Baiano de 19 anos é uma das 53 pessoas a tirar nota mil na redação do Enem
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Um baiano de 19 anos foi uma das 53 pessoas a tirar nota mil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (17) pela pasta. Os dados do concorrente, no entanto, não foram se limitaram à idade, local e sexo.

 

Postulantes de todas as regiões do Nordeste conseguiram a nota máxima no exame, à exceção dos estados do Maranhão e de Sergipe. O Ceará, com seis pessoas, foi o primeiro na região e o segundo no Brasil no quesito, empatado com o Rio de Janeiro. Minas Gerais, com 13, foi o estado com o maior número de notas mil.

 

Confira a lista de todos os estados e a quantidade de notas máximas: Alagoas (1); Bahia (1); Ceará (6); Distrito Federal (2); Goiás (4); Maranhão (1); Mato Grosso do Sul (1); Minas Gerais (13); Paraíba (1); Pará (2); Pernambuco (1); Piauí (2); Rio Grande do Norte (3); Rio Grande do Sul (3); Rio de Janeiro (6); São Paulo (4).

Provas para soldados da PM e bombeiros estão confirmadas, apesar da suspensão judicial
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA

A Secretaria da Administração do Estado (Saeb) confirmou, nesta tarde (17), a manutenção das provas para soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, marcadas para este domingo (19), apesar da decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que determinou a suspensão do concurso após a realização das provas objetivas e discursivas até que seja julgado o mérito da questão. 

 

De acordo com a Saeb, a decisão da desembargadora Dinalva Gomes Laranjeira Pimentel “não afeta esta etapa das provas, que serão realizadas normalmente”. 

 

“A Saeb salienta que não foi notificada a respeito da decisão judicial. Assim que o Estado foi notificado, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) adotará as medidas jurídicas cabíveis”, disse a secretaria por meio de nota. 

Com camisa 10, Ivete Sangalo participa de partida de futebol na Florida Cup
Foto: Reprodução/Instagram

Usando a camisa 10 e integrante do time rosa, a cantora Ivete Sangalo participou de uma partida de futebol na Flórida, nos Estados Unidos. O jogo, que foi registrado nas suas redes sociais, aconteceu durante o tradicional evento esportivo Flórida Cup. 

 

A cantora ganhou a companhia do filho, Marcelo, que atuou como goleiro e a torcida de familiares. O marido de Ivete, o nutricionista Daniel Cady, também participou do evento e apareceu ao lado da esposa no aquecimento e dando um beijo na amada no campo. 

 

A partida contou também com a participação de outras figuras conhecidas no Brasil, como o ex-jogador de futsal Falcão, o apresentador e humorista Marco Luque e o ex-BBB Fernando Medeiros. A jornalista Patrícia Maldonado também estava no local. 

 

De acordo com informações do portal VPD Orlando, a cantora Ivete Sangalo realizará, no dia 19 de janeiro, um show no mesmo evento americano durante a Fan Fest. A baiana subirá no palco do Music Plaza Stage, nos estúdios da Universal. 

 

Confira registros do evento: 






Fotos: Reprodução / Instagram

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Amo tanto meu casal!!???? #danivete #IveteSangalo

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E esse goleiro? E essa técnica? ????? #floridacup #ivetesangalo

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Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 20:20

Para evitar desgaste, Bolsonaro abre mão de participar de eventos da Aliança

por Daniel Carvalho | Folhapress

Para evitar desgaste, Bolsonaro abre mão de participar de eventos da Aliança
Foto: Reprodução / Poder 360

Para evitar desgaste, o presidente Jair Bolsonaro vai abrir mão de participar presencialmente de eventos da Aliança pelo Brasil, partido que tenta criar para comandar. 

A ideia é que ele interaja com apoiadores apenas em vídeo, seja por transmissão ao vivo pela internet ou em material previamente gravado.

Pelo cargo que ocupa, Bolsonaro usa em suas atividades a estrutura da Presidência da República. Isso inclui carro e avião oficiais para os deslocamentos, além de seguranças.

Sensível às redes sociais, ele teme ser alvo de críticas ao recorrer à estrutura do Palácio do Planalto em eventos políticos em outros estados.

Mesmo com a previsão de estar em Brasília neste sábado (18) e com a intempestividade que marca seu comportamento, auxiliares dizem que Bolsonaro não deve aparecer no ato que será promovido pela manhã na capital federal.

De acordo com organizadores da Aliança, ainda não está definido se, neste sábado, Bolsonaro fará uma live ou apenas mandará um vídeo gravado.

Eles dizem que, se o presidente for ao ato de Brasília, será cobrado a ir aos eventos de outras capitais -estão previstos 25 deles até 16 de fevereiro.

Além disso, em um mesmo dia haverá eventos simultâneos em cidades diferentes. 

Neste sábado também está programado ato em João Pessoa. Em 1º de fevereiro, haverá em Curitiba, Recife e Campo Grande.

Em outros casos, Bolsonaro já estaria impedido de participar por causa de conflito com a agenda presidencial. 

A viagem para as celebrações do Dia da República da Índia, em 26 de janeiro, por exemplo, inviabiliza a presença do presidente em Salvador (25) e Teresina (26).

No evento de Goiânia, primeira cidade no calendário da Aliança, Bolsonaro nem mesmo mandou vídeo na última quarta (15).

Segundo auxiliares, o presidente ficou sem agenda para preparar o material do ato do partido diante da crise que se abateu sobre o governo após a revelação pela Folha de S.Paulo de que seu secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, recebeu dinheiro de empresas contratadas pelo governo.

Um teste para os atos da Aliança foi realizado no Ceará, em 4 de janeiro, quando os apoiadores dizem ter conseguido 1.600 assinaturas. Não foram divulgas informações sobre o número de assinaturas conseguidas na capital goiana.

Organizadores da legenda dizem não ter um orçamento definido para os eventos, bancados, segundo eles, por voluntariado local. 

Se quiser participar das eleições municipais deste ano, a Aliança pelo Brasil precisará reunir 492 mil assinaturas até abril. 

Segundo a legislação vigente, um novo partido precisa de apoio de 0,5% dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados distribuídos por um terço das unidades da Federação (ou seja, nove) com um mínimo de 0,1% do eleitorado que tenha votado em cada uma delas.

Bolsonaro lançou a Aliança pelo Brasil em novembro, quando deixou o PSL, partido pelo qual foi eleito presidente.

A saída se deu em meio a um racha no partido, em um embate direto com o presidente do PSL, o deputado por Pernambuco Luciano Bivar.

As divergências tiveram início logo no começo do mandato, após a Folha de S.Paulo revelar o escândalo das candidaturas de laranjas.

Caso saia do papel, esta será o nono partido de Bolsonaro em sua carreira política. Ele ocupará a presidência da Aliança. 

Seu primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), é o primeiro-vice-presidente.

Assessor especial da Presidência, Tercio Arnaud Tomaz faz parte da direção da sigla. Ligado ao vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), ele integra o chamado "gabinete da raiva" do Palácio do Planalto.

À frente da empreitada político-partidária do presidente, o ex-ministro do TSE Admar Gonzaga e a advogada Karina Kufa, respectivamente, serão secretário-geral e tesoureira da legenda.



Passo a passo para criar um partido



Como se cria um partido?

O processo de criação de uma legenda envolve várias etapas.



São elas: 

1. Elaboração de um programa e estatuto com assinatura de pelo menos 101 fundadores, que sejam eleitores residentes no Brasil e estejam com direitos políticos plenos 

2. Elaboração de um programa e estatuto com assinatura de pelo menos 101 fundadores, que sejam eleitores residentes no Brasil e estejam com direitos políticos plenos

3. Registro em cartório em Brasília e publicação do estatuto no Diário Oficial da União

Registro de criação no TSE, em até 100 dias

4. Obtenção do apoio equivalente a 0,5% dos votos válidos da última eleição geral para a Câmara, distribuídos em no mínimo um terço dos estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado em cada um deles; o prazo é de dois anos

5. Obtenção do Registro de Partido Político em pelo menos um terço dos TREs do país e registro da Executiva Nacional no TSE



Quanto tempo leva todo o processo de criação?

Em média, cerca de três anos e meio. O recorde foi do PSD, do ex-ministro Gilberto Kassab, que levou um pouco mais de seis meses.

Para participar de uma eleição, a legenda precisa ser criada até seis meses antes do pleito.



Qual a parte mais demorada?

Geralmente é o processo de recolhimento e certificação das assinaturas, que são conferidas pela Justiça Eleitoral (para verificar, por exemplo, se não há duplicações). É comum que os partidos recolham mais assinaturas do que o necessário para compensar as que são desqualificadas.



Quantas assinaturas são necessárias?

Levando em conta as eleições de 2018, 0,5% dos votos válidos para a Câmara equivalem a 491.967 assinaturas, que precisam ser distribuídas por ao menos nove estados. Além disso, é necessário que, em cada estado, haja um mínimo de firmas equivalentes a 0,1% dos eleitores que votaram. Normalmente as legendas costumam apresentar um número próximo de 1 milhão de assinaturas.

Líder supremo do Irã afirma que Trump é um palhaço que vai trair os iranianos
Foto: Reprodução / Wikipédia

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (17) que o presidente Donald Trump é um palhaço que só finge apoiar os iranianos, mas que vai enfiar uma faca envenenada em suas costas.

 

Os comentários foram feitos durante seu primeiro sermão de sexta-feira em oito anos.O aiatolá disse que o velório para o general Qassem Soleimani, que foi morto por um ataque dos EUA no começo deste mês, mostra que o povo iraniano apoia a república islamita, de acordo com o G1.

 

Ele disse ainda que o assassinato covarde de Soleimani tirou de campo o mais eficaz comandante contra o Estado Islâmico.

 

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra bases americanas no Iraque. Khamenei disse que o ataque foi um golpe contra a imagem dos EUA como um superpoder.

 

Na parte do sermão feita em árabe, ele disse que a punição real seria forçar os EUA a sair do Oriente Médio. A Guarda Revolucionária se preparava para uma retaliação e, por engano, derrubou um avião ucraniano em Teerã, e mataram 176 pessoas.

 

Durante três dias, as autoridades do Irã esconderam o motivo verdadeiro da queda do avião –elas disseram que a aeronave havia caído por problemas técnicos.

Camaçari: PM apreende submetralhadora e revólveres; três suspeitos morrem
Foto: Divulgação / SSP-BA

Em operação motivada por denúncia anônima, a Polícia Militar apreendeu uma submetralhadora, revólveres e drogas, na tarde desta sexta-feira (17), em Barra de Pojuca, Camaçari. Três suspeitos morreram.

 

Guarnições da 59ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM - Vila de Abrantes) chegaram na área denominada Areal e avistaram um grupo armado, que atirou quando percebeu a presença da polícia. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), houve confronto e três suspeitos foram atingidos. Os baleados foram socorridos para o Hospital Geral de Camaçari, mas não resistiram.

 

Com os suspeitos, foram apreendidos uma submetralhadora calibre 9mm, dois revólveres calibres 38 e 22, carregadores, munições, 125 pedras de crack, 54 porções com maconha, 14 pinos de cocaína, três celulares e embalagens plásticas.

Paulo Martins assumirá Secretaria Especial de Cultura interinamente
Foto: Divulgação/ Secretaria Especial de Cultura

O Ministério do Turismo divulgou, na tarde desta sexta-feira (17), que José Paulo Martins, secretário-adjunto da pasta, assumirá interinamente a Secretaria Especial de Cultura, após exoneração de Roberto Alvim. (clique aqui).

 

Também nesta sexta-feira, de acordo com a Folha de S. Paulo, a atriz Regina Duarte foi convidada pelo governo para assumir a pasta. Ela prometeu responder até amanhã (18) (veja aqui).

 

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a demissão de Roberto Alvim do cargo de secretário especial da Cultura, após as declarações de cunho nazista feitas em pronunciamento oficial da pasta. 

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 19:00

Assessor de Guedes vira réu por investimento da Funcef na Sete Brasil

por Fábio Pupo | Folhapress

Assessor de Guedes vira réu por investimento da Funcef na Sete Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O assessor especial do ministro Paulo Guedes (Economia) Esteves Colnago e mais 28 pessoas viraram réus após a Justiça acolher denúncia por decisões tomadas por eles na gestão de fundos de pensão.

O juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou a denúncia feita pelo MPF (Ministério Público Federal). Os procuradores acusam os réus de gestão temerária de instituição financeira por causa de investimentos feitos na empresa Sete Brasil no âmbito da Operação Greenfield (que apura desvios em fundos de pensão e bancos).

"O MPF produziu e apresentou a este Juízo peça acusatória formalmente apta, acompanhada de vasto material probatório, contendo a descrição pormenorizada contra todos os denunciados", afirma o juiz em sua decisão. 

Em sua decisão, Vallisney torna réus 29 ex-dirigentes dos fundos de pensão da Caixa (Funcef), Banco do Brasil (Previ), Petrobras (Petros) e Vale (Valia). No total, os investimentos dos fundos de pensão na Sete geraram perdas de R$ 5,475 bilhões às entidades, segundo o MPF (em valores atualizados até outubro de 2019).

O juiz também dá sinal verde para que a Funcef vire assistente de acusação do MPF "se for de interesse" da Fundação no caso e em outros processos conexos.

Colnago, assessor de Guedes, foi membro do conselho deliberativo da Funcef e votou favoravelmente a um investimento feito pelo fundo de pensão na Sete em 2012.

Segundo a força-tarefa Greenfield, ele, como membro do conselheiro deliberativo da Funcef, aprovou de forma temerária investimentos feitos na empresa Sete Brasil, de construção de sondas de petróleo.

Na visão do MPF, Colnago e outros gestores do Funcef autorizaram os aportes ignorando riscos, diretrizes do mercado financeiro e do CMN (Conselho Monetário Nacional), além dos próprios regimentos internos. Além disso, não teriam sido feitos estudos de viabilidade sobre os aportes.

Criada no auge dos investimentos do setor naval do país e da bonança do pré-sal, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a Sete tinha como missão gerenciar a compra e a operação de 28 sondas para exploração de petróleo para a Petrobras.

Entre seus sócios tinha a própria Petrobras e o fundo de investimentos FIP Sondas, que reunia investidores como os bancos BTG Pactual e Santander, o fundo FI-FGTS e os fundos de pensão de Petrobras, Caixa, Banco do Brasil e Vale. Juntos, os sócios aplicaram mais de R$ 8 bilhões na empresa. Dinheiro já reconhecido como perda total no FIP Sondas.

A derrocada financeira da Sete começou ainda na fase inicial da Lava Jato, no final do ano de 2015. As primeiras denúncias de executivos da Sete, que também eram da Petrobras (no envolvimento de pagamento de propinas a estaleiros brasileiros que construiriam as sondas) levou o BNDES a vetar o empréstimo de longo prazo que permitiria manter a máquina da Sete funcionando.

Junto com essa decisão do BNDES, veio a crise do petróleo no mercado internacional que praticamente eliminou as chances de financiamentos alternativos. As sondas da Sete foram contratadas quando o petróleo atingiu US$ 110 o barril. Quando pediu recuperação judicial, já em 2016, era pouco mais de US$ 30.

OUTRO LADO

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na última semana, Colnago se defendeu das acusações do MPF. Ele disse não se arrepender de votar pelo investimento porque, em sua visão, as informações disponíveis na época não o fariam tomar outra decisão.

"Naquele momento, com as informações que tinha, sinceramente não sei se teria outra posição a dar. Hoje é muito fácil olhar para trás e falar: 'Puxa, não deveria ter feito'. Mas naquele momento as informações que eu tinha não me levavam a tomar outra decisão", disse.

Ele chegou a revelar que a recomendação de voto feita pela diretoria da Funcef ao conselho era de não fazer um novo investimento na Sete Brasil, mas que na hora da reunião os conselheiros foram informados pelos executivos que a visão tinha mudado para pró-aporte.

Colnago afirma que ficou desconfortável com a situação, mas que acabou sendo convencido pelos diretores e pelos documentos trazidos à reunião de que o investimento seria uma boa opção. "O debate houve. Você tinha os pareceres dizendo que o investimento era bom", disse.

"Não me arrependo. Deu errado. Podia ter dado muito certo. Mas deu errado. Você ia imaginar que a Petrobras tava cheia de coisa lá dentro? Nunca. Que o petróleo ia despencar? Os grandes bancos estavam entrando, não só os públicos", afirmou.

Procurado, o Ministério da Economia afirmou que Colnago está à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos relacionados à gestão dos fundos de pensão. 

"O assessor esclarece que todas as atividades exercidas como membro do Conselho Deliberativo do Fundação dos Economiários Federais (Funcef) ocorreram em consonância com o regimento interno e demais normas legais", afirma a nota enviada.

Em nota, a Funcef afirmou que foi o primeiro fundo de pensão a se tornar assistente de acusação nas apurações do MPF e da Polícia Federal acerca dos investimentos que estão sendo investigados pela Operação Greenfield.

"Importante enfatizar que a Funcef contribui ativamente na produção de provas para auxiliar o MPF e PF", disse.

"Como destacado pelo MPF e pela PF, a Petrobras foi a grande beneficiada do Projeto Sondas e dos investimentos dos fundos de pensão, sendo que a denúncia não isenta a Petrobras de sua responsabilidade para com os fundos de pensão, pois tal responsabilidade revela-se inconteste", completou.

Em nota, a Petros disse estar "comprometida com as melhores práticas de governança e responsabilidade na administração dos recursos dos participantes".

"Neste contexto, vem colaborando de forma irrestrita com a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e demais órgãos competentes, seguindo procedimento adotado desde o início das investigações nos fundos de pensão", afirmou.

"Além disso, há processo de responsabilização contra ex-dirigentes no intuito de buscar ressarcimentos", acrescentou a Petros, informando ter ingressado com requerimentos na Justiça para atuar como assistente do MPF em processos de improbidade administrativa movidos pelo órgão contra ex-gestores.

Obras do terminal de contêineres do porto de Salvador serão entregues em março
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

O vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, João Leão, visitou, nesta sexta-feira (17), as obras de ampliação do berço de atracação  Água de Meninos, no Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon). Com 70% das obras concluídas, a previsão é de que a primeira etapa das obras de ampliação seja entregue em março deste ano. O local passará a ter 800 m, dobrando a capacidade de atendimento, o que permitirá o recebimento de dois navios de grande porte ao mesmo tempo. O Tecon Salvador é a principal porta de entrada de insumos e produtos consumidos na Bahia.

 

“No Brasil, não tem uma obra de tamanha grandeza. Nós estamos dobrando isso aqui e a nossa capacidade de carga, se tornando um dos maiores exportadores do Brasil. Teremos os maiores guindastes do mundo, onde os maiores navios do mundo vão atracar. Estamos dragando esse cais, vai ser feito um aterro na área alagada e esse porto vai nos dar muito orgulho”, afirmou Leão.

 

Incluída no Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal (PPI) do Governo Federal, a primeira fase da obra teve investimentos de cerca de R$ 443 milhões, realizados com 100% de recursos privados, gerando aproximadamente 700 empregos diretos.

 

De acordo com o diretor executivo do terminal, Demir Lourenço, mais melhorias serão feitas na segunda etapa da obra. “Nós estamos fazendo frente ao crescimento econômico, que temos certeza que virá a curtíssimo prazo na Bahia. São mais de R$ 400 milhões de investimento nos últimos dois anos. Uma vez terminada a extensão do cais, nós vamos pavimentar mais de 30 mil metros quadrados de retroárea e realizar uma dragagem para poder receber esses navios”, explicou.

Regina Duarte é convidada para Secretaria de Cultura e diz que responderá até amanhã
Foto: Reprodução / Twitter

A atriz Regina Duarte foi convidada pelo governo para assumir a Secretaria Nacional de Cultura e disse que vai responder até este sábado (18). Ela já foi chamada anteriormente para o posto pelo presidente Jair Bolsonaro, mas recusou. Dessa vez, no entanto, o assédio a ela aumentou.

 

A atriz, conhecida por suas posições de direita, vem sendo cortejada por membros do entorno de Bolsonaro desde o anúncio da saída de Roberto Alvim (reveja aqui). Regina disse a interlocutores que ficou animada, mas ainda está em dúvida sobre assumir o cargo.

 

O nome dela também foi levado por um parlamentar próximo ao presidente ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de acordo com a coluna de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo.

BN na Tela: Secretário de Cultura é demitido após repetir discurso usado no nazismo

O Secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, foi demitido pelo presidente Jair Bolsonado depois de usar um discurso nazista em um pronunciamento oficial feito ontem. A Justiça marcou o primeiro júri popular para julgar os responsáveis pelo incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Uma menina de 11 meses morreu dias depois de cair da janela em Feira de Santana. E em Ilhéus, uma máquina despencou no porão de um navio depois que as amarras do guindaste partiram. Acompanhe o BN na Tela:

 

 

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 17:40

Pela primeira vez, Fiocruz terá laboratório na Antártida

por Folhapress

Pela primeira vez, Fiocruz terá laboratório na Antártida
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Pela primeira vez, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) realizará pesquisas na Antártida, investigando eventuais ameaças de microrganismos presentes na região, como bactérias, vírus, fungos e parasitas, à saúde humana e dos animais.

Ao mesmo tempo atuará na busca de microrganismos que podem ajudar na formulação de novos medicamentos.

"É muito importante imprimir essa visão integrada e multidisciplinar, principalmente com enfoque na saúde pública", diz Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, que esteve presente na inauguração da nova base.

A instituição tem um dos 17 laboratórios da nova base científica brasileira na Antártida, o Fiolab. O primeiro projeto aprovado em edital do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) tem duração de quatro anos.

Ao todo, o edital, de R$ 2018, prevê R$ 18 milhões para 19 projetos de pesquisa de várias instituições do país. Outros R$ 2 milhões foram destinados para a compra de equipamentos para os laboratórios.

A projeto de pesquisa da Fiocruz também pretende avaliar a diversidade genética, virulência e capacidade metabólica e genômica dos microrganismos estudados -por exemplo, verificando quais são naturais da Antártida e quais são trazidos por animais, por correntezas, por aves migratórias, correntes de ar, por pesquisadores, por visitantes e turistas.

Com isso, explica Nísia Lima, a ideia é tentar estimar o risco que eles oferecem para o continente sul-americano. Ou seja, será um projeto de vigilância e prevenção epidemiológica em longo prazo.

Os microrganismos podem estar presentes nos animais que vivem ou circulam pela região, nas águas, nos solos, nas rochas e ainda no permafrost, que é um tipo de solo encontrado na região do Ártico e formado por terra, gelo e rochas que estão permanentemente congelados.

Esses patógenos poderão surgir a partir do degelo da calota polar, com a exposição de camadas inferiores de gelo e solo pelo aumento da temperatura, e da migração de espécies que buscarão alimentos em outros ambientes. 

De acordo com Lima, outra linha de pesquisa é a chamada bioprospecção, ou seja, microrganismos que podem, no futuro, atuar na formulação de medicamentos. Eles vivem em ambientes extremos e têm na constituição moléculas e competências fisiológicas e químicas diferenciadas, com potencial para o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos em saúde, como medicamentos e insumos.

"A Fiocruz trabalha na perspectiva do complexo econômico industrial da saúde. Temos Farmanguinhos, desenvolvendo fármacos, BioManguinhos, na linha de vacinas e biofármacos."

Segundo ela, antes dessa participação mais institucional, a Fiocruz já tinha parcerias com pesquisadores antárticos e lideranças do programa, como o Ministério de Ciência e Tecnologia e a Marinha.

A ideia, afirma Lima, é ir ampliando a participação de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento neste projeto. "É estratégico para o país e para a saúde do planeta."

Um deles é o microbiologista Luiz Rosa, professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e coordenador do Myconantar, um braço do Proantar que estuda fungos antárticos há 12 anos e reúne mais de 70 pesquisadores.

Rosa tem uma das maiores coleções de fungos do continente gelado do mundo, cerca de mil, e desenvolve pesquisas interdisciplinares. Desde a identificação e possíveis aplicações desses microrganismos em futuros fármacos até o papel deles como herbicidas e pesticidas menos tóxicos na agricultura.

"Tudo o que vem para somar, é sempre bom. Temos dezenas de estudos já publicados e um livro sobre fungos na Antártica. A sobreposição de pesquisas seria um desperdício de dinheiro público, por isso será preciso otimizar os esforços."

Avenida Sete tem trecho interditado para obras neste fim de semana
Foto: Divulgação / Seinfra

O tráfego de veículos será alterado neste fim de semana na Avenida Sete de Setembro, em Salvador, para dar prosseguimento às obras de requalificação da via. O bloqueio será realizado a partir da Casa D’Itália até o Relógio de São Pedro. Além disso, também será impedido o fluxo de veículos também na Rua Politeama.

 

Segundo a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), há dua recomendações para os condutores que estiverem Campo Grande com destino à Praça Castro Alves. A primeira é descer até o bairro do Comércio e subir pela Ladeira da Montanha. A outra opção é seguir para o Vale dos Barris, acessar a Rua Direita da Piedade de onde pode chegar na Av. Joana Angélica. Nesta via, o condutor deve virar à esquerda, na rua Engenheiro Silva Lima, que fica logo após o prédio do antigo Instituto de Previdência do Servidor (IPS). A partir daí, ele pode chegar na rua do Paraíso, via que leva até à Av. Sete de Setembro após o ponto de interdição.

 

No sábado (18), a interdição ocorre entre 14h e 21, enquanto no domingo o bloquei será realizado entre 7h e 19h.

Decisão de Toffoli pode trocar juízes dos casos Flávio e Lulinha
Foto: Reprodução / Página 3

A regra fixada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que estabelece um prazo de seis meses para a entrada em vigor do juiz de garantias, também pode provocar a mudança dos magistrados que darão sentenças em investigações em andamento, como o inquérito que envolve o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) no caso das “rachadinhas”, e a apuração contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. 


Se nos próximos 180 dias, o Ministério Público não oferecer denúncias formais contra réus de operações como Lava Jato, Zelotes e Greenfield, seus casos passarão a ser divididos entre dois magistrados, de acordo com o Estado de São Paulo.

 

Ao esticar o prazo para a entrada em vigor do juiz de garantias, Toffoli estabeleceu uma “regra de transição” para a validade do texto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro. Nas ações penais já em curso, ou seja, naqueles casos em que a denúncia já foi recebida, não deve haver mudanças na condução dos processos. 

 

No entanto, nas apurações que estiverem menos avançadas, ou seja, aquelas em que a acusação formal ainda não foi aceita por um juiz, a nova legislação já deve produzir efeitos, afastando os juízes que acompanharam os casos até aqui.

 

Na investigação de um suposto esquema de “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, na Assembleia Legislativa do Rio, os promotores estão perto de oferecer a denúncia, segundo pessoas que acompanham a investigação.

 

Para que o juiz Flavio Itabaiana, considerado linha-dura, continue à frente do caso, ele só teria que aceitar a acusação formal em seis meses. O nível de detalhamento dos autos da medida cautelar apresentada à Justiça pelos investigadores no mês passado, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 24 alvos, já é semelhante ao de uma denúncia.

 

A primeira quebra de sigilos bancário e fiscal autorizada no caso se deu em abril do ano passado e atingiu 85 pessoas e nove empresas. Desde então o MP tinha essas informações para cruzá-las, mas o inquérito foi paralisado em julho por outra decisão de Toffoli.

 

A decisão só foi julgada – e revertida – em 4 de dezembro pelo plenário do Supremo. A medida cautelar, apresentada à Justiça um dia após o Supremo mudar a decisão de Toffoli, passou apenas por pequenos ajustes antes de ser levado ao juiz. Itabaiana a endossou em 11 dias.

 

Em Curitiba, Fábio Luís, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também ainda não foi denunciado pela Lava Jato, sob responsabilidade do juiz Luiz Antônio Bonat. Lulinha é suspeito de receber cerca de R$ 132 milhões da Oi, como propina. Ele nega. O filho do ex-presidente foi alvo de buscas no dia 10 de dezembro. Como ele não foi preso, hipótese em que há prazo para a denúncia, não há urgência em oferecer a acusação. Lula, por exemplo, foi alvo da Operação Alethea em março de 2016 e denunciado em setembro.

 

A Lava Jato de São Paulo também tem casos em que poderia haver troca de juízes. Entre um dos investigados por suspeita de corrupção nas obras do Rodoanel, o ex-diretor da Dersa, Pedro da Silva ainda não foi denunciado. Sucessor de Paulo Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB e também investigado em Curitiba, Silva teria girado R$ 50 milhões de forma irregular em cinco anos. Ele também nega as acusações.

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 16:40

Mais de 140 mil inscritos zeraram redação do Enem 2019

Mais de 140 mil inscritos zeraram redação do Enem 2019
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Cerca de 143 mil participantes zeraram a redação do Enem 2019. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que organiza a prova, a quantidade é superior a 2018, quando 112 mil não pontuaram na modalidade. 

 

O grupo que não pontuou na prova cometeu infrações como deixar a folha de redação em branco, fugir do tema, fazer cópia do texto motivador e outros, como texto insuficiente ou fora do padrão. 

 

Já a nota máxima de 1.000 pontos foi alcançada por apenas 53 candidatos. Cerca de 3,9 milhões de candidatos compareceram às provas, que foram realizadas em 3 e 10 de novembro do ano passado.

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 16:20

Criminosos burlam dupla verificação do WhatsApp, diz advogado

por Rogério Pagnan | Folhapress

Criminosos burlam dupla verificação do WhatsApp, diz advogado
Foto: Reprodução / Olhar digital

O advogado paulista Luciano Caparroz Pereira dos Santos já estava em ritmo de festas de final de ano quando ele recebeu, em 28 de dezembro, o telefonema de um suposto funcionário do site de vendas de veículos onde havia postado anúncio para venda de um carro.

Ele forneceu o código de segurança que apareceu no visor do celular, conforme solicitou o suposto funcionário, e só na continuação da conversa percebeu que estava sendo vítima de um golpe cada vez mais comum no país: o sequestro de contas do WhatsApp.

Algo nada trivial nessa história, porém, é um detalhe que pode revelar uma falha no sistema de segurança da WhatsApp. "Eu tinha senha dupla. Eu não estava só com uma senha. Já estava com duas, mas, mesmo assim, ele conseguiu destravar."

Procurado desde a tarde da última terça-feira (14), o WhatsApp não respondeu aos questionamentos da reportagem. Não informou se os criminosos conseguiram, de fato, furar o bloqueio de segurança de duas senhas, principal recurso do aplicativo para evitar fraudes.

O procedimento de duas senhas, ou verificação em duas etapas, é fortemente recomendado pelo WhatsApp como forma de prevenir abusos, como a empresa se refere a esse tipo de golpe.

A história de Santos é novidade até para a polícia de São Paulo. O delegado Carlos Henrique Ruiz, titular da Delegacia de Investigações Sobre Fraudes Patrimoniais Praticadas por Meio Eletrônico, disse desconhecer caso semelhante e não sabe dizer como seria possível isso acontecer.

Santos diz não ter fornecido a segunda senha. "Não tenho a menor ideia de como conseguiram. Talvez, com a primeira senha alterada, se pode alterar a segunda via email, posteriormente", disse Santos.

Os casos mais comuns de sequestro de conta acontecem, segundo o delegado, quando o próprio usuário fornece a senha enviada pela WhatsApp, como fez Santos. Mas todos que conhece foram em contas que não possuem a segunda etapa de confirmação, que pede uma senha de seis dígitos.

A reportagem falou com outras vítimas de golpe, como a fisioterapeuta Denise Brigido e o médico Carlos Aburad, que tiveram as contas sequestradas recentemente. Ambos não tinham a verificação em duas etapas e só decidiram adotá-la após o problema.

Os criminosos conseguiram os dados de Aburad em um site de comércio de produtos. Um suposto funcionário do site ligou para o médico e pediu que informasse o código que apareceria em sua tela. O golpe idêntico ao ocorrido com o advogado Santos.

"Ele pediu para confirmar detalhes do anúncio do carro e, ao final, pediu para confirmar um código. A partir desse código, ele clonou meu WhatsApp e bloqueou do meu telefone", disse.

A ligação que ele recebeu ocorreu poucos minutos após postar o anúncio.

O golpe sofrido por ele fez outra vítima. "Na hora eu nem desconfiei. Era uma pessoa que jamais teria motivo para desconfiar. Só fui solidária. Cinco ou dez minutos depois, a mulher dele começou a mandar mensagem para todo mundo dizendo que o WhatsApp dele tinha sido clonado. Liguei rápido no meu banco, mas disseram: 'acabaram de sacar", disse a jornalista Debora Pinho, que transferiu R$ 2.340 a pedido do estelionatário.

"Eu me senti uma idiota. Parece uma coisa tão real, tão próxima, que você não vê maldade. Outra coisa que contribuiu para o golpe é que hoje as pessoas não se falam mais pelo telefone. É WhatsApp o tempo todo, e você nem pensa em ligar para confirmar", diz ela.

Já com Denise os criminosos foram mais engenhosos. Eles encontraram o número de telefone dela no Instagram, em que faz críticas de livros (embarcandonaleitura), e se passaram por produtores de um programa de televisão convidando-a para uma entrevista.

"Eu respondi, falando que tudo bem. Eles falaram que iam mandar os dados por email, mas tinha que passar o código [de confirmação] pra eles. Aí, eu caí. Na hora não me liguei que era o código de acesso ao WhatsApp em outro aparelho", disse. "Na hora eu já fiquei sem acesso ao app pelo meu celular. Tentei entrar várias vezes, mas o WhatsApp bloqueia se você tenta muito. Mas eles ficam conectados", afirmou ela.

Todos os contatos da fisioterapeuta receberam pedidos de dinheiro. "Eu desconfiei porque a pessoa me chamou de senhor, a Denise não me chama assim. Também pedi para falar por telefone, a pessoa também disse que não podia. Então, desconfiei", disse o jornalista Alfredo César Souza. "Eu sempre ligo para confirmar", disse ele.

A história de Denise é muito semelhante à contada pelo jornalista da Folha Marcos Nogueira, que teve a conta sequestrada após falso convite para participar de uma festa.

Nos questionamentos enviados ao WhatsApp, a reportagem enviou o nome de Luciano Caparroz e o número do celular dele usado para acesso ao aplicativo de mensagens. A assessoria de imprensa da empresa informou que os dados foram enviados ao departamento responsável. Até a publicação deste texto, não houve resposta.

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 16:00

Bahia registrou apenas um caso de ataque a jornalistas em 2019

por Mari Leal

Bahia registrou apenas um caso de ataque a jornalistas em 2019
Foto: Reprodução/Facebook

O número de ataques a jornalistas e a veículos de comunicação no Brasil cresceu em 2019, chegando a 208 ocorrências, 73 a mais que em 2018. Os dados são do Relatório da Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, publicado nesta quinta-feira (16) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). 

 

Deste total, apena um foi registrado na Bahia, em Salvador. No entanto, conforme constatado pelo estudo, a ocorrência segue a tendência nacional de ter sido cometida por políticos. 

 

No dia 28 de junho do ano passado, de acordo com o relatório, jornalistas "foram hostilizados virtualmente pelo secretário de Trabalho, Esporte e Lazer do município de Salvador, Alberto Pimentel, e pela deputada federal Dayane Pimentel (PSL), devido a reportagem 'Prefeitura embarga trio do MBL-BA para manifestação em defesa de Moro na Barra'". O documento registra ainda a veiculação de imagens do repórter feita pelo secretário em seus perfis pessoais nas redes sociais. 

 

BOLSONARO LIDERA

Das 208 ocorrências registradas no Brasil, 121 tiveram como autor o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) (veja mais aqui). De acordo com o documento, "em um ano de governo, o presidente Jair Bolsonaro, sozinho, foi o responsável por 121 casos (58,17% do total) de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas. Foram 114 ofensivas genéricas e generalizadas, além de sete casos de agressões diretas a jornalistas, totalizando 121 ocorrências". A maioria das agressões do presidente foi feita a partir de divulgações oficiais da Presidência da República ou no perfil pessoal de Jair Bolsonaro na rede social Twitter.

Ministro da Educação diz que Enem 2019 foi 'melhor de todos os tempos'
Foto: Reprodução/Flickr

A avaliação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, é de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 foi o "melhor de todos os tempos". A declaração foi feita nesta sexta-feira (17), dia em que foram divulgados os resultados das provas.

 

Weintraub recebeu a imprensa ao lado do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, para divulgar o resultado do desempenho dos 3,9 milhões de participantes do exame.

 

"[Está] tudo mostrando que foi o Enem de todos os tempos. Mostrando que gestão e eficiência e respeito ao dinheiro público são marcas do governo Bolsonaro. Resumidamente, estou muito satisfeito", disse Weintraub. O ministro destacou o fato de em 2019 não ter havido polêmicas relacionadas ao Enem. "Não teve polêmica, foi tudo muito aceito. A gente não teve problema operacional nenhum a cargo do MEC [Ministério da Educação]. A única coisa que houve, pontualmente, foi uma tentativa de sabotagem, uma pessoal que já está com a Polícia Federal. Então não prejudicou nada", afirmou.

Projeto do governo acelera promoções de policiais militares na Bahia
Foto: Divulgação

O governo do Estado esclareceu que o projeto de lei para acelerar as promoções nas carreiras dos policiais militares e dos bombeiros militares da Bahia teve o objetivo de amenizar os impactos da Lei 13.954/2019, proposta pelo Governo Federal e aprovada pelo Congresso Nacional, que gerou perdas e retirou direitos das duas categorias, segundo a administração estadual.

Segundo o governo, o projeto foi “amplamente negociado” com representantes das duas categorias e chegou ao limite de possibilidades financeiras do Estado, na tentativa de amenizar os efeitos decorrentes da promulgação da Lei Federal.

A Lei Federal 13.954/2019 aprovada no dia 18 de dezembro de 2019 extinguiu um mecanismo da legislação previdenciária dos policiais militares que permitia um PM subir até duas patentes ao se aposentar. Conhecido como Pulo, o dispositivo legal possibilitava, por exemplo, que um major se aposentasse com os proventos tenente coronel. 

Segundo o governo, para corrigir um dos danos causados pela Lei Federal, foi elaborado um projeto de Lei para acelerar os avanços (promoções) das carreiras dos PMs e Bombeiros, permitindo, assim, que eles consigam alcançar, ainda durante o período da ativa, patentes que eles só alcançariam após a aposentadoria, conforme legislação anterior revogada pela nova Lei Federal 13.954/2019. 

Assim, o projeto de lei estadual possui uma dupla função: evita as perdas para as duas categorias, causada pela Lei Federal, e ainda permite que os PMs e Bombeiros ascendam com mais rapidez nas carreiras. Essa maior fluidez nas carreiras vai possibilitar que praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) consigam alcançar o oficialato mais facilmente, o que era um pleito antigo das categorias. Um soldado terá ampliada a possibilidade de poder chegar a tenente ou mesmo outras patentes de oficiais em intervalo de tempo menor.

PROMOÇÕES 
O projeto de lei propôs o aumento de vagas para promoção e a redução do interstício (espaço de tempo entre as promoções). Essas medidas geram a possibilidade de mais de seis mil promoções nas duas categorias e uma despesa estimada em R$ 76 milhões para os cofres do Governo Estadual. 

Somando a Polícia Militar e os Bombeiros, o projeto vai abrir, por exemplo, 540 vagas para 1º tenente, 688 para subtenente, 182 para major, 16 para tenente coronel, além de outras patentes. A abertura das novas vagas vai gerar um efeito multiplicador em função das promoções. Quando um policial ou bombeiro for promovido para uma patente superior, vai, automaticamente, abrir a vaga que ocupava anteriormente, gerando um efeito cascata para as promoções.

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 15:00

MEC recebe e não usa mais de R$ 1 bi recuperado na Lava Jato

por Thiago Resende e Paulo Saldaña | Folhapress

MEC recebe e não usa mais de R$ 1 bi recuperado na Lava Jato
Foto: Marcos Corrêa/PR

Apesar de o governo Jair Bolsonaro alardear o direcionamento dos recursos recuperados pela Operação Lava Jato para a educação, o ministro Abraham Weintraub não usou o dinheiro destinado às ações de educação básica. O fundo, de R$ 2,6 bilhões, foi alvo de disputa e acabou tendo os recursos destinados à educação e à preservação ambiental, divididos entre sete ministérios.

Apesar de ter recebido a maior fatia, acima de R$ 1 bilhão, Weintraub foi o único que não deu finalidade à verba --o ministro nem sequer empenhou o recurso. O empenho é a primeira etapa da execução do orçamento público e garantiria que os recursos seriam de fato aplicados na educação básica, mesmo que futuramente. A etapa, que compreende a educação infantil e os ensinos fundamental e médio, é apresentada pelo governo como prioridade.

Procurado, o MEC confirmou que o dinheiro não foi aplicado, mas defendeu que a verba ainda será usada. O Ministério da Economia afirmou que os recursos parados acabaram inflando a contabilidade do governo. Isso reduziu, portanto, o rombo das contas públicas em 2019. Mas o Orçamento de 2020 não prevê dinheiro do fundo, e, sem poder estourar o teto predeterminado, técnicos do governo agora discutem como evitar perder os recursos.

No MEC, o dinheiro foi destinado a ações para obras de escolas, sobretudo na educação infantil (creche e pré-escola), e custeio de matrículas, em duas ações orçamentárias executadas pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).O aporte desse dinheiro na educação foi comemorado pelo governo em várias ocasiões. Weintraub compartilhou, ainda em maio de 2019, mensagem do presidente Bolsonaro nas redes sociais em que ele falava da intenção de "destinar grande parte ou todo o valor da multa da Petrobrás acordada com a Lava Jato ao Ministério da Educação".

O dinheiro recuperado pela Lava Jato chegou aos ministérios em novembro, durante o embate envolvendo o comando do FNDE. Para manter o controle de seu orçamento bilionário, Weintraub acabou demitindo no fim de 2019 o então presidente do fundo, Rodrigo Sergio Dias, que era uma indicação política.

A indefinição dentro do MEC para aplicar o recurso, porém, travou sua execução. O governo queria usá-lo para viabilizar um projeto de voucher para creches, no qual entregaria às famílias dinheiro para pagar creche particular. No entanto, há entraves legais para o gasto de dinheiro público em instituições com fins lucrativos na educação infantil. A consultoria jurídica do MEC tem procurado uma solução, mas relatos de integrantes do ministério indicam que essa opção --uma aposta da gestão Bolsonaro para ampliar o acesso-- já não é mais certa dentro do governo.

O fundo foi abastecido por multas pagas pela Petrobras em acordo firmado com o Departamento de Justiça dos EUA em busca de uma reparação por causa do esquema de corrupção desbaratado na estatal. A distribuição do montante bilionário foi acertada entre PGR (Procuradoria-Geral da República), Congresso e representantes do governo Bolsonaro, após embate com procuradores de Curitiba.

A força-tarefa da Lava Jato no Paraná queria aplicar os recursos da Petrobras em uma fundação privada que promoveria ações de combate à corrupção. A ideia, contudo, foi barrada no STF (Supremo Tribunal Federal). Durante quase seis meses do ano passado, integrantes do governo participaram das negociações com a PGR e a cúpula do Congresso sobre como dividir a verba.

Chegou-se a consenso de que o dinheiro recuperado pela operação deveria expandir os investimentos em educação e na preservação da Amazônia Legal.Além da pasta de Weintraub, os recursos foram para 1) o programa Criança Feliz (de atenção à primeira infância); 2) projetos de empreendedorismo, inovação e bolsas de pesquisa; e para 3) a ampliação de unidades de atendimento especializado a crianças e adolescentes.

Essas ações são comandadas, respectivamente, pelos Ministérios da Cidadania, da Ciência e Tecnologia e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Na área ambiental, a verba irrigou o orçamento para regularização fundiária na Amazônia Legal (Ministério da Agricultura), operações de fiscalização e combate ao desmatamento ilegal (Meio Ambiente) e combate a ilícitos na região (Defesa).

Todas as pastas usaram pelo menos parte dos recursos. Weintraub, por sua vez, não deu explicações sobre o dinheiro que deixou parado nos cofres públicos, com risco de expirar. A situação é especialmente chamativa porque o MEC passou em 2019 por bloqueios de recursos que atingiram ações da educação básica, além do ensino superior e da pesquisa científica.

Há outro fator. As duas ações orçamentárias para as quais os recursos da Lava Jato foram destinadas ("Apoio à Manutenção da Educação Infantil" e "Apoio à Infraestrutura para a Educação Básica") tiveram o empenho de 97% dos recursos previstos, mas somente 6% foram gastos.

Esse percentual significa R$ 129 milhões de um orçamento de R$ 2 bilhões, sem contar as receitas do fundo da Lava Jato. Weintraub espera usar o valor de R$ 1 bilhão futuramente, o que demandaria alterações no Orçamento de 2020. Uma hipótese analisada pela equipe econômica é que o Congresso tenha de aprovar --mais uma vez-- um crédito para o ministério.

No ano passado, o governo teve de pedir aos congressistas que o Orçamento fosse modificado para ampliar os gastos com educação e preservação ambiental sustentados pelo fundo da Lava Jato. Isso pode ser feito novamente em 2020, mas o governo já está com dificuldades de contornar o teto de gastos (limite de crescimento das despesas pela inflação).

Diante dessa amarra, o governo precisa escolher onde gastar, pois o espaço é limitado --como neste ano todo o espaço sob o teto foi usado e não há margem para ampliar os gastos, o aumento de uma despesa significa necessariamente o corte de outra.

'Embasa tem sido perversa com o cidadão de Salvador', diz ACM Neto
Foto: Divulgação

O prefeito ACM Neto (DEM) subiu o tom contra a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) em entrevista ao Bahia Meio Dia desta sexta-feira (17). Perguntado por Jéssica Senra sobre a alegação da estatal que culpabiliza a ausência de cobertura em regiões da cidade por falta de estrutura montada pela prefeitura, Neto afirmou que a Embasa não tem autoridade nenhuma para falar da prefeitura. 

 

“A Embasa tem sido perversa com a prefeitura e com o cidadão”, afirmou Neto. O prefeito culpabiliza a estatal ainda por depredar obras asfálticas da administração ao realizar intervenções pela cidade. 

 

Neto defendeu que uma das maiores obras da prefeitura será de saneamento. “Vamos desenvolver o maior projeto de saneamento na Bacia do Mané Dendê. Serão R$ 500 milhões de investimento para a região do Subúrbio”, declarou. 

Lavagem do Bonfim 2020 termina sem registro de morte violenta e com 132 furtos
Fotos: Divulgação / SSP-BA / Alberto Maraux

Primeira grande festa popular do calendário baiano, a Lavagem do Bonfim 2020 se encerrou sem registro de morte violenta, informou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). 

 

Em relação aos crimes contra o patrimônio, a polícia contabilizou 132 furtos e 21 roubos. Uma arma branca foi apreendida e nenhuma arma de fogo ou incidente com material bélico foi computado. No total, cinco suspeitos de práticas delituosas foram detidos e encaminhados para a 3ª Delegacia Territorial (DT/Bonfim). 

 

Durante desfile do cortejo, no período da manhã, e na festa que se concentra na região da Colina Sagrada (períodos da tarde e noite), não houve homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) ou lesão dolosa seguida de morte. Ações policiais resultaram nas prisões em flagrantes de quatro pessoas, envolvidas em agressões, furtos e roubos.

 

Baianos e turistas registraram ainda 27 casos sobre perdas de documentos (RGs e CNHs na maioria).

Deputado baiano quer multa por atraso de mais de uma hora para início de shows públicos
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

O deputado federal baiano Charles Fernandes (PSD) quer tornar obrigatório o cumprimento para o horário de início de shows e apresentações públicas, com tolerância de uma hora. Pelo texto, os responsáveis pela organização de shows ou apresentações públicas remuneradas ficam sujeitos ao pagamento de multa em caso de atraso maior que o estabelecido.

 

De acordo o site da Câmara, a multa será equivalente a 10% da arrecadação total bruta da apresentação e deverá ser aplicada pelo Procon do município onde ocorreu o evento ou pelo Procon estadual e deve ser destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

 

“O cumprimento do horário marcado para o início de uma apresentação pública é um sinal de respeito e consideração para com o consumidor e deveria ser algo analisado pelos promotores e organizadores”, defendeu Charles sobre sua proposta. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Cultura, de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 13:45

Recuperado de cirurgia, Geninho se apresenta ao Vitória na segunda-feira

por Glauber Guerra

Recuperado de cirurgia, Geninho se apresenta ao Vitória na segunda-feira
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

Depois de passar por uma cirurgia no olho, o técnico Geninho vai se apresentar ao Vitória na segunda-feira (20). O procedimento já estava marcado desde o ano passado.

 

O auxiliar Bruno Pivetti ficou responsável por comandar os treinos do Vitória na ausência de Geninho. O jogo-treino contra o Bahia de Feira, sábado (18), às 16h, ainda será orientado por Pivetti. 

 

Com o retorno de Geninho, o técnico estará no banco de reservas na estreia do time rubro-negro na Copa do Nordeste. O Vitória pega o Fortaleza, no dia 25 de janeiro, um sábado, às 16h, no Barradão.

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 13:40

Lula revê discurso e ecoa Eduardo Bolsonaro com 'Lula solto não é Lula livre'

por Daniela Arcanjo | Folhapress

Lula revê discurso e ecoa Eduardo Bolsonaro com 'Lula solto não é Lula livre'
Foto: Ricardo Stuckert

"Mais uma da série 'Lula solto não é sinônimo de Lula livre'", tuitou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no dia 9 de novembro de 2019, um dia após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixar a Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

Filho de Jair Bolsonaro, o deputado usou a expressão com conotação negativa para esfriar as celebrações de petistas com a soltura de Lula após 580 dias de prisão. O tuíte citado acompanhava uma reportagem sobre a impossibilidade de o líder do PT, que segue condenado, se candidatar à Presidência da República.

Dois meses depois, Lula ecoa discurso semelhante. "Eu não estou livre, eu estou solto", afirmou em entrevista ao site Diário do Centro do Mundo transmitida pelo YouTube no dia 8 de janeiro. Ele completa: "É importante lembrar que tem muitos processos e eles vão inventando cada dia um. Eles não têm limite". Na última quarta-feira (15), em entrevista à TVT, Lula repetiu a frase. 

A ideia, que já vem sendo replicada por entidades amigas do ex-presidente, tende a ganhar força a partir de reunião neste sábado (18) que vai atualizar e reposicionar para 2020 a campanha Lula Livre -bandeira de seus apoiadores no período da prisão. Estarão no encontro membros do PT, de outros partidos de esquerda e do Instituto Lula e movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

O trecho da entrevista do dia 8, em que o ex-presidente diz que está solto e não livre, foi repercutido em um vídeo do Boletim Lula Livre -que distribui por WhatsApp conteúdo em vídeo da campanha- e compartilhado pelo deputado federal Beto Faro (PT-PA) em sua conta no Twitter.

Na sexta-feira em que Lula saiu da prisão, parte da militância comemorou a liberdade de Lula como a concretização do slogan. "Livre" e "solto" acabaram sendo vistas como palavras-chave para identificar pessoas que apoiavam ou não o ex-presidente. Após a euforia, o comitê Lula Livre revê a estratégia.

"A gente fez até a reflexão se deveríamos mudar ou não o nome", afirma Ana Flávia Marx, coordenadora de comunicação da campanha. A conclusão, no entanto, foi de que a condição atual do petista não seria de liberdade. A jogada permite que o slogan ganhe fôlego e continue sendo usado. "Não tinha como a gente comemorar com 'Lula solto', mas a verdade é que aquele foi um momento de vitória parcial", diz.

"É muito importante essa frase que o Lula está dizendo porque ainda podem acelerar o processo do sítio [de Atibaia], podem inventar outro processo e ele ser colocado de novo em cárcere", afirma Marx. Na nova fase, as principais demandas serão os questionamentos sobre a suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, a anulação dos processos e a retomada dos direitos políticos de Lula.

Lula foi solto após novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre prisão em segunda instância, caso do ex-presidente. A corte considerou que ela só deve ocorrer depois do trânsito em julgado (fim dos recursos).  O petista ficou preso após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP). A condenação foi imposta inicialmente por Moro e ratificada depois na segunda instância pelo TRF-4  (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), com variações no tamanho da pena. 

Lula também foi condenado no caso do sítio de Atibaia (SP) em primeira e segunda instância. O Congresso se articula neste ano para rever a decisão do Supremo sobre a prisão de condenados antes do esgotamento dos recursos. Já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara uma proposta de emenda à Constituição que, na prática, altera a classificação do que é considerado trânsito em julgado.

A análise do questionamento de Lula sobre a suspeição de Moro está na Segunda Turma do STF e pode ser julgada este ano. A defesa do ex-presidente tenta a anulação das decisões do ex-juiz alegando que ele foi parcial no julgamento da Lava Jato.  

As condenações impedem Lula de se candidatar. A Lei da Ficha Limpa, sancionada em 2010 pelo próprio petista quando presidente, veta a sua candidatura, pois proíbe que políticos cassados ou condenados em segunda instância concorram a eleições até completar oito anos do cumprimento de todas as penas.

"Com o Lula solto cria-se essa falsa impressão de que o problema dele está resolvido. Mas a gente tem que continuar explicando que não, continuar organizando a população e explicar que a luta para continuar os plenos direitos políticos do Lula continua", afirma Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. "O lema é Lula Livre e nós vamos trabalhar com as variáveis dele."

O comitê Lula Livre foi criado em 2018 e, no site oficial, os internautas são encorajados a criar unidades em suas regiões. Internacionalmente, ganhou o nome de "Comitê de Solidariedade Internacional em Defesa de Lula e da Democracia no Brasil" e é coordenado pelo ex-chanceler Celso Amorim. "Muitos comitês no exterior se criaram espontaneamente. A gente só coordena", afirma o diplomata. Entre as atividades estão a distribuição de informações e a organização de abaixo-assinados.

Fotos publicadas na conta do Instagram da CUT (Central Única dos Trabalhadores) mostram a evolução do entendimento da campanha desde a soltura do ex-presidente. Um dia antes de Lula sair da prisão, o entidade postou uma ilustração de Lula com a palavra "livre". No dia 29 de novembro, outro desenho dizia: "Não existe meia liberdade. Por isso, só existe Lula Livre por inteiro!". Ilustração semelhante à primeira, mas com a palavra "inocente", foi publicado no dia 5 de dezembro.

A hashtag Lula Inocente tem sido usada com o slogan oficial de maneira espontânea. Segundo militantes do partido, logo após a soltura de Lula, a inclusão da frase à campanha foi cobrada isoladamente por manifestantes, mas as tentativas não vingaram.

Marx, coordenadora de comunicação da campanha, afirma que a decisão de não mudar foi para não perder o trabalho feito até então. "Hoje junta gente em um show e grita Lula Livre, fazem reunião em uma entidade e falam Lula Livre. Isso mostra a clareza da nossa narrativa desde o começo", afirma.

Bolsonaro anuncia demissão de Roberto Alvim da Secretaria Especial da Cultura
Foto: Reprodução / Facebook

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a demissão de Roberto Alvim do cargo de secretário especial da Cultura, após as declarações de cunho nazista feitas em pronunciamento oficial da pasta (clique aqui).


"Comunico o desligamento de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura do Governo. Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência. Reitero nosso repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos valores em comum", diz Bolsonaro, em nota oficial.

 

 

 

Pouco antes do anúncio do presidente, Alvim afirmou que não sabia da origem do discurso nazista e colocou seu cargo à disposição. “Tendo em vista o imenso mal-estar causado por esse lamentável episódio, coloquei imediatamente meu cargo a disposição do Presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de protegê-lo”, declarou (clique aqui). Antes disso ele havia classificado o incidente como “coincidência retórica” e acusou a esquerda de complô para prejudicar o governo (clique aqui).

 

 

Na fala anterior, apesar de dizer que não citou a publicidade nazista e que “jamais o faria”, ele afirmou que “não há nada de errado com a frase” e que o discurso foi baseado em um ideal nacionalista para a arte brasileira. “Foi, como eu disse, uma coincidência retórica. Mas a frase em si é perfeita: heroísmo e aspirações do povo é o que queremos ver na Arte nacional”, salientou, admitindo alinhamento com o discurso que disse não ter citado.

Em ano eleitoral, Neto fala em entregar uma obra a cada dois dias em Salvador
Foto: Reprodução / BATV

Se você mora ou passou por Salvador nos últimos meses, dificilmente não se esbarrou em uma obra pela cidade. O prefeito ACM Neto (DEM) declarou, em entrevista ao Bahia Meio Dia desta sexta-feira (17), que irá inaugurar cerca de 700 obras de grande, médio e pequeno porte até o fim de 2020, ano eleitoral em que o prefeito tentará fazer de Bruno Reis seu sucessor. 

 

“Não sei como faremos para organizar minha agenda. Teremos uma inauguração a cada dois dias. Não vai haver lugar nessa cidade que não sinta a presença da prefeitura”, declarou Neto. Entre as obras que serão entregues, o prefeito falou de duas etapas do BRT da capital e outras 16 unidades básicas de saúde. 

Alvim cita 'mal-estar', pede perdão por 'erro involuntário' e diz que põe cargo à disposição
Foto: Reprodução / Facebook

Diante da pressão pelo pronunciamento no qual usa discurso nazista (clique aqui), o secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, anunciou que pedirá afastamento do cargo. “Tendo em vista o imenso mal-estar causado por esse lamentável episódio, coloquei imediatamente meu cargo a disposição do Presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de protegê-lo”, publicou Alvim em suas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (17). “Dei minha vida por esse projeto de governo, e prossigo leal ao Presidente, e disposto a ajudá-lo no futuro na dignificação da Arte e da Cultura brasileiras”, acrescentou.


“Ontem lançamos o maior projeto cultural do governo federal, mas no meu pronunciamento, havia uma frase parecida com uma frase de um nazista. Não havia nenhuma menção ao nazismo na frase, e eu não sabia a origem dela. O discurso foi escrito a partir de várias ideias ligadas à arte nacionalista, que me foram trazidas por assessores”, escreveu o secretário, afirmando ainda que jamais teria dito a frase se conhecesse sua origem. “Tenho profundo repúdio a qualquer regime totalitário, e declaro minha absoluta repugnância ao regime nazista. Meu posicionamento cristão jamais teria qualquer relação com assassinos...”, justificou. O secretário pediu ainda perdão à comunidade judaica, a quem diz ter “profundo respeito”: “Do fundo do coração: perdão pelo meu erro involuntário”, declarou.


Em postagem anterior, Alvim classificou sua fala como “coincidência retórica” e acusou a esquerda de complô para prejudicar o governo Bolsonaro (clique aqui). “O que a esquerda está fazendo é uma falácia de associação remota. Com uma coincidência retórica em uma frase sobre nacionalismo em arte, estão tentando desacreditar todo o Prêmio Nacional das Artes que vai redefinir a Cultura brasileira. É típico dessa corja”, afirmou.

 

Apesar de afirmar ser uma "coincidência retórica", Alvim admitiu alinhamento com o discurso que antes disse não ter citado. "A frase em si é perfeita: heroísmo e aspirações do povo é o que queremos ver na Arte nacional”, disse ele.

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 13:05

Curtas e Venenosas: Sica Freire saiu da TV Bahia, mas deu o tapa antes

por Natália Comte

Curtas e Venenosas: Sica Freire saiu da TV Bahia, mas deu o tapa antes

Minha querida Sica Freire, enquanto estiver fora da TV sentirei saudades, de verdade. Às vezes, penso que a TV Bahia gosta de dar tiro no pé. Uma multidão ficou inconformada com a demissão. Ritinha Batista merece realmente coisa maior. Com seu profissionalismo, no mínimo, integrar um programa nacional. Ou até ter o seu. As más línguas já estão dizendo para a TVE chamar Sica para o lugar. Só que aí a representatividade vai para onde? Claudinha tá tão solidária que está oferecendo show gratuito para inauguração do Centro de Convenções. Faz bem. Após ser esquecida pelos contratantes e fãs ao se mudar do Brasil para “investir” em carreira internacional, agora vai ter que se esforçar para se recolocar no mercado tupiniquim. Saiba mais!

Sexta, 17 de Janeiro de 2020 - 13:00

Bruno Reis sondou Eleusa para ser candidata a vice na chapa, revela Coronel 

por Rodrigo Daniel Silva

Bruno Reis sondou Eleusa para ser candidata a vice na chapa, revela Coronel 
Foto: Sandra Travassos/ALBA

O pré-candidato a prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), sondou a esposa do senador Angelo Coronel (PSD), Eleusa Coronel, para integrar a chapa do democrata, como postulante a vice, segundo revelou ao Bahia Notícias o próprio senador.

Segundo ele, a sondagem ocorreu durante o aniversário do deputado federal Paulo Azi (DEM). "Existe [esse convite]. Mas eu sou pré-candidato também e não tem como ela ser. Mas, de qualquer maneira, a gente fica grato pela lembrança para compor a chapa", ressaltou. 

Nos bastidores, o comentário é que Bruno Reis também sondou o pré-candidato Vovô do Ilê (PDT), que é presidente do bloco Ilê Aiyê, para integrar a majoritária. O pedetista disse, porém, que mantém sua postulação ao Palácio Thomé de Souza. 

"Conversamos sobre política, mas não houve esse convite. Eu mantenho minha pré-candidatura, apesar de a manifestação do partido só de outros nomes. A minha indicação foi do movimento negro do PDT e do movimento negro em geral", pontuou. 

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