Tem 'Papa-Pato' nas eleições: sua cidade precisa de mais! Mas, será que você merece?
Foto: Acervo pessoal

Toda eleição é o mesmo “Fla X Flu” insano (Ba X Vi, Gre X Nal, ou outro, conforme região), que opõe uma legião de seguradores de bandeira, carregadores de faixa, pés de palanque e até cientistas políticos de goela/marketeiros de meio de feira, se digladiando como se fossem membros enfurecidos de torcidas organizadas, em uma arquibancada sem brilho, sem graça e sem cérebro.

 

Os problemas não resolvidos são idênticos aos das eleições anteriores – embora agravados – assim como iguaizinhas são as promessas vazias que não serão implementadas, propostas superficiais e colas de “programas de governo” extraídos de trechos soltos da internet, onde alguns não têm, sequer, o cuidado de uniformizar o tipo de fonte ou adequar o nome da cidade. Um verdadeiro show de horrores, cujo desfecho e consequências, para os próximos quatro anos e além, nós todos sabemos de cor. 

 

Candidatos despreparados – isto quando não são, também, mal intencionados – parecem verdadeiros “Papa-Patos” (filhotes de papagaio com carrapato). Por não saberem liderar – nem a si nem aos outros - vivem de imitar o que a “marketagem pé de palanque” identifica como a tendência da moda, que o povo quer ouvir e está “dando certo” em alguma outro contexto, ou a alimentar-se do "sangue de alguma estrutura política", o que gera a triste cadeia da “compra de consciências”.

 

Sempre imitando e/ou sugando, o Papa-Pato paga à vista, quando está no poder, ou a prazo, com promessas pré-datadas para janeiro, quando está na oposição. Em qualquer dos casos, um péssimo negócio, para o município e para toda a gente de bem. 

 

Políticos de faz de conta, são maioria absoluta, infelizmente. E isto costuma limitar nossas escolhas entre “o pior e o menos pior”. Mas, o Papa-Pato não nasce do nada. Ele é filhote da ingenuidade de uns, da ignorância de outros e do oportunismo de muitos, que se propõem a serem coadjuvantes – pra não dizer perus – de políticos. Acham que estão tendo uma grande vantagem de curto prazo, em troca do futuro dos seus filhos que, via de regra, viram novos portadores de santinhos da próxima geração dos “chefes” de sempre. 

 

Políticos, que deveriam ser avaliados com o mesmo rigor que um empregador entrevista um candidato a uma vaga de emprego, são bajulados, adulados e idolatrados, como se celebridades fossem. Quando, na verdade, a maioria não passaria em uma avaliação séria, para ocupar um cargo de terceira categoria numa empresa média do setor privado. Todo Papa-Pato, precisa de um “Pato” para sustentar sua política pífia. Será você?

 

Você conhece algum político, verdadeiramente, diferente? Parabéns! 

 

Fico feliz por você e, mais ainda, por sua cidade. 

 

Mas, cuidado! Todo filhote de papagaio com carrapato, vem embrulhado numa embalagem de “grande líder e político de vanguarda”. Ou, fantasiado de “seu amigo”, cheio de vantagens pessoais para te oferecer, em troca dos seus sonhos e do futuro dos seus filhos.

 

Talvez tenhamos que escolher o “menos pior” agora, mas é necessário assumir, imediatamente e com coragem, a responsabilidade para que não precisemos repetir a dose em 2022, 2024, etc. 

 

Sua cidade continua precisando de mais e melhor que isto! Mas, será que você merece?

 

*Rodrigo Santos, Ph.D., é doutor em Política e Gestão da Educação; Mentor de estadistas e líderes organizacionais, no Brasil e no Exterior; Presidente do Instituto de Gestão,  Educação,  Política e Estratégia

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

Histórico de Conteúdo