Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 12:00

Morre, aos 88 anos, a atriz baiana Chica Xavier

Morre, aos 88 anos, a atriz baiana Chica Xavier
Foto: Reprodução/ Instagram

Morreu no Rio de Janeiro, aos 88 anos, a atriz baiana Chica Xavier. De acordo com informações iniciais divulgadas pelo G1, a artista estava internada no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, e faleceu às 4h20 deste sábado (8). A morte foi confirmada pelo neto Ernesto Xavier.

 

Ela estava internada desde a última quarta por complicações de um câncer. Com 67 anos de carreira, Chica tinha uma longo trabalho em novelas, séries e filmes. Seu último papel na TV foi em 2012, quando interpretou Cleonice, em "Cheias de Charme".


Nascida na cidade de Salvador em 22 de janeiro de 1936, Chica se mudou para o Rio de Janeiro aos 21 anos, onde começou a estudar teatro. Foi nas terras cariocas que ela estreou em 1956 como atriz, na peça "Orfeu da Conceição", espetáculo de Vinicius de Moraes, ao lado de atores como Léa Garcia e Clementino Kelé, com quem casou no mesmo ano.

 

Consagrou-se como uma das maiores atrizes de teatro, cinema e televisão do país. Ela também deixa como a marca a importância de sua representatividade, enquanto mulher negra, para as artes cênicas do Brasil.

Sikêra Jr. é condenado por ofensas transfóbicas contra modelo trans que interpretou Jesus
Foto: Reprodução/ TV A Crítica

A Justiça condenou o apresentador Sikêra Jr., da RedeTV, a pagar indenização de R$ 30 mil por agressões transfóbicas contra a modelo transexual Viviany Beleboni, que ficou famosa em 2015 por fazer o papel de Jesus Cristo crucificado em encenação durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

 

Conhecido pelos posicionamentos conservadores, o apresentador, admirador e admirado pela família Bolsonaro, foi processado por utilizar a imagem da modelo ao tratar de um crime cometido por um casal de mulheres lésbicas.

 

Segundo a Folha de S. Paulo, ao comentar o assunto, Sikêra disse que isso é um “lixo”, uma “bosta”, uma “raça desgraçada”.

 

No processo, ele se defendeu dizendo que em momento algum quis compará-la às assassinas e que “apenas emitiu opinião sobre movimentos que, como a Parada Gay e seus adeptos, tratam com chacota os símbolos do cristianismo”.

 

Em sua decisão, o juiz Sidney da Silva Braga argumentou que ficou demonstrado que Sikêra se utilizou da transexualidade e da imagem da modelo para associá-la à prática de um crime. “O fato de a autora ser artista reconhecida não autoriza que possa ter sua imagem exposta sem autorização e ser chamada de ‘raça desgraçada’ em contexto de crítica à prática de um crime que com ela não tem qualquer relação”, disse na sentença. Cabe recurso à decisão.

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 09:30

Coluna Literatura: Leia 'A paramentação do médico na Covid'

por Carlos Navarro Filho

Coluna Literatura: Leia 'A paramentação do médico na Covid'
Foto: Acervo pessoal

Veja o que é um dia de plantão de um profissional de saúde brasileiro na linha de frente do enfrentamento à epidemia do coronavírus nos hospitais, clínicas postos de saúde e UPAs em um imenso e desigual país, seus medos, apreensões, preocupações e a sensação do dever cumprido ao fim de cada jornada, sensação de ter feito o possível nas condições que lhes são oferecidas, ou falta delas, tentando salvar vidas. O texto é da médica, pesquisadora e escritora Helenita Monte de Holanda. Muito bom, você vai gostar. Clique aqui e leia o texto!

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 00:00

Pandemia traz incertezas para festas literárias e frustra previsão de crescimento do setor 

por Jamile Amine / Ailma Teixeira

Pandemia traz incertezas para festas literárias e frustra previsão de crescimento do setor 
Foto: Divulgação

Com alguns eventos emblemáticos já consolidados no calendário cultural baiano e a criação recente de novas iniciativas, o cenário para as feiras literárias no estado era dos mais animadores para 2020. A pandemia do novo coronavírus, no entanto, frustrou as perspectivas, levando várias delas a cancelar, adiar ou modificar drasticamente sua configuração diante das incertezas do futuro próximo.

 

Em 2019, a secretária estadual de Cultura, Arany Santana, projetou a realização de 25 eventos para este ano (veja aqui) e a Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secult-BA, anunciou o interesse em apoiar iniciativas de escolas baianas neste sentido (saiba mais). Os esforços, por meio de políticas públicas, parecem ter tido efeito, pois um levantamento da Diretoria do Livro e Leitura da FPC aponta que 30 festas literárias haviam sido catalogadas para 2020, distribuídas em diversos territórios de identidade.

 

 

Sem uma perspectiva concreta a respeito da possibilidade do fim do isolamento social, entretanto, esta conjuntura favorável segue em suspenso. “Com a pandemia, praticamente todas as festas literárias foram suspensas. Algumas delas, em torno de seis ou sete, têm tentado — e digo que está em tentativa porque não há nada consolidado — migrar para o formato virtual”, explica Zulu Araújo, diretor da FPC, órgão responsável pela preservação e divulgação de acervos documentais, além do estímulo e promoção de atividades relacionadas às bibliotecas e arquivos. 

 

“Na verdade, todo mundo está inseguro. Festa literária sem você ter aglomeração, o aconchego, a conversa, o abraço, o diálogo, ainda nós não temos na nossa cabeça. Então, a verdade é que é uma coisa nova para todos nós. Acho que temos que admitir que não sabemos ainda como resolver essa questão, sem que antes tenha uma orientação do campo da ciência”, avalia Zulu, pontuando, por outro lado, que após este período crítico a retomada dos eventos literários deve ser ascendente na Bahia. 

 

Com o objetivo de traçar um panorama do atual cenário, o Bahia Notícias apurou os preparativos de alguns eventos literários realizados no estado nos últimos anos e que estavam programados para ter uma nova edição em 2020. São eles: a Bienal do Livro de Salvador, Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), Festival Literário Nacional (Flin), Feira Literária de Canudos (Flican), Festa Literária de Uauá (Fliu), Festa Literária Internacional da Praia do Forte (FLIPF) e Feira Literária de Mucugê (Fligê).
 

 

FLICA


Foto: Ricardo Prado

 

Entre os eventos mais tradicionais no calendário baiano, a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) completaria 10 edições em 2020. Mas com as medidas de distanciamento impostas pela Covid-19, a realização do evento, que tradicionalmente ocorre em outubro, não está definida. O coordenador-geral da Flica, Emmanuel Mirdad, disse que a equipe ainda discute as possibilidades para este ano. A decisão será anunciada até o fim deste mês.

 

 

BIENAL DO LIVRO


Foto: Igor Santos / Secom

 

Realizada pela última vez em 2013, a Bienal do Livro Bahia chegou a ser anunciada pelo prefeito ACM Neto para os dias 4 a 13 de setembro, no Novo Centro de Convenções, em Salvador, como a “maior de todos os tempos em todo Brasil” (relembre). A data estipulada se aproxima, mas a reconfiguração do evento segue em aberto.

 

“A definição da data vai obedecer muito ao comportamento da Covid, com relação ao estágio que ele está, para que nós possamos realmente receber esse evento aqui, que é um evento que vai ter que contar com aglomeração de pessoas, e não pode ser feito neste momento”, explica o secretário municipal de Cultura e Turismo, Pablo Barrozo. “Fazer esse planejamento com tanta antecedência seria irresponsável da nossa parte. A vontade da prefeitura, a vontade da Secretaria de Cultura e Turismo, a vontade da GL Eventos, que é quem faz a gestão do Centro de Convenções, é que a próxima Bienal do Livro seja em Salvador, mas nós não sabemos a data. Estava para agora no meio do ano, mas foi adiado, e a gente vai adequar ao momento melhor para a bienal”, pondera.

 

Sem confirmar, mas também não descartando a possibilidade de realização em 2020, Barrozo estipula que entre setembro e outubro a prefeitura terá “uma maior clareza” para bater o martelo sobre a data da Bienal do Livro. “Realmente é um evento grande, precisa de planejamento, e a gente está ganhando um tempo”, diz o secretário.

 

 

FLIPELÔ


Foto: Reprodução / Facebook

 

Com a quarta edição programada para o mês de agosto e posteriormente adiada para dezembro, por causa da pandemia, a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) também não tem uma definição.

 

“Normalmente, desde o nascimento da Flipelô, a gente promove em torno do dia 10 de agosto, que é o aniversário de Jorge Amado, mas quando a gente viu esse cenário da pandemia se estabelecer, até pra gente planejar as coisas, a gente acreditou que seria impossível isso acontecer e resolveu adiar para dezembro, de 9 a 13 de dezembro”, explica Angela Fraga de Sá, diretora executiva da Fundação Casa de Jorge Amado, responsável pela realização do evento.

 

“O nosso sonho é que a gente consiga realizar nos mesmos moldes, tomando as devidas precauções que são necessárias, ocupando os espaços do Pelourinho, fazendo com que as pessoas circulem, porque essa é a verdadeira essência do evento, a gente levar a literatura para o espaço do Pelourinho, para que as pessoas passem a frequentar aquele espaço, que conheçam as instituições que nunca tiveram oportunidade de ir. Mesmo a pessoa que mora na cidade, às vezes, tem o mote da festa para ir visitar, e não só os turistas, que normalmente já vão”, pontua Angela, destacando, no entanto, que os organizadores estão “numa incerteza muito grande” por não saber se haverá condições sanitárias para a realização da festa e lembrando que os próprios convidados estão inseguros em viajar. “Está todo mundo com muito receio disso, então, se a vacina acontecer agora em setembro, a Flipelô acontece igual, mas se não acontecer o que a gente pode pensar é trabalhar de alguma forma virtual pra não perder o calendário do evento”, explica.

 

Caso seja descartada qualquer possibilidade presencial, segundo Angela, a ideia é fazer algo pontual, com menor duração, em dezembro, para marcar a edição 2020. “A gente poderia chamar alguém pra fazer uma live, comemorar aquela data, falar do nosso escritor homenageado, que é Graciliano Ramos, de algum jeito. Agora, obviamente não é o mesmo projeto, seria só uma coisa mesmo simbólica de naquela data a gente estar lembrando da Flipelô, da literatura, de Graciliano e Jorge Amado, mas sem aquela festa do Pelourinho”, detalha, citando ainda a dificuldade de encontrar apoio para uma iniciativa virtual, menos atraente para patrocinadores.

 

 

FLIGÊ


Foto: Reprodução / Facebook

 

Lançada em 2016, na região da Chapada Diamantina, a Feira Literária de Mucugê (Fligê) também viu sua quinta edição — programada para 13 a 16 de agosto — ser impactada pela pandemia do novo coronavírus. A situação levou os organizadores a cancelar a edição presencial este ano, mas ainda sem excluir a possibilidade de uma versão virtual em novembro.

 

“Nós havíamos adiado para novembro, mas a gente tomou a decisão de não realizar presencialmente por causa de todo esse cenário da pandemia e a ausência de segurança sanitária. A Fligê tem um público cativo grande, cada ano se amplia, então na verdade a gente não teve opção, foi uma imposição essa decisão nossa de não realizar presencialmente”, explica a curadora, Ester Figueiredo, lembrando que o evento se desenvolve para além da data pontual da feira e que este ano também se dará nestes moldes. 

 

“A Fligê, desde a primeira edição, não é um evento só localizado na data de culminância, que sempre é em agosto. Ao longo do ano sempre são desenvolvidas atividades no município de Mucugê, no entorno da Chapada Diamantina, de produção do conhecimento literário. Então, em maio nós iniciamos com as tradicionais lives, com a participação de escritores e artistas que participaram de edições anteriores”, detalha o “Fligê na Quarentena”, lembrando que até então ainda havia a perspectiva da feira acontecer presencialmente.

 

Após a decisão de cancelar a versão original, os organizadores criaram mais um projeto, com início em setembro e foco no tema deste ano: “Literatura e Ancestralidade”. “A gente vai voltar novamente todos os contatos que estavam sendo feitos para a realização presencial, com a integração mesmo da literatura com outras artes. Estamos tentando inovar dentro desse cenário virtual, que seria ‘Trilhas Virtuais Fligê’”, conta Ester Figueiredo.

 

Com a expectativa de realizar um evento totalmente online este ano, a curadora lembra que a Fligê já teve algumas pequenas atividades na internet anteriormente, mas destaca a complexidade do novo desafio. “Lá na região de Mucugê existe a limitação de acesso ainda, precisa ter uma política pública para poder universalizar essas questões de acesso à tecnologia”, avalia. Ester pontua que uma programação mais robusta exigiria um aparato tecnológico mais eficiente que os celulares usados no “Fligê na Quarentena” e explica que o novo formato ainda está em fase de estudo, provavelmente concentrado em quatro dias de novembro, só “pra poder ocupar esse espaço já definido na agenda de eventos do estado da Bahia”.

 

 

FLIN


Foto: Reprodução / Facebook

 

A cena registrada em novembro do ano passado, com estudantes e amantes da leitura de todas as idades aglomerados em Cajazeiras, não vai se repetir em 2020. A Fundação Pedro Calmon (FPC) chegou a cogitar uma edição virtual para o Festival Literário Nacional (Flin), mas depois concluiu que isso “fugiria muito do objetivo” e resolveu suspender a segunda edição do evento.

 

“Nossa ideia é que o Flin seja realizado em agosto do próximo ano, no período relativo à celebração do Dia do Estudante, 11 de agosto, então a gente ressaltaria e aumentaria a ênfase do Flin ser um evento voltado para a juventude daquela região ali de Cajazeiras, que tem mais de um milhão de pessoas, mais de 20 escolas estaduais, com mais de 20 mil alunos dessa faixa do objetivo que a gente tem”, estima Zulu Araújo, presidente da FPC.

 

Para este ano, apenas o Pré-Flin está confirmado, intensificando o que foi feito na edição anterior, com uma série de atividades remotas que visam envolver a comunidade local com a literatura. O plano é realizá-lo em novembro, reunindo a produção dos jovens, que este ano, muito influenciada pela conjuntura, aborda também a pandemia do novo coronavírus e as consequências que ela trouxe para a comunidade estudantil e para a cultura, de forma geral.

 

Com isso, o evento principal fica para 2021, subordinado aos protocolos de segurança que venham a ser estabelecidos. Se possível, a FPC espera retomar o projeto original do Flin com espaço infantil, editoras, palco principal e feira de empreendedores.

 

 

FLIPF 


Foto: Mateus Pereira / GOVBA

 

Como outros eventos da Bahia, a Festa Literária Internacional da Praia do Forte (FLIPF) também precisou adiar sua segunda edição, que passou de 29 de abril a 3 de maio,  para o período de 11 a 15 novembro de 2020. O remanejamento, entretanto, não foi suficiente e a data terá que ser alterada outra vez. E há ainda a possibilidade de acontecer apenas online. 

 

“A gente teve recentemente a notícia de que as eleições foram também adiadas para esse final de semana que a gente tinha previsto a realização da FLIPF. Então, estamos estudando algumas possibilidades de pequena mudança de data, ainda para novembro”, explica a produtora Vanessa Vieira, uma das organizadoras da festa, destacando que tem sido levado em consideração também a agenda local, para evitar concorrência entre os eventos da mesma natureza.

 

Vanessa conta que a perspectiva é a realização de uma programação mista, com atividades presenciais e virtuais, mas ressalta que o clima de incertezas ainda é predominante. Ela admite a possibilidade de que em 2020 o evento tenha apenas em uma versão online, o que para a organização não seria o cenário ideal. 

 

“A gente está vendo de que forma conseguiria isso, mas ao mesmo tempo, relacionando a Praia do Forte, porque a gente sabe que o grande charme da Flipf é estar na Praia do Forte. Tem toda essa questão das belezas naturais, da relação com os projetos de conservação ambiental. Estar num evento literário na Praia do Forte é o nosso grande diferencial, então a gente está estudando essas possibilidades de, se acontecendo somente de forma virtual, como a gente fazer para transportar as pessoas para a Praia do Forte, para que elas se sintam mais próximas do local, da cultura, das pessoas, da comunidade, porque são muitas riquezas”, pondera. 

 

 

FLICAN

Foto: Reprodução / FPC

 

A situação da Festa Literária de Canudos também segue indefinida. O professor Luis Paulo Neiva, curador do evento, revelou ao BN que a projeção era de cancelamento até que foi procurado pela Fundação Pedro Calmon (FPC) na semana passada para compartilhar o que vinha sendo produzido e averiguar a possibilidade de realização de forma remota. “Eu imagino que tem alguém tentando fazer alguma coisa, mesmo que não seja algo no formato total, e que sirva de uma animação para o próximo ano”, afirma o professor, que espera conseguir viabilizar uma edição online.

 

Em 2019, primeiro ano da Flican, a festa foi realizada em quatro dias, com homenagens ao líder religioso Antônio Conselheiro e ao escritor Euclides da Cunha (veja aqui). Para este ano, um dos nomes cotados para homenagear foi o escritor paraibano Ariano Suassuna.

 

 

FLIU

Foto: Manuela Cavadas

 

Com as reuniões suspensas para respeitar as regras de distanciamento social durante a pandemia, a organização da Festa Literária de Uauá (Fliu) chegou a desistir da segunda edição do evento, marcada anteriormente para os dias 12, 13 e 14 de novembro. No entanto, uma esperança surgiu depois. 

 

Em mensagem enviada ao BN, o poeta Maviael Melo, curador da Fliu, disse que a equipe vai rever a decisão depois que alguns parceiros demonstraram interesse em apoiar uma versão online. “A gente está tentando ver como é que funciona isso. Até então, a gente tinha suspendido a festa pra fazer só ano que vem, mas surgiu aí a oportunidade de fazer uma festa reduzida, com as mesas importantes”, conta Melo. Para ele, é relevante realizar essa edição para que uma eventual “brecha” no histórico do evento não dificulte a captação de recursos para a Fliu de 2021.

Sábado, 08 de Agosto de 2020 - 00:00

TCU aponta irregularidades em convênio, e baianas de acarajé podem pagar R$ 160 mil

por Bruno Luiz / Bruno Leite

TCU aponta irregularidades em convênio, e baianas de acarajé podem pagar R$ 160 mil
Foto: Associação Nacional das Baianas de Acarajé

Outra má notícia chegou ao tabuleiro das baianas de acarajé. Vivendo uma crise que afeta diversos setores econômicos, a categoria agora convive com a possibilidade de ter que arcar com o pagamento de cerca de R$ 160 mil - caso seja condenada - por conta da suspeita de irregularidades em um convênio firmado pela Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam) com a extinta Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do governo federal para a realização do projeto "Baianidade e Ancestralidade", em comemoração ao Dia da Consciência Negra, em 2010.

 

Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), em instrução publicada do Diário Oficial da União desta quinta-feira (6), os indícios foram apontados porque a entidade não apresentou comprovação sobre a execução do projeto objeto do convênio e houve divergências entre o dinheiro gasto e os documentos apresentados. A associação deve enviar em até 15 dias as comprovações solicitadas.

 

O processo ainda será apreciado pelo tribunal. Caso comprovada a irregularidade, a associação poderá ter um prejuízo de exatos R$ 160.868,95 - que correspondem ao débito acrescido de juros -, além de, dentre outras penas, ser multada, ter o nome do responsável incluso no Cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal (Cadin) e ser impossibilitada de participar de licitações da administração pública federal por até 5 anos. 

 

Procurada pelo Bahia Notícias, a Abam negou a existência de irregularidades. A presidente da associação, Rita Maria Ventura, disse à reportagem que o projeto foi sim realizado e que há registros que comprovam.

 

"O evento foi realizado, foi o 20 de novembro. Temos registros em jornais, em sites e no YouTube. Na hora de montar a prestação de contas é que foi feito errado", explica, afirmando que embora o convênio tenha sido firmado pela associação que preside, outras entidades foram beneficiadas pelo recurso. "Esse é um dinheiro que não usei sozinha. Várias entidades usaram o dinheiro. Todos fizeram o evento", completou.

 

Duas atividades foram contempladas pelo convênio do projeto "Baianidade e Ancestralidade": a 2ª Lavagem da Estátua de Zumbi e o 2º Encontro Nacional das Baianas de Acarajé. Eles foram realizados em locais do Centro Histórico, como a Praça da Sé, o Forte da Capoeira, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Praça da Cruz Caída. 

 

Sobre a existência de recursos para o pagamento do valor ou de uma possível condenação, Rita Ventura foi enfática: "Claro que não [tem dinheiro]". "Não tem vendas, na maioria, 35% das baianas não estão trabalhando. Muitas são do grupo de risco e 80% são da praia. As que têm condições estão fazendo drive-thru e não são nem 10%", afirmou. A dificuldade é tanta que uma campanha virtual foi iniciada por ela para ajudar as profissionais.

 

Ao ser questionada acerca das receitas da Abam nesse período de pandemia, a presidente comentou que o dinheiro não tem entrado há um bom tempo. "São R$ 12 [por mês]. Ninguém tem condições e não tem pagado desde antes da pandemia, ainda mais agora", conta, afirmando que o pouco dinheiro que chega é direcionado para o custeio e manutenção da sede localizada no Pelourinho. 

 

O BN também conversou com o advogado da Abam, Matheus Braga. Como apontado pela presidente da entidade, de acordo com ele, "uma falha documental, já identificada, motivou o pedido de prestação de contas por parte do Tribunal de Contas da União". "Toda a documentação para esclarecer a legalidade das ações desenvolvidas pela Abam já está sendo concluída e será apresentada dentro do prazo determinado pelo TCU", disse, alegando que o convênio foi totalmente executado.

 

"O esclarecimento dos pontos indicados pelo órgão é de total interesse da associação, que prima pela continuidade das ações culturais com o apoio do poder público, que são de grande importância para a Abam, sobretudo nesse momento de pandemia", comentou o jurista.

Estado cadastra trabalhadores da Cultura para auxílio da Lei Aldir Blanc
Plataforma está disponível no site da Secult | Foto: Reprodução

A plataforma do Cadastro Estadual dos trabalhadoras e trabalhadores da cultura está com o cadastro aberto para profissionais do campo da cultura e da arte a criação de banco de dados para o acesso do auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc.

 

Quem já realizou o cadastro da trabalhadora e do trabalhador da cultura lançado em 14 de julho não precisa fazê-lo novamente.

 

A ferramenta também vai traçar um panorama dos profissionais do segmento nos 27 territórios de identidade baianos, fornecendo informações para elaboração de políticas públicas no campo cultural. A plataforma está disponível no site da Secretaria de Cultura (clique aqui).

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 19:50

Andrea Beltrão desmente que ganhou joias da família de Hebe

por Folhapress

Andrea Beltrão desmente que ganhou joias da família de Hebe
Foto: Reprodução

Andrea Beltrão, 56, usou as redes sociais nesta quinta-feira (6) para explicar que não ganhou joias de Hebe. A atriz que vive a eterna apresentadora Hebe Camargo em "Hebe - A Estrela do Brasil", no ar às quintas-feiras na Globo, disse que tudo não passou de uma brincadeira.

"Acho que preciso me desculpar aqui porque vários veículos de comunicação sérios acabaram publicando uma noticia falsa que partiu de uma brincadeira que fiz numa entrevista coletiva. Aos jornalistas, minhas sinceras e constrangidas desculpas", escreveu Beltrão.

Nos comentários, fãs e internautas lamentaram a notícia, já que a atriz merecia por seu papel no filme que está disponível também no Globoplay. "Você merecia todas. Está maravilhosa como Hebe", sugeriu uma telespectadora.

À reportagem, Andrea Beltrão falou sobre o desafio de interpretar a Hebe. Além das questões práticas como fazer o sotaque paulista de uma mulher vinda do interior do estado (a apresentadora nasceu em Taubaté, e a atriz é carioca), a questão maior para ela era a responsabilidade de dar vida a alguém de tamanha estatura.

"Não foi nada fácil, é uma pessoa muito famosa, talvez a maior apresentadora do Brasil", disse em entrevista a atriz que interpreta a Hebe dos 28 anos até o fim da vida. Beltrão também revelou que durante a prova de figurinos encontrou uma jóia em um dos casacos -se tratava de uma medalha de Nossa Senhora.

A joia tinha passado despercebido pela família de Hebe, que fez uma revisão antes de entregar as roupas da apresentadora para a produção do longa justamente para evitar que acessórios valiosos, como um brinco de brilhante, pudessem estar entre as peças por engano.

Ainda de acordo com a atriz, o achado foi uma mensagem "sobrenatural". "Pensei: 'Ah, ela mandou esse recadão para mim, né'." "Pensei que era uma coisa sobrenatural mesmo. Pô, essa medalha estava na capa, na última roupa da prova, e ninguém sabia dessa joia".

Criticada por fazer livro LGBT infantil, Xuxa desabafa e relembra ofensas que já sofreu
Foto: Blad Meneghel / Reprodução / Instagram

A apresentadora Xuxa Meneghel resolveu desabafar e decidiu expor em linhas todas as ofensas que sofreu desde a infância e por toda a sua carreira. Em um texto para a Revista Vogue, a artista enumerou diversos ataques, no momento em que vem sendo criticada por escrever um livro LGBT voltado para o público infantil. 

 

Desde jovem, quando chegou ao Rio, Xuxa relembrou de quando foi chamada de “interiorana”, “caipira” e “suburbana”. Os preconceitos e ofensas, no entanto, ficaram ainda mais graves quando seus relacionamentos amorosos começaram a repercutir nacionalmente. 

 

“Aos 17 anos, namorei Pelé, o maior ídolo do país por 6 anos e foi aí que eu conheci a maldade real das pessoas. Fui chamada de puta, interesseira que queria aparecer às custas de um rico famoso, garota de programa de luxo e muitos outros nomes. [...] Depois comecei outro relacionamento, com o segundo maior ídolo desse país [Ayrton Senna], o que incomodou muita gente. Diziam que era um relacionamento de fachada”, disse.

 

Assim que começou a trabalhar com o público infantil, aos 20 anos, Xuxa passou a escutar novos desagrados, que iam desde mentiras sobre relacionamentos amorosos com paquitas, até mesmo casos com sua diretora na época. Taxada de “loira burra” e “despreparada”, ela ouviu que não poderia trabalhar com crianças. 

 

“Resolvi ter minha filha aos 35 anos sem me casar e disseram que eu era mau exemplo para os públicos infantil e adolescente. O então ministro José Serra, na época, disse até que eu estava incentivando as jovens a seguir o meu exemplo. Será que trabalhar muito, ter uma conta bancária alta, ser uma mulher independente, resolver ter filho aos 35 anos, cuidar da saúde, não fumar, não beber, são maus exemplos?”, questionou, destacando que ao se casar com 50 anos e decidir raspar a cabeça, novas críticas surgiram. 

 

Xuxa também relembrou as polêmicas que surgiram sobre sua participação no filme “Amor, Estranho Amor” e frisou que muitos não tinham sequer visto filme para entender a real história retratada: “Eu fazia o papel de uma menina de 15 anos comprada no interior para ser dada a um político. Nada a ver com a minha biografia, mas amam dizer que sou eu, a ‘Xuxa dos Baixinhos’ e não a personagem, menina que foi vendida para um prostíbulo - que aliás é um tema tão atual…”. 

 

Agora, aos 57 anos, a apresentadora voltou a ser alvo de críticas por decidir contar em um livro a história de sua afilhada Maya, que foi criada por duas mães. Ao rebater os comentários maldosos, Xuxa fez uma reflexão e afirmou que seu Deus “é tudo, menos preconceituoso, homofóbico, racista, gordofóbico, machista” e que Ele “aceita todos como são”. 

 

“Não posso admitir que algumas pessoas que se intitulam cristãos, evangélicos, venham falar em nome de todas as pessoas que realmente têm Deus no coração. Aliás, conheço muitos pastores, bispos, padres, espíritas, budistas que amam Deus e entendem que só Ele pode melhorar o mundo porque Ele é amor”, continuou. 

 

Em seu desabafo, Xuxa também deixou claro que toda a renda gerada com as vendas dos livros será destinada para instituições protetoras dos animais no Brasil e também para a aldeia evangélica Nissi, que fica em Angola. 

 

Ciente de que está ajudando o próximo por meios corretos, a apresentadora acredita que os ataques ainda serão presentes, mas aproveitou o momento para dar um recado aos intolerantes: “Sei que ainda serei muito criticada na vida, mas todas as noites eu peço a Deus para me mostrar o caminho onde eu possa ajudar alguém de alguma forma. Agora, eu peço aos intolerantes. Não querem ajudar? Não atrapalhem! O mundo não precisa da sua ignorância, do seu desamor. E eu? Vou continuar rezando meu pai nosso ‘afastai-me de todo mal, amém’”.

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 19:00

Giro: Shopping Bela Vista amplia horário de funcionamento neste sábado, 8

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: Shopping Bela Vista amplia horário de funcionamento neste sábado, 8
Foto: Divulgação

Neste momento importante de retomada do comércio na capital baiana, a Prefeitura de Salvador autorizou a ampliação do horário de funcionamento do Shopping Bela Vista, exclusivamente neste sábado (08) que antecede o Dia dos Pais, para das 10h às 21h. A medida busca oferecer mais tempo para os clientes realizarem as compras de presentes com conforto e seguindo todos os protocolos de saúde e segurança necessários. O serviço de drive thru não sofrerá alteração e seguirá o horário inicialmente estabelecido em decreto municipal, das 12h às 20h. A partir de segunda (10), o shopping voltará a funcionar neste horário, de segunda a sábado.

 

Olavista e indicado por Aleluia, capitão da PM-BA assume cargo na secretaria de Frias
Foto: Reprodução / Facebook

O ministro chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, nomeou nesta sexta-feira (7) o capitão da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) André Porciuncula Alay Esteves para o cargo de secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura. A pasta integra a Secretaria Especial da Cultura e de e acordo com dados do Portal da Transparência, Esteves vai recebe um salário base de R$ 13.390, 72. Ele foi indicado pelo vereador de Salvador, Alexandre Aleluia (DEM).

 

André Esteves faz parte do quadro da PM-BA em 2005 e chegou à patente de capitão em 2014, após ser promovido a tenente em 2009. Ele tem passagem pelo Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual.

 

Em 2017, o capitão recebeu a Medalha Thomé de Souza, maior comenda da Câmara dos Vereadores de Salvador, das mãos do vereador Alexandre Aleluia (DEM). Na época, Esteves atuava no Comando de Policiamento Regional da Capital, com foco no combate e prevenção de crimes.

 

Conforme publicou O Globo, Esteves é um crítico às medidas de isolamento social no combate à pandemia e já fez diversas publicações que reforçam o seu posicionamento nas reses sociais. "Lockdown é uma neurose de um monomaníaco", escreveu o policial em uma postagem no Facebook.

 

O policial também costuma fazer inúmeras citações bíblicas nas redes sociais, além de menções a Olavo de Carvalho e elogios à proposta do presidente Jair Bolsonaro armar a população. "Como não gostar desse cara", escreveu Esteves em uma postagem sobre a intenção do presidente importar armas para uso individual sem imposto.

 

O posto ocupado pelo capitão foi ocupado anteriormente de forma interina por Odecir Luiz Prata da Costa, exonerado da secretaria de Cultura no começo de julho, após a chegada do ator Mario Frias à Secretaria Especial de Cultura. Servidor federal desde 1988, Odecir era tipo por colegas como um dos maiores especialistas do país em Lei Rouanet.

'Bacurau' é citado como candidato a vaga no Oscar 2021 por site americano

O filme brasileiro "Bacurau" foi apontado pelo site estadunidense IndieWire como um dos candidatos fortes ao Oscar 2021. Apesar de ter sido lançado do Brasil e em vários festivais internacionais em 2019, a obra de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles só estreou no cenário comercial dos EUA no comecinho de 2020.

 

Segundo o Uol Entretê, o veículo americano foi só elogios para a produção nacional, destacando o seu "espírito maravilhoso e louco", e frisando que o incluiu na lista de melhores lançamentos de 2020 até agora.

 

"Bacurau" chegou a ser cotado como representante do Brasil no Oscar de 2020, mas não levou a indicação.

 

A lista completa do IndieWire inclui produções cinematográficas que ainda não estrearam no Brasil, como "The Assistant" e "Never Rarely Sometimes Always". Alguns outros que já apareceram por aqui.

Comemorando 78 anos, Caetano Veloso faz live nesta sexta e revela 'medo de errar'
Foto: Reprodução / TV Globo

Santamarense, o quinto filho de "Dona Canô" e "Seu Zezinho" completa 78 anos nesta sexta-feira (7) com uma live aberta transmitida pelo serviço de streaming Globoplay. Ele contou, em entrevista ao Encontro com Fátima Bernardes, que está com "medo de errar". O show vai acontecer à partir das 21h30 e vai contar com a participação dos filhos dos seus filhos Tom, Moreno e Zeca Veloso.

 

"A gente ensaiou pouquíssimo, mas eu sinto alegria de estar passando as canções. Eu vou cantar canções que algumas não lembrava a letra toda. Estou ansioso, mas ao mesmo tempo com medo de errar", revelou Caetano, que no início da pandemia resistiu um pouco ao formato.

 

No início da conversa com a apresentadora, o cantor e compositor fez algumas considerações sobre o seu aniversário durante o período pandêmico."Esse ano é um ano atípico porque estou parado desde fevereiro. Eu fico observando muito o que acontece comigo, com a passagem do tempo, e eu me sinto essencialmente a mesma pessoa de sempre, isso inclui uma coisa que eu sempre tive, que é curiosidade. Então, as coisas que vão mudando com o envelhecimento me interessam em observar".

 

Durante a entrevista, Caetano falou sobre o filme "Narciso em Férias", documentário selecionado para o 77º Festival de Veneza e que relembra a prisão do cantor durante a Ditadura Militar no Brasil. "Tudo é doloroso naquele episódio. Foram dois meses na cadeia, começando por solitária e terror total, quase um enlouquecimento".

'Solos de Estar': BTCA apresenta performance com crítica à violência contra minorias
Foto: Divulgação

Com críticas a casos de violência contra as mulheres e à comunidade LGBTQ+, o bailarino Ruan Wills apresenta a performance “23”, na próxima quarta-feira (12), a partir das 19h, dentro da série “Solos de Estar”, do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), com transmissão no Youtube.

 

A montagem é Inspirada pela vida e pela morte de Demétrio Campos, jovem trans de 23 anos de idade que cometeu suicídio no último 17 de maio, justamente o Dia Mundial de Luta Contra a LGBTfobia. “Enquanto homem cis, negro e gay, me sinto enquadrado em vários dados estatísticos e reflito em quantos destes realmente me encaixo ou já me encaixei, e em quais ainda vou me encaixar ao longo da vida”, pontua Ruan Wills. “Não por uma necessidade minha de autoafirmação, mas sim de me perceber sendo mais um número em toda essa estrutura já existente. Me questiono o quão seguro é estar em casa quando um homem trans negro comete suicídio; uma mulher trancada em seu quarto pede socorro no Facebook, pois está sendo agredida pelo marido; um jovem negro é assassinado dentro de casa pela PM em plena pandemia. Para quem é seguro estar em casa? Quais corpos estão seguros em casa? Quem tem casa?”, reflete o artista.

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 15:00

GastrôBahia: Casa de Tereza lança o Festival do Camarão nesse Dia dos Pais

por Cris Montenegro

GastrôBahia: Casa de Tereza lança o Festival do Camarão nesse Dia dos Pais
Foto: Marcia Tanajura | Divulgação

O Restaurante Casa de Tereza - ‘A casa da família baiana’ traz para o dia dos pais um grande Festival do Camarão – um mergulho no mar da Baía de Todos-os-Santos, com doses de inspiração nas viagens gastronômicas vividas pela chef Tereza Paim. Os pratos do festival estarão disponíveis a partir do dia 07 de agosto, com 4 variedades de pratos de camarão.

Tendo o camarão como estrela, o crustáceo será apresentado em quatro opções de pratos para escolher o preferido. São eles, a Salada de Cuscuz Marroquino e Camarão ao Curry, que remete às andanças da chef no Marrocos e o Arroz Thai de Camarão ao Molho de Manga e Coco Picante com Crocante de Castanhas, com ares da Tailândia. Exaltando a região da Sicília, um saboroso Arroz caldoso de Camarão e Peras com Limão Siciliano, e em grande estilo, com gostinho brasileiro, o Camarão com Molho de Acerola e Purê de Mandioquinha.

Os pedidos para o dia dos pais acompanha como cortesia uma cerveja artesanal da Colorado (500ml). Os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp (71) - 99170-6475, das 11h às 16h, até 8/8, sábado, às 18h, pelo endereço https://app.menudino.com/casadetereza e também pelo iFood e Rappi. Outra opção é retirar o prato no próprio local através do serviço Take Away.

 

Justin Bieber e Hailey Baldwin são batizados juntos: 'Amor e confiança em Jesus'
Foto: Reprodução / Instagram

Justin Bieber, 26, e Hailey Baldwin, 23, foram batizados juntos nos últimos dias, segundo imagens publicadas pelo próprio cantor nesta quarta-feira (23). Cercado por seus entes, o casal foi fotografado afundando e emergindo suas cabeças nas águas de um rio.

"O momento em que Hailey, minha esposa, e eu fomos batizados juntos!", escreveu Bieber na legenda das imagens. "Este foi um dos momentos mais especiais da minha vida. Confessando nosso amor e confiança em Jesus publicamente com nossos amigos e familiares."

Bieber já vinha expressando seu desejo de se reconectar com a religião e "mergulhar profundamente" em sua fé, como ele mesmo disse. O ano de 2019 não foi fácil para o cantor no quesito da saúde.

De acordo com o portal TMZ, o músico entrou em depressão profunda depois de ficar doente e não ter um diagnóstico sobre o que sentia. Na ocasião, ele tinha muita febre, manchas na pele e dores na cabeça. Apenas no final do ano que os médicos conseguiram desvendar que ele tinha a doença de Lyme, uma enfermidade causada por picada de carrapato.

Em setembro de 2019, já em crise profunda, Justin Bieber fez um desabafo sobre depressão e uso de drogas. "É difícil sair da cama de manhã com a atitude certa quando você se sente sobrecarregado com sua vida, seu passado, trabalho, responsabilidades, emoções, família, finanças e seus relacionamentos. Você começa a prever o dia através de lentes de pavor e antecipa outro dia ruim", dizia um trecho.

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 14:15

Giro: Premiação

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: Premiação
Dr. João Reis e Cinthia Dantas (Territory Manager da Align)

O ortodontista João Reis recebeu o troféu Top Doctor Platinum Elite, prêmio concedido pelo Invisalign aos profissionais que mais trataram casos com o aparelho no ano de 2019. O Invisalign é o alinhador de dentes mais moderno do mundo, tendo mais de 8 milhões de usuários. Artistas como Bruno Galiasso, Gio Ebank e Anitta já se renderam aos benefícios do tratamento com esses alinhadores transparentes e eficazes.

 

Intérprete de 'The Game of Love', cantor Wayne Fontana morre na Inglaterra
Foto: Divulgação

Sucesso mundial nos anos 1960 no grupo Mindbenders com a música “The Game of Love”, o cantor britânico Wayne Fontana (74) morreu nesta quinta-feira (6), vítima de câncer. Segundo informações do jornal O Globo, o artista estava internado no Hill Hospital, na Grande Manchester, Inglaterra. A morte do artista foi confirmada pelo amigo Peter Noone, vocalista do grupo inglês de rock Herman's Hermits.

 

Batizado como Glyn Geoffrey Ellis, o cantor escolheu o nome artístico inspirado no nome do baterista de Elvis Presley, DJ Fontana. Com a banda Mindbenders, ele estreou em 1963, tendo lançado canções que inspiraram a jovem guarda no Brasil. Wayne Fontana deixou o grupo em 1968 e seguiu carreira solo, tendo gravado músicas como "Pamela, Pamela".

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 12:50

UBC arrecada R$ 1,7 milhões para ajudar artistas afetados pela pandemia

por Jamile Amine

UBC arrecada R$ 1,7 milhões para ajudar artistas afetados pela pandemia
Foto: Divulgação

Iniciada em abril deste ano, a campanha Juntos Pela Música, realizada pela União Brasileira de Compositores (UBC) em parceria com o Spotify, já arrecadou R$ 1.702.686 para ajudar artistas afetados pela pandemia do novo coronavírus. O valor representa 94% da meta estabelecida, de R$ 1,8 milhões, a ser alcançada até o dia 28 de agosto. Os interessados podem colaborar por meio da plataforma Benfeitoria, com quantias que variam de R$ 20 a R$ 5 mil (clique aqui).

 

“Com um aporte de R$ 500 mil e um sistema de matchfunding garantido pelo Spotify, o fundo já começa com valor inicial de R$ 1 milhão para ser investido nessa ação. Agora temos a possibilidade de receber doações e aumentar ainda mais o valor desse fundo e o impacto dessa ação. Para cada R$ 1 doado, o Spotify também doará R$ 1 até o limite do seu programa global de ajudas do gênero”, detalha a UBS. 

 

A distribuição do apoio entre os artistas segurá alguns critérios: estar associado à UBC há pelo menos um ano.; ter recebido uma média anual entre R$ 300 e R$ 12,5 mil nos três últimos anos (2017, 2018 e 2019) na distribuição da UBC; e passar genuinamente e comprovadamente por dificuldades financeiras devido à crise gerada pelo novo coronavírus. 

 

“Podem solicitar a ajuda pessoas físicas e microempreendedores individuais através do site spotifyrelief.ubc.org.br. O benefício, uma iniciativa humanitária e de duração limitada, será na forma de uma ajuda mensal de R$ 400 a cada contemplado. Serão quatro parcelas mensais, e centenas de associados serão incluídos na ação”, explica a instituição.

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 12:00

Novo tributo ameaça encarecer livros e quebrar editoras que já agonizam

por Folhapress | Walter Porto

Novo tributo ameaça encarecer livros e quebrar editoras que já agonizam
Foto: Reprodução / Públicas

Foi um dos maiores escritores brasileiros, o então deputado constituinte Jorge Amado, quem apresentou a emenda que garantiu na Constituição de 1946 que os livros seriam imunes de impostos, assim como jornais e periódicos.

Mantida na Carta de 1988, a norma parecia assegurar que não se pagaria mais tributos para produzir material para leitura. Mas, nas últimas semanas, o fantasma da taxação voltou a rondar o mercado editorial.

A reforma tributária encaminhada pelo ministro Paulo Guedes ao Congresso prevê que, na substituição de tributos como PIS e Cofins pela Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços, a CBS, se eliminem as isenções que valiam para as contribuições antigas.

A ameaça ao livro volta porque, apesar de imune a imposto, ele ainda está sujeito às chamadas contribuições sociais, tributos com destinação específica -e só paga alíquota zero de PIS e Cofins por força de uma lei de 2004.

Editores concordam que o novo tributo vai encarecer os livros e pôr em xeque a sobrevivência das editoras menores, que já trabalham com margem apertada de lucros e veriam seu produto ser tributado em 12% de uma hora para outra.

A diversidade que oxigena o setor editorial estaria sob risco de dar lugar a um mercado de poucas empresas, que conseguiriam repassar o novo custo aos preços de capa.

O Ministério da Economia confirma a intenção de acabar com a isenção do livro, ressaltando que não se trata de nova taxação, mas de um benefício que não será mantido.

"A CBS tem como pressuposto a não concessão de benefícios", diz o ministério, em nota. "Nesse sentido, foram eliminadas as hipóteses de alíquota zero (eram mais de cem) antes previstas. Assim, foi também eliminada a alíquota zero que se aplicava nas operações com livros."

A resposta que Guedes deu a uma pergunta do deputado Marcelo Freixo, do PSOL, em uma audiência pública no Congresso na última quarta, ilustra sua forma de abordar o assunto.

"Nós temos de auxiliar justamente os mais pobres, os mais frágeis. Então, vamos dar o livro de graça para o mais pobre, e não isentar o deputado Marcelo Freixo, que pode muito bem pagar um livro. Eu também, quando compro meu livro, preciso pagar meu imposto. Uma coisa é você focalizar a ajuda, outra é você, a título de ajudar os mais pobres, na verdade isentar gente que pode pagar", disse o ministro.

"Acho que talvez seja mais fácil convencer os parlamentares que o Executivo", afirma Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, sobre as estratégias que a indústria tem adotado para se contrapor à volta da tributação.

O sindicato e outras sete entidades assinaram um manifesto, publicado como anúncio neste jornal na quarta, que elenca diversos argumentos em defesa da causa, como o que atribui à isenção tributária a queda do valor médio do livro em 33% de 2006 a 2011 e o aumento de 90 milhões no número de exemplares vendidos.

"O tamanho da economia do livro é desproporcional à contribuição que ele traz para a sociedade", argumenta Pereira. A alíquota zero, segundo ele, representa "uma aposta num Brasil moderno, inclusivo, com vontade de ascensão". "O livro é o instrumento perfeito para o crescimento pessoal."

O país tem uma carência histórica de investimento do Estado em políticas para leitura, aponta o editor. "Se você taxar o livro nesse momento, o que está fazendo é um desinvestimento. Não investe e ainda retira o dinheiro."

A deputada Fernanda Melchionna, do PSOL, que lidera a Frente Parlamentar do Livro, da Leitura e da Escrita, diz que prepara uma emenda ao projeto de reforma, que vincula a isenção do livro a contrapartidas que abarquem todos os eixos da Política Nacional de Leitura e Escrita.

"Paulo Guedes tem uma política de salvar os grandes e liquidar os pequenos", afirma a deputada, acrescentando que mesmo livrarias e editoras médias podem ser consideradas pequenas empresas. "O que a reforma faz é onerar o setor de serviços e desonerar os bancos, quando o movimento tinha que ser o contrário."

Segundo o advogado Rubem Perlingeiro, que elaborou um parecer jurídico fundamentando a isenção dos livros, a ideia da imunidade constitucional e da Política Nacional do Livro, de 2003, é permitir que a literatura circule livremente. "Criar um tributo para o livro, seja com que nome for, é tentar distorcer o espírito da Constituição."

O economista Bernard Appy, um dos mentores da PEC 45, a proposta de reforma tributária que tramita na Câmara desde o ano passado, tem uma outra visão. Mesmo reiterando que seu projeto não mexe na tributação de livros e mantém a imunidade, ele afirma que essa taxação não é errada.

"Quem consome livro, na grande maioria, são pessoas de alta renda. Então a rigor, quando você desonera o livro, desonera aquilo que uma pessoa de alta renda consome."

Diante de uma pergunta sobre os riscos de a taxação provocar um aumento de preços que torne o livro um produto ainda mais elitizado -indo de encontro a qualquer proposta de popularizar a leitura-, ele diz que o ponto de vista é razoável.

"Por outro lado, tem que pensar que a maior parte da demanda do livro hoje é de pessoas que continuariam comprando se o livro fosse mais caro", acrescenta. "Com os recursos que são arrecadados, você pode fazer uma política que seja melhor para cultura do que manter a não tributação de livros."

O mercado editorial brasileiro, que já encolheu 20% desde 2006 e ainda sofreu o baque da pandemia, se vê agora diante de mais uma turbulência para apertar os cintos.

Osba abre inscrições para 'Academia Virtual'; aulas online começam em setembro
Foto: Adenor Gondim/ Divulgação

Com o objetivo de compartilhar conhecimentos musicais com a comunidade, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) abriu, até 23 de agosto, as inscrições para um projeto de aulas à distância, ministradas por seus integrantes. 

 

A iniciativa, batizada de “Academia Virtual da Osba”, contará com 95 vagas, distribuídas entre 13 modalidades de instrumento:  violino (29), viola (9), violoncelo (10), contrabaixo (5), flauta (4), oboé (7), clarinete (3), saxofone (2), fagote (4), trompa (3), trompete (8), trombone (5), tuba (2) e percussão (4). 

 

Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet (clique aqui) e o processo seletivo será feito a partir de um vídeo enviado pelo candidato. As informações detalhadas e condições para a inscrição podem ser lidas no edital, disponível no site do Amigos do TCA (clique aqui).

 

As aulas estão previstas para o período entre 14 de setembro e 20 de novembro de 2020, com um encontro semanal de 1h,  totalizando uma carga horária de 10h. Como atividade de conclusão de curso, os alunos gravarão um vídeo-concerto que será veiculado nas redes sociais da Osba em data a ser definida no mês de dezembro.  Ainda, será oferecida uma premiação em dinheiro no valor de R$ 2.500 para até 6 alunos com os melhores desempenhos. 

Marcelo Serrado apresenta 'Cantando de Frank a Wando' em drive in de Salvador
Foto: Divulgação

O ator Marcelo Serrado desembarca em Salvador com a estreia nacional o espetáculo “Cantando de Frank a Wando”, em cartaz no dia 16 de agosto, a partir das 19h, no Big Bompreço Drive In Salvador, situado no Centro de Convenções, na Boca do Rio.

 

No palco, o artista vai soltar a voz interpretando um repertório eclético, que vai de "I've Got You Under My Skin", de Frank Sinatra, e do bolero "La Barca", de Luis Miguel, até "Manhã de Carnaval", eternizada por Maysa, passando por "Eu Não Sou Cachorro Não", de Waldick Soriano, e "Garçom", de Reginaldo Rossi, ícones do cancioneiro brega. O setlist reúne ainda canções cantadas por ele em sua participação no programa Pop Star, da TV Globo, em 2019.

 

"O público sempre me cobra um show com teatro, humor e música. Este é um espetáculo em que as pessoas cantarão comigo. São canções belíssimas que, de certa forma, estão no inconsciente do público", conta Marcelo Serrado, que estará acompanhado da pianista e maestrina Claudia Elizeu, e entre uma música e outra deixará aflorar seu lado comediante.

 

Os ingressos podem ser adquiridos através do portal Sympla. Quem comprar o ingresso até domingo (09/08) aproveita o valor promocional de Dia dos Pais. Setor azul R$ 198,00, Vermelho R$ 180,00, Amarelo R$ 180,00 e Branco R$ 162,00. Cada carro entra com 4 pessoas.

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Marcelo Serrado - Cantando de Frank a Wando
QUANDO: Domingo, 16 de agosto, às 19h
ONDE: Big Drive In (Centro de Convenções Salvador) - Boca do Rio
VALOR: R$ 162 a R$ 180 por veículo (até quatro pessoas por veículo)

Sexta, 07 de Agosto de 2020 - 08:50

'Crescer com fome foi minha maior fonte de vergonha', diz Viola Davis

por Folhapress

'Crescer com fome foi minha maior fonte de vergonha', diz Viola Davis
Foto: Divulgação

A atriz Viola Davis, 55, que cresceu em situação de pobreza, começou a trabalhar junto à organização sem fins lucrativos No Kid Hungry para conscientizar mais pessoas sobre a crise de fome durante a pandemia do coronavírus.

"Isso [a fome] era uma questão antes da Covid", disse ela à revista People. "Só que a situação está muito pior agora, porque as pessoas estão sem trabalho e são desafiadas em termos de finanças, de casa, tudo".

Ela afirma que o foco da organização é ajudar a evitar a fome entre crianças, e que os bancos de alimentos que foram designados anteriormente para servirem 200 famílias, agora estão servindo 600.

Davis diz que, por ter passado por situação de fome na infância, tem uma profunda necessidade de ajudar os outros e de promover a conscientização. "Recebi uma bolsa escolar quando eu era muito jovem em uma escola de teatro, e nunca tinha dinheiro para comer", lembra.

"De vez em quando, eu trazia um sanduíche de mortadela com maionese e ficava muito feliz. As crianças daquela escola eram da classe média alta, e eu lembro de comer o sanduíche e uma das crianças dizer: 'Isso é tão nojento'. É preciso haver empatia e educação para entender as lutas de muitos de seus colegas americanos, especialmente agora".

"Crescer com fome foi minha maior fonte de vergonha", admite Davis. "Isso afetou meu senso de valor. Eu simplesmente senti que não havia mais ninguém que tivesse esse problema".

A atriz sugere que as pessoas doem seu tempo e dinheiro para a causa, mas diz que o mais importante é votar. "O SNAP [Programa de Assistência Nutricional Suplementar] e os cupons WIC são o elixir de cura para famílias pobres de alimentos. E esses programas estão sendo ameaçados".

Governo pode assinar contratos emergenciais para Cinemateca nesta sexta
Foto: Divulgação

Com a entrega das chaves da Cinemateca Brasileira programada para esta sexta-feira (7), pela Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (Acerp), para a administração do governo federal, o Ministério do Turismo prevê assinar no mesmo dia alguns contratos emergenciais liberando serviços que estavam impactados com o apagão orçamentário. 

 

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, os primeiros contratos firmados devem ser os de serviços especializados na área de vigilância e segurança física e patrimonial desarmada, prevenção e combate a incêndio e manutenção preventiva dos sistemas de refrigeração e climatização.

 

Ainda segundo a publicação, outras demandas, como os contratos voltados à preservação e manutenção do acervo e do prédio onde funciona a Cinemateca devem ficar para os próximos dias.

 

Funcionários da instituição e representantes do setor audiovisual planejam fazer uma mobilização para questionar a gestão da União (saiba mais).

Projeto que evidencia produção de música eletrônica e audiovisual do NE será lançado
Foto: Divulgação

Será lançado neste domingo (9), a partir das 19 horas, com a exibição de cinco filmes produzidos de forma distanciada por artistas nordestinos, o projeto Maremota, voltado para a união entre música eletrônica e audiovisual feitas na região. O evento vai acontecer na plataforma de transmissão de eventos musicais Shotgun.

 

O projeto é fundado pelo DJ e produtor Ryan Nogueira; o músico Gabriel Farias; a curadora, produtora audiovisual e DJ Anti Ribeiro; o ilustrador, DJ e produtor cultural Allan JNTH; e a dupla de designers Zenóbio Almeida e Ygor Matheus. A intenção é evidenciar a produção descentralizada de música eletronica e fortalecer a cena no Nordeste.

 

“Criar essas interconexões na nossa região agora é essencial para mantermos contato e bolarmos planos para estar juntes, seja lá quando a pandemia passar. Estamos aqui, principalmente, para elaborar formas de financiamento para nós, que compomos essa cena na nossa região. Porém, também entendemos que esse processo será longo e estratégico”, afirma o projeto em resposta coletiva ao jornal O Povo.

 

Um processo de curadoria foi realizado no Ceará, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco à procura de artistas para a criação de obras audiovisuais envolvendo música eletrônica, “entendendo as potências da cena que envolve a música eletrônica e que existe aqui de forma muito particular”, ressalta o Maremota. 

 

“Buscamos conversar com artistas que vivessem experiências das dissidências de raça, gênero e sexualidade. Entender a contribuição histórica desses corpos para que estejamos hoje trabalhando nesta cena é fundamental para não perder de vista quem tá na linha de frente e na luta que espaços onde possamos estar juntes sejam criados, se multiplique e prosperem”, complementam.

 

Segundo defendem, “as experiências de pista sempre dialogaram com o audiovisual - agora em distanciamento, esse instrumento é ainda mais necessário”. Cada produção audiovisual reúne até três artistas da música e da imagem em cada estado nordestino. Participaram dos filmes estreantes Trojany e Perigo (CE); Marxine Bardo e JNTH (RN); Libra, Cherolainne e Tiago Lima (PE); Purpura, Lilit e Canynana (PB); e Rô, Dandara e Neto Astério (SE).

 

Para o lançamento, a Maremota destinou 30 ingressos gratuitos voltados para travestis, transmasculines, mulheres trans, homens trans e pessoas não-binárias. É preciso, para entrar nessa lista, entrar em contato com a produtora Anti no Instagram.

 

O valor dos ingressos vendidos será destinado para o pagamento da produção dos artistas envolvidos. Dentre as ações futuras está a intenção em  promover um processo de curadoria semelhante ao primeiro voltado para Alagoas, Bahia, Maranhão e Piauí.

Lei Aldir Blanc: Recursos vão começar a ser liberados no dia 10, diz secretário
Votação da Lei Aldir Blanc no Senado | Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Os repasses previstos na Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc vão começar a ser liberados para estados e municípios na próxima segunda-feira (10). Segundo O Globo, até essa data, um decreto com as regras dos recursos será publicado pelo governo federal.

 

A informação sobre a liberação dos recursos foi divulgada pelo secretário de Economia Criativa da Secretaria Especial de Cultura, Aldo Valentim, nesta quinta-feira (6), durante uma videoconferência realizada pela Câmara dos Deputados. "Estamos empenhados em tentar cumprir os prazos. A gente está trabalhando com o prazo do dia 10 para iniciar os repasses aos estados e municípios", disse Valentim.

 

Aprovada no início de junho, a Lei de Emergência Cultural previa a injeção de R$ 3 bilhões da União no setor. O valor seria repassado para governadores e prefeitos em até 15 dias, mas o presidente Jair Bolsonaro vetou esse item. Desde então, profissionais do setor artístico e cultural aguardam para receber o auxílio de R$ 600, em três parcelas, previsto no texto.

 

Em julho, uma Medida Provisória foi editada pelo governo - e aprovada pelo Congresso - determinando que o investimento deverá ocorrer mediante formato e prazo previstos em regulamento a ser elaborado pelo Executivo. 

 

Atualmente, gestores e trabalhadores da cultura reclamam da demora na regulação do benefício. "Nós estamos relativamente paralisados em uma parte muito sensível do trabalho. As nossas regulamentações estaduais estão aguardando a regulamentação federal. Estamos muito inseguros em relação ao cadastramento", afirmou Úrsula Vidal, secretária de Cultura do Pará e presidente da Fórum de Secretários e dirigentes estaduais de cultura.

 

Aldo Valentim disse que que o decreto em questão já foi elaborado pelo Ministério do Turismo (MTur) - ao qual a Secretaria Especial de Cultura está vinculada - e aguarda somente o aval do Ministério da Economia (ME) e do Palácio do Planalto. "No âmbito do Ministério do Turismo, concluímos o diálogo que envolveu Advocacia Geral da União, Controladoria Geral da União e principalmente Tribunal de Contas da União. Tivemos que submeter artigo por artigo para apreciação dos auditores. O decreto hoje está em apreciação no Ministério da Economia e a caminho do Planalto para os últimos ajustes e assinatura do presidente", prometeu.

 

Ainda de acordo com Valentim, um sistema de consulta para verificar se os interessados no auxílio de R$ 600 estão aptos ou não a receber o benefício foi desenvolvido pela pasta em parceria com a Dataprev.

 

Na última semana, o governo liberou a Plataforma+Brasil para que estados e municípios se cadastrem para receber os recursos da Lei Aldir Blanc.

Quinta, 06 de Agosto de 2020 - 19:50

Comitê Gestor do FSA convoca reunião para discutir novos investimentos no setor

por Leonardo Sanchez | Folhapress

Comitê Gestor do FSA convoca reunião para discutir novos investimentos no setor
Foto: Reprodução / O Globo

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, convocou nesta quarta-feira (5) uma reunião do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual, o FSA, para a próxima semana. A videoconferência deve acontecer no dia 12 de agosto e também terá a presença do secretário especial da Cultura, Mario Frias.

Com a intenção de tratar da atual situação orçamentária e financeira do fundo, o encontro também terá como objetivo a discussão de medidas para novos investimentos na produção audiovisual brasileira.

De acordo com a Ancine, a Agência Nacional do Cinema, novas linhas de investimento para o setor devem ser concebidas e lançadas ainda este ano.

Também na pauta da reunião está um balanço das linhas de crédito emergenciais lançadas pelo governo e do Peap, Plano Especial de Apoio ao Pequeno Exibidor, que destina recursos de até R$ 8,5 milhões para gastos de pequenos exibidores -aqueles com até 30 salas.

As medidas foram lançadas em julho como resposta à grave crise que atualmente atinge o parque exibidor e a produção audiovisual nacionais, em decorrência da pandemia de coronavírus.

#Sai do Tédio: aproveite o tempo livre para estudar o que gosta (e o que não gosta)
Arte: Paulo Victor Nadal / Divulgação / Bahia Notícias

O #Sai do Tédio chega, nesta quinta-feira (6), ao episódio 21, que vai te mostrar a importância de estudar para quem tem tempo livre durante a quarentena proporcionada pela pandemia do novo coronavírus.

 

Durante esse período, o estresse e a ansiedade natural da vida em isolamento, ainda mais com todas as incertezas sobre o futuro, têm deixado as pessoas mais cansadas, de acordo com cientistas. Por isso, o episódio de hoje vai falar sobre como estudar pode ser essencial para manter uma rotina ativa e, com isso, esquecer um pouco o que acontece lá fora e manter-se apto para possíveis oportunidades futuras.

 

Os episódios ficam disponíveis no nosso site sempre às 19h30, e podem ser encontrados nas principais plataformas de streaming: Spotify, DeezerCastbox, O programete é produzido e editado pelo jornalista Nuno Krause. Ouça agora: 

Gilberto Gil fala sobre preconceito na adolescência: 'Ali comecei a notar o racismo'
Foto: Reprodução / Globoplay

O músico Gilberto Gil foi o entrevistado do programa Conversa com Bial desta quarta-feira (5). Na atração, o baiano falou sobre a percepção do racismo desde a adolescência. Segundo ele, o processo para notar o preconceito foi tardio e músicas do cantor Jorge Ben Jor o influenciaram.

 

"Só fui perceber essas questões graves da vida no mundo muito mais tarde. Já no colégio, no ginásio", comentou. Conforme publicou o Estadão, ele comentou que por ter pais importantes na cidade - um médico e uma professora - não sentia que era vítima de racismo quando morava em Ituaçu, no interior da Bahia, na década de 1950.

 

Os pais de Gil o enviaram para um colégio de elite e lá ele viu que a grande maioria das centenas de alunos eram brancos, com apenas "10 negros na melhor das hipóteses". Nesse espaço que ele começou a notar "o racismo, discriminação, o deslocamento social que aquele grupo étnico sofria".

 

Segundo o músico, Jorge Ben teve uma participação importante em seu processo para ter uma "conscientização, compreensão das dificuldades de ser negro no mundo de hoje". Ele citou durante a entrevista uma "força expressiva" do colega na "manifestação clara da afirmação da grandeza negra".

Quinta, 06 de Agosto de 2020 - 17:50

Novos Baianos fazem live em homenagem a Moraes Moreira

Novos Baianos fazem live em homenagem a Moraes Moreira
Foto: Divulgação

Os Novos Baianos vão se reunir mais uma vez. O grupo fará uma live, neste sábado (8), para homenagear o ex-integrante Moraes Moreira, morto em abril deste ano (saiba mais). A transmissão da apresentação será a partir das 17h30 no canal da cerveja que patrocina o evento no YouTube.

 

Os músicos Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Luiz Galvão e Paulinho Boca de Cantor vão apresentar os sucessos do grupo e arrecadas doações em prol do Retiro dos Artistas, instituição do Rio de Janeiro que acolhe profissionais idosos do cenário artístico e cultural em situação de vulnerabilidade.

 

Em suas contas no Instagram, os integrantes escreveram: "Vocês pediram e a gente atendeu! Aos fãs de Novos Baianos, a nossa homenagem ao nosso querido irmão, Moraes Moreira!". "Avisa pra galera que "chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor!".

 

Segundo publicou o G1, estão previstos no setlist da live estão sucessos como "A menina dança" e "Preta pretinha", faixas do segundo álbum do grupo, Acabou chorare.

Sem cargo e sem palco, Regina Duarte assume desejo de voltar a atuar na Globo
Foto: Montagem / Reprodução / TV Globo

Ex-Secretária de Cultura do governo Bolsonaro, a atriz Regina Duarte não quer deixar os trabalhos na Globo apenas no passado. De acordo com o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, a artista tem dialogado com amigos atores e autores sobre seu desejo de voltar às novelas da platinada.  

 

Para correr atrás do prejuízo por ter trocado o bom salário da emissora por um cargo político em que foi “fritada”, Duarte já chegou a conversar com pelo menos uma autora. Para a amiga, ela garantiu que, se for convidada em algum projeto futuro, aceitará de imediato o papel. 

 

Aos 73 anos e com 50 anos de carreira artística, Regina ficou sem cargo político e sem trabalhos na televisão depois que deixou a Secretaria Especial de Cultura em maio. Na época, o presidente Bolsonaro chegou a prometer para ela um cargo de comando, que não existe, na Cinemateca, em São Paulo (relembre aqui). 

 

Vinte dias depois de anunciar sua saída da pasta, Duarte foi oficialmente exonerada do cargo. Na ocasião, a artista celebrou a definição de sua situação com o governo. “Deu-se! #ufa!”, escreveu a ex-secretária, em uma postagem no Instagram, junto com a foto do decreto do presidente (relembre aqui). 

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