogios ao artista. "Silvero, essa tua homenagem pro papaimamãe é muito bom", escreveu Kleber Mendonça Filho.

 

Confira a sátira: 

Morre a atriz Jane Di Castro, um dos nomes importantes da causa LGBT+ no país
Foto: Daniel Pinheiro/AgNews

Morreu na manhã desta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro, a atriz Jane Di Castro. A artista tinha 73 anos e enfrentava uma luta contra o câncer. Segundo a coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, ela estava internada no Hospital de Ipanema, Zona Sul da capital fluminense.

 

No ar na reprise de "A Força do Querer", Jane era trans e um dos nomes importantes na causa LGBT+ no país. Ela estava na ativa no mundo artístico desde a década de 1960.

 

Segundo a revista Quem, devido a pandemia do novo coronavírus, a artista não terá um velório tradicional, com homenagens. O corpo será cremado, sem a presença de familiares e amigos.

 

Jane era viúva de Otávio Bonfim, com quem se casou em 2014. Os dois selarem a união após 47 anos vivendo juntos. A artista ficou viúva em 2018. Otávio também morreu de câncer.

Sesc Bahia encerra mês das crianças com show infantil do grupo Canastra Real no Youtube
Foto: Nanda Leturiondo / Divulgação

Encerrando a programação do mês das crianças, o Sesc Bahia promove um show do grupo infantil Canastra Real, neste domingo (25). A apresentação, que integra o projeto “Dominguinho em Casa”, será transmitida ao vivo a partir das 11h, no Youtube do SescBahiaOficial. 

 

À frente do grupo, os músicos e pesquisadores José Rêgo (Pinduka) e Luciene Souza apresentam o espetáculo musical “Toada Crianceira: Cancioneiro Brincante da Infância”, que tem como objetivo promover a sociabilidade infantil de forma mais lúdica.

 

Entre uma cantiga e outra, eles recordam velhas brincadeiras da tradição oral (contos, cantos, poética), e prometem apresentar às crianças um universo lúdico e colorido.  

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Show do grupo Canastra Real
QUANDO: Domingo, 25 de outubro, às 11h
ONDE: Canal do YouTube /SescBahiaOficial 
VALOR: Gratuito

GastrôBahia: Pasta em Casa celebra o Dia do Macarrão com receita exclusiva em exposição virtual
Chef Celso Vieira | Foto: João Tatu

O Restaurante Pasta em Casa, Rio Vermelho, celebra o Dia do Macarrão neste domingo, 25, com uma ação especial. O chef Celso Vieira participa da exposição virtual Benção, organizada pela Casa Rosa, com um vídeo ensinando o preparo de uma massa exclusiva para a exposição, a Linguine da Elena. A escolha do prato tem uma relação com a memória afetiva de Celso: trata-se de uma massa que ele aprendeu com uma amiga na Toscana, quando morou na Itália.

 

O conteúdo especial, produzido para a exposição, está disponível no https://bencao.casarosasalvador.com.br/, e neste domingo (25) o público poderá conferir também nos perfis oficiais do Pasta em Casa e Casa Rosa no Instagram: @pastaemcasa e @casa_rosa_salvador. A exposição tem curadoria de Isabel Gouvêa e Rose Lima. O vídeo tem direção e câmera de João Tatu, produção de Milena Raynal, edição de Caio Rubens e realização da Simples Produções.

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 14:50

Livro de brasileiro sobre jovens com HIV conquista até editora de 'Harry Potter'

por Pedro Martins | Folhapress

Livro de brasileiro sobre jovens com HIV conquista até editora de 'Harry Potter'
Foto: Divulgação

Lucas Rocha, de 28 anos, cresceu ainda entre resquícios de histórias que, na mídia, igualavam o HIV a uma sentença de morte, o "câncer gay", um "castigo de Deus" para os "leprosos dos anos 1980".

Rocha acreditava que 40 anos teriam sido suficientes para desmistificar o vírus. Até que, a pedido de uma revista parceira da Fiocruz, onde trabalhava como bibliotecário, revisou um estudo sobre a percepção dos brasileiros a respeito do HIV.

"As pessoas respondiam coisas como 'você pega Aids se usar o mesmo copo que uma pessoa com HIV', sem nem diferenciar HIV de Aids. Eu pensava que todo mundo sabia o certo e o errado, mas descobri que não."

Depois do choque, ele, que desde os 11 vive rodeado por livros, quis saber como o HIV era representado hoje na literatura. Não encontrou romances protagonizados por jovens soropositivos -e decidiu escrever o seu.

"A maioria dos livros que achei terminavam com solidão ou morte do personagem com HIV, tanto no Brasil quanto no eixo Estados Unidos-Reino Unido", afirma. "No meu, pessoas com HIV têm direito a um final feliz. Não me importo de dar este spoiler."

A primeira cena de "Você Tem a Vida Inteira" se passa num centro de testagem, onde Ian, que acabou de descobrir ter HIV, conhece Victor. Este fez o teste depois que Henrique, um ficante, ter revelado ser soropositivo.

Mesmo tendo usado preservativo no sexo, Victor decide romper com Henrique --ainda que, como explica o romance, por manter o tratamento em dia, sua carga viral fosse indetectável e, portanto, intransmissível.

O escritor desenrola a história a partir do que os três decidem fazer depois dos diagnósticos. Mesmo entre a comunidade LGBT, são cercados de personagens propositalmente preconceituosos, para que o leitor questione as próprias concepções.

"Uma pessoa com HIV não é melhor nem pior que ninguém, não é uma 'praga humana', não é promíscuo -e, se for, não é da conta de ninguém", diz Rocha. "É importante termos narrativas contemporâneas sobre HIV no Brasil."

A percepção do escritor encontraria eco longe de São Paulo. Seu romance acabaria chegando ao escritor David Levithan, diretor editorial da Scholastic, casa de sucessos como "Harry Potter" e "Jogos Vorazes".

Em sua vinda à Bienal do Livro de São Paulo de 2018, Levithan, que também escreve livros com temas LGBT, havia consultado sua editora brasileira, Rafaella Machado, sobre o que ela havia publicado de interessante nos últimos meses. Machado indicou "Você Tem a Vida Inteira".

"O preconceito é hoje o que há de mais grave sobre o HIV", diz ela. "O Lucas trouxe isso para uma história adolescente, que tem romance, plot twist, um final apoteótico e uma mensagem superpositiva. Disse ao David que ele precisava ler esse livro de qualquer forma."

Levithan decidiu levar uma cópia para um editor de sua equipe que lê em português, Orlando dos Reis. Nascido no Brasil e criado nos Estados Unidos desde os quatro anos, ele pegou o romance num final de semana e se apaixonou na primeira página.

Enquanto lia, arriscou traduzir os primeiros capítulos do livro para apresentar ao chefe na segunda-feira seguinte. Fisgado, Levithan deu aval para a compra dos direitos autorais em inglês.

Em junho, mês do orgulho LGBT, "Where We Go From Here" foi lançado nos Estados Unidos, onde só 3% dos livros publicados são originais de língua estrangeira, segundo pesquisa da Universidade de Rochester.

O estudo foi realizado em 2007, mas ainda reflete o mercado literário americano, diz Reis. "Admito que nunca havia pensando em comprar livros estrangeiros -não por achar que fossem ruins, mas por não ser treinado a fazer isso."

Exceto pela diminuição de idade dos personagens, por estratégia de marketing, e da troca de referências à TV brasileira, o texto permaneceu o mesmo, conta o editor, que diz ter aberto os olhos para o que é escrito mundo afora.

A segunda aposta de Reis já está feita. Escrito pelo também estreante Vítor Martins, "Quinze Dias" chega às livrarias dos Estados Unidos em novembro, protagonizado por um adolescente que enfrenta gordofobia na comunidade gay.

Enquanto isso, Lucas Rocha aguarda o lançamento de "Where We Go From Here" no Reino Unido em 2021, pela DFB, e prepara seu próximo livro, sobre a relação entre um jovem gay e seu pai preconceituoso. A história é triste, mas o final é feliz, garante o autor.

Paródia de Bansky de pintura de Monet é leiloada por R$ 54,5 milhões
Foto: Divulgação

Uma pintura de Bansky parodiando uma obra do francês Claude Monet foi leiloada, nesta quarta-feira (21), em Londres, por cerca de US$ 9,8 milhões, o equivalente a R$ 54,5 milhões. De acordo com a Folha de S. Paulo, a casa de leilões Sotheby's informou que esta é a segunda obra mais cara vendida pelo misterioso artista britânico.

 

A tela em questão se chama "Mostre-me o Monet" e é uma imitação livre de "O Lago das Ninfeias", uma das obras mais famosas de Monet. A paródia ilustra uma ponte japonesa sobre um lago florido, como na original, mas acrescenta alguns objetos inusitados como um cone de trânsito e carrinhos de supermercado no meio do lago.

 


Obra original, que foi parodiada por Bansky

 

O quadro de Bansky foi criado em 2005, parte da coleção "Pinturas a Óleo Vulgares", na qual o artista fez paródias de clássicos como a pintura "Girassóis", de Van Gogh, e os retratos de Marilyn Monroe feitos por Andy Warhol.

Funceb lembra 50 anos de morte de Walter da Silveira com programação especial
Foto: Divulgação

Através da Cinemateca da Bahia, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) promove uma programação especial entre outubro e novembro para marcar a memória do fundador e programador do Clube de Cinema da Bahia, Walter da Silveira, que este ano completa 50 anos de morte.

 

O evento será dividido em duas partes, a primeira é a Sessão Cinemateca da Bahia – O legado de Walter da Silveira, que exibirá o filme “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires, no dia 25 de outubro, às 21h, na TVE Bahia (canal 10.1 e www.tve.ba.gov.br).

 

A segunda parte contará com os webinários “Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira”, que acontecem de 3 a 5 de novembro, sempre às 19h, no canal da Funceb no Youtube. No primeiro dia será lançado ainda o livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado por Cyntia Nogueira, professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiano.

 

WALTER DA SILVEIRA

Nascido em Salvador, Walter da Silveira (1915-1970) foi crítico de cinema, militante político, professor, historiador, cineclubista, ensaísta e advogado formado pela Faculdade de Direito da Bahia em 1935. Em 1950 ele fundou o Clube de Cinema da Bahia, organizou festivais de cinema e um Curso de Cinema em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Ele nomeia a Sala de Cinema Walter da Silveira, administrada pela Diretoria de Audiovisual da Funceb, única sala de cinema gratuita em funcionamento no estado.

 

SERVIÇO:

O QUÊ: Sessão Cinemateca da Bahia – O legado de Walter da Silveira
QUANDO: 25 de outubro (domingo), às 21h
ONDE: TVE (www.tve.be.gov.br)
Filme: “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires

 

O QUÊ: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Lançamento de livro e debates | Apresentação de Flávia Goulart Rosa (Edufba)
QUANDO: 3 de novembro (terça-feira), às 19h
Mesa 1 - Lançamento livro “Walter da Silveira e o cinema moderno no Brasil”, organizado pela professora da UFRB, Cyntia Nogueira
Apresentação: Flávia Goulart Rosa (Edufba)
Participantes: Cyntia Nogueira e Euclides Santos Mendes (comentador) (UESB)
Mediação: Rafael Carvalho (UNEB)

 

O QUÊ: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Debates
QUANDO: 4 de novembro (quarta-feira), às 19h
Mesa 2 - A crítica e os caminhos do cinema brasileiro: diálogos de Walter da Silveira com Alex Viany, Paulo Emílio Sales Gomes e Glauber Rocha
Participantes: Arthur Autran (Ufscar), Adilson Mendes (Anhembi/Morumbi) e Cláudio Leal (jornalista).
Mediação: Manuela Muniz (UNEB)

 

O QUÊ: Webnários - Diálogos Audiovisuais – Ano III – O legado de Walter da Silveira
Debates
QUANDO: 5 de novembro (quinta-feira), às 19h
Mesa 3 - Walter da Silveira, o Clube de Cinema e a invenção do cinema na Bahia
Participantes: Izabel Melo (UNEB), Cyntia Nogueira (UFRB), Luís Alberto Rocha Melo (UFJF).
Mediação: Milene Gusmão (UESB)

Wagner Moura é narrador de animação do Greenpeace que alerta sobre desmatamento
Foto: Divulgação

O ator Wagner Moura, 44, é o narrador de novo vídeo de animação do Greenpeace que denuncia o desmatamento nas florestas brasileiras. O filme "Tem um Monstro na Minha Cozinha" mostra um menino que encontra uma onça na cozinha de sua casa.

O animal diz para ele que existe um "monstro na floresta" que colocou fogo no lugar para dar espaço à plantações."Existem poucos lugares mais incríveis e preciosos na terra do que florestas como a Amazônia. No entanto, as pessoas muitas vezes não sabem que muitas das carnes e laticínios em nossas geladeiras estão ligadas aos incêndios e motosserras que estão devastando a Amazônia e outras florestas importantes. As grandes empresas de carnes continuam derrubando nossas florestas em um ritmo surpreendente. Precisamos agir antes que seja tarde demais", diz o ator Wagner Moura.

Moura disse esperar que o vídeo possa inspirar outras pessoas na "missão de proteger as florestas". Segundo o Greenpeace, a animação é apoiada pela Meat Free Monday, campanha lançada por Paul, Mary e Stella McCartney que visa aumentar a conscientização sobre o impacto ambiental prejudicial da pecuária.

 

Confira o vídeo:

Olodum e Acervo da Laje são contemplados por Fundo Internacional da Alemanha
Foto: Cris Calacio / Divulgação

O projetos baianos “Obirín Olodum”, da Escola Olodum, e “Acervo Digital”, do Acervo da Laje, foram contemplados pelo Fundo Internacional de Ajuda. Até dezembro está previsto o investimento de mais de 3 milhões de euros aos selecionados 140 selecionados, após inscrições de 440 organizações de 75 países.

 

Criada este ano pelo Goethe-Institut e o Ministério Alemão das Relações Exteriores, a iniciativa tem como objetivo apoiar organizações culturais e educativas fora da Alemanha, durante a pandemia do novo coronavírus. 

 

“As mulheres vêm suportando desproporcionalmente os impactos da Covid-19. A necessidade do isolamento social para conter a disseminação do vírus contribuiu para o distanciamento das mulheres de suas redes de apoio, em especial das mulheres pobres e negras. A invisibilidade, que já existia, hoje mostra seu lado mais nefasto por boa parte dos gestores públicos no país”, contextualiza Cristina Calacio, gerente de projetos do Olodum. “A necessidade de elaboração de políticas públicas e programas voltados para fortalecer pequenas empreendedoras e trabalhadoras informais diante das novas realidades é urgente. Assim, o patrocínio vem viabilizando uma capacitação no campo de tecnologia para que mulheres consigam se adaptar às exigências do novo mercado de consumo”, descreve o projeto que oferece três cursos gratuitos: “Novas tecnologias e empreendedorismo”, “Gestão de mídias sociais para marketing digital” e “Fotografia com celular para redes sociais”.


 
Único museu do subúrbio ferroviário de Salvador, com 10 anos de história, o Acervo da Laje tem duas casas em São João do Cabrito e é uma referência para a memória artística, cultural e de pesquisa sobre a região e a arte nas periferias da cidade. Com o dinheiro do fundo, está sendo realizada uma reforma e a catalogação do acervo do museu, disponível também pela internet. “O ‘Acervo Digital’ é um projeto que busca colocar nas redes sociais, através de um site, algumas das nossas obras. A ideia é que as pessoas tenham acesso a elas, conheçam o que existe aqui”, afirma José Eduardo, idealizador e gestor do espaço.

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 10:00

Após ataques, live de Teresa Cristina volta a cair; seguidores apontam 'censura'

por Jamile Amine

Após ataques, live de Teresa Cristina volta a cair; seguidores apontam 'censura'
Foto: Divulgação

Rainha das lives durante a quarentena, Teresa Cristina cancelou algumas das suas transmissões diárias há uma semana por causa de ataques virtuais e tentativas de hackeamento de sua conta no Instagram. E na noite desta quinta-feira (22) a artista voltou a ter problemas com a plataforma. 

 

"Minha live caiu mais uma vez às 20h36. Estou até esse momento aguardando uma resposta do Instagram. Peço desculpas a todos que estavam acompanhando", escreveu a artista, após o último incidente. 

 

Diante do ocorrido, seguidores - entre anônimos e famosos - lamentaram a interrupção, cobraram uma resposta do Instagram e apontaram a existência de “censura”. "Toda vez que falam do Lula ou PT ou Haddad acontece isso. Ou as lives somem, ou as lives caem. Que inferno! Ditadura começou", disse um seguidor. “Absurdo, Tete. Censura na sua live [e no show] do Caetano. Tempo difíceis!”, criticou outra.

 

“Puxa vida! Instagram, vamos resolver isso! Tá muito feio”, comentou o pianista Jonathan Ferr. “PQP... Assim não dá... Tanta exigência, tantos critérios pra se ter uma conta verificada... Cadê segurança pros usuários, Instagram? Hoje mesmo tentaram invadir a minha também... De novo”, questionou a cantora e atriz Simone Mazzer.

 

Um outro seguidor ofereceu apoio profissional para tentar resolver o problema na Justiça. "Teresa, você deve notificar o Instagram judicialmente. Sou advogado e posso fazer pra você. Essa é uma causa social, portanto meu trabalho pra você é voluntário. Pode me chamar!", sugeriu Tiago Vila Nova.

Sexta, 23 de Outubro de 2020 - 08:50

Luedji Luna foi buscar na África sons de um novo disco que celebra a mulher negra

por Thales de Menezes | Folhapress

Luedji Luna foi buscar na África sons de um novo disco que celebra a mulher negra
Foto: Divulgação

Ter um filho, gravar um disco, rodar um filme. Tudo isso na pandemia. Mas a baiana Luedji Luna dá a impressão de que "Bom Mesmo É Estar Debaixo D'Água" -a ideia é também o nome de seu segundo álbum, que ficou pronto num turbilhão de atividades.

"Parece que o universo se organizou para eu ser mãe", diz a cantora e compositora de 33 anos. "Porque agora o disco já está pronto, fico em casa com meu filho, não dá para sair, para aglomerar. Só faço uma live ou outra, sem sair de perto do menino."

Recém-lançado, o álbum que também terá um formato físico em CD sucede a bem-recebida estreia em "Um Corpo no Mundo", de 2017. Começou a ser concebido em três shows feitos em São Paulo no ano passado, que ela classifica de "experimentais".

Dessa forma, Luna já vinha maturando a ideia desse trabalho. Quando foi para o estúdio, a surpresa. "Quando eu me descobri grávida, meu desejo era lançar logo o álbum. Sabia que a data provável do parto seria em julho, então queria lançar no primeiro semestre." Ela viajou para gravar no Quênia, depois foi para a Bahia rodar clipes para um filme. Lançamento independente em formato de vídeo-álbum, "Bom Mesmo É Estar Debaixo D'Água" inclui um filme, dirigido por Joyce Prado, com narrativa visual de cinco das 12 faixas do disco.

Nesse ritmo de trabalho intenso para lançar o disco no primeiro semestre, veio a pandemia e mudou tudo. "Quando decidimos que não seria estratégico lançar no início da pandemia, quando só se falava disso, resolvemos esperar eu ter o meu filho e lançar o disco mais para o final do ano." Segundo ela, "é aquela coisa de males que vêm para o bem".

Feito então com mais rigor e calma, seu segundo trabalho tem uma diferença evidente em relação ao álbum de estreia. Este é menos percussivo. O clima é de um disco de jazz, com tramas sonoras intrincadas.

"O produtor que eu convidei para trabalhar comigo, o queniano Kato Change, é um guitarrista de jazz. E a banda é a que toca com ele. Então é a linguagem própria dos músicos que escolhi", afirma a cantora.

"Um Corpo no Mundo" foi um disco fundado na percussão. O produtor era Sebastian Notini, percussionista sueco radicado no Brasil.

"No novo álbum, apenas duas ou três faixas têm percussão acentuada, outras têm alguns elementos percussivos sutis, coisa discreta. Tem a ideia da improvisação dos instrumentos, do trompete, do teclado", ela conta.

Mesmo que algumas músicas tenham um potencial de hit, como a divertida "Chororô", "Origami" e a poderosa faixa-título, o álbum pode soar sofisticado demais para o grande público?

"Com 'Um Corpo no Mundo' eu tinha essa impressão, achava que era um disco estranho, que eu iria fazer shows intimistas em teatros. Fui pega de surpresa com a receptividade, me peguei fazendo grandes festivais, cantando no Carnaval. Eu não vejo como o novo álbum possa não ser popular em certa medida, mas sinto que é sofisticado, nessa pegada jazz."

Luedji Luna busca som na África, mas na nova geração, não em batuques já codificados e consagrados pelo público fora do continente. "Eu já tinha diálogo com o que é feito na música africana hoje. Eu me sinto inserida numa cena de cantoras da minha geração", diz, lembrando Sara Tavares, de Cabo Verde, e Aline Frazão, de Angola. "Pesquiso muito afrobeat da Nigéria, o afrohouse feito na África do Sul. O último disco da Beyoncé é 100% referenciado nessa música feita hoje nos países africanos."

Outra diferença acentuada entre seus dois álbuns é que neste as letras parecem mais assertivas, soam como firmes manifestos pessoais. "Sinto que no primeiro disco tem uma questão existencial, é muito metafórico. Agora, o amor está no campo do palpável, do material. Eu vivi essas coisas que eu escrevi, então é para desnudar mesmo."

"A lógica do racismo é destituir nossa humanidade, e não tem nada mais constitutivo da nossa humanidade do que amar e ser amado. Então falar do amor enquanto mulher negra é reconstituir essa humanidade e também construir uma narrativa e um imaginário que é sistematicamente apagado."

Segundo ela, cantar essas músicas é também disputar uma narrativa. "Colocar a mulher negra como musa, mas também colocar como primeira pessoa, como alguém que ama, que faz sexo e que tem decepções. Como todo mundo."

Histórico de Conteúdo