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Terça, 02 de Março de 2021 - 00:00

Relatório da Anvisa aponta ausência de pedido para uso emergencial para a Sputnik V

por Bruno Luiz / Mauricio Leiro

Relatório da Anvisa aponta ausência de pedido para uso emergencial para a Sputnik V
Foto: Reprodução / Sesab

O pedido de autorização para o uso emergencial ou registro sanitário para a vacina Sputnik V ainda não foi entregue. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em ofício, juntado ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e que teve análise suspensa pelo órgão (relembre aqui), o requerimento ainda não foi feito pela União Química. O documento foi juntado no último sábado (27).

 

"A Anvisa tem adotado diversas ações para promover a devida e célere regularização sanitária de produtos e serviços para auxiliar o combate à covid-19. Até a presente data não há nova atualização do processo devolvido à empresa, nem solicitação de novo processo de Autorização de Uso Emergencial ou Registro Sanitário para a Vacina Sputnik V aguardando avaliação da Anvisa", diz trecho do relatório anexado na ação.

 

A Anvisa ainda pontua que duas reuniões foram promovidas para alinhar pendências da vacina russa. Uma em janeiro e outra em fevereiro de 2021. No dia 25 de janeiro, na reunião técnica, "a equipe técnica da Anvisa detalhou para a empresa quais informações devem ser apresentadas pela União Química para dar seguimento ao pedido de anuência de condução de ensaios fase 3 no Brasil". 

 

"O principal ponto da reunião foram os dados técnicos que precisam constar no Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamentos (DDCM). Os requisitos para os estudos clínicos são os mesmos exigidos anteriormente para as outras quatro pesquisas clínicas de vacinas autorizadas pela Anvisa em 2020, e também são semelhantes aos dos EUA, do Reino Unido, dos países membros da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A empresa indicou que deve começar o envio dos documentos necessários para que a Anvisa avalie o pedido de pesquisa clínica", acrescentou.

 

Em outro encontro com o laboratório União Química, a Anvisa apontou que "o objetivo foi acompanhar e trocar informações com o laboratório sobre o desenvolvimento da vacina". "Com destaque para a já anunciada alteração do Guia 42/2020, que permitirá a submissão de estudos fase III conduzidos fora do Brasil", complementa o diretor-Presidente da Anvisa, Antônio Barra. 

 

NOVA AÇÃO DA BAHIA

Apesar de ainda ter uma ação tramitando, o governador Rui Costa (PT) anunciou que a Bahia vai ingressar com uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o estado possa aplicar as vacinas da Covid-19 sem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (reveja aqui).

 

Como são pedidos distintos, com uma pedindo o uso emergencial do imunizante, já negado pela Anvisa, o estado irá promover outra demanda para o STF. De acordo com o governador baiano, o estado deve assinar o contrato nesta semana com o governo russo para a aquisição de doses da Sputnik V, imunizante da Rússia contra o novo coronavírus.

Senadores são cautelosos ao avaliar CPI da Covid-19 para investigar atuação de Bolsonaro
Foto: Divulgação/Agência Senado

A Covid-19, que para o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), seria somente uma “gripezinha” já matou mais de 255 mil pessoas em território brasileiro. De março de 2020 a março de 2021, mesmo nos momentos de pico da doença, a exemplo do enfrentado atualmente, a postura pública de Bolsonaro foi de negacionismo à ciência, com a defesa de medicamentos ineficazes e tentativa de boicote às vacinas, e contestação às medidas de isolamento adotadas por Estados e municípios. 

 

Na última semana, insatisfeitos com a postura do presidente da República, senadores de oito partidos passaram a defender a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o propósito de investigar e responsabilizar a atuação de Bolsonaro ao longo da crise sanitária. A proposta, no entanto, é vista com cautela pelos senadores baianos Angelo Coronel (PSD) e Jaques Wagner (PT). Para eles, uma discussão nesses termos pode mudar o foco de assuntos “mais importantes”, como o auxílio emergencial e a vacina. 

 

“Não vou ser contra a CPI, mas avalio que a prioridade de todos na vida pública, agora, é trabalhar para recuperar o auxílio emergencial, fazer chegar a vacina e fazer aquilo que o presidente não faz. Trabalhar para salvar vidas. Nada é mais urgente”, diz Wagner. 

 

Para ele, no entanto, defender a atenção ao que é “urgente” não apaga a “irresponsabilidade” do governo federal. “Tudo que o presidente quer é ficar arrumando polêmicas para dispersar as atenções dos problemas reais”, avalia o senador. 

 

Para Coronel, um dos empecilhos para uma CPI deste porte está justamente no fato de a Casa, por consequência da própria pandemia, ter adotado um regime de sessões remotas. Segundo ele, a condição atrapalharia uma investigação efetiva, tomando por exemplo a CMPI das Fake News, da qual é presidente, e está paralisada por conta das dificuldades de convergência entre as demandas e o trabalho remoto. 

 

Ele ainda alerta para a “possibilidade” de a CPI se transformar em uma “enxurrada” de denúncias, afetando também governadores e prefeitos. “Fatalmente gerará uma crise sem proporções caso venha a ser instalada”, pontua Coronel.

 

"O momento não comporta politicagem, e sim concentrar esforços para resolvermos o novo auxílio emergencial e focarmos na vacina para salvar vidas”, defende. 

 

Já o senador Otto Alencar (PSD) assumiu uma postura mais firme em relação à proposta de uma comissão para investigar as posturas do presidente Jair Bolsonaro. Conforme publicado pela revista Época neste final de semana, Otto reagiu positivamente a uma mensagem encaminhada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) em um grupo de mensagens do qual participam cerca de 80 senadores. 

 

Jereissati classificou como inadiável a instalação da CPI após a passagem de Bolsonaro pelo Ceará, ao passo que Otto responde: “Toda razão amigo Tasso, o PR (Bolsonaro) afronta os governadores que estão na ponta cuidando da saúde nos estados, cabe ao Senado, a Casa da federação, contestar essa ação equivocada do PR JB, que leva a quebra de protocolos e leva à expansão da doença no país." "O PR receitou cloroquina, depois reconheceu que era placebo, muitos usaram. Aqui na Bahia alguns morreram por parada cardíaca, inclusive um médico morreu, Dr. Moisés, de Ilhéus, por parada cardíaca", afirmou o baiano (reveja). 

Alden questiona aliança entre PSL e MDB e critica Dayane: 'Toma decisões arbitrárias'
Foto: Bahia Notícias

O deputado estadual Capitão Alden criticou a aliança firmada entre seu partido, o PSL, com o MDB. Nesta segunda-feira (1º), ele afirmou que o acordo foi feito de forma arbitrária pela presidente da legenda na Bahia, a deputada federal Dayane Pimentel (PSL). 

 

Para o parlamentar, a dirigente tem “o dever moral e ético de consultar os filiados". “Ela toma decisões totalmente isoladas, de forma arbitrária. Ela fala tanto em democracia, mas não ouve nem os seus parlamentares, que são base do partido dela e, pior ainda, os filiados ao partido”, reclamou, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Alden afirmou que nem ele e nem Talita Oliveira, outra deputada estadual do PSL, foram consultados sobre a aliança. Ele afirma ter enviado um ofício à executiva estadual da sigla solicitando mais informações acerca do pacto com o MDB, comandado no estado por Alex Futuca. “Nós entendemos a autonomia que a presidente tem para tomar determinadas decisões. Mas, uma decisão como esta, tem que ser muito bem pensada, avaliada e dividida. Existe no PSL não só a presença física de Dayane Pimentel”, criticou.

 

O deputado estadual ainda afirma que ele e Talita sofrem perseguição política de Dayane. Ele teria enviado ofícios e tentado uma relação institucional com a deputada, mas não teria tido êxito. “Houve informações contundentes de candidatos do PSL que informaram ter receio de tirar foto comigo, mesmo sendo do partido, porque teriam receio dela mesmo tirar legenda dos candidatos que fizessem vídeos ou fotos comigo”.

 

A relação estremecida entre Alden e Talita com Dayane e Alberto Pimentel (secretário-geral do partido na Bahia) vem desde o início de 2019. Ambos reclamam desde então da falta de diálogo da presidente do PSL no estado (leia mais aqui). A situação se acirrou quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou a legenda, no final de 2019. Dayane rompeu com o chefe de Estado, enquanto os deputados estaduais se mantiveram fieis a ele – ambos, inclusive, fazem parte do projeto do Aliança Pelo Brasil, partido de Bolsonaro que ainda não saiu do papel.

Terça, 02 de Março de 2021 - 00:00

Com atrasos em notificações, janeiro já tem 35% mais mortes do que boletins registraram

por Rebeca Menezes / Matheus Caldas

Com atrasos em notificações, janeiro já tem 35% mais mortes do que boletins registraram
Foto: Amazônia Real

O número de mortes por Covid-19 na Bahia em janeiro foi 36,5% maior do que o apresentado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

 

Segundo levantamento feito pelo Bahia Notícias nesta segunda-feira (1º) a partir do cruzamento de dados oficiais divulgados pela pasta, 1.321 pessoas morreram na Bahia em decorrência do novo coronavírus em janeiro. Até o último dia do primeiro mês de 2021, a Sesab havia contabilizado 968 destes óbitos.

 

Estes números, contudo, não necessariamente refletem subnotificação. Isto acontece porque é corriqueiro haver dados represados de mortes, cujas oficializações só ocorrem semanas ou até meses depois.

 

Somente no boletim epidemiológico apresentado nesta segunda pela Sesab foram incluídas mais 20 mortes que aconteceram em janeiro e ainda não haviam sido oficializadas ao público. Ainda houve outras oito mortes registradas que aconteceram entre junho e dezembro do ano passado. 

 

Somados estes números, o boletim emitido pela secretaria incluiu mais 95 óbitos em 24 horas em decorrência da Covid-19. Portanto, somente 67 das vidas ocorridas registradas no último levantamento ocorreram verdadeiramente em fevereiro.

 

É importante ressaltar que, por conta do represamento de dados, não é possível cravar exatamente o número de mortos de janeiro, mas é provável que tenham morrido mais que 1.321 pessoas.

 

JUSTIFICATIVA
Segundo a Sesab, “existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19”. Ainda segundo a pasta, “outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus”. Todas estas explicações são explicitadas diariamente nas atualizações da secretaria.

 

COMPARATIVO

Apesar do cenário alarmante, janeiro não é o mês mais fatal da pandemia. As piores taxas aconteceram entre junho e agosto do ano passado, quando morreram, respectivamente, 1.718, 2.096 e 1.530 pessoas.

 

Em contrapartida, até o momento, o mês de fevereiro apresenta menos mortes reais que os dados fornecidos oficialmente pela Sesab. No considerado mês mais grave da pandemia no estado até o momento, morreram 947 baianos – os números disponibilizados pelo governo da Bahia apontam que 1.722 pessoas perderam a vida. No entanto, seguindo o padrão de represamento, a tendência é que os indicadores cresçam nos próximos meses. 

Balança comercial tem superávit de US$ 1,152 bilhão em fevereiro
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A importação de uma plataforma de petróleo fez a balança comercial (diferença entre exportações e importações) registrar o menor resultado para meses de fevereiro em sete anos. No mês passado, o Brasil exportou US$ 1,152 bilhão a mais do que importou. O valor é 50,4% inferior ao de fevereiro do ano passado e representa o saldo mais baixo para o mês desde 2014.

 

Com o desempenho de fevereiro, a balança comercial acumula superávit de US$ 27 milhões nos dois primeiros meses de 2021. Em janeiro, o indicador tinha registrado déficit de US$ 1,125 bilhão, segundo a Agência Brasil. 

 

No primeiro bimestre, a balança acumula o menor saldo para o período desde 2001. Naquele ano, a balança tinha registrado déficit de US$ 337,86 bilhões nos dois primeiros meses.

 

Em fevereiro, as exportações somaram US$ 16,183 bilhões, com crescimento de 3,9% pela média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. Por causa da plataforma de petróleo, avaliada em US$ 1,4 bilhão, as importações atingiram US$ 15,030 bilhões, com alta de 13,9% na mesma comparação.

 

No mês passado, as exportações da agropecuária caíram 10,8% na comparação com fevereiro de 2020, puxada pela entressafra e pelo atraso no plantio de alguns produtos. As maiores quedas foram observadas nas vendas de soja (-33,1%) e de animais vivos (-44,2%). O impacto só não foi maior porque os preços médios dos bens agropecuários aumentaram 8,4% em fevereiro.

 

O recuo nas exportações do agronegócio foi compensado pela expansão nas vendas da indústria extrativa, que subiram 13,8% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Os destaques foram minério de ferro e seus concentrados (+94,7%) e minérios de alumínio e seus concentrados (+12,6%). As exportações da indústria de transformação cresceram 3,5% na mesma comparação, com destaque para açúcares e melaços (+58,0%), farelos de soja e outros alimentos para animais (+77%) e ouro não monetário (+79,6%).

 

Em relação às importações, a entrada no país da plataforma de petróleo engordou as compras externas. Sem a operação, a balança comercial teria registrado superávit de US$ 2,5 bilhões em fevereiro e teria alta em relação ao resultado de fevereiro do ano passado, quando o superávit somou US$ 2,325 bilhões.

 

Até meados da década passada, o Brasil registrava em subsidiárias da Petrobras no exterior plataformas de petróleo que na prática jamais saíam do país. Essas operações eram registradas como exportações. Com o Repetro, novo regime tributário para o setor, várias plataformas estão sendo registradas no Brasil, com o procedimento sendo contabilizado como importação.

 

Outros destaques nas importações foram o aumento nas compras de adubos e fertilizantes (+71,3%) e válvulas e tubos termiônicos (+36,6%). A desvalorização do real, que aumenta o preço das mercadorias de outros países, contribuiu para o aumento do valor importado desses produtos.

 

Em janeiro, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia divulgou que a balança comercial deverá encerrar o ano com superávit de US$ 53 bilhões. O valor representaria alta em relação ao superávit de US$ 50,99 bilhões registrado no ano passado, mas está abaixo das estimativas das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 55,1 bilhões para 2021.

Segunda, 01 de Março de 2021 - 21:40

STJ adia julgamento de recursos de Flávio que podem comprometer caso das 'rachadinhas'

por Marcelo Rocha|Folhapress

STJ adia julgamento de recursos de Flávio que podem comprometer caso das 'rachadinhas'
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) retirou da pauta dois recursos do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) previstos para serem julgados nesta terça-feira (2).

Nos dois pedidos, a defesa de Flávio busca invalidar relatórios do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) compartilhados com o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e decisões judiciais de primeira instância no inquérito das "rachadinhas".

No dia 23 de fevereiro, o tribunal anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador. A expectativa é de que a continuidade do julgamento amplie o revés para a apuração contra o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Fica também adiado o debate sobre um habeas corpus em favor do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz. O STJ não divulgou o motivo da retirada de pauta. Não há data para a retomada da análise.

A discussão compete à Quinta Turma, colegiado composto por cinco ministros. Na semana passada, o adiamento ocorreu a pedido do relator, ministro Felix Fischer.

No caso de Queiroz, embora Fischer tenha confirmado a prisão preventiva decretada pela primeira instância, decisão ainda a ser analisada pela Turma, um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), beneficiou o ex-assessor com a prisão domiciliar.

Na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que o recurso em que Flávio contesta o compartilhamento de dados do Coaf com os promotores de Justiça ganhou força após o STJ invalidar a quebra do sigilo bancário e fiscal.

O voto do ministro João Otávio de Noronha, único conhecido até o momento sobre a questão do Coaf, encampou tese com possibilidade de prevalecer, segundo avaliaram reservadamente integrantes da corte superior.

Noronha defendeu a nulidade de dois RIFs (relatórios de inteligência financeira) enviados pelo Coaf ao Ministério Público do Rio de Janeiro, responsável pela apuração das irregularidades na Assembleia Legislativa do Rio. Ele não fez referência ao primeiro RIF, de janeiro de 2018, que motivou a investigação.

Em sua manifestação, Noronha afirmou que não se contesta no recurso de Flávio a atuação do Coaf. Tampouco que o conselho possa, segundo previsão legal, receber dados sigilosos de instituições financeiras e compartilhá-los com órgãos de investigação.

Disse, no entanto, que não estão entre as atribuições "a realização de investigações, o bloqueio de valores ou outras atividades desta natureza".

O ministro do STJ entende que pelo menos dois relatórios produzidos pelo Coaf no caso envolvendo Flávio avançaram o sinal por contemplarem "informações detalhadas e uma gama de elementos que não deveriam constar em seu corpo".

"O Coaf não é órgão de investigação e muito menos de produção de prova. Ele tem que fazer o relatório de inteligência, e então está finalizada sua missão", afirmou. "Ele não pode ser utilizado como órgão auxiliar do Ministério Público."

Para exemplificar aos colegas que o Coaf, a pedido do MP-RJ, extrapolou em sua missão, ele enumerou uma série de informações que não fazem parte dos RIFs corriqueiramente. "Não é normal", disse.

Noronha é próximo ao presidente da República. No ano passado, Bolsonaro fez um elogio público ao presidente do STJ. "Confesso que a primeira vez que o vi foi um amor à primeira vista. Me simpatizei com vossa excelência. Temos conversado com não muita persistência, mas as poucas conversas que temos o senhor ajuda a me moldar um pouco mais para as questões do Judiciário."

Bombeiros resgatam cachorro e pedem local para animais capturados
Foto: Reprodução / Twitter

Uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros atuou, nesta segunda-feira (1), na captura de um cão da raça Cane Corso que apareceu no quintal de uma casa na Vasco da Gama. A coorporação aproveitou a ação para pedir a criação de uma local para a destinação deanimais capturados e em situação de vulnerabilidade. 

 

"Urge a sensibilização dos gestores municipais para esta realidade.  O aspecto é de um animal bem tratado, o que nos leva a crer que ele tenha fugido do lar. Alguém que conheça o tutor desse animal pode nos contatar", pontua a publicação.

 

A coorporação citou a prefeitura de Salvador mas ressalvtou que deve ser uma preocupação "de todo gestor municipal". "Temos que chamar as demais autoridades. Para que podemos dar uma destinação condizente, vamos levar para o quartel, afinal é uma vida", finalizou.

Procurado por estupro é preso ao registrar boletim de ocorrência em Brotas
Foto: Divulgação

Um homem de 31 anos foi preso, nesta segunda-feira (1), ao tentar registrar um boletim de ocorrências na 6ª Delegacia Territorial (DT), em Brotas. Ele estava com um mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável, expedido pela 2ª Vara dos Feitos Relativos aos Crimes Contra a Criança e Adolescentes.

 

A delegada titular, Francineide Moura, revelou que o criminoso foi denunciado por estupro em 2011 e já está condenado pelo crime. “Ele procurou a unidade para informar que havia sido vítima de furto, nossa equipe fez a checagem dos antecedentes e identificou a existência do mandado”, explicou a delegada, de acordo com a secretaria de segurança.

 

De acordo com a queixa prestada pelo procurado, sua casa foi invadida durante a madrugada e vários objetos foram levados. Após o cumprimento da ordem de prisão, ele será encaminhado ao sistema prisional.

Após reunião com líderes empresariais, Bruno Reis obtém apoio para prorrogar 'lockdown'
Foto: Reprodução / G1

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), promoveu uma reunião virtual com representantes das áreas do turismo, serviços e comércio, nesta segunda-feira (1). O objetivo do encontro foi angariar apoio com dos diversos setores para manter a suspensão das atividades até o próximo domingo (7). Reis ainda irá dialogar com prefeitos da região metropolitana e o governador Rui Costa (PT). 

 

A expectativa dos empresários é que, apesar da ampliação do período de restrições, na próxima segunda-feira (8), as atividades possam ser retomadas. "O prefeito está muito preocupado. Existe um colapso iminente da saúde que precisa ser revertido. Ele vê a situação de ampliar o lockdown até domingo. O prejuízo é grande para qualquer dos cenários, mas é menor adiando até domingo. Assim os empresários podem negociar até domingo. Se planejar", disse Mário Dantas, presidente da Associação Comercial da Bahia.

 

"A prioridade é a vacina. A prioridade também é a vida e a saída para isso é a vacina. É preservar vidas e permitir que a economia retome. O prefeito entrou em um consórcio de prefeituras para comprar vacinas. Para mais rápido sair dessa situação. Ele pactuou a criação de um comitê de crise. Vai ser liderada por Mila Paes (SEMDEC) e por Luis Carreira (Casa Civil), com lideranças empresariais", comentou.

 

No último domingo (28) o Governo da Bahia e a prefeitura de Salvador decidiram estender a ampliação das medidas restritivas por mais dois dias, após um fechamento de atividades não essenciais entre as 17h da última sexta-feira (26) e as 5h desta segunda (1º). Com a decisão, apenas serviços essenciais vão continuar funcionando em toda a Bahia - exceto o Oeste, o Norte e o Nordeste - até a próxima terça-feira (2) (reveja aqui).

 

Além dessa proibição, a prefeitura de Salvador prorrogou por mais sete dias o decreto que interdita praias da capital baiana (veja mais). Apesar disso, a venda de bebidas alcoólicas na Bahia voltou a ser permitida (veja aqui).

É prematuro pensar que a pandemia vai acabar em 2021, diz OMS
Foto: Reprodução

O diretor-executivo de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, disse nesta segunda-feira (1º) que é "muito prematuro e não realista" pensar que a pandemia do coronavírus vai acabar neste ano. Ele explicou que a luta contra a doença está melhor agora do que há 10 semanas, antes do início da vacinação. Entretanto, é cedo para dizer que o vírus está sob controle.

 

“O vírus está voltando a nos controlar, os números voltaram a aumentar essa semana. O que podemos conseguir em 2021 é evitar hospitalizações e reduzir a mortalidade no mundo. Ao atingir esse objetivo, teremos o controle da pandemia”, explicou Ryan em entrevista reproduzida pelo G1. 

 

Maria van Kerkhove, líder técnica da entidade, reforçou que não é possível prever o futuro, mas é possível adotar medidas para frear a pandemia – usar máscaras, evitar aglomerações, manter o distanciamento social, apostar na ventilação adequada e higienizar as mãos.

 

O número de novas infecções aumentou em todo o mundo na semana passada pela primeira vez em sete semanas. O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, pediu aos países que não relaxem as medidas para combater a propagação da doença.

 

“Se os países dependem exclusivamente de vacinas, eles estão cometendo um erro. Medidas básicas de saúde pública continuam sendo a base da resposta”, alertou.

Presidente do Santa Cruz não descarta acionar o Vitória na CNRD por dívida de João Victor
Foto: Rodrigo Baltar/Santa Cruz

O Vitória está devendo ao Santa Cruz pelo jogador João Victor, negociado pelo Leão com o clube pernambucano no final de 2019. O clube adquiriu 50% dos direitos do jogador, mas segue inadimplente quanto aos valores acordados pelo atleta. Em entrevista do programa BN na Bola, da rádio Salvador FM 92.3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama, o presidente Joaquim Bezerra, que assumiu o Coral recentemente, declarou que pode levar o clube baiano a Câmara Nacional da Resolução de Disputas (CNRD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

 

“Eu conversei com Tininho [Constantino Júnior, ex-presidente do Santa Cruz], temos um relacionamento muito tranquilo, ele tem nos ajudado inclusive nesse momento de transição, e o que nos foi passado é que não existe acordo. Já foram dadas todas as condições possíveis para que o Vitória pudesse cumprir o acordo, mas simplesmente nada foi feito até agora”, declarou Joaquim Bezerra.

 

“Quando não se tem acordo, a gente realmente tem que procurar as vias que nos são disponibilizadas pela CBF. Então, a gente vai entrar no CNRD para poder realmente conseguir reaver esse débito que existe. Isso também não quer dizer que não possamos fazer um acordo dentro da esfera judicial da CBF. A gente está disposto a escutar o Vitória e ver o que é possível ser feito. Nós não queremos aqui pisar na garganta de ninguém ou enfiar a faca em ninguém, a gente sabe das dificuldades que o futebol brasileiro passa, principalmente o futebol nordestino, mas a gente tem uma dificuldade muito grande por estar na Série C e sabemos como a questão financeira é complicada para que a gente saia. A gente só sai reavendo os valores que tem a receber das diversas equipes”, completou o dirigente. 

 

Dentre os planos para o seu mandato à frente do Santa Cruz, Joaquim Bezerra explica ainda que a transparência do clube é um dos objetivos do seu trabalho e que não só está avaliando a dívida do Vitória para entrar em contato com Paulo Carneiro, presidente do Rubro-negro, como também pretende conseguir acordos com as equipes para quem o Coral deve. 

 

“Nossa ideia é fazer a reforma do estatuto do clube para poder ter mais modernidade e transparência nas suas contas. Estamos entrando aqui no Santa Cruz para trazê-lo para o trilho e vamos ter que contrariar alguns conceitos antigos, algumas amizades, porque a gente vai ter que cobrar dívidas, trazer receitas para o clube”, ressaltou. 

 

“O Vitória é um clube que sempre teve uma aproximação muito boa com o Santa Cruz e a gente não tem intenção nenhuma de partir para confronto nenhum. A gente entende que existe uma dividida e essa dívida pode ser paga, assim como o Santa Cruz também deve ter dívidas com outras equipes que eu estou levantando. A quem o Santa Cruz deve, eu vou procurar também para fazer acordos para que não precise chegar em paramentos judiciais”, destacou.

 

Por fim, Joaquim Bezerra pontuou que está apenas aguardando os detalhes sobre a dívida do Vitória sobre João Victor para iniciar a tentativa de negociação e cobrança dos valores. Entre 2019 e 2020, o zagueiro entrou em campo pelo clube 45 vezes e marcou três gols. Em dezembro do ano passado, o diretor de futebol do Santa Cruz declarou que apenas uma das oito parcelas haviam sido pagas pelo clube baiano pelo jogador.

 

Foto: Pietro Carpi /EC Vitória

 

“Eu pedi para levantar o histórico dessa dívida e isso vai ser entregue a mim até amanhã [terça-feira] à tarde. Quando eu tiver de posse disso aí, eu vou procurar o presidente do Vitória, antes de entrar na esfera judicial, até para ver se a gente consegue resolver isso de uma forma tranquila”, finalizou o dirigente. 

Segunda, 01 de Março de 2021 - 20:20

Após nova alta do diesel, caminhoneiros voltam a falar em greve

por Joana Cunha e Filipe Oliveira | Folhapress

Após nova alta do diesel, caminhoneiros voltam a falar em greve
Foto: Adriano Vizoni / Folhapress

Após receber a notícia da alta de 5% no diesel anunciada pela Petrobras nesta segunda-feira (1º), grupos de caminhoneiros que vêm fazendo ameaças de paralisação sem sucesso nos últimos meses voltaram a tentar articular uma nova greve.

Plínio Dias, presidente do CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, criado no ano passado), diz que está orientando os motoristas a pararem o trabalho imediatamente em protesto contra a alta. Ele foi um dos articuladores da última tentativa de greve no início de fevereiro, que não foi adiante.

Ariovaldo Silva Junior, presidente do Sindicato dos caminhoneiros de Ourinhos, publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que é hora de sair do WhatsApp e agir.

À reportagem, Junior afirma ter sido contra a ameaça de paralisação de fevereiro, por considerar que tinha caráter político, mas que o protesto agora seria para defender a categoria dos caminhoneiros, que não tem condições de trabalhar com o diesel no preço atual, segundo ele.

Marcelo da Paz, representante dos motoristas em Santos, diz que os caminhoneiros do porto ainda não discutiram sobre aderir à manifestação. Mas ele afirma que é possível acontecer uma paralisação geral, mesmo sem convocação, porque os motoristas não têm mais condições de seguir na atividade.

A categoria segue dividida como em momentos anteriores. Nélson de Carvalho Júnior, do sindicato de Barra Mansa (RJ) diz que os caminhoneiros que tentaram parar no início do mês passado foram criticados pelos que querem a greve agora. Ele evita se posicionar a favor da ação.

Segunda, 01 de Março de 2021 - 20:02

Maurício Ramos aceita acordo e rescinde contrato com o Vitória

por Glauber Guerra

Maurício Ramos aceita acordo e rescinde contrato com o Vitória
Foto: Pietro Carpi/ Vitória

O martelo está batido! O zagueiro Maurício Ramos firmou na noite desta segunda-feira (1º) a sua rescisão contratual com o Vitória. O acordo foi de forma amigável. A informação já havia sido antecipada pelo Bahia Notícias (relembre aqui).

 

Maurício Ramos tem 35 anos e desembarcou no Vitória no final de dezembro de 2019. Ao todo, ele disputou 31 partidas com a camisa do Leão. 

 

O motivo para a rescisão é o alto salário do jogador, que até aceitou reduzir. Porém, como ele tem propostas de outros clubes, optou pelo acordo amigável.

 

Atualmente, o Vitória conta com Wallace, João Victor, Carlos e Mateus Moraes na zaga.

'Marketing é muito mais que um post na rede social', diz Fernanda Oliveira, sócia da Code
Foto: Divulgação

Em um momento de pessimismo para negócios de diversos setores no Brasil, a empreendedora Fernanda Oliveira, lançou a Code, uma agência que pretende transformar o marketing soteropolitano e promete enxergar as singularidades de cada um de seus clientes.

 

Uma das maiores razões para a criação da empresa foi o aumento crescente de criadores de conteúdo digital no mercado. A Code pretende auxiliar esse público na profissionalização de suas redes sociais, explorando diversos aspectos desse ambiente. “O bom marketing envolve ter um planejamento estratégico, realizar ações que são realmente relevantes e fortalecer seu relacionamento com o público. Tudo isso e muito mais”, diz Fernanda.

 

Em entrevista à BP Money, a empreendedora conta detalhes sobre a atuação no marketing digital e aponta formas de se diferenciar num ambiente de tanta concorrência. Confira a íntegra da entrevista no site da BP Money

Twitter vai desativar conta que desrespeitar 5 vezes regras de desinformação sobre Covid-19
Foto: Reprodução / Neilpatel

O Twitter anunciou nesta segunda-feira (1) uma atualização em sua política sobre informações falsas sobre Covid-19. A partir de agora, as penalidades sobre as contas aumentam conforme a quantidade de vezes que um usuário desrespeita as regras sobre desinformação que resultam na marcação ou remoção de um tuíte.

 

Entre as punição estão: Uma violação, não será realizada nenhuma ação na conta (apenas a marcação do tuíte); duas violações: 12 horas de bloqueio; três violações: 12 horas de bloqueio; quatro violações: 7 dias de bloqueio; cinco ou mais violações: suspensão permanente.

 

As pessoas serão notificadas diretamente quando um aviso ou a solicitação de remoção de um tuíte "resultar em uma aplicação adicional de medidas na conta", explica o Twitter, de acordo com o G1.

 

A rede social atualizou em dezembro as regras de desinformação sobre a pandemia para remover mentiras sobre vacinas. Na ocasião, a plataforma disse que a prioridade seria a remoção de "informações enganosas que pudessem causar dano".

 

Tuítes que fossem "potencialmente enganosos" deveriam receber um selo apontando para uma página com dados oficiais. A partir desta segunda (1), serão incluídos avisos e alertas em posts que "possam conter informações potencialmente enganosas sobre as vacinas de Covid-19", segundo a plataforma.

 

Publicações relacionadas com a pandemia feitas pelo Ministério da Saúde já foram sinalizadas como enganosas pelo Twitter. No início de janeiro, a pasta publicou um tuíte pedindo que o tratamento precoce fosse solicitado por quem apresentar sintomas da Covid-19, o que não é endossado por especialistas.

 

O Twitter colocou um alerta no post, apontando que houve "a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais" relacionadas à doença.

Prefeitura convoca 77 técnicos em enfermagem para reforçar vacinação em Salvador
Foto: Bruno Concha / Secom PMS

Para reforçar a estratégia de vacinação contra o novo coronavírus em Salvador, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) convocou mais 77 técnicos em enfermagem para atuar na imunização. A lista foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) da última sexta-feira (26).

 

Os profissionais chamados pertencem ao cadastro reserva do último processo seletivo simplificado da pasta. Eles devem enviar a documentação até esta terça-feira (2). Em seguida, devem se apresentar na sede da SMS, no bairro do Comércio, entre quinta (4) e sexta-feira (5), de forma escalonada, para evitar aglomerações durante a pandemia, conforme orientado na publicação do DOM.

 

As contratações temporárias, previstas no Plano Municipal de Imunização da prefeitura de Salvador, serão feitas através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

 

O secretário municipal da Saúde, Leo Prates, apela para que os profissionais compareçam para avançar no combate ao vírus na capital. “Mesmo dependendo da logística federal para o envio das vacinas, Salvador se empenha em acelerar a imunização do público-alvo e proteger ao máximo possível de vidas. Os esforços das equipes se tornam cada vez mais necessários, portanto, devemos convocar mais trabalhadores para somar no serviço”, disse.

Variante de Manaus aumenta em 10 vezes carga viral e é 2 vezes mais transmissível
Foto: Reprodução / Exame

Dois novos estudos feitos por pesquisadores brasileiros trazem mais evidências de que a variante do coronavírus originada em Manaus é mais transmissível e pode escapar dos anticorpos formados por uma primeira infecção.

 

As pesquisas apontam que a cepa P.1, como foi nomeada, é até 2,2 vezes mais contagiosa, aumenta em dez vezes a quantidade de vírus nas células do doente e tem uma chance até 61% maior de escapar da imunidade protetora conferida por uma infecção prévia. A linhagem já foi identificada em 17 Estados brasileiros. As pesquisas ainda não foram revisadas por outros cientistas nem publicadas em revistas científicas, mas estão disponíveis online, de acordo com o Estado de São Paulo. 

 

O aumento da carga viral foi identificado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia a partir da análise do material genético de 250 amostras do Sars-CoV-2 de pacientes infectados no Estado do Amazonas entre março de 2020 e janeiro de 2021. O estudo foi publicado na sexta-feira, 26, no site Research Square.

 

Ao analisarem amostras de diferentes períodos, os pesquisadores confirmaram que a primeira onda da pandemia no Estado teve predominância das linhagens B.1.195 E B.1.1.28. Esta última permaneceu como a principal cepa no Brasil durante quase todo o ano de 2020. Já na segunda onda, observada a partir de dezembro, houve o surgimento da P.1, que rapidamente tornou-se predominante em Manaus e passou a ser associada à explosão de casos vista na cidade em janeiro.  

 

Ao comparar as amostras P.1 com todas as demais cepas, os cientistas verificaram uma carga viral dez vezes maior entre as infecções pela nova variante, especialmente em pessoas de 18 a 59 anos e em mulheres idosas. Não houve diferença significativa de carga viral em homens com mais de 60 anos, mas isso pode estar relacionado ao fato de a carga viral em idosos do sexo masculino já ser mais alta mesmo em infecções pelas cepas anteriores.

 

“A comparação dos pacientes mostra claramente que a infecção por P.1 gera maior carga viral em adultos. Em idosos, a significância foi pequena ou nenhuma. Talvez porque nossa amostragem era menor nesse grupo ou porque esses indivíduos são igualmente vulneráveis a todas linhagens”, explicou Tiago Gräf, um dos autores do estudo, em sua conta no Twitter.

 

Ainda não se sabe se o aumento de carga viral pode tornar a doença em adultos mais agressiva, mas o aumento da quantidade de vírus no organismo contribui para que essa cepa seja transmitida com mais facilidade.

 

O outro estudo, feito pelo Centro Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (grupo Cadde), do qual a USP faz parte, utilizou dados genômicos e epidemiológicos para analisar as características da P.1.

 

A partir de um modelo matemático, os cientistas verificaram que a nova variante é de 1,4 a 2,2 vezes mais transmissível do que as anteriores e tem uma probabilidade de 25% a 61% maior de escapar da imunidade desenvolvida a partir de uma contaminação prévia por outra cepa. 

 

Os autores ressaltam que mais dados e estudos são necessários para definir com mais precisão o quanto a nova variante é mais transmissível ou mais propensa a provocar reinfecções. Os cientistas não fizeram nenhuma análise sobre o impacto da nova variante sobre a eficácia das vacinas e defenderam que pesquisas sobre o tema sejam feitas com urgência.

 

O estudo investigou ainda a disseminação da linhagem pelo Brasil e verificou múltiplas vias de introdução da cepa em Estados do Sudeste, principalmente por viagens aéreas.

 

Nas duas pesquisas, os autores ressaltam a importância das medidas não-farmacológicas, como uso de máscara e distanciamento social, como forma de deter a disseminação da P.1 e evitar o surgimento de novas variantes de preocupação.

 

O artigo da Fiocruz Amazônia ressalta que o afrouxamento dessas medidas foi um dos principais responsáveis pelo surgimento da nova cepa e alerta para o risco de novas variantes surgirem.

 

“A falta de distanciamento social eficiente e outras medidas de mitigação provavelmente aceleraram a transmissão precoce da P.1, enquanto a alta transmissibilidade desta variante alimentou ainda mais o rápido aumento de casos de SARS-CoV-2 e hospitalizações observados em Manaus após seu surgimento”, declararam os autores no artigo.

 

Eles comentam que uma hipótese é que a P.1 surgiu pela pressão evolutiva de o vírus querer continuar se disseminando mesmo em uma população com um alto número de pessoas com anticorpos, como a do Amazonas, onde as taxas de infecção foram altas na primeira onda.

 

“A fraca adoção de intervenções não farmacêuticas, como ocorreu no Amazonas e em outros Estados brasileiros, representa um risco significativo para o contínuo surgimento e disseminação de novas variantes”, concluem os cientistas no artigo.

Manutenção causa interrupção no fornecimento de água em bairros de Salvador
Foto: Reprodução / Pixabay

A Embasa suspendeu o fornecimento de água, nesta segunda-feira (1), em alguns bairros de Salvador, para possibilitar reparo de um trecho de rede situado na Baixinha de Santo Antônio. Como a tubulação está situada junto a um poste, a Embasa solicitou apoio da Coelba, para que o serviço possa ser realizado com segurança. 

 

"A previsão é que o reparo da rede de água seja concluído às 23 horas desta segunda-feira, quando o abastecimento começará a ser retomado, de forma gradativa, nas áreas afetadas, com expectativa de plena regularização em até 12 horas após o término do serviço", pontuou a empresa.

 

As áreas afetadas são: Curuzu, Santa Mônica, Pero Vaz, Pernambués, Cabula, Arraial do Retiro, Barreiras, Arenoso, Tancredo Neves, Sussuarana, Novo Horizonte e Mata Escura. A intervenção não causará impacto em imóveis que contam com reservatório domiciliar com capacidade de atender as necessidades diárias de consumo de seus ocupantes.

Segunda, 01 de Março de 2021 - 19:00

R$ 80 bi de verba da Covid em 2020 ficam parados, e parte segue represada

por Fábio Pupo e Thiago Resende | Folhapress

R$ 80 bi de verba da Covid em 2020 ficam parados, e parte segue represada
Foto: Reprodução / G1

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Para conter o avanço da Covid-19 e os efeitos do vírus na economia, o governo liberou R$ 604,7 bilhões no Orçamento em 2020, segundo o Tesouro Nacional. Parte do dinheiro, porém, ficou parada, ou seja, não foi usada. No ano passado, o montante represado chegou a R$ 80 bilhões.

Os gastos de algumas medidas lançadas em 2020 puderam ser estendidos para este ano, mas em valor mais baixo. Cerca de R$ 37,5 bilhões dessa sobra ainda podem ser desembolsados em 2021. Até agora, porém, passados os primeiros dois meses do ano, mais de 90% desses recursos permanecem estacionados.

Registraram os maiores empoçamentos de recursos, no ano passado e no início de 2021, o pagamento de auxílio emergencial, a verba para a saúde (inclusive para aquisição de imunizantes) e o programa de corte de jornada e de salários dos trabalhadores da iniciativa privada.

Do total programado para 2021 (R$37,5 bilhões), quase R$ 25,5 bilhões são para ações do Ministério da Saúde, mas apenas R$ 1,3 bilhão foi usado até fevereiro. Portanto, a área de saúde ainda tem mais de R$ 24 bilhões, especialmente para a compra das vacinas contra a Covid-19.

A pandemia atinge novos recordes em fevereiro --um ano após o primeiro caso de coronavírus confirmado no país. O Ministério da Economia tenta conter a pressão para que mais dinheiro extraordinário seja liberado em 2021, mas com a lentidão do setor público, nem mesmo a verba disponível desde 2020 está sendo totalmente aproveitada.

No auxílio emergencial, por exemplo, sobraram quase R$ 29 bilhões no ano passado. Há autorização somente para R$ 2 bilhões no começo deste ano. O restante expirou com o término do período de calamidade.

O montante atual --R$ 2 bilhões-- é destinado ao pagamento de parcelas a quem conseguiu direito ao benefício no fim de 2020 (e pode receber cotas residuais no início de 2021). Também está reservado à espera de checagens, por exemplo, recursos de pedidos de auxílio que foram negados no ano passado.

Segundo o Ministério da Cidadania, o valor é destinado a contestações e reavaliações que podem incluir mais pessoas no programa. "As liberações estão sendo efetivadas de acordo com a conclusão desses processos", afirma a pasta.

Sobre a verba do auxílio não usada em 2020, a pasta diz que houve cruzamentos de dados e medidas antifraude reduziram os custos do programa. Isso fez o dinheiro ser direcionado a quem mais precisava.

"Dessa forma, a previsão orçamentária inicial sofreu uma variação que está se refletindo na execução", afirmou a pasta.

O governo promete uma nova rodada do auxílio emergencial, diante do repique da pandemia em 2021, mas essa medida, em formato reformulado, depende de nova autorização do Congresso.

Houve represamento também de recursos destinados a cobrir o Benefício Emergencial do Emprego e da Renda (o BEm), pago a trabalhadores que tiveram redução de jornada e salário ou suspensão de contrato.

Para o pagamento desse benefício foram reservados R$ 51,5 bilhões em 2020. Ao final do ano, porém, R$ 18 bilhões (32% do total) não tinham sido executados. Com o fim do decreto de calamidade, o programa não pode ser estendido a 2021, mesmo contando com sobra de recursos.

Apenas uma parte, R$ 8 bilhões, tem autorização para ser gasta nos primeiros meses de 2021. O objetivo é cobrir o corte na renda de trabalhadores que tiveram a jornada reduzida no fim do ano passado.

Desses R$ 8 bilhões, menos de R$ 400 milhões foram usados até o fim de fevereiro. O motivo é a demora para analisar os pedidos de trabalhadores pelo pagamento do governo --inclusive na Justiça.

Houve também descompassos nas projeções sobre o alcance do programa. O Ministério da Economia desenhou a medida considerando uma adesão de 73% de todos os trabalhadores formais do país, baseado na tese de que os outros 27% eram de segmentos considerados essenciais e não seriam afetados pela crise.

De acordo com a pasta, foi projetado esse quantitativo para seguir o mote de que ninguém seria deixado para trás. Depois disso, na visão do ministério, a retomada das atividades e a reação da economia fizeram a demanda ser menor do que a imaginada.

"O total de acordos realizados foi, portanto, abaixo do necessário, o que ocasionou a não utilização total do orçamento inicialmente previsto. E isso é algo extremamente positivo, pois mostra a rápida recuperação e evita um maior endividamento do país", afirmou o Ministério da Economia, em nota.

Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e um dos principais articuladores do programa de empregos em 2020, houve um declínio natural da medida conforme ela foi sendo usada pelas empresas.

No entanto, ele contestou a tese de declínio da demanda. Para Solmucci, uma nova medida do tipo é urgente. "O BEm não só foi importante como continua sendo vital para salvar as empresas que sobreviveram até agora."

Especialistas dizem que o superdimensionamento de programas na área econômica em 2020 garantiu, por um lado, recursos mais que suficientes para atender os beneficiários segundo as regras adotadas. Isso ocorreu, lembram, em um cenário em que havia pouca clareza sobre a correta demanda por medidas.

Por outro lado, há críticas sobre os recursos terem chegado a 2021 sem poderem ser usados, travados principalmente por diferentes regras orçamentárias.

Bráulio Borges, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirmou que isso poderia ter sido resolvido com um diálogo técnico ao longo do ano passado com órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União).

Para ele, uma resolução dos impasses burocráticos poderia ter dado fôlego ao pagamento do auxílio emergencial no início de 2021.

"Certamente tinha espaço para prorrogá-las neste ano, mesmo sem o decreto de calamidade. Acho que teve um erro de cálculo enorme, ou um wishful thinking [pensamento positivo, nesse caso sobre a melhora da pandemia]", disse.

Na avaliação de Borges, declarações da equipe econômica sobre a baixa probabilidade de uma nova onda da Covid indicam que o governo, na verdade, encerrou o ano apostando no arrefecimento da pandemia.

Os analistas afirmam que, neste segundo ano de pandemia, há menor margem de tolerância para medidas mal desenhadas e erros de procedimento, principalmente por causa do endividamento público.

De acordo com Borges, houve grande desperdício principalmente no auxílio emergencial, com estimativas indicando que R$ 50 bilhões foram pagos a quem não tinha direito.

Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que monitora as contas públicas), disse que a tolerância para erros em 2021 é menor pois a crise não é mais algo imprevisível e as necessidades da sociedade já são em grande parte conhecidas.

"No ano passado, ok, teve o problema do superdimensionamento porque os programas tiveram de ser desenhados com rapidez. Mas neste ano não se pode repetir o erro", disse. Outra crítica feita por Salto é a necessidade de elevar o rigor no controle e no monitoramento sobre as medidas para que elas sejam aprimoradas.

"Faltou um maior acompanhamento do governo para verificar onde teve uma superestimativa e onde precisava mexer, para avaliar e adaptar as necessidades", disse. Ele dá como exemplo o repasse a estados e municípios, visto por parte dos economistas como exagerado. "Agora, o governo já tem o aprendizado do ano passado. Ou espera-se que tenha", disse Salto.

Segunda, 01 de Março de 2021 - 18:47

Covid-19 na Bahia: Mortes por dia voltam a aumentar e chegam a 95 nesta segunda

por Lula Bonfim

Covid-19 na Bahia: Mortes por dia voltam a aumentar e chegam a 95 nesta segunda
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) notificou, nesta segunda-feira (1º), 95 óbitos em decorrência da Covid-19, além de 2.020 novas contaminações pelo novo coronavírus. Com isso, a Bahia tem agora 686.057 casos confirmados e 11.914 mortes desde o início da pandemia, que teve seu primeiro registro no estado em 6 de março de 2020, em Feira de Santana.

 

A quantidade de mortes notificadas pela Sesab nas últimas 24 horas voltou a aumentar depois de registrar queda no domingo (28). O estado tem vivido seu pior momento no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Desde a última quinta-feira (25), o governo baiano tem divulgado pelo menos 90 novos óbitos em decorrência da doença. Antes, o recorde era de 76 mortes, em 24 de agosto de 2020.

 

Apesar dos altos números registrados, houve uma queda dos casos ativos da doença nas últimas 24 horas, de 20.506 para 19.851. Os dez municípios baianos com mais contaminados são Salvador (5.138), Camaçari (992), Itabuna (759), Ilhéus (489), Jequié (479), Feira de Santana (474), Vitória da Conquista (408), Lauro de Freitas (373), Santo Antônio de Jesus (354) e Guanambi (297).

 

A quantidade de pessoas internadas com casos graves da Covid-19, que bateu recorde neste domingo (reveja aqui), também apresentou uma pequena diminuição, de 983 para 965. Houve ainda uma pequena redução da taxa de ocupação dos leitos de UTI para adultos no estado, de 84% para 83%.

Em ato contra lockdown, Alden diz que Estado não se preparou para agravamento da Covid-19
Foto: Matheus Caldas/Bahia Notícias

O deputado estadual Capitão Alden (PSL) acompanhou, na tarde desta segunda-feira (1), um ato que reuniu algumas dezenas de trabalhadores para protestar contra o lockdown parcial adotado em conjunto pelo governo estadual e pela prefeitura de Salvador para conter o avanço do coronavírus (reveja). De acordo com os gestores, a Bahia e a capital vivem o pior momento da pandemia, com o sistema de saúde próximo a um colapso geral. 

 

Para Alden, no entanto, o estado, apesar de saber as possibilidade de agravamento da doença, não se preparou. 

 

“A gente sabia que haveria uma onda maior, por que o Estado não se preparou ampliando a quantidade de leitos? Não estamos negando a letalidade da doença, mas é muito em função do despreparo do Estado em gerir o problema”, disse o deputado, que questionou atraso no funcionamento do Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas, e defendeu  o uso de medicamentos como forma de prevenção, proposta que ciência já comprovou ser ineficaz. 

Guanambi: População adere a decreto que restringe circulação até a próxima segunda
Foto / Reprodução: Victor Boa Sorte

Após decretar a suspensão de diversas atividades para tentar frear o avanço de casos da Covid-19 (lembre aqui), a gestão da cidade de Guanambi, no Sertão Produtivo, diz não estar enfrentando maiores problemas com o cumprimento do decreto municipal. 


A medida  determinou a restrição de funcionamento de toda e qualquer atividade econômica ou não, desta segunda-feira (1º) até a próxima segunda (8), permitindo apenas serviços essenciais relacionadas a saúde e comercialização de gêneros alimentícios, está sendo respeitado. 


Por meio de assessoria de imprensa, a gestão disse ao Bahia Notícias, que apenas um estabelecimento foi interditado pela Polícia Militar na zona rural da cidade, neste final de semana (lembre aqui).


Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, os setores que tiveram restrição estão  colaborando. Já que, “embora, este tipo de medida gere insatisfação,  a gravidade  da situação, com o colapso de leitos clínicos  e de UTI acabou trazendo mais compreensão para a população”.


A cidade registra 254 casos ativos da Covid-19, e 24 óbitos desde o início da pandemia. A taxa de ocupação dos leitos do Hospital de Campanha da cidade é de 66,7%. Já os leitos do Pronto Atendimento Covid-19 tem 100 % de ocupação. 
 

Covid: Bahia vai ingressar com ação no STF para aplicar vacinas sem autorização da Anvisa
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O governador Rui Costa (PT) afirmou que a Bahia vai ingressar com uma nova ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o estado possa aplicar as vacinas da Covid-19 sem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivisa). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo petista por meio do Twitter.

 

“Queremos ter esta garantia para que possamos comprar novas vacinas e imunizar mais baianos. Perder tempo significa perder mais vidas humanas!”, escreveu Rui.

 

De acordo com o governador baiano, o estado deve assinar até contrato nesta semana com o governo russo para a aquisição de doses da Sputnik V, imunizante da Rússia contra o novo coronavírus.

 

“Queremos a liberação de vacinas com aprovação em órgãos internacionais que estejam sendo aplicadas em outros países. Esta semana espero ter contrato assinado com a #SputnikV. Tb vou me reunir com representantes da Pfizer e Johnson para viabilizar a compra de vacinas para a Bahia”, postou.

 

Na última terça-feira (23), o STF já havia concedido aos estados e municípios a possibilidade de adquirir os imunizantes. Contudo, esta concessão se referia à compra, não à aplicação (leia mais aqui).

Segunda, 01 de Março de 2021 - 18:02

Escassez do mercado faz diretoria do Vitória cogitar reintegração de Rafael Carioca

por Glauber Guerra

Escassez do mercado faz diretoria do Vitória cogitar reintegração de Rafael Carioca
Foto: Enaldo Pinto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

Fora dos planos do Vitória, o lateral-esquerdo Rafael Carioca poderá ter uma nova chance no clube. O Bahia Notícias apurou que a diretoria busca um novo jogador para a posição, mas tem tido dificuldades no mercado da bola em razão da escassez de atletas com o perfil que a cúpula da agremiação quer. 

 

Diante disso, Rafael Carioca, que tem treinado no G-2, grupo de atletas que estão fora dos planos, poderá ser reintegrado. O tema foi discutido internamente entre membros da diretoria e comissão técnica. Caso não encontre ninguém, o atleta poderá retornar ao time.

 

No mês passado, o Bahia Notícias informou que Rafael Carioca estava na mira de outro clube e que estava perto de deixar o Vitória. Porém, as negociações esfriaram e o jogador segue treinando na Toca do Leão (relembre aqui).

 

No penúltimo jogo do Vitória pela Série B, contra o Botafogo-SP, Rafael não apareceu na concentração no dia combinado e por isso acabou cortado da lista de relacionados (relembre aqui).

 

Rafael Carioca tem 28 anos. Ele disputou 30 jogos pelo Vitória e marcou três gols. 

BN Na Tela: Choro de Rui, colapso iminente na saúde e protestos contra 'lockdown'

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (1º), mais uma rodada de reajustes nos preços dos combustíveis. É o quinto aumento em 2021 e acontece após a indicação de saída do presidente da petroleira, determinado pelo presidente Jair Bolsonaro. Porém o assunto do dia segue a sendo a pandemia. Pela manhã, o governador Rui Costa se emocionou durante entrevista ao falar da morte de uma jovem de 16 anos. O governo prorrogou as medidas restritivas ampliadas. Em Salvador, o prefeito Bruno Reis confirmou a extensão do fechamento das praias até a próxima segunda. Além de ter alertado para a semana dura que a capital baiana vai enfrentar com o aumento número de casos e de óbitos. Enquanto isso, protestos em cidades como Salvador, Feira de Santana e Valença, contra o fechamento das atividades econômicas também foram registradas. Veja:

Segunda, 01 de Março de 2021 - 17:48

Vitória encaminha rescisão contratual com Leandro Silva

por Glauber Guerra

Vitória encaminha rescisão contratual com Leandro Silva
Foto: Pietro Carpi/ Vitória

O ciclo de Leandro Silva no Vitória está próximo do fim. De acordo com apuração do Bahia Notícias, as negociações para uma rescisão contratual avançaram nesta segunda-feira (1º). Faltam pequenos detalhes para o acordo ser finalizado.

 

Leandro foi contratado pelo Vitória em agosto do ano passado. O jogador, de 32 anos, disputou apenas 10 jogos com a camisa do Leão.

 

O contrato de Leandro Silva com o Vitória termina em dezembro deste ano.

Segunda, 01 de Março de 2021 - 17:40

Líder deposta pelo golpe faz 1ª aparição após recorde de mortes em Mianmar

por Folhapress

Líder deposta pelo golpe faz 1ª aparição após recorde de mortes em Mianmar
Foto: Reprodução / Asia Society.org

Um mês depois de ser detida e deposta por um golpe militar que mergulhou Mianmar em caos político, econômico e diplomático, a líder civil Aung San Suu Kyi, conselheira de Estado e vencedora do Nobel da Paz, fez sua primeira aparição pública nesta segunda-feira (1º) em uma audiência por videoconferência.

Suu Kyi, 75, parecia estar bem de saúde durante sua apresentação ao tribunal na capital do país, Naypyitaw. "Eu vi Amay no vídeo, ela parece saudável", disse a advogada Min Min Soe à agência de notícias Reuters, usando um termo afetuoso que significa "mãe" para se referir à sua cliente.

A audiência ocorreu em um momento de escalada de violência em Mianmar. Desde a semana do golpe, milhares de manifestantes têm se reunido diariamente para protestar contra as Forças Armadas e para pedir a libertação das mais de 1.100 pessoas detidas pelos militares —dados da Associação de Proteção a Presos Políticos de Mianmar.

Neste domingo (28), ao menos 18 pessoas morreram durante a repressão aos protestos coordenada pelos militares. As forças de segurança do país vêm usando balas de borracha, gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os atos. Não param de crescer, entretanto, os relatos sobre o uso de munição letal contra os civis, o que desperta a memória do país sobre o violento histórico de reação a opositores.

Em um discurso transmitido pela televisão estatal, o chefe das Forças Armadas, general Min Aung Hlaing, disse que os líderes dos protestos e os "instigadores" continuarão sendo punidos, assim como funcionários públicos que se recusarem a trabalhar para o novo regime —movimentos grevistas têm se organizado contra os militares, de modo que vários serviços do país estão prejudicados.

O Exército também está investigando supostos crimes financeiros cometidos pelo governo civil. Segundo o general, as autoridades depostas fizeram mau uso do dinheiro destinado aos esforços de prevenção contra a Covid-19 e serão investigadas por corrupção.

Suu Kyi é um dos alvos do inquérito. O motivo de sua detenção foi uma acusação obscura segundo a qual ela teria importado ilegalmente seis walkie-talkies. Dias depois, ela também foi acusada de uma suposta violação dos protocolos de combate à propagação do coronavírus.

Nesta segunda-feira, de acordo com sua equipe de defesa, a líder civil recebeu mais duas acusações criminais formais. A primeira por ter supostamente violado uma lei de telecomunicações que estipula licenças para equipamentos.

A segunda, que remete ao código penal escrito ainda no período colonial de Mianmar, a incrimina por publicar informações que podem "causar medo ou alarme", o que seria proibido pela lei. Pouco antes de ser presa, e já temendo um possível golpe, Suu Kyi publicou um comunicado que foi interpretado como uma convocação para a realização de protestos contra as Forças Armadas.

"As ações dos militares são atos para colocar o país novamente sob uma ditadura. Peço às pessoas que não aceitem isso, que respondam e protestem de todo o coração contra o golpe dos militares", escreveu a conselheira, na ocasião.

Segundo críticos ao regime, as acusações foram forjadas. Suu Kyi deve ser submetida a uma nova audiência em 15 de março.

Enquanto isso, as ruas das principais cidades do país continuam sendo tomadas pelos manifestantes, a despeito da violência da repressão. Segundo o gabinete de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), a polícia disparou contra a multidão em vários lugares, matando 18 pessoas.

O levantamento da ONU já torna este domingo (28) o dia mais violento desde que os protestos começaram, mas o número de vítimas pode ser ainda mais alto. Segundo um comitê formado por legisladores eleitos no ano passado —e impedidos pelo golpe de assumir os cargos—, houve 26 mortos nos protestos, mas a informação não pôde ser confirmada de maneira independente pelas agências de notícias internacionais.

"Temos que continuar o protesto, não importa o que aconteça", disse o manifestante Thar Nge à Reuters, pouco depois que ter sido alvo de bombas de gás lacrimogêneo que o obrigaram a abandonar uma barricada erguida em uma rua de Rangoon, a maior cidade do país.

O golpe e a repressão aos dissidentes que o sucedeu continua atraindo críticas da comunidade internacional. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou que os Estados Unidos condenam "a violência abominável das forças de segurança" mianmarenses e que continuarão "a promover a responsabilização dos responsáveis".

"Encorajamos todos os países a falarem uma só voz em apoio à vontade do povo", escreveu Blinken no Twitter.

O ministro das Relações Exteriores do Canadá, Marc Garneau, também fez declaração semelhante e acusou os militares de Mianmar de recorrerem a uma "violência terrível, incluindo força letal, contra seu próprio povo".

"Nenhum regime que use força para suprimir o desejo democraticamente expresso de seu povo pode ser legitimado", escreveu Garneau.

"O povo de Mianmar quer que suas vozes sejam ouvidas e estão mostrando uma grande bravura em resposta a essa brutalidade", disse Dominic Raab, chefe da diplomacia britânica. "A comunidade internacional deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para pressionar o fim da violência, libertar os detidos arbitrariamente e restaurar o governo eleito".

Os chanceleres dos países-membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) —grupo formado por Mianmar, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Filipinas, Tailândia, Singapura e Vietnã— devem se reunir nesta terça-feira (2) para traçar uma rota de retorno ao regime democrático, disse a chanceler de Singapura, Vivian Balakrishnan.

Ela se juntou ao grupo de autoridades que pedem o fim do uso de munição letal contra os manifestantes e a liberdade de Suu Kyi e de outros presos políticos.

Para Tom Andrews, enviado da ONU a Mianmar, "o que o mundo está vendo em Mianmar é ultrajante e inaceitável. Palavras de condenação são bem-vindas, mas insuficientes".

Em um comunicado direcionado aos países-membros ao Conselho de Segurança da entidade, ele sugeriu ações práticas como um embargo de armas, mais sanções aos militares e a conglomerados empresariais que os financiam e um recurso ao Tribunal Penal Internacional.

O Exército vem tentando usar supostas acusações de fraude no pleito como justificativa para a tomada de poder. Os militares também acrescentaram à narrativa o argumento de que a comissão eleitoral do país usou a pandemia de coronavírus como pretexto para impedir a realização de uma campanha justa. Dizem ainda que agiram de acordo com a Constituição e que a maior parte da população apoia sua conduta, acusando manifestantes de incitarem a violência.

A Liga Nacional pela Democracia (LND), partido de Suu Kyi, obteve 83% dos votos e conquistou 396 dos 476 assentos no Parlamento nas últimas eleições em Mianmar, realizadas em novembro do ano passado. A legenda, entretanto, foi impedida de assumir quando o golpe foi aplicado no dia da posse da nova legislatura. O Partido da União Solidária e Desenvolvimento, apoiado pelos militares, obteve apenas 33 cadeiras.

*

CRONOLOGIA DA HISTÓRIA POLÍTICA DE MIANMAR

1948: Ex-colônia britânica, Mianmar se torna um país independente

1962: General Ne Win abole a Constituição de 1947 e instaura um regime militar

1974: Começa a vigorar a primeira Constituição pós-independência

1988: Repressão violenta a protestos contra o regime militar gera críticas internacionais

1990: Liga Nacional pela Democracia (LND), de oposição ao regime, vence primeira eleição multipartidária em 30 anos e é impedida de assumir o poder

1991: Aung San Suu Kyi, da LND, ganha o Nobel da Paz

1997: EUA e UE impõe sanções contra Mianmar por violações de direitos humanos e desrespeito aos resultados das eleições

2008: Assembleia aprova nova Constituição

2011: Thein Sein, general reformado, é eleito presidente e o regime militar é dissolvido

2015: LND conquista maioria nas duas Casas do Parlamento

2016: Htin Kyaw é eleito o primeiro presidente civil desde o golpe de 1962 e Suu Kyi assume como Conselheira de Estado, cargo equivalente ao de primeiro-ministro

2018: Kyaw renuncia e Win Myint assume a Presidência

2020: Em eleições parlamentares, LND recebe 83% dos votos e derrota partido pró-militar

2021: Militares alegam fraude no pleito, prendem lideranças da LND, e assumem o poder com novo golpe de Estado

Segunda, 01 de Março de 2021 - 17:21

Zagueiro Maurício Ramos está próximo de rescisão com Vitória

por Glauber Guerra

Zagueiro Maurício Ramos está próximo de rescisão com Vitória
Foto: Letícia Martins/ Vitória

O zagueiro Maurício Ramos está próximo de dar adeus ao Vitória. O Bahia Notícias apurou que um acordo amigável para a rescisão contratual já foi feito entre as partes e falta só conclusão dos trâmites burocráticos para o anúncio. O vínculo expira em dezembro.

 

Maurício Ramos tem 35 anos e desembarcou no Vitória no final de dezembro de 2019. Ao todo, ele disputou 31 partidas com a camisa do Leão. 

 

O motivo para a rescisão é o alto salário do jogador, que até aceitou reduzir. Porém, como ele tem propostas de outros clubes, optou pelo acordo amigável.

 

Atualmente, o Vitória conta com Wallace, João Victor, Carlos e Mateus Moraes na zaga.
 

Segunda, 01 de Março de 2021 - 17:20

Valença: Comerciantes protestam contra lockdown que visa reduzir casos da Covid-19

por Vitor Castro

Valença: Comerciantes protestam contra lockdown que visa reduzir casos da Covid-19
Foto: Fábio Duarte

Comerciantes e empresários da cidade de Valença, no Baixo Sul, fizeram uma manifestação na tarde desta segunda-feira (1º), contra o fechamento do comércio e as medidas de restrição de circulação do governo do estado,  que visam  diminuir a curva de contaminação pelo novo coronavírus. 


Os registros feitos por um leitor do Bahia Notícias mostram que cerca de 30 pessoas se reuniram na tarde de hoje na Avenida Maçônica, na orla da cidade, para demonstrar a insatisfação. Manifestação semelhante ocorreu na manhã desta segunda-feira em feira de Santana (lembre aqui). 


Empunhando placas e cartazes de protestos, os manifestantes levantaram bandeira estimulando o encerramento da determinação legal. “Só queremos trabalhar”,  “Não ao decreto estadual” e “Lockdown não é a solução”, eram alguns dos dizeres. 


De acordo com o último boletim emitido pela secretaria estadual de saúde da cidade de Valença, desde o início da pandemia 4.914 casos da Covid-19 já foram confirmados. Deste total, 62 seguem tratando a doença. Outros 4.764 pacientes já são considerados curados e outros 88 óbitos foram registrados. 
 

Técnicos da Anvisa inspecionam laboratório indiano que produz Covaxin
Foto: Reprodução / CNN Brasil

Técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) visitam nesta segunda-feira (1) a fábrica da empresa Bharat Biotech, na Índia. Realizada a pedido da própria companhia, a inspeção às instalações onde está sendo produzida a vacina Covaxin, contra a covid-19, está prevista para terminar na sexta-feira (5).

 

Cinco servidores da agência reguladora brasileira avaliarão os padrões de produção da matéria-prima usada na elaboração do imunizante e da própria vacina. Os técnicos vão analisar os procedimentos de armazenamento, os processos de trabalho, entre outros critérios de controle de qualidade, cuja observância é necessária para que a Anvisa conceda ao laboratório farmacêutico o Certificado de Boas Práticas de Fabricação - documento que a agência emite aos fabricantes de medicamentos, produtos para a saúde, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, saneantes e insumos farmacêuticos do Brasil e de outros países que cumprem os procedimentos e práticas estabelecidos pela instituição, de acordo com a Agência Brasil. 

 

A Bharat Biotech ainda não pediu à Anvisa autorização para realização de estudos clínicos da Covaxin no Brasil, nem o registro de uso emergencial da vacina no país. Apesar disso, na última quinta-feira (25), o Ministério da Saúde assinou um contrato para comprar 20 milhões de doses do imunizante produzido pelo laboratório.

 

O contrato assinado com a Precisa Medicamentos, responsável por importar a Covaxin no Brasil, está orçado em R$ 1,614 bilhão. E prevê a entrega dos medicamentos de maneira escalonada, entre os meses de março (quando o país receberia os primeiros 8 milhões de doses) e maio deste ano.

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