Feira de Santana: HGCA 2 tem selo de eficiência energética e biossegurança, diz Sesab
Foto: Divulgação / Sesab

O Hospital Geral Clériston Andrade 2 (HGCA 2), em Feira de Santana, que será inaugurado nos próximos dias, conta com selo de eficiência energética e biossegurança, conforme informações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

 

O investimento no sistema de climatização e exaustão da unidade foi superior a R$ 3 milhões e foi implantado seguindo as rígidas normas da ABNT NBR 16401 e NBR 7256, que estabelecem, entre outras coisas, a observação dos protocolos de Montreal e Kyoto, ao tratar da proteção da camada de ozônio e da redução do aquecimento global. Além disso, estabelece exigências em relação à distribuição do ar, com atenção especial às áreas de isolamento e aos centros cirúrgicos a fim de evitar a disseminação de doenças infectocontagiosas.

 

Segundo o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas Boas, “a climatização e exaustão são mais do que um conforto para funcionários e pacientes, são uma medida de segurança adicional para a saúde de todos, já sendo uma regra em todas as unidades construídas na gestão do governador Rui Costa”.

 

O titular da pasta estadual da Saúde explica ainda que o HGCA 2 foi projetado para atender à segunda maior cidade do estado, Feira de Santana, e absorver a demanda dos municípios do entorno.

 

“Neste primeiro momento, a unidade estará dedicada ao atendimento de pacientes graves com o diagnóstico de coronavírus. E o sistema de climatização e exaustão não utiliza refrigerantes do tipo CFC e HCFC, preservando assim a camada de ozônio, observando-se protocolos internacionais e as normas da ABNT”, detalha Vilas-Boas.

 

Outro destaque é a ausência de papel no trâmite de informações dos pacientes. A unidade é completamente informatizada, utilizando prontuários eletrônicos. Além de reduzir custos com aquisição de folhas, tinta e manutenção de impressoras, o prontuário eletrônico ainda garante agilidade no atendimento e maior segurança nos dados.

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 16:20

Brasil não consegue por em prática promessas de testes de coronavírus

por Natália Cancian | Folhapress

Brasil não consegue por em prática promessas de testes de coronavírus
Foto: Bahia Notícias

"Teste, teste, teste. Teste todo caso suspeito. Se for positivo, isole e descubra de quem ele esteve próximo". Replicada no início da epidemia, a frase do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, se viu atropelada pelo desenrolar da Covid-19 no Brasil.

 

A ampliação da testagem ficou na promessa - ou nas promessas, pois não foram poucas.

 

A principal delas foi a previsão de ofertar 46 milhões de testes até setembro. Seriam 24 milhões de testes moleculares (que verificam a presença de material genético do vírus em amostras das vias respiratórias) e 22 milhões de testes rápidos (que verificam a presença de anticorpos a partir de amostras de sangue).

 

Até agora, porém, só 12,3 milhões desses testes foram distribuídos aos estados, abaixo do previsto em cronograma inicial do programa Diagnosticar para Cuidar, que apontava 17 milhões até o fim de maio.

 

A testagem brasileira - foram feitos no SUS 1,2 milhão de testes moleculares, considerados mais precisos, e, se somados os da rede privada, 2,1 milhões - ainda é considerada baixa para uma população de 210 milhões e atrai críticas recorrentes.

 

Questionado, o Ministério da Saúde não informou o total de testes rápidos aplicados na rede pública. Com a rede particular, diz, chega a 2,6 milhões.

 

Mesmo com a oferta limitada, o país é hoje o segundo em número de casos registrados da Covid-19, com mais de 1,8 milhão de pessoas infectadas, menos apenas do que os EUA, que já contam mais de 3,2 milhões, um quarto do total global. Mas especialistas indicam que o Brasil ainda tem forte subnotificação.

 

Para o sanitarista Cláudio Maierovitch, a ausência de testes dificulta saber o número real de casos da doença no país e controlar a epidemia. "Testar um caso, rastrear contatos, testá-los e isolar é o que permite o controle da doença onde ela está acontecendo", afirma. "Sem testes, não se chega aos contatos dos contatos, e a investigação para no primeiro elo da cadeia [de disseminação]."

 

Nos últimos cinco meses, o ministério fez diferentes anúncios sobre testes. Além do aumento na quantidade, os planos envolviam coleta de amostras de pacientes com sintomas leves e expansão de laboratórios.

 

Boa parte dessas medidas ficou só no papel. Um raro avanço ocorreu na capacidade de laboratórios públicos, que foi de 1.600 testes por dia, em março, para atuais 14 mil.

 

Outras ainda não vingaram por completo, como a ideia de realizar 30 mil testes em um centro de diagnóstico instalado em parceria com a rede Dasa, que receberia insumos e amostras da rede pública.

 

Até esta última semana, o centro realizava no máximo 3.500 testes por dia. Em contrato, que falava em ampliação progressiva, a previsão era que já fossem feitos entre 13,5 mil e 18 mil por dia na fase atual. "Vamos crescer essa capacidade conforme a entrega de equipamentos do ministério e a capacidade dos municípios de enviarem amostras", diz o diretor médico da Dasa, Gustavo Campana.

 

Também em abril e maio, o ministério anunciou que iria instalar postos drive-thru em cidades acima de 500 mil habitantes para testar casos leves. Mas a medida -cujas amostras seriam enviadas a Dasa e Fiocruz, por exemplo- não foi implementada.

 

Também ficou pela metade a ideia de usar o Telesus, sistema telefônico criado no fim de março para orientar a população sobre sintomas de Covid-19, como mecanismo de rastreamento de contatos de casos confirmados e oferta de testes a grupos de risco.

 

"Nossa intenção era transformar o Telesus em um grande sistema de rastreamento", diz o ex-secretário de Atenção Primária Erno Harzheim, que era da gestão de Luiz Henrique Mandetta. Questionado sobre a medida, o ministério não respondeu.

 

Com o atraso, a pasta anunciou no fim de junho uma nova estratégia, que prevê usar centros de atendimento a Covid na atenção básica para coletar amostras também de casos leves, e não apenas os que chegam graves a hospitais.

 

Até agora, 807 desses centros já foram habilitados. Segundo Mauro Junqueira, do Conasems (conselho de secretários municipais de saúde), municípios esperam apenas a entrega de insumos para iniciar a coleta, ainda sem prazo específico. Ele admite que o total aplicado de testes ainda é baixo. "Mas esperamos virar o jogo."

 

Para Carlos Lula, secretário de Saúde do Maranhão e presidente do Conass, que reúne gestores estaduais, a estratégia inicial de testagem no país foi confusa.

 

"Nossos laboratórios não estavam preparados e houve em alguns casos falta de swab [instrumento usado para coleta de amostras respiratórias, similar a um cotonete] e de testes PCR, e, assim que chegaram os testes rápidos em alguns estados, já tínhamos uma curva muito acentuada da doença."

 

Segundo Marco Krieger, vice-presidente de inovação e produção da Fiocruz, um dos problemas do atraso na ampliação de testes foi a falta inicial de informações sobre o vírus.

 

O cenário mudou com a chegada do vírus à Europa e a declaração de pandemia -o que levou à dificuldade de obter insumos e à necessidade de ampliar a produção, estimada inicialmente em 50 mil testes. Até agora, foram entregues pela Fiocruz 5,2 milhões de testes. A previsão é chegar a 11,5 milhões até setembro.

 

"O primeiro gargalo foi a produção, mas isso já está superado", diz ele, segundo quem há agora outros a enfrentar, "como insumos de coleta e logística das amostras".

 

A concorrência por insumos e problemas de logística também são apontados pelo ex-ministro da Saúde Nelson Teich. "Nossa expectativa era em junho fazer já 60 mil testes por dia."

 

Procurado, o Ministério da Saúde diz que começou a busca por testes ainda em janeiro, mas que a corrida global provocou falta de insumos. Segundo a pasta, uma operação de compra de 15 milhões desses materiais começou a ser feita com apoio da Fiocruz em abril. Desse total, 1 milhão já foi distribuído, e a previsão é entregar outros 200 mil por semana.

 

Em nota, o ministério diz ainda que "está ampliando a capacidade de testagem na rede" e que mantém a previsão de entrega de 46 milhões de testes. Mas não informou quantos já foram adquiridos.

Ludmilla é internada após problemas na prótese de silicone; cantora passa bem
Foto: Reprodução / Instagram @ludmilla

A cantora Ludmilla está internada no Hospital São Luiz, em São Paulo, para tratar de problemas com sua prótese de silicone. Segundo relatado pela assessoria de imprensa da artista, ela precisou fazer uma cirurgia, mas passa bem e logo deve receber alta médica.

 

A última aparição de Ludmilla nas redes sociais ocorreu nesta madrugada, quando ela compartilhou vídeos assistindo à transmissão ao vivo da cantora Inês Brasil.

 

A informação da cirurgia foi divulgada pela coluna de Léo Dias, no portal Metrópoles, que confirmou com a equipe dela. De acordo com a publicação, Ludmilla está passando a quarentena em São Paulo, onde alugou uma casa.

Coaf produz recorde de relatórios de investigação no primeiro semestre
Foto: Reprodução /JN

Após meses de paralisia e mudança de comando, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) registrou recorde de produção de relatórios de inteligência no primeiro semestre de 2020. Entre janeiro e junho, foram 5.840 documentos elaborados, o maior número já registrado no período, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

 

A publicação lembra que as atividades do órgão caíram após dois fatores: a mudança de comando e a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que suspendeu investigações criminais que usassem dados do órgão sem autorização judicial (saiba mais aqui). Na ocasião, o magistrado atendia a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro, implicado no caso das rachadinhas após a divulgação de um relatório do órgão (saiba mais aqui). 

 

A alta produtividade, portanto, se deve pelo trabalho que estava represado e pelos ilícitos registrados durante a pandemia.

ACM Neto cogita sugerir adiamento do Carnaval 2021 para evitar cancelamento
Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias

A fim de evitar o cancelamento do Carnaval 2021, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse que cogita propor um adiamento conjunto aos governos do Rio de Janeiro, São Paulo e demais grandes cidades que também recebem a festa. A medida é relevante porque o país ainda enfrenta a pandemia do novo coronavírus, portanto entre fevereiro e março, quando a festa tradicionalmente acontece, é provável que a livre circulação de pessoas e as aglomerações típicas do evento ainda não sejam permitidas.

 

"Primeiro, aguardar pra ver se teremos uma vacina que possa assegurar a imunidade. (...) Se não der pra fazer com segurança, irei propor para os prefeitos das principais cidades que fazem o Carnaval no Brasil, inclusive os prefeitos de São Paulo e Rio de Janeiro, e outros colegas prefeitos, para que a gente pense talvez num adiamento conjunto do Carnaval no ano que vem", revelou o democrata em entrevista à CNN, ao ser questionado sobre o assunto, neste domingo. Para ele, realizar a festa entre maio e junho do próximo ano pode ser uma solução.

 

Mas isso, claro, "sem atrapalhar os festejos juninos", garantiu o prefeito da capital baiana. Ele ressaltou que pode antecipar feriados municipais, como inclusive foi feito neste ano, para criar um Carnaval fora de época.

 

"Todo mundo sabe que além de prefeito, eu sou um carnavalesco nato. Eu amo Carnaval e toda vez que lembro que até novembro iremos tomar uma decisão nesse assunto, me aperta o coração", ressaltou. Já em seu segundo mandato, ACM Neto encerrará sua gestão à frente da Prefeitura de Salvador em dezembro.

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 15:00

Empresários elevam pressão por demissão do ministro Salles

por Folhapress

Empresários elevam pressão por demissão do ministro Salles
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Empresários de frigoríficos e tradings pressionam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a mudar o comando do Ministério do Meio Ambiente.

 

O movimento pela saída de Ricardo Salles começou em junho por empresas que temem perda de mercado, sobretudo na União Europeia.

 

Segundo relatos, Bolsonaro disse na última semana a um grupo de ministros que não pretende retirar Salles. Ele salientou que o auxiliar tem apoio na bancada ruralista e que a imagem negativa se deve a uma tentativa de nações estrangeiras de tutelar o país.

 

Hoje, o setor ruralista está dividido. Se dirigentes de frigoríficos e tradings têm pressionado pela saída de Salles, agricultores e sucroalcooleiros pregam a sua permanência sob o argumento de que ele tem feito mudanças importantes na legislação.

 

Segundo auxiliares do Palácio do Planalto, o movimento de frigoríficos e tradings tem apoio e é estimulado dentro do Ministério da Agricultura por aliados da ministra Tereza Cristina. Eles defendem que o Meio Ambiente seja incorporado pela pasta.

 

Em um encontro recente com Bolsonaro, um industrial paulista também defendeu a divisão do Meio Ambiente.

 

Ele pregou, segundo relato de um assessor presente, que a gestão da floresta amazônica fique a cargo do vice-presidente Hamilton Mourão. Para ele, o restante deve ser incorporado pela Agricultura.

 

A cúpula militar chegou a endossar o movimento de mudança, mas recuou após a sinalização do presidente de que não pretende fazer alterações no Meio Ambiente.

Primeiro condenado na Lava Jato, ex-deputado Nelson Meurer morre por Covid-19
Foto: Laycer Tomaz / Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Nelson Meurer, primeiro a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Operação Lava Jato, morreu na manhã deste domingo (12), aos 77 anos. Ele estava internado por complicações da Covid-19 e seu corpo será cremado.

 

Segundo informações do G1, a morte dele foi confirmada por seu advogado e pela direção da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Ele cumpria pena de 13 anos e nove meses pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

O político estava internado em um hospital particular desde o último dia 7. Ele era um paciente de risco por conta da idade, mas também por ser cardiopata, diabético, hipertenso e renal crônico. Seu diagnóstico de coronavírus foi divulgado na quinta (9) pela defesa, que tentava converter sua pena para prisão domiciliar, mas desde novembro de 2019 os pedidos foram negados - ele foi preso um mês antes, em outubro.

 

Nesta semana, o advogado Michel Saliba chegou a ingressar com um novo pedido no STF, mas não houve decisão.

 

"A situação toda é que ele não ficou em isolamento. Quem está em uma cela, com contato, em um ambiente prisional, está sujeito a isso. Infelizmente, essa realidade poderia ter sido evitada", disse o advogado.

 

De acordo com a publicação, o diretor da penitenciária onde Meurer cumpria pena, Marcos Andrade, disse que o ex-deputado estava em uma ala com presos que trabalham no local e que outros dois detentos também foram diagnosticados com o vírus.

 

Natural de Bom Retiro, em Santa Catarina, Meurer foi prefeito do município de Francisco Beltrão de 1989 a 1993. Ele era agropecuarista e atuou como presidente da Cooperativa de Eletrificação Rural e do Sindicato Rural da cidade, segundo o Centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Se elegeu deputado federal em 1994 e ocupou o cargo por seis legislaturas.

'Luto por R$ 10 mil enquanto outros fazem show por R$ 500 mil', diz Angela Ro Ro
Foto:Thais Gallart / Divulgação

A cantora Angela Ro Ro, de 70 anos, voltou a falar da dificuldade financeira que está passando. Na noite deste sábado (11), ela foi uma das atrações do Festival #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

 

"Posso estar precisando, mas não vou vender uma live a nada. Quero trabalhar com um cachezinho. Se fizer uma live a dez tostões, nunca mais trabalho por 11 tostões. Vai ficar o resto da vida esse preço. Dentro da tabela de show dos meus colegas, é esse valor o último patamar. Luto para ter R$ 10 mil para pagar a produção, nota fiscal, músicos e sobrar algo para mim. Enquanto outros vendem show por R$ 150 mil", afirmou em entrevista ao Uol antes da apresentação via internet.

 

Angela Ro Ro está em isolamento na sua casa em Saquarema, na Região dos Lagos no Rio de Janeiro. No mês de junho, ela recorreu ao Facebook para pedir ajuda financeira aos amigos e seguidores (lembre aqui). Sem revelar os valores, ela contou que conseguiu pagar as contas com a arrecadação.

 

"Tenho poucos contratantes: um casal em São Paulo, e aqui no Rio tenho a produtora Maria Braga. Ela entrou em contato comigo depois que a secretaria de Cultura de São Paulo me chamou para fazer o Festival #CulturaEmCasa. Não é um cachê de show, mas qualquer coisa que seja honesta é benigna. Estamos vendo se a gente consegue fechar uma outra live", disse.

Simulação de operação que matou miliciano Adriano da Nóbrega na Bahia dura quatro horas
Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

Realizada na manhã deste domingo (12), a simulação da operação policial que culminou na morte do miliciano Adriano da Nóbrega teve duração de quatro horas. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) ressalta que todas as ações das equipes que procuravam e encontraram o então foragido da Justiça, na cidade de Esplanada, no dia 9 de fevereiro, foram repetidas.

 

Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

 

Nóbrega é ex-policial militar, acusado de integrar uma organização criminosa batizada de "Escritório do Crime". Ele é suspeito de ter envolvimento na execução da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Gomes e também era considerado importante para elucidar o caso das rachadinhas no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), quando o parlamentar ocupava o posto de deputado estadual (saiba mais aqui).

 

A reprodução simulada da operação foi feita a pedido dos delegados do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), a fim de confirmar como a situação procedeu, uma vez que a versão apresentada pelos policiais envolvidos, que indicam que Adriano reagiu a prisão e atirou contra os agentes, é contestada. Por exemplo, Flávio acusa a polícia baiana de ter executado o miliciano. Por isso, a simulação foi feita e os peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) coordenaram as repetições (veja aqui).

 

 

A SSP-BA explica que a célula tática, que localizou o miliciano, composta de três policiais militares, mostrou como foram as buscas, a tentativa de cumprir o mandado, a entrada no imóvel onde o foragido se escondia, o confronto e a prestação de socorro.

 

"Desde o início fomos transparentes sobre como ocorreu essa operação. Divulgamos depoimentos dos policiais e o laudo de necropsia. A reprodução simulada é mais uma maneira de esclarecer o caso e oferecer  todos os subsídios à Polícia Civil para concluir o inquérito", declarou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa.

 

O laudo da simulação será anexado aos exames periciais no corpo de Adriano, no colete balístico atingido no confronto e na análise do local de crime. Barbosa acrescenta que, assim que o inquérito for concluído, todos os resultados serão divulgados e repassados aos órgãos envolvidos.

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 13:40

Medo do vírus e perdas da quarentena acuam ribeirinhos no Amazonas

por Dhiego Maia, Zanone Fraissat e Henrique Santana | Folhapress

Medo do vírus e perdas da quarentena acuam ribeirinhos no Amazonas
Foto: Agência Brasil/ EBC

Julielza Simões, 37, vê no silêncio que tomou conta de sua comunidade um sinal de preocupação. "A sensação é que estamos ainda mais esquecidos", afirma. A ribeirinha abre a porta de sua casa de madeira elevada a um metro do chão e só tem uma imensidão de rio a correr diante dos olhos.

 

Eram nessas mesmas águas que, poucos meses antes, deslizavam as catraeiras, as pequenas canoas da Amazônia que levavam as crianças à escola rural e os adultos à cidade, onde vendiam seus produtos nas feiras livres. Esse também era o caminho dos compradores de peixes e de insumos da floresta, como óleos naturais, coco, açaí e cupuaçu. Hoje tudo não passa de silêncio, relata a ribeirinha.

 

Também nas partes mais remotas do Brasil, o novo coronavírus não apenas paralisou o movimento da vida. Ele aprofundou velhas desigualdades sociais. Simões e as filhas Tainara, 2, e Ana Júlia, 7, receberam a Folha numa tarde quente de junho na pequena Boca do Jacaré, vilarejo de menos de dez casas às margens do rio Juruá, no Amazonas.

 

Dois dias antes, a mulher tinha no balde onde guarda mantimentos apenas um pacote de café e outro de amido de milho para fazer mingau. Na geladeira, carne de anta e de pirarucu. "Ôh, meu Deus, acabou o rancho [comida]. Só o senhor mesmo para nos ajudar", disse ela ao percebeu que não teria como alimentar as filhas.

 

O marido de Simões, o catraeiro (piloto de canoa) Renato Ferreira de Lima, 27, também anda preocupado. Ele transportava crianças até uma escola rural, mas perdeu o emprego quando as aulas foram suspensas. "São R$ 800 a menos. Agora só resta esperar tudo isso passar", diz.

 

Por alguns minutos, chegada de uma lancha carregada de cestas básicas para a comunidade encobriu o silêncio. Cerca de 700 kits deverão chegar a outras vilas nas margens do Juruá. E o projeto, que conta com o apoio do governo federal, empresas e ONGs, é ambicioso: quer levar mantimentos aos ribeirinhos do rio Solimões, quase 150 mil pessoas.

 

As entregas acompanhadas pela Folha estão sob a chancela do Instituto Missional, uma organização social com sede em Maringá (PR), que diz se orientar por preceitos bíblicos, mas busca se descolar das velhas práticas do movimento missionário evangélico.

Não se vê Bíblia ali. Os voluntários descarregam as cestas básicas nas comunidades e pesquisam a situação de cada família. "O critério é o da vulnerabilidade social. Não fazemos distinção de crença, gênero e raça", diz Cassiano Luz, teólogo e diretor do instituto.

 

Quem define quais famílias serão beneficiadas, entretanto, são os pastores locais parceiros do projeto. "Eles conhecem a realidade e são orientados a ajudar quem mais precisa. As doações são registradas com fotos", diz Luz. O interior do Amazonas é uma das regiões do país mais afetadas na pandemia. Sem Unidades de Terapia Intensiva e com poucos médicos, está perdendo a batalha para o novo coronavírus. E, com isso, fica ainda mais isolada.

 

Depois de o sistema de saúde da capital, Manaus, colapsar em maio, os 61 municípios amazonenses concentram 60% dos 83 mil casos de Covid-19 do estado. Ali está a segunda maior taxa de óbitos da doença no país (72 casos para cada 100 mil habitantes), atrás somente da do Ceará.

 

Chegar até as comunidades do Juruá, um corredor hidroviário sinuoso de 3.000 km, exige tempo e disposição. Primeiro, é preciso viajar até a cidade que tem o mesmo nome do rio. De um avião monomotor, a partir de Manaus, o trajeto de 678 km dura pouco mais de 2 h. De barco, a viagem pode levar cinco dias.

 

Depois é pegar o barco no porto e percorrer o rio mais 1h até Boca do Jacaré. As casas da vila já são abastecidas com energia elétrica, mas estão numa região em que apenas 27% delas possuem banheiro adequado e água encanada.

 

Os casebres obrigam as famílias numerosas a fazer malabarismos na hora de dormir. Esta aí um problema crônico escancarado na pandemia: como cumprir o distanciamento social se falta espaço?

 

A cunhada de Julielza, a também ribeirinha Simone de Nazaré Ferreira, 52, tem 12 filhos e uma neta acabou de nascer. Não há armários para guardar as roupas da família, que ficam empilhadas sobre banquetas. "A gente dorme nas redes aqui bem perto um do outro", diz, sobre o cômodo da casa que vale de sala, cozinha e quarto.

 

Com tantos improvisos, Simões é o anjo da guarda da vila. É ela quem faz os curativos e mantém o pequeno depósito de remédios da comunidade, por ser uma das poucas moradoras que sabe ler. O vilarejo recebe a visita de uma agente de saúde apenas uma vez a cada três meses. No último encontro, a profissional deixou só remédios para vermes. "Se a gente pegar esse coronavírus tem que entregar nas mãos de Deus porque aqui não tem recurso nenhum", diz Simões.

 

Na falta de fármacos, os ribeirinhos improvisam na floresta. Eles têm feito chás e xaropes com folhas de mastruz, jambu e pedaços de gengibre, alho e limão para potencializar o sistema respiratório. Pesquisadores da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) buscam saber se o mastruz tem mesmo a capacidade de mitigar a Covid-19, mas alertam: o consumo da planta crua pode intoxicar e causar complicações em mulheres grávidas.

 

Boca do Jacaré sobrevive, no momento, com o repasse emergencial de R$ 600 do governo federal. Ir à cidade para sacar a ajuda é a maior preocupação dos ribeirinhos. "Eles acabam se contaminando nesses deslocamentos", diz a enfermeira Luzia Gomes Alves, secretária de Saúde de Juruá. Ao menos 263 pessoas na cidade estavam contaminadas pelo coronavírus até quarta-feira (8). A prefeitura diz que o número também engloba as comunidades ribeirinhas.

 

Numa cidade de quase 15 mil habitantes, onde metade da população vive às margens de rios, córregos e igarapés, três mortes por Covid-19 assustam. "Eu tenho medo que ela chegue aqui, contamine meus filhos e meu marido", diz Raimunda Nonato, 28, moradora da Vila Bacuri, outra comunidade do Juruá. "Quando vou na cidade, coloco a máscara antes de subir no barco", completa Nonato.

 

Todo o Juruá padece, diz Manoel da Cunha, ribeirinho e único gestor do ICMBio (Instituto Chico Mendes) na região. "O pessoal produzia e vendia ou no regatão [comerciante do rio] ou na sede do município. Agora, como não há feira, não há nada, o pessoal não tem condição de vender seu produto. Estão com a produção estragando nas comunidades e não tem para quem vender", afirma Cunha.

 

O ribeirinho Narcizo Paulo de Sousa, 52, sabe o que é passar dificuldades. Pai de 11 filhos, vive no Japó, também às margens do rio Juruá. Perdeu o emprego de catraeiro por causa da pandemia e, quando consegue comprador, vende o peixe que pega a R$ 5, a unidade, para manter o sustento da família.

 

Pescador de nascença, como costuma se apresentar, Sousa pegou recentemente uma gripe que quase o derrubou. "Eu já estava com medo dela. Todo mundo ficou assustado, mas a gente confia naquele Deus que tudo pode." Julielza Simões, de Boca do Jacaré, também prefere olhar para o alto em busca de novas respostas. Aqui, da terra, ela teve apenas uma: acabaram as suas parcelas de seu auxílio emergencial.

 

Espremida entre o rio e a floresta, Juruá (AM) guarda todas as dificuldades que as pequenas cidades do Brasil enfrentam na pandemia do novo coronavírus. Faltam recursos, mão de obra especializada e UTIs. Mas o município ainda precisa lidar com mais um problema: o isolamento. A cidade fica a 678 km em linha reta de Manaus. Só se chega lá de avião fretado ou de barco.

 

Mesmo sem voos regulares em seu aeroporto e com um movimento pífio de embarcações na região portuária, o isolamento natural de Juruá não impediu a entrada da cidade no mapa da Covid-19. Os números não param de crescer. Até esta última quarta-feira (8), eram 263 contaminados e três óbitos, em uma população de 15 mil.

 

A doença pegou também o único médico-cirurgião da cidade. A suspeita é que Emílio Chavez, 52, tenha sido contaminado pelo coronavírus enquanto trabalhava. Assim que soube de seu diagnóstico, Chavez, que é peruano mas vive no Amazonas há muitos anos, ficou isolado em sua casa. Ele recebeu remédios e ervas buscados na cidade de Tefé em um voo da ONG Missão do Céu, mesma entidade que levou em seu avião a reportagem Folha para Juruá.

 

Mas o quadro de saúde do médico piorou, e ele precisou ser transferido no final do mês de junho por uma UTI aérea pública até um hospital de Manaus. Sem Chavez, os quase 15 mil juruaenses terão de contar com a sorte se precisarem passar por uma cirurgia emergencial. Neste momento, a cidade dispõe de quatro clínicos recém-formados do programa federal Mais Médicos que chegaram à cidade no ano passado. Também fica sob a responsabilidade deles o funcionamento do hospital de campanha com 12 leitos montado às pressas para atender casos de Covid-19.

 

Um dos médicos do programa federal, que atua na linha de frente contra a Covid-19, é Lucas Durski, 28. Ele se formou na Bolívia e aguarda edital para revalidar seu diploma numa instituição brasileira. Durski afirma que o hospital de campanha só tem condições de atender casos leves de Covid-19. "Casos graves ainda não conseguimos. Uma UTI, para funcionar, precisa de laboratórios, remédios e equipamentos."
 

Os dois primeiros óbitos ocorreram no hospital de campanha. As pacientes, de 76 e 84 anos, foram mantidas vivas em aparelhos de ventilação não invasiva --não foram intubadas por falta de estrutura da unidade emergencial. O terceiro a morrer foi o dono de um hotel local alugado pela prefeitura para colocar em quarentena moradores sem condições de se isolarem em casa. O empresário foi transferido no mesmo avião que Chavez, para Manaus, mas não resistiu.

 

Para a enfermeira Luzia Gomes Alves, secretária de saúde em exercício, as mortes assustaram a pequena cidade que, afirma ela, "estava levando a pandemia na brincadeira". A reportagem encontrou a maior parte da população usando máscara, mas pecando em outra recomendação: o distanciamento social. Famílias inteiras se aglomeravam nas ruas e nas portas de casa. Uma delas, sem proteção, desossava uma vaca inteira na garagem de casa.

Renata Vasconcellos surpreende e canta música de Emicida: 'Quase grito de guerra'; assista
Foto: Reprodução / TV Globo

A apresentadora do Jornal Nacional, da TV Globo, Renata Vasconcellos surpreendeu durante uma conversa com o também apresentador Serginho Groismann. Ela mostrou seu talento e cantou um trecho da música "AmarElo", do rapper Emicida, na qual sampleia "Sujeito de Sorte", de Belchior.

 

"É quase um grito de guerra. "Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro". Tem aquela parte, "Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes" (cantarolando)", disse a jornalista. "Tem um apelo, um grito de dor pelos excluídos, mas, ao mesmo tempo, de força, de 'vamos embora', 'vou de cuidar de mim'. Eu acho que tem uma mensagem superbacana essa música", completou.

 

A conversa entre Renata e Serginho foi exibida na noite deste sábado (11) durante o programa "Altas Horas", também da Vênus Platinada.

 

Assista o trecho em que Renata Vasconcellos canta a música de Emicida:

Mandato de conselheiros tutelares é prorrogado até dezembro por causa da pandemia
Foto: Divulgação/ SJDHDS

O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Ceca) prorrogou para até dezembro deste ano os mandatos dos representantes da sociedade civil que compõem a entidade. Os conselheiros, que ficariam no cargo até agosto, permanecerão por mais tempo no cargo por causa da pandemia do novo coronavírus, que inviabilizou a realização de eleições para escolha dos novos integrantes. 

 

A resolução que estende os mandatos foi publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (11). No documento, a presidente do Ceca, Vera Carneiro, explica que, apesar de as eleições serem realizadas por videoconferência, há, no dia da votação, uma reunião presencial em cada um dos nove territórios de identidade baianos que possuem representantes no Conselho. 

 

O fato acabaria provocando aglomeração de pessoas, o que contraria as recomendações internacionais para combate à pandemia e também decretos do governo da Bahia que pregam o isolamento e o distanciamento social como formas de mitigar os efeitos da doença. 

 

“O Ceca, por sua missão institucional, defende os direitos da pessoa humana, sendo a vida e a saúde direitos intransponíves os quais, por força das altas taxas do covid-19 projetadas para o mês de agosto, colocariam os participantes em risco de contaminação e consequente óbito [...] As previsões apontam para uma estabilização e diminuição de contágio nos meses subsequentes”, diz trecho da resolução. Uma outra data para o pleito será marcada.

 

O Conselho é um fórum de discussão e deliberação que atua pela defesa e promoção dos direitos das crianças e do adolescentes. No total, 13 entidades foram eleitas para ocupar uma cadeira no conselho por um mandato no biênio 2019/2020.

 

O Ceca é composto por 26 conselheiros e 26 suplentes, sendo 13 representantes da sociedade civil e 13 do Governo do Estado. A presidência é ocupada de maneira rotativa por um representante de cada segmento. 

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 12:40

Fórmula 1: Lewis Hamilton vence o GP da Estíria, segunda etapa da temporada 2020

por Leandro Aragão

Fórmula 1: Lewis Hamilton vence o GP da Estíria, segunda etapa da temporada 2020
Foto: Divulgação / Fórmula 1

O piloto inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, venceu o Grande Prêmio da Estíria, na manhã deste domingo (12). A segunda etapa da temporada 2020 de Fórmula 1 aconteceu no circuito Red Bull Ring, em Spielberg, na Áustria, mesmo local da abertura do Campeonato Mundial na semana passada. Seu companheiro, o finlandês Valtteri Bottas ficou na segunda colocação e o holandês Max Verstappen, da Red Bull, ficou com o terceiro lugar completando o pódio.

 

Hamilton largou na frente e conquistou a vitória com folga. Ele soma 85 triunfos na carreira e está a seis de igualar a marca do ex-piloto alemão Michael Schumacher. Já Bottas e Verstappen tiveram uma briga intensa pelo segundo lugar. Porém, o piloto da Mercedes conseguiu superar o adversário, que enfrentou problemas com o pneu do carro da Red Bull, e garantiu a dobradinha da equipe alemã.

 

Já a tradicional Ferrari teve um péssimo dia, digno de esquecimento. A equipe italiana já tinha ido mal nos treinos de sábado (11) com Sebastian Vettel largando na 10ª posição e Charles Leclerc na 14ª. Porém, os italianos viram seus dois carros abandonarem a prova logo no começo, após o monegasco bater no fundo do alemão na tentativa de uma ultrapassagem. O toque arrancou a asa traseira do tetracampeão que foi para os boxes e não conseguiu voltar. Já Leclerc também teve problemas no carro, chegou a fazer duas paradas antes de encostar.

 

Com a vitória, Lewis Hamilton somou 37 pontos ocupando a segunda colocação na tabela do Mundial de pilotos. Valtteri Bottas é o líder com 43. O também inglês Lando Norris, que chegou em quarto neste domingo, é o terceiro com 26. Já Max Verstappen, que cruzou a linha de chegada em segundo, anotou seus primeiros 15 pontos e aparece em sexto.

 

A terceira etapa da temporada 2020 será no próximo domingo (19), às 10h10 no horário de Brasília, com o GP da Hungria, no circuito de Hungaroring, em Budapeste. O treino de classificação do grid será no sábado (18), às 10h.

 

Confira a classificação final do GP da Estíria:

Foto: Divulgação / Fórmula 1

UFC: José Aldo é nocauteado por russo e perde chance de ser campeão peso-galo
Petr Yan ficou com o cinturão | Foto: Divulgação / UFC

O lutador José Aldo foi nocauteado pelo russo Petr Yan na madrugada deste domingo (12), no horário do Brasil, no UFC 251, realizado na Ilha da Luta em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Com a derrota, o brasileiro, ex-campeão do peso-pena, perdeu a chance de entrar no rol dos atletas com conquistas em duas divisões de peso diferentes. O adversário ficou com o cinturão do peso-galo que estava vago.

 

O russo nocauteou Aldo aos 3m24s do quinto round da luta após uma série de golpes duros no chão. O UFC 251 marcou a estreia da Ilha da Luta, que fica na Yas Island. Desde abril, o presidente da franquia, Dana White, mencionou o local pela primeira vez. Ela foi montada para receber lutadores de fora dos Estados Unidos, devido às restrições por conta da pandemia do coronavírus.

 

Vale lembrar que a baiana Amanda Nunes está no seleto grupo que conquistou dois cinturões de categorias diferentes do UFC. Ela é campeã dos peso-pena e peso-galo.

 

BRASILEIRAS TAMBÉM ENTRARAM NO OCTÓGONO
Além de José Aldo, o Brasil foi representado por duas mulheres no UFC 251. Destaque para a mineira Amanda Ribas que atropelou a americana Paige VanZant no peso-mosca e conquistou sua quarta vitória no Ultimate e segue invicta. Ela venceu a luta por finalização com uma chave de braço em apenas 2m21s do primeiro round.

 

Já a paranaense Jéssica "Bate-Estaca" Andrade parecia encaminhar um nocaute contra Rose Namajunas, mas acabou sendo surpreendida pela adversária. A americana venceu a revanche do duelo de ex-campeãs por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28), no peso-palha.

Amanda Ribas | Foto: Divulgação / UFC

Prefeitura de Itagi distribui 'kit Covid-19' com ivermectina e cloroquina para pacientes
Foto: Reprodução/ Facebook

A prefeitura de Itagi, no sudoeste baiano, anunciou que vai distribuir um “kit-Covid” com os medicamentos ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina, para todos os moradores da cidade com sintomas do novo coronavírus. Os dois primeiros são apontados como alternativas para tratamento da doença, mas não têm eficácia comprovada cientificamente e nem recomendação de uso por entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Segundo publicação feita nas redes sociais da prefeitura, a medida, que faz parte do “plano de enfrentamento à Covid-19”, é uma forma de evitar que pacientes “se desloquem para as farmácias” em busca dos medicamentos. O kit será entregue nas casas das pessoas contaminadas. Para a gestão municipal, a ação é “pioneira” e “reforça o combate à disseminação acelerada do novo coronavírus no município."

 

Vale lembrar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nota, na última sexta-feira (10), na qual desaconselha o uso da ivermectina no tratamento da Covid-19. Segundo o órgão, não há estudos científicos que comprovem a eficácia do medicamento contra o coronavírus. Ainda de acordo com a Agência, até o momento, não existem remédios aprovados para prevenção ou tratamento da doença no país. A ivermectina é usada no tratamento de vermes e parasitas. 

 

A Anvisa ainda alertou que, se por um lado não há comprovações da eficácia do anti-parasitário, por outro lado estão ocumentandos os efeitos colaterais e os riscos do uso do medicamento sem prescrição médica. “No caso da Ivermectina, os principais problemas (eventos adversos) são: diarreia e náusea, astenia [perda da força física], dor abdominal, anorexia, constipação e vômitos; em relação ao sistema nervoso central, podem ocorrer tontura, sonolência, vertigem e tremor. As reações epidérmicas incluem prurido, erupções e urticária.”

 

Outro medicamento do kit sem eficácia comprovada é a hidroxicloroquina. Apesar da falta de estudos sobre a substância, ela ficou famosa no Brasil após ter o uso incentivado pelo presidente Jair Bolsonaro. Diagnosticado com a Covid-19, Bolsonaro afirma que tem tomado a cloroquina no tratamento da doença. 

 

O QUE DIZ A OMS SOBRE A CLOROQUINA

Na sexta, a OMS disse não indicar o uso da substância em pacientes com coronavírus. 

 

"A OMS não indica o uso da cloroquina em pacientes de coronavírus porque não conseguimos demonstrar um benefício claro a eles", afirmou diretor de emergências da OMS, Michael Ryan. A declaração foi em resposta a um questionamento da imprensa sobre as afirmações de Bolsonaro em relação ao medicamento. 

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 11:40

Roberto Carlos recupera na Justiça direito sobre obras produzidas de 1960 a 1990

por Folhapress

Roberto Carlos recupera na Justiça direito sobre obras produzidas de 1960 a 1990
Foto: Divulgação/ TV Globo

Roberto Carlos, 79, conseguiu na Justiça a rescisão de seus contratos de cessão de direitos autorais com a Universal Music. Em nota enviada à reportagem, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro confirmou que, com a decisão, feita na 2ª Vara Empresarial, tanto o Roberto quanto Erasmo Carlos recuperam o direito sobre suas obras produzidas entre as décadas de 1960 e 1990.

 

Parceiros há cinco décadas, os cantores e compositores acusam a editora de ter abandonado a gestão contratual e de pagar remunerações irrisórias pela execução de suas músicas por empresas de streaming, diz a nota. A medida é retroativa à notificação extrajudicial da empresa, realizada em julho de 2018.

 

A sentença da juíza Maria Cristina de Brito Lima reconheceu que os contratos alvo da disputa têm natureza de edição e declarou a inexistência de direitos autorais da empresa sobre as obras da dupla.

Mulher é presa em apartamento com R$ 40 mil em cocaína no município de Simões Filho
Foto: Divulgação / SSP

Uma mulher, de 44 anos, foi presa suspeita em usar o apartamento dela como ponto de venda de drogas neste sábado (11), no Conjunto Minha Casa Minha Vida, localizado na Via Universitária, em Simões Filho, região metropolitana de Salvador. De acordo com a Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), ela estava com dois comparsas e os policiais também apreenderam 4 mil pinos de cocaína, avaliados em R$ 40 mil.

 

A prisão foi feita por Guarnições do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) da 22ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Simões Filho). Uma denúncia anônima indicou que o local estava sendo usado como ponto de venda de entorpecentes. Na chegada dos policiais, dois homens correram, mas acabaram sendo alcançados. Além da cocaína, os agentes também encontraram 137 porções de maconha e celulares. O trio foi apresentado na 22ª Delegacia (DT/Simões Filho).

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 11:00

Senadora Leila do Vôlei testa positivo para a Covid-19

Senadora Leila do Vôlei testa positivo para a Covid-19
Foto: Divulgação

A senadora Leila Barros (PSB-DF), conhecida como Leila do Vôlei, testou positivo para a Covid-19. A informação foi confirmada nas redes sociais pela assessoria da ex-atleta da seleção brasileira neste sábado (11).

 

"Embora esteja confiante na plena recuperação, a parlamentar do DF apresenta indisposição devido à forte dor de cabeça. Leila cumprirá o isolamento domiciliar conforme orientação médica", diz um trecho do comunicado.

 

A parlamentar apresentou os sintomas de febre e dores no corpo e realizou o exame RT-PCR, que diagnosticou a infecção. De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), a capital do Brasil contabiliza 67.912 casos da doença, com 866 mortos.

 

Além de Leila do Vôlei, outros senadores também foram diagnosticados com a Covid-19, dentre eles, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), logo quando surgiram os primeiros casos no país. Ele se recuperou sem apresentar sintomas mais graves. Em maio, o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), também testou positivo para o coronavírus.

Médica defensora da cloroquina foi suspensa após declaração sobre nazismo, diz hospital
Foto: Reprodução/ TV Brasil

O Hospital Israelita Albert Einstein informou neste sábado (11) que a médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi foi afastada das atividades na instituição após dar uma declaração “infeliz” sobre o nazismo. A versão do hospital contradiz a da médica, que afirmou, em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, que a suspensão aconteceu devido ao fato de ela ser defensora do uso da hidroxicloroquina no tratamento contra o novo coronavírus (veja aqui).

 

Segundo o hospital, Nise Yamaguchi, fez, em entrevista recente, uma analogia "infeliz e infundada" entre o pânico provocado pela pandemia e a postura de vítimas do holocausto ao perguntar: “Você acha que alguns poucos militares nazistas conseguiriam controlar aquela massa de rebanho de judeus famintos se não os submetessem diariamente a humilhações?"

 

Em nota, o Albert Einstein disse que, “como se trata de manifestação insólita”, decidiu pelo afastamento de Nise para averiguar se a declaração da médica ocorreu por “mero despropósito destituído de intuito ofensivo” ou se foi “manifestação de desapreço motivada por algum conflito”. O hospital ainda afirmou que a investigação seria rápida e, por isso, não esperava que o fato viesse a público. 

 

No comunicado, o hospital também rebate a possibilidade de que a suspensão tenha ocorrido pela defesa que a médica faz do uso da cloroquina, medicamento cuja efetividade no tratamento da Covid-19 não é comprovada cientificamente. "O hospital respeita a autonomia inerente ao exercício profissional de todos os médicos, jamais permitindo restrições ou imposições que possam impedir a sua liberdade ou possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho."

 

O Einstein ainda reforça que Nise faz parte do corpo clínico do Hospital, e que é "admissível que perfilhe entendimento próprio com relação ao atendimento de seus pacientes ou à sua postura em face da pandemia ora combatida, desde que observe as regras relacionadas ao uso da sua condição de integrante do Corpo Clínico em sua comunicação."

Traficantes usavam câmeras para monitorar viaturas policiais na Liberdade
Foto: Divulgação / SSP

Equipes das Rondas Especiais (Rondesp) Baía de Todos os Santos (BTS) destruíram um sistema de videomonitoramento usado por traficantes no bairro da Liberdade em Salvador. Os criminosos utilizavam quatro câmeras colocadas na rua para acompanhar as movimentações de viaturas no local. O caso foi registrado na 5ª DT em Periperi.

 

Através de uma denúncia anônima, os policiais foram até a Travessa Lino Coutinho. Ao chegarem no local, um grupo correu, deixando fios e fitas isolantes. Após as buscas, os agentes encontraram quatro câmeras, uma delas escondida dentro de uma caixa presa em um poste. Além dos equipamentos de vídeo, os militares também apreenderam um aparelho de DVR e 26 trouxas de maconha. Os criminosos ainda estão sendo procurados.

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 10:00

Ação do Facebook também mirou esquerda sul-americana

por Paula Soprana | Folhapress

Ação do Facebook também mirou esquerda sul-americana
Foto: Reprodução / EBC

A operação do Facebook que derrubou uma rede de comportamento enganoso com 73 contas ligadas a integrantes do gabinete do presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e aliados também mirou figuras ligadas à esquerda na América Latina.

Pesquisadores do Laboratório Forense Digital do Atlantic Council, que analisam as redes eliminadas pela plataforma, identificaram perfis e páginas operados durante campanhas presidenciais para promover a esquerda na América do Sul.

Entre os alvos da ação, realizada na quarta-feira (8) e tratada por grupos bolsonaristas como uma ofensiva contra conservadores, estiveram pessoas ligadas a Rafael Correa e Lenín Moreno (ex e atual presidente do Equador) e contas apoiadoras do ditador venezuelano Nicolás Maduro e do presidente da Argentina, Alberto Fernández.

No Brasil, a investigação viu ligação direta de Tércio Arnaud Tomaz, assessor especial de Bolsonaro, com a rede de contas falsas. Ele é apontado como responsável por parte dos ataques a opositores do presidente --como ao ex-ministro Sergio Moro na sua saída do governo-- e a integrantes de outros Poderes, e por difundir desinformação em temas como a Covid-19.

Bolsonaro afirmou na quinta (9) que a ação do Facebook era uma perseguição a seus apoiadores. "No Brasil sobrou para quem? Para quem está do meu lado, é simpático à minha pessoa. E a esquerda fica aí posando de moralista, de propagadores da verdade etc.", disse, em sua live semanal.

A investigação da plataforma verificou a atuação de uma agência de relações públicas com origem no Equador e atuação no Canadá cujo cofundador era ligado ao governo do ex-presidente Rafael Correa, ex-filiado do AP (Alianza País).

Segundo os pesquisadores, uma série de páginas e perfis trabalhou de modo simulado, com contas falsas e perfis fictícios, para promover conteúdos no Facebook e no Instagram durante campanhas presidenciais no Chile (2017), na Venezuela (2019), na Argentina (2019) e no Uruguai (2019).

A investigação chegou a uma ofensiva da Estraterra, agência de relações públicas e "consultoria técnica em comunicações e publicidade" cujo cofundador, Roberto Wohlgemuth, trabalhou na Secretaria de Administração Pública na gestão Correa (2007-2017).

O Facebook eliminou 77 páginas, 41 contas de usuários na rede social e 56 perfis do Instagram ligados à empresa.

Além da conta de Wohlgemuth, outra removida e ligada à agência foi a de Giovanni López Jr., ex-assistente técnico de mídia e RP no escritório da Vice-Presidência equatoriana em 2014, então ocupada por Lenín Moreno.

Apesar de o Facebook eliminar redes pelo comportamento, não pelo conteúdo, ficou evidente pelas análises que as páginas serviam para propaganda.

Uma amostra dos pesquisadores demonstra que, quando Moreno se candidatou à Presidência, as páginas e perfis o apoiavam. Após a eleição, quando os políticos se desentenderam, parte dos perfis passou a enfraquecer o governo.

Não foi a primeira vez que uma rede social detectou uma atividade inautêntica coordenada ligada ao Equador. Em 2019, o Twitter baniu 1.019 contas vinculadas ao AP.

Os pesquisadores ainda identificaram páginas e perfis que se passavam por agências de notícias independentes ou checadores de fatos cujo intuito era apoiar líderes de esquerda e propagar conteúdo político negativo à direita.

Nessa ofensiva, entraram nomes como o presidente Jair Bolsonaro, o chileno Sebastian Piñera, o ex-presidente argentino Mauricio Macri e Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 60 países.

A operação também estava ativa em outras plataformas e o conteúdo de várias contas era falso. A página no Instagram "Veconomicsinfo", por exemplo, fez uma postagem associada ao jornal Financial Times, dando a entender que ele havia publicado uma manchete pedindo o fim das sanções contra a Venezuela.

O laboratório do Atlantic Council destaca que o conteúdo revisado "não parecia ser desinformação nem manipulado, mas os ativos [contas, perfis e páginas] em si pareciam coordenados e apresentavam elementos de inautenticidade".

A reportagem identificou por meio de relatórios mensais do Facebook que a empresa excluiu 3.700 contas da rede social e do Instagram ligadas a comportamento enganoso em nove países, entre eles Brasil, EUA, Rússia, Ucrânia, Mianmar e Irã, desde fevereiro.

As redes promoviam conteúdos por meio de contas falsas, duplicadas e interações simuladas como verdadeiras.

Na mesma operação desta semana que mirou o Brasil, a rede social de Mark Zuckerberg removeu uma rede vinculada ao estrategista político Roger Stone, aliado ao presidente americano Donald Trump e condenado por mentir ao Congresso dos EUA.

A plataforma eliminou 54 contas, 50 páginas e 4 contas do Instagram ligadas a Stone.

As publicações eram majoritariamente políticas, envolvendo aparições suas na mídia e material vazado pelo Wikileaks antes das eleições de 2016.

Também foram removidas contas e páginas na Ucrânia de uma rede particularmente ativa nas eleições presidenciais e parlamentares de 2019. O total foi de 72 contas na rede social homônima, 35 páginas e 13 contas no Instagram.

Segundo o Facebook, administradores e donos da contas publicavam conteúdos sobre a Crimeia, a Otan e eleições, com crítica e apoio a Volodymyr Zelensky, Yulia Tymoshenko e Petro Poroshenko.

No Brasil, além de Tércio, cinco ex e atuais assessores de legisladores bolsonaristas, entre eles um funcionário do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foram identificados como conectados à operação de desinformação no Facebook e no Instagram.

EUA bate recorde diário ao registrar 66.528 novos casos de Covid-19
Foto: Divulgação

Os Estados Unidos bateu recorde diário negativo ao registrar 66.528 novos casos da Covid-19 neste sábado (11). O balanço foi feito pela Universidade Johns Hopkins. O país contabilizou mais de 60 mil novos paciente da doença em quatro dos últimos cinco dias.

 

Com esse novo número, os EUA alcançaram a marca de mais 3,2 milhões de infectados. O número de mortos chega a quase 135 mil, sendo 760 vítimas fatais nas últimas 24 horas.

 

A Flórida é o estado mais afetado do país com 10.360 novas infecções e 95 mortes neste sábado. Mesmo com esses números, a Disney World reabriu dois dos seus quatro parques temáticos em Orlando. Os visitantes reservaram os ingressos com antecedência, o que permitiu o controle da quantidade de pessoas no local para respeitar as normas de dois metros de distanciamento social estabelecidos pela empresa. As medidas de segurança incluem medição de temperatura na entrada, uso obrigatório de máscaras e álcool em gel disponível nas dependências dos parques.

Surto de Covid-19 nas Américas está longe de acabar, dizem cientistas
Foto: Paula Fróes / GOVBA

A América Latina está na contramão de países europeus no quesito combate ao coronavírus. Enquanto os gráficos que acompanham a evolução da pandemia demonstram controle da doença no Velho Continente, um estudo do Observatório Fluminense Covid-19 aponta que o momento é de aumento do número de casos e mortes ou uma estabilização em patamares muito elevados no Brasil e países e vizinhos. 

 

De acordo com a Agência Brasil, dos 15 países da América Latina analisados pelo projeto (não entram no monitoramento do grupo El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras e Nicarágua), o gráfico chamado de semáforo indica que apenas Cuba e Uruguai estão no indicador verde, que significa que o país está “vencendo” a epidemia quanto ao número de casos registrados por semana. Na métrica por número de mortes por semana, o Paraguai também entra no verde.

 

Estão na cor amarela, que indica “quase lá” no enfrentamento à pandemia, Chile, Equador e Paraguai para novos casos por semana e apenas o Equador para o número de mortes. Todos os outros estão no vermelho para as duas medidas, ou seja, “precisam agir” para controlar a disseminação do novo coronavírus.

 

Integrante do Observatório, o professor Americo Cunha, do Instituto de Matemática e Estatística da Uerj, destaca que o gráfico indica uma tendência da pandemia e a cor muda de acordo com o desenho formado pela curva epidemiológica.

 

“A gente classifica a situação em vermelho, amarelo ou verde de acordo com a forma do gráfico. Quando a epidemia passa, a curva segue um esquema: ela sobe, passa por um platô e depois desce. Não é igual para todos os países, pode ser mais inclinado para esquerda ou para direita, a subida mais lenta ou mais rápida. Se você olhar a curva de Cuba, por exemplo, ela já tem esse formato fechado. Equador está em amarelo porque subiu, desceu, subiu e está estacionado num patamar ainda relativamente alto”.

 

                                             

Gráfico mostra situação dos países latinos na pandemia | Foto: Observatório Fluminense

 

O número de casos por milhão de habitantes varia muito na região, indo de 212 em Cuba e na faixa de 280 no Uruguai e na Venezuela, até 15.800 no Chile. Panamá e Peru estão na faixa de 9.500 por milhão e o Brasil em 8 mil por milhão. Em número de mortes, Venezuela e Paraguai registram três óbitos por milhão, a Costa Rica tem cinco e Cuba e Uruguai estão com oito mortes por milhão de habitantes. Na ponta oposta, estão acima de 300 mortes por milhão o Chile, o Peru e o Brasil. Os dados foram consolidados na quarta-feira (8).

 

EPICENTRO DA COVID-19
O último boletim do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz) sobre o Panorama da Resposta Global à Covid-19, divulgado na terça-feira (7), destaca que as Américas são o atual epicentro da pandemia e concentram mais de metade dos mortos e dos casos no mundo, liderados, de longe, por Estados Unidos e Brasil, únicos países que alcançaram a casa do milhão de infectados.

 

O planeta passa dos 12 milhões de casos confirmados de covid-19 e dos 556 mil óbitos, com Estados Unidos passando de 3 milhões de casos e de 133 mil mortes. O Brasil tem 1,8 milhões de casos e ultrapassou 70 mil mortes, o que corresponde a um estádio do Maracanã lotado.

Barreiras registra 42 novos casos de coronavírus; total de confirmados chega a 588
Foto: Divulgação/ Prefeitura de Barreiras

O município de Barreiras, no oeste baiano, registrou 42 novos casos de coronavírus, segundo boletim epidemiológico divulgado neste sábado (11) pela Secretaria Municipal de Saúde. Com isto, o número total de casos confirmados da doença na cidade chegou a 588. Seis pessoas morreram em decorrência da Covid-19 em Barreiras, até o momento.

 

Do total de confirmados, 363 estão recuperados, 211 estão em isolamento domiciliar e 9 pessoas estão internadas. O bairro de Morada da Lua tem o maior número de contaminados da cidade, com 40 positivos. 

 

De acordo com a secretaria, foram identificados também, no sábado, 88 novos casos com características que indicam suspeita de coronavírus, preenchendo os critérios indicativos para realização de testes. Delas, 45 pessoas são do sexo feminino, com idades entre 4 e 66 anos, 43 pessoas do sexo masculino, com idades entre 2 e 65 anos.

 

Barreiras contabiliza, até o momento, 5.258 casos notificados da doença. Deles, 1.221 foram descartados, enquanto outros 90 aguardam resultados. 

Donald Trump aparece em público usando máscara pela primeira vez
Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu em público usando máscara pela primeira vez neste sábado (11). Cedendo à forte pressão para dar exemplo de saúde em meio ao avanço da pandemia do coronavírus no país, o mandatário americano percorreu os corredores do hospital militar Walter Reed, localizado nos arredores de Washington, usando o item na cor preta. Ele visitou veteranos feridos.

 

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, os EUA registram mais de 3,2 milhões de infectados pela Covid-19, com quase 135 mil de pessoas mortas. O balanço foi atualizado na noite deste sábado. É o país mais afetado pela doença no mundo.

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 08:20

'Exército está se associando a genocídio' na pandemia, diz Gilmar Mendes

por Igor Mello | Folhapress

'Exército está se associando a genocídio' na pandemia, diz Gilmar Mendes
Foto: Carlos Moura / SCO / STF

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez duras críticas à ocupação de militares em postos de comando no Ministério da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus, em funções antes exercidas por quadros técnicos.

Segundo ele, o vazio de comando na pasta não é aceitável. O general Eduardo Pazuello, que não tem nenhuma experiência prévia na área de saúde, exerce o posto de ministro interino há 57 dias, sem que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dê sinais que nomeará um novo titular. Gilmar disse que a situação liga o Exército a um "genocídio" causado pela Covid-19.

"Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso", criticou.

O ministro participou na tarde deste sábado (11) de um debate online organizado pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público. O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o médico Drauzio Varella também fizeram parte da bancada de debatedores.

Logo depois das declarações de Gilmar, Mandetta também criticou o que chamou de "ocupação militar" na pasta que comandou até abril. Segundo ele, a situação deveria ser tratada com a mesma indignação que ocorreu com as denúncias de que Bolsonaro tentava interferir na Polícia Federal.

"Parece que na minha sucessão trocaram metade, e depois trocaram absolutamente todo o corpo técnico. Aí que está o maior problema. Vi toda aquela discussão do ministro Moro e todos abrindo inquérito para saber se havia ingerência na PF. Acho muito importante que nós averiguemos a interferência na PF. Mas e o desmanche do Ministério da Saúde na maior pandemia do século?", desabafou. "E não é nem uma interferência no Ministério da Saúde, é uma aniquilação. Uma ocupação militar do Ministério da Saúde".

No início do debate, Mandetta já havia feito críticas à gestão de Pazuello à frente da pasta, marcada pela tentativa de esconder os dados sobre os contaminados e os mortos pelo novo coronavírus. Segundo ele, o "Ministério da Saúde perdeu a credibilidade" para dialogar com a sociedade.

Mandetta ainda alfinetou Pazuello. Ao assumir o cargo, o general foi elogiado por membros do governo por sua experiência em cargos ligados à logística do Exército. "Ao invés de especialistas em logística, parece que são especialistas em balística. Porque eu só vejo acúmulo de óbitos nessa política que está sendo feita", ironizou ao ser questionado sobre o protocolo para o uso da cloroquina implantado pela atual gestão do Ministério da Saúde.

Polícia baiana faz neste domingo simulação de operação que matou Adriano da Nóbrega
Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

As polícias Civil e Técnica da Bahia iniciou na manhã deste domingo (12) a simulação da operação que culminou na morte do miliciano Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, ocorrida no dia 9 de fevereiro deste ano, na cidade de Esplanada (relembre).

 

A ação até hoje gera controvérsias. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP) alega que a morte de Adriano foi resultado de confronto entre ele e as forças policiais envolvidas operação. No momento do cumprimento do mandado de prisão, o miliciano teria reagido com disparos de arma de fogo e acabou ferido. Já o senador Flávio Bolsonaro, que homenageou o ex-PM quando era deputado estadual pelo Rio e empregou a mãe e a mulher dele no seu gabinete, acusou a polícia baiana de execução

 

Segundo a SSP-BA, as equipes envolvidas na ação vão refazer todo o percurso da operação, no sítio onde o miliciano estava escondido quando foi surpreendido pela polícia, em Esplanada. A propriedade é do vereador Gilsinho de Dedé, filiado ao PSL, partido que já foi do presidente Jair Bolsonaro. À época, Gilsinho disse não saber explicar como o ex-PM foi parar no local

 

A simulação é coordenada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). Os peritos criminais e técnicos analisarão as informações dos depoimentos e repetirão os movimentos, nos locais onde eles ocorreram. Cerca de 50 policiais participarão dessa reprodução simulada, solicitada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco).

 

Adriano era considerado peça-chave no caso das rachadinhas envolvendo Flávio e seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) encontrou provas de que pessoas ligadas ao senador mantinham contato com o miliciano, no período em que este era procurado pela Justiça (veja aqui). A suspeita é de que ele também integrava o esquema de desvio de parte dos salários de servidores do gabinete do então deputado estadual. 

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 07:40

Mega-Sena acumula e deve pagar mais de R$ 40 milhões

Mega-Sena acumula e deve pagar mais de R$ 40 milhões
Foto: Marcelo Casal Jr./ Agência Brasil

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.278 da Mega-Sena, ocorrido neste sábado (11). Com isso, o prêmio acumulou e deve pagar R$ 44 milhões no próximo sorteio, que será realizado na quarta-feira (14). 

 

As dezenas sorteadas foram as seguintes: 08 - 17 - 34 - 37 - 43 - 45. A quina teve 98 acertadores; cada um receberá R$ 35.640,86. A quadra teve 6.533 apostas vencedoras; cada uma ganhará R$ 763,77.

 

A aposta simples custa R$ 4,50 e pode ser feita nas casas lotéricas até as 19h do dia do sorteio. Ela também pode ser realizada pelo site da Caixa (www.loteriasonline.caixa.gov.br), com aposta mínima de R$ 30 para quem não é correntista do banco. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

 

A probabilidade de acerto das seis dezenas é um a cada 50 milhões.

Domingo, 12 de Julho de 2020 - 07:20

Noronha contrariou suas decisões ao conceder prisão domiciliar a Queiroz

por Matheus Teixeira e Marcelo Rocha / Folhapress

Noronha contrariou suas decisões ao conceder prisão domiciliar a Queiroz
Decisão de Noronha (foto) causou surpresa | Foto: Jose Alberto/ STJ

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, contrariou suas próprias decisões ao conceder prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

 

Ministros de tribunais superiores e advogados ouvidos pela reportagem apontam ao menos três aspectos jurídicos considerados inusuais no despacho do magistrado, que trabalha para ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O mais gritante, afirmam, é a concessão de liberdade para Márcia Aguiar, a mulher de Queiroz, que estava foragida. De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem, é muito raro, apesar de não ser proibido, um juiz dar benefícios a quem foge para escapar de uma ordem judicial.

 

Márcia não se enquadra nas hipóteses previstas no Código do Processo Penal (CPP) para que tivesse a prisão preventiva convertida em domiciliar por decisão do presidente do STJ, afirmou à reportagem um promotor de Justiça, especialista em direito criminal.

 

Tem direito ao benefício, de acordo com a lei, a pessoa que se enquadrar em uma das seguintes situações: maior de 80 anos; extremamente debilitada por motivo de doença grave; imprescindível aos cuidados especiais de criança menor de 6 anos ou com necessidades especiais; gestante; mulher com filho de até 12 anos incompletos; homem que seja o único responsável pelos cuidados do filho de 12 anos.

 

O presidente do STJ fundamentou a extensão do benefício a Márcia ao fato de que seria recomendável sua presença em casa para dispensar as atenções necessárias a Queiroz, já que estará privado do contato de outras pessoas durante a prisão domiciliar.

 

A mudança de posição do ministro sobre os efeitos do coronavírus a presos de grupos de risco também surpreendeu especialistas ouvidos.

 

Desde o início da pandemia, o ministro negou habeas corpus a pelo menos quatro investigados que pediam a soltura por motivos de saúde, como fez a defesa de Queiroz.

 

Ao soltar uma pessoa em razão da Covid-19, criticou um delegado da Polícia Federal ouvido pela reportagem, o tribunal deveria liberar todos do grupo do risco. Em segundo lugar, acrescentou ele, o Estado tem condições de promover o isolamento sem necessitar conceder prisão domiciliar.

 

Às vésperas do recesso, a 6ª Turma do STJ negou pedido do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) para que sua prisão preventiva fosse substituída por prisão domiciliar em virtude da pandemia.

 

Para o relator do caso, ministro Rogério Schietti, mesmo neste momento de crise sanitária devem ser mantidas as prisões imprescindíveis para a garantia da ordem pública e da ordem econômica, da instrução criminal e da aplicação da lei penal.

 

"A pandemia do novo coronavírus será sempre levada em conta na análise de pleitos de libertação de presos, mas, ineludivelmente, não é um passe livre para a liberação de todos", afirmou Schietti.

 

O terceiro fator que causou estranheza foi a concessão do benefício em decisão sigilosa, o que é raro, uma vez que decisões como esta não costumam envolver dados protegidos dos réus.

 

O STJ informou à reportagem que o sigilo foi decretado no habeas corpus que beneficiou Queiroz por ser o processo "composto por elementos que correm em sigilo na primeira e segunda instâncias".

 

Ministros do STF receberam com surpresa a decisão de Noronha, mas apostam que a definição sobre o caso deve ficar mesmo no STJ, sem subir para o Supremo nesse momento.

 

Isso porque a única possibilidade viável para o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) reverter a decisão seria a apresentação de recurso ao próprio STJ, uma vez que, em tese, só poderia acionar o STF se o despacho tivesse violado alguma decisão da corte, o que não ocorreu.

 

O Supremo só deve discutir o tema se a defesa de Queiroz pedir um maior afrouxamento de medidas restritivas impostas por Noronha.

 

Nesse caso, porém, o STF não pode dar uma ordem que seja menos vantajosa que a situação atual do investigado, ou seja, não poderia levá-lo de volta à prisão.

 

À reportagem o advogado Paulo Emílio Catta Preta, defensor de Queiroz, afirmou, nesta sexta-feira (10), que avalia recorrer à corte pedindo a revogação da prisão domiciliar do policial aposentado.

 

Para ele, apesar de bem-vinda, a decisão é tímida. "As pessoas pensam que prisão domiciliar é um spa de luxo. Não. É uma prisão", disse.

 

Queiroz foi preso no último dia 18 por ordem do juiz de primeira instância Flávio Itabaiana, titular da 27ª Vara Criminal do RJ, que já quebrou sigilos de Flávio Bolsonaro e determinou medidas contra outros investigados.

 

Na quinta-feira (9), porém, Noronha mandou soltar o policial aposentado sob o argumento de que a situação se enquadra em recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que sugere o não recolhimento a presídio em face da pandemia do coronavírus. Queiroz deixou o presídio e foi para a prisão domiciliar na noite desta sexta (10).

 

A medida representou um alívio para o governo. O principal temor de Bolsonaro e seus aliados era o fato de o aumento da pressão psicológica de Queiroz, caso fosse mantida a prisão no complexo penitenciário, o levasse a firmar uma delação premiada.

 

O grupo que ele integraria é alvo de apurações porque seria responsável pela "rachadinha" no gabinete de Flávio quando era deputado estadual.

 

Queiroz, segundo do MP-RJ, seria o responsável por operar o esquema, ou seja, por recolher e administrar os recursos desviados dos vencimentos dos servidores.

 

Os crimes teriam ocorrido entre abril de 2007 e dezembro de 2018 e envolveriam ao menos 11 ex-assessores que têm parentesco, vizinhança ou amizade com Queiroz.

 

Neste período, ele teria recebido, via transferências bancárias e depósitos em espécie, mais de R$ 2 milhões.

Governo abre licitação para produzir versão em libras do Estatuto da Criança e do Adolescente
Foto: Bahia Notícias

Comandado por Damares Alves, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos abriu uma licitação para para produzir uma versão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em libras. 

 

A iniciativa, que é fruto de parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), é voltada para pessoas surdas ou com deficiência auditiva que dominem a língua brasileira de sinais (Libras), independentemente do conhecimento da língua portuguesa.

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