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Ídolo nos EUA: Morre apresentador Larry King por complicações da Covid-19
Foto: Reprodução / G1

Internado desde o final do ano passado após complicações da Covid-19 (veja aqui), o apresentador de TV dos EUA, Larry King, morreu aos 87 anos, informou seu perfil oficial no Twitter neste sábado (23).

 

"É com profundo pesar que a Ora Media anuncia a morte de nosso co-fundador, apresentador e amigo Larry King, que morreu nesta manhã aos 87 anos no Centro Médico Cedros Sinai de Los Angeles", diz o comunicado. King comandou um tradicional programa de entrevistas por mais de 25 anos na CNN americana.

 Após associar pessoas negras a mau cheiro, influenciadora pede perdão: 'Amo os negros'
Foto: Reprodução / Instagram

A influenciadora digital Isadora Farias virou assunto nas redes sociais após associar mau cheiro das axilas a pessoas negras. Após ser acusada de racismo, apagou vídeo e resolveu pedir perdão a quem se sentiu ofendido.

"Antes de falar qualquer coisa eu quero pedir perdão, que é mais do que desculpas, para todas as pessoas que se sentiram ofendidas com aquilo que eu falei. Eu não sou essa pessoa racista, eu amo os negros, eu amo todas as pessoas e trato as pessoas com igualdade", começou.

Na sequência, disse que convive com negros no dia a dia. "Eu tenho amigos negros, colegas de trabalho negros, convivo com pessoas negras e por isso quero deixar mais uma vez registrado as minhas sinceras desculpas por esse mal-entendido", comentou.

Na polêmica em questão, ela disse que tinha odor forte nas axilas e que precisava comprar um desodorante melhor. Porém, acabou sendo rotulada como racista pela fala.

 

"Quem me segue há mais tempo sabe que eu tenho sério problema com cecê, eu tenho que passar desodorante bom. Inclusive às vezes eu compro de pele morena a negra porque o negócio aqui é punk", falou Isadora Farias. Veja:
 


 

Nas redes sociais, o termo IsadoraFariasRacista ficou entre os temas mais comentados dos últimos dias. "Racista sempre se defende da mesma maneira, né? O pronunciamento da Isadora Farias foi basicamente: 'Não sou racista, tenho até amigos negros'", disse uma seguidora.

Ao portal NSC Total, a a dermatologista Cláudia Camargo explicou que existem características diferentes entre a pele negra e branca, mas que não há ligação alguma com odores desagradáveis, sendo assim um comportamento racista fazer esse tipo de associação.

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 10:00

Ex-assessora de Baleia Rossi é investigada por suspeita de caixa dois no interior de SP

por Wálter Nunes | Folhapress

Ex-assessora de Baleia Rossi é investigada por suspeita de caixa dois no interior de SP
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

Uma ex-assessora do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), candidato à presidência da Câmara, é investigada por suspeita de participar de uma operação de caixa dois em campanha do MDB no interior de São Paulo, em 2016.

Baleia Rossi, que era presidente do diretório estadual do partido na ocasião, foi citado na denúncia anônima que deu origem à investigação, o que levou a Promotoria a enviar ofício para a Polícia Federal também apurar o caso.

A jornalista Gislaine Faria Spagnollo, que trabalhou para o gabinete de Baleia Rossi tanto na Assembleia Legislativa de São Paulo como na Câmara dos Deputados, foi alvo de uma denúncia anônima enviada para o Ministério Público de Pederneiras.

Entre as acusações está a de que sua empresa, a SG.COM Comunicação Organizacional e Eventos, omitiu da Justiça Eleitoral pagamentos que recebeu de um contrato assinado com a campanha de Vicente Juliano Minguili Canelada (MDB), eleito prefeito naquele ano na cidade do interior paulista.

A denúncia inclui um contrato assinado entre a SG.COM e Vicente Canelada no valor de R$ 22,5 mil para assessoria da campanha do emedebista. O registro deste gasto na Justiça Eleitoral, porém, foi de apenas R$ 5.000.

O dossiê, entregue ao Ministério Público em setembro de 2018, também cita uma pesquisa eleitoral encomendada para Vicente Canelada e não registrada pela campanha. Estão anexos ainda recibos da hospedagem de Gislaine em hotel da cidade, também não descritos nas contas eleitorais, e a acusação de que material impresso da campanha foi registrado oficialmente em quantidade inferior ao que na realidade teria sido feito e distribuído pelo candidato.

A Promotoria avaliou que há indícios de irregularidades e também comunicou a PF, por haver menção ao deputado. A denúncia anônima cita Baleia Rossi, mas sem apresentar provas do suposto envolvimento.

A acusação é de que dinheiro do gabinete do parlamentar teria custeado a atuação de Gislaine, que, além de trabalhar para o mandato do emedebista, também trabalhou na Candoca filmes, produtora de Paulo Luciano Tenuto Rossi, conhecido como Palu, irmão do deputado.

Na Candoca, Gislaine fez campanhas eleitorais de candidatos do MDB, como Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que disputou o governo, e Gabriel Chalita, que tentou a prefeitura da capital paulista.

Paulo Luciano Tenuto Rossi é réu desde o ano passado em ação penal eleitoral em São Paulo acusado de receber da Odebrecht R$ 1 milhão em dinheiro vivo pago durante a campanha de 2014 por trabalhos em sua outra empresa, a Ilha Produção Ltda, que pertencia também a Vanessa da Cunha Rossi, esposa de Baleia.

Palu está com parte de seus bens bloqueados em decorrência desse processo, juntamente com Paulo Skaf. Eles são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois.

Gislaine Spagnollo era da confiança de Baleia Rossi e não deixou a assessoria do deputado nem mesmo quando foi para a campanha em Pederneiras. Ela trabalhou simultaneamente para o gabinete do deputado e para campanha de Vicente Canelada. Do parlamentar ela recebia cerca de R$ 7.000 mensais.

Em janeiro, quando Vicente Canelada assumiu a prefeitura, ela foi nomeada para cargo na comunicação do município e durante três meses acumulou ganhos do gabinete de Baleia Rossi e do Executivo de Pederneiras.

Gislaine diz que foi contratada por Vicente Canelada após encontro dele com Baleia Rossi, que era o presidente estadual do partido. “Ele [Vicente Canelada] já tinha encontrado comigo em outras ocasiões por conta do deputado e me convidou para trabalhar para ele”, disse Gislaine. Ela nega que Rossi tenha intermediado a contratação.

A jornalista disse à reportagem que ainda não foi intimida pela Polícia Federal. A investigação começou no início de 2019. Ela nega ter feito caixa dois de campanha e diz que o documento de R$ 22,5 mil assinado entre a SG.COM e Vicente Canelada apresentado na denúncia anônima era, na verdade, um pré-contrato e que durante as negociações o valor caiu para R$ 5.000.

A assessoria do deputado Baleia Rossi disse que Gislaine Spagnollo prestou serviços de assessoria em comunicação e divulgação do mandato do deputado até abril de 2017.

“Ao que consta, o caso em questão não envolve nenhuma irregularidade sobre esses serviços prestados ao deputado”, diz a nota. “Como prestadora de serviços, Gislaine soube dividir suas tarefas até abril de 2017. Ela nunca teve vínculo funcional com o gabinete.”

A promotora do caso, Roseny Zanetta Barbosa, diz que a PF ainda está verificando se houve a prática de caixa dois na campanha de Vicente Canelada. “[A investigação é para saber] quem participou dela, quem foi beneficiado com ela, esses são responsabilizados criminalmente", disse a promotora.

"E é nisso que pode haver o envolvimento do Baleia Rossi. Se eles [policiais federais] conseguirem averiguar a origem desse dinheiro, se saiu mesmo do Baleia e veio camuflado para a campanha do Vicente sem ser declarado na Justiça Eleitoral”, diz Roseny Barbosa.

A promotora diz que, caso sejam encontradas provas de envolvimento do deputado federal em esquema de caixa dois de campanha, a investigação será remetida ao STF (Supremo Tribunal Federal), já que o parlamentar tem foro especial.

Gislaine Spagnollo pediu que a reportagem citasse que seu ex-marido e ex-sócio na SG.COM, Paulo Garefa, também é investigado no mesmo caso. Ela suspeita que Garefa tenha sido o autor da denúncia anônima.

"Vou pedir uma gentileza para você que cite, além do meu nome, o nome do meu sócio na época, que hoje não é mais. Vou te dar o nome completo dele, Paulo Sérgio Garefa. Porque se ele era meu sócio, ele também estava sendo investigado", diz a jornalista.

"Estou pedindo, por favor, para acrescentar o nome dele. A empresa era nossa. Eu era detentora de 50% e ele também. SG, inclusive, significa Spagnollo e Garefa", diz Gislaine.

Paulo Garefa, o ex-marido, diz não ter conhecimento sobre a investigação. "Desconheço qualquer inquérito que envolva meu nome e repudio todo tipo de ação ou prática ilegal ou criminosa. Por motivos de foro íntimo, não mantenho relações ou contatos, pessoais ou profissionais, com minha ex-sócia e seus clientes."

O ex-prefeito Vicente Canelada, que não se reelegeu em 2020, não atendeu o telefonema da reportagem e nem respondeu as mensagens enviadas no seu celular.

Meia tonelada de cocaína é encontrada em laboratório de refino em Feira de Santana
Foto: Reprodução / SSP-BA

Meia tonelada de cocaína foi encontrada durante ação conjunta da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) de Feira de Santana com a Cipe Litoral Norte. A casa usada como laboratório de refino foi encontrada, na tarde de sexta-feira (22).

 

Os policiais seguiram os indícios apontados em uma denúncia anônima e chegaram até um imóvel, no distrito de São José, zona rural do município de Feira de Santana. Na casa, as equipes localizaram 500 kg de cocaína, tanques, balanças, liquidificadores industriais, ventiladores, prensas hidráulicas e embalagens plásticas, segundo a SSP.

 

Nenhum criminoso foi encontrado, no imóvel. Os materiais apreendidos foram apresentados na DTE de Feira de Santana.

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 09:30

Coluna Literatura: Leia 'Versejos & proseios', de Jose de Jesus Barreto

por Carlos Navarro Filho

Coluna Literatura: Leia 'Versejos & proseios', de Jose de Jesus Barreto

José de Jesus Barreto, Barretinho para os amigos mais chegados, repórter velho de guerra, poeta e escritor na aposentadoria das redações de jornal, rádio e tv nas quais brilhou, dá uma palhinha nos poemas que cria e chama de versejos. Barretinho costuma falar de amor, de musas arrebatadoras, ou de mulheres simples e belas apenas mulheres. Fala também da vida, de tipos populares da cidade, ou de um caminhar diário nas areias de Itapuã, república onde vive a catar conchas e sereias. Com ele fechamos este janeiro de poemas. Leia, você vai gostar. Clique aqui e leia o texto.

Comércio entre Brasil e EUA cai acima da média durante a pandemia
Foto: Reprodução / DW

Nem aproximação do governo de Jair Bolsonaro com o ex-presidente americano Donald Trump impediu uma queda expressiva do comércio entre Brasil e Estados Unidos em 2020, em meio à pandemia do coronavírus.

 

Levantamento da Amcham Brasil com base nos dados do Ministério da Economia dá conta de que o intercâmbio comercial entre os países teve o pior resultado em 11 anos, desde o desenrolar da crise do subprime, de acordo com o G1.

 

Além de uma pauta comercial baseada em produtos mais trabalhados, as barreiras tarifárias impostas por Trump, que não puderam ser revertidas, prejudicaram a indústria brasileira, segundo a entidade.

 

De acordo com dados oficiais, a corrente de comércio em 2020 — soma entre exportações e importações — foi de US$ 45,6 bilhões, redução de 23,8% em relação a 2019. Foram vendidos US$ 21,5 bilhões (-27,8%), enquanto as compras somaram US$ 24,1 bilhões (-19,8%). Houve, portanto, déficit de US$ 2,6 bilhões.

 

O resultado destoa da média da balança comercial brasileira. A somatória das movimentações foi de US$ 368,847 bilhões em 2020 contra US$ 401,4 bilhões em 2019, uma redução de 9%.

 

O Brasil exportou US$ 209,9 bilhões e importou US$ 158,9 bilhões, quedas de 6,1% e 9,7%, respectivamente. No agregado, houve superávit de US$ 50,9 bilhões.


"O setor siderúrgico foi muito afetado. Há restrições em vigor desde 2018, que tiveram efeito nos dois anos passados, mas foram ainda mais negativas em 2020", afirma Abrão Neto, vice-presidente executivo da Amcham Brasil.
Neto afirma ainda que produtos importantes da pauta, como petróleo e derivados, sofreram com quedas de preço durante a pandemia. São produtos de "maior valor agregado", que tiveram curso diferente da aceleração de comércio de insumos básicos, como alimentos exportados para a China.

 

"Acreditamos que os níveis voltarão ao patamar pré-crise em 2021", diz Neto.

 

O Brasil registrou aumento de exportações para os asiáticos, principais parceiros comerciais. Foram US$ 67,6 bilhões, contra US$ 63,3 bilhões em 2019. Dentre os 10 principais parceiros, as exportações caíram em sete. Apenas a Holanda (-31%) reduziu mais as compras do Brasil que os EUA. Chile e Japão tiveram reduções semelhantes.

 

A projeção da Amcham sobre a retomada passa por um realinhamento de agenda depois do desgaste entre Bolsonaro e o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

 

Entusiasta de Donald Trump, o presidente brasileiro enviou nesta quarta-feira (20) uma carta ao americano, colocando panos quentes na relação. Em novembro, pegou mal a declaração de que "quando acaba a saliva, tem que ter pólvora" para lidar com eventuais barreiras comerciais contra o Brasil por conta de incêndios na Amazônia, como Biden indicou que faria.

Decreto institui sistema que verifica emissões de carbono no agronegócio
Foto: Reprodução / CNA / Trilux

Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro institui o Sistema Integrado de Informações do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (SIN-ABC), bem como o Comitê Técnico de Acompanhamento do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (CTABC). A medida deve ser publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) da próxima segunda-feira (25). 

 

Segundo a Secretaria Geral da Presidência da República, o SIN-ABC terá a função de receber e consolidar as informações apresentadas pela Embrapa (Plataforma ABC), pelo Ministério da Agricultura e pelo Banco Central do Brasil (Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro - Sicor). Já o colegiado CTABC irá consolidar e sistematizar os dados do SIN-ABC e prestar apoio técnico e científico à Comissão Executiva Nacional do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (CENABC), instituída pelo decreto nº 10.431, de 20 de julho de 2020. 

 

"O decreto atende as diretrizes da Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, que instituiu a Política Nacional de Mudanças sobre o Clima (PNMC) e criou os regramentos para implementação do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC)", informou a pasta, de acordo com a Agência Brasil.

 

Ainda de acordo com o governo federal, o protocolo e metodologias de avaliação a serem usados para alimentar o novo sistema seguem os procedimentos de monitoramento das emissões de gases de efeito estufa estabelecidos internacionalmente e com as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). 
 

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 08:40

Cerca de 4 milhões abandonaram estudos na pandemia, diz pesquisa

por Paulo Saldaña | Folhapress

Cerca de 4 milhões abandonaram estudos na pandemia, diz pesquisa
Foto: Reprodução / Nova escola

Em 2020, ano marcado pelo novo coronavírus, quarentena e interrupção de aulas presenciais, 8,4% dos estudantes com idade entre 6 e 34 anos matriculados antes da pandemia informaram que abandonaram a escola.

O percentual representa cerca de 4 milhões de alunos, montante superior ao da população do Uruguai.

Questões financeiras e falta de acesso a aulas remotas estão entre os principais motivos do abandono e o problema é maior entre os mais pobres. As informações são de pesquisa do Instituto Datafolha, sob encomenda do C6 Bank, e obtida pela reportagem.

Essa é a primeira sondagem que mostra o impacto da pandemia na permanência de estudantes em escolas e faculdades. A divulgação das estatísticas oficiais ainda leva mais tempo.

O Datafolha realizou 1.670 entrevistas, por telefone (com estudantes ou responsáveis), entre os dias 30 de novembro e 9 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e os resultados têm confiabilidade de 95%.

O pior índice de abandono é registrado entre os que estavam matriculados no ensino superior, com taxa de 16,3%.

Na educação básica, 10,8% dos estudantes do ensino médio informaram ter largado os estudos, e o percentual ficou em 4,6% no fundamental.

As taxas são bastante superiores aos índices oficiais de abandono registrados na educação básica do Brasil, que, por sua vez, já são altos. Em 2019, ano do último dado oficial disponível, o índice médio no ensino fundamental foi 1,2% e, no ensino médio, de 4,8%.

O país acumula 26,9 milhões matrículas no ensino fundamental e 7,5 milhões no médio, segundo os dados do MEC (Ministério da Educação). São 8,6 milhões de matrículas de nível superior.

A amostra da pesquisa do Datafolha guarda relação com a realidade educacional brasileira. Mais de 80% dos estudantes dos ensinos fundamental e médio eram de escolas públicas e, no superior, mais de 70% estavam no setor privado.

Na universidade, 42% daqueles que abandonaram o fizeram por falta de condições de pagar as mensalidades. Já na educação básica a precariedade da manutenção de aulas aparece como principal motivação para largar os estudos.

Ter ficado sem aulas surge como explicação do abandono para quase um terço dos estudantes matriculados no ensino fundamental (28,7%) e médio (27,4%).

A maior proporção, sob este motivo, foi registrada entre crianças e adolescentes de 11 a 14 anos (faixa ideal para os anos finais do fundamental, entre o 6º e 9º anos).

O aumento do abandono escolar em meio à pandemia tem sido uma das maiores preocupações por causa da quebra de vínculo entre alunos e escolas causada pela quarentena.

A desigualdade se impôs como um desafio ainda maior. A taxa média de abandono apurada pela pesquisa é de 10,6% nas classes D e E, contra 6,9% na classe A.

Escolas e faculdades passaram a interromper atividades presenciais em março do ano passado. O ano foi marcado pela ausência do MEC do governo Jair Bolsonaro (sem partido) no apoio às ações educacionais de estados e municípios, que concentram as matrículas.

Mais de 6 milhões de estudantes de 6 a 29 anos não haviam tido acesso a atividades escolares durante outubro. Segundo a pesquisa Pnad Covid-19 do IBGE, divulgada em dezembro, isso representa 13,2% dos estudantes dessa faixa etária.

Até o meio do ano passado 2 em cada 10 redes públicas de ensino não contavam com planos para evitar a perda de alunos, segundo estudo do comitê de Educação do Instituto IRB (Rui Barbosa), que agrega tribunais de contas do país, e do centro de pesquisas Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional).

Entre os que largaram os estudos, 17,4% dizem não ter intenção de retornar neste ano. A taxa sobe a 26% dos que estavam no ensino médio.

Chama-se de evasão essa situação em que um aluno deixa os estudos em um ano e não se matricula no seguinte. O dado oficial mais recente, de 2017-2018, registra uma evasão média de 2,6% no ensino fundamental e 8,6% no médio.

Em 2019, havia 88,6 mil crianças e jovens de 6 a 14 anos fora da escola. Entre jovens de 15 a 17 anos, faixa etária ideal para o ensino médio, eram 674,8 mil excluídos do sistema educacional (7,6% dessa população).

Para Cezar Miola, presidente do comitê técnico da Educação do IRB, o combate ao abandono e à evasão exige um esforço conjunto de governos, redes de ensino, profissionais de educação e órgãos de controle.

"Percebemos muito empenho e dedicação no ano passado, mas foi insuficiente", diz Miola. "Parte dos problemas que levam ao abandono é que houve verdadeira desconexão da família com a escola, e esse ponto-chave casa com investimentos adequados."

A Unicef tem um projeto de busca ativa de evadidos. Entre 2017 e 2019, a iniciativa, em parceria com mais de 3.000 prefeituras, conseguiu chegar a 80 mil crianças e jovens que estavam fora da escola —no ano passado, foram 40 mil.

"O cenário é absolutamente preocupante, corremos o risco real de ter uma grande quantidade de crianças e adolescentes fora da escola", diz Ítalo Dutra, chefe de Educação do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Dutra afirma ser necessário uma ação coordenada e focada, com o entendimento de que ter crianças e adolescentes fora da escola representa a violação mais extrema do direito à educação. O que implica, diz ele, que outros direitos podem estar sendo violados, como acesso à saúde, proteção à violência e segurança alimentar.

"Nos últimos dois anos não há coordenação efetiva do MEC para essas ações", diz. "Precisamos ter uma busca ativa, saber o que está acontecendo e atuar com toda rede de proteção."

"Precisa rematricular e ver fatores de risco para abandonar de novo, por isso todo o sistema de proteção tem de estar funcionando articulado", afirma Dutra.

Questionado, o MEC não respondeu à reportagem sobre o que fez ou pretende fazer para lidar com a situação.

O levantamento sobre abandono escolar faz parte de uma série de pesquisas encomendadas pelo C6 Bank para entender os impactos da pandemia no Brasil.

Salvador terá regime de plantão no final de semana para aplicação de vacinas, diz Leo
Foto: Reprodução / Sesab

Com a ampliação da carga de vacinas em Salvador (entenda mais), o secretário de saúde do município, Leo Prates disse que o prefeito determinou que as equipes de imunização irão trabalhar neste sábado (23) e no domingo (24) em regime de plantão. Até o momento a capital baiana já imunizou mais de 11 mil pessoas (veja aqui).

 

"Vacinaremos sábado e domingo! Todos juntos contra o Coronavirus!", disse o secretário em publicação nas redes sociais.

 

Com doses da vacina da Sinovac/Butantan em processo de aplicação, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelou que os imunizantes da vacina Oxford-AstraZeneca deverão começar a seguir para os estados na tarde deste sábado (23).
 

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 08:00

Yokohama Marinos anuncia contratação do atacante Léo Ceará, do Vitória

por Glauber Guerra

Yokohama Marinos anuncia contratação do atacante Léo Ceará, do Vitória
Foto: Enaldo Pinto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

O atacante Léo Ceará, de 25 anos, foi anunciado na madrugada deste sábado (23) como novo reforço do Yokohama Marinos, do Japão. O vínculo com o Vitória expira logo após o término da Série B. A competição acaba na próxima semana.

 

Na semana passada, Léo Ceará já havia informado que essa seria sua última temporada pelo Vitória (relembre aqui).

 

“Prazer em conhecê-los, torcedores e apoiadores. Sou Léo Ceará. Fico grato e feliz por poder enfrentar novos desafios no Japão. Quero entrar para o time o mais rápido possível e dar o meu melhor para contribuir com o time. Farei o meu melhor para  dar alegria aos nossos torcedores e apoiadores”, disse o jogador, em sua apresentação por meio de uma live realizada pelo clube.

 

Essa não será a primeira passagem de Léo Ceará no Japão. Em 2016, ele defendeu o Ryukyu.

 

No Yokohama Marinos, Léo Ceará continuará utilizando a camisa 9.

 

Revelado pelo Vitória, Léo Ceará chegou ao clube com 15 anos de idade. Sua primeira oportunidade como profissional foi em 2014. Ele também já passou por equipes como Confiança, Campinense e CRB, todas por empréstimo.


Foto: Reprodução/ Yokohama Marinos

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 07:40

Salvador vacina mais de 11 mil pessoas e Bahia ultrapassa 56 mil imunizados

por Mauricio Leiro

Salvador vacina mais de 11 mil pessoas e Bahia ultrapassa 56 mil imunizados
Foto: Reprodução / Sesab

Salvador lidera a lista das cidades baianas com maior número de vacinados contra a Covid-19, com 11.035 doses aplicadas. A Bahia ultrapassou os 56 mil vacinados contra a Covid-19, com a vacina da parceria Sinovac/ Butantan, e chegou a 56.827 até este sábado (23). 

 

Entre as regiões da Bahia, a região leste lidera o número de imunizados com 17.845 pessoas vacinadas. Na sequencia estão a região sudoeste, com 7.671 doses aplicadas, a região centro-oeste, com 7.333 aplicações e a região sul com 5.891 vacinações.

 

Do total, a grande maioria é de trabalhadores da saúde, com 49.790 pesosas que tomaram a primeira dose da vacina. Logo na sequencia estão os idosos que vivem em lares de amparo, com 4.208.
 

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 07:20

Artigo escancara ataques à ciência do governo Bolsonaro na pandemia de Covid-19

por Ana Bottallo | Folhapress

Artigo escancara ataques à ciência do governo Bolsonaro na pandemia de Covid-19
Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

 "S.O.S.: A ciência brasileira está sob ataque". Esse é o título de um artigo publicado na prestigiosa revista científica The Lancet nesta sexta-feira (22), escrito pelo epidemiologista e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Pedro Hallal.

No texto, escrito para a seção Correspondências da revista, o pesquisador elenca diversos eventos de descrédito à ciência e ataques diretos aos pesquisadores brasileiros orquestrados pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores.

As consequências dos ataques, diz Hallal, levaram o país a ocupar a trágica posição de segundo colocado em número absoluto de mortes por Covid-19 e terceiro em casos registrados no mundo. "Como cientista, tendo a não acreditar em coincidências."

Apesar de ter acompanhado as políticas de condução da pandemia, que classifica serem muito piores do que as declarações do presidente, que já chamou de "gripezinha" a maior emergência sanitária do último século e disse "E daí? Não posso fazer nada", em resposta a jornalistas após ser questionado sobre o recorde de mortes no país, em abril de 2020, Hallal resolveu escrever a carta à Lancet após sofrer ele mesmo ataques pessoais de Bolsonaro e de seus seguidores.

O agora ex-reitor da Ufpel (seu mandato acabou no último dia 8 de janeiro) conta que participou no último ano de três reuniões no Ministério da Saúde, as duas primeiras para discutir o Epicovid-19, estudo sorológico do coronavírus que encabeçava como pesquisador principal, e a última em dezembro para discutir ações não relacionadas à pesquisa (que acabou em junho). Quatro dias após a última reunião, em Brasília, apresentou sintomas da Covid-19.

"A minha infecção foi divulgada e usada por defensores do governo. Eu fui atacado pelo deputado bolsonarista Bibo Nunes (PSL-RS) por ser hipócrita, por falar para as pessoas fazerem uma coisa [o distanciamento social] e fazer outra. Fui questionado durante uma entrevista a uma rádio em Guaíba (RS) e o próprio presidente tuitou no dia 14 de janeiro o trecho da entrevista na qual sou atacado por esse assunto."

O pesquisador diz que, após ver a derrocada de cientistas em cargos importantes que se posicionaram contrários ao que o governo pretendia disseminar, como o ex-diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Ricardo Galvão [que divulgou os dados de desmatamento em 2019 e foi exonerado por isso] e os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich [que não concordaram com as medidas de enfrentamento do vírus], não imaginava ser o próximo.

O Epicovid-19 já havia encontrado resistência no Ministério da Saúde ao apontar para a maior incidência da Covid-19 em indígenas entre os grupos de cor ou etnia autodeclarada. A pasta questionou os dados e cortou o financiamento do estudo após a segunda etapa --estavam previstas três fases.

Para o pesquisador, não é atacando a ciência que o país vai conseguir enfrentar a pandemia. As medidas adotadas até aqui pelo governo são desastrosas: faltam testes, não há rastreamento de contatos, a adesão ao distanciamento social está cada vez mais baixa. "Apesar de muito esforço dos cientistas do [Instituto] Butantan e da Fiocruz, fortemente envolvidos na corrida pela vacina, não houve por parte do governo esforços para a compra de seringas e agulhas para começar a campanha de vacinação", diz o artigo.

O autor cita, inclusive, um editorial da mesma revista The Lancet, publicado em maio de 2020, em que os editores afirmam que "a maior ameaça à resposta do Brasil à Covid-19 parece ser seu presidente, Jair Bolsonaro, mais empenhado em uma guerra contra a ciência do que contra o novo vírus".

"Coincidentemente ou não, no dia que o presidente Bolsonaro me atacou no Twitter, Manaus estava enfrentando a pior situação desde o início da pandemia, com a falta de oxigênio e pacientes morrendo asfixiados. Na mesma semana, o Ministério da Saúde teve uma publicação no Twitter marcada por violar as regras da plataforma ao disseminar informações enganosas e potencialmente danosas relacionadas à Covid-19."

Para Hallal, os ataques do governo à ciência não começaram na pandemia, mas foram intensificados por ela. "Os cortes do presidente à ciência e tecnologia desde o início do seu governo e o negacionismo, inclusive dizendo --o único chefe de Estado que disse isso, para meu conhecimento-- que não vai tomar a vacina [contra Covid-19], já eram preocupantes."

"Essas políticas têm um preço. Se o Brasil, cuja população de 211 milhões de habitantes representa 2,7% da população mundial, tivesse contabilizado 2,7% do número de mortes global por Covid-19 [considerando a mortalidade de Covid em torno de 2,1%], 56.311 pessoas teriam morrido. No entanto, até o último dia 21 de janeiro, 212.893 brasileiros morreram por Covid-19. Em outras palavras, são mais de 150 mil vidas perdidas no país devido à condução abaixo do esperado da pandemia. Atacar os cientistas definitivamente não vai resolver o problema", finaliza o artigo.

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 00:00

Vulnerabilidade justifica prioridade de indígenas: 'Vacina ajuda a não dizimá-los'

por Jade Coelho

Vulnerabilidade justifica prioridade de indígenas: 'Vacina ajuda a não dizimá-los'
Deisiane Tuxá foi a primeira indígena vacinada na BA | Foto: Camila Souza/GOVBA

Além dos profissionais da linha de frente de enfrentamento à pandemia e os idosos institucionalizados, os indígenas também são considerados grupos prioritários na vacinação contra a Covid-19. A definição é feita pelo próprio Ministério da Saúde (MS) e está prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacina. Com isso, os imunizantes chegam para as secretarias estaduais de Saúde, responsáveis pela distribuição aos municípios, já com a determinação de separação de doses para esse grupo.

 

Acontece que essa população está mais exposta à vulnerabilidade social e o fato se agrava e potencializa em uma situação de crise sanitária. “É muito difícil de superar nesse momento de pandemia, então a vacina vai ajudar a não dizimá-los. Assim como no passado a gripe, febre amarela, cólera dizimaram várias populações, nesse momento a Covid-19 é realmente um grande risco à vida dessas populações”, analisou a professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e integrante da coordenação executiva da Rede Covida, Maria Yury Ichiharo.

 

O entendimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao MS, é de que no Brasil os povos indígenas estão mais expostos à infecção pelo coronavírus, “uma vez que doenças infecciosas em grupos tendem a se espalhar rapidamente e atingir grande parte da população devido ao modo de vida coletivo". Além disso, a pasta ainda cita "as dificuldades de implementação das medidas não farmacológicas”.

 

A professora da Ufba destaca que essa população normalmente já tem mais dificuldade de acesso à saúde. Na pandemia a situação se tornou ainda mais grave, já que eles acabam não tendo o mesmo acesso a testagem e atendimento médico. “Principalmente a população aldeada, isolada, já que ela tem que vir para uma assistência na cidade, e isso gera uma série de problemas”, disse.

 

Além da vacina, que ainda não está disponível em grande escala, as garantias que se tem para evitar o desenvolvimento da Covid-19 são medidas de prevenção, como o uso de máscara, higiene das mãos e principalmente o distanciamento social. Mas a cultura e as organizações sociais dos indígenas os tornam vulneráveis nesse sentido, explica Ichiharo.

Organização social dos povos indígenas os torna mais vulneráveis | Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

 

“As condições de moradia, as organizações sociais diferentes, em que todos compartilham o mesmo espaço, não há divisão de moradia... isso também favorece aglomeração e a falta de controle de distanciamento. Isso faz parte da cultura indígena, essa forma de organização social”, explicou a professora, ao destacar também o contexto histórico e o preconceito ainda sofrido pelos povos indígenas.

 

Para a Sesai, outro fator levado em consideração é de que os povos aldeados ficam vulneráveis também do ponto de vista geográfico. “Necessário percorrer longas distâncias para acessar cuidados de saúde, podendo levar mais de um dia para chegar a um serviço de atenção especializada à saúde, a depender de sua localização”, destacou a pasta.

 

Na Bahia, a vacinação contra a Covid-19 foi iniciada na terça-feira (19). Na cerimônia simbólica que deu início à imunização no estado, na basílica das Obras Sociais Irmã Dulce, Deisiane Tuxá foi vacinada enquanto representante dos povos indígenas. Natural de Rodelas, no interior do estado, ela trabalha em Salvador no Distrito Especial Indígena da Bahia, local responsável pela Atenção à Saúde Básica das populações aldeadas indígenas do estado. O distrito em que Deisiane atua é responsável por 135 aldeias.

 

De acordo com o boletim mais recente da Seretaria da Saúde da Bahia (Sesab), desta sexta-feira (22), 1.849 indígenas testaram positivo para a Covid-19 no estado. No universo dos mais de 550 mil casos da infecção contabilizados pela pasta, o percentual entre esses povos é de 0,33%. Em relação aos profissionais da saúde de etnia indígena o número de casos de Covid é até o momento de 102. 

Associação diz que setor criativo é preterido e pleiteia isenção de impostos para retomada
Abape quer propor projeto para ocupar Concha e TCA | Foto: Paulo Henrique

Com quase um ano de decretos municipais e estaduais que inviabilizam grande parte dos eventos e atividades culturais na Bahia em virtude da pandemia do novo coronavírus, empresários têm se mobilizado para sensibilizar o poder público e a sociedade civil a respeito do impacto econômico e social da paralisação do setor.

 

Segundo o presidente da Associação Baiana das Produtoras de Eventos (Abape), Moacyr Villas Boas, ainda não existem dados estaduais consolidados pelo fato da entidade ter sido criada recentemente, em dezembro de 2020 (clique aqui e saiba mais). Mas aponta, entretanto, que em nível nacional, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) e o Sebrae, o setor que movimenta mais de R$ 936 bilhões - equivalente a 12,93% do PIB do Brasil - teve 98% de seus trabalhadores prejudicados pela pandemia. 

 

“Nosso objetivo é bater na porta, literalmente, de todos os gestores públicos que direta ou indiretamente trabalham na área de cultura e entretenimento. E nossa ideia, neste momento, é abrir um canal de diálogo com as partes, pra que a gente possa ajudar na construção de um plano de retomada”, explica Moacyr Villas Boas, que diz fazer questão de frisar o caráter não negacionista da Abape. “A gente entende a gravidade e que as medidas que estão sendo tomadas pelas autoridades, de fato, são necessárias. Mas, ao mesmo tempo, entendemos que a gestão pública, de forma geral nas três esferas - municipal, estadual e federal - já falhou no enfrentamento da pandemia com a categoria. Isso é fato”, pondera. 

 

Citando o fechamento da Ford, que gerou forte comoção no país, Villas Boas observa que não existe a mesma sensibilidade com relação aos prejuízos do setor cultural e de eventos. “Se formos falar de economia, dados do Sebrae indicam que indústria de entretenimento e eventos emprega muito mais que a automobilística. É uma indústria parada há 11 meses, mas não há a mesma empatia por parte da sociedade”, provoca. 

 

Além disso, ele questiona a disparidade de tratamento entre sua área de atuação e outras. “A gente percebe que muitas vezes há uma falta de reconhecimento dos governantes com relação a nossa categoria. É como se alguns setores da economia fossem mais preteridos. Por exemplo, eu não consigo entender por que templos religiosos podem funcionar e eventos de pequeno porte com a mesma capacidade não”, compara. “A gente não entende como é que nos aeroportos os aviões estão lotados, sem seguir qualquer medida de distanciamento, nos transportes públicos e no comércio a mesma coisa, e, no entanto, os profissionais de cultura não podem trabalhar”, critica o presidente da Abape, convencido da necessidade de mostrar ao poder público e à sociedade “que existe toda uma cadeia de profissionais que estão diretamente prejudicados e passando necessidade”.

 


O presidente da Apabe é proprietário da Allcance Produções | Foto: Divulgação

 

Empenhado nessa “missão”, Moacyr Villas Boas conta que desde dezembro conversa informalmente com o prefeito Bruno Reis e que nesta semana esteve com o titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Fábio Mota. “A reunião foi muito positiva, a prefeitura está totalmente aberta e disposta a dialogar conosco. E aí ficamos com dois deveres de casa: apresentarmos a proposta de um evento modelo seguro que possa ser replicado e também estudarmos, junto com eles, um projeto de lei que possa ser apresentado à Câmara para votação, que isente ou desonere a categoria no que se refere a impostos, pelo menos durante um tempo, para que o setor possa respirar”, adianta o presidente da Abape, informando que já tem reuniões agendadas também com a Empresa Salvador Turismo (Saltur) e a Fundação Gregório de Mattos (FGM), ambas vinculadas à Secult municipal.

 

Para o evento teste negociado com a prefeitura, ele revela que a aposta do setor é o modelo lounge, semelhante ao que foi praticado em termos de drive-in na capital baiana. A ideia é reunir pequenos grupos separados por grades, mas sem carros. “Elas assistem do lado de fora, separadas por grupos, seguindo todos os protocolos, com distanciamento”, explica.

 

Se com a gestão municipal Moacyr garante ter tido total abertura ao diálogo, com o governo do estado ele diz não ter a mesma receptividade. “O que eu posso dizer é que nesse quesito a prefeitura tem abraçado muito mais a classe do que o estado. Isso você pode deixar bem claro, porque é bom que eles saibam”, dispara. Ele alega que desde 2020 vinha conversando informalmente com representantes do governo, a exemplo da secretária de Cultura, Arany Santana, e o diretor da Bahiatursa, Diogo Medrado, mas que até então nada evoluiu.

 

Villas Boas conta que há cerca de duas semanas empresários ligados ao Carnaval conseguiram se reunir com o governador Rui Costa, mas reiterou que este grupo não representa toda a classe. “Fato é que quando tomamos conhecimento da reunião capitaneada por Diogo Medrado, começamos a fazer contato com ele para participar. Ele justificou que naquele momento não cabia, porque era uma reunião específica de alguns empresários que haviam solicitado já há algum tempo, e pediu que enviássemos nosso ofício para pleitear a nossa audiência”, relata. 

 

Ele diz que diante da negativa e ao saber que o governo tem trabalhado na criação de uma comissão para estudar um plano de retomada para o estado, envolvendo gestores de cultura, de saúde e sanitários, além de pessoas ligadas à área de cultura e entretenimento, a Abape formalizou a solicitação, para não ficar de fora desta discussão. 

 

“Enviamos no dia 13 de janeiro para o gabinete do governador, para o próprio Diogo Medrado, na Bahiatursa, para Arany Santana, que inclusive também se mostrou bastante receptiva. A gente deve marcar reunião com ela muito em breve. No entanto, nós fazemos questão de uma reunião com o governador, nós achamos que é muito importante”, insiste o empresário. 

 

Até então, a associação aguarda um posicionamento do executivo estadual, para quem pretende sugerir iniciativas envolvendo o Complexo Teatro Castro Alves. “A gente quer apresentar uma proposta para realização de eventos na Concha Acústica e no Teatro Castro Alves com capacidade reduzida, distanciamento, seguindo os protocolos”, explica Moacyr Villas Boas, acrescentando que a ideia é solicitar também isenção do pagamento da pauta para ocupação destes espaços, com o objetivo de minimizar os impactos para o setor de entretenimento, na retomada das atividades. Isto porque os custos operacionais dos eventos com capacidade reduzida e protocolos sanitários mais rígidos são mais elevados.

 

“A partir do momento que a gente conseguir desenhar e fazer esses eventos teste mostrando que não houve impacto negativo [referente às contaminações pelo novo coronavírus], isso vai gerar segurança para que os demais espaços da Bahia também voltem a funcionar seguindo os mesmos parâmetros”, prevê.

Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 00:00

Felipe Araújo destaca papel dos artistas na pandemia: 'É de se reconhecer esse esforço'

por Júnior Moreira Bordalo

Felipe Araújo destaca papel dos artistas na pandemia: 'É de se reconhecer esse esforço'
Foto: Divulgação

Com mais de 1,4 milhão de seguidores no Facebook, 8,2 milhões no Instagram, 4,9 milhões de inscritos no YouTube e 3,9 milhões de ouvintes mensais no Spotify, o cantor Felipe Araújo segue sendo um dos maiores nomes da música sertaneja da atualidade. Se em janeiro de 2018 - quando esteve na redação do Bahia Notícias - ele mostrou ansiedade com a possibilidade de comandar um show pela primeira vez em Salvador (veja aqui), agora vibrou ao relembrar a história que construiu ao longo desse intervalo.

 

“Acredito que algumas músicas que vieram nesse caminho, com certeza, alteraram bastante minha vida. Já estava tocando bem, mas em julho daquele ano gravei ‘Atrasadinha’ [parceria com Ferrugem] e foi um grande sucesso. Muito grato a Deus por tê-la colocado em meu caminho, porque no ano de 2019 pude conquistar alguns prêmios, que até então eram coisas de outro mundo, como a Música do Ano no Domingão do Faustão, Caldeirão do Huck, Prêmio Multishow... enfim, gratificante e surpreendente”, relembrou.

 

Filho da baiana Neusania Ana Nascimento, ele considerou que a sua relação com a Terra do Axé - além de um traço da “própria genética” - foi fortalecida. “O que mais amo aqui é o povo, o público mesmo. São festeiros. Morrendo de saudades de fazer show aqui. Pude vir no Carnaval em 2020, conheci a rainha Ivete Sangalo e pude ver de perto como esse evento é maravilhoso. O povo baiano é o que amo com certeza”, reforçou.

 

Porém, se naquela época seus admiradores “clamavam” por mais interação nas redes sociais, três anos depois - apesar do esforço do músico - pouca coisa mudou. “Na verdade, estou melhor, mas mesmo assim os fãs ainda me cobram. No final do ano, estava gravando meu novo EP e eu fiquei muito focado, já que não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, aí esqueci de fazer os stories, eles cobraram... mas vou me adaptando”, amenizou.

 

Diferente da outra vez, Felipe está em Salvador para processo apenas de divulgação com os veículos do Nordeste, já que shows ainda estão suspensos por conta da pandemia da Covid-19. Em dezembro de 2020, ele lançou a música “Você não Vale” em parceria com Japinha da banda alagoana Conde do Forró, que faz sucesso com a pisadinha. O single dos dois já acumula quase 10 milhões de visualizações só no YouTube.

 

“É uma música que gosto demais. A Japinha é uma menina maravilhosa, grande cantora, super talento. O feedback tem sido muito legal”, afirmou. O sertanejo explicou que já vinha acompanhando o movimento do piseiro aqui da região. “Na verdade, Japinha lançou a música ‘Romance Desapegado’ em agosto, se não me engano. E logo no início de outubro fiz o convite. Achei uma artista de muita personalidade e transparência. Percebi que seria um grande sucesso”, confessou.

 

O vídeo conta com participação da atriz Lívia Aragão, filha do humorista Renato Aragão, que ficou famosa ao atuar em diversos filmes do pai. Quanto a isso, o cantor não escondeu o nervosismo. “Sou um péssimo ator. Fiquei na média no clipe, porque conversei com ela. Muito gente boa, parceira, humilde. Falei a ela que fiquei feliz por ela ter aceitado porque a gente conhece ela desde pequena. Ela é um baita talento. Super parceira”, pontuou. O clipe conta ainda com os atores Rainer Cadete e Sill Esteves.  Veja:

PROVAÇÕES NA PANDEMIA

Como dito, sua passagem pela Bahia está sendo sem o contato com o público por conta da permanência do estado pandêmico no País, potencializado neste início de 2021 após alta dos casos. Ao logo desse tempo, Felipe dedicou-se a produzir material que será disponibilizado futuramente com os fãs, a exemplo do seu próximo EP, que sairá em fevereiro, dividido em duas partes. “Está vindo muita música bacana por aí. Gravei este final de semana em São Paulo os clipes”, adiantou. O músico contou ainda que tem um outro projeto basicamente pronto em que unirá futebol, pagode e sertanejo. “Vai ser um documentário unindo tudo isso, as maiores paixões do Brasil”, definiu. O projeto terá participações de artistas do pagode e jogadores.

 

Além disso, ele pôde viver mais o “ambiente familiar” ao longo desse tempo. “Tá sendo um período de aprendizado, desafios para o mundo inteiro. Não vai ter ninguém que não irá se lembrar de 2020 e algo que aprendeu. Está sendo muito bacana aproveitar mais a família, pude refletir sobre a vida. Esses são os lados bons de tudo isso. Estou com saudade de fazer shows, quero muito voltar, mas lá na frente a gente vai entender o que está acontecendo”, acredita.

 

Por “aproveitar mais família” pode-se entender, no seu caso, como um teste de casamento também, já que iniciou o relacionamento com a modelo Estella Defant pouco antes de tudo parar por conta do novo coronavírus. “Casal que sobreviver à pandemia pode ficar para sempre junto (risos). Vimos o tanto de gente que se separou e que não imaginávamos que aconteceria. Começamos a namorar em janeiro de 2020, estávamos nos conhecendo, e logo veio a pandemia. Mas, graças a Deus, estamos firmes. Um ano de pandemia é quase bodas de ouro”, brincou ao fazer a equivalência com a celebração de 50 anos de um casamento.

 

Se de um lado se fortaleceu no relacionamento, por outro ele lidou com a morte de pessoas próximas, assim como milhares de brasileiros. Um desses casos foi o seu Francisco Camargo (veja aqui), pai de Zezé di Camargo e Luciano. Amigo pessoal da família e fã da história, Felipe, inclusive, se inscreveu para participar do filme “Dois Filhos de Francisco”, sucesso do cinema brasileiro de 2005 que narrou a ascensão da dupla sertaneja. “Sempre me inspirou. Sinônimo de exemplo para mim, para meu pai, irmão (Cristiano Araújo - morto em 2015). Temos o Zezé di Camargo e Luciano como ídolos da carreira. Seu Francisco é um herói para nação brasileira, imagino. Um cara que lutou pelos sonhos dele e dos filhos. Trabalhou como boa parte do povo brasileiro, enfrentando todos os desafios. A história dele é muito bonita. Meu pai sempre fez tudo pelos filhos também. Sempre lutou e fez de um tudo para nós”, detalhou.  

 

Baseado nessa inspiração de vida e diante do caos instalado no País, o músico defendeu que a responsabilidade dos artista é poder levar entretenimento para as pessoas. “No começo dessa pandemia, quando todos estavam em casa, apreensivos, acho que os artistas assumiram um papel muito bacana, levando alegria para pessoas e podendo ajudar quem estava passando por necessidades. O movimento das lives, que começou com o Gusttavo Lima e abriu os olhos de todos, [...] as doações arrecadas ajudaram muitas pessoas. Pude fazer também e arrecadamos mais de 200 toneladas de alimentos. É de se reconhecer esse esforço da nossa classe”, afirmou. Assista à entrevista completa:

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 22:00

Crise derruba popularidade de Bolsonaro, aponta Datafolha

por Igor Gielow | Folhapress

Crise derruba popularidade de Bolsonaro, aponta Datafolha
Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

Em meio ao agravamento da crise de gestão da pandemia da Covid-19, a reprovação ao governo de Jair Bolsonaro inverteu a curva e voltou a superar sua aprovação.

Segundo o Datafolha, o presidente é avaliado como ruim ou péssimo por 40% da população, ante 32% que assim o consideravam na rodada anterior da pesquisa, no começo de dezembro.

Já quem acha o presidente ótimo ou bom passou de 37% para 31% no novo levantamento, feito nos dias 20 e 21 de janeiro. É a maior queda nominal de aprovação de Bolsonaro desde o começo de seu governo.

Avaliam Bolsonaro regular 26%, contra 29% anteriormente —oscilação dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O instituto ouviu, por telefone devido às restrições sanitárias da pandemia, 2.030 pessoas em todo o Brasil.

Se no levantamento de 8 e 10 de dezembro Bolsonaro mantinha o melhor nível de avaliação até aqui de seu mandato, de 37%, agora ele se aproxima do seu pior retrato de popularidade, registrado em junho de 2020, quando 44% o rejeitavam, ante 32% que o aprovavam.

A melhoria do segundo semestre —cortesia da acomodação após a turbulência institucional, do auxílio emergencial aos mais carentes na crise e de políticas para o Nordeste— foi abalada de dezembro para cá.

Concorrem para isso o recrudescimento da pandemia, que viu subir números de casos e mortes no país todo, a aguda crise da falta de oxigênio em Manaus , as sucessivas trapalhadas para tentar começar a vacinação no país e o fim do auxílio em 31 de dezembro.

Com efeito, as pessoas que têm medo de pegar o novo coronavírus estão entre as que mais rejeitam o presidente.

Entre aqueles que têm muito medo de pegar o Sars-CoV-2, a rejeição de Bolsonaro subiu de 41% em dezembro para 51% agora. A aprovação caiu de 27% para 20%.

Entre quem tem um pouco de medo de infectar-se, a rejeição subiu de 30% para 37%, enquanto a aprovação oscilou de 36% para 33%.

No grupo dos que dizem não ter medo, próximos da retórica bolsonarista sobre a pandemia, os dados são estáveis e previsíveis: 21% o rejeitam (eram 18%) e 55% o aprovam (eram 53%).

Bolsonaro segue assim sendo o presidente com pior avaliação para o estágio atual de seu governo, considerando aqui apenas os eleitos para um primeiro mandato desde 1989.

Só perde para Fernando Collor (PRN), que no seu segundo ano de governo em 1992 tinha rejeição de 48%, ante aprovação de 15%. Só que o então presidente já estava acossado pelas denúncias que levaram ao seu processo de impeachment e renúncia no fim daquele ano.

Neste ponto do mandato, se saem melhor Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 47% de aprovação e 12% de reprovação), Luiz Inácio Lula da Silva (PT, 45% e 13%) e Dilma Rousseff (PT, 62% e 7%).

A gestão de Bolsonaro na crise atrai diversas críticas. Metade dos brasileiros considera que ele não tem capacidade para governar —o número oscilou de 52% para 50% de dezembro para cá. Já quem o vê capaz também ficou estável, 45% para 46%.

Bolsonaro segue sendo um presidente inconfiável para metade dos brasileiros, segundo o Datafolha. Nunca confiam em sua palavra 41% (eram 37% antes) dos entrevistados, enquanto 38% o fazem às vezes (eram 39%) e 19%, sempre (eram 21%).

Nos cortes geográficos da pesquisa, o impacto potencial do fim do auxílio emergencial e da crise em Manaus se fazem evidentes.

Entre moradores do Nordeste, região com histórico de dependência do assistencialismo federal e antiga fortaleza do petismo, a rejeição ao presidente voltou a subir, passando de 34% para 43%. O maior nível até aqui havia sido registrado em junho de 2020, com 52% de ruim/péssimo.

Nordestinos respondem por 28% da amostra do Datafolha.

Já o maior tombo de aprovação do presidente ocorreu no Norte, onde fica Manaus, e no Centro-Oeste, até então um reduto bolsonarista. Seu índice de ótimo e bom caiu de 47% em dezembro para 36% agora. As duas regiões somam 16% da população nesta pesquisa.

No populoso (42% da amostra) Sudeste, Bolsonaro amarga 44% de rejeição, dez pontos a mais do que no Sul (14% da amostra), usualmente uma região mais favorável ao presidente. Ele tem pior avaliação entre pretos (48%) e moradores de regiões metropolitanas (45%).

Bolsonaro é mais rejeitado entre os que ganham mais de 10 salários mínimos (52%), com curso superior (50%), mulheres e jovens de 16 a 24 anos (46%). Os mais ricos e instruídos são os que menos confiam no presidente, e a eles se unem os jovens na pior avaliação de sua capacidade de governar.

O presidente segue com melhor aprovação (37%) entre homens e pessoas de 45 a 59 anos, que também são os que mais confiam no que ele diz. Os mais ricos podem ser os que mais rejeitam o mandatário máximo, mas também são o aprovam mais do que a média: 36%.

No grupo dos evangélicos (27% da população pesquisada), próximo de Bolsonaro, o presidente tem 40% de ótimo ou bom. Já os católicos (52% da amostra) são menos entusiastas, com 28% de aprovação.

Por fim, empresários seguem sendo o grupo profissional mais fiel ao presidente. Entre quem se classifica assim, Bolsonaro tem 51% de aprovação, 35% de "sempre confia" e 58% de crença em sua capacidade.

Já funcionários públicos, um grupo que Bolsonaro tenta agradar na retórica sempre que possível, são os que mais o rejeitam (55%), menos confiam em sua palavra (56% não acreditam nele) e mais o consideram incapaz (65%).

A pesquisa Datafolha foi realizada por telefone nos dias 20 e 21 de janeiro, com 2.030 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Ministério da Saúde se recusa a passar dados sobre testes de Covid-19, diz Folha
Foto: divulgação / Sesab

O Ministério da Saúde teria se recusado a passar informações sobre a quantidade de testes de Covid-19 e informações sobre o estoque. O caso foi publicado nesta sexta-feira (22) pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.

 

“Informações referentes ao estoque de medicamentos sob guarda deste ministério se encontram em status de reservado”, diz um trecho publicado que teria sido dado em resposta ao jornal após pedido via Lei de Acesso de Informações.

 

Na resposta ao pedido, feito pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), o ministério argumenta que essas informações podem “pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população” ou “oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do país”.

 

O deputado solicitou informações sobre o estoque atual de testes e insumos para a realização de testes para a Covid-19 em poder do ministério, com a descrição do produto, da empresa fornecedora, a data de validade, a localização, a data de aquisição e os valores despendidos.

 

Em resposta, o parlamentar recebeu o documento sobre o sigilo e um link de acesso para site que supostamente mostraria os contratos de compra de insumos. Mas o link não funciona (veja aqui).

 

Ainda segundo a coluna Painel, o posicionamento do Ministério se baseia em um documento de 2018. A pasta diz que as informações devem ter acesso restrito até 2023, mas as razões para a classificação foram ocultadas no documento enviado.

 

O Ministério da Saúde foi procurado pela Folha mas não houve resposta até o momento desta publicação.

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 21:20

Bolsonaro proíbe ministros de atender pedidos de Doria

Bolsonaro proíbe ministros de atender pedidos de Doria
Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) proibiu ministros de atender a qualquer pedido do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu adversário político. Quem conversar e fizer "graça" para o governador também está sujeito a receber cartão vermelho, disse Bolsonaro.

 

Segundo reportagem do UOL, a ordem foi reforçada depois que Doria deu a largada para a vacinação contra a covid-19, no último domingo (17) tirando o protagonismo do governo federal.

 

O presidente estaria convencido de que o tucano trabalha em sintonia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para desgastar cada vez mais o governo e articular o impeachment. "Não vão conseguir me derrubar", disse ele, em recente conversa com aliados, segundo relatos obtidos pelo Estadão.

 

Candidato a novo mandato, o presidente afirmou que Doria fez da vacina CoronaVac uma jogada de marketing para ter os holofotes porque quer sua cadeira, em 2022. Em mais de uma ocasião, Bolsonaro chamou Doria de "calcinha apertada" e "gravatinha". As expressões são usadas por ele, em reuniões com ministros, para se referir ao governador. 

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 21:00

Covid-19: 17 cidades tiveram denúncias ao MP-BA de 'fura-filas' de vacina

por Matheus Caldas

Covid-19: 17 cidades tiveram denúncias ao MP-BA de 'fura-filas' de vacina
Foto: Betto Jr. / Secom

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recebeu denúncias em 17 cidades baianas de supostas  tentativas de burlar a fila prioritária da vacinação contra a Covid-19. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (22) ao Bahia Notícias pelo parquet.

 

De acordo com as informações, as denúncias foram enviadas via e-mail por cidadãos dos municípios. Contudo, o MP-BA reforça que não necessariamente são casos de pessoas que realmente burlaram a lista de imunização, uma vez que cada acusação precisa ser investigada.

 

Segundo a assessoria de imprensa do parquet, os possíveis casos aconteceram nas seguintes cidades: São Domingos, Itapetinga, Santa Barbara, Arataca, Mata de São João, Uauá, Canavieiras, Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Caetité, Antas, Sítio do Mato, Lauro de Freitas, Palmeiras, Malhada, Salvador e Canarana.

 

Destas cidades, apenas em Santa Bárbara, Mata de São Joao, Salvador e Canavieiras houve mais de uma denúncia. Os números, no entanto, não foram divulgados pelo MP-BA.

 

Na última quinta-feira (21), o secretário de Saúde (SMS) da capital baiana, Leo Prates (PDT), assinou uma portaria que obriga o cumprimento integral do estabelecido pelo governo federal para esse momento da campanha no Brasil. A Ouvidoria em Saúde também disponibilizou canais para receber denúncias de possíveis desvios éticos de servidores vacinados fora da lista aconselhada pelo Ministério da Saúde (leia mais aqui).

 

Nesta semana, dois casos eclodiram na imprensa baiana e ligaram o sinal de alerta para possíveis tentativas de passar à frente de pessoas do grupo prioritário da vacina contra o novo coronavírus. Em Candiba, o prefeito Reginaldo (PSD) foi alvo de ações dos Ministérios Público Federal (MPF) e do Estado por “furar” a fila da vacinação e ter sido o primeiro a ser imunizado contra a Covid-19 no município, situado no sertão produtivo (leia mais aqui)

 

Os parquets requerem a condenação do gestor por ato de improbidade administrativa “que atenta contra os princípios da administração pública – princípios da impessoalidade e da moralidade – e a indisponibilidade de seus bens para pagamento de multa no valor de R$ 145mil.”
 

 

De acordo com a ação, o prefeito se valeu da sua posição do chefe do Executivo de Candiba “para se colocar à frente dos pouco mais de 14 mil habitantes do município, em desrespeito aos princípios da moralidade e da impessoalidade, previstos na Constituição Federal.” (leia mais aqui).

 

O ato, divulgado pela própria prefeitura, rendeu uma série de críticas a Reginaldo, que se defendeu dizendo que se vacinou para incentivar a população.

 

"Tomei a vacina não preocupado com meu bem-estar, preocupado em encorajar, e incentivar as pessoas que pudessem tomar a vacina", justificou o gestor (leia mais aqui).

 

Outro caso aconteceu em Prado, no extremo sul. Chefe de gabinete do município, Nailton Batista de Oliva, foi um dos primeiros a ser vacinado com a Coronavac e participou até do vídeo de divulgação da administração municipal. A escolha, no entanto, repercutiu mal, já que as poucas doses disponíveis — exatas 1.360, de acordo com a prefeitura —, são destinadas aos profissionais na linha de frente do combate ao coronavírus e a idosos em instituições de longa permanência (leia mais aqui).

 

ALERTA CRIMINOSO

O prefeito "furou fila" com divulgação às claras e tem uma justificativa para isso, mas, diante do atual cenário, com doses insuficientes de vacina para a população, passar na frente dos grupos prioritários pode ser considerado crime. O advogado Luiz Gabriel Neves, especialista em Direito Penal, concedeu uma entrevista ao Bahia Notícias em que explica que, a depender do caso, infrações do tipo podem ser configuradas como prevaricação, corrupção ativa ou passiva. Ele destaca que é necessário avaliar caso a caso, mas deixa o alerta para a população (saiba mais aqui).

 

Para denunciar eventuais irregularidades na vacinação, o MP-BA dispõe do telefone 0800 642 4577 e do e-mail gtcoronavirus@mpba.mp.br

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 20:40

Pandemia eleva taxa de suicídio no Japão após década de declínio

por Folhapress

Pandemia eleva taxa de suicídio no Japão após década de declínio
Foto: Reprodução / DW

Pela primeira vez em mais de uma década, o número de suicídios voltou a subir no Japão, em uma tendência que pesquisadores apontam como consequência da pandemia de coronavírus. Os dados revelam ainda um recorte de gênero: os suicídios entre os homens caíram e, entre as mulheres, cresceram.

De acordo com um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (22), foram registradas 20.919 mortes nessa categoria no ano passado --750 casos a mais do que em 2019.

É como se, a cada 25 minutos, uma pessoa cometesse suicídio no Japão, país que tem um longo histórico de problemas com essa prática, vista de maneira distorcida como uma forma de evitar vergonha ou desonra.

No primeiro semestre de 2020, os números pareciam manter a queda constante observada nos últimos 15 anos, incluindo dez anos consecutivos de declínio desde 2009. A partir de julho, porém, a curva de suicídios começou a subir em meio ao estresse emocional e financeiro causado pela pandemia.

Ao todo, 13.943 homens e 6.976 mulheres tiraram suas vidas no Japão no último ano. Entre os homens, o número representa queda de 1% em relação a 2019, enquanto a taxa entre as mulheres marca um crescimento de 14,5%.

De acordo com ativistas e pesquisadores, uma das causas prováveis é o aumento do desemprego entre as mulheres, mais numerosas em empregos precários, especialmente em hotéis e restaurantes, dois setores muito afetados pela crise econômica gerada pela Covid-19.

"A tendência dolorosa de aumento de suicídios de mulheres continua", disse um porta-voz do Ministério da Saúde do Japão durante entrevista coletiva. "Os suicídios são o resultado de muitas coisas diferentes, mas acho que podemos dizer com certeza que houve um impacto do coronavírus nos fatores econômicos e de estilo de vida."

De acordo com os números divulgados nesta sexta, o pior mês foi outubro, quando foram registrados 2.153 suicídios --o maior total mensal em mais de cinco anos. Naquele mês, 851 mulheres tiraram a própria vida, marcando um crescimento de 82,6% em relação a outubro de 2019.

Por muitos anos, buscar ajuda psicológica era uma prática estigmatizada no Japão, como se fosse algum sinal de fraqueza. Depois que os suicídios alcançaram um pico de 34.427 casos em 2003, porém, legisladores japoneses elaboraram um abrangente programa de prevenção, que foi lançado quatro anos depois.

Por meio de uma combinação de esforços governamentais e corporativos, que incluíram a identificação de grupos de risco, a ampliação do acesso a cuidados de saúde mental e a limitação na quantidade de horas extras --o excesso de trabalho é considerado um agravante--, os suicídios diminuíram para pouco mais de 20 mil em 2019, o nível mais baixo desde 1978.

Para a professora Michiko Ueda, da Universidade Waseda, em Tóquio, os dados do levantamento caracterizam um ponto de inflexão. "Certamente o coronavírus é um fator importante [para o aumento de suicídios], e os números devem aumentar novamente neste ano", disse a especialista à agência de notícias AFP.

Outra preocupação das autoridades é o aumento nas taxas de suicídio entre os jovens japoneses. Segundo o levantamento, mais de 300 crianças e adolescentes de até 18 anos cometeram o suicídio entre abril e novembro do ano passado, número que representa um aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2019.

De acordo com uma porta-voz do Centro de Prevenção de Suicídios de Tóquio, os jovens se tornaram um público particularmente vulnerável por estarem mais ansiosos com o futuro e sofrerem mais com as diminuição das relações sociais.

Sinais de alertas Falar sobre querer morrer, sobre não ter propósito, sobre ser um peso para os outros ou estar se sentindo preso ou sob dor insuportável Procurar formas de se matar Usar mais álcool ou drogas Agir de modo ansioso, agitado ou irresponsável Dormir muito ou pouco Se sentir isolado Demonstrar raiva ou falar sobre vingança Ter alterações de humor extremas O que fazer Não deixe a pessoa sozinha Tire de perto armas de fogo, álcool, drogas ou objetos cortantes Leve a pessoa para uma assistência especializada Ligue para canais de ajuda 188

é o telefone do Centro de Valorização da Vida (CVV). Também é possível receber apoio emocional via internet (www.cvv.org.br), email, chat e Skype 24 horas por dia

Rodrigo Chagas projeta jogo decisivo para manter Vitória na Série B: 'Vamos dar a vida'
Foto: Enaldo Pinto / Ag. Haack / Bahia Notícias

Faltando apenas duas rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro Série B, o técnico Rodrigo Chagas está confiante do seu trabalho junto com o Vitória e as chances de manter a equipe na Segunda Divisão da competição nacional. Em entrevista ao programa BN na Bola da rádio Salvador FM 92.3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama, o treinador falou sobre assumir a equipe em um momento de crise e a expectativa para a grande partida que decide o rumo do Leão na temporada de 2021 no futebol nacional.

 

“Muitas pessoas, para dizer a verdade, me pediram para que eu não assumisse nesse momento. Eu disse que não, até porque a oportunidade não escolhe hora, momento, nem lugar e eu trabalhei esperando a oportunidade, independente do momento que o clube estivesse”, declarou Rodrigo Chagas sobre sua efetivação no time principal no mês passado. 

 

A missão do técnico com o Rubro-negra no momento é garantir que a equipe permaneça na Série B. Vivendo momento de tensão com o Leão na briga para não ser rebaixado, o treinador falou sobre o sentimento de ter que apoiar o time como comandante. “Em muitos jogos a adrenalina foi como se eu estivesse jogando. O que é pior, porque dentro de campo eu posso tentar resolver a situação jogando, tentando fazer o que é melhor, e de fora você tem que jogar diferente", explicou. “Eu sou torcedor do Vitória, todo mundo sabe, ex-atleta do clube, a torcida tem em mim um ídolo, então minha responsabilidade é muito grande”, completou. 

 

Sobre a atual situação da equipe, faltando apenas duas rodadas para o fim do campeonato, Rodrigo Chagas diz estar confiante sobre os próximos resultados, mesmo com a equipe na primeira posição fora do Z4. “Está sendo um momento difícil. Hoje o Juventude teve um resultado positivo, no finalzinho do jogo, e favoreceu a gente (leia mais), e a gente joga precisando de pelo menos um empate, mas a gente nunca pensa em empatar. Eu penso sempre em entrar para ganhar”, destacou o técnico do Vitória.

 

A equipe entra em campo na próxima terça-feira (26) contra o Botafogo-SP, que já está rebaixado para a Série C, mas o treinador destaca que todo cuidado é pouco para garantir pelo menos três pontos e respirar na classificação. “A gente tem que ser cauteloso, expressivo, inteligente, porque é um jogo muito importante. E quero mais que tudo dar resposta e tranquilidade para a nossa torcida. Se Deus quiser, a gente vai fazer um ótimo jogo e sair com o resultado positivo”, pontuou. 

 

“Eu sou um cara que jogo para ganhar, os atletas têm essa ideia minha, e a gente vai buscar isso a todo momento. Os caras tá indo sem responsabilidade nenhuma porque já caíram, mas nós temos que ter todo cuidado possível nesse jogo, porque a gente não pode dar margem para o adversário, pelo contrário, toda a atitude tem que ser nossa. Esse é o momento, o grande dia D do nosso ano, a nossa final de Copa do Mundo, o jogo que vamos dar a vida”, completou o treinador. 

 

Com 42 pontos na tabela da Série B, o Vitória ainda possui dois jogos antes de finalizar o Campeonato Brasileiro, enquanto o Figueirense, que vem logo abaixo do Leão, na primeira posição do Z4, está com 39 pontos e um jogo a menos. Sendo assim, o time baiano precisa, nos dois próximos duelos, garantir pelo menos um empate, somar 43 pontos e se garantir na 16ª colocação.  

 

O duelo contra o Botafogo-SP acontece no Barradão, às 21h30. O visitante ocupa a 19ª posição da tabela com 34 pontos.

Litoral Sul: Três tartarugas são encontradas mortas nas praias de Ilhéus e Uruçuca
Foto: Reprodução / Projeto Tamar

Três tartarugas de espécies distintas foram encontradas mortas em três praias da região Sul do estado. De acordo com especialistas, duas delas morreram após entrarem em contato com materiais de pesca. 


Os animais foram encontrados mortos nesta quinta-feira (21). Na praia de Serra Grande, no município de Uruçuca foi encontrada  uma tartaruga da espécie Oliva, na praia de Serra Grande. 


Já nas praias de Cururupe e dos Milionários, ambas no município de Ilhéus, as tartarugas encontradas foram da espécie Verde e de Pente. Em entrevista ao site Ilhéus 24h, o biólogo  Wellington Laudano, que atua no projeto Tamar,  revelou que as duas tartarugas morreram após interação com materiais de pesca. 


Ainda de acordo com o site,  35 animais marinhos já foram encontrados mortos apenas este mês na região. Deste total, 30 teriam sido tartarugas, quatro aves marinhas e um boto cinza.
 

Deputados governistas reafirmam apoio à Cibele, ex-Serin, para presidência da UPB
Foto: Divulgação

Parlamentares baianos de diversos partidos tem reafirmado apoio a candidatura da ex-secretária do governo Rui e prefeita do município de Rafael Jambeiro, Cibele Carvalho (PT), na disputa pela presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB) para o biênio 2021-2022.

 

Dentre os nomes estão o provável próximo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD); o deputado federal Marcelo Nilo (PSB), coordenador da bancada da Bahia no Congresso Nacional; o líder do PT na AL-BA, Marcelino Galo, e outros. As manifestações de apoio estão reunidas em uma plataforma denominada cibeleupb.com.br. O pleito está marcado para o próximo dia 2 de março. 

 

É "consenso" nas manifestações a “experiência” acumulada pela prefeita no tempo em que esteve à frente da Secretaria de Relações Institucionais do governo do Estado, cargo fundamentado na relação entre o Executivo com os partidos, parlamentares e bancadas legislativas. 

 

“Em todo o tempo que Cibele esteve à frente da Secretaria de Relações Institucionais administrou os conflitos entre a base do governo e a oposição, sem deixar de atender a ninguém que lhe procurava. Tenho certeza que na UPB não será diferente”, diz Adolso Menezes. Já Marcelo Nilo destaca: “Ela é preparada, foi uma grande secretária, uma grande prefeita e uma grande gestora. Se ela estiver à frente da UPB, com certeza, fará uma revolução em defesa do municipalismo”.

 

“Na SERIN, Cibele foi uma das melhores secretárias. Sua capacidade de construir consenso, sua inteligência, sua articulação política, têm tudo que é necessário para presidir a UPB”, pontua o petista Marcelino Galo. 

 

Também integra a lista de apoios declarados o deputado Fabríco Falcão (PCdoB), além dos correligionários da gestora, o federal Zé Neto e os estaduais Robinson Almeida e Jacó Lula da Silva. Também os estaduais da base governista Roberto Carlos (PDT) e Marquinho Viana (PSB). Por fim, Cibele também já garantiu apoio público do deputado estadual Laerto do Vando (PSC). 

Matheus Frizzo é diagnosticado com Covid-19 e desfalca o Vitória na reta final da Série B
Foto: Enaldo Pinto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

O volante Matheus Frizzo, do Vitória, foi diagnosticado com Covid-19. A revelação foi feita pelo próprio jogador nesta sexta-feira (22), por meio do Instagram.

 

Desta forma, Frizzo vai desfalcar o Vitória contra o Botafogo-SP, terça-feira (26), às 21h30, no Barradão, válido pela penúltima rodada da Série B. A tendência é que ele também fique de fora do último jogo da competição, contra o Brasil de Pelotas, na próxima sexta (29), fora de casa, também às 21h30.

 

Frizzo vinha atuando como titular nos últimos jogos do Vitória. Ao todo, ele disputou 17 partidas com a camisa do Leão.

 

Com 42 pontos, o Vitória ocupa a 16ª posição na Série B.

 


Foto: Reprodução/ Instagram

 Litoral Sul: Requalificado, mercado municipal de Mascote é entregue nesta sexta
Foto: Camila Souza / GOVBA

A reforma do centro de abastecimento do distrito de São João do Paraíso, no município de Mascote, no Litoral Sul, foi entregue na manhã desta sexta-feira (22). Na ocasião, o  governador Rui entregou outras obras de infraestrutura na região. 


O governador salientou que a reforma com o custo de R$ 889 mil será importante também para a saúde da população.  “Um mercado novo é importante no ponto de vista da saúde pública, para quem vende e para quem compra.  Importante no ponto de vista do conforto, além de oferecer maior número de vagas para novos comerciantes”, disse.


O projeto da reforma foi executado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Segundo a pasta, a projeto incluiu a cobertura da área da feira livre e a reforma dos quiosques, viabilizando a comercialização de produtos de forma segura e higiênica. Outras 100 barracas de feira, no valor de R$ 71 mil, para serem utilizadas pelos feirantes que atuam no distrito também foram disponibilizadas pela pasta. 


Rui Costa aproveitou a visita à cidade para assinar  uma ordem de serviço que garante o início das intervenção de requalificação da Praça Presidente Médici. De acordo com o governo estadual, o investimento para a obra será superior a  R$ 718 mil.


O governador  também participou da entrega de um novo centro de lazer e das obras de reforma do estádio municipal, da Praça dos Três Poderes e da pavimentação de ruas nos distritos de São João do Paraíso e de Teixeira do Progresso.

Sexta, 22 de Janeiro de 2021 - 19:20

Butantan libera 900 mil vacinas para que Ministério da Saúde distribua aos estados

por Camila Mattoso | Folhapress

Butantan libera 900 mil vacinas para que Ministério da Saúde distribua aos estados
Foto: Divulgação / Governo de SP

Logo após a reunião da Anvisa que decidiu pela autorização do uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da Coronavac nesta sexta-feira (22), o Instituto Butantan liberou mais 900 mil doses da Coronavac para que o Ministério da Saúde distribua aos estados.

As vacinas já estavam sendo encaminhadas para o Ministério nesta tarde, na sequência da deliberação da agência.

Das 900 mil doses, 200 mil foram levadas ao Centro de Distribuição e Logística da Secretaria da Saúde de São Paulo. Outras 700 mil seriam encaminhadas para a central de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos.

Um primeiro lote com 6 milhões de doses da Coronavac, importado da China, já havia sido liberado no domingo (17) para aplicação emergencial e distribuído pelo Ministério da Saúde.

O lote de 4,8 milhões de doses foi finalizado e envasado pelo Butantan a partir de matéria-prima enviada pela Sinovac.

Vindas da índia, doses da vacina Oxford/AstraZeneca já estão no Brasil
Foto: Reprodução/CNN Brasil

Já estão em solo brasileiro as doses da vacina Oxford/AstraZeneca, vindo da Índia. O avião da Emirates pousou no aeroporto do Guarulhos, em São Paulo, por volta das 17h. As vacinas foram produzidas pelo laboratório indiano Serum e compradas pelo Ministério da Saúde.

 

A carga foi recebida pelo general e ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pelo chanceler Ernesto Araújo e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria. A carga segue agora para o Rio de Janeiro, onde deve ser desembarcada ainda hoje, por volta das 22h. 

 

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, e o ministro Pazuello receberão as doses —que serão transportadas, com escolta da Polícia Federal (PF), para o depósito da Fiocruz.

 

Hoje o presidente Jair Bolsonaro utilizou o Twitter para agradece ao ministro indiano, Narendra Modi, pela liberação da exportação das vacinas. "O Brasil sente-se honrado em ter um grande parceiro para superar o obstáculo global. Obrigado por nos auxiliar com as exportações de vacinas da Índia para o Brasil", escreveu o presidente.

Polícia Militar prende suspeito de tráfico com 10 tabletes de maconha em Itapuã
Foto: Divulgação / SSP-BA

Guarnições das Rondas Especiais (Rondesp) Atlântico e da 15ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) prenderam, na manhã desta sexta-feira (22), um homem com 10 tabletes de maconha, durante rondas ostensivas de combate ao tráfico de drogas no bairro de Itapuã, em Salvador. As informações são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

 

“Quando as equipes passaram pela rua Beira Rio, uma localidade conhecida por ser ponto de revendas de drogas, um homem com uma mochila foi abordado, nesse momento, realizamos o flagrante”, relatou o major PM da Rondesp Edmundo Assemany Júnior, comandante da Rondesp Atlântico. 

 

Com o criminoso foram encontrados 10 tabletes de maconha, 240 pinos de cocaína e uma balança. Conduzido para o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), ele foi autuado por tráfico de drogas e segue à disposição da Justiça.

Indiana Bharat fecha acordo para fornecer vacina contra Covid-19 a empresa brasileira
Foto: Reprodução / Getty

A indiana Bharat Biotech anunciou hoje que assinou acordo de fornecimento de sua vacina contra covid-19 Covaxin para a empresa brasileira Precisa Medicamentos e que a prioridade será dada ao setor público, por meio de acordo com o governo brasileiro. A companhia disse ainda que o fornecimento a clínicas privadas de vacinação no Brasil pode ocorrer após aprovação do imunizante pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

 

"O nosso objetivo para todas as vacinas desenvolvidas na Bharat Biotech é proporcionar o acesso global às populações que mais necessitam delas. A Covaxin gerou excelentes dados de segurança com respostas imunológicas robustas a múltiplas proteínas virais. Estamos satisfeitos ao verificar que as vacinas da Índia são capazes de responder às necessidades da saúde pública do Brasil", disse o presidente e diretor-geral da Bharat Biotech, dr. Krishna Ella, segundo comunicado da empresa. 

 

De acordo com o Uol, representantes da Precisa Medicamentos estiveram nas instalações da Bharat na semana passada e se reuniram com representantes da companhia, de acordo com o comunicado. Na reunião, o embaixador brasileiro na Índia, André Aranha participou virtualmente.

 

A Covaxin é uma vacina aplicada em duas doses que está passando por testes clínicos de Fase 3 na Índia com cerca de 26 mil voluntários desde meados de novembro. A candidata a vacina, que já recebeu autorização para uso emergencial na Índia, usa a tecnologia de vírus inativado e, de acordo com a Bharat, apresentou "resultados promissores de segurança e resposta imunológica, que receberam aceitação por revistas científicas internacionais" no estudo clínico de Fases 1 e 2. 

 

Na semana passada, a ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas) enviou uma delegação à Índia para negociar a possível compra de doses da Covaxin para serem comercializadas por clínicas privadas.

Turquia suspende voos do Brasil em função da variante do novo coronavírus
Foto: Agência Brasil

A Turquia suspendeu temporariamente os voos provenientes do Brasil devido ao aumento de casos de uma nova variante do coronavírus. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (22) pelo o ministro da Saúde turco, Fahrettin Koca, no Twitter.

 

Com a decisão, o Brasil se soma a Inglaterra, Dinamarca e África do Sul na lista de países com restrições de viagens, também por causa das novas variantes do causador da Covid-19. Cientistas estimam que essas mutações no vírus tornem a doença mais contagiosa.

 

Uma nova variante com origem no Brasil foi identificada pela primeira vez no início de janeiro a partir de quatro viajantes que chegaram ao Japão depois de passarem pelo Amazonas. O estado vive, neste momento, um colapso no sistema de saúde.

 

A variante brasileira tem mutações na proteína spike que favorecem a entrada do vírus na célula. Cientistas temem que essas mudanças favoreça a possibilidade de reinfecções. Por enquanto, não há evidências de que essas variantes diminuam eficácia das vacinas em produção. Nesta sexta, a Alemanha registrou um caso da variante identificada no Brasil.

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