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Prefeitura do Rio multa Copacabana Palace em R$ 15 mil por festa com aglomeração
Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

O hotel Copacabana Palace foi multado em R$15.466,81 pela prefeitura do Rio de Janeiro, pela realização de uma festa sem autorização, de acordo com reportagem da Agência Brasil. A gestão municipal justificou que a multa se deu por infração sanitária gravíssima devido à constatação de aglomeração em festa ocorrida na noite da última sexta-feira (14).

 

Também foi determinada a interdição para realização de festas no hotel, localizado na orla de Copacabana, por um período de 10 dias a contar do sábado (15).

 

Segundo a reportagem, na noite de sexta-feira, a Secretaria de Ordem Pública e a vigilância sanitária realizaram fiscalização no Copacabana Palace, mas não identificaram nenhuma infração durante a permanência dos agentes municipais.

 

No entanto, uma nota divulgada pela gestão municipal informa que, no sábado, após análise de imagens divulgadas pela imprensa e pelas redes sociais, a vigilância sanitária constatou desobediência às medidas determinadas por decreto municipal de enfrentamento à pandemia da Covid-19, em vigor até 20 de maio.

 

“Nas referidas imagens, foi constatada aglomeração generalizada em frente à apresentação musical, caracterizando pista de dança. Os convidados não usavam máscara facial e não respeitavam o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os participantes. Na entrada do estabelecimento, as imagens também evidenciaram aglomeração em fila de espera e acesso desordenado ao local”, informou a pasta.

 

A Agência Brasil destaca que procurou o Copacabana Palace, mas não teve retorno.

Nenhum apostador acerta e Mega-Sena acumula; próximo sorteio deve pagar R$ 40 milhões
Foto: Reprodução/G1

O sorteio da Mega-Sena deste sábado (15) não teve nenhum apostador sortudo que acertou todas as seis dezenas. Por isso, o prêmio ficou acumulado, e a estimativa para o próximo concurso é de um valor de R$ 40 milhões.

 

O próximo sorteio acontece na quarta-feira (19).

 

As apostas da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.

 

A quina teve 128 acertadores, cabendo a cada um o prêmio de R$ 28.213,14. A quadra teve 7.636 apostas ganhadoras, cabendo a cada uma o prêmio de R$ 675,61.

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 18:36

Destaque do Atlético, Ronan valoriza atuação da equipe após empate

por Ulisses Gama

Destaque do Atlético, Ronan valoriza atuação da equipe após empate
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

Autor de dois gols na primeira partida final contra o Bahia de Feira neste domingo (16), no Carneirão, o atacante Ronan valorizou a atuação do Atlético de Alagoinhas. Após a partida, o jogador destacou a capacidade da equipe e aprovou o empate por conta das circunstâncias. O segundo gol dele foi marcado no último lance.

 

"Observo como uma grande partida da equipe. A gente sabe da nossa capacidade. Infelizmente não deu para vencer, mas foi um bom placar pela situação que a gente tava. Agora é descansar e trabalhar para fazer um grande jogo lá", disse, em entrevista à TVE Bahia.

 

Sobre o gol no apagar das luzes, Ronan explicou o que pensou no momento e valorizou a fase que está vivendo. Ele já tem quatro tentos anotados neste estadual.

 

"Fiquei muito triste quando a gente tomou o gol. Sabia que era a última bola do jogo. Então pensei em arriscar. Estou vivendo uma grande fase e espero fazer gol lá para sairmos campeões", completou.

 

O jogo da volta entre Atlético de Alagoinhas e Bahia de Feira será no próximo domingo (23), às 16h, na Arena Cajueiro.

 

Veja o gol de Ronan:

 

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 18:25

Jarbas lamenta empate e fala sobre golaço: 'Não esperava acertar um chute desse'

por Ulisses Gama

Jarbas lamenta empate e fala sobre golaço: 'Não esperava acertar um chute desse'
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

Em busca do seu segundo título baiano, o Bahia de Feira empatou em 2 a 2 com o Atlético de Alagoinhas na tarde deste domingo (16), em Alagoinhas, pelo primeiro jogo da final. Um dos personagens da partida, o volante Jarbas lamentou o empate sofrido no último lance e pregou trabalho para conseguir o título na partida decisiva.

 

"Foi um jogo duro, né? Infelizmente tomamos o gol. Futebol tem que ficar ligado o tempo todo. Agora é buscar ouvir o professor, trabalhar firme e forte para conquistar o título em casa, que é o que interessa para a gente", disse, em entrevista à TVE Bahia.

 

Com um golaço de fora da área, Jarbas foi responsável por abrir o placar. Ele confessou que não esperava tamanha felicidade no lance.

 

"Fui feliz ali no chute. Não esperava acertar um chute desse, mas a gente treina a semana toda. Infelizmente tomamos o gol. É levantar a cabeça para trabalhar e conquistar o objetivo, que é ser campeão", reiterou.

 

As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo (23), às 16h, na Arena Cajueiro. O vencedor nos 90 minutos fica com o título. Em caso de novo empate, a taça será entregue ao melhor na disputa de pênaltis.

 

Confira o golaço de Jarbas:

 

 

Seabra: Mulher é presa com pasta base de cocaína avaliada em R$ 600 mil em ônibus
Foto: Divulgação/PRF

Uma mulher de 43 anos foi presa com quase 5 kg de pasta base de cocaína, em Seabra, na região da Chapada Diamantina, no final da tarde deste sábado (15). A prisão e apreensão da droga foi feita Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 

Uma equipe da PRF abordou um ônibus de transporte de passageiros para uma fiscalização detalhada, e quando os agentes subiram no veículo perceberam que uma das passageiras apresentava um nervosismo incomum e decidiram fazer uma vistoria nas bagagens, quando encontraram tabletes de pasta base de cocaína escondida dentro de uma sacola.

 

A droga apreendida que pesou 4,88 Kg poderia render R$ 600 mil.

 

Questionada, a mulher disse que recebeu a droga em Goiânia, no estado de Goiás, e entregaria em Aracaju, em Segipe. A suspeita informou ainda que ganharia R$ 2,5 mil reais quando entregasse o produto.

 

A pasta base de cocaína é um primeiro produto resultante do beneficiamento da folha de coca e tem um valor elevado no mercado de drogas, destacou a PRF.

 

Ainda segundo a corporação, a suspeita já tem passagem por tráfico de drogas, ela foi presa e encaminhada com carga apreendida para a Delegacia de Polícia Judiciária.

Em jogo eletrizante, Atlético e Bahia de Feira empatam no 1º jogo da final do Baianão
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

Um verdadeiro jogão. Assim pode se definir a primeira partida da final do Campeonato Baiano entre Atlético de Alagoinhas e Bahia de Feira. No placar, 2 a 2 em jogo realizado na tarde deste domingo (16) no Carneirão, em Alagoinhas. Ronan marcou duas vezes para o Carcará, enquanto Jarbas e Adriano fizeram os tentos do Tremendão.

 

As duas equipes voltam a jogar no próximo domingo (23), às 16, na Arena Cajueiro. O vencedor fica com a taça. Em caso de empate, decisão por pênaltis.

 

O JOGO

 

No molhado campo do Carneirão, a primeira chance foi do Bahia de Feira. Após passe de Thiaguinho, Bruninho finalizou por cima da meta. Aos onze, Dionísio cruzou rasteiro para a área, mas ninguém do Tremendão chegou para completar.

 

Aos 20 minutos, foi a vez do Carcará. De fora da área, William Kaefer mandou uma bomba e a bola passou ao lado.

 

O gramado escorregadio atrapalhou a construção de jogadas, o que diminuiu as boas oportunidades de gol. Antes do fim da primeira etapa, Deon recebeu passe na grande área e chutou em cima da defesa, mas o lance acabou impugnado por impedimento.

 

Segundo tempo

 

Logo no início da segunda etapa, o Atlético de Alagoinhas marcou com Ronan, mas o árbitro de vídeo anulou. Na jogada, Robert, que deu o passe para o gol, estava em posição irregular. O VAR também analisou um possível toque de mão no mesmo lance, mas o jogo seguiu.

 

O Bahia de Feira quase marcou com Thiaguinho. Ele aproveitou a sobra de uma falta aos 12 minutos e a bola passou ao lado da meta. Dois minutos depois, Cazumbá bateu falta venenosa e Fábio Lima espalmou.

 

Maior artilheiro da história do Carcará, Robert perdeu uma chance incrível aos 15. Ele recebeu grande passe de Ronan, mas pegou mal na bola, o que facilitou a rebatida de Wesley antes da bola entrar no gol.

 

Jarbas faz um golaço e abre o placar

 

O Tremendão saiu na frente do marcador com um golaço! Após cruzamento na área, Deon ajeitou de cabeça para Thiaguinho, que rolou para Jarbas. De fora da área, o volante pegou bonito na bola e acertou o ângulo do goleiro Fábio Lima.

 

Bahia de Feira saiu na frente | Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

 

De pênalti, Ronan empata o jogo

 

Aos 33 minutos, Tico e Robert dividiram e o atacante acabou derrubado. Depois da análise do árbitro de vídeo, o juiz acusou a penalidade máxima. Na cobrança, Ronan teve tranquilidade para deslocar o goleiro Jean e empatar a partida aos 41 minutos.

 

Ronan deslocou Jean na cobrança | Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

 

Equipes marcam no apagar das luzes

 

Aos 55 minutos, Cazumba cruzou na área e Adriano cabeceou sem dar chances a Fábio Lima. Na saída de bola, Ronan fez uma grande jogada e bateu de esquerda para o fundo do gol.

 

FICHA TÉCNICA
Atlético de Alagoinhas 2 x 2 Bahia de Feira 
Campeonato Baiano - Final - 1º jogo

Local: Carneirão, em Alagoinhas
Data: 16/05/2021
Horário: 16h
Árbitro: Emerson Ricardo de Almeida Andrade 
Assistentes: Elicarlos Franco de Oliveira e Paulo de Tarso Bregalda Gussen

Cartões amarelos: Ronan, Felipinho (Atlético-BA) / Victor Salvador, Diones (Bahia de Feira) 

Gols: Ronan (duas vezes) (Atlético-BA) / Jarbas e Adriano (Bahia de Feira)

 

Atlético de Alagoinhas: Fabio Lima; Edson, Iran, Bremer e Radar (Felipinho); Gilmar, Kaefer, Dionísio (Jerry) e Miller (Robert); Vitinho (Emerson) e Ronan. Técnico: Sérgio Araújo.

 

 

Bahia de Feira: Jean; Ricardo (Adriano), Wesley, Hebert e Cazumbá; Victor Salvador (Hércules), Jarbas, Diones e Bruninho (Tico); Thiaguinho e Deon (Pelé). Técnico: Oliveira Canindé.

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 18:00

Ficou provado que não houve interesse do governo na vacina, diz Omar Aziz

por Julia Chaib e Renato Machado | Folhapress

Ficou provado que não houve interesse do governo na vacina, diz Omar Aziz
Foto: Alex Pazuello/Agecom-AM

Após a conclusão da segunda semana de depoimentos na CPI da Covid, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), considera que já está provado que o governo do presidente Jair Bolsonaro negligenciou inicialmente a compra de vacinas.
 

"Não houve nenhum interesse na compra da vacina no primeiro momento", afirmou em entrevista à reportagem na sexta-feira (14), quando o Brasil ultrapassava 430 mil óbitos e 15,5 milhões de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia, no ano passado. "Se apostou muito na imunização de rebanho e kit cloroquina, ivermectina", disse.
 

Para o presidente da CPI, a maior parte dos erros cometidos pelo presidente Bolsonaro são consequência do mau aconselhamento, embora ele não possa usar esse fato para se eximir das responsabilidades.
 

"O governo errou desde o primeiro momento. Não apostou no isolamento, não apostou na máscara, no álcool em gel, na vacina, uma série de coisas que poderiam ter ajudado a salvar pessoas. E continuam apostando na cloroquina."
 

Por outro lado, Aziz aponta que pessoas que orientaram o chefe do Executivo devem também ser responsabilizadas.
 

*
 

Pergunta - Qual o balanço que o sr. faz dos depoimentos após essas duas semanas?
 

Omar Aziz - Nós chegamos em um momento que, pelas informações que colhemos, poderíamos ter tido vacina bem antes do planejado e uma quantidade bastante grande.
 


 

A carta e as informações prestadas pela Pfizer foram o maior avanço na comprovação de omissões do governo?
 

OA - Acho que avançamos muito. O pior é que a carta endereçada pela Pfizer não foi só ao presidente. Mas muita gente do poder mesmo, do alto escalão do governo, recebeu essa carta, e a gente não entende por que nenhum deles se prestou a dar uma ligada, mandar alguém procurar saber a oferta das vacinas.
 

Isso foi em agosto, [então veio] setembro, outubro, novembro. Se tivéssemos feito isso em agosto, em dezembro nós teríamos começado a vacinar as pessoas. Nós estamos agora no dia 14, 15 de maio, quer dizer, olha só o que nós perdemos de tempo na vacinação. Então avançamos nesse sentido.
 


 

Após esse período de trabalhos de investigação e de depoimento, o que já está provado?
 

OA - Que não houve nenhum interesse na compra da vacina no primeiro momento, que se apostou muito na imunização de rebanho e kit cloroquina, ivermectina. E hoje mesmo eu recebo uma matéria [sobre] um cara chamado Hélio Angotti Neto, chefe da área de ciência, tecnologia, inovação e insumos, no dia 27 de julho de 2020, defendendo a cloroquina. Esse cara vai ser chamado para depor. Isso é muito sério.
 


 

O STF não deveria ter concedido o habeas corpus para permitir que o general Eduardo Pazuello (ex-ministro da Saúde) se cale [ao falar sobre si mesmo] durante o depoimento?
 

OA - Não, é lógico que não. Acho que o ex-ministro Pazuello é a pessoa que pode nos dar mais informações, porque começou com ele. Veja bem, quando a Pfizer procura o Brasil, em setembro, ele foi uma das pessoas que recebeu a carta. Por que não respondeu? Deram ordem pra ele não responder? É isso que queremos saber. Não era política do Ministério da Saúde adquirir vacina?
 


 

O sr. fala que o governo não teve interesse na vacina, mas apostou, por exemplo, na cloroquina. Esse foi um dos erros do governo Bolsonaro?
 

OA - Esse é o erro. Não apostar na ciência. O governo errou desde o primeiro momento. Não apostou no isolamento, não apostou na máscara, no álcool em gel, na vacina, uma série de coisas que poderiam ter ajudado a salvar pessoas. E continuam apostando na cloroquina.
 

Vocês perguntam "essa CPI vai dar em pizza?" A massa que está sendo feita não é da pizza, não. Tem que pegar do início. Omissão do governo e os problemas que aconteceram no estado do Amazonas. O próprio Ernesto [Araújo, ex-ministro de Relações Exteriores] tem telegramas que a Folha publicou procurando cloroquina. Eu quero saber quantos telegramas ele mandou atrás de vacina.
 


 

Durante os depoimentos, apontaram tentativa de interferência na questão da cloroquina, o comportamento pessoal do presidente foi criticado e há a história da negligência por meses para adquirir vacinas. Podemos dizer que há digital do presidente?
 

OA - Não posso falar isso, dar essa opinião, porque estaria sendo prematuro e fazendo pré-julgamento. Acho que temos que trabalhar muito ainda para que se possa ver realmente sobre o que o presidente tomou conhecimento, quais foram os aconselhamentos. Eu digo isso porque eu já fui governador. Você faz autocrítica nos seus pensamentos, não tem jeito, ninguém é dono da verdade. Você se aconselha com pessoas especialistas em áreas. Mas, às vezes, com a pessoa errada.
 


 

O fato de o presidente ter se aconselhado com pessoas erradas exime a responsabilidade dele?
 

OA - Veja bem, sempre falo uma coisa: você pode errar por omissão e você pode errar por obediência. Eu acho que não dá pra eximir. Eu acho que nós fomos na contramão do mundo. Você não viu uma liderança mundial pregando imunização de rebanho, pregando cloroquina. Você viu todos os líderes mundiais aprovando e apoiando o lockdown.
 


 

Então um dos problemas é esse aconselhamento paralelo, que a CPI vem chamando de ministério paralelo?
 

OA - Esse alguém é tão culpado como ele. Você pode ser induzido ao erro. Agora, todos nós, seres humanos, mesmo induzidos ao erro, cometendo o erro, a gente pode fazer autocrítica, principalmente o chefe da nação.
 


 

Mas ele não fez...
 

OA - Veja bem, não fez em alguns pontos, como aglomeração, usar a máscara, que isso até desmoraliza o ministro da Saúde dele. Por isso que eu disse, olha, o Marcelo Queiroga está gastando dinheiro com propaganda à toa. Não precisa gastar dinheiro com propaganda, pedindo para usar máscara, não fazer aglomeração, usar álcool em gel. Porque o maior propagandista do Brasil, que deveria apoiar essas campanhas de universidade da saúde, faz o contrário. É esse apelo que faço ao presidente. Que possa, nesse momento, pelo menos apoiar uma campanha do governo dele, apoiar o ministro da Saúde.
 


 

O que a comprovação da existência do ministério paralelo pode representar em termos de culpa? Especialistas podem ser responsabilizados?
 

OA - Com certeza. O Conselho Federal de Medicina emitiu uma nota sobre a cloroquina. O ministro Queiroga faz mais de uma semana que esteve na CPI e até agora o Conitec [grupo de incorporação de tecnologias] não se posiciona. Enquanto está acontecendo isso no Brasil, nós iremos responsabilizar todos os membros do Conitec por morte através de cloroquina que está acontecendo. Isso será feito na CPI. Ou ele se posiciona, ou serão indiciados pela CPI e denunciados como coautores da morte das pessoas.
 


 

O sr. disse durante a sessão que, se prendesse Fabio Wajngarten (ex-secretário de Comunicação do Planalto), a CPI acabaria. Por quê?
 

OA - Simples, o Fabio prestou um grande serviço à CPI. Ele sairia dali, iria na delegacia e diria: "não, eu não menti para a CPI, eu menti para a revista Veja". Iria ser solto e acabou. Ninguém nunca ia saber para quem ele falou a verdade. Esse é um ponto.
 

Agora a gente vê, perguntaram quem esteve na sala da reunião com a Pfizer e ele omitiu alguns nomes por medo, porque ele não precisaria nem omitir o nome do Carlos Bolsonaro. O Carlos Bolsonaro passou, entrou e saiu. Não tem crime aí. O Carlos Bolsonaro não cometeu nenhum crime entrando na sala.
 


 

Depois da audiência com Wajngarten, o governo chegou a procurar o sr.?
 

OA - Não, nunca o governo me procurou para nada. É tudo mentira que diz aí que o governo tentou me cooptar. Pelo contrário, a minha relação com o governo é com os membros que apoiam o governo lá, mais nada. Até porque minha conduta tem sido muito isenta.
 


 

O sr. afirmou durante a sessão que Wajngarten mentiu e que Queiroga mentiu até mais do que ele. Essa postura de evitar prisões, mesmo em flagrante mentira, vai se manter?
 

OA - Veja bem, o Wajngarten pode ter omitido e mentido, mas levou a maior contribuição que nós tivemos na CPI até agora, que é a carta da Pfizer. Agora, ele omitiu um monte de coisa, não se preparou para responder, estava muito nervoso.
 


 

O fato de ele não ter sido preso não é um salvo conduto para a pessoa chegar e mentir na CPI?
 

OA - Não, não creio nisso. Eu achei naquele momento que não era necessário fazer isso.
 


 

O sr. falou da carta que foi endereçada a outros integrantes do governo, não só ao presidente. A CPI deve convocar o Hamilton Mourão, o Braga Netto?
 

OA - Depende do depoimento do ministro Pazuello. É um alerta que eu faço. Porque a pessoa mais interessada em comprar vacina tinha que ser o ministro da Saúde. Vai depender, se ele falar a verdade lá por que que ele não ligou, por que ele não procurou a Pfizer.
 

Porque esse pessoal recebeu essa carta, mas não vejo... O Braga Netto, por exemplo, ele era presidente da comissão lá do [coronavírus]. A única pessoa que não vai ser convocada, que não pode ser convocada, é o presidente da República. O presidente não está sendo investigado, o presidente não vai ser convocado.
 

Não é possível que uma carta chegue a seis pessoas importantes do governo e ninguém deu importância na hora que o mundo estava atrás de vacina. E essa tese de dizer, "ah, não, a Pfizer ainda não tinha aprovação na Anvisa". A da Índia nós já fizemos um acordo e também não tem [aprovação da Anvisa].
 


 

O Carlos Bolsonaro vai ser convocado?
 

OA - Por enquanto não. Se houver fato determinante, sim.
 


 

A CPI vai convocar governadores?
 

OA - Se tiver fatos correlatos, sim, com certeza.
 


 

O Datafolha mostrou que a maioria da população apoia a CPI, mas acha que ela vai ser só encenação.
 

OA - Pesquisa é momento.
 

*
 

RAIO-X
 

Omar Aziz, 62
 

Presidente da CPI da Covid, o senador está em seu segundo mandato pelo estado do Amazonas. Engenheiro de formação, começou na política no início dos anos 1990, ao ser eleito deputado estadual. Foi também governador, vice-governador e vice-prefeito de Manaus. É filiado ao PSD.

Metade dos brasileiros dizem nunca confiar nas declarações de Bolsonaro, mostra Datafolha
Foto: Isac Nóbrega/PR

Metade da população brasileira diz nunca confiar nas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), identificou uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha na terça (11) e quarta-feira (12). Os dados mostram que 50% dos brasileiros dizem nunca confiar, enquanto 34% dos entrevistados afirma acreditar às vezes e apenas 14% respondem que sempre confiam no chefe do Executivo do país. 1% não soube responder.

 

Em comparação com o levantamento anterior, feito em março, a taxa das pessoas que nunca confiam nas declarações de Bolsonaro cresceu. Naquele mês ela era de 45%. Em relação a janeiro o crescimento foi ainda maior, de nove pontos percentuais, já que no início do ano o índice era de 41%. Já a fatia dos que sempre acreditam vem em queda: era de 19% em janeiro e de 18% em março. Os que confiam às vezes caíram de 38% para 35%.

 

O Datafolha ouviu 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios de todo o Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Ministério estuda campanha de testagem da população para Covid-19, diz Queiroga
Foto: Secom/Prefeitura de Salvador

O Ministério da Saúde analisa a possibilidade de fazer uma ampla campanha de testagem da população brasileira para o novo coronavírus. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, neste domingo (16). 

 

O ministro também falou sobre a paralisação da produção de vacinas contra o coronavírus pelo Instituto Butantan pela falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). Queiroga ressaltou que a carência da matéria-prima é mundial. “É importante passar uma mensagem positiva para a sociedade brasileira, e não essa cantilena de que está faltando [IFA]. O Brasil precisa de tranquilidade para superarmos juntos essa dificuldade sanitária”, disse.

 

Ainda sobre a dificuldade na aquisição de vacinas, o ministro lembrou que o Brasil faz parte do acordo Covax Facility, que alocou US$ 150 milhões para garantir a cobertura vacinal de 10% da sua população. “A prova dessa dificuldade de doses é que mesmo a OMS [Organização Mundial da Saúde] tem dificuldade de entregar as doses que se comprometeu conosco e nem por isso nós ficamos criticando a OMS”, disse Queiroga.

 

Queiroga acrescentou que o Brasil tem um trabalho diuturno para ter mais vacinas. Ele disse que, nesse sentido, o país é o quinto que mais distribui doses. “O Brasil está indo bem na campanha de vacinação. Poderia ir melhor? Claro que sim, se tivéssemos mais doses”, ressaltou.

Bahia volta a 82% de ocupação de UTIs adulto, após quase um mês abaixo
Foto: Paula Fróes/GOVBA

Depois de 27 dias com média de 79,6% de ocupação de UTI Covid-19 adulto, a Bahia registrou neste domingo (16) taxa de 82% de ocupação, de acordo com o boletim diário da Secretaria da Saúde (Sesab). 

 

O estado tem 1.304 internados em leitos de Tratamento Intensivo Adulto. 

 

O boletim informa que nas últimas 24 horas, foram registrados 2.554 novos casos de Covid-19 e 63 mortes pela doença. O estado soma desde março no ano passado 955.350 casos confirmados e 19.894 mortes. 

 

Em relação aos casos ativos, são 16.876 neste domingo.

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 17:02

Brasileirão Feminino: Bahia fica no empate com o São José em Pituaçu

por Ulisses Gama

Brasileirão Feminino: Bahia fica no empate com o São José em Pituaçu
Foto: San Jr / Divulgação

O time feminino do Bahia segue sem vencer na disputa do Campeonato Brasileiro. Dentro de Pituaçu, as Mulheres de Aço empataram em 1 a 1 com o São José, em jogo válido pela oitava rodada da competição. Os gols foram de Silvana (contra) para o Bahia e Verônica para as visitantes.

 

A equipe jogou com Anna Bia; Nine, Aila (Rute), Nainara e Luana (Gabi Barrozo); Vi, Fabi Ramos e Roqueline; Geisi (Esquerdinha), Ellen (Fabíola Sandoval) e Gabi Itacaré (Verena).

 

Com o resultado, a equipe treinada pelo técnico Igor Morena agora chega aos quatro pontos e pode ficar na lanterna da competição a depender do resultado do jogo entre Cruzeiro e Napoli.

 

A equipe volta a jogar no próximo domingo (23), às 15h, contra o Palmeiras, na Academia de Futebol, em Guarulhos-SP.

Mutirão reduz nº, mas Salvador ainda tem 28 mil pessoas com 2ª dose da Coronavac atrasada
Foto: Carol Garcia/GOVBA

Caiu de cerca de 60 mil para 28,3 mil o número de pessoas com atraso no esquema vacinal contra a Covid-19 em relação a Coronavac em Salvador. O número foi reduzido após a chegada de novas doses na sexta-feira (14) e a realização de um mutirão de 28 horas de vacinação ininterrupta. A ação aconteceu neste sábado (15) e domingo (16), e mais de 50 mil doses foram aplicadas na estratégia (leia aqui).

 

Neste domingo foram aplicadas apenas segundas doses (lembre aqui). Mais de 14,3 mil pessoas completaram o esquema vacinal com a dose de reforço.

 

Salvador soma 642.167 pessoas vacinadas com a primeira dose das vacinas contra a Covid-19. A capital está administrando atualmente apenas primeiras doses da Pfizer e Oxford/Astrazeneca, até que seja regularizado o atraso das doses da Coronavac na população que já recebeu a primeira.

Festa com 800 pessoas é interrompida em Feira de Santana no fim de semana 
Foto: Reprodução/Twitter

Um bar que reunia 800 pessoas foi alvo de operação em Feira de Santana, na noite de sexta-feira (14). O evento com aglomeração acontecia em um bar localizado na Avenida Senhor dos Passos, no shopping Polimoda. Uma equipe de fiscalização da prefeitura da cidade e policiais militares interromperam o evento. 

 

A informação foi divulgada pelo secretário de Comunicação de Feira de Santana, Edson Felloni Borges, em uma publicação no Twitter (veja vídeo abaixo). Segundo o secretário, providências serão tomadas. 

 

O bar desrespeitava as recomednações sanitárias sobre não gerar aglomeração de pessoas e também o decreto municipal, que prevê o funcionamento desses estabelecimentos somente até as 21h30.

 

Além do grande número de pessoas, a prefeitura informou que a maioria não usava máscaras.

 

O secretário informou que somente neste fim de semana 15 bares foram fechados na cidade. 

 

Em nota enviada ao portal Acorda Cidade, a defesa do estabelecimento negou que houvesse 800 pessoas no local e que o bar teria limitado a quantidade de clientes a 250. Infomou ainda que o bar não foi fechado, sendo feita apenas a retirada das pessoas. Disse também que o vídeo gravado por fiscais da prefeitura e compartilhado no meios de comunicação mostrou uma inversão da realidade.

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 16:40

Parecer da Saúde contraindica cloroquina e azitromicina a pacientes com Covid

por Julia Chaib e Natália Cancian | Folhapress

Parecer da Saúde contraindica cloroquina e azitromicina a pacientes com Covid
Foto: Agência Pará

Um documento elaborado pelo Ministério da Saúde após revisão de estudos e diretrizes com especialistas não recomenda o uso de medicamentos como a hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina, ivermectina e outros, como o remdesivir, para tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19.
 

O parecer abre espaço para uso de um grupo restrito de medicamentos, como corticoesteróides (caso da dexametasona) e anticoagulantes, mas em casos específicos e conforme orientações.
 

Chamado de "Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19", o documento, obtido pela Folha de S.Paulo, começou a ser avaliado na quinta-feira (13) na Conitec, comissão que analisa a inclusão de medicamentos e protocolos de tratamentos no SUS. A comissão atua como órgão consultivo da Saúde para essas decisões.
 

Agora, a previsão é que ele seja colocado em consulta pública na próxima semana por 10 dias. O uso de medicamentos sem eficácia comprovada, como a cloroquina, é defendido publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro e tem sido alvo da CPI da Covida, no Senado.
 

O parecer foi feito por um grupo técnico formado na gestão do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e coordenado pelo professor Carlos Carvalho, da USP. No início deste mês, a coluna Painel revelou que o grupo já pretendia não recomendar os remédios em diretriz hospitalar.
 

Essa é a primeira vez que a Conitec analisa o uso de tratamentos para a Covid e indicações sobre a cloroquina, medicamento que virou alvo de disputa política nos últimos meses.
 

Até então, o Ministério da Saúde tinha um documento com "orientações" sobre uso de cloroquina e outros medicamentos, elaborado em meio a pressão do presidente Jair Bolsonaro. Esse primeiro documento, porém, não tinha passado pela comissão e era alvo de críticas após estudos apontarem ineficácia.
 

O parecer, porém, concentra-se apenas no uso hospitalar. Com isso, o Ministério da Saúde ainda não se manifesta sobre outros pontos, como o uso precoce -medida contestada por especialistas e em estudos. Ainda assim, já indica uma posição inicial sobre o remédio.
 

A partir das contribuições, a comissão do ministério vai emitir uma posição sobre a adoção ou não das diretrizes. Inicialmente, a Conitec deu parecer favorável, mas nova reunião será realizada após a consulta pública.
 

O documento diz que "não há evidência de benefício" da cloroquina "seja no seu uso de forma isolada ou em associação com outros medicamentos." A recomendação vale independentemente da via de administração (oral, inalatória ou outras). Pacientes que já usavam cloroquina ou hidroxicloroquina devido a outras condições de saúde (como doenças reumatológicas e malária) devem manter o tratamento.
 

Além da não recomendação à cloroquina ou hidroxicloroquina a pacientes hospitalizados com Covid, o texto também contraindica o uso de azitromicina em conjunto ou separadamente desses remédios.
 

A exceção é para casos de presença ou suspeita de infecção bacteriana, quando deve ser usada de acordo com as diretrizes do hospital.
 

Para elaborar o parecer, o documento da Saúde diz que foram revisadas oito diretrizes nacionais e internacionais para tratamento da Covid-19, além de outros dados sobre a aplicação no contexto brasileiro. Além da cloroquina, a avaliação incluiu corticoesteroides, anticoagulantes, antimicrobianos, tocilizumabe, azitromicina, casirivimabe associada ao imdevimabe, remdesivir, plasma convalescente, ivermectina, colchicina e lopinavir/ritonavir.
 

Segundo o documento, poucas terapias farmacológicas mostraram-se eficazes na análise para tratamento da Covid-19.
 

"À exceção de corticoesteroides e do tocilizumabe, ambos em pacientes com uso de oxigênio suplementar, não há outras terapias que mostraram benefício na prevenção de desfechos clinicamente relevantes como mortalidade e evolução para ventilação mecânica", diz o documento.
 

O parecer aponta que "algum benefício marginal" pode ser obtido com o uso de remdesivir, "contudo seu alto custo, baixa experiência de uso e incertezas em relação à efetividade não justificam seu uso de rotina".
 

O remdesivir foi o primeiro tratamento aprovado pela Anvisa para uso contra Covid no país, mas o parecer inicial negativo na análise da Conitec -que neste caso entra como "sugestão" de que não haja uso- indica que há baixa chance de que ele seja oferecido no SUS.
 

"Da mesma forma, há incertezas sobre o benefício do uso de anticoagulação terapêutica, que, acrescidos do aumento definido no risco de sangramento, impedem que a mesma seja indicada de rotina, devendo ser utilizado em dose de profilaxia para tromboembolismo venoso", aponta a diretriz.
 

Já antibióticos "devem ser utilizados somente na presença ou suspeita de infecção bacteriana associada, não devendo ser utilizado de rotina no paciente com Covid-19", informa.
 

Na prática, o documento indica o uso de alguns remédios, como dexametasona e tocilizumabe, em casos específicos, como o de pacientes em uso de oxigênio e diante de orientações. Anticoagulantes também entram na recomendação em alguns casos.
 

O posicionamento da Saúde em relação à hidroxicloroquina e cloroquina era alvo de expectativa nos últimos dias em meio a CPI da Covid, que tem a insistência do governo no uso do medicamento como um dos focos de análise.
 

No último ano, dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, deixaram o cargo em meio a pressões de Bolsonaro para aumentar a oferta do medicamento.
 

Um documento que ampliava a indicação do remédio foi divulgado quando o general Eduardo Pazuello estava à frente da pasta. Ao longo dos últimos meses, diversos estudos mostraram que o medicamento era ineficaz para a Covid, mas a pasta manteve as orientações, que não tinham caráter de protocolo técnico.
 

Em uma das investidas pró-cloroquina, o Ministério da Saúde chegou a lançar um aplicativo chamado "TrateCOV" que indicava o remédio até mesmo para bebês. A plataforma foi retirada do ar após críticas de entidades.
 

Questionado na CPI, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, evitou se posicionar sobre o medicamento, alegando que enviaria o protocolo à Conitec e que havia uma "divisão na classe médica".
 

Queiroga, porém, não questionou a Conitec especificamente sobre o uso da cloroquina contra a enfermidade de forma geral e menos ainda a respeito do chamado "tratamento precoce". A pergunta de senadores abrangia também o uso da cloroquina em casos de início da doença.
 

Embora o documento tenha como foco apenas o uso em pacientes hospitalizados, parte das evidências consultadas para elaboração das diretrizes e citadas no texto aponta ineficácia da cloroquina e hidroxicloroquina também para casos leves. Nenhuma indica o remédio para Covid.
 

Técnicos do órgão temem sofrer retaliação de integrantes do governo caso sejam instados a responder sobre o uso da cloroquina como tratamento precoce.
 

Além do trecho sobre medicamentos, as diretrizes para tratamento hospitalar de pacientes com Covid devem ter mais capítulos, entre eles um com orientações para médicos sobre como fazer intubação, por exemplo.

Operação Sílere dispersa aglomeração com mais de 300 pessoas em bar na Boa Viagem
Foto: Reprodução/Sedur

Uma aglomeração com mais de 300 pessoas foi dispersada na Operação Sílere na madrugada deste domingo (16), no Bar da Torre, no bairro de Boa Viagem, em Salvador. A ação contou com agentes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Polícia Militar e Civil.

 

A Sedur informou que o estabelecimento tentou burlar a fiscalização e foi interditado. O proprietário foi conduzido à delegacia.

 

A pasta já havia registrado denúncias de descumprimento das medidas de restrição relacionadas a pandemia por parte desse estabelecimento.

 

“Depois do horário permitido, o estabelecimento vinha fechando as portas e mantendo os clientes dentro sem nenhum tipo de protocolo. Quando chegamos ao local, constatamos a denúncia e percebemos que eles estavam mantendo os clientes confinados e não estavam permitindo a saída”, explica a subcoordenadora de fiscalização sonora, Márcia Cardim.

Renan acredita que habeas corpus de Pazuello não vai impedir esclarecimentos na CPI
Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, acredita que o habeas corpus concedido ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello não vai impedir o esclarecimento de informações. O general foi o ministro que passou mais tempo à frente do Ministério durante a pandemia.

 

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus a Eduardo Pazuello na sexta-feira (14) para que o ex-ministro tenha o direito de ficar em silêncio na CPI da Covid sempre que entender que não precisa responder a perguntas dos senadores (leia mais aqui). O magistrado tomou a decisão após pedido feito pela Advocacia-Geral da União.

 

Em entrevista à GloboNews, Renan Calheiros afirmou que a decisão terá efeito para que futuros depoentes não faltem com a verdade na comissão, como considera que ocorreu nos depoimentos de Fabio Wajgarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência, e até do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

 

"Isto [o habeas corpus] dá segurança jurídica para outros depoentes, que também não poderão faltar com a verdade", disse ele neste sábado (15).

Mutirão de 28h de vacinação aplica mais de 50 mil doses contra Covid-19
Foto: Jefferson Peixoto/Secom

O mutirão de vacinação contra Covid-19 promovido em Salvador aplicou mais de 50 mil doses nas 28 horas que a estratégia durou. A ação da prefeitura começou na manhã de sábado e teve equipes em plantões durante a madrugada para aplicação dos imunizantes. A ação seguiu na manhã deste domingo até às 12h, apenas com aplicação de segundas doses.

 

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), foram 36.257 doses de vacinas aplicadas em 24h.

 

Música e animação marcaram o mutirão de vacinação na madrugada de domingo (16). No ponto de vacinação do Centro de Convenções de Salvador, na orla da Boca do Rio, profissionais da saúde animaram os colegas e também as pessoas que enfrentaram uma longa fila para se vacinar, cantando (veja aqui).

 

Salvador chegou a 60 mil pessoas com doses da vacina atrasada nesta semana. O mutirão foi realizado em uma tentativa de agilizar e diminuir esse número de atrasados. A ação foi possível a partir da chegada de 25 mil novas doses da CoronaVac na capital baiana.

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 15:20

Interino e pouco conhecido, Ricardo Nunes assume comando efetivo de SP sob incertezas

por Artur Rodrigues | Folhapress

Interino e pouco conhecido, Ricardo Nunes assume comando efetivo de SP sob incertezas
Foto: Reprodução/Instagram @ricardo_nunes_sp

Principal vidraça eleitoral durante as eleições que terminaram com a vitória de Bruno Covas (PSDB) no ano passado, Ricardo Nunes (MDB), 53, assumirá o comando da maior cidade do país sob uma incógnita: manter os rumos do tucano ou promover uma guinada, dado seu perfil mais conservador e seu histórico como vereador.
 

As ligações de Nunes com entidades gestoras de creches e uma queixa de ameaça registrada pela esposa, reveladas pela Folha, acabaram servindo de munição contra a chapa de Covas e do então vereador emedebista.
 

Ideologicamente, Nunes tem um perfil diferente do tucano e é ligado à ala conservador da Igreja Católica. Em 2015, ele atuou contra a chamada "ideologia de gênero", como conservadores costumam a se referir a menções à diversidade sexual.
 

Em entrevista à Folha de S.Paulo no domingo (2), véspera de assumir interinamente o cargo durante licença do titular, ele afirmou que não pensa em fazer nenhuma mudança nos rumos da prefeitura e disse que iria consultar o tucano antes de tomar decisões importantes.
 

Enquanto ocupava o posto de prefeito em exercício, durante a licença de Covas, defendeu que o momento era de união e que manteria o direcionamento do Executivo. Políticos do MDB, no entanto, já começaram uma movimentação discreta, pedindo apoio na cidade, que irritou os aliados mais próximos de Covas.
 

Para apaziguar uma disputa política indelicada enquanto o mandatário eleito tratava o problema de saúde, Nunes pregou união e ganhou apoio de alguns dos tucanos próximos a Covas, como Edson Aparecido.
 

Durante o período em que foi vice de Covas, o emedebista foi descrito como atuante, discreto, solícito e cordial mesmo por alguns políticos da oposição.
 

Seu estilo é pragmático, com bom trânsito com a oposição e boa relação com vereadores do PT -e chegou a apoiar a gestão de Fernando Haddad (PT) na prefeitura. Além disso, atualmente é próximo do presidente da Câmara, Milton Leite (DEM).
 

Mas seu nome, escolhido em meio a uma série de costuras que envolviam não só as eleições de 2020 como a de 2022, nunca foi um consenso.
 

Entre políticos mais conhecidos cogitados para a chapa de 2020, como Marta Suplicy e Celso Russomanno (Republicanos), Nunes foi escolhido para trazer o MDB (e seu tempo de TV) para a megacoligação de Covas e como aceno a um potencial apoio do partido ao projeto presidencial do governador João Doria (PSDB), interessado em apoio do MDB.
 

A ideia da campanha de Covas era transformar o político pouco conhecido na cidade em um símbolo do combate à corrupção, ressaltando sua atuação na CPI da sonegação tributária na Câmara Municipal, que investigou bancos.
 

Na ocasião, o então vereador era citado em investigação do Ministério Público para apurar relação de políticos com entidades e também aluguéis de imóveis das creches terceirizadas. Reportagens da Folha mostraram que Nunes é próximo de entidades gestoras de creches terceirizadas e de donos de empresas locadoras dos imóveis onde funcionam as escolas ligadas a essas instituições.
 

A apuração encontrou empresas ligadas a funcionários da prefeitura indicados por Nunes que fazem negócios entre si e também com as creches. Além disso, detectou parentesco entre servidores ligados ao vereador e membros das entidades, além laços com donos de empresas que faturam com aluguel.
 

Nunes afirma que os vínculos se formaram com pessoas da mesma região em que vive, na zona sul de São Paulo, feitos antes de ter sido eleito vereador da cidade, a partir de 2012. A presidente de uma entidade já trabalhou com Nunes anteriormente e se referiu a ele, nas redes sociais, como chefe.
 

De acordo com Nunes, isso não afetou sua atuação como fiscalizador, uma das funções dos vereadores.
 

O modelo de creches conveniadas é investigado pela Polícia Civil, mas o vice-prefeito eleito não aparece nessa apuração policial. A Folha descobriu, no entanto, que uma das entidades gestoras de creches próxima a Nunes teve entre os fornecedores empresas investigadas no inquérito.
 

Essa mesma entidade gestora de creches também contratou como prestadora de serviços uma empresa da família do próprio Nunes, a Nikkey Serviços, em pagamentos de R$ 50 mil, conforme Nunes disse ao jornal O Estado de S. Paulo.
 

O novo prefeito também foi objeto de um boletim de ocorrência de violência doméstica, ameaça e injúria registrado por sua mulher, Regina, em 2011, conforme revelou a Folha. Os dois, que têm uma filha, continuam casados, e hoje ela nega ter havido agressão.
 

O documento policial obtido pelo jornal traz o relato de Regina, que disse à época que deixou Nunes "devido ao ciúmes excessivo" dele.
 

"Inconformado com a separação, [Nunes] não lhe dá paz, vem efetuando ligações proferindo ameaças, envia mensagens ameaçadoras todos os dias e vai em sua casa onde faz escândalos e a ofende com palavrões. Afirma a vítima que diante da conduta de Ricardo está com medo dele", diz um dos trechos do boletim de ocorrência assinado por Regina.
 

Na ocasião da publicação da reportagem, Regina afirmou que havia dito no boletim de ocorrência coisas que não são reais. Depois, em meio a críticas de adversários de Covas, mudou a versão e afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo não se lembrar de ter feito o boletim de ocorrência.
 

O assunto serviu de artilharia para a campanha rival, que redobrou os ataques no segundo turno, com vídeos e memes -o então vereador reclamou no plenário da Câmara que se tratavam de "ataques desleais".
 

A chapa saiu vitoriosa mesmo assim. "[Nunes] sofreu muito durante esta campanha. Mas esteja certo, Ricardo, que a partir de 1º de janeiro nós vamos governar e nós vamos mostrar para São Paulo quem nós somos e qual é a nossa visão de mundo", disse Covas, ao ser reeleito.
 

"Tenho certeza que todo o sacrifício vai falar a pena pelo trabalho que nós vamos desenvolver juntos na Prefeitura de São Paulo."
 

Na ocasião, Nunes afirmou que era "fiel escudeiro" de Covas.
 

Além de político, Nunes é empresário, fundador da empresa Nikkey, que hoje possui diversas filiais. Foi presidente da AESUL (Associação Empresarial da Região Sul) e fundou a ADESP (Associação das Empresas Controladoras de Pragas do Estado de São Paulo) e a ABRAFIT (Associação Brasileira das Empresas de Tratamento Fitossanitário e Quarentenário).

Anvisa notifica Maranhão após tripulante indiano chegar em navio ao Brasil com Covid-19
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) notificou o Maranhão depois que um tripulante indiano do navio Mv Shangon Da Zhi deu entrada num hospital da rede privada de São Luís com sintomas de Covid-19. O governo do estado divulgou a informação.

 

Segundo reportagem do jornal O Globo, o paciente foi submetido a um teste e o resultado confirmou o diagnóstico da infecção pelo coronavírus. Além disso, uma amostra do vírus já foi enviada ao Instituto Evandro Chagas, que realizará o sequenciamento genômico.

 

Uma nova variante do coronavírus foi identificada inicialmente na Índia e na última semana a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como “preocupante em nível global”. A entidade divulgou um relatório que indicava que a mutação já foi registrada em 44 países.

 

A Índia enfrenta uma onda de contaminações grave, com recordes recorrentes de novos casos da Covid-19 e sistema de saúde em colapso.  Atualmente, o país é o que tem o maior número de casos e de mortes por Covid-19 confirmados por dia.

 

O caso do Maranhão acende um alerta para a possibilidade da variante indiana ter chegado ao Brasil.

Segunda parcela do auxílio emergencial começa a ser pago neste domingo pela Caixa
Foto: Cláudia Cardozo/Bahia Notícias

Está disponível a partir deste domingo (16) a segunda parcela da nova rodada do auxílio emergencial para os trabalhadores informais nascidos em janeiro. O benefício tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

 

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês.

 

O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a quatro semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

 

Na última quinta-feira (13), a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da segunda parcela. O calendário de depósitos, que começaria neste domingo e terminaria em 16 de junho, será aberto hoje e acabará em 30 de maio.

 

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Teixeira de Freitas: Casal é preso após aplicar golpe do bilhete premiado em idosa
Foto: Divulgação/PRF

Um casal acusado de estelionato foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) neste sábado (15), em Teixeira de Freitas, após aplicar o golpe do bilhete premiado em uma idosa em Ilhéus, na região Sul da Bahia. O homem, de 58 anos, e a mulher, de 54, roubaram R$ 5 mil reais, jóias e cartões de crédito de uma mulher através do golpe. 

 

De acordo com a PRF, nesse tipo de golpe o estelionatário aborda a vítima e mostra um bilhete de loteria dizendo ser premiado. Ele oferece o bilhete por um valor bem menor do que o suposto prêmio. O outro golpista chega e se diz interessado no bilhete, o que ajuda o convencimento da vítima a pagar.

 

A PRF recebeu informações da Central de Polícia sobre um veículo modelo HB20 que estava sendo utilizado por estelionatários e uma equipe abordou o veículo suspeito.

 

O casal foi reconhecido pelos registros do sistema de segurança da Caixa Econômica Federal de Ilhéus.

 

Foi efetuada busca no veículo e nos dois ocupantes, e a polícia localizou R$ 6,8 mil reais em dinheiro, algumas cédulas de dólares e euros, jóias, 14 cartões de crédito.

 

O casal reside em Linhares, no Espírito Santo, e negou o crime. Eles foram detidos e conduzidos para a polícia judiciária local.

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 14:00

Aras pede que Conselho de Ética da USP investigue professor por coluna na Folha

por Matheus Teixeira e Carolina Linhares | Folhapress

Aras pede que Conselho de Ética da USP investigue professor por coluna na Folha
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou uma representação contra o professor Conrado Hübner Mendes, colunista da Folha, à Comissão de Ética da Universidade de São Paulo, dizendo ter sido vítima de calúnia, injúria e difamação.
 

Conrado Hübner Mendes é professor de direito constitucional da Faculdade de Direito da USP. A Comissão de Ética da universidade, responsável por definir penalidades em caso de violação do código de ética, é formada por cinco professores, uma aluna e uma servidora, que devem analisar o caso.
 

Segundo Aras, publicações do professor no Twitter e em sua coluna na Folha utilizam "termos que exorbitam da crítica ácida para flertar com o escárnio e a calúnia".
 

Procurado pela Folha, Mendes afirma que "a representação é mais que uma forma de cerceamento, mas de intimidação". "Não apenas contra mim, mas contra professores em geral, da USP e de qualquer universidade pública", completa.
 

"Quando falamos de crimes contra a honra como calúnia (imputar crime) ou difamação (atacar a reputação), a interpretação do Código Penal não pode ser a mesma entre autoridades públicas e cidadãos comuns. Isso faz parte do pacote: não se pode ser autoridade e se comportar como uma boneca de porcelana ao mesmo tempo", afirmou o professor.
 

Segundo Aras, ao se identificar como professor da USP na rede social, Mendes pretende tomar para si o prestígio da universidade "a fim de conferir maior seriedade ou veracidade a suas invencionices e críticas infundadas".
 

A peça, assinada em 3 de maio, afirma que Mendes desrespeitou o código da USP, que prega respeito à verdade, se abster de "divulgar informações de maneira sensacionalista, promocional ou inverídica" e "agir de forma compatível com a moralidade".
 

"O método da intimidação funciona assim: você escolhe um alvo mais exposto, e lança uma investida contra ele, para dar uma grande canseira nele (que vai se desgastar emocionalmente, vai gastar tempo com advogado etc). O resultado, no fundo, é o menos importante. E calar esse alvo também é menos importante. O importante é mandar uma mensagem geral para que se censurem, pois qualquer um pode ser o próximo", afirmou Mendes à reportagem.
 

A representação destaca trechos de publicações, como a de 15 de janeiro, quando Mendes afirmou que "O Poste Geral da República é um grande fiador de tudo que está acontecendo", referindo-se à atuação do governo federal na pandemia.
 

Outro destaque é o termo "servo do presidente". "Aras, em vez de investigar o infrator, manda o infrator investigar a si mesmo" e Aras "é também a própria sala da desfaçatez e covardia jurídicas" são outros trechos apontados na peça.
 

A representação aponta ainda fragmentos da coluna de Mendes, publicada na Folha em 26 de janeiro: "Aras não só se omite. Quando age, tem um norte: contra a lei, inviabilizou que procuradores enviassem recomendações de praxe ao Ministério da Saúde".
 

"A Constituição-guia de Aras é a ditatorial de 1967. Ali, o PGR era empregado do presidente", escreve ainda o colunista.
 

A representação afirma que a liberdade de imprensa não é um direito absoluto, "sendo vedada a veiculação de críticas com a intenção de difamar, injuriar ou caluniar".
 

A tese de Aras é a de que Mendes lhe imputa o crime de prevaricação, ou seja, de deixar de promover investigações para atender interesses do presidente Jair Bolsonaro, e que tais acusações são infundadas, portanto, calúnias.
 

O procurador-geral argumenta ainda que as publicações trazem injúria e difamação, lhe expondo "à execração pública mediante afirmações que transcendem a informação ou a crítica".
 

A peça acusa ainda Mendes de espalhar fake news e apresenta sua versão sobre os temas comentados pelo professor no Twitter e na coluna. Segundo Aras, de sua posse até 9 de fevereiro, "foram autuados 78 processos administrativos envolvendo apurações" relacionadas a Bolsonaro.
 

"Eu não conheço a pessoa Augusto Aras. Eu conheço e deploro a autoridade Augusto Aras. Se não posso falar que ele é um 'Poste Geral da República', melhor fecharmos essa lojinha que chamamos de democracia", afirma Mendes.
 

"Aras é uma das autoridades mais poderosas do país e comanda uma das instituições mais arrojadas do constitucionalismo brasileiro. Sua gestão é trágica, seu colaboracionismo com o governo é evidente", completa.
 

Segundo a Secretaria de Comunicação da PGR, "a questão em debate não é a crítica e sim a sua falta de fundamento e a forma desrespeitosa como ela é feita, sem levar em consideração que todas as manifestações do PGR foram acolhidas pelo STF".
 

A reportagem procurou na noite deste sábado (15) a assessoria de imprensa da USP, que ainda não se manifestou sobre o caso.

Dentro de estudo, Botucatu é 2ª cidade do país a promover vacinação em massa contra Covid
Foto: Prefeitura de Botucatu/Divulgação

Repetindo o feito de Serrana, primeira cidade a promover vacinação em massa contra a Covid-19 (clique aqui e saiba mais), outra cidade paulista iniciou o processo, neste domingo (16). 

 

A população adulta do município de Botucatu, situado a 237 km de São Paulo, será imunizada dentro de um estudo para avaliar a efetividade da vacina de Oxford/AstraZeneca quando aplicada em um universo grande de pessoas em um mesmo momento. 

 

Segundo informações da Agência Brasil, a expectativa é vacinar 80 mil pessoas, de 18 a 60 anos, já os maiores de 60 anos já foram imunizados dentro do Plano Nacional de Imunização. A população total da cidade é de 150 mil pessoas.

 

O cronograma da prefeitura prevê aplicar a primeira dose no grupo entre 51 e 60 anos a partir das 8h deste domingo 16). A partir das 10h30, a vacinação é da população entre 41 e 50 anos; às 13h, recebem o imunizante aqueles que têm entre 31 e 40; e, por fim, às 15h50, são vacinados nas pessoas entre 18 e 30 anos.

 

A prefeitura de Botucatu destacou que os menores de 18 anos não serão vacinados neste momento porque até então não há estudos sobre a aplicação do imunizante da Oxford/AstraZeneca/Fiocruz nesse público. Seguindo recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as gestantes também estão excluídas do estudo.

 

Participam da iniciativa a Universidade Estadual Paulista (Unesp); a Universidade de Oxford, no Reino Unido; a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); o laboratório AstraZeneca; a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); a prefeitura de Botucatu; o Ministério da Saúde e a Fundação Bill e Melinda Gates.

Cunhada de Sarney com salário acima de R$ 35 mil, magistrada quer reembolso por home office
Foto: Divulgação / TJ-MA

Cunhada do ex-presidente José Sarney (MDB-MA), a desembargadora Nelma Sarney está insatisfeita com os custos do trabalho em regime de home office, implementado diante da necessidade do isolamento social na pandemia do novo coronavírus.

 

De acordo com informações da coluna Painel, na Folha de S. Paulo, ela pediu que a presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão considere compensar os gastos a mais assumidos pelos magistrados, como eletricidade, internet e compra de equipamentos, no trabalho remoto.

 

No ofício enviado ao TJ-MA, ela alega que o pedido não se trata de ajuda de custo, mas de “justa e correta compensação de gastos”. Segundo a publicação, só o salário-base de um desembargador no Brasil é de R$ 35,5 mil, sem incluir os penduricalhos incorporados à remuneração.

Ubaitaba: Pistola e 2 kg de maconha encontrados em ônibus intermunicipal
Foto: Divulgação/SSP

Uma pistola calibre 9mm, dois tabletes de maconha e munições foram encontrados por equipes da 61ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Ubaitaba), com dois homens, após abordagem a um ônibus intermunicipal, na sexta-feira (14).

 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), informações levantadas pela equipe de inteligência da unidade indicavam que os homens levariam arma e drogas para o município de Maraú.

 

“Rapidamente conseguimos identificá-los com os materiais escondidos em uma mochila. Eles não ofereceram resistência”, contou o soldado Rafael Soares, lotado na unidade.

 

Os homens foram encaminhados, juntamente com os materiais, para a Delegacia Territorial de Ubaitaba e passarão pelas medidas de policia judiciária.

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 12:40

Seleção brasileira de skate é vacinada contra Covid-19 nos Estados Unidos

por Folhapress

Seleção brasileira de skate é vacinada contra Covid-19 nos Estados Unidos
Foto: Divulgação

Os integrantes maiores de 18 anos da seleção brasileira de skate, que estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, foi vacinada contra a Covid-19, hoje, nos Estados Unidos.
 

A delegação brasileira está em um período de treinos no estado da Califórnia, preparando-se para os dois últimos eventos classificatórios para os Jogos Olímpicos - o Dew Tour, em Des Moines (Iowa, EUA), entre 16 e 23 de maio; e o Mundial de Street, em Roma (ITA), entre 31 de maio e 6 de junho.
 

"Em meio a um momento ainda complicado da Covid no Brasil, a CBSk conseguiu levar a seleção brasileira de skate para um lugar em que a transmissão está mais baixa. Além do benefício esportivo desse período de treinamento, ainda conseguimos vacinar todo mundo. É com certeza uma grande conquista para o skate nacional", disse Eduardo Musa, presidente da CBSk.
 

Ontem, em parceria com os Ministérios da Defesa, da Saúde e da Cidadania, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) iniciaram a vacinação de atletas e profissionais credenciados para representar o país na Olimpíada, como parte do Plano Nacional de Imunização.

SBT paga indenização ao Vitória após trocar escudo e chamar clube de 'vice'
Foto: Reprodução / SBT

O SBT teve que indenizar o Vitória em R$ 27,9 mil por ter usado por ter usado uma montagem com a palavra "vice" e por ter chamado o clube de "vice-campeão" durante o reality show "Menino de Ouro". O processo corria desde 2013 e só foi julgado em 2021 pela Justiça da Bahia. As informações são do UOL Esporte.

 

De acordo com a publicação, fato começou em junho daquele ano, quando o canal aberto usou um escudo do Esporte Clube Vitória no qual era possível ler os dizeres de "VICE" em vez da sigla ECV. A imagem é usada por rivais do clube, principalmente o Bahia, pelo fato de o time Rubro-Negro nunca ter ganhado um torneio nacional.

 

O Vitória também alegou que disse que o clube é um "eterno vice" do Bahia e o clube pediu indenização por dano moral e material à imagem do time. O SBT alegou que não cabia o fato, porque tratou-se de um erro da produção em boa-fé.

 

"JULGO PROCEDENTE EM PARTE O PEDIDO, para condenar o demandado a pagar à parte autora, a título de indenização por danos morais, a importância de 20.000,00 (vinte mil reais), acrescida de juros de 1% ao mês, devidos a partir da citação, e correção monetária pelo INPC, devidos a partir da fixação do valor, extinguindo o processo com resolução de mérito", disse a juíza Luciana Magalhães Oliveira Amorim, da 10ª Vara de Relações de Consumo do Tribunal de Justiça da Bahia.

 

Em abril deste ano, o Vitória entrou com um pedido de execução de pena na Justiça. O clube alegou que o SBT precisava pagar R$ 27,9 mil pela condenação, que é o valor determinado pela Justiça acrescido de juros de 1% ao mês.

Relatório da PF indica que 'quase cônsul' tentou aproximação com Judiciário de Brasília
Foto: Vaner Casaes / ALBA

Apontado como idealizador de uma organização criminosa que geria compra e venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o quase cônsul Adailton Maturino tentou também estreitar relações com o Judiciário em Brasília. 

 

De acordo com informações do jornal O Globo, nas investigações da Operação Faroeste, a Polícia Federal (PF) detectou a estratégia para se aproximar de pessoas com acesso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a publicação, em um relatório sigiloso de fevereiro a PF apontou tentativas de “tráfico de influência” de Maturino junto aos tribunais superiores da capital federal. “Suspeita-se da possibilidade de atuação nos bastidores de outros advogados, inclusive numa tentativa de lobby (tráfico de influência) junto às respeitadas cortes”, diz trecho.

 

Segundo o jornal, a ofensiva do falso cônsul em Brasília coincidiu com a disputa judicial milionária envolvendo posse de terras no Oeste, que implicou juízes e desembargadores do estado. Antes de ser preso, no entanto, ele buscou interlocutores influentes na capital federal e frequentou cerimônias de posse nos tribunais superiores.

 

Adailton Maturino chegou a contratar um ex-assessor do STF para atuar nos processos nos quais está envolvido, com honorários estipulados em R$ 20 milhões em caso de êxito. Para a PF, este fato demonstrava que ele tinha “alta penetrabilidade no mais alto extrato do Judiciário”, apesar de sua estratégia não ter funcionado.

 

Replicando atuação na Bahia, quando custeou mais de R$ 1 milhão em passagens aéreas para pessoas próximas ao Judiciário local, segundo O Globo, em Brasília ele bancou viagens para o general Ajax Porto Pinheiro, que era assessor da Presidência do STF durante a gestão do ministro Dias Toffoli. Pinheiro ganhou de Maturino bilhetes para ir a Salvador em 1º de maio de 2019 e retornar no dia 4, com um custo de R$ 5.038. Ao jornal, ele alegou ter uma relação de amizade antiga com a família do falso cônsul e alegou ter oferecido para devolver o valor das passagens, o que não foi aceito. “Conheço o Adailton e família de período anterior à ida para a assessoria do STF. Nossos filhos foram e são amigos e nunca omiti tal fato”, disse o general, afirmando que Adailton nunca abordou os processos de seu interesse e tampouco fez pedidos indevidos.

 

De acordo com apuração do jornal, na véspera da viagem presenteada a Pinheiro, no dia 30 de abril, o grupo de Maturino protocolou no CNJ um pedido a Toffoli, na tentativa de reverter uma decisão sobre posses de terra no Oeste baiano, que prejudicava seus interesses. Ele não teve sucesso, o ministro e o CNJ mantiveram a posição.

 

Quem também foi contemplada com passagens aéreas foi a advogada Anna Carolina Noronha, filha do então presidente do STJ, João Otávio de Noronha. O falso cônsul lhe ofertou uma viagem em novembro de 2019, de Brasília a São Paulo. Procurada pelo O Globo, ela disse que foi contratada pelo filho de Maturino,  Adriel Brendown, que também é advogado, para atuar em parceria em um processo no STJ, envolvendo o litígio entre duas empresas da Bahia. A viagem, segundo ela, se deu para uma reunião de trabalho.

 

A defesa de Adailton Maturino afirma que as passagens “não envolvem motivos escusos” e confirma que a advogada viajou para uma reunião de discussão de processos. A respeito de um contrato de um advogado que é ex-assessor do STF, afirmou que “todos os contratos celebrados com advogados foram regularmente aperfeiçoados com pessoas que não possuíam nenhum impedimento na época da sua contratação”.

Mutirão de 28h de vacinação em Salvador tem madrugada animada por música
Foto: Reprodução/Twitter

Música e animação marcaram o mutirão de vacinação de 28h ininterruptas para aplicação da segunda dose da Coronavac em Salvador, na madrugada de domingo (16). No ponto de vacinação do Centro de Convenções de Salvador, na orla da Boca do Rio, profissionais da saúde animaram os colegas e também as pessoas que enfrentaram uma longa fila para se vacinar, cantando.

 

Um vídeo gravado no local mostra um trecho do momento e circula nas redes sociais. É possível ver um homem cantando e outro tocando saxofone, algumas pessoas nos carros cantando junto e dançando ao som da música “Ouvi Dizer”, da banda Melim.

 

Salvador chegou a 60 mil pessoas com doses da vacina atrasada nesta semana. O mutirão foi realizado em uma tentativa de agilizar e diminuir esse número de atrasados. A ação foi possível a partir da chegada de 25 mil novas doses da CoronaVac na capital baiana.

 

Domingo, 16 de Maio de 2021 - 11:20

Vacinação reduz em 95% mortes por Covid-19 na Itália, diz estudo

por Ana Estela de Sousa Pinto | Folhapress

Vacinação reduz em 95% mortes por Covid-19 na Itália, diz estudo
Foto: Bruno Concha/Secom

A vacinação contra Covid-19 reduziu as mortes em 95% na Itália, mostram resultados do primeiro estudo nacional sobre o impacto da imunização no país. Foram acompanhados 13,7 milhões de pessoas vacinadas de 27 de dezembro de 2020 a 3 de maio de 2021.
 

A queda no risco é progressiva a partir de 14 dias após a primeira dose e atinge o máximo a partir dos 35 dias. Após esse período, o estudo documentou também queda de 90% nas internações por Covid-19 e de 80% nos casos sintomáticos.
 

Os efeitos são semelhantes em homens e mulheres e em pessoas de diferentes grupos etários --no período estudado, a Itália estava imunizando os mais idosos e profissionais de saúde a partir de 40 anos.
 

"Os dados confirmam a necessidade de atingir rapidamente altas coberturas em toda a população para sair da emergência sanitária", afirmou o presidente do Instituto Superior de Saúde, Silvio Brusafero.
 

Participaram da análise pessoas imunizadas com as vacinas da Pfizer, da Moderna e da AstraZeneca. De acordo com o governo italiano, cerca de 65% dos pacientes estudados tomaram a vacina da Pfizer, 30%, e 5% a da AstraZeneca.
 

Entre os que receberam as duas primeiras, mais de 95% haviam tomado já as duas doses, com intervalos de 21 e 28 dias, respectivamente --mais de 90% dos participantes respeitaram o calendário de imunização. No caso dos vacinados com a AstraZeneca, cuja aplicação começou em fevereiro na Itália, nenhum dos avaliados havia ainda completado o ciclo de vacinação.
 

A Itália administra também o imunizante da Janssen, mas seu uso começou no final de abril, por isso ele não está incluído nos resultados. O estudo excluiu pessoas que tomaram a primeira dose numa data que impediria o acompanhamento de eventuais desdobramentos (a partir de 7 de março, para mortes, e de 4 de abril, para diagnóstico).
 

Os resultados também não incluem os que tinham sido diagnosticadas com Covid-19 antes do início da vacinação.
 

O texto ressalva que diferentes vacinas foram disponibilizadas em momentos diferentes, por isso pode haver casos em que a janela de tempo necessária para observar um possível evento não tenha sido suficiente.
 

Também observa que nem todos as faixas de idade e grupos populacionais estavam incluídas na campanha de vacinação, que priorizou os de maior risco. "As considerações estão destinadas a mudar com a entrada de novas vacinas e expansão da oferta vacinal a outros grupos populacionais", diz o texto.
 

Outro fato que pode alterar as conclusões é o aparecimento de variantes que escapem da proteção oferecida pelos imunizantes. Na |nglaterra, por exemplo, o governo afirmou nesta sexta (15) estar preocupado com o crescimento acelerado de pessoas infectadas pela B.1.617.2, identificada na Índia.
 

Segundo cientistas, ela é mais transmissível que outras linhagens que circulam no país, mas ainda não há evidências sobre o grau de transmissibilidade nem sobre como as vacinas agem sobre ela --a expectativa é que a proteção seja mantida.

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