Terça, 02 de Outubro de 2018 - 10:00

Carreiras FTC: Diversidade, você e o mercado de trabalho

por Alessandra Calheira

Carreiras FTC: Diversidade, você e o mercado de trabalho
Foto: Divulgação

Em um contexto altamente competitivo, de transformações profundas e fulminantes e de facilidade no acesso às tecnologias e matérias-primas, a necessidade de inovar vem se mostrando crucial para a maior parte das empresas. Embora as organizações estejam aprimorando seus métodos e perseguindo produtos e serviços inovadores, sabe-se que a disrupção não é tão simples e nem chega para todos. Um componente que estava sendo ignorado há anos pelo mercado, vem ganhando enorme valor e sendo tratado como um fator chave no processo da inovação: a diversidade. Para além da relevante discussão sobre inclusão de minorias, todos podem se beneficiar com a valorização da diversidade no ambiente de trabalho. Vou explicar!


A área de formação do profissional sempre funcionou como um pré-requisito para o seu ingresso no mercado. De forma geral, e apenas como uma exemplificação, bancos tendem a contratar administradores para a maior parte dos seus postos. Assim como as empresas da construção civil, geralmente contratam engenheiros. O que os líderes de Recursos Humanos começaram a perceber é que ter pessoas com perfis similares em seus times pode contribuir para a uniformidade de opiniões e, consequentemente, da soluções de problemas. Contrariamente a isso, perceberam que uma equipe diversa torna o debate mais rico e o terreno para a inovação mais fértil. As diferenças que estão relacionadas a etnia, estética, religião e gênero vêm sendo gradativamente cortejadas pelo mercado tanto quanto as diferenças por perfis profissionais e sua respectiva formação acadêmica. Desta forma, começamos a observar bancos contratando psicólogos, comunicólogos, professores para enriquecer e diversificar o seu capital humano. 


Os profissionais que desejam ampliar o seu alcance podem se preparar para este novo momento. Primeiramente, devem buscar oportunidades onde geralmente não buscariam. É importante que essas pessoas tenham consciência que precisarão estar aptas para viver e enfrentar desafios para os quais não foram treinadas. Por isso, devem fazer uma reflexão sobre quais competências necessitam ser desenvolvidas.  Ficar atento àquelas listadas pelo Fórum Econômico Mundial pode ser uma boa dica. Uma outra é desenvolver Soft Skill, ou seja, as competências comportamentais que são transversais e nos tornam capazes de resolver problemas do cotidiano: trabalho em equipe, atitude positiva, gestão do tempo, comunicação e, talvez, a mais relevante dentro deste contexto, a capacidade de aprender.  Devem ainda revisar o currículo buscando aproximar a sua expertise às necessidades das empresas. Para o caso de mudança de área é necessário destacar as experiências e os aspectos da diversidade que o farão interessante aos olhos das organizações. O mercado está em movimento. Seja rápido! Antes que a 4ª Revolução Industrial bata a sua porta mudando tudo de novo, outra vez. 

 

* Alessandra Calheira é Líder do Setor de Carreiras da Rede FTC

 

* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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